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EMPRESAS PATROCINADORAS

EMPRESAS ANUNCIANTES

grupo
Vigna Brasil
®

IV edição • 2018 • 1
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

EXPEDIENTE
ABISOLO
Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal

CONSELHO DELIBERATIVO CONSULTORES TÉCNICOS


Clorialdo Roberto Levrero Eng. Agrônomo M.Sc. Luiz Antônio Pinazza
Presidente Eng. Químico M.Sc. José Carlos Olivieri
Eng. Agrônomo Dr. Antonio Arnaldo Rodella
Gustavo Branco
Advogado Paulo Cesar Alarcon
Vice-presidente
Eng. Agrônoma Dra. Kátia Goldschmidt Beltrame
Alexandre D’Angelo - Conselheiro Eng. Civil Moacir Beltrame
Guilherme Xavier - Conselheiro Eng. Agrônoma Dra. Fernanda Latanze Mendes Rodrigues
Fernando Carvalho Oliveira - Conselheiro Eng. Agrônomo Irani Gomide Filho
Francisco Guilherme Romanini - Conselheiro
EQUIPE EXECUTIVA
Leonardo Régis Pereira - Conselheiro
Marcelo Luiz Marino Santos - Conselheiro José Alberto Nunes da Silva
Guilherme Signorini - Conselheiro Secretário Executivo

Anderson Nora Ribeiro - Suplente do Conselho Deliberativo


Maria Cristina Duvaizem Moura
Thiago Briner Neto - Suplente do Conselho Deliberativo
Assistente Administrativo Financeiro

CONSELHO CONSULTIVO E FISCAL Kleber Nichi


Antonio Ricardo de Figueiredo - Conselheiro Analista de Marketing
Fabio Hamasaki - Conselheiro
Alessandro O. de S. Mesquita - Conselheiro
Pedro Caldari Junior - Suplente do Conselho Consultivo e Fiscal

Yeb Inteligência de Mercado


COORDENAÇÃO GERAL E TÉCNICA COMERCIAL
Jessica Gabriele dos Santos Estevan do Nascimento

CONTEÚDO PROJETO GRÁFICO


Graziela Talarico Thais Lindo
Iara Santos
Jessica Fernanda Bonatti IMPRESSÃO

Kelvi Carvalho Gráfica Cromosete


Juliana Lemos
Rafael Zanão Soares
Wisller Gregory Neves de Freitas

Av. Paulista, 726 - Ed. Palácio 5ª Avenida,


Conjunto 1307, Bela Vista | São Paulo/SP
abisolo@abisolo.com.br
www.abisolo.com.br

4º Anuário Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal - 2018


2 Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.
IV edição • 2018 • 3
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

ÍNDICE
06 19
Editorial Abisolo Capítulo 1: Tecnologia em Nutrição Vegetal

07 57
Editorial Yeb Capítulo 2: O Mercado de Insumos para a Indústria
de Tecnologia em Nutrição Vegetal

08 123
A Abisolo Capítulo 3: O Mercado de Tecnologia em
Nutrição Vegetal

16 135
Sumário Executivo Capítulo 4: O Mercado Consumidor de
Tecnologia em Nutrição Vegetal

18 157
Introdução Guia de Mercado

4
IV edição • 2018 • 5
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

PALAVRA DO PRESIDENTE
Clorialdo Roberto Levrero

Tenho muito orgulho por estar mais uma vez à frente levar mais informações
da associação, justamente quando a entidade celebra para o campo, a ABISOLO
quinze anos de existência, dos quais, em catorze, tivemos investirá em ações de
uma participação ativa como membros de diretoria. Em parceria com organizações
paralelo com o crescimento do setor, ampliamos o nosso de ensino, pesquisa e
quadro associativo a uma taxa média anual de 10%. Nesse extensão. Envolveremos
contexto, ocupamos espaços vazios e conquistamos docentes, universitários e profissionais
respeito no mercado e também com os órgãos públicos, para disseminar em seus grupos conteúdos de
fruto de um trabalho coeso, transparente e imparcial. importância, com a realização de workshops, dias de
campo e eventos similares. Atrairemos agricultores e as
Tornou-se evidente que nossa representatividade mídias regionais e nacionais para envolver a sociedade
no agronegócio acumula conquistas e contornos como um todo.
significativos em termos de participação no fornecimento
de insumos, geração de empregos, difusão de tecnologias A fim de dar suporte a essas demandas crescentes em
e melhoria da produtividade, de modo a tornar o agricultor função do incremento na representatividade da ABISOLO,
mais competitivo e sustentável. promovemos e aprovamos em assembleia mudanças
no seu estatuto. Para tanto, a Diretoria Executiva agora
Presentemente, assistimos a uma demanda crescente passa a ser exercida por um Conselho Deliberativo e
por alimentos no mundo e estamos cientes do papel Fiscal. Desta forma, montaremos uma equipe executiva
crucial que cabe ao Brasil cumprir. Como fornecedores com profissionais dedicados e gabaritados para a função.
de fertilizantes especiais, temos uma missão relevante Com isso, ganharemos maior agilidade e conhecimento.
para a realização desse objetivo, pois sabemos que há
muito espaço para aumentar o índice de adoção dessas Apesar das dificuldades enfrentadas pelo Brasil,
tecnologias. acreditamos na continuidade do crescimento da
agricultura intensiva com mais tecnologia. Entretanto,
Hoje, além da nossa agricultura constituir um precisamos estar prontos para atender às demandas
exemplo global de preservação ambiental, em cada safra existentes e futuras.
registramos ganhos de produtividade. Por outro lado,
grande parte da pecuária existente apresenta potencial Neste Anuário, como nos anteriores, procuramos
enorme para incorporar a tecnologia de nutrição e, trazer muitas informações importantes para o seu
com isso, podemos aumentar a produção de carne com negócio. A cada edição, aprimoramos a qualidade desse
redução considerável nas pastagens. Dado o avanço nas trabalho e de seus capítulos. Com isso, esperamos
práticas na integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF), levar matérias ricas de substância para auxiliá-los nas
esse rearranjo acabará por liberar áreas para outras tomadas de decisão, de forma a se transformar em uma
atividades. ferramenta de trabalho para consulta rotineira.

Para melhorar o índice de adoção tecnológica e Tenham todos uma ótima leitura.

6
PALAVRA DO DIRETOR
Felix Sanz Yeboles

O lançamento da 4ª edição do Anuário Brasileiro Os números da pesquisa revelam o crescimento da


de Tecnologia em Nutrição Vegetal dá continuidade à Indústria de Tecnologia em Nutrição Vegetal. O setor
parceria entre a ABISOLO e a Yeb iniciada em 2015 por faturou R$ 6,3 bilhões com um crescimento de 10% em
meio de risco e gestão compartilhados para gerar a relação ao ano anterior. Com 18,6 mil postos de trabalho
pesquisa, análise e publicação de dados econômicos houve um crescimento de 9% em 2017 comparado a 2016.
do setor. Estabeleceu-se desde o início uma publicação Os dados positivos demonstram o interesse crescente
coproprietária que requereu longo investimento de pela Indústria de Tecnologia em Nutrição Vegetal.
ambas as instituições para possibilitar o surgimento Contribuindo com a cadeia da Soja e do Milho, a indústria
e consolidação de metodologia, equipe de pesquisa, vende mais de 50% de sua produção para este ramo
analistas e autores de artigos. Esse empreendimento do agronegócio que notoriamente traz contribuições
frutificou com a intensa utilização da publicação pelos definitivas para a pauta de exportação brasileira.
participantes do setor e, desta forma, viabilizou-se Destaca-se o expressivo crescimento da indústria em
financeiramente por meio de patrocínio e publicidade. culturas altamente integradas e profissionalizadas onde
os resultados de ganho de produtividade versus custo
O resultado é gratificante, pois consolidou dados total do produto são contabilizados com elevado rigor,
relevantes, dando visibilidade a questões fundamentais, como Cana-de-Açúcar, Reflorestamento e Citros. Não se
permitindo o amadurecimento do setor com diversos pode ainda deixar de distinguir a intensa participação
acontecimentos, tais como: atração de fornecedores em culturas fundamentais à mesa do brasileiro, como
mais competitivos; atração de investimentos por meio Frutas, Legumes, Verduras, Café e Feijão. Em suma, a
de fundos e bancos; decisão sobre novas plantas, novos indústria cresce porque contribui para o crescimento da
produtos, linhas de pesquisa, linhas de produção e produtividade e qualidade dos cultivos do produtor rural
portfólio de produtos para as indústrias já estabelecidas; brasileiro.
melhor entendimento do setor por autoridades, o que
tem permitido a formação de políticas públicas com base Desejamos a todos um proveito excelente ao
em informação e dados. percorrerem estas páginas.

Todo o benefício gerado pela publicação só


é possível devido à participação das empresas
e de seus profissionais, que compartilham com
os pesquisadores dados e impressões. Em nome
da parceria ABISOLO-Yeb, enaltecemos aos que
participaram da pesquisa em 2018 e expressamos
a todos o nosso profundo agradecimento. O
número de empresas participantes tem crescido
ano a ano e foi recorde nesta edição. De um
total de 514 empresas registradas como ativas
Foto: Equipe Yeb Inteligência de Mercado
no MAPA, contou-se com 165 respondentes, o
que permitiu que a pesquisa tenha um nível de
confiança de 95%.

IV edição • 2018 • 7
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Abisolo

8
A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (ABISOLO) representa
e defende os interesses das empresas que atuam nos segmentos de: fertilizantes foliares,
biofertilizantes, fertilizantes orgânicos, organominerais, condicionadores de solo e substratos para
plantas, e tem como associadas efetivas as empresas produtoras ou importadoras desses produtos.
Além das indústrias fabricantes, a associação possui associadas setoriais, que reúne as empresas
fornecedoras de serviços, máquinas e equipamentos para o setor.

Atualmente, a ABISOLO possui em


seu quadro associativo 107 empresas,
representando entre os Associados
Efetivos 21% dos estabelecimentos
registrados no Ministério da Agricultura
e Abastecimento (MAPA), e em termos
2
que faturamento essas empresas 2
representam a maior parte do setor de 3

tecnologia em nutrição vegetal. 12

Com relação à representatividade 66 1


12
geográfica, a ABISOLO por meio de suas
associadas, está presente em 9 estados dos 4
20 que possuem indústrias de tecnologia 5

em nutrição vegetal. Atualmente a sua


maior representatividade se encontra em
São Paulo onde 29% das empresas do
Estado são associadas. Mapa: Distribuição geográfica de associados.

Em 2018, todos os segmentos de tecnologia em nutrição vegetal representados pela associação,


possuem no mínimo 21 associados com produtos no portfólio, deixando evidente o potencial de
conhecimento técnico e representatividade que a ABISOLO possui no setor, colaborando para a
elaboração de propostas e defesa dos pleitos que realmente sejam relevantes para a associação. A
maior representatividade de associadas se encontra no segmento de Fertilizantes Foliares com 75%
das associadas com produtos desse tipo em seu portfólio.

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• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Foliares - 80
Organominerais - 55
Orgânico - 33
Matéria-Prima - 22
Condiconador e Substratos - 21
Serviços - 11

Gráfico: Distribuição das Associadas conforme portfólio de produtos*.

CONSELHO DELIBERATIVO ABISOLO


BIÊNIO 2018/2019

Clorialdo Roberto Levrero Gustavo Branco Alexandre D'Angelo Guilherme Xavier


Presidente do Conselho Deliberativo Vice-Presidente do Conselheiro Conselheiro
Conselho Deliberativo

Fernando Carvalho Oliveira Guilherme Romanini Leonardo Régis Pereira Marcelo L. M. Santos
Conselheiro Conselheiro Conselheiro Conselheiro

Guilherme Signorini Anderson Nora Ribeiro Thiago Briner Neto


Conselheiro Suplente do Conselho Deliberativo Suplente do Conselho Deliberativo

10 *Um associado pode estar em mais de um segmento.


CONSELHO CONSULTIVO E FISCAL

Antonio Ricardo de Figueiredo Fabio Hamasaki Alessandro Mesquita Pedro Caldari Junior
Conselheiro Conselheiro Conselheiro Suplente Conselho Consultivo e Fiscal

EQUIPE EXECUTIVA

Jose Alberto Nunes da Silva Maria Cristina D. Moura Kleber Nichi


Secretário Executivo Assistente Administrativo Analista de Marketing
Financeiro

CONSULTORES TÉCNICOS

Luiz A. Pinazza Jose Carlos Olivieri Antonio Arnaldo Rodella Dr. Paulo Cesar Alarcon

Kátia Goldschmidt Beltrame Moacir Beltrame Fernanda Latanze Irani Gomide Filho

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• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

15 ANOS
ABISOLO
2018 É UM MARCO COMEMORATIVO EM QUE CELEBRAMOS 15 ANOS
DE FUNDAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE
TECNOLOGIA EM NUTRIÇÃO VEGETAL

Cerimônias de Posse das Diretorias Abisolo.

significativamente para o desenvolvimento


Na Assembleia de constituição e
da ABISOLO. A história se remete a 1980,
fundação de 24 de outubro de 2003,
quando um grupo de precursores formado
realizada no município de Campinas,
por produtores de adubos orgânicos criaram a
Estado de São Paulo, foi oficializada a Associação Brasileira de Fertilizantes Orgânicos
criação da Abisolo para representar os (Abifor).
produtores de fertilizantes orgânicos,
organominerais e foliares, substratos A partir de 2000, a ABISOLO começou a
para plantas e condicionadores de solo. ser idealizada por empresas e profissionais
que identificaram a necessidade de fortalecer
A rica experiência acumulada pela entidade e dar identidade a um conjunto de atividades
você conhecerá aqui, com a apresentação crescentes no mercado. Na oportunidade da
de algumas conquistas realizadas ao longo aprovação do estatuto social e a eleição da
desses anos, fruto dos esforços e idealismo diretoria executiva e o conselho fiscal, o quadro
dos profissionais que até hoje contribuem associativo era composto por oito empresas.

12
Equipe diretiva da
ABIFOR e Ministro da
Agricultura no ano
de 1987.

Inicialmente, a denominação da ABISOLO elaboração de diversas propostas adotadas


foi “Associação Brasileira das Indústrias pelas Instruções Normativas (INs) do Ministério
de Substratos, Fertilizantes Orgânicos e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Condicionadores de Solo”, com o objetivo de: (MAPA), a ABISOLO passou a ter maior
reconhecimento e identificou a necessidade
• Ganhar representatividade para a conquista de incorporar dois novos segmentos: o
de novos associados por meio da participação de Fertilizantes Organominerais e o de
em eventos, promover encontros internos Biofertilizantes.
com os diversos setores.
Dessa forma, em 05 de dezembro de
• Definir e elaborar propostas para o
2005, a ABISOLO passou a ser denominada
setor, visando a uma regulamentação que
como “Associação Brasileira das Indústrias
contemplasse a realidade da indústria.
de Fertilizantes Orgânicos, Organominerais,
Após dois anos de atuação, nos quais Biofertilizantes, Substratos e Condicionadores
promoveu a realização de encontros e de Solo”.

IV edição • 2018 • 13
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Em 2006, a entidade organizou o primeiro Após 2008, a ABISOLO atualizou sua


Fórum ABISOLO, com o tema Agricultura denominação mais duas vezes, chegando
e o Meio Ambiente. A intenção foi colocar em 2011 à atual: “Associação Brasileira das
em debate os produtos e os processos Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal”.
que contribuíssem para uma agricultura Esta nova denominação implicou num enfoque
sustentável. A partir desse evento, elevou-se o mais técnico sobre o setor de nutrição vegetal,
grau de visibilidade entre as empresas do setor com a elaboração de normas apropriadas para
e como consequência o aumento no número este tipo de indústria.
de associados.
Esse novo olhar sobre a indústria e o
No ano seguinte, a ABISOLO passou a ser envolvimento das diretorias e dos associados
chamada “Associação Brasileira das Indústrias possibilitaram a ABISOLO desenvolver uma
de Fertilizantes Orgânicos, Organominerais, gama de ações como:
Biofertilizantes, Adubos Foliares, Substratos e
Condicionadores de Solo”. • Alteração do Convênio ICMS 100/97,
visando reduzir a base de cálculo
Com esses segmentos em rápido processo do imposto nas saídas dos insumos
de consolidação na agricultura brasileira, agropecuários. Essa medida gerou
tornou-se necessária a criação de Diretorias economia para a cadeia produtiva de
Técnicas para promoção de ações para nutrição vegetal.
atender às necessidades específicas de cada
• Criação de CNAE específico para
tipo de indústria. Essa modificação no estatuto
o segmento de Organominerais. A
social foi fator-chave para o aumento da
participação de estudo junto com a Receita
representatividade da ABISOLO. As frentes
Federal e o IBGE permitiu um importante
de trabalho se ampliaram junto aos órgãos
passo para a definição da identidade dos
públicos, instituições de ensino, pesquisa e
setores.
extensão, além de outras entidades co-irmãs
do setor de insumos. • Presença nas discussões com o MAPA
para revisões das IN´s 53, 46 e 25. Isso
Em 2008, houve a criação do Programa contribuiu de forma significativa para a
Interlaboratorial, o único do mercado específico adequação das Normas às tecnologias
para Fertilizantes Foliares Líquidos, buscando a atualmente em uso pelas empresas do
melhoria contínua dos controles de qualidade setor.
dos produtores de fertilizantes líquidos e o
• Câmara Técnica de Insumos
auxílio ao MAPA na atualização e adequação de
Agropecuários (CTIA) do MAPA, na
metodologias de análises desses fertilizantes
Coordenadoria para o Desenvolvimento
para a geração de maior eficiência agronômica
Agropecuário (CODEAGRO), da Secretaria
no campo.
de Agricultura e Abastecimento (SAA)

14
de São Paulo e no Conselho Superior do • Mudança no Estatuto Social no modelo
Agronegócio (COSAG) da Federação da de Diretoria para Conselho Deliberativo e
Indústria do Estado de São Paulo. Conselho Consultivo e Fiscal com o objetivo
de profissionalizar a gestão da entidade.
• Contribuição para o MAPA na construção
da terminologia de Biofertilizantes, Cientes do papel a ser cumprido pelo agro
Suspensões Concentradas e modernização nacional para atender a demanda crescente
da legislação de fertilizantes orgânicos. de alimentos, fibras e energia renovável, a
Abisolo segue no esforço de acompanhar a
• Ser o elo entre a indústria de alta
evolução tecnológica do campo, com olho no
tecnologia, os órgãos certificadores, como o
cenário futuro e revisões periódicas do seu
MAPA e a Companhia Ambiental do Estado
planejamento estratégico.
de São Paulo (CETESB) e os agricultores,
na busca de produtos confiáveis e de alta
qualidade.

Em 2013, o Fórum Abisolo ganha espaço


para a exposição de produtos e serviços ligados
a cadeia da nutrição vegetal.

A partir de 2015, a ABISOLO torna-se


referência como fonte de informações do
setor para mídias especializadas. Os anuários
passam a fornecer dados mercadológicos para
orientar produtores rurais nas tomadas de
decisão, novos investimentos das indústrias e
na elaboração de políticas públicas.

Conselho Deliberativo e Conselho Consultivo e Fiscal. Biênio 2018/2019*.


No ano de 2017 outras ações tiveram
resultados positivos:

• Modernização da legislação de fertilizantes


orgânicos (MAPA), e complementação com
outros marcos regulatórios (CONAMA,
CODEAGRO, CETESB e PNRS).

• Políticas Públicas para o Setor: Lei


Estadual, Lei Federal, Plano ABC e
PNRS, promoção de diversas ações para
valorização e crescimento do setor.

*Parte dos membros do Conselho.


IV edição • 2018 • 15
Sumário Executivo:
• Anuário Brasileiro AemIndústria
de Tecnologia Nutrição Vegetalde
• Tecnologia em Nutrição Vegetal no ano de 2017

ANO DE 2017
R$ 6,36 BILHÕES
FATURADOS
previsão de crescimento
de 19% para 2018

Matéria-Prima
representa na
média geral
265 514
empresas ativas
milhões
42%
e registradas com gerou

dos gastos
investidos em
PESQUISA E 569 18,6 mil
da indústria DESENVOLVIMENTO unidades produtoras empregos

56%
do total crescimento de

9%
em média

36% das empresas faturam


menos que R$5 milhões/ano nos empregos
é importada 4,3% faturam acima de R$ 90 milhões/ano em 2017

16
R$ 6,3 bi
R$ 5,8
R$ 5,2
R$ 4,6

2014 2015 2016 2017

FATURAMENTO

soja foi vendido um total de

2,2 bilhões
é a principal cultura

4,3%
representa

44%
das vendas do setor
de litros
de produtos
11,9%
Organominerais
Fertilizantes
Orgânicos

25% 70,8% 9,8% 3,2%


O volume vendido de
Substratos para Plantas foi
Condicionadores Substrato
das vendas 460,7 mil metros cúbicos Fertilizante Foliar
de solo para Plantas
e vendidas cerca de

6,2 milhões/t
do setor são para
São Paulo
de Fertilizantes Orgânicos, Organominerais,
Condicionadores de Solo e Fertilizante Foliar Sólido

IV edição • 2018 • 17
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

INTRODUÇÃO
Em sua quarta edição, o Anuário Brasileiro de O capítulo 4 apresenta informações sobre Culturas e
Tecnologia em Nutrição Vegetal aborda quatro Localidades que consomem Produtos de Tecnologia em
importantes aspectos para a Indústria: a Tecnologia em Nutrição Vegetal. Além disso, é divulgada uma pesquisa
Nutrição Vegetal, o Mercado de Insumos para a Indústria, com grandes produtores de grãos, cana-de-açúcar e
a Indústria de Tecnologia em Nutrição Vegetal e o floresta sobre o consumo de Tecnologia em Nutrição
Mercado Consumidor de Tecnologia em Nutrição Vegetal. Vegetal.
Todos estes tópicos, já consolidados no mercado, buscam
disponibilizar informações de alto valor que norteiam Por fim, a última parte disponibiliza o Guia de
estratégias e investimentos no setor. Mercado das Empresas Brasileiras de Tecnologia em
Nutrição Vegetal, onde é possível encontrar empresas do
Para compor o capítulo 1 foram convidados 13 segmento. Esta ferramenta visa contribuir com aqueles
especialistas da academia e do meio científico para que buscam conhecer os associados da ABISOLO e
tratarem do conceito de Tecnologia em Nutrição Vegetal, demais fabricantes de Tecnologia em Nutrição Vegetal no
e das características, diferenciais e formas de aplicação Brasil.
dos diferentes tipos de produtos deste setor.
Diante de todo o material, é importante ressaltar
O capítulo 2 contém um levantamento de mercado que as análises e comentários neste trabalho para os
dos insumos necessários para a fabricação dos Produtos capítulos 2, 3 e 4 são de responsabilidade da Yeb e, para
de Tecnologia em Nutrição Vegetal, levando-se em conta o capítulo 1, a autoria e opinião cabem aos colaboradores
fornecedores, níveis de preços e volumes das fontes de que assinam os textos. O conteúdo desta publicação
macronutrientes, micronutrientes, aditivos de formulação representa uma visão imparcial do setor de Tecnologia
e máquinas e equipamentos para a indústria. em Nutrição Vegetal, sem a pretensão de esgotar todos
os aspectos relativos aos temas aqui abordados.
No capítulo 3 são apresentados os dados da
Indústria de Tecnologia em Nutrição Vegetal, incluindo os Dessa forma, a Yeb, a partir do e-mail: js@yeb.com.br,
segmentos de fertilizantes foliares, fertilizantes orgânicos, coloca-se à disposição para quaisquer esclarecimentos
fertilizantes organominerais, condicionadores de solo que se fizerem necessários sobre os dados e as análises
e substrato para plantas. Este capítulo é resultado da dos resultados aqui apresentados.
4ª edição da Pesquisa de Mercado com toda a Indústria
de Tecnologia em Nutrição Vegetal que traz novidades
como: a abertura dos custos de produção por segmento,
e faturamento de acordo com tipo de cliente e por origem
de produto.

18
Tecnologia em
Nutrição Vegetal

IV edição • 2018 • 19
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

CM

MY

CY

CMY

agrocete.com
Conecte-se com a Agrocete
20
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• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

FERTIRRIGAÇÃO DO CAFEEIRO
“AVANÇO DAS FONTES DE
FERTILIZANTES PARA APLICAÇÃO
VIA ÁGUA DE IRRIGAÇÃO”

André Luís Teixeira


Fernandes
Doutor em Engenharia de Água e Solo, Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-
Graduação e Extensão da UNIUBE, Presidente da SBEA
Associação Brasileira de Engenharia Agrícola.

Conhecida por fertirrigação, a técnica de se aplicarem • Melhor aproveitamento dos equipamentos


fertilizantes por meio da água de irrigação está sendo de irrigação. Em princípio, o mesmo sistema de
utilizada intensamente em algumas áreas irrigadas no injeção pode ser utilizado na introdução de diversas
Brasil. Entretanto, a falta de informação, principalmente substâncias na água de irrigação como, por exemplo, os
sobre a escolha de equipamentos de injeção, dosagens defensivos agrícolas (herbicidas, inseticidas, fungicidas
e tipo de fertilizantes mais recomendados, prevenção à e nematicidas) e os reguladores de crescimento.
formação de precipitados, modo e época de aplicação,
reflete a necessidade de se realizarem pesquisas • Economia de mão de obra. A aplicação manual de
nessa área. Além disso, cabe também disponibilizar os fertilizantes é imprecisa e desuniforme, enquanto
conhecimentos já existentes na área para os produtores a aplicação por meio do uso de tratores e aviões é
fazerem uso desta técnica. relativamente dispendiosa. O uso da fertirrigação
reduz os requerimentos de mão de obra na aplicação
Com base em resultados de pesquisas e na experiência de adubos.
de agricultores, o uso combinado de fertilizantes na água
de irrigação apresenta vantagens e limitações à sua • Economia e praticidade. Contrariamente aos outros
aplicação. métodos, o uso do equipamento de fertirrigação é
prático e de fácil mobilidade, já que se trata de um
As principais vantagens notadas no uso da equipamento central para toda uma área, parcela ou
fertirrigação são: linha lateral. A economia de fertilizantes ocorre devido
ao fato de que a solução dilui-se de forma homogênea

22
na água de irrigação, distribuindo-se no campo da de solo onde ocorre uma maior absorção radicular,
mesma maneira que a água. evitando-se, desta forma, perda de nutrientes por
lixiviação.
• Distribuição uniforme e localizada dos fertilizantes.
Quando se utilizam sistemas de irrigação localizada • Aplicação de micronutrientes. São geralmente
há uma melhor distribuição dos fertilizantes por estes elementos caros, aplicados em pequenas dosagens,
estarem diluídos na água de irrigação e os sistemas de portanto exige-se um sistema de aplicação mais
irrigação geralmente apresentam alta uniformidade preciso e eficiente.
na distribuição de água. Neste caso, os fertilizantes
são aplicados onde ocorre uma maior concentração • Redução do custo de aplicação. Existe a possibilidade
de raízes, com melhor aproveitamento e menor perda de se utilizar a mesma instalação para aplicação
por lixiviação de nutrientes. de outros produtos como herbicidas, fungicidas,
inseticidas, etc. Desta forma a aplicação simultânea
• Aplicação em qualquer fase de desenvolvimento de dois ou mais produtos na lavoura via água de
da cultura. A aplicação de fertilizantes pode ser feita irrigação pode aumentar os benefícios econômicos da
independente da cultura e das variações provenientes fertirrigação.
das necessidades específicas nas diferentes etapas de
desenvolvimento da planta: crescimento vegetativo, A maioria dos inconvenientes citados na literatura
floração e maturação. não se deve ao método em si, mas sim ao problema de
manejo incorreto e à falta de informações existente com
• Eficiência do uso e economia de fertilizantes. A relação a muitos aspectos ligados à nutrição das plantas.
aplicação fracionada dos nutrientes aumenta a sua Os principais inconvenientes são:
assimilação pelas plantas e limita as perdas por
lixiviação, de modo a proporcionar um aproveitamento • Entupimento de emissores: Devido à precipitação
eficiente do fertilizante. A resposta da cultura é maior causada pela incompatibilidade dos distintos
para uma menor quantidade de fertilizante aplicado, fertilizantes entre si e quando utilizados na água de
em comparação com outros métodos. irrigação ou devido a problemas de salinidade, como,
por exemplo, o superfosfato e o cálcio, que contêm
• Redução da compactação do solo e dos danos carbonato de cálcio solúvel.
mecânicos à cultura. O tráfego de tratores na lavoura
pode ser minimizado com a fertirrigação. Além de • Aumento excessivo da salinidade da água de
economia com combustível e com a manutenção da irrigação.
frota, consegue-se redução da compactação do solo e
dos danos mecânicos às plantas. • Corrosão: Algumas partes metálicas da rede de
distribuição podem ser danificadas devido à atividade
• Controle de profundidade de aplicação e absorção. corrosiva de alguns fertilizantes.
Muitos fertilizantes exigem um certo teor de umidade
para sua absorção a uma dada profundidade. De • Reação dos fertilizantes na linha de distribuição:
acordo com as características do solo, do fertilizante e A utilização de fertilizantes, principalmente os
da cultura, às vezes, é conveniente aplicar o fertilizante fosfatados, pode provocar precipitados na rede de
pouco antes de finalizar a irrigação para impedir água por meio de reações, dependendo do nível de pH.
a lixiviação de nutrientes. O controle de qualidade Isso pode comprometer seriamente a uniformidade de
da água aplicada pela irrigação juntamente com o distribuição de água dos equipamentos de irrigação
fertilizante permite fazer aplicações em profundidades localizados.

IV edição • 2018 • 23
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

• Impactos sobre os recursos hídricos: A possibilidade tradicionais. Este é o caso, por exemplo, do enxofre.
de contaminação e envenenamento de fontes de água Por isto, a aplicação de elementos secundários e
com produtos químicos coloca em risco a saúde de microelementos é mais importante do que os adubos
pessoas e animais. Como precaução, devem-se instalar convencionais granulados.
válvulas de retenção e antivácuo na tubulação para
impedir a inversão no fluxo da rede de irrigação. • Distribuição desigual dos produtos: Quando
o dimensionamento ou operação do sistema de
• Falta de elementos: Com a pureza dos fertilizantes irrigação é inadequado, a eficiência e a uniformidade
utilizados há o inconveniente de faltar alguns na aplicação dos fertilizantes serão sempre iguais ou
elementos que aparecem como impurezas em adubos menores que as do sistema de irrigação.

IMPORTANTE:
Para o sucesso da fertirrigação, é necessário avaliar a distribuição de água do sistema de irrigação. Existem
metodologias próprias para a avaliação de pivô central, gotejamento e a aspersão. Os cafeicultores devem
avaliar o sistema pelo menos uma vez por ano, antes do início da estação de irrigação. Não há como aplicar
uniformemente os adubos se a própria água não é aplicada corretamente. Nas Figuras 01 e 02 pode ser visualizado
um sistema de irrigação por gotejamento, quando estava com problema de uniformidade e após a correção.

Variação da vazão (l/h) ao longo da linha lateral Variação da vazão (l/h) ao longo da linha lateral -
- sistema com problema Sistema sem problema
8 2,5

7 7
2
Vazão do gotejador (l/h)

Vazão do gotejador (l/h)

6
5 5 5 1,5
4 4 4,2
4
3 3,1 1
2,2 2,2 2,3 2,1
2 2
1,8 2
1,8 2 2 2 2
0,5
1 1
0,9 1 1 1,1
1 1
0,7 0,5
0,1 0,3
0 0 0
0 20 40 60 80 100 120 140 0 20 40 60 80 100 120 140
Comprimento da linha (m) Comprimento da linha lateral (m)

Primeira linha Linha a 1/3 Linha a 2/3 Úl�ma linha Primeira linha Linha a 1/3 Linha a 2/3 Úl�ma linha

Figura 1 – Variação da vazão, em litros por hora, ao longo das linhas Figura 2 – Variação da vazão, em litros por hora, ao longo das linhas laterais de
laterais de um sistema de gotejamento com problema. um sistema de gotejamento sem problema.

FERTILIZANTES
Existem vários tipos de fertilizantes que podem ser empregados na fertirrigação. A escolha do fertilizante mais
adequado depende de alguns fatores, como o sistema de irrigação utilizado, tipo de solo e a cultura a ser plantada. Além
desses fatores, algumas características importantes precisam ser conhecidas para esta técnica ser utilizada da maneira
mais eficiente.

24
TIPOS DE FERTILIZANTES
Em geral, os fertilizantes podem ser encontrados nas • Fertilizantes líquidos em suspensão: são produtos
seguintes formas: líquidos que contêm N, P e K em suspensão. São
mais concentrados que os líquidos em solução
• Fertilizantes Líquidos: são produtos que contêm e por isso são mais econômicos. Podem também
nutrientes, em suspensão ou solução, podendo conter quantidades maiores de micronutrientes
fornecer um único nutriente ou combinação deles: como boro, ferro, cobre, entre outros.

• Fertilizantes líquidos com nutrientes em solução:


• Fertilizantes sólidos: são produtos que contêm
são produtos que contêm uma combinação de N,
nutrientes em elementos isolados, podendo ser
P e K em solução, recomendáveis para sistemas
encontrados na forma de pó, mistura de grânulos e
de irrigação por aspersão e localizada. Alguns são
granulados. Para sua utilização, devem ser previamente
comercializados na forma de amônia, ureia, ácido
dissolvidos e aplicados no fluxo de água. Podem ser
fosfórico, fosfato de amônio, entre outros.
dissolvidos e misturados à água ou separados em
tanques abertos e introduzidos na rede de irrigação
pelos métodos de injeção já caracterizados.

SOLUBILIDADE
Os fertilizantes mais adequados para serem utilizados suas respectivas solubilidades, a diferentes temperaturas
na fertirrigação devem ser solúveis em água, com o de solução. Pode-se observar nesta tabela que, quanto
objetivo de evitar a formação de precipitados que possam maior a temperatura da solução, maior é a solubilidade
causar obstruções. Na Tabela 1 são apresentados alguns dos adubos.
fertilizantes mais comumente encontrados no comércio e

COMPATIBILIDADE
A mistura de fertilizantes não compatíveis pode química. Uma forma de se evitar este tipo de problema
iniciar uma reação química que irá gerar precipitados é a realização de um pequeno teste antes de se injetar
e causar sérios problemas de obstrução no interior o produto no sistema. Esse teste consiste em misturar
das tubulações, acessórios e emissores. Recomenda- os fertilizantes, ou o fertilizante na água de irrigação, na
se, portanto, observar a compatibilidade entre eles mesma diluição que será feita na injeção, deixar a mistura
antes de injetá-los no sistema de irrigação. Na Tabela ‘descansar’ por três horas e verificar o aparecimento de
2 estão listados alguns dos fertilizantes mais utilizados precipitados no fundo do recipiente. A ocorrência de algum
usualmente e a compatibilidade entre eles, quando indício de precipitação determinará a incompatibilidade
misturados. A incompatibilidade também pode existir da solução e a possibilidade do surgimento de problemas
entre o fertilizante e a água de irrigação, pois esta possui de obstrução no uso dos fertilizantes. Podem-se seguir
características químicas que podem levar a uma reação algumas regras para a mistura de fertilizantes:

IV edição • 2018 • 25
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

• Quando se misturam fertilizantes sólidos, completar • Não misture um fertilizante que contenha sulfato
os tanques de Fertirrigação com 50% a 75% da água com outro que contenha cálcio ou magnésio;
requerida;
• Sempre revise no rótulo do fertilizante as indicações
• Sempre misturar o fertilizante líquido à água no de solubilidade e compatibilidade;
tanque de mistura antes de acrescentar o fertilizante
• Nunca misture fertilizantes que contenham fósforo
sólido;
com os que contenham cálcio;
• Acrescentar sempre os fertilizantes em pequenas
• Água com altos teores de cálcio pode formar
quantidades, realizando a agitação contínua para
compostos insolúveis ao ser misturada com fosfatos,
evitar a formação dos grumos;
polifosfatos e sulfatos;
• Sempre adicionar o ácido à água e nunca a água ao
• Sempre realizar o teste da jarra para verificar
ácido;
compatibilidade e riscos de formação de precipitados
• Quando se adiciona cloro à água na forma de cloro insolúveis antes de injetar uma mistura desconhecida
gasoso, sempre adicionar o cloro à água e nunca o no sistema de irrigação.
contrário;

• Nunca misturar ácidos ou soluções ácidas com cloro,


pois pode se formar o gás cloro (altamente tóxico),

• Nunca misturar um fertilizante líquido concentrado


com outro fertilizante concentrado;

Temperatura da solução em graus (oC)


FERTILIZANTES
0 5 10 15 20 25 30 35 40

Nitrato de amônio 1.18 1.58 1.63 1.95 2.42 2.97

Sulfato de amônio 0.71 0.73 0.76 0.77 0.78 0.81

Nitrato de cálcio 1.02 1.20 3.45

Fosfato de amônio 0.30 0.63 0.69 0.71 0.80

Fosfato potássio 1.27 1.56 1.70

Nitrato de magnésio 0.69 0.70 0.71 0.72

Sulfato de magnésio 0.18 0.22 0.25 0.28 0.31

Cloreto de potássio 0.28 0.31 0.33 0.34 0.37 0.40

Nitrato de potássio 0.13 0.17 0.21 0.24 0.32 0.37 0.46 0.54 0.64

Sulfato de potássio 0.07 0.09 0.10 0.11 0.12 0.13 0.14 0.15

Nitrato de sódio 0.73

Ureia 0.67 0.78 0.84 1.05 1.20 1.33 1.66

Ureia-Nitrato de amônio 0.20 0.23 0.26 0.27 0.31

Tabela 1: Solubilidade (kg/litro) de alguns fertilizantes sólidos que podem ser utilizados em fertirrigação em função da temperatura.

26
PUREZA
Os fertilizantes devem possuir alto grau de pureza, não apresentando impurezas e isentos de aditivos, para se evitarem
entupimentos nos bocais e nos acessórios dos sistemas de irrigação e de injeção.

SALINIDADE
Os fertilizantes são sais que contribuem para o procederem os cálculos de dosagens, os valores
aumento da concentração salina inicial na água de admissíveis de salinidade devem ser respeitados, sendo
irrigação. Em regiões onde existem problemas de essas faixas de tolerância diferentes para as culturas
salinidade do solo, o uso da fertirrigação incorretamente irrigadas.
pode ampliar e intensificar os mesmos. Para se

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

1 A A A A A B A A A A B A A A B

2 A A A A A A A A A A A A A A A

3 A A A A A B C C A A B A A A A

4 A A A A A B A A A A B A A A B

5 A A A A A B C A A A C A A A C

6 B A B B B A B B B A A A A A A

7 A A C A C B A A A A B A A A B

8 A A C A A B A A A A B C A A B

9 A A A A A B A A A A C A A A B

10 A A A A A A A A A A A A A A A

11 B A B B C A B B C A A A A A A

12 A A A A A A C A A A A A A A A

13 A A A A A A A A A A A A A A A

14 A A A A A A A A A A A A A A A
15 B A A B C A B B B A A A A A A

1 Sulfato de Amônio 2 Nitrato de Sódio e Nitrato de Potássio


LEGENDA
3 Nitrocálcio 4 Nitrato de Amônio e Sulfonitrato de Amônio
A: Adubos que podem ser misturados,
B: Adubos que não podem ser misturados, 5 Ureia 6 Calciocianamida
C: Adubos que só podem ser misturados um 7 Superfosfatos 8 Fosfato de Amônio
pouco antes da aplicação.
9 Fosfato Bicálcico 10 Farinha de Ossos

11 Escória de Thomas e termofosfatos 12 Fosfatos Naturais ou Rochas Fosfatadas

13 Cloreto de Potássio 14 Sulfato de Potássio

15 Calcário

Tabela 2: Dados de compatibilidade na mistura de fertilizantes.

IV edição • 2018 • 27
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

CORROSÃO
Os produtos utilizados não devem ser perigosos Metal
ou corrosivos a ponto de danificar os materiais FERTILIZANTES
Ferro galvanizado Alumínio Aço Inox pH do solo Fertilizado
dos sistemas de irrigação, principalmente quando
Nitrato de Cálcio 2 0 0 5.6
se utilizam fertilizantes com princípios ácidos. Os
Nitrato de Sódio 1 2 0 8.6
materiais plásticos são, geralmente, mais resistentes
Nitrato de Amônio 4 1 0 5.9
que os metais, sendo o aço inoxidável o material
Sulfato de Amônio 3 1 0 5.0
mais resistente entre os metais. É recomendável
Ureia 1 0 0 7.6
que, após o término da fertirrigação, o equipamento
DAP 1 2 0 8.0
de irrigação continue a funcionar por, pelo menos,
Solução 17-17-10 2 1 0 7.3
uma hora para lavagem dos resíduos. Esta prática
Legenda: 0 – 5 : Escala crescente de corrosão
evita, também, o possível desenvolvimento de
Solução 17-17-10 : mistura de Sulfato de Amônia, DAP e Sulfato de Potássio
microrganismos. Na Tabela 3 estão dispostos
diferentes materiais e suas escalas de corrosão após Tabela 3: Corrosão relativa de alguns metais, após quatro dias de imersão em soluções
o contato com soluções comerciais de fertilizantes. de fertilizantes comerciais.

Entre os fertilizantes presentes na tabela, o Nitrato


de Amônio é o que apresenta uma maior capacidade
de corrosão em materiais de ferro galvanizado,
seguido do Sulfato de Amônio.

ACIDIFICAÇÃO DO SOLO
É provocada por fertilizantes nitrogenados que que o sulfato de amônio produz consideravelmente mais
contenham como fontes de nitrogênio o amônio (NH4 ) +
acidez do que outros fertilizantes, necessitando, assim,
ou amônia (NH3), tendo o seu efeito intensidades maior dosagem de calcário para ser neutralizado. Neste
variáveis dependendo do fertilizante utilizado. Na Tabela caso, é conveniente que, periodicamente, se faça um
4 estão caracterizados alguns fertilizantes nitrogenados acompanhamento da evolução do pH do solo, fazendo-se
e as quantidades de CaCO3 para neutralizar a ação a correção quando necessário.
acidificante desses adubos. A análise desta Tabela mostra

Enxofre Equivalente em kg de
Produto N (%) P2O5 (%) K2O (%)
Total S (%) CaCO3 por 100 kg de Adubo

Nitrato de Amônio 32 60

Fosfato Monoamônico (MAP) 10 – 12 46 - 48 60

Fosfato Diamônico DAP) 16 – 20 46 – 50 88

Sulfato de Amônio 20 – 21 24 110

Nitrato de Cálcio 15.5 BÁSICO

Nitrato de Sódio 16 BÁSICO

Nitrato de Potássio 13 44 BÁSICO

Cloreto de Potássio 60 – 62

Ureia 45 – 46 84

Tabela 4: Fertilizantes nitrogenados em pó para fertirrigação.

28
VOLATIZAÇÃO
Deve-se evitar a utilização de fertilizantes que contenham amônia livre (NH3) em sistemas de irrigação por aspersão,
pois as perdas de N por volatilização podem chegar a 50%. Estas perdas ocorrem desde o bocal de aplicação até a superfície
do solo.

FONTES DE NUTRIENTES
A adubação das culturas, tanto na forma convencional É importante conhecer a mobilidade dos nutrientes
como por meio da água de irrigação (fertirrigação), deve em cada tipo de solo, para definir doses e parcelamentos.
ser efetuada para atender ao fornecimento contínuo dos Cada nutriente, em cada tipo de solo, tem um
nutrientes nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio comportamento diferente, como pode ser visto na Figura
(Ca), magnésio (Mg), enxofre (S), zinco (Zn), boro (B), 3, num solo arenoso.
cobre (Cu), manganês (Mn) e, por vezes, ferro (Fe), em
quantidade, épocas e modos de acordo com a fase da
cultura.

Figura 3: Mobilidade relativa de nitrato, amônio, fósforo, potássio, cálcio, enxofre e cloro num solo arenoso (9% de argila).
Fonte: Manual de fertirrigação (Yara).

No fornecimento dos nutrientes, devem também ser observadas as condições climáticas regionais, além das
características físico-químicas do solo e as características da lavoura em referência à variedade, idade, espaçamento e
potencial genético quanto à vegetação e produção.

IV edição • 2018 • 29
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

MICRONUTRIENTES
Existem duas formas de aplicar micronutrientes no sempre utiliza-se de calcário com 25%–30% CaO e mais
sistema de irrigação: a forma orgânica e a inorgânica. Na de 12% para MgO. Quando houver algum desequilíbrio
primeira há os sulfatos, que são facilmente precipitados de Ca/Mg ou as necessidades forem inferiores a 1
com pH neutro ou alcalino, diferentemente dos quelatos, ton/ha, pode-se utilizar de cloreto de cálcio, cloreto
que são mais estáveis. de magnésio ou nitratos de cálcio ou magnésio via
fertirrigação;
Com relação às fontes de nutrientes (macro e micro), 6) Boro: Ácido Bórico em fertirrigação ou via solo, e
recomenda-se o uso das fontes descritas a seguir. São ulexita via solo;
as fontes que apresentam maior eficiência em custo/
7) Zinco: Cloretos de zinco em fertirrigação ou sulfato
benefício, embora outras fontes também possam ser
de zinco via solo;
utilizadas.
8) Cobre: Cloreto de cobre, em fertirrigação, ou sulfato
1) Nitrogênio: Ureia, nitrato de amônio, nitrato de de cobre via solo, e ulexita via solo;
cálcio e sulfato de amônio; 9) Manganês: Cloreto de manganês em fertirrigação
2) Potássio: Cloreto de potássio, sulfato de potássio e ou sulfato de manganês via solo.
nitrato de potássio;
A análise do solo deve ser anual ou quando ocorrer
3) Enxofre: O próprio sulfato de amônio;
algum problema de erros em fornecimento ou falta de
4) Fósforo: MAP para fertirrigação (preferencialmente nutrientes. Anualmente, a coleta deve ser feita da forma
o purificado) e fertilizante fosfatado enriquecido com já explicada anteriormente, e nos meses de maio a junho
Ca, Mg, Si e micronutrientes via solo em cobertura; quando o programa nutricional do ano terminou. Para
5) Cálcio e Magnésio: Quando a necessidade for maior análise foliar, é recomendável a coleta em dezembro/
que 1 t/ha, utiliza-se calcário com teores variáveis janeiro (verão), para avaliar o programa nutricional em
de CaO e MgO em função da análise de solo. Quase andamento e auxiliar nos devidos ajustes e correções.

Referências

COSTA, E.F. da, VIEIRA, R.F., VIANA, P.A . Quimigação: aplicação de produtos mineral. Ilha Solteira, ENESP, Boletim técnico 2, 1985. 31 p.
químicos e biológicos via irrigação. EMBRAPA-SPI, Brasília, 1994. 315 p.
SANTINATO, Roberto, FERNANDES, A. L. T., FERNANDES, D. R.. Irrigação na
COSTA, E.F., FRANÇA, G.E., ALVES, V.M.C. Aplicação de fertilizante via água de cultura do café. 2. ed. Uberaba: O Lutador, 2008. v. 1. 483 p.
irrigação. III Curso de uso e manejo de irrigação. Inf. Agropec., Belo Horizonte,
SANTINATO, Roberto, Fernandes, André Luís Teixeira. Cultivo do cafeeiro
1986. V. 12, n.129, p. 63-68.
irrigado por gotejamento. 2. ed. Uberaba: André Luís Teixeira Fernandes, 2012.
FERNANDES, André L. T., TESTEZLAF, Roberto. Fertirrigação na cultura do melão v. 1. 388 p.
em ambiente protegido, utilizando-se fertilizantes organominerais e químicos.
TESTEZLAF, R., MATSURA, E.E. Automação aplicada a fertirrigação. In:
Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, v. 6,
FOLEGATTI, M. V. Fertirrigação: Citrus, Flores e Hortaliças. Guaíba. Ed.
n.1, p. 45-50, 2002.
Agropecuária. 1999. 460 p.
FRIZZONE, J.A, ZANINI, J.R., DIAS PAES, L.A, NASCIMENTO, V.M. Fertirrigação

30
BIOFERTILIZANTES E
BIOESTIMULANTES:
NO QUE DIFEREM?

“ESCLARECIMENTO IMPORTANTE
PARA O SETOR PRODUTIVO”

Átila F. Mógor
Técnico Agrícola, Eng. Agrônomo, Mestre e Doutor em Agronomia/
Horticultura (FCA_Unesp - Botucatu), Pós Doutorado (Bioquímica- IB
Unesp), Professor Associado da Universidade Federal do Paraná -
Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo - Docente do Programa
de Pós-Graduação em Agronomia/ Produção Vegetal.

Como definição, Vieira (2001) estabeleceu que: Por outro lado, em trabalho recente intitulado “Plant
“bioestimulantes referem-se às misturas de dois ou mais biostimulants: Definition, concept, main categories
reguladores vegetais, ou de reguladores vegetais com and regulation”, Du Jardin (2015), fundamentado em
outros compostos de natureza bioquímica diferente revisão bibliográfica consultando 82 artigos, visando
(aminoácidos, nutrientes, vitaminas)”. Em seu trabalho, contribuir para a regulação europeia e norte-americana,
como em muitos que o sucederam, somando 46 registros estabeleceu que bioestimulantes são: “produtos com
na base Scielo Brasil, o termo bioestimulante refere-se base em substâncias naturais ou microrganismos
especificamente ao produto comercial, composto de N6- que melhoram a eficiência nutricional, as respostas
furfuryladenine (cinetina) 0,09 g/L (0,009% m/v), (ácido aos estresses abióticos, a produtividade e qualidade
giberélico - GA3) 0,05 g/L (0,005% m/v), (ácido 4-indol-3- dos cultivos, sem levar em conta o seu conteúdo de
ilbutírico) 0,05 g/L (0,005% m/v) e ingredientes inertes nutrientes”. O autor estabeleceu como possíveis fontes
999,80 g/L (99,88% m/v), registrado como agroquímico para bioestimulantes os ácidos húmicos e fúlvicos, os
na classe de regulador do crescimento vegetal, do grupo hidrolisados proteicos e outros compostos nitrogenados
químico citocinina + giberilina + ácido indolcanóico, classe como aminoácidos, extratos de algas e de plantas, fungos
toxicológica IV. Sendo assim, grande parte da pesquisa e bactérias benéficas, polímeros como a quitosana, entre
científica brasileira associa o termo bioestimulante a uma outros, com comprovada bioatividade. Nesse caso, os
combinação de reguladores de crescimento e não a um bioestimulantes não seriam fertilizantes e tampouco
produto obtido de fonte natural. agroquímicos.

IV edição • 2018 • 31
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

No Brasil, a legislação não contempla o termo como as únicas possíveis na composição desse tipo de
bioestimulante, ou seja, não há a classe de produtos produtos, excluindo assim, os reguladores vegetais
bioestimulantes no que se refere ao registro na legislação agroquímicos. Portanto, o termo bioestimulante, diante
de agroquímicos ou de fertilizantes. Entretanto, do recente entendimento internacional, bem como diante
produtos contendo componentes bioativos com da legislação brasileira, vem sendo empregado de forma
efeitos estimulantes, que promovam o crescimento, equivocada.
desenvolvimento, aumento da produtividade e qualidade,
e aumento da tolerância aos estresses abióticos, não sendo Nesse caminho, produtos fertilizantes com
agroquímicos ou exclusivamente fontes de nutrientes, são diferentes concentrações de nutrientes – registrados em
contemplados no Decreto 4.954 de 14 de janeiro de 2004 grande parte como fertilizantes organominerais para
(Brasil, 2004) da legislação de fertilizantes, na classe de aplicação foliar, devendo garantir 6% de carbono como
“Biofertilizantes”, sendo, nesse texto legal, Biofertilizante fração orgânica – podem utilizar em suas formulações
definido como: “produto que contém princípio ativo ou aminoácidos, extratos de algas, ácidos húmicos, fúlvicos,
agente orgânico, isento de substâncias agrotóxicas, capaz e extratos de plantas contendo poliflavonóides como
de atuar, direta ou indiretamente, sobre o todo ou parte sendo agentes quelantes, complexantes ou aditivos,
das plantas cultivadas, elevando a sua produtividade, conforme a IN 25 de 2009 (Brasil, 2009).
sem ter em conta o seu valor hormonal ou estimulante”.

A função desses compostos naturais relaciona-se à


Diferentemente da definição de Du Jardin para estabilidade das formulações e eficiência de sua absorção
bioestimulantes, essa definição de Biofertilizantes pelas plantas, em geral pela presença do grupo funcional
exclui fungos e bactérias benéficos, que no Brasil carboxila (COOH) nessas fontes, que convertido em
são contemplados em outras classes, por exemplo carboxilato (COO-) adquire forma ionizada, à qual podem
inoculantes, e exclui também os indutores de resistência se ligar cátions presentes no fertilizante. Pela presença
em plantas. Entretanto, as definições coincidem no que se desses compostos naturais na formulação, por vezes
refere às fontes naturais bioativas com efeito fisiológico a argumentação comercial pode ser mais relacionada
em variáveis biométricas, produtividade e respostas a ao efeito estimulante das fontes do que propriamente
estresses abióticos. nutricional do fertilizante, sendo assim também por vezes
relacionados ao termo bioestimulantes.
Além da legislação de fertilizantes, a dos Sistemas
Orgânicos de Produção, definido na Instrução Normativa Diante desse “estado da arte” no uso do termo
(IN) 64, de 2008 (Brasil, 2008), também contempla o bioestimulante, a Associação Brasileira das Indústrias
termo Biofertilizante com a seguinte redação: “produto de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) emitiu em
que contém componentes ativos ou agentes biológicos, 03/11/2015 comunicado aos seus associados com o
capaz de atuar direta ou indiretamente sobre o todo ou seguinte teor: “A ABISOLO trabalha, reforça e recomenda
parte das plantas cultivadas, melhorando o desempenho o uso do termo Biofertilizantes desde 2013 junto às
do sistema de produção e que seja isento de substâncias associadas, à comunidade científica e às entidades
proibidas pela regulamentação de orgânicos”, ou seja, livre reguladoras, pois o termo “bioestimulantes” não é correto
de agroquímicos. Nesse caso, como são contemplados quando falamos em Nutrição de Plantas”.
agentes biológicos, os fungos e bactérias benéficas com
efeito estimulante, poderiam ser considerados como A entidade visou distinguir produtos que contenham
fontes Biofertilizantes para a produção orgânica. compostos naturais como aditivos em formulações
fertilizantes de produtos em que os compostos naturais
Tanto na revisão de Du Jardin, quanto nas legislações tenham bioatividade comprovada, sendo princípios
de Biofertilizantes, as fontes naturais são definidas ativos com efeitos estimulantes, portanto devendo ser

32
registrados como biofertilizantes, e não como fertilizantes Sendo assim, as recentes legislações, bem como
organominerais. Esse entendimento encontra respaldo o entendimento da entidade representante do setor
na IN 25 de 2009 (Brasil, 2009), definindo que “deverá ser produtivo, estimulam interações da pesquisa oficial com
apresentada recomendação da pesquisa oficial brasileira a iniciativa privada, pelo menos da parcela que pretende
ou relatório técnico-científico conclusivo que demonstre caracterizar seu produto obtido de fonte natural bioativa,
que a eficiência agronômica do produto se deve à inequivocamente. Soma-se a isso a necessidade de se
ação do princípio ativo ou agente orgânico contido no ampliar no meio acadêmico brasileiro a discussão sobre
biofertilizante”. a adoção do termo bioestimulante, já que na literatura
internacional está associado a fontes naturais e não a
Recentemente, a IN6 de 2016 (Brasil, 2016) estabelece agroquímicos ou fertilizantes.
que, “quando se tratar de biofertilizante, demonstrar
que o produto atua, isolada ou cumulativamente, no Por fim, respondendo à pergunta no título deste
crescimento, na ontogenia, em variáveis bioquímicas e na texto, a diferença entre biofertilizante e bioestimulante
resposta a estresses abióticos, elevando a produtividade é que o primeiro é encontrado na legislação brasileira
da cultura”. Define também que, “tratando-se de referindo-se a produto natural bioativo com efeito
biofertilizante, sendo este obtido por hidrólise não estimulante, enquanto o segundo é um termo genérico,
enzimática, o teor do nutriente relativo ao elemento mais relacionado a um agroquímico na literatura científica
químico do agente hidrolítico (por exemplo o K no KOH ou brasileira e a fontes naturais com efeito estimulante
o Mg no Mg(OH)2) constante no produto deve ser incluído na literatura científica internacional. Fica o desafio em
como testemunha positiva da pesquisa, permitindo isolar esclarecer ao agricultor.
inequivocamente o efeito ou ação estimulante da fração
orgânica do produto nas culturas testadas”.

Referências

BRASIL. Decreto 4.954 de 14 de janeiro de 2004. MAPA – Disponível do?method=consultarLegislacaoFederal. Acessado em: 24/08/2017.
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BRASIL. Instrução Normativa 06 de 14 de março de 10 de março 2016 –
do?method=consultarLegislacaoFederal. Acessado em: 24/08/2017.
Disponível em: <https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=317445>Acessado
BRASIL. Instrução Normativa 64 de 18 de dezembro de 2008. MAPA – em 24/08/2017.
Disponível em:http://sistemasweb.agricultura.gov.br/sislegis/action/detalhaAto.
Du Jardin, P. Plant biostimulants: definition, concept, main categories and
do?method=consultarLegislacaoFederal. Acessado em: 24/08/2017.
regulation. SciHort 196:3–14. 2015.
BRASIL. Instrução Normativa 25 de 23 de julho de 2009. MAPA – Disponível em:
Vieira, E.L. Ação de bioestimulante na germinação de sementes, vigor de
<http://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=78910>. Acessado em: 24/08/2017.
plântulas, crescimento radicular e produtividade de soja (Glycinemax L. Merrill),
BRASIL. Decreto 8.059 de 26 de julho de 2013. MAPA – Disponível feijoeiro (Phaseolusvulgaris L.) e arroz (Oryza sativa L.). Tese de Doutorado.
em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/sislegis/action/detalhaAto. Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Piracicaba. 2001. 122p.

IV edição • 2018 • 33
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Fernando C. Oliveira
Engenheiro agrônomo graduado pela Faculdade de Ciências
Agrárias e Veterinárias da UNESP em Jaboticabal, SP. Mestre e Doutor em
Fernanda Latanze M.
Solos e Nutrição de Plantas pela USP/ESALQ. Membro Titular do Conselho
Deliberativo da ABISOLO – Gestão 2018/2019. Rodrigues
Engenheira agrônoma graduada pela Faculdade de Ciências Agronômicas
da UNESP em Botucatu, SP. Mestre em Ciências pelo Cena/USP e Doutora
em Solos e Nutrição de Plantas pela USP/ESALQ. Consultora Técnica da
ABISOLO.

ECONOMIA CIRCULAR
“UMA ABORDAGEM PARA OS FERTILIZANTES ORGÂNICOS E
CONDICIONADORES DE SOLO”

A Organização das Nações Unidas, em “Perspectivas demanda 1,7 vez a capacidade do planeta, se fossem
da População Mundial – Revisão de 2017”, estima que atendidas suas necessidades plenas. Relevante observar
até 2050 sejamos 9,8 bilhões de habitantes no planeta ainda que aproximadamente 70% das pessoas, num futuro
Terra. Dessa forma, grandes desafios à humanidade próximo, deverão viver em centros urbanos, contribuindo
se apresentam, já que a busca incessante pela para a redução da força de trabalho no campo e, com isso,
sustentabilidade, o combate à pobreza e a preservação aumentando ainda mais a importância do agronegócio na
do planeta contrastam fortemente com a crescente produção e abastecimento de alimentos.
demanda por alimentos, água, energia, insumos e
produtos diversos. Em que pese faltarem apenas 32 anos Para tanto, aumentar a produção e oferta de
para consumação deste cenário, hoje, a humanidade já alimentos passa necessariamente por duas vias bem

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conhecidas, ou seja, pelo aumento de áreas cultivadas, “VII – destinação final ambientalmente adequada:
pelo aumento da produtividade dessas áreas ou ainda destinação de resíduos que inclui a reutilização,
pela combinação dessas vias, sendo a segunda a mais a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o
promissora e tangível. aproveitamento energético ou outras destinações
admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do
Além disso, ganhos significativos na produtividade SNVS e do Suasa, entre elas a disposição final, observando
das culturas são alcançados com o emprego de normas operacionais específicas de modo a evitar danos
tecnologias de ponta, as quais incluem mecanização ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os
e automação, recursos genéticos e biotecnológicos, impactos ambientais adversos,
defesa fitossanitária, irrigação e drenagem, eficientes
técnicas no manejo dos solos, sobretudo no que tange VIII – disposição final ambientalmente adequada:
aos seus teores de matéria orgânica, e um eficiente uso distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando
de tecnologias de nutrição vegetal. Sabe-se que o uso de normas operacionais específicas de modo a evitar danos
fertilizantes pode representar até 25% dos investimentos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os
de implantação e/ou manutenção das lavouras, dessa impactos ambientais adversos,”
forma, produtos de qualidade e técnicas adequadas
para promover a nutrição vegetal são essenciais para o Destaca-se também o seu Art. 9°
aumento da produtividade.

“Art. 9º – Na gestão e gerenciamento de resíduos


Por sua vez, os condicionadores de solos, sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de
fertilizantes orgânicos compostos e fertilizantes prioridade: não geração, redução, reutilização,
organominerais contribuem significativamente para reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição
o aumento da produtividade das lavouras, trazendo final ambientalmente adequada dos rejeitos.”
ganhos econômicos e ambientais. Eles cumprem a
nobre função de fornecer matéria orgânica aos nossos A tecnologia da Compostagem é reconhecidamente
solos tropicais, repondo as perdas naturais do cultivo, capaz de transformar as características dos resíduos
aumentando a atividade microbiana nesses solos, sólidos orgânicos, sejam eles de origem agropecuária,
suprimindo a atividade de organismos fitopatógenos, urbana, agroindustrial ou industrial, em um produto
fornecendo macro e micronutrientes, mas, sobretudo, orgânico, com propriedades de condicionador de
aumentando a eficiência agronômica dos fertilizantes solos e/ou fertilizante para uso seguro na agricultura.
minerais fosfatados e potássicos oriundos de recursos A Compostagem de resíduos é, antes de tudo, uma
naturais finitos. Não menos importantes são os aspectos importante atividade de tratamento de resíduos sólidos
ambientais envolvidos na produção e uso desses orgânicos, capaz de transformar suas propriedades
produtos, já que, em sua maioria, eles são produzidos a físico-químicas, estabilizar a carga orgânica, higienizá-los,
partir do tratamento de resíduos sólidos das mais diversas reduzir massa e volume, tornando-os seguros para uso
atividades antrópicas, incluindo atividades agropecuárias, visando à reciclagem de nutrientes e da matéria orgânica
agroindustriais, industriais e de saneamento urbano. estabilizada.

Neste contexto, é primordial citar a Lei Federal no Nesse caso, a atividade de tratamento dos resíduos
12.305 de 02/08/2010, que institui a Política Nacional de pela técnica da compostagem ainda gera empregos,
Resíduos Sólidos (PNRS), dispõe sobre seus princípios, riquezas, traz grandes benefícios ao ambiente e pode
objetivos e instrumentos, bem como as diretrizes, a resultar em excelentes insumos para a agricultura,
gestão integrada e o gerenciamento dos resíduos sólidos. perfazendo um emblemático exemplo da chamada
Entre suas definições, duas devem ser destacadas: Economia Circular ou economia restaurativa por

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• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

natureza, que tem como foco atuar na reutilização a cadeia produtiva de alimentos como fertilizantes, sejam
ou transformação de resíduos em novos produtos, orgânicos ou organominerais, por meio da interligação
evitando passivos ambientais e apontando caminhos da rede de negócios na transformação desses materiais
economicamente sustentáveis para os graves problemas e gerando novos fluxos de receita.
oriundos da concentração de substâncias em toda a
cadeia de produção de alimentos, concentrações em Daí a produção de insumos orgânicos para agricultura,
centros urbanos e parte significativa da geração de advindos de práticas inseridas no conceito da Economia
resíduos oriundos da atividade antrópica. Circular, constitui um novo paradigma para o futuro em
contraste com o modelo linear vigente. Essa abordagem
Assim, a combinação da PNRS com o conceito de aplicada à Compostagem de resíduos e obtenção
Economia Circular forma um ciclo positivo e contínuo de de insumos orgânicos para a agricultura sustentável
desenvolvimento, pelo qual são preservados e aprimorados certamente abrilhantará grandes oportunidades de
o capital natural, a geração de recursos e a minimização negócios para determinados segmentos da indústria
de riscos sistêmicos que racionalizam a exploração de brasileira de tecnologia para nutrição vegetal e em
estoques finitos e aqueles de fluxos renováveis. Esses perfeita consonância com as imposições legais e os
conceitos atribuem forte apelo de sustentabilidade apelos ambientais para a sustentabilidade.
ao segmento produtor de condicionadores de solos,
fertilizantes orgânicos compostos e organominerais, Desse modo, este novo paradigma de sustentabilidade
interligando magistralmente os aspectos econômicos, abre excelentes perspectivas ao crescimento das
sociais e ambientais. empresas, solucionando grandes questões na gestão
dos resíduos, aumento na produtividade agrícola e,
Importante ressaltar que a Economia Circular, ao consequentemente, do agronegócio. Dessa forma, o
determinar a possibilidade de criação de produtos de grande desafio para todos os atores – governo, empresas
ciclos múltiplos de uso, reduz a dependência em recursos e consumidores – está em estimular a mudança de
naturais ao mesmo tempo em que elimina o desperdício. atitude por meio do estabelecimento de políticas de
Produtos oriundos desse modelo econômico são Estado, pesquisas científicas, divulgação e transparência
elaborados para circular de modo eficiente, com materiais na relação com os consumidores, todos direcionados e
biológicos, no caso de resíduos sólidos orgânicos em sintonia com os princípios da Economia Circular.
urbanos, industriais e agropecuários, que retornam para

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Fernando C. Oliveira
Engenheiro Agrônomo graduado pela Faculdade de Ciências
Agrárias e Veterinárias da UNESP em Jaboticabal, SP. Mestre e Doutor em
Elke JBN Cardoso
Solos e Nutrição de Plantas pela USP/ESALQ. Membro Titular do Conselho
Professora Sênior da ESALQ/USP na área de Microbiologia
Deliberativo da ABISOLO – Gestão 2018/2019.
e Biotecnologia do Solo. Formação: Agrônoma, Ph.D. na Ohio State
University (USA) e Pós Doutorado na Universidade de Göttingen
(Alemanha).

FERTILIZANTES ORGÂNICOS COMPOSTOS,


CONDICIONADORES DE SOLO E ESTERCOS

“MAIOR SUSTENTABILIDADE À LUZ DA MICROBIOLOGIA DO SOLO”

Os estercos gerados na criação de animais tema nos parece de relevante importância quando nos
confinados, sobretudo as chamadas “camas de aviário”, atentamos para as imensas quantidades geradas e a
e aqueles gerados em granjas de aves poedeiras impõem ampla distribuição das unidades geradoras em toda a
concorrência ao segmento fabricante de fertilizantes região centro e sul do Brasil. De acordo com o Diagnóstico
orgânicos compostos e condicionadores de solo. Em dos Resíduos Orgânicos do Setor Agrossilvopastoril e
que pese o fato de a comercialização destes resíduos ser Agroindústrias Associadas, publicado pelo Instituto de
dispensada de registro pelo Ministério da Agricultura, Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA, 2012), o Brasil gera,
Pecuária e Abastecimento (MAPA), desde que não anualmente, 16,2 milhões de toneladas de dejetos da
seja objeto de qualquer processo de industrialização, criação de frangos de corte, sendo que, deste total, 94%
conforme estabelece o Artigo 18 do Decreto n° 4.954 se concentram nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul
de 14/01/2004, é notório que não existe controle deste de nosso país. Quanto aos dejetos de aves poedeiras,
mercado pelos órgãos de governo. No entanto, este o IPEA aponta para 11,7 milhões de toneladas anuais,

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• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

sendo que 76% se concentram nas regiões Centro-Oeste, orgânica de qualidade, bioestabilizada e humificada, a fim
Sudeste e Sul do Brasil. de fazer diferença no solo, sobretudo pela sua persistência
no sistema solo-planta e a sua aptidão para proporcionar
Diante deste contexto, um dos questionamentos amplos e conhecidos efeitos, ou seja, aumentar a CTC do
mais comuns feitos pelos agricultores aos técnicos solo, a capacidade de retenção de água, sua atividade
das empresas produtoras de fertilizantes orgânicos biológica, além de fornecer e aumentar a eficiência no
e condicionadores de solo é o porquê de se usar um aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.
fertilizante ou condicionador obtido de um processo
de compostagem de resíduos ao invés de se usar os Neste particular, é fundamental esclarecer ao
resíduos diretamente, no caso os referidos estercos, agricultor que a matéria orgânica dos estercos aqui
sendo que, por vezes, estes resíduos apresentam preços referenciados, essencialmente os estercos das aves, é
mais atrativos. extremamente lábil e por isso rapidamente biodegradada
no solo, sem, portanto, nenhuma persistência no
A resposta não é simples e nem direta e requer uma ambiente e com baixa eficiência sobre as propriedades do
ampla abordagem para que sejam contemplados todos solo. Aliás, por vezes, podem ser observadas reduções nos
os aspectos relevantes ao assunto. O primeiro aspecto teores originais de matéria orgânica do solo tratado com
a ser abordado é quanto à segurança sanitária dos estes estercos em razão de um fenômeno amplamente
referidos produtos. Independentemente das matérias- conhecido pela ciência que é o chamado “efeito priming”.
primas utilizadas e da Classe do produto, quaisquer Ele ocorre quando um solo tem sua atividade biológica
que sejam os fertilizantes orgânicos compostos ou intensificada por matéria orgânica facilmente degradável
condicionadores de solo, eles são objetos de rigoroso e, com isso, tem-se uma rápida multiplicação dos
controle de qualidade sanitária, sendo obrigatório o microrganismos, o que acaba por consumir também a
atendimento ao disposto na Instrução Normativa no matéria orgânica “nativa” do solo.
07 de 12/04/2016 do MAPA. Não menos importante é a
valoração dada pelas imposições legais às garantias do Em contraposição, pesquisas recentes vêm
produto, sobretudo quanto à sua qualidade física e físico- demonstrando que a compostagem de materiais orgânicos
química, intensamente fiscalizadas pelo MAPA. Estes aumenta significantemente seu teor proporcional em
são, sem dúvida, importantes contrapontos aos estercos carbono, ou seja, em matéria orgânica. Ademais, ocorre
que, apesar da obrigatoriedade de comercialização profunda transformação química dessa matéria orgânica,
direta entre gerador e consumidor (agricultor) ou como tornando-a de difícil degradação, resultando em material
matéria-prima para uma indústria, não raros são relatos de longa permanência no solo, ensejando todos aqueles
de flagrantes de adulteração pela adição de areia, além efeitos supracitados, produzindo um solo com alta
da presença de fragmentos de materiais inertes como qualidade e com saúde biológica, apresentando grande
pedras, metais e até vidros. resiliência aos fatores impactantes, com maior fertilidade
e produtividade.
Cumpre-nos reconhecer as atrativas concentrações
de NPK nestes resíduos, principalmente aqueles gerados Isto posto, é plausível afirmar ao produtor que, ao
na criação de aves, mas é importante esclarecer ao comprar “cama de aviário” e estercos de aves poedeiras
agricultor que o segmento legalmente estabelecido como fonte de NPK, ele pode estar pagando um preço
para produção de fertilizantes orgânicos compostos justo, mas é certo que, ao comprar estes resíduos
e condicionadores de solo não tem como propósito como fertilizante orgânico ou condicionador de solo,
principal entregar NPK. A comparação por este critério é seguramente estará pagando pela matéria orgânica que
completamente equivocada! O que o segmento entrega, não leva!
por meio de seus produtos, antes de tudo, é matéria

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TENDÊNCIAS ATUAIS DE
FERTILIZANTES ESPECIAIS

“TECNOLOGIA AGREGADA NA
PERSPECTIVA DA FISIOLOGIA VEGETAL”

José Lavres
Junior
Professor Doutor. Engenheiro Agrônomo (ESALQ/USP), Mestrado
( ESALQ/USP), Doutorado (CENA/USP) e Pós-doutorado (CENA/USP).
Universidade de São Paulo (USP) – Centro de Energia Nuclear na
Agricultura (CENA). Divisão de Produtividade Agroindustrial e de Alimentos.

Antes de iniciar o difícil e desafiador vislumbre em Não há novidade, portanto, quanto o aspecto positivo
descrever as tendências atuais do uso de fertilizantes do uso de fertilizantes e suprimento de nutrientes
especiais (e de tecnologia agregada), numa perspectiva no crescimento vegetal, produtividade das culturas e
de fisiologia nutricional de plantas, é necessário recorrer qualidade do produto agrícola. Todavia, os fenômenos
prementemente às seguintes assertivas: I) “não existe e mecanismos que aumentam a eficiência agronômica e
semente milagrosa sem o uso de fertilizantes” (Perry fisiológica dos fertilizantes ainda merecem mais destaque
R. Stout, ± 1970), II) “cerca de 50% no aumento do e entendimento. Atualmente, há diversos estudos que
rendimento das colheitas em todo o mundo durante o buscam identificar fatores que afetam a eficiência desses
século XX foi devido à aplicação de fertilizantes” (Borlaug fertilizantes, tais como natureza físico-química dos
e Dowswell, 1994), III) “Planta sadia/normal/produtiva é produtos, fatores relativos ao tipo de solo, qualidade da
aquela que apresenta no seu tecido todos os nutrientes matéria orgânica, variação da demanda nutricional intra e
em quantidades e proporções não limitantes para o interespecífica e a integração com a fertilidade biológica.
crescimento, desenvolvimento e a produção, em todas Os resultados provenientes dessas investigações
as fases do ciclo fenológico” (Malavolta, 2006) e IV) “Os contribuirão para a inovação e aprimoramento de fontes e
adubos são o meio mais rápido, mais barato e maior de tipos de fertilizantes para o adequado manejo nutricional
que se dispõe para aumentar a produção de alimentos e das culturas e tomadas de decisão, com maximização das
fibras e, ao que parece, de se obter energia para diversos eficiências agronômicas e no uso do nutriente.
fins” (Malavolta, 1980). Portanto, a partir deste silogismo,
é evidente concluir que não é possível garantir sanidade e O desenvolvimento de fontes de nutrientes
nutrição vegetal adequada, produção de alimentos, fibra conjugados a hormônios vegetais, ou a outros
e energia – para sustentar a demanda mundial – sem a compostos orgânicos que podem incrementar a
utilização de fertilizantes. abundância de grupos funcionais de microrganismos
que exercem interação com os vegetais, torna-se cada

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• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

vez mais comum. Adicionalmente, o aprimoramento de épocas de demanda e forma de aplicação, possibilitará
nanofertilizantes com as mais variadas propriedades otimização dos processos metabólicos, fisiológicos de
físico-químicas e biológicas começa a conquistar desenvolvimento vegetal, fotossíntese e resistência a
mais atenção do setor industrial e curiosidade dos pragas e doenças, traduzindo-se em maior eficiência
agricultores/consumidores em escala global. Assim, o agronômica, com reflexos na qualidade do produto
uso de novas fontes de nutrientes (fertilizantes especiais), agrícola, nos rendimentos produtivos desejados, com
contudo fundamentado no amplo e consolidado maior responsabilidade ambiental.
conhecimento das quantidades e proporções adequadas,

USO DA AGRICULTURA
DE PRECISÃO

“UMA FERRAMENTA PARA OTIMIZAR


O SISTEMA DE PRODUÇÃO”

J.P. Molin
Graduado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de
Pelotas, com mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual
de Campinas e PhD em Engenharia Agrícola - University of Nebraska.
.Laboratório de Agricultura de Precisão. Departamento de Engenharia de
Biossistemas ESALQ/USP.

O fato de que as culturas não apresentam o mesmo o termo “agricultura de precisão” (AP) para congregar isso
desempenho de forma uniforme nas lavouras sempre foi e muito mais.
observado, mas foi no final dos anos 1980 que finalmente
isso se tornou um dos novos focos da agricultura. O tema central da AP foi e continua sendo a
Combinado com o surgimento de algumas tecnologias variabilidade espacial intrínseca, com seus inúmeros
– como o GPS (Global Position System) – e a evolução causadores que se manifestam mais ou menos
acelerada de outras, da computação e da automação, o em diferentes culturas, mas em todas as lavouras.
tema evoluiu e envolveu setores da indústria que ainda Inicialmente a visão ainda simplista de algo tão complexo
não atuavam na agricultura. Foi assim que em 1990 surgia direcionava esforços nas tentativas de se uniformizar

40
tanto quanto possível os fatores de produção. Foi assim que a visão era obviamente mais simples e com mais
que se desenvolveu uma série de procedimentos e de fatores controlados. Os usuários tomam como base
técnicas para diagnosticar e modelar a variabilidade recomendações que precisam ser revistas, mas, mais do
dos atributos da fertilidade do solo para daí proceder a que isso, precisam ser espacializadas. Se a lavoura não é
aplicação de insumos em doses espacialmente variadas, uniforme e ao menos parte dos fatores de produção não
visando à sua uniformização. No entanto, a resposta é técnica ou economicamente propensa à intervenção
das culturas continua variável, demonstrando que os (vide o velho exemplo da textura do solo), por que é que
fatores de produção, de fato, são muitos e que formam usamos regras únicas para toda a lavoura para gerar
um complexo desafiador a ser gerenciado de forma mais mapas de aplicação em doses variadas?
acurada. Os serviços oferecidos pelo mercado, e mesmo
as pesquisas que buscam mostrar os benefícios dessas Observa-se um grande movimento – que já se
práticas, nem sempre alcançam os resultados esperados aproxima rapidamente de nós – que tem como missão
e assim o próprio mercado tem dificuldades para se viabilizar o que podemos denominar de experimentação
expandir em algo aparentemente tão óbvio. na fazenda ou algo do gênero. Teremos que intensificar
aquilo que antigamente era de incumbência “dos outros” e
Alguns trabalhos de investigação mais elaborados trazer para dentro das propriedades a experimentação em
evidenciam que um dos grandes gargalos dessas técnicas busca dos detalhes e do ajuste fino nas recomendações,
está exatamente nas premissas e nos parâmetros para sejam elas quais forem. As ferramentas são aquelas da AP,
as interpretações e recomendações. Boa parte das de máquinas com tecnologias embarcadas e colhedoras
nossas fontes para tal foi gerada em um tempo em com monitor de colheita para a colheita de experimentos

Tradecorp.
Produtor e lavoura
livres dos estresses.

A Tradecorp desenvolve estratégias fisiológicas nutricionais com alta tecnologia para reduzir os fatores que
impactam o potencial produtivo das lavouras. Tradecorp: fisiologia e nutrição - alívio dos estresses.
www.tradecorp.com.br
IV edição • 2018 • 41
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

em faixas, sempre explorando as diferentes regiões do nutrientes disponíveis no solo ou presentes nas plantas.
talhão e, assim, certamente teremos maior precisão e Como a agricultura não é uma ciência autossuficiente,
resultados mais impactantes. precisamos de muita contribuição externa, pois o
conhecimento útil para nós pode estar disponível em
Temos muito para evoluir e também necessitaremos outras atividades econômicas. As ferramentas para se
de mais tecnologia nos próprios diagnósticos, fazer a agricultura com mais precisão ainda não estão
especialmente naqueles que medem os teores de plenamente disponíveis, portanto ainda temos muitas
oportunidades para avançar.

SUBSTÂNCIAS HÚMICAS
E O ESTRESSE HÍDRICO

“O QUE ACONTECE NO RIO HOJE É UM


SINAL DO QUE VEM POR AÍ”
(S.C. BAVA, LE MONDE DIPLOMATIQUE, DEZ 2017)

Luciano P.Canellas e
Natália de O. Aguiar
Graduação em Agronomia, mestrado em Agronomia (Ciências do Solo)
pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1995) e doutorado em
Agronomia (Ciências do Solo). Laboratório de Agricultura de Precisão.
epartamento de Engenharia de Biossistemas ESALQ/USP.

A falta de chuvas regulares e a maior frequência de Janeiro, entraram em estado de calamidade devido à
veranicos (período de estiagem, acompanhado por calor, severidade da falta de água nos últimos três anos, pois a
forte insolação e baixa umidade relativa em plena estação precipitação foi muito abaixo de 1000 mm, com impactos
chuvosa) têm afetado, significativamente, a produção visíveis aos produtores rurais. Como resultado, as perdas
agrícola em regiões onde normalmente chovia bem. De atingiram mais de 300 milhões de reais, tendo em vista
fato, a frequência do número de eventos de seca aumentou que a estiagem prolongada provocou a morte de 10 mil
na primeira década dos anos 2000 em comparação com cabeças de gado e queda estimada de 20% na produção
a anterior . O Norte e o Noroeste do Estado do Rio de
1
de leite.

42
Os efeitos da falta de água não se restringem redução da produção vegetal (Azevedo & Lea, 2011).
somente à interferência nos fenômenos fisiológicos das
plantas, entre eles a redução na absorção de nutrientes Nesse sentido, cultivares mais resistentes à seca e
e a diminuição do crescimento. As plantas ficam mais mais econômicas no uso de água, manejo adequado de
suscetíveis aos ataques de pragas e doenças que, por solos para preservação de umidade e uso racional da
sua vez, reduzem drasticamente o potencial produtivo. irrigação são estratégias que visam minimizar os efeitos
O déficit de água já é considerado o principal fator de da restrição hídrica em escala localizada na fazenda.

SUBSTÂNCIAS HÚMICAS E A FALTA D’ÁGUA NO SOLO


As substâncias húmicas constituem a maior parte da solo-planta e, por conseguinte, na atenuação dos efeitos
matéria orgânica do solo. Além disso, influenciam quase da seca. Mas o que tem chamado a atenção ultimamente
todas as reações químicas e processos físicos e biológicos de muitos agricultores e pesquisadores são os efeitos
que acontecem no solo, incluindo o armazenamento da das substâncias húmicas na recuperação de sintomas de
água. Ao promoverem a estrutura do solo, condicionam estresse hídrico quando aplicadas diretamente sobre as
macro e microporose, e consequentemente a retenção plantas.
de água. Tem, portanto, papel fundamental na relação

EFEITO DA SECA NAS PLANTAS


As mudanças fisiológicas3 mais comuns relacionadas mutações no DNA, respectivamente. A peroxidação
ao estresse hídrico incluem a diminuição do conteúdo de lipídeos é mediada pelos radicais superóxido (O2-),
de água na folha e o fechamento dos estômatos. peróxido de hidrogênio (H2O2) e o singleto de oxigênio
Ambos os eventos limitam a disponibilidade de CO2 (1O2) que atacam prontamente ácidos graxos insaturados
conduzindo à produção de radicais livres e ao aumento produzindo hidroperóxidos de lipídeos e radicais RO° e
da atividade catalítica do glicolato nos peroxissomos e ROO° que iniciam uma cadeia de reações em membranas
da fotorrespiração. Uma das principais consequências celulares, modificando e rompendo a estrutura dos
diretas do estresse hídrico nas plantas é, portanto, componentes, desorganizando as membranas e, por fim,
o aumento da concentração de espécies reativas de comprometendo a sua integridade e todos os processos
oxigênio (ERO) que promovem o estresse oxidativo. As ERO relacionados à absorção de água, nutrientes e trocas
atacam lipídeos, proteínas e ácidos nucléicos, resultando gasosas.
em peroxidação de lipídeos, desnaturação proteica e

SUBSTÂNCIAS HÚMICAS E O ESTRESSE HÍDRICO


As plantas desenvolveram alguns mecanismos de verificaram a menor peroxidação de lipídeos de folhas
defesa contra as ERO. A produção de enzimas antioxidantes e raízes comparada com as plantas-controle. As plantas
e o ajustamento osmótico estão entre eles. Enzimas submetidas ao estresse hídrico e tratadas com ácidos
antioxidantes como a superóxido dismutase, catalase e húmicos apresentaram níveis normais de ácido abscísico,
glutationaperoxidase minimizam a concentração celular indicando uma resposta independente da sinalização
de ERO nas células. Já foi relatado o efeito de substâncias desse hormônio, amplamente reconhecido como o
húmicas na ativação das enzimas antioxidantes hormônio do estresse. Os autores associaram a mitigação
(Cordeiro et al., 2001). García e colaboradores (2016) dos sintomas de estresse ao aumento da expressão de
aplicaram ácidos húmicos em plântulas de arroz e transportadores de água no tonoplasto (aquaporinas),

IV edição • 2018 • 43
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

abrindo uma nova perspectiva para o aumento da do extrato foliar. Foi notado o aumento de compostos
eficiência do uso de substâncias húmicas na mitigação do aromáticos na folha. Em feijão preto, a coinoculação de
estresse hídrico. microrganismos fixadores de nitrogênio atmosférico e
promotores de crescimento vegetal junto com ácidos
Dois estudos sobre a melhoria na recuperação húmicos resultou em maior conteúdo relativo de água
dos efeitos causados pela seca nas plantas pela na folha, no aumento da taxa fotossintética líquida e na
aplicação de ácidos húmicos foram conduzidos no condutância estomática. Em ambos os experimentos
Núcleo de Desenvolvimento de Insumos Biológicos a recuperação do estresse hídrico foi mais rápida nas
para a Agricultura da Universidade Estadual do Norte plantas tratadas com ácidos húmicos em relação às
Fluminense Darcy Ribeiro. Um com cana-de-açúcar e plantas-controle.
outro com feijão preto (Aguiar et al., 2016 e da Piedade
Melo et al., 2017, respectivamente). As plantas de cana- A proteção contra o estresse hídrico e a mitigação do
de-açúcar foram tratadas com ácidos húmicos e depois seu efeito em plantas tratadas com substâncias húmicas
de 45 dias foram submetidas durante uma semana a têm um potencial enorme. Se, por um lado, os estudos
forte restrição de água (até próximo do ponto de murcha de laboratório já indicam os principais mecanismos
permanente no solo). Depois desse período, o regime de envolvidos, por outro, algumas questões básicas ainda
umidade foi normalizado e, dois dias depois, as plantas precisam ser mais bem apreciadas. Entre elas a melhor
foram coletadas e analisadas. Foram observados, nas época e dose para que se tenha essa resposta observada
plantas tratadas com ácidos húmicos, tanto o efeito em laboratório no campo. A experimentação agrícola
significativo na estimulação da superóxido dismutase, clássica com os muitos e diversos materiais húmicos
catalase e peroxidase do ascorbato como uma intensa disponíveis no mercado deverá atender brevemente a
(e significativa) modificação metabólica analisada pela estas questões, ampliando o uso das substâncias húmicas
técnica de ressonância magnética nuclear ( H RMN) 1
na mitigação dos efeitos da seca.

Notas
Entre 1991 e 1999 foram registrados, oficialmente, quase 500 eventos de
1
Fonte: Estação Meteorológica da UFFRJ. Os dados podem ser visualizados em:
seca no Brasil, enquanto que entre os anos 2000 e 2010 esse número dobrou, http://campuscg.ufrrj.br/precipitacao-pluviometrica/ (acesso em dezembro
com ocorrência de mais de 1200 eventos de seca. Fonte: http://www.ceped. de 2017)
ufsc.br/seca-e-estiagem-no-brasil-conheca-os-dados-ate-2012/ (acesso em
dezembro de 2017)
3
Sobre os efeitos do estresse hídrico (e outros) nas plantas e seus mecanismos
de defesa recomenda-se ver os trabalhos do Prof. Ricardo Azevedo da Esalq
Em 2014, 2015 e 2016 as chuvas acumuladas em Campos dos Goytacazes,
2
e do Prof. Leonardo Médici da UFRRJ, de onde foi compilada essa parte do
Norte do Rio de Janeiro, foram de 558, 725 e 767 mm, respectivamente. texto.

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44
TECNOLOGIA NA
APLICAÇÃO DE
FERTILIZANTES

“COM MAIS PRECISÃO,


MELHOR RESULTADO”

Prof. Dr. Marcelo da Costa Ferreira


Eng. Agr. Fabiano Griesang, doutorando
Depto. Fitossanidade – UNESP, Campus de Jaboticabal

A tecnologia de aplicação vem ganhando importância de folhas para que haja a absorção do nutriente, ou
significativa nos diversos momentos em que se deseja mesmo de aquiescência das plantas para que o nutriente
distribuir insumos para a produção agropecuária. No seja mais bem aproveitado e reflita positivamente na
conceito de agricultura de precisão, que considera a produtividade.
variabilidade espacial nas áreas de cultivo, cresce a
importância do conhecimento e uso das tecnologias mais Independentemente da aplicação do fertilizante se
adequadas para a aplicação correta do insumo quando dar no estado sólido ou líquido, o importante é respeitar
necessário, na quantidade correta, de forma econômica a necessidade da dosagem em cada ponto de aplicação.
e para a melhor resposta do cultivo. Para a obtenção de
informações sobre as demandas de fertilizantes, já existe Nesse sentido, os equipamentos aplicadores têm
um aparato bem conhecido e desenvolvido que vai desde evoluído sistematicamente e já são capazes de realizar as
o estabelecimento de grides georreferenciados para aplicações em taxas variadas dos fertilizantes, e por isso
coleta de amostras, à análise laboratorial dos materiais. é imprescindível que se receba a informação adequada,
Estas informações servem de base para as indicações da provida por uma boa amostragem.
dosagem necessária em cada ponto da área.

Para equipamentos aplicadores de sólidos, os


Além disso, informações sobre as condições fabricantes se utilizam de diversas tecnologias, tanto para
meteorológicas também são importantes para a a aplicação a lanço quanto em faixas ou localizadas. Para
orientação de aplicações, uma vez que podem interferir estas, há instrumentação capaz de distribuir quantidades
na absorção e aproveitamento dos nutrientes, sobretudo compatíveis com as necessidades.
no caso de Fertilizantes via aplicação foliar, que podem
depender de um período mínimo de molhamento

IV edição • 2018 • 45
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Para a aplicação dos fertilizantes no estado líquido Com isso, naturalmente a resposta do cultivo à fertilização
em taxa variável, também já existem equipamentos estará comprometida, além do risco de contaminação de
disponíveis. Entretanto, esta prática não tem sido áreas vizinhas.
muito utilizada devido às aplicações dos fertilizantes
geralmente ocorrerem associadas à aplicação de Para a aplicação de fertilizantes por via líquida,
produtos fitossanitários, que normalmente são fixadas a o risco de perdas se agrava. Considerando que os
uma única taxa de aplicação. fertilizantes foliares são geralmente aplicados em
conjunto com formulações de produtos fitossanitários,
Considerando as boas práticas agrícolas, o importante alguns cuidados devem ser tomados para que se
para qualquer prática operacional – com maior ou menor mantenha a sua efetividade. Estes cuidados vão desde
uso de tecnologias sofisticadas – é permitir variações o preparo da calda – quando se deve respeitar a ordem
da aplicação em tempo real. Visando à obtenção dos de adição dos produtos ao tanque, de modo a evitar a
resultados esperados, alguns passos devem ser seguidos, incompatibilidade físico-química entre os produtos – até
iniciando-se pela informação adequada da variabilidade a concentração destes produtos em relação à água, tal
e da demanda de nutrientes nos pontos amostrados. que a calda fique homogênea para a aplicação e não
Definida a forma de aplicação, a seleção do fertilizante apresente formação de aglomerados ou separação de
a ser aplicado deverá seguir critérios quanto a sua fases. Além disso, a existência de um bom sistema de
uniformidade e estabilidade, para se terem confiança uniformização nos reservatórios dos equipamentos
e controle durante o processo de aplicação. Para isso, utilizados para preparação, transporte e aplicação das
o equipamento utilizado deverá ser capaz de distribuir caldas é indispensável para manter a concentração
a dosagem do fertilizante conforme o desejado, sendo constante, desde o momento do preparo até o fim da
cuidadosamente calibrado para entregar o que se espera aplicação.
em cada tempo e local. Por fim, um bom sistema de
monitoramento da aplicação, com o acompanhamento Apesar de todas as cautelas, falhas na aplicação de
em tempo real, traz a segurança de que a operação está fertilizantes líquidos têm sido constantemente relatadas
ocorrendo conforme o planejado. no campo. Uma das ocorrências mais frequentes é o
entupimento de filtros e bicos dos aplicadores. Isso
No entanto, é importante realizar um planejamento possivelmente se deve à instabilidade da calda nos
prévio de como será a aplicação. A elaboração de tanques, o que faz com que o produto se aglomere nos
procedimentos operacionais internos, com o treinamento pontos de filtragem a ponto de impedir a passagem da
do pessoal envolvido, pode trazer grandes incrementos calda. Vale ressaltar que, nesta situação, a concentração
de produtividade no processo. Assim, desde a etapa da calda está muito heterogênea e, mesmo que a
de estocagem de um produto, a verificação prévia da proporção de produto adicionado no tanque esteja no
meteorologia para o dia da aplicação, a preparação da índice esperado, a quantidade que de fato está sendo
equipe, o carregamento do equipamento aplicador e a aplicada possivelmente esteja ora sendo mais, ora
sua calibração, até a aplicação propriamente dita, tudo sendo menos que a desejada. Isso se agrava quando o
isso deve seguir um planejamento logístico e gerencial. produto realmente entope o filtro. Nesta situação, boa
parte da calda que saiu do equipamento até o momento
Tanto as aplicações de sólidos quanto de líquidos da “limpeza” carregou uma quantidade de produto
estão sujeitas às perdas de naturezas diversas. Durante diferente da concentração esperada. No processo de
o processo de aplicação, a ocorrência de ventos intensos, “limpeza” do filtro é retirada outra parcela do fertilizante,
por exemplo, pode deslocar as partículas de sua trajetória, comumente descartada, o que significa descartar o
carregando consigo parte do investimento no fertilizante produto que foi comprado com a finalidade de promover
e no processo de aplicação para fora da área de trabalho. o desenvolvimento da cultura.

46
Novamente se reforça a necessidade de adequações de aplicação via líquida, o mais comum é a utilização
no procedimento de aplicação para se manter a de papéis hidrossensíveis, que são amarelos e ficam
uniformidade da calda até o total esvaziamento do manchados de azul quando as gotas os interceptam por
tanque do pulverizador. ocasião da aplicação. Normalmente, as calibrações são
realizadas em menos de trinta minutos e os resultados
A regra para a elaboração desse procedimento obtidos podem implicar tanto na adequada distribuição
é semelhante ao próprio conceito da agricultura de dos produtos sobre a cultura, quanto na diminuição das
precisão. Ou seja, deve-se respeitar a variabilidade. Para perdas por deriva.
cada cultura, clima, qualidade de água e conjunto de
produtos a ser utilizado deverá haver uma combinação Neste último caso de perdas, é importante selecionar
adequada de procedimentos. Sendo assim, uma a ponta de pulverização e pressão de trabalho que
aplicação de fertilizantes na cultura da uva na Região produza gotas de tamanho adequado. Visando à aplicação
Sul do Brasil poderá requerer quantidades de água no específica de fertilizantes foliares, possivelmente as gotas
tanque e uma sequência de introdução do fertilizante e mais adequadas serão as classificadas como grossas
do produto fitossanitário, quanto for o caso, diferente a muito grossas, devido à natureza do fertilizante, que
de uma aplicação também para a cultura da uva, mas no geralmente é absorvido pela planta e entra em seu fluxo
Nordeste brasileiro. Pré-testes de misturas, em pequena fisiológico. Sendo assim, não é necessária uma cobertura
escala, podem evitar incompatibilidades causadas por tão rica, conseguida por gotas menores, que são as
erros na adição de produtos em tanques de grande mais suscetíveis à deriva e à evaporação. Entretanto,
capacidade volumétrica. Para tanto, podem ser usados novamente se reforça a variabilidade, sabendo-se que há
frascos transparentes para preparar as caldas nas produtos (formulações e nutrientes) menos móveis que
concentrações desejadas e observar, visualmente, se as requerem distribuição e cobertura mais ricas e, com isso,
caldas se mantêm estáveis. Caso não se mantenham, adequações no tamanho das gotas utilizadas.
deve-se alterar o procedimento de adição de água ou de
produtos até se verificar a situação de estabilidade. Para Portanto, para a seleção da forma de aplicação do
esta avaliação, deve-se lembrar de usar os equipamentos fertilizante, o fundamental será praticar a distribuição
de proteção individual apropriados. da quantidade necessária, de forma econômica, no
local desejado. Se assim praticada, o esperado é o bom
Para a calibração dos equipamentos, devem-se resultado em produtividade do cultivo, contribuindo para
considerar os métodos de amostragem. Nos casos o melhor retorno financeiro da atividade.

IV edição • 2018 • 47
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

NOVAS MATÉRIAS-PRIMAS
PARA MELHORIA DE
EFICIÊNCIA DOS PRODUTOS
“TENDÊNCIAS DOS FERTILIZANTES
TECNOLOGICAMENTE AVANÇADOS”

Marcos Y. Kamogawa
Professor Doutor. Química pela Universidade Estadual de Londrina
(1997), mestrado e doutorado em Química pela Ufscar. Universidade de
São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Departamento
de Ciências Exatas - Química

Parâmetros como custo, a disponibilidade de matéria- fertilizantes mais usados (i.e. ureia, MAP, DAP, KCl,
prima e a adequação à legislação ambiental têm catalisado etc.), entretanto estes serão acrescidos de espécies
mudanças na composição e funções dos fertilizantes na químicas que proporcionem o aumento da eficiência dos
agricultura moderna. O desenvolvimento de produtos produtos, destacando as matérias-primas derivadas de
tecnologicamente avançados está em destaque nas fontes naturais, como as quitosanas, alginatos, amidos,
principais empresas do segmento, respondendo à celuloses, ligninas, aminoácidos, substâncias húmicas e
demanda dos produtores por produtos mais eficientes. os biocarvões.

Atualmente, os produtos tecnologicamente Estes compostos possuem como características


avançados buscam o aumento da eficiência por meio de melhorar a eficiência dos fertilizantes, desempenhando
estratégias como: a eliminação ou minimização de fatores as funções já citadas, mas principalmente atuando
causadores da perda de eficiência, uso de espécies em sinergia com as propriedades microbiológicas do
químicas para aumentar o tempo de disponibilidade ou a solo. Matérias-primas que atuam no solo, melhorando
concentração do nutriente, e emprego de condicionadores conjuntamente as suas características inorgânicas e
que adaptam o ambiente químico apropriadamente à biológicas, terão destaque em cenários futuros.
absorção de nutrientes.
Uma tendência para os próximos anos será o
Neste cenário, muito provavelmente as fontes fornecimento dos macronutrientes e trientes em
primárias dos macronutrientes não mudarão, formas insolúveis, mas com partículas em tamanhos
permanecendo por mais alguns anos o uso dos nanométricos, os chamados nanofertilizantes. A vantagem

48
destes é dar maior biodisponibilidade para as partículas anos. A tendência de trabalhos publicados, que saltaram
de maiores dimensões e menor reatividade-mobilidade de pouco mais de 500 em 2008 (usando os termos de
no solo nas espécies solúveis. Os fosfatos com baixa indexação nano - food agriculture), para mais de 14.000
solubilidade (e.g. apatitas, fosfatos naturais), polímeros à em 2017, e totalizando atualmente acima de 70 mil, revela
base de ureia (e.g. ureia-formaldeído, poliamidas), óxidos uma emergente linha de pesquisa que pode influenciar
metálicos (e.g. ZnO, FeO, MnO) e compostos orgânicos os fertilizantes, defensivos e condicionadores.
(e.g. Biochar, substâncias húmicas) deverão fazer parte
da composição destes novos fertilizantes. Produtos que forneçam com eficiência os macro
e micronutrientes, utilizando ou não nanopartículas,
Estudos para definir os mecanismos de absorção e os com atuação no equilíbrio ou na seleção de espécies de
riscos ambientais e toxicológicos ainda são necessários, microrganismos benéficos às culturas, se destacaram
mas provavelmente serão elucidados nos próximos neste cenário de fertilizantes de eficiência aumentada.

IV edição • 2018 • 49
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

AGRONEGÓCIO
“OPORTUNIDADES PARA 2018”

Marcos Fava Neves


Professor Titular da FEA/USP, Campus de Ribeirão Preto. Professor Visitante
Internacional da Purdue University (EUA) e da Universidade de Buenos Aires.

Este artigo tem como objetivo trazer os números atingiram o incrível montante de US$ 1,23 trilhão ou, em
relevantes do agro no fechamento do ano de 2017 e valores de hoje, podemos estimar entre 5 e 10 trilhões
colocar minhas perspectivas para 2018, ou seja, em que de reais o total que entrou pelos nossos portos e subiu
números eu apostaria com base em projeções e leituras até as fronteiras com os países andinos, movimentando a
do mercado. Com isso, o leitor entra no meu raciocínio e economia e permitindo distribuição de renda e inclusão.
tem mais uma opinião para fazer seus planos e apostas
para o ano que começa. Entre os nossos compradores de 2017 destaca-
se a China, que representou 27,7%, seguida da União
Nas duas últimas décadas, quando boa parte do Europeia com 17,7%, EUA com 7%, Japão e Hong Kong
Brasil teve dificuldade no nosso principal objetivo, que com aproximadamente 2,5% cada. Os cinco maiores
é a geração de renda, o agro mostrou ser uma máquina compradores representam quase 60% do total e os cinco
azeitada na criação de recursos à nossa sociedade. maiores produtos (soja, carnes, cana-de-açúcar, florestais
Fechados os números de 2017, vale refletir sobre eles. e café) trazem quase 80% do total.
As exportações do agronegócio foram de US$ 96 bilhões,
13% acima de 2016 e, retirando-se as importações de Uma análise do desempenho dos principais produtos
US$ 14,1 bilhões, o agro deixou um superávit 14,8% mostra que tivemos salto de 24,8% no complexo soja,
maior, de US$ 81,8 bilhões. Representou 44,1% de todas que trouxe ao Brasil US$ 31,7 bilhões, puxados pelas
as exportações brasileiras. Um setor que exporta quase exportações recordes de soja em grãos (subindo 33%,
metade do Brasil, e sem o agro teríamos um déficit de para US$ 25,7 bilhões) e o milho não ficou atrás, subindo
US$ 15 bilhões na balança comercial. Nos últimos 20 25% e alcançando US$ 4,5 bilhões. As carnes tiveram
anos, as exportações acumuladas do agro brasileiro performance impressionante, quando se considera o

50
pesadelo criado internamente pela desastrada operação Em relação à taxa de juros, estima-se 6,75% em dezembro
Carne Fraca, e cresceram praticamente 9%, nos trazendo deste ano e 8,00% no final de 2019, e para o câmbio tem-
US$ 15,4 bilhões. Dentro destas, o frango cresceu 5,5% se R$/US$ 3,30 (dez/2018) e R$/US$ 3,39 (dez/2019). Além
(US$ 7,1 bilhões), a carne bovina 13,7% (US$ 6 bilhões) e desta melhora na confiança, tivemos um surpreendente
suínos 9,7% (US$ 1,6 bilhão, recorde do setor). A cadeia crescimento do PIB de mais de 1% em 2017. Resta torcer
da cana-de-açúcar também teve crescimento de 7,8%, que a postergação da fundamental votação da Reforma da
para US$ 12,2 bilhões, e bom desempenho nos produtos Previdência não freie este ânimo, sendo nosso maior risco
florestais e café, entre outros. neste momento, graças à necessária operação no Rio de
Janeiro, que tem minha torcida, para depois se espalhar
Esta máquina de geração de renda não se dá somente pelo Brasil. Mas pode trazer ligeira desvalorização do
pelas exportações, pois parte importante da produção Real, com impacto positivo na agricultura exportadora.
fica no mercado interno, também gerando renda com
a transformação de sementes, fertilizantes, defensivos No lado mundial são boas também as perspectivas,
e trabalho em produtos finais. De acordo com o MAPA, pois teremos pelo menos dois anos de economia mais
o valor bruto da produção (VBP) agropecuária em 2017 aquecida e consumidora. Espera-se, com os recentes
fechou com R$ 540,3 bilhões, 1,87% maior do que o estímulos, que os EUA cresçam 3%, contra a expectativa
valor de 2016. As quase 240 milhões de toneladas de anterior de 2,3%. Também se acredita em estímulo fiscal
grãos produzidas (28% acima do ano anterior), somadas e maior crescimento na Europa, o índice de confiança
às carnes, às frutas, sucos, café, biocombustíveis, atingiu o maior valor em 17 anos o desemprego já é o
bioeletricidade, entre outros, contribuíram fortemente menor desde 2008. Japão crescendo mais, China deve
para o impressionante recuo da inflação no Brasil e manter em 6,5% o crescimento, da mesma forma que
consequentemente para a queda na taxa de juros, a Índia segue bem e outros países da Ásia. Isto tudo se
beneficiando nossa população e sendo um dos principais traduz num crescimento mundial esperado de 4% em
responsáveis por trazer o crescimento de volta ao Brasil. 2018, com impactos positivos ao agro e ao Brasil, pois
cresce a demanda mundial de alimentos, e se a produção
A análise do ano de 2017 é positiva para o valor das não responder a este crescimento, teremos alguma
commodities alimentares (índice da FAO), que cresceram reação de preços das commodities em 2018, como a FAO
8,2% no ano, sendo o maior valor desde 2014. As carnes já trouxe em 2017.
subiram 9%, os lácteos 31,5%, os óleos vegetais 3% e os
cereais 3,2%. Além do açúcar, que tombou 11,2% em 2017, O consumo mundial de grãos deve crescer de 1% a
o ano não foi muito bom em preços para o café (queda de 1,5%, representando de 25 a 30 milhões de toneladas a
13%) e para o suco de laranja (queda de 25%), mas ambos mais, e a China pode importar 100 milhões de toneladas
tiveram grandes crescimentos em 2016 e permanecem de soja. Seguem sendo gerados espaços no mercado
hoje em bom patamar. O algodão teve mais de 6% de internacional que o Brasil tem que ocupar. As exportações
aumento, a soja termina o ano com preços 4,5% menores brasileiras devem novamente nos trazer perto de US$
e o milho 0,56% abaixo. No geral foram preços razoáveis 100 bilhões, ajudando a interiorizar o desenvolvimento e
para a grande produção desta máquina brasileira. manter o valor da nossa moeda.

Passo agora às opiniões do que esperar de 2018/19 A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
no agro. (CNA) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do
agronegócio (considerando as cadeias todas) deve
O mais recente Relatório Focus do Banco Central aumentar cerca de 0,5% a 1% em 2018. Recortando apenas
estima o PIB em 2018 crescendo 2,80% e em 2019 outros a agropecuária, o PIB deve aumentar 5% em 2018, contra
3,00%. A inflação seria de 3,84% em 2018 e 4,25% em 2019. os 11% deste ano (2017). O Valor Bruto da Produção (VBP)

IV edição • 2018 • 51
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

deve aumentar 7,1%, chegando a R$ 559,6 bilhões, sendo reduzir os níveis de endividamento –, e o suco deve ficar
6% de aumento no agrícola e 9% na pecuária. Ou seja, se ao redor de US$ 2300 a 2600/tonelada na Europa, graças
o clima não atrapalhar, o agro gera quase R$ 560 bilhões principalmente ao problema que o furacão Irma trouxe,
em renda a ser gasta em nossos municípios. derrubando a produção da Flórida para a menor desde
1940, com apenas 45 milhões de caixas.
A safra de soja está estimada em cerca de 110
milhões de toneladas, numa área cerca de 3,1% maior, O algodão também deve ajudar, pois a área cresceu
de 35 milhões de hectares. Os preços devem ficar entre 20% para 1,127 mi/ha com produção de 1,825 mi ton de
US$ 9 e 10/bushel, que a este câmbio permite razoável pluma (12% a mais), mas com produtividade 7% menor,
resultado a nossos produtores. O milho deve perder 3% de 1,619 ton/ha. A demanda interna volta a crescer e
da área, com 17 milhões de hectares e expectativa de os preços devem ficar ao redor de US$ 0,70/libra peso,
produção de 92 milhões de toneladas. A expectativa de ajudando a revigorar o Mato Grosso e a Bahia, que
preços também é de manutenção das médias deste ano, produzem 90% da nossa safra.
e nos EUA algo entre US$ 3,20 e 3,50/bushel. Milho tem
maior incerteza devido ao plantio da safrinha, que ainda No café a safra mundial deve ser boa, os estoques
está distante, mas os preços correntes dos grãos ajudam estão altos, e o Brasil produzindo muito (57 milhões
na produção mais competitiva das carnes. de sacas), mantendo preços ao redor de US$ 130/sc e
o consumo crescendo novamente com a recuperação
Nas carnes, o consumo interno se recupera, as econômica. Margens mais apertadas.
exportações seguem firmes – apesar das preocupações
com a Rússia –, a oferta brasileira aumenta e as rações Nos insumos, os fertilizantes devem ser bastante
continuam com preços competitivos aos produtores consumidos para esta área toda, mas os preços tendem
devido à ampla oferta de grãos. Bovinos devem bater o a permanecer como estão e, no caso dos defensivos,
recorde de produção, podendo chegar a 9,9 milhões de teremos aumentos de preços devido aos novos padrões
toneladas e as exportações podem passar de 1,8 milhão produtivos na China, mais rigorosos, que estão elevando
de toneladas, com arroba ao redor de R$ 140. os custos de produção e fechando fábricas.

No frango também devemos ter recorde de produção Também temos as boas expectativas vindas do
(mais de 13 milhões de toneladas) e de exportações (mais RenovaBio na cana-de-açúcar e do Conselho Nacional de
de 4 milhões de toneladas) com preços ao redor de R$ Política Energética (CNPE), antecipando para março de
2,5 a 3/kg (vivo). Já nos suínos a preocupação é um pouco 2018 a obrigatoriedade de 10% de mistura de biodiesel
maior, devido à Russia representar mais de 40% das no diesel. Como a soja representa 80% do biodiesel, estes
compras, mas a produção vem também forte, com mais dois pontos percentuais dão um processamento de mais
de 3,8 milhões de toneladas e exportações passando de 1,5 milhão de toneladas de soja.
900 mil toneladas, também batendo recordes. Preços ao
produtor por volta de R$ 3,5 a 4/kg (vivo). A agência ambiental americana (EPA) manteve para
2018 os volumes obrigatórios de biocombustíveis nos
No leite espera-se grande produção mundial, preços EUA. Os convencionais, em que o milho é o principal
um pouco menores, consumo no mercado interno se produto, ficam em 15 bilhões de galões, e os avançados,
recupera, produção ou fica como está ou tem pequeno nos quais está a cana-de-açúcar, ficariam em 4,24 bilhões
crescimento (24 milhões de toneladas), com preços ao de galões. O setor reivindica o aumento da mistura de
redor de R$ 1,05 a 1,25/litro ao produtor. Já a laranja deve 10% para 15% de etanol de milho na gasolina, o que
ter ótima combinação de volumes (384 milhões de caixas) para o agronegócio brasileiro seria excelente notícia em
e preços entre R$ 17 e 22/cx –, permitindo aos produtores 2018. Também com os preços do petróleo em patamares

52
mais elevados, cresce o incentivo ao biocombustível, exportações para 53 milhões de toneladas (75% acima).
bem como as pressões ambientais elevam as metas de
mistura, como a anunciada pela China para 2020 (10% Nas proteínas animais também são boas as projeções
de etanol na gasolina), criando um mercado de mais de e a carne bovina deve crescer 21% no total produzido (11,2
40 milhões de toneladas de milho. Torcer para em 2018 milhões de toneladas), 53% nas exportações (2 milhões
novos anúncios de uso de biocombustíveis acontecerem, de toneladas) e 14% no consumo interno, atingindo 8,7
abrindo mais espaço para a produção brasileira. milhões de toneladas. A carne de frango cresce 23%
no total produzido (15,8 milhões de toneladas), 31%
E para o longo prazo do agro? Somos produtores de nas exportações (5,7 milhões de toneladas) e 19% no
comida, e o mundo segue crescendo e precisando deste consumo interno, atingindo 10,7 milhões de toneladas.
produto. O “Outlook Fiesp – Projeções para o Agronegócio Na carne suína, os saltos projetados são ainda maiores –
Brasileiro 2027” trouxe importantes projeções, a saber: na o da demanda doméstica chega a 27%, para 3,6 milhões
soja em 10 anos teremos aumentos de 17% na área (39,7 de toneladas.
milhões de hectares), 8% na produtividade (3,6 toneladas
por hectare) e 27% no total produzido (144,4 milhões São muitas as oportunidades às empresas de
de toneladas), levando as exportações para quase 90 fertilizantes especiais e gostaria de focar num triângulo
milhões de toneladas (43% acima). No milho teremos em que teríamos três megatendências que mudarão a
aumentos de 10% na área (19,3 milhões de hectares), 10% agricultura, ou melhor, estão mudando a agricultura e
na produtividade (6,1 toneladas por hectare) e 20% no devem entrar na pauta das empresas. O primeiro vértice é
total produzido (117,7 milhões de toneladas), levando as

IV edição • 2018 • 53
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

o da digitalização e tecnologia (inovação), com a utilização reformas foram aprovadas em 2017 que permitirão
de drones e máquinas que permitem ao produtor acabar melhorar o desempenho desta máquina, destacando as
com o conceito de hectare e trabalhar com o método de limitação do tamanho do Estado (gasto público), das
de metro quadrado, tendo mais eficiência e resultado terceirizações, trabalhista, entre outras.
na propriedade. Fora isso, a modificação de plantas e a
chegada de novos produtos serão assustadoras. Mas para esta máquina avançar mais fortemente
na geração de renda, o foco do setor privado é adotar
O segundo é o da economia circular, muito trabalhada os pacotes tecnológicos e melhorar sempre a gestão, e o
já nos países europeus, a qual desponta com a ideia de aparelho gestor público deve ter foco em reduzir cada vez
que você tem que integrar suas atividades de forma que mais seu peso e aprovar mais reformas que permitam
o subproduto de uma atividade se torne o insumo de reduzir os crescentes custos totais da produção, ligados
outra, conciliando, por exemplo, o confinamento de gado, à infraestrutura (projetos de concessões e privatizações),
aves, suínos, produzindo esterco que vira fertilizante redução do problema previdenciário, agilidade e eficiência
para a agricultura, o que pode ser feito numa região por do Judiciário, simplificação fiscal/tributária, aumento do
produtores integrados. crédito, seguro, financiamento, facilidades nos processos
de expansão da atividade agrícola (licenças, outorgas,
O terceiro ponto – e que é uma tendência – diz autorizações) e redução da assustadora criminalidade no
respeito à economia do compartilhamento. Nos próximos campo, entre outros.
anos, os agricultores não terão mais a necessidade de
ter inúmeros equipamentos, de tantos ativos, tantas Com isto o Governo, ao remover entraves, facilitará
máquinas, porque tudo vai ser compartilhado, dentro do a competitividade nos próximos anos e criará mais
modelo Uber, entre outros. combustível para esta máquina geradora de renda.
Bons Governos estimulam a geração de renda, pois
Segue a ideia fundamental de se fazer mais com com isto seus orçamentos permitem criar, ampliar e
menos, e os fertilizantes especiais são fundamentais para melhorar programas de distribuição de renda. O caminho
isso. Enfim, prevejo um ano de muito trabalho e de muito contrário a sociedade brasileira viu nos últimos anos que
mercado tentando sempre construir margens. não funciona e vem pagando alto preço por isto, com
desemprego, exclusão e menos distribuição de renda.

Concluindo, a “agro-máquina geradora de renda” teve Máquina do agronegócio, siga firme gerando renda no

um desempenho notável em 2017, contribuindo muito Brasil. Precisamos dela para melhorar nossa sociedade,

com nossa sociedade e tem tudo para ir muito bem nos gerando mais oportunidades às pessoas.

próximos anos, pelos cenários colocados. Importantes

54
OPORTUNIDADES
PARA OS
FERTILIZANTES
ESPECIAIS EM 2018
“UMA VISÃO DE CURTO E
MÉDIO PRAZO”

Conselho Abisolo*
2018/2019

O produto interno bruto nacional no biênio de 2015 e 2016 teve variação negativa e em 2017 cresceu apenas 1,0%.
Nesse período, a agropecuária foi o esteio da nossa economia. Para 2018, novamente, o setor promete um significativo
desempenho, de modo a superar esse ciclo negativo e retomar o caminho do crescimento. Vamos olhar para frente e
traçar o cenário para o curto e médio prazo, sempre tendo em vista os desafios a serem enfrentados.

CURTO PRAZO
Com taxa de inflação em níveis baixos, o Banco na temporada passada. Muitos analistas erraram ao
Central tomou a decisão de reduzir a taxa de juro que antecipar precocemente uma quebra de produção, depois
serve de referência nacional – a SELIC. Estamos em de um início de semeadura com adversidades climáticas.
nossos menores patamares do ponto de vista histórico. Como o quadro se reverteu ao longo do desenvolvimento
Esse contexto torna o custo dos financiamentos rurais das culturas, estamos diante de outra excelente oferta de
privados, também mais barato e estimula o produtor a grãos.
investir. O sistema nacional de crédito rural deverá
Brasil: Evolução da Área e Produção de Grãos
se adequar a essa realidade mais competitiva e 70 250

recursos financeiros do mercado de capitais serão 60


200
canalizados para o setor pelas operações dos 50

40 150
títulos do agronegócio.
30 100
20
50
Para a safra 2018/19, que vai de julho de 2018 10

a junho de 2019, as expectativas são favoráveis. A 0 0


2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018**
safra 2017/18 apresentou a segunda maior colheita
MILHÕES DE HECTARES MILHÕES DE TONELADAS. FONTE: CONAB/MAPA
de grãos da história, depois do recorde registrado Evolução da Área e Produção de Grãos.
Fonte: CONAB - 10 de Abril de 2018, 16h49

*Parte dos membros do Conselho 2018/2019. IV edição • 2018 • 55


**Previsão para 2018
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

No front externo, dois fatos contribuem de forma exportações brasileiras a preços mais remuneradores.
significativa para o agronegócio brasileiro. O primeiro O segundo, com a guerra comercial entre os Estados
decorre da quebra na safra argentina, principalmente Unidos e a China, as retaliações são recíprocas, na forma
a soja, cuja produção despencou de 58 milhões de de tarifas de importação e outras medidas protecionistas.
toneladas na temporada de 2016/17 para próximo O Brasil sai com vantagem dessa situação conflituosa.
de 30 milhões em 2017/18. Isso abriu espaço para as

MÉDIO PRAZO
Existe todo um progresso tecnológico no campo sensores, comunicação máquina para máquina (M2M),
nacional com o devido controle da inflação, confirmado conectividade entre dispositivos móveis, computação
nos últimos meses de forma rigorosa, este antigo em nuvem, dentre ouros. Com isso, geram métodos
inimigo da república parece estar superado. e soluções analíticas para processar grandes
Agora, o desafio consiste em manter a volumes de dados e construir sistemas de
taxa de juros baixa para a retomada do suporte à tomada de decisões de manejo.
crescimento. A resposta do agronegócio
nacional, a grande vocação natural Todo esse ferramental tecnológico
do país, em termos de competividade engloba a agricultura de precisão, com
econômica a nível global, certamente automação e a robótica das operações,
será positiva. além de técnicas de Bigdata e a Internet
das Coisas (IoT). Tudo isso contribui para
Desde 2014, as feiras e exposições elevar os índices de produtividade, com maior
rurais mostram em forma crescente o Agro 4.0, eficiência no emprego de insumos, diminuição dos
também chamada agricultura digital. O sistema emprega impactos ao meio ambiente e redução de custos, melhor
métodos computacionais de alto desempenho, rede de qualidade e mais segurança no trabalhado.

O FUTURO DA INDÚSTRIA DE TECNOLOGIA


EM NUTRIÇÃO VEGETAL
Com crescimento anual de dois dígitos, como relações planta-solo-ambiente. A correta técnica de
mostram as pesquisas realizadas pela Abisolo, a indústria manejo, adubação do solo, tratamento de sementes
de tecnologia em nutrição vegetal faz parte dessa com nutrientes, adubação via folha e uso de
realidade com a visão sistêmica do carbono, biofertilizantes contribuem para a obtenção
oxigênio e hidrogênio existente no ar e de produções elevadas, num ambiente
na água, os macro minerais (nitrogênio, já com níveis altos de produtividade. A
fósforo, potássio, cálcio, magnésio e combinação deste conhecimento e o uso
enxofre) e os micro minerais (boro, desses insumos, de forma sinérgica a
cloro, cobre, ferro, manganês, níquel e outras práticas, têm sido ampliados nos
zinco). últimos anos, pelo trabalho e empenho
das empresas do setor, que investe 4,2%
Como uma das principais áreas de do seu faturamento em P&D. O seu papel é
estudo da agronomia, a tecnologia em nutrição vital e cada vez mais relevante para o futuro de
vegetal oferece produtos e serviços para melhorar as uma agricultura ainda mais produtiva e sustentável.

56
O mercado de
Insumos para a
Indústria de
Tecnologia em
Nutrição Vegetal

IV edição • 2018 • 57
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

58
IV edição • 2018 • 59
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

NITROGÊNIO
Os principais países produtores de fertilizantes
nitrogenados no mundo são a China, Rússia, Estados Unidos
OUTROS CHINA
e Índia, responsáveis por cerca de 55% do total produzido no 30% 32%
mundo.
IRÃ
2%
ARÁBIA
SAUDITA
2% RÚSSIA
9%
CANADÁ EUA
ÍNDIA
2% 7%
7%
UCRÂNIA
3%
REPÚBLICA DE
3% INDONÉSIA
TRINDADE E TOBAGO 3%

Gráfico: Principais países produtores de fertilizantes nitrogenados.


Fonte: GlobalFert.

18.000

16.000

14.000
O mercado internacional de
12.000
fertilizantes nitrogenados apresentou
Mil Toneladas

10.000
um aumento na capacidade produtiva
8.000
em 2017, porém abaixo do observado
6.000
em 2016, sendo que este cenário deve
4.000
se inverter em 2018.
2.000

-
2015 2016 2017 2018 (E) 2019 (E) 2020 (E) 2021 (E)

Gráfico: Aumento de capacidade produtiva de nitrogenados


Fonte: GlobalFert.

O Brasil é um grande importador de


Petrobras
fertilizantes nitrogenados, com um volume de
LARANJEIRAS

Ureia
657.000(ton/ano)
8,7 milhões de toneladas importadas em 2017. CANDEIAS
CAMAÇARI Petrobras Sulfato de amônio
Ureia 303.000(ton/ano)
A produção nacional é baixa, sendo a Petrobras 474.000(ton/ano)

a única empresa a produzir Ureia. O Sulfato Unigel Química


de amônio é produzido pela Petrobras, Vale e Sulfato de amônio
400.000(ton/ano)

Unigel.

O Nitrato de Amônio é produzido apenas


pela Vale. Em 2017 a unidade de fertilizantes
CUBATÃO
Yara
da Vale em Cubatão foi comprada pela Nitrato de Amônio solução
563.000(ton/ano)

empresa norueguesa de fertilizantes Yara, com ARAUCÁRIA Nitrato de Amônio de Baixa


Densidade (Ultraprill)
103.000(ton/ano)
conclusão de compra prevista para ocorrer no Nitrato de amônio perolado
Petrobras 407.000(ton/ano)
segundo semestre de 2018. Ureia Sulfato de Amônio
721.000(ton/ano) 77.000(ton/ano)

Mapa: Principais Produtores de Fertilizantes Nitrogenados no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

60
Em 2017 a Rússia, Catar, China e Emirados Árabes Foi importado 1,9 milhão de toneladas de Sulfato de
foram as principais origens das importações nacionais Amônio, 1% abaixo do registrado em 2016. As principais
de insumos nitrogenados, sendo responsáveis por 24%, origens do produto foram a China, Bélgica, Estados Unidos
20%, 8% e 5% do total importado, respectivamente. e Holanda, representando 90% do total importado.

O volume importado de Ureia foi de 5,4 milhões de Para o Nitrato de Amônio, 1,3 milhão de toneladas
toneladas, sendo que este volume foi 37% superior ao foram importadas em 2017, 12% acima do registrado em
observado em 2016. As principais origens do produto 2016. As principais origens do produto foram a Rússia e o
foram o Catar, Rússia, Emirados Árabes e Nigéria, que Chile, sendo que a Rússia é responsável por quase todo o
juntos representaram 61% do total importado. volume importado.

99%
14%
Países Baixos Rússia
(Holanda)
9%
23%
21%
38%
Bélgica Catar
31%
8%
Arábia Saudita
7%
Estados Unidos 7%
8% China
Omã
Nigéria

Emirados Árabes
Unidos
1%

Ureia Chile
Sulfato de Amônio
Nitrato de Amônio

Mapa: Principais países de origem das importações de Fertilizantes Nitrogenados em 2017.


Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Elaboração: GlobalFert.

Outros representa: Ureia: 25% | Sulfato: 10%

Entre janeiro e dezembro de 2017, os preços níveis de produção, diminuindo a oferta dos nitrogenados
da Ureia, Nitrato de Amônio e Sulfato de Amônio e contribuindo para o aumento dos preços em 2017.
apresentaram aumento de 19%, 16%
e 3%, respectivamente. Os preços 280

260
foram impactados pelo aumento da 240

demanda pela Índia e por redução


Preço FOB (US$/t)

220

200
das exportações chinesas.
180

160

140
A política de combate à poluição
120
ambiental na China fez com que 100
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO
muitas empresas reduzissem seus
UREIA NITRATO DE AMÔNIO SULFATO DE AMÔNIO

Gráfico: Média do Preço (US$) FOB dos Fertilizantes Nitrogenados pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Elaboração: GlobalFert.

IV edição • 2018 • 61
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Em 2018 a oferta de nitrogenados deve chegar a 190 Por conta de fatores como a elevação da demanda
milhões de toneladas, com uma demanda estimada em por parte da Índia – visto que o país importou um volume
170 milhões, gerando um excedente que deve manter menor em 2017 –, queda na exportação e produção de
os preços dos nitrogenados sob pressão em 2018, com fertilizantes nitrogenados da China, o país reduziu em
um eventual controle por parte dos produtores, visando 10% a produção, e a expectativa de aumento em áreas
evitar queda nos preços. plantadas em regiões como EUA, Brasil e Argentina –
elevando a necessidade de compra de fertilizantes –
devem dar suporte aos preços a serem praticados ao
longo de 2018, evitando quedas expressivas.

FÓSFORO
MÉXICO
Os principais países produtores de fertilizantes JORDÂNIA 1%
2% OUTROS
fosfatados no mundo são a China, Estados Unidos, 15%
Marrocos e Rússia, responsáveis por cerca de 67% do BRASIL
3%
total produzido no mundo. CHINA
TUNISIA 37%
3%
ÍNDIA
4%

ARÁBIA SAUDITA RÚSSIA


5% 5%
MARROCOS EUA
11% 14%

Gráfico: Principais países produtores de fertilizantes fosfatados.


Fonte: GlobalFert.

3000
Capacidade produtiva (mil/t)

2500

2000 O mercado internacional de fertilizantes fosfatados


1500 apresentou um aumento na capacidade produtiva em 2017 e
há expectativa de ampliação em 2018. O aumento na produção
1000
de fosfatados deve ocorrer de forma mais expressiva no
500
Marrocos, China e Arábia Saudita.
0
2017 2018 2019 2020 2021

MARROCOS ARÁBIA SAUDITA CHINA OUTROS

Gráfico: Aumento de capacidade produtiva de fosfatados.


Fonte: GlobalFert.

62
Mosaic
A produção nacional de fertilizantes
SSP
Yara 1.346.842(t/ano)
SSP Granulação SSP
fosfatados é maior quando comparada Itafos (Mbac) 540.000(t/ano) 1.208.000(t/ano)

SSP Timac Agro


aos outros fertilizantes, sendo que 500.000(t/ano)
ARRAIAS
STA LUZIA
SSP
DO NORTE 300.000(t/ano)

a produção de SSP, TSP, MAP e DAP


LUÍS EDUARDO CAMAÇARI Cibrafertil
foi de aproximadamente 6,6 milhões MAGALHÃES CANDEIAS
SSP
300.000(t/ano)

de toneladas em 2017, volume que


Mosaic Mosaic Timac Agro
apresentou pequena queda de 1% em SSP SSP
128.000(t/ano)
SSP
350.000(t/ano) 180.000(t/ano)

comparação com o total produzido em Granulação SSP/TSP


325.000(t/ano)
CATALÃO
PATOS DE MINAS
ARAXÁ

2016. As importações destes insumos UBERABA Mosaic


CMOC Mosaic MAP
TSP Pó
foram de 5,6 milhões de toneladas em 60.000(t/ano) SSP GUARÁ Yara 843.000(t/ano)
400.521(t/ano) MAP Pó
MAP DAP/MAP 150.000(t/ano)
Granulação SSP/TSP
2017, aumento de 25% em comparação 300.000(t/ano) 337.000(t/ano)
373.300(t/ano) PAULÍNIA TSP ROP
SSP Pó CUBATÃO SSP Granulado 929.000(t/ano)
550.000(t/ano) 560.549(t/ano)
com 2016.
TSP granulado
SSP Pó
Yara 636.802(t/ano)
310.000(t/ano)
PARANAGUÁ Granulação
SSP Pó SSP SSP/TSP
460.000(t/ano) 300.000(t/ano) 254.000(t/ano)
SSP
Mosaic CMOC 280.000(t/ano)

SSP SSP Pó
450.000(t/ano) 460.000(t/ano)

Yara
SSP Pó
RIO GRANDE 850.000(t/ano)

Timac Agro
SSP Pó
300.000(t/ano)
TSP Pó
50.000(t/ano)

Mapa: Principais Produtores de Fertilizantes Fosfatados no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

Em 2017 o Marrocos, Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Israel foram as principais origens das importações
nacionais de insumos fosfatados, sendo responsáveis por 30%, 19%, 14%, 9% e 7% do total importado, respectivamente.

21%
Lituânia
Países Baixos 8%
(Holanda)
10% 33%
57% 21%
Israel
23% 25% Líbano
6%
58%
42%
Marrocos 29% 14%
Estados Unidos DAP
6%
MAP
Egito
Arábia Saudita SSP
TSP

O volume importado de MAP,


O volume importado de TSP foi O volume importado de SSP foi O volume importado de DAP foi
principal fertilizante fosfatado,
de 0,8 milhão de toneladas, de 0,7 milhão de toneladas, de 0,4 milhão de toneladas,
foi de 3,6 milhões de toneladas,
volume 27% superior ao volume 1% inferior ao volume 7% superior ao
volume 34% superior ao
registrado em 2016. registrado em 2016. registrado em 2016.
observado em 2016.

Outros representa:
DAP: 4% | MAP: 13% | SSP: 15% | TSP: 15%

Mapa: Principais países de origem das importações de Fertilizantes fosfatados em 2017.


Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Elaboração: GlobalFert.

IV edição • 2018 • 63
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Entre janeiro e dezembro de 2017, os preços da DAP exportações provenientes da China. A política de combate
e MAP apresentaram variações positivas de 4% e 1%, e à poluição do ar na China fez com que muitas empresas
o SSP e TSP registraram variações negativas de 13% e reduzissem seus níveis de produção, diminuindo a oferta
7%, respectivamente. Os preços foram impactados pelo dos fosfatados e contribuindo para o aumento dos preços
aumento da demanda pela Índia e por redução das em 2017.

400

350
Preço FOB (US$/ton)

300

250

200

150

100
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

DAP MAP SSP TSP

Gráfico: Média do Preço (US$) FOB dos Fertilizantes Fosfatados pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Elaboração: GlobalFert.

Há expectativa de que a demanda de fosfatados em A Índia fechou o ano com os estoques de fosfatados em
2018 atinja 71 milhões de toneladas, sendo que no Brasil níveis muito baixos. Os compradores devem retornar ao
a estimativa é de que 9 milhões de toneladas venham a mercado principalmente após o anúncio de subsídios para
ser consumidas. A China, principal consumidor no mundo, a compra de fertilizantes. O consumo indiano deve chegar
deve utilizar em torno de 18 milhões de toneladas este ano. próximo de 10 milhões de toneladas em 2018.

POTÁSSIO
TURCOMENISTÃO
Os principais países produtores de Cloreto de 1%
JORDÂNIA EUA
Potássio no mundo são Canadá, Rússia, Bielorrússia e 3% 2%
OUTROS
4%
China, responsáveis por cerca de 78% do total produzido CHILE
3%
no mundo. ISRAEL
4%

CANADÁ
ALEMANHA 37%
6%
CHINA
11%

BIELORRÚSSIA
13% RÚSSIA
16%

Gráfico: Principais países produtores de Cloreto de Potássio.


Fonte: GlobalFert.

64
IV edição • 2018 • 65
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

4000

O mercado internacional de fertilizantes 3500

potássicos apresentou um aumento na capacidade

Capacidade produtiva (mil/t)


3000

produtiva, com expectativa de um crescimento maior


2500

em 2018.
2000

1500

1000

500

0
2017 2018 2019 2020 2021

RÚSSIA CANADÁ OUTROS CRESCIMENTO DA DEMANDA

Gráfico: Aumento de capacidade produtiva e da demanda por cloreto de potássio.


Fonte: GlobalFert.

A produção nacional de Cloreto de Potássio é menor


quando comparada aos outros nutrientes e foi de
TAQUARI VASSOURAS Vale aproximadamente 485 mil toneladas em 2017, volume
Cloreto de Potássio que apresentou queda de 3% em comparação com o total
655.000(t/ano)
produzido em 2016.

Mapa: Principais Produtores de Cloreto de Potássio no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

Bielorrússia
As importações deste insumo 20%
Reino Unido 1%
foram de 97 milhões de toneladas, 29% Rússia
22%
aumento de 11% em comparação com Alemanha
10%

2016. As principais origens do Cloreto Canadá


2%
Israel
10%
de Potássio importado pelo Brasil Espanha

foram o Canadá, Bielorrússia, Rússia e


Israel, que representaram 82% do total
importado em 2017.

6%

Chile

Mapa: Principais países de origem das importações de Cloreto de Potássio em 2016.


Fonte: GlobalFert.

270

Entre janeiro e dezembro de 2017, o 260

preço do Cloreto de Potássio aumentou 250


Preço FOB (US$/ton)

240

17%, devido ao aumento da demanda pela 230

China, Índia e Brasil. 220

210

200
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

CLORETO DE POTÁSSIO

Gráfico: Média do Preço (US$) FOB do Cloreto de Potássio pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Elaboração: GlobalFert.

66
O consumo global de Cloreto de Potássio em 2017 ficou Apesar do aumento da produção esperada
em torno de 64 milhões de toneladas e a expectativa é que principalmente na Rússia e Canadá, os produtores devem
em 2018 esse volume seja ainda maior, com aumento mais controlar de forma rigorosa a oferta do produto, buscando
expressivo no Brasil, sudeste asiático e China. evitar quedas nos preços.

CÁLCIO
O Cálcio é um macronutriente secundário muito FONTE Ca %
CORRETIVOS
importante para o desenvolvimento das plantas, no solo é
Calcário calcítico com > 12% MgO 32-38
encontrado principalmente sob as formas de carbonatos, Calcário magnesiano 28-30
sulfatos e silicatos. Calcário dolomítico com < 5% MgO 15-25
Cal 52-54
Gesso agrícola 22
FERTILIZANTES FOSFATADOS
Superfosfato simples 18
Superfosfato triplo 10
OUTRAS
Cloreto de cálcio 25
Nitrato de cálcio 18

Tabela: Fontes de Cálcio para a Agricultura.

CALCÁRIO AGRÍCOLA

Atualmente, o Brasil é autossuficiente na produção


de calcário, estima-se que a produção nacional em
MT
2017, segundo informações da Abracal – Associação Grupo Emal TO
Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola, foi de Copacel
GO Grupo J.

aproximadamente 35 milhões de toneladas, sendo os


Demito MG
Grupo Montividiu
Calcário Ouro Branco Votorantim Cimento
estados de MG e MT os principais produtores. Votorantim Metais
Goiascal

SP
Ainda segundo a associação, entre as empresas PR Mineração Horical
produtoras de Calcário Agrícola no país, destacam-se: Calpar Votorantim Cimento
Terra Rica

RS
Dagoberto Barcellos
Irmãos Cioccari
Inducal

Mapa: Principais produtores de derivados de Calcário Agrícola no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

IV edição • 2018 • 67
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

O preço médio do Calcário com teor de MgO superior a 12% em 2017 foi de R$ 112,6/t, queda de 23,4% em relação ao
preço médio de 2016.

170

Já o preço médio do Calcário 150

Preço CIF (R$/t)


com teor inferior a 5% de óxido 130

de magnésio (%MgO) aumentou 110

0,6%, foi de R$ 123,9/t em 2016 90

para R$ 124,6/t em 2017. 70


JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

CALCÁRIO CALCÍTICO COM > 12% MgO CALCÁRIO DOLOMÍTICO COM < 5% MgO

Gráfico: Média de Preço CIF do Calcário com teor superior a 12% MgO e inferior a 5% MgO no Brasil em 2017.
Fonte: CONAB.
Elaboração: GlobalFert.

GESSO AGRÍCOLA (SULFATO DE CÁLCIO)


O Gesso Agrícola, denominado pela legislação como Mosaic e CMOC são responsáveis pela produção do
condicionador de sodicidade, é um material secundário produto no mercado interno.
oriundo da fabricação de fertilizantes fosfatados originados
por meio da reação do Ácido Sulfúrico com a Rocha O preço médio do Gesso Agrícola no Brasil em 2017 foi
Fosfática. de R$ 123,4/t, 5,8% superior ao valor do produto em 2016.

No Brasil, estima-se que a 140


Preço CIF (R$/ton)

produção de Gesso Agrícola é


120
de aproximadamente 7 milhões
100
de toneladas. As empresas
80
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

GESSO AGRÍCOLA

Gráfico: Média do Preço CIF do Gesso Agrícola no Brasil em 2017.


Fonte: CONAB. Elaboração GlobalFert.

NITRATO DE CÁLCIO
A China e a Índia destacam-se no mercado de O preço médio do Nitrato de Cálcio no Brasil em
Nitrato de Cálcio como os principais países demandantes 2017 foi de R$ 1.954/t, 3% inferior ao valor médio do ano
do produto, sendo que seu uso crescente, devido ao anterior.
processo de industrialização, aliado ao consumo de grãos
fazem com que essas regiões tenham influencia no preço
internacional do produto.

68
IV edição • 2018 • 69
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

2.200

Preço CIF (R$/ton)


2.100

2.000

1.900

1.800
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

NITRATO DE CÁLCIO

Gráfico: Média do Preço CIF do Nitrato de Cálcio no Brasil em 2017.


Fonte: CONAB. Elaboração: GlobalFert.

Entre os principais HOLANDA


CANADÁ RÚSSIA
players do mercado global Yara
Uralchem Holding
Sterling Chemicals International
PLC
de Nitrato de Cálcio estão:

CHINA
ISRAEL Tianlong Chemical
Industry Co
Haifa
Chemicals Ltd
ÍNDIA
Vardhaman Fertilizers
and Seeds Pvt Ltd
Prathista Industries
Limited

AUSTRÁLIA
Rural Liquid
Fertilisers (RLF)

Mapa: Principais empresas de Sulfato Ferroso no Mundo.


Fonte: GlobalFert.

No Brasil, as empresas que fornecem o


Nitrato de Cálcio são:
Feira de Santana
Sais Nordeste

Batatais
Agroplanta

Jardinópolis
Agrária Guarulhos
Indústria Química River

Mapa: Empresas fornecedoras de Nitrato de Cálcio no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

70
CLORETO DE CÁLCIO
Além do seu uso na agricultura, o Cloreto de Cálcio As principais empresas produtoras de Cloreto de
é utilizado na indústria de petróleo e gás. O crescente Cálcio no mundo são: OxyChem, Solvay, Tangshan Sanyou
avanço do setor deverá favorecer o mercado desse Group, TETRA Technologies e a Tiger Calcium Services.
produto nos próximos anos.
Já no Brasil, os produtores de Cloreto de Cálcio são:
Entre os países produtores de Cloreto de Cálcio,
destacam-se: EUA, Canadá, China, Japão e Rússia.

Camaçari
Ipc do Nordeste

Bragança Paulista
Olímpia TQA
Kimberlit

Guarulhos
Indústria Química River

Mapa: Empresas produtoras de Cloreto de Cálcio no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

Em 2017 o Brasil importou cerca de 7,3 mil toneladas de Entre as origens, a China foi responsável por 71% do
Cloreto de Cálcio, e o preço médio do produto pago pelos volume importado, seguida pelo Uruguai com 18%.
importadores brasileiros foi de aproximadamente US$ 237.

350
Preço FOB (US$/ton)

300

250

200

150

100
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

CLORETO DE CÁLCIO

Gráfico: Média de preço FOB de Cloreto de Cálcio pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Elaboração: Globalfert

IV edição • 2018 • 71
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MAGNÉSIO
Em 2017 o preço do metal apresentou volatilidade, Para 2018 a tendência é que a oferta e a demanda
sendo que as oscilações se devem, em parte, pelas mantenham-se em equilíbrio. Devem ocorrer paradas
restrições sobre as fábricas chinesas devido ao controle na produção chinesa durante o ano, mas que deverão
ambiental do país e à queda da demanda pelo metal nas ser compensadas pela produção em outras áreas do
operações com titânio. país. Além disso, a oferta do minério deverá se elevar
gradualmente em razão da demanda para o uso em ligas
de alumínio.

SULFATO DE MAGNÉSIO
O Sulfato de Magnésio é utilizado principalmente Pode-se destacar como grandes players de Sulfato de
como fertilizantes em culturas como Grãos, Cana- Magnésio no mundo:
de-Açúcar e Citros, destacando-se como
principais consumidores a Índia, China e ALEMANHA
Brasil. K+S Group CHINA
QingHai Salt Lake Industry
Rech Chemical
Atualmente, o principal produtor de Hengyang Jumbo Feed Additives
ÍNDIA Jinxing Chemical
Sulfato de Magnésio é a China, seguida dos Jiangsu Kolod Food Ingredients
Yash Chemicals
EUA e da Rússia. Mani Agro Chem

A compra do grupo Huludao Magpower Fertilizers, 2017 corresponderam a 5,2 mil toneladas, um aumento
importante produtora de Sulfato de Magnésio na China, de 40,9% em relação ao ano de 2016. Do total importado,
pela K+S foi uma das principais aquisições no mercado estima-se que pouco mais de 75% seja para uso na
em 2017. A capacidade produtiva da empresa chinesa agricultura.
é de aproximadamente 90.000 ton/ano, podendo ser
ampliada para 180.000 ton/ano, elevando a oferta do A China, principal produtor no mundo, possui 87% de
produto. participação nas importações brasileiras e foi a principal
origem desse produto em 2017, seguida pela Alemanha
No Brasil as importações de Sulfato de Magnésio em com 11%.

660
Preço FOB (US$/ton)

570

480

390

300

210

120
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

SULFATO DE MAGNÉSIO

Gráfico: Média de Preço FOB do Sulfato de Magnésio pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Elaboração: GlobalFert.

72
As principais empresas produtoras de Feira de Santana
Sulfato de Magnésio no Brasil são: Dores do Indaiá Sais Nordeste
Kalium Mineração
Sete Lagoas
Multitécnica
Pitangui
Mineral Minas
Matozinhos
Pigminas
Sertãozinho Hidromet
Serquímica
Batatais
Agroplanta
Brasilquímica

Cruzeiro
Jardinópolis
Finquímica
Agrária

Porangaba São Paulo


IQP Produquímica

Capivari Barueri
Nutriplant
Microsal

Itapecerica da Serra
Pigminas

Indaiatuba
Aksell

Mapa: Empresas produtoras de Sulfato de Magnésio no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

1450
Em 2017 o preço médio
1430
Preço CIF (R$/ton)

do Sulfato de Magnésio
1410
comercializado no Brasil foi de
1390
R$ 1.423/t. Em relação ao início
1370
do mesmo ano, o valor do
1350
produto no país aumentou 2%. JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

SULFATO DE MAGNÉSIO

Gráfico: Média de preço CIF do Sulfato de Magnésio no Brasil em 2017.


Fonte: CONAB. Elaboração: GlobalFert.

IV edição • 2018 • 73
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

NITRATO DE MAGNÉSIO

Entre os principais produtores mundiais de Nitrato de No Brasil as importações de Nitrato de Magnésio em


Magnésio do mundo destacam-se: 2017 corresponderam a 4,3 mil toneladas. A China – com
56% da participação do mercado – foi a principal origem
American Elements, Neochim, Shanxi Leixin, Shanxi das importações do produto, seguida pela Polônia com
Calcrete, Rongyu Chemcial, Shaanxi Top Pharm, Xiamen 44%. Com relação ao preço médio, no ano de 2017 o valor
Hisunny, Hubei Jusheng, Guangzhou Shengwang, Jiaocheng do Nitrato de Magnésio importado pelo Brasil aumentou
Sanxi, Yangtian Chemcials, Vishnupriya, Ako-Kasei. 11,6% em relação ao início do ano.
Preço FOB (US$/ton)

430

400

370

340

310

280

250
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

NITRATO DE MAGNÉSIO

Gráfico: Média de Preço FOB de Nitrato de Magnésio pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Elaboração: GlobalFert.

ÓXIDO DE MAGNÉSIO
Jucás
O Óxido de Magnésio é a fonte de Magnésio mais concentrada, Magnesium

com cerca de 50% de Mg, mas com baixa solubilidade, em geral não
apresenta disponibilidade imediata para a planta, sendo uma fonte
menos utilizada em tecnologia em nutrição vegetal.

Brumado
No Brasil, os produtores de Óxido de Magnésio são: Ibar
Magnesita
Xilolite

Balneário Barra do Sul


Buschle & Lepper

Mapa: Empresas produtoras de Óxido de Magnésio no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

74
ENXOFRE Brasil & Latam

A China é o principal consumidor de Enxofre com uma demanda


que representa mais de ¼ do consumo global. O aumento da produção
de petróleo tem beneficiado a produção de enxofre no país, já que o
mesmo é um subproduto do petróleo, além do seu uso na fabricação
de fertilizantes.

CONSULTORIA REGULATÓRIA E ESTRATÉGICA EM:


Em 2017 houve um alto consumo durante o segundo semestre
na China, principalmente a partir de outubro, em razão da previsão Fertilizantes
de um novo imposto ambiental para 2018, o que levou a um aumento Biofertilizantes
Condicionadores de Solo
dos preços.
Inoculantes
Substratos
Para 2018 a expectativa é que a expansão da capacidade produtiva Corretivos
Remineralizadores
no mercado de enxofre e fosfatados aumente a oferta do produto.

• Estudos estratégicos e de inteligência de mercado.


Os principais países produtores de Enxofre em 2017 foram a • Auditoria regulatória e suporte completo durante
todas as fases de pré e pós registro de produtos e
China, os EUA, a Rússia, o Canadá e os Emirados Árabes Unidos, com, empresas.
respectivamente, 21%, 12%, 8%, 6% e 6%. O Brasil foi responsável por • Assessoria completa em todas as etapas para
regularização das operações de empresa fabricante,
menos de 1% da produção mundial de Enxofre no ano de 2017. importadora e comercial.
• Preparação de processos de registro de produtos,
protocolos e acompanhamento.
• Preparação de defesas técnico-jurídicas nas questões
de fiscalização da empresa e produtos.
PRODUÇÃO MUNDIAL DE ENXOFRE EM 2017
• Preparação e adequação de rotulagem e material de
propaganda.
China 17,8 • Elaboração de protocolos de pesquisa;
EUA 9,6 intermediação na contratação de pesquisadores;
execução e gerenciamento de testes de campo e
Rússia 7,0 laboratório (P&D).
Canadá 5,3 • Hospedagem de registros e importação de amostras
para desenvolvimento de produto e mercado
Emirados Árabes Unidos 5,3 (Prophyto).
Arábia Saudita 4,9
Alemanha 3,8
Japão 3,4
Índia 3,2
Cazaquistão 3,1
Coréia 2,4
Irã 2,2
Catar 1,9
Outros Países 3,3 CONHEÇA OUTRAS ÁREAS DE ATUAÇÃO EM
MILHÕES TONELADAS
Regulatory Affairs
Gráfico: Produção Mundial de Enxofre em 2017. Field Management
Fonte: USGS Minerals Information. Elaboração: GlobalFert. Business Advisors
Prophyto
www.vignabrasil.com.br
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75
/GrupoVignaBrasil /GrupoVignaBrasil
IV edição • 2018 •
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

RÚSSIA
OAO Gazprom
Os principais players mundiais de Enxofre são:

CHINA
Sinopec Corp

EAU
Abu Dhabi National
Oil Company

Mapa: Localidades dos players de Enxofre no Mundo.


Fonte: GlobalFert.

No Brasil, os principais produtores de Enxofre


são a Petrobras, a Produquímica e a Companhia
RÚSSIA
Siderúrgica Nacional.
17%
CAZAQUISTÃO
As importações de Enxofre no ano de 2017 foram EUA
19%
de 1,91 milhão de toneladas, 7,3% superior ao volume 38% EAU
de 1,78 milhão de toneladas registrado em 2016. 14%

As principais origens do produto em 2017 foram


os EUA, o Cazaquistão, a Rússia e os Emirados Árabes BRASIL

Unidos, com respectivamente 38%, 19%, 17% e 14% do


volume.
Mapa: Importação de Enxofre a Granel pelos principais países de origem em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). | Elaboração: GlobalFert.

130
O preço médio pago pelos 120
Preço Fob (Us$/Ton)

110
importadores brasileiros em 2017 foi 100
90
de aproximadamente US$ 91/t, queda 80
70
de 6% em relação ao ano anterior. 60
50
40
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

ENXOFRE

Gráfico: Média do Preço (US$) FOB do Enxofre pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Elaboração: GlobalFert

BORO
As principais fontes de Boro utilizadas no mercado Em 2017, a Ásia permaneceu como uma das principais
são na forma de Bórax ou Borato de Sódio e Ácido Bórico. regiões demandantes.
Entre os segmentos de aplicação, destacam-se os de
cerâmica, vidros, nutrição vegetal e indústria em geral.

76
A necessidade de inovação de produtos aliada ao a sua adoção para o aumento da produtividade das
impulso no mercado imobiliário norte-americano e na culturas.
Ásia Pacífico impulsionaram o uso no setor da construção.
Os principais produtores mundiais de derivados de
Já, no segmento agrícola, a demanda teve origem nas boro, como o Ácido Bórico, Bórax e Ulexita, estão na
regiões da América, África e Índia. O aperfeiçoamento das Argentina, Bolívia, Chile, China, EUA, Índia, Itália, Japão,
técnicas de uso do Boro como micronutriente incentivou Peru, Rússia e Turquia.

ITÁLIA CHINA
RÚSSIA
Dalian Jinma Group
Societa Chimica Russian Bor
Fengcheng Chemical
Larderello (SCL)
Dashiqiao Huaxin
EUA Dan Borax and Liaoning Jiayuan
TURQUIA
Rio Tinto
Eti Maden
JAPÃO
Tomiyama Pure Chemical
Industries
ÍNDIA
BOLÍVIA Searles Valley Reserves
Sociedad Industrial Gujarat Boron Derivatives
PERU Tierra Searles

Inkabor

ARGENTINA
CHILE Minera Santa Rita
Quiborax

Mapa: Principais produtores de derivados de Boro no Mundo.


Fonte: GlobalFert.

Matozinhos
Pigminas
São Joaquim da Barra Hidromet
Bio Soja Batatais
No mercado nacional, existem Agroplanta
Jardinópolis Brasilquímica
13 principais distribuidoras de Agrária Mogi-Guaçu
derivados do Boro. Metalloys & Chemicals Comercial

Cesário Lange Campinas


MCM
Microquímica
São Paulo
Produquímica
Brasilbor
Barueri
Nutriplant
Porto Alegre
Microsal Itapecerica da Serra
Pigminas

Capivari
Microsal

Mapa: Principais distribuidoras de Boro para Fertilizantes no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

IV edição • 2018 • 77
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Em 2017 o produto de maior volume importado


foi o Ácido Bórico, com aproximadamente 40 mil TURQUIA
toneladas, e desse total 37% teve como origem Boráx penta

o Chile, seguido da Argentina com 31% das


importações.

Já o volume importado de Borax Pentahidratado


e Decahidratado foi de 11 mil e 1,5 mil toneladas,
respectivamente. BRASIL
CHILE
Em relação às origens, a Turquia foi o país de
Ácido Bórico
maior relevância para o produto Pentahidratado, ARGENTINA
representando 54% das importações. Para o Ácido Bórico
Borax deca
Decahidratado, a Argentina foi responsável por mais
de 70% do volume importado.
Mapa: Origens das importações de derivados de Boro realizadas pelo Brasil.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Elaboração GlobalFert.

O preço médio do Ácido Bórico pago pelos importadores brasileiros no ano de 2017 foi de aproximadamente US$ 562.
Quanto ao Borax Pentahidratado e ao Borax Decahidratado, o preço médio foi de US$ 521 e US$ 485, respectivamente.

700

600
Preço FOB (US$/ton)

500

400

300

200

100

0
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

ÁCIDO BÓRICO BORAX PENTAHIDRATADO BORAX DECAHIDRATADO

Gráfico: Média de preço FOB de derivados de boro pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Elaboração GlobalFert.

No mercado nacional, o preço para o Ácido Bórico O preço do Octaborato de Sódio apresentou
apresentou pouca oscilação durante o ano de 2017. Em perspectiva similar ao do Ácido Bórico. O preço médio
relação ao início do ano, o preço do produto caiu cerca do produto foi de aproximadamente R$ 9.947, em
de 5%, sendo o seu preço médio de aproximadamente comparação com o início do ano, o preço apresentou
R$ 3.800. queda de apenas 4%.
12.000
Preço CIF (R$/ton)

10.000

8.000

6.000

4.000

2.000

-
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

ÁCIDO BÓRICO OCTABORATO DE SÓDIO

Gráfico: Média de preço CIF pago no mercado nacional pelos derivados de boro em 2017.
Fonte: Conab. Elaboração GlobalFert.

78
COBALTO

A principal utilização do Cobalto ocorre na produção de baterias


recarregáveis, eletrônicos, catalisadores (indústria química e de óleos),
tintas e pigmentos (indústria de vidros e cerâmicas), ligas metálicas e
cuidados com a saúde (tratamento de alguns tipos de câncer). Devido
ao uso mais intenso do Cobalto estar ligado principalmente a estes
tipos de aplicações, o preço no produto é fortemente influenciado pela
demanda do metal para os usos descritos.

Em 2017, a oferta global de Cobalto apresentou uma queda em


relação a 2016, atingindo o volume de 110 mil toneladas. A República

Qualidade
Democrática do Congo (RDC) é a principal fornecedora mundial de
minério de cobalto, responsável por quase 60% do total ofertado
mundialmente.

70
64
e eficiência
em insumos
VOLUME (MIL TONELADAS) – EM 2017

60

50

para
40

30

20

10

0
REPÚBLICA
5,6

RÚSSIA
5

AUSTRÁLIA
4,3

CANADÁ
4,2

CUBA
4 3,8 3,2

FILIPINAS MADAGASCAR PAPUA


2,9

ZÂMBIA
2,8

NOVA
2,5

ÁFRICA DO
nutrição
vegetal
DEMOCRÁTICA NOVA GUINÉ CALEDÔNIA SUL
DO CONGO

Mapa: Principais países produtores de Cobalto.


Fonte: GlobalFert.

Sulfato de Cobalto Hepta


Nitrato de Potássio
Nitrato Sódico Potássico

INCASA S/A
Fone: (47)3205-7000 | Joinville|SC
IV edição • 2018 •
www.incasa.ind.br 79
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

75.000
O Cobalto apresentou uma grande
70.000
elevação nos preços praticados em 2017, com 65.000
aumento de 109% no valor médio entre janeiro 60.000

e dezembro de 2017, resultado da especulação 55.000


50.000
de que a oferta não será suficiente para suprir
45.000
a demanda por baterias em carros elétricos. 40.000
35.000
30.000
Com isso, a expectativa é de que os preços
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
em 2018 mantenham a tendência de alta
observada em 2017, fator que impactará nos US$/Tonelada

preços da matéria-prima para produtos de TNV. Gráfico: Preço mensal médio do LME de Cobalto praticado em 2017.
Fonte: LME.

A função do Cobalto como fertilizante é de auxiliar na prima da China e República Democrática do Congo. Os
fixação de Nitrogênio e promover um maior crescimento depósitos nacionais de cobalto estão situados em Goiás,
das raízes das plantas. As principais fontes do Cobalto associados aos depósitos de níquel em Niquelândia
para fertilizantes são Cloreto de Cobalto, Óxido de e cobre e níquel em Americano do Brasil, e em Minas
Cobalto, Nitrato de Cobalto, Fosfato de Cobalto, Sulfato Gerais, associados à Jazida Fortaleza de Minas de níquel,
de Cobalto e Carbonato de Cobalto. cobre e cobalto localizada em Fortaleza de Minas.

O Brasil possui um baixo volume produzido


internamente, recorrendo à importação da matéria-

Feira de Santana

Goiânia

Batatais
Mogi-Guaçu
Acetato de cobalto Caçapava
Carbonato de cobalto
Cesário Lange Suzano
Cloreto de cobalto
São Paulo
Hidróxido de cobalto
Barueri
Nitrato cobaltoso Joinville
Capivari
Nitrato de cobalto
Óxido de cobalto
Sulfato de cobalto

Barueri/SP Batatais/SP Caçapava/SP Capivari/SP Cesário Lange/SP Feira de Santana/BA


Quirios
Agroplanta Reprocessa Microsal InCasa Sais Nordeste
Nutriplant

Goiânia/GO Joinville/SC Mogi Guaçu/SP São Paulo/SP Suzano/SP


Produquímica
Rayquímica Incasa Metalloys & Chemicals Resimapi Jb Química

Mapa: Empresas produtoras de fontes de Cobalto no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

80
CLORO

O Cloro é adicionado de forma indireta no solo, pois Cloreto de Magnésio, Cloreto de Cálcio e até mesmo à
as fontes deste micronutriente encontram-se associadas fonte do macronutriente potássio, por meio do Cloreto
à fonte de outros nutrientes, como o Cloreto de Cobalto, de Potássio.

COBRE
A demanda por cobre está relacionada principalmente de cobre pelo país aumente, mantendo os preços em alta.
com o mercado de infraestrutura e construção civil. A China
é líder nas importações do minério. Com os investimentos Os preços já se mostraram mais elevados em 2017, e
em infraestrutura e as novas regulamentações ambientais esse avanço é reflexo da escassez do minério no mercado.
nas indústrias, a expectativa 7.000

para 2018 é que a demanda


LME Cobre (US$/ton)

6.500

6.000

5.500

5.000
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

Gráfico: Preço médio mensal do LME de cobre praticado em 2017.


Fonte: LME.

Entre os principais players mundiais de cobre, destacam-se:

CANADÁ
First Quantum
Minerals

EUA ESPANHA
Grupo México
Freeport-McMoRan
Grupo México MÉXICO
Grupo México

INDONÉSIA
PERU
Freeport-McMoRan
Grupo México
Freeport-McMoRan
BHP Billiton

CHILE
Anglo American
Antofagasta
BHP Billiton
Codelco
Freeport-McMoRan

Mapa: Principais players de derivados de Cobre do mundo.


Fonte: GlobalFert.

IV edição • 2018 • 81
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

NORUEGA
18%

O volume importado de Óxido de Cobre no ano de 2017 caiu


12% em relação ao ano anterior. O principal país de origem foi o
Peru, com 76% das importações, seguido da Noruega, com 18% da
PERU
entrada em nosso país.
76%

BRASIL

Mapa: Origens das importações de Óxido de Cobre pelo Brasil.


Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Elaboração GlobalFert.

O preço médio do derivado de cobre pago pelos A alta nos preços é reflexo do declínio da produção
importadores brasileiros foi de aproximadamente US$ em diversos países e da demanda constante.
7.571, 10% acima do preço médio de US$ 6.855 pago
pelos importadores 10.000
Preço FOB (US$/ton)

8.000
brasileiros em 2016.
6.000

4.000

2.000

-
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

COBRE

Gráfico: Média de preço FOB de Óxido de Cobre pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Elaboração GlobalFert.

Já com relação ao Sulfato de Cobre, 100% da


demanda nacional foi produzida no Brasil e abastecida
Feira de Santana
por 12 empresas fabricantes. Sais Nordeste

Sete Lagoas
Multitécnica
Goiânia
Rayquímica

Pitangui Santana do Paraíso


Mineral Minas Solverquímica

Matozinhos
Cerquilho Pigminas
Acqua Madre Batatais
Agroplanta
Cesário Lange
MCM
São Paulo
Produquímica
Capivari
Microsal
Itapecerica da Serra
Rhomicrom Pigminas

Mapa: Principais empresas fabricantes de Sulfato de Cobre no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

82
FERRO

Ao longo de 2017 o nível das importações de minério de ferro na


China aumentou em razão da elevação dos preços domésticos do aço,
que subiram quase 50%, em parte devido a cortes de produção para
reduzir a poluição.

Na agricultura o Sulfato Ferroso é a principal fonte do


micronutriente ferro, as importações brasileiras do produto em 2017
foram de aproximadamente 1,61 mil toneladas 13% a menos que o
importado em 2016.

Entre as origens, a Malásia foi responsável por 91% das importações


e a China, por 9%.

350

300
PREÇO FOB (US$/TON)

250

200

150

100
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

SULFATO FERROSO

Gráfico: Média de preço FOB de Sulfato Ferroso pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Elaboração GlobalFert.

No Brasil os produtores de Sulfato Ferroso são:

Feira de Santana
Sais Nordeste

Sete Lagoas
Multitécnica

Matozinhos
Pigminas
Hidromet

Batatais
Agroplanta

Itapecerica da Serra
Capivari Pigminas
Microsal
Indaiatuba
Aksell

Mapa: Principais empresas de Sulfato Ferroso no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

IV edição • 2018 • 83
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

MANGANÊS

Na Agricultura, as principais fontes de Manganês são, Foram importadas 9,02 mil toneladas de produtos
além do Sulfato, o Óxido de Manganês e o Carbonato de derivados de Manganês em 2017, 19% de Carbonato
Manganês. de Manganês e 81% de Sulfato de Manganês. O Peru
foi a principal origem para o Sulfato, enquanto para o
O preço do manganês apresentou volatilidade em Carbonato a China mostrou maior representatividade.
2017, devido ao aumento da produção global de aço
carbono – produto final do manganês – aliado à redução O preço médio pago pelos importadores brasileiros
da disponibilidade do minério no final de 2016 e início de em 2017 foi de aproximadamente US$ 539/t para o
2017 afetaram os preços no primeiro trimestre do ano. Sulfato de Manganês e de US$ 881/t para o Carbonato de
O aumento da produção na África do Sul no segundo Manganês.
semestre refletiu no valor das importações de alguns
derivados, como o Sulfato de Manganês.

1150
PREÇO FOB (US$/TON)

1050
950
850
750
650
550
450
350
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

SULFATO DE MANGANÊS CARBONATO DE MANGANÊS

Gráfico: Média de preço FOB de sais de manganês pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Elaboração GlobalFert.

Em 2017 o preço médio do Sulfato de Manganês no Brasil foi de R$ 3.498/t. Em relação ao início do ano, o valor do
produto no país aumentou 5%.

3600
PREÇO CIF (R$/TON)

3500

3400

3300

3200
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

SULFATO DE MANGANÊS

Gráfico: Média de preços CIF pagos no mercado nacional por Sulfato de Manganês em 2017.
Fonte: Conab.
Elaboração GlobalFert.

84
Entre os principais players de Sulfato de Manganês encontram-se:

EUA CHINA
Erachem Comilog
Citic Dameng Mining Industries
Jost Chemical ÍNDIA
Changsha JinHui
Carus Group
Balaji Industries DaHua Chemical
Modasa Chemicals ISKY Chemicals
Parshva Chemicals Rech Chemical
Shanghai Qiulong Chemical
PERU

Compania De Minas
Buenaventura AUSTRÁLIA

Mesa Minerals

Manganês

Mapa: Principais players de Sulfato de Manganês no mundo.


Fonte: GlobalFert.

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IV edição • 2018 • 85
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Feira de Santana
Os principais produtores de Sulfato Sais Nordeste

de Manganês no Brasil são: Sete Lagoas


Multitécnica

Pitangui Matozinhos
Mineral Minas Pigminas
Hidromet

São Joaquim da Barra Conselheiro Lafaiete


Bio Soja Sebrem
Batatais
Agroplanta
Brasilquímica
Jardinópolis
Agrária Guarulhos
Capivari Indústria Química River
Microsal
São Paulo
Produquímica
Resimapi

Mapa: Principais empresas de Sulfato de Manganês no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

MOLIBDÊNIO
O preço do Molibdênio aumentou em 2017 devido Para 2018, a expectativa é que os preços mantenham-
ao aumento da produção de aço, impulsionado pela se aquecidos, principalmente em razão da demanda
recuperação global da perfuração de petróleo e gás. contínua pela indústria de petróleo e gás.
Atualmente a China é um país-chave na produção e
consumo de Molibdênio.
17.000
LME MOLIBDÊNIO (US$/TON)

16.000

15.000

14.000

13.000

12.000
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

Gráfico: Preço médio mensal do LME de Molibdênio praticado em 2017. | Fonte: LME.

18000
No ano de 2017 o Brasil importou pouco mais
16000
Preço FOB (US$/ton)

de 370 toneladas de Molibdato de Sódio a um


14000
preço médio de US$ 9.753/ton, sendo o Chile e a
12000
China os principais países de origem.
10000

8000

Já o volume importado de Molibdato de JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

MOLIBDATO DE SÓDIO MOLIBDATO DE AMÔNIO


Amônio foi de aproximadamente 11 toneladas
Gráfico: Média de preço FOB de sais de molibdênio pago pelos importadores brasileiros em 2017.
em dezembro, a um preço médio de US$ 17.495/
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
ton, sendo a Polônia a principal origem do produto. Elaboração GlobalFert.

86
56000

Em 2017 o preço médio do Molibdato


PREÇO CIF (R$/TON)

55000 de Sódio no Brasil foi de R$ 55.166/t. Em


relação ao início do mesmo ano, o valor do
54000

produto no país aumentou 0,7%.


53000
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

MOLIBDATO DE SÓDIO

Gráfico: Média de preços CIF pagos no mercado nacional por Molibdato de Sódio em 2017.
Fonte: Conab. | Elaboração GlobalFert.

Entre os principais players internacionais, destacam-se:

RÚSSIA
CANADÁ
SMR
Erdene Resource Development Corp
Taseko Mines Limited POLÔNIA
CHINA
KGHM
ARMÉNIA
EUA China Molybdenum
Crominet Jinduicheng Molybdenum Group
Centerra Gold Shaanxi Non-ferrous Metals
Holding Group
ÍNDIA

Rubamin

PERU

Freeport-McMoRan

CHILE

Codelco
Antofagasta PLC

Mapa: Principais empresas de Molibdato no mundo. | Fonte: GlobalFert.

Sete Lagoas
Multitécnica

São Joaquim da Barra Batatais


No Brasil, os principais fornecedores Agroplanta
Bio Soja
de Molibdato de Sódio são: Brasilquímica
Mogi-Guaçu
Jardinópolis Metalloys &
Agrária Chemicals Comercial
São Paulo
Produquímica
Barueri
Nutriplant

Mapa: Principais empresas fornecedoras de Molibdato de Sódio no Brasil. | Fonte: GlobalFert.

IV edição • 2018 • 87
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

ZINCO

As fontes primárias utilizadas para a produção de O ano de 2017 foi marcado por uma série de restrições
fertilizante à base de zinco são as rochas que contêm o na oferta do minério zinco. Como a China é um dos
nutriente, como a Esfarelita e a Smithsonita. As cinzas principais países fornecedores do minério, o fechamento
resultantes do processo de galvanização de ferro programado de algumas minas e a interrupção de
também são utilizadas como fonte de zinco na produção produção devido aos impactos das regras ambientais
de tecnologia para a nutrição vegetal. impostas pelo governo chinês para reduzir a poluição
foram os principais fatores. A expectativa é que no ano
Entre os sais solúveis utilizados na nutrição vegetal de 2018 os preços do minério mantenham-se elevados
estão: Sulfato de Zinco Heptahidratado (21% Zn), Sulfato em razão da baixa oferta.
de Zinco Monohidratado
3.500
(35% Zn), Nitrato de Zinco
LME ZINCO (US$/TON)

(12% Zn) e o Cloreto de Zinco 3.000

(26% Zn).
2.500

2.000

1.500
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

Gráfico: Preço médio mensal do LME de Zinco praticado em 2017.


Fonte: LME.

Em 2017, o preço médio do Sulfato de Zinco pago pelos Já o preço médio do Cloreto de Zinco pago pelos
importadores brasileiros oscilou cerca de 7% durante o ano, importadores brasileiros foi de aproximadamente US$ 1.506.
sendo que o mês de março foi o período de maior variação.
O preço médio do Óxido de Zinco pago pelos importadores
brasileiros apresentou comportamento semelhante, pois,
durante o ano de 2017, o
4200
preço médio do produto 3600
Preço FOB (US$/ton)

variou pouco mais de 5,7%. 3000

2400

1800

1200

600

0
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

SULFATO DE ZINCO ÓXIDO DE ZINCO CLORETO DE ZINCO

Gráfico: Média de preço FOB de fonte de zinco pago pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Elaboração GlobalFert.

88
O preço do produto comercializado no Brasil no ano de 2017 também mostrou sinais de alta, em relação ao início do
ano, o preço do Sulfato de Zinco aumentou 17%.

3.500

3.300
Preço CIF (R$/ton)

3.100

2.900

2.700
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

SULFATO DE ZINCO

Gráfico: Média de preços CIF pagos no mercado nacional por Sulfato de Zinco em 2017.
Fonte: Conab.
Elaboração GlobalFert.

Os principais players mundiais de Sulfato de Zinco são:

BÉLGICA

EverZinc CHINA
Lantian Chemical
MÉXICO Rech Chemical
ÍNDIA Xinxin Chemical
Zinc Nacional Newsky Group
Gupta Agri Care Hengyang Dong Da Chemical
Changsha Haolin Chemicals
Hengyang Best-selling Chemical
Hebei  Yuanda Group
ISKYCHEM
Hunan Jingshi
Bohigh
Sulfato de Zinco

Mapa: Principais empresas fornecedoras de derivados de Zinco no mundo.


Fonte: GlobalFert.

IV edição • 2018 • 89
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Feira de Santana

Sertãozinho Três Marias

No Brasil os produtores Pitangui


Sete Lagoas Matozinhos

de derivados de Zinco são: São Joaquim da Barra


Batatais

Duque de Caxias
Olímpia
Guarulhos
Jardinópolis
Suzano
Cesário Lange São Bernardo do Campo
Mauá

Forquilhinha São Paulo


Barueri

Sulfato de Zinco Itapecerica da Serra

Capivari Indaiatuba
Óxido de Zinco
Cloreto de Zinco

Barueri/SP Batatais/SP Capivari/SP Cesário Lange/SP Duque de Caxias/RJ Feira de Santana/BA


Agroplanta
Nutriplant Microsal MCM Rio Metalúrgica Sais Nordeste
Brasilquímica

Forquilhinha/SC Guarulhos/SP Indaiatuba/SP Itapecerica/MG Jardinópolis/SP Matozinhos/MG


Sul Óxidos Indústria Química River Aksell Pigminas Agrária Pigminas

Mauá/SP Olímpia/SP Pitangui/MG São Bernardo do Campo/SP São Joaquim da Barra/SP São Paulo/SP
Brazinco
Brasóxidos Kimberlit Mineral Minas Mundo Químico Bio Soja
Produquímica

Sertãozinho/SP Sete Lagoas/MG Suzano/SP Três Marias/MG


Serquímica Multitécnica Zinc Fundição de Metais Votorantim

Mapa: Principais empresas fornecedoras de derivados de Zinco no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

AMINOÁCIDOS

Os aminoácidos são moléculas orgânicas que O Triptofano, por exemplo, é precursor da auxina
apresentam um grupo amina e um grupo carboxila (IAA), a metionina produz o etileno, e a arginina é o
ligados a um carbono, eles se diferem em L- e D- de principal grupo de aminoácidos em plantas de videira e de
acordo com sua produção. No metabolismo das plantas, cana-de-açúcar. Tirosina e fenilalanina estão relacionadas
os aminoácidos L- são melhor absorvidos. A aplicação de às defesas das plantas contra doenças e pragas.
aminoácidos em cultivos tem a função de ativadores do
metabolismo, agindo como precursores de hormônios, A utilização de aminoácidos nos produtos de
complexando nutrientes, conferindo maior resistência tecnologia em nutrição vegetal é recente, embora os
ao estresse hídrico, de alta temperatura e ao ataque de estudos para a utilização na agricultura tenham começado
doenças e pragas. no final dos anos 60 com objetivo de diminuir o efeito do
estresse em plantas.

90
Liderado por outros setores como indústria Entre os principais aminoácidos utilizados em nutrição
alimentícia e nutrição animal, estima-se que o mercado vegetal se destaca a L-Treonina com o maior volume
mundial de aminoácidos atinja um volume de 10 milhões importado em 2017. Com origem na China, apresentou
de toneladas em 2022. A China aparece como o maior um volume muito superior aos outros aminoácidos
exportador do produto e os Estados Unidos, o maior pesquisados, cerca de 18 mil toneladas distribuídas entre
importador. todas as aplicações.

Já o mercado brasileiro de aminoácidos tem um


volume anual de 140 mil toneladas, sendo que grande
participação neste mercado remete à nutrição animal.

Volume de importação dos principais aminoácidos em 2017 (t)

L-Treonina

L-Triptofano 2.031

L-Valina 472

Ácido Glutâmico 164

L-Lisina 28

L-Leucina 11

Isoleucina 6

O preço da L-Treonina foi 13% menor em 2017 em relação a 2016, sendo o maior valor registrado de US$ 1.602 por
tonelada. Durante a maior parte do ano, o preço se manteve estável, próximo a US$ 1.400/t. Em dezembro o preço subiu,
alcançando o valor médio de 2016.

Preço de importação para L-Treonina em 2017


1.800
Preço FOB (US$/t)

1.600

1.400

1.200

1.000

800

600
MÉDIA 2016 JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

Gráfico: Média preço FOB de L-Treonina em 2017.

No mundo destacam-se 14 players na produção de investimentos acontecerá na Ásia, onde a produção de


aminoácidos e em 2017 foram anunciados mais de 210 aminoácidos deve aumentar acompanhando a crescente
milhões de dólares em investimentos para ampliação de demanda vinda da indústria farmacêutica e de cuidados
oferta mundial nos próximos anos. Grande parte destes pessoais.

IV edição • 2018 • 91
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

PAÍSES BAIXOS COREIA DO SUL


Royal Dsm Cj Cheil Jedang
Daesang Corporation
ALEMANHA
Amino Gmbh CHINA JAPÃO
EUA Evonik Industries
Iris Biotech Gmbh Blue Star Ajinomoto Co
Archer Daniels Midland
ADISSEO Sumitomo Chemical
Cargill
Global Bio-Chem
Technology Group
Company Limited
FUFENG GROUP

Mapa: Principais produtores de aminoácidos no mundo.

Piracicaba
CJ
Já no Brasil, além das plantas da Ajinomoto e da CJ
no interior de São Paulo, em julho de 2016 a Empresa Castro
Evonik iniciou a operação de uma nova planta de Evonik
L-Lisina, ampliando a oferta deste aminoácido no
mercado nacional.
São Paulo
Ajinomoto

Mapa: Principais produtores de aminoácidos no Brasil.

QUELATOS

Os quelatos apresentam diversas aplicações utilizado em nutrição vegetal, pois transporta o nutriente,
diferentes, desde produtos de limpeza, cosméticos até deixando-o disponível para ser absorvido pela planta e
indústrias de papel e celulose. Esta ampla possibilidade alterando propriedades do meio, como pH. É previsto
de aplicações impulsiona o desenvolvimento constante um crescimento mundial de 8% ao ano do mercado
de novos produtos com características específicas para de quelatos direcionados ao mercado agrícola, sendo
seu uso. Apesar disso, o EDTA (ácido etilenodiamino que China, Índia e Austrália representam os países com
tetra-acético) continua sendo o agente quelante mais maiores aumentos de consumo.

“Na Europa, a Akzo Nobel anunciou um investimento de 10 milhões de euros na expansão de


produção de micronutrientes quelatados, principalmente de Ferro, do qual a fornecedora é
líder de mercado. A conclusão da expansão é prevista para o final de 2018.”

92
HOLANDA
Akzo Nobel
Van Iperen International

ALEMANHA
FRANÇA BASF
Protex International Nufarm

ESPANHA ITÁLIA
EUA Deretil Agronutritional Valagro
Dow Chemicals

ISRAEL
Haifa Chemicals
CHINA
SUÍÇA Shandong Iro Chelating Chemicals

Syngenta AG

Mapa: Principais produtores de quelatos no mundo.

Volume de importação de EDTA


por países de origem - 2017 (t)

Em 2017 o Brasil importou cerca de 2.200 toneladas de EUA 1.727


EDTA puro para as diversas aplicações no país, uma pequena
queda de 10% em relação ao ano anterior. Os principais países CHINA 1.374
de origem continuam sendo Estados Unidos, China e Holanda.

HOLANDA 467

IV edição • 2018 • 93
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Média de preço FOB de EDTA pagos pelos importadores brasileiros em 2017


3.500
3.000 O preço do EDTA oscilou ao longo de todo
Preço FOB (US$/t)

2.500
2.000
o ano de 2017 e fechou dezembro em alta
1.500 de 39% em relação a janeiro. O preço médio
1.000
500 praticado foi de US$ 1.956/ton, atingindo
-
JAN/17 FEV/17 MAR/17 ABR/17 MAI/17 JUN/17 JUL/17 AGO/17 SET/17 OUT/17 NOV/17 DEZ/17 uma máxima de US$ 3.000 em outubro/17.
EDTA

A importação de EDTA já complexado com metais Segundo fornecedores do mercado nacional, no ano
é menor que a do produto puro, porém a importação de 2017 houve diminuição da demanda em 7% devido à
do produto complexado triplicou em relação a 2016, retração da economia, no entanto no final do ano já foi
chegando em 2017 a 363 toneladas. O principal país de percebida uma retomada. Ainda para 2018, espera-se um
origem é a Holanda, seguida pela China. O preço médio aumento de 20% no fornecimento de quelatos. Os mais
pago do produto holandês foi de US$ 4.098,00 com o consumidos são quelatos de Mn, Zn, Fe, Cu, Mo e B.
quelato de cobre marcando US$ 5.470,00. Para o produto
chinês, o preço médio pago foi de US$ 2.372,00.

CORANTES

Cada vez mais presentes no setor agrícola, o consumo Os mercados de corantes e de tecnologia em
de corantes e pigmentos para nutrição vegetal na América nutrição vegetal estão conectados, pois geralmente
Latina já representa um mercado de 16 milhões de dólares. são os fabricantes de fertilizantes mais tecnológicos
No Brasil, ele é relacionado à rastreabilidade do produto que procuram diferenciar seu produto. É estimado um
associado. A cor pode indicar os nutrientes contidos, crescimento de 7% no uso de cores ao ano, podendo ser
misturas para culturas específicas, responsabilidade maior com a entrada de novos produtos de tecnologia em
ambiental e diferenciação de tecnologia, assim, muitas nutrição vegetal.
empresas têm investido na diferenciação de seu produto
e da marca por meio de corantes. O preço médio de importação para o pigmento negro
de fumo foi US$ 807,7 por tonelada. O maior preço foi
Dos principais produtores de corantes e pigmentos de US$ 1.135/t nas entradas dos meses de janeiro e
para a agricultura, 62% têm sua sede nos Estados Unidos, fevereiro, e finalizou o ano em US$ 660/t.
sendo que os outros estão divididos entre Europa e Ásia.

94
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IV edição • 2018 • 95
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Preço FOB de importação para o pigmento negro de fumo em 2017


1.600,0

1.200,0
Preço FOB (US$/t)

800,0

400,0

-
JAN/17 FEV/17 MAR/17 ABR/17 MAI/17 JUN/17 JUL/17 AGO/17 SET/17 OUT/17 NOV/17 DEZ/17

Segundo a Milliken, em 2017 o suprimento de O uso de corantes direto em fertilizantes tem


corantes e pigmentos para a agricultura foi estável e deve crescido bastante, no entanto ainda é mais empregado
seguir assim nos próximos anos. Isto é esperado porque no tratamento de sementes. Novos tipos de corantes são
a cadeia de produção é bem estabelecida e consegue desenvolvidos para atender à crescente demanda por
absorver a demanda do mercado agrícola sem sofrer produtos que não agridam o meio ambiente, como os
alterações bruscas. corantes poliméricos. Os produtos líquidos apresentam
vantagens, como fácil manuseio, menor contaminação
entre lotes e uniformidade de cor.

ALEMANHA

BASF

BÉLGICA
SUÍÇA
EUA GlobaChem
Clariant CHINA
Sun Chemical Er Chem Color
Milliken
Chromatech ÍNDIA
Sensient Technologies
Aakash Chemicals Retort Chemicals
Organic Dyes and Pigments
AgriCoatings
ArrMaz

Mapa: Principais Fabricantes Mundiais.

96
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IV edição • 2018 • 97
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

TENSOATIVOS E SURFACTANTES

Os tensoativos têm a função de diminuir a tensão Em 2017 o preço médio do etileno foi 8,4% superior
superficial do líquido, melhorando a distribuição deste nas em relação a 2016, sendo em fevereiro o maior preço
folhas da planta. Também atuam diminuindo a formação registrado. Este aumento ocorreu devido ao crescimento
de espumas em caldas. Existem muitos tensoativos nos custos de craqueamento de petróleo. No segundo
diferentes, porém as matérias-primas são quimicamente semestre, o preço do etileno apresentou uma alta entre
semelhantes, pois em geral possuem grandes cadeias agosto e setembro, pois a passagem do furacão Harvey
carbônicas, com características hidrofóbicas, ligadas a nos EUA afetou cerca de 47% da produção de etileno do
átomos mais eletronegativos que possuem afinidade país. Nos meses seguintes ao evento climático, o preço
com a água. nos Estados Unidos se manteve em queda até dezembro,
conforme a produção e distribuição foram sendo
Para sintetizar as cadeias carbônicas em geral é estabilizadas.
utilizado o etileno, desse modo as variações nos preços
internacionais dessa importante matéria-prima afetam
os preços dos tensoativos no mercado brasileiro.

900

800

700

600
Preço (US$/t)

500

400

300

200

100

0
MÉDIA 2016 JAN/17 FEV/17 MAR/17 ABR/17 MAI/17 JUN/17 JUL/17 AGO/17 SET/17 OUT/17 NOV/17 DEZ/17

Gráfico: Preço de contrato de etileno praticado em 2017.

O preço de importação do surfactante dimetil amino A diminuição da oferta de matéria-prima ocasionada


propil amina apresentou alta entre os meses de maio e pelo Harvey foi percebida pelos produtores nacionais,
julho de 2017, isso pode estar relacionado ao preço do no entanto não foram fortemente atingidos por estarem
etileno por ter se mantido acima da média observada em com o estoque disponível.
2016.

Dimetil amino propil amina

2500
Preço FOB (US$/t)

2000

1500

1000
MÉDIA JAN/17 FEV/17 MAR/17 ABR/17 MAI/17 JUN/17 JUL/17 AGO/17 SET/17 OUT/17 NOV/17 DEZ/17
2016

98
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IV edição • 2018 • 99
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• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Ainda no Brasil, as fabricantes identificaram um Principais Fornecedores de Tensoativos e Surfactantes


crescimento maior que 15% no consumo para o setor para o Mercado Nacional:
agrícola e esperam um crescimento de até 20% em 2018.

Camaçari
Deten Química

Campinas
Itupeva Americana
Basf Croda
Akzo Nobel

Vespasiano
Salto
Stepan
Tebras

Guarulhos Suzano
GAP Química
Nalco - Ecolab

Santana do Parnaíba São Paulo


AQIA
Nicrom
Ata Tensoativos
Clariant
Evonik
KAO
São Leopoldo Oxiteno
Fabricante TFL Solvey
Distribuidora Zschimmer & Schwarzt Produquímica

Diadema
Agroquímica Maringá

Rio Grande Jandira


Allchem
Chemax

EXTRATOS DE ALGAS

As algas mais utilizadas para produção de fertilizantes são da classe Phaeophyceae.


Entre elas estão a Ascophyllum nodosum, Fucus vesiculosus e Ecklonia maxima.

100
Ascophyllum Nodosum

Fucus Maxima

Ecklonia Vesiculosus

Mapa: Distribuição das três principais algas para produção de fertilizantes no mundo.
Fonte: Algae Base. Elaboração GlobalFert.

A China é o principal país produtor de algas do mundo, no entanto empresas da França, Noruega e Canadá também
se destacam na produção de extrato de algas.

PRODUTORES DE ALGA DO MUNDO

REINO UNIDO
Maxicrop
ISLÂNDIA
Thorverk
NORUEGA
Algea - The Artic Company

CANADÁ IRLANDA
ALEMANHA
Acadian Seaplants
BioAtlantis
Celtic Moss Schott AG
CHINA
Canada Oceanic
Bright Moon Seaweed Group
ESTADOS Citymax Agro
Dongyang Lianfeng Biological Technology
UNIDOS FRANÇA King Deng Co.
A2BE Carbon Capture
Aleor Qingdao Future Group
North American Kelp Qingdao Jingling Ocean Biotechnology
Setalg (grupo Roullier)
Nutrients Plus Rizhao Eminent Group
Timac Agro (grupo Roullier)
Seawin Biotech
Shaanxi Sinuote Bio-Tech
Xian Jiaoda Kaida New Technology
ÍNDIA Yantai Jiate Bio-tech
PERU Vanshree Agriculture Yigeda Bio-Technology
PSW

BRASIL
Oceana Brasil
TWB Mineração
ÁFRICA DO SUL
Kelp Products International

IV edição • 2018 • 101


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

CANADÁ NORUEGA
11% 24%
Em 2017 o Brasil importou 709 toneladas IRLANDA
de extrato de algas para fertilizantes 2% FRANÇA

provenientes da França (59%), Noruega 59% CHINA

(24%), Canadá (11%), China (3%) e Irlanda 3%


(2%). O preço médio da tonelada foi de US$
5.775 e a Noruega foi o país de origem com o
preço médio mais competitivo.

BRASIL

Mapa: Importações de extratos de algas em 2017.


Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). | Elaboração: GlobalFert.

Os meses de junho, outubro, novembro e dezembro foram os de maior volume importado no ano e os meses de
janeiro, fevereiro, maio e dezembro de maiores preços pagos pelos importadores.
16.000

14.000
PREÇO FOB (US$/TON)

12.000

10.000

8.000

6.000

4.000

2.000

0
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

Gráfico: Média de Preço FOB de Extrato de Algas paga pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

SUBSTÂNCIAS HÚMICAS
As Substâncias Húmicas podem ser obtidas a
partir da leonardita, carvão mineral, lignite, composto PRODUÇÃO MUNDIAL DE TURFA EM 2017
de vermes e turfa. A leonardita é a principal matéria- Finlândia
prima utilizada como fonte de substâncias húmicas Irlanda
Alemanha
na produção de fertilizantes. No entanto, no Brasil os Suécia
Bielorrússia
depósitos de leonardita são escassos e a opção mais Canadá
Rússia
acessível em relação ao custo e teor de substâncias Polonia
Letônia
húmicas é a turfa.
Estonia
Ucrânia
Lituania
O Brasil possui reservas de turfa no total de 487 EUA
Outros países
milhões de toneladas e as reservas globais estão 0 1 2 3 4 5 6 7 8
estimadas em aproximadamente 12 bilhões de MILHÕES DE TONELADAS
toneladas. A produção mundial de turfa em 2017 foi
de aproximadamente 26 milhões de toneladas, sendo Tabela: Produção Mundial de Turfa em 2017 (Milhões de Toneladas).

Finlândia, Irlanda, Alemanha e Suécia os quatro principais Fonte: U.S. Geological Survey, Mineral Commodity Summaries, January 2018.
Elaboração: GlobalFert
produtores mundiais.

102
A produção brasileira anual de turfa é baixa quando
comparada aos maiores produtores do mundo. A produção das
duas maiores unidades produtoras no Brasil em 2017 foi de
aproximadamente 76 mil toneladas, fornecidas para as indústrias
de fertilizantes orgânicos, condicionadores de solo e energia.

Mineração Darcy
SÃO SIMÃO
50 mil
TONELADAS

Florestal S/A CRICIÚMA


Florestal S/A
FÁBRICA
EXTRAÇÃO
27 mil
BALNEÁRIO ARROIO

TONELADAS
DO SILVA
60 mil
TONELADAS

Imagem: Localização e Capacidade Produtiva das duas maiores produtoras de turfa do Brasil.
Fonte: ABISOLO (pesquisa realizada com os fornecedores).

No ano de 2017 foram importadas 24,9 mil toneladas


de turfa, aumento de 17% em relação ao ano de 2016. Os
principais países de origem foram a Letônia com 64% do
volume importado e o Canadá, com 30%. O Canadá reduziu
sua participação nas importações em relação ao ano de 2016,
porém a Letônia aumentou.

O preço médio da turfa importada no ano de 2017 foi de


US$ 238,23/ton e aumentou 3% em relação ao ano de 2016.

350
PREÇO FOB (US$/TON)

300

250

200

150

100

50

0
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

Gráfico: Média do Preço (US$) FOB da Turfa paga pelos importadores brasileiros em 2017.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Elaboração: GlobalFert.

IV edição • 2018 • 103


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

MATÉRIA-PRIMA ORGÂNICA

A agricultura orgânica tem ganhado cada vez mais terá crescimento de 20% em novos produtos agrícolas
destaque no Brasil, estima-se que esse setor movimente orgânicos em razão da forte demanda interna por
mais de R$ 2,5 bilhões por ano no país. De acordo com produtos saudáveis e sustentáveis.
a Coordenação de Agroecologia (COAGRE), existem,
aproximadamente, 14.449 unidades de produção Dado esse crescimento, a produção de fertilizantes
orgânicas cadastradas no Ministério da Agricultura, que orgânicos tem ganhado cada vez mais espaço entre as
representam mais de 1,5 milhão de hectares e a tendência alternativas de nutrição do solo, já que seu processo
é que este número aumente nos próximos anos. auxilia na elevação da absorção dos nutrientes.

Na projeção para 2018 do Conselho Brasileiro da


Produção Orgânica e Sustentável (Organis), o Brasil

RESÍDUOS AGRÍCOLAS NAS PRINCIPAIS CULTURAS

Com base nas origens de resíduos das principais Esse decréscimo é resultado da redução da produção
culturas no Brasil, estima-se que o país gerou em 2016 colhida em algumas culturas, como, por exemplo, as de
mais de 356 milhões de toneladas, 2% a menos que em Soja e de Milho.
2015.

3% 3% 3% 2% 3% 4% 2% 3%
3% 3% 3% 3% 2% 2% 2% 2%
10% 10% 10% 13% 13% 13% 14% 10%
Outros
14% 16% 17% 15% 20%
17% 18% 20% Laranja
Milho
Soja
Cana-de-açúcar
70% 68% 67% 67% 65% 63% 65%
62%

2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Gráfico: Geração de resíduos nas principais culturas.


Fonte: IPEA/ IBGE/ PAM. | Elaboração: GlobalFert.

104
Os resíduos originados da produção de cana-de- Os resíduos agrícolas apresentam concentração de
açúcar, como, por exemplo, a vinhaça e a torta de filtro, contaminantes inferior aos resíduos industriais e, muitas
apresentaram crescimento em relação a 2015. A torta de vezes, seu uso é feito na agricultura local, em uma espécie
filtro é bastante utilizada como fertilizante por ser rica em de reciclagem.
fósforo e a vinhaça pode ser aproveitada na alimentação
de animais, produção de biomassa, metano e como
fertilizante, sendo esta a forma mais usada.

RESÍDUOS NA PECUÁRIA

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de A Região Centro-Oeste concentra aproximadamente


Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possuía em 2016 34,4% do efetivo de bovinos. A Região Sul é responsável por
cerca de 1,6 bilhão de cabeças entre bovinos, suínos e 49,9% do total de suínos, o sul também tem destaque no
galináceos, 1,8% a mais que no ano anterior. número de galináceos, com 45,3% da representatividade
nacional.

45,3%
Galináceos
34,4%
Bovinos
49,9%
Suínos

MAPA: Principais regiões produtoras da pecuária nacional.


Fonte: IBGE
Elaboração: Globalfert

IV edição • 2018 • 105


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

O volume de resíduo gerado pelos animais pode Um exemplo de tratamento adequado para os
ter como destino produtos de Tecnologia em Nutrição resíduos da pecuária é a compostagem, e o subproduto
Vegetal, sendo, além disso, benéfico para a redução de resultante desse processo apresenta uma gama de
custos. Se um suíno, por exemplo, na faixa de 15 a 100 kg nutrientes que podem ser utilizados na produção de
de peso vivo produz de 4,5% a 8,5% de seu peso corporal fertilizantes.
em dejetos, estima-se que no total foram produzidos
aproximadamente 21,4 milhões de toneladas de esterco No Brasil, existe uma série de empresas que realizam
no ano. esse tipo de processo:

Fertilizantes Norton Oliveira

Geociclo
IFB Biotecnologia Minasorganic
Terra de Cultivo
Valoriza
Agrodkv GRI
Base Substratos Minho Fértil
Armosia Brasil
Biofosfatos Nutrisafra Ecometano
Bioland Organosolví Vide Verde Compostagem
Cardinali Soluções Provaso
Ambientais Arco Iris Fertilizantes
Tera Ambiental
Compobras
Constroeste TERRA NUTRI Adubasul
K2 Agro
Ecomark Cepagro
Visafertil Organo-Nipo
Composul
Embrafós
Procomposto
Adubare
Eco Citrus
Folhito Adubos Orgânicos
Promin

Mapa: Principais empresas de compostagem no Brasil.


Fonte: GlobalFert.

106
PREÇO DAS MATÉRIAS-PRIMAS ORGÂNICAS NO BRASIL
Os preços médios da matéria orgânica e do esterco A cama de aviário apresentou maior oscilação no
de galinha mantiveram-se estáveis durante o ano de preço médio de 2017, com variação média de 1,9%
2017. Ambos apresentaram variação expressiva apenas durante o ano.
no mês de novembro.

350

300
Preço médio CIF (R$/ton)

250

200

150

100

50

0
2015 2016 JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

ESTERCO GALINHA CAMA DE AVIÁRIO MATÉRIA ORGÂNICA

Gráfico: Estimativa média do preço das matérias-primas orgânicas em 2017.


Fonte: Conab.
Elaboração: GlobalFert.
AF-AnuarioAbisolo-Bandeirante.pdf 1 12/04/18 11:43

IV edição • 2018 • 107


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

MÁQUINAS PARA PRODUÇÃO DE


TECNOLOGIA EM NUTRIÇÃO VEGETAL

O estado físico de cada produto de Tecnologia em Nutrição Vegetal é relevante para sua forma de fabricação. Os
Condicionadores de Solo, Substratos para Plantas, Fertilizantes Orgânicos e Organominerais são em geral Sólidos, já os
Fertilizantes Foliares podem ser tanto Fluidos quanto Sólidos.

MÁQUINAS PARA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE


TECNOLOGIA EM NUTRIÇÃO VEGETAL SÓLIDOS

FERTILIZANTE ORGÂNICO
Os principais processos de fabricação de um fertilizante sólido orgânico são: Armazenagem da Matéria-Prima,
Compostagem, Biodigestão ou Biorreação, Especificação Granulométrica e Comercialização.

Matéria-Prima Fertilizante Fertilizante Final


Orgânica Orgânico

Compostagem, Especificação Comercialização


Biodigestão e Biorreação Granulométrica

Imagem: Processo de produção de um Fertilizante Orgânico.

108
ARMAZENAGEM DA MATÉRIA-PRIMA

As matérias-primas dos orgânicos geralmente são resíduos de origem urbana, industrial,


doméstica, agrícola ou florestal, que são armazenados próximo de onde será realizado o
processo de Compostagem, Biorreação ou Biodigestão. Alguns materiais antes de serem
armazenados precisam ser triturados, a fim de ficarem de uma forma homogênea.

Imagem: Material a ser triturado antes do


processo de Compostagem.
Fonte: Esalq

COMPOSTAGEM, BIODIGESTÃO E BIORREAÇÃO

O material orgânico para se tornar um fertilizante além de níveis estipulados, evitando assim a perda de
orgânico precisa passar por processos de enriquecimento alguns nutrientes importantes para o produto final.
biológico, como: Compostagem, Biorreação ou
Biodigestão. Nas leiras o material é revirado de tempos em tempos
e água vai sendo adicionada nesse processo. A máquina
Na compostagem, o material é responsável por revirar o material é denominada
descarregado em uma área Revolvedor. Nesse processo o material passa por
específica para este processo. fases como mesofílica (decomposição do lixo orgânico
Nesse local são feitas as por fungos e bactérias), termofílica (degradação das
leiras, que geralmente moléculas mais complexas) e maturação (estabilização
são resíduos frescos, do composto).
misturados a uma parte de
poda (folhas, galhos, capim, Já na biorreação o
etc.). material orgânico é
destinado ao Biorreator,
Após a montagem das que é um reator
Imagem: Leira de Compostagem.
leiras é necessário que haja o químico onde ocorre
Fonte: Dan Gonçalves
monitoramento da temperatura. uma série de reações
Tal monitoramento serve para com biocatalizadores.
não deixar o material se aquecer

Imagem: Revolvedor Automotriz.


Fonte: IFM

IV edição • 2018 • 109


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Os biorreatores são divididos quanto ao tipo bactérias realizam a transformação bioquímica em Biogás,
de biocatalizador (células ou enzimas), quanto à Biofertilizantes e matéria orgânica para fertilizantes.
configuração (células ou enzimas livres, células ou
enzimas imobilizadas) e quanto à forma de agitação do Existem diversos modelos de
meio. Biodigestores (indiano,
paquistanês, chinês,
Na biodigestão tailandês, filipino, alemão,
a matéria orgânica e etc.) com características
recolhida é colocada próprias de operação,
nos Biodigestores, que como Biodigestor em
aceleram o processo Batelada e Biodigestor
de decomposição, de operação contínua.
no qual milhares de

Imagem: Biorreator. Imagem: Biodigestor.

Fonte: Tecma Tecnologia Fonte: eCycle

SEDES FORNECEDORAS DE REVOLVEDORES, COMPOSTADORES, BIODIGESTORES E


BIORREATORES POR REGIÃO NO BRASIL

Cajuru
Allbiom

Piracicaba
Araras
MS Tecnopon
EcoAgrícola
Xanxerê
Ferronato
Vantec Máquinas
Avesuy

São Paulo
Chapecó
Komptech by Quadrifoglio
Sutil Máquinas
Cotia
Concórdia Máquina Solo

LPC Curitiba
Salete
Sinuelo
Freewill
São Ludgero
Renomaq

Existem outras marcas encontradas no país que são internacionais, como: Willibald (Alemanha), Backhus (Alemanha),
Terra Select (Alemanha), Mus-max (Alemanha) e Posch (Áustria).

110
ESPECIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA

O material que sai do processo de Compostagem, Biorreação ou Biodigestão geralmente está em forma de farelo.
Algumas empresas antes de comercializarem o fertilizante alteram a forma dele para “pellet”, por meio da peletização, ou
granulados, por meio da granulação.

COMERCIALIZAÇÃO

Após a definição da especificação granulométrica quantidades. O controle de quantidade é geralmente


do fertilizante (farelo, granulado ou “pellet”), o realizado por balanças acopladas à ensacadora.
material é encaminhado para a ensacadora Ou então o produto pode ser comercializado
que comumente é automática. Na ensacadora a granel. Nesse processo os caminhões são
o produto é acondicionado nas devidas alimentados por esteiras.
embalagens, ou big bags, em suas respectivas

Imagem: Ensacadora Automática.


Fonte: Rodighero Máquinas

FERTILIZANTE ORGANOMINERAL

Os principais processos de fabricação de um fertilizante sólido organomineral são: armazenagem da matéria-prima,


dosagem, mistura, especificação granulométrica e comercialização.

Chegada Armazenagem Dosagem Mistura Fertilizante Final


Matéria-Prima

Especificação Comercialização
Granulométrica

IV edição • 2018 • 111


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

ARMAZENAGEM DA MATÉRIA-PRIMA

O fornecimento da matéria-prima para a fabricação com peneira. O material cai em carrinhos ou esteiras
do fertilizante é realizado, em geral, por caminhões com que o encaminham até a área de
origem direta dos fornecedores, no caso das matérias- armazenagem, passando
primas minerais, ou então, no caso dos orgânicos, advém por elevadores quando
de processos como Compostagem, necessário. A área de
Biodigestão ou Biorreação. armazenagem, nesse
processo, geralmente
O caminhão com está dividida em boxes,
matéria-prima mineral um ao lado do outro, e
ou orgânica ao chegar devidamente identificados.
à fábrica despeja esse O mesmo ocorre quando o
material em moegas material é armazenado em
silos. Imagem: Moega de recepção.
Fonte: Lippel

Imagem: Caminhão descarregando


material na Moega.
Fonte: CIDASC

DOSAGEM

Após a armazenagem, a matéria-prima mineral ou A dosagem é realizada em moegas com balanças.


orgânica é dosada, segundo as necessidades da fórmula O produto é colocado por tratores na moega e a
do fertilizante, e direcionada ao misturador. balança determina a quantidade
necessária. Por fim,
Em algumas situações o material precisa antes ser alcançados os valores
trabalhado em sua uniformidade de grãos. Para isso, desejados, a moega
o material passa pela moagem em Moinhos como de paralisa o escoamento
martelo ou de bolas, por exemplo. do material para os
carrinhos ou esteiras.

Imagem: Trator abastecendo moega.


Fonte: Rio Grande Fertilizantes

112
MISTURA

Com as matérias-primas orgânicas e minerais devidamente


uniformizadas e dosadas, uma esteira ou carrinho redireciona o
produto até o Misturador.

No Misturador ocorre a manipulação, onde por meio da mistura


das matérias-primas o produto final vai tomando forma.

O tempo e a velocidade da mistura


dependem de cada produto. Há
produtos que podem ficar até 4 horas
nesse processo e alguns, apenas 30
minutos.

Há misturadores que têm


apenas a função de misturar as
matérias-primas. Outros têm função
de quebrar as moléculas na
mistura, a fim de homogeneizá-las.
Imagem: Misturador Contínuo de Eixo Único.
Fonte: WAM do Brasil

Atendemos às Normas Técnicas internacionais.

IV edição • 2018 • 113


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

ESPECIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA

Após a mistura, o material passa por uma peneira O material resfriado passa pela classificação
que tem a função de barrar o material que não está na granulométrica, da qual se aprovado segue destino
especificação granulométrica requerida. Esse material como produto final à ensacadora ou para fornecimento
barrado é reenviado para o processo de mistura, a a granel.
fim de ser retrabalhado para atingir a especificação
granulométrica desejada. Já na peletização o material passa primeiramente pelo
tratamento térmico que se inicia no Condicionador, que
As empresas comercializam seu fertilizante em forma pode ser Simples, Duplo ou Triplo, onde seu eixo pode
de pó, farelado e granulado. O fertilizante em forma de ser de pá (com eixo duplo ou simples) ou de helicoide
farelo geralmente advém do processo de peneiramento, (com eixo helicoidal).
já os granulados e pó necessitam da adição de mais
um processo antes da comercialização, que pode ser a O Condicionador tem por função misturar
Granulação, para os granulados, ou Peletização, para o eficazmente o farelo, tornando-o adequado para o
pó. processo de peletização.

Na granulação, o fertilizante em forma de farelo é Após isso, o material segue para o expansor de
encaminhado por esteiras para o Granulador, que é o alimentação, onde é amassado, comprimido e tratado
responsável por granular o material, ou seja, aumentar o termicamente.
tamanho do grânulo.

Por fim, o material chega à Peletizadora tomando


Após a granulação, formato de “pellets”, passa
o material passa pelo por resfriamento em um
processo de secagem e Resfriador que pode ser de
resfriamento por meio dos Contrafluxo, Horizontal
Secadores e Resfriadores. ou de Coluna/Vertical,
Os Secadores são e enfim armazenado
responsáveis por promover ou ensacado para
uma secagem rápida e eficiente comercialização, ou
sem danificar o produto. Já então comercializado a
Imagem: Prato Granulador.
Fonte: Rogesesi os Resfriadores são utilizados granel.
para dissipar o calor sem
Imagem: Material peletizado.
causar danos ao material.
Fonte: Engmaq

114
SEDES FORNECEDORAS DE GRANULADORES OU PELETIZADORAS
POR REGIÃO NO BRASIL

Araxá
Sackett

Ribeirão Preto
Ferraz Máquinas

Piracicaba
Chavantes
Dedine
Incomac

Cascavel
Saiton

Santa Cecília
Chapecó
Aboissa
Sutil Máquinas
Campinas
Equipar

Curitiba
Andritz

COMERCIALIZAÇÃO

O material em sua forma de comercialização (farelo, granulado ou pellets) é encaminhado para a ensacadora que
comumente é automática. Na ensacadora, o produto é acondicionado nas devidas embalagens ou big bags em suas
respectivas quantidades. O controle de quantidade é geralmente realizado por balanças acopladas à ensacadora. Ou
então o produto pode ser comercializado a granel. Nesse processo, os caminhões são alimentados por esteiras.

Imagem: Ensacadora Automática. Imagem: Big Bags com fertilizantes. Imagem: Abastecimento a granel.
Fonte: Rodighero Máquinas Fonte: Portal do Agronegócio Fonte: Cooperativa Guillermo Lehmann

IV edição • 2018 • 115


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

SUBSTRATO PARA PLANTAS E CONDICIONADOR DE SOLO

Os principais processos de fabricação de um Substrato para plantas e Condicionador de solo são: Armazenagem da
matéria-prima, Compostagem, Mistura e Comercialização.

Matéria-Prima Compostagem Substrato ou Misturador Substrato Fertilizante Final


Orgânica Condicionador ou Condicionador

Comercialização

Imagem: Processo de fabricação de um Substrato para plantas e Condicionador de solo.

ARMAZENAGEM DA MATÉRIA-PRIMA

As matérias-primas – como casca de coco, casca de pinus, dentre outros – são


descarregadas em esteiras e transferidas para boxes de armazenagem devidamente
identificados para depois disso serem tratadas biologicamente, a fim de atender às
especificações do produto final. Em alguns casos é necessário triturar o material,
homogeneizando-o, para depois ser armazenado.

Imagem: Turfa. | Fonte: AgriExpo

116
COMPOSTAGEM Equipamentos de Moagem & Dispersão

O Húmus é a principal matéria-prima


para um substrato ou condicionador e Nano Tecnologia
é obtido, geralmente, por meio do
processo de compostagem.
Fertilizantes Especiais
Biocidas
O processo de compostagem Suspensão Concentrada
segue o mesmo descrito na
produção de um Fertilizante Polpa Química Defensivos
Orgânico. Celulose
Emulsões
Pesticidas
Imagem: Revolvedor Automotriz. Tratamento de Sementes
Fonte: Tera Ambiental

MISTURA M

CM
Uma vez que há diferentes tipos de plantas, há também
MY
diferentes tipos de substratos e condicionadores. Os substratos
CY
podem ser universais ou específicos. Já os condicionadores de
CMY
solo são classificados, segundo a matéria-prima, em classes
K
como A, B, C, D, E e F.

Para que o substrato atenda às especificações são


misturadas outras matérias-primas com o húmus advindo da
compostagem, dentre elas: turfa, derivados da casca de coco,
calcário, argila, vermiculita, perlita, areia
e alguns minerais. No processo de
mistura dos condicionadores as
Moinho Agitador ZETA®
matérias-primas adicionadas
à mistura é que definirão sua
47 3387 7000 | www.netzsch.com
classe, lembrando que devem ser
respeitadas as garantias mínimas
exigidas pela IN53-2013 alterada
pela IN06/2016.

Imagem: Misturador de Substrato.


Fonte: AgriExpo

IV edição • 2018 • 117


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

COMERCIALIZAÇÃO

O material final, tanto condicionador como substrato, se assemelha a uma terra e é encaminhado para a ensacadora
que comumente é automática. Na ensacadora o produto é acondicionado nas devidas embalagens ou big bags e em
suas respectivas quantidades, em alguns casos a embalagem é de filme tubular. O controle de quantidade é geralmente
realizado por balanças acopladas à ensacadora.

MÁQUINAS PARA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE


TECNOLOGIA EM NUTRIÇÃO VEGETAL FLUIDOS

Os Produtos de Tecnologia em Nutrição Vegetal partículas sólidas no produto. No geral, a produção desse
Fluidos podem se apresentar tanto como uma solução, tipo de fertilizante passa pelos processos: armazenagem
que é um produto fluido que não apresenta partículas da matéria-prima, dosagem, mistura, descanso e
sólidas, quanto em suspensão, na qual são verificadas comercialização.

LÍQUIDOS

SÓLIDOS

Mistura Descanso

Chegada Armazenagem Dosagem Comercialização


Matéria-Prima

Imagem: Processo de Produção de Fertilizante Fluido.

118
ARMAZENAGEM DA MATÉRIA-PRIMA

O fornecimento da matéria-prima para a fabricação A matéria-prima sólida que vem pelos caminhões é
de um fertilizante fluido é realizado por caminhões com comumente despejada em moegas com peneira. Esse
origem direta dos fornecedores. material cai em carrinhos ou esteiras que o encaminham
até a área de armazenagem, passando por elevadores
Quando o caminhão chega à fábrica, o material – quando necessário. A área de armazenagem, nesse
sólido ou líquido – é armazenado processo, geralmente está dividida em boxes, um ao lado
em seu respectivo nicho de do outro, e devidamente identificados. O mesmo ocorre
acordo com as exigências quando o material é armazenado em silos.
das regulamentações,
dependendo do material Já o material líquido
é necessário que o geralmente é armazenado
local tenha controle de em silos ou tanques. A
umidade, evitando perda matéria-prima líquida
de garantia da matéria- chega em caminhão e é
prima, e em alguns casos se bombeada até os silos
faz necessário controle ou tanques.

Imagem: Boxes com matéria-prima.


contra explosões, quando
Fonte: Acopio Arequito o material é inflamável.

Imagem: Tanque vertical para


armazenamento de fertilizante líquido.
Fonte: Enduramaxx

DOSAGEM

O material armazenado no seu respectivo lugar é e a balança determina a quantidade necessária. Por fim,
posteriormente dosado, segundo as necessidades da alcançados os valores desejados, a moega paralisa o
fórmula do fertilizante, e direcionado ao misturador. escoamento de material para os carrinhos ou esteiras. No
caso dos líquidos, um tubo bombeia a matéria-prima até
A dosagem de sólidos é realizada em moegas com o misturador, de acordo com a dosagem prevista.
balanças. O produto é colocado por tratores na moega

IV edição • 2018 • 119


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

MISTURA

Com as matérias-primas devidamente dosadas, uma quente, o processo libera calor e necessita da adição de
esteira ou carrinho, no caso dos sólidos, ou um tubo, no trocadores de calor para o equilíbrio da temperatura do
caso dos líquidos, redireciona o produto até o Misturador. produto. Já os processos em que não ocorrem reações
exotérmicas são conhecidos por mistura a frio, para a
No Misturador junto com as matérias-primas é qual os misturadores não necessitam de equipamentos
adicionada água, o diluente mais comum nesse processo. adicionais.
O tempo e a velocidade de mistura variam de
acordo com o produto final. No caso de produtos em suspensão
é necessária a adição de uma pequena
No processo de fabricação de quantidade de argila. Essa adição é
Fertilizantes Foliares (suspensão e feita no Misturador pelo equipamento
solução) existem dois tipos de mistura: Alimentador de Argila, que aplica a
a quente e a frio. Quando a mistura é quantidade correta, aumentando assim a
viscosidade e mantendo a suspensão.

Imagem: Misturador a Frio modelo Ribbon


Blender. | Fonte: SuperBio

SEDES FORNECEDORAS DE MISTURADORES POR REGIÃO NO BRASIL


Araxá
Sackett
Brodowski
Agimix Campinas
Piracicaba Equipar
Greenpeças
Dedine

Sorocaba Atibaia
Metso Super Steel
Paranaguá SuperBio

Instech São Paulo


Semco

Barueri
Nippon

Castro Jandira
Lubeck Eirich

Pomerode
Netzsch
Araucária
Metalúrgica Silverado

120
DESCANSO

Após realizada a mistura, o produto é direcionado reencaminhado para o processo de mistura.


a silos ou reservatórios para descanso. O descanso
determina se haverá decantação do produto final. No momento do descanso são retiradas pequenas
Se houver decantação, é sinal de que a mistura não amostras do produto para que sejam feitas análises de
foi realizada corretamente e o material deve ser qualidade.

ENVASAMENTO

Com as análises de qualidade realizadas e o processo embalagens e em suas respectivas quantidades.


de descanso terminado, o produto final é direcionado
à envasadora, que comumente é automática. Na Por fim, as embalagens preenchidas com o produto
envasadora o produto é acondicionado nas devidas final são acondicionadas e direcionadas ao cliente.

IV edição • 2018 • 121


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Outra opção para quantidades maiores de ao cliente final, sendo que, para evitar a corrosão interna,
fornecimento é a de envio do material por caminhão- tais tanques são revestidos em Aço Inox, Polietileno,
tanque. Nesse processo, um Fibra de Vidro e etc., e possuem também
tubo bombeia para o tanque sistemas de agitação para
acoplado ao chassi do manter a homogeneidade do
caminhão que é enviado produto.

Imagem: Envasadora de Fertilizante


Foliar. | Fonte: Tecnoenvase Imagem: Bombeamento de Fertilizante Líquido.
| Fonte: Fertibom

122
O Mercado de
Tecnologia em
Nutrição Vegetal

IV edição • 2018 • 123


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

CONTEXTO
A pesquisa de mercado YEB-ABISOLO foi realizada anterior, sendo que o número de empresas participantes
no período de janeiro a fevereiro de 2017 e contou com representa 32% das empresas de Tecnologia em Nutrição
a contribuição de dados econômicos e financeiros de Vegetal, e essa marca demonstra que a cada ano as
diversas empresas fabricantes de Tecnologia em Nutrição empresas estão mais dispostas a contribuir e confiam
Vegetal. neste trabalho.

Em seu quarto ano, a pesquisa ampliou a participação


das empresas e respostas em 15% em relação ao ano

AS INDÚSTRIAS DE TECNOLOGIA EM
NUTRIÇÃO VEGETAL

O mercado de Tecnologia em Nutrição Vegetal


no Brasil contabilizou 514 empresas registradas e
5
verificadas como ativas. Essas empresas formam 1 6
um total de 569 unidades de Tecnologia em Nutrição 1

Vegetal. O Estado de São Paulo foi responsável por 18

44%, com 248 unidades. 3


2
12 5
18
2
21
9
63

11 248
3

64
30

47

Mapa: Distribuição geográfica das unidades produtivas de Tecnologia em Nutrição Vegetal.


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Elaboração GlobalFert.

124
IV edição • 2018 • 125
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

SEGMENTOS
Entre as empresas do setor, o segmento de 275
fertilizantes organominerais está presente no portfólio 238

de 275 empresas e o de fertilizantes foliares em 238


empresas.
122
97

44

FERTILIZANTE FERTILIZANTE FERTILIZANTE CONDICIONADOR SUBSTRATO PARA


ORGANOMINERAL FOLIAR ORGÂNICO DE SOLO PLANTAS
VIA SOLO VIA SOLO

Gráfico: Número de Empresas de Tecnologia em Nutrição Vegetal por segmento.

IDADE
A idade média das indústrias de Tecnologia em <1 1%
Nutrição Vegetal é de 17 anos, sendo que 33% das 1a5 19%
empresas têm mais de 20 anos e 20% menos de cinco 6 a 10 23%
anos, evidenciando um mercado com empresas bem 11 a 15 15%
consolidadas, porém com um nível elevado de novas 16 a 20 10%
entrantes. 21 a 25 11%
26 a 30 5%
31 a 35 3%
36 a 40 4%
> 40 9%

Gráfico: Distribuição das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal por


faixas de idade.

FAIXAS DE FATURAMENTO
Em 2017, 56% das empresas indicaram < 500 mil 15,5%
faturamento abaixo de 5 milhões de reais 500 mil a 1 milhão 9,9%

e 4% receita superior a 110 milhões de 1 a 2 milhões 12,4%


2 a 5 milhões 18,0%
reais.
5 a 10 milhões 12,4%
10 a 15 milhões 7,5%
15 a 20 milhões 5,0%
20 a 25 milhões 2,5%
25 a 30 milhões 0,6%
30 a 40 milhões 3,7%
40 a 50 milhões 2,5%
50 a 70 milhões 2,5%
70 a 90 milhões 3,1%
90 a 110 milhões 0,6%
110 a 150 milhões 0,6%
> 150 milhões 3,1%
Gráfico: Percentual de participação das empresas por faixas de faturamento.

126
FATURAMENTO 2017
No ano de 2017, estima-se que o faturamento da
3,2%
indústria foi de R$ 6,36 bilhões, registrando crescimento 4,3%
de 10% em relação ao ano de 2016.
9,8%

11,9% R$ 6,36
bilhões Fertilizante Foliar
Fertilizante Organomineral
Condicionador de Solo
70,8%
Fertilizante Orgânico
Substrato para Plantas

Gráfico: Participação dos segmentos no faturamento da Indústria de Tecnologia


em Nutrição Vegetal.

FATURAMENTO POR ORIGEM DO PRODUTO


Na pesquisa, foi incluída uma nova pergunta com
o objetivo de identificar a participação de produtos 16%
acabados importados no faturamento do setor. Em
2017, estima-se que cerca de 1 bilhão de reais do 84%
faturamento do setor ocorreram por meio de produtos
importados.

PRODUTO IMPORTADO PRODUTO NACIONAL

Gráfico: Faturamento de Tecnologia em Nutrição Vegetal por Origem do Produto.

FATURAMENTO POR TIPO DE CLIENTE


Nesse ano, também foi incluída uma nova pergunta
17%
para entendimento da venda de produtos acabados
para indústrias de insumos agrícolas. Foi mapeado
em 2017 que 17% do faturamento do setor deu-se por 83%
conta de vendas para outras indústrias.

VENDAS PARA INDÚSTRIAS DE INSUMOS AGRÍCOLAS


VENDAS DIRETAS PARA PRODUTORES E DISTRIBUIDORES

Gráfico: Faturamento de Tecnologia em Nutrição Vegetal por Tipo de Cliente.

IV edição • 2018 • 127


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

HISTÓRICO DE FATURAMENTO
O crescimento de 11% no Agronegócio Brasileiro e a O segmento de Fertilizantes Orgânicos teve o maior
constante busca pelos produtores agrícolas para maior crescimento, impulsionado pelo aumento da Agricultura
produtividade têm refletido nos últimos anos no aumento Orgânica, a qual vem crescendo a taxas de 30% ao ano,
constante do faturamento do setor de Tecnologia em segundo as estimativas do MAPA.
Nutrição Vegetal.

4.503

4.072

3.656

3.115

Foliar 767
736 755
703

Organomineral 625
541
452 440
Condicionador de Solo

275
Fertilizante Orgânico 214 230
202

205
Substrato para Plantas 143 177
128

2014 2015 2016 2017

Gráfico: Participação dos segmentos no faturamento da Indústria de Tecnologia em Nutrição Vegetal em 2014, 2015, 2016 e 2017.

PERSPECTIVAS DE FATURAMENTO PARA 2018


As empresas de fertilizantes 25% 23%
organominerais, orgânicos e foliares são as 20% 20%
20% 19%
mais otimistas para o ano de 2018 e estão
15%
prevendo um crescimento entre 19% e 21% 15% 13%

do segmento. As empresas de substratos


10%
para plantas e condicionadores de solo estão
com perspectivas semelhantes, mas menos 5%

confiantes em relação ao crescimento do


0%
setor. GERAL FERTILIZANTE FERTILIZANTE FERTILIZANTE FOLIAR CONDICIONADOR DE SUBSTRATO PARA
ORGANOMINERAL ORGÂNICO SOLO PLANTAS

Gráfico: Expectativa da expectativa das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal


para o faturamento de 2018.

128
Com Y de YaraVita, é
muito mais qualidade.
YaraVita nutre com a qualidade
e desenvolve uma produção que
conquistará até os mercados
mais exigentes.

yarabrasil.com.br /YaraBrasilOficial

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IV edição • 2018 • 129
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

INVESTIMENTO EM PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

Aproximadamente 4,2% do faturamento das empresas de Tecnologia em Nutrição Vegetal é destinado à pesquisa e
desenvolvimento para melhorias de processos e produtos ou para o desenvolvimento de novos produtos. As empresas de
fertilizantes foliares foram as que informaram maiores investimentos na área.

4,5% 4,2% 4,2%


4,0%
4,0% 3,8% 3,7%
3,5%
3,0% 2,6%
2,5%
2,0%
1,5%
1,0%
0,5%
0,0%
GERAL FERTILIZANTE FERTILIZANTE CONDICIONADOR FERTILIZANTE SUBSTRATO PARA
FOLIAR ORGÂNICO DE SOLO ORGANOMINERAL PLANTAS

Gráfico: Estimativa do percentual investido em pesquisa e desenvolvimento por segmento.

VOLUME VENDIDO
Em 2017, estima-se que foi vendido um total de 2,2 1.600 1.480,4
bilhões de litros de Produtos de Tecnologia em Nutrição 1.400

Vegetal. Os fertilizantes foliares responderam por cerca 1.200


em milhões de litros

de 19% desse total. 1.000

800

600
425,7
400 274,9
200
1,3
0
MINERAL SOLO FOLIAR ORGANOMINERAL ORGÂNICO SOLO
SOLO

Gráfico: Percentual de volume vendido de Produtos de Tecnologia em


Nutrição Vegetal fluidos em milhões de litros por segmento em 2017.

Nesse ano, os Produtos de Tecnologia em Nutrição


5.000
4.489
Vegetal sólidos foram medidos em toneladas, e em 4.500
em milhares de toneladas

4.000
metros cúbicos no caso de Substratos para Plantas.
3.500
Com essa alteração, estima-se que foram vendidas 3.000
2.500
cerca de 6,2 milhões de toneladas de Fertilizantes
2.000
Orgânicos, Organominerais, Condicionadores para Solo 1.500
922
e Fertilizantes Foliares Sólidos¹. 1.000 628
500 136
-
CONDICIONADOR DE ORGÂNICO SOLO ORGANOMINERAL FOLIAR
SOLO SOLO

Gráfico: Percentual de volume vendido de sólidos em milhares de toneladas


por segmento em 2017.

130 ¹O volume de produtos sólidos apresentou um aumento elevado em relação ao número de


2017 em função da melhoria da amostra do grupo de condicionadores de solo.
Com relação aos Substratos para Plantas, estima-se um volume
vendido de 460,7 mil metros cúbicos do produto em 2017.

500 460,7
450

400
em milhares de m³

350

300

250

200

150

100

50

0
Substrato

Gráfico: Percentual de volume vendido de sólidos em milhares de m³ por segmento em 2017.

VARIAÇÃO DOS CUSTOS 2017


Em 2017, 77% das empresas de Tecnologia em Nutrição Vegetal
reportaram aumento médio de 12% nos custos de produção.

22% 77%

Aumento nos custos


Sem aumento nos custos

Gráfico: Empresas que reportaram aumento de custos na Indústria de Tecnologia


em Nutrição Vegetal.

IV edição • 2018 • 131


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS

A mudança no formato da pesquisa de abertura em média 42% do total, sendo que 36% dessa matéria-
de custos por segmento nesse ano trouxe maior prima utilizada foi importada pelas empresas. Os setores
detalhamento em relação à pesquisa anterior. Apesar de fertilizantes orgânicos e condicionadores de solo
da mudança, o valor pago pela matéria-prima continua foram os que apresentaram menores custos com a
sendo o principal custo de produção na Indústria de matéria-prima.
Tecnologia em Nutrição Vegetal em 2017, representando

14% 9% 8% 14%
18% 20%
11% 10%
9% 7% 8%
6% OUTROS
16% 11%
19% 28% 17% EMBALAGEM
21%
15% 14% CUSTO FABRIL
18% 19% MÃO DE OBRA
21% 21%
MATÉRIA-PRIMA
51% MATÉRIA-PRIMA
50%
42% 41% IMPORTADA
36% 34% 34%
IMPORTADO

GERAL FERTILIZANTE FERTILIZANTE FERTILIZANTE CONDICIONADOR SUBSTRATO PARA


FOLIAR ORGÂNICO ORGANOMINERAL DE SOLO PLANTAS

Gráfico: Estimativa da composição de custos na Indústria de Tecnologia em Nutrição Vegetal.

FONTES DE MATÉRIAS-PRIMAS ORGÂNICAS

A principal fonte de matéria-prima orgânica


indicada por empresas de condicionadores de solo, Extrativistas 32%
substratos para plantas, fertilizantes orgânicos e
organominerais foi a obtida através de resíduos Resíudos Industriais 34%
industriais, que representa em média 34% da matéria
orgânica utilizada no setor.
Resíduos Agropecuários 32%

Resíduos Urbanos 2%

0% 10% 20% 30% 40% 50%

Gráfico: Fonte de Matéria-Prima Orgânica para a Indústria de Tecnologia


em Nutrição Vegetal.

132
GERAÇÃO DE EMPREGOS

Dos 18,6 mil empregos gerados pela indústria, 50% 5%


encontram-se no setor de produção, a menor parcela,
5%, é de Técnicos Agrícolas e Agronômos sem função
comercial.
18%

18,6 MIL Produção


50% Comercial
27% Administrativo
Técnico

Gráfico: Distribuição dos empregos gerados na Indústria de Tecnologia em


Nutrição Vegetal.

Trabalhando ao lado de produtores, técnicos e agrônomos, estamos construindo o futuro da


agricultura, sempre buscando maior produtividade e rentabilidade através de ferramentas
sustentáveis. Não importa o cultivo ou o tamanho da plantação: todos estamos em busca do
crescimento. Nossas três fábricas no Brasil produzem exclusivas soluções biotecnológicas que
atuam em cada estágio do cultivo. É natural crescer com a gente.

(34) 3233-5530 ou (34) 3233-5535 IV edição • 2018 • 133


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

PRODUTOS NO PORTFÓLIO

As empresas têm em média 33 35


33
produtos em seu portfólio, sendo que
o setor de fertilizantes foliares é o que
possui a maior linha de produtos. 21
19

4 3

GERAL FOLIAR SUBSTRATO PARA ORGANOMINERAL ORGÂNICO CONDICIONADOR


PLANTAS DE SOLO

Gráfico: Média de produtos no portfólio por segmento.

EMBALAGENS

Grande parte da Indústria de Tecnologia em Nutrição 2% 2%


Vegetal – aproximadamente 65% – não dispõe de
destinação para as embalagens de seus produtos. 9%
Não possui destinação de embalagens
11% Não utiliza embalagens
Embalagens reutilizáveis
12% 65% Envio para empresa especializada em
reciclagem
A própria empresa recicla
Outra forma de tratamento de embalagem

Gráfico: Percentual de tipos de destinação de embalagens.

134
O mercado
consumidor

IV edição • 2018 • 135


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

ÁREA PLANTADA POR CULTURAS

O mercado consumidor potencial de Tecnologia em Nos próximos 10 anos, a produtividade será o


Nutrição Vegetal no Brasil apresentou, na Safra 2016- principal fator de crescimento da produção agrícola no
2017, aproximadamente, 74 milhões de hectares de área país, saindo de 12,7 t/ha na Safra 2016/2017 para 13,8 t/
plantada, sendo quase 70% com grãos de soja e milho. ha em 2026/2017. A média de produtividade dos grãos
A expectativa para 10 anos é de 13% de crescimento, deve passar de 3,84 t/ha em 2016/17 para 4,1 t/ha em
alcançando 84 milhões de hectares. 2026/27. Arroz, Feijão, Milho e Algodão deverão ter os
maiores ganhos entre os grãos.

1% 1%
2%
3% 4%
2%
3% 5%
3%
3% 2% Soja Grão
13% 4%
Milho
Cana-de-Açúcar
46% Feijão
12%
Trigo
52% Café
Arroz
Mandioca
23%
Outras
22%

Gráfico: Projeção de crescimento na área plantada com as principais culturas do Brasil.


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

VENDAS DE TECNOLOGIA EM NUTRIÇÃO VEGETAL


POR ESTADOS E EXPORTAÇÕES

As regiões Sudeste e Sul reuniram em 2017 o maior percentual de faturamento do setor, principalmente nos estados
de São Paulo (25%), Minas Gerais (15%) e Paraná (11,4%). Em 2017, apenas 3% das vendas foram atribuídas às exportações.

136
INFORME PUBLICITÁRIO - OMNIA BRASIL INFO

Estratégia de negócio: aplicar tecnologia e


OMNIA NUTRIÇÃO VEGETAL: conhecimento para gerar excelentes resul- OM
NOVOS INVESTIMENTOS tados NO
PARA NUTRIR O MERCADO Nos últimos anos a demanda por produtos biológicos PAR
COM EXCELÊNCIA tem sido alta, sustentada pela crescente exigência do CO
consumidor por produtos ambientalmente corretos e
uma agricultura mais eficiente. E a incorporação da Oro
EMPRESA AMPLIA SUA ATUAÇÃO NO EMP
BRASIL NO SEGMENTO DE NUTRIÇÃO Agri pela Omnia é um importante componente nesse BRAS
VEGETAL E BIOPROTEÇÃO DE PLANTAS, processo de ampliar seu mercado de atuação. Hoje, a VEG
CONSOLIDANDO-SE NO SETOR Oro Agri produz biopesticidas, bioestimulantes, adjuvan- CON
MUNDIALMENTE tes, fertilizantes foliares e condicionadores de solo para MUN
aplicações agrícolas em larga escala, aumentando o rendi-
A agricultura vive um mento e desempenho das A
momento de grande trans- culturas. mom
formação em todo mundo. form
E o propósito da Omnia vai Expandindo o mer- Eo
muito além de produzir cado e ampliando o muit
portfólio
fertilizantes. Se dedica em fertili
A partir de agora, a Omnia
transmitir conhecimento ao trans
passa a contar com mais
agricultor para que ele culti- agric
força e estrutura de P&D,
ve a terra com responsabili- ve a
tornando-se ainda mais
dade. Afinal, é nosso com- dade
competitiva. Seu portfólio
promisso criar soluções para prom
está ainda mais completo,
que esta e as futuras gera- que
disponibilizando no mercado soluções inovadoras: se por
ções produzam mais e melhor. ções
um lado, a Omnia é pioneira na produção de fertilizantes
Investimento inteligente. Assim como suas e tecnologias para melhor eficiência em seu aproveita- Inve
soluções em nutrição vegetal mento, do outro, a Oro Agri se destaca na tecnologia de solu
Diante deste desafio, recentemente a empresa deu um aplicação. Dian
importante passo em sua estratégia de ampliação dos impo
negócios internacionais. Com o investimento de US$ PARA SABER MAIS (19) 3554-1068 negó
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estruturas fabris em quatro grandes regiões agrícolas no INFO
estru
mundo: além dos Estados Unidos, onde está sediada, mun
possui instalações de produção, pesquisa e desenvolvi- poss
OM
mento na África do Sul, Europa e Brasil. men
137
NO
IV edição • 2018 •
PAR
• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

0% 0%

0% 0%
0% 0%
1% 0%
0%
1% 0%
0%
0% 1%
0%
5%
10%
0%

7%
1%
15%

4% 25% 0%

11%
2%

11%

3%
EXPORTAÇÃO

MAPA: Vendas de Tecnologia em Nutrição Vegetal por estados e exportação em 2017.

SEGMENTOS PELOS PRINCIPAIS ESTADOS


São Paulo e Minas Gerais são os principais estados do Sul. Já os fertilizantes Orgânicos foram consumidos
consumidores de Fertilizantes Organomineirais e principalmente pelos estados de Minas Gerais e Rio
Condicionadores de Solo. Os Fertilizantes Foliares foram Grande do Sul.
consumidos principalmente em São Paulo e no Paraná e
os Substratos para Plantas em São Paulo e Rio Grande

9% 2% 13%
21% 23% 2% 26% 18%
6%
7% 19% 3% 8% 2%
7% 3%
10% 7% 22% 7% 14%
12% 5%
11% 10% 8%
9% 6%
11% 10% Outros
13% 12% GO
49% 25%
15% 12%
MT
RS
38% 40% PR
25% 24% 25% MG
12% SP

GERAL FOLIAR ORGÂNICO ORGANOMINERAL CONDICIONADOR SUBSTRATO PARA


DE SOLO PLANTAS

Gráfico: Estimativa das vendas de TNV nos principais estados por segmento em 2017.

138
VENDAS DE TECNOLOGIA EM NUTRIÇÃO VEGETAL
POR CULTURAS
A soja é a principal cultura que consome Produtos
com Tecnologia em Nutrição Vegetal, com 44% das 3% 13%
vendas. O milho, o segmento de FLV e o café também 4%
possuem representatividade no faturamento do setor.
6% 44%

8%

9%

13%

Soja Cana de Açúcar


Milho Citros
FLV (Frutas, Legumes e Verduras) Feijão
Café Outras

Gráfico: Vendas de Tecnologia em Nutrição Vegetal por cultura em 2017.

Abisolo final + sangria.pdf 1 19/02/2018 08:30:16

IV edição • 2018 • 139


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

SEGMENTOS POR CULTURAS


Entre as principais culturas, as vendas de Produtos de • Fertilizantes Orgânicos: Soja e Café;
Tecnologia em Nutrição Vegetal foram concentradas nas • Fertilizantes Organomineirais: Soja e Cana-de-
seguintes culturas: açúcar
• Condicionadores de Solo: FLV e Soja;
• Fertilizantes Foliares: Soja e Milho;
• Substratos para plantas: FLV e Soja.

13% 10,4%
15,1%
19,2% 19,1%
2,8%
3% 0,4%
5,0% 1,9%
4% 0,9%
2,7%
3,9% 1,2% 43,4%
6% 5,9%
7,7% 15,1%
8% 6,7%
7,4%
20,4%
9% 9,0%
16,4% 0,3%
14,1%
7,6% 7,3%
13% 0,1%
2,1%
15,8% 11,8% 31,7%

10,3% Outras
36,3% Feijão
16,0%
50,0% 5,6% Citros
44%
Cana-de-Açúcar
Café
25,7%
21,1% 1,8% FLV (Frutas, Hortaliças e Legumes)
19,0%
Milho
8,8% Soja

GERAL FOLIAR ORGÂNICO ORGANOMINERAL CONDICIONADOR SUBSTRATO PARA


DE SOLO PLANTAS

Gráfico: Estimativa das vendas de TNV nas principais culturas por segmento em 2017*.

MERCADO CONSUMIDOR DE TECNOLOGIA


EM NUTRIÇÃO VEGETAL

A partir do contato com Grandes Grupos da pesquisa. Em Pinus e Eucaliptos, os grupos que
Consumidores de fertilizantes do mercado de Cana-de- participaram representam cerca de 40% da capacidade
Açúcar, Pinus e Eucaliptos e Grãos, foi possível levantar de produção do mercado com base na produção total
detalhes sobre o uso da Tecnologia em Nutrição Vegetal. de celulose estimada em 2017. Para os Grãos, houve a
participação de um dos três maiores grupos produtores
Na cultura da Cana-de-Açúcar, 9% da área plantada do Brasil.
do Brasil e 12% da moagem total do país participaram

140 *Dados de substratos vendidos em grãos (soja, milho e etc)


estão em verificação quanto ao propósito da aplicação.
USO DOS PRODUTOS DE TECNOLOGIA
EM NUTRIÇÃO VEGETAL

O conhecimento dos Produtos de Tecnologia em e os testes com líquidos e foliares não apresentaram
Nutrição Vegetal foi confirmado por todas as empresas ganhos representativos. O uso de fertilizantes orgânicos
participantes da pesquisa. No entanto, as utilizações dos e organominerais deixou de ser atrativo em razão do alto
produtos diferem entre si de cultura para cultura. custo em relação às baixas concentrações de nutrientes,
além de apresentarem dificuldades operacionais
Atualmente as empresas de Cana-de-Açúcar durante a aplicação. Com relação aos fertilizantes de
fazem uso de Fertilizantes liberação controlada, algumas
Foliares, Líquidos para o Solo, empresas utilizam em viveiros
Orgânicos, Organominerais 100% DAS EMPRESAS de produção de mudas. Os
substratos para plantas, por
e Condicionadores de Solo, informaram que conhecem os
porém o uso de Substratos sua vez, continuam no portfólio
para Plantas e também de
Produtos de Tecnologia em de produtos e são utilizados
Fertilizantes de Liberação Nutrição Vegetal. principalmente nos viveiros na
Controlada é mais baixo entre produção de mudas.
as participantes da pesquisa.
Os produtores de Grãos atualmente mantêm o uso
A cultura de Pinus e Eucaliptos foi a que mais de fertilizantes foliares, orgânicos e condicionadores de
reduziu o uso de Produtos de Tecnologia em Nutrição solo.
Vegetal, pois há uma preferência pela aplicação de
micronutrientes juntamente com as formulações NPKs,

Pinus e
Cana Grãos
Eucaliptos
Fertilizantes Foliares
Fertilizantes líquidos para solo
Fertilizantes com liberação
controlada
Fertilizantes Orgânicos
Fertilizantes Organominerais
Condicionadores de Solo
Substratos

Tabela: Uso atual de Produtos com Tecnologia em Nutrição Vegetal.

IV edição • 2018 • 141


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

BENEFÍCIOS EM RELAÇÃO AO USO DE


TECNOLOGIA EM NUTRIÇÃO VEGETAL

Na cultura da Cana-de-Açúcar, o maior benefício O setor de Pinus e Eucaliptos reportou que o uso
reportado com a utilização de Tecnologia em Nutrição de substratos para plantas apresenta como benefício
Vegetal foi o aumento da produtividade. Os fertilizantes o melhor desenvolvimento do sistema radicular,
foliares são utilizados como um complemento nutricional contribuindo para a isenção de patógenos.
de rápida absorção. Os fertilizantes líquidos para o
solo permitem uma ótima uniformidade de aplicação O produtor de Grãos informou que o maior benefício
e rendimento operacional. Os fertilizantes orgânicos dos fertilizantes foliares é o rápido fornecimento
melhoram as propriedades físicas, químicas e biológicas de nutrientes e que os fertilizantes orgânicos e
do solo e os condicionadores de solo reduzem os custos condicionadores de solo contribuem para o aumento da
e melhoram a sustentabilidade na produção. microbiota e para o controle de doenças.

CANA FLORESTA GRÃOS


Rápida Absorção
Fertilizantes foliares - Rápida Absorção
Alta Produtividade

Fertilizantes líquidos para solo Uniformidade de Aplicação - -

Fertilizantes com liberação controlada - - -

Melhoria das propriedades físicas, Melhoria das propriedades físicas,


Fertilizantes Orgânicos -
químicas e biológicas do solo químicas e biológicas do solo
Fertilizantes Organominerais - - -

Melhoria das propriedades físicas,


Condicionadores de Solo - -
químicas e biológicas do solo
Melhor desenvolvimento radicular
Substrato para Plantas - -
Contribui para controle de patógenos

Tabela: Benefícios dos Produtos de Tecnologia em Nutrição Vegetal.

142
REPRESENTATIVIDADE DOS PRODUTOS DE TECNOLOGIA EM
NUTRIÇÃO VEGETAL NOS CUSTOS GERAIS DE PRODUÇÃO

A representatividade dos Produtos de Tecnologia 1% 4%


1%
em Nutrição Vegetal nos custos gerais de produção 4%

da cultura da Cana-de-Açúcar é de cerca de 20% e em


Pinus e Eucaliptos, de 5%. Os produtos que possuem
13%
maior representatividade nos custos são os Fertilizantes
Organominerais, os Fertilizantes de liberação controlada e 4%
os Fertilizantes Orgânicos.
1%
72%

Fertilizantes Foliares Fertilizantes líquidos para solo


Fertilizantes com liberação controlada Fertilizantes Orgânicos
Fertilizantes Organominerais Condicionadores de Solo
Substratos Outros

Gráfico: Representatividade dos Produtos de Tecnologia em Nutrição Vegetal


nos custos gerais de produção de Cana-de-Açúcar e Pinus e Eucaliptos.

IV edição • 2018 • 143


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

BARREIRAS PARA O AUMENTO DO CONSUMO DE


TECNOLOGIA EM NUTRIÇÃO VEGETAL

Para a cultura de Cana-de-Açúcar, as principais produtividade, o pouco acesso ao portfólio de produtos


barreiras informadas pelas empresas para o aumento e também a incompatibilidade dos produtos na mistura
do consumo de Tecnologia em Nutrição Vegetal foram a de calda. Já, para o setor de Pinus e Eucaliptos, a falta de
necessidade de melhoria no suporte técnico, o aumento testes que comprovem o custo/benefício e de testes de
de testes de eficiência e produtividade, e carência na eficiência e produtividade foram os fatores responsáveis
demonstração do custo/benefício. Para os Grãos, foi por dificultar a ampliação do consumo de Tecnologia em
constatada também a falta de testes de eficiência e Nutrição Vegetal.

Pinus e
Cana Grãos
Eucaliptos
Melhor suporte técnico x
Mais testes de eficiência e produtividade x x x
Comprovação do custo/benefício x x x
Compatibilidade para mistura com outros Insumos x x

Tabela: Barreiras para o aumento do consumo de Tecnologia em Nutrição Vegetal.

APLICAÇÃO DOS PRODUTOS DE TECNOLOGIA


EM NUTRIÇÃO VEGETAL

O processo para aplicação de um fertilizante começa planta. Após a escolha do fertilizante, são escolhidos
pelas Análises de Solo e da Folha que determinam qual a os equipamentos de aplicação, como por exemplo as
necessidade do solo e da planta. máquinas convencionais, como Adubador/Distribuidor,
Pulverizador ou Atomizador. Além das máquinas
Após a determinação da necessidade, o próximo convencionais há também a aplicação por Aviões
passo é a escolha dos fertilizantes. Estes terão como habilitados para operações Aeroagrícolas.
função suprir a demanda de nutrientes do solo ou da

144
ANÁLISE DO SOLO
A análise do solo avalia a reação do solo e a Ela é realizada em laboratórios espalhados por
disponibilidade de nutrientes (macros e micros) para as todo o país. A Embrapa Solo coordena e recomenda os
plantas. É a direcionadora para a prescrição de uso de participantes do Programa de Análise de Qualidade de
corretivos e fertilizantes que supram corretamente a Laboratórios de Fertilidade – PAQLF, onde é utilizado o
deficiência do solo. Método Embrapa de Análise de Solos, mas há vários
outros laboratórios competentes para esse tipo de
A análise pode ser realizada em qualquer época do análise.
ano, porém o mais recomendado é que seja realizada
após a colheita e antes da implantação da nova cultura,
dando a possibilidade ao produtor de recuperar o solo,
caso seja preciso, e definir o preparo ideal.

A AMOSTRAGEM
O primeiro processo para a análise do solo é o anterior, calagem e adubação anteriores. Áreas com
recolhimento da amostra. diferenças na paisagem, declividade, drenagem, cor e/
ou tipo de solo, uso e tratamentos anteriores devem ser
A coleta de amostras deve representar toda a área colocadas separadamente.
onde será realizado o plantio da cultura. O IAC (Instituto
Agronômico) e a EMBRAPA recomenda enviar as amostras A coleta de amostragem pode ser feita com
para análises em laboratórios devidamente cadastrados ferramentas como: enxadeco ou enxadão, pá reta, tubo
em Programas de Controle de Qualidade. tipo sonda de amostragem, trados, pá de jardineiro,
coletor e também por amostradores automáticos ou
O próximo passo é separar as glebas com mesma hidráulicos acoplados a quadriciclos.
cor de solo, posição topográfica, cultura ou vegetação

Imagem: Coletor. Imagem: Amostrador Hidráulico. Imagem: Amostrador automático.


Fonte: Trevisan Equipamentos Fonte: Stihl. Fonte: Saci.
Agroindustriais.

IV edição • 2018 • 145


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

SEDES DAS FORNECEDORAS DE AMOSTRADORES POR REGIÃO NO BRASIL

Santa Bárbara D'Oeste


Silveira Martins Saci Soluções em Amostragem
e Coletas de Informações
Base
São Leopoldo
Stihk

Porto Alegre
Falker

De cada gleba retira-se subamostras que locais onde se estocou fertilizante, calcário e tudo que
representarão uma média da área. A área escolhida possa vir a contaminar a amostra. Após isso, mistura-
deve ser percorrida em ziguezague, coletando por volta se as subamostras para se formar a amostra composta.
de 20 subamostras por gleba. Vale ressaltar que se Essa amostra deve ser transferida para um saco plástico
devem evitar locais próximos a formigueiros, cupins, devidamente etiquetado e enviada para o laboratório.

LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE SOLO


A amostra recebida é conferida para averiguar Após realizados todos os procedimentos da análise
a integridade física da mesma, cadastrada com é emitido um parecer técnico, ou laudo, e encaminhado
documentação pertinente, registrada quando o ao cliente.
laboratório possui um sistema de gerenciamento de
informações, numerada, secada, homogeneizada,
peneirada e, por fim, encaminhada para análise.

ANÁLISE FOLIAR
A Análise de Folha avalia o estado nutricional da contém uma tabela específica que deve ser consultada
cultura ao longo de seu crescimento, indicando possível para se verificar a época adequada e qual planta a ser
deficiência, ou excesso, de nutrientes. Essa diagnose colhida. Quando não se tem acesso às tabelas específicas,
contribui para o estabelecimento de um programa de a alternativa mais comum é a escolha de plantas de
fertilização com maior eficiência agronômica e econômica. referência, consideradas nutricionalmente adequadas.
Coletam-se também plantas deficientes, pelo menos
Ela deve ser realizada em momentos específicos de aparentemente, para ser realizada a comparação das
cada cultura, o que geralmente coincide com o início da informações nas análises.
floração ou início da maturação. No entanto, cada cultura

146
A AMOSTRAGEM

Cada cultura tem seu critério específico para amostra Na cultura de Citros devem-se coletar folhas com cinco
de folhas, mas elas seguem três critérios básicos: tipo de a sete meses de idade, livres de clorose e enfermidades,
folha, época certa e número adequado. Abaixo alguns ramos frutíferos ou não, situados a igual distância entre
exemplos de amostra por cultura: a base e o ápice da planta. Cada amostra deve conter
100 folhas coletadas de 25 plantas em fase de formação
Na cultura de Soja deve-se coletar em pelo menos ou produção, em uma área de aproximadamente três
30 plantas por lavoura, retirando-se a terceira ou quarta hectares.
folha com pecíolo, a partir do ápice da haste principal, de
plantas que tenham a mesma idade fisiológica. Coletar os Para a cana-de-açúcar, a folha-diagnóstico é a
trifólios na época do florescimento. primeira folha da haste ou barbela da bainha conhecida
como folha TVD (Top Visible Dewlap) ou folha +1 (Kuijper).
Já no Milho deve-se coletar pelo menos em 30 plantas Aproximadamente 40 folhas.
por lavoura, a quarta folha a partir do ápice a 30 cm do
terço basal, excluída a nervura central, na idade de nove
semanas, cuja inserção da bainha com o colmo seja
visível.

IV edição • 2018 • 147


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

Recomenda-se, na hora da coleta das amostras, Após recolhida a quantidade de folhas-amostras,


dividir a lavoura em talhões de no máximo dez hectares. seguindo o direcionamento por cultura, elas devem ser
Em cada talhão deve-se andar em ziguezague retirando- misturadas em sacos de papel bem limpos, etiquetados,
se a folha indicada por cultura. O melhor horário para cada um segundo seu talhão, e depois enviados ao
coleta é entre as 7 e 11 da manhã, de preferência quando laboratório de Análise Foliar.
não tenha chovido nas últimas 24 horas.

LABORATÓRIO DE ANÁLISE FOLIAR

Quando recebida a amostra, devidamente etiquetada por talhão, é protocolada e enviada para o laboratório. No
laboratório as folhas são lavadas em água deionizada, secadas e moídas. As folhas trituradas são acondicionadas em
frascos plásticos com tampa, identificados e enviados ao laboratório de tecido vegetal, onde serão feitas as análises. Por
fim, realizadas as análises, é emitido um parecer técnico, ou laudo, e encaminhado ao cliente.

EQUIPAMENTOS PARA ANÁLISE DE SOLO E FOLHA

Dentre os equipamentos utilizados para análise, tanto de solo como folha, estão:

Espectrômetro de Plasma, que determina os nutrientes e contaminantes. Algumas


empresas como Agilent, Spectro, Perkin Elmer fornecem esse tipo equipamento.

Fonte: Agilent.

148
Espectrômetro de Absorção também cumpre a função de determinar os
nutrientes e contaminantes. Empresas como Agilent, Perkin Elmer, Shimadzu e
ThermoFischer disponibilizam ao mercado brasileiro esse produto.

Fonte: Shimadzu.

Fotômetro de Chama determina o potássio e sódio. A Benfer e Digimed são algumas


das empresas que vendem no Brasil esse tipo de equipamento.

Fonte: Digimed.

As quantificações de carbono orgânico (matéria orgânica) são realizadas em


Espectrômetro UV-VIS. A compra desse produto pode ser feita em empresas como
Micronal, Femto, Hach, Shimadzu, ThermoFischer.

Fonte: Shimadzu.

Phmetro mede o pH da água. Gehaka e Digimed são algumas das empresas que
fornecem esse equipamento no Brasil.

Fonte: Gehaka.

IV edição • 2018 • 149


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

EQUIPAMENTOS PARA APLICAÇÃO DE PRODUTOS


DE TECNOLOGIA EM NUTRIÇÃO

Para a aplicação via terrestre são utilizados: pulverizadores e atomizadores que podem ser tracionados por tratores
ou não. Já na aplicação aérea são utilizados pulverizadores comumente levados por aviões.

TRATORES

Os tratores são de extrema importância para representando 47% das vendas no ano, seguidos por
a aplicação de fertilizantes, uma vez que diversos modelos de 81 CV até 130 CV, com 31%, e logo após
equipamentos de aplicação são acoplados a tratores. modelos acima de 130 CV, com 21%.
Os tratores são classificados como Tratores Industriais,
para fins industriais, Tratores Florestais, utilizados para MERCADO INTERNO POTÊNCIA
a retirada de madeiras das florestas, e Tratores Agrícolas,
sendo em sua maioria os utilitários com tração nas quatro
rodas (4x4) utilizados para realizar operações agrícolas
motomecanizadas.

Existem diversos tratores agrícolas no mercado,


desde microtratores de pequena potência, com 11 cavalos
JAN/17 FEV/17 MAR/17 ABR/17 MAI/17 JUN/17 JUL/17 AGO/17 SET/17 OUT/17 NOV/17 DEZ/17
(CV), até tratores de grande porte com potência acima de
500 CV. Na venda interna de tratores por potência em ATÉ 80 CV DE 81 CV A 130 CV ACIMA DE 130 CV
Fonte: Anfavea.

Vendas Internas de Tratores


de Rodas por Região
A região que registrou maior número de vendas
internas de tratores de rodas foi a Sudeste, com 36%
36% das vendas totais no ano, seguida pela Sul, com 35%, e
Centro-Oeste.
NORTE
10% 35%
NORDESTE
SUDESTE
5%
14% SUL
CENTRO-OESTE

Fonte: Anfavea.
2017, tratores de até 80 CV foram destaque,

150
SEDES DAS FORNECEDORAS DE TRATORES POR REGIÃO NO BRASIL

Campinas
São Carlos John Deere
Husqvarna Jundiaí
Jaú
AGCO
Case
Mogi das Cruzes
Curitiba
Valtra
New Holland Brasil
Guaruva
Jaraguá do Sul LS Tractor
Cattoni
Araquari
Não-Me-Toque
Gomez Máquinas Agrícolas
Stara
Massaranduba
Brasélio
Içara
Budny - Equipamentos Agrícolas
Flores da Cunha
Caxias do Sul
Franzoni Máquinas
Agrale

AVIÕES AGRÍCOLAS
Os aviões habilitados para operações aeroagrícolas As aeronaves habilitadas para operações
podem aplicar tanto defensivos agrícolas, quanto aeroagrícolas representam cerca de 9% da frota de
fertilizantes. A ANAC estima que cerca de 72 milhões de aviões no país, representando 1.359 unidades dentro
hectares são pulverizados pela aviação agrícola todos os das 15.361 aeronaves do Brasil. Dessas 1.359 unidades,
anos no país. A aplicação via avião requer vôos de baixa a maior parte, cerca de 1.221 unidades, é composta por
altitude, manobra curta e com precisão. Comparada com aeronaves convencionais, que são mono ou bimotores
os outros métodos de operação, a aplicação aérea tem movidos a pistão.
diversas vantagens, dentre elas: rapidez, uniformidade,
operação em qualquer condição de solo, ausência de
danos à cultura, não disseminação de pragas invasoras
ou doenças, maior concentração de produto, menor
consumo de água, e etc.

Aeronave Convencional
128
2 1.221 Helicóptero
Turboélice

Imagem: Quantidade de modelos de aeronaves habilitadas para operações


aeroagrícolas.
Fonte: Instituto Brasileiro de Aviação – IBA.

IV edição • 2018 • 151


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

4%
No Brasil, as regiões Sul e Centro-Oeste são as que
possuem maior número de aeronaves habilitadas para
5%
operações aeroagrícolas, respectivamente com 476
e 461 unidades, representando 69% do total do país,
após, com 22%, vem a Região Sudeste, depois Nordeste,
34%
com 5%, e por fim a Norte com 4%.
22%

35%

Imagem: Porcentagem de aeronaves habilitadas para operações aeroagrícolas


por região.
Fonte: Instituto Brasileiro de Aviação – IBA.

A Embraer representa cerca 56% do mercado


14% 16%
nacional das aeronaves habilitadas para operações
6% 6%
aeroagrícolas em 2017, uma queda de 2% se comparado 7% 7%
com 2016, quando representava aproximadamente 15% 15%
58%. Seus modelos mais presentes são os Ipanema
EMB-201A, EMB-202, EMB-202A e EMB-201. Logo em
Outros
seguida as aeronaves importadas tomam conta do
58% Air Tractor
56%
mercado com empresas como Cessna Aircraft, com Piper Aircfraft
15% em 2017, e Piper Aircraft com 7%. Os principais Cessna Aircraft
Embraer
modelos da Cessna são A188B e T188C e os da Piper
são os PA-25-235 e PA-25-260. 2016 2017

Imagem:
Fonte: Instituto Brasileiro de Aviação – IBA.

Imagem: Ipanema 203. Imagem: Cessna A188B. Imagem: Piper Aircraft PA-25-235.
Fonte: Aero Magazine. Fonte: Evandro Filho. Fonte: Flightmarket.

152
ADUBADOR

O Adubador ou Distribuidor é responsável por pela gravidade por meio de mecanismos como: uso de
aplicar tanto fertilizante fluido, quanto sólido. No Brasil correntes, fundo móvel, discos giratórios e mecanismos
as adubações tracionadas por tratores são as mais pneumáticos. Já na adubadora a lanço é utilizada a
comuns. força centrífuga para distribuir o fertilizante no solo
com mecanismos como: disco único, dois discos e tubo
Esta máquina oscilante.
é formada por um
depósito, geralmente Os modelos mais conhecidos são:
trapezoidal ou cônico, Distribuidor de Fertilizante Orgânico
para armazenagem do Sólido (DAOS), Distribuidor
fertilizante. A distribuição de Fertilizante Orgânico
do fertilizante no solo pode Líquido (DAOL), Distribuidor
se dar gravidade ou a lanço. de Fertilizante Químico e
Foto: Distribuidor a lanço.
Na adubadora por gravidade o Distribuidor de Fertilizante
Fonte: Massey Ferguson.
fertilizante é distribuído no solo Fluido.
Foto: Distribuidor.
Fonte: Fankhauser.

SEDES DE FORNECEDORAS DE ADUBADOR DISTRIBUÍDAS POR REGIÃO NO BRASIL

FORNECEDOR CIDADE

Viapiana Antônio Prado/RS


Fitarelli Aratiba/RS
Sollus Assis/SP
Inroda Avaré/SP
Jumil Batatais/SP
Marispan Batatais/SP
Minami Biritiba Mirim/SP
KBM Dumont/SP
MPAgro Ibaté/SP
JF Máquinas Itapira/SP
Pinheiro Máquinas Itapira/SP
Triton Máquinas Agrícolas Luzerna/SC
Baldan Matão/SP
Civemassa Matão/SP
Tatu Marchesan Matão/SP
Kuhn Passo Fundo/RS
Jacto Pompéia/SP
Nogueira/Máquinas Agrícolas São João da Boa Vista/SP
DMB Sertãozinho/SP
DRIA Implementos Agrícolas Sertãozinho/SP
Gio Implementos Taió/SC
Fankhauser Tuparendi/RS

IV edição • 2018 • 153


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

PULVERIZADOR

O fertilizante fluido A escolha do tipo de pulverizador deve ser baseada


também pode ser no tamanho da área a ser pulverizada e também no
aplicado por meio produto que será aplicado. Em pequenas plantações,
de pulverizador, o mais indicado é o modelo costal, pois possui uma
onde os líquidos pequena capacidade de armazenamento e custo
são bombeados de aquisição mais baixo. Em plantações maiores,
sob pressão por os modelos mais interessantes são os tratorizados,
orifícios (bicos) e autopropelidos ou aéreos, pois mantêm constantes
lançados contra o ar, por a pressão e a pulverização, além de possuírem maior
descompressão. capacidade de armazenamento. O modelo tratorizado é

Foto: Pulverizador tratorizado.


o mais comum, mas possui uma barra de aplicação curta.
Fonte: JR Tratores. Além da função O autropopelido possui um tamanho de barra maior e
de adubação, por isso causa menos danos à lavoura, mas seu custo é
o pulverizador maior que de um tratorizado. Quando
também é utilizado no controle de pragas, esterilização a área cultivada é imensa, a
de aviários, higienização de baias e limpeza de pulverização terrestre pode
ambientes. Um pulverizador pode ser classificado como: não ser tão eficiente, logo
manual, costal, tratorizado, autopropelido e aéreo. a melhor alternativa é a
pulverização aérea, que faz

O pulverizador aplica com que o agricultor ganhe

o insumo líquido em tempo e agilidade, devido à

alto volume (500 a escala de trabalho.

3000 litros/ha com


gotas de 0,3 a 3 mm
Foto: Pulverizador Autopropelido.
de diâmetro), baixo
Fonte: Valtra.
volume (10 a 150 litros/
ha com gotas de 100 a 250
µ de diâmetro) e ultrabaixo
Foto: Pulverizador costal motorizado.
volume (5,0 litros/ha com
Fonte: Stihl.
gotas de diâmetro menor
que 100 µ).

154
SEDES DE FORNECEDORAS DE PULVERIZADOR POR REGIÃO NO BRASIL

FORNECEDOR CIDADE

Ace Fibras Bento Gonçalves/RS


Gomez Máquinas Agrícolas Araquari/SC
Marcassio Atalanta/SC
Ideal Equipamentos Agrícolas Atibaia/SP
Versátil Máquinas Bauru/SP
Pla do Brasil Canoas/RS
Herbicat Catanduva/SP
Franzoni Flores da Cunha/RS
Motoagro Frutal/MG
KO Máquinas Jaboticabal/SP
Cattoni Jaraguá do Sul/SC
Brasélio Massaranduba/SC
Valtra Mogi das Cruzes/SP
Implementos Agrícolas Jan S/A Não-me-toque/RS
Stara Não-Me-Toque/RS
Rubemaq Nova Itaberaba/SC
Kuhn Passo Fundo/RS
Brudden Pompéia/SP
Imep Pompéia/SP
Jacto Pompéia/SP
Metalfor Ponta Grossa/PR
Allikon Pranchita/PR
Pramarc Pranchita/PR
Markal Santa Tereza do Oeste/PR
Panter Santo Antônio do Sudoeste/PR
Fankhauser Tuparendi/RS
Solomaq Uberaba/MG
Pulverizadores Adventures Valentim Gentil/SP
Ipacol Veranópolis/RS

ATOMIZADOR
Em locais de culturas que não permitem a aplicação menores, diminuindo a mão e obra
mecanizada ou de culturas adensadas, que estão e custos com combustíveis. Em
suscetíveis a ventos de alta velocidade, o atomizador é contrapartida, poderá haver
o equipamento comumente utilizado para aplicação de amassamento da cultura,
TNV. Além de aplicar fertilizantes, também é usado no acarretando perda na
combate a incêndios, alimentação de peixes e controle de produtividade da lavoura.
pragas.

A aplicação terrestre com atomizador dá ao


agricultor a possibilidade de utilizar volumes de caldas
Foto: Atomizador.
Fonte: Adventure Pulverizadores.

IV edição • 2018 • 155


• Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal •

SEDES DE FORNECEDORAS DE ATOMIZADOR POR REGIÃO NO BRASIL

São Carlos
Husqvarna
Valentim Gentil
Jaboticabal
Pulverizadores Adventures
KO Máquinas

Pompéia
Araraquara
Jacto
FM Copling

Jaraguá do Sul
Cattoni
Itu
Guarany

Atlanta
Marcassio
Flores da Cunha
Veneto

156
Guia de Mercado

IV edição • 2018 • 157


• Guia de mercado •

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SS
www.agrichem.com.br O CI A

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Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.
Rua Uruguai, 1876 - Parque Industrial
Quito Junqueira - Ribeirão Preto/SP
ADAMA BRASIL 14.075-330
RES
Produtos registrados: Fertilizante Foliar.
Tel.: (43) 3371.9000 MP A

DA
www.adama.com SS
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Rua Pedro Antonio De Souza, 400 - Londrina/PR - 86.031-610 AGRIFOL FERTILIZANTES
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Mineral Líquido. Tel.: (55) 3372.1408
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Produtos registrados: Fertilizante Foliar Orgânico Líquido, Fertilizante Foliar
Tel.: (44) 3276.3511 Mineral Líquido.
www.adonaifertilizantes.com.br
Rua Irineu Meneguetti, Nº 2656 - Maringá/PR - 87.103-120 AGRINOS
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Mineral Líquido.
RES
Tel.: (11) 2424.8600 MP A

DA
www.agrinos.com SS
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ADUBARE

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Av. Andromeda, 885 - 24º Andar, Sala 2401, Ed. Brascan, Bloco B
Tel.: (54) 3454.1417 Barueri/SP - 06.473-000
www.adubare.com.br Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido, Fertilizante via Solo
Orgânico Líquido, Fertilizante Foliar Orgânico Líquido.
Rodovia RS355 Km 10, Caixa Postal 31 - Veranópolis/RS - 95.330-000
Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.
AGRISUPORTE
ADUBO ORGÂNICO SOLO FORTE Tel.: (64) 9919.5717
www.agrisuporte.com.br
Tel.: (46) 3526.2350
Avenida PW, Quadra P, Lote 4 - Rio Verde/GO - 75.905-220
www.adubosoloforte.com.br
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido.
Linha Treze de Maio, S/N - Itapejara D’Oeste/PR - 85.580-000
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.
AGRIVALLE
ADUBOS FERTICEL Tel.: (11) 4028.6437
RES
MP A

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SS
www.agrivalle.com.br O CI A

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Tel.: (49) 3347.0183
www.ferticel.com.br Avenida Tranquilo Giannini, 1090 - Salto/SP - 13.329-600
Rua Piauí, 214 - Centro - Coronel Freitas/SC - 89.840-000 Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Sólido, Fertilizante Foliar
Produtos registrados: Substrato para Plantas, Condicionador de Solo, Fertilizante Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar
via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via Solo Orgânico Sólido, Fertilizante Mineral Líquido.
via Solo Mineral Sólido.

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Tel.: (42) 3228.1229
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Tel.: (67) 3391.1044


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Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via Rua Anna Scremin, 800 - Ponta Grossa/PR
Solo Orgânico Sólido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido. 84.043-465
Produtos registrados: Fertilizante via Solo
AGRÁRIA Organomineral Sólido, Fertilizante Foliar
Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Orgânico
Tel.: (16) 3690.2200
Sólido, Fertilizante Foliar Orgânico Líquido, Fertilizante
www.agrariafert.com.br via Solo Mineral Sólido, Fertilizante via Solo Mineral
Rua Dr. Arthur Costacurta 500 - Jardinópolis/SP - 14.680-000 Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido.
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo
Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido.

IV edição • 2018 • 159


• Guia de mercado •

AGROFÊNIX
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Tel.: (19) 9627.8017 RES
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Tel.: (44) 3123.9500

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www.alltechcropscience.com.br O CI A

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Rua João Augusto Cirelli, Nº170, Jd. do Lago , Sala B - Descalvado/SP - 13.690-000
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Maringá/PR - 87.030-405
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via Solo Orgânico Sólido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante Foliar
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Mineral Sólido. Tel.: (19) 3861.6300 MP A

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DA
SS
www.ballagro.com.br O CI A

A
Rua Alberto Coral, 4270 Caixa Postal 02 - Piracicaba/SP - 13.400-970
Estrada Municipal Carlos Gebim, 2353 - Bom Jesus dos perdões/SP - 12.955-000 Produtos registrados: Condicionador de Solo.
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Sólido, Fertilizante Foliar
Orgânico Sólido.
BIOLCHIM
RES
MP A
Tel.: (11) 2589.9335

E
BANDEIRANTE QUÍMICA

DA
SS
www.biolchim.com.br O CI A

A
Tel.: (11) 3612.5600 Av. Iraí, 79 – Cjs. 51/55, Bloco A - São Paulo/SP - 04.082-000
www.bandeirantebrazmo.com.br Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Orgânico,
Avenida Alberto Soares Sampaio, 1240 Fertilizante Foliar.
Mauá/SP - 09.380-000
Produtos registrados: Matéria-Prima. BIOMIX SUBSTRATOS E FERTILIZANTES PROFISSIONAIS

Tel.: (11) 4617.3001


www.biomix.com.br
BASE FÉRTIL AGRÍCOLA
Estrada do Embu, 3500 - Cotia/SP
Tel.: (16) 3951.7169 Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido.
www.basefertilagricola.com.br
Rua Ângela Berbel Pagano, 06 - Cravinhos/SP - 14.140-000 BIOPLANT SUBSTRATOS
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Orgânico Líquido.
Tel.: (34) 3356.0738
www.bioplant.com.br
BEIFIUR
Av. Jose Antonio Pereira 187, Bairro Industrial - Nova Ponte/MG - 38.160-000
Tel.: (54) 3388.9050 Produtos registrados: Condicionador de Solo, Substratos para Plantas.
www.beifiur.com.br
BR 470, km 223,3, s/n - Garibaldi/RS - 95.720-000 BIOSUL FERTILIZANTES
Produtos registrados: Substrato para Plantas, Condicionador de Solo, Fertilizante Tel.: (54) 3231.7600
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.
www.biosul.com
Av. Franciosi, 320 - Bairro Imperial - Vacaria/RS - 95.200-000
BIOCOMP Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar
Mineral Líquido.
Tel.: (31) 3772.039
www.biocomp.com.br
BRANDT DO BRASIL
Avenida Prefeito Alberto Moura, 235 - Bairro Jardim Arizona - Sete Lagoas/MG - RES
MP A
35.700-395 Tel.: (17) 3279.9044 UF: SP
E

DA
SS
www.brandtbrasil.com.br O CI A
A
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via
Solo Orgânico Sólido. Rua Pancracio Itavo, 280 - Olímpia/SP - 15.400-000
Produtos registrados: Fertilizante Foliar.
BIOCROSS
RES
MP A
BRASIL MINÉRIOS
Tel.: (16) 3242.3226
E

DA

SS Tel.: (62) 3523.5000


www.biocross.com.br O CI A
A

Rua Manoel Fernandes, 170 - Monte Alto/SP - 15.910-000 www.brasilminerios.com.br

Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Foliar. Rua João de Abreu, 689 - Goiania/GO - 74.120-110
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Sólido.

BIOFERTEC
BRENNTAG
RES
MP A
Tel.: (19) 9538.8366 RES
MP A
E

Tel.: (11) 2489.4151


DA

SS
Rua Thomas Antonio Gonzaga, 25 - Valinhos/SP - 13.276-145 O CI A
A

DA

SS
www.brenntagla.com O CI A
A

Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via


Solo Orgânico Sólido. Rua Roberto Venturole,1333 - Guarulhos/SP - 07.250-190
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar
Mineral Líquido.

IV edição • 2018 • 161


• Guia de mercado •

BRF INGREDIENTS COIND COMPOSTAGEM

Tel.: (62) 3513.1144


Tel.: 0800 701 7782
RES
MP A
www.coindcompostagem.com.br
www.brfingredients.com

E
Fazenda Capoeirão, Rodovia 222, Km 09 - Brazabrantes/GO

DA
Rua Jorge Tzachel, 475 – Itajaí/SC - 88.301-600 SS
O CI A

A
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido, Fertilizante Foliar
Produtos registrados: Matéria-Prima.
Orgânico Sólido.

COMPOSTEC SOLUÇÕES AMBIENTAIS LTDA

C Tel.: (45) 3277.3182


www.compostec.com.br
Rodovia CR6 317, Km 6, Caixa Postal 315 - Toledo/PR - 85.900-970
CANOAS FERTILIZANTES Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via
Solo Orgânico Sólido.
Tel.: (37) 3421.3777
BR 262, Km 518 s/n, Zona Rural - Luz/MG - 35.595-000
CONSUBE
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido.
Tel.: (34) 3311.0757
CELLERON AGROQUÍMICOS www.consube.com.br
Av. Antonio Carlos Guillaumon, 950 - Distrito Industrial III
Tel.: (16) 2138.8770 Uberaba/MG - 38.044-760
R. José de Paiva Roxo, 234 - Parque Ind. Lagoinha - Ribeirão Preto/SP - 14.095-040 Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo Mineral Sólido.
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Mineral Líquido.

CYSY
CENTRO DE COMPOSTAGEM PETROPOLIS
Tel.: (48) 3431.5466
Tel.: (24) 2223.9110 www.cysy.com.br
Est. do Secretario 2600 - Petrópolis/RJ - 25.755-352 Rodovia SC 100, Km 26 (Estrada Geral) - Bairro Riacho dos Franciscos
Produtos registrados: Substrato para Plantas, Condicionador de Solo, Fertilizante Jaguaruna/SC - 88.715-000
via Solo Orgânico Sólido. Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Sólido.

CISBRAFOL

Tel.: (61) 3632.2830


www.cisbrafol.com.br D RES
MP A
Rodovia BR 020, Km 62, Via Secun.02 - Qd.01 LT.03/05 - ST. Industrial

DA
Formosa/GO - 73.801-970 SS
O CI A

A
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via
DE SANGOSSE
Solo Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido.
Tel.: (41) 3178.1900
www.desangosse.com.br
CJ DO BRASIL
Av. Ricardo Eik Mendes Borges, 5800 - Caixa Postal 1315 - Ibiporã/PR - 86.200-000
RES
MP A
Tel.: (19) 3415.9400 Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante
E

DA

SS
O CI A Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante via
A

www.cj.net
Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral
Estrada Prof. Messias José Baptista, 2651 - CP 1218 - Piracicaba/SP - 13.432-700
Líquido. PRESA
M
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via
E

DA

SS
Solo Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar Organomineral Sólido, Fertilizante O CI A
A

Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar DEFENSIVE
Mineral Líquido.
Tel.: (16) 3204.1176
www.defensive.com.br
COFERTIL INSDUSTRIA E COMÉRCIO DE FERTILIZANTES
Av. Jaime Ribeiro, 409 A - Jaboticabal/SP - 14.883-105
Tel.: (75) 3638.2128 Podutos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Orgânico,
www.cofertil.com.br Fertilizante Foliar.

Estrada do Gravatá,Km 1 - Gov. Mangabeira/BA


Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via DIASIL QUÍMICA
Solo Orgânico Sólido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido.
Tel.: (19) 3896.2629
Av. Posse de Ressaca, 1828 - Ressaca - Santo Antônio de Posse/SP - 13.830-000
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Orgânico Líquido, Fertilizante
Foliar Mineral Líquido.

162
DOMINISOLO
ELKEM
Tel.: (43) 3426.2640
Tel.: (11) 4380.6900
www.dominisolo.com.br
www.silicones.elkem.com
Rua Lupércio Pozatto, 1079 - Parque Ind. José Belinati - Londrina/PR - 86.084-450
Av. Duquesa de Goiás, 716 - 2°andar
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Orgânico Sólido, Fertilizante Foliar São Paulo/SP - 05.680-002
Orgânico Líquido.
Produtos registrados: Matéria-Prima.

E
ENZIMAC

Tel.: (11) 4529.3305

www.enzimac.com.br
ECOCITRUS Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, Km 87, Tagua

Tel.: (51) 3632.4824 Cabreuva/SP - 13.315-000

www.ecocitrus.com.br Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante Foliar Organomineral


Líquido, Fertilizante via Solo Orgânico Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido.
Rua João Pessoa, 457 - Centro - Montenegro/RS - 95.780-000
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.

EPA
ECOGESSO RES
MP A
Tel.: (11) 2136.8000

DA
Tel.: (81) 99967.0103 www.epaquimica.com.br SS
O CI A

A
www.ecogesso.ind.br Avenida João Fernandes Gimenez Molina, 512 - Jundiaí/SP - 13.213-080
Rua Projetada, s/n, Quadra B, Lote 2 - Distrito Industrial Produtos registrados: Fertilizante Mineral Líquido.
Araripina/PE - 56.280-000
Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo Mineral Sólido.
EUROFORTE
RES
MP A
ECOMARK Tel.: (34) 3313.9121

DA
SS
www.euroforte.com.br O CI A

A
RES
MP A
Tel.: (19) 4062.8674
E

Avenida Um, 181 - Uberaba/MG - 38.056-630


DA

SS
Rodovia do Açúcar, SP 308, Km 108 - Piracicaba/SP - 13.350-000 O CI A
A

Produtos registrados: Fertilizante Foliar.


Produtos registrados: Condicionador de Solo e/ou Substrato, Fertilizante
Orgânico.

ECONUTRI FERTILIZANTES
F
Tel.: (65) 3694.1718
www.econutrifertilizantes.com.br
FAST AGRO
Rodovia dos Imigrantes, Km s/n, Box 26 - Capão Grande
Varzea Grande/MT - 78.132-400 Tel.: (66) 3422.0422
RES
MP A

Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar E

DA
SS
www.fastagro.com.br O CI A
A

Mineral Líquido.
Anel Viario Conrado Sales Brito, 369 - Caixa Postal - 1230
Rondonópolis/MT - 78.705-660
ECOSUPER Produtos registrados: Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral
Líquido.
Tel.: (46) 3563.3706
Rodovia Prt-163, km 03 - Santo Antônio do Sudoeste/PR - 85.710-000
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via
FERLAB
Solo Orgânico Sólido. RES
Tel.: (34) 3246.7526 MP A
E

DA

SS
www.ferlab.com.br O CI A
A

EIRICH Rua Airton Donizete Montina, 170 Araguari/MG - 38.446-396


Produtos registrados: Setorial.
Tel.: (11) 4619.8900
www.eirich.com.br
Estrada Velha de Itu, 1.500, Jardim Alvorada
Jandira/SP - 06612-250
Produtos registrados: Equipamentos.

IV edição • 2018 • 163


• Guia de mercado •

FERTEC FLOEMA VEGETAL


RES Tel.: (34) 3831.8626 UF: MG RES
MP A MP A
Tel.: (17) 3324.1112

E
www.floemavegetal.com.br

DA

DA
SS SS
www.fertec.ind.br O CI A O CI A

A
Rua José Soares Garcia, 281 - Barretos/SP - 14.781-150 Avenida Jucelino Kubstcheck, 1383 - Patrocínio/MG - 38.743-006

Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante via Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante
Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido. Foliar Mineral Líquido.

FLONNER FERTILIZANTES
FERTÍ
Tel.: (14) 3475.1250
Tel.: (34) 3661.5318
s/n Estrada Municipal - Distrito Industrial - Ocauçu/SP - 17.540-000
www.ferti.com.br
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via
Rua Araxá, 390 - Araxá/MG - 38.180-305 Solo Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via Líquido.
Solo Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar Organomineral Sólido, Fertilizante
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante via
FLORAL ATLANTA
Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral
Líquido. Tel.: (11) 4053.3233
www.floralatlanta.com.br
FERTIGATTO FERTILIZANTES R. Sitha, 616 - Inamar Diadema/SP - 09.981-070

Tel.: (45) 3277.1936 Produtos registrados: Substrato para Plantas.

Rodovia PR 317, KM 04 - Jd. Recanto - Toledo/PR - 85.902-600


Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido. FMC
RES
MP A
Tel.: (19) 3115.4400

DA
SS
FERTILIZER AGROSCIENCES www.fmc.com O CI A

A
RES
Av. Jose Bonifacio Coutinho Nogueira, 150 1º andar - Campinas/SP - 13.091-611
(16) 3665.1351 MP A
Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Foliar.
E

DA

www.fertilizer.agr.br SS
O CI A
A

Rua Cidonio Ramos Cabete, 460 - Altinopolis/SP - 14.350-000


Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante FOLHITO ADUBOS ORGÂNICOS
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Orgânico Líquido, Fertilizante
Tel.: (51) 3011.2222
Foliar Orgânico Líquido, Fertilizante via Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar
Mineral Líquido. www.folhito.com.br
Henrique Otto Scherer, 2580 - Bairro Imigrante - Lajeado/RS

FERTIMAX FERTILIZANTES Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.

Tel.: (35) 3721.9021


Avenida João Pinheiro, 303 - Centro - Poços de Caldas/MG - 37.701-387
FORQUÍMICA

Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido. RES


Tel.: (43) 3436.8350 MP A

DA
www.forquimica.com.br SS
O CI A
A

FERTIQUÍMICA AGROCIÊNCIAS Avenida Brasil, 2420 - Cambira/PR - 86.890-000


Produtos registrados: Fertilizante Foliar.
Tel.: (67) 3385.2383
www.fertiquimica.com.br
Avenida Armando Silvertrine, 291 - Polo Empresarial Oeste FORTGREEN
Campo - Grande/MS - 79.108-640 RES
Tel.: (44) 3127.2700 MP A
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral
E

DA

www.fortgreen.com.br SS
O CI A
A

Líquido.
Rua Curitiba, 805, Zona Ind. II
Paiçandu/PR - 87.140-000
FERTITEC FERTILIZANTES Produtos registrados: Fertilizante Foliar
Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar Orgânico
Tel.: (44) 3222.4317 Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante
www.fertitec.com.br Foliar Mineral Líquido.
R. Carlos Hofferer, 138 - Jardim Monte Carlo - Maringá/PR
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Mineral Líquido.

164
FUPASC GRUPO AGROLATINA

Tel.: (51) 9681.4254 Tel.: (44) 4009.2050


www.fupasc.com.br www.grupoagrolatina.com.br
Rua Venâncio Aires, 683 - Santa Cruz do Sul/RS - 96.810-970 Rodovia PR-317, 8001 KM 08 - Parque Industrial - Maringá/PR - 87.065-005
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido. Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido.

GRUPO FERTILÁQUA

G
RES
Tel.: (19) 2516.8700 MP A

DA
Avenida Presidente Kennedy, 1386, Sala 93 - Indaiatuba/SP - 13.334-170 SS
O CI A

A
Avenida José Andraus Gassani 390 - Uberlandia/MG - 38.402-322
Produtos registrados: Fertilizante Foliar, Fertilizante Organomineral, Fertilizante
GEOCICLO
via Semente.
RES
Tel.: (34) 3293.5120 MP A

DA
www.geociclo.com.br SS
O CI A GRUPO NUTRIORG AMBIENTAL

A
Avenida José Andraus Gassani 390 - Uberlandia/MG - 38.402-322
Tel.: (35) 3295.7757
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido.
www.gna-ambiental.com.br
Av. São Francisco, 180 - Centro - Santos/SP - 11.013-200
GEOCLEAN
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.
RES
Tel.: (16) 3332.3562 MP A
E

DA

www.geoclean.ind.br SS
O CI A
A

GRUPO VISAFERTIL RES


MP A
Rua Profª Ergilia Micelli, 625 - Araraquara/SP - 14.808-110

DA
SS
Tel.: (43) 3535.1427 O CI A

A
Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Foliar.
Rodovia Pr 151 Km 23, Distrito Industrial. Quadra I - Jaguariaíva/PR - 84.200-000
Produtos registrados: Substrato para Plantas, Condicionador de Solo.
GIRO AGROBUSINESS
RES
Tel.: (35) 3295.6816 MP A GRUPO VITTIA
E

DA

www.giroagro.com.br SS
O CI A
A

RES
Tel.: (16) 3810.8000 MP A

E
Avenida Edson Resende Silva, 135 - Distrito Industrial

DA
www.biosoja.com.br SS
O CI A

A
Machado/MG - 37.750-000
Avenida Marginal Esquerda, 2000 - Centro
Produtos registrados: Fertilizante Foliar.
São Joaquim da Barra/SP - 14.600-000
Produtos registrados: Condicionador de Solo,
Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante
GLOBAL CROPS
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo
RES
Tel.: (71) 3316.5621 MP A Mineral Sólido, Fertilizante via Solo Mineral Líquido,
E

Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar


DA

www.globalcrops.com.br SS
O CI A
A

Mineral Líquido.
Rua Clemerson da Fonte, 42, Galpão 7 - Lauro de Freitas/BA - 42.700-000
Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Foliar.

GREENMIX MICRONUTRIENTES E ORGANOMINERAIS

Tel.: (16) 3252.3498


H
www.greenmix.com.br
Rua Edson Azevedo, 215 - Setor Industrial A HAIFA
Rodovia Carlos Tonani, KM 145 - Taquaritinga/SP - 15.900-000 RES
MP A
Tel.: (11) 3057.1239
E

Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via


DA

www.haifa-group.com SS
O CI A
A

Solo Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar Organomineral Sólido, Fertilizante


Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante Rua Leôncio de Carvalho,234, CJ 71 - São Paulo/SP - 04.003-010
Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido . Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante Foliar
Mineral Sólido.

IV edição • 2018 • 165


• Guia de mercado •

HERBIOESTE HERBICIDAS
ILSA BRASIL
Tel.: (45) 3252.4507 RES
Tel.: (51) 3500.3043 MP A
Av Parigot de Souza, 1327 - Toledo/PR - 85.906-070

DA
www.ilsabrasil.com.br SS
O CI A

A
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via
Solo Orgânico Sólido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido. Estrada do Faxinal, 2801 - Macaco Branco
Portão/RS - 93.180-000
Produtos registrados: Fertilizante Orgânico,
HERBOTEC
Fertilizante Foliar, Matéria-Prima.
RES
Tel.: (14) 3666.2861 MP A

DA
www.herbotecbr.com.br SS
O CI A

A
Avenida Prefeito Enio Inforzato, 465 - Bocaina/SP INCASA
Produtos registrados: Fertilizante Organomineral.
Tel.: (47) 3205.7000 UF: SC
www.incasa.ind.br
HERINGER
Rua Dona Francisca, 11.700, Pirabeiraba - Joinville/
RES
MP A SC - 89.239-270
Tel.: (19) 3322.2299
E

DA
www.heringer.com.br A
SS
O CI A Produtos registrados: Fertilizante Mineral, Matéria-
Prima, Micronutriente.
Avenida Irene Karcher, 620 - Paulinia/SP - 13.148-906
Produtos registrados: Fertilizante Foliar.

INGAL FERTILIZANTES

Tel.: (55) 3226.4439 UF: RS

I www.ingalalimentos.com.br
Avenida Pedro Cezar Saccol, 01. - Distrito Industrial - Santa Maria/RS - 97.030-440
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar
IBRA Orgânico Líquido.

RES
Tel.: (19) 3832.3679 MP A
E

INNOVA AGROTECNOLOGIA
DA

www.ibra.com.br SS
O CI A
A

Rua Amazonas, 220 - Sumaré/SP - 13.177-060 Tel.: (45) 3522.3309


RES
MP A

E
Produtos registrados: Setorial.

DA
www.innovaagro.com.br SS
O CI A

A
Avenida Perimetral Leste, 7033
ICASA Foz do Iguaçu/PR - 85.858-760
RES
MP A
Produtos registrados: Fertilizante Organomineral,
Tel.: (19) 3744.3522
Fertilizante Foliar.
E

DA

www.icasa-lab.com.br SS
O CI A
A

Rua Prop Reine Germana Cazes, 20 - Campinas/SP - 13.034-652


Produtos registrados: Setorial. INTERCUF
RES
Tel.: (19) 2102.0027 MP A
E
ICL BRASIL
DA
www.intercuf.com.br SS
O CI A
A

RES
Tel.: (11) 2155.4551 MP A Estrada Velha De Indaiatuba, Km 08 (SP-73) - Campinas/SP - 13.052-520
E

DA

www.iclbrasil.com.br SS
O CI A Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante via Solo
A

Rua George Ohm, 230, 21º andar - São Paulo/SP - 04.576-020 Mineral Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral
Líquido.
Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Foliar, Matéria-Prima.

ITALE
IFB
RES
Tel.: (19) 3829.8811 UF: SP MP A
RES
Tel.: (62) 3273.8181 MP A
E

DA

www.itale.com.br
E

SS
O CI A
A
DA

www.ifb.agr.br SS
O CI A
A

Rua Dr. Alfredo Zacharias, 1040 - Valinhos/SP - 13.277- 280


Avenida Gameleira, 3620 - Quadra E, Lote Área V - Goiania/GO - 74.740-460
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Sólido, Fertilizante Foliar
Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo Organomineral Orgânico Sólido.
Sólido, Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.

166
J LABORSOLO

Tel.: (43) 3338.5738


RES
MP A

DA
www.laborsolo.com.br SS
O CI A

A
JOSAPAR Avenida Tiradentes, 3.173 - Londrina/PR - 86.072-000
Produtos registrados: Setorial.
Tel.: (53) 3284.1124
www.josapar.com.br
LEGAL AMBIENTAL
310, R. Júlia de Melo Machado, 2 - Parque Industrial Tatuí I - Tatuí/SP
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante Tel.: (34) 3232.3316
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido. www.legalambiental.com.br
Rua Bolívia, 887, Bairro Tibery - Uberlândia/MG - 38.405-108
JUMA AGRO Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo Organomineral
RES Sólido, Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.
Tel.: (19) 3891.6415 MP A

DA
www.juma-agro.com.br SS
O CI A

A
LUXEMBOURG BRASIL
Avenida Victor Acierini, 2370 - Mogi Guaçu/SP - 13.849-106
RES
Tel.: (11) 5090.6633 MP A
Produtos registrados: Fertilizante Foliar, Fertilizante Organomineral.

DA
www.luxembourg.com.br SS
O CI A

A
Avenida Iraí, 79 - CJ 92 e 93 B - São Paulo/SP - 04.082-000

K
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral
Líquido.

M
KATRIUM
RES
Tel.: (21) 2472.7387 MP A
E

DA

www.katrium.com.br SS
O CI A
A

Estrada João Paulo, 530, Parte - Honório Gurgel M.L BIORGÂNICO


Rio de Janeiro/RJ - 21.512-002 RES
Tel.: (16) 3637.4088 UF: SP MP A

E
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Mineral

DA
www.mlbiorganico.com.br SS
O CI A

A
Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido.
Rua Maestro Joaquim Rangel, 409 - Ribeirão Preto/SP - 14.025-610
Produtos registrados: Condicionador de Solo e/ou Substrato, Fertilizante
KIMBERLIT Organomineral, Fertilizante Foliar, Matéria-Prima.

RES
Tel.: (17) 3279.1500 MP A
E

www.kimberlit.com MARINGÁ ORGÂNICOS


DA

SS
O CI A
A

Rodovia Assis Chateaubriand, Km 144,5, s/n - Olímpia/SP - 15.400-000


Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Tel.: (44) 8806.4619
Fertilizante Foliar Mineral Líquido. www.maringaorganicos.com.br
Estrada Santo Inácio, Lotes 229/230 - Maringá/PR
KORIN Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.

Tel.: (19) 3576.9508


www.korin.com.br MASSARI MINERAÇÃO
Estrada Municipal de Camaquã - Rural - Ipeúna/SP - 13.537-000
Tel.: (11) 4084.9780
Produtos registrados: Substrato para Plantas, Fertilizante Foliar Orgânico Sólido,
Fertilizante Foliar Orgânico Líquido. www.massari.com.br
Estrada Piraporinha, 600 - Bairro Piraporinha - Salto de Pirapora/SP - 18.160-000
Produtos registrados: Condicionador de Solo.

L MASTER AGRO

Tel.: (14) 3733.7876 UF: SP

LABOAGRO www.masteragro.com.br

Tel.: (47) 3622.8899 | 3622.7799 RES


Av Donguinha Mercadante, 2880 - Jd Paineiras - Avaré/SP - 18.705-650
MP A
www.laboagro.com Produtos registrados: Fertilizante Foliar Mineral Líquido.
E

DA

SS
Rua Maria Olsen, 266 - Canoinhas/SC - 89.460-000 O CI A
A

Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante


Foliar Organomineral Líquido.

IV edição • 2018 • 167


• Guia de mercado •

MASTERFOL MINERAÇÃO CURIMBABA

Tel.: (34) 3246.0562 Tel.: (35) 3729.1914


Rua 1, 165 - Distrito Industrial - Araguari/MG - 38.446-396 www.curimbaba.com.br
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar Avenida João Pinheiro, 3665 - Poços de Caldas/MG - 37.704-392
Mineral Líquido. Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante Foliar
Mineral Sólido.

MCM QUÍMICA
MINERAÇÃO PEDRA LAVRADA
RES
Tel.: (15) 3246.8118 MP A

E
Tel.: (83) 3245.2008

DA
www.mcmindustrial.com.br SS
O CI A

A
www.mpl-pb.com
Rodovia SP 143, Km 0,5, 500 - Distrito Industrial
Cesário Lange/SP - 18.285-000 BR 230, km 277 - Santa Luzia/PB

Produtos registrados: Fertilizante Foliar, Matéria- Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo Mineral Sólido,
Prima, Micronutriente. Fertilizante Foliar Mineral Sólido.

MONDIAL FERTILIZANTES

MCASSAB Tel.: (55) 3326.4316


www.mondialfertilizantes.com.br
Tel.: (11) 2162.7960
Rodovia Luciano Furian, 3275 - Cruz Alta/RS - 98.045-180
www.mcassab.com.br
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante
Avenida Nações Unidas, 20.882, Vila Almeida -
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido.
São Paulo/SP - 04.795-000
Produtos registrados: Matéria-Prima, Micronutriente.
MULCHING SIX DO BRASIL

Tel.: (42) 3532.2506


MICROMIX PLANT HEALTH
Rua Altino Pereira De Lima, 2149 - Vila Prohmann
RES São Mateus do Sul/PR - 83.900-000
Tel.: (19) 2534.3624 MP A
E

Produtos registrados: Fertilizante Foliar Mineral Líquido.


DA

www.micromix.com SS
O CI A
A

Rua Governador Pedro de Toledo, 2168, Sala 17 - Piracicaba/SP - 13.400-066


MULTFERTILIZANTES
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar
Mineral Líquido. Tel.: (35) 3265.3327
www.multfertilizantes.com.br
MICROQUÍMICA Avenida Caio de Brito, 1505 - Esperança - Três Pontas/MG - 37.190-000
RES
Tel.: (19) 2137.8100 MP A Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.
E

DA

www.microquimica.com SS
O CI A
A

Rua Eduardo Edargê Badaró, 430 - Campinas/SP - 13.063-140


MULTITÉCNICA
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Orgânico Líquido, Fertilizante via Solo
RES
Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido. Tel.: (31) 3779.4300 | 3490.8500 E MP A

DA
www.multitecnica.com.br SS
O CI A
A

MICROXISTO Rodovia MG 238, Km 53,6, s/n - Caixa Postal: 388


RES
Sete Lagoas/MG - 35.701-970
Tel.: (42) 3532.3631 MP A
E

Produtos registrados: Fertilizante Organomineral,


DA

www.microxisto.com.br SS
O CI A
A

Fertilizante Orgânico, Fertilizante Foliar, Matéria-


Rua João Bettega, 2685 - São Mateus Do Sul/PR - 83.900-000 Prima.
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Mineral Líquido, Fertilizante
Foliar Mineral Líquido.

MILLIKEN MUNDO QUÍMICO


Tel.: (11) 3043.7944 Tel.: (11) 4392.3511
www.chemical.milliken.com www.mundoquimico.com.br
Avenida das Nações Unidas, 12.551, 22º andar, Estrada Fukutaro Yida, 1450 - Cooperativa
Conjunto 2205 - São Paulo/SP - 04.578-903 São Bernado do Campos/SP - 09.852-060
Produtos registrados: Matéria-Prima.

168
N
NUTRICELER
RES
Tel.: (15) 3524.9494 MP A

DA
www.nutriceler.com.br SS
O CI A

A
NATUS SOLOS DO BRASIL SUBSTRATOS Antônio Edmundo de Oliveira Campos, 670 - Itapeva/SP - 18.401-640
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante
Tel.: (12) 3681.2919
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar
www.natussolos.com.br Mineral Líquido.
Rua Elias João Andraus, 222 - Taubaté/SP - 12.072-370
Produtos registrados: Condicionador de Solo.

NUTRINOVA
NELL AGROQUÍMICA RES
Tel.: (16) 3987.6678 MP A

E
Tel.: (18) 3375.1095 www.nutrinova.pt

DA
SS
O CI A

A
www.nellagroquimica.com.br Rua Benedito José Carvalho Ramos, 480 - Serrana/SP - 14.150-000
R. Gerânios, 88, Pedrinhas Paulista - Assis/SP - 19.865-000 Produtos registrados: Fertilizante Foliar.
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar
Mineral Líquido. NUTRINS FERTILIZANTES

Tel.: (16) 3628.4144


NETZSCH MOAGEM
Rua Aurélio Pezuto, 654 - Parque Industrial Tanquinho
Tel.: (47) 3387.7000 RES
MP A Ribeirão Preto/SP - 14.075-780
E

www.netzsch.com Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar


DA

SS
O CI A
A

Mineral Líquido.
Rua Emilio Marquardt, 300, Ribeirão Souto
Pomerode/SC - 89.107-000
Produtos registrados: Equipamentos NUTRIPLANT
RES
Tel.: (11) 4161.7612 MP A

E
NOVA BRASIL

DA
www.nutriplant.com.br SS
O CI A

A
Tel.: (47) 3348.0443 Rua Arnaldo, 388 - Barueri/SP - 06.415-110

www.quimicanovabrasil.com.br Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Foliar.

Rua Ari Zermiani, 2.776 - Itaipava - Itajaí/SC - 88.316-300


Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido. NUTRISAFRA FERTILIZANTES

Tel.: (19) 3872.2119


NOVATECH AGROCOMERCIAL
www.nutrisafra.com.br
Tel.: (55) 3331.1769 Rua Baumann, 1337 - V. Leopoldina - São Paulo/SP - 05.318-000
www.novatechagro.com.br Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo Organomineral
Linha 6, Leste 1 - Distrito Industrial II - Ijuí/RS - 98.700-000 Sólido, Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Orgânico
Sólido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido.
Produtos registrados: Via Foliar Mineral Sólido, Via Foliar Mineral Líquido, Via
Foliar Organomineral Líquido.

NPA

Tel.: (16) 3202.9200


O
www.npa.ind.br
Rua Alexandre Detogni, 275, Barreiro O. FERNANDES DA COSTA
Jaboticabal/SP - 14.882-112
Tel.: (84) 8859.6129
Produtos registrados: Fertilizante Foliar
Sitio Pitombeira, 140-A, Zona Rural - Monte Alegre/RN - 59.184-000
Organomineral Sólido, Fertilizante Foliar
Organomineral Líquido. Rua Baumann, 1337 - V. Leopoldina - São Paulo/SP - 05.318-000
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.

NÚCLEO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE FERTILIZANTES


OMEGA NUTRIÇÃO VEGETAL
Tel.: (65) 3326.3797
RES
Tel.: (51) 3464.6030 MP A
www.nucleofertilizantes.com.br
E

DA

www.omegafertil.com.br SS
O CI A
A

Rodovia MT 240, Km 05, s/n - Zona Rural - Santo Afonso/MT - 78.425-000


Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via Rua General Sebastião Barreto,169 - Canoas/RS - 92.130-350
Solo Orgânico Sólido. Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Foliar.

IV edição • 2018 • 169


• Guia de mercado •

OMEX DO BRASIL
OXIQUÍMICA AGROCIÊNCIA
RES
Tel.: (19) 3414.2808 MP A
RES
MP A

E
Tel.: (16) 3209.1313

DA
www.omex.com SS

E
O CI A

DA
www.oxiquimica.com.br SS
O CI A

A
Rua Treze de Maio, 797, Sala 25 - Piracicaba/SP - 13.400-300
Rua Minervino de Campos Pedroso, 13
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante
Parque Industrial Carlos Tonanni - Jaboticabal/SP
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Orgânico Líquido, Fertilizante
14.871-360
Foliar Orgânico Líquido, Fertilizante via Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar
Mineral Líquido. Produtos registrados: Fertilizante via Solo
Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar
Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Mineral
OMNIA NUTRIÇÃO VEGETAL Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante
Foliar Mineral Líquido.
Tel.: (19) 3554.1068 RES
MP A

E
www.omniabrasil.com.br

DA
SS
O CI A

A
Rua Custódio Pereira, 910 - Cidade Jardim

P
Leme/SP - 13.614-270
Produtos registrados: Fertilizante via Solo
Organomineral Sólido, Fertilizante via Solo
Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar
PARANÁ HUMUS
Organomineral Sólido, Fertilizante Foliar
Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Tel.: (41) 9949.9779
Mineral Sólido, Fertilizante via Solo Mineral Líquido, Estrada Principal da Varzea, Km 2.8 - Tijucas/PR
Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido.
Mineral Líquido, Matéria-Prima.
PENERGETIC DO BRASIL
ORGA FERTILIZANTES Tel.: (34) 3334.7500
RES
MP A

DA
www.penergetic.com.br SS
O CI A

A
Tel.: (19) 9729.7600
Avenida Edilson Lamartine Mendes, 536 - Uberaba/MG - 38.045 000
www.orga.com.br
Produtos registrados: Fertilizante mineral sólido via solo, Substrato para Plantas.
Rodovia Wilson Finardi SP 191, Km 31 - Morro Grande - Araras/SP - 13.600-970
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.
PLANT DEFENDER
ORGANOPLUS RES
Tel.: (19) 2114.2800 MP A

DA
Tel.: (64) 9961.2430 www.plantdefender.com.br SS
O CI A

A
Rodovia Go 408, s/n, Km 5,6 (Esquerda) - Palmeiras de Goiás/GO - 76.190-000 Rodovia Dep Laercio Corte, km 119 (SP 147), s/n - Limeira/SP - 13.482-383
Produtos registrados: Substrato para Plantas, Condicionador de Solo, Fertilizante Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Foliar.
via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.

PLANTIVO
ORGANOSOLVÍ RES
Tel.: (65) 3023.2731 MP A
RES E
Tel.: (18) 3211.3785 MP A

DA
www.plantivo.com.br SS
O CI A
E

A
DA

www.organosolvi.com.br SS
O CI A
A

Avenida Historiador Rubens de Mendonça, 1894, Sala 1808, 18º andar


Rodovial Marechal Rondon, km 505 - Coroados/SP - 16.260-000 Edifício Maruanã - Cuiabá/MT - 78.050-000
Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Orgânico. Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar
Mineral Líquido.
ORO AGRI BRASIL

Tel.: (43) 3278.2000


RES
MP A
POLIFÉRTIL FERTILIZANTES
E

DA

www.oroagri.com SS
O CI A Tel.: (34) 3313.9357
A

Rodovia Pr 218 Km 05 s/n - Arapongas/PR - 86.702-670 www.polifertil.com.br


Produtos registrados: Fertilizante Foliar. Rua Geraldo Pagliaro, 64 - Parque Exposição - Uberaba/MG - 38.031-040
Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo Organomineral
OUROFINO AGROCIÊNCIA Sólido, Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante Foliar
RES
Organomineral Sólido, Fertilizante Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via
Tel.: (16) 3518.4118 MP A
Solo Orgânico Sólido, Fertilizante via Solo Orgânico Líquido, Fertilizante Foliar
E

DA

www.ourofinoagro.com.br SS
O CI A Orgânico Sólido, Fertilizante Foliar Orgânico Líquido, Fertilizante via Solo Mineral
A

Av. Filomena Cartafina, 22335, Quadra 14, Lote 05 - Uberaba/MG - 38.044-750 Sólido, Fertilizante via Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido,
Fertilizante Foliar Mineral Líquido.
Produtos registrados: Setorial.

170
R
PRECISION QUÍMICA

Tel.: (16) 3663.6199


www.precisionquimica.com.br
Av. Prefeito Newton Reis , 1550 - Jardim das Oliveiras Jardinópolis/SP - RHAL CIÊNCIA E TECNOLOGIA
14.680-000
RES
Tel.: (48) 3478.5876 MP A
Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo

DA
Organomineral Sólido, Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante www.rhal.com.br SS
O CI A

A
Foliar Organomineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido. Rua Francisco Budny, 800 - Imigrantes - Criciúma/SC - 88.813-670
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante
PREMIX Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Orgânico Líquido, Fertilizante
Foliar Orgânico Líquido.
Tel.: (16) 3145.9500
www.premix.com.br RIGRANTEC
Rua Milton José Robusti, 75 - 17º andar, Sala 1701 - Jardim Botânico RES
Tel.: (51) 3341.3225 MP A
Ribeirão Preto/SP

DA
www.rigrantec.com.br SS
O CI A

A
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Sólido.
Avenida das Indústrias, 1475 - Cachoeirinha/RS - 94.930-230
Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Orgânico,
PRIME AGRO Fertilizante Foliar, Matéria-Prima.
RES
Tel.: (45) 3054.5754 MP A
E

ROCKALL FERTILIZANTES NATURAIS


DA

www.primeagro.com.br SS
O CI A
A

Rodovia Perimetral Norte, BR 163, s/n, Chácara 27 Tel.: (65) 9988.9579


Toledo/PR - 85.905-620 www.rockall.com.br
Produtos registrados: Fertilizante Foliar. Rodovia do Mirante, Km 4 - Caixa Postal 27
Chapada dos Guimarães/MS - 78.195-000
Produtos registrados: Condicionador de Solo, Fertilizante via Solo Organomineral
PRODUQUÍMICA Sólido.

RES
Tel.: (11) 3016.9600 MP A
RODA D’AGUA
E

DA

www.produquimica.com.br SS
O CI A
A

Av. Paulista, 1754, 3°andar - Cerqueira César Tel.: (31) 3537.3233


São Paulo/SP 01.310-920 Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.
Produtos registrados: Condicionador de Solo e
Substrato, Fertilizante Organomineral, Fertilizante ROHRBACHER
Orgânico, Fertilizante Foliar, Matéria-Prima.
Tel.: (47) 3644.6067
www.rohrbacher.com.br
PROVERDE Rodovia BR 280, Km 137 - Boa Vista - Rio Negrinho/SC - 89.295-000

Tel.: (51) 9982.6612 Produtos registrados: Substrato para Plantas.

www.proverdefoliar.com
Rua Brito Peixoto, 221 - B. Pôr do Sol - Gravataí/RS - 94.100-300 RSA BIOTECNOLOGIA AGRÍCOLA
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Orgânico Líquido, Fertilizante Foliar Tel.: (11) 3832.7264
Mineral Líquido.
www.rsa.ind.br
Rua Álvaro Chechia, 214 - Parque dos Esportes - Ituverava/SP
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante

Q Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Orgânico Sólido, Fertilizante


Foliar Orgânico Líquido.

QUIMIFOL
RES
Tel.: (15) 3285.5120 MP A
E

DA

www.quimifol.com.br SS
O CI A
A

Rodovia Cornelio Pires, Km 69,5, SP 125 - Tietê/SP - 18.530-000


Produtos registrados: Fertilizante Organomineral, Fertilizante Foliar, Matéria-Prima.

IV edição • 2018 • 171


• Guia de mercado •

S
STEFANI FERTILIZANTES
RES
Tel.: (62) 3532.4600 MP A

DA
www.stefani.net.br SS
O CI A

A
SAMO FERTILIZANTES Rua 1, Quadra 5, módulos de 1 a 30 - Senador Canedo/GO - 04.795-100
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar
Tel.: (51) 3631.3010
Mineral Líquido.
www.samofertilizantes.com.br
Rua Júlio de Castilhos, 670 - Escadinhas - Feliz/RS - 95.770-000
STOLLER
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar
Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido. Tel.: (19) 3872.8288
RES
MP A

DA
www.stoller.com.br SS
O CI A

A
SANTA CLARA AGROCIÊNCIA Rodovia SP 332, Km 138, s/n - Cosmópolis/SP - 13.150-000

Tel.: (16) 3620.3320 RES


MP A Produtos registrados: Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante Foliar

E
Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido.

DA
www.santaclaraagro.com.br SS
O CI A

A
Rua Antonio Guerreiro, 81 - Jaboticabal/SP - 14.876-270
SUL SOLO
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Líquido, Fertilizante
Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante via Tel.: (51) 99936.6333
Solo Mineral Líquido, Fertilizante Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral
www.sulsolo.com.br
Líquido.
Estrada Rio Pardense - Vale do Sol/RS - 96.878-000
Produtos registrados: Fertilizante via Solo Orgânico Sólido.
SATIS

Tel.: (34) 3661.7089


RES
MP A SULFABRAS
E

DA

RES
www.satis.ind.br SS
O CI A Tel.: (71) 3402.0110 MP A
A

E
Rua Capitão Izidro, 365, Centro

DA
Rua Alfa, 1646-F - Camaçari/BA - 42.810-290 SS
O CI A

A
Araxá/MG - 38.183-190
Produtos registrados: Fertilizante Mineral.
Produtos registrados: Fertilizante Foliar, Fertilizante
Organomineral.
SULPHURTEC FERTILIZANTES

Tel.: (16) 3763.9400


SINERGIA
www.sulphurtec.com.br
RES
Tel.: (19) 3892.8534 MP A Rua 34, 1409 - Distrito Industrial - Orlândia/SP - 14.620-000
E

DA

www.sinergia-agro.com.br SS
O CI A Produtos registrados: Fertilizante via Solo Organomineral Sólido, Fertilizante
A

Rodovia SP 360, Km 154, Caixa Postal 122 - Serra Negra/SP - 13.930-000 Foliar Organomineral Líquido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido, Fertilizante
Foliar Mineral Sólido, Fertilizante Foliar Mineral Líquido.
Produtos registrados: Setorial.

SYNGENTA
SOLFERTI
RES
Tel.: (11) 5643.3944 MP A
RES
Tel.: (54) 3283.8700 MP A E

DA
E

www.syngenta.com SS
O CI A
A
DA

SS
www.solferti.com.br O CI A
A

Avenida das Nações Unidas, 18001 - São Paulo/SP - 04.795-900


Estrada Rodolpho Balardin, 3125, Caixa Postal 2516 Produtos registrados: Fertilizante Orgânico.
Caxias do Sul/RS - 95.061-400
Produtos registrados: Fertilizante Foliar Organomineral Líquido.

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Avenida Queiroz Filho, 1700, torre A, Sala 308 - São Paula/SP - 05.319-000 Produtos registrados: Substrato para Plantas.
Produtos registrados: Substrato para Plantas, Condicionador de Solo, Fertilizante
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Produtos registrados: Substrato para Plantas, Condicionador de Solo, Fertilizante
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RES Solo Orgânico Sólido, Fertilizante via Solo Mineral Sólido.
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IV edição • 2018 • 173


• Guia de mercado •

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IV edição • 2018 • 175


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