Vous êtes sur la page 1sur 16

As alterações da saúde e os ritmos harmônicos.

Tito Macia – Espanha

Introdução

Um dos assuntos humanos que, há longo tempo, tem ocupado a atenção dos astrólogos, é, sem dúvida, o tema da saúde.

Era tal a importância da Astrologia neste tema que Galeno fazia escárnio de quem era médico sem ser astrólogo, e chegava a
acusar de homicidas aos médicos que curavam sem serem astrólogos (A qualidade da saúde, cap 20).

Igualmente escreve Hipócrates no livro primeiro da Dieta, e no vínculo, cap. 2, onde diz:
“O Médico que não utiliza Astrologia é como o olho que não está capacitado para exercer sua ação e operação.”

A astrologia foi considerada por Paracelso como uma das quatro colunas da Medicina porque constitui o meio mais exato,
completo e científico para averiguar as tendências de cada pessoa.

Nos tempos anteriores à proibição da inquisição, a Astrologia era parte da bagagem cultural de qualquer médico.

Hoje em dia sabemos que as duas modalidades culturais, Astrologia e Medicina estão completamente separadas, que já não
têm nenhum elo de união. A medicina moderna prescinde completamente da informação ou da utilidade desta velha ciência.

É absolutamente certo que a medicina moderna dispõe de tecnologia e farmacologia capazes de vencer a maior parte das
doenças de que padecem os seres humanos.

A medicina do século XXI é capaz de curar quase todas as doenças declaradas, porém também é certo que os enfermos e as
doenças não param de aumentar, basta observar as listas de espera dos hospitais ou estar atento às noticias sobre as novas
doenças.

A medicina moderna se ocupa apenas com as origens das doenças, à exceção das novas tendências experimentais através do
genoma humano, que seria a modalidade mais parecida com a Astrologia.

Talvez este trabalho sirva como ponte para os profissionais da saúde se aproximar da nova Astrologia do século XXI.

Astrologia e saúde na tradição

Na astrologia antiga se estudava o tema da saúde com a finalidade de ajudar ao médico em seu diagnóstico, em sua terapia e
nas intervenções cirúrgicas. Porém também se direcionava a uma medicina preventiva.

Desde Ptolomeu e seguramente anteriormente, pois Ptolomeu era também um compilador, o tema da saúde é tratado como
um dos elementos mais importantes da existência humana. No “Tetrabiblos”, livro III, capítulo 3 encontramos:

”Sobre o que acontece após o nascimento, se deve tratar do que se refere à vitalidade, visto que não se pode formar juízo
algum sobre os que não sobrevivem. Depois sobre a forma corporal, em seguida sobre as doenças e acidentes do corpo......”

Ptolomeu, no mesmo livro, dedica o capitulo 12 às doenças. Em primeiro lugar trata de expor quais são os elementos
astrológicos que podem ser úteis para conhecer o tipo de enfermidade que a pessoa pode desenvolver. Concede uma maior
importância ao Ascendente, à Lua, a Mercúrio e à relação com os planetas maléficos.

Outros astrólogos da antiguidade também fazem menção às doenças, como Marcus Manilius que em seu “Astronomicón” nos
deixou um aforismo que abre uma porta ou insinua que na Astrologia há elementos ocultos que preservam a
saúde e combatem a doença.

“Você deve observar este lugar com criterioso entendimento e o fluxo do planeta, o qual será de grande utilidade. Aqui se
fundam as bases de nossa saúde e a luta contra as doenças que se combate com armas ocultas...”

Séculos depois, Ben Ezra diz:

“Se alguém nascido é conhecedor da arte da Astrologia e vê em seu mapa que em uma data determinada pode ficar doente
com uma grande febre, antes desse tempo evita as coisas quentes e se alimenta com coisas que refresquem seu corpo,
quando chegue o momento, o calor não deixará enfermo, apenas temperará seu corpo.”

Por sua parte Ptolomeu faz distinção entre doenças e enfermidades e diz que as doenças só ocorrem uma vez, não duram
muito e se associam com os planetas orientais, enquanto que as enfermidades ou são crônicas ou surgem em diferentes
ocasiões e se relacionam com os planetas ocidentais.

Desde a astrologia tradicional, quando se fala sobre o tema da saúde, além de utilizar o sistema de Casas, são distinguidas
duas origens para os estados alterados da saúde:

• Perturbações ou acidentes que afetam o espírito.


• Perturbações ou acidentes que afetam o corpo.
A saúde, a doença e a dor

Neste ponto convém esclarecer os conceitos de saúde, doença e dor.


De maneira geral se considera estado de saúde quando as funções orgânicas e mentais são normais. O estado de normalidade
se caracteriza pela capacidade de adaptação ao ambiente e de usufruir os aspectos agradáveis da vida, desfrutar da
sexualidade e das demais formas de vida instintiva, como são os apetites, porém submetidos às diretrizes da vontade e da
razão.

Estado de saúde:
 Adaptação ao ambiente
 Capacidade de usufruir
 Desfrute dos apetites
 Regidos pela razão e vontade.

As alterações no estado de saúde se percebem quando há um desvio do estado normal. São consideradas perturbações as
ações desordenadas, as que não se direcionam para nenhum objetivo ou nenhum lugar. Como fazer coisas sem sentido ou sem
objetivos. Também é considerada perturbação a realização de ações que saem excessivamente do correto proceder, que
escapam a toda ordem natural.

Estado alterado da saúde:


 Falta de adaptação ao ambiente
 Incapacidade para usufruir
 Desvio dos apetites, por excesso ou por defeito.
 Atos involuntários ou irracionais

O estado alterado da saúde é a doença e com ela aparece a dor. A dor é uma sensação incomoda, desagradável ou aflitiva que
os nervos transmitem ao cérebro, uma mescla de informação e sentimento. (Mercúrio-Lua). A dor pode não ser física e
manifestar-se como lamento ou sofrimento.

A Lua e Mercúrio

As perturbações ou acidentes do espírito se observam através da relação existente entre a Lua e Mercúrio, a alma e a mente.
A combinação Lua-Mercúrio, seus estados e os aspectos que formam com outros planetas são a chaves seguintes que nos
permite conhecer o estado de espírito e a saúde resultante.

A percepção astrológica das doenças reconhece a unidade entre a mente e o corpo e a interação entre ambos os elementos.

De maneira semelhante se expressa o Dr Eduard Bach que diz que:


“A doença não é material em sua origem, mas sim o resultado de um conflito entre a alma e a mente. Enquanto a Alma e a
personalidade estão em boa harmonia, tudo é paz, alegria, felicidade e saúde. Porém quando a personalidade se desvia do
caminho traçado pela Alma, por nossos desejos mundanos ou pela persuasão de outros, surge o conflito que é a raiz e causa
da doença”.

Eduard Bach tinha conhecimentos de Astrologia e por isto recomendava o atenção para o signo zodiacal da Lua no momento do
nascimento, para, dessa maneira, reconhecer o tipo de alterações a que a pessoa poderia estar sujeita.

A Lua se manifesta através das pulsões do ser vivo que interior (Alma), que tratam de perceber, de “sentir” a vida. O primeiro
caminho através do qual tentarão fluir estas pulsões é o princípio do prazer, seja através da alimentação, da temperatura
adequada, da sensação de proteção, do atendimento a qualquer tipo de necessidade, ou melhor, através de sua relação com o
mundo a sua volta. Se não consegue alcançar seus objetivos, porque não satisfaz suas necessidades ou não pode ou não sabe
como se relacionar com o meio a sua volta, tenderá a tomar outro caminho para perceber ou “sentir”, mesmo que seja através
de dor, amargura, sofrimento, temor ou intranqüilidade.
Se as pulsões lunares não alcançam este primeiro objetivo, tratarão de fluir através da comunicação, como faz a criança
quando tem fome ou sede e pede comida ou água, quer dizer, se comunica para tratar de satisfazer suas necessidades.
Por isso o objetivo seguinte se dirige para a comunicação com o meio ambiente, aqui entra em jogo a relação entre a Lua e
Mercúrio, sentimentos e capacidade de intercambio e de comunicação com o meio. Quando estas pulsões fluem com
naturalidade, o normal é que nos encontremos em bom estado de saúde. O fluxo destas energias, análogas aos fatores
psicológicos, é muito importante na origem e posterior desenvolvimento de todas as doenças.

A Lua e Mercúrio juntamente com o Sol, que está relacionado à vitalidade, são os três pontos astrológicos mais importantes no
momento de analisar as possíveis alterações ou crises no estado de saúde de una pessoa. Com esses três corpos celestes
operaremos nos ritmos harmônicos, através da interação com os trânsitos dos demais corpos celestes, como veremos mais
adiante.

Os desgostos e as manifestações negativas

O que é um desgosto e como funciona? Um desgosto sempre é um sentimento que contraria o ânimo, que altera a vontade,
que provoca dor, sofrimento, pesar, remorso, angustia, preocupação, angústia, lamento, ansiedade ou depressão. Um
dissabor pode chegar a provocar inquietude, inclusive tormento e mortificação, o que pode ser a origem de uma
enfermidade, segundo a maneira de sentir de cada um.

Os desgostos, em geral, se formam na mente, no cérebro. O desgosto se forma, fabrica, e pensa cada qual a seu modo,
com relação a uma série de fatores mentais que o aumentam, diminuem, complicam ou simplificam.
Cada pessoa tem uma capacidade particular para “enfrentar” o desgosto, para “sentir” uma aflição, para suportar o
sofrimento. Há pessoas que têm uma “alma dura ou fria”, difíceis de ferir, outras tem “alma sensível”, se lastimam ou
machucam com facilidade, outros tem “alma inflamada” com reações vivas, outros “engolem” os desgostos e os conservam
dentro durante muito tempo, sem serem capazes de reagir, cada tipo de pessoa elabora o desgosto de maneira distinta e
resolverá seu conflito de modo diferente, segundo as condições da Lua em relação ao Zodíaco e ao Sol.

De acordo com o material do desgosto que se apresenta para cada pessoa, esta elabora um desgosto ajustado à sua
maneira de sentir. Um mesmo drama ou uma mesma fatalidade que origine um desgosto será mais ou menos grave, será
simples ou complicado, será agudo, passageiro, crônico ou deixará uma marca permanente, dependendo da mentalidade do
fabricante do desgosto.

Uma mente forte, sadia, normal e equilibrada, quando enfrenta uma situação de desgosto, racionaliza, analisa, simplifica ou
desqualifica, segundo a boa ou má intenção do gerador do desgosto, e este em pouco ou nada ofende ao desgostado.

Há pessoas que, em linguagem coloquial, “têm garra”, “sabem agüentar” próprios da natureza do signo zodiacal de Touro e
de todas as pessoas que tenham nascido com o Sol ou a Lua nesta área do céu. Porém há outras que por muito pouco se
ressentem, parece que têm “a pele da alma” demasiadamente sensível, se ofendem rapidamente, se irritam com facilidade,
tal como ocorre com quem nasce com a Lua ou o Sol na área celeste de Escorpião. Nesta etapa do conhecimento da alma, a
Astrologia possui chaves que ajudam a compreender melhor estas variações na forma de sentir e, por isto, de elaborar
desgostos.

Recordo o caso de uma senhora, de uma pequena cidade ao sul de Murcia, que esteve por dois anos fechada em sua casa
sem sair à rua para nada. Depois de receber todos os tratamentos que pode oferecer a assistência de saúde oficial, sem
obter resultado algum, a família solicitou minha intervenção. Desloquei-me até a casa da mulher e durante a entrevista
descobri que havia sofrido um desgosto por causa de um amor secreto. Ocorre que a boa senhora foi a amante do padre
desta cidadezinha durante mais de 20 anos, ao morrer o padre não pode contar a ninguém porque sentia tão profunda dor e
se isolou durante esse tempo caindo em uma profunda e prolongada depressão. Uma vez que pode falar com alguém do
desgosto sofrido, começou sua recuperação e, pouco a pouco, com a ajuda da terapia floral e da comunicação com seu
terapeuta, recobrou a serenidade e saiu da depressão.

Os desgostos na terapêutica de câncer do Dr. Hamer.

Na terapêutica de câncer do Dr. Ryke Geerd Hamer, onde são expostos seus postulados, ele diz que todo câncer se
desenvolve por causa de um desgosto psíquico brutal, um conflito agudo e dramático que se vive em isolamento, quando a
pessoa não se permite abrir-se com outros e o desgosto permanece obcecando-a dia e noite de uma maneira duradoura.
Isto é o que se denomina (DHS) Síndrome de Hamer.

O sentido subjetivo do conflito (pois só é vivido pela pessoa que não o comunica aos demais), quer dizer, a forma como o
paciente o sente no momento do DHS (desgosto brutal), o tom e a intensidade do desgosto, o dia em que se lhe apresenta,
o momento em que recebe esse golpe na “mandíbula”, determina, por sua vez, a localização do câncer:

A localização do câncer (pulmão, peito, fígado, ossos, ...)


A localização na área cerebral que, sob o domínio do desgosto inesperado e brutal recebido, sofre una ruptura de “campo”
(Albergue de Hamer)

Há uma correlação exata entre a evolução do conflito, a evolução do câncer no órgão e a do Albergue de Hamer no cérebro.
“A tríade, psique, cérebro, órgão, está constantemente sincronizada”.

Uma vez resolvido o conflito, o Albergue de Hamer se regenera formando um edema perifocal, enquanto que as células,
cuja proliferação anárquica se devia a um erro de codificação do cérebro-ordenador, deixam de ser inervadas por
codificações errôneas e o câncer paralisa.

É dada muita importância à terapia: é o que mais interessa ao doente que sofre de câncer. Consiste essencialmente em
ajudar ao doente a resolver o conflito, origem desse “curto-circuito no cérebro”. Daí a importância de que, tanto o paciente
como o médico, conheça bem o sistema para poder chegar à descoberta da pedra que o fez tropeçar.

Nesta fase da ajuda ao paciente, a Astrologia desempenha um papel extraordinário, pois ajuda a localizar o tipo de desgosto
que a pessoa enfrentou e o momento aproximado em que se produziu tal contratempo, ajudando dessa maneira a
conscientizar um fato que pode ter ficado bloqueado e originar uma enfermidade, não exclusivamente o câncer.

Doenças psicossomáticas, desgostos e o Dr. Castro.

O Dr Castro explica como se formam e se refletem as doenças psicossomáticas originadas por desgostos, e os remédios
florais de Eduard Bach são de extraordinário valor para combater estas alterações emocionais que provocam os desgostos
e, com isto, evitar as doenças às quais possam dar origem.

Frente a qualquer desgosto, tudo depende da psicologia do desgostado, do estado de sua alma, de sua personalidade.
Qualquer conflito ou desgosto que outras pessoas nos provocam, gera um material que depende da mentalização. Qualquer
conflito mental, algo a que todos estamos sujeitos em virtude de nossas relações com os outros, sem importar de que
natureza seja, atua em cada pessoa segundo sua mentalidade, aumentando o desgosto ou reduzindo-o com lógica e
serenidade.
Usando o exemplo que conta o Dr. Castro, a mesma natureza de um desgosto, uma séria calunia, a que são submetidas
duas pessoas, em cada uma delas, homem ou mulher, atua de maneira diferente, com arranjos da mente de cada
interessado. Para um o desgosto serve inclusive de zombaria ou brincadeira, enquanto para outro pode ser motivo de
grandes preocupações, ressentimentos e sérios transtornos mentais e genéricos sobre todo o sistema nervoso e digestivo.

O percurso dos desgostos e transtornos físicos

Parece muito clara essa relação entre desgosto e transtornos nervosos ou digestivos, nenhum de nós deixou de passar por
algum desgosto que tenha interrompido uma refeição. Há pessoas que com o material de um desgosto, podem passar
noites inteiras sem dormir, com a cabeça dando voltas e voltas como um disco arranhado. Há remédios florais que
respondem perfeitamente a cada uma destas atitudes, como é o caso do White Chetsnut/ Castanho Branco dos florais de
Bach.

O Dr. Castro propõe uma idéia genial a respeito do percurso do desgosto, que nos permite saber em que fase está o
material do desgosto e nos facilita a localização do remédio floral adequado para cada ocasião.

O desgosto se elabora no cérebro e começa a circular pelo organismo de acordo com uma ordem regular. Do cérebro passa
diretamente ao coração, quando o coração é sadio, simplesmente o acelera e o desgosto sai deste órgão sem maiores
conseqüências, é como um banho de adrenalina estimulante e pouco mais. Mas, quando este órgão é frágil ou se encontra
em mal estado, um desgosto pode provocar desde um infarto, uma embolia até transtornos cardíacos sérios que podem
comprometer a vida. Um desgosto pode matar. Há pessoas mais propensas a “tomar ao peito” os desgostos, são as que
costumam acabar recebendo o tratamento de “Sintron” ou de terapias mais severas.

Com a astrologia sabemos que este tipo de pessoa corresponde aos que tenham nascido em um dia de tensão entre a Lua e
o Sol, ou relacionados com o signo de Leão, o que nos permite realizar um diagnóstico rápido e oferecer a ajuda floral com
maior eficácia e rapidez, receitando Vine ou Rock Rose, remédio adequado para este tipo de pessoa.

Quando sai do coração o desgosto vai diretamente para o fígado e durará mais ou menos tempo em função de elementos
biológicos, temperamentais, astrológicos, etc. Porém, se a pessoa tem este órgão debilitado, o efeito de um desgosto pode
ocasionar inflamação, dando lugar a uma série de transtornos tais como dores de cabeça, icterícia, excesso de secreção
biliar, diarréia aguda ou crônica e outros tipos de mal-estar que derivam dos transtornos hepáticos.

O desgosto alcança o aparelho digestivo transtornando-o totalmente, até chegar aos rins. Se estiverem sadios, eliminam
rapidamente através da urina, porém em caso contrário, devido à má alimentação, bebida ou outras causas, os efeitos do
desgosto podem chegar a ser sérios, graves ou mortais. Uma inflamação dos rins pode originar uma retenção de ácido úrico
provocando o desenvolvimento de sintomas artríticos, eczemas, reumatismo, hemorróidas e outros transtornos renais.

Dos rins, o desgosto passa para a bexiga urinaria. Esta é a estação final do percurso patológico do desgosto. Por isso
antigamente se dizia que os desgostos duram enquanto não se urina. Quando uma pessoa recebe um susto terrível
podemos ver como o percurso do desgosto pode ser rapidíssimo e o sujeito se urina de susto instantaneamente.

A Lua, os trânsitos planetários e os desgostos.

Tal como indicava o Dr Eduard Bach, a astrologia, é de inestimável ajuda para compreender o estado da alma das pessoas
e, sobretudo, para saber com bastante aproximação quais são os assuntos que podem perturbar seu estado de ânimo, quais
desgostos pode ter vivido, que crises viveu que possam repercutir negativamente em seu estado de saúde.

Ao estudar o céu de nascimento de uma pessoa, concentrando-nos na Lua e tudo o que com ela se relaciona, descobrimos
em primeiro lugar uma característica única da maneira de sentir, e em segundo lugar temos um ponto astrológico que se
inter-relaciona com o resto do universo astrológico que, por sua vez, reflete fielmente o mundo e as relações de cada
pessoa. Este ponto astrológico, determinado pela posição da Lua no momento do nascimento, irá experimentando crises,
conflitos, evoluções, mudanças naturais e previsíveis que podem ser conhecidos através das técnicas astrológicas, sendo a
mais simples a dos trânsitos planetários, que já tenho apresentado em trabalhos anteriores.

Como exemplo de um desgosto típico relacionado com um trânsito, apresentarei o caso de Gloria, uma terapeuta amiga que
viveu um desgosto que a fez emagrecer 20 quilos em pouco tempo.

O desgosto de Gloria

No dia em que Gloria nasceu a Lua se encontrava no signo de Câncer, o melhor signo zodiacal onde ela pode se encontrar.
No sistema de Casas, que é como o teatro da vida, visto a partir da Astrologia, a Lua se encontrava na Casa VI, o cenário
que fala dos assuntos de saúde e trabalho. Gloria centra sua vida em um trabalho que tem que ver com a saúde, pois
administra um estabelecimento de terapias alternativas.
Gloria tem uma Lua potente, uma alma nobre e forte que dedica sua existência à ajuda aos demais. Gloria é como uma
mãe protetora para quem põe em suas mãos seu estado de saúde, é uma terapeuta nata. Seu estado de saúde físico e
mental é excelente e sua vida social está bem planejada, conseguiu, por esforço próprio, montar um negócio de saúde
no centro de Madrid.

Até aqui tudo bem, porém a Lua de Gloria forma um ângulo de 90º com o Sol, o que significa que tem uma
determinação que pode provocar sérios desgostos. Os planetas, que costumam estar sincronizados com desgostos
importantes são Saturno e Marte.

Marte, no caso de Gloria, se encontra na Casa XII, cenário dos inimigos ocultos, aqueles que, em algum momento,
podem nos causar danos.
Saturno se encontra na Casa III, o cenário do quarto, a cama, os irmãos e os amantes.
Cada signo zodiacal e a Casa astrológica que ocupa, é como uma residência que tem um proprietário e um inquilino.
Marte é regente do signo de Áries que se encontra na Casa III, onde se encontra Saturno.

Saturno é regente do signo de Capricórnio, onde se encontra Marte e, ambos planetas, Marte e Saturno, estão
conectados com Vênus, o planeta que fala da vida romântica, dos amores e se encontra situado na Casa VIII, o cenário
dos dramas e renuncias.

Em fins de maio de 2004 vários planetas confluem sobre a Lua de Gloria. No mês do retorno lunar, quando a Lua volta a
situar-se no mesmo lugar que estava no dia do nascimento, Marte e Saturno estão justamente sobre a Lua; o desgosto
está servido.

O planeta Mercúrio, que representa a capacidade de receber informação, se situava exatamente sobre o Saturno natal
de Gloria, que está, como já dito, no cenário da Casa III; o dormitório, a cama, a irmã, o noivo.

Saturno passa sobre a Lua a cada 27 ou 28 anos, Marte o faz a cada dois anos e meio, de tal maneira que é
praticamente impossível que volte a ocorrer algo semelhante à Gloria. Para muitas pessoas ocorrem coisas parecidas,
muitas mais do que se possa imaginar, porém nunca se inteiram e “o que os olhos não vêm o coração não sente”. No
entanto, no caso de Gloria, o sincronismo de Mercúrio, que não é outra coisa senão curiosidade, a levou a ir a seu
apartamento no meio da tarde e, ao entrar em seu quarto, encontrou seu noivo e sua irmã em sua cama.

Como é fácil imaginar, o desgosto de Gloria foi descomunal, perdeu o apetite e em poucos meses emagreceu muitíssimo
até que recuperou uma bela silhueta e se estabilizou emocionalmente. Não ocorreram doenças porque a Lua de Gloria
está dignificada e forte como sua alma, ela recebeu um bom tratamento floral e isto evitou que ela chegasse a somatizar
demasiadamente o desgosto, embora tenha tido uma grave ferida na alma.

Os pontos críticos

Um dos aforismos chave para compreender a origem e o desenvolvimento das enfermidades é o do LX Centilóquio que diz:
“Para as enfermidades, considere os “dias críticos” e também a passagem da Lua nos ângulos da figura de 16 lados; e se um
planeta maléfico se encontra em algum destes ângulos, passará por crises severas, enquanto se houverem planetas benéficos
irá sarar, em seu tempo.”

Deste aforismo nasce o conceito dos dias críticos e o ritmo associado às doenças. Todos os autores posteriores que se dedicam
à profissão médica consideram os dias críticos no desenvolvimento das enfermidades.

A figura de 16 lados, a divisão do círculo em ritmos ou trechos de 22 grados e meio contem todos os ângulos que formam
aspectos tensos ou estão relacionados com a harmônica 8. A seqüência dos ângulos desta figura passa pela semiquadratura
(45º), quadratura (90º), sesquiquadratura (135º) e oposição (180º) e todas as figuras de aspectos tensos que podem ser
formadas com estes aspectos.
As harmônicas 16 e 8, e os aspectos que as formam, são uma peça chave para entender as variações no estado de saúde e o
desenvolvimento das doenças, pois suas ativações se relacionam com as secreções de adrenalina e noradrenalina. Estas
secreções aumentam notavelmente quando se ativa este tipo de aspectos ou quando se eleva a onda destas harmônicas.

A principal função da adrenalina é excitar a tonicidade do sistema nervoso simpático que governa o funcionamento dos órgãos.
A elevação das ondas desta harmônica, ou a ativação dos aspectos aos quais corresponde, costuma coincidir com as épocas de
estresse ou de encontros com a realidade material, com os momentos de aumento de adrenalina, quando experimentamos a
sensação de perigo, os momentos de sobressalto, grande esforço ou irritação que sempre se percebe como uma ação excitante
sobre o ritmo do coração.

A seqüência comum do encadeamento destes aspectos pode ser: medo (angustia aguda), repressão e conflito (inconsciente) e
angustia crônica. As pessoas que padecem de angustia são especialmente sensíveis ao aumento da produção de adrenalina,
por isso estes aspectos estão relacionados com a secreção de adrenalina e noradrenalina. A adrenalina é um dos principais
hormônios liberados nos estados de medo ou ansiedade.

A harmônica 16

A harmônica 16 ou sua relação com os aspectos que resultam da divisão do círculo em 16 partes, é o resumo ou a síntese de
todos os aspectos anteriormente expostos. No sistema de harmônicas um aspecto absorve energia dos aspectos do qual é
múltiplo. Assim, por exemplo, um semisextil aumenta sua energia se combinado com um sextil e, por sua vez, um sextil
aumenta sua energia absorvendo a do trígono.

No sistema de harmônicas as ondas da harmônica 16 aumentam de energia ou somam a energia de todos os aspectos tensos
ou de todas as ondas harmônicas tensas, por isso são extremamente úteis para localizar os momentos do tempo em que
costumam produzir-se as crises originadas nos estados de estresse ou esgotamento psíquico de qualquer característica.

Neste trabalho não se trata de conhecer o tipo de enfermidade que se pode declarar em qualquer momento, mas sim de
reconhecer os momentos em que o estresse, causado por assuntos externos ou por sentimentos internos, pode levar-nos a
experimentar crises de saúde. Convém ter uma idéia de por onde podem derivar as energias planetárias conhecidas, para isso
interessa recordar como este tipo de energias se adaptam para fluir e manifestar-se na vida humana.

O estresse

O estresse causado pelos fatores mencionados anteriormente, que implicam em uma obstrução no fluxo das energias celestes,
quando é reiterado ou não se encontra solução para facilitar esse fluxo de energias, desempenha um papel primordial na
origem e posterior desenvolvimento das doenças.

Há vários estudos como o da escala de Reajuste Social de Thomas Holmes e Richard Rahe, que enumeram 43 acontecimentos
cotidianos associados com diferentes graus de alteração e estresse e lhes dão um valor numérico para facilitar sua
quantificação, algo similar ao que fazemos nós astrólogos quando valorizamos as astrodinas dos aspectos.

Estes autores valorizam igualmente de maneira estimativa os acontecimentos vitais que podem provocar o estresse. Valorizam
com 100 pontos o estado psicológico posterior à morte do cônjuge, com 73 pontos o divórcio, 63 a morte de um familiar
próximo, 50 pontos de estresse para uma pessoa que contrai matrimonio, 47 pontos pela perda do emprego e assim seguem
valorizando o estresse que causam as diferentes situações nas que se produzem mudanças ou crises, sejam pela reconciliação
da parceria, gravidez, mudança de emprego, nascimento de filho, abandono do lar pelo filho, problemas com o chefe, mudança
para uma nova escola, férias ou festas de Natal.

Por outro lado, Thorwald Dethlefsen y Rüdiger Dahlke em seu livro “La enfermedad como camino” (1983) também se expressa
seguindo este mesmo caminho. Para eles o corpo nunca está doente nem sadio, já que nele só se manifestam as informações
da mente. A doença é a perda da harmonia que se produz na consciência, no plano da informação.

Da mesma forma que os astrólogos, estes autores iniciam seu trabalho falando das polaridades. Dizem que a doença é
polaridade e que a cura é a superação da polaridade. A vida é ritmo, como a respiração, o ritmo cardíaco, o sonho e a vigília, a
ingestão e a evacuação, o hemisfério esquerdo - pensamento lógico, escrever, calcular e o direito - sonhar, imaginar. Em
seguida dedicam um capitulo à sombra e às projeções, de maneira semelhante ao que conhecemos de Lilith, incluindo-a no
desenvolvimento das doenças. (ver Lilith. Un foco de energía astrológica. T. Macià)

Para eles o ser humano não fica doente, mas sim é um doente. Para demonstrar esta afirmação mostram um exame
detalhado, realizado com 200 empregados sadios, onde todos sofrem algum tipo de doença ou, em algum momento, podem
desenvolvê-la.

Tanto os autores clássicos como os modernos asseguram que o ser humano é uma unidade formada por elementos materiais e
espirituais, uma combinação de corpo e mente. Se algum destes elementos perde seu equilíbrio, se altera o estado de saúde.
Para nós, a partir da perspectiva astrológica, bastaria aprender a canalizar as energias celestes, ser consciente dos tempos em
que determinado tipo de energia está ativo e facilitar seu fluxo para evitar que essas energias carentes de saída adequada se
manifestem, finalmente, como problemas ou crises de saúde.

Adaptação do fluxo das energias planetárias

O significado de um planeta tende a se expressar de diferentes maneiras, porém basicamente se trata de una energia que
tende a se manifestar na vida humana e tem uma extraordinária “capacidade de adaptação” para expressar sua energia. As
influências planetárias se percebem como a necessidade de adaptação para expressar um tipo definido de energia.

A energia astrológica relacionada com um ponto ou um planeta, em primeiro lugar trata de se manifestar através de um padrão
de conduta, uma maneira de ser, levando-nos a adotar uma de aparência de acordo com o planeta ou os planetas aos quais se
refira. Um planeta adquire diferentes formas de manifestação de acordo com a vida de cada pessoa que varia nos diferentes
momentos ou épocas da existência.

O Sol nos fala da necessidade de adaptação para expressar a vontade, obter reconhecimento e auto-estima. A Lua nos fala de
necessidade de adaptação para receber e expressar afeto e proteção. Mercúrio se relaciona com a necessidade de adaptação
para conseguir a comunicação e o intercambio. Vênus expressa as necessidades de adaptação para viver a vida romântica ou
expressar o sentido artístico. Marte se associa com a necessidade de adaptação para expressar o impulso vocacional e entrar
em ação. Júpiter é a necessidade de adaptação para conseguir a integração social e a expansão da personalidade. Saturno para
conseguir a segurança material e consolidar as coisas e as relações. Urano para alcançar a independência. Netuno para
adaptar-se às experiências grupais e Plutão se associa com as necessidades de adaptação para transformar profundamente as
coisas, as relações ou aprender a renunciar.

Cada planeta tem um significado que o relaciona com um nível no plano da consciência individual: o Sol se relaciona com o
centro da mente consciente, a auto-estima, a consciência de si mesmo; a Lua com as emoções; Mercúrio com o nível de
consciência do pensamento e a comunicação; Vênus com o humor, o riso e a consciência romântica ou artística; Marte com a
consciência competitiva e a ação; Júpiter se relaciona com a consciência social e a mente abstrata; Saturno com a consciência
da realidade material, do corpo; Urano com a consciência da individualidade; Netuno com a consciência grupal e Plutão, entre
outras coisas, com a consciência da renuncia e a excreção.

Se o individuo não é capaz de “interpretar” ou canalizar esse tipo de energia, pode fazer isto projetando na imagem de outra
pessoa à sua volta, como acontece com uma criança pequena com a energia de Saturno, que opta por projetar ou canalizar
essa energia através do pai ou do professor. Outro exemplo é certo tipo de mulher, com seu parceiro, através de quem projeta
ou canaliza seu Sol e deixa fluir essa energia através dele.

Porém cada planeta também pode fluir, expressar-se ou canalizar-se através do ambiente familiar, de tal maneira que o Sol
pode ser canalizado através do personagem mais brilhante da família ou com mais autoridade, podendo ser o pai, o tio ou o
padrinho. A Lua é canalizada através da mãe e também de qualquer personagem feminino que ofereça proteção, afeto e
alimento durante um período da vida de cada pessoa. Às vezes, em alguma época da vida, a Lua é canalizada através de um
cachorro ou um animal doméstico. Mercúrio é canalizado através dos irmãos, filhos, primos etc... Vênus pode fazê-lo por meio
da pessoa amada, seja a parceira, as filhas, as primas, as sobrinhas. Marte pode fluir através da avó dominante e os parentes
consangüíneos de segundo grau (primos em segundo grau, etc). Júpiter pode se expressar através da família política, os
cunhados e os netos. Saturno se associa com o pai, Urano com o avô, Netuno o tio e Plutão os irmãos de outro matrimonio.
Quando um padrão de conduta não pode fluir através da própria pessoa, isto pode ser feito através de algum destes
personagens que configuram o mundo de cada pessoa.

Finalmente cada planeta tem uma zona ou um órgão do corpo pelo qual pode fluir na forma de sumidouro final. Assim, por
exemplo, o órgão ou a parte do corpo com que estiver relacionado pode chegar a sentir os efeitos do planeta se sua expressão
em níveis mais altos tiver sido dificultada em excesso e não tenha conseguido fluir.

Quando as funções do Sol não conseguem manifestar-se em planos mais elevados, é possível perceber alterações cardíacas ou
disfunções no olho direito. Se as manifestações da Lua se frustram em outros níveis, costumam ocorrer alterações no aparelho
digestivo e disfunções no olho esquerdo. Se for Mercúrio que não tenha podido se expressar adequadamente em outros níveis,
costumam ocorrer alterações físicas que se percebem nos neurônios, tendões, discos vertebrais, intestinos ou brônquios. A má
canalização da manifestação de Marte costuma levar a alterações musculares, no sentido de debilidade ou excesso, ou ainda do
desnecessário desenvolvimento muscular para a vida de uma pessoa, ou problemas relacionados com o sangue. Júpiter,
impedido em outros níveis, acaba por afetar o fígado ou a circulação. Saturno, mal expresso em níveis elevados, acaba por
afetar os ossos, especialmente a dentadura e as articulações dos joelhos, ombros, cotovelo e coluna. Urano sem expressão nos
níveis anteriores deteriora ou altera o sistema nervoso de maneira significativa. Netuno sem estar canalizado acaba por
provocar confusões inconscientes ou crescimentos celulares desordenados e alterações no sistema linfático. Plutão mal
canalizado costuma provocar alterações na pele, dos mais diversos tipos.

As crises de saúde e os ritmos harmônicos.

Quando as energias celestes não encontram uma saída adequada, podem provocar desequilíbrio. A perda do equilíbrio significa
crise, estado no qual a situação interna ou externa muda, seja por causa do clima ou do estado emocional ou em função de
qualquer alteração no rumo normal da existência.
Do ponto de vista da astrologia podemos identificar que tipo de crises ou mudanças uma pessoa pode viver ao longo de sua
existência e que reação terá em função de sua compleição e seu temperamento. As crises obrigam a tomar algum tipo de
decisão, a mudar uma conduta ou a corrigir algo em nossa existência.

Minha proposta, como uma das novas formas astrológicas modernas e mais confiáveis de prever as crises, é mergulhar em
suas origens, buscar seu significado e reconhecer a intensidade, esta proposta consiste em estudar os trânsitos de harmônicas,
pois aí poderemos encontrar os momentos do tempo nos quais podem ocorrer crises ou alterações na saúde.

Exploração harmônica

Para realizar este trabalho operei com o Explorador de harmônicas de Miguel García, analisando as ondas conhecidas da
harmônica 9 que se relaciona com as endorfinas, da harmônica 8 associada com a adrenalina, da harmônica 7 relacionado com
as secreções de serotonina, da harmônica 1 que se associa com os impulsos da vontade e, especialmente, a harmônica 16
relacionada com os tempos críticos para a saúde e derivada dos dias críticos da astrologia clássica.

A harmônica 16 e os aspectos de 22º30’ que o formam são um elemento chave para conhecer as crises que podem relacionar-
se com doenças. As elevações desta onda, ou melhor, quando esta onda se eleva acima das demais e chega às cotas altas é
indicio de risco de alteração da saúde, quando se está além do estresse suportável.

Para conhecer os momentos de tempo em que estas crises podem ser vividas, é possível utilizar a nova ferramenta harmônica,
especialmente os trânsitos das harmônicas.

Para os corpos ou planetas receptores utilizei os que tradicionalmente são significadores da saúde: o Sol, a Lua e Mercúrio.
Como emissores de aspectos ou de ondas, quer dizer, quanto aos planetas que transitam, usei todos, desde a Lua até Plutão.

Já foi dito que o nível idôneo para este gráfico de trânsitos das harmônicas é o 7, que equivale a dizer que em um mesmo
momento, como máximo, podem se produzir 7 aspectos de uma mesma classe sobre os planetas natais, pois resulta pouco
provável que o formem os 10 planetas que transitam.

Quando a onda está sobre o nível zero quer dizer que não ha aspectos associados a esta harmônica. Se a onda se eleva ao
nível 1 significa que, nesse momento, se está produzindo um aspecto associado a essa harmônica, caso se eleve ao 2, dois
aspectos e assim até o nível 7 que são os momentos de máxima intensidade da onda.

Repassando o significado das ondas harmônicas

Harmônico 1 - A força de vontade


As ondas da harmônica 1, compostas pelas conjunções que vão sendo produzidas através dos trânsitos, se pode ler como
impulsos da vontade, situações ou estados que impulsionam a vontade ou que incrementam a vitalidade. Em caso de crises ou
doença, quando esta onda se eleva resulta mais fácil conseguir o equilíbrio da saúde ou a recuperação do equilíbrio perdido.
Se a onda se eleva sobre as demais, pode-se esperar uns dias de reação, de novos estímulos, com maior auto-afirmação e
aumento da vontade de se curar.

Harmônica 7 - A serotonina
As ondas da harmônica 7, estão sincronizadas com variações nas secreções internas que regulam a comunicação entre as
distintas células do sistema nervoso. A harmônica 7 e suas variações ondulatórias atuam sobre as secreções ou inibições da
serotonina.
A serotonina é o principal mediador inibidor do núcleo do hipotálamo, que regula a ingestão e saciedade. A hiperserotoninergia
produz anorexia e a hiposerotoninergia se manifesta como ganho de peso. A serotonina apresenta um efeito inibitório sobre a
liberação hipotalâmica de gonadotrofinas com a conseqüente diminuição da resposta sexual normal.

“Existe, além do mais, um ritmo secretor ciclo-anual, com diminuição do conteúdo total de serotonina no inverno, o qual pode
estar implicado em depressões cíclicas recorrentes e outros quadros sazonais.”

A serotonina também tem sua ação nos estados de ansiedade ou nas depressões por ansiedade e suas variações são as
causadoras de certos transtornos: transtorno de ansiedade generalizada, ataques de pânico, fobias simples, fobias sociais,
ansiedade por estresse pos-traumático e desordens obssessivo-compulsivas. A serotonina faz notar, igualmente, seus efeitos
nos estados psicóticos. A relação entre os estados depressivos e as variações nas secreções de serotonina são questões
alheias à astrologia, porém são muito úteis para desenvolver este trabalho experimental das ondas harmônicas e sua relação
sobre as secreções internas.

A relação entre as reduções nas secreções de serotonina e as variações no estado de ânimo está provada na medicina. Como já
foi dito, as elevações das ondas da harmônica 7 estão relacionadas com as diminuições de serotonina e, por isto, a certos
estados que podem chegar a ser depressivos ou ser a origem do transtorno de ansiedade, ataques de pânico, fobias de todo
tipo, ansiedade e desordens obssessivo-compulsivas. Isto ocorre especialmente se esta onda se eleva acompanhada da onda
da harmônica 8 (o da adrenalina), pois caso se eleve em companhia da onda da harmônica 9 (o das endorfinas) pode se
relacionar com experiências sumamente prazerosas.
Porém, geralmente, quando as ondas desta
harmônica estão elevadas durante muito tempo e
se combinam com as ondas da harmônica 16,
costumam

coincidir com etapas muito depressivas e


enfermidades crônicas ou terminais, como é o
caso de uma pessoa que se encontrava em estado
terminal e morreu em novembro do ano 2002.

Nos últimos meses passava quase todo o tempo


dormindo ou trancado em seu quarto e
manifestava claramente um estado depressivo.

Harmônica 8 - A adrenalina
Estas ondas representam os momentos de incrementos nas secreções de adrenalina e costuma coincidir com momentos de
bloqueios, paralisações ou excesso de esforços. Indica dias de tensão, aflições, rusgas, incômodos, justificações, exigências,
temores, preocupações ou fortes induções.

A elevação desta harmônica costuma coincidir com as épocas de estresse ou de encontros com a realidade material, com os
momentos de aumento de adrenalina, quando experimentamos a sensação de perigo, os momentos de sobressalto, excesso de
esforço ou irritação que se percebem como uma ação excitante sobre o ritmo do coração. É quando se pode chegar a sentir que
não se pode enfrentar uma dada situação nem suporta-la mais, e com isto o estado de ânimo pode se tornar depressivo por
causa dos setores afetados.

Quase sempre podem ser observadas situações ou estados em que o aumento de adrenalina deveria ser notável. Quando o
nível da onda da harmônica 8 está alta ou ativa, costumam produzir-se situações de super-excitação, irritação ou violência.
São os momentos em que se segrega mais adrenalina, indica momentos de “fio-terra” ou encontros com a realidade material,
indica o grau de estresse ou esgotamento psíquico. Quando se encontra acima da onda da harmônica 16 e ambas estão
elevadas, costuma aparecer a dor física ou o sofrimento psicológico.

Harmônica 9 - As endorfinas
A onda da harmônica 9 mede as endorfinas, o néctar da felicidade. Porém aqui surge uma pergunta. Sentimos-nos felizes
porque segregamos endorfinas ou segregamos endorfinas quando nos sentimos felizes?

Os investigadores neuro-científicos afirmam que o prazer tem um suporte neuro-hormonal, que são seqüelas do
comportamento animal. Entretanto, os psicoterapeutas de primeira linha afirmam que desenvolvendo atitudes externas ou
rememorando lembranças agradáveis se pode igualmente segregar endorfinas, portanto, se pode alcançar o prazer e o
relaxamento por meio das ações da vontade.

Ambos investigadores estão de acordo que as secreções de endorfinas contribuem para a sensação de relaxamento e bem-
estar. As vias para provocar este tipo de secreções são múltiplas. É possível que uma pessoa segregue de maneira
espontânea ou que o entorno provoque este tipo de secreção. Como astrólogos nós nos situamos em uma posição
intermediária e aceitamos ambas as possibilidades, nosso trabalho consiste em detectar os momentos de tempo em que uma
pessoa, seja por ação externa ou de maneira interna, segrega esta sustância que provoca estados de relaxamento e bem-estar.

Do ponto de vista astrológico há muitas situações exteriores que costumam coincidir com um aumento destas secreções. Há
aumentos muito elementares ou simples, porém de curta duração e outros que podem se prolongar por muitos dias. Os de
curta duração coincidem com o momento após a realização do ato sexual de maneira completa ou ao finalizar uma comida
saborosa e bem feita ou quando recebemos uma manifestação de reconhecimento por nossos méritos ou quando nos adulam
sem que sejamos conscientes do engano ou quando terminamos uma torturante seção de yoga ou de qualquer outro martírio
oriental, que nos permite alcançar um bom estado de relaxamento.

Quando a onda da harmônica 9 está elevada, é sinal de que o organismo está segregando endorfinas, não importa que seja por
causa de relações sexuais prazerosas, de boas comidas, de estados de relaxamento com a música, o importante é que estas
ondas podem ser consideradas como as melhores ondas para o estado de saúde, embora, em algumas ocasiões, podem
significar aumentos de gorduras ou açúcares que acabam em crises de saúde.

Harmônica 16 - As crises.
Como exposto anteriormente, as ondas desta harmônica são a quinta essência dos aspectos tensos, o resumo das ondas que
podem provocar estresse físico ou psíquico, esta é uma onda crítica, que quando está muito elevada, é sinal de tensões
internas muito potentes e baixa nas defesas, o que pode levar-nos a experimentar uma crise na saúde.

Como veremos através de alguns exemplos, a maioria das crises de saúde vão acompanhadas deste sutil fluxo de energias,
que aqui toma a forma de ondas da harmônica 16.

CASOS DE ESTUDO

Como não disponho de nenhum tipo de meio nem facilidade alguma para realizar um estudo formal ou com validade científica,
recorri aos casos que pude encontrar à minha volta para mostrar o interessante que pode resultar desta maneira de aplicar a
astrologia para prever e conhecer os tempos nos quais podem se originar as causas das alterações de saúde.
Não com a finalidade de fazer demonstrações científicas, a ciência, ou melhor, aqueles que detêm o poder dos meios
científicos, ainda tem preconceitos próprios de quem foi educado sob um sistema cultural imposto por um grupo social obscuro
e dogmático que ainda hoje, no século XXI, mantém sua discriminação para com esta modalidade cultural. Esta situação torna
impossível realizar um trabalho de campo adequado, pois não disponho de nenhum meio para acessar informações que possam
ser validadas “cientificamente”. Sou consciente de minha posição marginal, porém não recuo. Solicitei a ajuda de meus
companheiros e, apesar da conhecida falta de solidariedade deste grupo, recebi ajuda suficiente para mostrar, através de
exemplos claros, a maneira de operar com este sistema que permite detectar os momentos de tempo nos quais se pode sofrer
crises de saúde.

Vejamos diferentes exemplos. Em primeiro lugar, observei minhas próprias ondas harmônicas durante o tempo em que estou
realizando este trabalho.

Desde o mês de julho até novembro de 2002 se observa que a harmônica 9, a das endorfinas, está mais elevada que o resto
das ondas ao longo de todo o período.
Durante esse período não sofri nenhuma alteração de saúde, salvo alguns dias de outubro, que compareci à consulta do
dentista, quando se eleva a onda da 8 e, em seguida, a da 16. (A elevação da harmônica 16, em meados de outubro, coincidiu
com dias de grande estresse emocional por uma questão pessoal que não me apetece contar)

Um caso que pode ser útil para ilustrar a ação da elevação destas ondas harmônicas é o de meu amigo Miranda. Como o caso
anterior, trata-se de uma pessoa sadia que, em certos momentos de sua vida, sofre uma alteração de saúde.

Em fins de setembro do ano 1973, sofre uma cólica Entre fevereiro e março de 1980, depois de uma
renal que resultou extremamente dolorosa. A linha viagem a Lisboa em que cometemos alguns
da harmônica 8 está mais elevada que a da 16, o excessos, teve umas febres estranhas que, embora
que significa dor. não tenham sido graves e dolorosas, provocaram
uma grave preocupação.

Em fins de maio de 1999 voltou a sofrer outra cólica Neste mesmo verão meu amigo Miranda não pode ir
renal, embora menos dolorosa que a anterior, tomar sol na praia porque sofreu uma intervenção
talvez por ser a segunda vez que isto ocorria. cirúrgica na qual foi extirpada uma perigosa mancha
na pele.

Outro caso interessante, também de uma pessoa sadia, que morreu aos 72 anos, depois de haver cometido os maiores
excessos que um ser humano pode experimentar. É o caso de Aleister Crowley, que nos deixa o diário de sua vida.

Diário de Crowley

7 / janeiro / 1931- Estou demasiado débil para


mover sequer um dedo. Tosse espantosa.....
Neste dia, quando se elevam as harmônicas 8 e a
16, se inicia a crise de saúde.
8 de janeiro.- Segue a maré pestilenta de merda.
Já não creio haja muito mais de Hanni Jaeger.
(Parece que está padecendo de uma importante
diarréia).
9 de janeiro. Já consegui soltar totalmente a
Hanni: a diarréia parou e me deixou a sensação
de uma maravilhosa pureza.

10 de janeiro. Estou me recompondo gradualmente. Sinto-me como se tivessem me dado uma surra.
17 de janeiro. Já fazem 13 dias que estou doente. Violento acesso de tosse, furiosa dor de cabeça e diarréia.

Neste dia a onda da harmônica 16 e a da 8 desceram a níveis anteriores ao principio do mês e da crise de saúde.

Na seqüência destes dias Crowley está nos dando a chave da origem de sua alteração de saúde quando fala de Hanni Jaegger,
uma mulher com a que convivia nesse tempo e de quem estava tentando desembaraçar-se, tirá-la de sua vida. Esta crise de
saúde está relacionada com um conflito emocional que não é capaz de ser resolvido por outro caminho.

Uns meses depois, em fins de maio:


22 de maio. Apesar de estar doente – asma, bronquite, etc –
briguei durante três horas contra Karl para obrigá-lo a pagar-
me 500 marcos dos mil que me deve. Por isso, quando fui
para cama estava tão moído como se tivesse percorrido toda
a cidade.

O dia 22 é o último desse mês que deixa algo escrito e não


volta a escrever mais nada até 25 de junho. Neste período de
tempo seu estado de saúde estava em péssimas condições e
as causas desta crise estão nos dias anteriores nos quais se
viu obrigado a usar seus recursos financeiros e ficou sem
reservas.

Ao longo da maior parte deste mês de junho seu estado de


saúde está de acordo com as elevações das ondas das
harmônicas 8 e 16 que estão muito elevadas durantes estes
dias.

Nesse tempo, enquanto duram as elevações das ondas das


harmônicas 16 e 8 não escreve nada, até que chega o dia 26
de junho quando escreve: “Toda a noite tossindo por simples
falta de dinheiro para comprar remédios”.

A harmônica 1, a da vontade, se arrasta em seu nível mais


baixo.

Se mudamos de tempo e de ocorrências, para contrastar o


funcionamento desta ferramenta, podemos encontrar dias
surpreendentes e muito agradáveis para ele, como ocorre
com este pico da onda da harmônica 7 sobre a onda da 9 que
são endorfinas.
Crowley em seu diário deixa estas notas sobre estes dias:
15 de novembro. Amor. Fazendo amor toda a manhã, fazendo
amor toda a tarde. Interrompidos pela vaselina que se teve
que por no anus para facilitar o assunto. Já não sabíamos
nem que hora era.
Um fora de tempo típico da harmônica 7.

Agora apresentarei uma série de casos fornecidos por vários companheiros da Escola de Tradutores, especialmente um grupo
que me presenteou Patricia Kesselman da Argentina.
Caso de Juan. Um dos temas de pessoas conhecidas
de Patricia K.

Segundo o informe que me foi remetido, Juan sofreu


uma crise de saúde relacionada com a aparição de um
herpes zoster e dá como data o dia 15 de abril de
2002.

Esta doença é simplesmente estupenda ou é um caso


perfeito para ilustrar a ação destas elevações
harmônicas. No gráfico se observa perfeitamente uma
elevação notável da harmônica 16 no dia em que se
produz a crise.

Do ponto de vista da ciência formal, dize-se que, na atualidade, não há maneira de predizer um episodio de herpes zoster e
não existe nenhum medicamento autorizado para preveni-lo. Para eles o herpes zoster ou cobreiro, é uma doença imprevisível
e muito dolorosa, causada pela reativação de um vírus. Não se conhece nenhum mecanismo para prevenir os episódios de
herpes zoster.

Não está claro como este vírus é ativado. Ele pode estar inativo em certas células nervosas e quando este nervo se reativa
brota o zoster. Em meios mais progressistas fala-se de traumas, tensões ou situações similares às que se postulam neste
trabalho como desencadeadores que ativam esta doença.

Seguindo com o exemplo de Juan, no dia 7 desse mesmo mês, se observa um conjunto de ondas onde as mais altas são as da
7 e, em seguida, as da 9, o que nos leva a recordar o caso de Crowley e os excessos de um dia como este como origem da
crise de saúde que viria dias depois com a elevação da harmônica 16.

Este é o caso de Esther, como o anterior,


fornecido por Patricia K.

Nesta ocasião a data da crise é o dia 15 de


fevereiro de 1996.

A alteração de saúde está relacionada a um


hipertireoidismo, o que antigamente se
chamava bócio. Trata-se de um excesso na
produção dos hormônios da tireóide.

Um dos fatores conhecidos e aceitos que pode


desencadear esta crise de saúde é precisamente
estresse.

Os sintomas mais freqüentes são o nervosismo, temores, sudorese, palpitações e tendência à diarréia. Outros sintomas de
hipertireoidismo incluem cansaço, debilidade, insônia, todos estes sintomas são próprios das crises associadas com as
elevações da harmônica 16.
Este é o caso de Natalia, enviado por Patricia.
Trata-se de uma crise de saúde declarada no dia
28 de janeiro de 1998. Diagnosticado um
pneumotorax.

O pneumotorax pode ser considerado como um


excesso, neste caso um excesso de ar na
cavidade pleural que comprime o pulmão.

Sem duvida devia se tratar de um pneumotórax


espontâneo primário, próprio de pessoas jovens.

Embora o diagnóstico seja do dia 28, uns dias


antes, as harmônicas que anunciam crises de
saúde estavam muito elevadas.

Este é caso de Carlos, também enviado por


Patricia K.

No dia 23 de dezembro (pesado Natal passaria o


amigo Carlos) sofreu uma dolorosa cólica renal.

As ondas da harmônica 16 se elevam com força a


partir desse mesmo dia 23. Porém, uns dias
antes, dia 15, se formam uns picos conjuntos das
harmônicas 16 y 8 que podem significar o
principio do desencadeamento desta crise de
saúde.

Este é outro momento de tempo na vida de


Carlos.
Nesta ocasião, segundo me comenta Patricia K.,
sofreu uma crise de saúde na qual aflorou uma
hemorragia intestinal.

Neste caso observa-se claramente que uns dias


antes há uma importante elevação das
harmônicas 16 e 8.
Provavelmente nestes dias viveu alguma situação
que o levou ao estado de estresse ou debilidade
que provocou a crise diagnosticada dois dias
depois e que, de alguma maneira, devia supor um
alivio.

Ondas de risco e origens da doença

Através do estudo destas ondas podemos detectar momentos em que o risco de ativação deste tipo de crise de saúde pode se
apresentar. Além do mais podemos rastrear as crises anteriores que podem ter tomado parte no desencadeamento desta crise.

Os ritmos harmônicos são uma excelente ferramenta para conhecer os tempos nos quais é possível que se desencadeiem crises
que podem afetar a saúde. Através destes ritmos harmônicos se pode conhecer os tempos de crises e, mediante a Astrologia
clássica, descobrir as origens desses desequilíbrios, que sempre estarão relacionados com uma energia planetária que não
encontrou o canal de fluxo adequado ou que sofreu excessos.

Tito Maciá