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Joao Fragoso e Manolo Florentino O arcaismo como projeto Mercado atlintico, sociedade agréria elite mercantil em uma eco mis rdia = ee moc , = # edigiorevinacampliads = is? =: i a 909 193 CoPYMGHT 9 Jot Fapsoe Ml Foxrian, 20 ZAOOOYS3A IY om QUS:cADPOR he cma tees ce Deaepiaec oxrogeince ‘Bon one oft Le Sous Lee 158k 5 REINIOD2EL.K00 2 SET ORNS a ee ection, Manco, 188. "Qurna cno rfc mec dan scedade P6850 te dn ec am tna semaine tdi {Wo oe fneioy 1590 140 Manolo Foren © oo 1, _Feeo Re de nes Cota 102% ‘Agtoices Ban 8520005343 1st ~Mina—Peod clea 100: asl = Dino = Hii 3. Ba ‘Seniniae 1 Tia cop - 98105, 10480 BU 9m soon Tons oso sera. Psi 9 mp, manne 8 ‘Tanne de pes eine ne Se garogee eyo pein Sracegl po exrea. Dict det eo adgudoe pe Eoifons CvIZAGAO MRASILEIRA rte DISTRISUIDORA RECORD DE SERVIGOS TE IMPRENSA 5. [es Aang 7, ao trae sd onto, Rh, ro, 2921300 {eo a) 386300 EDIDOS PELO REEMBOLSO TOSTAL, (Cate oa 23082, ode fret RJ = 20928970 Ingen ro Bea ar para Renato Rocha Pitzer, in memoriam Sumério rirlockmstessacio 9 rerloeamasemeegio 11 ewrnwos Introdugio. 15 ‘ovina Interpretagées 23 SomREOSMODEIESOCUEATHOS AECONOMACOIONL 25 ennuscaotumanovantononcen 41 eutwom A integragio do Rio de Janeiro ao sistema atlinico portugues 61 munca pkclosxny 63 -AdsiasgAODEUMALSTILTURA CLONAL TARDANCNOC 848 aroouglo 56 poncwusho 96 AMRECONDGAO AHR AAUTONONNA. 5 XS CSS DOS FORE OA CONOMACOLONAL 117 ASWUTURAOROHRIADAMAODEONA 118 AsWUTUMASKOFERA DE AUMENTOS 148 AcsEmuzaGio quENsetscorK 159 ‘caviuow Elite mercantile l6gica de reprodugio em uma economia, colonial tardia 167 Arsebencs oo COMAL ERAT. 169 ANATUREAESTURURAL DO MOHOPOUOEDAESFECUGAO 189 ANATUEZAESHUTUMALOACADIAADANTAAETORADNYOAETO 203 cartwoy (Oarcatsmo como projeto 221 opumomomeoasscnanoto 223 ‘lea ansecRAMCD AFUE MERCAIT AFOREHAODAANSTOCRAGA NOS ‘worcos 227 UMisocRDABE HSTOMCAMATESOUDAKACOMABICLAAO. 235 potwoees 239 ‘Bae livro me parece exemplar em dois sentidos principais. “Tratas, om primeico lngar, de uma obra em colaboragioy que efetua a confluéncia de duas importantes teses de dou- toramento, defendidas na Universidade Federal Fluminense. _Além do fato dbvio de que das cabesas bem sintonizadas pen sam melhor do que uma, deve ser ressaltado que aquelas teses resultaram de longos processos de pesquisa coordenados entre voltados em parte para as mesmas massas documentais, interrogadas para finaidades diferentes mas complementares. Assim, a toca de idéias entre os autores vern de longe, tendo ja rendido outros frutos antes na forma de artigos © comunics- ‘¢6¢s, Ota, o trabalho em equipe é pouco freqlente entre n6s, 0 individualsmo predomina nas hostes da academia. Textos como ‘este demonstram que isso é una pena! Oxalé a leitura de resul- ‘aos tio inteessantes de um esforgo conjunto encoraje o de- senvolvimento de projetos similares. Tendo, no passado, produzido sete livros em colaboragio com historiador Héctor Péret Brignoli, no tenko, quanto a mim, qualquer dGvidaacee- ‘ca de quio proficuoe intelectualmente satisfatério pode ser 0 trabalho em equipe. Quantas vezes a discussio de um ponto crucial, de divergéncise on convergéneia, do caminho 2 seguir ornou-se to excitante e envolvente que s6 20 ver 0 sol raiar€ a esposa de Héctor, Yolanda, trazer-nos primeiro café do novo dia percebiamos ter passado a noite em claro, falando, debs tendo, plancjando! Este lirro parece-me, sinda, exemplar por conseguir uma ara conjugacio dialética do todo e das partes, por ser um cenfoque do regional que tanto ilumina 0 quadro de conjunto ‘quanto ¢ por ele iaminado. Este estudo do Rio de Janciro en- te 1790 ¢ 1840 desembocou no esclareci ‘mos gerais de reprodugio da economia ¢ da sociedade da Coldnia e das déeadasiniiais do Império em sua totalidades mas, por sua vez, foi formulada no bojo de wma visio bem dererminada acerea da etrutra social intcira — suashierarquias, sua ideologia, seu funcionamento. Sendo extremamente orginal ebem baseada empiricamente, a verso que oferecem os autores desse meio século de nose bhistria deverd despertar debates ¢ controvérsias de geande in teres ilidade.Sinto-me orgalhoso por ter sido 0 orientador de uma, eter paricipado da banca das dus ees que origins ram este texto, estando portanto vinculado as ratzes ‘as deste esforgo de sintese tio oportuno. 0 dos mecanis- iter, janeiro de 1993, CIRO FLAMARION CARDOSO Preficio & presente edi ‘Aos poucos, sucedem-se as edigdes de O arcaiomo como projeto, resultado da cimplice reflexio de Joio Fragovo e Manolo Florentino. Menos citado do que as publicagses individaais de cada um — Homens de grossa aventura, de Joio, e Em castas negras, de Manolo —, 0 Arcafomo traz, no minimo, dois desa- fiadores ahusosreéricos. Primcto, contrariando a teoria dos i- clos da matrz historiogrifics, que asocia pelo avesso nossos periodos de maior atvidade econémica a fase descendente do clo da economia internacional, sustentam Manolo e Joio,evi- dincias A mio, que © dinamisma da economia interna do pals se excitava no mesmo compasio da volipia acumulativa do {ebril uaiverso colonial em expansio. Estamos falando do sé- culo que vai de meados dos oitocentos a meados do XIX ¢ do slide enraizamento do sistema excravsta de produsio da vida material do que se estrururava como sociedade brasileira. O ar- _gumento ¢ a documentacio pertinente 0 leitor encontraré a0 longo do volume, advertido de que a cerimoniosa contestagio due spresentam Aquele elegants, complexo e poderoso mode- To, essencial ¢ exaustivamente arquitetado por Celso Furtado, representa na verdade completa subversio do ordenamento da histéria econsmico-social brasileira. Todo o acervo de informa- ‘fo jf acumulada, do trafico negreiro ao sistema judiciério, adguire novo estatuto documenta, a sevigo, agora, de mode. lo especular contraditério da historiografia consageada, Pare: 0 esorético, mas © ponto central é simples: aquile que se supe tena sido a genese da sociedade brasileira contemporinea esté seriamente equivocado, loge, aquilo que se supe seja omelhor entendimento da propria socedade brasileira contemporines aparece seriamente comprometido. Isto nfo pode fica assim, evidentemente, eno devido tempo outrasinvestigagies empfricas trario reforgo ou desafios hipstesestedrcase robusta dis evi= déncias do Arcatsmo. E, nesse pass, esclarego que estou proce: dendo a cirtrgica simplificagio do argumento de Joio ¢ Manolo. Todo ele considerado e digerido e, com certeza,seré ‘em breve impossivel produit historiogralia sem acertar conta, de um modo ou de out, com ele. ‘Anda mais explosivo & 0 segundo ponto que quero desta- car. A certaalura da histéria, de acordo com Joio e Mandlo, agueles a quem se designava homens de grossa aventura — inclasificve!estamento econémico e socal ue detinha a maior « mais significativa parcela de nossa eapacidade de poupansa, investimento e crediticia — optam por investi na continuidade de um modo de produgio (ternitoral-eseravistae aristocra- tizante) que, ao que parece, seria 0 nico a garantir a reprodu- ‘gio de uma estrutura em que s mumificariam as barreiras sociais. Atengio, nlo se trarava de assegurar epenas a pereai- dade da posigho relativa que ocupavam, mas da criagio de rmecanismos tio poderosos como destina ao exflio econémico «social todos os rebentos posteriores do aglomerado de pobres, escravos e mestios constitutivos da nio-lite brasileira. Quer dizer, no fururo, a aboiso do estatuto juriico da escravidio, consagragio constitucional da igualdade politica de todas a6 cetias, em acréseimo a universlizagio dos direitos de cidada- nia, alm de relativo progresso na escala da renda,seriam insu ficientes para romper o himen da pretendida pureza ¢ intocabilidade do quisto superior da comunidade. A socieda- de, eventualmente, viria aenriquecer, sempre, contudo, mediante 1 reprodugio ampliada do mesmo. O projeto antigo, moderna «e contemporineo foi e & 0 de congelar uma sociedade arcsice, de inabalivel extatificagio de valores e simbolos de status, in- dependentemente de alteragSes marginais no perfil de distribui- io de renda, © arcafsmo da sociedade brasileira nio existe por caso, mas por destgnc. ‘A tese & radical. Mais do que politicas tendo por objetivo impede modifiagSes socsisrelovantes,estarégia defensiva, a lite bresileira gera,delberada e continuamente, propostas de curso de ago enjo resultado liquide consist, em certo sentido, em desistoriczar a sociedade, precisamente na medida em que, come lé dzia © outro, mais as coisas parecem mudar, mais se parccem asi proprss. Eis, portanto, 0 ponto: tudo que existe, existe por desgnio, em metaférico tempo transistrico. Controverso — Adam Ferguson seria muito mais enfitico ‘no comentirio — mas nio impossivel. Manolo e Joio transmi= tem a mensagem de que, saprema entre todas, paita uma fenomenologia da matéra social, chave de idenificagio das d= versas mascara, abem dizer disfarces, ue ludem a percepcao do estado ainda bruto, is vezes brutal, da muatéia social origi nisia, Cumpre, evidentement, desvendar 2s sucessivas media 486s que so longo do tempo propiciaram a passagem de ama formacio & mesma, iasinvando outa, diversa. E cumpre, so bretudo, demonstrat que a hip6eese dialética da translormagio dda quantidade em qualidade prescreveu, perempts Estimo que no esteja no longinguo horizente dos poss! ‘eis, mas parece-me de todo modo certo que, para provi, ser necessirio comer o pudim. No caso, fazer uma histrie diferen- te. O Arcafsio 6 us desses peculiar livras a exigir algo mais do que aficil ret6rica relativista para entreter-se com ele, Du vido, ironicamente, se me entendem, duvido que passe em Danco. Para que no restem dividas sobre 6 compromisso deste prefaciador: sou totalmente solidirio com a audaica, mérito, possveis equivocos, pretensio e évidas do Arcatimo, saudan- do-0 como 0 mais visionirio projeto de interpretagio nacional ds tlhimas décadae. Rio de Janeiro, ontubro de 2000 ‘WANDERLEY GUILHERME DOS SANTOS cavirutot Introdugio “Se existe algum aspecto sobre o qual ha consenso entre os ana- listas da economia brasileira, € 0 de que nela prepondera uma das dstribuigges de renda mais desiguais do mundo ocidental, senio a mais desigual." Tal é a constatacio que serve deeixo 3 anilise de Mauricio Costa Romo numa coletinea sobre a eco- nnomia brasileira das Gltimas décadas. Seus dads sfo contun- dentes: entre 1960 ¢ 1988, a porcentagem de individuosabaixo Ao partir desseslineamentos, era inevitive, também a Farta- do, insistr na transferéncia de sobretabalho para a Metrépele como o fundamento da ecouomia colonial. A tal conclusto se chegou por meio da anise de dados acerca da empresa agucarcira Furtado estimava ser esta sufcientemente rentive para autof- nnanciar a duplicago de sa capacidede prodtivaacada dis nos, ‘que, contudo, x6 por vezes ocorreu, Di a indagagio: {-) mas sea plena capacidade de atofinanciamento da in- istia mio era uslizada, que destino tomavam os recursos f- snanceirossobrantes!™ "FURTADO, Gel, forma ecoutmica do ral. Sho Considerando que os recursos no eram aplicados no agi- car nem em outras rgiSes, Furtado sugere que (0) taver sia que parte sutszancal dos capitis splicados na produgio agucaeia pertencesse aos comercintes? Bis aqui claramente explicitada a subordinasio da produ- ‘io ao capital mercantil que, a0 se apropriar da maior parte do sobretrabalho, detcrminariao ritmo da acum. ‘Cabeinterroga sobre anaturezadesc capital mercanti, uma vex que o autor afirma nio existr na Colénia uma classe de ‘comerciantes de importincia, sendo os grandes empresitios agricalas 0 Gnico grupo de expressio, Sua resposa & precisa (Go) uma parte da renda, que ances atibuiamos& classe de ‘roprietiios de engentos e de canavias, seria 0 que Imodernamente se chama renda de nio residents e perma necia fora da Colénia. Explicar-se-ia, assim, a intima coordenasio existent ente ax eapas de produgio e comer- alizagio® ‘Mas Celso Furtado ndo se limita a seguir Caio Prado, Na bbasca por desvendar as flutuagées da economia colonial, ele se dcbruca sobre o comportamento dos diferentes segmentos que ‘a constiiriam, escaba por elaborar uma das melhores passa> gens de sua obra. Apéndice de sistemas maiores, a economia estar desprovida de ritmos préprios, com suas flutuages de- ‘terminadas pelas do mercado internacional. A expansio (fase [A), neste caso, seria condicionada pela alta dos pregos externos, Mees teat 924 ‘© aqueda desteslevaria&retragio (Fase B). Ressalte-se, porém, ‘que a fase B nio ensejria qualquer madanga de estrurua, vis- to que, por entio, es excravos das engenhos se veriam desloca- ddos para atividades de subsistencia nio diretamente ligadas & exportagio. Furtado conclu que as atvidades voltadas para o mercado, internacional, altamente especalizadas, cstaiam caractrizadas ‘or grande cocficiente de exportaglo. Por isso seu crescimento necessariamente implicaria o crescimento de setores coloniais ligados a0 abastecimento. Eis ai a brecha atvavés da qual ze de- senvolveria o mercado interno colonial — ou sea, ae produsées rmereants para abustecimeato, Por cert, este mercado conhe- ‘ceria limites precisos, impostos pela prépriasituagio colonial = por exemplo, os baixosfretes martimos, que faciltariam as ‘importagSes, ea determinacio mesropolitaa de impedi acon ‘corréacia de produtos colonais.” Ligado, pois, exportagto,o abastecimento interno nao es- ‘aria assentado majoritariamente na escrwvidio (veja-se 0 caso) ‘da pecuitia), e grande parte da produsio deste setor se desti- naria i anto-subsisttncia, Daf sua relativa autonomia em face das fummagGes do mereado externo, a qual, porém, deve ser bem centendida: apenas em épocas de alta dos pregos externos tais ‘segmentos aumentariam seus indices de mercantzagéo, Du- ‘ante as conjunturasdesfavorsveis, polo contrdtio, eles se red Ziriam, pois a propria agroesportagio recuaria a niveis de antoconsumo. Assim, 0 grau de mercantiizagéo da produgio de alimentos — e, portanto, a prépria extensio do mercado interno — dependeria dos pregosinternacionais, Nos momen= tos de crise, a produgéo colonial poderia até aumentar, mas o "em pp 36, faria de forma nio mercantilizada, isto 6, enquanto pura pro- ‘dugio de subsistenca’ “Trts décadas depois de Caio Prado haver erigido o comér- cio exterior a condigio de eixo maior da histéria colonial, Fernando Novas eforcava semelhante ida. Fo farinintegran- do de maneira mais sistemitica © Antigo Sistema Colonial ‘Mercantilsta 8 acumulagéo primitiva de captais: (0 que nos parece peculiar, historicaments especfcn, dis ormagbes colonia do Antigo Regime, € que ata menrager decor dos movimentor de acumulagio do capital merea- ‘ima foemasto do eaptalismo.* Norais retomava Caio Prado lancando mao de nog6es como “transferéacia de excedentes" "elagber centrolperiferia™, con trais para a constituicio de seu quacro explicativo.* “Mas oconceito de Antigo Sistema Colonial representa 0 ins- ‘tramento analiico maior. Em Caio Prado tal nogio aparece fn- ‘dada naquilo que se convencionou chamar de Pacto Colonial — ‘a exclusividade comercial entre as colénias e suas respectivas ‘metrdpoles. O Pacto seria aexpressio maior do capitalismo co- ‘mercial, pois reservatia aos mereadores metropolitanosoprivlé- io das transages colonia.” Novas é, a esterespeito,enfitico: iden pp fos PIER, Paolo 5 abaliarav,comomiseaciedade, Ho de Jano, Pa Tes 1984 7.77 -NCARDOSO, Cie FS. "Ar eonepe str do ‘itn coco mn ‘al eo “sng item ceo x recaps oso com 'exragio ‘drecedene™ in LAPA Jo Jo org) Modor de produ era (baa Resp, ous, 1980, 9127 PRADO fk, itr, pp. i161 O regime do comércio colonial — isto 6, 0 exclusive me- ‘wopoitano no comércio colonial — constiuiv-se a0 longo sds steulos XVI, XVIle XVIIL, no mecanismo através do qual se processva a apropragi por parte dos mercadores das retrépoles, dos hscrosexcedentergerados nas economias > loriait: asim, pois, o sistema colonial em funcionamento ‘configurava uma pesa da acunulagio primitiva de capitals nos quadzos do desenvolvimento do captalismo mereantil cesropeu* Por certo Novais nio desconhece o cariter peculiar das rmetrdpoles ibéricas. Nestas no se veificavam os resultados fintis de uma acumulagio prévia de capitals — isto 6, a indas- ‘malizagdo capitalista. Embora nfo se detenha na anilise do fe- nnémeno (0 que, segundo ele, “extravasaria nosso objetivo"), Novais, como antes o izers Caio Prado, percebe em Portugal ‘um capitalismo mercantl, porém marcado pela hipertrofia do Estado — um “capitalismo monérquico". A isto acrescenta a conjuntura internacional qu, a pacts de meados do sécalo XVII, © tornou desfavorivel 4 Metrépole, Tal fendmeno ensejaria a dependéncia porniguesa para com a Inglaterra e aquilo que © autor chama de “transferéacia das vantagens” do exclusivo ‘colonial. Dessespressupostos emergem ostrapos bisicos da economia colonial, comegando pela excravidio, Da mesma forma que em Caio Prado e Furtado, para Novais a hegemonia da plantation resultaria num mercado interno reduridissimo, dado que 0s es- «ravos produziriam grande parte de sua subsisténcia na prpria a tunidade exportadora. A economia colonial estaria, pois, dividida em dois setores bisicos: a plantation, razio de ser da colonizagio capitalist; e o setor, subordinado ¢ dependente,