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DIREITO ELEITORAL

FAP – 2017.2
Professora: Patrícia Vieira

● CONCEITO, OBJETO E OBJETIVOS DO DIREITO ELEITORAL


O Direito Eleitoral, ramo do Direito Público diretamente relacionado à instrumentalização da
participação política e à consagração do exercício do poder de sufrágio popular.
Pode-se compreender o objeto do Direito Eleitoral como sendo a normatização de todo o
chamado "processo eleitoral", que se inicia com o alistamento do eleitor e a consequente
distribuição do corpo eleitoral e se encerra com a diplomação dos eleitos. Neste ínterim, torna-se
objeto do Direito Eleitoral todo o conjunto de atos relativos à organização das eleições, ao registro de
candidatos, à campanha eleitoral (principalmente no que se refere ao combate ao abuso de poder
econômico por parte de candidatos), à votação, à apuração e à proclamação dos resultados.
O Direito eleitoral tem como objetivo a garantia da normalidade e da legitimidade do
procedimento eleitoral, viabilizando a democracia.
A normalidade significa a plena garantia da consonância do resultado apurado nas urnas com a
vontade soberana expressada pelo eleitorado. A legitimidade, por sua vez, significa o reconhecimento
de um resultado justo, de acordo com a vontade soberana do eleitor.
Vale ressaltar que a expressão "procedimento eleitoral" utilizada refere-se não apenas às
eleições, mas também às consultas populares, a exemplo do plebiscito e do referendo, sobre as quais
também incidem as normas de direito eleitoral.
♦ RESUMINDO ♦
♦ Conceito: ramo do Direito Público que normatiza o exercício do poder de sufrágio popular,
viabilizando a democracia.
♦ Objeto: normatização de todo o chamado processo eleitoral, que se inicia com o alistamento do
eleitor e a consequente distribuição do corpo eleitoral e se encerra com a diplomação dos eleitos.
♦ Objetivos: garantia da normalidade e da legalidade do poder de sufrágio popular.

ATENÇÃO: a competência privativa para legislar sobre Direito eleitoral é da União, segundo os
termos do Art.22 da CF/88.
● NORMAS FUNDAMENTAIS
As normas fundamentais são principalmente; princípios e regras, que desempenham as
funções integrativa e interpretativa.
♦ Democracia – Regime de Governo.
A partir dos cinco critérios, viabiliza-se uma melhor compreensão do que seria uma
democracia: um regime político fundamentado na ampla participação popular, na igualdade política, na
transparência e no desenvolvimento do espírito crítico do povo.
→ Soberania Popular: é a titularidade do poder político. Na democracia, tem-se como fonte de poder
político é a persuasão racional – “In dúbio, pro voto”.
→ Igualdade: se revela no valor do voto, dentro de um somatório geral.
→ Liberdade: votar livre da coação. Deriva da igualdade material. O sigilo do conteúdo do voto é uma
forma de garantia da liberdade. Liberdade também significa a responsabilização do povo pelos
governantes escolhidos.
→ Representividade partidária: o povo não governa diretamente, o povo elege os seus
representantes.
▪ Povo: massa humana detentora do poder.
▪ Estado: criação do povo para regular a sociedade, não possui vontade.
▪ Governo: agentes integrantes do Estado para regê-lo (executivo e legislativo).
OBS.: o judiciário está inserido no Estado.
Idéias que organizam o modo de governar: partidos políticos.
└ Organização ideológico-partidária.
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ATENÇÃO: é a DEMOCRACIA condição basilar para a existência material do Direito Eleitoral. Fora a
democracia podem, até mesmo, existir normas eleitorais regendo eleições, plebiscitos e referendos,
mas não persiste o objetivo maior desse ramo do Direito que é, como já ressaltado, a garantia da
normalidade e da legitimidade do exercício do poder de sufrago (poder inerente ao povo de tomar
decisões, determinando prioridades e ações no âmbito público).
• Espécies de democracia: Existem várias classificações relacionadas às espécies de democracia,
entres as mais importantes é a que diferencia a democracia direta, a indireta (também chamada de
representativa) e a semidireta (também chamada de participativa).
• Democracia direta: o cidadão exerce o poder diretamente, sem representantes;
• Democracia indireta (representativa): o cidadão exerce o poder indiretamente, por intermédio
de representantes escolhidos;
• Democracia semidireta (participativa): o cidadão exerce o poder diretamente e
indiretamente.
Pergunta-se: O Brasil adota qual dos modelos democráticos acima?
Nossa democracia é semidireta ou participativa, pois escolhemos um grupo de pessoas para
exercer o poder político no Brasil. Há, também, mecanismos diretos de democracia, todos previstos no
Texto Constitucional.
♦ República – Forma de Governo.
As formas de governo relacionam-se à estruturação do Estado com vistas ao exercício do poder.
Em outros termos, dizem respeito ao modo de atribuição do poder político-estatal. Atualmente, duas são
as formas de governo mais difundidas: monarquia e república. Aquela tem como características a
hereditariedade e a vitaliciedade do chefe de Estado. Não há, pois, rotatividade no exercício do poder.
Diferentemente, a república tem por fundamentos a eletividade, a temporalidade e a alternância de
pessoas no comando do Estado. Na forma republicana de governo, tanto o chefe do Poder Executivo
quanto os membros do Legislativo cumprem mandato, sendo diretamente escolhidos pelos cidadãos em
eleições diretas, gerais e periódicas. Trata-se, pois, de governo representativo.
→ Alternância: alternância do grupo que está no poder (chefe do executivo).
→ Acesso ao Poder:
Sufrágio Universal: idéia de que os que preenchem os requisitos mínimos têm acesso ao poder.
└requisitos mínimos, objetivos e razoáveis.
→ Responsabilidade
♦ Federação – Forma de Organização, “descentralização do poder”.
A federação é a forma de Estado em que se verifica a união de Estados autônomos sob a égide
de uma Constituição Política. Ao inaugurar a República, o Brasil adotou o princípio federativo, desde
então, tal princípio não mais foi abandonado, tendo figurado em todas as Constituições brasileiras.
Pela Constituição vigente, a federação brasileira é formada pela união indissolúvel dos Estados,
Municípios e Distrito Federal (CF, art. 1o, caput). O princípio republicano impera em todas essas
esferas, devendo-se em cada qual se observar a rotatividade no exercício do poder político. Isso
significa a realização de eleições periódicas para preenchimento dos cargos existentes nesses entes
federativos. A organização da Justiça Eleitoral oferece exemplo de como funciona o federalismo
cooperativo. A Justiça Eleitoral tem natureza federal: mantida pela União, seus servidores são federais.
Todavia, na primeira e na segunda instâncias, os Estados proporcionam grande contribuição para seu
funcionamento. Os juízes eleitorais são também juízes de direito. Há, portanto, ingente cooperação
entre União e Estados no sentido de se manter a Justiça Eleitoral.
Três níveis diferentes de organização: União, Estados e Municípios.
1 – União: Presidente/Vice
2 – Estados: Governador/Vice
Senador
Deputado Estadual
Deputado Federal
3 – Municípios: Prefeito/Vice
Vereador
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♦ Celeridade Processual
Isso significa prazos específicos (em horas).
♦ Anualidade
Não é um principio, e sim um regra. Prevista no art.16 da CF/88 (não existe “vacatio legis” em
matéria eleitoral, mas, podem sofrer a suspensão de eficácia, que é o caso do art.16 CF/88).
Objetiva preservar a igualdade, preservar a surpresa.

● TÉCNICAS DE APURAÇÃO DA VONTADE POPULAR


♦ Sistema Parlamentar: dá-se ao Poder Legislativo a realização do pleito e sua apuração (organização
das eleições). → Surgiu na Inglaterra
♦ Sistema Eclético: divide a realização geral das eleições entre Legislativo e o Judiciário.
→ Legislativo: organização das eleições;
→ Judiciário: resolução dos conflitos.
♦ Sistema Jurisdicional (adotado pela CF/88): o judiciário é o responsável pela organização das
eleições e pela resolução dos conflitos. O Brasil começou a utilizar esse sistema desde a Republica
Velha (Década de 1930). Trata-se de um Sistema Jurisdicional Especializado, pois há uma
especialização do Poder Judiciário (Justiça Eleitoral).

● JUSTIÇA ELEITORAL
Órgão de natureza jurisdicional, que tem por finalidade, organizar e executar as eleições, bem
como julgar os conflitos surgidos nos pleitos.
♦ Atividades Típicas: jurisdicional e administrativa.
Justiça especializada que se posiciona dentro do Poder Judiciário Federal. Não há aplicação de
verba estadual ou municipal para a manutenção da Justiça Eleitoral → Orçamento da União,
aprovado pelo Congresso Nacional. Os seus servidores são federais, busca apoio através de
requisição de servidores de outros órgãos. A Policia Judiciária da Justiça Eleitoral é a policia
Federal, a atuação da Policia Civil é excepcional. Quem atua na defesa dos hipossuficientes na
Justiça Eleitoral é a Defensoria pública da União.
♦ Características:
• Federalismo Cooperativo: existem competências constitucionais comuns aos três entes.
√ A União cuida do orçamento.
√ Os Estados emprestam os juízes, alguns Estados fornecem a infraestrutura.
√ Os Municípios cooperam no período das eleições.
• Periodicidade da investidura das funções eleitorais: os magistrados (estaduais) se tornam
juízes eleitorais por um período de tempo determinado (2 anos).
▪ Exceções: quando a zona eleitoral abrange apenas uma comarca (de vara única).
└ Não há possibilidade de rodízio.
♦ Funções: Código Eleitoral (recepcionado como LC nessa parte)→ Organização da Justiça Eleitoral.
A Justiça Eleitoral desempenha várias funções, notadamente as seguintes: jurisdicional,
administrativa, normativa e consultiva.
1 – Jurisdicional: caracteriza-se pela solução imperativa, em caráter definitivo, dos conflitos
intersubjetivos submetidos ao Estado-juiz, afirmando-se a vontade estatal em substituição à dos
contendores. A finalidade da jurisdição é fazer atuar o Direito (não apenas a lei, pois esta se contém no
Direito) em casos concretos, no que contribui para a pacificação do meio social.
RESUMINDO: atua na resolução de conflitos, coma aplicação das normas.
└ Requisitos: capacidade postulatória; o juiz está adstrito ao pedido; o juiz deve ser provocado
(principio da inércia).
└ Quem exerce: todos os órgãos (juízes e tribunais). A Decisão Judicial está apta á coisa julgada.
2 – Administrativa: No âmbito administrativo, a Justiça Eleitoral desempenha papel fundamental,
porquanto prepara, organiza e administra todo o processo eleitoral. No entanto, isso faz com que saia
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de seu leito natural, já que o administrador deve agir sempre que as circunstâncias reclamarem, não
podendo manter-se inerte diante dos acontecimentos.
A regra a ser observada é esta: sempre que houver conflito de interesses, que reclame decisão
do órgão judicial para ser solucionado, estar-se-á diante de exercício de função jurisdicional. Ao
contrário do que ocorre na função administrativa, na jurisdicional impera o princípio da demanda, pelo
que o juiz só pode decidir se e quando houver provocação da parte, e, ainda aí, dentro dos limites em
que a tutela jurisdicional é postulada.
RESUMINDO: exercida para o cumprimento de uma finalidade normativa (ex.; nomear mesário;
exercer fiscalização; expedir titulo de eleitor).
└ Quem exerce: todos os órgãos da Justiça Eleitoral.
└ Característica: o poder de agir de oficio, com o exercício do Poder de Policia.
3 – Normativa: um dos aspectos que distingue a Justiça Eleitoral de suas congêneres é a função
normativa que lhe foi atribuída pelo legislador. Apesar de a Constituição não prever essa função, ela
consta do artigo 1o, parágrafo único, e do artigo 23, IX, ambos do Código Eleitoral.
“Art.1º Este Código contém normas destinadas a assegurar a organização e o
exercício de direitos políticos, precipuamente os de votar e ser votado.
Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral expedirá Instruções para sua fiel
execução.
[…]
Art. 23. Compete, ainda, privativamente, ao Tribunal Superior:
[…]
IX – expedir as instruções que julgar convenientes à execução deste Código;”
As instruções e demais deliberações de caráter normativo do Tribunal Superior Eleitoral são
veiculadas em Resolução. Esta é compreendida como o ato normativo emanado de órgão colegiado
para regulamentar matéria de sua competência.
Assim, as Resoluções expedidas pelo TSE ostentam força de lei. Note-se, porém, que ter força
de lei não é o mesmo que ser lei! O ter força, aí, significa gozar do mesmo prestígio, deter a mesma
eficácia geral e abstrata atribuída às leis.
RESUMINDO: expedição de atos normativos para a aplicação nas eleições.
▪ Atos normativos genéricos e abstratos.
▪ As resoluções têm força de Lei ordinária.
▪ Caráter regulatório e interpretativo.
└ Quem exerce: os Tribunais Eleitorais (TRE e TSE).
Esta atividade é controlada e fiscalizada.
▪ Controle Prévio: participação do MP e dos partidos políticos em audiência pública,
obrigatoriamente.
▪ Controle de Posterior
▪ Controle de Legalidade: quando a resolução contraria a lei a que se refere.
└ Através do Mandado de Segurança
▪ Controle de Constitucionalidade: quando a resolução inova no ordenamento jurídico.
└ ADI
OBS.: competência legislativa da União.
4 – Consultiva: outra função peculiar à Justiça Eleitoral é a consultiva. O Poder Judiciário, por
definição, não é órgão de consulta, somente se pronunciando sobre situações concretas levantadas
pela parte interessada. Tanto é assim que, para propor ou contestar ação, é necessário ter interesse e
legitimidade, devendo a petição inicial conter as causas de pedir próxima e remota, isto é, o fato e os
fundamentos jurídicos do pedido.
Tanto o TSE quanto os TREs detêm atribuição para responder a consultas.
RESUMINDO: responde perguntas, em tese tira duvidas. Tem por objetivo de dirimir dúvidas, antecipar
julgamento e evitar conflitos.
└ Requisitos: a pergunta deve ser em tese, abstrata, deve-se ter legitimidade para perguntar
(autoridades e partidos políticos). → TSE: autoridade federal e diretório nacional dos partidos.
└ Quem exerce: os tribunais (TER e TSE).

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● ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL
OBS.: o art.118 e SS da CF/88 ↔ delegam o detalhamento a uma Lei Complementar.
A organização da Justiça Eleitoral é matéria de Lei Complementar. O código Eleitoral possui
natureza hibrida; na parte de organização foi recepcionado como Lei Complementar, no restante foi
como Lei Ordinária.
A Justiça Eleitora, na sua área administrativa ela é hierarquizada, para que haja uma
padronização, na área jurisdicional, não.

1 – TSE – Tribunal Superior Eleitoral: órgão da cúpula da Justiça Eleitoral. A CF/88 fala que as
decisões do TSE são irrecorríveis, exceto as que negam Habeas Corpus e Mandado de Segurança,
desde que tratem de decisões em matéria eleitoral.
Órgão que possui jurisdição em todo território nacional.
Reza o artigo 119 da Constituição que ele se compõe, no mínimo, de sete membros, assim
escolhidos: “I – mediante eleição, pelo voto secreto:
a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal;
b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça;
II – por nomeação do Presidente da República, dois juízes dentre seis advogados de
notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal.”

▪ Composição: 7 juízes (nomenclatura dada pela CF/88) → escolhido para um biênio (ininterrupto),
prorrogável por uma única vez.
3 – STF: escolhidos pelo próprio Supremo
2 – STJ: escolhidos pelo próprio STJ
2 – Advogados: escolhidos pelo Presidente da Republica, mediante lista sêxtupla
elaborada pelo STF.
O Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal são escolhidos entre os Ministros do Supremo
Tribunal Federal. O Corregedor Eleitoral é escolhido entre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça.
Não podem fazer parte do Tribunal Superior Eleitoral cidadãos que tenham entre si parentesco,
ainda que por afinidade, até o 4o grau, excluindo-se nesse caso o que tiver sido escolhido por último
(CE, art.16, §1º). Pela dicção constitucional, os membros do TSE são denominados juízes, não
ministros. Na prática, porém, recebem esse último tratamento, o que é mais condizente com o status de
integrantes de tribunal superior. Estranhamente, não sobrou uma cadeira para o Ministério Público –
nem no TSE, nem nos TREs.
• Funções: jurisdicional (julgar processos), administrativa (executiva), normativa e consultiva
(legitimados).
Os membros do TSE, no exercício de suas funções, gozam de plenas garantias e são
inamovíveis. Todavia – diferentemente dos demais integrantes da magistratura –, não são vitalícios (CF,
art.95, I). Salvo motivo justificado, servem por apenas dois anos, no mínimo, e nunca por mais de dois
biênios consecutivos. De sorte que um juiz da Corte Superior Eleitoral só pode aí permanecer por um
período de quatro anos. Isso decorre da inexistência de uma Justiça Eleitoral independente, com quadro
próprio de juízes.
• Competência: originária → processar e julga todas as ações de pleito presidencial.

2 – TRE: existe um TRE para cada Estado e um para DF. O TRE representa a segunda instância da
Justiça Eleitoral, detendo, ainda, competência originária para diversas matérias. Sua jurisdição estende-
se a todo o território do Estado. Nos termos do artigo 120, §1º, da Constituição, ele é composto de sete
membros assim escolhidos:
“I – mediante eleição, pelo voto secreto:
a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça;
b) de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça;
II – de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito
Federal, ou, não havendo, de juiz federal, escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal
Regional Federal respectivo;
III – por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis advogados
de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça.”
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No que toca aos juízes oriundos da classe dos advogados, a lista sêxtupla é formada pelo
Tribunal de Justiça e encaminhada ao TSE, o qual a repassa à presidência da República para que seja
feita a escolha. Os requisitos para a indicação e escolha são apenas dois: notável saber jurídico e
idoneidade moral.
▪ Composição: 7 juízes (nomenclatura dada pela CF/88) → escolhido para um biênio (ininterrupto),
prorrogável por uma única vez.
2 – Desembargadores do TJ do próprio Estado.
2 – Juízes de Direito do Estado.
1 – Magistrado da Justiça Federal
2 – Advogados de Carreira: escolhidos pelo Presidente da Republica, mediante
lista sêxtupla elaborada pelo TJ.
O Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal Regional Eleitoral são escolhidos entre os
desembargadores estaduais. Em geral, os regimentos internos atribuem a Corregedoria Eleitoral ao
Vice-Presidente, que termina por acumular ambas as funções.
O mesmo que se disse quanto aos membros do TSE vale para os integrantes dos TREs. São
denominados juízes, embora seja comum o uso do título desembargador eleitoral.
• Funções: jurisdicional, administrativa, normativa e consultiva.
└ resolução limitada a cada Estado

Gozam eles de plenas garantias no exercício de suas funções, são inamovíveis, mas não
usufruem de vitaliciedade. Assim, servem por apenas dois anos, no mínimo, e nunca por mais de dois
biênios consecutivos. Permitida, pois, a recondução.
Não podem fazer parte do mesmo Tribunal Regional pessoas que tenham entre si parentesco,
ainda que por afinidade, até o 4o grau, excluindo-se nesse caso a que tiver sido escolhida por último
(CE, art. 25, § 6º).
• Competência: originária → processar e julga todas as ações de pleito para cargos estaduais
(inclusive para Senador e Deputado Federal).
└ registro de candidatura, propaganda (tudo!!) no TER.

3 – Juízes Eleitorais: os juízes eleitorais atuam na primeira instância da Justiça Eleitoral. Em seu artigo
121, § 1o, a Constituição é expressa ao dizer que devem ser juízes de direito. É também isso o que
consta do artigo 11 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional – Loman (LC no 35/79). Cuida-se, pois, de
juízes togados, de carreira, que gozam das prerrogativas constitucionais de vitaliciedade,
inamovibilidade e irredutibilidade de subsídios. É comum, porém, que juízes de direito substitutos, ainda
não vitaliciados, sejam designados para o ofício eleitoral.

RESUMINDO: 1ª Instância: órgão singular


• Circunscrição: zona eleitoral (menor porção territorial para fins de organização), não
necessariamente equivale a uma comarca ou município.
Comarca → Vara
Zona Eleitoral → único juízo
1 Juiz → 1 Zona
♦ Exceção: quando tiver um único município com mais de uma Zona Eleitoral no período da eleição, a
competência jurisdicional é dividida entre eles em razão da matéria → não se devem ter decisões
conflitantes. Em época que não é de eleição, cada juiz ficará restrito à sua Zona Eleitoral.
• Funções: jurisdicional e administrativa, apenas.
Os juízes de direito que exercem funções eleitorais são designados pelo Tribunal Regional
Eleitoral. Se na comarca houver só um juiz, ele acumulará as funções eleitorais. Havendo mais de um, o
Tribunal deverá designar aquele que exercerá a jurisdição naquela zona eleitoral. Nesse caso,
seguindo-se a lógica implantada nos Tribunais, o juiz eleitoral designado deverá servir por dois anos em
sistema de rodízio. Tal qual os juízes dos Tribunais, o juiz eleitoral goza de plenas garantias. Mas não é
vitalício no exercício das funções.

• Competências: originária → processar e julgar todas as ações do pleito municipal.

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4 – Juntas Eleitorais: o art.121 da CF prevê ainda a existência de Juntas Eleitorais. Além de um juiz
eleitoral, são compostas de dois ou quatro cidadãos de notória idoneidade, nomeados pelo presidente
do Tribunal Regional Eleitoral, após aprovação pela Corte Regional. Portanto, poderão as Juntas ser
formadas por três ou quatro membros. A Junta é sempre presidida por um magistrado, o juiz eleitoral.
Sua existência é provisória, já que constituída apenas nas eleições, sendo extinta após o término dos
trabalhos de apuração de votos, exceto nas eleições municipais, em que permanece até a diplomação
dos eleitos.

RESUMINDO: órgão diferido pela CF/88 haverá uma junta eleitoral para cada Zona Eleitoral.
└ órgão transitório – para eleição: 60 dias antes de pleito nasce e é extinto após a diplomação.
OBS.: É um órgão eclético: não é formado necessariamente por juristas.
▪ Composição: 3 ou 5 membros
1 – Juiz Eleitoral daquela Zona (Presidente da Junta).
2 ou 4 – Cidadãos de reputação ilibada e idoneidade moral (o juiz indica os
cidadãos e quem nomeia é o TRE).
• Competências: apurar os votos da eleição e proclamar o resultado, como também julgar todos os
conflitos surgidos na contagem dos votos.

A competência desse órgão liga-se à apuração das eleições realizadas nas zonas eleitorais sob
sua jurisdição. Nos termos do artigo 40 do Código Eleitoral, compete-lhe ainda: resolver as
impugnações e demais incidentes verificados durante os trabalhos da contagem e da apuração dos
votos; expedir boletins de apuração; expedir diploma aos eleitos para cargos municipais.
Com a implantação das urnas eletrônicas pela Lei nº 9.504/97 (arts. 59 ss), as funções das
Juntas Eleitorais ficaram esvaziadas. No novo sistema, a contagem, a apuração e a totalização de votos
são feitas automaticamente pela própria máquina. Por isso, pode-se saber dos resultados das eleições
pouco tempo após o encerramento da votação.
De qualquer sorte, nas eleições municipais, a diplomação dos eleitos permanece sob a
competência da Junta.

● PARTIDOS POLITICOS: compreende-se por partido político a entidade formada pela livre associação
de pessoas, com organização estável, cujas finalidades são alcançar e/ou manter de maneira legítima o
poder político-estatal e assegurar, no interesse do regime democrático de direito, a autenticidade do
sistema representativo, o regular funcionamento do governo e das instituições políticas, bem como a
implementação dos direitos humanos fundamentais.
RESUMINDO: Trata-se de pessoa jurídica de direito privado. São associações civis, conjunto de
pessoas que se unem em torno de uma idéia sobre como governar.
• Funções: fomentar o debate político, catalisar as demandas sociais e transformar em bandeira de luta
política.
Dentre as diversas conotações que pode assumir o termo função, destaca-se a que põe em
relevo seu sentido finalístico, ligando-o à utilidade, ao uso, ao papel atribuído ou desempenhado pelo
ente ou instituto no ambiente em que se encontra, e à ação que lhe é própria no contexto em que se
insere. Tais entidades constituem canais legítimos de atuação política e social; captam e assimilam
rapidamente a opinião pública; catalisam, organizam e transformam em bandeiras de luta as díspares
aspirações surgidas no meio social, sem que isso implique ruptura no funcionamento do governo
legitimamente constituído.

• Características: √ Organização: formal


√ Perenidade: constituído para uma sociedade e não para determinados
momentos.
OBS.: Facções políticas – temporárias.
√ Objetivos: Imediato: conquistar
Mediato: praticar o seu programa de governo (idéia de como
governar e como colocar em prática).

• Tratamento Jurídico: √ CF/88 – direito fundamental (art.17).


√ Lei nº-9.096/95 – lei dos partidos políticos.
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• Competência: para julgar as lides – REGRA: justiça comum estadual (Direito partidário).
– EXCEÇÃO: quando o conflito interfere e interessa diretamente na
eleição, a competência se desloca para Justiça Eleitoral.
OBS.: É possível impetrar Mandado de Segurança contra dirigente partidário.

• Fundamentos Constitucionais
1 – Caráter Nacional: demandas nacionais e não regionais, busca a proteção ao principio Federativo.
Representação de no mínimo 1/3 dos Estados da Federação.
2 – Proibição de Financiamento Estrangeiro: com base no principio da Soberania, veda o
financiamento com origem em entidade ou governo estrangeiro.
Vige no Brasil um sistema misto de financiamento partidário. Os partidos recebem recursos tanto
do Estado quanto de particulares. Em geral, as fontes de recursos partidários podem ser assim
sumariadas: I – fundo partidário; II – doações privadas, de pessoas físicas; III – comercialização de
bens; IV – comercialização de eventos.
Atualmente, é vedado o financiamento partidário por pessoa jurídica. A vedação decorre da
decisão do Supremo Tribunal Federal na ADI no 4.650/DF, julgada pelo Plenário em 19-9-2015.
As doações privadas efetuadas diretamente ao partido (e não ao fundo partidário, como
previsto no art.38, III, da LOPP) são contempladas no art.39 da LOPP. Este dispositivo autoriza o
partido a receber doações de pessoas físicas “para constituição de seus fundos”.
3 – Prestação de Contas: com base no principio Republicano, a prestação deve ser feita
anualmente até o dia 31 de abril do mandato anterior, com o objetivo de se verificar como foi gasto o
fundo partidário.
4 – Vedação ao Caráter Paramilitar: promover treinamento com armas e o uso de fardamentos.
└ busca a proteção e garantia do regime democrático.
É vedado à agremiação empregar organização paramilitar, ministrar instrução militar ou
paramilitar e adotar uniforme para seus membros (CF, art.17, II, §4º). Um partido com tal desenho
representaria evidente ameaça ao regime democrático e à estabilidade político-social, pois levantaria
perigosamente a bandeira de regimes de exceção, totalitários, além de lhes evocar a memória.
5 – Liberdade Ideológica: limite na própria Constituição Federal.
└ busca o respeito a dignidade da pessoa humana.
6 – Liberdade de Organização: o art.17 da CF/88, trata do limite e a manutenção do
Pluripartidarismo.
A CF/88 adotou o princípio da liberdade de organização ao assegurar ao partido político
autonomia para definir sua estrutura interna, organização e seu funcionamento e, também, ao
prescrever ser “livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa
humana” (CF, art.17, §1º). Mas essa liberdade não é absoluta, devendo o partido observar as restrições
legalmente postas para sua criação e funcionamento.
7 – Fidelidade Partidária: obediência do filiado as decisões do partido, relação entre eleitores e
mandatários.
└ ≠ disciplina partidária – trata de questões internas.
▪ Infidelidade só é praticada pelo mandatário, trata-se de quando alguém se elege por um partido
e troca de partido. O Art.22-A da Lei 9.096 trata das hipóteses de que o mandatário pode trocar
de partido. A conseqüência jurídica, não é um sanção e sim uma simples conseqüência.
A filiação estabelece um vínculo jurídico entre o cidadão e a entidade partidária. É regulada nos
artigos 16 a 22-A da Lei no 9.096/95 (LOPP), bem como no estatuto da agremiação. Aos filiados é
assegurada igualdade de direitos e deveres (LOPP, art.4º). Só pode filiar-se a um partido quem estiver
no pleno gozo de seus direitos políticos e atenda aos requisitos postos na lei e em seu estatuto.
Prevê o art.17, §1º, da CF/88 que o estatuto do partido deve “estabelecer normas de disciplina e
fidelidade partidária”. Esse princípio confere novos contornos à representação política, pois impõe que o
mandatário popular paute sua atuação pela orientação programática do partido pelo qual foi eleito. É
indiscutível o proveito que resulta para a democracia, já que o debate político deve ter em foco a

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realização de idéias e não de projetos pessoais ou o culto à personalidade. Todavia, por causa da forma
como vinha sendo compreendido e aplicado, esse princípio apresentava alcance bastante restrito.
A fim de “disciplinar o processo de perda de cargo eletivo, bem como a justificação de desfiliação
partidária”, o Tribunal Superior Eleitoral editou, em 25 de outubro de 2007, a Resolução no 22.610.
O mesmo tema também veio a ser previsto no art.22-A da Lei no 9.096/95, que dispõe:
Art.22-A. Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa causa, do partido
pelo qual foi eleito.
Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária somente as seguintes
hipóteses:
I - mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário;
II - grave discriminação política pessoal; e
III - mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de
filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do
mandato vigente. → Janela Partidária
Pressupostos para a decretação da perda de cargo eletivo – Dois são os pressupostos
autorizadores da decretação da perda de cargo eletivo por infidelidade: efetiva desfiliação partidária e
ausência de justa causa para a desfiliação. A desfiliação traduz-se no ato pelo qual o mandatário rompe
com o partido pelo qual foi eleito, migrando ou não para outro.
Ressalte-se que entre o fato alegado como justificativa e o ato de desfiliação não deve mediar
grande lapso de tempo. Se isso ocorrer, a justa causa não se patenteia, pois o fato invocado não terá
sido decisivo para o rompimento com a agremiação, ou seja, não tornou insuportável a permanência no
partido

● DIREITOS POLITICOS
Trata-se de direitos subjetivos individuais, sendo bens incorporados a pessoa que garantem ao
individuo participação política na vida do Estado.
= Direitos Fundamentais: 1ª geração, junto ao da Liberdade.
≠ Direitos Civis e Sociais: soberania popular no regime democrático → são obrigatórios.
└ são pensados para proteger de forma imediata ao homem.

♦ Quem titulariza????? – o cidadão.

♦ Modalidades
1 – Ativos: são critérios para ser eleitor, as normas definem a nossa capacidade eleitoral ativa, nos
quais envolvem o eleitor e o direito de votar.
2 – Passivos: são normas relacionadas aos candidatos, tratam dos critérios para ser candidato, tem por
objeto o ato de ser candidato.
3 – Positivos: todas as normas que garantem a participação.
4 – Passivos: todas as normas que causam obstáculos.
OBS.: quando uma NORMA NEGATIVA impede uma NORMA POSITIVA e ATIVA, fere a cidadania.
Art.15 CF/88
♦ Causa de Perda e Suspensão: trata-se de rol taxativo.
I – cancelamento de naturalização;
II – incapacidade civil absoluta;
III – condenação criminal com transito e julgado (vai desde o transito e julgado até a extinção da
punibilidade);
IV – recusa de cumprir obrigação à todos imposta;
V – condenação por improbidade administrativa

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● ALISTAMENTO ELEITORAL
Conforme estabelece a Constituição Federal, todo poder emana do povo, que o exerce por meio
de representantes eleitos ou diretamente (CF, art.1º, parágrafo único). A democracia representativa
pressupõe a existência de um corpo eleitoral bem estruturado. Não fosse assim, seria impossível que os
cidadãos escolhessem seus mandatários. Daí a importância do alistamento eleitoral, pois é ele que
propicia a organização do eleitorado em todo o território nacional com vistas ao exercício do sufrágio.
Entende-se por alistamento o procedimento administrativo-eleitoral pelo qual se qualificam e se
inscrevem os eleitores. Nele se verifica o preenchimento dos requisitos constitucionais e legais
indispensáveis à inscrição do eleitor. Uma vez deferido, o indivíduo é integrado ao corpo de eleitores,
podendo exercer direitos políticos, votar e ser votado, enfim, participar da vida política do País. Em
outras palavras, adquire cidadania. Note-se, porém, que, com o alistamento, adquire-se apenas a
capacidade eleitoral ativa, o jus suffragii; a passiva ou a elegibilidade depende de outros fatores.
Não havendo alistamento, não é possível que o indivíduo exerça direitos políticos, já que não
terá título de eleitor, seu nome não figurará no rol de eleitores de nenhuma seção eleitoral, tampouco
constará da urna eletrônica. Por isso, tem-se dito que o alistamento constitui pressuposto objetivo da
cidadania, sem o qual não é possível a concretização da soberania popular.

Realização do alistamento: Reza o artigo 42 do Código Eleitoral que o alistamento se faz mediante a
qualificação e inscrição do eleitor. Qualificação é o ato pelo qual o indivíduo fornece informações
concernentes à sua pessoa, como nome, sexo, filiação, data de nascimento e endereço. Tais dados são
inscritos – gravados ou escritos – no cadastro de eleitores.
Para inscrever-se, o alistando deve dirigir-se ao Cartório Eleitoral de seu domicílio eleitoral e
preencher requerimento próprio (denominado Requerimento de Alistamento Eleitoral – RAE), cujo
modelo é previamente aprovado e disponibilizado pela Justiça Eleitoral. Cuidando-se de alistamento
originário, não se exige tempo mínimo de residência no local.
Deferido o alistamento – por decisão do juiz eleitoral –, o requerente passa a integrar o
corpo de eleitores da circunscrição. Impende registrar que, com a emissão do título on-line, o eleitor não
mais precisará retornar ao cartório para receber o documento de inscrição. E mais: após comprovar a
identidade e a exatidão dos dados, o título é entregue imediatamente, antes mesmo de o pedido ser
submetido ao exame do juiz eleitoral. Se indeferido, a inscrição é invalidada no sistema.
Se, posteriormente, o eleitor necessitar alterar o local de votação, no mesmo município, ainda
que haja mudança de zona eleitoral (em um município pode haver mais de uma zona eleitoral), retificar
dados pessoais ou regularizar sua inscrição, as mudanças poderão ser feitas por procedimento próprio,
denominado revisão pelo artigo 6º da Resolução TSE no 21.538/2003.

RESUMINDO
1 – O que é: é pressuposto para votar, possui natureza administrativa, praticado pelo Juiz Eleitoral, que
após verificar o adimplemento dos requisitos constitucionais, atribui ao registro a condição de cidadão
brasileiro.
• Características: √ pessoal – não pode ser por procuração.
√ voluntário – o Estado não pode requerer de oficio (não compulsório).
2 – Normas: √ CRFB/88
√ Lei nº. 4.337/65
√ Lei nº. 7.444/85
√ RES TSE nº. 21.538/2003 – Regulamenta o Cadastro de Eleitores
3 – Regras √ Obrigatório: em regra – todos os brasileiros maiores de 18 anos (19 anos) e
menor de 70 anos. └ tardio, paga multa administrativa.
√ Facultativo: trata-se das exceções.
1 – Analfabeto: alistamento e voto.
Apesar de o alistamento do analfabeto ser facultativo, tão logo se alfabetize surge o dever de
inscrever-se eleitor. Todavia, se não o fizer, não fica sujeito à multa referida por alistamento tardio
(Res.TSE no 21.538/2003, art. 16, parágrafo único).

2 – Jovem maior de 16 anos e menor de 18 anos – facultativo.


3 – Maior de 70 anos (não é todo idoso).
√ Inalistáveis: trata-se das proibições.
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1 – Estrangeiro: exceção dos Portugueses respaldados pelo Tratado da Amizade.
→ Estrangeiro equiparado.
2 – Individuo com suspensão dos Direitos Políticos.
3 – Conscrito: “homem” durante o serviço militar obrigatório.
4 – Fases do Procedimento
▪ Identificação / Individualização: passaporte não vale.
4.1 – Qualificação ▪ Nacionalidade:
▪ Domicilio Eleitoral:
▪ Quitação com o Serviço Militar:
Na fase de qualificação é onde acontece a emissão do Titulo de Eleitor, onde o individuo
comparece ao Cartório Eleitoral e apresenta os documentos necessários e formula o pedido para a
confecção do Titulo de eleitor.

▪ Deferimento – o Partido Político ou MPE por interpor recurso.


4.2 – Inscrição
▪ Indeferimento – só o requerente pode interpor recurso.
Nessa fase o Juiz analisa os documentos e decide se defere ou não.

5 – Operações do/no CNE

▪ Alistamento Eleitoral:

▪ Revisão Eleitoral: quando o eleitor (desde que NÃO implique mudança de domicilio), faz
atualização dos seus dados cadastrais.
▪ Transferência: também chamado de um alistamento secundário.
▪ Revisão do Eleitorado: o juiz convoca de forma obrigatória todos os eleitores para uma
atualização dos dados.

6 – Exclusão do CNE

▪ Pluralidade / Duplicidade

▪ Óbito

▪ Suspensão / Perda

▪ Ausência por 3 pleitos:

falta

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