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Triângulos

Para pensar O triângulo é uma figura geométrica muito


utilizada em construções. Você já deve ter notado que existem vários tipos de
triângulo. Observe na armação do telhado os tipos diferentes que você pode
encontrar. Tente contar quantos triângulos existem nessa armação.

Nossa aula Você já sabe que o triângulo é uma figura geométrica de:

vértice

lado
lado
®

vértice
ângulos
® ®
lado

vértice
Para falar desses elementos dos triângulos, a Matemática usa uma conven- A U L A
ção universal. Com letras maiúsculas representamos os vértices, pois eles são
pontos do plano. E assim temos, por exemplo:
C 41
l Os pontos A, B e C são os vértices
vértices.
l Os segmentos AB, BC e AC são os lados
lados.
l Â, B e C são os ângulos do triângulo.
A B
Você também já viu, na 1ª fase de seu curso, que:

A soma dos ângulos internos de um triângulo é sempre igual a 180º.

Veja os exemplos abaixo:

45º
30º
60º

45º 60º 60º 60º


90º + 45º + 45º = 180º 90º + 30º + 60º = 180º 60º + 60º + 60º = 180º
Assim, se você conhece dois ângulos de um triângulo, pode sempre desco-
brir a medida do terceiro ângulo. Vejamos como seria resolvido esse problema
usando os mesmos exemplos acima.

? O ângulo cuja medida é


180º - (90º + 45º) =
desconhecida mede 45º, pois é
= 180º - 135º =
= 45º quanto falta à soma dos outros
dois para completar 180º.
45º

O resultado é encontrado
30º 180º - (90º + 30º) = subtraindo-se de 180º (total da
= 180º - 120º =
soma) a soma dos ângulos que
= 60º
você já conhece.
?

Neste exemplo, você não


? conhece nenhum dos três ângulos,
180º mas sabe que os três possuem
= 60º
3 medidas iguais. Basta então divi-
? ? dir o total por 3.
A U L A Classificação dos triângulos

41 Como os triângulos não são todos iguais, podemos separá-los em grupos que
tenham características comuns, ou seja, podemos classificá-los. Usam-se dois
tipos de classificação: pelos ângulos ou pelos lados.

Classificação quanto aos ângulos

acutângulo retângulo obtusângulo

Com um esquadro, verifique, nos exemplos acima, se os ângulos são agudos


(menores que o ângulo reto), retos ou obtusos (maiores que o ângulo reto). Veja:

l O triângulo acutângulo possui os 3 ângulos agudos.

l O triângulo retângulo possui 1 ângulo reto e 2 ângulos agudos.

l O triângulo obtusângulo possui 1 ângulo obtuso e 2 ângulos agudos.

Classificação quanto aos lados

A
A

3 cm 3 cm 4 cm 4 cm 3,5 cm 4 cm

B C B C B C
3 cm 3 cm 3 cm

Você pode confirmar com a régua as medidas dos lados destes triângulos:

l O triângulo equilátero possui os 3 lados com a mesma medida.

l O triângulo isósceles possui 2 lados com a mesma medida e o terceiro lado


com medida diferente.

l O triângulo escaleno possui os 3 lados com medidas diferentes.


A U L A

41
Observações

1. Quando um triângulo é equilátero ele é também equiângulo


equiângulo, isto é,
seus três ângulos possuem a mesma medida.
A

3 cm 60º 3 cm AB = AC = BC = 3 cm (equilátero)

 = B = C = 60° (equiângulo)
60º 60º
B C
3 cm

2. No triângulo isósceles
isósceles, o lado que possui medida diferente é chama-
do de base e os ângulos que os lados com medidas iguais formam com
a base têm a mesma medida.
A

AB = BC = 3,5 cm
3,5 cm 3,5 cm BC = base = 3 cm
B = C = 65°

65º 65º
B C
3 cm

Construção de um triângulo pelas medidas de seus lados

Mesmo conhecendo as três medidas dos lados, nem sempre conseguimos


construir um triângulo. Você pode usar palitos ou varetas de vários tamanhos e
ver o que acontece na prática.
Vamos mostrar com três exemplos algumas situações que você vai encontrar
na prática. Você descobrirá que existe uma relação entre as medidas dos lados
que possibilita a construção de um triângulo. Vamos lá!

EXEMPLO 1

É possível construir um triângulo quando seus lados medem 8 cm, 4 cm e 3 cm?

4 cm

3
cm

8 cm
A U L A Observe que, se “fixarmos” nas extremidades do lado maior os lados
menores, não conseguiremos encontrar uma posição para que eles se encon-

41 trem e formem um triângulo.


Isso ocorre porque a soma das medidas dos lados menores (3 + 4 = 7) é menor
do que a medida do lado maior (8): 8 > 3 + 4

EXEMPLO 2

Vamos tentar então aumentar um dos lados menores e verificar o que


acontece. Façamos os lados medindo 8 cm, 4 cm e 4 cm.

4 cm 4 cm

8 cm

Como no exemplo anterior se “fixamos” as extremidades para procurar a


posição que formará o triângulo veremos que os dois lados menores (4 cm cada
um) só se encontrarão sobre o lado maior (8 cm). Isso ocorre porque: 8 = 4 + 4

EXEMPLO 3

Vamos agora utilizar lados com 8 cm, 5 cm e 4 cm.

4 cm 5 cm

8 cm
Nesse caso é possível construir um triângulo, pois quando “giramos” os
lados menores com extremidades presas no lado maior eles se encontram
formando o triângulo. Note que: 8 < 5 + 4

Conclusão
Para verificar a existência de um triângulo quando são conhecidas as
medidas de seus três lados, basta verificar se a soma das medidas dos
dois lados menores é maior que a medida do lado maior. Mais for-
malmente dizemos que:

Em qualquer triângulo, a medida de um lado deve ser sempre


menor que a soma das medidas dos outros dois lados.
Exercício 1 Exercícios
A U L A
Observe os triângulos abaixo e classifique-os quanto aos ângulos e quanto
aos lados.
41
a) b)
45º 3,5 cm 60º 3,5 cm
4 cm 5,5 cm 60º 60º

45º 3,5 cm
4 cm

c) d) 4 cm 4 cm
110º
20º 6 cm 35º 35º
4 cm 130º 7 cm
30º
3 cm

e) 30º f) 60º
6,4 cm 3 cm
3,2 cm 60º
50º 70º

6 cm

Exercício 2
Use a régua para medir os lados dos triângulos abaixo e classifique-os
quanto aos lados.

a) b) c)

Exercício 3
Use o transferidor (ou um ângulo reto qualquer), meça os ângulos e classi-
fique os triângulos quanto aos ângulos:

a) b)

c)
A U L A Exercício 4
Determine a medida do terceiro ângulo:

41 a) b) c) ?

?
?

43º 52º 28º 60º 70º 70º

Exercício 5
Num triângulo equilátero, quanto mede cada ângulo?

Exercício 6
Num triângulo isósceles, os ângulos da base medem 50º cada um. Quanto
mede o outro ângulo?

Exercício 7
Num triângulo isósceles, o ângulo diferente mede 110º. Quanto medem os
outros dois ângulos?

Exercício 8
Observe a figura abaixo. O ângulo marcado com a letra a , obtido quando
prolongamos um dos lados do triângulo, é chamado ângulo externo
externo. Neste
exemplo,

40º a

50º

a) Quanto mede a ?
b) Como você obteve essa medida?
c) Que relação ela tem com os ângulos do triângulo?

Exercício 9
Verifique se sua conclusão é válida para estes outros exemplos:

a) b)

a 50º

100º
a 70º
50º 30º 60º

Exercício 10
Verifique se existem triângulos cujos lados tenham as medidas abaixo:
a) 7 cm, 10 cm e 15 cm
b) 6 cm, 6 cm e 6 cm
c) 4 cm, 5 cm e 10 cm
d) 3 cm, 7 cm e 10 cm
AUU
A L AL A

42
42
O quadrado e outros
quadriláteros

Para pensar

No mosaico acima, podemos identificar duas figuras bastante conhecidas:


o quadrado
quadrado, de dois tamanhos diferentes, e o retângulo
retângulo.

As duas figuras possuem quatro ângulos internos iguais e retos, portanto Nossa aula
medem 90º cada um.
Além disso, o quadrado tem os quatro lados iguais e o retângulo tem dois
pares de lados iguais chamados lados opostos
opostos.
Vejamos como se representam as observações acima:
B C
F G

E H
A D

No quadrado ABCD: AB = BC = CD = AD _ lados iguais


Â=B=C=D _ ângulos iguais

No retângulo EFGH: EF = GH _ lados opostos iguais


FG = EH _ lados opostos iguais
Ê=F=G=H _ ângulos iguais
A U L A Veja, agora, um outro mosaico formado por uma figura de quatro lados
também conhecida:

42

Essa figura, chamada losango


losango, possui os quatro lados iguais e dois pares de
ângulos iguais, os ângulos opostos.
S
No losango RSTU:
R T
RS = ST = TU = UR _ lados iguais
R=T _ ângulos opostos iguais
S=U _ ângulos opostos iguais
U
Outra figura de quatro lados que possui também dois pares de ângulos
iguais é o paralelogramo
paralelogramo. Note que seus lados opostos são iguais dois a dois,
como no retângulo.

No paralelogramo MNOP:
N O
MN = OP
NO = MP } dois pares de lados
opostos iguais

M
N
= O
= P } dois pares de ângulos
opostos iguais
M P

Todas as figuras apresentadas nesta aula são chamadas de quadriláteros


(quadri = quatro e láteros = lados).
Veja um resumo das características (propriedades) dessas figuras:

4 LADOS APENAS LADOS 2 PARES DE 4 ÂNGULOS APENAS


IGUAIS O POSTOS IGUAIS LADOS OPOSTOS IGUAIS ÂNGULOS
PARALELOS OPOSTOS IGUAIS

´ ´ ´

´ ´ ´

´ ´ ´

´ ´ ´

Observe que na 3ª coluna aparece uma propriedade comum a todas as


figuras, ou seja, as quatro possuem dois pares de lados opostos paralelos. Por
isso, são chamadas de paralelogramos
paralelogramos. Portanto:

Os paralelogramos são quadriláteros que possuem dois pares


de lados opostos paralelos.
O trapézio não é um paralelogramo, pois é quadrilátero que tem apenas um A U L A
par de lados opostos paralelos
paralelos, que chamamos de bases
bases. Veja alguns tipos de
trapézio:
C D G H L M 42
A B E F I J
(1) (2) (3)
O trapézio 1 tem os lados AB e CD paralelos, sendo AB a base maior e CD
a base menor
menor. Os outros dois lados não são paralelos mas são iguais, isto é,
AC = BD. Esse é o trapézio isósceles
isósceles.
O trapézio 2 tem o lado EG perpendicular às bases formando, portanto,
ângulos retos Ê e G. Esse é o trapézio retângulo
retângulo.
O trapézio 3 tem os dois lados não paralelos desiguais, isto é, IL ¹ JM. Esse
é o trapézio escaleno
escaleno.
Essa classificação dos trapézios tem uma analogia (semelhança) com a
classificação dos triângulos vista na aula anterior, lembra-se? Assim fica fácil
lembrar de nomes novos.
Vamos conhecer agora um elemento dos quadriláteros que não existe nos
triângulos: a diagonal.

Diagonal de um quadrilátero é o segmento de reta que liga


dois vértices não consecutivos.

No retângulo ABCD, os vértices não consecutivos são A e C, e B e D. Veja


a figura: B C

AC e BD são as diagonais

A D
No retângulo as diagonais são iguais e se cortam ao meio
meio.
Faça você as outras figuras (paralelogramos) e conclua as propriedades
das diagonais.
Confira suas conclusões com a tabela abaixo.

DUAS DIAGONAIS DUAS DIAGONAIS DIAGONAIS DIAGONAIS QUE SE


IGUAIS DESIGUAIS PERPENDICULARES CORTAM AO MEIO

´ ´ ´

´ ´

´ ´ ´

´ ´

Observe que na 4ª coluna aparece a propriedade comum às diagonais dos


paralelogramos:

As diagonais dos paralelogramos se cortam ao meio.


A U L A Soma dos ângulos internos de um quadrilátero qualquer

42 Já sabemos que em qualquer triângulo a soma dos três ângulos internos é


180º.
Um quadrilátero é convexo quando uma das diagonais fica totalmente no
interior do quadrilátero, como na figura.
Quando traçamos uma das diagonais de um quadrilátero, ele fica dividido
em dois triângulos:
N

O
L

A soma dos ângulos do triângulo LMO, assim como a soma dos ângulos do
triângulo LNO, é igual a 180º.
Somando-se os ângulos dos dois triângulos, encontramos a soma dos
ângulos do quadrilátero. Portanto, 180º + 180º = 360º.

A soma dos ângulos internos de um quadrilátero convexo é 360º

Curiosidade!
Usando recortes e colagens, podemos mostrar com bastante facilidade
que a soma dos ângulos internos de um triângulo qualquer é igual a
180º e que a dos quadriláteros convexos vale 360º, como nas figuras
abaixo.

1 1

1
2 3 2 3 2 3

3 3
2
2

1 4 1 4

1
4

3 2
Exercícios
A U L A
Exercício 1
Como se chama o quadrilátero:
42
a) Que possui os lados opostos iguais?

b) Que possui somente um par de lados paralelos?

c) Que possui os quatro ângulos iguais a 90º?

d) Que possui as diagonais iguais cortando-se ao meio?

Exercício 2
Complete a tabela com o que se pede:

FIGURAS GEOMÉTRICAS PONTOS EM COMUM DIFERENÇAS

Exercício 3
Desenhe:

a) Um quadrilátero com quatro lados iguais que não seja um quadrado.


Diga seu nome.

b) Um quadrilátero com quatro ângulos iguais que não seja um quadrado.


Diga seu nome.

c) Um quadrilátero que tenha somente dois ângulos retos. Diga seu nome.

d) Um quadrilátero cujas diagonais cortam-se ao meio mas não são iguais.


A U L A Exercício 4
Nesta figura quadriculada existe um total de 5 quadrados.

42 Temos um quadrado de 2 · 2 e 4 quadrados de 1 · 1.

Descubra quantos quadrados existem nos seguintes quadriculados:

a) b)

Exercício 5
Desenhe em papel quadriculado 4 triângulos retângulos iguais a este:

a) Recorte-os.
b) Agora desenhe, em papel quadriculado, um quadrado. A medida do lado
do quadrado deve ser igual à medida do lado menor do triângulo que
você recortou.
c) Recorte também esse quadrado. Você construiu um quebra-cabeça
com 5 peças.

Atividades:
l Construa com 2 peças do seu quebra-cabeça:
− um paralelogramo;
− um retângulo.
l Registre as soluções encontradas em papel quadriculado.
l Com 3 peças de seu quebra-cabeça, forme:
− um paralelogramo;
− um retângulo.
l Registre as soluções encontradas em papel quadriculado.
l Utilizando as 5 peças, tente formar figuras diferentes e registre-as em
papel quadriculado.

Exercício 6
Sabendo que um dos ângulos de um paralelogramo mede 45º, calcule os
outros três ângulos.
AUU
A L AL A

43
43
Polígonos e mosaicos

A regularidade de formas encontradas na


natureza tem chamado a atenção do ser humano há muitos séculos. Ao
Para pensar
observar e estudar essas formas, o homem tem aprendido muitas coisas.
Com as abelhas, por exemplo, ele compreendeu que o formato dos favos de
mel é muito bom para guardar objetos com grande economia de espaço.

Exemplos da aplicação do formato das colméias são blocos de calçamento


e suportes de garrafas para o armazenamento de bebidas alcóolicas em adegas.

Esse mesmo formato também é


encontrado na cabeça de um tipo de
parafuso chamado pelos mecânicos e
técnicos de parafuso sextavado
sextavado.
Na geometria, parte da Matemá-
tica que estuda as figuras, essa forma
é chamada de hexagonal
hexagonal.
Nossa
A U aula
L A O hexágono e as outras formas geométricas

43 No revestimento de pisos e paredes de uma casa muitas vezes usamos


ladrilhos (lajotas ou azulejos) de diferentes formatos, além da forma hexagonal.
Veja os desenhos:

Formato hexagonal Formato quadrangular

Formato retangular Composição entre formatos


quadrangular e hexagonal

As figuras que aparecem nesses revestimentos são chamadas, pela Matemá-


tica, de polígonos
polígonos. Os polígonos são figuras geométricas planas e podem ser
classificados como regulares ou irregulares
irregulares. No quadro abaixo, apresentamos
alguns exemplos.

POLÍGONOS REGULARES: LADOS E POLÍGONOS IRREGULARES: LADOS E


ÂNGULOS TÊM A MESMA MEDIDA ÂNGULOS NÃO TÊM A MESMA MEDIDA

triângulo quadrado

triângulo quadrilátero

pentágono hexágono

pentágono

heptágono octógono

eneágono decágono hexágono heptágono


A U L A
Observação
Se você traçar as diagonais dos polígonos anteriores, vai perceber que,
em alguns, elas ficam no interior e, em outros, ficam no exterior do
polígono. Veja o exemplo:
43

Todas as diagonais no Pelo menos uma diagonal


interior do polígono. no exterior do polígono.
Quando um polígono possui todas as suas diagonais na parte interior, ele
é chamado de polígono convexo
convexo. E quando pelo menos uma diagonal
fica na parte exterior, ele é chamado de polígono não convexo ou
côncavo
côncavo.

A soma dos ângulos de um polígono

Num polígono o número de lados é sempre igual ao número de ângulos.

Na Aula 41 você aprendeu que a soma dos ângulos internos de um


triângulo é igual a 180º. Agora vamos ver como calcular a soma dos ângulos
de um polígono qualquer, como por exemplo do:

Pentágono (polígono de 5 lados)

Vamos desenhar um pentágono convexo qualquer, escolher um de seus


vértices e traçar as diagonais que saem desse vértice, como mostra a figura:

Observe que, ao fazermos isso, o pentágono ficou dividido em três triân-


gulos. Como em cada triângulo a soma dos ângulos é igual a 180º, então para
calcular a soma dos ângulos do pentágono podemos fazer: 3 . 180º = 540º540º.
Portanto:

A soma dos ângulos internos de um pentágono convexo qualquer é igual


a 540º.
A U L A Hexágono (polígono de 6 lados)

43 Agindo de forma análoga, observamos que as diagonais dividem o hexá-


gono convexo em quatro triângulos:

Nesse caso, a soma total é calculada assim: 4 . 180º = 720º


720º. Portanto:

A soma dos ângulos internos de um hexágono convexo qualquer é igual


a 720º.

Esse processo também pode ser aplicado a outros polígonos convexos, de


7, 8, 9 ou mais lados. Experimente!

Os ângulos do hexágono regular


Observe a figura abaixo:

Ela é formada por hexágonos regulares que se encaixam sem se sobrepor


ou deixar vãos. A esse tipo de composição costuma-se dar o nome de mosaico
mosaico.
Neste mosaico, cada um dos vér-
tices é vértice de três hexágonos ao
mesmo tempo, como mostra a figura
ao lado. Todos os hexágonos são regu-
lares, isto é, possuem lados e ângulos  B
de mesma medida, o que significa que
 = B = C. Além disso, a soma desses
três ângulos é igual a 360°, ou seja,
eles formam um ângulo de uma volta
C
completa: Â + B + C =360° . Então, cada
um desses ângulos éigual a 360° ¸ 3 =
120º.
Você poderá chegar a essa mesma conclusão de outra maneira. Você acabou
de aprender que a soma dos ângulos internos de um hexágono qualquer é igual
a 720º. No caso do hexágono regular, basta fazer 7 2 0 º ¸ 66, isto é, 1 2 0 ºº.

Atenção!
Esse processo é válido também para outros polígonos regulares.
Por que não se fazem ladrilhos pentagonais? A U L A

Você já viu que é possível revestir o piso ou as paredes de uma casa com
ladrilhos de um único tipo
tipo. Podemos revestir uma parede usando, por exemplo, 43
apenas ladrilhos quadrados ou, então, usando só ladrilhos com a forma de
hexágonos regulares.

Será que é possível revestir uma parede


usando apenas ladrilhos com a forma de
pentágonos regulares? Você pode responder a
essa pergunta fazendo o seguinte: recorte em
uma folha de papel vários pentágonos iguais
ao que está na figura ao lado. Em seguida, tente
ajustá-los como se fossem ladrilhos. Será que
você vai conseguir um encaixe perfeito?

Já sabemos que é possível revestir uma


parede usando apenas ladrilhos quadrados,
pois os ângulos dos quadrados se encaixam
perfeitamente, sem que haja sobra. Isso acon-
tece porque cada um destes ângulos é igual a
90º, e 90 é divisor de 360
360.

Já sabemos também que é possível revestir uma parede usando apenas


ladrilhos em forma de hexágonos regulares, pois os ângulos dos hexágonos
regulares encaixam-se perfeitamente, sem que haja sobra. Isso acontece porque
cada um desses ângulos é igual a 120º, e 120 é divisor de 360
360.
Portanto, para saber se é possível fazer revestimentos usando apenas
ladrilhos com a forma de pentágonos regulares, devemos calcular a medida dos
ângulos de um pentágono regular e, em seguida, verificar se essa medida é ou
não um divisor de 360.

Lembre-se de que a soma dos ângulos de


um pentágono dá 540º. Quando um
pentágono é regular
regular, todos os seus 5 ângulos
são iguais (veja a figura ao lado). E, se a soma
desses ângulos dá 540º, cada um deles é igual
a 540º ¸ 5, ou seja, 108º. Vamos verificar então
se 108 é ou não um divisor de 360. Temos:

360 108
36º
36 3
108º 108º
A divisão não é exata e, portanto, 108 não é
108º divisor de 360
360. Haverá, então, sobra quando
tentarmos encaixar os pentágonos regulares.
Logo, não é possível fazer revestimentos usan-
do apenas ladrilhos com a forma de pentágonos
regulares, como se pode ver na figura acima.

Texto extraído do Jornal do Telecurso 1 º Grau . Fundação Roberto Marinho, Ministé-


rio da Educação e Cultura e Fundação Universidade de Brasília, 1989.
A U L A Curiosidade!

43 Num artigo da Revista do Professor de Matemátic a - nº 4, os


professores Imenes e Jakubovic escreveram sobre o formato dos para-
fusos, apresentando algumas questões interessantes:

1. “Num parafuso, o polígono presente é sempre regular.”


Isso se dá por uma razão simples: seria muito inconveniente apertar
e desapertar um parafuso que não fosse regular, pois a chave precisa-
ria ser especial para aquele parafuso e ela voltaria a se encaixar
somente após uma rotação de 360º, como mostra a figura:

2. “O parafuso mais conveniente é o sextavado.”

Parafuso sextavado Outros tipos de parafusos

“Com o parafuso sextavado, completamos um passo da rosca após


seis movimentos de 60º cada um.

60º

Quando um mecânico está consertando um defeito qualquer numa


máquina, por exemplo num automóvel, muitas vezes ele tem pouco
espaço para trabalhar (em geral em posições desconfortáveis). Por
essa razão, dos três parafusos apresentados, o mais cômodo é o
hexagonal, pois é o que pode ser apertado ou desapertado com giros
menores (60º), isto é, com movimentos mais curtos do braço.”
Exercício 1 Exercícios
A U L A
Reproduza estas malhas, crie um padrão e forme um mosaico com ele.

43

Exercício 2
Descubra a medida dos ângulos das figuras abaixo. Observe que:
l a primeira é um pentágono formado por um triângulo equilátero e um
quadrado;
l a segunda é um losango formado por dois triângulos equiláteros.

Exercício 3
O losango é um polígono regular? Por quê?

Exercício 4
O octógono é um polígono de 8 lados. Desenhe um octógono, escolha um
de seus vértices e trace todas as diagonais que “saem” desse vértice.
Depois,
responda às perguntas:

a) Em quantos triângulos o octógono ficou dividido?

b) A soma dos ângulos de todos esses triângulos é igual à soma dos


ângulos desse octógono?

c) Quanto dá, então, a soma dos ângulos de um octógono?

O Exercício 4 foi extraído do Jornal do Telecurso 1º Grau. Fundação Roberto Marinho,


Ministério da Educação e Cultura, Fundação Universidade de Brasília,1989.
A U L A Exercício 5
Ao desenhar um polígono, podemos, em geral, escolher um dos vértices e

43 traçar as diagonais que “saem” desse vértice, como mostram as figuras:

Agora, com base nessa informação, complete a tabela abaixo:

NÚMERO DE NÚMERO DE NÚMERO DE SOMA DE


LADOS DO DIAGONAIS QUE TRIÂNGULOS TODOS OS ÂNGULOS
POLÍGONO “ SAEM” DE FORMADOS DO POLÍGONO
CADA VÉRTICE
3 0 1 180º
4 1 2 360º
5
6
7
8
9
10

Exercício 6
Após preencher a tabela, observe-a com bastante atenção e responda: existe
uma relação entre “o número de lados do polígono” e “o número de
triângulos formados”? Qual é essa relação?

Exercício 7
Imagine um polígono com n lados, sendo n um número inteiro e maior que
3. Escolha um de seus vértices e imagine-se traçando todas as diagonais que
“saem” desse vértice.
a) Escreva uma expressão que indique o número de triângulos formados
nesse polígono de n lados que você imaginou.
b) Escreva uma expressão que indique como você poderia calcular a soma de
todos os ângulos desse polígono de n lados.
AUU
A L AL A

44
44
A linguagem
matemática

O bserve o texto abaixo. Ele foi extraído de


um livro de geometria chinês. Veja se, mesmo sem saber chinês, você
Para pensar

consegue entender o tema do texto, ou seja, sobre o que o texto fala. O que
está sendo demonstrado?
Nossa
A U aula
L A Ao procurar num dicionário a palavra linguagem
linguagem, você encontra várias
definições. Veja duas delas, encontradas no Novo Dicionário Aurélio da

44 Língua Portuguesa:

linguagem. 1. O uso da palavra articulada ou escrita como meio de


expressão ou da comunicação entre pessoas. 2. O vocabulário especí-
fico usado numa ciência, numa arte, numa profissão etc.

Como você pode ver, a linguagem é uma forma de expressar determi-


nada idéia. Na vida prática, existem diferentes maneiras de comunicar as
idéias: pela linguagem falada, pela escrita, pela musical etc.
A Matemática também criou uma forma de comunicação. Ela se utiliza
de uma linguagem universal para transmitir suas idéias de maneira simples,
curta e precisa.

l Simples e curta porque com apenas alguns símbolos ela pode expressar
frases que, se escritas na linguagem corrente, usariam maior quantidade de
símbolos. Por exemplo, a frase:

Dois somado com três é igual a cinco,

se escrita na linguagem matemática, usa apenas cinco símbolos, que


podem ser compreendidos por qualquer pessoa familiarizada com os
símbolos matemáticos:
2+3=5

l Precisa porque deve indicar uma idéia com precisão, com exatidão, isto é,
sem falhas.

O uso de letras na Matemática

Além dos algarismos e dos sinais de operação (+, -, ´, ¸ : , , etc), a


linguagem matemática também utiliza letras em sua comunicação. Veja alguns
exemplos:

EXEMPLO 1

Considere as multiplicações do múmero 1 por outros números:

1 . 0=0
1 . 1=1
1 . 2=2
1 . 3=3

Você já deve ter percebido que o número 1 multiplicado por um número


qualquer sempre resulta nesse número
número. Daí, podemos usar uma letra para
representar esse fato:
1 . x=x
onde a letra x está representando um número qualquer
qualquer.
EXEMPLO 2 A U L A

Considere dois números quaisquer cuja soma seja igual a 5.Esse fato
pode ser representado por:
44
a+b=5

onde a e b representam os números que somados dão 5.

EXEMPLO 3
As propriedades da adição ou da multiplicação também podem ser expressas
por letras. É o caso, por exemplo, da propriedade distributiva da multipli-
cação sobre a adição
adição, que você já aprendeu e que pode ser representada
por:

a · (b + c) = a · b + a · c

onde as letras a , b e c representam números quaisquer.

Vejamos agora uma outra situação. Observe:

0+0=0 . 0
2+2=2 . 2

Será que esses exemplos são suficientes para afirmar que x + x = x . x?


Basta escolher um exemplo bem simples para verificar que não não: 1 + 1 não
é igual a 1 . 1.
Portanto, como esse fato não é válido para qualquer número, não podemos
escrever que x + x = x · x.

O uso de letras na geometria

As letras também podem ser usadas para indicar algumas “fórmulas” da


geometria. Por exemplo:

l A área de um quadrado pode ser expressa por l ²² , onde l representa o lado


desse quadrado.

l lado = l
área = l . l = l²
l
l A área de um retângulo pode ser expressa por a · b
b, onde a e b representam
as dimensões do retângulo. O perímetro do retângulo pode ser expresso
por 2a + 2b ou 2 (a + b)
b).

l A soma dos ângulos internos de um polígono convexo qualquer pode ser


expressa por (n - 2 ) · 1 8 0 ºº. Volte à Aula 43 e veja o que significam a letra
n e a expressão n - 22.
A U L A A linguagem matemática e a resolução de problemas

44 A linguagem matemática tornou-se, hoje em dia, um instrumento impor-


tante para resolver problemas. Com ela podemos traduzir os dados do problema
que estão em linguagem corrente, ou seja, podemos equacionar o problema.
Nos exemplos seguintes, há uma tabela com o problema em linguagem corrente
e sua tradução para a linguagem matemática. Veja:

EXEMPLO 1

EM LINGUAGEM CORRENTE EM LINGUAGEM MATEMÁTICA

x
A metade de um número é igual a 6. =6
2

Qual é esse número ? x=?


x
A solução desse problema é a solução da equação matemática 2 = 6 . No
momento, não vamos aprender a resolver equações. Nosso objetivo,
agora, é apenas saber o q u e é e para que serve a linguagem matemá-
tica.
EXEMPLO 2

EM LINGUAGEM CORRENTE EM LINGUAGEM MATEMÁTICA

Uma pessoa tinha uma determinada x


quantia de dinheiro.

No primeiro mês gastou 100 reais. x - 100


x - 100
No segundo mês gastou metade do 2
que sobrou,

ficando com 80 reais. 80

Qual era a quantia inicial? x=?


x - 100
x = 100 + + 80
2
{
{
{

gastou no gastou no sobrou


1º mês 2º mês

Para descobrir o valor de x , basta resolver a última equação. Mas, como já


dissemos, esse não é o nosso objetivo no momento.
Exercício 1 Exercícios
A U L A
Escreva as seguintes frases em linguagem matemática:

a) O dobro de um número. 44
b) O triplo de um número.

c) Um número menos sete.

d) Metade de um número, mais um.

Exercício 2
Como você escreveria em linguagem matemática as frases seguintes?

a) A ordem dos fatores não altera o produto.

b) A ordem das parcelas não altera a soma.

Exercício 3
Considere um retângulo cujo perímetro é 20 cm.

a) Escreva, em linguagem matemática, uma expressão para representar


esse fato.

b) Dê alguns exemplos para as medidas das dimensões desse retângulo.

Exercício 4
Complete a frase:

Sempre que o desconto é de 50%, pagamos apenas metade do preço. Se o


preço é x , pagamos ........................
A UA UL L AA

45
45
O círculo e o número p

Para pensar O círculo é uma figura geométrica bastan-


te comum em nosso dia-a-dia. Observe à sua volta quantos objetos circulares
estão presentes: nas moedas, nos discos, à mesa de refeição...

Agora pense, o que você faria para:


l riscar no tecido o contorno de uma toalha de mesa redonda?
l desenhar um círculo no seu caderno?
l marcar o limite das escavações de um poço no chão?

Nossa aula Quando falamos em círculo, ninguém tem dúvida quanto ao formato dessa
figura geométrica. No entanto, em geometria, costuma-se fazer uma pequena
distinção entre círculo e circunferência, sobre a qual você já deve ter ouvido
falar.
A superfície de uma moeda, de uma pizza ou de um disco é um círculo
círculo.
Quando riscamos no papel ou no chão
apenas o contorno do círculo, este con-
torno é chamado circunferência
circunferência.
O compasso é um instrumento utili-
zado para desenhar circunferências
circunferências.
Como você pode ver na figura ao lado, o
compasso possui duas “pernas”. Uma
delas tem uma ponta metálica, que deve
ser assentada no papel, no local que será
o centro da circunferência. A outra pon-
ta, com o grafite, deve ser girada para
obter o traçado da circunferência. A U L A
Antes de traçar uma circunferên-
cia, devemos decidir qual será a aber-
tura entre as pernas do compasso. A
distância entre as duas pontas do com-
45
passo define o raio da circunferência.
Agora, pegue um compasso e trace
uma circunferência. Repare que todos
os pontos da circunferência que você
riscou no papel estão a uma mesma
distância do centro
centro. Essa distância é
o raio
raio.
Com essas informações, você consegue improvisar seu compasso. Utilizan-
do uma tachinha, um barbante e um giz você pode riscar uma circunferência no
chão ou no tecido. Os operários, jardineiros e pedreiros, por exemplo, costumam
usar uma corda e duas estacas.

Algumas definições importantes

Corda é o segmento que une dois pontos quaisquer da circunferência.


Diâmetro é uma corda que passa pelo centro da circunferência.
etro
da
cor

diâm

Observe que o diâmetro é sempre a corda maior: como é a corda que passa
pelo centro
centro, sua medida é igual a duas vezes a medida do raio. Veja a figura:

Rai r
o
Rai r
Diâ o
met d
ro

d=2.r
A U L A
Assim, se você precisar medir a maior distância entre dois pontos de uma

45 circunferência, deve medir o diâmetro


diâmetro, ou seja, o seu instrumento de medida
(régua, trena ou fita métrica) deve passar pelo centro da circunferência.
Em alguns casos, porém, apenas uma parte da circunferência é utilizada.
Esta parte da circunferência, delimitada por dois pontos quaisquer, é chamada
arco de circunferência. arco

_
®
P
cord
a
Q

Para simbolizar a corda que une os pontos


P e Q, utilizamos a notação de segmento de reta,
semicircunferência AB
ou seja, corda PQ.
Por outro lado, o arco também começa em
P e termina em Q mas, como você pode ver, a
corda e o arco são diferentes e por isso a
simbologia também deve ser diferente. Para o
arco, usamos PQ.
Da mesma forma que a maior corda é o diâmetro AB
diâmetro, o maior arco é aquele que tem as
extremidades em um diâmetro. Esse arco é
chamado semicircunferência, e a parte do cír-
culo correspondente é chamada semicírculo.

O comprimento da circunferência

Quanto maior for o raio (ou o diâmetro) de uma circunferência maior será
o seu comprimento. É fácil perceber isso. Imagine que você vai caminhar em
torno de uma praça circular: você andará menos em uma praça com 500 metros
de diâmetro do que numa praça com 800 metros de diâmetro.
No exemplo abaixo, cada uma das três circunferências foi cortada no ponto
marcado com uma tesourinha, e a linha do traçado de cada uma delas foi
esticada.

Como já sabemos que o diâmetro e o comprimento de uma circunferência


estão relacionados, vamos a seguir compará-los.
Descobrindo uma relação A U L A

Usando diferentes objetos com a forma circular, vamor medir o comprimen-


to das circunferências (das bordas) e de seus diâmetros. Tente medir objetos 45
circulares variados, como um copo ou uma mesa redonda.
Você pode estar se perguntando: “Mas como medir a linha curva?”.
Um barbante ou uma fita métrica pode servir. Acompanhe este exemplo:

l Pegue um copo e um pedaço de


barbante. Coloque o copo com a
boca para baixo e contorne a bor-
da do fundo do copo com o bar-
bante. Marque com uma caneta o
ponto do barbante que toca o seu
começo. Então estique o barbante
e meça com a régua o compri-
mento do começo do barbante
até a marquinha que você fez.

l No copo que nós utilizamos, essa


medida foi de 15,5 cm ou 155 mm.

l Agora meça o diâmetro. Não es-


queça que qualquer diâmetro
tem a mesma medida e que o
diâmetro passa pelo centro. Aqui
obtivemos 4,9 cm ou 49 mm.

Para saber quantas vezes o comprimento da circunferência é maior que o


diâmetro, vamos dividir a medida da circunferência pela medida do diâmetro.
Usando uma máquina de calcular encontramos o seguinte resultado:

comprimento 155mm
= = 3,16
ê
diametro 49mm

Observe que, nesse e nos próximos exemplos, utilizamos apenas duas casas
decimais no resultado das divisões.
Vamos repetir a experiência do copo com outros objetos do nosso dia-a-dia.

Medindo uma ficha telefônica,


encontramos aproximadamente
69 mm para o comprimento da circun-
ferência e 22 mm para o diâmetro.

comprimento 69mm
= = 3,13
ê
diametro 22mm
A U L A Observe as medidas que obtivemos com vários objetos:

45 OBJETO

tampo de mesa
COMPRIMENTO

3,10 m
DIÂMETRO

1m
COMPRIMENTO
DIÂMETRO
3,10
pires de xícara 47 cm 15 cm 3,13
prato de refeição 73,5 cm 23,4 cm 3,14
pirex de vidro 84,8 cm 27 cm 3,14
fundo de copo 155 mm 49 mm 3,16
ficha telefônica 69 mm 22 mm 3,13

Ao dividir a medida do comprimento da circunferência pela medida de seu


diâmetro, encontramos sempre um número um pouco maior do que 3. Na
realidade, esse número é sempre o mesmo e vale aproximadamente 3,143,14.
Na prática, de acordo com os exemplos, não obtivemos o resultado 3,14 em
todas as divisões. Isso ocorre porque é impossível obter medidas exatas com
os métodos que utilizamos. Da mesma forma que nossas medições são aproxi-
madas, o resultado das divisões também é uma aproximação.

Atenção!
Esse é um resultado muito importante em Matemática. Esse número
tão útil e importante é chamado pi e simbolizado pela letra grega p (que
já existe em muitas calculadoras).

Conclusão
comprimento da circunferência C
= = pp
diâmetro da circunferência d
O cálculo da medida do comprimento de uma circunferência, quando
conhecemos a medida de seu raio, pode ser feito por meio da relação acima.
Note que d = 2r, logo:
C C
= pp_
® p ® C =pp ×
= p_ . 2r
2r ou C = 2 pp r
d 2r

Um pouco de Arquimedes, que viveu por volta de 287 a 212 anos antes de Cristo, foi um
História gênio da Matemática e da Física, além de grande construtor de máquinas de
guerra. Ele desenvolveu muitos estudos para obter um cálculo aproximado de p.
Sabia que a divisão do comprimento de uma circunferência por seu diâmetro é
um número constante, qualquer que seja o tamanho da circunferência.
Para calcular o número p, Arquimedes aproximou polígonos por dentro e
por fora da circunferência e mediu os perímetros. Quanto maior era o número
de lados do polígono mais ele se aproximava da medida da circunferência.
O valor utilizado para p foi, durante muitos anos, o número aproximado
obtido por Arquimedes: 22 = 3,142857142857...
7

6 lados 8 lados 12 lados


Para você saber mais A U L A

Descobriu-se, posteriormente, que o número p não pode ser representado


por uma fração e que ele tem infinitas casas decimais. O número p é exemplo de 45
um tipo de número chamado irracional
irracional.
Há cem anos aproximadamente, o matemático William Shanks calculou o
número p com 707 casas decimais. Para realizar essa tarefa, precisou de 15 anos!
Atualmente os supercomputadores são capazes de apresentar o número p
com milhares de casas decimais em apenas alguns minutos.
p = 3,14
3,1415926535897932384626433832795028...
Na prática, usa-se apenas 3,14 ou 3,1416 para aproximar o valor de p.

Exercício 1 Exercícios
Usando um compasso, desenhe uma circunferência com um raio de 5 cm.
Exercício 2
Usando um compasso, desenhe uma circunferência com diâmetro de 10 cm.
Exer cício 3
Exercício
Desenhe duas circunferências com o mesmo centro e com os raios medindo
4 cm e 6 cm. Qual delas tem o maior comprimento?
Exercício 4
Numa bicicleta em que o raio da roda é de 26 cm, qual será, aproximada-
mente, o comprimento da circunferência da roda?
E xercício 5
Medindo uma circunferência com fita métrica graduada obtivemos 62,8 cm
de comprimento. Qual a medida do diâmetro dessa circunferência?
Exercício 6
Complete a tabela abaixo:

RAIO =r DIÂMETRO =d COMPRIMENTO = 22prr


2 4 4 . 3,14 = 12,56
1
5
18,84

Exercício 7
Se uma circunferência tem 18,84 m de comprimento, qual o comprimento da
semicircunferência dela obtida?
Ex ercício 8
Exercício
Agora imagine uma circunferência de 18,84 m de comprimento que foi
dividida em 4 arcos do mesmo tamanho. Qual o comprimento de cada
um dos arcos?
Exercício 9
Numa circunferência de 1 cm de raio, quanto mede a maior corda que
podemos desenhar?
Ex ercício 10
Exercício
Desenhe uma circunferência e divida-a em apenas dois arcos.
A UA UL L AA

46
46
Novamente frações

Para pensar U ma pessoa vai viajar para uma cidade a


220 km de distância de onde mora. Planeja fazer duas paradas para descansar.
Quais serão as distâncias das paradas (incluindo a partida e a chegada),
sabendo que elas deverão ser aproximadamente iguais? Faça um gráfico da
estrada, marcando as paradas.

Nossa aula Sabemos que, quando dividimos um número inteiro por outro, podemos
encontrar como quociente um número inteiro ou um número decimal. Por
exemplo:
20 ¸ 5 = 4
100 ¸ 40 = 2,5
Vejamos, agora, o que acontece quando dividimos 41 por 9:

41 9
450 4,555......
4550
45550
455550 ....

Se continuarmos a conta, encontraremos sempre o algarismo 5 no quociente,


e o resto será sempre o mesmo (5).
Se fizermos essa conta numa máquina de calcular, aparecerá no visor o
número 4.5555555 (ou seja, 4,5555555). Nesse caso, o algarismo 5 aparece
repetido 7 vezes. Se a mesma conta for feita numa máquina maior, encontra-
remos um resultado com o algarismo 5 repetido mais vezes (9 ou 11 vezes).
Concluímos, então, que a divisão de 41 por 9 nunca termina e que os pontos
indicam que o algarismo 5 se repete indefinidamente.
O número 4,555... é chamado de dízima periódica e o algarismo 5 é o
período da dízima.
Podemos também representar a dízima periódica colocando um traço sobre
o período: 4,5 .
Como essa dízima foi gerada pela divisão 41 ¸ 9, que pode ser escrita em
forma de fração, como 41 , dizemos que a geratriz da dízima periódica é a
9
fração 41 .
9
Vejamos outros exemplos de geratrizes e as respectivas dízimas periódicas: A U L A

46
17
= 17 ¸ 9 = 1, 8 ® O período é 8,
9
a parte inteira é 1.
7
33
= 7 ¸ 3 = 0, 21 ® O período é 21,
a parte inteira é zero.
Nesses dois exemplos, os períodos aparecem logo após a vírgula. Elas são
chamadas de dízimas períodicas simples
simples.
As dízimas nas quais aparece um outro número entre a vírgula e o período
são chamadas de dízimas periódicas compostas
compostas. Por exemplo:

1,4888 ... O período é 8,


® a parte não-periódica é 4,
a parte inteira é 1.

0,3272727 ... O período é 27,


® a parte não-periódica é 3,
a parte inteira é zero.
Os números que vimos até agora podem ter muitas representações, como:
5 10
l 5; V; 5,0; ; ...
1 2

8 4 80
l 0,8; 0,80; ; ; ...
10 5 100

6 2 8
l 0,666...; ; ; ...
9 3 12

1 2 3 4
l ; ; ; ...
3 6 9 12

Além disso, observamos que todos esses números podem ser representados
em forma de fração. Eles são chamados números racionais
racionais.
Vamos conhecer, agora, um número diferente: um número decimal com
infinitas casas decimais mas sem um período. Veja este exemplo:

0,10110111011110 ....

Será que você pode concluir como serão as casas decimais seguintes?
A parte decimal começa com 1 seguido de zero, depois 11 seguido de zero,
depois 111 seguido de zero e assim por diante. Ou seja, o número nunca terá um
fim nem um período. Ele não é um número racional.
Um número desse tipo é chamado de número irracional irracional. Um número
irracional não é resultado de nenhuma divisão de números inteiros; ele não pode
ser escrito em forma de fração.
Você viu, na aula anterior, um número irracional muito conhecido, o número p,
que vale aproximadamente 3,1416.
Você verá mais adiante, em outra aula, exemplos de números irracionais que
surgem naturalmente em muitos cálculos matemáticos.
Exercícios
A U L A Exercício 1
Escreva a representação decimal de:

46 a) 13
99
b) 7
20

c) 56 d) 64
9 15

Exercício 2
Efetue as divisões com quociente decimal:

a) 1 ¸ 9 b) 2 ¸ 9 c) 3 ¸ 9

Exercício 3
Agora, sem efetuar a conta, dê o resultado decimal de:

a) 4 ¸ 9 b) 5 ¸ 9 c) 6 ¸ 9

Exercício 4
Ao lado de cada número, escreva se sua representação decimal é finita
finita,
infinita e periódica ou infinita e não-periódica
não-periódica:

a) 17 c) 0, 35 e) 4
5 6
b) 3,45 d) 0,12131415... f) p

Exercício 5
Diga se estes números são racionais ou irracionais
irracionais:

a) 4 c) 4,33 e) 4,330

b) 4,333 ... d) 1,010010001 ... f) 0


AUU
A L AL A

47
47
Números
proporcionais

A distância entre Rio de Janeiro e São Paulo


é de 400 km. Qual é a distância entre as duas cidades em um mapa feito na
Para pensar
escala de 1 : 200.000?

Se uma caixa d’água produz uma sombra de 20 m e um homem com 1,80 Nossa aula
m de altura produz uma sombra de 1,20 m, medidas no mesmo local e na mesma
hora, qual é a altura da caixa?
Comparando o comprimento da sombra do homem com sua altura, medidos
em centímetros (cm), encontramos:

120 2
= , depois de simplificar a fração.
180 3

A divisão é uma das formas que usamos para comparar dois números.
Dizemos que a razão entre o comprimento da sombra e a altura do homem é de
2
3
ou 2 : 33, que se lê 2 para 3.

Como as medidas foram feitas na mesma hora e no mesmo local, a razão entre
2
o comprimento da caixa d’água e sua altura também será 3 .

20m 2
=
? 3

20 2
A altura da caixa d’água é igual a 30 m, pois a razão 30
é igual a 3
.

No caso de mapas geográficos, plantas de casas ou maquetes de projetos, a


escala determina a relação entre as medidas de um desenho e as medidas reais
que correspondem a ele.
A U L A EXEMPLO 1

47 A planta de uma sala retangular está desenhada na escala 1 : 100. Determi-


ne as medidas reais dessa sala.

6 cm

8 cm

1
escala: ou 1:100
100

A razão entre as medidas que aparecem na planta da sala e as medidas reais


1
é d e 1 : 100 ou 100 (lê-se 1 para 100
100), o que significa que as medidas reais são
100 vezes maiores do que as medidas assinaladas na planta.
Para determinar as medidas reais da sala, vamos multiplicar as medidas da
planta por 100:

6 cm . 100 = 600 cm = 6 m

8 cm . 100 = 800 cm = 8 m
1

As medidas reais da sala são, portanto, 6 m e 8 m


m.

O mesmo deveria ser feito com qualquer outra medida que aparecesse na
planta, como, por exemplo, largura e altura de portas e janelas.

Vimos que uma razão compara dois números pela divisão.


Quando encontramos uma igualdade entre duas razões, a
r e l a ç ã o m a t e m á t i c a é c h a m a d a d e proporção, e dizemos
que as quantidades medidas são proporcionais proporcionais.
EXEMPLO 2 A U L A

Uma pessoa viaja 120 km em 2 horas. Quantas horas levará a mesma pessoa
para percorrer 180 km com a mesma velocidade? 47
120 180
=
2 ?

Essa igualdade é uma proporção


proporção, e os números que medem as distâncias
e o tempo são proporcionais
proporcionais. Quanto maior a distância, maior será o tempo
para percorrê-la.
Como calcular o número que não se conhece na proporção desse exemplo?
Vamos recordar algumas proporções que já conhecemos:

a) 2 = 6 b) 3 = 24
3 9 4 32

É fácil verificar que:

a) 2 . 9 = 18 b) 3 . 32 = 96
3 . 6 = 18, logo 2 . 9 = 3 . 6 4 . 24 = 96, logo 3 . 32 = 4 . 24

Acabamos de chegar a uma propriedade muito importante e bastante usada


em Matemática:

Numa proporção, os produtos do numerador de uma fração


pelo denominador da outra fração são iguais.

Voltando ao exemplo, podemos agora determinar o termo desconhecido da


120 180
proporção 2 = ? .
Substituindo o ponto de interrogação (?) pela letra x
x, que é usada em lugar
do termo desconhecido (Aula 44),

120 180
=
2 x

e aplicando a propriedade que vimos anteriormente:

120x = 2.180
120x = 360
x = 360 : 120 (Aplicando operação inversa)
x = 3

A pessoa levará 3 horas para percorrer os 180 km.


Exercícios
A U L A Exercício 1
Nesta tabela, devemos encontrar vários pares de números A e B. Complete

47
6
a tabela de modo que a razão de A para B seja sempre o número 7 .
A A
A B RAZÃO RAZÃO NA FORMA MAIS SIMPLES
B B
12 6
a) 12 14
14 7
b) 21

c) 30

d) 100

e) 100

Exercício 2
Numa sala de aula há 30 alunos, dos quais 12 são meninas:

a) Qual a razão do número de meninas para o total de alunos da turma?

b) Qual é a razão do número de meninos para o total de alunos da turma?

c) Qual é a razão do número de meninas para o número de meninos?

Exercício 3
Determine o valor de x em cada uma das seguintes igualdades de modo que
elas se tornem verdadeiras:

a) 20 = x
8 6

b) 14 = x
30 90

c) x = 75
3 15

d) x = 36
4 27

Exercício 4
A planta de uma casa foi feita em escala de 1 : 50. Quanto medirá na planta
uma parede que mede 20 m?

Exercício 5
Quanto custam 12 canetas se 4 custam R$ 3,50?
Sugestão
Sugestão: Estabeleça o preço usando o conceito de proporção.
AUU
A L AL A

48
48
O Teorema de Tales

l A estaca tem 1,50 m e sua sombra 2,20 m. A sombra do poste mede 4,90 m. Para pensar
Qual é a altura do poste?

l A massa de um bloco de gelo é de 13 kg. Se 10% do gelo derreter, de quanto


passará a ser a sua massa?

l Com um par de esquadros, desenhe um feixe de 5 retas paralelas. Depois,


trace sobre elas 2 retas transversais que não sejam paralelas entre si. Meça os
segmentos determinados nas retas transversais. Eles são proporcionais?

As pirâmides do Egito Nossa aula


As pirâmides egípcias são monu-
mentos grandiosos. A técnica empre-
gada em suas construções até hoje
fascina o homem.
A pirâmide de Qué ops, no Egi-
to, foi construída por volta de 2.500
anos antes de Cristo.
Considerada uma das grandes
maravilhas do mundo antigo,
Quéops tem aproximadamente 150
metros de altura. Sua base é um qua-
drado cujos lados medem cerca de
230 metros.
A U L A Tales e a pirâmide

48 O filósofo e matemático Tales nasceu na cidade de Mileto, na Grécia antiga,


por volta do ano 585 a.C.
Há muitas lendas e histórias sobre ele. Diz-se que, ao ser interrogado sobre
o que era difícil, Tales respondeu: “Conhecer a si mesmo”. O que era fácil: “Ser
dirigido por outro”. Agradável: “Seguir a própria vontade”. Divino: “Aquilo
que não tem começo nem fim”.
Tales passava grande parte do tempo viajando, como era comum aos sábios
daquela época. Em uma de suas viagens ao Egito, passou a ser prestigiado pelo
faraó Amásis por ter medido a altura de uma pirâmide sem precisar escalá-la.

Para isso, Tales fincou uma estaca verticalmente no chão. Concluiu que, no
momento em que o comprimento da sombra da estaca fosse igual ao comprimen-
to da estaca, a altura da pirâmide seria igual ao comprimento da sombra da
pirâmide mais metade da medida da base.
A altura da pirâmide é a distância do vértice V à base. Observe a figura
abaixo: a altura é a medida do segmento VH .

V
ra
io
so
la
r

H
{
{

metade da base comprimento


da sombra
Tales e a Matemática A U L A

Para medir a altura da pirâmide, Tales baseou-se em alguns fatos:


1. Quando dois triângulos têm os ângulos iguais, então seus lados 48
correspondentes formam uma proporção.

c b
z y
a b c
= =
x y z
a x

2. Os raios solares são paralelos.

E, nesse caso, Tales também sabia que os ângulos de incidência dos raios
solares num mesmo instante tinham todos a mesma medida.

a a
H P B C

Tales imaginou um triângulo formado pela altura da pirâmide, a metade da


base mais o comprimento da sombra da pirâmide e um raio solar ligando o
vértice da pirâmide ao final da sombra, como mostra a figura acima. Imaginou
também um outro triângulo formado pela estaca, sua sombra e um raio solar.
Esses dois triângulos imaginários tinham, cada um deles, um ângulo reto
e um ângulo de mesma medida (a a ). Nesse caso, Tales sabia que as medidas dos
lados desses triângulos eram proporcionais. Então:
VH AB
=
HP BC
Com esse método, Tales inaugurou o processo de medida indireta, muito
utilizado ainda hoje na astronomia e na medição de distâncias que aparentemente
não podemos alcançar, como a altura de montanhas, árvores e monumentos ou
a largura de grandes rios e lagos.
A U L A O Teorema de Tales

48 São atribuídas a Tales muitas descobertas geométricas, entre as quais um


teorema com seu nome. Veja o que diz esse teorema:

Duas retas, m e n, cortam três retas parelelas a , b e c. Nessas


segmentos
condições, os seg mentos de medidas x, y, z e w são proporcionais.
x z
Assim: = m n
y w

x z
b

y w

Uma aplicação do Teorema de Tales

Na planta de um loteamento, está faltando a medida do lado dos fundos do


lote B, conforme a figura:

Rua das Marrecas

Rua dos Gansos


30 m
m

lote A
24
eC
lot

20 m

lote B
x

Representando por x a medida que desejamos calcular e usando o Teorema


de Tales, podemos descobrir essa medida sem efetuar medições. Como as
laterais são paralelas, temos:
20 x
=
30 24
E, fazendo uma simples regra de três:

30 x = 20 . 24
x = 16

Assim, sem efetuar medições, concluímos que o lado dos fundos do lote B
mede 16 metros.
Uma forma mais geral do Teorema de Tales A U L A

Considere um feixe de retas paralelas com duas transversais, como


mostra a figura: 48
a x

b y

c w

d z

Os segmentos de medidas a, b, c, d e x, y, w, zz, determinados nas retas


transversais, formam segmentos proporcionais:

a b c d
= = =
x y w z

Uma outra aplicação do Teorema de Tales

Para encontrar a solução de problemas de cálculo de distâncias aparente-


mente impossíveis, os antigos usavam instrumentos de medida de ângulos na
vertical e na horizontal.
Hoje em dia, os topógrafos usam o teodolito
teodolito, um instrumento que mede
ângulos, distâncias e diferenças de nível.
A U L A Veja na figura abaixo como funciona o teodolito na medição da altura de uma
árvore. O teodolito deve ser afastado até que o ângulo de visão da horizontal

48 com o topo da árvore seja de 45º. Quando isso ocorrer, basta medir a distância
da árvore até o teodolito. Essa medida será igual à medida da altura da
árvore. C

45º B
A

Isso ocorre porque se comparou o triângulo imaginário


com um triângulo retângulo e isósceles que tem os catetos
com a mesma medida.

Outras descobertas geométricas atribuídas a Tales

l O diâmetro divide o círculo em duas partes iguais.


l Ângulos opostos pelo vértice têm medidas iguais.

l Os ângulos da base de um triângulo isósceles têm medidas iguais.


l O ângulo inscrito numa semicircunferência é reto.
Exercícios
A U L A
Exercício 1
Nas figuras abaixo, calcule o valor de x (as retas a, b e c são paralelas).
48
a)
a

x 2,4
b
1,4 1,2
c

a b c

b) 4
6

Exercício 2
A planta abaixo mostra as medidas de dois terrenos. Calcule as medidas de
suas frentes, sabendo que as laterais são paralelas e que a medida de AB é
90 metros. 30 m 45 m

y
B
x
A

Exercício 3
Observe o desenho abaixo e descubra qual deve ser o comprimento da ponte.
A
9m
10 m
E
D 18 m

B
A U L A
Exercício 4

48 A imagem de uma foto é, em geral, semelhante ao que se vê na realidade.


Imagine que o desenho abaixo seja uma foto. Que proporção você pode
estabelecer entre a altura do coqueiro, a altura da pessoa e suas respectivas
sombras?
AUU
A L AL A

49
49
Figuras semelhantes

D esenhe uma ampliação da figura abaixo,


utilizando o restante da parte quadriculada do quadro de modo que as dimen-
Para pensar
sões da figura original sejam duplicadas.

Agora faça outra ampliação da mesma figura utilizando o quadriculado


abaixo. O que você deve fazer para que essa nova ampliação seja também uma
duplicação?
Nossa
A U aula
L A Quando ampliamos ou reduzimos uma figura em uma proporção constante,
sem modificar a sua forma, a nova figura e a figura original são chamadas de

49 figuras semelhantes
semelhantes. Observe os quadriláteros abaixo. Eles são semelhantes?

(2)
(1)

(3)

Sim, eles são realmente semelhantes. O quadrilátero 2 é uma redução e o


quadrilátero 3 é uma ampliação do quadrilátero 1 .
Observe que os ângulos correspondentes possuem as mesmas medidas.
Confira com um transferidor. Os lados correspondentes foram ampliados ou
reduzidos sempre na mesma proporção.
De 1 para 2 , reduzimos cada lado à metade do tamanho original. De 1 para 3 ,
ampliamos cada lado para o dobro do tamanho original.
Para que duas figuras sejam semelhantes elas não precisam estar na mesma
posição. No exemplo abaixo, todos os quadriláteros são uma ampliação do
quadrilátero ABCD original.

A2 D2 C3
A B C4 D4

C D B3
A1 B1 B2
B4 A4

C2 A3 D3
C1 D1

Se você comparar a medida de qualquer um dos lados do quadrilátero ABCD


com a medida de seu correspondente nos outros quadriláteros, vai verificar que:

AB BC CD DA 1
= = = =
A1B1 B1C1 C1D1 D1A1 2

A razão constante entre lados correspondentes de figuras semelhantes é


conhecida em Matemática como razão de semelh ança e é comum utilizarmos
semelhança
1
a letra k para simbolizá-la. Dizemos então que k = 2 , neste exemplo.
O que é escala? A U L A

Em muitos casos, a razão de semelhança é chamada de escala


escala. Quando
desenhamos a planta de uma casa, observamos a maquete de um prédio ou 49
estudamos um mapa, é comum encontrarmos a palavra escala
escala. Tal como na
planta do exemplo abaixo.

Bº V

Quarto

Cozinha

Quarto

Sala

1
Escala:
200

1
Esta escala 1 : 200 = 200 significa que cada 1 cm da planta equivale, na
realidade, a 200 cm ou 2 m na casa de verdade.

Você pode verificar com sua régua que, na planta, a largura da sala é 1,7 cm
e que o comprimento é de 2,3 cm. Para encontrarmos as medidas reais da sala,
basta multiplicarmos as medidas por 200.

MEDIDAS DA SALA
0
NA PLANTA
MEDIDAS REAIS DA SALA

largura 1,7 cm 1,7 cm · 200 = 340 cm = 3,40 m

comprimento 2,3 cm 2,3 cm · 200 = 460 cm = 4,60 m


A U L A A Geografia utilizando a Matemática

49 Observe o mapa abaixo. A escala é apresentada em um segmento de reta e


significa que cada centímetro do mapa é equivalente a 1.250 quilômetros.
Meça algumas distâncias com a régua e calcule, aproximadamente, a
distância real em quilômetros. Para isso, utilize a escala.
É desse modo, por meio de mapas e suas respectivas escalas, que a aviação
e a navegação planejam rotas de viagem, calculam distâncias e tempos de
percurso.
Obtendo figuras semelhantes A U L A

Sabemos, então, que duas figuras são semelhantes quando as duas condi-
ções abaixo são satisfeitas: 49
1 . os ângulos correspondentes têm a mesma medida; e
2 . as razões entre as medidas de lados correspondentes são iguais.

No início desta aula, você observou uma maneira de ampliar ou reduzir


figuras utilizando papel quadriculado.
Vamos mostrar a seguir outro método, também muito utilizado.

1. 2. 1. Escolhemos um pon-
to qualquer O .
O
O 2. Ligamos este ponto O
a vários pontos da
nossa figura.
3.
3. Medimos a distância
de cada ligação e obte-
mos novos pontos
multiplicando esta me-
O dida por uma constan-
te.

4. L i g a m o s o s n o v o s
pontos e está feita a
ampliação.

Este método pode ser utilizado para qualquer figura e o ponto O pode estar
em qualquer posição. Confira nos exemplos abaixo:

O O

O está dentro da figura O está em um dos vértices da figura


A U L A Para você saber mais

49 Vimos que duas condições devem ocorrer, ao mesmo tempo, para garantir
a semelhança entre figuras. No entanto, um caso muito especial de semelhança
ocorre quando as figuras são triângulos, pois basta verificar apenas uma das
condições, pois a outra ocorrerá automaticamente. Veja:

l se os lados são proporcionais, então os ângulos são iguais e os triângulos são


semelhantes; ou

l se os ângulos correspondentes são iguais, então os lados são proporcionais


e os triângulos são semelhantes.

Podemos então verificar apenas uma das condições para conferir se dois
triângulos são semelhantes. Mas, não esqueça, isto só ocorre com triângulos
triângulos.

Exercícios Exercício 1
Analise a planta da casa que aparece nesta aula e indique quais são as
medidas dos quartos.

Exercício 2*
Num mapa de guerra a escala era 1:100.000. No mapa, o alcance do míssil
era de 100 cm. Qual o alcance real do míssil em quilômetros?

Exercício 3 *
Um jogador de basquete mede 2,04 m. Para fazer propaganda de seu time,
fabricaram miniaturas do jogador. A escala é 1:12. Quanto mede a miniatura?

Exercício 4
Num banheiro retangular, é preciso trocar os azulejos do box. O box ocupa
1
4
do banheiro. O banheiro mede 6 m². Na planta, o banheiro está na es-
cala 1 : 30. Quanto mede o box na planta?

(*) Os Exercícios 2 e 3 foram extraídos do artigo “Alunos inventam problemas”, da


professora Sylvia Judith Hamburger Mandel, publicado na Revista do Professor de
Matemática, nº 26.
AUU
A L AL A

50
50
Proporção inversa

l Um automóvel com velocidade média de 60 km/h gasta 5 horas para Para pensar
percorrer a distância entre duas cidades. Quanto tempo levará para percor-
rer a mesma distância com a velocidade média de 100 km/h?

l Pegue uma folha de papel quadriculado e desenhe alguns retângulos de


área 36 (considere cada quadradinho como uma unidade de área). Anote
numa tabela os valores encontrados para as dimensões (comprimento e
largura) de cada um dos retângulos que você desenhou.
Observando a tabela, o que você pode afirmar sobre a variação dessas
dimensões?

Na Aula 47, você aprendeu que duas grandezas que mantêm entre si uma Nossa aula
relação de dependência podem variar proporcionalmente. Vamos ver um exem-
plo para “refrescar” a memória.
Uma receita muito simples, e às vezes bastante necessária, é a do soro
caseiro. Para fazer 1 litro de soro, basta:

1 litro de água filtrada (ou fervida)


1 colher (café) de sal
1
colher (café) de açúcar
2

E está pronto um soro muito útil nos casos de desidratação. Mas, o que essa
receita tem a ver com proporcionalidade? Observe a tabela:

QUANTIDADE DE ÁGUA SAL AÇÚCAR


SORO ( LITRO) ( COLHER DE CAFÉ) ( COLHER DE CAFÉ)

1 litro 1 1 12
2 litros 2 2 24
3 litros 3 3 36
4 litros 4 4 48

A quantidade de água, sal e açúcar são dependentes da quantidade de soro


caseiro que se deseja fazer.
A U L A É fácil perceber que, se desejamos dobrar a quantidade de soro, devemos
dobrar as quantidades de água, sal e açúcar. Dizemos, então, que as quantidades

50 de água, sal e açúcar são proporcionais, ou diretamente proporcionais


proporcionais.
Existem situações, porém, em que as grandezas mantêm entre si uma
relação inversamente proporcional. Mas, o que são grandezas inversamente
propor-cionais
propor-cionais?
Vejamos um exemplo. Viajando constantemente do Rio de Janeiro a São
Paulo, Mônica fez alguns cálculos e anotou o resultado numa tabela. Ela sabia
que a velocidade pode ser calculada dividindo-se a distância percorrida pelo
tempo gasto na viagem (v = e/t). Considerando a distância entre essas duas
cidades como sendo 400 km, ela fez a seguinte tabela:

DISTÂNCIA VELOCIDADE TEMPO


PERCORRIDA MÉDIA GASTO

50 km/h 8h

60 km/h 6h40min
400 km
80 km/h 5h

100 km/h 4h

Observe que à medida que a velocidade aumenta o tempo diminui


diminui.
Dizemos, então, que as grandezas velocidade e tempo mantêm entre si uma
relação inversamente proporcional
proporcional.
Observando um pouco mais a tabela podemos verificar que:

50 km/h . 8h

60 km/h . 6h 40min
= 400 km
80 km/h . 5h

100 km/h . 4h

Dizemos, então, que:

Duas grandezas são inversamente proporcionais quando os


valores x e y correspondentes a elas são tais que:
x . y = k,
onde k é u m vvalor
alor constante e positivo chamado constante de
proporcionalidade inversa.

Observação

No exemplo acima, a constante de proporcionalidade inversa (k


k) é
400 e a velocidade e o tempo são as variáveis x e y .
Vamos resolver juntos dois problemas com variáveis inversamente A U L A
proporcionais.

PROBLEMA 1 50
Numa pequena fábrica de uniformes escolares, 12 costureiras fazem um
determinado serviço em 5 dias. Mantendo o mesmo ritmo de trabalho, em
quantos dias 15 costureiras farão o mesmo serviço?

COSTUREIRAS DIAS

12 5

15 x

Observe que, nessas condições, as variáveis (costureiras e dias) mantêm


entre si uma relação inversamente proporcional.
proporcional Isto se dá porque, se
aumentamos o número de costureiras, o tempo gasto será menor, pois o
serviço é o mesmo. Então:

12 . 5 = 15 . x
60 = 15x
x = 4

O que significa que o serviço poderá ser feito em 4 dias.

PROBLEMA 2

Para encher uma caixa d'água cuja capacidade é de 500 litros, uma torneira
leva 6 horas. Em quanto tempo duas torneiras iguais a essa encherão a mesma
caixa d'água?

CAPACIDADE DA QUANTIDADE
TEMPO
CAIXA D' ÁGUA DE TORNEIRAS

500 l 1 6h

500 l 2 x

Como as variáveis (quantidade de torneiras e tempo) são grandezas inver-


samente proporcionais
proporcionais, temos:

1. 6 = 2.x
6 = 2x
x = 3

Ou seja, as duas torneiras juntas levarão 3 horas para encher a caixa d'água.
Exercícios
A U L A Exercício 1
Verifique se as variáveis das tabelas abaixo são inversamente proporcio-

50 nais. Em caso afirmativo, dê o coeficiente de proporcionalidade:

a) x 5 20 40

y 8 2 1

b) a 90 80 60

b 10 20 40

c) y 8 5 4

x 10 16 20

Exercício 2
Para pintar um prédio, 5 pintores levam 40 dias. Em quanto tempo 10
pintores fazem o mesmo serviço?

Exercício 3
Uma torneira, despejando 10 litros de água por minuto, demora 3 horas
para encher um reservatório. Se ela despejar 20 litros por minuto, quanto
tempo levará para encher esse mesmo reservatório?

Exercício 4
Um ônibus, a uma velocidade constante de 80 km/h, faz uma viagem entre
duas cidades em 5 horas. Quanto tempo levará para fazer essa mesma
viagem à velocidade de 60 km/h?
AUU
A L AL A

51
51
Regra de três

N um acampamento, há 48 pessoas e ali-


mento suficiente para um mês. Se 16 pessoas forem embora, para quantos dias
Para pensar
ainda haverá alimento?

Observe a seguinte situação: Nossa aula


l Uma pessoa paga pelo quilo de feijão R$ 1,20.

l Se comprar 2 quilos de feijão, pagará R$ 2,40.

l Se comprar 3 quilos, pagará R$ 3,60.

Quando a quantidade de feijão comprada aumenta de 1 para 2 quilos,


o preço aumenta na mesma razão, pois passa de R$ 1,20 para R$ 2,40.
Podemos, então, escrever que a razão de 1 para 2 é igual à razão de 1,20
para 2,40. Em linguagem matemática:

1 1, 20
=
2 2, 40

que se lê: 1 está para 2, assim como 1,20 está para 2,40.

Da mesma forma, quando o aumento é de 1 para 3 quilos, o preço aumenta


na mesma razão:

1 1,20
=
3 3,60

Como já foi visto na Aula 47, a igualdade entre duas razões é uma
proporção. O preço do feijão, no caso, é proporcional à quantidade de quilos
de feijão.
A U L A EXEMPLO 1

51 Se um ônibus percorre uma estrada com velocidade média de 80 km/h,


quantos quilômetros percorrerá em 2 horas?
Podemos organizar os dados do problema numa tabela, da seguinte maneira:

TEMPO ESPAÇO

1h 80 km
2h x

A letra x representa o valor desconhecido do problema.


Tempo e espaço são proporcionais
proporcionais, pois, quando o valor do tempo aumenta, o
valor do espaço percorrido aumenta na mesma razão, ou seja, de 1 para 2.
Dizemos que tempo e espaço são grandezas que variam da mesma forma
e na mesma razão. Se uma aumenta, a outra também aumenta; se uma
diminui, a outra também diminui.
Da tabela acima, podemos escrever a seguinte proporção:
1 80
= _ 1 está para 2, assim como 80 está para x .
2 x
Recordando a propriedade fundamental das proporções:

O produto do numerador da primeira fração com o denomina-


dor da segunda fração é igual ao produto do denominador da
primeira fração com o numerador da segunda.

Então: 1 . x = 2 . 80 (lembre-se que 1 . x = x)


x = 160

Portanto, o espaço percorrido pelo ônibus em 2 horas será de 160 km


km.

Nesse exemplo, três elementos eram conhecidos e faltava determinar o


quarto elemento.
Dois dos elementos conhecidos são medidas de uma mesma grandeza
(tempo) e o terceiro é medida de outra grandeza (espaço). O quarto
elemento, aquele que será calculado, é medida da segunda grandeza
(espaço).
O método usado para resolver problemas desse tipo é chamado regra de t rês
rês.
No exemplo anterior, as grandezas tempo e espaço são diretamente propor-
cionais e a regra de três é direta
direta.

EXEMPLO 2

Dois pintores gastam 18 horas para pintar uma parede. Quanto tempo
levariam 4 pintores para fazer o mesmo serviço?
Veja a tabela e verifique se as grandezas são diretamente proporcionais:
PINTORES TEMPO

2 18h
4 x
Se o número de pintores dobrar, passando de 2 para 4, será que o tempo A U L A
gasto no serviço também dobrará?
Pense um pouco e observe que o tempo gasto no serviço não pode aumentar,
pois são mais homens trabalhando. Aumentando o número de pintores, o 51
tempo de serviço deve diminuir. Como o número de pintores dobrou, o
razões inversas
tempo será reduzido à metade (razões inversas). Logo, os pintores gasta-
rão 9 horas para pintar a parede.
Nesse caso, dizemos que as duas grandezas do problema (número de
pintores e tempo de serviço) são grandezas inversamente proporcionais
proporcionais, e
a regra de três é inversa
inversa.

EXEMPLO 3

Cinco operários constroem uma casa em 360 dias. Quantos dias serão
necessários para que 15 operários construam a mesma casa?

OPERÁRIOS DIAS

5 360
15 x

Aumentando-se o número de operários de 5 para 15, ou seja, triplicando-


se o número de operários, o que acontecerá com o número de dias
necessários para a construção da casa?
Da mesma forma que no exemplo anterior, essas grandezas são inversamen-
te proporcionais
proporcionais. Isso quer dizer que variam na razão inversa
inversa, e a razão
1
inversa de 3 é 3 . Então:
1
de 360 = 360 : 3 = 120
3
Portanto, os 15 operários construirão a casa em 120 dias
dias.
Vimos que, para resolver problemas de regra de três, é importante
determinar se as grandezas envolvidas no problema são direta ou
inversamente proporcionais
proporcionais.
Quando as grandezas são inversamente proporcionais, a proporção entre
os valores não é representada por uma mesma razão mas sim por razões
inversas.
Portanto, no caso de grandezas inversamente proporcionais, deve-se inver-
ter uma das razões para escrever a proporção relativa ao problema.

EXEMPLO 4

Um ônibus, em velocidade média de 80 km/h, leva 5 horas para percorrer


uma estrada. Quanto tempo gastará para percorrer a mesma estrada se
desenvolver velocidade média de 100 km/h?
TEMPO VELOCIDADE MÉDIA
(h) (km/h
(km/h))
5 360
15 x
A U L A As grandezas tempo e velocidade são direta ou inversamente proporcionais?
Desenvolvendo maior velocidade média, o ônibus gastará menos tempo

51 para percorrer a estrada.


As grandezas envolvidas são, portanto, inversamente proporcionais
proporcionais.
Assim, escreveremos a proporção invertendo umas das razões:
5 100
=
x 80
Aplicando a propriedade fundamental das proporções, temos:
100 . x = 5 . 80
100x = 400
400
x =
100
x = 4
Desenvolvendo velocidade média de 100 km/h, o ônibus levará 4
h oras para percorrer a estrada.

Aplicações da regra de três

Cálculo da taxa de porcentagem

EXEMPLO 5

Depositando-se R$ 600,00 numa caderneta de poupança, ao final do mês


obtêm-se R$ 621,00. Calcule a taxa de porcentagem do rendimento.
l R$ 600,00 é a quantia principal
principal, também chamada apenas de principal
principal.
l R$ 21,00 é o rendimento
rendimento, que foi obtido subtraindo-se 600 de 621.
l Devemos calcular a taxa
taxa, ou seja, “quantos por cento” correspondem ao
rendimento obtido, R$ 21,00.
Vamos escrever a regra de três observando que, se a taxa de porcenta-
gem do rendimento fosse de 100%, então o rendimento seria igual ao
principal (R$ 600,00). A taxa x %, procurada, corresponde ao rendimento
obtido (R$ 21,00).

R$ %
600,00 100
21,00 x
Neste caso, a regra de três é direta
direta, pois, aumentando-se o rendimento, a
taxa correspondente também aumentará. Logo:
600 100
=
21 x
600 . x = 21 . 100
600 x = 2.100
2.100
= 3,5
600
A taxa de rendimento é de 3,5%
3,5%.
EXEMPLO 6 A U L A

Ao vender um imóvel, um corretor ganhou de comissão 5% do valor da


venda, recebendo R$ 2.500,00. Qual foi o valor da venda? 51
Vamos organizar os dados:
l R$ 2.500,00 é o valor da porcentagem
porcentagem;
l 5% é a taxa de porcentagem
porcentagem;
l x é o valor da venda do imóvel.

R$ %
x 100
2.500,00 5

5.x = 2.500 . 100


5x = 250.000
250.000
x = = 50.000
5
O preço de venda do imóvel foi de R$ 50.000,00
50.000,00.

Cálculo de juro

EXEMPLO 7

Pedi um empréstimo de R$ 10.000,00 a um banco, que me cobrará 8% de


juro mensal. Quanto pagarei de juro?

l R$ 10.000,00 é o capital
capital;
l 8% é a taxa de juro
juro;
Juro é a quantia que pagarei mensalmente em troca do empréstimo.

R$ %
10.000,00 100
x 8

Novamente vamos resolver o problema por uma regra de três direta


direta, pois
a taxa e o juro variam da mesma forma.
10.000 100
=
x 8
100 . x = 8 . 10.000
100 x = 80.000
80.000
x = = 800
100

Pagarei de juro pelo empréstimo R$ 800,00 por mês.


Exercícios
A U L A Exercício 1
Uma torneira enche um tanque em 2 horas. Em quanto tempo (em minutos)

51 3 torneiras iguais à primeira encherão o mesmo tanque?

Exercício 2
Se 16 operários levam 3 dias para completar uma obra, quantos operários
seriam necessários para completar essa obra em 2 dias?

Exercício 3
Qual é a altura de um edifício cuja sombra tem 6 m no mesmo instante em
que um poste de 2 m de altura projeta uma sombra de 0,6 m?

Exercício 4
Trabalhando durante 40 minutos, uma máquina produz 100 peças. Quantas
peças essa máquina produzirá em 2 horas?

Exercício 5
Para percorrer 360 km de uma estrada, um automóvel consome 30 l de
gasolina. Para percorrer 450 km, quanto consumirá?

Exercício 6
Numa classe de 40 alunos, 18 são meninas. Qual é a taxa de porcentagem das
meninas dessa classe?

Exercício 7
Gastei 30% do meu salário comprando um vestido. Calcule meu salário
sabendo que paguei R$ 60,00 pelo vestido.

Exercício 8
Quando se aplicam R$ 2.000,00 à taxa de 12% ao ano, qual será a quantia
recebida após 5 anos?
AUU
A L AL A

52
52
Introdução à álgebra

l Na figura abaixo, a balança está em equilíbrio e as três melancias têm o Para pensar
mesmo peso. Nessas condições, qual é o peso (em kg) de cada melancia?

8 8
3
kg kg kg

l Uma barra de rapadura pesa 1 kg mais meia barra de rapadura. Quanto pesa
a barra de rapadura?

l Hoje, Isabel tem 40 anos e seu filho André tem 8 anos. Daqui a quantos anos
a idade de André será igual à metade da idade da mãe?

Na Aula 44 você viu que, em linguagem matemática, podemos representar


um número, uma quantidade ou até mesmo uma frase, usando letras. Na aula Nossa aula
de hoje, vamos aprofundar um pouco mais esse assunto, estudando uma parte
da Matemática chamada á l g e b r aa. A álgebra se caracteriza fundamentalmen-
te pelo uso de letras e é uma ferramenta poderosa na solução de muitos
problemas.
Vamos começar com um exemplo bem simples.
A U L A EXEMPLO 1

52 A soma de dois números consecutivos é 13. Quais são esses números?

Este é um problema com quantidades pequenas. Por isso, é possível


calcular mentalmente que os números são 6 e 7.
Mas, como na vida real nós nem sempre trabalhamos com quantidades
pequenas, vamos aprender a equacionar e a resolver problemas como esse.
Primeiro, vamos equacionar o problema:
l dois números consecutivos _ xex+ 1
l sua soma é 13 _ x + (x
x + 11) = 13

Agora, vamos resolver a equação:

x + (x + 1) = 13 Eliminando os parênteses e
juntando os termos semelhantes.
x + x + 1 = 13

2x + 1 = 13

2x + 1 - 1 = 13 - 1 Subtraindo 1 dos dois membros.

2x + 0 = 12

2x = 12
2x 12 Dividindo os dois membros por 2.
=
2 2
x = 6

Então, x = 6 e x + 1 = 7. Ou seja, os números procurados são 6 e 7 .

O que é uma equação?

Um dos significados apresentados pelo dicionário para a palavra equa-


ção é este: “qualquer igualdade entre seres matemáticos que só é satisfeita
para alguns valores”.
De um modo mais simples, podemos dizer que toda equação tem:
l uma letra que indica um número desconhecido;
l um sinal de igualdade (=).

A letra é a incógnita da equação. Por exemplo: na equação 2 x + 5 = 21 21,


a letra x é a incógnita, isto é, o termo desconhecido.
A palavra incógnita significa desconhecida e a palavra equação significa
igualdade (o prefixo -equa
-equa, em latim, quer dizer igual).
Numa equação, a expressão que fica à esquerda do sinal de igual é chamada
de 1 º membro e a que fica à direita é chamada de 2 º membro
membro.

2x + 5 = 21
{

1º membro 2º membro
Resolver uma equação sem perder o equilíbrio A U L A

Podemos comparar uma equação a uma balança em equilíbrio.


52

10

2
2
kg
10kg

Isso significa que os dois pratos devem estar em equilíbrio. Se alguma coisa
for acrescentada a um dos pratos, um peso igual deve ser acrescentado ao outro
prato, para não se perder o equilíbrio. E o mesmo deve ser feito quando alguma
coisa é retirada de um dos pratos.
Na balança da figura anterior, as 2 abóboras mais um peso de 2 kg somam
um peso igual a 10 kg. Isso pode ser escrito da seguinte maneira:

2x + 2 = 10,

onde x é a incógnita que representa o peso de cada abóbora.

2x + 2 10 Retirando o peso de 2 kg de um dos pratos,


temos que retirar um peso igual do outro
prato, que ficará com 8 kg.

2x 8

Substituindo o peso de 8 kg por dois de 4 kg,


podemos perceber que cada abóbora pesa
4 kg.
2x 4 + 4

x 4
Portanto, x = 4.
A U L A
Traduzindo para a linguagem matemática, fica assim:

52 2x + 2 = 10
Subtraindo 2 dos dois membros.
2x + 2 - 2 = 10 - 2

2x = 8
Dividindo por 2 os dois membros.
2x 8
=
2 2
x = 4

Uma das etapas na solução de um problema é verificar se a resposta


encontrada está correta. Para isso, devemos substituir na equação o valor
encontrado, no caso x = 4.

2x+2 = 10
2.4+2 = 10
8+2 = 10
10 = 10

Um pouco de
História A palavra á l g e b r a tem origem na palavra árabe al-jabr (às vezes também
escrita como al-gebr), título de um livro escrito em Bagdá, por volta do ano 825,
pelo matemático árabe Mohammed Al-Khowarizmi: Livro sobre as opera-
ções al-jabr e qabalah .
O termo al-jabr significa restauração e refere-se à transposição de termos
para o outro lado da equação:

6x = 2x + 8 Subtraindo 2x dos dois membros.


6x - 2x = 8

O termo qabalah significa equilíbrio e refere-se à redução de termos


semelhantes:

6x - 2x = 8
4x = 8
x = 8:4
x = 2

Al-Khowarizmi resolvia as equações de modo semelhante a nós. A diferen-


ça é que tudo era expresso em palavras.
O primeiro matemático a escrever as equações usando letras, por volta de
1590, foi François Viète. Por isso, ele é chamado de “Pai da Álgebra” .
A partir de então, as equações passaram a ser interpretadas como as
entendemos hoje:

Equação é o idioma da álgebra.


Exercício 1 Exercícios
A U L A
A soma de dois números consecutivos é 1.349. Quais são esses números?

52
Exercício 2
Resolva as equações:

a) 4x + 2 = 14

b) 4(x - 2) = 3 (x - 1)
x
c) -1=6
2

Exercício 3
Uma caneta custa R$ 1,00 a mais que um lápis. Comprei 2 canetas e 4 lápis
e gastei R$ 3,20.

a) Escreva uma equação que solucione o problema.

b) Qual o valor de cada caneta?

c) Qual o valor de cada lápis?

Exercício 4
Somando 6 ao triplo de um número, o resultado é 42. Qual é esse número?
A UA UL L AA

53
53
Calculando áreas

Para pensar l Imagine que você vá revestir o piso de sua sala com lajotas. Para saber a
quantidade de lajotas necessária, o que é preciso conhecer: a área ou o
perímetro da sala?

l Foram feitos 8 furos iguais em duas placas de madeira. As placas são de


mesmo tamanho e mesma espessura, como indica a figura:

Após terem sido furadas, qual delas possui maior área?

l Quantos quadradinhos de 1 centímetro (1cm) de lado serão necessários para


cobrir um quadrado de 1 metro quadrado (1m2) de área?

Nossa aula Leia com atenção o texto seguinte, que foi extraído do Jornal do Telecurso
1 º Grau - Matemática, 3ª fase (Fundação Roberto Marinho, Editora Globo, 1981).

Calculando áreas

Existem muitas situações práticas que envolvem o cálculo de áreas, como


veremos nos exemplos a seguir.
Um azulejista, ao ser chamado para executar um serviço, começará seu
trabalho calculando a área das paredes que vão ser revestidas. Depois, ele vai
comprar o material e, quando pedir os azulejos, o balconista certamente lhe
perguntará quantos metros quadrados ele deseja. Assim, calculando a área das
paredes, e das portas e janelas, o azulejista poderá pedir a quantidade certa de
azulejos, evitando a falta ou o desperdício de material.
Uma vez elaborado o projeto de uma casa, é necessário preparar seu A U L A
orçamento. É preciso saber, por exemplo, qual a quantidade de tijolos a ser usada
na obra. Para isso, devemos saber quantos metros quadrados de parede a casa
terá. Esse cálculo é necessário não apenas para saber a quantidade de material 53
que se deve comprar, mas também para avaliar o custo da mão-de-obra que vai
ser utilizada.
As caldeiras industriais são fabricadas com chapas de aço. Quando são
projetadas, é preciso calcular a área das chapas que vão ser usadas na sua
construção. Esse cálculo serve para fazer o orçamento do custo da caldeira e,
também, para prever o peso que ela terá.
Os garotos da rua acertaram a bola numa vidraça, e vão ter de comprar uma
nova. Você já foi ao vidraceiro comprar um pedaço de vidro? Quando damos as
medidas do vidro que queremos, o vidraceiro faz alguns cálculos e diz o preço
a pagar. Você sabe o que ele está calculando? Se não sabe, tente descobrir o que
ele calcula.
Esses são alguns dos exemplos que mostram que o cálculo de áreas faz parte
do dia-a-dia de muitos profissionais.

O que é área de uma superfície?


Medir uma superfície é compará-la com outra, tomada como unidade.
O resultado da comparação é um número positivo, ao qual chamamos de área
área.
Como não existe instrumento para medir a área de uma superfície, compa-
ramos sua área com a área de uma figura mais simples, como o retângulo ou o
quadrado.

EXEMPLO 1

Deseja-se forrar uma parede de 3 m ´ 5 m com quadrados de cortiça de 1 m


de lado. Quantos quadrados de cortiça serão necessários?

Para resolver esse problema, é preciso calcu-


lar a área da parede, que tem a forma de um
retângulo e a área do pedaço de cortiça, que
tem a forma de um quadrado
quadrado.

Área do retângulo = comprimento · largura

= 3 m · 5 m = 15 m2

Área do quadrado = lado · lado

= 1 m · 1 m = 1 m2

Como cada quadrado tem 1 m2 de área, serão necessários 15 pedaços de


cortiça para forrar a parede.
A U L A Unidade de área

53 Na Aula 15, estudamos unidades específicas para cada figura a ser medida.
No quadro abaixo, vamos recordar as unidades de área mais usuais.

l Metro quadrado (m2) : é a superfície de um quadrado de 1 metro (1 m) de lado.

1m
1 m2

1m

l Quilômetro quadrado (km2) : é a superfície de um quadrado de 1 quilômetro


(1 km) de lado.
l Centímetro quadrado (cm2) : é a superfície de um quadrado de 1 centímetro
(1 cm) de lado.
hm2), o decâmetro quadrado (dam
Existem ainda: o hectômetro quadrado (hm dam2),
2 2
o decímetro quadrado (dmdm ) e o milímetro quadrado (mm
mm ).
Observação: No Brasil, costuma-se usar o hectare (ha) ou o alqueire para
medir grandes extensões de terra. Lembre que:
l 1 hectare (ha) = 10.000 m2 (um quadrado cujos lados medem 100 metros).
l O alqueire não é uma medida uniforme para todo o país. Existem: o alqueire
paulista; o alqueire do norte; o alqueire mineiro.

Mudando de unidade

Quantos centímetros quadrados cabem em um quadrado de 1 metro de lado?


2
1 cm
1m
1m

11 m
Observe que 1 m = 100 cm, logo, a área desse quadrado é:
100 cm · 100 cm = 10.000 cm 2
Portanto, concluímos que: em um quadrado de 1 m 2 de área, cabem 10.000
quadradinhos de 1 cm2 de área, isto é, quadradinhos de 1 cm de lado.
Agora, é sua vez! Quantos quadrados de 1 m de lado são necessários para
cobrir um quadrado de 1 km2 de área?
Áreas de figuras geométricas planas A U L A

Área do quadrado 53
Considere um quadrado qualquer. Usando a álgebra para representar a
medida do lado desse quadrado, vamos chamá-lo por a .
A área desse quadrado é:

A = a ´ a = a2

a
Área do retângulo
Considere um retângulo qualquer, de dimensões a e b .
A área do retângulo é o produto da medida da base pela altura.
Então:
altura (a)

A=b´a

base (b)
Área do paralelogramo
Observe as figuras abaixo. Podemos “cortar” um pedaço do paralelogramo
e encaixá-lo do outro lado, transformando o paralelogramo num retângulo:

altura
altura (h)
(h) hh

base
base(b)
(b) b

A área do paralelogramo é, assim, igual à área do retângulo obtido, ou seja,


ao produto das medidas da base pela altura:

A=b´h

Observação: a altura do paralelogramo é a distância de uma base a outra;


Observação
portanto, é perpendicular à base.

Área do losango
O losango é uma figura geométrica de lados iguais e diagonais perpendiculares.

C D AB = diagonal maior
CD = diagonal menor

B
A U L A Podemos construir um retângulo de tal forma que o losango fique inscrito
nessa construção. Observe que, dessa forma, a área do losango é metade da área

53 do retângulo, sendo determinada em função de suas diagonais:

Diagonal maior ´ diagonal menor


2

diagonal
diagonal
maior
ou, em linguagem algébrica:

maior
D ´d
A=
2

diagonal
diagonal
menor
menor

Área do trapézio
O trapézio é um quadrilátero com dois lados paralelos, chamados bases
bases:

(
base menor (b) )

base maior (B)

Construa dois trapézios iguais e encaixe-os, colocando um deles de “cabeça


para baixo” em relação ao outro.

b
b B
B
altura
altura

B
B b
b

A figura obtida é um paralelogramo cuja área é o dobro da área do trapézio.


Dessa forma, a área do trapézio é:

Área do trapézio =
(base maior + base menor) ´ altura
=
αB + b φ´ h
2 2
EXEMPLO 2 A U L A

Um terreno em forma de trapézio tem 75 m na base menor, 100 m na base


maior e 40 m de altura. Qual a área desse terreno? 53
7575mm (75 + 100) ×40
Área = =
2
20
40mm
40 175 ×40
= =
2 1

100 100
m m = 175 . 20 = 3.500

Logo, a área do terreno é de 3.500 m2.

Área do triângulo
Usaremos um raciocínio semelhante ao que usamos para determinar a área
do trapézio. Assim, construímos dois triângulos iguais:

Encaixando-os, como na figura da esquerda, obtemos um paralelogramo


cuja área é o dobro da área do triângulo. Como a área do paralelogramo é
determinada pelo produto da base pela altura, a área do triângulo é igual à área
do paralelogramo dividida por dois.

altura(h)
altura (h)

base (b)
base (b)

base ´ altura b ´ h
Área do triângulo = =
2 2

Se o triângulo for retângulo, a área pode ser calculada multiplicando-se os


catetos e dividindo o resultado por 2, pois, nesse caso, um cateto corresponde à
b ) e o outro à altura (h
base (b h ).

a b ´ h
A=
2

b
A U L A Decompondo figuras planas

53 Muitas vezes nos deparamos com “figuras estranhas”, que não são nem
triângulos, nem trapézios, nem nenhuma dessas figuras cujas áreas sabemos
determinar. E aí, o que fazer? Nesses casos, podemos usar uma técnica muito
simples: decompor a “figura estranha” em outras de formatos conhecidos, cujas
áreas são mais fáceis de serem obtidas. Veja o exemplo seguinte.

EXEMPLO 3

Calcule a área da figura:

4,5 cm
3 cm

4,5 cm
1,5 cm 2,5 cm 3 cm

Podemos decompor essa figura da seguinte maneira:

1
2
3

Calculamos, então, a área de cada uma das figuras:

(1) é um trapézio de área: (3 + 4, 5) ×1, 5


= 5,625 m 2
2
(2) é um paralelogramo de área: 4,5 . 2,5 = 11,25 cm2
4, 5 ×3
(3) é um triângulo de área: = 6,75 m 2
2
Somando os três resultados, temos a área da figura dada:
5,625 + 11,25 + 6,75 = 23,625
Assim, a área da figura é 23,625 cm2 .
Cálculo aproximado de áreas A U L A

Existem figuras planas cujas áreas são obtidas por cálculos aproximados.
53
EXEMPLO 4

Esta figura representa a planta de um terreno, na qual cada cm2 corresponde


a 1 km2 no real. Qual é a área do terreno?

Quadriculamos a figura tomando, por exemplo, o centímetro quadrado


como unidade de área:

Figura B

Figura A

Contando os quadradinhos internos e os que cobrem a figura, temos:


Figura A (quadradinhos internos) = 43 cm2
Figura B (quadradinhos que cobrem a figura) = 80 cm2
A área da figura, portanto, está entre 43 cm2 e 80 cm2 .
A U L A Aproximamos os valores encontrados por meio de média aritmética:

53
43 + 80
= 61, 5cm 2
2
A área da figura é, portanto, 61,5 cm2.
Como cada cm2 corresponde a 1 km2, na realidade o terreno têm uma área de,
aproximadamente, 61,5 km2.
Observação:
Ob servação: Se usarmos uma unidade de área menor, como por exemplo o
milímetro quadrado (mm2), o resultado obtido será mais preciso.

Exercícios Exercício 1
Com a ajuda de uma régua, meça os comprimentos necessários e determine
a área das figuras.

a) b)
h

c)

Exercício 2
Dê o significado de:
a) 1 m2 b) 1 km2

Exercício 3
Calcule a área da capa de seu livro de Matemática do Telecurso 2000.

Exercício 4
Calcule a área do banheiro de sua casa.

Exercício 5
Uma cozinha tem formato de um paralelepípedo com as seguintes dimensões:

33m
m

3,5
3,5 m
m

44 m
m
Deseja-se azulejar as paredes dessa cozinha até o teto.
Quantos azulejos devemos comprar, se os azulejos são quadrados de 15 cm
de lado?
Exercício 6 A U L A
Pedro desenhou 2 retas paralelas. Em uma marcou o segmento AB e em outra
marcou os pontos C, D, E e F, como mostra a figura:
C D E F
53

A B
Em seguida ligou alguns pontos formando os triângulos CAB, DAB, EAB e
FAB. Analisando esses triângulos, Pedro descobriu um “segredo” sobre
suas áreas.
Qual foi o “segredo” descoberto por Pedro?

Exercício 7
Calcule a área da figura:
cm
11 cm

44 cm
cm
cm
22 cm

cm
11 cm

4 cm 33 cm
cm
Exercício 8
Quantos metros quadrados de papel são necessários para forrar uma caixa
fechada, no formato de um cubo de 20 centímetros de aresta?

Exercício 9
Considerando o quadradinho como unidade de área (u), determine o valor
aproximado da área da figura:

u
A UA UL L AA

54
54
Potências e raízes

Para pensar N
res dessas fichas são os seguintes:
um determinado jogo de fichas, os valo-

l 1 ficha vermelha vale 5 azuis;


l 1 ficha azul vale 5 brancas;
l 1 ficha branca vale 5 pretas;
l 1 ficha preta vale 5 verdes.
Responda às perguntas, dando o resultado em forma de potência:
a) Uma ficha vermelha pode ser trocada por quantas fichas brancas?
b) E por quantas fichas pretas?
c) E por quantas fichas verdes?

Nossa aula Potenciação

Na Aula 4 do Volume 1, adotamos cubos para aprender a agrupar e fazer


contagens de um modo mais simples. Você se lembra das nossas figuras? Veja:
Quantos cubos há em: A U L A

l
uma barra?
uma placa? 54
l um bloco?

Para responder a essas perguntas, efetuamos as seguintes multiplicações:

1 barra = 10 cubinhos

1 placa = 10 · 10 = 100 cubinhos

1 bloco = 10 · 10 · 10 = 1.000 cubinhos

Esse tipo de multiplicação, em que os fatores são todos iguais, chama-se


potenciação, e pode ser indicada da seguinte maneira:
potenciação

10 · 10 = 10²
{
2 vezes

10 · 10 · 10 = 10³
{
3 vezes

l O número que é multiplicado várias vezes por ele mesmo é chamado de


base (no exemplo acima, é o número 10).

l O número que indica quantas vezes a base está sendo multiplicada é o


expoente (no exemplo acima, são os números 2 e 3).

l O resultado da potenciação é chamado de potência


potência.

Por exemplo:

1) 4³ = 4 · 4 · 4 = 64, que se lê: 4 elevado à 3ª potência ou


4 à terceira ou ainda 4 ao cubo

2) 5² = 5 · 5 = 25, que se lê: 5 elevado à 2ª potência ou


5 à segunda ou ainda 5 ao quadrado

3) 25 = 2 · 2 · 2 · 2 · 2 = 32, que se lê: 2 elevado à 5ª potência ou


2 à quinta

Observação

Os únicos casos de potenciação que têm nomes especiais são o de


expoente 2 (que se lê ao quadrado
quadrado) e o de expoente 3 (que se lê ao cubo
cubo).
A U L A

54
Casos especiais da potenciação

1. A base é igual a 1 e o expoente é qualquer número diferente de zero:


a potência é sempre igual a 1.

Por exemplo: 15 = 1 · 1 · 1 · 1 · 1 = 1

2. O expoente é igual a 1 e a base é qualquer número:


a potência é sempre igual à base.

Por exemplo: 31 = 3

3. A base é zero e o expoente é qualquer número diferente de zero:


a potência é sempre igual a zero.

Por exemplo: 0³ = 0 · 0 · 0 = 0

4. A base é 10 e o expoente é qualquer número diferente de zero:


a potência é um número que começa com 1 e tem um número de zeros
igual ao expoente.

Por exemplo: 10² = 10 · 10 = 100


{

2 zeros
105 = 100.000
{

5 zeros

5. A base é um número qualquer diferente de zero e o expoente é zero:


a potência, por convenção, é sempre igual a 1.

Observe:

34 = 81
¸ 3
3³ = 27
¸ 3
3² = 9
¸ 3
31 = 3
¸ 3
0
3 =1
Radiciação A U L A

Vejamos agora a operação inversa da potenciação, a radiciação


radiciação.
Considere a pergunta: qual é o número que elevado ao quadrado dá 81? 54
Você sabe que 9 . 9 = 81.
Então: 9² = 81 e 81 = 9 , que se lê: a raiz quadrada de 81 é 99.

l o sinal é o radical
radical;
l 81 é o radicando
radicando;
l 9 é a raiz quadrada de 81.
Organizamos uma tabela de quadrados para facilitar a determinação da raiz
quadrada. Veja:

NÚMERO 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10...

QUADRADO 0 1 4 9 16 25 36 49 64 81 100 ...

Veja que, na 2ª linha (a dos quadrados) não aparecem todos os números. Os


números que não aparecem não são quadrados e, por isso, não possuem raiz
quadrada natural. Por exemplo: 2 não tem raiz quadrada natural.
Vejamos agora a inversa do cubo (3ª potência).
Qual é o número que elevado ao cubo dá 27?
Vejamos uma tabela de cubos:

NÚMERO 0 1 2 3 4 5 6 7 ...

CUBO 0 1 8 27 64 125 216 343 ...

Assim, podemos responder à pergunta:

33 = 27 e 3
27 = 3 que se lê: a raiz cúbica de 27 é 33.
l a raiz cúbica é a inversa do cubo;
l o sinal 3 é o radical e o 3 é o índice
índice.
Assim como no quadrado, podemos observar que nem todo número natural
possui raiz cúbica natural. Por exemplo: 3 9 não tem raiz cúbica natural.
Curiosidades
1. De onde surgiu a expressão ao quadrado para expressar um número
elevado à 2ª potência? Por exemplo 3².

Os nove pontos formam um quadrado de lado


com 3 pontos.
Por isso, dizemos que 9 é o quadrado de 3.

2. De onde surgiu a expressão ao cubo para expressar um número


elevado à 3ª potência? Por exemplo 2³.

Na figura, estão marcados 8 pontos que formam um


cubo de lado com 2 pontos.
Por isso, dizemos que 8 é o cubo de 2.
Exercícios
A U L A Exercício 1
Escreva e calcule:

54 a) treze ao quadrado;
b) quatro ao cubo.

Exercício 2 *
Com 25 pontos é possível formar um quadrado, assim:

l l l l l

l l l l l

l l l l l

l l l l l o quadrado de 5
l l l l l

Se for possível, forme um quadrado desse tipo com:

a) 9 pontos b) 10 pontos c) 16 pontos

Exercício 3
Calcule:

a) 81 b) 120 c) 80 d) 014 e) 1010

Exercício 4
Calcule:

a) 49 b) 64 c) 1 d) 100 e) 36

Exercício 5
Calcule:

a) 3 8 b) 3 1 c) 3 1.000 d) 3
64 e) 3 0

(*) O Exercício 2 foi extraído do livro Matemática na medida certa - 5ª série


série, de
Jakubo e Lellis, Editora Scipione, São Paulo.
AUU
A L AL A

55
55
O Teorema de
Pitágoras

l Com ajuda de um par de esquadros, desenhe dois triângulos retângulos de Para pensar
mesmo tamanho. Represente num deles a altura relativa à hipotenusa,
como mostra a figura da direita:

I II III

Recortando os triângulos II e III


III, você terá três triângulos.
Esses triângulos são semelhantes entre si? Por quê?

l Reproduza a figura abaixo, se possível ampliando-a.

quadrado-base

1
2

5
4

l Recortando nas linhas tracejadas, separe as cinco peças numeradas.


Encaixe as peças 11, 2 , 3 , 4 e 5 no quadrado-base, de forma que, juntas,
preencham-no completamente.
A área do quadrado-base é igual à soma das áreas das cinco peças?
Nossa
A U aula
L A Desde épocas muito remotas, quando começou a erguer casas para se
abrigar, o homem sentiu a necessidade de “construir” ângulos retos para

55 verificar se as paredes estavam “no esquadro”, isto é, perpendiculares ao chão.


Atualmente há instrumentos apropriados para isso, mas não foi sempre assim.
Veremos o que a geometria tem a ver com tudo isso.

A geometria é uma ciência muito antiga

O triângulo de lados 3, 4 e 5 é utilizado há muitos séculos pelos


construtores. Talvez você já tenha ouvido falar das famosas pirâmides egíp-
cias: são enormes monumentos de pedra construídos há muitos séculos.
A maior dessas pirâmides, conhecida como Grande Pirâmide ou Pirâmide
de Quéops, foi construída há cerca de 4.500 anos. Sua base é um enorme
quadrado, cujo lado mede aproximadamente 230 m, dentro do qual caberiam
quatro quarteirões. Sua altura, que é de 146 m, equivale à altura de um prédio
de 50 andares.
Os pesquisadores impressionaram-se com o alto grau de precisão dessas
construções. A base da Grande Pirâmide é quase um quadrado perfeito: as
diferenças entre as medidas de seus lados são muito pequenas e seus ângulos
são todos praticamente iguais a 90º. Tais fatos nos levam a crer que os egípcios
desenvolveram grandes conhecimentos de geometria. Os diversos documentos
escritos naquela época revelam que, por exemplo, o triângulo de lados 3, 4 e
5 já era conhecido dos arquitetos e construtores egípcios. Diz a História que os
construtores usavam uma corda, na qual davam nós a intervalos de igual
distância, formando com ela esse tipo de triângulo.

Os arquitetos do Egito Antigo construíam ângulos retos


usando uma simples corda com nós.

Texto extraído do Jornal do Telecurso 1º Grau. Fundação Roberto Marinho, Ministé-


rio da Educação e Cultura, Fundação da Universidade de Brasília, 1989.
O triângulo retângulo A U L A

Um triângulo que têm um ângulo de 90º (ângulo reto) é chamado de


triângulo retângulo
retângulo. Nele, os lados recebem os seguintes nomes: 55
hipotenusa
cateto

cateto

A hipotenusa é o maior dos lados e é o lado oposto ao ângulo reto.

Curiosidade

Hipotenusa era o nome dado às cordas do


instrumento musical chamado lira. Essas
cordas formavam triângulos retângulos
com os lados do instrumento.
A lira, assim como a harpa, são os mais
antigos instrumentos de corda. Na
Grécia, a invenção da lira era atribuída a
Apolo, deus da mitologia grega.

Pitágoras e o triângulo retângulo

Quando falamos em triângulo retângulo, lembramos imediatamente de


Pitágoras, o grande matemático que nasceu na Grécia Antiga, por volta do
ano 550 a.C. Acredita-se que ele tenha obtido conhecimentos geométricos com
agrimensores egípcios, que já usavam o triângulo de lados 3, 4 e 5.
3 cm

5
cm
4 cm

Pitágoras percebeu que, construindo um quadrado sobre cada um dos


lados de um triângulo de lados 3u
3u, 4u e 5u (sendo u uma unidade qualquer),
como mostra a figura acima, apareceria a seguinte relação:

A área do quadrado formado sobre a hipotenusa é igual à


soma das áreas dos quadrados formados sobre os catetos.

No exemplo acima, você poderá observar que: 25 = 9 + 16


16.
A U L A O Teorema de Pitágoras

55 Para Pitágoras, não bastava que essa relação fosse válida para o triângulo
de lados 3, 4 e 5. Era preciso provar que a relação valia, também, para todos os
triângulos retângulos.
Ao construir algumas figuras com papel, acompanhamos melhor esse
raciocínio:

1. Recorte quatro triângulos retângulos iguais.

a
b II III IV
I

2. Recorte um quadrado de tal forma que seu lado seja igual à soma das
medidas dos catetos de um dos triângulos.

b + c

3. Agora, monte a figura abaixo, sobrepondo os triângulos e o quadrado já


recortados:

I II
c a

a2

III IV

Observe que o quadrado ao centro da figura tem lado a , portanto, sua área
é igual a a ²²² .
4. Movimente os triângulos e forme esta outra figura: A U L A

b
55
I
a
c c2
II

III
b2
IV

Os dois quadrados têm lados b e c . Portanto, suas áreas são b ² e c ²²² .

Conclusão

Como o quadrado grande (de lado b + c) é o mesmo nos dois casos,


podemos concluir que o quadrado de área a ²²² é igual ao quadrado
de área b ²²² somado ao quadrado de área c ²², ou seja:

aa²=
=bb² + cc²²²

Assim, deduzimos o Teorema de Pitágoras:

Num triângulo retângulo, o quadrado da medida da


hipotenusa é igual à soma dos quadrados das medidas dos
catetos.

Usando a semelhança de triângulos, podemos demonstrar o Teorema de


Pitágoras de outra maneira, bem como aprender outras relações métricas
entreC os lados de um triângulo retângulo.

a
b Considere o triângulo ABC,
I cujos catetos são b e c e a
hipotenusa é a .
A c B

C
m
H
a Trace a altura relativa à
b
III hipotenusa. Determinando o
n ponto H e os segmentos h , m
h
II e n , podemos observar que:
a=m+n n.
A c B
A U L A Desse modo, obtivemos três triângulos semelhantes, ou seja, triângulos

55
que possuem os três ângulos iguais. Para facilitar as conclusões, desenhe os três
triângulos sobrepostos, como indica a figura:
C

b a
h
I
m b
II
III
B
A
h
n
c

Assim:

l Triângulo I semelhante ao triângulo II


II, logo:
b c a
= =
h n c

c a
de: = , temos: cc² = a . n (1ª relação),
n c
que pode ter a seguinte interpretação:

O quadrado do cateto maior é igual ao produto da hipotenusa


pela projeção desse cateto.

l Triângulo I semelhante ao triângulo III


III, logo:
b c a
= =
m h b

b a
de: = , temos: b ² = a . m (2ª relação),
m b
que pode ter a seguinte interpretação:

O quadrado do cateto menor é igual ao produto da hipotenusa


pela projeção desse cateto.

l Triângulo II semelhante ao triângulo III


III, logo:
h n c
= =
m h b

h n
de: = , temos: h ² = m . n (3ª relação),
m h
que pode ter a seguinte interpretação:

O quadrado da altura relativa à hipotenusa é igual ao produto


das projeções dos catetos sobre a hipotenusa.
Somando a 1ª e a 2ª relação membro a membro, temos: A U L A

c² + b² = a . n + a . m
aplicando a propriedade 55
distributiva
c² + b² = a (n + m)

como m + n = a, chegamos ao Teorema de Pitágoras: c ² + b


b² = aa²²²

Exercício 1 Exercícios
Aplicando o Teorema de Pitágoras, verifique se são retângulos os triângu-
los que têm estas medidas de lados:
a) 6 cm, 8 cm e 10 cm c) 4 cm, 5 cm e 6 cm
b) 7 cm, 9 cm e 20 cm d) 13 cm, 12 cm e 5 cm

Exercício 2
Desenhe um triângulo retângulo e construa triângulos retângulos e isósceles
sobre seus catetos e sua hipotenusa, conforme este modelo:

Em seguida:
a) calcule a área de cada um dos triângulos desenhados sobre os catetos e
sobre a hipotenusa;
b) some as áreas dos triângulos desenhados sobre os catetos e compare
c o m
a área do triângulo desenhado sobre a hipotenusa.
O que você concluiu?

Exercício 3
Usando as relações métricas no triângulo retângulo, calcule as medidas
indicadas na figura:

15
a
b

x y

17
A UA UL L AA

56
56

Aplicação do Teorema
de Pitágoras

Para pensar U ma escada de 5 m de comprimento está


apoiada num muro. O pé da escada está afastado 3 m da base do muro. Qual
é a altura, no muro, que a escada alcança?

Nossa aula Para resolver esse problema, usaremos uma propriedade muito importante
dos triângulos retângulos que foi estudada na aula anterior. Ela é conhecida
como Teorema de Pitágoras e diz o seguinte:

Em todo triângulo retângulo, o quadrado da medida da


hipotenusa é igual à soma dos quadrados das medidas dos
catetos.

Observe o seguinte triângulo retângulo:


C

B A

A hipotenusa é o lado maior do triângulo, BC. A hipotenusa pode ser


identificada também como o lado oposto ao ângulo reto do triângulo. Os outros
lados, AB e AC, são chamados de catetos
catetos.
Esses nomes, hipotenusa e cateto, são usados apenas para indicar os lados do
triângulo retângulo.
O Teorema de Pitágoras se aplica a todos os triângulos retângulos.
Portanto, uma maneira rápida e simples de saber se determinado triângulo é
retângulo quando conhecemos apenas as medidas de seus lados é aplicar o
Teorema de Pitágoras.
EXEMPLO 1 A U L A

Verifique se o triângulo cujos lados medem 10 cm, 24 cm e 26 cm é


retângulo. 56
Elevando ao quadrado as medidas dos dois lados menores, os catetos, e
somando os resultados, temos:
10²² + 24²² = 100 + 576 = 676
Elevando também ao quadrado a medida da hipotenusa:
26²² = 676
Verificamos que: 26²² = 10²² + 24²² . Logo, este triângulo é retângulo.

Veja, agora, outras aplicações do Teorema de Pitágoras.

EXEMPLO 2

O lado de um quadrado mede 5 cm. Quanto mede a diagonal desse quadrado?

5 cm

Você já sabe que a diagonal do quadrado é o segmento de reta que liga dois
vértices não consecutivos. Não se esqueça também de que o quadrado tem
os quatro lados iguais e os quatro ângulos retos.
Ao traçar uma diagonal, o quadrado fica dividido em dois triângulos retân-
gulos iguais. A diagonal é a hipotenusa, e os lados do quadrado, os catetos.

Na figura ao lado, destacamos um


dos triângulos. Assinalamos a
diagonal com a letra d . Vamos
d aplicar o Teorema de Pitágoras
5 cm
para determinar o valor de d (me-
dida da diagonal):

5 cm
²d²= 5² + 5²
d² = 25 + 25
d² = 50 _ d = 50

O resultado 50 é um número irracional: tem uma infinidade de casas


decimais sem ser periódico.
Não existe nenhum número natural que elevado ao quadrado seja igual a 50.
Portanto, o resultado do problema ficará indicado por 50 . Usando a
máquina de calcular, obtemos um resultado aproximado com duas casas
decimais. A diagonal do quadrado de lado 5 cm é igual a 50 ou 7,07 cm,
aproximadamente.
A U L A EXEMPLO 3

56 Num losango, as diagonais medem 16 cm e 12 cm. Determine a medida do


lado do losango.

O losango é um quadrilátero que possui os quatro lados iguais. Suas


diagonais são diferentes entre si e perpendiculares, isto é, cortam-se ao meio
formando quatro ângulos retos.

x
8

Observe na figura acima que, ao se cruzarem, as diagonais dividem o


losango em quatro triângulos retângulos. Em cada um deles os catetos
medem 8 cm e 6 cm, pois cada cateto é a metade de uma diagonal. Veja que
chamamos a hipotenusa do triângulo de x , representando a medida do lado
do losango que vamos calcular. Aplicando Pitágoras, temos:

x²² = 8²² + 6²²


x²² = 64 + 36
x²² = 100
x = 100 _ ® x = 10

Logo, o lado do losango mede 10 cm


cm.

EXEMPLO 4

Um triângulo isósceles tem 16 cm de altura e 12 cm de base. Determine a


medida dos outros dois lados.

x
16

12

Vamos lembrar que o triângulo isósceles possui dois lados iguais e um


diferente, chamado base
base.
Quando traçamos a altura do triângulo em relação à base ela forma dois
triângulos retângulos iguais, onde um dos catetos é a altura (16 cm), o outro
mede metade da base (6 cm) e a hipotenusa é um dos lados iguais do
triângulo isósceles, cuja medida é desconhecida (xx ).
Assim, aplicando Pitágoras: A U L A

x²²
x²²
= 16²² + 6²²
= 256 + 36 56
x²² = 292
x²² = 292

A medida dos lados iguais do triângulo isósceles é 292 cm ou 17,08 cm


aproximadamente.

EXEMPLO 5

Num triângulo equilátero cujo lado mede 8 cm, quanto mede a altura?

8 cm
x

4 cm

8 cm

Da mesma forma que no triângulo isósceles, ao traçarmos a altura formam-


se dois triângulos retângulos iguais, onde um dos catetos é a altura (x
x ) que
não conhecemos a medida, o outro mede metade do lado (4 cm) e a
hipotenusa é o lado do triângulo equilátero (8 cm). Aplicando o Teorema
de Pitágoras:

8²² = ² x² + 4²²
64 = x² + 16
64 - 16 = x²²+ 16 - 16 (lembre-se da Aula52)
48 = x² _ x = Ö48

A altura do triângulo retângulo de lado 8 cm é, portanto, 48 cm ou 6,92


cm aproximadamente.

Vamos agora resolver o problema sugerido no início da aula que é,


também, uma interessante aplicação prática do Teorema de Pitágoras.
Observe:

5 5mm xx

33mm
A U L A
Ao encostar no muro, a escada forma um triângulo retângulo onde:

56 l

l
o comprimento da escada é a hipotenusa do triângulo (5 m);
a distância do pé da escada à base do muro é a medida de um dos catetos
do triângulo (3 m);
l x ), que
a altura que a escada alcança no muro é a medida do outro cateto (x
não conhecemos.
Aplicando Pitágoras:

5²² =
3² + x²² (aplicando
² a operação inversa da adição, a subtração)
25 =
9 + x²² ²
25 - 9 =
x²² ²
x²² ² =
16
_ x = Ö16 _ x = 4
A altura que a escada alcança no muro é de 4 cm cm.
Exercícios
Exercício 1
Verifique se o triângulo cujos lados medem 13 cm, 12 cm e 5 cm é um
triângulo retângulo.

Exercício 2
Aplicando o Teorema de Pitágoras, determine as medidas indicadas:

a) b)

10 10 x 10
x

8 x

Exercício 3
As diagonais de um losango medem 18 cm e 24 cm. Calcule a medida do lado
desse losango.

Exercício 4
Calcule a medida da diagonal de um retângulo cujos lados medem 36 m e 27 m.

Exercício 5
Calcule a medida da diagonal do quadrado cujo perímetro mede 24 cm.

Exercício 6
As diagonais de um losango medem 6 m e 8 m. Qual é o perímetro desse
losango?
AUU
A L AL A

57
57
A área do círculo

E m uma competição de ciclismo, foi decidido


que as rodas das bicicletas seriam pintadas com a cor da camisa de cada
Para pensar
competidor.
A pintura foi feita como na figura abaixo:

Que parte da roda foi pintada?

Você já aprendeu na Aula 45 que o comprimento de uma circunferência Nossa aula


depende de seu raio e pode ser obtido pela expressão:

comprimento = 2pr
r

Nesta expressão r é a medida do raio e p é um número irracional que


aproximamos para 3,14.
A U L A EXEMPLO 1

57 Numa circunferência cujo raio é de 5 cm, qual é o comprimento?

2 . p . 5 = 10 . 3,14 = 31,4

O comprimento da circunferência é de aproximadamente 31,4 cm


cm.

Agora, nesta aula, vamos aprender a calcular a área do círculo.


Para isso, imaginamos que o círculo seja formado por várias circunferên-
cias concêntricas. Depois, imaginamos também que podemos cortar
e s s a s
circunferências e esticá-las. A figura que obtemos, então, é um triângulo
retângulo:

Nesse processo, quanto maior for o número de circunferências utilizado


para completar o círculo, melhor será sua representação em um triângu-
lo.
Observe o triângulo abaixo. Sua altura é igual ao raio do círculo e sua base
mede 2pr, isto é, o comprimento da maior circunferência, a fronteira do
círculo.
r

2pr

Calculando a área do triângulo, temos:


base . altura = 2pr . r = pr²
2 2

Área do círculo = pr²²

EXEMPLO 2

Vamos agora calcular a área do círculo do Exemplo 1.


Como r = 5 cm, r² = 5 x 5 = 25 cm².
A área então será: p x 25 = 3,14 ´ 25 = 78,5 cm
cm²²² .
EXEMPLO 3 A U L A

Na figura abaixo, você pode perceber que a área do quadrado que contém
o círculo com o menor desperdício possível é maior que a área do 57
círculo. Qual é a área desperdiçada?

5 cm

Se o raio do círculo é 5 cm, seu diâmetro mede 10 cm. O lado do quadrado


é igual ao diâmetro do círculo: 10 cm. Então:

Área do quadrado = l ²² = 10 . 10 = 100 cm²²


Área do círculo = 78,5 cm²² (ver Exemplo 2)
Desperdício = 100 - 78,5 = 21,5 cm²²

Sugestão
Sugestão: Avalie esse desperdício em termos percentuais.

Área do setor circular

Numa circunferência de centro O e raio r denominamos ângulo central ao


ângulo cujo vértice está no centro da circunferência e cujos lados cortam a
circunferência.

O ângulo central AÔB


r
A

Um setor circular é a região do círculo de centro O e raio r delimitada por


um ângulo central.

O setor circular

A
Para calcular a área de um setor circular temos duas opções.

1. Se você sabe em quantas partes iguais um círculo foi dividido, é só


dividir a área do círculo pelo número de partes. Veja o exemplo
seguinte.
A U L A EXEMPLO 4

57
O O O O
2 cm 2 cm 2 cm 2 cm

Área do círculo = 2 partes iguais 4 partes iguais 6 partes iguais


Área do setor = Área do setor = Área do setor =

pr² = p . 2² @
@12,56 cm² = 12,56 @6,28 cm² = 12,56 @ 3,14cm² = 12,56 @ 2,09cm²
2 4 6

2. Quando conhecemos o ângulo correspondente ao setor circular, pode-


mos calcular a área de um setor circular usando uma regra de três. Veja
o exemplo seguinte.

EXEMPLO 5

Este setor circular corresponde a um


ângulo com abertura de 50º que é um
50º segmento do ângulo central.
2 cm O ângulo central que corresponde a
uma volta completa, ou seja, a todo o
círculo, mede 360º.

Já calculamos a área do círculo de raio 2 cm no Exemplo 4. Usando a


técnica da regra de três (ver Aula 51), temos:

ÁREA ÂNGULO

CÍRCULO 12,56 cm² 360º


SETOR x 50º

Ou seja: 12,56 cm² — 360º


x — 50º

12, 56 ×. 50º 2
Logo: x= = 1,74 cm
360º
Área da coroa circular A U L A

co
Observe a figura ao lado. Denomina-se
roa circular à região sombreada, que é obti-
coroa 57
da com dois círculos de mesmo centro O e raios
diferentes R e r .
O É muito simples calcular a área de uma
r
coroa circular, pois, como você percebe na figu-
R ra, ela é obtida retirando-se um círculo menor
do círculo maior. Desse modo, sua área é
obtida subtraindo-se a área do círculo menor
da área do círculo maior. Acompanhe o exem-
plo.

EXEMPLO 6

Fazendo R = 5 m e r = 3 mm, temos:


Área do círculo maior @ 3,14 · 25 = 78,5 m²
Área do círculo menor @ 3,14 · 9 = 28,26 m²
Área da coroa circular @ 78,5 - 28,26 = 50,24 m²

Exercícios
Exercício 1
Calcule a área de um círculo:
a) cujo raio mede 6 cm;
b) cujo diâmetro mede 8 cm.

Exercício 2
Se um círculo com raio de 10 m foi dividido em 9 partes iguais, calcule:
a) a área de um dos setores circulares assim obtidos;
b) a medida do correspondente ângulo central.

Exercício 3
Use a regra de três para calcular a área de um setor circular de 150º de
abertura num círculo com 1 m de raio.

Exercício 4
No gráfico de setores abaixo, foi utilizado um círculo com 2 cm de raio.
Calcule a área de cada setor.

10%

20%
30%

40%

Exercício 5
Resolva como exercício a Sugestão ao final do Exemplo 3.
A UA UL L AA

58
58
Calculando volumes

Para pensar l Considere um cubo de aresta a :

a
a

Para construir um cubo cuja aresta seja o dobro de a , de quantos cubos de


aresta a precisaremos?

l Pegue uma caixa de fósforos e uma caixa de sapatos. Considerando a caixa


de fósforos como unidade de medida, qual o volume da caixa de sapatos?

l Com cartolina, ou algum outro papel encorpado, construa um cubo e uma


pirâmide de base quadrada de tal forma que:
- a base da pirâmide seja um quadrado igual à face do cubo;
- a altura da pirâmide seja igual à medida da aresta do cubo.
Nessas condições, qual a relação entre os volumes da pirâmide e do cubo?

a a

a a
a

Esquema do cubo Esquema da pirâmide


(sem tampa) de base quadrada
Na Aula 15, estudamos que os objetos têm área, volume e forma. Vimos Nossa
A U L aula
A
também que existem objetos com mesmo volume e formas diferentes.
Nesta aula, estudaremos um pouco mais esse assunto, aprendendo a
calcular o volume de alguns sólidos. Mas, antes, veremos algumas situações 58
que envolvem a idéia de volume e capacidade:

VOLUME DE CAPACIDADE DE

l areia retirada de um rio l uma garrafa


l entulho retirado de uma obra l uma seringa
l dejetos poluentes despejados l uma caixa d'água
nos rios, lagos ou mares l ar dos nossos pulmões

Medir o volume ou a capacidade de um objeto é saber a quantidade de


espaço que ele ocupa ou de que dispõe para armazenar.

EXEMPLO 1

Esta garrafa está cheia. Ela contém


290 mililitros (290 ml) de refrigerante:

Volume = 290 ml

Isso significa que 290 ml é a quantida-


de de líquido que a garrafa pode
armazenar:

Capacidade = 290 ml

EXEMPLO 2

Para encher uma caixa d’água de 2 metros de comprimento por 2 metros


de largura e 1 metro de profundidade, foram necessários 4.000 litros de
água.

1 cm

2 cm
2 cm

Volume da caixa d’água = 2 m x 2 m x 1 m = 4 m3


Capacidade da caixa d’água = 4.000 litros
A U L A As unidades de volume e de capacidade são estabelecidas pela seguinte
relação:

58 1 l = 1.000 cm
cm³³³

Isto é, se tivermos um cubo oco com 10 cm de aresta, podemos colocar nesse


cubo, exatamente, 1 litro de líquido (água, suco, leite, óleo etc.).

10 cm

10 cm

Outras relações, decorrentes dessa, também são bastante utilizadas:

1 m3 = 1.000 l
1 cm3 = 1 ml

As unidades de medida de volume fazem parte do Sistema Decimal de


Medidas. As mais usadas são:

metro cúbico (m3)


decímetro cúbico (dm3)
centímetro cúbico (cm3)
milímetro cúbico (mm3)

1 m3 = 1.000 dm3 = 1.000.000 cm3 = ...

Desse modo são necessários 1.000.000 de cubinhos de 1 cm de aresta


para formar um cubo de 1 m de aresta.

Volume do paralelepípedo

Paralelepípedo é o nome que a Matemática dá aos objetos que têm a


forma de uma caixa de sapato, de um tijolo etc. Na verdade, a definição de
paralelepípedo é mais geral. Se quisermos ser mais precisos, uma caixa de
sapato é um paralelepípedo reto de base retangular.
Na Aula 15, calculamos o volume do paralelepípedo, multiplicando suas
dimensões (comprimento, largura e altura):

1 cm

V = a.b.c
2 cm
2 cm
EXEMPLO 3 A U L A

Qual o volume do cubo cuja aresta mede 5 cm? (Lembre-se de que o cubo é
um paralelepípedo cujas dimensões têm a mesma medida). 58
5 cm
V = 5 cm . 5 cm . 5 cm = 125 cm3
5 cm
5 cm

Imagine que esse cubo seja oco. Quantos litros de água seriam necessários
para enchê-lo até a boca?

Como: 1 l = 1.000 cm3


Então, fazendo uma regra de três, temos:

1 litro = 1.000 cm3


x litros = 125 cm3
1 × 125
x= 1.000
= 0,125 litros = 125 mililitros

Podemos colocar 125 l de água num cubo cujo volume é de 125 cm3.

Decompondo figuras sólidas

O paralelepípedo pode ser decomposto em duas outras figuras sólidas.


Veja:
A U L A Cada um dos sólidos que surge pela decomposição deste paralelepípedo
retângulo é um exemplo de prisma. Temos, em nosso caso, dois prismas retos

58 de base triangular
triangular. Observe que, neste exemplo, a base de cada prisma é um
triângulo retângulo
retângulo.
O volume do prisma reto de base triangular é metade do volume do
paralelepípedo. Portanto, o volume do prisma reto de base triangular é:

a.b.c
V= 2

Note que o paralelepípedo também é um prisma reto, porém de base


retangular.
Para obter o volume de um prisma com uma base qualquer multiplicamos
a área da base pela altura
altura. Por exemplo:

Prisma reto de base quadrangular(ou paralelepípedo):

Volume = área da base x altura

V = (a . b) . c

V= a.b.c

que é o resultado já conhecido para o volume do paralelepípedo.


Volume do cilindro A U L A

Cilindro é o nome que a Matemática dá aos objetos que têm a forma de


um latão de querosene ou de um cigarro. O cilindro é um sólido geométrico 58
cujas bases são dois círculos iguais, como na figura:

O volume do cilindro pode ser determinado do mesmo modo que o volume


do prisma reto:

Volume do cilindro = área da base . altura

Como a base do cilindro é um círculo, temos:

Área da base = área do círculo = pr2 , onde r é o raio do círculo

Então, a área do cilindro pode ser expressa por:

A = P ²r ² . a
{

área do altura do
círculo cilindro
da base

EXEMPLO 4

Determine o volume de um cilindro de 30 centímetros de altura e cuja base


tem 20 centímetros de raio.

20 cm
V = área da base · altura

Área da base = pr 2
30 cm
A = p . 202 = 3,14 . 400
A = 1.256 cm2

Volume = 1.256 . 30 = 37.680 cm3


A U L A Densidade de um corpo

58 Na Aula 14, aprendemos que a massa de um objeto pode ser dada pelo seu
kg
peso. As unidades de medida de massa são o quilograma (kg g ).
kg) e o grama (g
Podemos definir a densidade de um objeto (ou corpo) como o quociente
entre sua massa e seu volume:

massa
Densidade =
volume

Um método prático para determinar o volume de objetos, por exemplo o


de uma pedra, é o seguinte:

l Pegue um recipiente transparente, cujas medidas sejam fáceis de calcular.


Por exemplo, um copo na forma de um cilindro.

10 cm

10 cm

l Encha-o com água e meça a altura que a água atingiu.


No nosso exemplo, o volume de água é:

V = p . 52 . 10 = 3,14 . 25 . 10 = 785 cm3

l Em seguida, mergulhe a pedra na água e meça novamente a altura


atingida.

12 cm

Volume = p . 52 . 12 = 3,14 . 25 . 12 = 942 cm2

A diferença entre os dois resultados é o volume da pedra:

Volume da pedra = 942 - 785 = 157 cm3.


Exercício 1 Exercícios
A U L A

58
De quantos cubinhos iguais a A precisamos para montar um cubo igual a B?

A B

Exercício 2
Quantos litros de óleo cabem no galão abaixo?

50 cm

20 cm
20 cm

Exercício 3
O que significa m3 ?

Exercício 4
Qual o volume de um bolo cuja altura é 5 cm e cujo diâmetro é 60 cm?

Exercício 5
Quantos litros de leite cabem em um galão cilíndrico de 20 cm de diâmetro
e 60 cm de altura?

Exercício 6
Meça as arestas e calcule o volume de uma caixa de pasta de dentes.

Exercício 7
Calcule a capacidade, em metros cúbicos, de uma caixa que possa conter o
fogão de sua casa.

Exercício 8
Calcule o volume de duas latas de óleo com formatos diferentes.
A UA UL L AA

59
59
Organizando os
números

Vamos pensar
l
E screva os números que são pedidos:
os números naturais menores que 5;
l os números inteiros maiores que - 2 e menores que 1;
l os números naturais que são soluções da equação x + 3 = 2;
l os números inteiros que são soluções da equação 5x + 4 = 1;
l um número racional que seja maior que zero e menor que 1.

Nossa aula Vários tipos de número já foram estudados neste curso, mas seus nomes
não são conhecidos ainda. Vamos, então, organizar os diferentes tipos de
número que já conhecemos com seus respectivos nomes.
O primeiro contato que temos com os números é pela contagem, quando
surgem, de maneira natural, os números 1, 2, 3, 4 etc. Mais tarde, quando
estudamos nosso sistema de numeração, aparece o 0 (zero). Ele é usado para indicar
a ausência de unidades numa determinada ordem de um número.
Chamamos de números naturais os números 0, 1, 2, 3, 4 ...
Considere as chamadas operações elementares (adição, subtração, multi-
plicação e divisão) com números naturais. Quais dessas operações têm sempre
como resultado um número natural? Isso é o mesmo que perguntar:

l A soma de dois números naturais é sempre um número natural?


l A diferença de dois números naturais é sempre um número natural?
l O produto de dois números naturais é sempre um número natural?
l O quociente de dois números naturais é sempre um número natural?

Nas aulas anteriores verificamos que:

dee dois números naturais são sempre


A soma e o produto d
números naturais.

A diferença de dois números naturais só é um número natural


quando o primeiro é maior ou igual ao segundo.

Por exemplo: 7 - 3 = 4 é um número natural.


Quando queremos fazer uma subtração em que o primeiro número é A U L A
menor que o segundo, precisamos usar os números negativos
negativos, que não são
números naturais:
59
4 - 7 = - 3 não é um número natural

Vemos, assim, surgir um novo conjunto de números, formado pelos núme-


ros naturais mais os números negativos: os números inteiros
inteiros.
São, portanto, números inteiros os números ... - 3, - 2, - 1, 0, 1, 2, 3 ... e podem
ser representados numa reta numérica da seguinte maneira:

-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5

Observamos que:
l os números negativos estão à esquerda do zero, portanto todo número
negativo é menor que zero;
l os números positivos estão à direita do zero, portanto todo número positivo
é maior que zero;
l os números negativos estão à esquerda dos números positivos, logo todo
número negativo é menor que qualquer número positivo;
l um número é sempre menor que o número que está à sua direita.

Exemplos: -3 < 0 (- 3 é menor que zero)


-1 < 1 (- 1 é menor que 1)
-3 < -1 (- 3 é menor que - 1)
2 > -1 ( 2 é maior que - 1)
0 > -7 ( zero é maior que - 7)

Voltando às operações, também já sabemos que:

Na divisão de dois números naturais, o quociente só será um


número natural quando o primeiro número (o dividendo) for
múltiplo do segundo (o divisor).

Assim: 16 ¸ 4 = 4 é um número natural.

Quando isso não acontece, usamos outros números para indicar o


quociente.

5
Exemplos: 5 ¸ 2 = 2,5 ou
2

1
1 ¸ 3 = 0,333 ou
3
A U L A Todos esses números - frações, decimais exatos, dízimas periódicas e os
inteiros - formam um conjunto chamado conjunto dos números racionais
racionais.

59 Portanto, este conjunto é uma ampliação do conjunto dos números inteiros.


Qualquer número racional pode ser representado por um ponto na reta
numérica.

Exemplo: assinale na reta numérica um número racional entre 0 e 1:

0,5
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5

Será possível marcar na reta outro número racional entre 0 e 1 diferente de 0,5?
Entre 0 e 0,5, dividindo ao meio o segmento, podemos marcar o número 0,25.
E agora, será que ainda podemos marcar outro número racional entre 0 e 0,25?
O mesmo processo pode ser repetido: dividindo o novo segmento ao meio,
marcaremos o número 0,125.
Continuando sempre o mesmo raciocínio, podemos imaginar que entre dois
números racionais existem infinitos outros números racionais. Daí a impossibi-
lidade de escrever todos eles.
Para ter uma idéia mais clara dos conjuntos numéricos, é interessante
representá-los por diagramas, que são representações gráficas de conjuntos por
meio de uma curva fechada. Podemos escrever os elementos do conjunto dentro
do diagrama ou apenas o nome do conjunto junto à curva.

Veja quais são as letras usadas para dar nomes aos conjuntos numéricos:

: conjunto dos números naturais;

Z : conjunto dos números inteiros;

: conjunto dos números racionais.

E o diagrama fica assim:

Z
Exercício 1 Exercícios
A U L A
Escreva os números naturais múltiplos de 3 e maiores que 5.

Exercício 2 59
Escreva os números inteiros menores que 1.

Exercício 3
Escreva os números racionais que são a solução da equação: 5x + 1 = 10.

Exercício 4
Escreva um número racional maior que 2.

Exercício 5
Escreva ao lado de cada sentença V se ela for verdadeira ou F se ela for falsa:
a) ( ) - 6 é um número inteiro, logo é racional.
b) ( ) 2,516 é um número decimal exato, logo é racional.
c) ( ) 0,494949... é um número racional.
d) ( ) - 5 é um número natural.

Exercício 6
Escreva estes números racionais na forma de fração:
a) 3
b) 2,5
c) 0,555...
d) 0

Exercício 7
Dê exemplos de dois números racionais maiores que - 1,4.

Exercício 8
1 1
Assinale na reta numérica os números: ; - 2 ; 1,5 ; - .
3 4
A UA UL L AA

60
60
A reta e os
números reais

Para pensar
da seguinte lista:
P reencha os espaços abaixo com números

4,2 -5 - 3,1 0,555... 0 11

l números inteiros não naturais: ...........................................................................


l números racionais não inteiros: ..........................................................................
l números reais não racionais: ...............................................................................
l números reais não irracionais: ............................................................................

Nossa aula Vimos, na Aula 59, que os números racionais podem ser: frações, inteiros,
decimais exatos e dízimas periódicas. Observe estes dois números:

0,25 e 0,252525...

O primeiro tem duas casas decimais, portanto um número finito de casas


decimais. Por isso, é chamado de decimal exato
exato.
O segundo tem um número infinito de casas decimais com um período que
se repete (25). Esse número é conhecido como dízima periódica
periódica.
Vejamos o que acontece com o número decimal:

0,010110111...

Ele tem uma infinidade de casas decimais que não se repetem, portanto, não
é decimal periódico.

Pense um pouco e descubra as casas que virão a seguir nesse número.

Após a vírgula, a 1ª casa decimal é o zero, seguido do número 1; depois


outro zero, seguido duas vezes do número 1, e assim por diante. Logo, os
próximos algarismos serão o zero e depois quatro vezes o número 1. Esse
número não é racional. Ele é um exemplo de número irracional.
Outro exemplo de número irracional, bastante conhecido e muito A U L A
importante em Matemática, especialmente usado em geometria, é o
número p = 3,141592...
Ao estudar a operação de radiciação (Aula 54), e particularmente a raiz 60
quadrada, vimos que nem todo número natural tem raiz quadrada natural.
Os números naturais 0, 1, 4, 9, 16, 25, 36, 49, 64, 81 e 100, são chamados
quadrados perfeitos
perfeitos. As raízes quadradas desses números são também núme-
ros naturais:

0 =0 16 = 4 49 = 7
1 =1 25 = 5 64 = 8
4 =2 36 = 6 81 = 9
9 =3 100 = 10

Os outros números naturais, diferentes dos números quadrados perfeitos,


têm como raízes quadradas números irracionais. Outras raízes, com índices
diferentes de 2 e que não são números naturais, também são números irracio-
nais. Por exemplo:
3 4 3
4 5 100

Ao fazer o cálculo das raízes abaixo, numa calculadora, encontramos os


seguintes resultados:
2 = 1, 414213...
3 = 1, 73205...
5 = 2, 23606...
Os pontos que aparecem no final do número não aparecem no visor da
máquina de calcular. Eles indicam que as casas decimais continuariam a
aparecer se a máquina fosse maior e comportasse mais algarismos.
Vimos também que podemos assinalar todos os números racionais na reta
numérica, associando a cada número um ponto da reta bem determinado.
Podemos fazer o mesmo com os números irracionais?
Vejamos a representação de 2 na reta numérica, com auxílio de uma
construção geométrica. Vamos construir um triângulo retângulo isósceles de
catetos iguais a 1 sobre a reta numérica:

x 1

-2 -1 0 1 1 2 3

Calculamos a medida da hipotenusa aplicando o Teorema de Pitágoras:

x² = 1² + 1²
x² = 1 + 1
x² = 2
x= 2
A U L A Para marcar na reta a medida da hipotenusa, que é 2 , posicionamos em O
a ponta sem grafite (ponta seca) de um compasso, com abertura igual ao

60 tamanho da hipotenusa. Descrevendo um arco com o compasso, encontramos


o ponto na reta que corresponde a 2 :

x 1

-2 -1 0 1 1 2 2 3

Na prática, localizamos uma raiz quadrada na reta quando conhecemos um


valor aproximado da raiz. Por exemplo: localize o número 5 na reta numérica.
Vejamos quais são os números quadrados perfeitos mais próximos de 5:

5 está entre 4 e 9 = 4<5<9

5 está entre 4 e 9 = 4< 5< 9

5 está entre 2 e 3 = 2< 5<3

Assim, podemos assinalar a 5 entre os números 2 e 3 :

-2 -1 0 1 2 5 3

Procurando o valor de 5 por tentativa, teremos uma localização mais


exata. Sabendo que 5 está entre 2 e 3, podemos escrever que 5 = 2 ,...
Experimentamos então alguns números, por exemplo:

2,1 = (2,1)² = 4,41, que é um valor ainda distante de 5;

2,2 = (2,2)² = 4,84, que é bem próximo de 5.

Então, podemos representar 5 na reta com uma localização razoável, ou


seja, próxima do valor exato do número:

5
-2 -1 0 1 2 3
Sabendo que é possível representar na reta os números racionais e os A U L A
irracionais, podemos chamá-la reta real
real. O conjunto dos números reais ( ), que
é a reunião do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números
irracionais. Veja o diagrama abaixo: 60

O diagrama mostra a relação entre os diversos conjuntos: todo número


natural é inteiro; todo número inteiro é racional; todo número racional é real,
assim como, todo número irracional é também real. Inversamente, todo ponto
de reta real representa um número, que pode ser racional ou irracional

Exercícios
Exercício 1
Assinale na reta numérica os seguintes números reais:
- 2,5 0,75 2 p - 0,666...

Exercício 2
Assinale V se a afirmação for verdadeira ou F se for falsa:
1
a) ( ) 3 é um número real menor que 1.
b) ( ) 10 é um número real menor que 3.
c) ( ) 2,151617... é um número racional.
d) ( ) - 5 é um número inteiro, logo é um número real.
e) ( ) p não é um número real.
f) ( ) 3 é um número real
g) ( ) 3 é um número racional.

Exercício 3
3
a) Qual o menor número inteiro maior que 41
b) Qual o maior número inteiro menor que -
4

Exercício 4
Dê exemplo de:
1
a) dois números inteiros maiores que - 4
b) dois números racionais que estão entre - 1 e 0.
Gabarito das aulas
41 a 60

Aula 41 - Triângulo

Para pensar:

Na figura, existem 46 triângulos.

Exercícios:

1.
a) retângulo; isósceles
b) acutângulo; equilátero
c) obtusângulo; escaleno
d) obtusângulo; isósceles
e) retângulo; escaleno
f) acutângulo; escaleno

2.
a) escaleno
b) isósceles
c) equilátero

3.
a) retângulo
b) obtusângulo
c) acutângulo

4.
a) 85º
b) 92º
c) 40º

5. 60º

6. 80º
7. 35º

8.
a) 140º
b) Medindo com o transferidor ou observando que:

a + 40º = 180º
a = 180º - 40º = 140º

c) Sua medida é a soma dos dois ângulos internos opostos:

a = 90º + 50º
a = 140º

9.
a) a = 80º
b) a = 120º

10.
a) Sim.
b) Sim.
c) Não.
d) Não.

Aula 42 - O quadrado e outros quadriláteros

1.
a) paralelogramo
b) trapézio
c) retângulo (o quadrado é um retângulo)
d) retângulo (o quadrado é um retângulo)

2.
a) Lados iguais; tamanhos diferentes.
b) 1 par de lados paralelos; trapézio retângulo - trapézio isósceles.
c) 4 ângulos iguais; 4 lados iguais - lados opostos iguais dois a dois.
d) 2 pares de ângulos opostos iguais; lados opostos iguais - 4 lados iguais.
e) 4 lados iguais; 4 ângulos iguais - ângulos iguais 2 a 2.

3.
a) losango
b) retângulo
c) trapézio retângulo
d) paralelogramo ou losango

4. a) 14 quadrados b) 30 quadrados

5. Resposta pessoal.

6. 45º, 135º e 135º.


Aula 43 - Polígonos e mosaicos

1. Várias respostas.

2. Primeiro: 60º, 150º, 90º, 90º e 150º.


Segundo: 60º, 60º, 120º e 120º.

3. Não, pois apesar de ter os 4 lados iguais, seus ângulos não são iguais.

4.
a) 6
b) Sim.
c) 6 . 180º = 1.080º

5.
3 0 1 180º

4 1 2 360º

5 2 3 540º

6 3 4 720º

7 4 5 900º

8 5 6 1.080º

9 6 7 1.260º

10 7 8 1.440º

6. Sim. A diferença entre o número de lados do polígono e o número de


triângulos formados é constante e igual a 2.

7.
a) n - 2 (n = nº de lados)
b) (n - 2) · 180º

Aula 44 - A linguagem matemática

1.
a) 2x

b) 3x

c) y-7
a
d) +1
2
2.
a) x . y = y . x
b) a + b = b + a

3.
a) 2x + 2y = 20
b) se x = 4, y = 6 ;
se x = 2, y = 8; etc.

4. x
2

Aula 45 - O círculo e o número p

Exercícios:

1. Mantendo 5 cm de distância entre as pernas do compasso, centre a ponta


metálica e gire.

2. Se o diâmetro é de 10 cm, o raio terá 5 cm e essa circunferência será do mesmo


tamanho que a do Exercício 1.

3. A de 6 cm de raio tem o comprimento maior.

4. 2 . 26 . 3,14 = 163,28 cm

5. 62,8 ¸ 3,14 = 20 cm

6.
1 2 6,28

2,5 5 15,7

3 6 18,84

7. 18,84 ¸ 2 = 9,42 m

8. 18,84 ¸ 4 = 4,71 m

9. Essa corda é o diâmetro e mede 2 cm.


10. Várias soluções possíveis, como a que está na figura:

Aula 46 - Novamente frações

Para pensar:

Para fazer duas paradas, é preciso dividir a distância entre as cidades (220 km)
em 3 etapas: 220 ¸ 3 = 73,333...

1ª parada 2ª parada
|________________|_______________|_________________|
0 km 73,3 km 146,6 km 220 km

Exercícios:

1.
a) 0,13
b) 0,35
c) 6,222 ...
d) 4,26666...

2.
a) 0,111 ...
b) 0,222 ...
c) 0,333 ...

3.
a) 0,444 ...
b) 0,555 ...
c) 0,666 ...

4.
a) decimal finita
b) decimal finita
c) decimal infinita periódica
d) decimal infinita não periódica
e) decimal infinita periódica
f) decimal infinita não periódica
5.
a) racional
b) racional
c) racional
d) irracional
e) racional
f) racional

Aula 47 - Números proporcionais

Para pensar:

1 x
= ® x = 200 cm
200.000 40.000.000

Exercícios:

1.

A
a) A B RAZÃO
B

18 6
b) 18 21
21 7

30 6
c) 30 35
35 7

85,71 6
d) 85,71 100
100 7

100 6
e) 100 116,6 ...
116, 66 7

2.
a) 12
30

b) 18
30

c) 12
18
3.
a) x = 15
b) x = 42
c) x = 15
d) x = 5,33...

4. 40 cm

5. 4 12
=
3, 50 x

4x = 42
x = 42 ¸ 4
x = R$ 10,50

Aula 48 - O Teorema de Tales

Para pensar:

l 3,34 m.
l 11,7 kg .
l Sim.

Exercícios:

1.
a) 2,8
b) 3,2

2. x = 36 m; y = 54 m

3. 20 m
altura do coqueiro altura da pessoa
4. =
sombra do coqueiro sombra da pessoa

Aula 49 - Figuras semelhantes

1. Um quarto mede 3 m por 4 m e o outro mede 3 m por 3,40 m.

2. 100 cm · 100.000 = 10.000.000 cm = 100 km

3. 204 cm ¸ 12 = 17 cm

4. 1,5 ¸ 30 = 0,05 m2
Aula 50 - Proporção inversa

Para pensar:

l Levará 3 horas.
l São grandezas inversamente proporcionais.

Exercícios:

1.
a) Sim, k = 40.
b) Não.
c) Sim, k = 80.

2. 20 dias.

3. 1h30min

4. 6h40min aproximadamente

Aula 51 - Regra de três

Para pensar: 51 dias.

1. 40 min

2. 24 operários

3. 20 m

4. 300 peças

5. 37,5 l

6. 45%

7. R$ 200,00

8. R$ 1.200,00

Aula 52 - Introdução à álgebra

Para pensar:

l 3 kg
l 2 kg
l Daqui a 24 anos, quando André tiver 32 anos e sua mãe 64 anos.
Exercícios:

1. 674 e 675

2.
a) x = 3
b) x = 5
c) x = 14

3.
a) 2 (x + 1) + 4x = 3,20
b) R$ 1,20
c) 20 centavos
4. 12

Aula 53 - Calculando áreas

Para pensar:

l A área.
l As áreas são iguais .
l 10.000.

Exercícios:

1.
a) 6,375 cm2
b) 2,625 cm2
c) 6,75 cm2

2. Resposta pessoal.

3. Aproximadamente 553,5 cm2.

4. Resposta pessoal.

5. Aproximadamente 2.000 azulejos.

6. Os 4 triângulos têm áreas iguais, apesar de terem formatos diferentes.


Todos têm a mesma base e a mesma altura.

7. 14 cm2

8. 0,24 cm2

9. 93 + 145 = 119, aproximadamente 119 u.


2
Aula 54 - Potências e raízes

Para pensar:

a) 5² fichas brancas

b) 5³ fichas pretas

c) 54 fichas verdes

Exercícios:

1.
a) 13² = 169

b) 4³ = 64

2.

a) l l l

l l l

l l l

b) impossível

c) l l l l

l l l l

l l l l

l l l l

3.
a) 8
b) 1
c) 1
d) 0
e) 1.000... ( 10 zeros)

4.
a) 7
b) 8
c) 1
d) 10
e) 6

5.
a) 2
b) 1
c) 10
d) 4
e) 0
Aula 55 - O Teorema de Pitágoras

Para pensar:

l Sim, porque os três triângulos têm os ângulos com a mesma medida.

l Sim.

Exercícios:

1.
a) Sim: 10² = 8² + 6².
b) Não, porque 20² ¹ 9² + 7².
c) Não, porque 6² ¹ 5² + 4².
d) Sim: 13² = 12² + 5²

2. A área do triângulo desenhado sobre a hipotenusa é igual à soma das áreas


dos triângulos desenhados sobre os catetos. Observe que esse exemplo é
uma extensão do Teorema de Pitágoras.

3. a=8

b = 8,50

x = 3,76

y = 19,26

Observação: Os valores decimais foram considerados até os centésimos,


desprezando-se os demais.

Aula 56 - Aplicação do Teorema de Pitágoras

Para pensar: 4 metros

Exercícios:

1. Sim: 13² = 12² + 5²


169 = 144 + 25

2.
a) 84
b) 50

3. x = 15 cm

4. 2.025 = 45 m

5. d = 72 cm

6. 20 cm
Aula 57 - A área do círculo

Para pensar:

Foi pintada metade da área da roda.

Exercícios:

1.
a) 113,04 cm²
b) 50,24 cm²

2.
a) 34,89 m²
b) 40º

3. 1,31 m²

4. 10% = 1,256 cm²


20% = 2,512 cm²
30% = 3,768 cm²
40% = 5,024 cm²

5. 21,5% da área do quadrado.

Aula 58 - Calculando volumes

Para pensar:

l 8
l Resposta pessoal.
1
l Volume da pirâmide = do volume do cubo.
3
Exercícios:

1. 64 cubinhos

2. 20.000 cm3 = 20 litros

3. Resposta pessoal.

4. 14.137 cm3

5. 18,84 litros

6. Resposta pessoal.

7. Resposta pessoal.

8. Resposta pessoal.
Aula 59 - Organizando os números

Para pensar:

a) 0, 1, 2, 3, 4
b) -1, 0
c) Não tem.
d) Não tem.
e) 0,5 (há uma infininidade de outras soluções).

Exercícios:

1. 6, 9, 12, 15 ...

2. 0, -1, -2, -3 ...


9
3. ou 1,8
5
4. Existe uma infinidade. Exemplos: 2,1; 2,2; 3,5; 4.

5.
a) V
b) V
c) V
d) F

6.
a) 3 ou 6 ou 12 , .....
1 2 4

b) 25 5
=
10 2

c) 5
9

d) 0
1

Observação: Todos os itens do Exercício 6 têm outras soluções.

7. 1,3; 0; 2,3; etc.

8.
-2 -1 0 1 2

1 1 1,5
-
4 3
Aula 60 - A reta e os números reais

Para pensar:

a) -5

b) 4,2; - 3,1; 0,555...

c) 11

d) 4,2; -5; -3,1; 0,555...; 0

Exercícios:

1.

-2,5 -0,666... 0,75 2 π


-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5

2.
a) V
b) F
c) F
d) V
e) F
f) V
g) F

3.
a) 1
b) -1

4.
a) 0 e 1 (há uma infinidade de outras respostas)
b) -0,25 e -0,5 (há uma infinidade de outras respostas)