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TEORIA DE ALFRED ADLER

A abordagem criada por Adler compreende as pessoas como sendo totalidades


integradas dentro de um sistema social. Sustenta a motivação do homem como sendo
fundamentada pelas solicitações sociais. Para Adler, o homem procura contato com os
outros, empreende atividades sociais em cooperação, põe o bem-estar social acima do
interesse próprio, adquirindo um estilo de vida que é, predominantemente, orientado
para o meio externo.

Adler manifesta uma preocupação biológica, tanto quanto Freud e Jung. Freud enfatiza
o sexo, Jung os padrões primitivos de pensamento e Adler o interesse social.

Adler cria alguns conceitos muito importantes para a psicologia da personalidade:

Self – corresponde a um sistema altamente personalizado e subjetivo que interpreta e


tornam significativas as experiências do organismo. É criador, unitário, consistente e
soberano na estrutura da personalidade.

É algo que intervém entre os estímulos que agem sobre a pessoa e as respostas que ela
oferece. O homem constrói sua personalidade com a matéria-prima da hereditariedade e
da sua experiência. O self criador dá sentido à vida; cria tanto o ideal como os meios de
atingi-lo. É o princípio ativo da vida humana.

Estilo de vida – corresponde ao princípio do sistema pelo qual a personalidade


funciona; é o todo que comanda as partes. É o princípio que explica a singularidade da
pessoa. Cada pessoa tem um estilo de vida e não há dois iguais.

Todos têm o mesmo objetivo, a superioridade, mas há inúmeras maneiras de atingi-lo.


Toda conduta de uma pessoa tem origem em seu estilo de vida. Este forma-se na
infância, por volta dos quatro anos de idade e, daí por diante, as experiências são
assinaladas e utilizadas de acordo com ele. É uma compensação para determinada
inferioridade.

Luta pela superioridade – corresponde ao objetivo superior do homem na sua luta


contra os obstáculos: ser agressivo, poderoso superior.

“Superioridade é algo análogo ao conceito de self em Jung, ou ao princípio de auto-


realização de Goldstein. É um esforço da personalidade no sentido de completar-se. É
‘a força que arrasta para cima.’” (Hall & Lindzey)

Todas as funções do homem seguem a direção da luta pela superioridade, que é inata, é
um princípio dinâmico preponderante – uma luta pela plena realização de si mesmo.
Inferioridade e compensação – há a inferioridade orgânica, pois, para Adler, cada
região do corpo apresenta uma inferioridade básica, inferioridade essa que existe em
virtude de herança ou de alguma anomalia do desenvolvimento.

Depois Adler ampliou o conceito, incluindo quaisquer sentimentos de inferioridade,


tanto os que decorrem de incapacidades psicológicas ou sociais sentidas subjetivamente,
como os que se originam de fraqueza ou deficiência física.

No princípio, Adler correlacionava a inferioridade com feminilidade, cuja compensação


ele chamou de “protesto masculino”. Os sentimentos de inferioridade decorrem de um
senso de imperfeição em alguma esfera da vida. Adler afirmava que os sentimentos de
inferioridade não são indícios de anormalidade; são a causa de todo melhoramento na
vida humana.

Sob condições normais o sentimento de inferioridade ou um senso de imperfeição é a


grande mola propulsora da humanidade. O homem é impulsionado pela necessidade de
superar sua inferioridade e arrastado pelo desejo de ser superior.

Interesse social – corresponde à verdadeira e inevitável compensação pela natural


fraqueza dos seres humanos. É quando a luta pela superioridade torna-se socializada.

Adler acreditava que o interesse social é inato; que o homem é uma criatura social por
natureza e não por hábito. Contudo, à semelhança de qualquer outra aptidão natural, esta
predisposição inata não surge espontaneamente. Ela torna-se atuante quando orientada e
treinada.

É esse interesse social inato que motiva o homem a subordinar o interesse pessoal ao
bem-estar comum.

WILHELM REICH

Reich dava grande ênfase à importância de desenvolver uma livre expressão de


sentimentos sexuais e emocionais dentro do relacionamento amoroso maduro. Reich
enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias com as quais lidava e descobriu
que a bioenergia era bloqueada de forma mais intensa na área pélvica de seus pacientes.

Ele chegou a acreditar que a meta da terapia deveria ser a libertação dos bloqueios do
corpo e a obtenção de plena capacidade para o orgasmo sexual, o qual sentia estar
bloqueado na maioria dos homens e das mulheres.

Caráter
De acordo com Reich, o caráter é composto das atitudes habituais de uma pessoa e de
seu padrão consistente de respostas para várias situações. Inclui atitudes e valores
conscientes, estilo de comportamento (timidez, agressividade e assim por diante) e
atitudes físicas (postura, hábitos de manutenção e movimentação do corpo).

A Couraça Caracterológica

Esse conceito de couraça caracterológica de Reich inclui a soma total de todas as forças
defensivas repressoras organizadas de forma mais ou menos coerente dentro do próprio
ego. Para ele, o desenvolvimento de um traço neurótico de caráter indicaria a solução de
um problema reprimido ou, por outro lado, ele torna o processo de repressão
desnecessário ou transforma a repressão numa formação relativamente rígida e aceita
pelo ego.

Assim pensando, Reich afirma que os traços de caráter neuróticos não são a mesma
coisa que sintomas neuróticos. A diferença entre esses traços neuróticos e os sintomas
neuróticos repousa no fato de que sintomas neuróticos, tais como os medos, fobias, etc.,
são experienciados como estranhos ao indivíduo, como elementos exteriores à psique,
enquanto que traços de caráter neuróticos (ordem excessiva ou timidez ansiosa, por
exemplo) são experimentados como partes integrantes da personalidade.

A Couraça Muscular

Reich descobriu que cada atitude de caráter tem uma atitude física correspondente e que
o caráter do indivíduo é expresso corporalmente sob a forma de rigidez muscular ou
couraça muscular. Reich começou a trabalhar, então, no relaxamento da couraça
muscular. Ele descobriu que a perda da couraça muscular libertava energia libidinal e
auxiliava o processo de psicanálise. O trabalho psiquiátrico de Reich lidava cada vez
mais com a libertação de emoções (prazer, raiva, ansiedade) através do trabalho com o
corpo. Ele descobriu que isto conduzia a uma vivência muito mais intensa do que o
material infantil trabalhado pela psicanálise.

Em seu trabalho sobre couraça muscular, Reich descobriu que tensões musculares
crônicas servem para bloquear uma das três excitações biológicas: ansiedade, raiva ou
excitação sexual. Ele concluiu que a couraça física e a psicológica eram essencialmente
a mesma coisa. Com esse raciocínio, as couraças de caráter eram vistas agora como
equivalentes à hipertonia muscular.

O Caráter Genital

O termo Caráter Genital foi usado por Freud para indicar o último estágio do
desenvolvimento psicossexual. Reich adotou-o para se referir especificamente à pessoa
que adquiriu potência orgástica. Para ele a potência orgástica era a capacidade de
abandonar-se, livre de quaisquer inibições, ao fluxo de energia biológica, era a
capacidade de descarregar completamente a excitação sexual reprimida por meio de
involuntárias e agradáveis convulsões do corpo.
Reich descobriu que assim que seus pacientes renunciavam à sua couraça e
desenvolviam potência orgástica, muitas áreas de funcionamento neurótico mudavam de
forma espontânea. No lugar de rígidos controles neuróticos, os indivíduos desenvolviam
uma capacidade para auto-regulação. Reich descreveu indivíduos auto-reguladores
como naturais, mais do que morais. Eles agem em termos de suas próprias inclinações e
sentimentos internos, ao invés de seguirem algum código externo ou ordens pré-
estabelecidas por outros.

Os caracteres genitais não estão aprisionados em suas couraças e defesas psicológicas.


Eles são capazes de se encouraçar, quando necessário, contra um ambiente hostil.
Entretanto, sua couraça é feita mais ou menos conscientemente e pode ser dissolvida
quando não houver mais necessidade dela.

Bioenergia
Em seu trabalho sobre Couraça Muscular, Reich descobriu que a perda da rigidez
crônica dos músculos resultava freqüentemente em sensações físicas particulares, em
sentimentos de calor e frio, formigamento, coceira e uma espécie de despertar
emocional. Ele concluiu que essas sensações eram devidas a movimentos de uma
energia vegetativa ou biológica liberada.

Reich também descobriu que a mobilização e a descarga de bioenergia são estágios


essenciais no processo de excitação sexual e orgasmo. Ele chamou a isto de Fórmula do
Orgasmo, um processo de quatro partes o qual Reich julgava ser característico de todos
os organismos vivos.

- Tensão Mecânica
- Carga Bioenergética
- Descarga Bioenergética
- Relaxamento Mecânico

Depois do contato físico, a energia se acumula em ambos os corpos e, por fim, é


descarregada no orgasmo, o qual se constitui essencialmente num fenômeno de descarga
da bioenergia. O ato sexual teria a seguinte seqüência:

1. Órgãos sexuais se entumecem de fluido - tensão mecânica


2. Resulta uma intensa excitação - carga bioenergética.
3. Excitação sexual descarregada em contrações musculares - descarga bioenergética.
4. Segue-se um relaxamento físico - relaxamento mecânico

3.3 REICH: UM PSICANALISTA QUE DIVERGE DE FREUD

Segundo Bleichmar e Bleichmar (1992, p. 17), “a teoria psicanalítica cresceu, a


partir de Freud, por aposição de uma grande quantidade de escolas, correntes de
pensamento, grupos, autores, cada um com seu enfoque particular sobre quase todos os
problemas. Poderíamos dizer que, neste momento, não há uma psicanálise, mas
muitas”. Seguindo esta linha de pensamento, algumas das diferenças entre as
formulações de Reich e Freud podem ser entendidas como divergências entre escolas
psicanalíticas. Ou seja, há uma parte da teoria reichiana que, apesar de divergir de
Freud, poderia ser vista como ainda ligada ao referencial psicanalítico, como ainda
podendo posicionar-se enquanto interlocutora dentro deste campo do conhecimento.

3.3.1 A PULSÃO DE MORTE

O conflito teórico mais conhecido, e que é comumente tido como o fator que
levou à ruptura entre ambos, está relacionado com a polêmica sobre a idéia da pulsão
de morte. Entretanto, diversos elementos nos levam a pensar que a exclusão de Reich
do movimento psicanalítico deu-se muito mais por motivos políticos do que por
divergências teóricas (Wagner 1996). Basta lembrar que Donald Winnicott, que
também repelia a idéia de pulsão de morte, nunca se afastou do movimento
psicanalítico, chegando inclusive a presidir a Associação Psicanalítica Internacional. E
ele deixava claro seu ponto de vista: “Nunca fui capaz de seguir quem quer que fosse,
nem mesmo Freud ... Por exemplo, simplesmente não acho válida sua idéia de instinto
de morte” (Winnicott, 1990, p. 161).
Ernest Jones, respeitado biógrafo de Freud, diz que “algumas das formulações
mais abstratas de Melanie Klein serão sem dúvida modificadas na estrutura teórica
futura da psicanálise. O que me parece um exemplo provável disso é a aplicação direta
que faz às descobertas clínicas do conceito filosófico de Freud de uma ‘pulsão de
morte’, sobre o qual tenho sérias dúvidas. Cito-o não por esta razão, mas porque acho
um pouco estranho que eu devesse criticá-la por uma adesão demasiadamente fiel aos
pontos de vida de Freud” (Jones, 1991, p. 368. Em outro texto, Jones (1989, p. 278)
reafirma sua opinião, dizendo que “nenhuma observação biológica apóia a idéia de uma
pulsão de morte, que contradiz todos os princípios biológicos”.
Otto Fenichel, em sua exposição da teoria psicanalítica, dedica duas páginas a
uma “Crítica do Conceito de um Instinto de Morte” (Fenichel, 1981, p. 53-55), onde
enumera argumentos contra tal idéia. Apesar de reconhecer a existência de conflitos
entre os interesses do ego e os impulsos sexuais, e entre a agressividade e as tendências
sexuais, afirma que “não é necessário presumir que nenhum desses dois pares de
opostos representem dicotomia genuína e incondicionada que haja operado desde o
início. Para melhor classificar os instintos, teremos de esperar que a fisiologia
desenvolva teses mais valiosas a respeito das fontes instintivas” (idem, p. 55).
Ora, se psicanalistas prestigiados como Fenichel, Jones e Winnicott discordaram
abertamente da teoria da pulsão de morte sem deixarem de ser aceitos pela comunidade
psicanalítica, pode-se supor que, se fosse apenas por este aspecto de suas idéias, talvez
pudéssemos reivindicar para Reich um lugar como o de Ferenczi no panteão
psicanalítico, algo como um psicanalista “diferente”. Isso não minimiza a questão
teórica, pois Freud manteve até o fim sua crença na idéia de uma pulsão de morte como
algo essencial para a compreensão da mente humana. Uma integração entre as
concepções de Freud e Reich nunca estará completa sem um esclarecimento desta
divergência.

2.3.2 A TEORIA DO ORGASMO


Quanto à teoria do orgasmo de Reich, mesmo sendo ela originada e referenciada
na psicanálise, nunca foi aceita por Freud e seus seguidores. Segundo Albertini (1994,
p. 40), “parece não haver dúvidas de que, em termos de construção teórica, Freud de
maneira alguma chegou a aceitar a teoria reichiana do orgasmo”. No mesmo sentido,
Briganti (1987, p. 115) comenta que “os psicanalistas não viriam a aceitar o vínculo
feito por Reich entre as neuroses e a perturbação da genitalidade”. O próprio Reich
reconhece este fato quando diz que “desde o começo a inclusão da função do orgasmo
na teoria [psicanalítica] da neurose foi considerada um incômodo e tratada como tal.”
(Reich, 1935/1995, p. 274). Permanece o debate quanto à validade desta concepção
reichiana, mas este é um elemento que, se provado correto, seria também assimilável
dentro da estrutura teórica da psicanálise. Note-se que muitos neo-reichianos não são
defensores tão ferrenhos desta idéia quanto Reich (Boyesen 1986; Lowen 1982).
Navarro (1996, p. 11), por exemplo, critica explicitamente a Bioenergética de Lowen
por este motivo, dizendo que esta abordagem “não destaca a importância da função do
orgasmo”.

2.3.3 O CARÁTER E A IMPORTÂNCIA DA FORMA


Algo semelhante ocorre com a teoria reichiana do caráter. Partindo das
formulações de Freud, Jones e Abraham sobre o origem dos traços de caráter, Reich
(1995, p. 150-155) expõe sua teoria de que o conjunto dos traços de caráter de uma
pessoa constituiria uma formação integral com função de defesa psíquica, uma
verdadeira couraça ou blindagem do ego. Segundo Wagner (2000, p. 46), Reich vê o
caráter como uma estrutura complexa e unificada que é “... resultante e expressão de
todo o desenvolvimento psicossexual (...) o caráter é visto como a forma típica e
estruturada de ser do ego [e com isso] Reich patologiza o ego freudiano.” Com raras
exceções1, este conceito não foi incorporado pela psicanálise. Isso pode ter ocorrido
pelas implicações políticas e sociais da teoria do caráter (idem, p. 50-51); pela proposta
clínica dela decorrente (a análise do caráter), que questionava a ortodoxia ao propor a
valorização da forma de agir como material analítico; ou ainda por uma simples
discordância quanto à validade desta teoria.
Um aspecto específico dessa abordagem clínica ainda hoje é ponto de debate na
psicanálise. Conforme Martinez (1993), vemos nos relatos clínicos de Freud e outros
autores a valorização de aspectos observados do comportamento dos analisandos. Por
outro lado, mantém-se a posição analítica atrás do divã como fundamental, dado que
“... a disposição que exclui o olhar tem assim uma função técnica precisa, a de criar
condições favoráveis para que se instale a situação analítica propriamente dita”
(Mezan, cf. cit. em Martinez, 1993, p. 18). Deste modo, a visibilidade do analisando
ora ajuda (para a obtenção de material analítico), ora atrapalha (por contrariar o
exercício da atenção flutuante). Martinez mostra então como é variável a valorização
clínica do universo visual, com Freud dando pouca ênfase a este tipo de material,
Ferenczi dando grande valor ao mesmo, e Reich fazendo disto o centro de sua
abordagem.

2.3.4 OUTRAS DIVERGÊNCIAS PSICANALÍTICAS


Um outro tema é a teoria reichiana das pulsões. Enquanto Freud fundamenta sua
visão do aparelho psíquico a partir de uma dualidade, de um antagonismo pulsional,
Reich concebe a existência apenas de pulsões do id, que seriam manifestações de
necessidades biológicas, a favor da vida, portanto. Sob a pressão do mundo externo e
do superego, o ego teria a capacidade de colocar uma pulsão contra outra, num
entrelaçamento complexo que seria a base da dinâmica psíquica.
Outras questões sobre as quais Reich tem um ponto de vista diverso daquele de
Freud são a teoria da angústia (Reich 1984, p. 120-124) e a visão sobre a cultura e a
civilização (idem, p. 166-213).

1
Como, por exemplo, Fenichel (1981, cap. 20).
3.4.1 A ORGONOMIA

Desde o início Reich valorizou fortemente a idéia de uma energia vital, como se
pode ver em seus primeiros escritos, que incluíam um estudo de 1922 sobre “O
Conceito de Pulsão e Libido de Forel a Jung” (Reich 1975b), e outro de 1923 “Sobre a
Energia das Pulsões” (Reich 1975c). Conforme Albertini (1994, p. 38), “desde o início
existe no pensamento reichiano a hipótese de um princípio energético”.

Segundo Reich, em 1952, para Freud, “uma das suas maiores descobertas era
que uma idéia não é ativa em si mesma, mas porque tem uma certa catexis de energia,
isto é, tem uma certa quantidade de energia que lhe está associada. Nisto, ele tinha
unido o quantitativo e o qualitativo. Fez o mesmo quando afirmou que a neurose tinha
um núcleo somático. Mas o quantitativo, o ângulo da energia, era apenas um conceito.
Não era realidade. Agora, enquanto a organização psicanalítica desenvolveu o ângulo
qualitativo, isto é, as ideias, a sua interligação etc., eu retomei o ângulo da energia”
(Reich 1979, p. 115-116).

A Orgonomia é apresentada por Reich como uma radicalização da teoria da


libido de Freud, mas existe aí uma ruptura importante, pois levou a uma concepção
vitalista2 (ver Rego 1990), antagônica ao que é aceito pela ciência atual, e que é algo
bem diferente das concepções psicanalíticas.

Ao falar sobre a prevenção de neuroses, Reich nos dá um exemplo do quanto


suas concepções relacionadas ao corpo e à bioenergia se distanciam dos conceitos
psicanalíticos: “na prática, Eros ... significa se o útero da mãe está vivo ou inerte, se a
mãe atinge ou não o orgasmo durante o coito, ... se o bico do peito da mãe está
carregado orgonoticamente, isto é, se a bioenergia está a funcionar nessa zona, a fim de
que ao procurar satisfazer seu desejo oral, a criança se agarre a algo que seja
gratificante e não um choque” (Reich 1979, p. 67).

A Orgonomia, que em seu início poderia ser descrita como uma hipertrofia do
aspecto econômico da metapsicologia freudiana, ganha contornos muito diferentes em
anos posteriores, chegando a definições, formulações e propostas de intervenção
estranhas à psicanálise, como se pode ver em obras como “Éter, Deus e o Diabo” e
“Superposição Cósmica” (Reich 1973), e no capítulo XV do "Análise do Caráter"
(Reich, 1995).

CONCEITO DE TEORIA DE CAMPO DE LEWIN

A Teoria de Campo de Lewin, é uma das muitas teorias que procuram explicar a
natureza e o comportamento humano, assentando nas seguintes premissas:
. O comportamento das pessoas resulta de um conjunto de fatores que coexistem
no ambiente em que essa pessoa desenvolve a sua atividade, conjunto de

2
São consideradas vitalistas as doutrinas "que põem como fundamento dos fenômenos vitais uma força
vital independente dos mecanismos físico-químicos" (Abbagnano, 1982., p. 967).
fatores este que inclui a família, a profissão, o trabalho, a política, a religião,
etc.;
. O referido conjunto de fatores constitui uma relação dinâmica e de
interdependência, a que Lewin chama campo psicológico (que desta forma
constitui o próprio espaço de vida do indivíduo, definindo a forma como este
percebe e interpreta o ambiente externo que o rodeia).
A interpretação subjetiva que cada pessoa faz acerca das outras pessoas, das coisas
e dos fenômenos que em cada momento constituem o seu ambiente traduzem-se em
valências, isto é, tomam um determinado valor. A valência é positiva quando a
forma como a pessoa interpreta o seu ambiente lhe induz a ideia de satisfação dos
seus desejos e necessidades; é negativa quando se verifica o contrário.
Esta Teoria apresenta três princípios básicos:
1. O comportamento é uma função de campo que acontece na altura em que o
comportamento decorre;
2. A análise começa com a situação como um todo, a partir do qual são
diferenciadas as partes componentes;
3. Uma pessoa numa situação real pode ser representada de forma matemática.