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A ÉTICA NA HISTÓRIA ORAL EM ALESSANDRO PORTELLI: REFLEXÕES

SOBRE O COMPROMISSO E A RESPONSABILIDADE COM OS


ENTREVISTADOS E AS FONTES ORAIS

Autores: PEDRO JARDEL PEREIRA;

Introdução
PGH,
mestrado
ção,
Universidade
história,
em
na Montes
Estadual
Claros/MG.
de metodologia
Através
da
história
elaboramos
dissertação,
oral
fontes
da
utilizadas
escrita
da
curso,
sentido,
nesse
asna
em
diversas
ainda
procedimentos
questões
relação
aos
em foramentrevistas
surgindo
período
trabalhadores
das
no
oscom
utilizam
utilização
Montes
que
tração
pesquisa.
transcrição,
veículos
animal
mesmas
Claros,
em
na
assim
durante
como
das
de
na
Buscamos
a autores
eorientação
clássicos,
possibilitassem
nos
nos
ametodologia
quenormas
princípios
da
história
dentro
acadêmicas
dos
regem
distanciassem
uso
oral
fazer
as
sobretudo,
da
que
nosAlessandro
não
e,
postura
nossa
que
enquanto
livros
de
responsáveis.
daencontramos
Portelli
ela
artigos
estudantes
que
ehistória
por
nos
entanto,
referências
atuantes
foi
No
de
aproximavam
mais
easquepercepção
nossa
dapolitica
enquanto
estudantes
do
Mundo do Trabalho. Nessa reflexão proposta optamos pelo artigo: Tentando aprender um pouquinho: algumas reflexões sobre a ética na história oral.
italiano
O Alessandro Portelli
professor
é literatura
de Universidade
na Roma,
de“La
Sapienza”,autor
inúmeros
de livros
literatura
dehistória
deeoral,
realizou
diversos
trabalhos
campo,
de nos
Estados Unidos
Itália.
naEsteve
e Brasil
nodiversas
por vezes
como
professor
convidado, como
também
presença
foi marcante
diversos
em congressos sobre
história
oral,
seus
livros,
entre
eles
Ensaios de História Oral e inúmeros artigos como, por exemplo,
A Filosofia e os Fatos: Narração, interpretação e significado nas memórias e nas fontes orais
são na maioria traduzidos para o português, e muito utilizados pelos pesquisadores brasileiros que trabalham com a história oral.
DestacaremosnessaabordagemosprincipaispontosevidenciadosporPortellicomofundamentaisnotratocomasfontesorais,noquedizrespeitoasdiretrizeséticas:
responsabilidade,igualdadeediferença;boasmaneiras:aéticadotrabalhodecampo;embuscadosignificado:aéticadainterpretação;aéticadarestituição:asvozesforadacomunidade.
A
partir
desses elementos pretendemos provocar todosaquelesqueutilizam da
históriaoral,
sobre
necessidade
a de
estar
atentosno
uso
da
metodologia,
mas, sobretudo,
emrelação
ao
respeito,
valor
importância
ae do
entrevistado.
Material e métodos
Arevisãobibliográficaconstituiráométodoadotadonaconstruçãodapesquisa,aliteraturarevisadaserárealizadatendocomobaseoartigodeAlessandroPortelli:
Tentando aprender um pouquinho: algumas reflexões sobre a ética na história oral, publicado pela revista Projeto História
da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 1997. O texto citado foi proferido pelo autor no Brasil, em uma Conferência sobre
História Oral e Ética
mesmo
publicação.
no
sua
da
ano
, Propomos destacar
principais
os pontos evidenciadospelo
autor,
maneira
de
leitores
os
que
sejam
alertados
importância
para
a postura
dapesquisador/entrevistador
ética
do relação
estabelecida
naéque também
com
os autores
pesquisa
da
entrevistados.
os
são
que Nesse
intenção
sentido,
texto
provocativo,
atem
ser
ode história
pois
emoral
cada
pesquisa
suas
tem
peculiaridades,
assim
como
entrevistados,
os mesma
subjetividade
pois
acom
lida
a sujeito.
do
Resultados e discussão
ental
nesse
trato.
Nesse
sentido,
nosso
objetivo
chamar
atenção
éinteressados
dos história
pela
estejam
que
para
urgência
oral
atentos
apara
desse
debate.
Embora
diversos
ocupem
pesquisadores
fazê-lo,
se
de
temos

percebido
conversas
nas colegas,
com
muitos
que
ainda
enxergam
história
apenas
oral
acomo
recurso
providencialdiante
lacunas
das
surgem
pesquisa,
que
entrevista
na
realizada
a éinformações
apenas
obter
para
asentrevistado
problemas
sanam
oque
tratado
maneira
osfonte,
de
esomente
éfria,
deinformantes,
lamentável
como
uméque
pesquisador
um
para
o ciências
dashumanas.

Portelli
, nos
conduz
uma
em
reflexão
pautada
pela
observânciadas
diretrizes
éticas,
maneira
de que não
ela
torne
nosso
trabalho
burocrático,colocando
vivacidade
risco
ema história
da oral.
Nesse
sentido,
autor
odestaca
importância
a compromisso
do honestidade
com
a relação
em entrevistado,
ao bem
como
respeito
o intelectual
material
com
o adquirido.
“A história oral é uma ciência e arte do individuo”, destaca Portelli (1997) em individualidade, igualdade e diferença
autor
chama
importância
atenção
o apara
essencialidade
, da individuo
salientado
doéque
através
memória.
meio
ocorre
social,
da
vez
no
embora,
sua
recordações
por
Esta
as muitas
vezes
podem
das
semelhantes,
ser contraditóriassobrepostas,
ou entanto,
impressões
como
no
as
são
elasdigitais,
nunca
iguais.
são
Portelli
prefere
termo
“memória
evitar
o coletiva”,
história
da
reconstruir
fato
oral
pelo modelos
padrões
memórias
ede individuais,
diversas
assim
asexperiências
retalhos
colcha
chama
compõem
mosaico,
que
ele
de
de
que
ouembora
o sejam
diferentes,
formam
final
elas
coerente
todo
no
umreunidas.
depois
deNesse
ressaltado
sentido,
respeito
importância
é valor
opelo
e individuo,
do considerada
primeiras
das
uma
história
trabalho
campo
ética
no
oral.
lições
acom
de
de
Em boas maneiras: a ética do trabalho
prestigio
profissão
oadirecionado
que
poder
“pode”
alerta
status,
eéconferir
oosentido
oentrevistador,
que
no
aode
, interfira
não
execução
na
pesquisa.
da estar
Portelli
comprometido
de
fato
salienta
oque
verdade,
acom
também
garante
não
entrevistado
obter
do acredita
versão
ele
verdadeira.
que
aser Compete
pesquisador
ao ambiente
criar
um propicio,
própria
onde
pessoa
sinta
confortável
a se respeito.
esse
decidir
em
aQuando
entrevistamos
pessoa
umainvadimos
privacidade,
sua furtamos
etempo,
seu
nesse
sentido,
essencial
ouvir”
arte
de
(PORTELLI,
arte
“a
historiador
doa é 1992),
precisamos
também
entrevistado
considerar
oqueoflexível,
quer
falar,
ser
entrevista
deixar
anosso
roteiro.
além
para
fluir
doSaber
ouvir
também
postura
uma ética.
é
Em busca do significado: a ética da interpret
Portelli
pesquisadores
história
trabalho
esclarece
os
inicio
oral,
do
.acom
noquemantiveram
determinada
uma postura
demostravam
que preocupações
objetividade
verdade
fontes
orais,
das
sobretudo
acomemetodologia
mediante
criticas
a que
assubjetividade:
vinha
sofrendo.
história
acom
entanto,
lida
adverte
oral
No
aele
que
memória,
diálogo,
discurso
questões
suas
e transcende
não
interferência
a subjetividade.
dainterpretação
tarefa
daAintelectual,
ao
cabe
compreender
deve
que
objetividade
a que
discurso
mesmo
cientifica
do
cena
ou
sustentar
manter
consiste
da
fora
não
se
neutralidade
uma
em disfarçada.
sentido
composto
dialógico
Otexto
demostra
múltiplas
édo
por
múltiplas
ele
que
vozes
einterpretações,
entrevistador,
do entrevistados
leitores.
dos e

preocupações
também
das
umaépesquisador
oque
ocupar
deve
segundo
se Portelli,
sobretudo
indagarmos
sentido
nos
no
de que/quem
para fazemos
história
oral.
Fazê-la
mesmo,
nós
para
apenas
enquanto
carreira,
atitude
uma
termine
pode
não
ser
que
bem,
autor.
façamos
adverte
Mesmo
sentido
apreender
oano
que
cidadãos
de
senso
de
incluir
pouco
dever
um
mais,
ode
atuantes
temos
onossas
em
pesquisas.
mesmos,
nós
além
Para
de“temos
comunidade,
uma instituição,
uma movimento,
umrecebemos
que
diante
lugar”,
do
um
pouco,
epessoas,
nosso
das
étrabalho
não
que
estará
não
concluído
enquanto
devolvermos
não resultados
osresponsáveis
os
para
tornado
ter
por
possível
nossa
pesquisa.
Considerações finais
reflexões
As apresentadas
anteriormente
roteiro
intenção
um
prescritivo
ser
atem
de
não para
aqueles
muito
Portelli
história
texto
mais
de
abrangente
lidam
éque
com
aoral,
o uma
mera
que
autor
receita,
procura
do
obra
construir
sua
oem
própria
sua
diálogo
partir
um
de
experiência
com
seus
leitores,
a e como
pesquisador
história
da
compartilha
oral,
ele tornou
como
pesquisador
visão
se
um
sua
de caminhos
osnessa
suas
pesquisas
área,
eque percorreram, sobretudo
contato
histórias
nocom
asseus
colaboradores.
dos Percebemos
Portelli,
em
diretrizes
que
as éticas
essenciais,
são entanto
no
caminham
não
elas sozinhas,
compromisso
lado
deve
seguir
seu
oao respeito
com
opelas
histórias
memórias
eoutro.
do
Agradecimentos:
Agradeço a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Supe
(Capes)
pela
Bolsa
pesquisa
de que está
sendo
concedida período
no mestrado.
do Agradeço
meu
orientador
o Professor
o Doutor Renato
Silva
da
coordenadora
Dias,
ae Programa
do Pós-graduação
de em
História,
PPGH,
Universidade
da Estadual
Montes
de Claros,Professora
Doutora
Rejane
Meireles.
Referências bibliográficas:
PORTELLI, Alessandro. Tentando aprender um pouquinho
: Algumas reflexões sobre a ética na história oral. In: Revista Projeto História. São Paulo: Vol. 15, Abril de 1997.
____________________. A Filosofia e os Fatos:
Narração, interpretação e significados nas memórias e nas fontes orais. In: Revista Tempo, Rio de Janeiro, Vol. 01, nº 02, 1996.
___________________. Memória e diálogo
desafios
: da
história oral
paraideologia
a do
século
XXI.In:
Ferreira,Marieta de
Moraes; Fernandes, Tania
M.DiasAlberti,
e Verena(org.)
História oral:
desafiospara
século
o XXI. Rio
de
Janeiro:Fiocruz/FGV, 2000,pp.
67-71.
___________________. Ensaios de história oral. [Tradução: Fernando Luiz Cássio e Ricardo Santhiago]. São Paulo: Letra e Voz, 2010.

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