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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA – AFO

DICAS FINAIS PARA O MPE-PI


PROFESSOR LEANDRO RAVYELLE

Bom pessoal, vamos à luta?! Sou o professor Leandro Ravyelle e vamos embarcar
nesse mundo que é a nossa disciplina de Administração Financeira e Orçamentária
-AFO. Cursei bacharelado em matemática na Universidade Federal do Ceará (UFC)
e atualmente sou servidor público no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia,
lotado na Diretoria de Programação e Orçamento, ou seja, estou diariamente
trabalhando com o nosso objeto de estudo: orçamento público. Leciono nossa
matéria desde 2016 e farei o máximo para trazer todo o meu conhecimento sobre
o conteúdo para facilitar o seu aprendizado. Este é material gratuito com dicas
rápidas para esta reta final (e também apostas minhas para a prova). Ressalto que
este material não o exime de fazer uma revisão geral de todos os assuntos: são
dicas finais e apostas minhas (apostas, lembrando rs rs)! Então, não sejam
tendenciosos e deem atenção a todos os conteúdos e não somente aos que trarei
aqui. Sou concurseiro, assim como vocês, e prometo trazer todas as dicas e macetes
que aprendi ao longo dos meus anos de luta para facilitar o nosso estudo. Já fui
aprovado em alguns concursos, dentre eles:

• SEDUC-CE (Professor do Estado) - 2013


• Banco do Brasil (Escriturário) - 3º Lugar - 2015 (Assumi e trabalhei
por 1 ano e 9 meses.
• Tribunal de Justiça do Estado da Bahia - 2015 - 22º lugar (Técnico
Judiciário) - Atual cargo
• Tribunal Regional Federal 1ª Região - Analista Judiciário (Área
Administrativa) - 34º lugar
• Tribunal Regional Federal 5ª Região - 2017 - Analista Judiciário
(Área Administrativa) - 6º lugar
• Tribunal Regional Federal 5º Região - 2017 - Técnico Judiciário
(Área Administrativa) - 92º lugar

Quer adquirir os meus materiais, PDFs e provas comentadas na íntegra? Manda um


email pra mim: leandro.ravyelle@gmail.com ou direct nas minhas redes sociais!
Agora, meu querido (a), é bunda na cadeira e correr para o abraço! Avante!

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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA – AFO
DICAS FINAIS PARA O MPE-PI
PROFESSOR LEANDRO RAVYELLE

DICA 1
TÓPICOS DO EDITAL:
1. ORÇAMENTO PÚBLICO. 1.1 CONCEITO 1.2 TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS.

O Orçamento Público tem caráter e


FORÇA DE LEI, e a elaboração e a
aprovação do Orçamento Público
JURÍDICA
seguem o PROCESSO LEGISLATIVO
de discussão, emenda, votação e
sanção presidencial como qualquer
outra lei.
O Orçamento Público é basicamente
o INSTRUMENTO POR MEIO DO
QUAL O GOVERNO EXTRAI
DIMENSÕES DO ORÇAMENTO

ECONÔMICA
RECURSOS DA SOCIEDADE E OS
INJETA EM ÁREAS
SELECIONADAS.
É corolário da dimensão econômica.
Se o Orçamento Público tem um
inequívoco caráter redistributivo, o
processo de elaboração, aprovação
e gestão do orçamento embute,
POLÍTICA necessariamente, PERSPECTIVAS E
INTERESSES CONFLITANTES QUE
SE RESOLVEM EM ÚLTIMA
INSTÂNCIA NO ÂMBITO DA AÇÃO
POLÍTICA DOS AGENTES
PÚBLICOS e dos inúmeros
segmentos sociais.

Representa o FLUXO FINANCEIRO


GERADO PELAS ENTRADAS DE
RECURSOS OBTIDOS COM A
FINANCEIRA
ARRECADAÇÃO DE RECEITAS E OS
DISPÊNDIOS COM AS SAÍDAS DE
RECURSOS PROPORCIONADO
PELAS DESPESAS, evidenciando a
execução orçamentária.

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DICA 2
TÓPICOS DO EDITAL:
1. ORÇAMENTO PÚBLICO. 1.1 CONCEITO 1.2 TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS.

NATUREZA JURÍDICA DO ORÇAMENTO


A Lei Orçamentária Anual é uma lei formal ou material? NÃO HÁ CONSENSO entre
os doutrinadores com relação à natureza jurídica do orçamento. Segundo Paludo
(2017), o ORÇAMENTO É UMA LEI NO QUE SE REFERE AO ASPECTO FORMAL,
visto que passa por todo o processo legislativo (discussão, votação, aprovação,
publicação), MAS NÃO O É EM SENTIDO MATERIAL. Esse posicionamento é
coerente com a maioria dos autores e com o ENTENDIMENTO DO PRÓPRIO STF,
assim resumido: "o orçamento é lei formal que apenas prevê receitas e autoriza
gastos, sem criar direitos subjetivos e sem modificar as leis tributárias e
financeiras". Contudo, na ADI 2925, vislumbrou-se a existência de NORMAS
ABSTRATAS inseridas na lei orçamentária de 2003, o que abriu, assim, espaço para
controle de constitucionalidade. Registre-se que, atualmente, o STF admite o
controle de constitucionalidade de lei, independentemente de ser apenas lei em
sentido formal - ADI 4048 e ADI 4049. (VER TAMBÉM A ADI 5449-MC DE
10.03.2016). Conforme Teori Zavascki, “leis orçamentárias que materializem atos
de aplicação primária da Constituição Federal podem ser submetidas a controle de
constitucionalidade em processos objetivos.” Segundo a decisão da ministra Rosa
Weber nos dois mandados de segurança, o Executivo somente está autorizado a
promover ajustes nas propostas enviadas pelos demais poderes quando as
despesas estiverem em desacordo com os limites estipulados pela lei de diretrizes
orçamentárias. Inexistindo incompatibilidade, não há amparo no ordenamento
jurídico para a sua alteração, ainda que sob o pretexto de promover o equilíbrio
orçamentário ou obtenção de superávit primário. Ainda segundo a ministra,
concluída a fase de apreciação legislativa e submetido o projeto de lei
orçamentária anual à Presidência da República há possibilidade de veto total ou
parcial. Em suma, o Executivo somente está autorizado a promover ajustes nas
propostas enviadas pelos demais poderes quando as despesas estiverem em
desacordo com os limites estipulados pela lei de diretrizes orçamentárias.

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DICA 3
TÓPICOS DO EDITAL:
1. ORÇAMENTO PÚBLICO. 1.1 CONCEITO 1.2 TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS.

ORÇAMENTO EXECUTIVO X LEGISLATIVO X MISTO


ORÇAMENTO a elaboração, a votação e o controle do orçamento são
LEGISLATIVO competências do Poder Legislativo. Normalmente ocorre
em países parlamentaristas. Ao Executivo cabe apenas a
execução. Exemplo: Constituição Federal de 1891
ORÇAMENTO a elaboração, a votação, o controle e a execução são
EXECUTIVO competências do Poder Executivo. É típico de regimes
autoritários. Exemplo: Constituição Federal de 1937
ORÇAMENTO a elaboração e a execução são de competência do
MISTO Executivo, cabendo ao Legislativo a votação e o controle.
Exemplo: a atual Constituição Federal de 1988

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DICA 4
TÓPICOS DO EDITAL:
1. ORÇAMENTO PÚBLICO. 1.1 CONCEITO 1.2 TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS.

FUNÇÕES DO ORÇAMENTO PÚBLICO


Está ligada à alocação de recursos por parte
do Governo, que oferece bens e serviços
públicos puros (ex.: rodovias, segurança,
justiça), os quais não seriam oferecidos pelo
mercado, ou o seriam em condições
ineficientes. Oferece também bens meritórios

ALOCATIVA ou semipúblicos (ex.: educação e saúde). E


ainda cria condições para que bens privados
sejam oferecidos no mercado pelos
produtores. Além disso, esta função diz
respeito a promover ajustamentos na
alocação de recursos e se justifica quando o
funcionamento do mecanismo de mercado
(sistema de ação privada) não garante a
necessária eficiência na utilização desses
recursos.

Objetiva promover ajustamentos na


distribuição de renda devido às falhas de
mercado (desigualdades sociais, monopólios

DISTRIBUTIVA empresariais, etc.). É uma função que busca


tornar a sociedade menos desigual em termos
de renda e riqueza, por meio da tributação e
de transferências financeiras, subsídios,
incentivos fiscais, alocação de recursos em
camadas mais pobres da população etc.

trata da aplicação das diversas políticas


econômico-financeiras a fim de ajustar o nível
geral de preços, melhorar o nível de emprego,
estabilizar a moeda e promover o
crescimento econômico, mediante
instrumentos de política monetária, cambial e

ESTABILIZADORA fiscal, ou outras medidas de intervenção


econômica (controles por leis, limitação etc.).
É uma função associada à manutenção da
estabilidade econômica, justificada como
meio de atenuar o impacto social e
econômico na presença de inflação ou
depressão.

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DICA 5
TÓPICOS DO EDITAL:
1. ORÇAMENTO PÚBLICO. 1.1 CONCEITO 1.2 TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS.

Era um documento de previsão de receitas e autorização de despesas com ênfase


BASE- TRADICIONAL

no gasto, o objeto de gasto. Sua finalidade era ser um instrumento de controle


POR OU CLÁSSICO

político do Legislativo sobre o Executivo, sem preocupação com o planejamento.


O critério utilizado para a classificação dos gastos era a Unidade
Administrativa (classificação institucional) e o elemento de despesa (objeto do
gasto).
TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS / TIPOS DE ORÇAMENTO

Cada despesa é tratada como uma nova iniciativa de despesa, e a cada ano é
necessário provar as necessidades de orçamento, competindo com outras
prioridades e projetos. Inicia-se todo ano, partindo do "zero" - daí o nome
Orçamento Base-Zero. Memorizem que no orçamento Base Zero toda despesa é
considerada uma despesa nova, independentemente de tratar-se de despesa
OU
ORÇAMENTO

ESTRATÉGIA

continuada oriunda de período passado ou de uma despesa inédita/nova. Sua


filosofia é romper com o passado, sua elaboração é trabalhosa, demorada e
mais cara, além de desprezar a experiência acumulada pela organização
ZERO

(DESVANTAGEM) e é incompatível com qualquer planejamento de médio ou


longo prazos.
O Orçamento de Desempenho representou uma evolução do Orçamento
Tradicional; buscava saber o que o Governo fazia (ações orçamentárias) e não
apenas o que comprava (elemento de despesa). Havia também forte preocupação
ORÇAMENTO DE

com os custos dos programas. A ênfase era no desempenho organizacional, e


DESEMPENHO/
FUNCIONAL

avaliavam-se os resultados (em termos de eficácia, não de efetividade). Procurava-


se medir o desempenho por meio do resultado obtido, tornando o orçamento um
instrumento de gerenciamento para a Administração Pública. Era um processo
orçamentário que se caracterizava por apresentar duas dimensões do
orçamento: o objeto do gasto e um programa de trabalho, contendo as ações a
serem desenvolvidas. Ainda não havia, no entanto, a estreita vinculação com o
planejamento, e o critério de classificação foi alterado para incorporar o
programa de trabalho e a classificação por funções.

Esse orçamento foi determinado pela Lei nº 4.320/1964, reforçado pelo Decreto-lei
nº 200/1967, e teve a primeira classificação funcional-programática em 1974, mas
ORÇAMENTO PROGRAMA

foi apenas com a edição do Decreto nº 2.829/1998 e com o primeiro PPA 2000-
2003 que se tornou realidade. O Orçamento Programa é o atual e mais moderno
Orçamento Público. Está intimamente ligado ao planejamento, e representa o maior
nível de classificação das ações governamentais. É a única técnica que integra
planejamento e orçamento e, como o planejamento começa pela definição de
objetivos, não há Orçamento Programa sem definição clara de objetivos. Essa
integração é feita através dos "programas", que são os ''elos de união" entre
planejamento e orçamento. Levem para a prova que, atualmente diz-se que o
Orçamento Programa é o elo entre planejamento, orçamento e gestão, portanto, no
Orçamento Programa a ênfase é no que se realiza e não no que se gasta.

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Orçamento Participativo é uma técnica orçamentária em que a alocação de alguns


recursos contidos no Orçamento Público é decidida com a participação direta da
população, ou por meio de grupos organizados da sociedade civil, como a
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO
associação de moradores. Até o momento, sua aplicação restringe-se ao âmbito
municipal, e, excepcionalmente, estadual. O principal benefício do Orçamento
Participativo é a democratização da relação do Estado -sociedade com
fortalecimento da democracia. orçamento participativo é uma técnica orçamentária
caracterizada pela participação da sociedade, mas não caia na pegadinha de achar
que isso se dá em substituição ao poder público, como agente elaborador da
proposta orçamentária que é posteriormente enviada ao Poder Legislativo, pois
isso está equivocado. Há, na verdade, uma participação popular no processo de
elaboração dos orçamentos e não uma substituição à atribuição devida pelo poder
público.

O Orçamento Incremental é o orçamento feito por meio de ajustes marginais nos


seus itens de receita e despesa. O Orçamento Incremental é aquele que, a partir dos
gastos atuais, propõe um aumento percentual para o ano seguinte, considerando
apenas o aumento ou diminuição dos gastos, sem análise de alternativas possíveis.
É possível identificar algumas características desse tipo de orçamento: as ações não
INCREMENTAL
ORÇAMENTO

são revisadas anualmente, logo não se compara com alternativas possíveis; é


baseado no orçamento do último ano, contendo praticamente os mesmos itens de
despesa, com aumentos e diminuições de valores; o incremento de valores ocorre
mediante negociação política; é uma técnica rudimentar que foca itens de despesas
em vez de objetivos de programas.

Como o orçamento de desempenho ainda era falho, faltando-lhe a vinculação com o


planejamento governamental, partiu-se para uma técnica mais elaborada, que foi o
orçamento-programa, introduzido nos Estados Unidos da América, no final da
PPBS

década de 50, sob a denominação de PPBS (PLANNING PROGRAMNING


BUDGETING SYSTEM). Este orçamento foi introduzido no Brasil através da Lei
4320/64 e do Decreto-Lei 200/67. A concepção fundamental do PPBS consiste na
introdução da análise custo/benefício e da análise entre as prioridades conflitantes.

O orçamento por resultados é um método para elaboração, execução e avaliação


de programas governamentais com o objetivo de contribuir para que o estado
implemente políticas públicas que atendam, a cada dia, mais e melhor, aos
POR RESULTADOS (OpR)

interesses e às expectativas dos cidadãos, criando valor público. O orçamento


por resultados melhora a aceitação dos governos, reforça a confiança nas
instituições públicas estabelecidas e contribui para o desenvolvimento
ORÇAMENTO

socioeconômico, bem como para a eficiência, a eficácia e a efetividade da gestão


pública. O ponto de partida do orçamento por resultados é desenhar e planejar
os programas do plano plurianual e dos orçamentos anuais a partir de uma
metodologia baseada em resultados. Coloca em destaque os resultados, de
interesse da sociedade, que um órgão ou entidade busca atingir por meio de sua
atuação, torna explícito o vínculo entre os recursos orçamentários a serem
alocados nos programas e esses resultados e utiliza indicadores para
acompanhamento dos programas, com vistas a aprimorá-los e a subsidiar o
processo orçamentário.

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DICA 6
TÓPICOS DO EDITAL:
1. ORÇAMENTO PÚBLICO. 1.1 CONCEITO 1.2 TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS.

São características do Orçamento Programa:

O ORÇAMENTO É O ELO ENTRE O PLANEJAMENTO E O ORÇAMENTO


A ALOCAÇÃO DE RECURSOS VISA À CONSECUÇÃO DE OBJETIVOS E
METAS
AS DECISÕES ORÇAMENTÁRIAS SÃO TOMADAS COM BASE EM
AVALIAÇÕES E ANÁLISES TÉCNICAS DE ALTERNATIVAS POSSÍVEIS
NA ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO SÃO CONSIDERADOS TODOS OS
CUSTOS DOS PROGRAMAS, INCLUSIVE OS QUE EXTRAPOLAM O
EXERCÍCIO
A ESTRUTURA DO ORÇAMENTO ESTÁ VOLTADA PARA OS ASPECTOS
ADMINISTRATIVOS E DE PLANEJAMENTO
O PRINCIPAL CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO É O FUNCIONAL-
PROGRAMÁTICO
UTILIZAÇÃO SISTEMÁTICA DE INDICADORES E PADRÕES DE MEDIÇÃO
DO TRABALHO E DE RESULTADOS
O CONTROLE VISA AVALIAR A EFICIÊNCIA, A EFICÁCIA E A EFETIVIDADE
DAS AÇÕES GOVERNAMENTAIS

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DICA 7
TÓPICOS DO EDITAL:
2. O ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL & 2.2 PLANO PLURIANUAL. 2.3
DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS. 2.4 ORÇAMENTO ANUAL.

A LDO PODE também ser instrumento de autorização de despesas, se constar no


seu texto a possibilidade de liberação de duodécimos dos créditos
orçamentários, E se o orçamento anual não for aprovado até 31 de dezembro.
Ou seja, a LDO pode ser instrumento de autorização de despesas somente se
preenchidas as duas condições anteriores.

DICA 8
TÓPICOS DO EDITAL:
2. O ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL & 2.2 PLANO PLURIANUAL. 2.3
DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS. 2.4 ORÇAMENTO ANUAL.

A vigência da Lei de Diretrizes Orçamentárias, se considerados os meses, é de


dezoito meses, e se considerarmos os anos, de dois anos; desde a sua aprovação,
que deve ocorrer até o final do primeiro período da sessão legislativa (17/7), até o
final do exercício financeiro seguinte (31/12). Atente para o fato de que, embora
durante seis meses de cada ano haja vigência simultânea de duas LDOs, elas não
incidem sobre o mesmo PL e LOA, mas sobre PLs e LOAs diferentes: cada LDO
incide sobre um único PL-LOA e sobre a LOA oriunda desse PL-LOA aprovada pelo
Congresso Nacional.

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DICA 9
TÓPICOS DO EDITAL:
2. O ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL & 2.2 PLANO PLURIANUAL. 2.3
DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS. 2.4 ORÇAMENTO ANUAL.

Ainda, são atribuições da LDO, consoante a LRF:


CONTER AUTORIZAÇÃO PARA QUE OS MUNICÍPIOS CONTRIBUAM PARA O
CUSTEIO DE DESPESAS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS ENTES DA FEDERAÇÃO
ESTABELECER EXIGÊNCIAS PARA A REALIZAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA
VOLUNTÁRIA
ESTABELECER CONDIÇÕES PARA A DESTINAÇÃO DE RECURSOS PARA, DIRETA
OU INDIRETAMENTE, COBRIR NECESSIDADES DE PESSOAS FÍSICAS OU DÉFICITS
DE PESSOAS JURÍDICAS
DISPOR SOBRE O IMPACTO E O CUSTO FISCAL DAS OPERAÇÕES REALIZADAS
PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL, O QUAL SERÃO DEMONSTRADOS
TRIMESTRALMENTE
DISPOR SOBRE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA E O CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
MENSAL DE DESEMBOLSO ESTABELECIDO PELO PODER EXECUTIVO ATÉ
TRINTA DIAS APÓS A PUBLICAÇÃO DOS ORÇAMENTOS
ESTABELECER PARA OS PODERES E O MINISTÉRIO PÚBLICO CRITÉRIOS DE
LIMITAÇÃO DE EMPENHO E MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA SE VERIFICADO, AO
FINAL DE UM BIMESTRE, QUE A REALIZAÇÃO DA RECEITA PODERÁ NÃO
COMPORTAR O CUMPRIMENTO DAS METAS DE RESULTADO PRIMÁRIO OU
NOMINAL ESTABELECIDAS NO ANEXO DE METAS FISCAIS
RESSALVAR AS DESPESAS QUE NÃO SERÃO SUBMETIDAS À LIMITAÇÃO DE
EMPENHO
DISPOR SOBRE A CONCESSÃO OU AMPLIAÇÃO DE INCENTIVO OU BENEFÍCIO DE
NATUREZA TRIBUTÁRIA DA QUAL DECORRA RENÚNCIA DE RECEITA
DISPOR SOBRE DESPESA CONSIDERADA IRRELEVANTE, PARA EFEITOS DE
GERAÇÃO DE DESPESA
DISPOR SOBRE A INCLUSÃO DE NOVOS PROJETOS NA LOA OU NAS LEIS DE
CRÉDITOS ADICIONAIS, APÓS ADEQUADAMENTE ATENDIDOS OS EM
ANDAMENTO E CONTEMPLADAS AS DESPESAS DE CONSERVAÇÃO DO
PATRIMÔNIO PÚBLICO
EXCEPCIONALIZAR A CONTRATAÇÃO DE HORA EXTRA, QUANDO FOR
ALCANÇADO O LIMITE PRUDENCIAL DAS DESPESAS COM PESSOAL, O QUAL É DE
95% DO LIMITE PREVISTO NA LRF

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DICA 10
TÓPICOS DO EDITAL:
2. O ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL & 2.2 PLANO PLURIANUAL. 2.3
DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS. 2.4 ORÇAMENTO ANUAL.

O PPA 2016-2019 aproximou a orientação estratégica dos Programas


Temáticos, demonstrando como a estratégia geral do governo se conecta com os
objetivos e metas e permitindo ver as principais diretrizes de governo e sua
relação com os Objetivos dos Programas Temáticos. Nesse PPA são os Eixos e as
Diretrizes Estratégicas que norteiam a implantação das políticas e a construção
dos Programas Temáticos. Com essas inovações iniciadas em 2012, o PPA tornou-
se mais estratégico.
Assim, o PPA representa o Planejamento Estratégico do Governo Federal,
logo, cabe ao PPA declarar as escolhas do governo e indicar os meios para a
implementação das políticas públicas e, ainda, orientar a ação do Estado para o
alcance dos objetivos pretendidos.Com o intuito de alcançar os objetivos
constitucionais estabelecidos no art. 3." da CF /1988, o critério utilizado para o
estabelecimento de diretrizes, objetivos e metas é a regionalização (não é por
estado nem por municípios) e o critério populacional. Essa regionalização não se
refere apenas ao PPA, mas a todos os demais planos que, conforme o art. 165, § 4.º,
devem ser elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo
Congresso Nacional. As regiões às quais o PPA se refere são as macrorregiões
brasileiras: Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. A essas macrorregiões é
necessário acrescentar uma outra possibilidade: a nacional - visto que
existem diretrizes, objetivos e metas de caráter nacional, pois todos os
brasileiros serão beneficiados, independentemente da Região ou do Estado
em que residam. Atente para isso, pois a CESPE ama cobrar este tópico em
provas.

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DICA 11
TÓPICOS DO EDITAL:
2. O ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL & 2.2 PLANO PLURIANUAL. 2.3
DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS. 2.4 ORÇAMENTO ANUAL.

O PPA 2016-2019 mantém as dimensões estratégica, tática e operacional, assim


descritas:

• A DIMENSÃO ESTRATÉGICA é a orientação estratégica do plano, composta


pela Visão de Futuro, Eixos e Diretrizes Estratégicas; precede e orienta a
elaboração dos Programas Temáticos.

• A DIMENSÃO TÁTICA define caminhos exequíveis para as transformações da


realidade anunciadas nas Diretrizes Estratégicas, considerando as variáveis
inerentes à política pública e reforçando a apropriação, pelo PPA, das
principais agendas de governo e dos planos setoriais para os próximos quatro
anos. É expressa nos Programas e reflete as entregas de bens e serviços pelo
Estado à sociedade.

• A DIMENSÃO OPERACIONAL relaciona-se com a otimização na aplicação dos


recursos disponíveis e a qualidade dos produtos entregues, sendo
especialmente tratada no Orçamento.

O novo modelo de gestão (adotado a partir de 2012) pauta-se pela flexibilidade,


criatividade e informação, pela ampliação da comunicação e da coordenação entre
os Órgãos Centrais de Governo e os órgãos executores, pelo respeito à diversidade
política e suas relações de complementaridade, pelo diálogo, pelo fortalecimento
do pacto federativo e pela transparência.

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DICA 12
TÓPICOS DO EDITAL:
2. O ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL & 2.2 PLANO PLURIANUAL. 2.3
DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS. 2.4 ORÇAMENTO ANUAL.

O PPA pode ser revisado periodicamente. A revisão do PPA não é obrigatória, para
que ela ocorra é necessário que haja interesse e autorização do Poder Executivo, e
aprovação da lei de revisão pelo Congresso Nacional. A revisão do PPA inclui:
inclusão, alteração e exclusão de Programas e de Ações Plurianuais. Outro ponto
importante que quero que você leve para a prova da banca CESPE é o seguinte:
NÃO DEPENDE DE LEI E PODEM SER FEITAS DIRETAMENTE PELO PODER
EXECUTIVO AS ALTERAÇÕES:

VALOR GLOBAL DO PROGRAMA

ADEQUAR VINCULAÇÃO ENTRE AÇÃO X OBJETIVO

ALTERAR/REVISAR METAS E ALTERAR ATRIBUTOS (INDICADOR, ÓRGÃO


RESPONSÁVEL POR OBJETIVO E META, INICIATIVAS, VALOR GLOBAL
alterar o Anexo II - Programas de Gestão, Manutenção e Serviços ao Estado,
em decorrência de criação, extinção, transformação, transferência,
incorporação ou desmembramento de órgãos.

Atente para o fato de que quaisquer modificações realizadas com fulcro na


autorização prevista no caput deverão ser informadas à Comissão Mista de Planos,
Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional e publicadas em portal
eletrônico do governo federal.

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DICA 13
TÓPICOS DO EDITAL:
2. O ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL & 2.2 PLANO PLURIANUAL. 2.3
DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS. 2.4 ORÇAMENTO ANUAL.

Conforme a Lei nº 13.249/2016 (Lei que instituiu o PPA 2016-2019), são


prioridades da administração pública federal para o período 2016- 2019:

AS METAS INSCRITAS NO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (LEI NO 13.005,


DE 25 DE JUNHO DE 2014);
O PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO - PAC, IDENTIFICADO NAS
LEIS ORÇAMENTÁRIAS ANUAIS POR MEIO DE ATRIBUTO ESPECÍFICO; E
O PLANO BRASIL SEM MISÉRIA - PBSM, IDENTIFICADO NAS LEIS
ORÇAMENTÁRIAS ANUAIS POR MEIO DE ATRIBUTO ESPECÍFICO.

Para o período 2016-2019, o PPA terá como diretrizes:

O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ORIENTADO PELA INCLUSÃO SOCIAL


A MELHORIA CONTÍNUA DA QUALIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
A GARANTIA DOS DIREITOS HUMANOS COM REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES
SOCIAIS, REGIONAIS, ÉTNICO-RACIAIS, GERACIONAIS E DE GÊNERO
O ESTÍMULO E A VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E
INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE
A PARTICIPAÇÃO SOCIAL COMO DIREITO DO CIDADÃO
A VALORIZAÇÃO E O RESPEITO À DIVERSIDADE CULTURAL
O APERFEIÇOAMENTO DA GESTÃO PÚBLICA COM FOCO NO CIDADÃO, NA
EFICIÊNCIA DO GASTO PÚBLICO, NA TRANSPARÊNCIA, E NO
ENFRENTAMENTO À CORRUPÇÃO
A GARANTIA DO EQUILÍBRIO DAS CONTAS PÚBLICAS

@profleandroravyelle Página 15
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DICA 14
TÓPICOS DO EDITAL:
2. O ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL & 2.2 PLANO PLURIANUAL. 2.3
DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS. 2.4 ORÇAMENTO ANUAL.

O PPA 2016-2019 reflete as políticas públicas e orienta a atuação governamental


por meio de Programas Temáticos e de Gestão, Manutenção e Serviços ao Estado,
assim definidos:

PROGRAMA TEMÁTICO ORGANIZADO POR RECORTES


SELECIONADOS DE POLÍTICAS
PÚBLICAS, EXPRESSA E ORIENTA A
AÇÃO GOVERNAMENTAL PARA A
ENTREGA DE BENS E SERVIÇOS À
SOCIEDADE
PROGRAMA DE GESTÃO, EXPRESSA E ORIENTA AS AÇÕES
MANUTENÇÃO E SERVIÇOS AO DESTINADAS AO APOIO, À GESTÃO E À
ESTADO MANUTENÇÃO DA ATUAÇÃO
GOVERNAMENTAL

NÃO INTEGRAM O PPA 2016-2019 OS PROGRAMAS DESTINADOS


EXCLUSIVAMENTE A OPERAÇÕES ESPECIAIS.

Os Programas constantes do PPA 2016-2019 estarão expressos nas leis


orçamentárias anuais e nas leis de crédito adicional e as ações orçamentárias serão
discriminadas exclusivamente nas leis orçamentárias. Nos Programas Temáticos,
cada ação orçamentária estará vinculada a um único Objetivo, exceto as ações
padronizadas. As vinculações entre ações orçamentárias e Objetivos do PPA
constarão das leis orçamentárias anuais. O investimento plurianual, para o período
de 2016 a 2019, está incluído no Valor Global dos Programas. A gestão do PPA
2016-2019 observará os princípios da PUBLICIDADE, EFICIÊNCIA,
IMPESSOALIDADE, ECONOMICIDADE E EFETIVIDADE e compreenderá a
implementação, o monitoramento, a avaliação e a revisão do Plano. Caberá ao
Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão definir os prazos, as
diretrizes e as orientações técnicas complementares para a gestão do PPA. O Poder
Executivo manterá sistema informatizado de apoio à gestão do Plano e adotará, em
conjunto com representantes da sociedade civil, mecanismos de participação social
nas etapas do ciclo de gestão do PPA 2016-2019 (ORÇAMENTO PARTICIPATIVO).

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DICA 15
TÓPICOS DO EDITAL:
1.3. PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS.

PRINCÍPIO DO EQUILÍBRIO
Este princípio está consagrado no art 4º-, inciso I, alínea a, da LRF que determina
que a LDO disporá sobre o equilíbrio entre receita e despesa. Ele estabelece que a
despesa fixada não pode ser superior à receita prevista, ou seja, deve ser igual à
receita prevista. A finalidade desse princípio é deter o crescimento desordenado
dos gastos governamentais e impedir o déficit orçamentário. Praticamente em
todos os anos esse princípio é apenas formalmente atendido nas LOA's, visto que o
"equilíbrio" é mantido com as operações de crédito nele contidas e autorizadas -
que são na verdade empréstimos que escondem o déficit existente. O princípio do
equilíbrio é aferido no momento da aprovação do orçamento, e não durante
sua execução. Durante a execução o equilíbrio será perseguido, mas não será
exato porque a execução comporta variações envolvendo receitas e despesas. Esse
princípio orçamentário com assento constitucional e comumente indicado pela
doutrina é, em uma de suas acepções correntes, conhecido como “regra de ouro”,
uma vez que veda a realização de operações de crédito que excedam o montante
das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder
Legislativo por maioria absoluta.
PRINCÍPIOS DO PLANEJAMENTO E DA PROGRAMAÇÃO
Esses princípios são modernos e recentes. O princípio do planejamento, de acordo
com a Constituição Federal de 1988, art. 165, § 1", refere-se à obrigatoriedade de
elaboração do Plano Plurianual (PPA), e a obrigatoriedade de todos os planos e
programas nacionais, regionais e setoriais serem elaborados em consonância com
ele (art. 165, § 4º), reforçado pela LRF, art. 1º, § 1º, que exige a ação planejada: "a
responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em
que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas
públicas". Haja vista a importância do planejamento plurianual para a
Administração Pública, ele obrigatoriamente deverá ser aprovado mediante lei, não
sendo admitida sua formalização mediante Medida Provisória (CF /1988, art. 62, §
1º, d). O princípio da programação surgiu a partir da instituição do orçamento-
programa, e apregoa que o orçamento deve evidenciar os programas de trabalho,
servindo como instrumento de administração do Governo, facilitando a
fiscalização, gerenciamento e planejamento. Todas as despesas são inseridas no
Orçamento sob a forma de programa. Programa é o instrumento que o Governo
utiliza para organizar suas ações de maneira lógica e racional, a fim de otimizar a
aplicação dos recursos públicos e maximizar os resultados para a sociedade. Como
o "programa" é o elo entre planejamento e orçamento, esses princípios são
apresentados juntos.

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DICA 16
TÓPICOS DO EDITAL:
1.4. CICLO ORÇAMENTÁRIO. 1.5 PROCESSO ORÇAMENTÁRIO.

NÃO CONFUNDA PROCESSO (CICLO) COM SISTEMA ORÇAMENTÁRIO. O


PROCESSO ORÇAMENTÁRIO compreende as fases de elaboração e execução das
leis orçamentárias: Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
e Lei Orçamentária Anual (LOA). Cada uma dessas leis tem ritos próprios de
elaboração, aprovação e implementação pelos Poderes Legislativo e Executivo.
Entender esses ritos é o primeiro passo para a participação da sociedade no
processo decisório, fortalecendo, assim, o exercício do controle social na aplicação
dos recursos públicos. Já o SISTEMA ORÇAMENTÁRIO é a estrutura composta
pelas organizações, recursos humanos, informações, tecnologia, regras e
procedimentos, necessários ao cumprimento das funções definidas no processo
orçamentário.

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DICA 17
TÓPICOS DO EDITAL:
1.4. CICLO ORÇAMENTÁRIO. 1.5 PROCESSO ORÇAMENTÁRIO.

CICLO ORÇAMENTÁRIO AMPLIADO


O ciclo orçamentário ampliado ou ciclo de planejamento e orçamento federal
corresponde a um período mais amplo que quatro anos. Ele inicia com a
elaboração, discussão, votação e aprovação do PPA; continua com a elaboração,
discussão, votação e aprovação da LDO; e, por fim, a elaboração, discussão, votação
e aprovação, execução, controle e avaliação da LOA. Segundo Sanches, o ciclo
orçamentário ampliado desdobrar-se em oito fases, quais sejam:

1 FORMULAÇÃO DO PLANEJAMENTO PLURIANUAL, PELO


EXECUTIVO
2 APRECIAÇÃO E ADEQUAÇÃO DO PLANO, PELO LEGISLATIVO
3 PROPOSIÇÃO DE METAS E PRIORIDADES PARA A
ADMINISTRAÇÃO E DA POLÍTICA DE ALOCAÇÃO DE RECURSOS
PELO EXECUTIVO
4 APRECIAÇÃO E ADEQUAÇÃO DA LDO, PELO LEGISLATIVO
5 ELABORAÇÃO DA PROPOSTA DE ORÇAMENTO, PELO
EXECUTIVO
6 APRECIAÇÃO, ADEQUAÇÃO E AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA
7 EXECUÇÃO DOS ORÇAMENTOS APROVADOS
8 AVALIAÇÃO DA EXECUÇÃO E JULGAMENTO DAS CONTAS

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DICA 18
TÓPICOS DO EDITAL:
1.4. CICLO ORÇAMENTÁRIO. 1.5 PROCESSO ORÇAMENTÁRIO.

Funções da Comissão Mista Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização – CMO

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DICA 19
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3 FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

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DICA 20
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES DA RECEITA

RECEITA ORIGINÁRIA - é a receita efetiva oriunda das rendas produzidas pelos ativos
do Poder Público, pela cessão remunerada de bens e valores (aluguéis e ganhos em
aplicações financeiras), ou aplicação em atividades econômicas (produção, comércio
ou serviços). As receitas originárias são provenientes do patrimônio público (bens e
direitos). O Estado obtém essas receitas colocando parte do seu patrimônio à
disposição da sociedade, que paga pela sua utilização. São formadas por receitas
correntes e também são denominadas receitas de economia privada. Ex.: receitas
patrimoniais, receitas agropecuárias, receitas comerciais, receitas de serviço,
participações e dividendos, receita de aluguel de imóveis etc. Podem ser
subclassificadas em:

I- PATRIMONIAIS: receitas que provêm das rendas geradas pelo


patrimônio do próprio Estado (mobiliário e imobiliário). Exs.:
receitas de aluguéis, receitas decorrentes das vendas de bens e
as operações de crédito. Incluem-se também as decorrentes de
pagamento de royalties pela exploração do seu patrimônio por
concessionários e permissionários de serviços públicos.
II- EMPRESARIAIS: são aquelas provenientes das atividades
realizadas pelo Estado como empresário, seja no âmbito
comercial, industrial ou de prestação de serviços.

RECEITA DERIVADA - é a receita efetiva obtida pelo Estado em função de sua


soberania, por meio de tributos, penalidades, indenizações e restituições. As receitas
derivadas são formadas por receitas correntes, segundo a classificação da receita por
categoria econômica. Ex.: receita tributária, receita de contribuições etc. São receitas
obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva. O Estado exerce a sua
competência, o seu poder, e tributa os rendimentos e o patrimônio das pessoas e das
empresas, exigindo compulsoriamente que o particular entregue determinada
quantia na forma de tributos. Essa receita é derivada porque deriva do patrimônio
dos particulares, da sociedade em geral. Embora utilizada no meio acadêmico, a
diferenciação originária X derivada não é utilizada como classificação oficial da
receita pelo Poder Público.

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DICA 21
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

Para fins contábeis, quanto ao impacto na situação patrimonial líquida, a receita pode
ser “efetiva” ou “não-efetiva”:

a. RECEITA ORÇAMENTÁRIA EFETIVA aquela em que os ingressos


de disponibilidade de recursos não foram precedidos de registro de
reconhecimento do direito e não constituem obrigações
correspondentes.

b. RECEITA ORÇAMENTÁRIA NÃO EFETIVA é aquela em que os


ingressos de disponibilidades de recursos foram precedidos de
registro do reconhecimento do direito ou constituem obrigações
correspondentes, como é o caso das operações de crédito.

DICA 22
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

RECEITA VINCULADA - é a receita arrecadada com destinação específica estabelecida


em dispositivos legais. A vinculação da receita torna a programação financeira menos
flexível, reservando parte dos recursos disponíveis para determinada destinação.
Receita vinculada é a receita arrecadada que, em função da legislação, tem sua
destinação estabelecida. Essas receitas não poderão ser utilizadas para outro objeto,
conforme o parágrafo único do art. 8º da LRF: "Os recursos legalmente vinculados à
finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua
vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso".

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DICA 23
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO O MCASP 7ª EDIÇÃO


A classificação da receita orçamentária é de utilização obrigatória para todos os entes
da Federação, sendo facultado seu desdobramento para atendimento das respectivas
peculiaridades. Nesse sentido, as receitas orçamentárias são classificadas segundo os
seguintes critérios:

NATUREZA DE RECEITA
FONTE/DESTINAÇÃO DE RECURSOS
INDICADOR DE RESULTADO PRIMÁRIO

O detalhamento das classificações orçamentárias da receita, no âmbito da União, é


normatizado por meio de portaria da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), órgão
do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG).

OBSERVAÇÃO:
Quero que tenham cuidado redobrado com relação à classificação trazida pelo
Manual Técnico Orçamentário MTO 2019, pois temos uma mudança significativa
na classificação. Segundo este manual, a classificação da receita orçamentária, a
exemplo do que ocorre na despesa, é de utilização obrigatória por todos os entes da
Federação, sendo facultado o seu desdobramento para atendimento das respectivas
necessidades. Sobre o assunto, as receitas orçamentárias são classificadas segundo os
seguintes critérios:

NATUREZA DE RECEITA
INDICADOR DE RESULTADO PRIMÁRIO
FONTE/DESTINAÇÃO DE RECURSOS
ESFERA ORÇAMENTÁRIA

Como vemos, há uma mudança, pois no MCASP não temos a classificação por esfera
orçamentária. Trataremos desse tema mais adiante.

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DICA 24
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

RECEITAS DE OPERAÇÕES INTRAORÇAMENTÁRIAS


Operações intraorçamentárias são aquelas realizadas entre órgãos e demais
entidades da Administração Pública integrantes do orçamento fiscal e do orçamento
da seguridade social do mesmo ente federativo; por isso, não representam novas
entradas de recursos nos cofres públicos do ente, mas apenas movimentação de
receitas entre seus órgãos. De fato, define-se como intraorçamentárias as operações
que resultem de despesas de órgãos, fundos, autarquias, fundações, empresas estatais
dependentes e outras entidades integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade
social decorrentes da aquisição de materiais, bens e serviços, pagamento de impostos,
taxas e contribuições, quando o recebedor dos recursos também for órgão, fundo,
autarquia, fundação, empresa estatal dependente ou outra entidade constante desses
orçamentos, no âmbito da mesma esfera de governo. As receitas intra-orçamentárias
decorrem da realização de despesas intra-orçamentárias, mas não alteram o saldo da
Conta Única do Tesouro no Banco Central, traduzindo-se em meros lançamentos
contábeis. As receitas intraorçamentárias são a contrapartida das despesas
classificadas na Modalidade de Aplicação “91 – Aplicação Direta Decorrente de
Operação entre Órgãos, Fundos e Entidades Integrantes do Orçamento Fiscal e do
Orçamento da Seguridade Social” que, devidamente identificadas, possibilitam
anulação do efeito da dupla contagem na consolidação das contas governamentais.
Dessa forma, a fim de se evitar a dupla contagem dos valores financeiros objeto de
operações intraorçamentárias na consolidação das contas públicas, a Portaria
Interministerial STN/SOF nº 338/2006, incluiu as “Receitas Correntes
Intraorçamentárias” e “Receitas de Capital Intraorçamentárias”, representadas,
respectivamente, pelos códigos 7 e 8 em suas categorias econômicas. Essas
classificações, segundo disposto pela Portaria que as criou, não constituem novas
categorias econômicas de receita, mas apenas especificações das Categorias
Econômicas “Receita Corrente” e “Receita de Capital”.

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DICA 25
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

ORIGENS DA RECEITA CORRENTE


Tomem cuidado com as definições das seguintes origens, pois caem bastante em
prova!

TRANSFERÊNCIAS CORRENTES: são provenientes do recebimento de recursos


financeiros de outras pessoas de direito público ou privado destinados a atender
despesas de manutenção ou funcionamento que não impliquem contraprestação
direta em bens e serviços a quem efetuou essa transferência. É o ingresso proveniente
de outros entes ou entidades, referente a recursos pertencentes ao ente ou entidade
recebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivado mediante condições
preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência, desde que o objetivo seja a
aplicação em despesas correntes. Por outro lado, a utilização dos recursos recebidos
vincula-se à determinação constitucional ou legal, ou ao objeto pactuado. Tais
transferências ocorrem entre entidades públicas de diferentes esferas ou entre
entidades públicas e instituições privadas. O órgão que transfere as receitas executa
as três fases da despesa: empenha, liquida e paga a despesa, transferindo somente o
valor financeiro. Quem recebe classifica como receita sua, no momento em que o
repassador liquida a despesa.

OUTRAS RECEITAS CORRENTES: constituem-se pelas receitas cujas características


não permitam o enquadramento nas demais classificações da receita corrente, tais
como indenizações, restituições, ressarcimentos, multas previstas em legislações
específicas, entre outras. Também se classificam como outras receitas correntes a
alienação de móveis e imóveis apreendidos e/ ou caucionados.

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DICA 26
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

ORIGENS DA RECEITA DE CAPITAL


Tomem cuidado com as definições das seguintes origens, pois caem bastante em
prova!

TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL: recursos financeiros recebidos de outras pessoas


de direito público ou privado destinados a atender despesas com investimentos ou
inversões financeiras, independentemente da contraprestação direta a quem efetuou
essa transferência. Por outro lado, a utilização dos recursos recebidos vincula-se ao
objeto pactuado. Tais transferências ocorrem entre entidades públicas de diferentes
esferas ou entre entidades públicas e instituições privadas. A origem dos recursos
não é determinante; pode ser corrente ou de capital. A destinação/aplicação sim é
que deve ser obrigatoriamente em despesas de capital. É a única receita de capital
classificada como efetiva. As demais são não efetivas.

OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL: registram-se nesta origem receitas cujas


características não permitam o enquadramento nas demais classificações da receita
de capital, tais como resultado do Banco Central, remuneração das disponibilidades
do Tesouro, entre outras. Chamo a atenção de vocês para o seguinte: nem todas as
receitas de capital são não efetivas. As transferências de capital são receitas e
despesas efetivas, haja vista que não há uma contrapartida em relação ao valor
recebido ou transferido. Além disso, O§ 22 do art. 2º da Lei nº 4.320/1964 inclui o
"superávit do orçamento corrente" como receita de capital, e, em seguida, no § 3º, diz
que esse superávit não constituirá item de receita orçamentária. Esse superávit do
orçamento corrente é classificado como receita de capital porque a receita corrente
se esgota dentro do exercício financeiro. É EXTRAORÇAMENTÁRIA porque foi
arrecadada em um exercício e será utilizada num exercício posterior.

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DICA 27
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

Importante destacar que a Portaria SOF no 45, de 26 de agosto de 2015, que dispôs
sobre o desdobramento da classificação por natureza de receita para aplicação no
âmbito da União, publicou apenas as naturezas agregadoras, ficando criadas
automaticamente, para todos os fins, as naturezas valorizáveis, terminadas em “1”,
“2”, “3” e “4”. Além disso, de acordo com o art. 2o, § 4o, inciso V, alínea “f”, da Portaria
Interministerial STN/SOF no 163, de 4 de maio de 2001, os dígitos correspondentes
aos tipos “5” a “9” serão utilizados quando se tratar de outros desdobramentos a
serem criados, caso a caso, pela Secretaria de Orçamento Federal, mediante Portaria
específica.

EXEMPLO LOA DA UNIÃO DE 2017 LOA 2017:


E PLOA 2018 ESTADOS, DF E
(ESTADOS, DF E MUNICÍPIOS
MUNICÍPIOS)
IMPOSTOS TRIBUTÁRIA TRIBUTÁRIA
MULTAS PELO ATRASO NO TRIBUTÁRIA OUTRAS RECEITAS
PAGAMENTO DE IMPOSTOS CORRENTES
DÍVIDA ATIVA DE IMPOSTOS TRIBUTÁRIA OUTRAS RECEITAS
CORRENTES
ALUGUEIS PATRIMONIAL PATRIMONIAL
MULTAS PELO ATRASO NO PATRIMONIAL OUTRAS RECEITAS
PAGAMENTO DE ALUGUEIS CORRENTES
DÍVIDA ATIVA DE ALUGUEIS PATRIMONIAL OUTRAS RECEITAS
CORRENTES
MULTAS DE TRÂNSITO OU OUTRAS RECEITAS OUTRAS RECEITAS
MULTAS PELO ATRASO NA CORRENTES CORRENTES
DEVOLUÇÃO DE LIVROS NA
BIBLIOTECA PÚBLICA

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DICA 28
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

CLASSIFICAÇÃO POR IDENTIFICADOR DE RESULTADO PRIMÁRIO


Conforme esta classificação, as receitas do Governo Federal podem ser divididas em:
a) primárias (P), quando seus valores são incluídos no cálculo do resultado primário;
e
b) financeiras (F), quando não são incluídas no citado cálculo.

As RECEITAS PRIMÁRIAS referem-se, predominantemente, às receitas correntes que


advêm dos tributos, das contribuições sociais, das concessões, dos dividendos
recebidos pela União, da cota-parte das compensações financeiras, das decorrentes
do próprio esforço de arrecadação das UOs, das provenientes de doações e convênios
e outras também consideradas primárias.

As RECEITAS FINANCEIRAS são aquelas que não alteram o endividamento líquido


do Governo (setor público não financeiro) no exercício financeiro correspondente,
uma vez que criam uma obrigação ou extinguem um direito, ambos de natureza
financeira, junto ao setor privado interno e/ou externo. São adquiridas junto ao
mercado financeiro, decorrentes da emissão de títulos, da contratação de operações
de crédito por organismos oficiais, das receitas de aplicações financeiras da União
(juros recebidos, por exemplo) e outras.
Resultado primário quer dizer quanto o governo economizará para pagamento do
serviço da dívida pública: principal, juros e encargos. Resultado nominal quer
dizer quanto vai sobrar após o pagamento dos juros. Portanto, a meta é o resultado
primário a ser alcançado, sendo o resultado nominal apenas o saldo. E o Anexo de Metas
Fiscais apenas expõe o resultado primário, ou seja, o número a ser alcançado para o
pagamento do serviço da dívida pública.

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DICA 29
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

CLASSIFICAÇÃO POR FONTE/DESTINAÇÃO DE RECURSOS


O registro da arrecadação dos recursos é efetuado por meio de códigos de natureza
de receita, sendo que cada receita possui normas específicas de aplicação. Essas
normas, por sua vez, podem especificar tanto “quem” deverá aplicar a receita quanto
“qual” atividade estatal (qual política pública, qual despesa) deverá ser financiada por
meio dessa receita. Dessa forma, uma mesma atividade estatal pode ser financiada
por recursos de diferentes receitas, tornando necessário, portanto, agrupar e
catalogar, sob o mesmo código comum, as diferentes origens de receita que
porventura devam ser aplicadas da mesma forma, no financiamento da mesma
atividade estatal. Denomina-se “Fonte/Destinação de Recursos” a cada agrupamento
de receitas que possui as mesmas normas de aplicação. A Fonte, nesse contexto, é
instrumento de Gestão da Receita e da Despesa ao mesmo tempo, pois tem como
objetivo assegurar que determinadas receitas sejam direcionadas para financiar
atividades (despesas) do governo em conformidade com Leis que regem o tema.
Dessa forma, a Fonte/Destinação de Recursos contribui para o atendimento do
parágrafo único do art. 8º, parágrafo único, e do art. 50, inciso I, da LRF:

Art. 8º [...]
Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade
específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto
de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que
ocorrer o ingresso. [...]
Enquanto a natureza de receita orçamentária busca identificar a origem do recurso
segundo seu fato gerador, a fonte/destinação de recursos possui a finalidade precípua
de identificar o destino dos recursos arrecadados. Em linhas gerais, pode-se dizer que
há destinações vinculadas e não vinculadas:

a) DESTINAÇÃO VINCULADA: processo de vinculação entre a origem


e a aplicação de recursos, em atendimento às finalidades específicas
estabelecidas pela norma.
b) DESTINAÇÃO NÃO VINCULADA (OU ORDINÁRIA): é o processo
de alocação livre entre a origem e a aplicação de recursos, para
atender a quaisquer finalidades, desde que dentro do âmbito das
competências de atuação do órgão ou entidade.

A vinculação de receitas deve ser pautada em mandamentos legais que regulamentam


a aplicação de recursos e os direcionam para despesas, entes, órgãos, entidades ou
fundos.

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DICA 30
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

ETAPAS DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA


As etapas da receita seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos,
levando-se em consideração o modelo de orçamento existente no País. Dessa forma, a
ordem sistemática inicia-se com a etapa de previsão e termina com a de
recolhimento.

ETAPAS DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA


PLANEJAMENTO PREVISÃO
LANÇAMENTO
EXECUÇÃO ARRECADAÇÃO
RECOLHIMENTO

EXCEÇÃO ÀS ETAPAS DA RECEITA


Nem todas as etapas citadas ocorrem para todos os tipos de receitas
orçamentárias. Pode ocorrer arrecadação de receitas não previstas e também
das que não foram lançadas, como é o caso de uma doação em espécie recebida
pelos entes públicos.

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DICA 31
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

LANÇAMENTO --> é o procedimento administrativo que verifica a ocorrência do fato


gerador da obrigação correspondente, determina a matéria tributável, calcula o
montante do tributo devido, identifica o sujeito passivo e, sendo o caso, propõe a
aplicação da penalidade cabível.

TIPOS DE LANÇAMENTO CARACTERÍSTICA EXEMPLO


DIRETO OU DE OFÍCIO SEM A PARTICIPAÇÃO DO IPTU, IPVA
CONTRIBUINTE
DECLARAÇÃO OU MISTO CONTRIBUINTE PRESTA ITBI, II, IE E
INFORMAÇÕES INDISPENSÁVEIS AO ITCMD
LANÇAMENTO
HOMOLOGAÇÃO OU REALIZADO PELO SUJEITO PASSIVO ICMS, IPI, IR,
AUTO-LANÇAMENTO QUE ANTECIPA IMPOSTOS PIS E Confins.

DICA 32
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

Se a receita arrecadada possuir parcelas destinadas a outros entes (repartição


tributária), a transferência poderá ser registrada como dedução de receita ou como
despesa orçamentária, de acordo com a legislação em vigor. Se houver parcelas a
serem restituídas, em regra, esses fatos não devem ser tratados como despesa
orçamentária, mas como dedução de receita orçamentária, pois correspondem a
recursos arrecadados que não pertencem à entidade pública e não são aplicáveis em
programas e ações governamentais sob a responsabilidade do ente arrecadador, não
necessitando, portanto, de autorização orçamentária para a sua execução.

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DICA 33
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3
FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA.

DÍVIDA ATIVA
A Dívida Ativa, regulamentada a partir da legislação pertinente, abrange os
créditos a favor da Fazenda Pública, cuja certeza e liquidez foram apuradas, por não
terem sido efetivamente recebidos nas datas aprazadas. É, portanto, uma fonte
potencial de fluxos de caixa, com impacto positivo pela recuperação de valores,
espelhando créditos a receber, sendo contabilmente alocada no Ativo. Em
observância aos dispositivos legais pertinentes, mais uma vez repito, os créditos
classificáveis em Dívida Ativa devem ser inicialmente registrados no Ativo de
Longo Prazo, considerando a incerteza intrínseca de sua condição.
A definição de CURTO ou LONGO prazo dependerá da expectativa de
recebimento. Se a expectativa de recebimento for até o término do exercício seguinte,
constituirá curto prazo; caso contrário, integrará os direitos de longo prazo. Tenham
atenção também para o que traz o MCASP 7ª edição, Parte III:

A inscrição do crédito em dívida ativa configura fato contábil permutativo, pois não
altera o valor do patrimônio líquido do ente público. No órgão ou entidade de origem
é baixado o crédito a receber contra uma variação patrimonial diminutiva (VPD) e no
órgão ou entidade competente para inscrição é reconhecido um crédito de dívida
ativa contra uma variação patrimonial aumentativa (VPA). Dessa forma,
considerando-se o ente como um todo, há apenas a troca do crédito a receber não
inscrito pelo crédito inscrito em dívida ativa, sem alteração do valor do patrimônio
líquido. QUANTO À EXPECTATIVA DE REALIZAÇÃO, HÁ TROCA DO CRÉDITO A
RECEBER NO ATIVO CIRCULANTE (REGISTRADO NO ÓRGÃO OU ENTIDADE DE
ORIGEM DO CRÉDITO) PELO CRÉDITO DE DÍVIDA ATIVA NO ATIVO NÃO
CIRCULANTE (REGISTRADO NO ÓRGÃO OU ENTIDADE COMPETENTE PARA
INSCRIÇÃO DO CRÉDITO EM DÍVIDA ATIVA), TENDO EM VISTA QUE O
INADIMPLEMENTO TORNA INCERTO O PRAZO PARA REALIZAÇÃO DO
CRÉDITO.” CONFORME O MTO/19, CRÉDITOS EM DÍVIDA ATIVA DEVERÃO SER
REGISTRADOS NO ATIVO NÃO CIRCULANTE, E CASO O ÓRGÃO TENHA
CONDIÇÕES DE ESTIMAR COM RAZOÁVEL CERTEZA O SEU MONTANTE COM
EXPECTATIVA DE RECEBIMENTO EM ATÉ 12 (DOZE) MESES, O REGISTRO
PODERÁ SER ALTERADO DE ATIVO NÃO CIRCULANTE PARA ATIVO
CIRCULANTE.

O recebimento de dívida ativa corresponde a uma receita, pela ótica orçamentária,


com simultânea baixa contábil do crédito registrado anteriormente no ativo, sob a
ótica patrimonial. O recebimento da dívida ativa não altera o Patrimônio Líquido
(PL) do Estado, mas altera as contas, pois há uma mutação, um fato
permutativo, NAS CONTAS.

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DICA 34
TÓPICOS DO EDITAL:
4 RECEITA PÚBLICA. 4.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 4.2 ESTÁGIOS. 4.3 FONTES. 4.4 DÍVIDA ATIVA. FUNDOS

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DICA 35
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

Os dispêndios, assim como os ingressos, são tipificados em orçamentários e


extraorçamentários. Segundo o art. 35 da Lei nº 4.320/1964:

Pertencem ao exercício financeiro:


I - as receitas nele arrecadadas;
II - as despesas nele legalmente empenhadas.
Dessa forma, despesa orçamentária é toda transação que depende de
autorização legislativa, na forma de consignação de dotação orçamentária, para ser
efetivada. Dispêndio extraorçamentário é aquele que não consta na lei
orçamentária anual, compreendendo determinadas saídas de numerários
decorrentes de depósitos, pagamentos de restos a pagar, resgate de operações de
crédito por antecipação de receita e recursos transitórios. Para fins contábeis, a
despesa orçamentária pode ser classificada quanto ao impacto na situação
patrimonial líquida em:

DESPESA AQUELA QUE, EM GERAL, O COMPROMETIMENTO DO


ORÇAMENTÁRIA ORÇAMENTO (EMPENHO) NÃO CONSTITUI O
EFETIVA RECONHECIMENTO DE UM BEM, UM DIREITO OU UMA
OBRIGAÇÃO CORRESPONDENTE

DESPESA AQUELA QUE, EM GERAL, O COMPROMETIMENTO DO


ORÇAMENTÁRIA ORÇAMENTO (EMPENHO) CONSTITUI O
NÃO EFETIVA RECONHECIMENTO DE UM BEM, UM DIREITO OU UMA
OBRIGAÇÃO CORRESPONDENTE

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DICA 36
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

Em geral, a despesa orçamentária efetiva é despesa corrente. Entretanto, pode haver


despesa corrente não efetiva como, por exemplo, a despesa com a aquisição de
materiais para estoque e a despesa com adiantamentos, que representam fatos
permutativos. A despesa não efetiva normalmente se enquadra como despesa de
capital. Entretanto, há despesa de capital que é efetiva como, por exemplo, as
transferências de capital, que causam variação patrimonial diminutiva e, por isso,
classificam-se como despesa efetiva.

DICA 37
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

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DICA 38
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

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DICA 39
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

AÇÃO
As ações são operações das quais resultam produtos (bens ou serviços), que
contribuem para atender ao objetivo de um programa. Incluem-se também no
conceito de ação as transferências obrigatórias ou voluntárias a outros entes da
Federação e a pessoas físicas e jurídicas, na forma de subsídios, subvenções, auxílios,
contribuições e financiamentos, dentre outros. As ações, conforme suas
características podem ser classificadas como atividades, projetos ou operações
especiais.

a. ATIVIDADE
É um instrumento de programação utilizado para alcançar o
objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações que
se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um
produto ou serviço necessário à manutenção da ação de Governo.
Exemplo: “Fiscalização e Monitoramento das Operadoras de Planos e
Seguros Privados de Assistência à Saúde”.

b. PROJETO
É um instrumento de programação utilizado para alcançar o
objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações,
limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para
a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de Governo. Exemplo:
“Implantação da rede nacional de bancos de leite humano”.

c. OPERAÇÃO ESPECIAL
Despesas que não contribuem para a manutenção, expansão
ou aperfeiçoamento das ações de governo, das quais não resulta um
produto, e não gera contraprestação direta sob a forma de bens ou
serviços. Em grande medida, as operações especiais estão associadas
aos programas do tipo Operações Especiais, os quais constarão apenas
do orçamento, NÃO INTEGRANDO O PPA.

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DICA 40
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

SUBTÍTULO / LOCALIZADOR DE GASTO


A Portaria MOG nº 42/1999 não estabelece critérios para a indicação da
localização física das ações, todavia, considerando a dimensão do orçamento da
União, a Lei de Diretrizes Orçamentárias tem determinado a identificação da
localização do gasto, o que se faz por intermédio do Subtítulo. O subtítulo permite
maior controle governamental e social sobre a implantação das políticas
públicasadotadas, além de evidenciar a focalização, os custos e os impactos da ação
governamental. No caso da União, as atividades, projetos e operações especiais são
detalhadas em subtítulos, utilizados especialmente para especificar a localização
física da ação, não podendo haver, por conseguinte, alteração da finalidade da ação,
do produto e das metas estabelecidas. Vale ressaltar que o critério para priorização
da localização física da ação em território é o da localização dos beneficiados pela
ação. A localização do gasto poderá ser de abrangência nacional, no exterior, por
Região (NO, NE, CO, SD, SL), por estado ou município ou, excepcionalmente, por um
critério específico, quando necessário. A LDO da União veda que na especificação
do subtítulo haja referência a mais de uma localidade, área geográfica ou
beneficiário, se determinados. Na União, o subtítulo representa o menor nível de
categoria de programação e será detalhado por esfera orçamentária (fiscal,
seguridade e investimento), grupo de natureza de despesa, modalidade de aplicação,
identificador de resultado primário, identificador de uso e fonte de recursos, sendo o
produto e a unidade de medida os mesmos da ação orçamentária.

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DICA 41
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

ATRIBUTOS DO SUBTÍTULO

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DICA 42
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

PLANO ORÇAMENTÁRIO (PO)


Plano Orçamentário – PO é uma identificação orçamentária, de caráter
gerencial (não constante da LOA), vinculada à ação orçamentária, que tem por
finalidade permitir que, tanto a elaboração do orçamento quanto o acompanhamento
físico e financeiro da execução, ocorram num nível mais detalhado do que o do
subtítulo/localizador de gasto. Os POs são vinculados a uma ação orçamentária,
entendida esta ação como uma combinação de esfera-unidade orçamentária-função-
subfunção-programa-ação. Por conseguinte, variando qualquer um destes
classificadores, o conjunto de POs varia também. Em termos quantitativos, no
entanto, os POs de uma ação são válidos quando associados aos seus
subtítulos/localizadores de gasto. Ou seja, se uma ação possui POs vinculados, a
captação da proposta orçamentária – física e financeira – se dará no nível da
associação subtítulo +PO. A proposta de dotação para o subtítulo será, pois, a soma
das propostas dos POs associados àquele subtítulo. Já a meta física do subtítulo será
captada à parte, pois o produto do PO em geral é diferente do produto da ação,
impedindo o somatório.

DICA 43
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

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DICA 44
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

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DICA 45
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

Segundo a Lei 4320/64:

DESPESAS CORRENTES DESPESAS DE CAPITAL

DESPESAS DE CUSTEIO INVESTIMENTOS INVERSÕES FINANCEIRAS

PESSOA CIVIL OBRAS PÚBLICAS AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS

PESSOAL MILITAR SERVIÇOS EM REGIME DE PROGRAMAÇÃO PARTICIPAÇÃO EM CONSTITUIÇÃO OU AUMENTO DE


ESPECIAL CAPITAL DE EMPRESAS OU ENTIDADES COMERCIAIS OU
FINANCEIRAS

MATERIAL DE CONSUMO EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES AQUISIÇÃO DE TÍTULOS REPRESENTATIVOS DE


CAPITAL DE EMPRESA EM FUNCIONAMENTO

SERVIÇOS DE MATERIAL PERMANENTE CONSTITUIÇÃO DE FUNDOS ROTATIVOS


TERCEIROS

ENCARGOS DIVERSOS PARTICIPAÇÃO EM CONSTITUIÇÃO OU CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS


AUMENTO DE CAPITAL DE EMPRESAS OU
ENTIDADES INDUSTRIAIS OU AGRÍCOLAS

DIVERSAS INVERSÕES FINANCEIRAS


TRANSFERÊNCIAS TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL
CORRENTES

SUBVENÇÕES SOCIAIS AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA


SUBVENÇÕES AUXÍLIOS PARA OBRAS PÚBLICAS
ECONÔMICAS
AUXÍLIOS PARA EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES
INATIVOS
AUXÍLIOS PARA INVERSÕES FINANCEIRAS
PENSIONISTAS
OUTRAS CONTRIBUIÇÕES.
SALÁRIO FAMÍLIA E
ABONO FAMILIAR
JUROS DA DÍVIDA
PÚBLICA
CONTRIBUIÇÕES DE
PREVIDÊNCIA SOCIAL
DIVERSAS
TRANSFERÊNCIAS
CORRENTES.

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DICA 46
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

Vejamos a dica abaixo para memorização:


‘’ O PESSOAL CONSOME OS ENCARGOS DE TERCEIRO”
Pessoal: Civil e Militar Material de Consumo Encargos diversos Serviços de Terceiro

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DICA 47
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

GRUPO DE NATUREZA DA DESPESA (GND)


É um agregador de elementos de despesa orçamentária com as mesmas
características quanto ao objeto de gasto, conforme discriminado a seguir:

CÓDIGO GRUPO DE NATUREZA DA DESPESA


1 PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS
2 JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA
3 OUTRAS DESPESAS CORRENTES
4 INVESTIMENTOS
5 INVERSÕES FINANCEIRAS
6 AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA
4 - INVESTIMENTOS
Despesas orçamentárias com softwares e com o planejamento e a execução de obras,
inclusive com a aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas
últimas, e com a aquisição de instalações, equipamentos e material permanente.

5 - INVERSÕES FINANCEIRAS
Despesas orçamentárias com a aquisição de imóveis ou bens de capital já em
utilização; aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades
de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento do
capital; e com a constituição ou aumento do capital de empresas, além de outras
despesas classificáveis neste grupo.

AQUISIÇÃO DE TÍTULOS CONSTITUIÇÃO/AUMENTO DE


QUE NÃO IUMPORTEM CAPITAL DE EMPRESAS
AUMENTO DE CAPITAL
COM CARÁTER INVERSÃO FINANCEIRA INVERSÃO FINANCEIRA
COMERCIAL OU
FINANCEIRO
SEM CARÁTER INVERSÃO FINANCEIRA INVESTIMENTOS
COMERCIAL OU
FINANCEIRO

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DICA 48
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

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DICA 49
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

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DICA 50
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

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DICA 51
TÓPICOS DO EDITAL:
5 DESPESA PÚBLICA. 5.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES. 5.2 ESTÁGIOS. 2.6
CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. 2.7 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA. 3
PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

ETAPAS DA DESPESA ORÇAMENTÁRIA


Inicialmente cabe destacar que os termos "etapas" e "estágios", quando relacionados
com as despesas públicas, não são tratados como sinônimos. O Manual da Despesa
Nacional afirma que as etapas da despesa orçamentária são três. Os estágios, por sua
vez, fazem parte da etapa de execução e, conforme a LEI Nº 4.320/64, INCLUEM O
EMPENHO, A LIQUIDAÇÃO E O PAGAMENTO. No entanto, JUND (2008) afirma que a
doutrina majoritária inclui a Fixação da despesa como sendo um dos estágios.
Vejamos o seguinte, para fixar de vez essa pequena diferença que derruba muitos
candidatos:
PLANEJAMENTO
ETAPAS EXECUÇÃO
CONTROLE E AVALIAÇÃO
FIXAÇÃO (PROGRAMAÇÃO) DOUTRINA
ESTÁGIOS EMPENHO PREVISTAS NA LEI Nº
4320 /64
LIQUIDAÇÃO
PAGAMENTO

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PLANEJAMENTO
EXECUÇÃO
CONTROLE E AVALIAÇÃO
FIXAÇÃO
FIXAÇÃO DESCENTRALIZAÇÃO/MOVIMENTAÇÃO
(PROGRAMAÇÃO)
DE RECURSOS DOUTRINA
PLANEJAMENTO
PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E
FINANCEIRA
ESTÁGIOS
PROCESSO DE LICITAÇÃO
EMPENHO PREVISTAS
LIQUIDAÇÃO NA LEI Nº
4320 /64
PAGAMENTO EXECUÇÃO

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DICA 52
TÓPICOS DO EDITAL:
2.8 CRÉDITOS ORDINÁRIOS E ADICIONAIS. 3.4 ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS.

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DICA 53
TÓPICOS DO EDITAL:
2.8 CRÉDITOS ORDINÁRIOS E ADICIONAIS. 3.4 ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS.
As possíveis fontes de recursos para abertura de créditos adicionais são:

FONTE DEDUÇÃO A SER FEITA NA FONTE


O SUPERÁVIT FINANCEIRO OS SALDOS DOS CRÉDITOS ADICIONAIS
APURADO EM BALANÇO TRANSFERIDOS E AS OPERAÇÕES DE
PATRIMONIAL DO EXERCÍCIO CRÉDITO A ELES VINCULADAS
ANTERIOR
OS PROVENIENTES DE EXCESSO DE CONSIDERANDO-SE, AINDA, A
ARRECADAÇÃO TENDÊNCIA DO EXERCÍCIO E DEDUZIR-
SE-Á A IMPORTÂNCIA DOS CRÉDITOS
EXTRAORDINÁRIOS ABERTOS NO
EXERCÍCIO.
OS RESULTANTES DE ANULAÇÃO
PARCIAL OU TOTAL DE DOTAÇÕES
ORÇAMENTÁRIAS OU DE CRÉDITOS
ADICIONAIS, AUTORIZADOS EM LEI
O PRODUTO DE OPERAÇÕES DE
CRÉDITO AUTORIZADAS, EM FORMA
QUE JURIDICAMENTE POSSIBILITE
AO PODER EXECUTIVO REALIZÁ-LAS
RESERVA DE CONTINGÊNCIA
OS RECURSOS DECORRENTES DE SOMENTE PARA CRÉDITOS
VETO, EMENDA OU REJEIÇÃO DO SUPLEMENTARES E ESPECIAIS,
PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA MEDIANTE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO
ANUAL LEGISLATIVA

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DICA 54
TÓPICOS DO EDITAL:
2.8 CRÉDITOS ORDINÁRIOS E ADICIONAIS. 3.4 ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS.

FONTES QUE IMPACTAM OU NÃO NA DOTAÇÃO GLOBAL INICIAL DA LOA


Nem todas as fontes usadas para a abertura de créditos adicionais
altera o valor inicial global contido na dotação da LOA. Os créditos adicionais NÃO
PROVOCAM, NECESSARIAMENTE, UM ACRÉSCIMO DO VALOR GLOBAL DO
ORÇAMENTO APROVADO, MAS PODEM AUMENTÁ-LO. O AUMENTO OCORRE
QUANDO AS FONTES SÃO EXCESSO DE ARRECADAÇÃO, SUPERÁVIT FINANCEIRO
DO BALANÇO PATRIMONIAL DO EXERCÍCIO ANTERIOR E OPERAÇÕES DE
CRÉDITOS AUTORIZADAS PARA ESSE FIM. QUANDO O CRÉDITO ADVIER DAS
FONTES ANULAÇÃO TOTAL OU PARCIAL DE DOTAÇÃO, RESERVA DE
CONTINGÊNCIA OU RECURSOS SEM DESPESAS CORRESPONDENTES, O
MONTANTE FINAL DE RECEITAS E DESPESAS NÃO SERÁ ALTERADO, LOGO, O
VALOR GLOBAL DA LOA PERMANECERÁ O MESMO. Vejamos a tabela abaixo, em
que veremos quais fontes impactam e alteram na dotação global inicial:

FONTE IMPACTO
ANULAÇÃO DE DOTAÇÕES VALOR GLOBAL PERMANECE O
MESMO
RESER VA DE CONTINGÊNCIA VALOR GLOBAL PERMANECE O
MESMO
OPERAÇÃO DE CRÉDITO AUMENTA VALOR GLOBAL
EXCESO DE ARRECADAÇÃO AUMENTA VALOR GLOBAL
SUPERÁVIT FINANCEIRO AUMENTA VALOR GLOBAL
RECURSOS SEM DESPESAS VALOR GLOBAL PERMANECE O
CORRESPONDENTES MESMO
LOA PUBLICADA EM
DESEQUILÍBRIO

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DICA 55
TÓPICOS DO EDITAL:
2.8 CRÉDITOS ORDINÁRIOS E ADICIONAIS. 3.4 ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS.
O ato que abrir o crédito adicional, que pode ser um decreto, uma
medida provisória ou uma lei, de acordo com sua classificação, deve indicar a
importância, a espécie e a classificação da despesa até onde for possível. A fim de dar
alguma flexibilidade ao gestor público, principalmente devido a esse lapso temporal
entre a elaboração e a execução do orçamento anual, os créditos orçamentários
iniciais podem sofrer alterações qualitativas e quantitativas por meio de créditos
adicionais. As alterações qualitativas e quantitativas do orçamento viabilizam a
realização anual dos programas mediante a alocação de recursos para as ações
orçamentárias ou para a criação de novos programas, e são de responsabilidade
conjunta dos órgãos central e setoriais e das unidades orçamentárias (UO). Além
disso, atente à seguinte observação:

ENTENDE-SE QUE O REFORÇO DE UM CRÉDITO ESPECIAL OU DE UM CRÉDITO


EXTRAORDINÁRIO DEVE DAR-SE, RESPECTIVAMENTE, PELA ABERTURA DE
CRÉDITOS ESPECIAIS E EXTRAORDINÁRIOS. OU SEJA, NÃO SE PODE REFORÇAR
UM CRÉDITO ESPECIAL OU EXTRAORDINÁRIO QUE SE MOSTROU INSUFICIENTE
POR MEIO DE CRÉDITOS SUPLEMENTARES.

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DICA 56
TÓPICOS DO EDITAL:
5.3 RESTOS A PAGAR.
São Restos a Pagar todas as despesas regularmente empenhadas, do exercício atual
ou anterior, mas não pagas ou canceladas até 31 de dezembro do exercício financeiro
vigente. Distingue-se dois tipos de restos a pagar: os processados (despesas já liquidadas);
e os não processados (despesas a liquidar ou em liquidação). A continuidade dos estágios
de execução dessas despesas ocorrerá no próximo exercício, devendo ser controlados em
contas de natureza de informação orçamentária específicas. Cuidado com os seguintes
detalhes:

SEM A EMISSÃO DA NOTA DE EMPENHO JAMAIS UMA DESPESA PODERÁ SER


CONSIDERADA RESTOS A PAGAR

NÃO CONFUNDIR RESTOS A PAGAR COM OBRIGAÇÕES A PAGAR. OBRIGAÇÕES A


PAGAR É O GÊNERO: COMPREENDE OBRIGAÇÕES DE EXERCÍCIOS PASSADOS,
ATUAIS E FUTUROS. RESTOS A PAGAR É ESPÉCIE: SÃO OBROGAÇÕES
EMPENHADAS E NÃO PAGAS DE EXERCÍCIOS PASSADOS

A EXECUÇÃO DOS RAP ESTÁ CONDICIONADA AOS LIMITES LEGAIS DAS FONTES
DE RECURSOS CORRESPONDENTES

QUANDO O VALOR A SER PAGO FOR SUPERIOR AO VALOR INSCRITO: A


DIFERENÇA DEVERÁ SER PAGA COMO DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

QUANDO O VALOR A PAGAR FOR INFERIOR AO VALOR INSCRITO: A DIFERENÇA


DEVERÁ SER CANCELADA

Os restos a pagar constituem item específico da dívida flutuante no passivo financeiro. O


serviço da dívida a pagar são os restos a pagar do juros e amortização da dívida.

JUROS
RESTOS A PAGAR AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA SERVIÇOS DA DÍVIDA A
PAGAR

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DICA 57
TÓPICOS DO EDITAL:
5.3 RESTOS A PAGAR.
PRESCRIÇÃO
Uma coisa é a vigência dos Restos a Pagar inscritos, quanto a ser ou não cancelados
em 30 de junho do segundo ano após sua inscrição; e outra coisa é a prescrição do direito
do fornecedor de bens ou serviços. A prescrição do direito do credor é matéria tratada pelo
Direito administrativo de cunho financeiro, e também pelo Direito civil. Nas duas situações,
a prescrição tem como referencial o fato gerador. O art. 70 do Decreto nº 93.872/1986
assim estabelecia: "prescreve em cinco anos a dívida passiva relativa aos Restos a
Pagar.” (Revogado pelo ART. 6º, II, do Decreto nº 9.428, de 2018). Ou seja, o instituto
da prescrição foi retirado do ordenamento jurídico pelo Decreto 9.428, de 28 de junho de
2018. No âmbito federal, assim, nenhuma despesa inscrita em restos a pagar prescreve e os
restos a pagar processados e os restos a pagar não processados liquidados não são
cancelados. Além disso, existem os restos a pagar não processados que mesmo não
liquidados não são bloqueados (despesas relacionadas ao Ministério da Saúde;
Decorrentes de emendas individuais impositivas discriminadas com identificador de
resultado primário 6, cujos empenhos tenham sido emitidos a partir do exercício
financeiro de 2016), ressalto que todas essas mudanças se deram conforme o Decreto nº
9.428/2018. Além disso, com o fim da prescrição, os restos a pagar processados ficam
abertos até o efetivo pagamento. Cabe destacar que quando da inscrição dos restos a pagar
processados, como se trata de uma despesa já liquidada que recebeu o ateste, não há
necessidade de nenhuma confirmação do ordenador de despesas quanto à necessidade de
inscrição.
Tivemos ainda o acréscimo do seguinte artigo no Decreto 93.872/86:

Art. 68-A. Os empenhos a serem inscritos e reinscritos em


restos a pagar a cada exercício financeiro poderão ter seus
limites estabelecidos pelo Ministério da Fazenda.
(Incluído pelo Decreto nº 9.428, de 2018)

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DICA 58
TÓPICOS DO EDITAL:
5.3 RESTOS A PAGAR.

RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS

Nos casos dos restos a pagar não processados, o empenho de despesa não
liquidada será considerado anulado em 31 de dezembro, para todos os fins, salvo
quando:

VIGENTE O PRAZO PARA CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO ASSUMIDA PELO CREDOR, NELE


ESTABELECIDA
VENCIDO O PRAZO DE QUE TRATA O ITEM ANTERIOR, MAS ESTEJA EM CURSOS A LIQUIDAÇÃO DA
DESPESA, OU SEJA DE INTERESSE DA ADMINISTRAÇÃO EXIGIR O CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO
ASSUMIDA PELO CREDOR
SE DESTINAR A ATENDER TRANSFERÊNCIAS A INSTITUIÇÕES PÚBLICAS OU PRIVADAS
CORRESPONDER A COMPROMISSOS ASSUMIDOS NO EXTERIOR
SEJA DE INTERESSE DA ADMINISTRAÇÃO EXIGIR O CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO ASSUMIDA PELO
CREDOR

O empenho é considerado insubsistente quando não atendeu a um dos critérios do


quadro acima. Nestas situações os restos a pagar inscritos na condição de não
processados e não liquidados posteriormente TERÃO VALIDADE ATÉ 30 DE JUNHO
DO SEGUNDO ANO SUBSEQUENTE AO DE SUA INSCRIÇÃO. Mas temos aqui
também mais exceções. Permanecem válidos, após a data estabelecida
anteriormente (30 de junho do segundo ano subsequente ao de sua inscrição), os
restos a pagar não processados que:

REFIRAM-SE ÀS DESPESAS EXECUTADAS DIRETAMENTE PELOS ÓRGÃOS E ENTIDADES DO


PODER EXECUTIVO FEDERAL OU MEDIANTE TRANSFERÊNCIA OU DESCENTRALIZAÇÃO
AOS ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E MUNICÍPIOS, COM EXECUÇÃO INICIADA ATÉ 30 DE
JUNHO DO SEGUNDO ANO SUBSEQUENTE AO DE SUA INSCRIÇÃO
PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO –PAC
SEJAM RELATIVOS ÀS MINISTÉRIO DA SAÚDE
DESPESAS MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FINANCIADAS COM RECURSOS DA
MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO.

Lembrem-se que os casos acima se referem a este período de transição, publicado


pelo Decreto nº 9.428/2018, ou seja, regra válida até 31/12/2018, ou seja, é como se
fosse uma regra de transição.

@profleandroravyelle Página 61
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DICA 59
TÓPICOS DO EDITAL:
5.3 RESTOS A PAGAR.
E COMO FICARÁ A REGRA APÓS 31.12.2018, PROFESSOR? VEJAMOS!

Segundo Giovanni Pacelli, no âmbito federal, caso os restos a pagar não processados
não sejam liquidados até 30 de junho do segundo ano subsequente ao da inscrição,
eles serão, em regra, bloqueados pela Secretaria do Secretaria do Tesouro Nacional.
Nesses casos, só DEIXARÃO DE SER BLOQUEADOS (NÃO BLOQUEIO) nos seguintes
casos: (art. 68 do Decreto 93.872/86)

DESPESAS EXECUTADAS DIRETAMENTE PELOS ÓRGÃOS E ENTIDADES DA UNIÃO


OU MEDIANTE TRANSFERÊNCIA OU DESCENTRALIZAÇÃO AOS ESTADOS, DISTRITO
FEDERAL E MUNICÍPIOS, COM EXECUÇÃO INICIADA ATÉ 30 DE JUNHO DO SEGUNDO
ANO SUBSEQUENTE AO DE SUA INSCRIÇÃO
AS DESPESAS RELACIONADAS AO MINISTÉRIO DA SAÚDE.
DECORRENTES DE EMENDAS INDIVIDUAIS IMPOSITIVAS DISCRIMINADAS COM
IDENTIFICADOR DE RESULTADO PRIMÁRIO 6, CUJOS EMPENHOS TENHAM SIDO
EMITIDOS A PARTIR DO EXERCÍCIO FINANCEIRO DE 2016.

E mais importante: Os restos a pagar não processados liquidados se “equiparam” aos


restos a pagar processados. Então levem isso para a prova, resíduos passivos consistem em
despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de dezembro, que não tenham sido
canceladas pelo processo de análise e depuração e que atendam aos requisitos previstos na
Lei 4.320/1964, podendo ser inscritas como tal por constituírem encargos incorridos no
exercício vigente.

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DICA 60
TÓPICOS DO EDITAL:
5.3 RESTOS A PAGAR.

RESUMO SOBRE AS ALTERAÇÕES OCORRIDAS


A prescrição foi retirada do ordenamento jurídico pelo Decreto 9.428, de 28 de
junho de 2018. Logo, conclui-se no âmbito federal:
NENHUM RESTOS A PAGAR PRESCREVE

OS RESTOS A PAGAR PROCESSADOS E OS RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS


LIQUIDADOS NÃO SÃO CANCELADOS

DESPESAS RELACIONADAS AO MINISTÉRIO


DA SAÚDE

DECORRENTES DE EMENDAS INDIVIDUAIS


IMPOSITIVAS DISCRIMINADAS COM
EXISTEM OS RESTOS A PAGAR NÃO IDENTIFICADOR DE RESULTADO PRIMÁRIO
PROCESSADOS QUE MESMO NÃO 6, CUJOS EMPENHOS TENHAM SIDO
LIQUIDADOS NÃO SÃO BLOQUEADOS EMITIDOS A PARTIR DO EXERCÍCIO
FINANCEIRO DE 2016

EXISTEM RESTOS A PAGAR NÃO DESPESAS EXECUTADAS DIRETAMENTE


PROCESSADOS QUE SÃO BLOQUEADOS PELOS ÓRGÃOS E ENTIDADES DA UNIÃO OU
EM 30 DE JUNHO DO 2º ANO MEDIANTE TRANSFERÊNCIA OU
SUBSEQUENTE AO INSCRIÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO AOS ESTADOS,
POSTERIORMENTE DESBLOQUEADOS DISTRITO FEDERAL E MUNICÍPIOS, COM
COM O COMPROMISSO DE SEREM EXECUÇÃO INICIADA ATÉ 30 DE JUNHO DO
LIQUIDADOS ATÉ 31 DE DEZEMBRO DO SEGUNDO ANO SUBSEQUENTE AO DE SUA
ANO SEGUINTE AO BLOQUEIO INSCRIÇÃO);

OS DEMAIS RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS SÃO BLOQUEADOS EM 30 DE JUNHO


DO 2º ANO SUBSEQUENTE AO INSCRIÇÃO E SERÃO CANCELADOS PELA SECRETARIA DO
TESOURO NACIONAL ATÉ 31 DE DEZEMBRO DO ANO DO BLOQUEIO, CASO NÃO SE
ENQUADREM NAS SITUAÇÕES ANTERIORES.

@profleandroravyelle Página 63
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DICA 61
TÓPICOS DO EDITAL:
5.3 RESTOS A PAGAR.

DESPESA ORÇAMENTÁRIA X PAGAMENTO EXTRAORÇAMENTÁRIO


Diante do contido no art. 35 da Lei nº 4.320/1964 recém citado, basta que a despesa
seja empenhada para pertencer ao exercício financeiro. É uma peculiaridade das
despesas públicas: se empenhadas, serão incluídas na apuração do resultado do
exercício em que ocorreu o empenho, independentemente do "implemento de
condição" pelo fornecedor. Se forem despesas empenhadas e não pagas, então o
pagamento ocorrerá no ano seguinte (ou nos anos seguintes); mas, de qualquer
forma, em exercício diferente e posterior ao exercício de emissão da Nota de
Empenho.

O art. 103, parágrafo único, da Lei no 4.320/1964 esclarece:

“Os Restos a Pagar do exercício serão computados na RECEITA


EXTRAORÇAMENTÁRIA para COMPENSAR SUA INCLUSÃO NA
DESPESA ORÇAMENTÁRIA.”

Assim, chega-se à seguinte conclusão: no momento da inscrição do empenho em Restos a


Pagar a despesa é orçamentária visto que utilizou orçamento do exercício e, no momento
do pagamento da despesa inscrita, é despesa extraorçamentária, pois o orçamento da
despesa é o do exercício anterior.

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DICA 62
TÓPICOS DO EDITAL:
5.3 RESTOS A PAGAR.

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DICA 63
TÓPICOS DO EDITAL:
5.4 DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES.

São despesas cujos fatos geradores ocorreram em exercícios anteriores àquele


em que deva ocorrer o pagamento. O art. 37 da Lei nº 4.320/1964 dispõe que as
despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava
crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado
na época própria, bem como os restos a pagar com prescrição interrompida e os
compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente,
poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento,
discriminada por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.
Para fins de identificação como despesas de exercícios anteriores, considera-se:

DESPESAS QUE NÃO SE TENHAM PROCESSADO NA ÉPOCA


PRÓPRIA, COMO AQUELAS CUJO EMPENHO TENHA SIDO
CONSIDERADO INSUBSISTENTE E ANULADO NO ENCERRAMENTO
DO EXERCÍCIO CORRESPONDENTE, MAS QUE, DENTRO DO PRAZO
ESTABELECIDO, O CREDOR TENHA CUMPRIDO SUA OBRIGAÇÃO
RESTOS A PAGAR COM PRESCRIÇÃO INTERROMPIDA, A DESPESA
DEA

CUJA INSCRIÇÃO COMO RESTOS A PAGAR TENHA SIDO


CANCELADA, MAS AINDA VIGENTE O DIREITO DO CREDOR
COMPROMISSOS RECONHECIDOS APÓS O ENCERRAMENTO DO
EXERCÍCIO, A OBRIGAÇÃO DE PAGAMENTO CRIADA EM VIRTUDE
DE LEI, MAS SOMENTE RECONHECIDO O DIREITO DO
RECLAMANTE APÓS O ENCERRAMENTO DO EXERCÍCIO
CORRESPONDENTE

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DICA 64
TÓPICOS DO EDITAL:
5.4 DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES.

O reconhecimento da obrigação de pagamento das despesas com exercícios


anteriores cabe à autoridade competente para empenhar a despesa. Despesas de
Exercícios Anteriores, embora se refiram a exercícios passados, são despesas
orçamentárias, haja vista que a emissão da Nota de Empenho ocorre com dotação do
exercício vigente. Contabilmente essas despesas são identificadas através do
elemento de despesa “92” (natureza da despesa 3390.92.00), e devem ser excluídas
do montante de recursos utilizados pelo ente público quando em comparação a
exercícios passados ou na projeção de exercícios futuros, pois não fazem parte das
despesas anuais continuadas.

@profleandroravyelle Página 67
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DICA 65
TÓPICOS DO EDITAL:
5.4 DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES.

Devemos ter sempre presente a distinção entre despesas de exercícios


anteriores e restos a pagar não processados. No primeiro caso, pelo regime de
competência que informa as despesas públicas, o gasto diz respeito a um exercício
financeiro pretérito, mas seu empenho e liquidação ocorrem no ano em que a despesa
é reconhecida. Portanto, será necessária a existência de dotação disponível no
orçamento do ano de reconhecimento da despesa para sua realização.
Diferentemente, nos restos a pagar não processados, o empenho deu-se em ano
anterior, apenas a liquidação e o pagamento são efetivados posteriormente. No
exercício em que se fará o pagamento dos restos a pagar, o orçamento não será
sensibilizado, não existindo a necessidade de dotação disponível para esse fim.

APROFUNDANDO
DECRETO No 62.115, DE 15 DE JANEIRO DE 1968
Regulamenta o artigo 37 da Lei nº 4.320 de 17 de março de 1964.
(...)
DECRETA:
Art. 1º. Poderão ser pagas por dotação para "despesas de
exercícios anteriores", constantes dos quadros discriminativos de
despesas das unidades orçamentárias, as dívidas de exercícios
encerrados devidamente reconhecidas pela autoridade competente.
Parágrafo único. As dívidas de que trata este artigo
compreendem as seguintes categorias:
I - despesas de exercícios encerrados, para as quais o
orçamento respectivo consignava crédito próprio, com saldo suficiente
para atendê-las que não se tenham processado na época própria.
II - despesas de "Restos a Pagar" com prescrição interrompida,
desde que o crédito respectivo tenha sido convertido em renda;
III - COMPROMISSOS RECONHECIDOS PELA AUTORIDADE
COMPETENTE, AINDA QUE NÃO TENHA SIDO PREVISTA A DOTAÇÃO
ORÇAMENTÁRIA PRÓPRIA OU NÃO TENHA ESTA DEIXADO SALDO
NO EXERCÍCIO RESPECTIVO, MAS QUE PUDESSEM SER ATENDIDOS
EM FACE DA LEGISLAÇÃO VIGENTE.
(...)

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DICA 66
TÓPICOS DO EDITAL:
5.6 Suprimento de fundos.

O suprimento de fundos é caracterizado por ser um adiantamento de valores a


um servidor para futura prestação de contas. Esse adiantamento constitui despesa
orçamentária, ou seja, para conceder o recurso ao suprido é necessário percorrer os
três estágios da despesa orçamentária: empenho, liquidação e pagamento. Apesar
disso, não representa uma despesa pelo enfoque patrimonial, pois, no momento da
concessão, não ocorre redução no patrimônio líquido. Na liquidação da despesa
orçamentária, ao mesmo tempo em que ocorre o registro de um passivo, há também a
incorporação de um ativo, que representa o direito de receber um bem ou serviço,
objeto do gasto a ser efetuado pelo suprido, ou a devolução do numerário adiantado.
CADA ENTE DA FEDERAÇÃO DEVE REGULAMENTAR O SEU REGIME DE
ADIANTAMENTO, observando as peculiaridades de seu sistema de controle interno,
de forma a garantir a correta aplicação do dinheiro público. Destacam-se algumas
regras estabelecidas para esse regime. O suprimento de fundos deve ser utilizado nos
seguintes casos:

CASOS PERMITIDOS VEDADA A CONCESSÃO DE SUPRIMENTO DE FUNDOS

PARA ATENDER A DESPESAS A QUEM NÃO SEJA SERVIDOR


EVENTUAIS, INCLUSIVE EM VIAGEM E
COM SERVIÇOS ESPECIAIS, QUE EXIJAM
PRONTO PAGAMENTO

QUANDO A DESPESA DEVA SER FEITA EM A SERVIDOR RESPONSÁVEL POR DOIS SUPRIMENTOS
CARÁTER SIGILOSO, CONFORME SE
CLASSIFICAR EM REGULAMENTO

PARA ATENDER A DESPESAS DE A SERVIDOR QUE TENHA A SEU CARGO A GUARDA OU UTILIZAÇÃO DO
PEQUENO VULTO, ASSIM ENTENDIDAS MATERIAL A ADQUIRIR, SALVO QUANDO NÃO HOUVER NA REPARTIÇÃO
AQUELAS CUJO VALOR, EM CADA CASO, OUTRO SERVIDOR
NÃO ULTRAPASSAR LIMITE
ESTABELECIDO EM ATO NORMATIVO
PRÓPRIO

PARA DESPESA QUE NÃO POSSA A SERVIDOR RESPONSÁVEL POR SUPRIMENTO DE FUNDOS QUE,
SUBORDINAR-SE AO PROCESSO NORMAL ESGOTADO O PRAZO, NÃO TENHA PRESTADO CONTAS DE SUA
DE EXECUÇÃO APLICAÇÃO

A SERVIDOR QUE TENHA A SEU CARGO A A SERVIDOR DECLARADO EM ALCANCE; (SERVIDOR EM ALCANCE É
GUARDA OU UTILIZAÇÃO DO MATERIAL AQUELE QUE NÃO PRESTOU CONTAS DO SUPRIMENTO NO PRAZO
A ADQUIRIR, CASO SEJA O ÚNICO REGULAMENTAR, OU QUE NÃO TEVE APROVADAS SUAS CONTAS EM
SERVIDOR NA REPARTIÇÃO VIRTUDE DE DESVIO, DESFALQUE, FALTA OU MÁ APLICAÇÃO DE BENS
OU VALORES CONFIADOS A SUA GUARDA

A SERVIDOR QUE ESTEJA RESPONDENDO A INQUÉRITO


ADMINISTRATIVO

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DICA 67
TÓPICOS DO EDITAL:
5.6 Suprimento de fundos.

O prazo de aplicação do suprimento não pode exceder a 90 dias, contados


a partir da data do ato de concessão do suprimento, nem pode ultrapassar o
exercício financeiro. No entanto, nada impede que o prazo seja de 5, 15, 30 ou 60
dias. No que se refere à prestação de contas, o prazo não poderá ser superior a 30
dias, nem ultrapassar a data de 15 de janeiro subsequente. Aqui também não há
empecilho para que o prazo seja de 3, 5 ou 10 dias. A prestação de contas deverá ser
feita no prazo estabelecido no ato de concessão, sendo no máximo de 30 dias, após o
prazo de aplicação. Qualquer que seja esse prazo, desde que menor que 30 dias,
começa a contar somente a partir do término do período de aplicação. Quando a
aplicação se estender até 31 de dezembro, a prestação de contas estará limitada ao
dia 15 de janeiro do exercício subsequente.
Dos três tipos de suprimento, somente as despesas de pequeno vulto é que
apresentam limites definidos. Esses limites têm como parâmetro um percentual
incidente sobre os valores contidos no art. 23 da Lei no 8.666/1993, que são
diferentes para os incisos I e II, e para a conta tipo “B” ou uso mediante cartão
corporativo. Há limites para a concessão total e há limites para cada despesa
realizada (por comprovante da despesa), e esses limites são diferentes conforme o
meio utilizado: se for mediante conta corrente o limite é menor, e se mediante cartão
corporativo, o limite é maior. De acordo com a Portaria no 95/2002-MF, § 3º,
excepcionalmente, a critério da autoridade Ministerial, poderá ser concedido
suprimento de fundos em valores superiores aos limites acima especificados. Para os
demais casos de suprimento – para atender a despesas eventuais, inclusive em
viagem e com serviços especiais, que exijam pronto pagamento em espécie, e aqueles
para atender às despesas de caráter sigiloso – não há limite específico. O limite, nesse
caso, fundamenta se na existência de dotação orçamentária específica para os objetos
da concessão do suprimento de fundos.

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DICA 68
TÓPICOS DO EDITAL:
5.6 Suprimento de fundos.

LIMITES PARA A CONCESSÃO DE SUPRIMENTO DE FUNDOS


ESQUEMATIZANDO...

VALORES ATUALIZADOS NOS INCISOS I E II DO CAPUT DO ART. 23 DA LEI


Nº 8.666/93
* As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em função dos
seguintes limites

CONVITE ATÉ R$ 330.000,00


PARA OBRAS E SERVIÇOS DE TOMADA DE ATÉ R$ 3.300.000,00
ENGENHARIA PREÇOS
CONCORRÊNCIA ACIMA DE R$
3.300.000,00
CONVITE ATÉ R$ 176.000,00
COMPRAS E SERVIÇOS NÃO TOMADA DE ATÉ R$ 1.430.000,00
INCLUÍDOS NO TÓPICO ACIMA PREÇOS
CONCORRÊNCIA ACIMA DE R$
1.430.000,00

LIMITES GLOBAIS POR CONCESSÃO DE SUPRIMENTO DE FUNDOS RELATIVOS ÀS


DESPESAS CONSIDERADAS DE PEQUENO VULTO

MODALIDADE CARTÃO DE PAGAMENTO


OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA R$ 33.000,00
OUTROS SERVIÇOS E COMPRAS EM GERAL R$ 17.600,00
MODALIDADE CONTA TIPO B
OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA R$ 16.500,00
OUTROS SERVIÇOS E COMPRAS EM GERAL R$ 8.800,00

Valores atualizados conforme a Lei 8666/93, alterada pela Lei


9648/2018 e Decreto 9412/2018

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DICA 69
TÓPICOS DO EDITAL:
3.1 DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

As descentralizações internas de créditos orçamentários são denominadas


“provisão”, enquanto que as externas são conhecidas como “destaque”. Tratando-
se de recursos financeiros, as descentralizações internas recebem o nome de “sub-
repasse”, enquanto que as externas são chamadas “repasse”. É nesse momento
que se verifica a correlação: se um órgão ou Unidade Orçamentária recebeu os
créditos orçamentários sob a forma de destaque, então receberá os recursos
financeiros sob a forma de repasse; se recebeu os créditos mediante provisão, então
receberá os recursos sob a forma de sub-repasse.

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DICA 70
TÓPICOS DO EDITAL:
3.1 DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

Pode-se definir EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA como sendo a utilização dos


CRÉDITOS consignados no orçamento. A EXECUÇÃO FINANCEIRA, por outro lado,
representa a utilização dos RECURSOS financeiros, visando atender à realização dos
projetos e atividades atribuídos a cada unidade. Na técnica orçamentária,
normalmente, distinguem-se as palavras crédito e recurso. Reserva-se o termo
crédito para designar o lado orçamentário, representando a dotação ou autorização
de gasto ou sua descentralização. O termo recurso é usado no lado financeiro,
indicando dinheiro ou saldo de disponibilidade financeira. Logo, crédito e recurso são
duas faces da mesma moeda.
CORRELAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE DESCENTRALIZAÇÃO

CRÉDITOS RECURSOS ETAPA

DOTAÇÃO COTA FINANCEIRA 1ª ETAPA


ORÇAMENTÁRIA
DESTAQUE REPASSE FINANCEIRO
ORÇAMENTÁRIO
PROVISÃO SUB-REPASSE 2ª ETAPA
ORÇAMENTÁRIA FINANCEIRO

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DICA 71
TÓPICOS DO EDITAL:
3.1 DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

As descentralizações de créditos orçamentários ocorrem quando for efetuada


movimentação de parte do orçamento, mantidas as classificações institucional,
funcional, programática e econômica, para que outras unidades administrativas
possam executar a despesa orçamentária. As descentralizações de créditos
orçamentários não se confundem com transferências e transposição, pois:

• NÃO MODIFICAM A PROGRAMAÇÃO OU O VALOR DE SUAS DOTAÇÕES


ORÇAMENTÁRIAS (CRÉDITOS ADICIONAIS); E

• NÃO ALTERAM A UNIDADE ORÇAMENTÁRIA (CLASSIFICAÇÃO INSTITUCIONAL)


DETENTORA DO CRÉDITO ORÇAMENTÁRIO APROVADO NA LEI ORÇAMENTÁRIA
OU EM CRÉDITOS ADICIONAIS.

Na descentralização, as dotações serão empregadas obrigatória e


integralmente na consecução do objetivo previsto pelo programa de trabalho
pertinente, respeitadas fielmente a classificação funcional e a estrutura
programática. Portanto, a única diferença é que a execução da despesa orçamentária
será realizada por outro órgão ou entidade. A execução de despesas da competência
de órgãos e unidades do ente da Federação poderá ser descentralizada ou delegada,
no todo ou em parte, a órgão ou entidade de outro ente da Federação, desde que não
haja legislação contrária e demonstre viabilidade técnica.

APROFUNDANDO...

NOS CASOS EM QUE HOUVER CONVÊNIO ENTRE ENTES PÚBLICOS,


OCORRE A DESCENTRALIZAÇÃO FINANCEIRA SEM OCORRER A
DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA.

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DICA 72
TÓPICOS DO EDITAL:
3.1 DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

Vejamos um esquema que resume todas as descentralizações:

DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA DESCENTRALIZAÇÃO FINANCEIRA


ÉA TRANSFERÊNCIA É A MOVIMENTAÇÃO DOS RECURSOS
DOS CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS FINANCEIROS DO ÓRGÃO CENTRAL
(AUTORIZAÇÃO DE GASTOS). DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA PARA AS UNIDADES
GESTORAS TENDO COMO FINALIDADE O
PAGAMENTO DAS DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS
LEGALMENTE EMPENHADAS E LIQUIDADAS.

DOTAÇÃO A MOVIMENTAÇÃO DE COTA É A PRIMEIRA ETAPA DA


CRÉDITOS DO ÓRGÃO DESCENTRALIZAÇÃO DE RECURSOS
CENTRAL DE ORÇAMENTO FINANCEIROS, CARACTERIZADA PELA
PARA OS ÓRGÃO SETORIAIS TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS DO ÓRGÃO
CENTRAL DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA
PARA OS ÓRGÃOS SETORIAIS DO SISTEMA
PROVISÃO É A TRANSFERÊNCIA DE REPASSE É A DESCENTRALIZAÇÃO DOS RECURSOS
CRÉDITOS ENTRE UNIDADES FINANCEIROS VINCULADOS AO
GESTORAS DE UM MESMO ORÇAMENTO, RECEBIDOS ANTERIORMENTE
ÓRGÃO OU ENTIDADE SOB A FORMA DE COTA, REALIZADA PELOS
ÓRGÃOS SETORIAIS DA PROGRAMAÇÃO
FINANCEIRA, QUE OS TRANSFERE PARA
OUTRO ÓRGÃO OU SECRETARIA. É ENTÃO
CARACTERIZADO PELA TRANSFERÊNCIA DE
RECURSOS FINANCEIROS ENTRE ÓRGÃOS
DE ESTRUTURAS ADMINISTRATIVAS
DIFERENTES. É A MOVIMENTAÇÃO
EXTERNA DE RECURSOS FINANCEIROS
DESTAQUE A TRANSFERÊNCIA DE SUB- É A DESCENTRALIZAÇÃO DOS RECURSOS
CRÉDITOS ENTRE UNIDADES REPASSE FINANCEIROS VINCULADOS AO
GESTORAS DE ÓRGÃOS DE ORÇAMENTO, RECEBIDOS ANTERIORMENTE
ESTRUTURAS SOB A FORMA DE COTA, REALIZADA PELOS
ADMINISTRATIVAS ÓRGÃOS SETORIAIS DE PROGRAMAÇÃO
DIFERENTES, DE UM ÓRGÃO FINANCEIRA, QUE OS TRANSFERE PARA
PARA OUTRO UNIDADE ORÇAMENTÁRIA OU
ADMINISTRATIVA A ELES VINCULADAS, OU
SEJA, QUE FAÇA PARTE DA ESTRUTURA DA
SECRETARIA. É A MOVIMENTAÇÃO INTERNA
DE RECURSOS FINANCEIROS DESTINADOS
AO PAGAMENTO DAS DESPESAS
ORÇAMENTÁRIAS

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DICA 73
TÓPICOS DO EDITAL:
3.3 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES.

De acordo com o Manual do SIAFI, “o SIAFI é o sistema informatizado que


contabiliza e controla toda a execução orçamentária e financeira da União, em tempo
real”. Para a STN, o “SIAFI é o sistema de teleinformática que processa a execução
orçamentária, financeira, patrimonial e contábil dos órgãos e entidades da
Administração Federal, com a utilização de técnicas eletrônicas de tratamento
de dados, objetivando proporcionar eficiência e eficácia à gestão dos recursos
alocados no Orçamento Geral da União”. O SIAFI é utilizado pelos Poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário, e pelos órgãos e entidades da Administração direta
e indireta. Nos últimos anos, a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO tem trazido
também a determinação de que as empresas estatais dependentes passem a utilizar o
SIAFI na modalidade total. A única exceção quanto à utilização do SIAFI, no âmbito da
Administração Pública Federal, são as empresas estatais independentes. O SIAFI é
utilizado no âmbito Federal. Nos estados e municípios ele se chama SIAFEM e é
utilizado por alguns estados, de forma parcial.

FORMAS DE ACESSO
O acesso ao sistema SIAFI para efetivação dos registros da execução
orçamentária, financeira e patrimonial, pelas Unidades Gestoras, pode ocorrer
deforma on-line ou off-line. Essas formas de acesso, de acordo com o Manual do SIAFI,
apresentam as seguintes características:

ON-LINE OFF-LINE
TODOS OS DOCUMENTOS ORÇAMENTÁRIOS AS DISPONIBILIDADES FINANCEIRAS DA UNIDADE
E FINANCEIROS DAS UGS SEREM INDIVIDUALIZADAS EM CONTA CORRENTE
SEREM EMITIDOS BANCÁRIA E NÃO
DIRETAMENTE PELO SISTEMA COMPOREM A CONTA ÚNICA

A PRÓPRIA UG ATUALIZAR OS A UG EMITIR SEUS DOCUMENTOS


ARQUIVOS DO SISTEMA, DIGITANDO, ORÇAMENTÁRIOS, FINANCEIROS E CONTÁBEIS
POR MEIO DETERMINAIS PREVIAMENTE À INTRODUÇÃO DOS RESPECTIVOS
CONECTADOS AO SIAFI, DADOS RELATIVOS DADOS NO SISTEMA
AOS ATOS E FATOS DE GESTÃO
AS DISPONIBILIDADES FINANCEIRAS DA UG A UG NÃO INTRODUZIR OS DADOS RELATIVOS A
SEREM INDIVIDUALIZADAS EM CONTAS SEUS DOCUMENTOS NO SISTEMA, O QUE É FEITO
CONTÁBEIS NO SIAFI, COMPONDO O SALDO DA POR MEIO DE OUTRA UNIDADE, DENOMINADA
CONTA ÚNICA E DE OUTRAS CONTAS DE POLO DE DIGITAÇÃO
ARRECADAÇÃO OU DEVOLUÇÃO
DE RECURSOS

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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA – AFO
DICAS FINAIS PARA O MPE-PI
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DICA 74
TÓPICOS DO EDITAL:
3.3 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES.

OBJETIVOS DO SIAFI

OBJETIVOS DO SIAFI
PROVER DE MECANISMOS ADEQUADOS AO REGISTRO E CONTROLE DIÁRIO DA GESTÃO
ORÇAMENTÁRIA, FINANCEIRA E PATRIMONIAL OS ÓRGÃOS CENTRAL, SETORIAL,
SECCIONAL E REGIONAL DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO E ÓRGÃOS EXECUTORES
PADRONIZAR MÉTODOS E ROTINAS DE TRABALHO, SEM IMPLICAR RIGIDEZ OU
RESTRIÇÃO
AO GESTOR PÚBLICO, QUE PERMANECE COM O TOTAL CONTROLE DA GESTÃO DOS
RECURSOS
FORNECER MEIOS PARA AGILIZAR A PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA, COM VISTAS A
OTIMIZAR A UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DO TESOURO NACIONAL
PERMITIR QUE A CONTABILIDADE PÚBLICA SEJA FONTE SEGURA E TEMPESTIVA DE
INFORMAÇÕES GERENCIAIS DESTINADA A TODOS OS NÍVEIS DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA FEDERAL
INTEGRAR E COMPATIBILIZAR AS INFORMAÇÕES DISPONÍVEIS NOS DIVERSOS ÓRGÃOS E
ENTIDADES PARTICIPANTES DO SISTEMA
PERMITIR AOS SEGMENTOS DA SOCIEDADE OBTEREM A NECESSÁRIA TRANSPARÊNCIA
DOS GASTOS PÚBLICOS
PERMITIR A PROGRAMAÇÃO E O ACOMPANHAMENTO FÍSICO-
FINANCEIRO DO ORÇAMENTO, EM NÍVEL ANALÍTICO
PERMITIR O REGISTRO CONTÁBIL DOS BALANCETES DOS ESTADOS, MUNICÍPIOS E DE
SUAS SUPERVISIONADAS
PERMITIR O CONTROLE DA DÍVIDA INTERNA E EXTERNA, DO GOVERNO FEDERAL, BEM
ASSIM A DAS TRANSFERÊNCIAS NEGOCIADAS

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DICA 75
TÓPICOS DO EDITAL:
3.3 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES.

MODALIDADES DE USO
Quanto ao uso do sistema, o SIAFI permite aos órgãos a utilização nas
modalidades total ou parcial. Segundo o Manual do SIAFI, as principais características
da utilização do sistema nessas modalidades são as seguintes:

TOTAL PARCIAL
O PROCESSAMENTO DE TODOS OS ATOS A EXECUÇÃO FINANCEIRA DOS RECURSOS
E FATOS DE DETERMINADO ÓRGÃO PELO PREVISTOS NO ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO
SIAFI, INCLUINDO AS EVENTUAIS EFETUADA PELO
RECEITAS PRÓPRIAS SIAFI

A IDENTIFICAÇÃO DE TODAS AS NÃO PERMITE TRATAMENTO DE RECURSOS


DISPONIBILIDADES FINANCEIRAS DO PRÓPRIOS DO ÓRGÃO
ÓRGÃO POR MEIO DA CONTA
ÚNICA DO GOVERNO FEDERAL OU DAS CONTAS FISICAMENTE EXISTENTES NA REDE BANCÁRIA

A SUJEIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS NÃO SUBSTITUI A CONTABILIDADE DO ÓRGÃO,


ORÇAMENTÁRIOS E FINANCEIROS DO SENDO NECESSÁRIO, PORTANTO, O ENVIO DE
ÓRGÃO AO TRATAMENTO PADRÃO BALANCETES PARA INCORPORAÇÃO DE SALDOS
DO SIAFI, INCLUINDO O USO DO PLANO
DE CONTAS DO GOVERNO FEDERAL
O SIAFI SE CONSTITUIR NA BASE DE OS ÓRGÃOS QUE SE VALEM DA UTILIZAÇÃO DO
DADOS ORÇAMENTÁRIOS, FINANCEIROS SISTEMA NA MODALIDADE PARCIAL FARÃO
E CONTÁBEIS PARA TODOS OS EFEITOS USO SOMENTE DE
LEGAIS GRUPOS DE EVENTOS PRÓPRIOS PARA
ESSA MODALIDADE
A MOVIMENTAÇÃO DE FORMA ON-LINE
DE TODAS AS DISPONIBILIDADES
FINANCEIRAS DAS UGS ATRAVÉS DA
CONTA ÚNICA

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DICA 76
TÓPICOS DO EDITAL:
3.3 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES.

SIOP
A partir de junho de 2009 as funções Orçamentárias e de Planejamento foram
centralizadas num sistema novo, o SIOP – Sistema Integrado de Planejamento e
Orçamento. As propostas orçamentárias são lançadas diretamente no novo sistema
SIOP, e não mais no SIDOR e SIDORNet como vinha sendo feito. O cadastro de
programas e ações e demais funcionalidades do SIDOR também migraram para o
novo sistema SIOP. O SIGPLAN também já foi absorvido pelo SIOP. O PPA 2012-2015
já migrou integralmente para o SIOP tanto na fase qualitativa como na
quantitativa. Segundo Augustinho Paludo (2015), o SIOP é um moderno sistema de
informação corporativa utilizado pelo MPDG que une os antigos sistemas SIDOR e
SIGPLAN, proporcionando economia de recursos, consultas diversas, e maior
agilidade e integração dos processos de planejamento e orçamento.

Conforme o manual constante no site do planejamento federal, o Sistema


Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP – é o sistema informatizado que
suporta os processos de Planejamento e Orçamento do Governo Federal. É o
resultado da iniciativa de integração dos sistemas e processos a partir da necessidade
de:
OTIMIZAR PROCEDIMENTOS
REDUZIR CUSTOS
INTEGRAR E OFERECER INFORMAÇÕES PARA O GESTOR PÚBLICO E PARA OS
CIDADÃOS

O SIOP é o primeiro sistema estruturante do Governo totalmente desenvolvido


utilizando software livre. Seus objetivos eram garantir, nas atividades de
Planejamento e Orçamento:
CONFIABILIDADE NOS DADOS
SIMPLICIDADE NA UTILIZAÇÃO
INTEGRAÇÃO E TRANSPARÊNCIA
VISÕES DIFERENCIADAS DA INFORMAÇÃO PARA NÍVEIS
ESTRATÉGICOS E TÁTICO/OPERACIONAL

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DICA 77
TÓPICOS DO EDITAL:
3.3 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES.

O QUE O SIOP FAZ?


Uma vez visto o fundamento legal para a criação do SIOP e como ele foi
concebido, devemos entender o que ele realmente faz como sistema do governo. Esta
visão ajudará a entender melhor as várias funcionalidades desenvolvidas nos
módulos do sistema. Vimos que o SIOP é um sistema estruturante composto por
módulos, desenvolvido e implantado pela Secretaria de Orçamento Federal –
SOF/MP, em parceria com a Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos
– SPI/MP, e a Secretaria das Empresas Estatais – SEST/MP. De forma genérica, os
seguintes assuntos/processos envolvidos no planejamento e orçamento da União são
tratados no SIOP:

ELABORAÇÃO E REVISÃO DO PROJETO DE LEI DO PLANO PLURIANUAL –PLPPA

ELABORAÇÃO DO PROJETO DE LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS –PLDO

ELABORAÇÃO DO PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL –PLOA

ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS/CRÉDITOS

ORÇAMENTO IMPOSITIVO

RECEITAS

ACOMPANHAMENTO DAS ESTATAIS

ACOMPANHAMENTO ORÇAMENTÁRIO

MONITORAMENTO DO PPA

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DICA 78
TÓPICOS DO EDITAL:
2.1 SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL.
2.5 SISTEMA E PROCESSO DE ORÇAMENTAÇÃO. 3.2 ACOMPANHAMENTO DA
EXECUÇÃO.

O processo de elaboração do projeto de Lei Orçamentária Anual se desenvolve


no âmbito do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal. Ele envolve um
conjunto articulado de tarefas complexas e a elaboração de cronograma gerencial e
operacional com etapas claramente especificadas e produtos definidos e
configurados, além da divulgação de informações/orientações e compreende a
participação dos órgãos central, setoriais e das Unidades Orçamentárias do sistema, o
que pressupõe a constante necessidade de tomada de decisões em seus vários níveis.
Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes e órgãos da
Administração Pública Federal, OS ÓRGÃOS INTEGRANTES DO SISTEMA DE
PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL E AS UNIDADES RESPONSÁVEIS PELO
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO DOS DEMAIS PODERES REALIZARÃO O
ACOMPANHAMENTO E A AVALIAÇÃO DOS PLANOS E PROGRAMAS RESPECTIVOS.

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DICA 79
TÓPICOS DO EDITAL:
2.1 SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL.
2.5 SISTEMA E PROCESSO DE ORÇAMENTAÇÃO. 3.2 ACOMPANHAMENTO DA
EXECUÇÃO.

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DICA 80
TÓPICOS DO EDITAL:
2.1 SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL.
2.5 SISTEMA E PROCESSO DE ORÇAMENTAÇÃO. 3.2 ACOMPANHAMENTO DA
EXECUÇÃO.
SECRETARIA DE ORÇAMENTO FEDERAL (SOF)

O trabalho desenvolvido pela SOF, no cumprimento de sua missão


institucional, tem sido norteado por um conjunto de competências, descritas no art.
9º do Anexo I do Decreto no 9.035/2017, e amparado no art. 8º da Lei no
10.180/2001:

COORDENAR, CONSOLIDAR E SUPERVISIONAR A ELABORAÇÃO DA LEI DE


DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS E DA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA DA UNIÃO,
COMPREENDIDOS OS ORÇAMENTOS FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL

ESTABELECER AS NORMAS NECESSÁRIAS À ELABORAÇÃO E À IMPLEMENTAÇÃO


DOS ORÇAMENTOS FEDERAIS SOB SUA RESPONSABILIDADE

ACOMPANHAR A EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA, SEM PREJUÍZO DA COMPETÊNCIA


ATRIBUÍDA A OUTROS ÓRGÃOS
COMPETE À SOF

REALIZAR ESTUDOS E PESQUISAS CONCERNENTES AO DESENVOLVIMENTO E AO


APERFEIÇOAMENTO DO PROCESSO ORÇAMENTÁRIO FEDERAL

ORIENTAR, COORDENAR E SUPERVISIONAR TECNICAMENTE OS ÓRGÃOS


SETORIAIS DE ORÇAMENTO

EXERCER A SUPERVISÃO DA CARREIRA DE ANALISTA DE PLANEJAMENTO E


ORÇAMENTO, EM ARTICULAÇÃO COM A SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E
ASSUNTOS ECONÔMICOS, OBSERVADAS AS DIRETRIZES DO COMITÊ DE GESTÃO
DAS CARREIRAS DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, DESENVOLVIMENTO E
GESTÃO

ESTABELECER AS CLASSIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS DA RECEITA E DA DESPESA

ACOMPANHAR E AVALIAR O ANDAMENTO DA DESPESA PÚBLICA E DE SUAS


FONTES DE FINANCIAMENTO E DESENVOLVER E PARTICIPAR DE ESTUDOS
ECONÔMICO-FISCAIS VOLTADOS AO APERFEIÇOAMENTO DO PROCESSO DE
ALOCAÇÃO DE RECURSOS

ACOMPANHAR, AVALIAR E REALIZAR ESTUDOS SOBRE AS POLÍTICAS PÚBLICAS E A


ESTRUTURA DO GASTO PÚBLICO

ACOMPANHAR E PROPOR, NO ÂMBITO DE SUAS ATRIBUIÇÕES, NORMAS


REGULADORAS E DISCIPLINADORAS RELATIVAS ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS EM SUAS
DIFERENTES MODALIDADES

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DICA 81
TÓPICOS DO EDITAL:
2.1 SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL.
2.5 SISTEMA E PROCESSO DE ORÇAMENTAÇÃO. 3.2 ACOMPANHAMENTO DA
EXECUÇÃO.

ÓRGÃO SETORIAL
O órgão setorial desempenha o papel de articulador no âmbito da sua
estrutura, coordenando o processo decisório no nível subsetorial (UO). Sua atuação
no processo orçamentário envolve:

ESTABELECIMENTO DE DIRETRIZES SETORIAIS PARA ELABORAÇÃO E ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS;

DEFINIÇÃO E DIVULGAÇÃO DE INSTRUÇÕES, NORMAS E PROCEDIMENTOS A SEREM OBSERVADOS NO


ÂMBITO DO ÓRGÃO DURANTE O PROCESSO DE ELABORAÇÃO E ALTERAÇÃO ORÇAMENTÁRIA
AVALIAÇÃO DA ADEQUAÇÃO DA ESTRUTURA PROGRAMÁTICA E MAPEAMENTO DAS ALTERAÇÕES
NECESSÁRIAS
COORDENAÇÃO DO PROCESSO DE ATUALIZAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DAS INFORMAÇÕES
CONSTANTES DO CADASTRO DE PROGRAMAS E AÇÕES
FIXAÇÃO, DE ACORDO COM AS PRIORIDADES SETORIAIS, DOS REFERENCIAIS MONETÁRIOS PARA
APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS ORÇAMENTÁRIAS E DOS LIMITES DE MOVIMENTAÇÃO E EMPENHO E
DE PAGAMENTO DE SUAS RESPECTIVAS UO
ANÁLISE E VALIDAÇÃO DAS PROPOSTAS E DAS ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS DE SUAS UOS
CONSOLIDAÇÃO E FORMALIZAÇÃO DA PROPOSTA E DAS ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS DO ÓRGÃO

UNIDADE ORÇAMENTÁRIA
As UO’s, apesar de não integrarem o Sistema de Planejamento e Orçamento
previsto no caput do art. 4º da Lei nº 10.180, de 2001, ficam sujeitas à orientação
normativa e à supervisão técnica do órgão central e também, no que couber, do
respectivo órgão setorial, e desempenham o papel de coordenação do processo de
elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação, integrando e
articulando o trabalho das suas unidades administrativas, tendo em vista a
consistência da programação de sua unidade. As UOs são responsáveis pela
apresentação da programação orçamentária detalhada da despesa por programa,
ação e subtítulo. Sua atuação no processo orçamentário compreende:

ESTABELECIMENTO DE DIRETRIZES NO ÂMBITO DA UO PARA ELABORAÇÃO DA PROPOSTA E


ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS
ESTUDOS DE ADEQUAÇÃO DA ESTRUTURA PROGRAMÁTICA
FORMALIZAÇÃO, AO ÓRGÃO SETORIAL, DA PROPOSTA DE ALTERAÇÃO DA ESTRUTURA PROGRAMÁTICA
SOB A RESPONSABILIDADE DE SUAS UNIDADES ADMINISTRATIVAS
COORDENAÇÃO DO PROCESSO DE ATUALIZAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DAS INFORMAÇÕES
CONSTANTES DO CADASTRO DE AÇÕES ORÇAMENTÁRIAS
FIXAÇÃO DOS REFERENCIAIS MONETÁRIOS PARA APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS ORÇAMENTÁRIAS E
DOS LIMITES DE MOVIMENTAÇÃO E EMPENHO E DE PAGAMENTO DE SUAS RESPECTIVAS UNIDADES
ADMINISTRATIVAS
ANÁLISE E VALIDAÇÃO DAS PROPOSTAS ORÇAMENTÁRIAS DAS UNIDADES ADMINISTRATIVAS
CONSOLIDAÇÃO E FORMALIZAÇÃO DE SUA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA

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DICA 82
TÓPICOS DO EDITAL:
2.1 SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL.
2.5 SISTEMA E PROCESSO DE ORÇAMENTAÇÃO. 3.2 ACOMPANHAMENTO DA
EXECUÇÃO.
SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA FEDERAL (SAFF)

O Sistema de Administração Financeira Federal compreende as atividades de


programação financeira da União, de administração de direitos e haveres, garantias e
obrigações de responsabilidade do Tesouro Nacional e de orientação técnico-
normativa referente à execução orçamentária e financeira. Integram o Sistema de
Administração Financeira Federal a Secretaria do Tesouro Nacional -STN-, como
órgão central e os órgãos setoriais. Mais uma vez chamo a sua atenção ao fato de que
o SAFF não possui órgãos específicos. As atribuições dos órgãos setoriais são as
mesmas já apresentadas no tópico 12.1, no SPOF. Compete ao SAFF:

ZELAR PELO EQUILÍBRIO FINANCEIRO DO TESOURO NACIONAL


ADMINISTRAR OS HAVERES FINANCEIROS E MOBILIÁRIOS DO TESOURO NACIONAL
ELABORAR A PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA DO TESOURO NACIONAL, GERENCIAR A
CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL E SUBSIDIAR A FORMULAÇÃO DA POLÍTICA DE
FINANCIAMENTO DA DESPESA PÚBLICA
GERIR A DÍVIDA PÚBLICA MOBILIÁRIA FEDERAL E A DÍVIDA EXTERNA DE
RESPONSABILIDADE DO TESOURO NACIONAL
CONTROLAR A DÍVIDA DECORRENTE DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO DE
RESPONSABILIDADE, DIRETA E INDIRETA, DO TESOURO NACIONAL
ADMINISTRAR AS OPERAÇÕES DE CRÉDITO SOB A RESPONSABILIDADE DO TESOURO
NACIONAL
MANTER CONTROLE DOS COMPROMISSOS QUE ONEREM, DIRETA OU
INDIRETAMENTE, A UNIÃO JUNTO A ENTIDADES OU ORGANISMOS INTERNACIONAIS
EDITAR NORMAS SOBRE A PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA E A EXECUÇÃO
ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA, BEM COMO PROMOVER O ACOMPANHAMENTO, A
SISTEMATIZAÇÃO E A PADRONIZAÇÃO DA EXECUÇÃO DA DESPESA PÚBLICA
PROMOVER A INTEGRAÇÃO COM OS DEMAIS PODERES E ESFERAS DE GOVERNO EM
ASSUNTOS DE ADMINISTRAÇÃO E PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA

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DICA 83
TÓPICOS DO EDITAL:
2.1 SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL.
2.5 SISTEMA E PROCESSO DE ORÇAMENTAÇÃO. 3.2 ACOMPANHAMENTO DA
EXECUÇÃO.

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DICA 84
TÓPICOS DO EDITAL:
2.1 SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL.
2.5 SISTEMA E PROCESSO DE ORÇAMENTAÇÃO. 3.2 ACOMPANHAMENTO DA
EXECUÇÃO.

O SPOF é o único que possui órgãos específicos. Esses órgãos fazem parte
da estrutura do órgão central e são especializados em algum macroprocesso. Vejamos
os principais exemplos:

✓ SEPLAN (secretaria de planejamento e assuntos econômicos) - PPA


✓ SOF (secretaria do orçamento federal) – LDO E ORÇAMENTO FISCAL +
ORÇAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL
✓ SEST (secretaria de coordenação e governança das empresas estatais) –
ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO

MPDG
ÓRGÃO CENTRAL

ÓRGÃOS
ESPECÍFICOS
SEPLAN, SOF e SEST

ÓRGÃO ÓRGÃO ÓRGÃO


SETORIAL 1 SETORIAL 2 SETORIAL 3
TAMBÉM É UO TAMBÉM É UO TAMBÉM É UO

UO UO UO
ORÇAMENTÁRIA ORÇAMENTÁRIA ORÇAMENTÁRIA

UA UA UA
ADMINISTRATIVA ADMINISTRATIVA ADMINISTRATIVA

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DICA 85
TÓPICOS DO EDITAL:
2.1 SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL.
2.5 SISTEMA E PROCESSO DE ORÇAMENTAÇÃO. 3.2 ACOMPANHAMENTO DA
EXECUÇÃO.

ETAPAS DO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA

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DICAS FINAIS PARA O MPE-PI
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DICA 86
TÓPICOS DO EDITAL:
6 LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 E SUAS ALTERAÇÕES (LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

ATRIBUIÇÕES DA LDO CONFORME A LRF

CONTER AUTORIZAÇÃO PARA QUE OS MUNICÍPIOS CONTRIBUAM PARA O


CUSTEIO DE DESPESAS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS ENTES DA FEDERAÇÃO
ESTABELECER EXIGÊNCIAS PARA A REALIZAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA
VOLUNTÁRIA
ESTABELECER CONDIÇÕES PARA A DESTINAÇÃO DE RECURSOS PARA, DIRETA
OU INDIRETAMENTE, COBRIR NECESSIDADES DE PESSOAS FÍSICAS OU
DÉFICITS DE PESSOAS JURÍDICAS
DISPOR SOBRE O IMPACTO E O CUSTO FISCAL DAS OPERAÇÕES REALIZADAS
PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL, O QUAL SERÃO DEMONSTRADOS
TRIMESTRALMENTE
DISPOR SOBRE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA E O CRONOGRAMA DE
EXECUÇÃO MENSAL DE DESEMBOLSO ESTABELECIDO PELO PODER
EXECUTIVO ATÉ TRINTA DIAS APÓS A PUBLICAÇÃO DOS ORÇAMENTOS
ESTABELECER PARA OS PODERES E O MINISTÉRIO PÚBLICO CRITÉRIOS DE
LIMITAÇÃO DE EMPENHO E MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA SE VERIFICADO, AO
FINAL DE UM BIMESTRE, QUE A REALIZAÇÃO DA RECEITA PODERÁ NÃO
COMPORTAR O CUMPRIMENTO DAS METAS DE RESULTADO PRIMÁRIO OU
NOMINAL ESTABELECIDAS NO ANEXO DE METAS FISCAIS
RESSALVAR AS DESPESAS QUE NÃO SERÃO SUBMETIDAS À LIMITAÇÃO DE
EMPENHO
DISPOR SOBRE A CONCESSÃO OU AMPLIAÇÃO DE INCENTIVO OU BENEFÍCIO
DE NATUREZA TRIBUTÁRIA DA QUAL DECORRA RENÚNCIA DE RECEITA
DISPOR SOBRE DESPESA CONSIDERADA IRRELEVANTE, PARA EFEITOS DE
GERAÇÃO DE DESPESA
DISPOR SOBRE A INCLUSÃO DE NOVOS PROJETOS NA LOA OU NAS LEIS DE
CRÉDITOS ADICIONAIS, APÓS ADEQUADAMENTE ATENDIDOS OS EM
ANDAMENTO E CONTEMPLADAS AS DESPESAS DE CONSERVAÇÃO DO
PATRIMÔNIO PÚBLICO
EXCEPCIONALIZAR A CONTRATAÇÃO DE HORA EXTRA, QUANDO FOR
ALCANÇADO O LIMITE PRUDENCIAL DAS DESPESAS COM PESSOAL, O QUAL É
DE 95% DO LIMITE PREVISTO NA LRF

@profleandroravyelle Página 91
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA – AFO
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DICA 87
TÓPICOS DO EDITAL:
6 LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 E SUAS ALTERAÇÕES (LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

A LRF também traz dispositivos sobre a LOA. O projeto de lei


orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o plano plurianual,
com a lei de diretrizes orçamentárias e com as normas desta Lei
Complementar:

CONTERÁ EM ANEXO, DEMONSTRATIVO DA


COMPATIBILIDADE DA PROGRAMAÇÃO DOS
ORÇAMENTOS COM OS OBJETIVOS E METAS
CONSTANTES DO ANEXO DE METAS FISCAIS
DA LDO
SERÁ DO DEMONSTRATIVO REGIONALIZADO DO
ACOMPANHADA EFEITO, SOBRE AS RECEITAS E DESPESAS,
DECORRENTE DE ISENÇÕES, ANISTIAS,
REMISSÕES, SUBSÍDIOS E BENEFÍCIOS DE
NATUREZA FINANCEIRA, TRIBUTÁRIA E
CREDITÍCIA, BEM COMO DAS MEDIDAS DE
COMPENSAÇÃO A RENÚNCIAS DE RECEITA E
AO AUMENTO DE DESPESAS OBRIGATÓRIAS
DE CARÁTER CONTINUADO
CONTERÁ RESERVA DE CONTINGÊNCIA

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DICA 88
TÓPICOS DO EDITAL:
6 LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 E SUAS ALTERAÇÕES (LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

ANEXO DE METAS FISCAIS


A LRF estabelece que integrará o projeto de Lei de Diretrizes
Orçamentárias o Anexo de Metas Fiscais, onde serão estabelecidas metas
anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas,
resultados nominal e primário, e montante da dívida pública, para o exercício
a que se referirem e para os dois seguintes. Apesar de serem estipuladas
metas para três exercícios, apenas a meta para o ano seguinte é obrigatória –
as demais são apenas metas indicativas. O anexo de metas fiscais (AMF)
conterá ainda:

AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS RELATIVAS AO ANO ANTERIOR


DEMONSTRATIVO DAS METAS ANUAIS, INSTRUÍDO COM MEMÓRIA E
METODOLOGIA DE CÁLCULO QUE JUSTIFIQUEM OS RESULTADOS
PRETENDIDOS, COMPARANDO-AS COM AS FIXADAS NOS TRÊS EXERCÍCIOS
ANTERIORES, E EVIDENCIANDO A CONSISTÊNCIA DELAS COM AS PREMISSAS
E OS OBJETIVOS DA POLÍTICA ECONÔMICA NACIONAL
EVOLUÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO NOS ÚLTIMOS TRÊS EXERCÍCIOS,
DESTACANDO A ORIGEM E A APLICAÇÃO DOS RECURSOS OBTIDOS COM A
ALIENAÇÃO DE ATIVOS
AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO RGPS
FINANCEIRA E ATUARIAL RPPS
FUNDOS
FUNDO DE AMPARO AO
TRABALHADOR (FAT)
DEMONSTRATIVO DA ESTIMATIVA E COMPENSAÇÃO DA RENÚNCIA DE
RECEITA E DA MARGEM DE EXPANSÃO DAS DESPESAS OBRIGATÓRIAS DE
CARÁTER CONTINUADO

@profleandroravyelle Página 93
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA – AFO
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DICA 89
TÓPICOS DO EDITAL:
6 LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 E SUAS ALTERAÇÕES (LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.
ANEXO DE RISCOS FISCAIS
Segundo a LRF, a Lei de Diretrizes Orçamentárias conterá Anexo de Riscos
Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de
afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se
concretizem. Os Passivos Contingentes correspondem às demandas judiciais de
grande impacto que se encontram pendentes de julgamento pelos tribunais
superiores como STJ e STF; dívidas em geral que se encontram em processo de
reconhecimento; e operações de garantias e aval dados pelo Poder Público. Os outros
riscos são comumente classificados em riscos orçamentários e riscos de dívida. Os
riscos Orçamentários encontram-se relacionados à possibilidade de estimativas de
receitas e montante de despesas fixadas na Lei Orçamentária Anual não se
confirmarem na execução dos orçamentos. A estimativa das receitas está atrelada a
variáveis macroeconômicas que influenciam no montante de recursos
arrecadados, por exemplo: o nível de atividade econômica, as taxas de inflação,
juros e câmbio. Assim, uma queda no Produto Interno Bruto – PIB provoca queda na
arrecadação de tributos em todos os entes da Federação.

DICA 90
TÓPICOS DO EDITAL:
6 LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 E SUAS ALTERAÇÕES (LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

ANEXO ESPECÍFICO
A LRF ainda exige que a LDO contenha um anexo específico, que acompanha a
mensagem de envio do projeto de LDO ao Congresso Nacional. Esse anexo, de acordo
com o art. 4º, § 4º, da LRF, deve apresentar os objetivos das políticas monetária,
creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções para seus principais
agregados e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício subsequente.

@profleandroravyelle Página 94
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA – AFO
DICAS FINAIS PARA O MPE-PI
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DICA 91
TÓPICOS DO EDITAL:
6 LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 E SUAS ALTERAÇÕES (LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

Vamos agora ver o que se exclui no cálculo da RECEITA CORRENTE LÍQUIDA


RCL nos diversos entes:

EXCLUSÕES DA RCL
UNIÃO ESTADOS E DF MUNICÍPIOS
OS VALORES AS PARCELAS AS CONTRIBUIÇÕES DOS SERVIDORES PARA O
TRANSFERIDOS PARA ENTREGUES AOS CUSTEIO DO SEU SISTEMA DE PREVIDÊNCIA E
ESTADOS E MUNICÍPIOS MUNICÍPIOS POR ASSISTÊNCIA SOCIAL
POR DETERMINAÇÃO DETERMINAÇÃO
CONSTITUCIONAL OU CONSTITUCIONAL,
LEGAL APENAS
AS CONTRIBUIÇÕES DO AS CONTRIBUIÇÕES AS RECEITAS PROVENIENTES DA
SERVIDOR PARA A DOS SERVIDORES COMPENSAÇÃO FINANCEIRA ENTRE O
SEGURIDADE SOCIAL DO PARA O CUSTEIO DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA E O
PROGRAMA DE SEU SISTEMA DE REGIME PRÓPRIO DOS
FORMAÇÃO DO PREVIDÊNCIA E SERVIDORESPÚBLICOS;
PATRIMÔNIO DO ASSISTÊNCIA SOCIAL OS VALORES DO FUNDEB (JÁ ESTÃO
SERVIDOR PÚBLICO, E INCLUÍDOS NO FPM, ICMS, IPI-EXP., ITCMD,
AS CONTRIBUIÇÕES IPVA E ITR)
PARA O PIS/PASEP
A CONTRIBUIÇÃO DO AS RECEITAS
EMPREGADOR, DA PROVENIENTES DA
EMPRESA E DA COMPENSAÇÃO
ENTIDADE A ELA FINANCEIRA ENTRE O
EQUIPARADA NA REGIME GERAL DE
FORMA DA LEI, PREVIDÊNCIA E O
INCIDENTES SOBRE A REGIME PRÓPRIO DOS
FOLHA DE SALÁRIOS E SERVIDORES
DEMAIS RENDIMENTOS PÚBLICOS
DE PESSOA FÍSICA; E A
CONTRIBUIÇÃO DO
TRABALHADOR E DOS
DEMAIS SEGURADOS DA
PREVIDÊNCIA SOCIAL
AS RECEITAS OS VALORES DO
PROVENIENTES DA FUNDEB (JÁ ESTÃO
COMPENSAÇÃO INCLUSOS NO FPE,
FINANCEIRA ENTRE O ICMS, IPI-EXP., IPVA)
REGIME GERAL DE
PREVIDÊNCIA E O
REGIME PRÓPRIO DOS
SERVIDORES PÚBLICOS
OS VALORES DO NO CASO DO DISTRITO
FUNDEB FEDERAL E DOS
ESTADOS DO AMAPÁ E
RORAIMA HÁ QUE SE
EXCLUIR TAMBÉM AS
DESPESAS COM
PESSOAL CUSTEADAS
COM RECURSOS
RECEBIDOS DA UNIÃO

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DICA 92
TÓPICOS DO EDITAL:
6 LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 E SUAS ALTERAÇÕES (LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

RENÚNCIA DE RECEITA
Segundo o art. 14 da LRF, a concessão ou ampliação de incentivo ou benefício
de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deve:

ESTAR ACOMPANHADA DE ESTIMATIVA DO IMPACTO ORÇAMENTÁRIO-FINANCEIRO NO EXERCÍCIO EM


QUE DEVA INICIAR SUA VIGÊNCIA E NOS DOIS SEGUINTES
ATENDER AO DISPOSTO NA LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
DEMONSTRAÇÃO DE QUE A RENÚNCIA FOI CONSIDERADA NA ESTIMATIVA
DE RECEITA NA LEI ORÇAMENTÁRIA E QUE NÃO AFETARÁ AS METAS DE
ATENDER A PELO RESULTADOS FISCAIS PREVISTAS NA LDO * NO EXERCÍCIO DA CONCESSÃO
MENOS UMA DAS BASTA ESTE DEMONSTRATIVO*
SEGUINTES CONDIÇÕES ESTAR ACOMPANHADA DE MEDIDAS DE COMPENSAÇÃO NOS DOIS
EXERCÍCIOS SEGUINTES, POR MEIO DO AUMENTO DE RECEITA

Não se caracterizam renúncias de receitas as desonerações tributárias:


ESTABELECIDAS EM CARÁTER GERAL
RELACIONADAS AO IMPOSTO DE RENDA COMO: LIMITE DE ISENÇÃO, DESCONTO PADRÃO E DEDUÇÃO
POR DEPENDENTE
ALTERAÇÃO DAS ALÍQUOTAS DE: IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS ESTRANGEIROS; EXPORTAÇÕES PARA O
EXTERIOR; PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI); OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGURO, OU
RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS (IOF)

CANCELAMENTO DE DÉBITO CUJO MONTANTE SEJA INFERIOR AO RESPECTIVO CUSTO DE COBRANÇA


RELACIONADAS ÀS IMUNIDADES CONSTITUCIONAIS QUANDO O USUÁRIO FINAL DOS BENS OU SERVIÇOS
FOR A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

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TÓPICOS DO EDITAL:
6 LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 E SUAS ALTERAÇÕES (LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

GERAÇÃO DE DESPESA
ESTIMATIVA DO IMPACTO ORÇAMENTÁRIO-FINANCEIRO NO EXERCÍCIO
APERFEIÇOAMENTO QUE
ACARRETE AUMENTO DE
CIRAÇÃO, EXPANSÃO OU
AÇÃO QUE IMPORTE EM

EM QUE DEVA ENTRAR EM VIGOR E NOS DOIS SUBSEQUENTES (CONTENDO


AS PREMISSAS E METODOLOGIA DE CÁLCULO UTILIZADA).

DECLARAÇÃO O AUMENTO TEM ADEQUAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E


DO FINANCEIRA COM A LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL
DESPESA

ORDENADOR COMPATIBILIDADE COM O PLANO PLURIANUAL E COM A


DA DESPESA LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
DE QUE

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TÓPICOS DO EDITAL:
6 LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 E SUAS ALTERAÇÕES (LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

DESPESA OBRIGATÓRIA DE CARÁTER CONTINUADO (DOCC)


Assim, de acordo com os arts. 15 a 17 da LRF, uma despesa somente pode ser
realizada se atender simultaneamente as seguintes condições:
DEMONSTRAR A ESTIMATIVA DE IMPACTO ORÇAMENTÁRIO-FINANCEIRO NO
EXERCÍCIO
APRESENTAR COMPATIBILIDADE COM O PPA E A LDO
TIVER ADEQUAÇÃO ORÇAMENTÁRIA COM A LOA (DOTAÇÃO SUFICIENTE)
NÃO AFETAR AS METAS FISCAIS ESTABELECIDAS PELA LDO

Se for o caso de despesa continuada, acrescentam-se as seguintes exigências:


DEVE ESTAR ACOMPANHADA DE ESTIMATIVA DO IMPACTO ORÇAMENTÁRIO-
FINANCEIRO NO EXERCÍCIO EM QUE ENTRAR EM VIGOR E NOS DOIS SEGUINTES
DEVE DEMONSTRAR A FONTE DE RECURSOS PARA O SEU CUSTEIO
DEVE ESTAR ACOMPANHADA DE MEDIDA DE COMPENSAÇÃO PELO AUMENTO
PERMANENTE DA ARRECADAÇÃO OU PELA REDUÇÃO DE OUTRA DESPESA EM
VALOR EQUIVALENTE

As regras da LRF para a geração de despesas não se aplicam às seguintes


situações:

REVISÃO GERAL ANUAL DA REMUNERAÇÃO E/OU SUBSÍDIO DE SERVIDORES


PÚBLICOS. (A PERMISSÃO DE REAJUSTE É PARA PRESERVAR O VALOR REAL,
APENAS – O REAJUSTE PARA AUMENTAR O VALOR DO BENEFÍCIO ESTÁ SUJEITO
ÀS REGRAS GERAIS DA LRF.)

OS SERVIÇOS DA DÍVIDA PÚBLICA


CONCESSÃO DE BENEFÍCIO A
QUEM SATISFAÇA AS CONDIÇÕES
TAMBÉM NÃO SE APLICAM AS REGRAS DA DE HABILITAÇÃO PREVISTA NA
LRF, QUANTO ÀS MEDIDAS DE LEGISLAÇÃO PERTINENTE
COMPENSAÇÃO, QUANDO A DESPESA FOR EXPANSÃO QUANTITATIVA DO
REALIZADA NAS ÁREAS DE SAÚDE, ATENDIMENTO E DOS SERVIÇOS
PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL, E SE PRESTADOS
REFERIR A REAJUSTAMENTO DE VALOR DO
BENEFÍCIO OU SERVIÇO, A FIM DE
PRESERVAR O SEU VALOR REAL

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RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

DESPESAS COM PESSOAL


DESPESAS COM PESSOAL ATIVO
DESPESAS COM PESSOAL INATIVO
DESPESAS COM PENSIONISTAS
ENCARGOS SOCIAIS E PREVIDENCIÁRIOS
AUXÍLIOS: NATALIDADE, FUNERAL, CRECHE, PRÉ-ESCOLAR
COMPUTA NO SALÁRIO-FAMÍLIA
CÁLCULO SENTENÇAS JUDICIAIS REFERENTES AOS ÚLTIMOS 12 MESES
DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES (ÚLTIMOS 12 MESES)
ABONO DE PERMANÊNCIA
TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA – REFERENTE À
SUBSTITUIÇÃO DE SERVIDORES/EMPREGADOS

DESPESAS DE CARÁTER INDENIZATÓRIO COMO:


AUXÍLIOS: ALIMENTAÇÃO, TRANSPORTE E MORADIA
AJUDA DE CUSTO E DIÁRIAS
DEMISSÃO DE SERVIDORES OU EMPREGADOS E INCENTIVOS
À DEMISSÃO VOLUNTÁRIA
CONVOCAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONGRESSO NACIONAL
NÃO COMPUTA NO DESPESAS COM INATIVOS CUSTEADAS COM RECURSOS:
CÁLCULO DA ARRECADAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES DOS SEGURADOS
DA COMPENSAÇÃO FINANCEIRA ENTRE O REGIME GERAL E
O REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL
DAS DEMAIS RECEITAS ARRECADADAS POR FUNDO
VINCULADO A TAL FINALIDADE, INCLUSIVE ALIENAÇÃO DE
BENS E SUPERÁVITS
TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA – QUE NÃO SE
REFIRA À
SUBSTITUIÇÃO DE SERVIDORES/EMPREGADOS
DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES REFERENTES A
PERÍODOS ANTERIORES AOS ÚLTIMOS 12 MESES
SENTENÇAS JUDICIAIS – PERÍODOS ANTERIORES AOS
ÚLTIMOS 12 MESES

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RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

LIMITES POR PODER / ÓRGÃO


ESQUEMATIZANDO...
LIMITE DE GASTOS COM PESSOAL POR PODER E ENTES
∑ = 50% ∑ = 60%
UNIÃO ESTADOS ESTADOS COM MUNICÍPIOS
TCMS (BAHIA,
PARA E GOIÁS)
EXECUTIVO 40,9% 49% 48,6% 54%
SUBDIVISÃO:
DF + EX-
TERRITÓRIOS: 3%
DEMAIS ÓRGÃOS E
ENTIDADES: 37,9%
LEGISLATIVO 2,5% 3% 3,4% 6%
JUDICIÁRIO 6% 6% 6% -
MINISTÉRIO 0,6% 2% 2% -
PÚBLICO

Cumpre destacar que, em relação ao Poder Legislativo Municipal, o art. 29-A


da CF/1988 fixou percentuais que variam de 3,5 a 7,0% de acordo com a população
do município – no entanto, não estão compreendidos nesses percentuais os gastos
com inativos. Os percentuais constitucionais incidem sobre o somatório da receita
tributária e das transferências previstas no § 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159,
efetivamente arrecadadas no exercício anterior – enquanto que os percentuais da LRF
incidem sobre a RCL.

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RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

LIMITE PRUDENCIAL
Compete aos Tribunais de Contas verificar os cálculos dos limites da despesa
total com pessoal de cada Poder e órgão e alertá-los quando constatarem que o
montante da despesa total com pessoal ultrapassar 90% do limite (limite de alerta).
Se a despesa total com pessoal exceder a 95% do limite (limite prudencial), são
vedados ao Poder ou órgão que houver incorrido no excesso:
ESQUEMATIZANDO...
VEDAÇÕES APLICADAS NOS CASOS DE ULTRAPASSAGEM DO LIMITE PRUDENCIAL
REGRA EXCEÇÃO
CONCESSÃO DE VANTAGEM, AUMENTO, SALVO OS DERIVADOS DE SENTENÇA JUDICIAL OU DE
REAJUSTE OU ADEQUAÇÃO DE DETERMINAÇÃO LEGAL OU CONTRATUAL,
REMUNERAÇÃO A QUALQUER TÍTULO RESSALVADA A REVISÃO GERAL ANUAL, SEMPRE NA
MESMA DATA E SEM DISTINÇÃO DE ÍNDICES
CRIAÇÃO DE CARGO, EMPREGO OU FUNÇÃO
ALTERAÇÃO DE ESTRUTURA DE CARREIRA QUE IMPLIQUE AUMENTO DE DESPESA
PROVIMENTO DE CARGO PÚBLICO, RESSALVADA A REPOSIÇÃO DECORRENTE DE
ADMISSÃO OU CONTRATAÇÃO DE PESSOAL A APOSENTADORIA OU FALECIMENTO DE SERVIDORES
QUALQUER TÍTULO DAS ÁREAS DE EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA
SALVO NO CASO DAS SITUAÇÕES PREVISTAS NA LEI DE
DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS E NO CASO DE
CONVOCAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONGRESSO
NACIONAL (RELEMBRO QUE A EMENDA
CONSTITUCIONAL 50/2006 VEDOU O PAGAMENTO DE
PARCELA INDENIZATÓRIA EM RAZÃO DE
CONTRATAÇÃO DE HORA EXTRA CONVOCAÇÃO DO CONGRESSONACIONAL (NÃO MAIS
PERMITIDA CONFORME A PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL POR MEIO DE EMENDA CONSTITUICIONAL).

EXCEÇÕES AOS PRAZOS PARA REDUÇÃO DAS DESPESAS COM PESSOAL

APLICAÇÃO AS RESTRIÇÕES SÃO APLICADAS IMEDIATAMENTE SE A DESPESA TOTAL COM


IMEDIATA PESSOAL EXCEDER O LIMITE NO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DO ÚLTIMO ANO DO
MANDATO DOS TITULARES DE PODER OU ÓRGÃO
NA OCORRÊNCIA DE CALAMIDADE PÚBLICA RECONHECIDA PELO CONGRESSO
NACIONAL, NO CASO DA UNIÃO, OU PELAS ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS, NA
SUSPENSÃO HIPÓTESE DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS; E EM CASO DE ESTADO DE DEFESA OU DE
SÍTIO DECRETADO NA FORMA DA CONSTITUIÇÃO, ENQUANTO PERDURAR A
SITUAÇÃO, SERÃO SUSPENSAS A CONTAGEM DOS PRAZOS E AS VEDAÇÕES
ESTABELECIDAS
EM CASO DE CRESCIMENTO REAL BAIXO OU NEGATIVO DO PRODUTO INTERNO
BRUTO (PIB) NACIONAL, REGIONAL OU ESTADUAL POR PERÍODO IGUAL OU
SUPERIOR A QUATRO TRIMESTRES, OS PRAZOS DO ARTIGO SERÃO DUPLICADOS.
DUPLICAÇÃO ENTENDE-SE POR BAIXO CRESCIMENTO A TAXA DE VARIAÇÃO REAL ACUMULADA
DO PIB INFERIOR A 1%, NO PERÍODO CORRESPONDENTE AOS QUATRO ÚLTIMOS
TRIMESTRES. NESSA HIPÓTESE, CONTINUARÃO A SER ADOTADAS AS MEDIDAS
PREVISTAS NO LIMITE PRUDENCIAL

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RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

DÍVIDA PÚBLICA
Para a LRF, a dívida pública consolidada ou fundada é o montante total,
apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação,
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de
operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses, e ainda, as
operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado
do orçamento. A dívida flutuante corresponde aos passivos financeiros exigíveis em
prazo inferior a doze meses, que não necessitam de autorização para o seu
pagamento, porque já foram autorizados pelo poder legislativo e resta apenas o seu
pagamento, ou porque se referem a dispêndios extraorçamentários. A dívida
flutuante refere-se à dívida interna, de curto prazo, e compreende os restos a
pagar (excluídos os serviços da dívida), os serviços da dívida a pagar, os depósitos,
e os débitos de Tesouraria (AROs).

OPERAÇÕES DE CRÉDITO
O conceito de operação de crédito foi bastante ampliado pela LRF, que
equipara a essas operações de crédito a assunção, o reconhecimento ou a confissão de
dívidas pelo ente da Federação, e ainda, as antecipações de receitas ou postergações
de despesas como: a captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo
ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido; o recebimento
antecipado de valores de empresas (salvo lucros e dividendos, na forma da lei); a
assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação assemelhada, com
fornecedor de bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão, aceite ou aval de
título de crédito (salvo quanto a empresas estatais dependentes); e a assunção de
obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores para posterior
pagamento de bens e serviços. Vejamos os requisitos para a realização de operações
de crédito:

EXISTÊNCIA DE PRÉVIA E EXPRESSA AUTORIZAÇÃO PARA A CONTRATAÇÃO, NO TEXTO DA LEI


ORÇAMENTÁRIA, EM CRÉDITOS ADICIONAIS OU LEI ESPECÍFICA

INCLUSÃO NO ORÇAMENTO OU EM CRÉDITOS ADICIONAIS DOS RECURSOS PROVENIENTES DA OPERAÇÃO,


EXCETO NO CASO DE OPERAÇÕES POR ANTECIPAÇÃO DE RECEITA

OBSERVÂNCIA DOS LIMITES E CONDIÇÕES FIXADOS PELO SENADO FEDERAL

AUTORIZAÇÃO ESPECÍFICA DO SENADO FEDERAL, QUANDO SE TRATAR DE OPERAÇÃO DE CRÉDITO


EXTERNO

ATENDIMENTO DO DISPOSTO NO INCISO III DO ART. 167 DA CONSTITUIÇÃO (REGRA DE OURO)

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RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

REGRA DE OURO
A regra de ouro foi estabelecida pela CF de 1988 e reforçada pela LRF com vistas a conter o
excesso de operações de crédito que endividavam os entes públicos, muitas vezes
contratadas sem critérios e para fins não relevantes, e manter o equilíbrio nas contas
públicas. É vedada a realização de operações de crédito que excedam as despesas
de capital, ressalvadas asautorizadas mediante créditos suplementares ou especiais
com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta". Para
"quebrar" a regra de ouro, exige-se maioria absoluta (única lei em matéria financeira
que exige maioria absoluta para sua aprovação). Cabe destacar que, para fins de
verificação do cumprimento da regra de ouro, não serão computadas as despesas de capital
realizadas sob a forma de empréstimo ou financiamento a contribuinte - ainda que por
instituição financeira controlada pelo ente -, se resultar na diminuição do ônus deste.

ANTECIPAÇÃO DE RECEITA ORÇAMENTÁRIA (ARO)


Quando se tratar de Antecipação de Receita Orçamentária (ARO), o art. 38, §
2º, da LRF e a Resolução no 43/2002 do Senado Federal estabelecem que essas
operações somente podem ser efetuadas mediante a abertura de crédito junto à
instituição financeira vencedora em processo competitivo eletrônico promovido pelo
Banco Central do Brasil. Compete ao Banco Central do Brasil manter sistema de
acompanhamento e controle do saldo do crédito aberto e aplicar as sanções cabíveis
no caso de inobservância dos limites. Além de cumprir as exigências referentes às
contratações de operações de crédito, as AROs encontram-se sujeitas ainda às
seguintes regras:

SOMENTE PODEM SER REALIZADAS A PARTIR DO DÉCIMO DIA DO INÍCIO DO


EXERCÍCIO
SOMENTE PODERÃO SER REALIZADAS ATRAVÉS DE LEILÃO ELETRÔNICO
DEVEM SER LIQUIDADAS COM JUROS E DEMAIS ENCARGOS ATÉ O DIA DEZ DE
DEZEMBRO DE CADA ANO
NÃO PODEM SER COBRADOS OUTROS ENCARGOS QUE NÃO A TAXA DE JUROS
DA OPERAÇÃO, PREFIXADA INDEXADA À TAXA BÁSICA FINANCEIRA, OU À QUE
VIER A ESTA SUBSTITUIR

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TÓPICOS DO EDITAL:
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RESPONSABILIDADE FISCAL). 5.5 DÍVIDA FLUTUANTE E FUNDADA.

RELATÓRIO RESUMIDO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA (RREO)


RELATÓRIO RESUMIDO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA

POR CATEGORIA ECONÔMICA


RECEITAS
BALANÇO
POR FONTE DE RECURSOS
ORÇAMENTÁRIO

RREO POR CATEGORIA ECONÔMICA


DESPESAS
POR GRUPO DE DESPESAS

POR CATEGORIA ECONÔMICA


RECEITAS
POR FONTE DE RECURSOS
DEMONSTRATIVO DA
EXECUÇÃO
POR CATEGORIA ECONÔMICA
DESPESAS
POR GRUPO DE DESPESAS

POR FUNÇÃO E SUBFUNÇÃO

ACOMPANHA O RELATÓRIO RESUMIDO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA


DEMONSTRATIVO DA APURAÇÃO DA RECEITA CORRENTE LÍQUIDA

DEMONSTRATIVO DE RECEITAS E DESPESAS PREVIDENCIÁRIAS


RREO

DEMONSTRATIVO DOS RESULTADOS NOMINAL E PRIMÁRIO

DEMONSTRATIVO DE RESTOS A PAGAR POR PODER E ÓRGÃO

ÚLTIMO BIMESTRE – ACRESCENTAR OS DEMONSTRATIVOS

DE QUE AS OPERAÇÕES DE CRÉDITOS NÃO ULTRAPASSARAM AS DESPESAS DE CAPITAL

DAS PROJEÇÕES ATUARIAIS DOS REGIMES DE PREVIDÊNCIA SOCIAL, GERAL E PRÓPRIO DOS
RREO
SERVIDORES PÚBLICOS

DA VARIAÇÃO PATRIMONIAL, EVIDENCIANDO A ALIENAÇÃO DE ATIVOS E A APLICAÇÃO DOS


RECURSOS DELA DECORRENTES

SE FOR O CASO, JUSTIFICATIVAS SOBRE A LIMITAÇÃO DE EMPENHO E A FRUSTRAÇÃO DE RECEITAS


INCLUIR

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RELATÓRIO DE GESTÃO FISCAL (RGF)


RELATÓRIO DE GESTÃO FISCAL

DESPESA TOTAL ATIVOS


COM PESSOAL
SEPARANDO INATIVOS E PENSIONISTAS

COMPARATIVO DÍVIDA CONSOLIDADA E MOBILIÁRIA


COM LIMITES
CONCESSÃO DE GARANTIAS

OPERAÇÕES DE CRÉDITO (INCLUSIVE ARO)

MEDIDAS ADOTADAS
SE ULTRAPASSADOS QUAISQUER LIMITES
CORRETIVAS
A ADOTAR

ÚLTIMO QUADRIMESTRE – ACRESCENTAR OS DEMONSTRATIVOS

DO MONTANTE DAS DISPONIBILIDADES DE CAIXA EM 31 DE DEZEMBRO

DA INSCRIÇÃO EM RESTOS A PAGAR DE DESPESAS LIQUIDADAS E NÃO LIQUIDADAS E DAS NÃO


INSCRITAS POR FALTA DE DISPONIBILIDADE

DO CUMPRIMENTO DAS NORMAS REFERENTES ÀS AROS: PAGAMENTO ATÉ 10 DE DEZEMBRO E


PROIBIÇÃO DE CONTRATAR NO ÚLTIMO ANO DO MANDATO

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Bom, meus queridos, encerro aqui este ‘’pequeno’’ material com dicas. (rsrs)!!!
😉
Confesso que a ideia inicial era fazer um pequeno PDF com dicas finais para a
prova a prova do próximo domingo (23/09/2018). Acabei me empolgando e coloquei
100 dicas finais, que você não pode ir para a prova sem vê-las! Teremos, no mínimo,
15 questões de AFO nesta prova e garanto que este material será útil. Gostou? Dá
uma forcinha pro professor, curtindo minha página no instagram
@profleandroravyelle e também no facebook. Compartilho diariamente dicas,
esquemas, mapas mentais e muitos materiais gratuitos para os alunos que buscam
facilitar o estudo dessa disciplina.
Espero que façam uma excelente prova e contem comigo para correção da
prova e eventuais recursos nas questões.

“ Se você realmente quer algo, não espere.


Ensine você mesmo a ser impaciente –
Gurbaksh Chahal”

@profleandroravyelle Página 108