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*_Longe de fazer reviver a feitiçaria, o Espiritismo a aniquila, despojando-a do seu

pretenso poder sobrenatural, de suas fórmulas, engrimanços, amuletos e talismãs,


e reduzindo a seu justo valor os fenômenos possíveis, sem sair das leis naturais._*

Este aspecto é interessante e bem verdade. O conhecimento fundado na razão


disseca o dinamismo que se opera na interação das forças que para o leigo se
trata de feitiçaria mais que não é se não fenômenos *naturais* dos quais tanto o
homem comum quanto à ciência atual, tenra em seus passos, conseguiriam
explicar.

O que se conhece como feitiçaria, magia e bruxaria nada mais é do que a


manipulação de elementos ligados a natura cujo seu operador alcança resultados
mesmo entendendo ou não como o dinamismo das forças trabalhadas operam.

A minha discordância na proposição estão relacionadas com a indiferença


dispensada à crença em fórmulas, engrimanços (nem todas as linguagens o são),
amuletos e talismãs. Do ponto de vista da atribuição ao sobrenatural do uso
desses elementos, concordo com o espiritismo, trata-se de leis naturais que os
regem e não sobrenatural como querem fazer parecer alguns, porém do ponte de
vista de sua invalidação sob a crença de que são superstições eu discordo
contundentemente.

*Vejamos algumas considerações do O Livro dos Espíritos:*

*551. Pode um homem mau, com o auxílio de um mau Espírito que lhe seja
dedicado, fazer mal ao seu próximo?*

*Não, Deus não o permitiria.*

Esta resposta me pareceu breve e não considera alguns aspectos da relação


espírito matéria. Obviamente que eu não tenho a pretensão de discordar
arbitrariamente de um autor tão célebre como Allan Kardec, entretanto, não
podemos ignorar as várias lições que temos recebido de lá para cá sobre a relação
dos espíritos com o “mundo físico” e de que esses pareceres são dados por
*espíritos espíritas*.

Longe de querer estabelecer na mente das pessoas o medo e insegurança quanto


ao fato de serem inatingíveis por uma ação combinado de encarnado e
desencarnado, precisamos entender que embora em planos de fluidez diferentes,
essa interação é fatidicamente possível com intentos malignos, assim como o é
nos intentos benignos.

Consideremos o seguinte: se o homem bom pode se associar com o espírito bom


para juntos produzirem um efeito, assim também o é no caso do homem mau
associado ao espirito mau. Devemos considerar que o fato de estarmos em planos
diferentes não perderam as possibilidades do livre arbítrio. Fica portanto, a
associação de homens bons e maus, encarnados e desencarnados, poderem
interagir com finalidade e objetivos comuns tão possíveis quanto o é de fato.

Basta olharmos a literatura espírita para confirmarmos a infinidade de exemplos


desse tipo de associação.

A resposta dada pelos espíritos espíritas a Allan Kardec farão sentido se na


pergunta, estiver subentendido a associação dos maus para atingimento comum
excluídos os dinamismos cármicos. Se uma pessoa não tem em sua trajetória
nenhum resgate com o tipo de mau ao qual ela será supostamente atingida, pela
justiça divina, jamais essa pessoa será alvo dos algozes e seus intentos em
questão. Em fim, aquele que não merece jamais estará sucetível.

*553. Que efeito podem produzir as fórmulas e prática mediante as quais pessoas
há que pretendem dispor do concurso dos Espíritos?*

*O efeito de torná-las ridículas, se procedem de boa-fé. No caso contrário, são


tratantes que merecem castigo. Todas as fórmulas são mera charlatanaria. Não há
palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha
qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes só são atraídos pelo
pensamento e não pelas coisas materiais.*

Muito além de meramente parecer ridículo, aquele que se vale de formulas, sinais
cabalísticos, amuletos e talismãs entre outros, estão na verdade recorrendo a um
mecanismo em que sua dinâmica é sutil e real. Embora ainda eu afirme que se
trata de lei natural e não sobrenatural. É sabido que do ponto de vista teológico
espírita, de uma forma bem mais etérea, o pensamento também é matéria, Ora, se
os espíritos estão suscetíveis “apenas” ao pensamento ainda assim o estão pelo
que é material, o que os impediria de estar suscetível a matéria mais densa
quando é constatado que estão em relação à matéria mais sutil? Tem-se o
divertimento de Jesus e seu evangelho sob o quão condenável é pecar em
pensamento, pois caracteriza com isso responsabilidade igual ao que se praticaria
concretamente. Este exemplo mostra que o que aprendemos com os Espíritos
espiritas sobre o plano espiritual nos dá nota de que embora mais sutil, ainda
assim se trata de matéria. Esse entendimento fundamenta a proposição de que
matéria sutil e matéria densa estão constantemente interagindo entre si, pois se
assim não o fosse o fenômeno reencarnatório não seria possível, portanto mente e
matéria densa estão em constante interação sobretudo quando obedecem a
vontade do espírito, este sim verdadeiramente imaterial.

Se é verdade que a mente pode interagir com a matéria na produção de efeitos


diversos é claramente possível que sob a vontade do espírito tanto matéria sutil
(pensamento) como matéria densa (o que é palpável) possam se impregnar de
forças diversas e com finalidades distintas. Negar esse fenômeno é negar a
utilidade da matéria densa ao espirito imortal, nada disso faria sentido.
Outro fator que corrobora com a suscetibilidade da matéria densa às ações da
vontade do espírito são os fenômenos da psicométria. Este fenômeno prova por
meio da habilidade de algumas pessoas de tocar determinados objetos, mesmo
que perdidos no espaço tempo, possam com isso identificar informações de seus
donos. Os detalhes extraídos ao tocar estes objetos estão envoltos em
sentimentos, emoções e instintos de seus antigos donos. Isso é uma prova de que
se é possível impregnar, imantar a matéria densa com impressões mais sutis a
inda. As energias ali contidas poderão portanto estabelecer relação pela lei da
afinidade com os desencarnados facilmente. O que não se pode é atribuir a
universalidade e a infalibilidade desses apetrechos, pois sua eficácia estará
relacionada tão logo se estabeleça ligação pela lei da afinidade. Espíritos sem
esclarecimento, pela afinidade que tem com a ignorância do funcionamento dos
dinamismos psíquicos, poderão se verem presos a um objeto, por meio de uma
conjuração ou encantamento pura e simplesmente por estarem sintonizados com a
mente de que energizou esses objetos, podendo cessar a ligação conforme o
espírito se esclareça. Fica a reflexão para aqueles que acham tolice pensar que se
pode prender um espírito a alguém ou a alguma coisa por meio de sortilégios.

Sobre as fórmulas e encantamentos, conjuros, invocações e evocações muito mais


estarão os espíritos suscetíveis quanto for seu grau de entendimento sobre o
dinamismo das forças que regem o universo objetivo e subjetivo.

Dessa maneira, acerta a umbanda quando entende a legitimidade dessas práticas


não como pinguíssimo como tenta fazer parecer alguns autores espíritas que
embasados em seus preconceitos disfarçados de adiantamento moral querem
convencer de tais práticas são atrasos, sobretudo quando atacam a liturgia
magista acusando-a de ser ritualizada. Ora, não fizeram os espíritas se não
substituir esses ritos por aqueles! Cá se usa o atabaque, lá o violão, aqui usamos
as velas coloridas, lá substituíram pelas lâmpadas coloridas, nós cremos nos
pontos cantados e pontos riscados, lá creem na alegria cristã e na leitura do
evangelho, aqui bebemos nos axes por creditar a eles a imantação espiritual, lá é
a agua fluidificada com mesma propriedade, em fim, poderia ficar por várias
páginas mostrando como lá ainda é tão parecida com o aqui, mas o que quero é
validar nossas práticas enquanto umbandistas e dizer que elas têm fundamentos
não apenas porque há uma justificativa mística para cada coisa mais porque
também se submetermos ao escrutínio da razão nós também estamos amparados.

*– Mas não é exato que alguns Espíritos têm ditado, eles próprios, fórmulas
cabalísticas?*

*Efetivamente, Espíritos há que indicam sinais, palavras estranhas, ou prescrevem


a prática de atos, por meio dos quais se fazem chamados conjuros. Mas, ficai
certos de que são espíritos que de vós outros escarnecem e zombam da vossa
credulidade.*