Vous êtes sur la page 1sur 17
Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016
Universidade Federal do Pará
Universidade Federal do Pará

Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016
Universidade Federal do Pará
Universidade Federal do Pará

Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016
Universidade Federal do Pará
Universidade Federal do Pará

Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

CONFERÊNCIAS Recriações escritas: Como “traduzir” a arte verbal no discurso oral indígena? Sabine Reiter (UFPA/

CONFERÊNCIAS

Recriações escritas: Como “traduzir” a arte verbal no discurso oral indígena?

Sabine Reiter (UFPA/ DAAD)

Esta comunicação tem como foco as possibilidades de transposição de elementos poéticos da arte verbal indígena em língua escrita. Há mais de um século existem tentativas de passar gêneros de texto de povos ameríndias, destinados à performance oral, em língua escrita, geralmente línguas européias com longas tradições literárias. Serão mostrados diferentes exemplos históricos e atuais de línguas indígenas faladas no Brasil de duas famílias distintas: o Awetí, da família Tupí com línguas faladas em diferentes partes do Brasil e em vários países da América do Sul, e o Caxinauá, de família Pano que se concentra na região fronteiriça Brasil-Peru-Bolívia. Serão discutidos em mais detalhe dados de campo coletados em dois projetos de documentação nas respectivas comunidades de falantes nos quais a autora participou como pesquisadora entre 2001 e 2011. Esses dados, gravados em áudio e vídeo, mostram de maneira exemplar os desafios e os limites de uma recriação em texto escrito de gêneros performados em contexto socio-cultural distinto. PALAVRAS-CHAVE:

Ainda: em viagem - liminaridade e criação poética na obra de Age de Carvalho

Mayara Ribeiro Guimarães (UFPA)

RESUMO: Nesta comunicação, buscarei discutir o processo de criação poética de Age de Carvalho no recém-lançado Ainda: em viagem (2015), a partir da investigação de linhas temáticas que se manifestam nas seguintes vertentes: visual-imagética, amorosa-erótica, místico-religiosa e aquela próxima à natureza, onde se pode identificar a evocação de uma memória do exílio, a permanência da viagem como núcleo poético da obra, a homenagem a parentes, amigos e escritores, e o desenho de uma paisagem marcadamente plástica que põe a natureza em movimento.

PALAVRAS-CHAVE:

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

O motor do esquecimento: o trabalho da tradução como rememoração deformadora Susana Kampff Lages (UFF)

O motor do esquecimento: o trabalho da tradução como rememoração deformadora

Susana Kampff Lages (UFF)

Pretendo examinar em que medida o ensaio de Walter Benjamin sobre a tarefa do tradutor - esse escritor perenemente empenhado em múltiplos movimentos de passagem - pode iluminar aspectos de sua leitura da obra de Franz Kafka. Na obra do escritor tcheco, o olhar de narradores e personagens sofrem transformações, aliás, deformações inesperadas por enxergarem a si mesmos e o mundo que os cerca com as lentes alteradas de um olhar expressionista. Esse novo modo de ver a arte e a literatura do início do século XX, denominado Expressionismo alemão, constituiu, segundo anotação do filósofo e interlocutor de Benjamin, Theodor Adorno, o horizonte da obra de Kafka, que entretanto nele não se reconhece. No cerne dessa ligação tão pouco aparente entre um texto do jovem Benjamin, escrito para um volume de traduções, e suas leituras da obra de Franz Kafka, parecem estar dimensões esquecidas do existir. Como reverso do trabalho explícito de conservação memorial empreendido pelo colecionador, o esquecer opera como uma espécie de motor da escrita kafkiana, que contamina o leitor, crítico e tradutor Walter Benjamin. PALAVRAS-CHAVE:

COMUNICAÇÕES

Inovação e Tradição em Textos Críticos sobre João Guimarães Rosa

Leomir Silva de Carvalho (UFPA/ CAPES)

Esta comunicação tem como objetivo analisar o conflito entre inovação literária e tradição em textos críticos de Wilson Martins sobre João Guimarães Rosa, em contraste com ensaios de Haroldo de Campos em que o autor mineiro é destacado como um expoente da escrita inventiva. Toma-se o conceito de quebra de horizonte de expectativa estabelecido por Hans-Robert Jauss, em A história da literatura como provocação à teoria literária (1994) e no ensaio posterior “A estética da recepção:

colocações gerais” (1979), para analisar como as propostas estéticas de Guimarães Rosa interferem na tradição. Martins atuou como crítico literário e escreveu os sete volumes referentes à série História da inteligência brasileira. Nos artigos intitulados “Radiografia de Sagarana” (1979) e “Um novo Valdomiro Silveira” (1991), Martins mostra-se reservado quanto ao autor mineiro, revelando estranheza em relação à sua linguagem considerada, entre os regionalistas, apenas uma expressão menor do pitoresco. Como contraponto a essa análise, Haroldo de Campos, desde sua atividade junto à vanguarda concretista, busca uma nova prática poética e crítica. Desse modo, nos ensaios “Da tradução como criação e como crítica” (2006) e “A linguagem do Iauaretê” (2006), de Campos, o caráter esteticamente produtivo da escrita rosiana é ressaltado. Para o autor paulistano, a América Latina pode se relacionar de maneira

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

autônoma com a tradição. Para isso, problematiza a ideia de universalidade, muito utilizada por Martins

autônoma com a tradição. Para isso, problematiza a ideia de universalidade, muito utilizada por Martins como atributo valorativo.

PALAVRAS-CHAVE: Tradição. Inovação literária. João Guimarães Rosa.

Des Hommes et des Crabes (1966-2016):

Comparatismo e tradução para além dos 50 anos da edição francesa

Thiago Azevedo (UFPA/CAPES)

No ano de 1966, sob a convergência da repressão artística e política imposta pelo governo militar brasileiro, Josué de Castro (1908-1973), forçado ao exílio em Paris, assume na alteridade da língua e do discurso romanesco a posição do “outro”, partindo de inquietações geradas pela “instabilidade de sua identidade nacional”, para lembrar a posição conferida ao intelectual em condição de exílio por Edward Said, no livro Fora do lugar: memórias (2004). O escritor pernambucano situa na narrativa de Des hommes et des crabes, com a tradução de Christiane Privat, o lugar de fala do sujeito excluído no Apartheid urbano do Recife, tomando a fome como elemento inventivo da condição humana. Em curso dos 50 anos da publicação desta obra, a aproximação entre as traduções francesa e brasileira possibilita discutir o processo tradutório, levando-se em conta as contribuições de Octávio Paz, Sandra Bermann e Jacqueline Penjon, respectivamente presentes nos textos Traducción: literatura y literalidad (1981), Recherche Littéraire/Literary Research (2010) e,Construção de uma paisagem brasileira na “Missão Francesa” (2011). De Bermann, por exemplo, deve-se inferir o destaque que a estudiosa atribui à tradução, no que se refere à capacidade de prolongar a vida de textos literários e culturais e também de intervir nos efeitos desses textos. Consonante à ideia da tradução como agente cultural, a leitura de Penjon, em voga das bases teóricas sustentadas por Marius Guyard, no clássico La littérature comparée, permite que se pense a recepção do romance josueniano em face da “erupção inconformista” da narrativa histórica produzida em meados de 1960. A literatura expressa pelas obras de Gabriel García Marquez, Mario Vargas Llosa e Jorge Amado, autores (expoentes) do chamado boom da América Latina, talvez localize o espaço de ressonância da composição literária de Josué de Castro. No que tange à literatura brasileira deste período, pode-se dizer que o exercício da escrita consistia em ato coragem, se colocado lado a lado o sombrio contexto do golpe de 1964 e, o cenário próspero da renovação ficcional e da experimentação da linguagem atingido por Guimarães Rosa, no célebre Grande Sertão-veredas (1956), e Clarice Lispector, em A paixão segundo G.H (1964). Assim, objetiva-se assimilar três questões inerentes á prática da interpretação, a fim de que se aproveite do comparatismo para além da mera recordação ao cinquentenário de Des hommes et des crabes: I) como a leitura comparada das traduções pode colaborar para o refinamento e a ampliação das visões sobre a crítica do texto literário; II) qual o papel da tradução na sua relação com a literatura e a cultura; e por fim, III) como tem se dado a recepção da bibliografia josueniana produzida na França.

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

PALAVRAS-CHAVE: Comparatismo. Josué de Castro. Recepção. Tradução. Convergências entre A História do Olho e

PALAVRAS-CHAVE: Comparatismo. Josué de Castro. Recepção. Tradução.

Convergências entre A História do Olho e Moqueca de Maridos – mitos eróticos indígenas

Rafaella Dias Fernandez (UFPA/CAPES)

A compreensão do livro Moqueca de Maridos - mitos eróticos indígenas, assinado por Betty Mindlin e narradores indígenas, nos revela que a distância entre nós e os indígenas vai muito além das fronteiras geográficas: as tribos estão no território nacional, porém pouco conhecemos de sua cultura. A leitura do livro propõe uma visão desconcertante, pois nos mitos há tortura, violência, incesto, antropofagia e várias formas de mutilação. Todas essas imagens de violência exacerbada quebram o imaginário idílico em torno dos índios. O que percebemos na leitura é a subversão dos paradigmas em torno dos indígenas e a riqueza por trás desse imaginário criativo tão desconhecido. As imagens transgressoras presentes nesse livro nos possibilitam associá-las a literatura erótica de Georges Bataille na novela A História do Olho, que narra às aventuras eróticas sem pudor entre o narrador e sua amiga Simone. Os dois jovens parecem viver magicamente, as aventuras são realizadas sem qualquer censura. Há quatro personagens centrais na narrativa, o narrador, sua amiga Simone, a amiga ingênua dela, Marcela, e Sir Edmond, um milionário inglês que passa a sustentar Simone. Os cenários narrados lembram um mundo onírico, as paisagens soam irreais, visto que todas as ações se revelam possíveis e tudo se correlaciona. A violência erótica, tal qual nos mitos, circula livremente pelas experiências sexuais. Aparentemente essas duas produções criativas nada possuem em comum, mas após uma leitura investigativa percebemos que há pontos em que convergem. Essas duas criações, longe de serem conflitantes, flagram a relação intrínseca que há entre dois campos tidos como distintos. Assim, nosso objetivo é propor uma convergência entre os mitos indígenas eróticos e a novela A História do Olho, revelando a condição primordial que norteia todos eles: o erotismo. O suporte teórico pauta-se em estudos de Eliane Robert Moraes, Georges Bataille e Betty Mindlin.

PALAVRAS-CHAVE: Erotismo; Violência; Produção Criativa Indígena; Literatura Erótica Francesa.

La Celestina: Uma releitura para os dias atuais

Débora Dias de Souza (UFPA)

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

O livro La Celestin a, de Fernando de Rojas, organizada em vinte e um atos,

O livro La Celestina, de Fernando de Rojas, organizada em vinte e um atos, surgiu no

auge da prosa medieval e ao mesmo tempo marcou o início da melhor prosa renascentista. O objetivo central desta comunicação é abordar o contexto sócio- histórico e as características inerentes ao século de ouro da literatura espanhola (Renascimento Literário) frente ao realismo mágico da literatura latino-americana atual marcada como reação à repressão política e à ditadura. Espera-se, assim, com esta pesquisa, desenvolver um estudo visando a demonstrar que o processo de releitura não é uma homenagem à verdade do passado, mas a construção inteligente do presente, pois ela não tem como fim revelar o sentido da primeira obra, mas produzir uma estrutura que transmita novos sentidos, ou seja, pretender dizer a mesma coisa de duas maneiras diferentes (RICOEUR, 2011). A partir dessa releitura do livro

La Celestina tornou-se então possível colocar em confronto duas épocas, utilizando-se

o realismo mágico para construir uma nova realidade. Se antes a obra era uma

tragicomédia, tornou-se possível demonstrar o que é novo no processo evolutivo com uma reinterpretação da história para o realismo atual.

PALAVRAS-CHAVE: La Celestina; Literatura Renascentista Espanhola; Realismo Mágico; Tradução.

Tupã Tenondé: As particularidades de um projeto de tradução etnopoética

Carline Cunha Ramos Quaresma (UFPA/PIBIC)

Este trabalho tem por objetivo discutir o projeto editorial e tradutório do livro Tupã Tenondé organizado por Kaká Werá Jecupé, investigar a tradução dos cantos sagrados Guarani realizadas pelo escritor e traçar alguns eixos comparativos entre a tradução deste e aquelas realizadas por poetas ou antropólogos. É importante averiguar em que medida o estudo e a tradução das artes verbais indígenas funcionam como fonte de reflexão crítica e estética, tendo atraído não somente a atenção de antropólogos, etnólogos e linguistas, mas também de poetas. As “poéticas da floresta”, como vêm sendo chamadas, na verdade sempre estiveram presentes em obras importantes da literatura brasileira, muitas são as obras literárias que se inspiraram nas artes verbais indígenas, tomando-as como recurso de renovação estética, porém quase nunca o leitor tinha acesso direto a essas fontes. A edição de Kaká Werá Jecupé traz o diferencial de ser produzida por alguém que se encontra no interior da cultura traduzida. O corpus do trabalho está constituído pelo livro Tupã Tenondé, a criação do Universo, da Terra e do Homem segundo a tradição oral Guaraní (2001). Em alguns momentos do trabalho será necessário o confronto com outras traduções, como a de León Cadogan, a da poeta Josely Baptista e a de Pierre Clastres. A base teórica pode ser encontrada nos trabalhos de antropólogos que trabalham com a tradução das artes verbais indígenas, como Pedro Cesarino (2011, 2013), e o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, referência fundamental para a base teórica da pesquisa no sentido etnográfico, sobretudo no livro A inconstância da alma selvagem (2002).

PALAVRAS-CHAVE: tradução, criação literária, etnopoesia, reescrita.

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

"Tell All The Truth But Tell It Slant" : As idiossincrasias dickinsonianas e suas implicações

"Tell All The Truth But Tell It Slant": As idiossincrasias dickinsonianas e suas implicações para a tradução

Filipe Brito de Oliveira (UFPA)

O presente trabalho se propõe a discutir as peculiaridades estéticas empreendidas pela

escritora norte-americana Emily Dickinson na produção de sua poesia. O objetivo é identificar os elementos que tornaram sua escrita notória, de modo a entender as dificuldades que os editores norte-americanos e, posteriormente, os tradutores brasileiros tiveram na organização e publicação dos trabalhos póstumos da poetisa. Sabe-se que grande parte da crítica recebida pelos organizadores/tradutores de seus poemas residiu nas alterações feitas nos manuscritos originais, realizados com o objetivo de torná-los mais acessíveis ao leitor já acostumado com os padrões literários de sua época. Os poemas sem título, a pontuação realizada quase que exclusivamente por travessões, o emprego de palavras com letra maiúscula no interior dos versos, a subversão da norma padrão de língua inglesa e a variedade de formas e construções poéticas empreendidas poeta - nas quais estruturas simples, com rimas e métricas perfeitas convivem com poemas nos quais prevalece o caos estrutural absoluto - foram alguns dos elementos alterados, em maior ou menor grau, ao longo das publicações realizadas após seu falecimento. Dentro desse contexto, se discutirá o trabalho realizado por dois tradutores brasileiros das poesias de Emily Dickinson:

Manuel Bandeira e Augusto de Campos. Espera-se demonstrar as estratégias que os tradutores empregaram para dar conta das peculiaridades poéticas de Emily Dickinson, ao mesmo tempo em que buscam manter a força e o vigor presentes na obra da escritora pré-modernista.

PALAVRAS-CHAVE: Emily Dickinson. Idiossincrasias poéticas. Tradução.

Fragmentos de “Poesia” na Poética de Paulo Plínio Baker de Abreu

Jairo Vansiler (UFPA/SEMEC)

A obra “Poesia” atribuída ao poeta paraense Paulo Plínio Abreu (1921 – 1959) reúne

uma coletânea de alguns projetos literários por ele desenvolvidos ao longo de sua curta carreira como poeta e tradutor na capital paraense, nas décadas de 1940 e 1950. Editada e publicada, postumamente, em 1978, pela figura notável de Francisco Paulo Mendes, seu amigo e incentivador. Foi como juntar (colecionar) os cacos fragmentados de um vaso quebrado, cheio de promessas, a atuação do amigo e editor. “Poesia” se trata de um projeto estético, que visou uma poética pensante que articula poesia e tradução, mais especificamente a tradução de poesia como matricial; nesse caso, a tradução da obra Duineser Elegien (As Elegias de Duino) de Rainer Maria Rilke (1975 – 1926) parece ser um fragmento de destaque. A ideia dessa comunicação é explorar nuances que giram em torno dos conceitos de “fragmento” e “coleção” pensados pelo filósofo Walter Benjamin (1892 – 1940) em articulação com a “poética da modernidade” ensaiada pelo poeto e crítico Charles Baudelaire (1821 – 1967) para destacar o modo de ser de “Poesia” como uma obra disposta a pensar sua metalinguagem.

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

Palavras-chave: Poesia; Tradução; Fragmento O Perspectivismo Ameríndio de Eduardo Viveiros de Castro e a Antropofagia

Palavras-chave: Poesia; Tradução; Fragmento

O Perspectivismo Ameríndio de Eduardo Viveiros de Castro e a Antropofagia Oswaldiana: Confluências.

Thaís Pompeu Sauma (IFPA)

A comunicação tem como intuito demonstrar aproximações teóricas entre o conceito de Perspectivismo Ameríndio formulado pelo antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, e as ideias estéticas do escritor Oswald de Andrade presentes na constituição do movimento antropofágico (1928). O perspectivismo é um conceito que discute a alteridade e a identidade dos povos ameríndios e se aproxima, diretamente, da atitude antropofágica proposta por Oswald. A antropofagia oswaldiana identifica no índio antropófago a imagem perfeita de representação da rebeldia esperada para quebra dos paradigmas da literatura nacional. O perspectivismo, por outra via, reflete sobre os valores simbólicos e os rituais indígenas a partir da perspectiva de pensamento dessas sociedades. Ambos transferem para o indígena a representação de uma identidade líquida e inconstante, que está em constante dialética com o outro e o desejo de apropriação de suas qualidades. Palavras-Chave: Perspectivismo Ameríndio, Antropofagia Oswaldiana, Identidade, Alteridade.

After Drummond: as recriações dos poemas “Confissão” e “Oficina irritada” de Drummond por Robert Stock.

Dayana Almeida (Unifesspa)

O poeta norte-americano Robert Stock morou em Belém e circulou intensamente entre poetas e escritores que moravam na capital paraense, na década de 1950, assim entrou em contato com outras literaturas brasileiras. Dessa circulação podemos destacar a relação tradutória que surgiu entre Stock e Drummond, pois Stock traduz vários poemas de Drummond do português para o inglês. Objetiva-se, nesta comunicação, analisar brevemente as três relações entre Robert Stock e Carlos Drummond de Andrade no processo tradutório de poemas: tradução, imitação e recriação. PALAVRAS-CHAVE: Poesia; Tradução; Recriação.

Eclesiastes, um Diálogo entre Dois Sábios: O-Que-Sabe e Haroldo de Campos

Márcio de Carvalho (UFPA/PIBIC-FAPESPA)

Pretendemos refletir acerca da transcriação poética do livro Eclesiastes, pertencente ao cânone da Bíblia, empreendida pelo poeta e tradutor Haroldo de Campos em Qohélet, O-que-Sabe (2004). A relevância dessa obra seminal para a tradução bíblica

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

no país está na deliberação em respeitar a respiração prosódica e a disposição tip ográfica

no país está na deliberação em respeitar a respiração prosódica e a disposição tipográfica da composição, originalmente escrita em Hebraico. Trata-se de uma prática de tradução criativa, que se executa como processo de antropofagia e recriação, contribuindo assim para a constituição de uma literatura nacional, brasileira, sendo um ato de devoração crítica do outro e assimilação do estrangeiro. A tradução de Haroldo de Campos será por fim posta frente à edição da Bíblia mais difundida no país, de João Ferreira de Almeida, que produziu a primeira versão do texto em Português. Almejamos evidenciar a diferença entre esses dois projetos de tradução. O objetivo geral desta pesquisa é investigar a tradução poética do texto bíblico de Eclesiastes empreendida por Haroldo de Campos e reconhecer, na mesma, o projeto da poesia concreta. O embasamento teórico do presente estudo encontra-se precisamente na própria teoria de tradução desenvolvida por Haroldo de Campos, aplicada ao texto bíblico e detalhada nos prefácios de Bere’shith: a cena da origem (2000) e Qohélet: O-que-Sabe (1991).

Palavras-chave: estudos da tradução; transcriação; Haroldo de Campos; Eclesiastes.

Versões de Metáforas Bíblicas Contidas nos Evangelhos Sinóticos:

Uma abordagem a partir dos estudos de tradução.

Ederson Renan Pacheco Farias (IFPA).

O presente estudo trás uma abordagem à luz dos estudos de tradução acerca de as metáforas mais conhecidas de Jesus contidas nos evangelhos sinóticos. Percebeu-se que os chamados Evangelhos Sinóticos, a saber, Mateus, Marcos e, são os mais lidos até pelos que não adeptos do Cristianismo. Nas versões bíblicas de Almeida (VA) e a New International Version (NIV) predomina mais a tradução literal, enquanto as versões mais contemporâneas “preocupam-se” um pouco mais com a tradução do sentido. A Bíblia, em tese, é o gênesis dos Estudos de Tradução. Oustinoff (2011) afirma que esse manual sagrado foi traduzido para mais de 2000 línguas no mundo. Sabe-se a Tradução (e versão) de obras literárias é um desafio maior que qualquer outro gênero literário. Nos textos bíblicos acerca de a vida de Jesus, têm-se metáforas tanto em seus discursos doutrinários, quanto literários, como é o caso de suas parábolas. Wearner (2009) afirma que Jesus e os apóstolos eram profundos conhecedores da Língua Hebraica, o que pode ter contribuído para a riqueza metafórica em seus discursos. Quanto à metodologia de pesquisa, foram utilizados os procedimentos técnicos de tradução de Vinay e Darbelnet (1977), os quais deram base para a análise das versões bíblicas utilizadas nesse trabalho.

PALAVRAS-CHAVE: Metáforas de Jesus; Versões bíblicas; Estudos de Tradução.

Videoarte: TRANSLUCIFERAÇÃO

Apresentação: Galvanda Galvão & Izabela Leal

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

Baseada na peça Doutor Faustus liga a luz , de Gertrude Stein, a videoarte Transluciferação

Baseada na peça Doutor Faustus liga a luz, de Gertrude Stein, a videoarte Transluciferação (2016) propõe um diálogo entre imagem, música e poesia, apresentando um percurso pela cidade e um discurso sobre a cidade, de onde se desdobram labirintos, caminhos e linguagens em circularidade. A videoarte repensa o tema central da peça de Gertrude Stein, que é o desencanto do mundo produzido pela modernização desenfreada, metaforizada na descoberta da “luz elétrica”, e pelos dispositivos de aceleração do tempo, a partir dos quais se constituem o saber e a negociação sobre o conhecimento.

Notas sobre os palestrantes:

Carline Ramos Quaresma

Dayana Almeida é professora Assistente 1 da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. Atualmente coordena o curso de Letras Inglês do Instituto de Linguística, Letras e Artes. É mestra em Letras – Estudos Literários pela Universidade Federal do Pará e graduada Letras –Língua Inglesa, também pela UFPA. É doutoranda em Letras – Estudos Literários pela UFPA.

Débora Dias é graduada em Letras pela UFPA -Universidade Federal do Pará (2015) lotada no curso de Licenciatura com habilitação em Língua Espanhola, bolsista do Projeto de Extensão (PIBEX/UFPA): Língua, Cultura e Projeto Social (2012 - 2013), bolsista do Projeto Guamá Bilíngue (PAPIM/PROEG/UFPA - 2013) e Graduação em Administração pela UNAMA -Universidade da Amazônia (2004). Atualmente é lotada no Programa de Pós-Graduação em Letras no curso de Especialização em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Pará, como também, é aluna especial no PPGL/UFPA – Mestrado em Estudos Literários, na linha de Estudos da Narrativa e Formas de representação como formas de resistência. É membro do Grupo de Pesquisa Tradução e Recepção da PPGL/UFPA/Cnpq e do Grupo de Pesquisa e Extensão Guamá Bilíngue da UFPA/Cnpq, com ênfase em Literatura e História, Literatura e ensino de ELE e Literatura comparada sob aspecto sociolinguístico e cultural. Tem experiência na área de ensino de Espanhol como língua estrangeira e apresentação de trabalho em congresso brasileiro e em congresso internacional na área de sociolinguística e ensino-aprendizagem.

Deynea Fabíola Ferreira é graduada em Licenciatura em Letras pela Faculdade Integrada Brasil Amazônia (FIBRA). Discente do mestrado em Estudos Literários pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Pará (UFPA), sob a orientação da professora Dr.ª Mayara Guimarães. Dedica-se à pesquisa

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

da relação entre adaptações, indústria cultural e recepção desde a graduação. Atualmente, realiza pesquisas para

da relação entre adaptações, indústria cultural e recepção desde a graduação. Atualmente, realiza pesquisas para a dissertação no campo da semiótica, tradução e arte sequencial.

Ederson Farias é graduado em Letras português e Inglês, pós-graduado em Língua Portuguesa - Uma Abordagem Textual, pós- graduado em Tradução e Intérprete, graduando em espanhol pela Uniube, Mestrando em Linguagens e saberes na Amazônia. Atuou como professor pioneiro do Ifpa Paragominas e coordenador Adjunto do Pronatec pelo mesmo instituto. É professor do município de Belém e do Estado atualmente. Cursou inglês intermediário em Toronto (Canadá) e já foi Orientador de TCC do Parfor. Hoje pesquisa o discurso religioso a partir de aspectos da cultura judaica-messiânica na região Amazônica.

Fabíola Reis é formada em Letras (dupla habilitação em Português/Alemão), é ex- bolsista DAAD (Freie Universität Berlin e Leibniz Universität Hannover) e mestra em Estudos Literários (UFPA). Atualmente é doutoranda em Estudos Literários pela Universidade Federal do Pará e em Estudos da Tradução pela Universiteit Antwerpen (Bélgica).

Filipe Brito de Oliveira é bacharel em Relações Internacionais pela Universidade da Amazônia e atualmente cursa Letras pela Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Letras, atuando principalmente nos seguintes temas: Literatura Inglesa e Tradução.

Galvanda Galvão

Geovanna Guimarães

Izabela Leal

Jairo Vansiler é Licenciado em Letras com habilitação em língua alemã e suas literaturas pela Universidade Federal do Pará (2010 ). Possui Especialização e Aperfeiçoamento em Educação Especial Inclusiva - UFU/AVM. Mestre em Letras/Estudos Literários - UFPA (2014). Atualmente cursa Doutorado em Letras - Estudos Literários na UFPA. Tem interesse em torno das relações existentes entre Tradução, Recepção, Literatura comparada, Alteridade e Inclusão. É professor na modalidade Educação Especial na SEMEC/Belém.

Leomir de Carvalho ingressou, em 2006, na Universidade do Estado do Pará - UEPA, onde participa no presente momento do Grupo de Pesquisa CUMA (Culturas e Memórias Amazônicas). Recebeu o título de Tradutor Juramentado pela Junta Comercial do Estado do Pará JUCEPA, em 2012. É mestre pelo Programa de Pós- Graduação em Letras da UFPA, desde fevereiro de 2013, participando também do Grupo de Pesquisa EELLIP. Atualmente é doutorando do Programa de Pós- Graduação em Letras da UFPA e bolsista CAPES. Atem-se aos estudos da obra de

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

João Guimarães Rosa, à relação entre Literatura e Tradução e aos Estudos de Literatura da

João Guimarães Rosa, à relação entre Literatura e Tradução e aos Estudos de Literatura da Amazônia.

Márcio de Carvalho é especialista em hebraico bíblico pela ESTEB (Escola Superior de Teologia e Estudos Bíblicos), graduando em inglês pela Universidade Federal do Pará e pesquisador PIBIC/FAPESPA.

Maurício Mendonça Cardoso possui Licenciatura em Letras: Língua e Literatura Alemã (1995), pela UFPR, Mestrado em Letras: Língua e Literatura Alemã (1999), pela USP, Doutorado em Letras: Língua e Literatura Alemã (2004), pela USP e pela Universidade de Leipzig, Alemanha, e Pós-doutorado pela PUC-Rio (supervisão de Maria Paula Frota, 2009-2010) e pela Johannes Gutenberg-Universität Mainz, Alemanha, e Univeristé de Strasbourg, França (supervisão de Dilek Dizdar e Jean-Luc Nancy, 2013-2014). Foi tesoureiro da Associação Brasileira de Associações de Professores de Alemão (ABRAPA, 1997-2000), secretário-adjunto do Centro de Estudos Linguísticos e Literários do Paraná (CELLIP, 2000-2001), segundo- tesoureiro da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC, 2009- 2011), co-coordenador do GT Estudos da Tradução (GTTRAD-ANPOLL, 2008-2010 e 2010-2012) e vice-coordenador do Programa de Pós-graduação em Letras da UFPR (2009-2011). É tradutor de literatura, com trabalhos em poesia moderna e contemporânea (e.e.cummings, Paul Celan, Rilke, Else Lasker-Schüler) e narrativa alemã do século XIX (Theodor Storm, Heinrich Heine, Goethe). É professor associado II da Universidade Federal do Paraná, atuando, em nível de graduação, no curso de Bacharelado em Letras com Ênfase nos Estudos da Tradução. Em nível de pós-graduação, atua no Programa de Pós-graduação em Letras, na área de concentração dos Estudos Literários, com linha de pesquisa em Estudos da Tradução. Como pesquisador da área dos Estudos da Tradução, desenvolve e orienta, em nível de graduação, mestrado e doutorado, projetos nas áreas de Teoria da tradução, Teoria literária, Tradução e Filosofia, Tradução literária e Crítica de tradução literária.

Mayara Ribeiro Guimarães

Nisreene Abou Matar

Rafaella Fernandez

Raphael Soares

Sabine Reiter

Susana Kampff Lages é bacharel em Letras (Tradutor Intérprete Inglês e Alemão) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1983); é licenciada por complementação pedagógica em Língua Alemã e tem mestrado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1990) e doutorado em Comunicação e

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996). Atualmente é professora associada 1 da

Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996). Atualmente é professora associada 1 da Universidade Federal Fluminense. Atua na área de Letras Modernas Estrangeiras (Língua e Literatura Alemã), com ênfase em Teoria Literária, Literatura brasileira e alemã, focalizando principalmente os seguintes temas e autores:

tradução, crítica, Franz Kafka, Walter Benjamin, Guimarães Rosa e Haroldo de Campos.

Thaís Pompeu Sauma é licenciada em letras, língua portuguesa (UFPA) e língua espanhola (UNAMA). Mestre em estudos literários e doutoranda do Programa de Pós- Graduação em Letras da UFPA. Foi docente da Universidade Federal Rural da Amazônia e atualmente é docente do Instituto Federal do Pará - Campus Ananindeua. Pesquisadora da obra de Haroldo Maranhão coordenou o projeto de pesquisa A Antropofagia Haroldiana: processos de escrita e reescrita de um escritor amazônico PROPED/UFRA com término em setembro de 2016. Já publicou vários artigos que discutem reescrita literária e tradição.

Thiago Azevedo é doutorando em Letras pela Universidade Federal do Pará, com pesquisa em andamento sobre a recepção literária de Josué de Castro. Mestre em Letras pela Universidade Federal do Pará (2014). Possui Graduação em Letras (Português/Inglês), pela Universidade de Pernambuco (2011). Em investigações recentes, tem se dedicado ao estudo da hermenêutica literária, à crítica cultural da identidade e da memória na prosa romanesca; e ao comparatismo e tradução literária das ficções produzidas entre o século XX e a contemporaneidade.

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016

Universidade Federal do Pará Belém – PA De 30/11 a 02/12 de 2016