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Coletores de Dados na

Via Permanente
Edição, Revisão e
Desenho Instrucional ID Projetos Educacionais


Desenho Gráfico
e Produção Ser Integral Consultoria em Recursos Humanos Ltda.

Conteúdo Vale

Conteudistas Raimundo Baldez – São Luis (MA)


Luiz Uchoa – São Luis (MA)
Paulo Henrique Martins – São Luis (MA)
Henrique da Luz – São Luis (MA)
Robson Filho – São Luis (MA)
Luiz Zanotti – São Luis (MA)
André Andrade – São Luis (MA)

Fevereiro 2008 Impresso pela Ser Integral Consultoria em Recursos


Humanos Ltda. no Brasil.

É proibida a duplicação ou reprodução deste material, ou parte do mesmo,


sob qualquer meio, sem autorização expressa da Vale.
“ exceto por duas
Daqui a cinco anos você estará bem próximo
de ser a mesma pessoa que é hoje,

coisas:
os livros que ler e as pessoas de


quem se aproximar.
Charles Jones


A P R ES ENTA ÇÃ O

Prezado Empregado, Conhecimentos Habilidades

Você está na Trilha Técnica da Manutenção Ferroviária participando


do curso “Coletores de Dados na Via Permanente”.

A Valer - Universidade Corporativa Vale - construiu esta Trilha em


conjunto com profissionais representantes da área (comitê técni-
co, supervisores e técnicos) com o objetivo de identificar as com-
petências indispensáveis para o melhor desempenho das funções
técnico-operacionais da ferrovia e organizar as ações de desenvol-
vimento necessárias para desenvolvê-las.

Competência é a união de conhecimentos, habilidades e atitudes.

Todos os treinamentos contidos na Trilha Técnica contribuem com o


desenvolvimento de suas competências tornando-o apto a executar
seu trabalho com mais qualidade e segurança, agindo em confor-
midade com os padrões exigidos pela Companhia.
Atitudes
Agora é com você. Vamos Trilhar?


SU M ÁRIO
INTRODUÇÃO 09

CAPÍTULO I CONSIDERAÇÕES GERAIS 10

Coletor de dados 12

Via permanente 12

CAPÍTULO II SISTEMA ELO 16

Quais as vantagens da utilização do Sistema ELO? 18

Elementos integrantes 19

Entendendo o Sistema ELO 20

Definições importantes para compreender a atividade de manutenção 24

CAPÍTULO III COLETORES DE DADOS 32

Configurações básicas do coletor 34

O Sistema ELO de Manutenção no coletor 34

Sistema de manutenção móvel (SM2) 40

Modelos de coletores de dados 42

Manutenção dos coletores 44




INT R OD UÇ Ã O

Nesta apostila, você estudará o processo de execução da manutenção da Via Permanente por meio do uso
de coletores de dados.

Para isso, no primeiro capítulo, você será apresentado a algumas considerações básicas sobre o coletor
de dados e a Via Permanente.

Na seqüência, estudará o Sistema Elo de Manutenção, que é o sistema de gestão utilizado pela Vale, para
o qual são enviados e analisados os dados inseridos nos coletores.

Por fim, você aprenderá sobre o próprio coletor de dados, os modelos utilizados na Vale, o modo como o
aparelho deve ser utilizado e como deve ser feita a sua manutenção.
C AP Í T U LO I


C ON S ID ER A Ç ÕES G ER A I S

Para que se compreenda o processo de coleta de dados em Via Permanente, é importante explicar o que
é o coletor de dados e a Via Permanente (VP) separadamente, conforme segue neste capítulo inicial.
COLETOR DE DADOS

O que é o coletor de dados?

Coletor de dados é um dispositivo eletrônico que armazena dados e permite transferi-los para o
sistema integrado de manutenção.

A utilização do coletor é um meio de o usuário ter acesso rápido ao Sistema ELO de Manutenção e
ao software de manutenção IBM Máximo. Com isso, são otimizados os atuais processos de coleta de
dados referentes à manutenção de equipamentos, tais como:

inspeção;

gestão de ordens de serviços;

planejamento de recursos;

execução.

VIA PERMANENTE

O que é Via Permanente?

A Via Permanente (VP) é a área da manutenção responsável pelas super e infra-estrutura da ferro-
via, também conhecida como “linhas de trem”.

Exemplos de superestruturas:

trilhos;

dormentes;

Dormentes

12
curvas;

aparelhos de mudança de via (presentes na linha férrea).

Exemplos de infra-estruturas:

pontes;

bueiros;

túneis;

obras civis que viabilizam o tráfego de trens.

Alguns exemplos de peças da Via Permanente (VP):

Do AMV:

lastro;

dormente;

fixação;

trilho.

Do Jacaré:

asa;

canal;

pista de rolamento;

ponta prática;

garganta.

Coletores de Dados na Via Permanente 13


1 O que é coletor de dados?
relembrar

2 Complete as sentenças.

a) A Via Permanente (VP) é a área da _________________ responsável pelas super e


__________________ da ferrovia, também conhecida como “linhas de trem”.

b) Os ________________; os _________________e as _____________ são exemplos


de superestruturas.

14
ANOTAÇÕES

Coletores de Dados na Via Permanente 15


CAP Í T U L O II


S IS T EM A E L O
Neste capítulo, você estudará o Sistema ELO e entenderá sua importância para a manutenção da Via
Permanente (VP), seu funcionamento e sua utilização.

O que é o Sistema ELO?

O Sistema ELO é um sistema de gestão integrada da Vale, sendo utilizado para todas as atividades da
empresa, possibilitando que:

haja uma padronização;

ocorra uma real identificação de cada negócio;

seja estabelecida a comunicação entre as diversas áreas da empresa.

O Sistema ELO permite gerenciar os processos da área de Manutenção em Via Permanente, e também
disponibiliza informações a respeito da rotina de manutenção realizada nos ativos da empresa.

Ele foi desenvolvido em ambiente web e é de fácil manuseio e compreensão, possuindo excelentes
recursos operacionais.

O usuário desempenha uma função de extrema importância no processo, por ser um sistema integrado,
ou seja, seus dados refletem diretamente em outros processos da Companhia.

A utilização dos coletores de dados é de vital importância neste sistema, pois permite a agilização dos
processos e favorece a redução do trabalho nas unidades de manutenção.

Sendo única a base de dados, ela é compartilhada com todos os usuários, e as informações ficam
disponíveis em tempo real.

Cada usuário possui extrema responsabilidade na inserção de dados, já que todo registro é atribuído à
matrícula de quem o executa. Por isso, também, cada empregado deve ser bem capacitado.

QUAIS AS VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DO SISTEMA ELO?

Padronização dos processos;

Visão sistêmica;

Preocupação com planejamento;

Melhoria contínua (acesso às melhores práticas);

18
Transparências nas informações;

Visibilidade dos controles;

Responsabilidade clara pela informação;

Rapidez e qualidade da informação.

ELEMENTOS INTEGRANTES

Quais os elementos que integram o Sistema Elo?

1. Interface pública Out – portas que o sistema possui para a saída de informações;

2. Interface pública Int – portas que o sistema possui para a entrada de dados de algum siste-
ma novo que possa aparecer;

3. Coletor – formato móvel (portátil) do sistema;

4. Módulo de Controle de Trilho (MCT) – módulo que controla informações relativas a trilhos e
soldas aluminotérmicas;

5. Malha – sistema que lida com os dados relativos a via férreas;

6. Unilog – sistema que substitui o de transportes (Sitrans);

7. Prog. Diária – implemento que vai lidar com os dados de programação diária;

8. Techware – módulo de RH do Oracle;

9. Project Billing (PA) – módulo de gerenciamento de investimento;

10. MEA – programa responsável pela interface com o Oracle;

11. Oracle – sistema de gestão integrado;

12. Árvore de Falha – tabela extra-sistema vinculada ao mesmo.

Coletores de Dados na Via Permanente 19


Esquema geral de funcionamento do Sistema Elo

Estrutura Interf. Pública Out

Demais legados Interf. Pública In

Coletor
Sistema ELO de
MEA Oracle
MCT Manutenção

Malha

Progr. Diária

Unilog

ENTENDENDO O SISTEMA ELO

O Macroprocesso de Manutenção é o fundamento do Sistema Elo e pode ser dividido em três etapas.

Cada uma dessas etapas visa subsidiar a gestão da manutenção de todas as áreas da Vale.

Esquematização das três etapas dos processos de negócio que suportam o gerenciamento da manutenção

1. Construir / Manter a
Cadastramento de todos os objetos de Manutenção.
Base de Dados

2. Executar Manutenção Sequência das atividades de Manutenção.

Ferramentas e processos que ajudarão a gerenciar


3. Gerir Manutenção
a Manutenção, com foco na melhoria contínua.

20
Saiba mais sobre a 1ª e 2ª etapa:

1ª etapa

Esta etapa é a base de todo o Sistema e se caracteriza por:

efetuação de cadastros hierárquicos;

identificação dos ativos;

composição de cartela de recursos;

ações preventivas.

2ª etapa

Nesta etapa, são planejadas as demandas que surgem através de diversos meios, e, após a disposição
dos recursos, a manutenção será programada e executada.

Todos os dados obtidos na primeira etapa ficam disponíveis dentro do Sistema, em uma grande cartela
de relatórios, de onde são extraídos dados importantíssimos para o controle da manutenção.

Através do ciclo PDCA, é possível analisar e solucionar problemas. Este ciclo é uma ferramenta muito
utilizada nos gerenciamentos da qualidade. Em seu conteúdo estão expressões como: planejamento,
treinamento, execução, verificação e ações corretivas.

Ilustração do ciclo PDCA

Coletores de Dados na Via Permanente 21


Entendendo a construção/manutenção da base de dados

Para efetuar a construção da base de dados, são executadas algumas tarefas, mantendo-se um pa-
râmetro de padronização.

As tarefas são as seguintes:

Manutenção Corretiva de Emergência (MC)

Realizada em um equipamento que apresentou falha, interrompendo o desempenho de sua fun-


ção, e no qual se requer intervenção imediata, visando restituí-lo à sua condição operacional.

Manutenção Corretiva Programada (CP)

Realizada em um equipamento que apresentou um defeito que dificulta ou compromete o de-


sempenho de sua função, e no qual se requer uma intervenção, que poderá ser programada, a
fim de restituí-lo à sua condição operacional.

Manutenção Preventiva Sistemática (MP)

Realizada em intervalos pré-determinados de tempo ou horas de operação, por meio de planos


de manutenção.

Manutenção Condicional (PC)

Baseada na condição de monitoramento instrumental de um equipamento. Realizada em inter-


valos aperiódicos determinados por uma ou mais condições pré-definidas.

Inspeção/Preditiva (IP)

Correspondente ao conjunto de técnicas de inspeção/monitoramento instrumental de equipa-


mentos, que possibilita a identificação de sintomas ou defeitos nos mesmos.

Através destas técnicas, é possível determinar as condições para a execução da manutenção


preventiva condicional ou corretiva programada.

Manutenção de Melhoria (MM)

Realizada com o objetivo de garantir uma melhoria no desempenho de função do equipamento,


impactando em seu ciclo de vida útil.

Reformas/Recuperações (RR)

Correspondente aos serviços de reforma geral de componentes/equipamentos, restituindo-os às


condições originais de projeto.

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Fabricação/Recuperação (FR)

Serviços de fabricação e recuperação de peças de equipamentos/componentes.

Serviços de Apoio (SA)

Serviços gerais e indiretos de apoio à manutenção.

Novas Instalações (NI)

Serviços de manutenção em usinas/plantas em fase de construção e comissionamento e em


novos equipamentos em fase de montagem.

Aferição/Calibração (AF)

Serviços de aferição/calibração de equipamentos.

Esquema da construção da base de dados

CÓDIGOS DE TIPOS
TIPOS DE SERVIÇOS
DE SERVIÇOS
MC MANUTENÇÃO CORRETIVA DE EMERG
CP MANUTENÇÃO CORRETIVA PROGRAMADA
Alimentam indicadores de MP MANUTENÇÃO PREVENTIVA SISTEMÁTICA
manutenção PC MANUTENÇÃO CONDICIONAL
IP INSPEÇÃO / PREDITIVA
MM MANUTENÇÃO DE MELHORIA
RR REFORMAS / RECUPERAÇÕES
Variáveis que FR FABRICAÇÃO / RECUPERAÇÃO
necessariamente não SA SERVIÇOS DE APOIO
representam indicadores NI NOVAS INSTALAÇÕES
AC AFERIÇÃO / CALIBRAÇÃO

O controle destas atividades acima relacionadas é feito através de um centro de controle, que
possibilita e autoriza as mudanças que se fizerem necessárias para a melhoria da aplicabilidade
do programa.

Qualquer alteração nas listas de valores do Sistema Elo de Manutenção deverá ser formalizada e
autorizada pelo Control Center.

Esta central executará a alteração e a tornará disponível para todas as áreas de manutenção da Via
Permanente (VP) (atividade ainda não implantada).

Coletores de Dados na Via Permanente 23


DEFINIÇÕES IMPORTANTES PARA
COMPREENDER A ATIVIDADE DE MANUTENÇÃO

O que são objetos de manutenção?

São os objetos e seus respectivos atributos cadastrados pelos usuários diretamente no Sistema Elo de Ma-
nutenção, no módulo Equipamento. Exemplos: posições operacionais, equipamentos, componentes etc.

O que são posições operacionais?

São disposições de conjuntos de ativos na estrutura da empresa, que estrategicamente formam os


processos produtivos.

As posições operacionais são baseadas em localização geográfica, unidade de produção, processo e


subprocesso, permitindo a gestão integrada da empresa.

Ilustração de equipe atuando na manutenção

24
Estrutura da hierarquia da posição operacional em VP – EVM e em VP- ECJ

Vale

O que são equipamentos/componentes?

São ativos que possuem identificador individual.

Necessitam de controle de movimentação e histórico, que permitem que se rasteie e acompanhe o


custo do ciclo de vida.

As peças são os itens pertencentes a um equipamento/componente cuja substituição ou reforma é


possível ser feita.

O que são os ativos?

São os recursos e bens de direito que uma empresa possui para gerar receita. Alguns exemplos: dinhei-
ro em caixa, estoque, equipamentos, contas a receber etc.

Os processos de manutenção não geram receita, mas, quando a ferrovia fica em condições normais de
tráfego, isso contribui para a geração de receita na companhia.

Ilustração de ativo (AMV)

Coletores de Dados na Via Permanente 25


Quando um ativo é equipamento?

Quando ele está diretamente subordinado a um subprocesso (por exemplo, o nível 5).

O equipamento é formado por um conjunto de componente e itens.

Ilustração de componente (Jacaré)

Quando um ativo é componente?

Quando ele é parte funcional de um equipamento.

O componente é formado por um conjunto de itens.

O que é classe de falhas?

É uma estrutura que permite registrar todos os eventos de manutenção, através de codificações hie-
rárquicas padronizadas para equipamentos e componentes.

A utilização da classe de falha é fundamental para o histórico do equipamento.

Registrando todos os eventos de falha e exatamente onde ela ocorreu, pode-se direcionar os atendi-
mentos e ganhar previsibilidade e tempo. E, principalmente, a garantia da resolução da causa funda-
mental de um problema, evitando assim, o retrabalho.

26
classe de falhas
padronizar registros históricos de Manutenção;

possibilitar análise dos eventos de Manutenção com dados consistentes para tratamento de
falhas;

viabilizar estudos comparativos dos indicadores de Manutenção;

permitir o controle de vida útil das peças;

abrir ordens de serviços codificadas (implementação futura).

Níveis hierárquicos da classe de falhas


Equipamento /
classe de falhas
componente
sistema Posição
Instalação
conjunto

item

problema
Ocorrência
solução
Informação
causa aparente
adicional

Quanto maior a estratificação da classe de falhas, mais fácil a conclusão sobre a causa fundamen-
tal do problema.

Ilustração de problema e a montagem de O.S. com sua estratificação

Problema: restabelecimento do alinhamento da tangente (tangente km191+252 da Ferrovia Norte Sul).

Coletores de Dados na Via Permanente 27


Exemplo da montagem da hierarquia de falhas

Classe de falha Tangente KM 192 + 250 da ferrovia norte sul


Sistema Conjunto Item Problema Solução Causa aparente

Infra-estrutura Plataforma Meio-fio Falta Recuperar Sobrecarga

Superestrutura Drenagem Sarjeta Trinca


superficial

Passagem Caixa coletora Caixa coletora Quebra

Canaleta Assoreamento

Ressistência

Quais são os recursos necessários para a construção/manutenção da base de dados?

Uma boa base de dados depende de informações confiáveis. Cabe aos usuários fornecerem os re-
cursos e seus atributos utilizados na atividade de manutenção.

O cadastro é feito diretamente no módulo de recursos do Sistema ELO.

Os recursos podem ser:

mão-de-obra (executantes);

ferramentas (objetos usados na mão-de-obra);

eventos de ferramentas;

tipo de serviço (VP).

28
Exemplos de atributos:

categoria (função executada);

turma (grupo de trabalho ao qual os executantes pertencem);

serviço/demora (código identificador da atividade que está sendo realizada. Funciona como um
cartão de tempo, onde se apropria as horas consumidas na execução de uma O.S.).

O que são rotas?

São os relacionamentos de uma seqüência de equipamento/componentes ou posição que têm um


caminho lógico para facilitar uma execução de serviço, possibilitando a redução de tempo e custos.

Tipo de rotas

Malha de instrumentos: usada para definir pontos de aferição e calibração (equipamentos su-
jeitos a estas modalidades de medidas);

rota de circuito: caminho de execução de um trabalho em sistema intertravado, onde, quando


um equipamento pára, todo o sistema é comprometido;

rota de manutenção: caminho de execução de manutenção mais apropriado, onde se pode eco-
nomizar tempo, mão-de-obra etc;

rota operacional: utilizada para definir a ordem de acionamento dos equipamentos.

Coletores de Dados na Via Permanente 29


1 Coloque (V) para verdadeiro ou (F) para falso.
relembrar
( ) O Sistema ELO é um sistema de gestão integrada.

( ) O usuário do coletor desempenha uma função de pouca relevância no processo de


captação de dados, por ser um sistema integrado.

( ) Dentre as vantagens da utilização do Sistema ELO estão: transparências nas informações;


visibilidade dos controles; rapidez e qualidade da informação.

( ) O Macroprocesso de Manutenção é o fundamento do Sistema Elo de Manutenção e pode


ser dividido em duas etapas.

( ) A primeira etapa do Sistema ELO é a execução da manutenção.

( ) A última etapa do Sistema ELO é a gestão da manutenção.

( ) Durante a construção da base de dados, é importante identificar ações preventivas e


identificar os ativos;

( ) Através do ciclo PDCA, é possível gerenciar problemas porque, em seus dados, constam:
planejamento; treinamento; verificação; e ações corretivas.

( ) A manutenção condicional corresponde a manutenção de um equipamento que apresentou


defeito que compromete o desempenho de sua função .

2 Correlacione os elementos presentes no Sistema Elo a suas respectivas funções.

a) Interface pública Out

b) Coletor

c) Malha

d) Unilog

e) Prog. Diária

f) Interface pública Int

g) Árvore de Falha

h) MCT

i) Techware

j) PA

k) Oracle

l) MEA

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( ) Portas que o sistema possui para a saída de informações.
relembrar
( ) Formato móvel (portátil) do sistema.

( ) Portas que o sistema possui para a entrada de dados de algum sistema novo que possa aparecer.

( ) Implemento que vai lidar com os dados de programação diária.

( ) Sistema que substitui o de transportes (Sitrans).

( ) Módulo de controle de trilho que controla informações relativas a trilhos e soldas aluminotérmicas.

( ) Sistema que lida com os dados relativos a via férreas.

( ) Project Billing, módulo de gerenciamento de investimento.

( ) Módulo de RH do Oracle.

( ) Tabela extra-sistema vinculada ao mesmo.

( ) Programa responsável pela interface com o Oracle.

( ) Sistema de gestão integrado.

3 O que são os ativos?

4 O que são rotas?

Coletores de Dados na Via Permanente 31


C AP Í T U L O III


C OLETOR D E D A D O S

Neste capítulo, você estudará o aparelho coletor de dados, o modo como ele deve ser operado e os
cuidados para sua limpeza e manutenção.
CONFIGURAÇÕES BÁSICAS DO COLETOR

A configuração dos dados básicos deve ser feita através dos seguintes botões:

Ícone Função Caminho de acesso


Start > Settings > System > Sistema > Relógio
Atualizar data / hora
Iniciar > Configuração > Sistema > Relógio
Start > Settings > System > Power
Verificar carga da bateria
Iniciar > Configuração > Sistema > Alimentação
Regular luminosidade do Start > Settings > System > Brightness
display Iniciar > Configuração > Sistema > Luz Auxiliar
No caso do coletor Intermec, é possível ativar
Teclado o teclado virtual através do ícone localizado no
canto inferior direito do coletor.

O SISTEMA ELO DE MANUTENÇÃO NO COLETOR

São sete as funções que o Sistema Elo desempenha através dos coletores:

ABASTECIMENTO CADASTRO DE EQUIPAMENTO CRIAÇÃO DE O.S.

MANUTENÇÃO MOVIMENTAÇÃO DE EVENTOS DE


SINCRONISMO
PROGRAMADA EQUIPAMENTO FERRAMENTAS

ATENÇÃO: são necessárias a identificação e a senha do usuário do Sistema ELO de Manutenção.

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Abastecimento

Através desta função, realizam-se o cadastro de medidas de abastecimento no Coletor de Dados e


a exclusão de itens no estoque do almoxarifado.

É utilizada apenas para combustíveis e lubrificantes.

Ilustração do ícone de acesso no coletor

Para efetuar o cadastro de um abastecimento, basta selecionar a opção e preencher os campos nas guias:

geral;

medida;

itens.

Todo o equipamento que possui registro de abastecimento deve estar associado a um ponto de
monitoramento iniciando com LT_ no Sistema ELO de Manutenção.

Cadastro de equipamento

Esta função serve para cadastrar novos equipamentos e componentes.

Ilustração do ícone de acesso no coletor

Para utilizar a função de um novo equipamento e/ou componente, basta clicar na opção e preencher
as guias. É importante ter certeza dos dados fornecidos.

Criação de Ordem de Serviço (OS)

Esta função serve para a realização de registro das intervenções e intervalos de manutenção já
realizados ou em execução, além de solicitações de serviços e planejamento de recursos.

Ilustração do ícone de acesso no coletor

Coletores de Dados na Via Permanente 35


A criação de OS é utilizada, em geral, para serviços de manutenção corretiva, mas também serve
para outros tipos de manutenção, como a preditiva e de novas instalações.

É possível inserir informações sobre o monitoramento de condições e sobre apropriação, ou seja:

tarefas;

planejamento de materiais;

parada do equipamento;

medição;

mão-de-obra;

classe de falha;

plano de trabalho;

ferramenta;

troca de peça sobressalente.

O monitoramento das condições é, na verdade, a conferência do registro das medidas dos pontos de
medição cadastrados no equipamento/componente.

Esses pontos são os lugares do equipamento ou componente que necessitam de controle de limite
mínimo e máximo de alerta e de ação.

Manutenção programada

Esta função é destinada à execução das ordens de serviço programadas, que são criadas no sistema.

A manutenção programada é utilizada para apropriar:

tarefa;

mão-de-obra;

classe de falhas;

paradas de equipamento;

medição;

ferramenta;

registro de observações;

36
alteração de status;

registro de monitoramento de condições das OS de manutenção programada.

Ilustração do ícone de acesso no coletor

Para utilizar este serviço, é necessário realizar o sincronismo, ou seja, migrar as OS para o coletor
de dados.

Entretanto, as OS deverão estar com status apropriado para o ambiente do coletor, que em geral são
Emand, Preaprv, APRSU e Planej.

OBSERVAÇÃO: as OS contidas na caixa de entrada do módulo de manutenção programada, con-


cluídas e enviadas para o Sistema Elo de Manutenção, serão apagadas somente no próximo
processo de importação de dados.

Movimentação de equipamento

Esta função permite que seja realizado o controle de rastreabilidade e vida útil dos equipamentos
e componentes.

Para cadastrar uma movimentação, basta clicar na opção e preencher os campos das guias equi-
pamento e destino.

Ilustração do ícone de acesso no coletor

NOTA: é importante a confirmação dos dados e a posição dos equipamentos ou componentes que
estão sendo movimentados.

Coletores de Dados na Via Permanente 37


Posições operacionais

São as posições operacionais que permitem o rastreamento dos objetos de manutenção em siste-
mas lógicos e de forma organizada.

A posição operacional é baseada em localização geográfica, unidade de produção, processo e sub-


processo, permitindo a gestão integrada da empresa.

A importância de rastrear um equipamento é:

poder acompanhar o seu ciclo de vida;

poder mensurar os custo de manutenção;

poder prever sua troca;

possibilitar a tomada de decisão de forma rápida e assertiva;

obter parâmetros para elaboração de um orçamento a seu respeito.

OBSERVAÇÃO: todos os equipamentos possuem km inicio e km fim.

Eventos de ferramentas

Esta função destina-se ao controle e apontamentos ligados aos chamados Equipamentos de Gran-
de Porte (EGP).

Sua utilização possibilita:

a) controle de rebolos - gera informações estatísticas para o controle e indicação da vida útil
dos rebolos ligados a motores em um equipamento de esmerilhamento;

b) apontamento de eventos para EGP - serve para apontar os eventos improdutivos e produtivos
em esmeriladoras e socadoras, que são máquinas que necessitam da apuração do seu tempo
de utilização.

Sincronismo

É o ato de importar e exportar dados entre o Sistema Elo de Manutenção e o coletor.

38
O que é necessário para a realização do sincronismo?

Posicionar o coletor na base (a mesma usada para carregar sua bateria);

Conectar a base ao micro através do cabo USB;

Ativar o aplicativo AciveSync de sincronismo no Windows;

Exportar e importar os dados;

Realizar tratamentos de erros no ambiente web.

Ilustração do fluxo de transmissão das informações através do coletor

Coletores de Dados na Via Permanente 39


SISTEMA DE MANUTENÇÃO MÓVEL (SM2)

Solução destinada a todas as áreas de manutenção da Vale. Este sistema funciona através do
software Microsoft Active Sync, composto por aplicativos (programas) que possibilitam a operacio-
nalização do sistema.

Através dele é possível administrar: configuração do coletor, tratamento de erros e administração geral.

Botões de navegação do Sistema (SM2)

OBSERVAÇÃO: os botões apresentados variam conforme a aplicação em uso.

Botão Descrição Função

Fechar Retorna ao centro de início

Salvar Salva o registro

Excluir Exclui o registro

Novo Disponibiliza nova inclusão

Consulta Consulta registros gravados

Elimina registros Elimina registro do banco de dados

Retorna à tela anterior Leva o parâmetro escolhido para a tela anterior

Mão-de-obra Inclui mão-de-obra

Classe de falha Inclui classe de falha

40
Classe de falha Inclui classe de falha

Ferramenta Inclui ferramentas

Localizar Localiza registros

Filtro Filtra grupo de registro por parâmetros digitados

Alterar status da OS Muda o status (ex.: de Emand para CONCL)

Stop Conta o tempo de uma OS/equipamento

Play Conta o tempo de uma OS/equipamento

Planejamento de material Planeja e inclui material na OS

Verifica lista de posições disponíveis dentro de uma


Hierarquia de Posições
hierarquia

Limpar calendário Limpa a data

Trocar rebolo Troca rebolo

Restrição de Via Permanente Inclui restrição de Via Permanente

Clona as informações de determinada mão-de-obra


Clonar mão-de-obra
para outra(s).

Calendário Escolhe data

Classe de falhas Inclui classe de falhas

Instalação de TLS Inclui informação sobre a instalação de TLS

Coletores de Dados na Via Permanente 41


MODELOS DE COLETORES DE DADOS

Abaixo, serão apresentados os dois modelos mais comuns de coletores utilizados pela Vale.

Coletor HP (modelo iPAQ hx2410 Pocket PC)

Destinado a ambientes fechados, com baixa incidência de poeira e sujeira, como:

oficinas eletrônicas;

laboratórios;

escritórios.

Características de hardware:

Sistema operacional:Windows Mobile®

Processador: Intel® PXA270 processador 520 MHz;

Memória: Total 128 MB (64 MB ROM e 64 MB SDRAM);

Bateria: Lithium-lon de 1440 mAh Removível/recarregável ;

Dimensões: 119 x 80,5 x 20,1 mm; Peso 217,8 g.

42
Coletor Intermec (modelo 730 Color)

Utilizado, principalmente, em áreas operacionais, como:

Via Permanente;

plantas industriais;

oficinas;

mina.

Seu padrão de comunicação é Universal Serial Bus (USB).

Características de hardware:

Sistema operacional: Microsoft® Pocket PC 2003;

Processador: Intel® 400 MHz;

Memória: 64 MB SDRAM;

Bateria: lítio, autonomia 10hs;

Dimensões: 178 x 89 x 38 mm; peso 420 g.

Coletores de Dados na Via Permanente 43


Ilustração do processo de transmissão de dados feito através do coletor

MANUTENÇÃO DOS COLETORES

Bateria

A vida útil da bateria depende dos cuidados dispensados a ela.

O coletor oferece a possibilidade de programação para desligamento automático. O tempo pode


variar de um a cinco minutos, sendo o tempo-padrão de três minutos.

Para programar:

no Intermec selecione: SETTING> SYSTEM> POWER

no HP: iniciar> configurações> sistema> alimentação

Informações importantes sobre a bateria (útil para os dois modelos):

sua carga dura aproximadamente de seis a oito horas em operação, dependendo do uso;

contém função de backup que impede a perda de dados quando a bateria principal é descarre-
gada ou retirada do coletor;

44
para o aproveitamento máximo da bateria, é importante deixar a principal delas instalada no
coletor. Quando houver necessidade de removê-la, é importante substituí-la dentro de, no máxi-
mo, 10 minutos, para evitar perda de dados;

é fundamental ter uma bateria de reserva, quando o coletor for utilizado em campo, para garan-
tir a permanência dos dados e a configuração do SM2.

Reinicialização (Soft reset/Warm boot)

Este procedimento é necessário quando uma aplicação não responde ou quando há instabilidade no
sistema.

Utilizando a função:

no Intermec - mantenha a tecla I/O pressionada por aproximadamente 10 seg.

no HP - pressione levemente, com uma caneta, o botão Reset embutido na parte inferior do HP.

Formatação (Hard reset / Could boot)

Este procedimento é importante para, por exemplo, apagar dados que não possuem mais utilidade
e estão sobrecarregando a máquina.

Para formatar o aparelho:

no Intermec

1) Desligue o coletor.

2) Tire a bateria.

3) Pressione o botão Reset (botão preto de borracha, situado no compartimento da bateria).

4) Coloque a bateria no coletor.

5) Aperte o botão I/0 para ligar novamente o coletor e deixe-o realizar a operação.

Coletores de Dados na Via Permanente 45


no HP

1) Pressione e segure os botões Calendário e itask localizados na parte inferior da frente do coletor.

2) Mantenha os dois botões pressionados e, com a ponta de uma caneta, aperte levemente o
botão Reset por, aproximadamente, dois segundos.

3) Quando a tela desaparecer, solte primeiramente os botões Calendário e itask e, em seguida,


retire a caneta do botão Reset.

A formatação apaga o SM2.

Para reinstalá-lo, é necessário abrir um chamado para o 108.

Manuseio e limpeza

O bom manuseio, associado à limpeza correta do coletor, prolonga a vida útil do aparelho.

Para limpá-lo, siga as recomendações abaixo:

a) não use compostos abrasivos, solventes, querosene ou acetona para realizar a limpeza de
qualquer parte de seu equipamento. Estas soluções causam danos permanentes;

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b) cuidado para não derramar líquidos diretamente sobre o coletor. Para limpar a tela de cristal
líquido, utilize sempre um pano macio e seco. Limpe com cautela.

ATENÇÃO: limpe o coletor apenas quando a bateria não estiver sendo carregada.

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1 Complete a sentença.

“Através do sistema Elo, é possível __________________ os processos da área de


___________________________, e também ______________ informações a respeito
da _______________ de manutenção realizada nos ativos da empresa”.

2 Cite exemplos de peças da Via Permanente.

3 Cite e caracterize três das sete funções que o Sistema ELO desempenha através do coletor.

4 O que é possível administrar através do Sistema de Manutenção Móvel?

5 Responda com (V) para Verdadeiro e (F) para Falso para as sentenças referentes a reco-
mendações para limpeza correta do coletor:

( ) o uso de abrasivos é importante para limpeza do correta do coletor;

( ) a tela de cristal líquido deve ser sempre limpar com um pano seco e macio para que não
arranhe ou danifique;

( ) o coletor deve ser limpo quando a bateria não estiver sendo carregada.

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VALE A PENA RELEMBRAR!

GABARITOS
CAPÍTULO I

1) Coletor de dados é um dispositivo eletrônico que armazena dados e permite transferi-los para o
sistema integrado de manutenção.

2) a) manutenção; infra-estrutura.

b) trilhos; dormentes; curvas.

CAPÍTULO II

1) a) V; b) F; c) V; d) F; e) F; f) V; g) V; h) V; i) F.

2) a; b; f; e; d; h; c; j; i; g; l; k.

3) São os recursos e bens de direito que uma empresa possui para gerar receita. Alguns exemplos:
dinheiro em caixa, estoque, equipamentos, contas a receber etc.

4) São os relacionamentos de uma seqüência de equipamento/componentes ou posição que têm um


caminho lógico para facilitar uma execução de serviço, possibilitando a redução de tempo e custos.

EXERCITANDO PRA VALER!

1) gerenciar/manutenção em Via Permanente/disponibilizar/rotina.

2) O aluno poderá citar: lastro; dormente; fixação; trilho; asa; canal; pista de rolamento; ponta;
prática; garganta.

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3) O aluno poderá citar três das opções abaixo, descriminando a função de cada uma.
GABARITOS Sincronismo: ato de importar e exportar dados entre o Sistema Elo de Manutenção e o coletor.

Eventos de ferramentas: destina-se ao controle e apontamentos ligados aos chamados Equi-


pamentos de Grande Porte (EGP).

Movimentação de equipamento: permite que seja realizado o controle de rastreabilidade e vida


útil dos equipamentos e componentes.

Abastecimento: é a realização do o cadastro de medidas de abastecimento no coletor de dados


e a exclusão de itens no estoque do almoxarifado.

Manutenção programada: esta função é destinada à execução das ordens de serviço programa-
das, que são criadas no sistema.

Eventos de ferramentas : esta função destina-se ao controle e apontamentos ligados às chama-


das EGP (Equipamento de Grande Porte).

Criação de OS.: esta função serve para realização de registro das intervenções e intervalos de
manutenção já realizados ou em execução, além de solicitações de serviços e planejamento de
recursos.

4) Através dele, é possível administrar: configuração do coletor, tratamento de erros e administração geral.

5) F; V; V.

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