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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO,

CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA.


CAMPUS EUNÁPOLIS.

RECURSO E NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DA


MATEMÁTICA

Eunápolis
2010
2

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO,


CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA.
CAMPUS EUNÁPOLIS.

RECURSO E NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DA


MATEMÁTICA

Alesandro Souza
Dárli Sousa
Martha Magnavita

Marcelo Botelho

Valéria Matos do Carmo Santos

Zaine Oliveira

Trabalho apresentado como requisito


avaliativo na disciplina de Didática do Curso
de Licenciatura Plena em Matemática, 3º
Semestre, ministrada pelo Professor Adilson
Souza, do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia da Bahia.
3

SUMÁRIO

1. Introdução ..................................................................................................... 4
2. Uso de novas tecnologias no ensino da matemática ..................................... 5
2.1 Formação de professores............................................................................. 5
3. Escolas Públicas – Problemáticas no uso de tecnologias.............................. 6
4. Aprender a ser usuário poderoso de uma nova tecnologia ............................ 11
5. Uma nova matemática: Calculadora e computadores.................................... 13
6. Videoconferência............................................................................................ 15
7. Comunicação, informação, conhecimento e sabedoria.................................. 16
8 Tecnologia........................................................................................................ 18
8.1 Tecnologias na Educação............................................................................. 20
8.2 Educações à distância- aprendizagem à distância e ensino à distância.... 21
8.3 Aprendizagens mediadas pela Tecnologia.................................................... 22
8.4 A justificação do ensino a Distancia............................................................. 23
9 A Internet e a Web, ou seus sucedâneos, certamente terão um papel fundamental
nesse processo................................................................................................... 24
10 Softwares para o Ensino da Matemática........................................................ 25
11 Conclusão....................................................................................................... 27
12 Referências Bibliográficas.............................................................................. 28
4

1- INTRODUÇÃO

Com a evolução da tecnologia novas possibilidades de ensino


estão surgindo, em especial para o ensino da Matemática, onde uma grande
variedade de programas computacionais está dando um significado especial na
construção do conhecimento.
A simples inserção de recursos tecnológicos não significa
aprendizagem, é preciso qualidade na sua utilização e essa qualidade vai
depender de como as propostas são interpretadas pelos professores.
Por isso é importante que o professor aprenda a utilizar as
ferramentas tecnológicas, pois se os mesmos não se sentirem preparados corre-
se o risco da simples troca do lápis e papel pelo computador.
Os objetivos desta linha de pesquisa são, basicamente, estudar
a educação mediada pelas novas tecnologias: possibilidades no ensino da
Matemática, novas práticas pedagógicas e ambientes de aprendizagem
alternativos; o uso de novas tecnologias de informação: análise de softwares
matemáticos enfatizando seu uso no ambiente escolar e sua influência no
processo ensino-aprendizagem; o desenvolvimento de aplicações para o ensino
básico e sua transposição didática; o desenvolvimento de material didático que
venha ajudar na inclusão digital.
5

2 - USO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DA


MATEMÁTICA

2.1 Formações de professores

Muitas vezes observa-se no ambiente escolar certa expectativa


por parte dos professores quanto à vontade de utilizar novos recursos da
informática na educação. E essa expectativa às vezes se transforma em
sentimento de insegurança ou de resistência em alterar a prática de ensino, pois o
professor neste novo contexto é desafiado a rever e ampliar seus conhecimentos
para enfrentar as novas situações. Os professores não têm experiência em
atividades com o uso de tecnologias, assim, parece óbvio que a formação de
professores é totalmente indispensável.
No entanto, não basta aos futuros professores ter contato com a
matemática, as teorias educacionais e com as perspectivas da didática. Um
contato estabelecido ao nível puramente teórico, em termos de conhecimento
declarativo, não garante uma efetiva aquisição do conhecimento profissional por
parte dos futuros professores. O fato deste conhecimento ter um carácter pessoal,
ligado à ação e à reflexão sobre a experiência implica que o seu desenvolvimento
requer formas de trabalho que desenvolvam o raciocínio lógico e que sejam
diversificados e tragam experiência aos formandos quanto a situações próximas
das situações que ocorrem na prática.

Os cursos de formação inicial de professores devem tratar


prioritariamente a importância do desenvolvimento dos respectivos formandos de
diversas competências no que se refere ao uso dos recursos tecnológicos no
processo de ensino-aprendizagem. O licenciando em Matemática precisa receber
formação que lhe possibilite assumir a prática docente como compromisso social,
que seja um pesquisador de sua prática pedagógica e possa promover a
integração entre tecnologia e educação.
6

3. Escolas públicas – Problemáticas no uso de tecnologia

Nos últimos anos têm aumentado consideravelmente os espaços


de debate sobre o uso das novas tecnologias como ferramenta útil no processo
ensino aprendizagem. Percebe-se ainda que nem sempre estas questões sejam
devidamente amadurecidas no meio dos profissionais da educação,
especialmente entre os professores das escolas públicas.
Na maioria das vezes, as tentativas de direcionar algumas ações
são atropeladas nesse processo, seja pelo autoritarismo que freqüentemente se
observa nos poderes públicos, seja pela falta de clareza dos objetivos, ou mesmo
pela omissão de muitos dos seus atores.
Em meio a estas questões, o ensino de matemática no Brasil e no
mundo enfrenta uma profunda crise, exigindo dos professores a reformulação de
suas práticas, a redefinição das estratégias e a inclusão de novas ferramentas de
ensino. Dessa forma, o uso de tecnologias tem se tornado um aliado importante
nesse enfrentamento.
Um dos primeiros pontos é a adequação de espaços
escolares para a atividade pedagógica com as novas
tecnologias, cujas decisões são geralmente relegadas a
técnicos ou a uma ou duas pessoas da instituição, sem o
crivo da discussão pelos que fazem a escola. Os resultados
de decisões boas ou ruins serão vividos todo dia, talvez
durante anos, nos prédios utilizados por alunos, professores
e funcionários. Espaços mal-planejados têm maiores
conseqüências na pré-escola e nas séries iniciais, quando
as crianças necessitam de maior movimentação e sofrem
mais as conseqüências de condições ambientais precárias.
(Paulo G. Cysneiros).

Dependendo do projeto, uma mesma área e orçamento podem


resultar em espaços mais adequados, ou não, para a atividade pedagógica com
as novas tecnologias. É importante evitar a improvisação.
Nas escolas públicas, é fácil perceber que a arquitetura não
recebe a devida importância nos projetos de Informática e de ambientes para uso
da televisão, do vídeo e outras tecnologias na escola. Na maioria das vezes, as
salas de aula recém construídas com apenas uma tomada elétrica, localizada
num ponto que dificulta o uso de um simples gravador.
Se observarmos o espaço físico, encontraremos em escolas
públicas: mesas frágeis e baratas para computadores sendo de uso em escritórios
ou doméstico. São móveis sem espaço para se trabalhar com cadernos ou livros,
7

desencorajando outras atividades além do manejo do mouse e da atenção à tela


do computador.

As dificuldades encontradas por alunos e professores no processo


ensino-aprendizagem da matemática são muitas e conhecidas. Por um lado, o
aluno não consegue entender a matemática que o professor lhe ensina, muitas
vezes é reprovado nesta disciplina, ou então, mesmo que aprovado, sente
dificuldades em utilizar o conhecimento "adquirido", em síntese, não consegue
efetivamente ter acesso a esse saber de fundamental importância.

O professor, por outro lado, consciente de que não consegue


alcançar resultados satisfatórios junto a seus alunos e tendo dificuldades de, por
si só, repensar satisfatoriamente seu fazer pedagógico procura novos elementos -
muitas vezes, meras receitas de como ensinar determinados conteúdos - que,
acredita, possam melhorar este quadro. Uma evidência disso é, positivamente, a
participação cada vez mais crescente de professores nos encontros, conferências
ou cursos. São nestes eventos que percebemos o grande interesse dos
professores pelos materiais didáticos e pelos jogos. As atividades programadas
que discutem questões relativas a esse tema são as mais procuradas. As salas
ficam repletas e os professores ficam maravilhados diante de um novo material ou
de um jogo desconhecido. Parecem encontrar nos materiais a solução - a fórmula
mágica- para os problemas que enfrentam no dia-a-dia da sala de aula.

O professor nem sempre tem clareza das razões fundamentais


pelas quais os materiais ou jogos são importantes para o ensino-aprendizagem da
matemática e, normalmente são necessários, e em que momento deve ser usado.

Geralmente costuma-se justificar a importância desses elementos


apenas pelo caráter "motivador" ou pelo fato de se ter "ouvido falar" que o ensino
da matemática tem de partir do concreto ou, ainda, porque através deles as aulas
ficam mais alegres e os alunos passam a gostar da matemática.

Entretanto, será que podemos afirmar que o material concreto ou


jogos pedagógicos são realmente indispensáveis para que ocorra uma efetiva
aprendizagem da matemática?
8

Pode parecer, à primeira vista, que todos concordem e


respondam sim a pergunta. Mas isto não é verdade. Um exemplo de uma posição
divergente é colocado por Carraher & Schilemann (1988), ao afirmarem, com
base em suas pesquisas, que "não precisamos de objetos na sala de aula, mas
de objetivos na sala de aula, mas de situações em que a resolução de um
problema implique a utilização dos princípios lógico-matemáticos a serem
ensinados" (p. 179). Isto porque o material "apesar de ser formado por objetivos,
pode ser considerado como um conjunto de objetos 'abstratos' porque esses
objetos existem apenas na escola, para a finalidade de ensino, e não tem
qualquer conexão com o mundo da criança" (p. 180). Ou seja, para estes
pesquisadores, o concreto para a criança não significa necessariamente os
materiais manipulativos, mas as situações que a criança tem que enfrentar
socialmente.

Com efeito, sabemos que existem diferentes propostas de


trabalho que possuem materiais com características muito próprias, e que os
utilizam também de forma distinta e em momentos diferentes no processo ensino-
aprendizagem.

Qual seria a razão para a existência desta diversidade?

Na verdade, por trás de cada material, se esconde uma visão de


educação, de matemática, do homem e de mundo; ou seja, existe subjacente ao
material, uma proposta pedagógica que o justifica.

O avanço das discussões sobre o papel e a natureza da


educação e o desenvolvimento da psicologia, ocorrida no seio das
transformações sociais e políticas contribuíram historicamente para as teorias
pedagógicas que justificam o uso na sala de aula de materiais "concretos" ou
jogos fossem, ao longo dos anos, sofrendo modificações e tomando feições
diversas.

Até o séc. XVI, por exemplo, acreditava-se que a capacidade de


assimilação da criança era idêntica a do adulto, apenas menos desenvolvida. A
criança era considerada um adulto em miniatura. Por esta razão, o ensino deveria
9

acontecer de forma a corrigir as deficiências ou defeitos da criança. Isto era feito


através da transmissão do conhecimento. A aprendizagem do aluno era
considerada passiva, consistindo basicamente em memorização de regras,
fórmulas, procedimentos ou verdades localmente organizadas. Para o professor
desta escola - cujo papel era o de transmissor e expositor de um conteúdo pronto
e acabado - o uso de materiais ou objetos era considerado pura perda de tempo,
uma atividade que perturbava o silêncio ou a disciplina da classe. Os poucos que
os aceitavam e utilizavam o faziam de maneira puramente demonstrativa,
servindo apenas de auxiliar a exposição, a visualização e memorização do aluno.
Exemplos disso são: o flanelógrafo, as réplicas grandes em madeira de figuras
geométricas, desenhos ou cartazes fixados nas paredes... Em síntese, estas
constituem as bases do chamado "Ensino Tradicionais" que existe até hoje em
muitas de nossas escolas.

Já no séc. XVII este tipo de ensino era questionado. Comenius


(1592-1671) considerado o pai da Didática, dizia em sua obra "Didática Magna"
(1657) que “... ao invés de livros mortos, por que não podemos abrir o livro vivo
da natureza? Devemos apresentar à juventude as próprias coisas, ao invés das
suas sombras" (Ponce, p.127).

No séc. XVIII, Rousseau (1727 - 1778), ao considerar a Educação


como um processo natural do desenvolvimento da criança, ao valorizar o jogo, o
trabalho manual, a experiência direta das coisas, seria o precursor de uma nova
concepção de escola. Uma escola que passa a valorizar os aspectos biológicos e
psicológicos do aluno em desenvolvimento: o sentimento, o interesse, a
espontaneidade, a criatividade e o processo de aprendizagem, às vezes
priorizando estes aspectos em detrimento da aprendizagem dos conteúdos.

Ë no bojo dessa nova concepção de educação e de homem que


surgem, primeiramente, as propostas de Pestalozzi (1746 - 1827) e de seu
seguidor Froebel (1782 - 1852). Estes foram os pioneiros na configuração da
"escola ativa". Pestalozzi acreditava que uma educação seria verdadeiramente
educativa se proviesse da atividade dos jovens. Fundou um internato onde o
currículo adotado dava ênfase às atividades dos alunos como canto, desenho,
modelagem, jogos, excursões ao ar livre, manipulação de objetos onde as
10

descrições deveriam preceder as definições; o conceito nascendo da experiência


direta e das operações sobre as coisas [4, pp. 17 - 18].

Posteriormente, Montessori (1870 - 1952) e Decroly (1871 -


1932), inspirados em Pestalozzi iriam desenvolver uma didática especial (ativa)
para a matemática.

Ao aluno deve ser dado o direito de aprender. Não um 'aprender'


mecânico, repetitivo, de fazer sem saber o que faz e por que faz. Muito menos um
'aprender' que se esvazia em brincadeiras. Mas um aprender significativo do qual
o aluno participe raciocinando, compreendendo, reelaborando o saber
historicamente produzido e superando, assim, sua visão ingênua, fragmentada e
parcial da realidade.

O material ou o jogo pode ser fundamental para que isto ocorra.


Neste sentido, o material mais adequado, nem sempre, será o visualmente mais
bonito e nem o já construído. Muitas vezes, durante a construção de um material
o aluno tem a oportunidade de aprender matemática de forma mais efetiva.

Em outros momentos, o mais importante não será o material, mas


sim, a discussão e resolução de uma situação problema ligada ao contexto do
aluno, ou ainda, à discussão e utilização de um raciocínio mais abstrato.

4 - Aprender a ser usuário poderoso de uma tecnologia

A preocupação atual pela inadequação dos métodos de ensino


não nos deve fazer esquecer que nos “melhores tempos passados”, os
estudantes teriam sido muito bons em computar números, não eram geralmente
bons para matemática ainda na soma de frações, e deixemos de lado a álgebra.

A maioria dos adultos reporta que não eram bons em matemática.


De fato uma das razões para usar as calculadoras e os computadores seria
mudar a prática educativa precisamente porque os estudantes não dominavam as
velhas ferramentas como a álgebra.
11

Mas o empoderamento requer controle. Se os estudantes não


dominavam as velhas ferramentas, não há objetivo seguro em lhes dar
ferramentas novas que também não dominem.

Em relação à aplicabilidade das ferramentas tecnológicas,


demanda atenção muito profunda das variáveis existentes não somente nos
limites de tecnologia, como também da grade curricular e das demandas dos
alunos e dos professores.

Em alguns casos os estudantes sabem suficiente álgebra para


resolver um problema, mas falham em usar esse conhecimento porque carecem
da fluidez ou experiência para usá-lo de forma efetiva e segura para resolver
problemas.

Isto mesmo se aplica às ferramentas eletrônicas. Aprender só o


necessário sobre planilhas para resolver uma classe de problemas específicos;
mover-se depois a aprender um pouco sobre ferramentas de construção de
software de geometria para explicar um conjunto particular de temas geométricos,
e passar depois a outro tema, deixa os estudantes falhos no uso destas, não
como especialistas que podem recorrer às ferramentas quando necessário para
lhes ajudar no raciocínio e na solução de um problema.

Quando as escolas fazem planos para usar a tecnologia, elas


desejam o mesmo que com qualquer currículo; fazer uma aproximação gradual no
uso de ferramentas, uma aproximação que escolha um número limitado de
ferramentas, as apresente nos primeiros anos para os alunos e as utilize
consistentemente, incrementando progressivamente o domínio e a sofisticação ao
longo dos anos para que nos últimos estágios educacionais, os estudantes se
convertam em usuários poderosos delas para toda sua aprendizagem
matemática.

Obviamente, o currículo de matemática deve ser isso, de


matemática, não de eletrônica. Numa sala de aula equipada com tecnologia,
como numa de lápis e papel, a qualidade repousa principalmente em quão bem
12

estão aprendendo os estudantes a pensar matematicamente, mas o uso efetivo


da tecnologia disponível (papel ou eletrônica) também importa.

Assim, a motivação nas aulas de matemática é essencial para o


bom andamento do conteúdo educacional.

Com o papel, a limpeza e a ordem são importantes, como pode


atestar qualquer que tenha visto os erros que cometem os estudantes porque não
podem decifrar sua própria escrita.

Com as ferramentas eletrônicas se requerem outras habilidades.


Devemos refletir sobre quais são as habilidades que devem desenvolver os
estudantes para usar de maneira fluída e efetiva as novas ferramentas a sua
disposição.

Também se deve prover tempo e oportunidades aos professores


para que sejam competentes com as ferramentas, para que sejam flexíveis,
possam fazer juízos rápidos em suas classes sem sentir-se constrangidos pelas
ferramentas ou limitados por sua falta de segurança em utilizá-las.

Esta foi uma das conclusões principais, ainda que não


surpreendente, das pesquisas envolvendo a utilização de ferramentas
tecnológicas nas aulas de Matemática: o desenvolvimento profissional dos
professores em tecnologia (ao que nós agregamos: especialmente no que se
refere às ferramentas que apóiam o desenvolvimento de habilidades de
pensamento de ordem superior) é extremamente importante.

A tecnologia seria representada por um conjunto de


características especificas do sistema técnico no cenário em que a mesma atua.
Podemos então definir resumidamente o que seria tecnologia, como sendo
qualquer insumo de produto criado ou então inovado, e que este por sinal tenha
seu devido mercado, representado pelas necessidades de utilização no meio em
que se encontra inserido.

É notório, portanto, o uso de novas tecnologias pelo indivíduo na


organização, onde pelo fator do próprio pré-requisito, é na escola (educação) que
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devemos nos preparar, isto é, é nesse momento que temos a chance de obtermos
conhecimento e sabedoria a fim de estarmos preparados para a futura investida
no mercado de trabalho.

5. Uma nova matemática: Uso de calculadoras e computadores.

A disponibilidade das calculadoras e dos computadores deve


mudar de orientação o ensino da Matemática. Lamentavelmente, ainda
permanece a insistência em ensinar “rigorosamente” como fazer operações e
resolver equações. Não é de estranhar o desencanto cada vez maior dos alunos
com a Matemática, a Física, a Química e, praticamente, todas as disciplinas
tradicionais. Os alunos estão aprendendo mal os programas tradicionais. Mas isso
não faz falta. O mais grave é que não estejam aprendendo coisas realmente
importantes nos cursos de matemática. Insistir no inútil, desinteressante e
obsoleto esgota o tempo e a energia do aluno, e prejudica, até impede, o
aprendizado de coisas úteis, interessantes e atuais, essenciais para se viver na
sociedade moderna.
Os matemáticos geralmente possuem pouca idéia sobre o que
está se passando em ciência e engenharia, enquanto os cientistas experimentais
e engenheiros muitas vezes não se apercebem das oportunidades oferecidas pelo
progresso da matemática pura. Este perigoso desequilíbrio deve ser restaurado
trazendo mais ciências para a educação dos matemáticos e expondo os futuros
cientistas e engenheiros a matemática central. Isto requer novos currículos e um
grande esforço dos matemáticos para trazer as técnicas e idéias matemáticas
fundamentais (principalmente aquelas desenvolvidas nas últimas décadas) a uma
audiência maior. Necessitamos para isso a criação de uma nova geração de
matemáticos profissionais capazes de trafegar entre matemática pura e ciência
aplicada. A fertilização cruzada de idéias é crucial para a saúde tanto das ciências
quanto da matemática.
Vejamos um problema que pode ser usado em todos os níveis de
escolaridade. Mapear o trajeto da casa para a escola. Perguntas como: Qual a
representação gráfica do trajeto? Quanto tempo para percorrê-lo? Qual a
distância percorrida? Qual a velocidade do percurso? Como encontrar trajetos
alternativos? Que critérios usar para decidir entre vários trajetos possíveis?
14

Através de exemplos simples, podemos trabalhar espaço e tempo, medidas e


operações aritméticas, com a ajuda de uma calculadora.
Uma vez aceita a calculadora sem restrições, estaria desfeito o nó
górdio da Educação Matemática. Isto porque a calculadora sintetiza, na
matemática, as grandes transformações de nossa era e a entrada de uma nova
tecnologia em todos os setores da sociedade. Basta lembrar que, com a adoção
do sistema de numeração indo-arábico na Europa, no século XIII, abriu-se toda
uma nova organização mercantil. E dificilmente Newton teria avançado tanto sem
as novas possibilidades que a invenção dos decimais e dos logaritmos abriu para
os cálculos. Alguns admitem o uso das calculadoras, porém vêm as restrições,
todas baseadas em idéias falsas, verdadeiros mitos na Educação Matemática. A
incorporação de toda a tecnologia disponível no mundo de hoje é essencial para
tornar a Matemática uma ciência de hoje. Vejamos algumas sugestões que
podem colaborar para que a matemática se torne uma disciplina apreciada e útil
na escola:
 Integrar a Matemática ao mundo moderno, discutindo e
analisando os problemas maiores da humanidade;
 Recuperar o lúdico na Matemática.

Quantas vezes num dia utilizamos uma calculadora ou algum


instrumento que se assemelha a uma calculadora? Como: telefone, controle
remoto, painel de elevador, e tantos outros.

6 - Videoconferência

Tem como objetivo reunir alunos com habilidades similares. O


objetivo da aprendizagem colaborativa é construir conhecimento coletivo e usar
este conhecimento emergente para solucionar um problema. (Norton & Wiburg,
apud Pequeno et al, p. 205)
No caso específico da Educação a Distância (EAD), a
videoconferência tem emergido como uma ferramenta com grande potencial para
a promoção de formas dinâmicas de aprendizagem, uma vez que permite que
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pessoas, separadas e/ou impossibilitadas pela distância, ritmo de trabalho ou


outros obstáculos possam interagir e trabalhar em tempo real, compondo um
grupo dinâmico. Além de apresentar muitas vantagens como acesso a
conhecimento de especialistas, promoção de ambiente interativo de
aprendizagem, ampliação de oportunidades educacionais, contato visual em
tempo real, os benefícios desse meio de comunicação interativo para a educação
se traduzem em maior motivação, promoção de maior contato interpessoal,
estímulo a formas de aprendizagem colaborativa, proporcionando oportunidades
para que os mais experientes auxiliem os que têm menos experiência numa dada
área. A aprendizagem colaborativa é destacada por autores como Norton e
Wiburg. Segundo eles. As comunidades de aprendizagem não se encerram
somente entre as quatro paredes de uma sala de aula tradicional. Em
comunidades de aprendizagem, os alunos aprendem a aprender e não há um
elemento central considerado o guardião do saber.
As diretrizes gerais para a formação de professores no Brasil
expressas na LDBEN 9.394/96, dedicam um capítulo específico à formação dos
professores. Destaca os fundamentos metodológicos da formação:

Art. 61. A formação de profissionais da educação, de modo a atender


aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e às
características de cada fase do desenvolvimento do educando, terá
como fundamentos:

– a associação entre teorias e práticas, inclusive mediante a


capacitação em serviços;
– aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições
de ensino e outras atividades.

7 - COMUNICAÇÃO  INFORMAÇÃO  CONHECIMENTO  SABEDORIA

O conhecimento, supostamente é adquirido primeiramente


através do processo de comunicação existente no meio localizado, gerando
informações ao mesmo. Através destas informações, poderemos adquirir ou não o
conhecimento esperado. Isto nos leva a discorrer um pouco sobre a sabedoria. A
sabedoria é desenvolvida através da vivência, e não exclusivamente pela
16

inteligência. Envolve saber dispor do conhecimento e da ação de modo a trazer o


máximo beneficio para os indivíduos. Se o conhecimento muitas vezes nos leva a
uma postura arrogante, a sabedoria só se atinge a partir da humildade, podendo
ser entendida em função da ação associada e no contexto e no momento
específico desta ação, não podendo ser expressa em termos de regras, isto é,
não pode ser generalizada, nem transmitida diretamente, sendo inseparável da
realização pessoal daquele que busca o saber.

Já a tecnologia da informação se traduz nas ferramentas


tecnológicas utilizadas em um determinado meio (sistema), representada a partir
da existência dos softwares, vídeo e teleconferências, bem como o uso da
internet, Walton (1994).

Existem várias criticas em relação à utilização dos computadores


na escola, principalmente nos níveis da pré-escola e ensino fundamental,
segundo Seltzer (1994). Para o autor, as máquinas devem ser consideradas como
mero instrumento para uma porção de atividades úteis, mas que estas últimas
não englobam seu uso na educação de matérias que não sejam a computação
propriamente dita, pelo menos até as últimas séries do segundo grau. O autor
comenta que o ensino apresenta um cenário ruim causado não pelo fator
tecnológico, mas sim pelo fato de existir um inter-relacionamento humano, onde,
deveria ser dada maior importância à relação aluno-professor, ou seja, para que
essa relação fosse sensivelmente mais humana.

Mas devemos simplesmente nos esquecer dos computadores na


educação em pleno término do século vinte? Não, acreditamos que devemos sim
participar deste avanço tecnológico com a sociedade em geral e também em estar
utilizando essas tecnologias com as crianças. É claro que a utilização do
computador não deve, em hipótese alguma, ser utilizado como um fim em si
mesmo, mas sim como uma ferramenta auxiliar no processo de ensino e
aprendizagem, despertando desta maneira algum tipo de interesse maior na
questão do conhecimento.

Em experiências vividas na área acadêmica com alunos de


Pedagogia (primeiros e segundos anos do curso), verificamos que essa é uma
17

preocupação existente dessa classe de educadores e que as principais vantagens


constatadas na utilização de computadores na educação com os alunos são:

 Despertar da curiosidade;
 Aumento da criatividade, principalmente nos casos de
utilização no auxilio á aprendizagem de crianças deficientes, até então
realizada de uma forma não tão eficaz, como é o caso de programas
utilizados pela prefeitura da cidade de São Paulo, na gestão de 1992;
 Uma ferramenta poderosa como auxílio no
aprendizado, como por exemplo, a utilização de softwares educacionais
(multimídia);
 Uma produtividade maior em relação ao tempo
necessário ao estudo propriamente dito;
 Necessidade contínua de treinamento, para o
acompanhamento tecnológico;

E, onde as principais desvantagens seriam:

 A falta de preparo dos próprios educadores e


educando;
 As influências negativas causadas pela utilização de
técnicas relacionadas com a tecnologia (computadores), ou seja, a
utilização excessiva das máquinas e se realmente a utilização dos
computadores significará um aperfeiçoamento efetivo do ensino no país.
Neste caso comenta-se a eficácia da viabilização de projetos
computacionais internamente nas instituições de ensino.

De certa maneira, este é um cenário que dia após dia, aumenta o


processo de aprendizagem, causado prontamente pelas aquisições de novos
equipamentos (computadores) pelas instituições de ensino público e privado,
juntamente com os incentivos de treinamentos e uso em geral pelas pessoas,
dentre os quais os próprios professores e alunos.

Em pesquisas realizadas em escolas que se utilizam da


informática como método de ensino, percebemos que o processo de
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aprendizagem é efetuado de uma maneira simples e fácil, levando a criança a


apreender brincando. Nestas escolas especificamente, o processo de
aprendizagem é acompanhado de perto por uma equipe de psicólogos e
pedagogos, que analisam todo o processo de aprendizagem de seus estudantes,
muito embora com o advento e uso cada vez maior da internet, esse
acompanhamento e feedback possa se tornar mais difícil.

Estes sites, por exemplo, possibilitam aos usuários um acesso


fácil aos conhecimentos disponíveis no mundo inteiro, proporcionando
aprendizagens atualizadas, dinâmicas e interativas, promotoras de uma educação
personalizada e não-linear, oferecendo às crianças uma navegação educativa e
objetiva na internet, com curiosidades, jogos, conhecimentos atualizados,
exposição de trabalhos e espaços de opinião.

8 - Tecnologia

Há muitas formas de compreender a tecnologia. A tecnologia é


concebida, de maneira ampla, como qualquer artefato, método ou técnica criado
pelo homem para tornar seu trabalho mais leve, sua locomoção e sua
comunicação mais fáceis, ou simplesmente sua vida mais agradável e divertida.

A tecnologia, neste sentido, não é algo novo – na verdade, é


quase tão velho quanto o próprio homem.

Nem todas as tecnologias inventadas pelo homem são relevantes


para a educação. Algumas apenas estendem sua força física, seus músculos.
Outras apenas lhe permitem mover-se pelo espaço mais rapidamente e/ou com
menor esforço. Nenhuma dessas tecnologias é altamente relevante para a
educação. As tecnologias que amplificam os poderes sensoriais do homem,
contudo, sem dúvida o são. O mesmo é verdade das tecnologias que estendem a
sua capacidade de se comunicar com outras pessoas. Mas, acima de tudo, isto é
verdade das tecnologias, disponíveis hoje, que aumentam os seus poderes
19

intelectuais: sua capacidade de adquirir, organizar, armazenar, analisar,


relacionar, integrar, aplicar e transmitir informação.

As tecnologias que grandemente amplificam os poderes


sensoriais do homem (como o telescópio, o microscópio, e todos os outros
instrumentos que amplificam os órgãos dos sentidos humanos) são relativamente
recentes e foram eles que, em grande medida, tornaram possível a ciência
moderna, experimental.

As tecnologias que estendem a capacidade de comunicação do


homem, contudo, existem há muitos séculos. As mais importantes, antes do
século dezenove, são a fala tipicamente humana (conceitual), a escrita alfabética,
e a imprensa (especialmente o livro impresso). Os dois últimos séculos viram o
aparecimento de várias novas tecnologias de comunicação: o correio moderno, o
telégrafo, o telefone, a fotografia, o cinema, o rádio, a televisão, o vídeo e mais
recentemente o GPS.

As tecnologias que aumentam os poderes intelectuais do homem,


e que estão centradas no computador digital, são mais recentes, tendo sido
desenvolvidas em grande parte depois de 1940. O computador vem
gradativamente absorvendo as tecnologias de comunicação, à medida que estas
se digitalizam.

8.1- Tecnologias na Educação

Várias expressões são normalmente empregadas para se referir


ao uso da tecnologia, no sentido visto, na educação. A expressão mais neutra,
“Tecnologia na Educação”, parece preferível, visto que nos permite fazer
referência à categoria geral que inclui o uso de toda e qualquer forma de
tecnologia relevante à educação (“hard” ou “soft”, incluindo a fala humana, a
escrita, a imprensa, currículos e programas, giz e quadro-negro, e, mais
recentemente, a fotografia, o cinema, o rádio, a televisão, o vídeo e, naturalmente,
computadores e a Internet).
20

Não há porque negar, entretanto, que, hoje em dia, quando a


expressão “Tecnologia na Educação” é empregada, dificilmente se pensa em giz e
quadro-negro ou mesmo de livros e revistas, muito menos em entidades abstratas
como currículos e programas. Normalmente, quando se usa a expressão, a
atenção se concentra no computador, que se tornou o ponto de convergência de
todas as tecnologias mais recentes (e de algumas antigas). E especialmente
depois do enorme sucesso comercial da Internet, computadores raramente são
vistos como máquinas isoladas, sendo sempre imaginados em rede – a rede, na
realidade, se tornando o computador.

Faz sentido lembrar aos educadores o fato de que a fala humana,


a escrita, e, conseqüentemente, aulas, livros e revistas, para não mencionar
currículos e programas, são tecnologia, e que, portanto, educadores vêm usando
tecnologia na educação há muito tempo. É apenas a sua familiaridade com essas
tecnologias que as torna transparentes (i.e., invisíveis) a eles.

“Tecnologia na Educação” é uma expressão preferível a


“Tecnologia Educacional”, pois esta parece sugerir que há algo intrinsecamente
educacional nas tecnologias envolvidas, o que não parece ser o caso. A
expressão “Tecnologia na Educação” deixa aberta a possibilidade de que
tecnologias que tenham sido inventadas para finalidades totalmente alheias à
educação, como é o caso do computador, possam, eventualmente, ficar tão
ligadas a ela que se torna difícil imaginar como a educação era possível sem elas.
A fala humana (conceitual), a escrita, e, mais recentemente, o livro impresso,
também foram inventados, provavelmente, com propósitos menos nobres do que
a educação em vista. Hoje, porém, a educação é quase inconcebível sem essas
tecnologias. Segundo tudo indica, em poucos anos o computador em rede estará,
com toda certeza, na mesma categoria.

8.2 - Educações à Distância - Aprendizagem à Distância e Ensino


à Distância.

Destas três expressões, a terceira é provavelmente a menos


usada. Entretanto, é a única que é tecnicamente correta.
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Educação e aprendizagem são processos que acontecem dentro


do indivíduo – não há como a educação e a aprendizagem ocorrer remotamente
ou a distância. Educação e aprendizagem ocorrem onde quer que esteja a pessoa
– e esta é, num sentido básico e muito importante, o sujeito do processo de
educação e aprendizagem, nunca o seu objeto. Assim, é difícil imaginar como
Educação a Distância e Aprendizagem a Distância possam ser possíveis, a
despeito da popularidade dessas expressões.

É perfeitamente possível, contudo, ensinar remotamente ou à


distância. Isto acontece o tempo todo. São Paulo ensinou, à distância, os fiéis
cristãos que estavam em Roma, Corinto, etc. – usando cartas manuscritas.
Autores, distantes no espaço e no tempo, ensinam seus leitores através de livros
e artigos impressos. É possível ensinar remotamente ou à distância através de
filmes de cinema, da televisão e do vídeo. E hoje podemos ensinar quase
qualquer coisa, a qualquer pessoa, em qualquer lugar, através da Internet.

Assim, a expressão “Ensino a Distância” será usada neste artigo


sempre que houver necessidade de se referir ao ato de ensinar, realizado
remotamente ou a distância. Que a educação e a aprendizagem possam
acontecer em decorrência do ensino é inegável, mas, como já argumentado, isto
não nos deve levar a concluir que a educação e a aprendizagem que ocorrem em
decorrência do ensino remoto ou à distância também estejam ocorrendo
remotamente ou à distância.

8.3 - Aprendizagens mediadas pela Tecnologia

A despeito de sua popularidade, Ensino a Distância não é a


melhor aplicação da tecnologia na educação hoje. Este lugar deve ser reservado
ao que pode ser chamado de Aprendizagem Mediada pela Tecnologia.

Como mencionado, não há dúvida de que a educação e a


aprendizagem podem ocorrer em decorrência do ensino. Mas também não há
dúvida de que a educação pode ocorrer através da auto-aprendizagem, através
daquela modalidade de aprendizagem que não está associada a um processo de
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ensino, mas que ocorre através da interação do ser humano com a natureza, com
outras pessoas, e com o mundo cultural. Uma grande proporção da aprendizagem
humana acontece desta forma, e, segundo alguns pesquisadores, esse tipo de
aprendizagem é mais significativa – isto é, acontece mais facilmente, é retida por
mais tempo e é transferida de maneira mais natural para outros domínios e
contextos – do que a aprendizagem que ocorre em decorrência de processos
formais e deliberados de ensino.

O que é particularmente fascinante nas novas tecnologias


disponíveis hoje, em especial na Internet, e, dentro dela, na Web, não é que, com
sua ajuda, seja possível ensinar remotamente ou à distância, mas, sim, que elas
nos ajudam a criar ambientes ricos em possibilidades de aprendizagem nos quais
as pessoas interessadas e motivadas podem aprender quase qualquer coisa sem
ter que se tornarem vítimas de um processo formal e deliberado de ensino. A
aprendizagem, neste caso, é mediada apenas pela tecnologia.

Não há dúvida de que atrás da tecnologia há outras pessoas, que


preparam os materiais e os disponibilizam através da rede. Quando alguém usa
os recursos hoje disponíveis na Internet para aprender de maneiras auto-
motivadas e exploratórias, ele usa materiais de diferentes naturezas, preparados
e disponibilizados em contextos os mais variados não raro sem qualquer interesse
pedagógico, e ele faz isso de maneira totalmente imprevisível, que, portanto, não
pode ser planejada, e num ritmo que é totalmente pessoal e regulado apenas pelo
desejo de aprender e pela capacidade de assimilar e digerir o que ele encontra
pela frente.

Por causa disso não parece viável chamar essa experiência de


Ensino a Distância, como se fosse a Internet que ensinasse, ou como se fossem
as pessoas por detrás dos materiais que ensinassem. O que está acontecendo
em um contexto como o descrito é Aprendizagem Mediada pela Tecnologia, auto-
aprendizagem, isto é, aprendizagem que não é decorrente do ensino.

Conseqüentemente, as principais categorias em que podem ser


classificadas as principais maneiras de utilizar a tecnologia na educação são:
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 Em apoio ao Ensino Presencial;


 Em apoio ao Ensino a Distância;
 Em apoio à Auto-aprendizagem.

8.4 - A Justificação do Ensino à Distância

Muitas pessoas poderiam ficar tentadas a justificar o Ensino a


Distância simplesmente perguntando “Por que não?” Apesar disso, há boas
razões para se discutir se o Ensino a Distancia é justificado, o que o justifica, e
quais sãos os seus méritos vis-à-vis o Ensino Presencial.

De um lado há aqueles que presumem que o Ensino a Distância


não difere, substantivamente, do Ensino Presencial. Se o ensino é algo que deve
ser promovido, e é possível ensinar a distância, então o Ensino a Distância está
justificado. Do outro lado há aqueles que vêem vantagens no Ensino a Distância
quando comparado ao Ensino Presencial: maior alcance, melhor razão
custo/benefício, e, principalmente, maior flexibilidade tanto para ensinantes como
para aprendizes, visto que eles acreditam que o Ensino a Distância pode ser
realizado de forma tão personalizada a ponto de tornar-se instrução
individualizada.

Contra essas duas posições favoráveis há aqueles que acreditam


que, no Ensino a Distância, perde-se a dimensão pessoal que, mesmo que não
seja condição necessária do próprio ensino, certamente o é para o ensino eficaz.

9 - A Internet e a Web terão um papel fundamental para um ensino


eficaz

A Internet, especialmente através da Web, caminha rapidamente


para se tornar o grande repositório que armazenará todo tipo de informação que
for tornada pública no mundo daqui para frente. O modelo, daqui para frente, não
será os ensinantes, transmitindo informações aos aprendizes, mas muitos
estudantes, trabalhadores, qualquer um que precise vindo em busca de
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informação em lugares em que sabem que podem encontrá-la (a Web). Em


linguagem da Internet, o modelo será muito mais “pull” (busca da informação) do
que “push” (entrega da informação).

A tarefa de discutir, analisar, avaliar, e aplicar essa informação a


tarefas práticas será realizada, mais e mais, não através da escola, mas através
de grupos virtuais de discussão, onde cada um se alterna no papel de ensinante e
de aprendiz. O que é virtual aqui é o grupo, não a aprendizagem: esta é
suficientemente real para satisfazer a maior parte das necessidades de
aprendizagem das pessoas.

Se a escola puder se reinventar e tornar-se um ambiente de


aprendizagem desse tipo, ela pode sobreviver. Mas a Internet, a Web, correio
eletrônico, bate-papos, discussões baseadas em texto (grupos de discussão),
videoconferências, etc., precisarão estar no centro dela e se tornar parte de sua
rotina. O que aqui é dito da escola aplica-se a escolas de todos os níveis,
inclusive às universidades.

10 – Softwares para o Ensino da Matemática

Software é uma sequência de instruções a serem seguidas e/ou


executadas, na manipulação, redirecionamento ou modificação de um
dado/informação ou acontecimento.

Exemplos de Softwares, que podem ser usados pra uma melhor


aprendizagem dos alunos:

GeoGebra: Criado por Markus Hohenwarter, o Geogebra é um


software gratuito de matemática dinâmica que reúne recursos de geometria,
álgebra e cálculo. Por um lado, o Geogebra possui todas as ferramentas
tradicionais de um software de geometria dinâmica: pontos, segmentos, retas e
seções cônicas. Por outro lado, equações e coordenadas podem ser inseridas
diretamente. Assim, o Geogebra tem a vantagem didática de apresentar, ao
mesmo tempo, duas representações diferentes de um mesmo objeto que
interagem entre si: sua representação geométrica e sua representação algébrica.
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Winplot: Foi desenvolvido pelo Professor Richard Parris, por volta


de 1985. É de simples utilização, pois os menus, são bastante amigáveis, existe
ajuda em todas partes do programa e aceita as funções matemáticas de modo
natural.

Maple: é um sistema de álgebra computacional comercial de uso


genérico. É frequente nos sistemas de álgebra computacional. A Maplesoft
comercializa o Maple em versão profissional e versão estudantil. A diferença de
preços é substancial.

Cabri: é uma poderosa ferramenta para o estudo de Geometria.


Permite criar e explorar figuras geométricas de forma interativa através da
construção de pontos, retas, triângulos, polígonos, círculos e outros objetos.

Algumas de suas principais características são:

• Além da construção de pontos, retas, triângulos, polígonos e círculos,


possibilita também a construção de cônicas;
• Utiliza coordenadas cartesianas e polares, para atividades em Geometria
Analítica;
• Permite a criação de macros para construções que se repetem com
frequência;
• Diferencia os objetos criados, através de atributos de cores e estilos de
linha;
• Permite explorar transformações de simetria, translação e rotação;
• Ilustra as características dinâmicas das figuras por meio de animações

Gcompris: Coletânea com mais de 80 atividades, onde o aluno


pode aprender cores, quantidades, além de desenvolver diversas habilidades
como: raciocínio lógico-matemático, percepção, análise e síntese visual,
associação, cores e iniciação ao computador.

Childsplay: Suíte educacional com atividades de tabuada,


conhecendo os animais, língua inglesa, letramento, quebra-cabeça, jogo de
memória entre outras.
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Kbruch: Atividades com operações de soma, subtração,


multiplicação e divisão de frações, fatoração, comparação de valores e
conversão.

KmPlot: Pode ser usado para desenhar as funções cartesianas,


paramétricas e as funções nas coordenadas polares.

Kpercentage: Atividades de porcentagem

Kig: É o famoso plano cartesiano muito utilizado em desenho


geométrico.

TuxMath: Jogo para treinamento de matemática.


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Conclusão

A utilização de novos métodos no ensino da matemática tem se


mostrado de grande valia, uma vez que o ensino tradicional não está surtindo um
efeito muito positivo, e grande parte dos alunos não gostam de matemática ou
tem medo achando que é muito difícil, muitas vezes se deparam com professores
carrascos e insensíveis que querem apenas passar conteúdo não se
preocupando com o aprendizado do aluno.
Surge a necessidade de se reformular o método, adotar novas
maneiras de se ensinar a matemática, para que a mesma se torne mais atrativa e
de melhor compreensão, como por exemplo a inserção das novas tecnologias
como o uso de calculadoras, computadores, softwares, videoconferências, enfim,
tornando o processo de aprendizado mais dinâmico e interessante.
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Referências Bibliográficas

http://ensino.univates.br/~chaet/Uso%20de%20Novas%20Tecnologias.html

http://www.monografias.brasilescola.com/educacao/laboratorio-matematica-uma-
analise-sobre-uso-das-novas-.htm

http://www.eca.usp.br/prof/moran/vidsal.htm

http://matcp2.blogspot.com/2008/05/por-que-se-ensina-matemtica.html

http://www.fae.ufmg.br/ebrapem/completos/01-19.pdf

http://pt.wikipedia.org/wiki/Software

http://www.mat.ufpb.br/~sergio/winplot/winplot.html#toc1

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maple

http://www.educareinfo.com.br/fundam/cabri.htm