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REVISTA BRASILEIRA DE ANÁLISE DO COMPORTAMENTO / BRAZILIAN JOURNAL OF BEHAVIOR ANALYSIS, 2007, VOL. 3, N .

1, 121-144 O

PSICOTERAPIA DO PONTO DE VISTA DE UM COMPORTAMENTALISTA1


PSYCHOTERAPY FROM THE STANDPOINT OF A BEHAVIORIST

CHARLES. B. FERSTER
RESUMO
O processo pelo qual o comportamento dos organismos é adquirido, modelado e eliminado, durante suas
transações com o ambiente, é o tema central das formulações da psicopatologia e da psicoterapia. A análise funcional
do comportamento de Skinner afirma que a descoberta de como variáveis ambientais controlam o comportamento
pode substituir explicações mentalistas e explicações fisiológicas inferidas. Uma característica proeminente daqueles
que realizaram as primeiras contribuições comportamentais ao estudo da doença mental era seu forte envolvimento
com a pesquisa básica com animais no início de suas carreiras e sua posterior preocupação com a aplicação desse
conhecimento aos problemas humanos. As abordagens comportamentais aos problemas clínicos, com sua ênfase na
aplicação de princípios de aprendizagem, opuseram-se também ao uso da epistemologia da vida mental e do
“modelo médico”. Uma importante contribuição de uma psicologia comportamental é a linguagem sobre a conduta
humana. A análise funcional do comportamento operante pode servir como uma linguagem para converter o
conhecimento encoberto, derivado da experiência, em termos objetivos e possibilitar que as práticas sejam refinadas
pela experiência e comunicadas. Esse texto apresenta as bases conceituais e as contribuições metodológicas da
psicologia operante, explorando, em seguida, as possibilidades de uma análise funcional das interações terapeuta-
paciente, com ênfase especial no papel do comportamento verbal.
Palavras-chave: psicoterapia, psicopatologia, interações paciente-terapeuta

ABSTRACT
The processes by which the behavior of organisms is acquired, shaped, and eliminated during the organism’s
transaction with the environment is the central theme of behavioral formulations of psychopathology and
psychotherapy. Skinner´s functional analysis of behavior asserted that the discovery of how environmental variables
controlled behavior could substitute for mentalistic and inferred physiological explanations. A prominent
characteristic of those who made the first behavioral contributions to the study of mental illness was their sustained
involvement in basic animal research and their concern with applying this knowledge to human problems.
Behavioral approaches to clinical problems, in addition to their emphasis on applying learning principles, also
opposed the use of the epistemology of the metal life and the “medical model”. An important contribution of the
behavioral psychology is a language about human conduct. The functional analysis of operant behavior can serve
as a language to convert experiential knowledge to objective terms so that practices can be refined by experience
and communicated. The present text presents the conceptual basis and methodological contributions of operant
psychology and explores the possibilities of a functional analysis of the interactions between patient and therapist,
emphasizing the role of verbal behavior.
Key words: psychotherapy, psychopathology, patient-therapist interactions

O processo pelo qual o comportamento laboratório com animais. Os experimentos de


dos organismos é adquirido, modelado e Pavlov com o reflexo condicionado em cães e as
eliminado, durante suas transações com o extensões de Watson para seres humanos
ambiente, é o tema central das formulações de conduziram às aplicações dos princípios de
psicopatologia e psicoterapia. As tradições de aprendizagem à psicopatologia. Ambos criaram
Pavlov, Hull e Skinner salientaram a modelos de patologia comportamental no
plasticidade do comportamento humano, laboratório e as trataram manipulando as
principalmente através das descobertas em mesmas variáveis pelas quais cada patologia foi

1 Artigo originalmente publicado em 1979 como o Capítulo 12 do livro Psychopathology in Animals, Editado por J. D. Keehn, ISBN 0-12-403050-5, pela
Academic Press Inc. Tradução de Rachel Rodrigues Kerbauy (Universidade de São Paulo) revisado por Deisy das Graças de Souza (Universidade Federal
de São Carlos). Resumo e abstract extraídos do texto pelas tradutoras; a publicação original não incluía resumo.

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criada. Pavlov observou o subproduto patologia humana e a aplicações aos problemas


“neurótico” dos procedimentos do humanos em sete de suas 23 aulas, que resumem
condicionamento salivar. Watson, no o trabalho de sua vida (Pavlov, 1927). Na aula
experimento que fez o menino Alberto temer 20, por exemplo, ele escreveu sobre “a gravidez
objetos de pêlo, criou uma disfunção pelo imaginária e outros tipos de doenças
condicionamento reflexo da resposta a um ruído imaginárias”. John B. Watson (1968), que se
forte. A tentativa de reverter a disfunção empenhou, nos 20 anos iniciais de sua carreira,
empregou os mesmos processos, em um em pesquisa básica com animais, contribuiu no
procedimento semelhante ao que Wolpe, experimento com o pequeno Alberto, em
posteriormente, denominou inibição recíproca colaboração com Raynor, no momento em que
e relaxamento progressivo. Apesar da estava saindo de seu trabalho acadêmico no
epistemologia de causas cerebrais do laboratório. O livro Behaviorismo (Watson,
comportamento de Pavlov e da construção de 1919, 1930), que estava destinado a ser o clarim
variáveis intervenientes neurológicas de Hull de chamada do behaviorismo, foi publicado
(1943), todos esses programas pioneiros de depois que ele deixou o trabalho de laboratório.
pesquisa compartilhavam a noção de que os Em 1953 Skinner concentrou-se em escrever
processos comportamentais eram ordenados e Ciência e comportamento humano e aplicar os
controlados pelo ambiente. A análise funcional princípios do condicionamento operante à
do comportamento de Skinner, a mais recente educação, à psicoterapia, e a outras iniciativas
explicação sobre o mesmo tema, asseverou que sociais amplas. A carreira daqueles que, como
a descoberta de como as variáveis ambientais Azrin, Ferster e Sidman, passaram de uma
controlam o comportamento poderia substituir intensa dedicação à pesquisa básica com
as explicações mentalistas e fisiológicas inferidas. animais, para o trabalho em hospitais de
O behaviorismo radical de Skinner estabeleceu doenças mentais, escolas para retardados,
um modelo de um programa de pesquisa que educação, psicoterapia, e extensões teóricas dos
alcançou grande magnitude no controle do princípios de reforçamento operante aos
comportamento do organismo individual. problemas de depressão, obesidade, e da origem
da doença mental, espelhou-se na carreira
TERAPIAS COMPORTAMENTAIS COMO METÁFORA dividida de Skinner. Para cada um desses
DO CONTROLE COMPORTAMENTAL cientistas, os resultados conseguidos com a
pesquisa animal levaram à convicção de que os
Uma característica proeminente daqueles métodos poderiam ser expandidos de modo
que realizaram as primeiras contribuições efetivo e poderoso para as preocupações com os
comportamentais ao estudo da doença mental humanos. O condicionamento operante teve
era seu forte envolvimento com a pesquisa básica um impacto especial naqueles interessados na
com animais no inicio de suas carreiras e sua extensão das descobertas do laboratório aos
posterior preocupação com a aplicação desse problemas clínicos, talvez porque tantas das
conhecimento aos problemas humanos. Apesar características do trabalho de laboratório da
da preocupação primordial de Pavlov com a psicologia operante estavam de pleno acordo
pesquisa técnica de laboratório, ele se refere à com os procedimentos clínicos, particularmente

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PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

a ênfases no comportamento dos sujeitos compartilhado por muitos daqueles com


individuais, mais do que as médias dos grupos intenso investimento em psicologia
e a inferência estatística (Ferster, 1974). comportamental, o que explica como tantos
A experiência de condicionar um pombo, experimentadores na tradição operante
muitas vezes relatada tanto por iniciantes encaminham-se para os limites entre a ciência
quanto por profissionais, ilustra a valorização natural e a prática clínica.
especial que liga muitos psicólogos Essa metáfora do controle estendeu-se
experimentais ao campo clínico. O ainda mais com as pesquisas sobre esquemas de
experimentador, entrando em contacto com o reforçamento com pombos (Ferster & Skinner,
animal apenas por meio de um botão, aumenta 1957), que permitia antecipar um milhão de
instantaneamente a freqüência de um ato e o bicadas por mês em um sujeito individual,
modela em uma nova forma complexa, em como também controlar detalhadamente,
questão de minutos. É necessária uma dose momento a momento, aspectos do
adequada de arte, mais do que uma aplicação comportamento do animal. A experiência
mecânica, mesmo que o experimentador saiba reforçou a convicção, como acontecera com os
que certamente cedo ou tarde, ele produzirá o resultados do experimento de Watson-Raynor
comportamento condicionado. A interação tem com Alberto, de que o comportamento é
um forte sabor clínico porque o experimentador plástico e que a patologia humana pode ser
precisa observar os detalhes do comportamento igualmente reversível se a submetermos a
do pombo e ajustar suas ações às peculiaridades contingências de reforçamento análogas. Esse
do comportamento da ave individual. Nenhum estilo de pesquisa, no qual a variável dependente
pombo é tão difícil que o experimentador não era a freqüência do desempenho de um sujeito
possa ser bem sucedido e nenhuma tarefa é individual, deu um ar clínico às pesquisas do
difícil demais para ser tentada. A demonstração laboratório de condicionamento operante. Os
mostra o controle ordenado do comportamento procedimentos experimentais eram ajustados
e esclarece como os procedimentos de continuamente, dependendo do
reforçamento interagem com o comportamento comportamento do sujeito; os fatores
da ave para produzir o resultado esperado. Mas responsáveis pela singularidade do animal eram
o que é especialmente importante, é que o levados em consideração, os animais cujo
experimento também demonstra outro aspecto comportamento se desviava do esperado não
do controle: a habilidade que o experimentador eram automaticamente descartados; e mudanças
adquire. Ele ou ela estabelece como alvo o no comportamento tinham magnitude
aumento da freqüência de um ato particular, suficiente para terem utilidade prática.
pressiona o botão que apresenta o reforçador, e Walden Two (Skinner, 1948), uma ficção
instantaneamente, vê o aumento dramático em sobre um modelo de sociedade na qual uma
sua freqüência. Quando o experimentador deixa vida ótima era construída baseando suas
de pressionar o interruptor, o comportamento práticas e tipos de controle em princípios de
torna-se menos freqüente e desaparece. Ele tem comportamento, funcionou como um
a sensação tanto de ter criado, como diminuído poderoso estimulante, mais ou menos como
um comportamento. É um evento dramático, o experimento com Alberto, para a idéia de

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que uma vida utópica poderia ser alcançada Freud, assim como Pavlov, Watson e Skinner,
pela aplicação dos princípios ao trabalho prático com pessoas.
comportamentais. É tentador especular que o pequeno
Não é tão surpreendente que tantos impacto que Lewin (1935), Guthrie (1935) e
cientistas tenham reagido ao sucesso com que Tolman (1932) tiveram na extensão das leis
controlavam o comportamento no laboratório básicas da aprendizagem aos problemas clínicos
como um prelúdio para estender suas esteja relacionado à ausência de um
habilidades e descobertas aos problemas envolvimento substancial na pesquisa técnica
humanos. Além de sua utilidade inerente, a de laboratório que alcançou controle explícito
solução dos problemas humanos práticos é sobre o comportamento. Na mesma linha, não
uma fuga do isolamento social do laboratório surpreende que Miller (1941, 1944) e Salomon
teórico, onde a primeira tarefa poderia ser (1977), cujas pesquisas com animais no
definida como “descobrir mais e mais sobre laboratório adquiriram considerável controle
menos e menos.” O laboratório é um sobre o comportamento do sujeito individual,
empreendimento solitário no qual as tenham escrito mais sobre as implicações clínicas
descobertas abstratas freqüentemente não têm de seu trabalho do que fizeram outros
uma ligação direta com atividades práticas, e estudantes de Hull.
onde é não somente possível, como desejável,
criar e estudar fenômenos que podem não ABORDAGENS COMPORTAMENTAIS DA
existir na natureza. Conquistas significativas PSICOPATOLOGIA COMO UMA REAÇÃO CONTRA O

do laboratório geralmente requerem esforço “MODELO MÉDICO”


constante, longo e intenso e o pesquisador
trabalha sem colaboração e apoio de seus As abordagens comportamentais aos
colegas. problemas clínicos, acrescidas de sua ênfase em
É paradoxal que Freud, que serviu como aplicar princípios de aprendizagem, também se
contraste para tantos que defenderam o estudo opuseram ao uso da epistemologia da vida mental
e o tratamento do comportamento humano e do “modelo médico”, um legado da prática
como ciência natural, tenha vindo de uma médica de Freud com pacientes que se queixavam
tradição semelhante à de Pavlov, Watson e de dificuldades somáticas, tais como anestesias
Skinner. Por um período de 20 anos, desde a ou paralisias. Outros impulsos para definir
escola de medicina até iniciar a prática clínica, neurose como patologia médica, originaram-se
Freud estava interessado principalmente na no esquema conceitual do seu treino neurológico
histologia, neurofisiologia, neuro-anatomia e que Freud adotou, tendo como modelo a falha
neurologia, gastando mais tempo no da descarga nervosa, que causa variações
microscópio que como clínico. É geralmente somáticas dos impulsos não canalizados. O
aceito que a epistemologia da vida mental de surgimento da psicologia do ego, com sua ênfase
Freud é uma metáfora de seu conhecimento do em uma gama de transações humanas mais
arco reflexo. Foi o sucesso com o poder da amplas que a resolução dos conflitos, foi o
ciência natural no laboratório, misturado com desenvolvimento que abriu a psicoterapia para
o isolamento social do trabalho, que conduziu profissionais não médicos (Hartman, 1950).

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PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

A oposição ao modelo médico não se vigente, como terapia comportamental. Como


restringiu aos psicólogos comportamentais, mas é inevitável na prática clínica, é difícil dizer
tomou a forma de grupos de sensibilidade, quanto da terapia é guiada pela teoria
terapia não diretiva, biofeedback, treino de orientadora e quanto pela interação e descoberta
assertividade, métodos de grito primal, terapia com o paciente. Os terapeutas estão
emotivo racional e muitas outras. É tentador reconhecendo cada vez mais a importância da
pensar na terapia comportamental cognitiva habilidade clínica, na interação com o paciente,
(Mahoney, 1977) como outro exemplo de bem como a necessidade de ajustamento
oposição ao modelo médico, mesmo que em contínuo do procedimento clínico. De modo
outros aspectos a proposta seja semelhante à de semelhante, na prática da modificação do
Freud. A semelhança entre as cognições como o comportamento Azrin (1977) vem salientando
dado principal, e a afirmação de Freud de que a importância de que os métodos clínicos se
ele lidava com a representação mental da desenvolvam naturalmente e a importância das
experiência atual, coloca a teoria cognitiva mais interações nas quais as mudanças no
perto da estrutura teórica da psicologia comportamento do paciente modelam o
psicodinâmica que do comportamentalismo. procedimento clínico do terapeuta. As
Todas essas abordagens da psicoterapia são implicações dessas tendências são uma contínua
denominadas de comportamentais, não no separação das tarefas da terapia comportamental
sentido de que sejam conduzidas pelos e da psicologia comportamental. Os
princípios de aprendizagem e pela descrição procedimentos clínicos estão se tornando
objetiva do comportamento, mas porque elas orientados pela prática e pela experiência, talvez
rejeitam as afirmações da teoria freudiana a até mesmo adotando práticas das terapias
respeito do lugar central da resolução do convencionais. A terapia comportamental e a
conflito, que é ligado com a epistemologia modificação do comportamento parecem estar
freudiana da descarga motora. se orientando mais pelos procedimentos práticos
descobertos no campo.
OS PRINCÍPIOS DE APRENDIZAGEM E AS CIÊNCIAS Qual é, então, a relevância e a
NATURAIS COMO REFERENCIAL PARA ESCLARECER A aplicabilidade de uma ciência do
PRÁTICA CLÍNICA comportamento? Ela não se encontra em
posição de descobrir os tipos de fenômenos
A aplicação dos princípios complexos que os escritores, comentaristas
comportamentais sob o rótulo de terapia sociais, filósofos e clínicos descrevem. Uma
comportamental e modificação do importante contribuição da uma psicologia
comportamento contrasta com o emprego mais comportamental é uma linguagem sobre a
amplo do comportamentalismo, como um conduta humana, uma língua franca que seja
conceito científico natural, da natureza humana. uma alternativa à linguagem comum e à
Inicialmente, por meio do trabalho epistemologia mentalista da psicologia e da
pioneiro de Eysenck (1957) e de Wolpe (1958), filosofia psicodinâmicas. Os clínicos experientes
as implicações dos escritos de Pavlov e Watson parecem ser capazes de se comunicarem
encontraram sua expressão na prática clínica eficientemente uns com os outros, e há

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C. B. FERSTER

freqüentemente acordo de que alguma coisa experimental requer a colaboração do clínico para
relevante, substantiva, está sendo comunicada saber quais são as experiências humanas
quando um clínico experiente está falando. Mas importantes a serem formuladas cientificamente
freqüentemente é difícil saber em detalhes qual e quais de suas dimensões são particularmente
parte da terapia resulta em beneficio para o salientes. De outra maneira, como poderiam os
paciente. Na medida em que é possível cientistas naturais saber quais espécimes colocar
descrever o que acontece, uma transmissão eficaz sob o microscópio? Um sentido de controle é
parece ocorrer entre pessoas que já sabem ilustrado quando o alimento é empregado para
bastante daquilo que está sendo dito. condicionar comportamento, como no
A linguagem comportamental tem a experimento com pombos descrito previamente.
mesma vantagem para o trabalho clínico que a Outro sentido de controle é a análise funcional,
fisiologia tem para a medicina. O reforçamento, depois do fato, que relaciona o que aconteceu
como a conseqüência imediata de um com as variáveis das quais o fato é função. É nesse
desempenho, é o alicerce da linguagem cientifica último sentido que a análise funcional do
sobre o comportamento porque nos permite comportamento operante pode servir como uma
observar os detalhes dos componentes de uma linguagem para converter o conhecimento
atividade complexa em acréscimo ao seu encoberto derivado da experiência em termos
funcionamento mais amplo. O principio básico objetivos e possibilitar que as práticas sejam
de uma descrição comportamental é a separação refinadas pela experiência e comunicadas. Uma
da conduta humana, no ato em si, e a mudança função da teoria da aprendizagem tem sido
que produz no ambiente, se essa mudança é no analisar vários modelos de terapia.
ambiente externo, dentro do indivíduo, ou em
outra pessoa. Muitos clínicos reclamam que Análise Psicológica da Terapia Psicodinâmica
descrever em detalhes um ato complexo retira Desde a publicação do texto sobre
dele a qualidade essencialmente humana - e há psiquiatria de Masserman (1943), no qual ele
razões para compartilhar essa preocupação. A tentou relacionar a patologia humana aos
minúcia de detalhes do experimento e a visão de experimentos com animais em laboratório, tem
conjunto de um praticante ilustram bem como havido um constante progresso dos teóricos que
a ciência e a prática se complementam. Um dos tentam estabelecer uma ponte conceitual entre
lados é ilustrado pela metáfora da pessoa com a psicologia experimental e a clínica, no sentido
doutorado como aquela que sabe mais e mais de uma análise funcional do fenômeno. O livro
sobre menos e menos, e de outro lado pelo pioneiro de Dollard e Miller (1950)
praticante, como a fonte de conhecimento Personalidade e psicopatologia foi uma das
adquirido nas interações diárias com os primeiras tentativas explícitas de aplicar, de uma
problemas da existência humana. É importante maneira conceitual ampla, princípios de
olhar, para além de uma linguagem particular - aprendizagem à psicoterapia. Eles seguiram a
clínica, coloquial ou mentalista, para a observação direção apontada por Watson, de que os
do paciente que deu margem à fala do clínico. É princípios de aprendizagem poderiam conduzir
razoável supor que o clínico eficiente, levado a todo o intercâmbio pessoal com o ambiente e
falar, viu alguma coisa importante. O psicólogo esclarecer como padrões anormais emergem e

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PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

como as mudanças no ambiente poderiam ser que os princípios de aprendizagem deveriam,


realizadas na terapia, para alterar os padrões em alguns casos, contribuir para esclarecer.
individuais de comportamento, para outros Wachtel, de sua visão privilegiada como
padrões que seriam mais efetivos para manter terapeuta, foi capaz de descrever o
seu comportamento nas condições atuais. comportamento do paciente e do terapeuta
Diferente de Watson e das terapias em mais detalhes do que normalmente se
comportamentais que seguiram a direção de encontra, tanto em casos clínicos como em
Wolpe (1958), Dollard e Miller aceitaram a escritos comportamentais. Sua apresentação
terapia psicodinâmica como um dos principais temas da teoria e da prática
empreendimento prático e utilizaram psicodinâmica beneficiou-se das relações que
princípios da aprendizagem para tornar a teoria ele encontrou entre a teoria comportamental,
e a prática comunicáveis. Como aqueles que principalmente na abordagem de Dollard e
tentaram anteriormente aplicar a ciência à Miller, e algumas das práticas da terapia
prática, eles assumiram que padrões patológicos comportamental. A visão de Wachtel da teoria
de comportamento foram aprendidos, como os psicodinâmica pode servir como um início
normais, e que toda terapia influencia o para os psicólogos de orientação
comportamento através dos processos que comportamental que gostariam de pensar
descrevem como a aprendizagem ocorre. sobre o fenômeno comportamentalmente,
Dollard e Miller reconciliaram duas tradições. como Miller e Dollard o fizeram.
Primeiramente existia a psicanálise como um
modelo influente de tratamento e a Condicionamento Operante
esquematização teórica das causas da A abordagem do condicionamento
psicopatologia. Como a teoria da operante para uma concepção da conduta
aprendizagem, a psicanálise buscava as causas humana pode ser representada por dois livros.
do comportamento anormal no inicio da O primeiro é o livro introdutório, clássico, de
história pessoal e social da criança. Dollard e Keller e Schoenfeld (1950), que se inicia com a
Miller aplicaram as tradições de Pavlov, explicação dos princípios de aprendizagem,
Thorndike, Hull e da aprendizagem social como principalmente com animais, e termina com
uma tentativa de trazer a conduta patológica, capítulos sobre o comportamento emocional e
revelada por Freud, para a visão de eventos social na situação natural. O segundo é o livro
naturais que podem ser descritos Ciência e comportamento humano de Skinner
cientificamente. O pressuposto subjacente das (1953), que formula as principais dimensões
duas perspectivas – a psicodinâmica e a da vida humana, pessoal e social, em uma
comportamental - era que os fenômenos perspectiva de princípios operantes. Como a
obedecem a leis estáveis. aplicação da teoria de aprendizagem de Hull
Wachtel (1977), um psicanalista que por Dollard e Miller à prática psicanalítica,
também sofreu a influência de Dollard e Miller, Keller e Schoenfeld e Skinner usaram os
continuou uma empreitada semelhante, embora princípios de aprendizagem para esclarecer o
seu livro, Psicanálise e terapia comportamental, conhecimento do comportamento humano
tenha enfatizado informações da prática clínica adquirido em outras fontes. Keller e Schoenfeld

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C. B. FERSTER

salientaram as observações feitas pelas outras comportamentais, o tipo de circunstâncias que


especialidades psicológicas, diferentes do permitem aumentar ou diminuir a freqüência de
condicionamento operante, enquanto Skinner certos tipos de atuação. Finalmente, um relato
explicou o controle comportamental envolvido objetivo do fenômeno da depressão pode
nas observações rotineiras das agências humanas, oferecer-nos um esquema para a experimentação
como a lei, o governo, a psicoterapia e a religião, que nos permita medir de maneira válida
e em comportamentos complexos como fenômenos clínicos complexos. Um relato objetivo
autocontrole, eventos privados, e causação a respeito da relação funcional entre o
múltipla de repertórios. Essa visão panorâmica comportamento de um paciente e suas
que Skinner apresentou, sobre grandes áreas de conseqüências no ambiente físico e social
controle comportamental, serviu pra delinear permitirá identificar itens eficazes de um
os tipos de variáveis independentes que procedimento terapêutico que possam ser aplicados
deveriam ser examinadas e os dados empíricos seletivamente e com maior freqüência. (p.85,
que deveriam ser observados. O capítulo sobre destaque acrescentado).
autocontrole, em Ciência e comportamento
humano, por exemplo, serviu com um O mesmo paradigma é representado pela
paradigma para Ferster (1962) trabalhar com descrição do repertório da criança autista e seu
o controle alimentar, o que, em contrapartida, desenvolvimento no ambiente natural (Ferster,
estimulou uma série de aplicações à pesquisa 1967a). Apesar do grande número de
empírica. A análise funcional do repertório de experimentos tentando ampliar o repertório
pessoas depressivas (Ferster, 1972) representa de crianças autistas que esse relato estimulou,
exemplo semelhante do emprego do paradigma é importante notar que os experimentos
básico, por propor-se a analisar funcionalmente iniciais – demonstrando o sucesso da
os comportamentos componentes através do modificação no laboratório, do repertório de
processo básico do comportamento operante. uma criança autista com reforçadores
A análise funcional da depressão representa uma arbitrários, como alimento ou fichas – foram
mudança no emprego dos princípios do apresentados como uma força tarefa. O
condicionamento operante das técnicas de repertório comportamental desenvolvido por
tratamento para seu emprego complementar essas crianças, embora não tão complexos como
com observações clínicas. A discussão da aqueles envolvidos em um repertório social
depressão começou assim: normal, foram utilizados para indicar a
existência de um processo normal em um nível
A primeira tarefa de uma análise comportamental básico. A discussão do experimento concluiu:
é definir o comportamento objetivamente, dando Nós não consideramos essas técnicas
ênfase a classes funcionais (genéricas) de como tentativas de reabilitação, mas como uma
desempenhos que estejam de acordo com fatos que análise experimental dos repertórios atuais e
prevalecem na clínica, cujos componentes potenciais dessas crianças. Se for provado que é
comportamentais possam ser observados, possível desenvolver e ampliar repertórios
classificados e contados. Então é possível comportamentais significativos na sala
descobrir, pela aplicação dos princípios experimental, então isso indicaria a

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PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

possibilidade de que o mesmo potencial para preocupação. Havia não somente a


modificação comportamental exista no meio possibilidade de que alguns prejuízos fossem
social, se as condições adequadas puderem ser o resultado de um repertório subjacente fraco,
produzidas. (p.97). mas começou a surgir também a noção de que
Recomendações para terapias específicas muitos repertórios importantes podiam estar
estão praticamente ausentes nas publicações ausentes porque o indivíduo nunca encontrou
de Skinner, apesar de seu apoio para esse a experiência necessária em seu
modelo de tratamento. Skinner teve desenvolvimento – essencialmente uma lacuna
experiência própria somente no campo da de desenvolvimento. Embora Hull tenha
educação, para o qual ele sugeriu métodos lidado bastante com esse assunto,
específicos de prática (Skinner, 1968). No especialmente na discussão da “força do
entanto, ele escreveu sobre sistemas de hábito”, a ênfase em construtos hipotéticos
classificação da prática existente, como em inferidos e em experimentos que testavam
Ciência e Comportamento humano. hipóteses estatisticamente, sem tratar
A ênfase da psicologia operante no repertório diretamente com o processo comportamental
positivamente reforçado. Uma importante do indivíduo, enfraquecia o impacto de seu
contribuição do condicionamento operante trabalho em assuntos clínicos. Vários daqueles
para a terapia clínica é a ênfase no para os quais Walden Two foi uma visão de uma
desenvolvimento e manutenção de um nova sociedade, que poderia se tornar possível
repertório global. Até certo ponto, essa ênfase se os princípios de reforçamento positivo
parece ser um resultado natural do viés fossem amplamente aplicados aos problemas
instrucional da abordagem operante; e em parte sociais, tinham a experiência de modelar e
é um subproduto da experiência, com o controle manter solidamente o comportamento de um
técnico, em a filigrana, do comportamento, que pombo individual. Eles tinham tido a
foi discutido anteriormente. O grande impacto oportunidade de observar em primeira mão,
emocional de Walden Two (1948) em tantos de ou por ler um registro acumulado,
seus leitores parece derivar de sua promessa de conhecimentos de um processo
que toda a sociedade pode ser reforçada comportamental básico, como os estudos de
positivamente e acentuar a capacidade de todos O Comportamento dos organismos (Skinner,
os seus membros. Pavlov, Masserman e Miller 1938) e os de Estes (1944).
e Dollard estiveram preocupados, em suas A ênfase da psicologia operante no
aplicações da pesquisa do laboratório aos repertório atual como um produto da interação
problemas humanos, com o efeito destrutivo de uma pessoa com o ambiente físico e social
das experiências aversivas. No entanto, antes tem um paralelo na história da psicologia
que Skinner abrisse a possibilidade do estudo psicodinâmica. A formulação de Freud
técnico do reforçamento positivo no sujeito salientava o domínio da perturbação dos
individual, existiam poucas maneiras de principais componentes do repertório
estudar a modelagem e a manutenção do socialmente eficaz como um subproduto dos
repertório subjacente, cuja destruição pelo conflitos que eles engendravam. A terapia
impacto da estímulação aversiva era a razão de comportamental tem a mesma crença da visão

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C. B. FERSTER

inicial de Freud quando procurava remover os contribui para a comunicabilidade e o


resíduos destrutivos de episódios traumáticos refinamento da terapia. É importante salientar
passados. As formulações psicodinâmicas mais que as descrições eram da filigrana dos
recentes da psicologia do ego (Hartmann, desempenhos da terapeuta e da criança e que a
1950) salientaram uma esfera de significância funcional da interação forneceu um
desenvolvimento comportamental que podia quadro que complementava as descrições
agir independente dos impulsos biológicos e objetivas dos eventos imediatos.
instintivos e dos conflitos que produziam. As Consistente com esse esforço colaborativo,
formulações dos psicólogos do ego são a terapeuta e o experimentador apresentaram
consistentes com os processos que emergem da contribuições e obtiveram ganhos. O
interação com o ambiente por meio dos experimentador aprendeu sobre as maneiras
processos básicos de reforçamento positivo. engenhosas pelas quais a terapeuta influenciava
a criança. Em acréscimo à análise funcional das
ANÁLISE TÉCNICA DO COMPORTAMENTO: UMA interações por meio de princípios do
MANEIRA DE DESCREVER UMA INTERAÇÃO comportamento bem conhecidos, emergiu um
TERAPÊUTICA COMPLEXA, DE FORMA OBJETIVA conteúdo que só poderia ser descoberto a partir
COMUNICÁVEL E EM DETALHES da experiência, da habidade, e do inesperado
vivenciados pela terapeuta e pelo paciente
A principal contribuição dos princípios enquanto modelavam, por reforçamento
do condicionamento operante é a precisão que diferencial, seus respectivos repertórios. Da
pode ser alcançada na descrição dos eventos perspectiva da terapeuta, a descrição
naturais que estão ocorrendo. Se a análise é um comportamental da terapia permitiu que
complemento da prática clínica, será então pequenos componentes dela se tornassem visíveis
necessário contribuir para a observação e e comunicados em detalhe. A terapeuta,
descrição do fenômeno clínico como ele ocorre descrevendo a maneira como a análise do
em toda sua complexidade, no ambiente comportamento influenciou seu trabalho,
natural. Keehn e Webster (1969) fizeram a relatou que agora ela pode explicar pequenos
mesma distinção quando diferenciaram entre a procedimentos passo a passo de modo que sua
terapia comportamental e a modificação de terapia ficava menos intuitiva e misteriosa.
comportamento. Eles definiram a tarefa da Como resultado disso, ela estava mais atenta
análise comportamental (modificação) como para os detalhes dos eventos que tornavam
uma maneira de entender como o eficiente o seu trabalho com as crianças e podia
comportamento é adquirido e alterado, e por refiná-los, torná-los mais intensivos, e ensinar
isso aplicável aos objetivos da psicodinâmica a outras pessoas habilidades semelhantes.
como também da terapia comportamental. Um Falando de sua experiência com a análise do
trabalho de Ferster (1967b) descrevendo os comportamento, ela disse: “Sou capaz de ver os
detalhes das interações de uma terapeuta minúsculos pequenos passos e explicar muito
experiente com uma criança autista, exemplifica melhor o que estou fazendo com a criança, e
como uma descrição objetiva no nível do assim, a mágica está fora de Linwood – o que
desempenho com reforçadores imediatos penso ser maravilhoso” (Ferster, 1976b, p.149).

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PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

REFORÇAMENTO ARBITRÁRIO E NATURAL E A mão e do pé que são reforçados é determinada


NATUREZA GENÉRICA DO COMPORTAMENTO pela mudança na direção do carro ou sua
OPERANTE desaceleração. O desempenho e seu resultado
constituem uma unidade comportamental
A distinção entre reforçamento arbitrário integral, na qual um define o outro. A
e natural (Ferster, 1967a, 1972a, 1974) refere- manutenção de tais formas de comportamento
se a uma definição genérica do comportamento é virtualmente automática e tão estável quanto
operante (Skinner, 1938; Findley, 1962) e a relação natural do desempenho e as mudanças
consiste em um conceito crucial para a no ambiente que o mantém.
aplicação dos princípios comportamentais às Há inúmeros exemplos desses
modificações comportamentais que ocorrem desempenhos reforçados pela conexão física
na prática clínica. Resumindo, os natural com as mudanças que eles produzem no
procedimentos terapêuticos são arbitrários ambiente. Os movimentos necessários para andar
quando os comportamentos que eles reforçam de bicicleta são reforçados pelas mudanças
são operantes diferentes daqueles da vida produzidas no balanceamento do ciclista com a
diária do paciente e nos quais incidem os gravidade; os movimentos de uma chave de fenda
problemas clínicos. são modelados pela sua posição na ranhura do
A análise de um exemplo relativamente parafuso; os movimentos iniciais de “vestir o
simples do comportamento animal ilustra o casaco” são reforçados pela posição do braço na
princípio de que o desempenho operante é uma manga; os movimentos de despejar água são
classe de atividades definida não por sua reforçados pelo cair água no copo; os movimentos
topografia, mas pela alteração no ambiente da pele do pescoço e do corpo da foca são
(reforçador) que, em contrapartida, aumenta reforçados pelo balanço da bola no nariz da foca;
sua freqüência. Assim, o som do alimentador a magnitude do fechar e abrir os olhos é
que funciona quando o rato pressiona a barra controlada pela intensidade da luz que bate nos
aumenta a freqüência daqueles movimentos que olhos; e o movimento da pena sobre o papel é
deslocam a barra o suficiente para acionar o reforçado pelos formatos dos caracteres que
mecanismo que disponibiliza o alimento. Há aparecem e pela sua correspondência com as
uma conexão natural entre os movimentos do práticas normais da comunidade verbal da pessoa
rato que aumentam de freqüência, as que usa a caneta. Em todos esses casos há uma
propriedades físicas da barra e o dispositivo primorosa interação entre o desempenho e as
elétrico que ela fecha. Porque o reforçador mudanças no ambiente que são fisicamente
aumenta a freqüência dos desempenhos que ele conectadas a ele. A unidade comportamental é
segue, é possível descrever a pressão à barra estável e precisa e é mantida por tanto tempo
como um tipo de comportamento que fecha o quanto as leis físicas continuarem atuando. Os
circuito elétrico, mais do que pela topografia efeitos deletérios do desenho no espelho, as
do movimento. Existe uma relação semelhante tentativas de escrever de olhos vendados, de falar
entre o desempenho e o reforçador quando sem ouvir os sons, ilustram o que acontece sem
viramos o volante ou pressionamos o freio do uma conexão natural, genérica, entre o
automóvel. A topografia dos movimentos da desempenho e seu reforçador.

131
C. B. FERSTER

Os contrastes e alternativas para esses Tecnicamente, os dois casos são cadeias de


reforçamentos genéricos são virtualmente desempenhos, nos quais os primeiros
impensáveis. Não há uma maneira prática de componentes são reforçados, pela posição do
que o reforçamento com alimento possa reforçar casaco no braço da criança. O segundo
as nuances da escrita, mesmo se aplicado como componente é tanto a ficha, no caso arbitrário,
um reforçador condicionado antecedente. É como o alivio do frio, no caso natural.
difícil conceber como as nuances dos
movimentos da musculatura vocal possam ser Reforçamento Natural
reforçados por outra coisa que a conexão O diagrama da Figura 1 mostra o
genérica fina resultante dos padrões auditivos. repertório da criança e do terapeuta interagindo
Por essa razão, muitas tentativas de reforçamento entre si quando o reforçamento é natural. Todos
arbitrário ocorrem depois de um encadeamento os reforçadores que mantém o vestir estão na
comportamental no qual esses exemplos são os parte inferior do diagrama. Colocar o casaco é
primeiros deles. Mas as mesmas propriedades o elo inicial da cadeia, a segunda parte é um
do reforçamento genérico operam mesmo operante negativo – esquiva das temperaturas
quando essas atividades são os comportamentos frias. A tarefa do terapeuta é inteiramente
iniciais em uma cadeia, contribuindo para outro instrucional, provendo um apoio colateral que
efeito prático ou para as interações sociais. é diminuído à medida que a criança realiza mais
Considere, por exemplo, o comportamento de e mais o vestir. No início, o terapeuta coloca o
colocar o casaco de uma criança, reforçado por casaco na criança, com exceção da última manga.
alimento. É claro que o alimento pode ser Ele coloca o braço da criança na entrada da
empregado para ensinar a criança a colocar o manga e assim, com uma simples extensão do
casaco utilizando aproximações sucessivas do ato seu braço, a criança completa o vestir. Com o
completo. O casaco é mantido na posição casaco, a criança pode ir para fora sem sentir
adequada e algum reforçador condicionado, frio. Com aproximações sucessivas do repertório
derivado de alimento, pode reforçar final, o terapeuta contribui progressivamente
precisamente as aproximações requeridas. Nesse menos, até que o vestir esteja completo, sem
estágio, a posição das mãos da criança na manga apoio, e a intervenção do terapeuta não é mais
do casaco pode ser um reforçador para uma necessária. A intervenção é educacional porque
cadeia de comportamentos que conduza a o terapeuta na realidade não reforça o
alimento ou fichas, como a pressão à barra para comportamento da criança, mas facilita o
o rato pode ser reforçador para olhar a posição reforçamento que ocorre quando a criança vai
da barra e manipular manualmente o para fora no frio. Ele provê apoio colateral que
dispensador de alimento quando ele se move amplia o comportamento da criança para
na distância requerida. O problema não é se permitir que ele seja reforçado naturalmente,
um reforçador ou outro pode reforçar em outros lugares. Em uma linguagem mais
diferencialmente o comportamento de colocar geral, podemos dizer que o terapeuta facilita o
o casaco, mas os efeitos colaterais indesejáveis e comportamento que, quando ocorre, terá
quanta sobreposição há, em colocar o casaco, suporte independente dele, pela relação
por alimento e colocá-lo, para ficar aquecido. inerente entre o ar frio, a temperatura da pele e

132
PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

estar usando o casaco. Exemplos semelhantes desempenho da criança reforçado pelas


podem ser prontamente construídos com os contingências ou instruções fornecidas pelo
utensílios de comer, montar e desmontar de um terapeuta. É nessas interações, nas quais o
cavalinho de balanço, beber de um copo, terapeuta e a criança liberam os reforçadores
colocar os sapatos, ou subir os degraus de escada para as participações um do outro, que uma
de um local da casa para outro. análise da relação genérica entre os desempenhos
e seus reforçadores pode ter uma ampla e prática
Reforçamento Arbitrário importância para os resultados da terapia. Os
A Figura 2 é o diagrama ilustrando o desempenhos do terapeuta são reforçados
reforçamento arbitrário do mesmo porque induzem a criança a colocar seu casaco.
desempenho. Vestir-se é reforçado em um Os desempenhos da criança, com o casaco, são
encadeamento, como no exemplo do reforçados pelo alimento ou pelas fichas que o
reforçamento natural apresentado terapeuta lhe dá. Se a criança come ou não, não
anteriormente, mas com a diferença que o elo é importante, em si mesmo, para o terapeuta; e
final da cadeia é “comer biscoitos” e não ficar se a criança põe seu casaco, em si mesmo, não é
aquecido. Para manter a atividade de vestir-se, importante para a criança. O terapeuta poderia
o terapeuta necessita continuar a reforçar com parar de dar alimento se a criança se vestisse
biscoitos em contraste com o caso natural, por outras razões, e a criança poderia parar de
quando o terapeuta tem apenas que providenciar vestir-se se recebesse alimento sem fazê-lo.
apoio colateral para mediar temporariamente Uma conseqüência do controle interpessoal
suas interações com o tempo frio. do reforçamento arbitrário é a filigrana, a
correspondência o ponto a ponto do desempenho
Aspectos Sociais Da Interação Terapêutica da criança com a reatividade do terapeuta, mais
A considerável complicação do do que os efeitos de ficar aquecido lá fora.
procedimento de reforçamento arbitrário Enquanto o desenvolvimento de um repertório
decorre da natureza social da interação interativo entre a criança e outras pessoas pode
terapêutica. A terapia é uma interação na qual ser um dos mais importantes objetivos da
o reforçamento do comportamento do psicoterapia, essas interações [arbitrárias] têm
terapeuta, pelos desempenhos que se subprodutos inerentemente indesejáveis que, a
desenvolvem no repertório da criança, é um longo prazo, serão anti-terapêuticos. A
componente tão importante quanto o desvantagem do reforçamento arbitrário vai além

Figura 1. Controle Natural

133
C. B. FERSTER

Figura 2 - Controle arbitrário

da ausência de uma conexão genérica entre usar extremas de controle ao deixar de apresentar o
um casaco e a experiência da criança lá fora, no comportamento que o terapeuta está tentando
ar frio, que ocorre quando a comida substitui o aumentar de freqüência. Quando o terapeuta
calor do casaco. intensifica o desafio aplicando mais privação e
impedimentos, a agressividade da criança
A Luta pelo Poder geralmente aumenta, requerendo por sua vez,
Um desastroso subproduto do controle maiores níveis de controle aversivo pelo
arbitrário é o contra-controle que pode ocorrer terapeuta. No final a interação pode ser descrita
quando o terapeuta tenta aumentar a freqüência como “uma luta de vontades”. O resultado é
de algum comportamento que o cliente não está paralelo ao processo que ocorre quando a criança
disposto a emitir. A propriedade específica do apoquenta seus pais, que diferencialmente
reforçamento arbitrário que conduz a uma reforçam caprichos e provocações concordando
disputa entre os participantes é salientada no com as exigências da criança, ou atendendo
diagrama de interações arbitrárias mostrado na somente quando as exigências tornam-se
Figura 2. O reforçamento da atividade de cada suficientemente aversivas para aumentar a
participante depende do outro. A criança, que freqüência de um desempenho que terminará
foi interrompida em sua forma costumeira de ou evitará o capricho. A primitividade e o
obter alimento pode implicar ou obstruir o paradoxo desses desafios é que os pais,
trabalho do terapeuta, retendo o reforçador do intencionalmente ou não, reforçam o
terapeuta – a cumplicidade com os objetivos comportamento da criança que é o mais aversivo
da terapia do reforçamento. Essa propriedade para ele ou ela, até que controles extremamente
da interação é especialmente proeminente e aversivos sejam praticados pelos dois lados.
crítica quando a criança, por outras razões, Embora essas lutas de poder, como
tende a agir agressivamente com o terapeuta. A descritas clinicamente, sejam mais
dificuldade é ainda maior porque a atividade proeminentes quando incluem controle pelo
agressiva da criança com o terapeuta pode ser, estímulo aversivo, esse fato é em si mesmo a
em si mesma uma importante questão para a característica que define o controle arbitrário.
terapia. Esses conflitos entre a criança e o O estímulo aversivo pode aumentar a freqüência
terapeuta podem ter uma escalada, porque a do comportamento genericamente e
criança pode reforçar diferencialmente formas naturalmente como, por exemplo, quando

134
PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

protegemos os olhos da intensa luz solar, também ser um reforçador natural. Por exemplo,
colocamos os dedos no ouvido para atenuar o se é dada à criança alguma responsabilidade por
barulho alto, colocamos ou retirarmos roupas preparar sua refeição, de acordo com seu
para o frio ou calor, e tapamos as narinas para repertório existente e em aproximações
evitar o odor insalubre. A relação entre esses sucessivas para formas mais complexas, o
comportamentos e o controle aversivo que eles desenvolvimento comportamental resultante
atenuam são estáveis e totalmente previsíveis, será semelhante ao reforçamento de colocar o
em contraste com o controle interpessoal, onde casaco que descrevemos anteriormente.
um participante influencia o comportamento
do outro com estímulos aversivos para Reforçamento Arbitrário como uma Transição
aumentar a freqüência de algum desempenho É possível que o reforçamento arbitrário
relevante para o reforçamento de seu próprio possa ser empregado na terapia como uma
repertório. Inversamente, eventos que pelo transição para a mesma topografia
nome podem funcionar como reforçadores naturalmente reforçada. Infelizmente temos
positivos podem se tornar um componente no pouco conhecimento clínico sobre o processo
controle arbitrário, como por exemplo, o pelo qual o reforçamento de uma topografia
emprego de alimento, discutido nas seções de comportamento mantida por um reforçador
precedentes, para reforçar o vestir ou o falar. contribui para a sua manutenção por um
Esses procedimentos têm as características do reforçador inteiramente diferente em outra
controle arbitrário porque a maneira costumeira situação. Sabemos, no entanto, que o problema
natural com pela qual a criança é alimentada é é facilmente evitado pelo emprego dos mesmos
descontinuada ou bloqueada, permitindo assim princípios comportamentais do reforçamento
ao terapeuta uma ampla possibilidade de natural. Temos evidência de que tais
arranjar qualquer contingência entre comer e o reforçadores têm potencial para manter o
desempenho desejado. É a liberdade de ação comportamento tão fortemente como a
do terapeuta, quando ele ou ela ajusta as comida, por exemplo, nos experimentos
contingências reforçadoras com o propósito de relatados por Creed e Ferster (1972) e Ferster
criar o repertório que busca desenvolver, que e Hammer (1966), sem os efeitos perniciosos
conduz ao relacionamento competitivo no qual colaterais do controle arbitrário.
cada parte pode exercer controle aversivo sobre A estratégia para aplicar princípios
a outra. Dessa forma, o repertório que resulta comportamentais no ambiente natural é
se desvia da maneira natural com que o começar com algum comportamento do
ambiente alimenta a criança, para um outro que repertório do paciente e prover variáveis
advém da reatividade de um terapeuta em colaterais que permitirão reforçá-los em um
particular e do procedimento reforçador ambiente ao qual o paciente normalmente tem
específico que o terapeuta aplica. acesso. Reforçadores potenciais para quase todo
tipo de repertório existem em alguns ambientes.
Alimento como um Reforçador Natural Pode ser possível construir um repertório
Se a comida é genericamente relacionada prosseguindo em pequenos passos a partir de
com o desempenho que ela reforça, ela pode um desempenho que vem sendo mantido

135
C. B. FERSTER

atualmente em uma parte do ambiente do clara do controle pode ser comunicada e para o
paciente, para um desempenho ligeiramente beneficio de quem e por quais razões o controle
mais complexo, que poderia ser reforçado em é exercido. O reforçamento arbitrário não é,
outra parte do ambiente, também acessível evidentemente, limitado aos procedimentos de
(Ferster, 1979). A tarefa consiste em arranjar terapia comportamental.
apoio colateral para a capacidade que o paciente O seguinte relato de Jeanne Simmons
já tem e que pode trazê-la para uma forma que (Ferster, 1967a) trata do emprego de
seja naturalmente reforçada por uma reforçamento natural na psicoterapia de um
característica estável do seu ambiente. Neste ponto de vista diferente daquele das terapias
caso, o apoio colateral pode ser gradualmente comportamentais.
esvanecido para outro controle de estimulo
(fading), de acordo com a capacidade do E esta é a razão pela qual andamos atrás da criança.
paciente, até que surja um repertório que seja Ela sente sua proteção quando você anda atrás.
reforçado sem a intervenção do terapeuta. Se você dá a ela a oportunidade de ir para qualquer
Infelizmente, o aspecto de “inércia” de muitos direção, ela pode estar errada quando vai em uma
tipos de déficits comportamentais complica esse ou outra direção. Apenas siga-a. Se ela tomar um
remédio direto (Ferster, no prelo) embora o caminho sem saída, pegue-a gentilmente e traga-
princípio básico ainda pareça aplicável. a para o caminho principal. Mas nunca pense
que você sabe a resposta, porque você está
Dois Sentidos Do Controle tratando com um indivíduo que pode querer ir
Implícitos nas diferentes propriedades de por caminhos diferentes, que para ele podem ser
reforçamento arbitrário e natural encontram- os melhores. É por isso que me sinto mais
se dois sentidos de controle que os confortável atrás das crianças, pois assim, posso
procedimentos de reforçamento carregam. Um ver para onde estão indo. (p.346).
sentido é pejorativo, quando os
comportamentos que podem ser aumentados Essas afirmações sobre os objetivos da
de freqüência o são para beneficio do terapia salientam a importância crucial do
controlador, com menor atenção aos objetivos reforçamento natural, genericamente
do controlado. O professor exige que o aluno relacionado com o repertório existente da
fique quieto na classe; o atendente de enfermaria criança, mesmo quando a linguagem é a de um
julga que os pacientes devam manter sua roupa clínico totalmente envolvido nas interações
limpa; o terapeuta comportamental acha que o pessoais com as crianças. A afirmação do
paciente mudo deva falar. O outro sentido, mais objetivo da terapia implica que ela se inicia com
de acordo com o reforçamento natural e com o os comportamentos existentes no repertório da
emprego dos princípios comportamentais como criança, mantidos pelos reforçadores atuais. Os
um quadro descritivo, elucida a relação procedimentos descrevem apoios colaterais do
funcional entre a conduta do paciente e as terapeuta, para o repertório da criança, que
variáveis das quais ela é função. Para o melhor antecipa dificuldades que a criança pode
ou o pior, todo o comportamento do paciente encontrar e encoraja as partes mais eficazes da
é controlado. O ponto principal é se uma relação capacidade atual da criança (buscando a saúde

136
PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

da criança, ela diria). O mesmo tema é da fala do paciente na entrevista terapêutica. O


recorrente em outras fontes da literatura clínica comportamento verbal, como comportamentos
(Searles, 1965; Glover, 1955; Rogers, 1965). operantes mais simples, é definido pelos seus
reforçadores, mais do que pelas topografias do
O PAPEL FUNDAMENTAL DO COMPORTAMENTO desempenho. Sua topografia, os movimentos da
VERBAL NA PSICOTERAPIA boca, dos lábios, da língua e do diafragma, é
muito complexa para ser reforçada por alguma
A psicodinâmica e outras terapias coisa mais do que sua relação fina com o som
convencionais consistem em relatos que produz, de uma maneira análoga ao balanço
principalmente das queixas sobre dificuldades da bola no nariz da foca ou o equilibrista na
na vida e a interação verbal com o terapeuta a bicicleta. A reação do ouvinte é a contrapartida
respeito delas. Várias abordagens genérica do falante. No sentido de seu aspecto
comportamentais também envolvem o cliente mais refinado e da imediaticidade, o
falando com o terapeuta, apesar do referencial comportamento verbal é reforçado pelo “falante
teórico que salienta o comportamento como seu único ouvinte” que liga as práticas
observável que é passível de enumeração reforçadoras da comunidade verbal ampla. A
objetiva. A abordagem comportamental para questão do reforçamento arbitrário e natural é
autocontrole, delinqüência, e problemas sexuais ainda mais crucial no comportamento verbal
começam com o relato de uma entrevista sobre que nas formas não verbais. Propriedades do
as queixas do paciente e falas sobre elas, como comportamento do terapeuta mantidas estáveis
na terapia de dessensibilização, ou instruções provêm as reações que sustentam e modelam a
para o paciente para a realização de ações fora fala do paciente. Ou alternativamente, a fala
da sessão. A observação de que interações verbais do paciente reflete o controle pelos ouvintes
predominam tanto no diagnóstico como na anteriores, indutivamente. As partes dos dois
terapia tem grandes implicações sobre como repertórios que se interligam representam um
uma ciência do comportamento humano pode reforçador que tem uma fina sintonia, igual à
prover suporte para o tratamento clínico. O sensibilidade do terapeuta e ao seu treinamento
primeiro passo nessa aventura é a explicação como ouvinte. Um déficit em controle
comportamental de como o terapeuta e o cliente interpessoal é um obvio objetivo
alteram o comportamento um do outro no comportamental que pode ser desenvolvido
contexto imediato de sua interação. Depois através de reforçadores naturais inerentes à
disso, a empreitada pode voltar-se para explicar interação terapêutica. A reatividade diferencial
como o comportamento verbal que emerge do terapeuta, como um ouvinte treinado, tem
como produto da terapia pode amenizar o potencial de remediar aquelas partes da fala
problemas na vida do paciente. do paciente que são mais controladas por sua
Dado que o ponto de partida da análise privação do que pelas circunstâncias nas quais
comportamental é a interação imediata entre o ela pode ser reforçada. Especialmente relevantes
paciente e o terapeuta, é aconselhável iniciar para o reforçamento diferencial são as
com uma revisão geral de como o reforçamento expectativas impraticáveis ou as exigências
verbal ocorre, antes de discutir o reforçamento irreais feitas ao terapeuta. De outro lado, as

137
C. B. FERSTER

reações que o paciente evoca no terapeuta são o terapeuta que está ouvindo e sobre o
dados sobre seu repertório. O resíduo no paciente como seu próprio ouvinte. A
repertório do terapeuta, também é verbal. O contrapartida genérica dos eventos em
controle estreito entre o para falante-ouvinte, andamento na vida diária do paciente são as
terapeuta-paciente, cria uma situação na qual ocorrências do dia a dia. Obviamente, o que
os reforçadores são naturais, no sentido de que é dito sobre a vida do paciente influencia o
são mantidos por propriedades estáveis de que o paciente pode fazer em seguida, e vice-
ambos os repertórios. versa, mas a conexão é um repertório que
precisa ser examinado separadamente.
A Confusão entre os Eventos da Vida do Paciente e
o que Ele Diz Sobre Eles Uma Análise dos Comportamentos que Ocorrem
Se a interação verbal entre o paciente e o nas Interações Próximas entre o Paciente e o
terapeuta é observável e comportamentalmente Terapeuta
objetiva, os eventos sobre os quais ambos falam, O comportamento que ocorre na terapia
aqueles da vida do paciente em outro local, são é um dado objetivo no qual muitas atividades e
inferências sujeitas a distorções e descrições seus reforçadores podem, pelo menos
incompletas, não importa quão objetivos sejam potencialmente, ser observadoS por ambas as
os termos. Se a descrição de eventos comuns partes. Talvez, porque estejamos acostumados
está sujeita a distorções, então o relato do a buscar para além dos eventos imediatos da
paciente de porque ele ou ela agem é ainda mais interação terapêutica, sua natureza
duvidosa. Frequentemente há uma frouxa potencialmente objetiva e comportamental é
correspondência entre, por exemplo, a descrição desconsiderada.
do paciente sobre o que levou a faltar a um 1. O controle inicial da fala do paciente.
compromisso ou a razão de porque certos Quando dizemos que o paciente “fala com um
tópicos são omitidos, e as variáveis terapeuta”, a implicação é que a fala do paciente
independentes que podem eventualmente é mantida pela maneira pela qual ele o
chegar a ser descobertas. A falha em diferenciar influencia. Quando dizemos que o terapeuta
o que está sendo falado da própria fala é uma escuta o paciente, os eventos imediatos são o
dificuldade técnica importante que pode ocorrer controle do terapeuta pelo paciente. Contudo,
em qualquer terapia verbal, mas é mais visível ao começar, nenhuma das partes tem uma
nas terapias comportamentais do que em outras história de controle pela outra. Claramente, o
porque a linguagem comportamental amplia a controle sobre o paciente, no início, não é
discrepância. completamente especifico àquele terapeuta em
Uma razão para a confusão entre os particular. Se assim não fosse, seria pouco
eventos da vida do paciente e a fala que ocorre provável que o paciente falasse longamente,
em psicoterapia é que os reforçadores verbais frequentemente com poucos comentários do
são arbitrários em relação aos comportamentos terapeuta, durante a primeira entrevista. Muito
relatados sobre a vida do paciente e vice-versa. de seu comportamento parece funcionar como
A contrapartida genérica do comportamento um mando mágico como “Eu gostaria que
do paciente na terapia são as influências sobre parasse de chover”, ou “ Opa, estou com fome”;

138
PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

são todos queixas generalizadas que são extensões podem ser funcionalmente equivalentes à
para além das circunstâncias normais nas quais alimentação da a criança se os reforçadores que
poderia haver quaisquer expectativas realistas de as mantém são controlados de perto por altos
que o ouvinte normal fornecesse alívio (Skinner, níveis de privação do falante, mais do que pelo
1957, Cap. 3). Essas queixas generalizadas têm reforçamento generalizado. Uma frase elegante
conexão com circunstâncias passadas onde ajuda ou um poema podem funcionar como uma
semelhante tenha estado disponível. A situação queixa ou solicitação, apesar de sua topografia
de terapia, bem como os exemplos de mando complexa. O terapeuta, como um ouvinte
mágico mencionados anteriormente, são treinado que analisa funcionalmente a interação
diferentes das situações comuns onde ocorrem verbal com o paciente, está em posição de reagir
operantes negativamente reforçados. Nesses diferencialmente a um paciente, dependendo
casos, o nível de privação do paciente-falante da verdade do que esteja sendo dito.
excedeu a história normal de controle pela 2. Reforçamento do comportamento verbal
audiência, causando a emissão da queixa ou pelo terapeuta-ouvinte. A mudança das
pedido por alívio, apesar da falta de história reclamações generalizadas para desempenhos
com o terapeuta especifico. É por essa razão que reforçados por seu efeito genérico sobre o
as primeiras entrevistas são tecnicamente tão terapeuta-ouvinte é, em si mesma, um exercício
difíceis em psicoterapia. de análise do reforçamento generalizado.
O repertório inicial a partir do qual deve Mesmo que queixas e solicitações por ajuda
emergir a conexão entre as duas partes é uma possam requerer a participação do terapeuta-
fantasia à qual não é plausível que o ouvinte ouvinte, eles funcionam diferentemente da
reaja fornecendo o alívio buscado. Contudo, é interação verbal que pode ocorrer
a partir deste repertório, o inicial, que o posteriormente na terapia, quando a interação
desenvolvimento comportamental deve imediata com o terapeuta começa a manter a
emergir. Uma qualidade óbvia do repertório fala do paciente. O repertório inicial do paciente
inicial do paciente é sua inércia. Uma parte é relativamente insensível às reações do
considerável dele parece ser controlada pela terapeuta, em grande parte porque é um
privação, mais do que pela audiência que operante negativamente reforçado, um mando
governa onde e quando pode ser reforçado. Um é um jargão verbal, em grande parte sob o
corolário desse repertório é uma falha em controle da privação do paciente e de
observar em detalhes e com algum estimulação aversiva. A frase final do terapeuta
distanciamento das privações pessoais, as em Complexo de Portnoy de Phipip Roth, novela
características de outras pessoas em cujo sobre psicanálise, “Agora podemos começar”,
repertório há reforçadores potenciais. depois de um livro inteiro de queixas solilóquias,
Repertórios com essa propriedade de ilustra a mesma mudança no controle funcional
imobilidade são reminiscência de padrões entre a fala do paciente e sua relação com o
alimentares infantis, quando o nível de privação repertório do terapeuta. A mudança da queixa
esvaziava todo comportamento brincalhão e a generalizada para o desempenho mediado pelo
atenção a qualquer outro evento além da terapeuta é um exemplo da definição refinada
refeição. Mesmo formas complexas de fala de comportamento verbal discutida

139
C. B. FERSTER

anteriormente (Skinner,1957, pp. 224-226) na modelada pelos falantes dos quais o paciente
qual a forma e as características do teve influência no passado. Se a reatividade
comportamento do falante (o paciente) são latente do terapeuta é semelhante à dos
determinadas pela reatividade verbal , sem indivíduos que mantiveram o comportamento
igual, do ouvinte (o terapeuta). A analogia com do paciente no passado, o episódio verbal terá
o exemplo da foca balançando a bola é com a sucesso e será estável. Na medida em que o
pressão no nariz como reforçador, ao invés da terapeuta não reage da mesma maneira que os
comida. A definição refinada do ouvintes do paciente fizeram, há uma
comportamento verbal supõe o efeito imediato oportunidade, primeiro, para reforçamento
da interação entre duas pessoas, do mesmo diferencial, e segundo, para observação da
modo como ocorre com uma luz no olho, a discrepância entre o comportamento do
virada da cabeça, e como o conteúdo de uma paciente e o reforçamento do terapeuta.
resposta corresponde às variáveis que controlam Quando o paciente está contando ao
a afirmação do paciente. O mesmo processo terapeuta, por exemplo, sobre a sua infância,
ocorre, claro, ainda com maior imediaticidade o efeito que é produzido no terapeuta, como
e sutileza quando o falante ouve a si próprio. um ouvinte, é a característica mais importante
Na medida em que a interação com o do comportamento verbal do que evento que
terapeuta é semelhante àquela que acontece com ele descreve. O reforçador nesse episódio verbal
outros, ela constitui um incremento na é sutil e está no cerne da definição de
capacidade social. O contexto abrigado da reforçamento verbal. A delicada interação
entrevista terapêutica, particularmente a entre duas pessoas, que ocorre quando alguém
respeito do apoio colateral que o terapeuta tenta explicar alguma coisa, ilustra o processo.
provê, pode criar uma capacidade social que se Há um dar e receber quando falante e o ouvinte
estenderá para outras pessoas e situações. Os interagem entre si até que o ouvinte fale que
eventos comportamentais na situação ele entendeu e o falante não é mais inclinado
terapêutica imediata fornecem uma a explicar porque o ouvinte pode agora, dizer
oportunidade para interpretação e descrição o que foi explicado. Funcionalmente, a fala do
porque elas são uma aproximação do tipo de paciente é um desempenho reforçado
observações que podem ser realizadas em outro principalmente por “fazer o terapeuta
lugar. De significação clínica equivalente é o entender” e só secundariamente um
comportamento de efetivamente relatar os fatos desempenho que descreve a vida passada do
para o terapeuta. A fala do paciente “para o paciente. A vantagem dessa relação funcional
terapeuta” tem duas funções simultâneas. A entre terapeuta e paciente, ouvinte e falante,
primeira é um tato, geralmente bastante é que a interação reforça (e, portanto, aumenta
distorcido e impuro, sob o controle de fatos do a freqüência) de explicações e observações da
momento ou da infância (ou de qualquer outro vida do paciente. A habilidade do terapeuta
evento passado que o paciente esteja falando em fazer uma análise funcional do
sobre); talvez seja algum resíduo intraverbal comportamento emitido que ele está
de um fato passado. Segundo, e mais observando na situação imediata e o interesse
importante, é o desempenho cuja forma foi do terapeuta nas observações do paciente dão,

140
PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

à reatividade verbal do terapeuta, uma incluindo o reforçador do qual é função, mais


vantagem única. do que o conteúdo, a topografia, ou “o sentido
3. Ensinando o paciente a observar seu superficial” do que o paciente está dizendo.
próprio comportamento e descrever suas interações Um dos objetivos da psicoterapia, que a
com o terapeuta. Os eventos imediatos da distinguem do procedimento educacional, é
interação psicoterapêutica provêem permitir ao paciente falar dos processos
oportunidades específicas para o terapeuta, encobertos ao criar condições através das quais
como um ouvinte e observador treinado, dar ele pode observar aspectos de sua conduta e de
dicas e reforçar as atividades verbais do paciente seus antecedentes funcionais que, de outra
que são descritivas de suas experiências públicas maneira, passariam despercebidos. Silêncios
e privadas. Quando o par terapêutico é uma prolongados, conflitos sobre o agendamento de
díade na qual a reatividade de um reforça a sessões e esquemas de pagamento, discrepâncias
atividade do outro, o resultado é um aumento entre as exigências do paciente e a visão prática
do repertório verbal sob controle dos eventos do tipo de ajuda possível, chegar tarde ou
imediatos que ocorrem. As reações diferenciais perder agendamentos, por exemplo,
do terapeuta podem reforçar descrições das frequentemente ocorrem porque alguns fatos
ocorrências atuais, falar sobre os eventos privados atuais são muito aversivos de se abordar. Uma
debaixo da pele e que o paciente pode não ter vez que o terapeuta torna-se um ouvinte cuja
consciência, os eventos externos dos quais esses atenção torna-se genericamente conectada à fala
eventos privados são função e o comportamento do paciente, surge a possibilidade de repertório
de outros que interagem no processo. Embora verbal que pode conduzir o paciente a observar
falemos, coloquialmente, sobre como a paciente os múltiplos determinantes dos atrasos ou do
nota seu próprio comportamento, a realidade, silêncio e a falar sobre variáveis das quais são
comportamentalmente, é o reverso porque é a função. O controle discriminativo do
reação diferencial do terapeuta que reforça o comportamento humano é predominantemente
comportamento verbal sob controle dos eventos verbal. De fato, muito do controle diferencial
privados, as ações e as influências encobertas do comportamento humano pelo ambiente
prévias e as variáveis que controlam o físico, bem como social, pode ocorrer somente
comportamento do paciente. Essa atividade verbalmente, principalmente com aqueles
verbal aumentada emerge como tatos e comportamentos que são sociais e verbais.
comportamento intraverbal sob o controle de A dessensibilização do controle aversivo
interações entre o terapeuta e o paciente à do comportamento verbal é outro produto
medida que eles lidam com os eventos potencial de qualquer entrevista ou
imediatos, que rodeiam sua tarefa comum. O procedimentos terapêuticos nos quais a fala do
terapeuta como um ouvinte treinado que está paciente sobre assuntos difíceis vai sendo
fazendo uma análise funcional da interação ajustada à sua habilidade de tolerá-los. Como
entre eles, pode trazer a atenção do paciente foi salientado na sessão anterior sobre terapia
para um aspecto do comportamento, mais do comportamental, um aumento na quantidade
que outro. O controle do paciente pelo terapeuta da atividade verbal contribuirá para muitas
é que genericamente define o desempenho, outras funções terapêuticas.

141
C. B. FERSTER

Como o Comportamento Verbal com um Ouvinte estudante. A condição necessária, no entanto,


Treinado Pode Inlfuenciar a Vida do Paciente em é que haja uma disposição significativa para
Outros Locais tocar o violino de tal modo que as notas
Dado que os comportamentos que executadas possam ser examinadas.
ocorrem na terapia são diferentes das atividades 2. O Repertório Verbal da Psicoterapia
que ocorrem em outros ambientes, uma tarefa Aumenta a Observação. A habilidade do paciente
crucial da análise comportamental é descrever em observar eventos em sua vida está intimamente
o processo pelo qual os dois repertórios se ligada com sua habilidade de falar sobre eles, do
influenciam mutuamente. Se não houvesse uma mesmo modo que tocar alguma coisa, apontando
grande discrepância entre o que de fato ponto a ponto com o indicador, para o leitor
aconteceu com o paciente em sua vida diária e iniciante, coloca o comportamento sob um
seu relato sobre o que acontece, não haveria, controle mais sutil dos detalhes componentes, do
com toda probabilidade, um problema que que se o único movimento fosse o do globo ocular
exigisse terapia. e seu foco. Uma vantagem educacional de um
1. O repertório interpessoal com o terapeuta. repertório verbal, tatos e intraverbais, é que ele
A interação entre as duas partes é em si mesma permite uma correspondência discreta, ponto a
um aumento do repertório e um modelo, para ponto com os itens interpessoais que emergem
melhor ou pior, do que pode acontecer entre entre eles. Descrições, se podem ser estendidas da
quaisquer duas pessoas. À medida que o paciente psicoterapia para a vida diária, mudarão o controle
aprende a influenciar o terapeuta há elementos funcional do comportamento do paciente, de
de seu repertório que podem influenciar por formas encobertas para formas abertas, para além
outras pessoas em outras situações. Na medida dos limites da situação terapêutica.
em que o paciente pode observar os detalhes da 3. Um Repertório Verbal Aumenta o
conduta do terapeuta, como ele ou ela a Reforçamento Positivo e Reduz o Controle Aversivo.
influenciaram e o processo reverso, o paciente Há conseqüências práticas amplas com a presença
faz progressos n a habilidade de fazer as mesmas ou ausência de um repertório verbal que
observações em outros lugares. Se o paciente corresponda ao próprio comportamento do
observa seu próprio aborrecimento e sonolência indivíduo, ao comportamento dos outros e à
e aprende a buscar por antecedentes maneira pela qual eles se controlam. Sem esse
provocativos para essa evidência de sua repertório, há pouca possibilidade de reduzir
ansiedade, há a possibilidade de que ele possa tanto a quantidade do controle aversivo como a
ser capaz de fazer uma busca semelhante em quantidade de reforçamento intermitente e de
outras ocasiões em que ficar sonolento ou extinção. O processo é análogo ao choque livre
aborrecido. O terapeuta, como um observador em um experimento com animal, quando
treinado, que constantemente está fazendo comparado com outro precedido por um
análise funcional entre os eventos atuais na estímulo de aviso; ou uma ocorrência incerta de
interação entre eles, está em posição análoga à um reforçador positivo quando comparado com
do professor de violino que pode ajudar o um fato claro que dá dicas quando um
estudante a ouvir nuances de tons que de início desempenho pode ser reforçado. Um repertório
são audíveis para o professor mas não para o verbal que corresponda estreitamente às

142
PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

condições de reforçamento e punição constitui Beck, A. (l967). Depression. Philadelphia: Univ. of


visão previsível e ordenada de eventos que Pennsylvania Press.
maximiza a freqüência de reforçamento positivo Creed, T. L., & Ferster, C. B. (1972). Space as a reinforcer
e minimiza o controle aversivo. Quando esse in a continuous free-operant environment.
repertório está ausente, um corolário são os Psychological Record, 22, 161-167.
subprodutos emocionais, relacionados à extinção Dollard, J., & Miller, N. (1950). Personality and
e ao reforçamento intermitente, que são descritos psychotherapy. New York: McGraw-Hill.
coloquialmente como perda, isolamento e Estes, W. K. (1944). An experimental study of
desespero. O contraste entre uma vida diária punishment. Psychological Monographs, 57, (Whole
ampliada pelo comportamento verbal sobre ela No. 263), 40-107.
e a ausência de tal ampliação verbal é o contraste Eysenck, H. J. (1957). The dynamics of anxiety and
entre um mundo que é ordenado e previsível e hysteria. New York: Praeger.
um que é inconstante (Beck, 1967). Ferster, C. B. (1967a). Arbitrary and natural
É frequentemente observado, por exemplo, reinforcement. Psychological Record, 17, 341-347.
que um paciente interrompido durante a terapia Ferster, C. B. (1967b). The transition from laboratory
por freqüentes chamadas telefônicas pode não to clinic. Psychological Record, 17, 145-150.
ser capaz de falar sobre suas queixas, seja Ferster, C. B. (1972a). Clinical reinforcement. Seminars
abertamente ou intraverbalmente. A persistência in Psychology, 4, 2.
e a magnitude de um aborrecimento podem ser Ferster, C. B. (1972b). The experimental analysis of
tão grandes, no entanto, que invadem quase todos clinical phenomena. Psychological Record, 22, 1-16.
os outros tipos de interações com o terapeuta, e Ferster, C. B. (1974). The difference between behavioral
o paciente falará sobre estar aborrecido, por não and conventional psychology. Journal of Nervous and
ter nada para dizer, ou sobre deixar a terapia – Mental Diseases, 159, 153-157.
ou o paciente pode chegar tarde para a próxima Ferster, C. B. (in press). A functional analysis of verbal
sessão. Se o paciente puder falar sobre sua própria aspects of depression. Em Laboratory models of
reação e a relação com a atividade telefônica do depression. New York: Academic Press.
terapeuta, há alguma possibilidade de ver os Ferster, C. B. (1979). A laboratory model of
comportamentos de ambos claramente, e de psychotherapy. The boundary between clinical
influenciar ativamente os fatos importantes – as practice and experimental psychology. Em P. O.
interrupções e a raiva resultante. A alternativa é Sjoden, S. Bates & W. S. Dockens, III (Orgs.). Trends
uma mistura confusa de três ângulos de um in behavior therapy. New York: Academic Press.
triângulo: a observação da interrupção pelo Ferster, C. B., & Hummer, C. E. (1966). The synthesis
paciente, seu aborrecimento e a visão do of arithmetic behavior in chimpanzees. Em W.K.
terapeuta como a pessoa responsável por tudo. Honig (Org.). Operant behavior: Areas of research
and application (pp. 634-676). New York:
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Psychologist, 32, 140-149. Ferster, C. B., Nurenberger, J., & Levitt, E. B. (1962).

143
C. B. FERSTER

The control of eating. Journal of Mathetics, 1, 87- Rogers, C. R. (1965). Client-centered therapy. Boston :
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Ferster, C. B., & Skinner, B. F.(1957). Schedules of Searles, H. (1965). Neutral therapist responses. Em
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Findley, J. (1962). An experimental outline for building New York: International Universities.
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behavior disorders, Vol. 1. New York: Ronald Press. Palo Alto: Stanford Univ. Press.
Pavlov, I. P. (1927). Conditioned reflexes. London: Oxford
Univ. Press. Tradução recebida em 23 de fevereiro de 2007

144
R EVISTA B RASILEIRA DE A NÁLISE DO C OMPORTAMENTO
Instruções para preparação de manuscritos

A Revista Brasileira de Análise do Comportamento manuscrito, devem ser enviados por e-mail ao Editor,
é uma publicação semestral que visa divulgar a Análise do com cópia para todos os autores.
Comportamento no Brasil e no exterior, publicando O processo editorial terá início apenas se todas as
trabalhos originais em português ou inglês nas categorias exigências acima forem cumpridas, caso contrário o
artigo teórico, análise conceitual, relato de pesquisa pleno e manuscrito será devolvido para que as modificações e
breve. A revista também publica artigo que contribui para a inclusões sejam realizadas.
preservação da história do Comportamentalismo e da Análise O Editor acusará imediatamente o recebimento
do Comportamento, e a tradução de artigos clássicos. do manuscrito.

INFORMAÇÕES SOBRE A SUBMISSÃO DE MANUSCRITOS CONSIDERAÇÕES ÉTICAS

Para assegurar que o processo editorial seja rápido Tratamento dos sujeitos.
e eficiente, verifique se o manuscrito atende às normas da Qualquer aspecto não usual do procedimento de
revista, e segue as regras gramaticais e de estilo de redação experimentos relatados que podem ter estressado os
científica. sujeitos experimentais deve ser justificado na descrição
O manuscrito e todas as correspondências dos propósitos do estudo. Os revisores serão encorajados
relacionadas a ele devem ser enviados ao Editor por e- a comentar se esses aspectos são apropriados ou não. Além
mail no endereço rebac.bjba@gmail.com. A disso, assume-se que pesquisas submetidas à publicação
correspondência entre o Editor e o autor responsável na ReBAC seguiram os Princípios Éticos da APA para
pelo envio do manuscrito sobre assuntos relativos ao Psicólogos. Manuscritos com suspeita de violação desses
processo de revisão serão apenas via e-mail. princípios necessitarão de revisão que justifique os
A mensagem eletrônica para submissão do métodos e técnicas utilizadas. Informação adicional sobre
manuscrito deve indicar o título do trabalho, o nome os Princípios Éticos da APA podem ser encontradas no
dos autores, o número de figuras, tabelas e arquivos exemplar de Março de 1986 do Journal of the
anexados à mensagem. Experimental Analysis of Behavior e nas normas da APA
Manuscritos submetidos à ReBAC devem serguir para Condução Ética no Cuidado e Uso de Animais.
as nomas de estilo e organização descritas no Publication Guarda e Compartilhamento de dados.
Manual of the American Psychological Association (5th Autores com artigos publicados podem receber
edition, 2001) e devem utilizar normas semelhantes às solicitações de envio dos dados originais (brutos) dos
do Journal of the Experimental Analysis of Behavior. quais derivaram as análises apresentadas no artigo. O
Apenas manuscritos que estiverem em conformidade com solicitante pode ter interesse em realizar novas análises,
essas exigências serão avaliados. para, eventualmente, examinar a adequação de um
O manuscrito deverá ser enviado como um modelo ou de uma interpretação alternativa. É esperado
arquivo no format Rich Text (.rtf ) ou MS-Word (.doc) que os autores concordem com tais solicitações
para rebac.bjba@gmail.com. Nenhuma cópia em papel cooperativamente e prontamente. Os autores devem
enviada pelo correio será aceita. guardar os dados originais por um período de pelo menos
Todo manuscrito deve estar acompanhado por 5 anos a partir da data de publicação.
uma carta de encaminhamento ao editor afirmando que
os autores concordam que a revista conduza o processo FORMATO E ORGANIZAÇÃO
editorial, bem como que o estudo foi conduzido
seguindo-se os princípios éticos. A carta deve conter o Digite o manuscrito com margens de 3,2 cm (1,25
nome de todos os autores e a afirmação de que o polegadas), espaço duplo (incluindo referências, figuras,
manuscrito não está sendo avaliado e nem será submetido título de figuras e tabelas). Use fonte Times New Roman
à avaliação em outra revista durante o processo editorial tamanho 12 pontos. O manuscrito não deve exceder 40
em curso na ReBAC. Os arquivos, incluindo a carta e o páginas incluindo referências, tabelas, etc. Para que a tarefa

145
REBAC/BJBA

de diagramação seja menos árdua e mais rápida, use um decrescente de importância, com exceção das relativas
editor de texto compatível com o MS-Word e utilize o à resposta investigada que deve ser a penúltima e à
mínimo de comandos automáticos do programa. Apenas caracterização dos sujeitos, listada por último.
uma fonte de ser utilizada. Negrito, itálico e outros Consulte o índice do número 2 de cada volume da
elementos de estilo não devem ser utilizados. As palavras ReBAC para sugestões.
que devem aparecer em itálico no texto impresso devem
ser sublinhadas no manuscrito. · Quarta página – Abstract. A quarta página deve conter:
Organize o manuscrito na seguinte sequência: 1. Resumo em Inglês (Abstract) de no máximo 200
palavras.
· Primeira página – Folha de rosto com o nome dos 2. Key words: mínimo de três e máximo de 5 palavras
autores. A primeira página deve incluir: digitadas com letras caixa baixa e separadas por vírgula.
1. Título em Português e Inglês com no máximo 15 Key words devem ser equivalentes às palavras-chave e
palavras. A tradução para o Português pode ser solicitada também listadas em ordem decrescente de importância.
ao Editor no caso de autores que não dominem a língua Atenção: Resumos em português e inglês devem
portuguesa. ser equivalentes e completos com não mais do que 20
2. Nome dos autores. linhas. Os resumos devem sumarizar os objetivos do
3. Afiliação institucional e país dos autores. estudo, o procedimento geral, os principais resultados e
4. Sugestão de título curto na língua que o manuscrito as conclusões obtidas do trabalho experimental. Não
foi redigido, o qual aparece no topo de páginas ímpares utilize abreviações, exceto em casos especiais para
na versão final impressa. Esse título não deve exceder 4 aumentar a clareza do texto. Evite citação de referências,
palavras. exceto quando essencial para esclarecer alguma idéia
5. Endereço completo para correspondência, incluindo muito importante. Evite frases não informativas e vagas
código postal, número de telefone e e-mail do autor de tais como: “Várias explicações dos resultados foram
contato. discutidas”.
6. Nota do autor com agradecimentos e informações sobre
financiamento. · Quinta e demais páginas – Corpo do artigo. O texto
O manuscrito será avaliado por pelo menos dois deve incluir uma introdução (não escrever o título
revisores, membros do corpo editorial ou revisores ad Introdução) seguida pelo Método, Resultados e
hoc. A primeira página com os nomes dos autores será Discussão, nesta ordem. Organização das seções diferente
omitida para os revisores. Os autores são responsáveis por desta deverá ser evitada e só será aceita quando necessário
informações no corpo do trabalho que identifiquem a para melhorar a clareza do texto. Em alguns casos
autoria do manuscrito. Resultados e Discussão podem ser apresentados juntos,
embora esse procedimento não seja recomendado.
· Segunda página – Título sem nome de autores. Esta Depois do texto, inclua em nova página e na
segunda folha de rosto omite a identificação dos autores. seguinte ordem as informações: Referências, Nota do
Deve-se incluir nessa página: autor, Notas de rodapé, Tabelas, Títulos de figuras,
Figuras e Apêndices.
1. Título em Português e Inglês. O texto deve ser estruturado com no máximo 5
níveis de seção e subseção.
2. Sugestão de título curto.
CORPO DO TRABALHO
· Terceira página – Resumo. A terceira página deve conter:
1. Resumo em Português de no máximo 200 palavras. Essa parte do manuscrito deve iniciar em uma
Tradução para o português pode ser solicitada ao Editor nova página. Todas as páginas a partir dessa seção deverão
por autores que não dominem a língua portuguesa. ser numeradas de forma consecutiva e iniciando pelo
2. Palavras-chave: mínimo de três e máximo de 5 número cinco (5). Os subtítulos (ou subseções) devem
palavras digitadas com letras minúsculas e separadas ser formatados de acordo com as normas da APA que
por vírgula. Liste palavras-chave em ordem limita em, no máximo, 5 níveis.

146
PREPARAÇÃO DE MANUSCRITO

Um artigo divulga novos procedimentos e achados ou pelo nome e localização do fornecedor. Forneça
e, portanto, deve ser claro e conciso. Use frases curtas e informação relevante sobre o número, idade, peso,
diretas. Os procedimentos e o comportamento resultante condições fisiológicas e características gerais do
devem ser descrito como tendo ocorrido no passado. tratamento e manuseio dos animais. Inclua informações
Princípios gerais, provavelmente verdadeiros por muito sobre as histórias experimentais dos animais e a forma
tempo, devem ser discutidos em tempo presente. Se o de determinação da redução de peso. Sujeitos não-
autor conseguir justificar a violação de uma convenção, a humanos devem ser descritos pela sua espécie e não
forma utilizada deve ser consistente em todo o texto. O filo. Por exemplo, utilizar “pombos” em vez de “ave”
Manual de Publicação da APA (pp. 70-76) apresenta para descrever os primeiros. Para sujeitos humanos, inclua
técnicas para reduzir vieses em várias expressões informações, quando relevante, sobre fatores como
convencionais. gênero, escolaridade, uso de drogas psicoativas,
diagnóstico clínico, e medidas de funcionamento
INTRODUÇÃO intelectual para indivíduos com probabilidade de
estarem fora dos parâmetros de normalidade.
A Introdução (não intitulada assim no texto) deve Equipamento. Forneça informação suficiente para
fornecer uma racional sucinta para o estudo. Nessa seção permitir replicação.
deixe claro quais questões serão abordadas e porque é Estímulos. Inclua figuras ou diagramas de estímulos
interessante respondê-las. A Introdução deve mencionar difíceis de descrever.
a literatura relevante e identificar problemas que a pesquisa Procedimento. Forneça uma descrição bem
foi delineada para esclarecer. organizada do que foi feito. Geralmente é útil indicar
Regras de Citação devem ser observadas. resumidamente a racional para a programação das
Reconheça a autoria e indique as datas de publicação condições. Para sujeitos humanos, inclua a cópia de todas
de todos os trabalhos citados. Todos os nomes de as instruções.
autores devem ser seguidos pelo ano de publicação
quando o trabalho é citado pela primeira vez em cada RESULTADOS
parágrafo. Citações literais de texto devem ser
digitadas entre aspas, com a indicação das páginas de Esta seção deve fornecer uma descrição coerente,
onde foram copiadas. No caso de citação literal mais organizada e objetiva dos efeitos importantes das variáveis
longa do que 40 palavras, a margem esquerda deve independentes (e.g., relações funcionais e tendências).
ser maior do que o resto do texto. Todas as citações
de citações devem indicar as referências originais, DISCUSSÃO
embora esse tipo de citação deva ser evitado,
especialmente quando o trabalho original for de fácil A Discussão deve focalizar em como os resultados
acesso. Caso necessário, entretanto, o sobrenome do respondem as questões levantadas na Introdução e como
autor do original, o ano de publicação, o sobrenome eles ajudam a esclarecer e estender princípios.
do autor da citação e data de publicação devem ser
indicados. A citação de um conjunto de referências REFERÊNCIAS
juntas no corpo do trabalho deve ser feita em ordem
alfabética e não cronológica. Esta seção deve iniciar em nova página.
Referências devem ser organizadas em ordem
MÉTODO alfabética pelo sobrenome do autor e deve ser digitada
em espaço duplo. O uso de espaço em branco entre
A descrição do método deve permitir ao leitor referências não é permitido. Cada referência deve
compreender o que foi realizado e replicar o estudo. aparecer em um novo parágrafo. Recomenda-se aos
Sujeitos. Essa seção deve descrever as características autores que revejam cuidadosamente as regras da
relevantes dos sujeitos. De acordo com o Manual de revista e as normas da APA antes de elaborarem as
Publicação (p. 19), sujeitos animais não-humanos referências bibliográficas, para que todos os critérios
devem ser identificados pelo gênero, espécie e linhagem sejam obedecidos.

147
REBAC/BJBA

O texto deve fazer contato adequado com a Artigo em Periódico Científico


literatura relevante através das referências.
Confira cada referência com a fonte original. Sobrenome, Iniciais. (ano de publicação). Título
Não dependa de outras listas de referência, pois do artigo. Periódico, Volume, primeira-última página.
elas podem conter erros. Petroski, H. (1995). Soft graphics. American Scientist,
Faça uma dupla conferência para verificar 83, 17–20.
discrepâncias entre as citações no texto e na lista de Todorov, J.C. (1989). A psicologia como estudo de
referências, incluindo o ano de publicação. interações. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 5, 347-352.
Certifique-se de que todas as citações no texto
aparecem na lista e vice-versa. NOTAS DE RODAPÉ
Dados não publicados de dissertações podem
ser citados na lista de referência, mas não é apropriado Em uma página separada, após a lista de
apelar para outros dados não publicados, como aqueles referências, inclua a nota de rodapé denominada “Nota
apresentados em congressos, para apoiar um do Autor”. Este é o local para incluir agradecimentos,
argumento. Tais dados não estão disponíveis para o reconhecimentos e um endereço postal e eletrônico para
leitor examinar. Apresentações em congresso que que os leitores possam solicitar cópia do trabalho e
auxiliam o pesquisador a definir um procedimento ou informação adicional sobre a pesquisa. Evite outras notas
a introduzir um conceito, entretanto, devem ser de rodapé a menos que seja absolutamente necessário
reconhecidas e citadas no texto e referenciada em nota para a clareza do texto. Em geral, se o material é importante,
de rodapé em vez de na lista de referências. inclua-o no texto; se não for importante, remova-o. Notas
Siga as normas do Manual de Publicação da APA de rodapé indispensáveis devem ser endereçadas no texto
(pp.215-281) para formatar as citações e a lista de por números romanos e descritas na seção de Notas de
referências. Segue abaixo exemplos de como devem ser Rodapé.
formatadas as fontes de referência mais comuns.
FIGURAS E TABELAS
Livro
Sobrenome, Iniciais. (ano de publicação). Título. Figuras e tabelas devem ser apresentadas com
Local: Editora. legendas e títulos, cada qual em uma nova página. O
Danna, M.F., & Matos, M.A. (1982). Ensinando título de uma tabela aparece no topo da tabela em caixa
observação. São Paulo: Edicon. baixa e deve indicar seu conteúdo. O título de uma figura
Catania, A.C., & Harnad, S. (Eds.). (1988). The selection deve aparecer abaixo da figura e deve seguir as mesmas
of behavior: The operant behaviorism of B.F. Skinner: Comments especificações das tabelas.
and consequences. Cambridge, MA: Cambridge University Press. Os títulos de tabelas e os cabeçalhos devem tornar
o conteúdo inteligível sem referência ao texto. No caso
Capítulo de Livro de tabelas complexas, descrições detalhadas mas breves
Sobrenome, Iniciais. (ano de publicação). Título podem ser apropriadas como parte do título da tabela.
do capítulo. In Iniciais e sobrenome (Ed.), Título do livro Consulte o Manual de Publicação para uma descrição
(pp. primeira-última página do capítulo). Local: Editora. completa sobre como preparar tabelas.
Catania, A.C. (1988). The operant behaviorism of B. As figuras são especialmente eficazes para mostrar
F. Skinner. In A. C. Catania, & S. Harnad (Eds.), The selection tendências e, em geral, são o foco da seção de Resultados.
of behavior: The operant behaviorism of B. F. Skinner, Comments É importante, portanto, que elas sejam preparadas com
and consequences (pp. 3-8). Cambridge, MA: Cambridge cuidado e com uma formatação efetiva.
University Press. As figuras devem ser enviadas com o arquivo de
Williams, B.A. (1988). Reinforcement, choice, and texto e como arquivos adicionais no formato do software
response strength. In R. C. Atkinson, R. J. Herrnstein, G. que foram originalmente preparadas (Excel ou
Lindzey, & R. D. Luce (Eds.), Stevens’ handbook of experimental Photoshop; jpg, tiff ou pict; 300 dpi).
psychology: Vol.2. Learning and cognition (pp. 167-244). New As figuras devem ser completas e suficientemente
York: Wiley. claras para serem compreendidas sem o título.

148
PREPARAÇÃO DE MANUSCRITO

Utilize o espaço de forma eficiente; coloque as Numere todas as figuras consecutivamente com
legendas no espaço em branco dentro dos limites da figura. numerais Arábicos e na ordem que aparecem no
Os símbolos, curvas e marcações de registro-cumulativo manuscrito. Indique o local aproximado que cada figura
devem ser rotuladas de maneira apropriada. deve aparecer no texto (e.g., INSIRA A FIGURA X).
Quando preparar uma ilustração de página inteira, Escreva o número da figura no canto superior
considere que o espaço deve contemplar também o título. direito de cada figura, junto com o nome do primeiro
As figuras podem ser reduzidas durante o processo de autor.
diagramação. Títulos. Os títulos das figuras devem ser concisos,
Evite tipos achatados, com linhas grossas e não mas suficientemente completos para as figuras serem
utilize negrito. As letras e números em fontes altas, compreendidas sem necessidade de recorrer ao texto. Na
estreitas e com linhas finas são reproduzidas com melhor versão publicada do artigo, as figuras serão colocadas
visibilidade (e.g., Helvética ou Arial). Letras com próximas às descrições correspondentes no texto.
tamanho uniforme, em caixa alta ou baixa que melhor Conseqüentemente, o texto não deve duplicar a descrição
se ajustem à área disponível podem ser utilizadas. É no título.
melhor utilizar caixa alta e baixa de um tamanho legível ANEXO
do que utilizar apenas letras maiúsculas de tamanho
menor e mais difícil de ler. O Apêndice deve ser apresentado em página nova,
O mesmo estilo de fonte deve ser consistentemente depois da seção de Referências. Todas as páginas devem
utilizado em todas as figuras. ser numeradas consecutivamente, em espaço duplo. Os
Quando for possível, mantenha informações anexos devem ser preparados apenas se for realmente
explicativas (identificação dos sujeitos, número de sessão, essencial para a compreensão do texto. Os autores podem
etc.) no corpo da figura em vez de acima, abaixo ou ao lado. preferir informar os leitores através de uma nota sobre
Símbolos dos dados. Quando símbolos vazios forem quais instrumentos ou outros materiais estão disponíveis
escolhidos para representar os dados, utilize linhas finas e como consegui-los. Todos os anexos devem ser indicados
em símbolos que sejam grandes o suficiente para, no caso no texto e identificados com letras maiúsculas (A, B, C,
de necessidade de redução, garantir a distinção entre as etc.).
diferentes formas utilizadas (círculo, triângulo e
quadrado). TERMOS TÉCNICOS E ABREVIAÇÕES
Eixos e linhas. Evite linhas pesadas nos eixos porque
elas podem dar a impressão de que as fontes finas e os Termos Técnicos. Os termos técnicos não são
símbolos utilizados na figura estão desproporcionalmente familiares a ninguém. Tais termos são necessários para a
finos. precisão do texto e não podem ser eliminados, mas eles
Forneça marcas suficientemente espaçadas dos devem ser explicados. Tal explicação geralmente pode
valores das escalas nos dois eixos, para evitar uma aparência ser incorporada no texto quando o termo é utilizado pela
muito cheia, mas permitir uma leitura razoavelmente primeira vez, como no exemplo: Na presença de um
precisa dos valores de x e y dos dados. Evite linhas grossas estímulo, o SD, bicadas eram reforçadas; na presença de
para representar funções teóricas ou para unir os pontos. outro estímulo, o SΔ, bicadas não eram reforçadas. Não
Se tipos diferentes de linha forem utilizados para unir os introduza termos técnicos desnecessários. Pode ser muito
pontos, escolha as linhas tracejadas com cuidado; os útil consultar um glossário de termos técnicos.
espaços entre traços devem ser suficientes para manter as Abreviações. Não utilize abreviações no título; elas
separações no caso de redução da figura. podem ser utilizadas de forma moderada no resumo para
Não coloque moldura na figura. melhorar a clareza. Não inicie frases com abreviações (ou
Submeta as figuras no tamanho real que deseja na numerais). Não abrevie experimentador com E, sujeito
publicação para largura de uma ou duas colunas para como S, número como N, ou resposta como R. Não
que os revisores e editores possam julgar a sua adequação. introduza abreviações desnecessariamente. Economia de
As dimensões e proporções das páginas da revista são: espaço raramente justifica abreviações, embora elas
altura 21 cm; largura de uma coluna 7.0 cm; e largura de algumas vezes podem ser úteis para fins de concisão, tais
duas colunas 14.5 cm. como frases em Latin (i.e., e.g., etc.) usadas entre

149
REBAC/BJBA

parênteses, e com unidades físicas padrões (cc, dB, kg, baseadas nos comentários dos revisores devem enviar ao
ml, N, mA, s) quando acompanhadas por número. Essas Editor a cópia digital (rebac.bjba@gmail.com) do
unidades não são seguidas por ponto exceto quando manuscrito revisado, juntamente com uma carta que
ocasionar confusão, como in. para inch no meio do texto descreve todas as mudanças introduzidas no manuscrito.
em inglês. As palavras Figura e Experimento, mesmo Nos casos em que os autores decidiram não aceitar alguma
quando seguidas por um número, não são abreviadas no modificação sugerida, eles devem justificar tal decisão. O
texto. Para uma discussão completa sobre a utilização de conteúdo desta carta sem a identificação da autoria e o
abreviações, veja pp. 103-111 do Manual de Publicação. manuscrito revisado serão enviados a um membro do
Corpo Editorial ou ao Editor Associado responsável para
REVISANDO O MANUSCRITO E NORMAS PARA A SUBMISSÃO a revisão final.
DA VERSÃO FINAL ACEITA
REVISÃO FINAL
Os autores dos manuscritos aceitos e que não
precisam realizar modificações substanciais devem enviar Antes de enviar os manuscritos para impressão, o
ao Editor uma cópia digital (rebac.bjba@gmail.com) da Editor enviará a cópia do artigo diagramado para uma
versão final acompanhada por carta assinada por todos revisão final do autor. Essa revisão deverá ser feita em
os autores, indicando que os direitos autorais de dois dias úteis e as modificações de forma necessárias
reprodução e divulgação do artigo serão da Revista antes da impressão devem ser informadas ao Editor até
Brasileira de Análise do Comportamento. esse período. No caso dos autores não enviarem o
Os autores de manuscritos recomendados para manuscrito com as últimas revisões, o Editor assumirá
publicação sob a condição de que sejam feitas revisões que os autores aceitaram o material na sua forma corrente.

150
PREPARAÇÃO DE MANUSCRITO

LISTA PARA CONFERÊNCIA DO AUTOR

Faça uma revisão cuidadosa do ( ) Folha de rosto sem o nome dos autores
manuscrito antes de submetê-lo. Erros ( ) Resumo em Português
gramaticais e ortográficos causam uma ( ) Palavras-chave em Português
impressão de descuido do autor e podem ( ) Resumo em Inglês
influenciar a avaliação do seu trabalho. Leve ( ) Palavras-chave em Inglês
em consideração as regras e padrões relativos à ( ) Referências em espaço duplo (conferi a
língua e às exigências da revista. Confira os formatação e verifiquei se todas as
seguintes itens: informações foram fornecidas para cada
referência, e se todas as referências citadas no
Primeira submissão texto foram incluídas na lista)
Envie para rebac.bjba@gmail.com ( ) Notas (somente as realmente essenciais,
(endereçado ao Editor e com cópia para todos como a Nota do autor)
os autores): ( ) Tabelas e Figuras (confira se a localização
que deve aparecer no texto foi indicada e se o
1) Mensagem eletrônica ao Editor formato e tamanho estão de acordo com as
submetendo o manuscrito à avaliação na instruções para submissão)
ReBAC e incluindo o título do trabalho, o ( ) Anexo (apenas se realmente essencial).
nome dos autores, o número de figuras, tabelas
e arquivos anexados à mensagem. Manuscrito Revisado
Envie para rebac.bjba@gmail.com
2) Carta de Encaminhamento ao Editor com o (endereçado ao Editor e com cópia para todos
nome dos autores e título do manuscrito os autores):
contendo: ( ) Carta ao Editor especificando todas as
( ) autorização para o periódico conduzir o mudanças feitas no texto e justificando aquelas
processo editorial; sugestões não atendidas
( ) afirmação de que todos os procedimentos ( ) Manuscrito revisado (utilize novamente a
éticos foram respeitados; lista de conferência do manuscrito; inclua
( ) afirmação de que o manuscrito não está novamente a primeira folha de rosto com a
sendo avaliado e nem será submetido à avaliação identificação dos autores que foi retirada no
em outra revista durante o processo editorial processo editorial).
em curso na ReBAC. Manuscrito Aceito
Envie para rebac.bjba@gmail.com
3) Cópia digital do manuscrito (formato Rich (endereçado ao Editor e com cópia para todos
Text, WordPerfect ou MS-Word Windows ou os autores):
Macintosh). O manuscrito deve estar de acordo ( ) Carta ao Editor afirmando que os direitos
com as normas da revista e autorais são da revista, assinada por todos os autores
CUIDADOSAMENTE revisado: ( ) Versão final do manuscrito, totalmente
( ) Espaço duplo conferido (nenhuma mudança de conteúdo será
( ) Folha de rosto com nome dos autores aceita após o envio desta versão, portanto
(inclui nota do autor com o endereço e e-mail assegure que uma revisão completa foi feita antes
para correspondência e agradecimentos) de enviar a versão final).

151
B RAZILIAN J OURNAL OF B EHAVIOR A NALYSIS
Guide for preparation of papers

The Brazilian Journal of Behavior Analysis is a


biannual publication which aims to disseminate Behavior EVALUATION PROCESS
Analysis in Brazil and abroad, including original work in
the format of theoretical article, conceptual analysis, Manuscripts will be evaluated by at least two
research report and brief research report in Portuguese or reviewers, members of the editorial board or ad hoc
English. The journal will also include articles which help reviewers. The first page with author names will be
to build the history of Behaviorism and Behavior Analysis omitted for reviewers. Authors are responsible for
and the translation to Portuguese of classical articles. information that allows identification of authorship of
the manuscript.
SUBMISSION INFORMATION
ETHICAL CONSIDERATIONS
To ensure a fast and efficient editorial process, check
that the manuscript conforms to the journal’s guidelines, Treatment of Subjects.
with Portuguese or English grammar and style. Any unusual procedural features of reported
Manuscripts and all correspondence should be experiments that might have stressed the experimental
sent to the Editor at rebac.bjba@gmail.com. subjects should be justified in the stated rationale for the
Correspondence between the Editor and submitting experiment. Reviewers are encouraged to comment on
author on matters related to the review process will be the appropriateness or inappropriateness of such features
via e-mail only. when they are encountered. Further, it is assumed that
The submission e-mail message should indicate the research submitted for publication in BJBA conforms to
title of the manuscript, author names, the number of the APA Ethical Principles of Psychologists. Manuscripts
figures, tables, and files attached to the message. suspected of violating these principles will require revision
Manuscripts submitted to BJBA should conform justifying the methods and techniques used. Additional
the style and organization described in the Publication information about APA Ethical Principles may be found
Manual of the American Psychological Association (5th in the March 1986 issue of the Journal of the
edition, 2001) and should use similar guidelines from Experimental Analysis of Behavior and in the APA
the Journal of the Experimental Analysis of Behavior. Only Guidelines for Ethical Conduct in the Care and Use of
the Manuscripts conforming to these requirements will Animals.
be evaluated. Retaining and Sharing Data.
The manuscript should be submitted as a rich It is not uncommon for authors of published
text file or MS-Word file to rebac.bjba@gmail.com. No papers to receive requests for the original (raw) data from
paper copy sent by post will be accepted. which the summary data in the paper were derived. The
Each manuscript should be accompanied by a requesting individual might wish to analyze the data in
covering letter to the editor stating that: (1) authors agree a different way, perhaps to examine the adequacy of a
to the journal conducting the editorial process, (2) the model or to consider the plausibility of an alternative
study was conducted according to ethical principles, and interpretation. Authors are expected to comply with such
(3) the manuscript will not be submitted to another requests cooperatively and promptly. Authors should
journal at the same time as submitted to BJBA. The retain the original data for a period of at least 5 years
letter should have the name of all authors. Manuscript from the time of publication.
and letter files should be sent by e-mail to the Editor
and copied to all authors. FORMAT AND ORGANIZATION
The editorial process only begins if manuscripts
fulfill the requirements above. Non-conforming Type the manuscript with 3.2-cm (1.25-in)
manuscripts will be returned to authors for modifications. margins, double spaced throughout (including
Manuscripts will be immediately acknowledged references, figure captions, and tables). Use font Times-
by the Editor. New Roman size 12 point. Articles should be no more

152
PREPARAÇÃO DE MANUSCRITO

than 40 pages including references, tables, etc. In order · Forth page – Abstract. Fourth page should include.
to make desktop publishing tasks easier and faster, 1. Abstract in English should be maximum of 200
authors are asked to use WordPerfect or MS-Word for words long.
Windows or Macintosh, as well as for applying a 2. Keywords in English: minimum of three and maximum
minimum of commands. Only one font should be used. of five, typed in lower-case letters and separated by a colon.
Bold, italic, and other style elements should not be Keywords should be equivalent to Palavras-chave and also
used. Words which must appear in italic in the printed listed in descending order of importance. Consult the
text should be underlined in the manuscript. Index in number 2 of each Volume of BJBA for suggestions.
Organize the manuscript in the following sequence: Attention: Abstracts in Portuguese and English should
be equivalent and complete with no more than 20 lines.
· First page – Cover page with author names. Cover page Abstracts should summarize the aims of the study, the general
should include: procedure, the major findings and the conclusions drawn
1. Title both in Portuguese and English (maximum of from the experimental work. Do not use abbreviations unless
15 words). Translation to Portuguese may be required to they provide clarity, and avoid reference citations except when
the Editor by non-Portuguese speaking authors. necessary to make an important point. Avoid uninformative
2. All author names. or unspecific sentences such as: “Several explanations of the
3. Institutional affiliation and country of each author. results were discussed”.
4. Short title in the language that the manuscript was
written, which will appear at the top of odd-numbered · Fifth and successive pages – Body of the article. The text
pages. This title should not exceed 4 words. including an Introduction (not labeled as such) followed
5. Complete mailing address, including zip (post) by Method, Results, and Discussion. Depart from this
code, telephone number, and e-mail address of organization only when necessary for clarity. In some
corresponding author. cases, Results and Discussion can be presented together,
6. Author Note with acknowledgments at least address although this procedure is not recommended.
and e-mail for correspondence should appear in
footnote. After the text, start each of the following in order
Note: Manuscripts are sent to reviewers without the on a separate page: References, Author Note, Footnotes,
identification of authors. Therefore, the title page must Tables, Figure Captions, Figures, and Appendixes.
be the only one stating manuscript’s authorship. The Note: Use no more than 5 levels of section and
authors alone are responsible for ensuring that no element subsection.
in the text be able to identify their authorship.
BODY OF THE ARTICLE
· Second page – Cover page without author names. This
page should include: Title in Portuguese and English, This part of the manuscript should start in a new
and suggested running head in the language that the page. All pages from this point on should be numbered
manuscript was written. consecutively starting from number five (5). Subtitles
should be formatted according to APA guidelines with
· Third page – Resumo. Third page should include: the limit of 5 levels.
1. Abstract in Portuguese (maximum of 200 words long). An article communicates new procedures and
Translation to Portuguese may be required to the Editor findings and therefore should be clear and concise.
by non-Portuguese speaking authors. Use short and direct statements. Procedures and the
2. Keywords in Portuguese: minimum of three and resulting behavior are described as having occurred
maximum of five, typed in lower-case letters and in the past. General principles, presumably true for
separated by a colon. List key words in descending order all time, are discussed in the present tense. If an author
of importance, with the only exception being that the can justify violating a convention, the resulting usage
response under study and the species of the subjects should be consistent throughout the text. The
should be listed last. Consult the Index in number 2 of Publication Manual (pp. 70–76) presents techniques
each Volume of BJBA for suggestions. for reducing bias in many conventional expressions.

153
REBAC/BJBA

INTRODUCTION and measures of intellectual functioning for individuals


likely to be outside the normal range.
The Introduction (not labeled as such) should Apparatus. Provide enough information to permit
provide a succinct rationale for the study. It should make replication.
clear which questions about principles are being Stimuli. Include pictures or diagrams of difficult-
addressed and why these questions might be interesting to-describe stimuli.
to answer. The Introduction should mention the relevant Procedure. Provide a well-organized description of
literature and identify gaps which the research is designed what was done. It often helps to indicate briefly the
to fill. rationale for the various conditions. For human subjects,
Citation rules should be observed. Attribution include a verbatim copy of all instructions given.
to authors and indication of publication dates of all
cited works should be given. All author names should RESULTS
be followed by the year of publication when their
works are cited for the first time in each paragraph. This section should provide a coherent, organized,
Literal excerpts of a text should be typed within and objective description of the important effects of the
double quotation marks, and a citation of the page independent variables (e.g., trends and functional
from which they were copied; in the case of extensive relations).
citations (longer than 40 words), their left margin
should be larger than the rest of the text. All citations DISCUSSION
of citations should state their original references,
although this kind of citation should be avoided, The Discussion should focus on how the data
especially when the original can be easily accessed. answer the questions raised in the Introduction and how
However, if needed, author’s last name of the original, they help clarify or extend principles.
date, author’s name of the citation and publication
date should be stated. When several references are REFERENCES
cited in a series in the body of the paper, they should
be listed in alphabetical, not chronological, order. This section should start on a new page. References
should be arranged in alphabetical order according to
METHOD the surname of the author and should be typed with
double spacing. The use of a blank space between
The description of the method should enable the references is not allowed. Each reference should appear
reader to comprehend what was done and to replicate as a new paragraph. A hanging indent at left margin
the study. should be used (a simple tab indent). Authors are
Subjects. This section should describe the relevant recommended to carefully review the journal’s rules before
characteristics of the subjects. As noted in the Publication preparing bibliographical references, in order to meet all
Manual (p. 19), nonhuman animal subjects should be criteria.
identified by genus, species, and strain or by the name The text should make adequate contact with
and location of the supplier (stock designation). Provide relevant literature through references.
relevant information about the number, age, weight, Check each reference against the original source.
physiological condition, and the general treatment and Do not depend on other reference lists as they can
handling of animals. Include information about the be wrong.
animals’ experimental histories and the manner of Double check for discrepancies between citations
determining reduced weights. Nonhuman subjects in the text and the reference list, including the year of
should be described by its species rather than its phylum. publication.
For example, ‘‘pigeon’’ should be used rather than ‘‘bird’’ Be sure all references in the text appear on the list,
when describing the former subjects. For human and vice versa.
subjects, include information, as relevant, on such factors Unpublished data from dissertations may be cited
as gender, use of psychoactive drugs, clinical diagnosis, in the reference list, but it is not appropriate to appeal to

154
PREPARAÇÃO DE MANUSCRITO

other unpublished data, such as those presented at place to include acknowledgments and an address
meetings, to support an argument. Such data are not (including e-mail) so that readers can request a reprint or
available in archival form for readers to examine. A additional information about the research. Avoid other
contribution at a meeting that established a researcher’s footnotes unless absolutely necessary for clarity. In
priority in devising a procedure or introducing a concept, general, if the material is important, include it in the
however, should be acknowledged in the text and text; if it is unimportant, delete it. Indispensable footnotes
referenced in a footnote instead of in the reference list. should be identified in the text by Arabic numbers, and
Follow the guidelines in the Publication Manual appear on the same page under the title “Notes”.
(pp. 215–281) for the format of citations and the
reference list. Find below examples of the common FIGURES AND TABLES
sources of reference:
Figures and tables should be presented along with
Book their respective captions and titles, each one on a new
Surname, Initials. (publication year). Title. Place: page. The title of a table should appear at the top of it in
Editor. lower case and should indicate its contents. The title of a
Danna, M.F., & Matos, M.A. (1982). Ensinando figure should appear below it and should follow the
observação. São Paulo: Edicon. same specifications for tables.
Catania, A.C., & Harnad, S. (Eds.). (1988). The selection Table title and headings should make the contents
of behavior: The operant behaviorism of B.F. Skinner: Comments intelligible without reference to the text. For complex
and consequences. Cambridge, MA: Cambridge University Press. tables, brief but detailed descriptions may be appropriate,
to be presented as part of the table title. Tables should
Book Chapter not exceed 7.0 x 21 cm (single column) or 14.5 x 21.0
Surname, Initials. (publication year). Chapter title. cm (double column), including titles. For a full discussion
In Initials and Surname (Ed.), Book title (pp. first-last on how to prepare tables, see the Publication Manual.
chapter page). Place: Editor. Figures are especially effective for revealing trends
and are often the focus of the Results section. It is
Catania, A.C. (1988). The operant behaviorism of B.F. Skinner. important that they be prepared carefully and with
In A. C. Catania, & S. Harnad (Eds.), The selection of behavior: The effective design.
operant behaviorism of B.F. Skinner, Comments and consequences (pp. 3- Figures should be sent with text file and as
8). Cambridge, MA: Cambridge University Press. additional files in original software format (Excel or
Williams, B.A. (1988). Reinforcement, choice, and Photoshop; jpg, tiff or pict; 300 dpi)
response strength. In R. C. Atkinson, R. J. Herrnstein, G. Figures should be complete and clear enough to
Lindzey, & R. D Luce (Eds.), Stevens’ handbook of experimental be understood without the caption.
psychology: Vol.2. Learning and cognition (pp. 167-244). New Use space efficiently; place legends in white space
York: Wiley. within the borders of the figure. Symbols, curves, and
cumulative-record markings should be appropriately labeled.
Article in Scientific Journal When preparing a full-page illustration, consider
Surname, Initials. (publication year). Article title. that space must be allowed for the caption. Figures may
Journal, Volume, first-last page. be reduced during the editing process.
Petroski, H. (1995). Soft graphics. American Scientist, Avoid squat, heavy-lined, boldface type. Tall,
83, 17–20. narrow letters and numbers having thin lines reproduce
Todorov, J.C. (1989). A psicologia como estudo de well (e.g., Helvetica or Arial font). Lettering uniformly
interações. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 5, 347-352. sized, capitals or upper and lower cases may be used to
fit in the area available. It is better to use upper and
FOOTNOTES lower cases in a readable size than it is to use all capitals in
a smaller, more-difficult-to-read size.
On a separate page following the references, The same font style should be used consistently
include a footnote labeled ‘‘Author Note.’’ This is the on all figures.

155
REBAC/BJBA

Where possible to do so without obscuring the consecutively numbered, with double spacing. Annexes
data presented, keep explanatory matter (subject should be prepared only if they are really essential for
identification, session number, and so on) within the the understanding of the text. Authors can choose to
body of the figure rather than above, below, or to one inform readers through a note on what instruments or
side. other material are available and how to get them. All
Data points. Unfilled data points must be appendixes should be indicated in the text, and
constructed of thin lines and must be large enough so identified with capital letters (A, B, C, etc.).
that reduction will neither make different shapes
indistinguishable nor fill in unfilled circles, triangles and TECHNICAL TERMS AND ABBREVIATIONS
squares.
o Axes and lines. Avoid heavy lines for axes Technical terms. Technical terms are not familiar
because they may make thin-lined lettering and data to everyone. Such terms are necessary for precision
points appear disproportionately light. Crop the vertical and cannot be eliminated, but they should be
and horizontal axes. Provide scale marks along both explained. This explanation usually can be
axes spaced sufficiently to avoid a crowded appearance incorporated into the text when a term is first used.
but to permit a reasonably accurate reading of the x For example: In the presence of one stimulus, the
and y values of the data points. Avoid heavy lines to SD, pecks were reinforced; in the presence of the
represent theoretical functions or to connect data points. other, the SD, pecks were not reinforced. Do not
If different kinds of lines are used to connect data introduce unnecessary technical terms. It may be
points, choose broken lines carefully; the spaces at the useful to consult a glossary of technical terms.
breaks must be open enough to be readily evident when Abbreviations. Do not use abbreviations in the
reduced. title; they may be used sparingly in the abstract to
Do not frame the figure. improve clarity. Do not begin sentences with
Submit figures in the actual size for publication abbreviations (or numerals). Do not abbreviate
in one-column or two-column width so that reviewers experimenter as E, subject as S, number as N, or
and editors can judge their adequacy. Dimensions and response as R. Do not introduce abbreviations
proportions of the journal’s page are: unnecessarily. Space saving rarely justifies
Height: 21 cm. abbreviations, though abbreviations sometimes may
Single-column width: 7.0 cm. be useful for conciseness, such as with common Latin
Double-column width: 14.5 cm. phrases (i.e., e.g., etc.) used parenthetically, and with
Number all figures consecutively with Arabic standard physical units (cc, dB, kg, ml, N, mA, s)
numerals in the order in which they appear in the when accompanied by numbers. The latter are not
manuscript, indicating their placement in the text (e.g., followed by periods except to avoid confusion, as
INSERT FIGURE X ABOUT HERE). in. for inch. The words Figure and Experiment, even
o Write the appropriate figure number in the when followed by a number, are not abbreviated in
upper right corner of each figure, along with the first the text. Do not abbreviate terms for combinations
author’s name. of schedules (e.g., multiple, concurrent). For a fuller
Captions. Figure captions should be concise but discussion of the use of abbreviations, see pp. 103–
complete enough that figures can be understood without 111 of the Publication Manual.
reference to the text. In the published version of the
paper, figures will be placed close to the corresponding REVIEWING THE MANUSCRIPT AND GUIDELINES BEFORE
passages in the text. Consequently, the text should not SUBMITTING THE FINAL VERSION
duplicate material in the captions.
Authors of accepted manuscripts not requiring
APPENDIX significant changes should send to the Editor a digital
copy accompanied by a statement signed by all authors
The Appendix should be presented on new indicating that the copyright will be held by Brazilian
pages after the references. All pages should be Journal of Behavior Analysis.

156
PREPARAÇÃO DE MANUSCRITO

Authors of manuscripts recommended for Associate Editor are responsible for the final decision.
publication with the condition that revisions be made FINAL REVIEW
according to the comments of the reviewers should
send to the Editor the revised manuscript by e-mail, Before sending manuscripts for printing, the
accompanied by a letter describing all changes Editor will send galleys for authors’ revision. This revision
introduced in the manuscript. In the case authors should take two working days, after which the
decide not to accept some of the suggested changes, manuscript should be sent back to the Editor. In the
they should justify such a decision. This letter and case authors do not send the manuscript back indicating
the revised manuscript will be sent to a member of corrections, the editor will assume that authors have
the Editorial Board for a final review. The Editor and accepted the material in its present form.

157
C. B. FERSTER

CHECKLIST

Carefully review your manuscript before for correspondence and acknowledgement)


submitting. Take into account all rules and ( ) title page without author names
standards relating to language and journal ( ) abstract in Portuguese
requirements. Check the following items. ( ) keywords in Portuguese
( ) keywords in English
First submission ( ) references in double spacing (check format
Send to rebac.bjba@gmail.com (addressed and complete information for each reference
to the Editor and copied to all authors): item, as well as the inclusion of all references
mentioned in text)
1) Submission e-mail message containing: title ( ) Notes (if essential, except Author note)
of the manuscript, author names, the number ( ) Tables and Figures (check if their location
of figures, tables, and files attached to the in the text is indicated and if format and size is
message. according to submission instructions)
( ) Appendix (if really essential).
2) Accompanying letter to the Editor with all
author names containing: Reviewed manuscript
( ) authorization to journal to begin editorial Send to rebac.bjba@gmail.com (addressed
process; to the Editor and copied to all authors):
( ) statement assuring that all ethical ( ) Letter to the Editor specifying all changes
procedures have been respected; made in the text and justifying those
( ) statement assuring that the manuscript suggestions not accepted
will not be submitted to another journal at ( ) Revised manuscript including first page
the same time as submitted to BJBA. with authors’ name

3) Digital copy of the manuscript (rich text, Accepted manuscript


WordPerfect or MS-Word in Windows or Send to rebac.bjba@gmail.com (addressed
Macintosh format) should be sent to to the Editor and copied to all authors):
rebac.bjba@gmail.com. Manuscript should be ( ) Letter to the Editor assigning the copyright
in accordance to journal’s guidelines, and exclusively to the journal, signed by all authors
CAREFULLY reviewed: ( ) Final version of the manuscript (no other
( ) double spacing changes will be accept in the manuscript,
( ) title page with author names (include therefore be sure a complete review was made
author note with at least address and e-mail of the whole text before sending it).

158
PSICOTERAPIA E COMPORTAMENTALISMO

BRAZILIAN GRADUATE PROGRAMS IN BEHAVIOR ANALYSIS

Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento

Instituto de Filosofia e Ciências Humanas


Universidade Federal do Pará

Cursos: Mestrado e Doutorado

Docentes da área de Análise do Comportamento:

Carla Cristina Paiva Paracampo


Carlos Barbosa Alves de Souza
Emmanuel Zagury Tourinho
Eleonora Arnaud Pereira Ferreira
Grauben José Alves de Assis
Luis Carlos de Albuquerque
Marcelo Quintino Galvão Baptista
Marcus Bentes Carvalho Neto
Marilice Fernandes Garotti
Olavo de Faria Galvão
Olívia Misae Kato
Romariz da Silva Barros

Informações adicionais: www.ufpa.br/ppgtpc


Contatos: (91) 3201-7662 ou comporta@ufpa.br

159
BRAZILIAN GRADUATE PROGRAMS IN BEHAVIOR ANALYSIS

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA EXPERIMENTAL

Áreas de concentração:

ANÁLISE EXPERIMENTAL DE CONTINGÊNCIAS COMPORTAMENTAIS


COMPORTAMENTO ANIMAL E ETOLOGIA HUMANA
PROCESSOS COGNITIVOS, AFETIVOS E SOCIAIS NO SER HUMANO
PROBLEMAS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PESQUISA PSICOLÓGICA

Departamento de Psicologia Experimental


Universidade de São Paulo

Cursos: MESTRADO E DOUTORADO

Docentes da área de concentração em Análise do Comportamento


Gerson Aparecido Yukio Tomanari
Maria Helena Hunziker
Maria Martha Costa Hübner
Maria Teresa Araújo Silva
Paula Debert

Página da internet para obter informações adicionais e e-mail para contato www.ip.usp.br

160