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NOÇÕES DE

AMOSTRAGEM
E ANÁLISE
LABORATORIAL

Autor: Luiz Carlos de Souza


NOÇÕES DE
AMOSTRAGEM
E ANÁLISE
LABORATORIAL
Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P.
É terminantemente proibida a utilização do mesmo por prestadores de serviço ou fora
do ambiente PETROBRAS.

Este material foi classificado como INFORMAÇÃO RESERVADA e deve possuir o


tratamento especial descrito na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE
INFORMAÇÕES RESERVADAS".

Órgão gestor: E&P-CORP/RH


NOÇÕES DE
AMOSTRAGEM
E ANÁLISE
LABORATORIAL

Autor: Luiz Carlos de Souza


Organizador: Leôncio de Almeida

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

• Reconhecer os princípios básicos da técnica de amostragem;


• Identificar os procedimentos referentes aos ensaios
analíticos realizados nos laboratórios onshore e offshore.
Programa Alta Competência

Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos


da área de Exploração & Produção da Petrobras. Ele se estende para
além dessas páginas, uma vez que traduz, de forma estruturada, a
experiência de anos de dedicação e aprendizado no exercício das
atividades profissionais na Companhia.

É com tal experiência, refletida nas competências do seu corpo de


empregados, que a Petrobras conta para enfrentar os crescentes
desafios com os quais ela se depara no Brasil e no mundo.

Nesse contexto, o E&P criou o Programa Alta Competência, visando


prover os meios para adequar quantitativa e qualitativamente a força
de trabalho às estratégias do negócio E&P.

Realizado em diferentes fases, o Alta Competência tem como premissa


a participação ativa dos técnicos na estruturação e detalhamento das
competências necessárias para explorar e produzir energia.

O objetivo deste material é contribuir para a disseminação das


competências, de modo a facilitar a formação de novos empregados
e a reciclagem de antigos.

Trabalhar com o bem mais precioso que temos – as pessoas – é algo


que exige sabedoria e dedicação. Este material é um suporte para
esse rico processo, que se concretiza no envolvimento de todos os
que têm contribuído para tornar a Petrobras a empresa mundial de
sucesso que ela é.

Programa Alta Competência


Como utilizar esta apostila

Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila


está organizada e assim facilitar seu uso.

No início deste material é apresentado o objetivo geral, o qual


representa as metas de aprendizagem a serem atingidas.

ATERRAMENTO
DE SEGURANÇA

Autor

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

Objetivo Geral
• Identificar procedimentos adequados ao aterramento
e à manutenção da segurança nas instalações elétricas;
• Reconhecer os riscos de acidentes relacionados ao
aterramento de segurança;
• Relacionar os principais tipos de sistemas de
aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas
instalações elétricas.
O material está dividido em capítulos.

No início de cada capítulo são apresentados os objetivos


específicos de aprendizagem, que devem ser utilizados como
orientadores ao longo do estudo.

48

Capítulo 1

Riscos elétricos
e o aterramento
de segurança

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

Objetivo Específico
• Estabelecer a relação entre aterramento de segurança e
riscos elétricos;
• Reconhecer os tipos de riscos elétricos decorrentes do uso de
equipamentos e sistemas elétricos;
• Relacionar os principais tipos de sistemas de aterramento de
segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas.

No final de cada capítulo encontram-se os exercícios, que


visam avaliar o alcance dos objetivos de aprendizagem.

Os gabaritos dos exercícios estão nas últimas páginas do


capítulo em questão.

Alta Competência Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança

mo está relacionada a 1.6. Bibliografi a Exercícios


1.4. 1.7. Gabarito
CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
1) Que relação podemos estabelecer entre
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
riscos elétricos e
Elétrica, 2007. aterramento de segurança? O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes
do uso de equipamentos e sistemas elétricos.
_______________________________________________________________
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. 2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
_______________________________________________________________
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005. e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
Norma Petrobras N-2222. 2) Apresentamos,
Projeto de aterramentoa de
seguir, trechos
segurança de Normas Técnicas que
em unidades
marítimas. Comissão de abordam os cuidados
Normas Técnicas e critérios relacionados a riscos elétricos.
- CONTEC, 2005. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato

Correlacione-os aos tipos de riscos, marcando A ou B, conforme, (B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
o caso: executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”
e do tipo de
A) Risco Proteção
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. de incêndio e explosão
de estruturas B) Risco
contra descargas de contato (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (...) devem ser
es durante toda atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005. adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento
na maioria das ( ) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas
Norma Regulamentadora NR-10. Segurança em instalações e serviços em de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de
mantê-los sob projetadas e executadas de modo que seja possível operação.”
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http://
is, materiais ou 24 prevenir, por meios seguros,
www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf> os perigos de choque
- Acesso em: (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (...) durante os 25
14 mar. 2008. elétrico e todos os outros tipos de acidentes.” trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário
21 à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de
( ) of Lightining
NFPA 780. Standard for the Installation “Nas instalações elétricas
Protection Systems. de
áreas classificadas
National advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem
a maior fonte Fire Protection Association, 2004. a atenção quanto ao risco.”
(...) devem ser adotados dispositivos de proteção,
sária, além das como alarme e seccionamento automático para
Manuais de Cardiologia. Disponível em: <http://www.manuaisdecardiologia.med. (A) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados
ole, a obediência br/Arritmia/Fibrilacaoatrial.htm> - Acesso em: 20 mai.sobretensões,
prevenir 2008. sobrecorrentes, falhas de
à aplicação em instalações elétricas (...) devem ser avaliados quanto à
sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.”

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas


nça. isolamento, aquecimentos ou outras condições
Mundo Educação. Disponível em: <http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/
parada-cardiorespiratoria.htm> - Acessoanormais de operação.”
em: 20 mai. 2008. 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir:

( ) “Nas partes das instalações


Mundo Ciência. Disponível em: <http://www.mundociencia.com.br/fi elétricas
sob tensão, (...)
sica/eletricidade/ (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes
choque.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. normalmente energizadas da instalação elétrica.
durante os trabalhos de reparação, ou sempre que for
julgado necessário à segurança, devem ser colocadas (F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer
placas de aviso, inscrições de advertência, bandeirolas riscos de choques elétricos.

e demais meios de sinalização que chamem a atenção (V) Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um
equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se
quanto ao risco.” houver falha no isolamento desse equipamento.
( ) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e (V) Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um
sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas “fio terra”.
3. Problemas operacionais, riscos e
cuidados com aterramento de segurança

T
odas as Unidades de Exploração e Produção possuem um plano
de manutenção preventiva de equipamentos elétricos (motores,
geradores, painéis elétricos, transformadores e outros).

A cada intervenção nestes equipamentos e dispositivos, os


Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas
mantenedores avaliam a necessidade ou não da realização de inspeção
definos
nições
sistemasestão disponíveis
de aterramento envolvidosno glossário.
nestes equipamentos.Ao longo dos
textos do capítulo, esses termos podem ser facilmente
Para que o aterramento de segurança possa cumprir corretamente o
identifi cados, pois estão em destaque.
seu papel, precisa ser bem projetado e construído. Além disso, deve
ser mantido em perfeitas condições de funcionamento.

Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir 49


diariamente com os equipamentos elétricos, pode detectar
imediatamente alguns tipos de anormalidades, antecipando
problemas e, principalmente, diminuindo os riscos de choque elétrico
por contato indireto e de incêndio e explosão.

3.1. Problemas operacionais

Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo


de aterramento são:

• Falta de continuidade; e
• Elevada resistência elétrica de contato.

É importante lembrar que Norma Petrobras N-2222 define o valor


de 1Ohm, medido com multímetro DC (ohmímetro), como o máximo
admissível para resistência de contato.

Alta Competência Capítulo 3. Problemas operaciona

3.4. Glossário 3.5. Bibliografia

Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIAN
manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma elétricos - inspeção e medição da re
corrente elétrica. Elétrica, 2007.

Ohm – unidade de medida padronizada pelo SI para medir a resistência elétrica. COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos
– Curso técnico de segurança do trab
Ohmímetro – instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm.
NFPA 780. Standard for the Installation
Fire Protection Association, 2004.

Norma Petrobras N-2222. Projeto de


marítimas. Comissão de Normas Técn

Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instala


Brasileira de Normas Técnicas, 2005.

Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Pr


56 atmosféricas. Associação Brasileira d

Norma Regulamentadora NR-10. Seg


eletricidade. Ministério do Trabalho
www.mte.gov.br/legislacao/normas_
em: 14 mar. 2008.
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
98
100
102

Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os 104


105

insumos para o desenvolvimento do conteúdo desta apostila, 106


108

ou tenha interesse em se aprofundar em determinados temas, 110


112

basta consultar a Bibliografia ao final de cada capítulo. 114


115

Alta Competência Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança

1.6. Bibliografia 1.7. Gabarito NÍVEL DE RUÍDO DB (A)

CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
85
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
Elétrica, 2007. O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes 86
do uso de equipamentos e sistemas elétricos.
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade.
87
2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005. e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
88
Norma Petrobras N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades
marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato 89
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
(B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e 90
executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.” 91
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Proteção de estruturas contra descargas (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (...) devem ser
atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005. adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento 92
automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas
Norma Regulamentadora NR-10. Segurança em instalações e serviços em de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de 93
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http:// operação.”
24 www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf> - Acesso em: (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (...) durante os 25 94
14 mar. 2008. trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário
à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de 95
NFPA 780. Standard for the Installation of Lightining Protection Systems. National advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem
96
Ao longo de todo o material, caixas de destaque estão
Fire Protection Association, 2004. a atenção quanto ao risco.”

Manuais de Cardiologia. Disponível em: <http://www.manuaisdecardiologia.med. (A) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados 98
br/Arritmia/Fibrilacaoatrial.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. à aplicação em instalações elétricas (...) devem ser avaliados quanto à
sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.” 100
presentes. Cada uma delas tem objetivos distintos.
Mundo Educação. Disponível em: <http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/
parada-cardiorespiratoria.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir: 102
Mundo Ciência. Disponível em: <http://www.mundociencia.com.br/fisica/eletricidade/ (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes 104
choque.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. normalmente energizadas da instalação elétrica.

(F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer


105
riscos de choques elétricos.
106
(V) Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um

A caixa “Você Sabia” traz curiosidades a respeito do conteúdo (V)


equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se
houver falha no isolamento desse equipamento.

Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um


108
110

abordado Alta
deCompetência
um determinado item do capítulo. 112
“fio terra”.

(F) A queimadura é o principal efeito fisiológico associado à passagem


da corrente elétrica pelo corpo humano. 114 Capítulo 1. Riscos elét
115

Trazendo este conhecimento para a realid


observar alguns pontos que garantirão o
incêndio e explosão nos níveis definidos pela
É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a durante o projeto da instalação, como por ex
primeira observação de um fenômeno relacionado
com a eletricidade estática. Ele teria esfregado um • A escolha do tipo de aterramento fu
fragmento de âmbar com um tecido seco e obtido ao ambiente;
um comportamento inusitado – o âmbar era capaz de
atrair pequenos pedaços de palha. O âmbar é o nome • A seleção dos dispositivos de proteção
dado à resina produzida por pinheiros que protege a
árvore de agressões externas. Após sofrer um processo
• A correta manutenção do sistema elét
semelhante à fossilização, ela se torna um material
duro e resistente.

O aterramento funcional do sist

14
?
Os riscos VOCÊ
elétricosSABIA?
de uma instalação são divididos em dois grupos principais:

Uma das principais substâncias removidas em poços de


como função permitir o funcion
e eficiente dos dispositivos de pro
sensibilização dos relés de proteçã

MÁXIMA EXPOSIÇÃO
“Importante” é um lembrete
petróleo pelo pig de limpeza é adas
parafina. questões
Devido às
baixas temperaturas do oceano, a parafina se acumula
essenciais do uma circulação de corrente para a
por anormalidades no sistema elétr
DIÁRIA PERMISSÍVEL
8 horas conteúdo tratadovirno capítulo.
nas paredes da tubulação. Com o tempo, a massa pode
a bloquear o fluxo de óleo, em um processo similar
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
Observe no diagrama a seguir os principais ris
5 horas
à ocorrência de incêndio e explosão:
4 horas e 30 minutos
4 horas 1.1. Riscos de incêndio e explosão
3 horas e 30 minutos
ImpOrtAnte!
3 horas Podemos definir os riscos de incêndio e explosão da seguinte forma:
2 horas e 40 minutos É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
Situações associadas à presença de sobretensões, sobrecorrentes,
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
fogo no ambiente elétrico e possibilidade de ignição de atmosfera
1 hora e 45 minutos
potencialmente explosiva por descarga descontrolada de
1 hora e 15 minutos
eletricidade estática.
1 hora
45 minutos AtenÇÃO
35 minutos Os riscos de incêndio e explosão estão presentes em qualquer
30 minutos instalaçãoÉ e muito
seu descontrole se traduz
importante que principalmente
você conheça em os
danos
25 minutos pessoais, procedimentos específicosoperacional.
materiais e de continuidade para passagem de pig
20 minutos em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
8 minutos
7 minutos
reSUmInDO...

Recomendações gerais
• Antes do carregamento do pig, inspecione o
interior do lançador;
• Após a retirada de um pig, inspecione internamente
o recebedor de pigs;
• Lançadores e recebedores deverão ter suas
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
5 horas
4 horas e 30 minutos
4 horas
3 horas e 30 minutos
ImpOrtAnte!
3 horas
2 horas e 40 minutos É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
1 hora e 45 minutos
1 hora e 15 minutos
1 hora
45 minutos AtenÇÃO
35 minutos
30 minutos Já a caixa de destaque
É muito “Resumindo”
importante que você conheçaé uma os versão compacta
procedimentos específicos para passagem de pig
25 minutos
20 minutos dos principais pontos
em poços abordados no capítulo.
na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
8 minutos
7 minutos
reSUmInDO...

Recomendações gerais

? VOCÊ SABIA?
• Antes do carregamento do pig, inspecione o
interior do lançador;
Uma das principais substâncias removidas em poços de
• Apóspelo
petróleo a retirada
pig dede um pig, inspecione
limpeza internamente
é a parafina. Devido às
MÁXIMA EXPOSIÇÃO o recebedor
baixas de pigs;
temperaturas do oceano, a parafina se acumula
DIÁRIA PERMISSÍVEL nas paredes da tubulação. Com o tempo, a massa pode
8 horas • Lançadores e recebedores deverão ter suas
vir a bloquear o fluxo de óleo, em um processo similar
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
5 horas
4 horas e 30 minutos

Em “Atenção” estão destacadas as informações que não


4 horas
3 horas e 30 minutos
ImpOrtAnte!
3 horas
2 horas e 40 minutos devem ser esquecidas.
É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
1 hora e 45 minutos
1 hora e 15 minutos
1 hora
45 minutos AtenÇÃO
35 minutos
30 minutos É muito importante que você conheça os
25 minutos procedimentos específicos para passagem de pig
20 minutos em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
tricos e o aterramento de segurança
8 minutos
7 minutos
reSUmInDO...

Recomendações gerais
dade do E&P, podemos
controle dos riscos de
Todos os recursos• Antes
didáticos presentes nesta apostila têm
do carregamento do pig, inspecione o
as normas de segurança
xemplo:
como objetivo facilitar o aprendizado de seu conteúdo.
interior do lançador;
• Após a retirada de um pig, inspecione internamente
o recebedor de pigs;
uncional mais adequado
• Lançadores e recebedores deverão ter suas

o e controle;
Aproveite este material para o seu desenvolvimento profissional!

trico.

tema elétrico tem


namento confiável
oteção, através da
15
ão, quando existe
a terra, provocada
rico.

scos elétricos associados


Sumário
Introdução 15

Capítulo 1 - Amostragem, conservação e transferência de amostra


Objetivos 17
1. Amostragem, conservação e transferência de amostra 19
1.1. Tipos de amostras 22
1.2. Amostragem de petróleo em fluxo (óleo cru) 24
1.2.1. Equipamento - amostrador automático 24
1.2.2. Equipamento - amostragem manual de petróleo em fluxo
por meio de frasco 25
1.2.3. Recursos e pré-requisitos 26
1.2.4. Procedimento de amostragem - principais tarefas 28
1.3. Amostragem manual de petróleo em condições de processo 29
1.3.1. Amostragem manual de petróleo em condições
de processo – cilindro convencional 29
1.3.2. Amostragem manual de petróleo em condições
de processo - cilindro com pistão 33
1.4. Manuseio, transporte e armazenamento de amostras -
considerações importantes 39
1.5. Amostragem - considerações técnicas 39
1.6. Amostragem de gás natural 40
1.6.1. Amostragem de gás natural - recursos e pré-requisitos 41
1.6.2. Amostragem de gás natural - procedimento e principais tarefas 42
1.7. Amostragem de água 45
1.7.1. Amostragem de água - recursos e pré-requisitos 45
1.7.2. Amostragem de água - procedimento 46
1.8. Outras amostragens 47
1.8.1. Petróleo para análise de teor de areia 47
1.8.2. Trietileno glicol - teor de água no glicol 47
1.8.3. Água descartada para análise de teor de óleo e graxa (TOG) 48
1.9. Conservação e transferência de amostra 48
1.10. Exercícios 50
1.11. Glossário 53
1.12. Bibliografia 55
1.13. Gabarito 56
Capítulo 2 - Noções de análise laboratorial
Objetivo 59
2. Noções de análise laboratorial 61
2.1. Laboratórios offshore - noções de ensaios analíticos 61
2.2. Noções de ensaios analíticos realizados nos laboratórios onshore 71
2.3. Exercícios 74
2.4. Glossário 77
2.5. Bibliografia 78
2.6. Gabarito 79
Introdução

A
s atividades laboratoriais na indústria do petróleo
são fundamentais para o monitoramento dos processos
produtivos, a garantia da especificação final do produto
e a proteção do meio ambiente.

A freqüência das amostragens varia em função do comportamento do


reservatório e da estabilidade da planta de tratamento do petróleo.
Mas, é uma preocupação constante da Petrobras, tendo em vista
o impacto que tem sobre o conjunto de suas atividades.

No segmento de Exploração & Produção (E&P), essas atividades


se destinam à análise de fluidos e resíduos, presentes nos processos 15
de exploração e produção de petróleo e gás natural. Compreendem
basicamente as etapas de amostragem (coleta da amostra),
conservação da amostra (acondicionamento), transferência da
amostra (deslocamento do ponto de amostragem ao laboratório)
e análise laboratorial onshore ou offshore.

Sendo a Bacia de Campos uma referência importante para as atividades


laboratoriais, em função de sua grande demanda analítica, esse
material será orientado pelas atividades desenvolvidas no Laboratório
do E&P-SERV/US-AP/LF (Laboratório de Fluidos da UN-BC, Macaé,
RJ), que presta serviço de apoio à produção da UN-RIO, da UN-BC,
da UN-ES e da UN-BS.

Os responsáveis pelas amostragens nas áreas operacionais são


os técnicos de produção. Adquirir noções de amostragem e análise
laboratorial é decisivo para habilitar esses técnicos para a execução
das tarefas relacionadas à coleta dos fluidos a serem monitorados.

RESERVADO
RESERVADO
Capítulo 1
Amostragem,
conservação
e transferência
de amostra

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Distinguir diferentes tipos de amostras e o modo adequado


de coletá-las;
• Caracterizar a amostragem dos produtos envolvidos na
produção de petróleo - óleo cru, água e gás - e os cuidados
na conservação e na transferência desses produtos.

RESERVADO
Alta Competência

18

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

1. Amostragem, conservação
e transferência de amostra

O
gesto simples de uma cozinheira ao provar uma colherada
da sopa que prepara para verificar e, se necessário, corrigir
a quantidade de sal e de temperos utilizados, constitui
um exemplo cotidiano do que vem a ser amostragem. Apesar da
simplicidade da tarefa, ela precisará tomar alguns cuidados como, por
exemplo, identificar o ponto do cozimento e de que forma coletar
uma amostra que lhe permita julgar e controlar a qualidade do que
está sendo produzido em sua cozinha.

Podem ser identificadas, em nosso dia-a-dia, outras situações


envolvendo coleta e análise de amostras. Se, em uma atividade
simples, o processo de amostragem desempenha um papel importante,
que dimensão alcançará quando aplicada a processos industriais
19
complexos, com muitas variáveis a serem controladas?

No processo industrial, como um todo, coletar e analisar amostras do


que é produzido ou descartado é um procedimento essencial para
garantir e controlar a qualidade da produção e a preservação da
segurança dos envolvidos e do meio ambiente.

Na indústria do petróleo não poderia ser diferente. Devido


à complexidade da produção, à variedade de componentes
envolvidos (água, gás e óleo) e aos requisitos definidos por padrões
internacionais, a amostragem, compreendendo etapas de coleta,
transporte e análise, exige um cuidado rigoroso.

A amostragem é um elemento importante no controle da qualidade


do fluido a ser analisado. Se a amostra não for representativa,
o resultado da análise laboratorial não corresponderá à realidade,
mesmo que se utilize um método analítico rigoroso.

O controle analítico do fluido de interesse se inicia com a coleta


da amostra. Esta deve ser recolhida de acordo com procedimento
específico, em recipiente adequado e nas condições apropriadas de
conservação e transporte até a análise no laboratório, contemplando

RESERVADO
Alta Competência

assim dois fatores importantes: representatividade da amostra e


segurança na operação de coleta e transporte. Como já foi dito, a
amostragem é parte fundamental da análise laboratorial.

Importante!
Enquanto amostra é a porção representativa de
um todo, amostragem é a retirada de amostra
que mantém as propriedades do fluido em estudo,
podendo, portanto, representá-lo na investigação
de seus componentes e de suas características.

O controle dos processos produtivos se dá por meio de monitoração


e ajustes. A monitoração compreende o acompanhamento e medição
de variáveis, como pressão, temperatura, nível e vazão, e a análise
laboratorial dos fluidos envolvidos no processo. Portanto, a amostragem
20 e a análise dos fluidos permitem a monitoração da qualidade desses
fluidos e dos processos produtivos.

Os principais fluidos amostrados na área de E&P são petróleo, água


e gás natural. Após as etapas de elevação do petróleo produzido até
a superfície, é necessário separar as fases e tratar os componentes.
Vários equipamentos são utilizados para este fim, compondo o que
se chama processamento primário de petróleo, como ilustrado no
esquema a seguir.

Gás para Compressor


Booster

Gás para Compressor


Principal Separador
Atmosférico
Poço 1 AE Óleo para exportação

Separador de Tratador
Produção Eletrostático
Poço 2
Bomba
Permutador
de Calor
Poço 3
AI AI

Flotador
Hidrociclone
DES
AI

DES - Injeção de desemulsificante Óleo


AI - Injeção de antiincrustante Gás
AE - Injeção de antiespumante Água Água para permutador de calor

Processamento Primário de Petróleo (esquemático)

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

Como pode ser observado no esquema anterior, os principais


equipamentos envolvidos no processamento primário de petróleo são:

• Separador de produção;

• Tratador eletrostático ou tratador de óleo (to);

• Separador atmosférico ou surg tank;

• Hidrociclone;

• Flotador;

• Permutador de calor.

Como esses equipamentos se articulam no processamento primário 21


de petróleo?

Para melhorar a segregação, antes de entrar no separador de


produção, os fluidos passam pela bateria de pré-aquecimento,
constituída de vários permutadores de calor. Após passarem pelo
separador de produção, já se encontram correntes independentes
de petróleo, água e gás natural.

A água é tratada para descarte, passando pelos hidrociclones e pelo


flotador para retirar o petróleo remanescente, sendo encaminhada
para o mar.

O gás natural é desidratado e comprimido para atingir a pressão de


exportação. Uma parte é usada para a elevação artificial por gás lift
ou para a geração de energia na plataforma.

O petróleo é encaminhado para um tratador eletrostático, onde


o restante da água é retirado, forçado a se separar por um campo
elétrico de grande intensidade. O óleo segue para um separador
atmosférico, para promover um flash de gás residual, separado neste
equipamento e encaminhado para compressão. Após o tratamento,
o óleo é exportado por bombeamento.

RESERVADO
Alta Competência

Vários produtos químicos são injetados nas correntes de


processamento de petróleo, para evitar ou inibir situações
indesejáveis, como: formação de emulsão do óleo com a
água, formação de espuma, formação de hidratos, corrosão e
incrustações, acúmulo e proliferação de bactérias, produção de
gás sulfídrico, etc.

Importante!
A injeção química consiste na adição de produtos quí-
micos, através de bombeamento com linhas de injeção
intrusivas às tubulações e equipamentos, em pontos
de melhor desempenho operacional e de processo.

No processo de produção de petróleo, cada situação indesejável


é evitada ou combatida pelos seguintes produtos:
22
Situação Produto
Espuma Antiespumante
Hidratos Inibidor de Hidratos
Emulsões Desemulsificante
Bactérias Biocida
Incrustações Inibidor de Incrustações
Emulsões Estáveis Floculante
Gás Sulfídrico Seqüestrante de H2S
Oxigênio Seqüestrante de Oxigênio
Corrosão Inibidor de Corrosão

Para comprovar a eficiência dos produtos injetados, acompanhar


e garantir a qualidade dos fluidos produzidos (petróleo, gás natural
e água) e o bom desempenho de equipamentos e instrumentos é que
se realiza a monitoração.

A monitoração é feita através da amostragem e análise laboratorial.

1.1. Tipos de amostras

Os principais fluidos amostrados na área de E&P são petróleo, água


e gás natural. Esses fluidos são coletados em frascos de plástico e de
vidro, quando na condição de pressão atmosférica, ou em cilindros
especiais, quando na condição de pressão de operação.

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

Serão apresentados, nesta etapa, os recursos necessários e as


principais tarefas da amostragem de petróleo (óleo cru), por meio de
frasco ou cilindro, amostragem de gás natural, por meio de cilindro e
amostragem de água, por meio de frasco.

É importante conhecer os vários tipos de amostras, classificadas


de acordo com o modo de se fazer a coleta e o ponto de
amostragem selecionado.

Tipos de amostra Descrição


Amostra coletada, respectivamente, num ponto
15cm abaixo do nível superior do produto, ou no
Amostra de topo, de meio nível médio, ou no nível mais baixo do produto
ou de fundo contido no tanque. Este tipo de amostra é realizado
nos FPSOs da Bacia de Campos e nos tanques de
armazenamento dos terminais.
Amostra coletada em um ponto específico de um 23
Amostra instantânea tanque ou coletada em um ponto de um duto, com
fluxo contínuo, em um dado momento.
Mistura de amostras instantâneas, proporcionais
aos volumes dos produtos a partir dos quais as
amostras de ponto foram obtidas. É realizada
Amostra composta a partir das amostras de topo, meio e fundo
para formar a composta do tanque e também é
realizada com as amostras da saída do separador
atmosférico, na planta de processo.
Amostra que contém os constituintes nas mesmas
Amostra representativa
proporções com que estão presentes no volume total.
Amostra obtida pela imersão de um saca-amostra
até o fundo do tanque e retorno ao topo do
produto com uma velocidade constante. Na Bacia
Amostra corrida
de Campos, esse tipo de amostra é utilizado nos
navios tanques (aliviadores) para certificação da
carga, após o offloading.
Amostra coletada em um ponto de um duto de
modo que a taxa de amostragem seja proporcional,
Amostra proporcional
durante o período de amostragem, à taxa de fluxo
ao fluxo
de fluido no duto, com o recurso do amostrador
automático.

RESERVADO
Alta Competência

1.2. Amostragem de petróleo em fluxo (óleo cru)

Os diferentes tipos de amostra foram apresentados no item anterior.


A seguir, os equipamentos, pré-requisitos e processos de coleta na
indústria do petróleo serão verificados.

1.2.1. Equipamento - amostrador automático

Sistema capaz de coletar automaticamente amostra representativa


de um produto escoando através de uma tubulação. O sistema é
composto de sonda de amostragem, associada a um controlador e de
recipiente de coleta. O controlador é programável, de modo a ajustar
a taxa de amostragem proporcionalmente à vazão ou ao tempo
de transferência.

Sinal do medidor de vazão para o controlador


proporcional à vazão
24
Ar

Aturador Controlador

Linha de saída
da amostra

Direção do
fluxo
Recipiente de
amostragem

Medidor de Sonda de
vazão amostragem Ponto de coleta
da amostra

Esquema de um amostrador automático

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

1.2.2. Equipamento - amostragem manual de petróleo em fluxo por


meio de frasco

É necessário coletar uma amostra representativa de petróleo


produzido em fluxo constante para análises laboratoriais nas
Unidades de Produção Marítimas ou Terrestres, por meio de frascos
de amostragem, visando à realização de ensaios analíticos para a
determinação da qualidade dos fluidos.

A grande maioria das amostras de petróleo destina-se à realização do


ensaio de BSW (água e sedimentos), visando monitorar a produção de
cada poço ou a eficiência do sistema de tratamento, principalmente
no estágio final do processo, que deve apresentar BSW igual ou
menor que 1%v/v.

25

Ponto de amostragem

RESERVADO
Alta Competência

1.2.3. Recursos e pré-requisitos

Para realizar a coleta da amostra de petróleo é necessário considerar


as especificações a seguir:

• Utilizar frascos de amostragem de 1 ou 2 litros, de boca larga, limpos


e secos para amostras a serem enviadas para o Laboratório de Fluidos
on-shore (LF). Na rotina diária da plataforma ou estações terrestres,
os frascos podem ser reutilizados, tomando-se os devidos cuidados
com a limpeza dos mesmos;

• Estabelecer o ponto de amostragem, de preferência, em trecho


vertical da tubulação. O ponto de amostragem pode também
ficar localizado em trecho horizontal da tubulação, desde que sua
vazão seja suficientemente elevada e que possua condições (curvas,
descarga de bombas, etc.) que permitam a homogeneização do
26 fluido, promovendo uma mistura turbulenta adequada;

• Etiquetar adequadamente as amostras.

Veja a seguir os tipos de frascos (item a) mais utilizados nos processos


de coleta, com capacidade para 1l e 2l.

Frascos de amostragem

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

A imagem a seguir indica o ponto de amostragem ideal para


petróleo em fluxo, de acordo com os padrões estabelecidos pela
Norma ABNT/NBR-14883, de 01/08/2002.

Tubo com extremidade


fechada, orifício lateral
voltado contra o fluxo

Ponta em
bisel a Borda
Fluxo 45º Fluxo afiada Fluxo

(A) (B)
(C)
27
Tubo de amostragem Tubo de amostragem Tubo de amostragem
de 6,4 a 5,0 mm de de 6,4 a 5,0 mm de de 6,4 a 5,0 mm de
diâmetro (1/4” - 2”) diâmetro (1/4” - 2”) diâmetro (1/4” - 2”)

Nota: o dispositivo pode ser dotado de válvulas ou


torneiras e deve ser montado horizontalmente

Ponto de amostragem em tubulação vertical

RESERVADO
Alta Competência

1.2.4. Procedimento de amostragem - principais tarefas

Os passos a serem cumpridos no processo de amostragem devem


ser acompanhados atentamente. Essas atividades devem ocorrer na
seqüencia apresentada no quadro a seguir.

Abra a válvula do ponto de


amostragem, de modo que haja
Deixe o fluido drenado alcançar
o máximo possível de fluxo
a temperatura do fluido em fluxo.
constante do fluido que está
sendo escoado, drenando-o.

Colete a amostra, em frasco de amostragem


devidamente identificado, aproximadamente
10 segundos após a tempertura de fluido drenado
alcançar a temperatura do fluido em fluxo.
Lembre-se de deixar espaço livre no frasco,
28 suficiente para promover a homogeneização e
dilatação do petróleo.

Utilize batoque plástico, em conjunto com a tampa


do frasco de amostragem, para evitar derramamento
da amostra e invólucro plástico nas etiquetas para
evitar possíveis danos à identificação.

Coloque as etiquetas nos frascos.

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

IMPORTANTE!

Caso a amostra deva ser encaminhada ao labora-


tório onshore, inclua os seguintes dados:

• Plataforma, ponto e local da coleta;

• Data e hora da coleta;

• Pressão e temperatura;

• Nome do amostrador;

• Número da SOT e RT.

1.3. Amostragem manual de petróleo em condições de processo 29

Esta etapa descreve a amostragem de petróleo para a realização de


ensaios analíticos que auxiliam na medição das vazões de petróleo,
atendendo assim às exigências legais da Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Para realizar corretamente uma amostragem manual de petróleo é


necessário coletar uma amostra, sob condições de pressão de operação,
preservando os componentes leves. Para esse processo, devem ser
utilizados frascos e cilindros convencionais de amostragem, de modo
a determinar a densidade absoluta (massa específica) do óleo e da
água, razão de solubilidade (RS) e o fator de encolhimento (FE).

1.3.1. Amostragem manual de petróleo em condições de processo –


cilindro convencional

A amostragem manual de petróleo a partir do uso de cilindro


convencional foi o primeiro tipo de coleta utilizado nos processos
de amostragem. Essa técnica vem sendo paulatinamente substituída
pelo uso do cilindro com pistão, equipamento que apresenta
maior precisão na execução dos ensaios analíticos. Apresenta como
vantagem a simplicidade na coleta.

RESERVADO
Alta Competência

O cilindro convencional é também utilizado na coleta de gás natural,


embora exija condições diferenciadas de preparo.

Tubulação
Tubulação
Tubulação

Ponto de amostragem
V1

V2

Cilindro de amostragem

V3
30

V= Válvula Recipiente de dreno

Esquema de amostragem de petróleo


com cilindro convencional

IMPORTANTE!

• Os cilindros devem estar cheios de água potável;

• O Laboratório de Fluidos é responsável pelo preparo


e envio desses cilindros para as plataformas das Unida-
des Marítimas e Estações Coletoras;

• Os pontos de amostragem devem ser preferencialmente


a jusante dos separadores (saídas) e nunca nas entradas
dos separadores, cabeças de poços, sucções de bombas
e trechos sem turbulência suficiente para promover
mistura homogênea.

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

a) Cilindro convencional - recursos e pré-requisitos

Para realizar a coleta da amostra é necessário utilizar os equipamentos


a seguir:

• Cilindro metálico em aço inox capacidade 1000ml, pressão


máxima de trabalho 3.000psi;

• Mangote de alta pressão;

• Duas chaves ajustáveis de 12 polegadas.

b) Cilindro convencional - procedimento e principais tarefas

A seguir são apresentadas as etapas a serem cumpridas no


processo de amostragem manual de petróleo, por meio de cilindro 31
convencional:

1. Purgar o ponto de amostragem por 3 minutos antes de conectar


o sistema;

2. Fazer a conexão do mangote de alta pressão ao ponto de


amostragem e ao cilindro, na válvula V2 (ver figura - Amostragem de
petróleo com cilindro convencional - esquemático);

3. Conectar uma linha ou mangueira na saída da válvula V3 e a


direcionar para um recipiente de dreno (podem ser utilizados
recipientes como baldes metálicos);

4. Abrir lentamente a válvula V1 (válvula do próprio ponto de


amostragem);

5. Afrouxar a conexão da mangueira de alta pressão, conectada ao


cilindro, de modo a permitir uma pequena purga, eliminando o óleo
que tenha sido despressurizado no interior da mangueira vazia. Em
seguida, refazer (apertar) a conexão;

RESERVADO
Alta Competência

6. Fixar o cilindro em posição vertical de modo que a válvula V2


(de admissão do óleo) fique na posição superior (Amostragem de
petróleo com cilindro convencional – esquemático);

7. Abrir a válvula V2;

8. Aguardar 2 minutos para que a pressão no interior do cilindro


se torne homogênea;

9. Abrir lentamente a válvula V3;

10. Drenar lentamente toda a água contida no cilindro;

11. Fechar a válvula V3, ao aparecerem as primeiras gotas de óleo;

32 12. Fechar as válvulas V2 e V1;

13. Remover o cilindro com a amostra e a mangueira de alta


pressão;

14. Anotar a temperatura e a pressão do separador ou tanque,


referente ao ponto de coleta;

15. Preencher as etiquetas, fazendo a identificação;

16. Enviar as amostras para o Laboratório de Análises Químicas.

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

ATENÇÃO

Em caso de amostras com água livre, observe


os seguintes procedimentos:

1. Esperar 20 minutos para permitir a separação da


água livre no interior do cilindro, com as válvulas
V1 e V2 abertas e a válvula V3 fechada (final da
entrada de amostra);

2. Abrir lentamente a válvula V3 e drenar, também


lentamente, toda a água;

3. Fechar a válvula V3, V1 e V2, nessa ordem.

Repetir esses passos, várias vezes, até que 33


a quantidade de água livre drenada seja menor que
100ml. Isso indica que uma quantidade suficiente
de óleo foi coletada.

1.3.2. Amostragem manual de petróleo em condições de processo -


cilindro com pistão

Vale reforçar que a utilização do cilindro com pistão apresenta como


vantagem a maior precisão dos resultados analíticos, embora seu uso
seja mais complexo na etapa de amostragem.

É fundamental que os técnicos de operação responsáveis por essas


tarefas dominem o uso desse tipo de equipamento, pois toda a
aquisição feita pela Petrobras, nos últimos e nos próximos anos, será
de cilindros com pistão, uma vez que eles substituirão definitivamente
os cilindros convencionais.

RESERVADO
Alta Competência

a) Cilindro com pistão - recursos e pré-requisitos

A listagem abaixo refere-se aos materiais necessários à realização


da coleta de petróleo utilizando-se cilindro com pistão:

• Cilindro com pistão (ver imagem - cilindro com pistão utilizado


na coleta de amostra de petróleo para análises de PVT);

• Mangote de alta pressão;

• Proveta graduada de 1000ml em material plástico;

• Cilindro de nitrogênio com regulador de pressão com


mangote;

34 • Recipiente para coleta de óleo da purga;

• Duas chaves ajustáveis de 12 polegadas.

b) Cilindro com pistão - procedimento e principais tarefas

• Preparação do cilindro

A preparação dos cilindros é de responsabilidade do Laboratório


de PVT (laboratório de análise do petróleo) do US-AP/LF. Os cilindros
devem chegar ao local de amostragem pressurizados com gás inerte
(nitrogênio).

A pressão interna da câmara de pressurização deve ser superior


à pressão no ponto de amostragem, para evitar a liberação de gás
durante a coleta da amostra. Portanto, o volume inicial da câmara
de amostra é zero.

• Condições da amostragem

No caso de água livre, deve ser instalado um cilindro de gás nitrogênio


(N2), com regulador de pressão e mangote de aço inox na área
de amostragem. Esse sistema é ligado à câmara de pressurização

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

e é denominado sistema de pressurização com nitrogênio.

• Procedimentos da amostragem

Válvula superior

Nitrogênio
(N2)

Pistão

Óleo
Cilindro metálico

Válvula inferior Purga


Purga
35
amostra

Suporte p/cilindro

Esquema de cilindro com pistão

A figura a seguir ilustra o processo de amostragem de petróleo para


análise de PVT, utilizando cilindro com pistão.

Em seguida, estão listados os procedimentos de amostragem que


devem ser cumpridos.

1. Purgar o ponto de amostragem. Esta purga tem a finalidade de


evitar contaminações e retirar algum gás que tenha sido liberado
ao encher a linha. O tempo de purga deve permitir a eliminação
completa de qualquer amostra não representativa do processo e, por
isso, deve ser proporcional à distância entre o ponto de amostragem
e o duto do processo;

2. Fixar o cilindro em posição vertical, com a câmara de amostra


voltada para baixo;

RESERVADO
Alta Competência

3. Conectar o mangote ao ponto de amostragem;

4. Fazer a conexão do mangote à válvula da câmara de amostra


do cilindro;

5. Abrir a válvula do ponto de amostragem, verificando se a pressão


da linha é igual ou superior à pressão de trabalho no vaso (separador,
TO, surg tank);

6. Abrir a válvula da câmara de amostra e, em seguida, abrir também


cuidadosamente a válvula de purga do cilindro;

7. Realizar uma purga de 15 segundos;

8. Fechar a válvula de purga;


36
9. Abrir cuidadosamente a válvula da câmara de nitrogênio,
na extremidade oposta, de forma que a pressão interna da câmara
de amostra seja mantida durante a coleta. Isso permitirá que o óleo
seja admitido deslocando-se o pistão no interior do cilindro;

10. Ao terminar a coleta da amostra, fechar a válvula da câmara


de nitrogênio e, em seguida, fechar também a válvula da câmara
de óleo. Observar que, quando não sair mais nitrogênio, isso significa
que o pistão está todo deslocado e a câmara de amostra está
completamente preenchida;

11. Fechar a válvula do ponto de amostragem;

12. Desconectar o mangote do cilindro;

13. No caso de óleos pesados, conectar a válvula da câmara de


nitrogênio ao sistema de pressurização com nitrogênio e abrir a válvula
para pressurizar a câmara de nitrogênio. Manter esse alinhamento
durante o tempo necessário para a amostra atingir a temperatura
ambiente. Após a estabilização da temperatura, fechar a válvula da
câmara de nitrogênio e a válvula reguladora de pressão;

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

ATENÇÃO

O item 13 é necessário apenas no caso de amostragem


de óleos pesados.

14. Preencher a etiqueta de amostragem, anotando pressão e


temperatura do ponto de amostragem (separador de teste, separador
de produção, TO, surg tank).

Para amostras que apresentem emulsão não estabilizada ou água


livre, são necessários os seguintes procedimentos:

1. Encher o cilindro com a amostra e aguardar, por 20 minutos, a


separação da água por decantação;

2. Conectar a válvula da câmara de nitrogênio ao mangote do 37


sistema de pressurização com nitrogênio;

3. Abrir a válvula reguladora de pressão do cilindro de nitrogênio;

4. Abrir a válvula da câmara de nitrogênio de forma que a câmara


do cilindro amostrador seja pressurizada com aproximadamente
1kgf/cm2 acima da pressão do processo;

5. Colocar o cilindro na posição vertical com a válvula da câmara de


óleo voltada para baixo;

6. Abrir devagar a válvula de purga da câmara de óleo, drenando


lentamente a fase água, ou seja, a água livre presente na amostra
até o aparecimento da fase oleosa. Durante a drenagem, manter a
pressão da câmera de óleo igual ou pouco superior (aprox. 1kgf/cm2)
à pressão do processo;

7. Fechar a válvula de purga da câmara de óleo;

8. Fechar a válvula da câmara de nitrogênio;

RESERVADO
Alta Competência

9. Fechar a válvula reguladora do sistema de pressurização com


nitrogênio;

10. Repetir a coleta para ocupar com óleo o espaço deixado pela
água livre;

11. Observar o volume de óleo coletado. Caso o volume de óleo


amostrado seja inferior a 50% do volume total do cilindro, repetir
o procedimento de coleta e retirada de água livre até a obtenção de
volume de amostra adequado. Repetir esses quatro passos várias vezes
até que a quantidade de água livre drenada seja menor que 100ml.
Isso indica que uma quantidade suficiente de óleo foi coletada;

12. Desconectar o mangote do sistema de pressurização com


nitrogênio.

38 O tipo de cilindro de pistão mais utilizado na amostragem de petróleo


para análise de PVT está apresentado a seguir:

Cilindro com pistão utilizado na coleta de amostra de petróleo para análises de PVT

ATENÇÃO

Lembre-se de purgar a linha de óleo, caso esta


tenha sido despressurizada, para retirar qualquer
volume de ar e/ou gás presente no sistema.

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

1.4. Manuseio, transporte e armazenamento de amostras -


considerações importantes

As condições de manuseio, transporte e armazenamento são


fundamentais para garantir a confiabilidade das amostras e dos
resultados das análises. Esteja atento, portanto, às recomendações
que se seguem.

• Os cilindros com pistão devem ser transportados nas caixas do


tipo case, específicas para este fim;

• No caso de cilindros que sejam transportados em caixas comuns


de madeira, as válvulas devem ser protegidas com plástico bolha
e fita adesiva ou outro material que evite impacto nas mesmas
(isopor, espuma);

• Os cilindros só devem ser transportados com as válvulas 39


tamponadas com os plugs específicos;

• Durante o manuseio, evite impactos no cilindro, principalmente


nas válvulas, pois estas podem ficar seriamente danificadas,
inclusive apresentando problemas de vazamento;

• No armazenamento, as caixas contendo os cilindros, devem


permanecer em local limpo, seco e livre de atmosfera corrosiva;

• É necessário garantir a estabilidade das caixas, evitando que se


movimentem com o balanço das embarcações.

1.5. Amostragem - considerações técnicas

A amostragem deve ser realizada sempre a jusante dos pontos de


amostragem, visando garantir a homogeneidade da amostra (todo
gás dissolvido no óleo).

No caso de amostragem em poço, este deve estar isolado no


Separador de Teste e estabilizado. A amostragem deve ser realizada
em um ponto a jusante (saída) do Separador de Teste. No caso de

RESERVADO
Alta Competência

amostragem na saída do Separador de Produção ou entrada ou saída


de TO ou surg tank, não é necessária a estabilização.

Não realize amostragem nas entradas dos separadores, cabeça de


poços, sucção de bombas e trechos sem turbulência. Amostras em
dutos de exportação com fluxo multifásico não são representativas
do processo (retiram proporcionalmente mais gás do que óleo).

A amostragem deve ser realizada lentamente, visando à maior


obtenção do volume de amostra e evitando a formação de emulsão
devido à turbulência. Para tanto deve-se:

• Evitar impacto sobre as válvulas do cilindro amostrador;

• Preencher corretamente as etiquetas dos cilindros amostradores.

40
O resultado da análise reflete o que está dentro do cilindro.

1.6. Amostragem de gás natural

A coleta de amostra representativa de gás natural, sob condições


de pressão de operação, deve ser feita utilizando-se cilindros
de amostragem. A análise cromatográfica é feita a fim de obter
a composição molar dos componentes do gás e, a partir dela, definir
as propriedades físicas do gás natural, como o poder calorífico,
a densidade, etc.

Cilindro utilizado na coleta de amostra de gás natural

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

1.6.1. Amostragem de gás natural - recursos e pré-requisitos

A listagem refere-se aos materiais necessários à realização da coleta


de amostra de gás natural:

a) Cilindro amostrador para gás a alta pressão em aço inox tipo


AISI 316, sem costura (ver imagem - cilindro utilizado na coleta
de amostra de gás natural);

b) 1m de mangueira para alta pressão com terminais nas duas


extremidades;

c) 2 chaves de boca ou de regulagem;

d) Conexões compatíveis com as válvulas;


41
e) Tampões para as válvulas;

f) Etiquetas apropriadas.

A figura a seguir ilustra o ponto ideal de amostragem para o gás natural.

Válvula de amostragem
tipo agulha

Tubo de ø 1/4” ou 1/8”

Fluxo do gás

Tubulação de gás

Ponto de amostragem de gás natural

RESERVADO
Alta Competência

1.6.2. Amostragem de gás natural - procedimento e principais tarefas

Ao realizar a amostragem de gás natural, siga o passo a passo


indicado:

1. Verificar a pressão do ponto de amostragem e observar se a pressão


de trabalho do cilindro é compatível com a do ponto de amostragem
(ver imagem - Ponto de amostragem de gás natural; equipamentos
de amostragem de gás natural - esquemático);

2. Purgar a linha de amostragem, abrindo a válvula do ponto de


amostragem em fluxo lento. Realizar a purga por tempo suficiente
para garantir a limpeza da linha de amostragem. A abertura da
válvula deverá ser pequena, para não causar o resfriamento da linha
pelo efeito Joule – Thompson, com conseqüente condensação dos
componentes mais pesados do gás;
42
3. Fechar a válvula do ponto de amostragem;

4. Colocar a conexão adequada e a mangueira no ponto de


amostragem;

5. Abrir novamente a válvula do ponto de amostragem, liberando o gás


lentamente para a atmosfera. Enquanto a válvula estiver aberta, segurar
a outra extremidade da mangueira para evitar que ela chicoteie;

6. Fechar a válvula do ponto de amostragem;

7. Colocar a conexão adequada no cilindro, observando o sentido


da seta na válvula, que indicará a entrada e a saída do gás;

8. Colocar o cilindro na posição vertical e conectar a mangueira à


válvula superior do cilindro, observando, mais uma vez, a seta da
válvula, que indicará o sentido de entrada e saída do gás;

9. Manter o cilindro na posição vertical, abrir a válvula do ponto de


amostragem;

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

10. Abrir a válvula superior e inferior do cilindro e deixar purgar por


aproximadamente 60 segundos;

11. Fechar a válvula inferior (válvula de saída do gás) do cilindro.


Aguardar a equalização da pressão do cilindro e da linha por
aproximadamente 2 minutos;

12. Fechar a válvula superior (válvula de entrada do gás) do cilindro;

13. Fechar a válvula do ponto de amostragem;

14. Desconectar a mangueira do ponto de amostragem e do cilindro;

15. Verificar se existe vazamento no cilindro, mergulhando


suas válvulas em um recipiente contendo água. Observar se há
borbulhamento nas válvulas. Caso haja, descartar a amostra, retirar
43
a(s) válvula(s), colocar teflon, recolocá-la e repetir a amostragem;

16. Colocar os bujões (tampões) das válvulas;

17. Preencher todos os campos da etiqueta de identificação para a


amostragem de gás, indicados a seguir:

• Plataforma;

• Origem da amostra;

• Ponto de amostragem;

• Poço;

• Método de produção;

• Temperatura do gás (ºC);

• Pressão do gás (kgf/cm2);

RESERVADO
Alta Competência

• Data e hora;

• Número do cilindro;

• Número da Solicitação do Trabalho e da Requisição


de Transporte, quando aplicável;

• Nome do amostrador.

18. Encaminhar as amostras de gás e o kit, contendo mangueira


e conexões, para o Laboratório, em atenção ao Laboratório de Gás.

? VOCÊ SABIA?
Assim como o petróleo, o gás natural é resultado da
44 transformação de fósseis de antigos seres vivos que
existiram em nosso planeta na pré-história, portanto,
de acordo com o tipo de subsolo em que foi formado
e da matéria orgânica que o originou, a composição
do gás natural pode variar bastante.

É considerado o combustível fóssil de excelência por


proporcionar uma queima limpa, isenta de agentes
poluidores. Estas características favorecem uma maior
durabilidade aos equipamentos que o utilizam e
reduzem os impactos ambientais.

Quimicamente é definido como uma mistura de


hidrocarbonetos parafínicos leves, podendo, também
apresentar baixos teores de contaminantes, tais
como: nitrogênio, dióxido de carbono, compostos de
enxofre.
Veja mais em: <http://www2.petrobras.com.br/EspacoConhecer/SobreGas/
GasNatural.asp>.

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

1.7. Amostragem de água

As seguintes amostras representativas são coletadas para análises


laboratoriais nas unidades marítimas, por meio de frascos de
amostragem:

• Água de injeção;

• Água produzida e tratada para descarte no mar;

• Água de resfriamento;

• Água do sistema de água quente;

• Água potável, etc.


45
A finalidade dessas coletas é determinar:

• O pH;

• O teor de cloreto;

• A alcalinidade e a dureza em todos os tipos de águas;

• O residual de inibidor de corrosão, na água quente;

• O residual de resfriamento e teor de óleo e graxa (TOG), na


água de descarte.

1.7.1. Amostragem de água - recursos e pré-requisitos

Para realizar a coleta de amostra de água são necessários os seguintes


materiais:

a) Frasco plástico de 1 litro;

b) Etiquetas apropriadas.

RESERVADO
Alta Competência

1.7.2. Amostragem de água - procedimento

O esquema a seguir ilustra como é feito o procedimento para


amostragem de água:

1 - Abrir a válvula do ponto de amostragem de modo que haja


o máximo possível de fluxo constante do fluido que está sendo
escoado, drenando-o. Essa drenagem é importante devido à
influência no resultado da análise exercida pelo óxido de ferro
e pelo óleo depositados nos tubos de amostragem.

2 - Evitar o derramamento da amostra utilizando


batoque plástico em conjunto com a tampa do frasco
46 de amostragem e invólucro plástico nas etiquetas para
prevenir possíveis danos à identificação.

3 - Identificar os frascos, utilizando etiquetas.

Caso a amostra seja para encaminhamento ao Laboratório onshore,


devem ser incluídos os seguintes dados:

• Plataforma, ponto e local da coleta;

• Data e hora da coleta;

• Pressão e temperatura;

• Nome do amostrador;

• Número da SOT e RT.

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

1.8. Outras amostragens

Nas unidades marítimas ou estações terrestres existem outras coletas


a serem realizadas além das mencionadas até agora, mas que são
também de grande importância para o monitoramento do processo
de produção. A saber:

1.8.1. Petróleo para análise de teor de areia

Esse tipo de análise é importante no sentido de prevenir o depósito


de areia nos vasos de separação, o que reduziria a eficiência desses
vasos e a corrosão nas linhas e válvulas do sistema de produção.

É importante ressaltar que não podemos fixar parâmetros toleráveis


de teor de areia, pois isso estará subordinado às vazões dos poços e à
capacidade da planta de tratamento.
47
Para medir o teor utiliza-se geralmente um balde graduado de 20
litros, com o volume amostrado de aproximadamente 10 litros de
óleo cru. A amostragem é geralmente realizada na linha de surgência
dos poços e o ensaio é realizado no local de amostragem.

1.8.2. Trietileno glicol - teor de água no glicol

É importante monitorar o percentual de água para avaliar a eficiência


das unidades de desidratação e regeneração, a fim de evitar
a formação de hidratos nas linhas e gasodutos, o que acarretaria
a paralisação da produção ou a queima do gás produzido.

Para se determinar o teor de água no glicol coleta-se normalmente


1 litro de glicol pobre e 1 litro de glicol rico, das unidades de
desidratação de gás natural, tanto das torres de contato gás-glicol,
quanto das torres de regeneração do glicol, para monitorar o teor
de água e garantir a eficiência dessas unidades.

RESERVADO
Alta Competência

1.8.3. Água descartada para análise de teor de óleo e graxa (TOG)

O controle rigoroso da água descartada é vital em função das


questões ambientais envolvidas. O Ibama estabelece padrões
rigorosos referentes ao descarte de água oleosa em corpos receptores
(mar, lagoas, rios) e cada unidade de produção possui diversos
equipamentos destinados a esse controle, tais como hidrociclones,
flotadores, degaseificadores, etc.

Na coleta da água descartada são utilizados frascos de vidro de


500ml para monitoração dos processos de separação petróleo/água
produzida, através da análise do teor de óleo e graxa contido nessa
amostra e que será expresso em ppm (parte por milhão).

Importante!

48 O teor máximo permitido para descarte no mar é


TOG = 29ppm (máximo de 29 partes de óleo para
um milhão de partes de água).

1.9. Conservação e transferência de amostra

A conservação e a transferência da amostra representam as


preocupações relativas ao acondicionamento e ao deslocamento da
amostra do ponto de amostragem ao laboratório, onshore ou offshore.
Ao realizar esses procedimentos, é fundamental:

• Vedar o recipiente imediatamente após a coleta;

• Identificar as amostras, logo após a coleta, por intermédio de


etiquetas com proteção plástica, que contenham informações
mínimas, como ponto de coleta, plataforma, data, hora
e amostrador;

• Utilizar batoque plástico, em conjunto com a tampa do


frasco de amostragem, para evitar derramamento da amostra
e invólucro plástico nas etiquetas, para evitar possíveis danos
na identificação;

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

• Desembarcar os cilindros pressurizados por via marítima;

• Transportar os cilindros convencionais em caixas de madeira


comuns;

• Proteger as válvulas com plástico bolha e fita adesiva ou outro


material que evite impacto nas mesmas (isopor, espuma);

• Evitar impactos no cilindro, durante o manuseio, principalmente


nas válvulas, pois estas podem ficar seriamente danificadas,
inclusive apresentando problemas de vazamento.

As caixas contendo os cilindros devem permanecer em local limpo,


seco e livre de atmosfera corrosiva no armazenamento. É necessário
ainda garantir a estabilidade das caixas, ou seja, que elas não se
movimentem com o balanço das embarcações.
49

RESERVADO
Alta Competência

1.10. Exercícios

1) Qual a diferença entre amostra e amostragem?

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_______________________________________________________________
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2) Qual a importância de se fazer a amostragem dos fluidos?

_______________________________________________________________
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_______________________________________________________________
50
3) Quais os principais fluidos a amostrar nos processos de produção
de petróleo?

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

4) Coloque Verdadeiro (V) ou Falso (F) nas alternativas abaixo.

( ) Amostra representativa é a amostra que contém os


constituintes nas mesmas proporções com que estão
presentes no volume total.
( ) Amostra proporcional ao fluxo é a amostra manual coletada
a partir de um tubo, de modo que a taxa de amostragem
seja proporcional, durante o período de amostragem, à taxa
de fluxo de fluido no tubo.
( ) Amostra instantânea é a amostra coletada em um ponto
específico de um tanque ou coletada em um ponto de um
duto com fluxo contínuo, em um dado momento, com o
recurso do amostrador automático.
( ) BSW é o teor de água e sedimentos contidos no petróleo,
expresso em porcentagem volume por volume (%v/v).
( ) Análise PVT é a análise do petróleo visando à determinação
de BSW, salinidade, densidade e ºAPI.
( ) A amostragem deve ser realizada sempre a jusante dos 51
pontos de amostragem, visando garantir a homogeneidade
da amostra (todo gás dissolvido no óleo).

5) Faça a correspondência entre os termos das colunas a seguir


e numere adequadamente a coluna da direita:

( 1 ) Amostragem de gás natural ( ) Massa específica de uma


substância
( 2 ) RS (Razão de Solubilidade) ( ) Fator de encolhimento
( 3 ) Densidade relativa ( ) Cilindro em aço inox
( 4 ) Densidade absoluta ( ) ºAPI

RESERVADO
Alta Competência

6) Cite os diferentes tipos de amostras e seus respectivos meios


de coleta.

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52 _______________________________________________________________
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RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

1.11. Glossário
Água livre - água que não está emulsionada no petróleo e que pode ser separada
por decantação.

Amostrador - profissional que realiza coleta e obtenção de dados referentes à amostra.

Análise cromatográfica - análise do gás natural, sob condições de pressão de


operação, para obter a composição molar dos componentes do gás e, a partir desta,
as suas propriedades físicas, como o poder calorífico, a densidade, etc.

Análise PVT - análise do petróleo, sob condições de pressão de operação


(preservando os componentes leves do petróleo), para a determinação de densidade
absoluta (massa específica) do óleo e da água, RS (razão de solubilidade) e fator
de encolhimento.

Batoque - tampa de plástico utilizada para evitar vazamentos em frascos.

Cilindro com pistão - equipamento para coleta de amostra composto de um cilindro


metálico hermeticamente fechado, sem soldas, e com um pistão (êmbolo) interno
móvel que divide a câmara interna em duas partes. Estas partes são a câmara de 53
amostra e a câmara de pressurização, de volumes variáveis de acordo com a posição
do pistão.

Fator de encolhimento - fator que corrige o volume de óleo obtido em uma medição
em condições de processo para uma condição-padrão adotada. Está relacionado
à perda de frações leves quando o petróleo é despressurizado, descontando os
efeitos da diferença de pressão e temperatura entre a condição de amostragem e
a condição padrão nos volumes mensurados.

Flotador - equipamento de tratamento da água oleosa que tem como função


separar o óleo da água, fazendo com que as partículas de óleo flutuem, através da
técnica de separação física e com o auxílio do gás natural.

FPSO - (Floating Production Storage and Offloading) - navio estacionário de


produção e armazenamento de petróleo.

Gás lift - gás natural tratado na Unidade de Produção, tornando-se isento de água.
É utilizado na recuperação secundária de petróleo, sendo injetado na coluna de
produção, auxiliando a elevação do petróleo até a superfície.

Hidrociclone - equipamento de separação física de fases utilizado na indústria do


petróleo para tratamento da água oleosa, visando reduzir o teor de óleo na água.

Offloading - operação de transferência periódica de petróleo do FPSO para o Navio


Tanque de transporte de petróleo para o terminal marítimo.

Óleo cru - petróleo em estado natural, sem refino, nas condições de pressão
e temperatura na cabeça do poço ou na planta de processamento.

RESERVADO
Alta Competência

Razão de Solubilidade (RS) - corresponde à razão entre o volume de gás liberado


em uma única etapa de despressurização até a pressão atmosférica e o volume de
óleo morto produzido no ensaio. Ambos os volumes devem estar convertidos para
a condição-padrão adotada.

Requisição de Transporte (RT) - documento on-line utilizado para requisição de


transporte aéreo ou marítimo de materiais, equipamentos e passageiros.

Solicitação de Ordem de Trabalho (SOT) - documento on-line utilizado para


solicitação de serviços.

Surg tank (Separador Atmosférico) - vaso separador que recebe o óleo vindo
do TO, para promover um flash de gás residual, separado neste equipamento e
encaminhado para compressão, enquanto o óleo é exportado por bombeamento.

Tratador de Óleo (TO) - vaso de tratamento de óleo por meio eletrostático, onde o
restante da água é retirado, forçado a se separar por um campo elétrico de grande
intensidade.

54

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

1.12. Bibliografia
ENNE, Maristela Paula Cruz. Procedimento para Amostragem de Gás Natural.
Padrão de Execução Petrobras – E&P-PE-3ED-01409, 2 mai 2008.

MENDES, Clayton Monteiro e BUCCI, Valmir Fonseca. Amostragem de Petróleo em


Condições de Processo com Cilindro com Pistão. Padrão de Execução Petrobras
– E&P-PE-3ED-02028, 23 jun 2008.

MENDES, Clayton Monteiro e BUCCI, Valmir Fonseca. Amostragem de Petróleo


em Condições de Processo com Cilindro Convencional. Padrão de Execução
Petrobras – E&P-PE-3ED-01929, 23 jun 2008.

OLIVEIRA, Flávio Bittencourt Borges de e FERREIRA, Carlos Alberto de Lima.


Amostragem Manual de Petróleo em Fluxo. Padrão de Execução Petrobras –
E&P-PE-3ED-01393, 12 mai 2008.

55

RESERVADO
Alta Competência

1.13. Gabarito

1) Qual a diferença entre amostra e amostragem?

Amostra é a porção representativa de um todo, enquanto amostragem é a retirada


de amostra que mantém as propriedades do fluido em estudo podendo, portanto,
representá-lo na investigação de seus componentes e de suas características.

2) Qual a importância de se fazer a amostragem dos fluidos?

O controle dos processos produtivos se dá por meio da monitoração e de ajustes.


A monitoração compreende o acompanhamento e medição de variáveis, como
pressão, temperatura, nível e vazão e a análise laboratorial dos fluidos envolvidos
no processo. Portanto, a amostragem e análise dos fluidos permitem a monitora-
ção da qualidade desses fluidos e dos processos produtivos.

3) Quais os principais fluidos a amostrar nos processos de produção de petróleo?

Petróleo (óleo cru), água e gás natural.

4) Coloque Verdadeiro (V) ou Falso (F) nas alternativas abaixo:


56 (V) Amostra representativa é a amostra que contém os constituintes nas
mesmas proporções com que estão presentes no volume total.
(F) Amostra proporcional ao fluxo é a amostra manual coletada a partir de
um tubo, de modo que a taxa de amostragem seja proporcional, durante
o período de amostragem, à taxa de fluxo de fluido no tubo.

Justificativa: A amostra é automática e não manual.


(F) Amostra instantânea é a amostra coletada em um ponto específico de
um tanque ou coletada em um ponto de um duto com fluxo contínuo,
em um dado momento, com o recurso do amostrador automático.

Justificativa: A amostragem é manual, sem o recurso do amostrador.


(V) BSW é o teor de água e sedimentos contidos no petróleo, expresso em
porcentagem volume por volume (%v/v).
(F) Análise PVT é a análise do petróleo visando à determinação de BSW, sa-
linidade, densidade e ºAPI.

Justificativa: A análise PVT é a análise de massa específica, razão de so-


lubilidade e fator de encolhimento.
(V) A amostragem deve ser realizada sempre a jusante dos pontos de amos-
tragem, visando garantir a homogeneidade da amostra (todo gás dissol-
vido no óleo).

RESERVADO
Capítulo 1. Amostragem, conservação e transferência de amostra

5) Faça a correspondência entre os termos das colunas a seguir e numere adequa-


damente a coluna da direita.

(1) Amostragem de gás natural (4) Massa específica de uma


substância

(2) RS (Razão de Solubilidade) (2) Fator de encolhimento


(3) Densidade relativa (1) Cilindro em aço inox
(4) Densidade absoluta (3) ºAPI

6) Cite os diferentes tipos de amostras e seus respectivos meios de coleta.

Amostra de topo, de meio ou de fundo - Amostra coletada, respectivamente, num


ponto 15cm abaixo do nível superior do produto, ou no nível médio, ou no nível
mais baixo do produto contido no tanque. Na Bacia de Campos, esses tipos de
amostras são utilizados nos FPSOs.

Amostra instantânea - Amostra coletada em um ponto específico de um tanque


ou coletada em um ponto de um duto, com fluxo contínuo, em um dado momento
(ver a imagem - Operação de amostragem manual de petróleo - óleo cru).

Amostra composta - Mistura de amostras instantâneas, proporcionais aos volumes


dos produtos a partir dos quais as amostras de ponto foram obtidas. É realizada 57
a partir das amostras de topo, meio e fundo para formar a composta do tanque
e também é realizada com as amostras da saída do separador atmosférico, na
planta de processo.

Amostra composta de tanque - Mistura obtida a partir das amostras de topo,


de meio e de fundo de um único tanque.

Amostra representativa - Amostra que contém os constituintes nas mesmas pro-


porções com que estão presentes no volume total.

Amostra corrida - Amostra obtida pela imersão de um saca-amostra até o fundo


do tanque e retorno ao topo do produto com uma velocidade constante. Na Bacia
de Campos, esse tipo de amostra é utilizado nos navios tanques (aliviadores) para
certificação da carga, após o offloading.

Amostra proporcional ao fluxo - Amostra coletada a partir de um tubo, de modo


que a taxa de amostragem seja proporcional, durante o período de amostragem,
à taxa de fluxo de fluido no tubo, com o recurso do amostrador automático.

RESERVADO
RESERVADO
Capítulo 2
Noções de análise
laboratorial

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Conhecer a estrutura dos laboratórios offshore e onshore


e dos ensaios realizados em cada um deles.

RESERVADO
Alta Competência

60

RESERVADO
Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

2. Noções de análise laboratorial

C
hama-se de análise laboratorial o conjunto das atividades
realizadas nos laboratórios da Petrobras com o objetivo de
monitorar os processos de produção e de facilidades, agregando-
lhes valor no sentido de aumentar a eficiência operacional.

Os ensaios realizados nas unidades de produção - offshore - têm


um caráter mais imediato, de menor custo e complexidade. Trata-
se de um monitoramento contínuo, que tem por objetivo garantir
a qualidade do óleo escoado e da água descartada.

Enquanto os laboratórios em terra realizam ensaios de maior


complexidade e custos mais elevados, seus resultados também
devem ter um caráter de validação daqueles obtidos nos
laboratórios offshore. 61

2.1. Laboratórios offshore - noções de ensaios analíticos

As atividades laboratoriais offshore referem-se aos ensaios analíticos


realizados nos laboratórios das unidades marítimas de produção.
Compreendem a realização de análises que permitem a monitoração
dos processos produtivos e utilitários das plataformas. São, em geral,
as atividades analíticas rotineiras, realizadas por técnico químico
residente, mas compreendem também as atividades analíticas
consideradas especializadas, com embarque de técnico químico não
residente para serviços analíticos específicos. Seguem os principais
ensaios realizados nesses laboratórios.

Exemplos de serviços analíticos offshore rotineiros:

• Ensaios para fins de quantificação da produção de petróleo


da Unidade ou de cada poço (BSW);

• Ensaios para fins de monitoração do tratamento e qualificação


do petróleo exportado (BSW e Densidade/API e Salinidade);

RESERVADO
Alta Competência

• Ensaios para fins de monitoração do tratamento e qualificação


do gás exportado (teor de umidade e gás sulfídrico);

• Ensaios para fins de monitoração da qualidade da água injetada


no reservatório (contagem de partículas, teor de sulfito/sulfeto,
ferro, oxigênio dissolvido e cloro residual);

• Ensaios para fins de monitoração da água oleosa (teor de óleos


e graxas).

Exemplos de serviços analíticos offshore especializados:

• Medições especiais para testes e calibração de analisadores


de linha;

• Medições especiais associadas especificamente à solução de


62
problemas de tratamento de fluidos, partida de processos,
abertura/reabertura de poços, etc.;

• Medições especiais envolvendo offloading internacional;

• Testes de novos produtos químicos em parceria com gerências


de Suporte Técnico;

• Inspeções de medição e de gestão laboratorial para fins


de garantia da qualidade das medições locais e garantia
dos processos de certificação ISO 9001 e SMS das Unidades;

• Amostragens especiais.

Vamos acompanhar, a seguir, o detalhamento de alguns desses


ensaios.

a) Análise de BSW (Basic Sediments and Water)

BSW é a quantidade de água e sedimentos contidos no petróleo,


expressa em porcentagem volume por volume (%v/v), ou seja, é o
percentual volumétrico de água e sedimentos presentes no petróleo.

RESERVADO
Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

Finalidade: Monitorar o volume de óleo produzido e a eficiência do


tratamento do petróleo.

Parâmetro para o óleo tratado: BSW ≤ 1,0%v/v.

Análise de BSW (Basic Sediments and Water) - procedimentos

1. Fazer a homogeneização da amostra;

2. Transferir 50ml de amostra para um tubo de centrifugação;

3. Adicionar 50ml de querosene;

4. Adicionar de 1 a 3 gotas de desemulsificante;

5. Agitar e aquecer, a 60ºC, por 15 minutos; 63

6. Aplicar uma rotação de 1.500RPM na centrífuga, por 10min,


para imprimir uma força centrífuga ao tubo de centrifugação;

7. Efetuar a leitura do resultado e multiplicar a leitura por 2 para


obter o BSW.

RESERVADO
Alta Competência

Observe a seguir as imagens de tubos cônicos graduados utilizados


na análise de BSW.

64

100 ml

75

50

25
20
15
10
8
6
5
4
3
2

1
12

Tubos de centrifugação

RESERVADO
Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

A imagem a seguir ilustra o suporte de tubos do interior de centrífuga


que são utilizados sempre em pares, a fim de evitar o desequilíbrio
do equipamento.

65
Porta-tubo da centrífuga

b) Análise de densidade e ºAPI

Antes da descrição do processo de análise propriamente dita, é preciso


que se conheça a definição de conceitos fundamentais. São eles:

Densidade ou Densidade Relativa ºAPI (ou Grau API)


É a razão entre as massas de volumes iguais É uma unidade utilizada na indústria do
da substância analisada e do padrão. É petróleo para medir a densidade relativa do
comum expressar, na indústria do petróleo, óleo, com base em uma escala arbitrária.
os valores da densidade a 60ºF (15,56°C).
Também é utilizada a expressão da
densidade de uma substância a 20°C em
relação à água a 4°C.

RESERVADO
Alta Competência

A comercialização do petróleo é feita com base no oAPI, que é obtido


a partir da análise da densidade relativa representada pela fórmula
que se segue.

Importante!
A relação entre densidade e ºAPI é dada por:

141,5
o
API = -131,5
d60/60oF

Análise da densidade - procedimentos

A determinação da densidade é rápida e de fácil execução. Pode ser


realizada através de dois métodos distintos:

66
• Com o uso de um densímetro, que nada mais é do que um
flutuador de vidro, dotado de escala de densidade relativa ou
grau API, que utiliza o princípio do empuxo para determinar a
densidade de líquidos. O densímetro é geralmente fabricado
em vidro, compreendendo uma parte mais larga embaixo e uma
vareta fina em cima, onde existe um marcador de escala. A leitura
de escala se dá no local onde o densímetro estiver imergindo
do líquido, ou seja, no ponto onde estiver em contato com o
líquido e o ar;

Veja a seguir a ilustração de um densímetro.

Densímetro

• Com o uso de densímetros digitais, pela injeção de um volume


pequeno no aparelho que expressa o resultado na temperatura
ambiente, utilizando tabelas padronizadas criadas a partir de
algoritmos, converte-se a densidade obtida na temperatura
ambiente para uma determinada temperatura padrão.

RESERVADO
Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

Densimetro digital

Importante!
67
No comércio internacional são utilizadas tabelas
ASTM-D-1250, na temperatura de 60ºF, enquanto
que, no mercado interno, é adotada a tabela ISO
91-2, referida a 20ºC.

c) Análise de salinidade (cloreto de sódio)

Salinidade é o teor de sal (cloreto de sódio) em óleo cru, expresso em


miligramas por litro (mg/L) e o limite máximo permitido é de 570mg/L
de NaCl. Esse é um parâmetro adotado internacionalmente.

É importante destacar que o teor elevado de sal no petróleo pode


comprometer o processo de refino, causando danos à unidade de
destilação.

Procedimentos

A análise de cloreto de sódio no petróleo é realizada com o uso


de salímetro. O salímetro é um equipamento que utiliza a técnica
eletrométrica, na qual é inserida uma curva de calibração com a
utilização de padrões de sais conhecidos.

RESERVADO
Alta Competência

A amostra de petróleo é dissolvida em solventes orgânicos e o


eletrodo do equipamento é inserido nesta mistura, obtendo-se assim
a leitura direta no aparelho, na unidade de medida desejada. Este
método mede a condutividade do petróleo, considerando a presença
de cloretos, como o sódio, cálcio e magnésio.

Observe a seguir dois modelos de salímetros.

68

Salímetros

d) Contagem de partículas

A contagem de partículas é feita com a finalidade de medir a quantidade


de partículas maiores que um determinado tamanho, em micrômetros
(µm), numa determinada quantidade de amostra de água de injeção,
em mililitros (ml), para monitorar a qualidade dessa água.

O monitoramento da qualidade da água injetada nos reservatórios,


como método de recuperação secundária, é essencial para evitar
problemas, como tamponamento da formação, com conseqüente
perda de injetividade e de produção e danos a equipamentos de
injeção, assim como a acidificação do reservatório.

RESERVADO
Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

Procedimentos

O método consiste no uso de um equipamento eletrônico, que possui


um sensor a laser e mede o número de partículas por tamanho (µm)
por 1mL de amostra.

Importante!
Na Bacia de Campos é comum o valor máximo de
20 partículas maiores que 5 micrômetros por 1ml
de amostra, como parâmetro para a qualidade da
água injetada.

e) Análise de oxigênio dissolvido

A medição de oxigênio presente na água de injeção é realizada para 69


monitorar a qualidade dessa água. A presença do oxigênio na água
injetada acelera o processo corrosivo na coluna de injeção.

Procedimentos

A medição do teor de oxigênio é realizada através de ampolas. Para


se obter zero de oxigênio na água, é injetado o seqüestrante de
oxigênio no sistema de tratamento da água de injeção, mantendo-se
um residual mínimo dessa substância. O limite máximo especificado
é de 10 partes por bilhão (ppb).

f) Análise residual de sulfito (seqüestrante de oxigênio)

O monitoramento do residual de seqüestrante de oxigênio é realizado


a fim de se garantir zero de oxigênio na água de injeção.

Procedimentos

A partir de uma titulação volumétrica, obtém-se a concentração


residual do seqüestrante de oxigênio (sulfito) presente na água
injetada para garantir, através do monitoramento deste residual,
o zero de oxigênio na água de injeção.

RESERVADO
Alta Competência

g) Análise de teor de água no glicol

O controle do teor de água no glicol pobre e no glicol rico das unidades


de desidratação de gás, tanto das torres de contato gás-glicol quanto
das torres de regeneração do glicol, é feito para garantir a eficiência
dessas unidades.

Procedimentos

Através de uma técnica de titulação de Karl Fischer (eletroquímica),


aplica-se uma corrente alternada de intensidade constante num
eletrodo duplo de platina, gerando o iodo necessário para o ensaio.
Isso resulta em uma voltagem diferencial entre os fios de platina do
eletrodo, que diminui drasticamente na presença de quantidades
mínimas de iodo livre. Esse fato é usado para se determinar o valor
final da titulação.
70

? VOCÊ SABIA?
Um dos métodos mais importantes para a determinação
de água em amostras diversas é o método de Karl
Fischer. O método está baseado na oxidação de SO2
pelo I2 em presença de água. Este também é o princípio
de determinação iodométrica de SO2 em solução aquosa.

I2 + SO2 + H2O 2 HI + H2SO4

Karl Fischer empregou a reação acima para a determinação


quantitativa da água. Ele propôs um reagente preparado
pela ação de dióxido de enxofre sobre uma solução de
iodo, numa mistura de piridina anidra e metanol anidro.
A água reage com este reagente em um processo de
duas etapas, no qual uma molécula de iodo desaparece
para cada molécula de água presente.

A determinação do ponto final da reação pode ser


visual, isto é, quando for percebido um pequeno
excesso de titulante. A viragem ocorre de amarelo para
uma coloração parda.

RESERVADO
Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

h) Outras análises realizadas no monitoramento em fluidos

• Água de formação - análise de salinidade, cálcio e magnésio;

• Água de captação - análise de residual de cloro;

• Água de injeção - bactérias sulfato-redutoras, teor de sólidos,


sulfeto e teor de ferro;

• Trietilenoglicol (TEG) - análise de umidade e pH;

• Água descartada - análise do teor de óleo e graxa (TOG).

2.2. Noções de ensaios analíticos realizados nos laboratórios


onshore
71
As atividades laboratoriais onshore referem-se aos ensaios analíticos
realizados no laboratório do E&P-SERV/US-AP/LF (Laboratório de
Fluidos da UN-BC, Macaé, RJ). Essas atividades compreendem,
basicamente, a realização de análises que complementam
a monitoração dos processos produtivos e utilitários das Unidades
de Produção.

Utilizam metodologias com maior grau de complexidade


e, conseqüentemente, recursos instrumentais de maior precisão
e perfeitamente adequados ao uso para fins de apoio operacional.

Importante!
Os ensaios analíticos onshore realizam análises para
aferir as medições realizadas in loco, nos laboratórios
de campo, e ensaios de maior complexidade que
exigem equipamentos analíticos mais sofisticados.

RESERVADO
Alta Competência

Suas instalações se dividem em:

• Laboratório de Análises em Petróleo e Derivados;

• Laboratório de Análises PVT em Petróleo;

• Laboratório de Análises Cromatográficas (gás natural


e petróleo);

• Laboratório de Análises em Fluidos Aquosos;

• Laboratório de Análises Microbiológicas e Controle de


Meio Ambiente;

• Laboratório de Resíduos.
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Seguem os principais ensaios realizados nesses laboratórios:

• Caracterização físico-química completa de petróleo (°API,


densidade, viscosidade, teor de cloreto, enxofre, IAT, ponto de
fluidez, etc.);

• Caracterização química de petróleo - análise fingerprint


(cromatografia qualitativa);

• Monitoração da qualidade de óleos lubrificantes (IAT, IBT, teor


de insolúveis em pentano, ponto de fulgor, etc.);

• Determinação da composição e propriedade do gás natural


(composição molar do metano, etano, propano, teor de CO2,
calor específico, poder calorífico, coeficiente adiabático, pressão
e temperatura pseudocrítica, etc.);

• Monitoração da qualidade da água de injeção (contagem


de bactérias sulfo-redutoras, contagem de partículas, teor de
sólidos suspensos, etc.);

RESERVADO
Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

• Monitoração de fluidos para fins de controle da corrosão


em poços, equipamentos de superfície e dutos (contagem de
bactérias sulfo-redutoras, caracterização química de resíduos,
borras, incrustações);

• Monitoração de efluentes sanitários (teor de oxigênio, fósforo,


bactérias, coliformes fecais e totais, nitrogênio, etc.);

• Monitoração de efluentes industriais (água oleosa descartada,


teor de óleos e graxas);

• Caracterização físico-química de água de formação (pH,


salinidade, composição aniônica e catiônica);

• Monitoração do processo de incrustação na água produzida


(teor residual de inibidor de incrustação e composição catiônica
e aniônica); 73

• Caracterização de fluidos nas condições de reservatório


(estimativas de cálculos de reservas e estudos de reservatório),
ensaios de razão gás-óleo, razão de solubilidade, viscosidade,
densidade, etc.);

• Caracterização de resíduos inorgânicos (composição química


e mineralógica dos resíduos).

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2.3. Exercícios

1) Assinale com um X a resposta correta:

O ensaio de contagem de partículas mede:

( ) A quantidade de partículas menor que um determinado


tamanho em micrômetros (µm), numa determinada
quantidade de amostra de água de injeção em mililitros (ml),
para monitorar a qualidade desta água.
( ) A quantidade de partículas maior que um determinado
tamanho em micrômetros (µm), numa determinada
quantidade de amostra de água de injeção em mililitros (ml),
para monitorar a qualidade desta água.
( ) A quantidade de partículas, independente do tamanho,
numa determinada quantidade de amostra de água de injeção
74 em mililitros (ml), para monitorar a qualidade desta água.
( ) O teor de oxigênio dissolvido na água de injeção.

2) Coloque Verdadeiro (V) ou Falso (F) nas alternativas abaixo:

( ) O valor do BSW, lido no tubo após a centrifugação, é a


leitura da interface água-óleo do tubo multiplicado por 2
(para descontar os 50ml de querosene adicionado), expresso
em %v/v.
( ) A análise de BSW tem o objetivo de monitorar o volume de óleo
produzido e a eficiência do tratamento do petróleo.
( ) O salímetro mede o magnetismo presente no petróleo, devido
à presença de cloretos, como o sódio, cálcio e magnésio.
( ) O densímetro é um flutuador de vidro dotado de escala de
densidade relativa ou grau API, que utiliza o princípio do empuxo
para determinar a densidade de líquidos.

RESERVADO
Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

3) Faça a correspondência entre os termos das colunas a seguir


e numere adequadamente a coluna da direita.

( 1 ) BSW ( ) Centrífuga
( 2 ) Salímetro ( ) Corrosividade
( 3 ) Densímetro ( ) Análise de cloreto de
sódio no petróleo
( 4 ) Contagem de partículas ( ) ºAPI
( 5 ) Teor de oxigênio ( ) Amostragem de água

4) Diferencie os ensaios analíticos realizados nos laboratórios offshore


dos realizados nos laboratórios onshore:

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
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_______________________________________________________________ 75
_______________________________________________________________
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RESERVADO
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5) Cite 4 tipos de ensaios realizados nos laboratórios offshore:

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

6) Cite 4 tipos de ensaios realizados nos laboratórios onshore:

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

76

RESERVADO
Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

2.4. Glossário
Análise cromatográfica - análise do gás natural, sob condições de pressão de
operação, para obter a composição molar dos componentes do gás e, a partir desta,
as suas propriedades físicas, como o poder calorífico, a densidade, etc.

Análise PVT - análise do petróleo, sob condições de pressão de operação


(preservando os componentes leves do petróleo), para a determinação de densidade
absoluta (massa específica) do óleo e da água, RS (razão de solubilidade) e fator
de encolhimento.

Densidade ou densidade relativa - razão entre as massas de volumes iguais da


substância analisada e do padrão. É comum expressar na indústria do petróleo os
valores da densidade a 60ºF (15,56°C). Também é utilizada a expressão da densidade
de uma substância a 20°C em relação à água a 4°C.

ºAPI ou Grau API - unidade utilizada na indústria do petróleo para medir a densidade
relativa do óleo, com base em uma escala arbitrária.

IAT - Índice de Acidez Total - quantidade de Base, expressa em miligramas de


hidróxido de potássio por grama de amostra, necessária para titular uma amostra 77
adicionada ao solvente específico a um ponto de inflexão bem definido, conforme
especificado no método de ensaio.

IBT - Índice de Basicidade Total - quantidade de ácido perclórico expresso em termos


do número equivalente de miligrama de Hidróxido de Potássio que é requerida
para titular 1 grama de amostra dissolvida no solvente especificado para se atingir
um ponto de inflexão bem definido.

Offloading - operação de transferência periódica de petróleo do FPSO para o Navio


Tanque de transporte de petróleo para o terminal marítimo.

pH - fator que determina se o fluido é mais ácido ou mais base, sendo pH 7 o valor
de equilíbrio (neutro). O valor do pH é um número aproximado entre 0 e 14 que
indica se uma solução é ácida (pH<7), neutra (pH=7) ou básica/alcalina (pH>7).

Ponto de fulgor - é a menor temperatura em que ocorre um lampejo provocado


pela inflamação dos vapores da amostra, pela passagem de uma chama piloto.

Salinidade - teor de sal (cloretos) em óleo cru, expresso em miligramas por litro
(mg/L).

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2.5. Bibliografia
PETROBRAS. Apresentação LF para clientes. Apresentação Powerpoint. Petrobras.
Rio de Janeiro: 2008.

78

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Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

2.6. Gabarito
1) Assinale com um X a resposta correta.

O ensaio de contagem de partículas mede:

( ) A quantidade de partículas menor que um determinado tamanho em


micrômetros (µm), numa determinada quantidade de amostra de água
de injeção em mililitros (ml), para monitorar a qualidade desta água.
( X ) A quantidade de partículas maior que um determinado tamanho em
micrômetros (µm), numa determinada quantidade de amostra de água
de injeção em mililitros (ml), para monitorar a qualidade desta água.
( ) A quantidade de partículas, independente do tamanho, numa
determinada quantidade de amostra de água de injeção em mililitros
(ml), para monitorar a qualidade desta água.
( ) O teor de oxigênio dissolvido na água de injeção.
2) Coloque Verdadeiro (V) ou Falso (F) nas alternativas abaixo:

( V ) O valor do BSW, lido no tubo após a centrifugação, é a leitura da


interface água-óleo do tubo multiplicado por 2 (para descontar os 50ml
79
de querosene adicionado), expresso em %v/v.
( V ) A análise de BSW tem o objetivo de monitorar o volume de óleo produzido
e a eficiência do tratamento do petróleo.

(F) O salímetro mede o magnetismo presente no petróleo, devido à presença


de cloretos, como o sódio, cálcio e magnésio.

Justificativa: o salímetro mede, na verdade, o teor de sal e não o mag-


netismo do petróleo.
( V ) O densímetro é um flutuador de vidro dotado de escala de densidade relativa
ou grau API, que utiliza o princípio do empuxo para determinar a densidade
de líquidos.

3) Faça a correspondência entre os termos das colunas a seguir e numere adequa-


damente a coluna da direita:

(1) BSW (1) Centrífuga


(2) Salímetro (5) Corrosividade
(3) Densímetro (2) Análise de cloreto de sódio no
petróleo
(4) Contagem de partículas (3) ºAPI
(5) Teor de oxigênio (4) Amostragem de água

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4) Diferencie os ensaios analíticos realizados nos laboratórios offshore dos


realizados nos laboratórios onshore:

• As atividades laboratoriais offshore referem-se aos ensaios analíticos


realizados nos laboratórios das unidades marítimas de produção.
Compreendem a realização de análises que permitem a monitoração
dos processos produtivos e utilitários das plataformas. São, em geral,
as atividades analíticas rotineiras, realizadas por técnico químico residente,
mas compreendem também as atividades analíticas consideradas
especializadas, com embarque de técnico químico não residente para
serviços analíticos específicos;

• As atividades laboratoriais onshore referem-se aos ensaios analíticos


realizados no laboratório do E&P-SERV/US-AP/LF (Laboratório de Fluidos da
UN-BC, Macaé, RJ). Essas atividades compreendem basicamente a realização
de análises que complementam a monitoração dos processos produtivos
e utilitários das Unidades de Produção;

• Utilizam metodologias com maior grau de complexidade e, conseqüentemente,


recursos instrumentais com maior precisão e perfeitamente adequados ao uso
para fins de apoio operacional.

5) Cite 4 tipos de ensaios realizados nos laboratórios offshore:


80 Exemplos de serviços analíticos offshore rotineiros:

• Ensaios para fins de quantificação da produção de petróleo da Unidade


ou de cada poço (BSW);

• Ensaios para fins de monitoração do tratamento e qualificação do petróleo


exportado (BSW e Salinidade);

• Ensaios para fins de monitoração do tratamento e qualificação do gás


exportado (teor de umidade e gás sulfídrico);

• Ensaios para fins de monitoração da qualidade da água injetada


no reservatório (contagem de partículas, teor de sulfito/sulfeto, ferro,
oxigênio dissolvido e cloro residual);

• Ensaios para fins de monitoração da água oleosa (teor de óleos e graxas).


Exemplos de serviços analíticos offshore especializados:

• Medições especiais para testes e calibração de analisadores de linha;


• Medições especiais associadas especificamente à solução de problemas de
tratamento de fluidos, partida de processos, abertura/reabertura de poços, etc.;

• Medições especiais envolvendo offloading internacional;


• Testes de novos produtos químicos em parceria com gerências de Suporte
Técnico;

• Inspeções de medição e de gestão laboratorial para fins de garantia da


qualidade das medições locais e garantia dos processos de certificação ISO
9001 e SMS das Unidades;

• Amostragens especiais.

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Capítulo 2. Noções de análise laboratorial

6) Cite 4 tipos de ensaios realizados nos laboratórios onshore:

• Caracterização físico-química completa de petróleo (°API, densidade,


viscosidade, teor de cloreto, enxofre, IAT, ponto de fluidez, etc.);

• Caracterização química de petróleo - análise fingerprint (cromatografia


qualitativa);

• Monitoração da qualidade de óleos lubrificantes (IAT, IBT, teor de insolúveis


em pentano, ponto de fulgor, etc.);

• Determinação da composição e propriedade do gás natural (composição molar


do metano, etano, propano, teor de CO2, calor específico, poder calorífico,
coeficiente adiabático, pressão e temperatura pseudocrítica, etc.);

• Monitoração da qualidade da água de injeção (contagem de bactérias


sulfo-redutoras, contagem de partículas, teor de sólidos suspensos, etc.);

• Monitoração de fluidos para fins de controle da corrosão em poços,


equipamentos de superfície e dutos (contagem de bactérias sulfo-redutoras,
caracterização química de resíduos, borras, incrustações);

• Monitoração de efluentes sanitários (teor de oxigênio, fósforo, bactérias,


coliformes fecais e totais, nitrogênio, etc.);

• Monitoração de efluentes industriais (água oleosa descartada, teor de 81


óleos e graxas);

• Caracterização físico-química de água de formação (pH, salinidade,


composição aniônica e catiônica);

• Monitoração do processo de incrustação na água produzida (teor residual


de inibidor de incrustação e composição catiônica e aniônica);

• Caracterização de fluidos nas condições de reservatório (estimativas de


cálculos de reservas e estudos de reservatório), ensaios de razão gás-óleo,
razão de solubilidade, viscosidade, densidade, etc.);

• Caracterização de resíduos inorgânicos (composição química e mineralógica


dos resíduos).

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