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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

ESCOLA DE ENFERMAGEM E FARMÁCIA

Mirella Priscilla dos Santos Vieira


Valdira Salgueiro da Silva

Métodos cromatográficos:
CROMATOGRAFIA DE CAMADA DELGADA

Maceió, AL
Maio de 2018
Mirella Priscilla dos Santos Vieira
Valdira Salgueiro da Silva

Métodos cromatográficos:
CROMATOGRAFIA DE CAMADA DELGADA
Relatório da aula prática realizada no dia 03 de
maio de 2018 sobre cromatografia de camada
delgada, solicitado pela Profa. Dra. Sâmia
Andricia S. da Silva para a disciplina de
Farmacognosia 1.

Maceió, AL
Maio de 2018
INTRODUÇÃO
A cromatografia é um processo que permite a separação, identificação e isolamento de
substâncias, onde após o termino do processo pode-se analisar os resultados comparando-os
com padrões já existentes e validados (Oliveira, et al., 2017); os elementos que constituem esta
técnica são o suporte, fase móvel e fase estacionária. Neste método existe a dependência da
polaridade da substância e a sua afinidade pelo solvente, fase móvel, ou pela fase estacionária,
que ocorre de acordo com a polaridade desses elementos.
A classificação da cromatografia se dá quanto ao seu modo de separação, quando a fase
estacionária (sólida, líquida e quimicamente ligadas) e a fase móvel (líquida, supercrítica e
gasosa), e de acordo com a forma física do sistema cromatográfico (e.g. planar – cromatografia
em papel –, coluna ou centrifugação) (Oliveira, et al., 2017). A separação das misturas pelo
meio cromatográfico ocorre por adsorção, partição, troca iônica, exclusão ou por misturas.
O desenvolvimento desta técnica tem ampla aplicação na saúde, visto que contribuem
com o estudo de novas substâncias, purificando-as. Através da cromatografia se identifica
quimicamente o material vegetal ou droga vegetal, também é um método utilizado como
complemento nos casos de métodos anteriores não selecionarem o perfil completo que designa
tal espécie (Barbano, 2014).
A Cromatografia em Camada Delgada (CCD) em sílica gel, é uma cromatografia planar,
onde é utilizada para analisar e comparar, isolar e purificar amostras; a separação é feita por
adsorção, com a fase estacionária sendo a sílica em gel e a fase móvel um líquido. Esta é uma
das técnicas mais utilizadas para identificar e separar substâncias de produtos naturais.
Para as substâncias químicas serem reveladas na placa de sílica gel é utilizado
reveladores onde estes podem serem não destrutivos (vapores de iodo, surge pontos
amarronzados ou fluorescência – visualização dos pontos através de câmera UV ), visto que
não modifica a substância analisada, ou destrutivos ( a placa é pulverizada com uma substância
orgânica e oxidantes e submetida a temperatura elevadas), utilizados para análises ou
comparação (Silva, 2018).

OBJETIVO
Aprender a realizar a técnica cromatográfica CCD, utilizando métodos destrutivos e não
destrutivos como reveladores, como também observar e analisar os resultados cromatográficos.
MATERIAIS
• 4 amostras de soluções de óleos essenciais acondicionados em frasco de vidro
com tampa:
a) Syzygium aromaticum (cravo da índia);
b) Peumus boldus (boldo do Chile)
c) Illicium verum (anis estrelado)
d) Foeniculum vulgare (Funcho)
• 4 capilares;
• Grafite e régua;
• Placa cromatográfica (Sílica Gel);
• Lâmpada ultravioleta (comprimento de onda 254 nm);
• Tolueno;
• Cuba cromatográfica;
• Anisaldeído sulfúrico;
• Câmara de exaustão;
• Chapa aquecedora.

METÓDOS
Inicialmente foi preparada a placa cromatográfica, formada por uma placa de alumínio
(suporte) e impregnada por sílica gel, a fase estacionária (8cm x 4cm). Com auxílio de uma
régua de 30cm e grafite foram delimitados os pontos de aplicação da amostra, e a linha de
chegada da fase móvel (0,5cm) (fig.1).
↕ 0,5 cm LINHA DE CHEGADA
DA FASE MÓVEL

↔ 0,5 cm 0,5 cm ↔

↔ 1 cm PONTO DE APLICAÇÃO
DA AMOSTRA

↕ 1 cm
Figura 1. Esquema das demarcações
dos limites da placa. Autores, 2018.
As amostras dos óleos essenciais utilizados forma previamente diluídas em uma solução
de 10µL de óleo essencial para 0,4mL de éter, onde foram acondicionadas em um frasco de
vidro com tampa e identificados na bancada em uma folha de papel com o nome de cada espécie
correspondente ao óleo. Atrás de cada amostra continha um segundo frasco com um capilar
correspondente para cada amostra (fig.2).

Figura 2. Amostras dos óleos essenciais diluídos em éter. Syzygium aramaticum (cravo-da-índia), Peumus boldus (boldo-do-
chile), Illicium verum (anis estrelado) e Foeniculum vulgare (funcho). Autores, 2018.

Com o auxílio do capilar, foi aplicado nos pontos anteriormente marcado as amostras
dos óleos essenciais (A= Syzygium aramaticum (cravo-da-índia); B= Peumus boldus (boldo-
do-chile); C= Illicium verum (anis estrelado); D= Foeniculum vulgare (funcho)); foram feitas
três aplicações seguidas, sendo que foi esperado que a aplicação secasse antes que fosse
adicionada a seguinte. Após essa etapa a placa cromatográfica foi levada para a lâmpada
ultravioleta (UV) (fig.3) com comprimento de onda de 254nm para ver se a amostra tinha sido
colocada no ponto certo e em quantidades suficientes.

Figura 3. Visualização da placa cromatográfica na luz UV após aplicação das amostras. Autores, 2018.
Após a verificação a placa foi transferida para a cuba cromatográfica, utilizando como
eluente o tolueno, de modo que não entrasse em contato com os pontos de aplicações; em
seguida a cuba foi fechada (fig.4) e esperou-se o tempo necessário para que o eluente migrasse
pela placa até que atingisse a linha de chegada da fase móvel.

Figura 4. Placa cromatográfica dentro da cuba cromatográfica com tolueno. Autores, 2018.

Ao fim da migração do tolueno até a linha de chegada da fase móvel, com o auxílio de
uma pinça foi retirada a placa de sílica gel da cuba cromatográfica e deixada sobre a bancada
para que a mesma secasse antes de ir novamente a luz UV onde foi revelada e marcada as
substâncias presentes nas amostras que podiam ser reveladas por esse revelador.
Em seguida a placa foi levada a câmara de exaustão e aplicado o revelador destrutivo,
anisaldeído sulfúrico, e levado para a chapa aquecedora à temperatura de 100 a 110ºC,
temperatura necessária para que ocorresse a reação de revelação dos grupos cromóforos não
revelados no UV. Foi analisado a diferença entre os grupos cromóforos revelados no métodos
não-destrutivo e destrutivo e finalizando foi comparado com a placa dos outros grupos.

RESULTADO E DISCUSSÕES
PLACA CROMATOGRÁFICA REVELADA PELO MÉTODO NÃO DESTRUTIVO

Figura 5. Placa cromatográfica revelada pelo método não-destrutivo, luz ultravioleta. Autores, 2018.
Quando aplicado à Cromatografia de Camada Delgada (CCD) amostras contendo
substâncias conjugadas e sistemas aromáticos, estes compostos impedem a emissão de luz
ultravioleta, aparecendo como faixas escuras ou pontos na superfície da placa (Brondani, 2016)
O método não destrutivo utilizando UV é capaz de revelar grupos cromóforos como carbonilas,
hidroxilas e anéis aromáticos (Oliveira, et al., 2017). As quatro amostras apresentaram
substâncias capazes de serem reveladas pela luz ultravioleta. A amostra C e D, respectivamente,
Illicium verum (anis estrelado) e Foeniculum vulgare (funcho), mostrou manchas mais escuras
e semelhantes entre si. Essa semelhança sugere a presença de anetol, grupo cromóforo presente
no óleo essencial de ambas.
Além disso é possível perceber que nessas amostras (C e D) possuem substâncias que
possuem afinidade maior com a fase estacionária, que é polar, sendo as manchas mais próximas
ao ponto de aplicação da amostra; e substâncias que possuem afinidade maior pelo eluente,
apolar, sendo as manchas mais próximas a linha de chegada da fase móvel.
Os grupos cromóforos da amostra B, Peumus boldus (boldo-do-chile), não mostrou
substâncias que fossem reveladas significativamente pela luz ultravioleta, na imagem não se
pode visualizar, porém na placa existem pontos que foram revelados.
PLACA CROMATOGRÁFICA REVELADA PELO MÉTODO DESTRUTIVO

Figura 6. Placa cromatográfica após método revelador destrutivo, anisaldeído sulfúrico. Autores, 2018.

O método destrutivo (fig.6) revelou grupos cromóforos que não foram revelados pela
luz UV, método não-destrutivo; na amostra A, Syzygium aramaticum (cravo-da-índia), foi
possível observar uma substância que pode ser considerada a mais apolar dentre as amostras
utilizada, pois na corrida migraram junto com o eluente e ficaram bastante próximas da linha
de chegada da fase móvel, mais que as da amostra C e D, que mostraram mais atração pelo
eluente na luz UV e que permanecem nesse método destrutivo.
Comparando a placa cromatográfica após método revelador destrutivo com o grupo que
usou as mesmas amostras (fig.7) foi possível comprovar que foram as mesmas amostras, visto
que as manchas mostravam o mesmo padrão de cor e tamanho.

Figura 7. Placa cromatográfica após método revelador destrutivo, anisaldeído sulfúrico. A esquerda a placa comparativa e a
direita a placa realizada o processo. Autores, 2018.

CONCLUSÕES
Com a Cromatografia de Camada Delgada e os métodos de revelação utilizados,
apresentaram a presença de substâncias diferentes e semelhantes, devido à forma e corda da
macha serem bastante parecidas, entre as amostras testadas. Não foi calculado fator de retenção
(Rf) da cromatografia visto que ele só é calculado para substâncias puras, para extratos e óleos
não se aplica.

REFERÊNCIAS

Barbano D. B. A. Agância Nacional de Viilância Sanitária, ANVISA [Online] //


portal.anvisa.gov.br. - Agância Nacional de Viilância Sanitária, ANVISA, 16 de Junho de
2014. - 08 de Maio de 2018. -
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33836/2501251/Guia%2Bfinal%2Bdicol%2B180614+
%282%29.pdf/f400c535-e803-4911-9ef8-100c0c2bb3c6.
Brondani Patrícia Bulegon Cromatografia de Camada Delgada (CCD) [Relatório] /
Química ; Universidade Federal de Santa Catarina. - Blumenau : [s.n.], 2016. - p. 7.
Oliveira Ana Valéria Bígio e Silva Ozileudiane Barros Santos Cromatografia de
camada delgada [Relatório] : Relatório de aula prática / Escola de Enfermagem e Farmácia ;
Universidade Federal de Alagos. - Maceió : [s.n.], 2017. - p. 11.
Silva Sâmia Andricia S. da AVA MOODLE [Online] // PREZI. - Silva, Sâmia
Andricia S. da, 2018. - https://prezi.com/mkigfbjqzjlq/metodos-extrativos-para-obtencao-de-
extratos-e-produtos-naturais/?utm_campaign=share&utm_medium=copy.