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12.
ÍNDICE

FICHAS

Fernando Pessoa – Poesia dos heterónimos –


1 poesia do ortónimo 8 3 Alberto Caeiro 48
As temáticas da poesia do ortónimo 8 As temáticas de Alberto Caeiro 48
Vê como se faz 10 Vê como se faz 50
Ficha 1 – “Isto” 10 Ficha 1 – “XXI – Se eu pudesse trincar a terra toda” 50
Ficha 2 – “A febre do que me suponho.” 12 Ficha 2 – “XXIV – O que nós vemos das coisas são
Ficha 3 – “Sonho. Não sei quem sou neste momento.” 14 as coisas.” 52
Ficha 4 – “Presságio” 16 Ficha 3 – “XXVI – Às vezes, em dias de luz
perfeita e exata” 54
Ficha 5 – “A minha vida é um barco abandonado” 18
Ficha 4 – “XXXIX – O mistério das coisas, onde
Ficha 6 – “Não sei porque é que sou assim.” 20
está ele?” 56
Ficha 7 – “Não sei, ama, onde era” 22
Agora faz tu 58
Ficha 8 – “Maravilha-te, memória!” 24
Ficha 5 – “VI – Pensar em Deus é desobedecer
Agora faz tu 26 a Deus” 58
Ficha 9 – “Contemplo o que não vejo.” 26 Ficha 6 – “X – Olá, guardador de rebanhos” 59
Ficha 10 – “Olha-me rindo uma criança” 27 Ficha 7 – “XIV – Não me importo com as rimas…” 60
Ficha 11 – “Nada sou, nada posso, nada sigo.” 28 Ficha 8 – “XXVIII – Li hoje quase duas páginas” 61
Ficha 12 – As nuvens são sombrias” 29

Fernando Pessoa / Poesia dos heterónimos –


2 Bernardo Soares – 4 Ricardo Reis 62
Livro do Desassossego 30
As temáticas de Ricardo Reis 62
As temáticas de Bernardo Soares 30 Vê como se faz 64
Vê como se faz 32 Ficha 1 – “Sofro, Lídia, do medo do destino.” 64
Ficha 1 – “Eu nunca fiz senão sonhar… 32 Ficha 2 – “Cada um cumpre o destino que lhe
Ficha 2 – “Amo, pelas tardes demoradas de cumpre.” 66
verão…” 34 Ficha 3 – “Prefiro rosas, meu amor, à pátria” 68
Ficha 3 – “Quando outra virtude não haja em Ficha 4 – “Saudoso já deste verão que vejo.” 70
mim…” 36 Ficha 5 – “Da nossa semelhança com os deuses” 72
Ficha 4 – “Releio passivamente, recebendo…” 38 Ficha 6 – “Não tenhas nada nas mãos” 74
Ficha 5 – “O único viajante com verdadeira alma…” 40 Agora faz tu 76
Ficha 6 – “Tudo é absurdo. Este empenha a vida…” 42 Ficha 7 – “Quando, Lídia, vier o nosso outono” 76
Agora faz tu 44 Ficha 8 – “Anjos ou deuses, sempre nós tivemos” 77
Ficha 7 – “Ah, não há saudades mais dolorosas…” 44 Ficha 9 – “Quero dos deuses só que me não
Ficha 8 – “Mas há mais alguma coisa… Nessas lembrem.” 78
© AREAL EDITORES

horas lentas…” 45 Ficha 10 – “Não quero recordar nem conhecer-me.” 79


Ficha 9 – “Recordo-me de repente: ele sabia…” 46
Ficha 10 – “Vou num carro elétrico…” 47

2 ISBN 978 - 9 8 9 -767-317-7


FERNANDO PESSOA
NO EXAME

Poesia dos heterónimos – Exercícios de exame 122


5 Álvaro de Campos 80 1
As temáticas de Álvaro de Campos 80 Fernando Pessoa, poesia do ortónimo 122
Vê como se faz 82 Exercício 1 – Época especial – 2017 122
Exercício 2 – Época especial – 2015 123
Ficha 1 – “Começa a haver meia-noite, e a haver
Exercício 3 – Teste intermédio – 2014 124
sossego” 82
Exercício 4 – 2.ª fase – 2007 125
Ficha 2 – “Depus a máscara e vi-me ao espelho. –” 84
Poesia de Alberto Caeiro 126
Ficha 3 – “Que noite serena!” 86 Exercício 1 – 1.ª fase – 2017 126
Ficha 4 – “Ah, poder exprimir-me todo como um Exercício 2 – Época especial – 2012 127
motor se exprime!” 88 Poesia de Ricardo Reis 128
Ficha 5 – “Na ampla sala de jantar das tias velhas” 90 Exercício 1 – 2.ª fase – 2016 128
Ficha 6 – “Vendi-me de graça aos casuais do Exercício 2 – 1.ª fase – 2013 129
encontro.” 92 Exercício 3 – 2.ª fase – 2009 130
Agora faz tu 94 Poesia de Álvaro de Campos 131
Ficha 7 – “Estou cansado da inteligência.” 94 Exercício 1 – Época especial – 2013 131
Exercício 2 – 1.ª fase – 2011 132
Ficha 8 – “Chega através do dia de névoa alguma
Exercício 3 – 1.ª fase – 2007 133
coisa do esquecimento” 95
Fernando Pessoa, Mensagem 134
Ficha 9 – “Notas sobre Tavira” 96
Exercício 1 – 2.ª fase – 2015 134
Ficha 10 – “Não estou pensando em nada” 97 Exercício 2 – 1.ª fase – Data especial – 2013 135
Exercício 3 – 2.ª fase – 2011 136

Fernando Pessoa –
6 Mensagem 98
Conceitos essenciais
As temáticas de Mensagem 98 2 para o exame 137
Vê como se faz 100
O essencial de Fernando Pessoa 137
Ficha 1 – “O dos Castelos” 100
O essencial da poesia do ortónimo 138
Ficha 2 – “D. Dinis” 102
O essencial de Bernardo Soares, Livro do Desassossego 138
Ficha 3 – “O Infante” 104
O essencial da poesia de Alberto Caeiro 138
Ficha 4 – “O Mostrengo” 106
O essencial da poesia de Ricardo Reis 139
Ficha 5 – “D. Sebastião” 108
O essencial da poesia de Álvaro de Campos 139
Ficha 6 – “O Quinto Império” 110
O essencial de Fernando Pessoa, Mensagem 139
Ficha 7 – “’Screvo meu livro à beira-mágoa.” 112
Ficha 8 – “Nevoeiro” 114
Agora faz tu 116
Ficha 9 – “D. Afonso Henriques” 116 Propostas de resolução
© AREAL EDITORES

Ficha 10 – “D. Fernando, Infante de Portugal” 117


Resolução das fichas 140
Ficha 11 – “Nun´Álvares Pereira” 118
Resolução dos exercícios de exame 152
Ficha 12 – “Calma” 119

3
APRESENTAÇÃO

A quem se destina este livro?

Fernando Pessoa para Exame é um livro destinado a todos os


alunos do 12.º ano que querem ficar bem preparados para o
exame. Neste livro, podem estudar e consolidar todos os temas
presentes na obra de Fernando Pessoa que fazem parte do Pro-
grama e Metas Curriculares de Português:
✓ Poesia do ortónimo;
✓ Bernardo Soares, Livro do Desassossego;
✓ Poesia dos heterónimos
Alberto Caeiro,
Ricardo Reis,
Álvaro de Campos;
✓ Mensagem.

O que inclui este livro?

Este livro inclui fichas e exercícios com 239 questões em torno


da obra de Fernando Pessoa:
114 questões-tipo de exame resolvidas e explicadas pas-
✓ 
so a passo, com notas e dicas de análise textual;
72 questões-tipo de exame com propostas de resolução;
✓ 
53 questões extraídas de provas oficiais, também com
✓ 
propostas de resolução.

O aluno pode também rever os tópicos de conteúdo e os con-


ceitos essenciais do universo pessoano a saber para o exame,
que constituem igualmente uma síntese dos temas abordados nas
fichas de trabalho.
Deste modo, num único livro, o aluno dispõe de todos os re-
© AREAL EDITORES

cursos necessários para praticar para o exame e consolidar os


seus conhecimentos.

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Como funciona este livro?

Neste livro são analisados, passo a passo, com recurso a


esquemas, dicas e notas, poemas e textos representativos dos
conteúdos que podem sair no exame do 12.º ano, respeitantes
à obra de Fernando Pessoa.

Em cada ficha, são explorados os sentidos dos poemas e dos


textos, os elementos simbólicos, a estrutura e a dimensão estilís-
tica, incluindo os recursos expressivos e outros aspetos a ter em
conta na análise de textos.

Para além das fichas com leitura orientada, o aluno dispõe


de exercícios propostos e exercícios extraídos de provas ofi-
ciais, todos com propostas de resolução.

Assim, o aluno ficará mais familiarizado com as técnicas e os


métodos de análise textual necessários para responder correta-
mente a qualquer questão de exame sobre estes conteúdos.

Fernando Pessoa para Exame é um auxiliar de estudo in-


dispensável para o aluno que quer preparar-se eficazmente
para realizar com sucesso a prova de exame de Português –
12.º  ano, permitindo-lhe enfrentar com otimismo e confiança
esta importante etapa do seu percurso escolar.

As autoras
© AREAL EDITORES

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1 Fernando Pessoa – Poesia do ortónimo

Fernando Pessoa – Poesia do ortónimo


As temáticas em tópicos

O FINGIMENTO ARTÍSTICO A DOR DE PENSAR

• Tensão fingimento artístico / sinceridade • Tensões pensar/sentir e consciência/


humana. inconsciência.
• Intelectualização das emoções. • Intelectualização permanente.
• Sobreposição da imaginação ao coração. • Forte consciência do mundo, da vida e da
• Poesia enquanto construção morte.
intelectualizada. • Tendência constante para o pensamento
• Rejeição da espontaneidade e emotividade causador de sofrimento, angústia,
poéticas. inquietação.
• Desejo de inconsciência.
• Impossibilidade de conciliar consciência e
inconsciência.

SONHO E REALIDADE A NOSTALGIA DA INFÂNCIA

• Tédio existencial. • A infância como paraíso perdido.


• Introspeção e autoquestionamento. • Idealização do tempo da infância.
• Estranheza e desconhecimento do «eu». • Saudade intelectual de um passado feliz
• Fragmentação interior. idealizado.
• Refúgio e evasão através do sonho. • Infância – tempo de inocência, felicidade,
inconsciência e unidade.
• Desajuste entre sonho e realidade.
• Impossibilidade de coincidência entre o
• Indistinção entre estados oníricos e reais.
eu-outrora e o eu-agora.

LINGUAGEM, ESTILO E ESTRUTURA


• Utilização de estruturas versificatórias de inspiração tradicional (geralmente, quadra ou quintilha).
• Recurso ao verso curto.
• Uso da rima cruzada (ao gosto popular).
• Linguagem simples, espontânea, sóbria, mas frequentemente com sentido simbólico e metafórico.
• Emprego frequente do presente do indicativo.
• Simplicidade de construção sintática.
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• Predomínio de recursos expressivos simples (antítese, metáfora, anáfora, aliteração, interrogação


retórica…).

8
Fernando Pessoa – Poesia do ortónimo
1

As temáticas em esquema
Outra «leitura» sobre a poesia do ortónimo

As tensões
O fingimento, a Pensar é um tormento e pensar/sentir,
intelectualização das impede que Pessoa viva a consciência/inconsciência,
emoções e a extrema vida em plenitude, por isso pensamento/vontade
lucidez são causas da dor constrói «muros», o que provocam
de pensar. evidencia o isolamento. infelicidade, tédio e
angústia existencial.

Por esse
motivo, Pessoa
inveja o canto
inconsciente da «ceifeira» ou
a irracionalidade do «gato»
e idealiza ser
O desejo impossível de conscientemente
conciliar o sentir e o inconsciente.
pensar coloca Pessoa num
dilema intransponível.

INFÂNCIA SONHO
A ânsia de felicidade está
O mundo fantástico, símbolo sempre do «outro lado», no
da felicidade, pureza, mundo onírico, refúgio
inocência, inconsciência. para a realidade.

Viver dividido entre


Nos sonhos, a
a realidade e o sonho
felicidade é possível, mas
é viver na permanente
a consciência dessa
dúvida de si, no
felicidade provoca o
desconhecimento, causa de
desalento, a angústia e a
fragmentação, divisão
estranheza.
do ser.

O poeta é um ser
amargurado, só, fechado no
seu mundo interior, cheio de
dúvidas, incapaz de ser feliz.
© AREAL EDITORES

9
1 Fernando Pessoa – Poesia do ortónimo

FICHA 2 Fernando Pessoa – Poesia do ortónimo Vê como se faz

Etapa 1 Explorar os sentidos do poema.

Metáfora: traduz o estado de delírio, Dor de pensar


perturbação, inquietação. Dor de ser lúcido

A vida real incita ao sonho.


(vv. 1-6) A febre do que me suponho
Autoanálise O sujeito poético, preso ao
• O sujeito poético Tolda-me a fronte de o pensar. tormento de pensar, sente o
caracteriza-se, com tédio da existência, a amargura
recurso ao presente Mas, se penso, somente sonho, da dor de pensar.
do indicativo e à
1ª pessoa do singular. Porque a febre me faz sonhar.
O sonho surge como evasão.
5 Num intervalo de mim mesmo
(vv. 7-10) Vive o drama de ser
Efeitos da consciência do Durmo desperto sem razão, consciente e sonhar.
sonho
• Desconhecimento;
E sou um encontrar-me a esmo
Paradoxo
• Silêncio e vazio interior; Entre silêncios em desvão. É ténue a distância (o intervalo)
• Tédio existencial; que separa a realidade
• Perturbação e inquietação; do sonho.
Delírio de quem o não tem,
• Desassossego e
angústia. 10 Sonho que não me faz dormir – Marca da indefinição.

(vv. 11-12) Isto não é nem mal nem bem, O sujeito poético sabe que o
Conclusão da autoanálise sonho é impossível de realizar.
• Expressão da indefinição;
Não é pensar nem é sentir.
• Incapacidade de conciliar
Causa de insónia.
o pensar e o sentir. [15-9-1934]
• Lamento;
• Tom disfórico;
• Tédio existencial.
Fernando Pessoa, Poesia 1931-1935 e não datada,
ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine,
Assírio & Alvim, 2006.

Confere as temáticas presentes no poema e os aspetos de linguagem, estilo e estrutura.

TEMÁTICAS LINGUAGEM, ESTILO E ESTRUTURA


• Dor de pensar • Utilização da quadra
• Intelectualização permanente • Recurso ao verso curto
• Refúgio no sonho / nos estados de ilusão • Rima cruzada
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• Tensão sentir / pensar • Linguagem simples


• Tensão consciência / inconsciência • Emprego do presente do indicativo
• Tédio, angústia existencial

12
Fernando Pessoa – Poesia do ortónimo
1
Etapa 2 Interpretar e responder aos itens, tendo em conta os verbos de comando (formas verbais que introdu-
zem as questões e orientam para um determinado objetivo).

1. Explicita o estado de espírito do sujeito poético, tendo em conta o conteúdo da primeira quadra e a
conjunção «Mas» (v. 3).
Tópicos de resposta
O que deves fazer? • estado febril, perturbação e inquietação, fruto da permanente intelectualização;
• Esclarecer, explanar os sentimentos do • tentativa, através do sonho, de aniquilação do pensamento / fuga à dor de pensar;
sujeito poético, o seu estado de alma, • a «febre» faz sonhar, desperta estados oníricos;
recorrendo a expressões textuais para • a conjunção «Mas» acentua a ideia de que o sonho provoca o delírio, a perturba-
melhor fundamentação. ção interior – quanto mais perturbado, mais sonha.

Dica. Consulta os esquemas das páginas Exemplo de resposta


8 e 9. Na primeira estrofe, constata-se que o sujeito poético se encontra
num estado febril, a sonhar («A febre do que me suponho»), e tenta,
através do sonho, aniquilar o pensamento e encontrar um certo
conforto na alma. No entanto, a certeza de que a «febre» de sonhar
provoca ainda mais delírio emocional é acentuada pela conjunção
«Mas», colocando em evidência toda a sua angústia e inquietação.

2. Clarifica o sentido contraditório do verso «Durmo desperto sem razão» (v. 6), tendo em conta o contexto.
Tópicos de resposta
O que deves fazer? • divisão entre consciência e inconsciência;
• Tornar claro ou expor claramente o sen- • o pensamento – causa de angústia;
tido do verso, não esquecendo que se • o sonho – tentativa de fugir à inquietação;
insere num determinado momento textual. • o vazio interior.

Paradoxo – associação de ideias ou pala- Exemplo de resposta


vras de sentido contraditório, num dado O sujeito poético assume dormir acordado, ou seja, estar dividido
contexto discursivo. Trata-se de conceitos entre a consciência e a inconsciência. Neste sentido, o paradoxo
ou situações incoerentes, dado que a exis- «Durmo desperto» acentua a contradição que domina a existência
tência de um implica a anulação do outro.
Ex.: «Durmo desperto»
do «eu»: por um lado, estando «desperto» e consciente, o pensa-
Expressividade: sugere a estranheza, a mento é causa de angústia; por outro, o sonho permanente
complexidade, a contradição, a conflituali- («Durmo»), como tentativa de fugir ao pensar e à inquietação, traz
dade, o absurdo de uma situação ou ideia. apenas o vazio interior e o silêncio.

3. Mostra a expressividade da repetição das palavras «não» e «nem» usadas na última estrofe.
Tópicos de resposta
O que deves fazer? A repetição das palavras «não» e «nem» acentua
• Comprovar, fundamentar a importância e • a impossibilidade de o «eu» encontrar o que procura: uma saída para a realidade
o sentido que as palavras de cariz nega- de ser pensante / ser consciente;
tivo adquirem. • a perturbação, a angústia interior;
• a indefinição e a não conciliação entre o sentir e o pensar.
Nota. Se estiveres com atenção na leitura
e sequência das ideias expressas pelo Exemplo de resposta
sujeito poético, ao longo do texto, conse- O sujeito poético conclui que todo o esforço para se afastar da rea-
gues perceber que a última quadra apre- lidade, da dor de pensar, «não» lhe trouxe nada de mal, mas tam-
senta uma conclusão de caráter disfórico. bém nada de bom, portanto, o esforço foi de certo modo em vão,
conduzindo a uma apatia que o impede de se definir.
Assim, aquilo que o eu lírico procura e quer é algo que sabe ser
impossível, daí a referência a «não dormir», à contínua inquietação.
Vive dividido entre o «não» pensar e o «não» sentir, ideia reforçada
pela repetição das palavras «não» e «nem».
© AREAL EDITORES

Compara poemas e consolida conhecimentos: Ficha 3 – Sonho. Não sei quem sou neste momento., pág. 14.

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