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Centrais Hidrelétricas

Introdução

Centrais Hidrelétricas

Prof. Thales Lima Oliveira


Centrais Hidrelétricas
Introdução

Ementa da disciplina
• Operação e os componentes principais de um
aproveitamento hidrelétrico;
• Conversão de energia: aspectos elétricos e hidráulicos;
• Características das turbinas normalmente aplicadas nos
aproveitamentos hidráulicos;
• Perda de carga em canalizações e dissipações energéticas
no transporte da água.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Conteúdo da disciplina
• Fontes de energia

• Conceitos gerais de hidrologia

• Classificação de Usinas Hidrelétricas


• Quanto à Potência;
• Quanto à Queda;
• Quanto ao Fator de carga;
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Conteúdo da disciplina
• Componentes das Centrais Hidrelétricas
• Barragem
• Conduto Forçado
• Comportas
• Câmara de Carga/Chaminé de Equilíbrio
• Vertedouro
• Casa de Força
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Conteúdo da disciplina
• Turbinas Hidráulicas
• Classificação de Turbinas de Ação e Reação
• Seleção da Turbina
• Turbina Pelton
• Turbina Francis
• Turbina Kaplan
• Turbina Bulbo
• Turbina Michell Banki
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Introdução

Conteúdo da disciplina
• Gerador
• Classificação e Características Técnicas;
• Componentes Principais do Gerador (Estator e Rotor);
• Curva de capabilidade
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Introdução

Conteúdo da disciplina
• Sistemas de Controle de Centrais Hidrelétricas
• Regulador de Velocidade
• Estatismo
• Regulador Isócrono
• Regulador com queda de velocidade
• Regulador com estatismo transitório
• Regulador de Tensão
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Introdução

Conteúdo da disciplina
• Comissionamento de Centrais Hidrelétricas
• Ensaios de Tipo
• Ensaios de Aceitação
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Introdução

Bibliografia
Básica
• SIMONE, Gilio Aluísio, Centrais e aproveitamentos hidrelétricos. São Paulo: Ed. Érica, 2000.
• NETO, Manuel R. Borges, Geração de Energia Elétrica – Fundamentos. Ed. Érica, 2012.
• Zulcy de Souza, Afonso Henriques Moreira Santos e Edson Bortoni, Centrais Hidrelétricas-
Implantação e Comissionamento, Editora Interciência.

Complementar
• Lima, Jose Moura, Usinas Hidreletricas - Diretrizes Básicas Para Proteção e Controle, Ed.
Synergia, 2008.
• ZOPPETTI, J. Gaudencio. Centrales hidroeléctricas; su estudio, montaje, regulación y
ensayo. 1995.
• BORGES NETO, Manuel Rangel; CARVALHO, Paulo. Geração de energia elétrica:
fundamentos. São Paulo: Érica, 2013.
• CARNEIRO, D.A, PCHS Pequenas Centrais Hidrelétricas – Aspectos Jurídicos, Técnicos e
Comerciais. - Editora Synergia.
• KOSOW, Irving. Máquinas elétricas e transformadores. 15. ed. São Paulo: Globo, 2005. 667
p.
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Introdução

Avaliação
• Três avaliações escritas
• Datas sugeridas:
• Prova 1 (P1) – 26/09/2018
• Prova 2 (P2) – 05/11/2018
• Prova 3 (P3) – 17/12/2018
• Trabalhos individuais (TI)
• Trabalhos / apresentações em grupo (AG)

(𝑃1 + 𝑃2 + 𝑃3)
𝑁𝐹 = 0,6 × + 0,3 × 𝐴𝐺 + 0,1 × 𝑇𝐼
3
Centrais Hidrelétricas
Introdução

O que é uma usina hidrelétrica?


Uma usina hidrelétrica pode ser definida como um conjunto
de obras e equipamentos cuja finalidade é a geração de
energia elétrica, através de aproveitamento do potencial
hidráulico existente num rio.

Usina Hidrelétrica de Tucuruí - PA


Centrais Hidrelétricas
Introdução

Histórico das usinas hidrelétricas no Brasil


A primeira usina hidrelétrica entrou em operação em 1883
no ribeirão do Inferno na cidade de Diamantina (MG). Foi
instalada com uma queda de 5 m, com dois geradores de 8
HP capazes de movimentar bombas d’água para desmonte
de formações rochosas das minas de diamante.

Em 1887, foi colocada em operação no rio Macacos em MG,


uma usina de 500 HP, sob uma queda de 40 m, para atender
a uma mineração de outro e iluminação.
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Introdução

Histórico das usinas hidrelétricas no Brasil


Em 1889, foi inaugurada a
Usina de Marmelos Zero, da
Companhia Mineira de
Eletricidade. Foram instalados
dois grupos com potência de
126 kW cada, para
fornecimento de energia para
Juiz de Fora (MG).
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Histórico das usinas hidrelétricas no Brasil


• Em 1908, inaugurou-se a UHE de Fontes Velha, com uma
potência de 12 MW, a maior da América Latina e a
segunda maior do mundo. Posteriormente foi ampliada
para uma potência instalada de 24 MW (1909) e depois
para 54 MW (1914)

• A partir de 1961, com a criação da Eletrobrás, a instalação


de hidrelétricas no Brasil tomou um maior impulso
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Introdução

Histórico das usinas hidrelétricas no Brasil

Capacidade instalada das Hidroelétricas em 2018: 101 GW


Fonte: ANEEL
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Potencial hidrelétrico

Fonte: EPE
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Potencial hidrelétrico
• Os países com maior capacidade hidrelétrica instalada
atualmente são China, Brasil, Estados Unidos, Canadá,
Rússia e Índia, que juntos representam cerca de 60% da
capacidade global.

• A China tem cerca de 28% da capacidade global instalada e


também tem o programa mais ativo de construção de
novas hidrelétricas.
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Potencial hidrelétrico
• Os investimentos em pequenos, mini e micro projetos
hidrelétricos tem sido impulsionado nos últimos anos pelo
fato de eles terem menos impactos ambientais e sociais
em comparação com os grandes projetos hidrelétricos.

• Além disso, eles tem um retorno de investimento rápido e


são muitas vezes a fonte de energia de menor custo para
abastecer as comunidades remotas sem energia elétrica.
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Introdução

Potencial hidrelétrico brasileiro


Centrais Hidrelétricas
Introdução

Hidroeletricidade para o Brasil


• O Brasil é possuidor de um dos maiores potenciais
hidráulicos do mundo.

• O Brasil é um pais carente de gás e carvão (torna inviável a


termoeletricidade)

• Na década de 70 o Brasil foi o país que mais cresceu no


setor de hidroeletricidade, por que investiu-se muito no
setor (1 bilhão de dólares entre 1971 e 1975 e 2 bilhões de
dólares entre 1975 e 1979);
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Hidroeletricidade para o Brasil


• A partir dos anos 1970 até 2000, o Brasil priorizou muito a
hidroeletricidade. Já temos uma indicação nos próximos
30 anos de que esgotaremos esse potencial. Então é
importante que o Brasil desenvolva novas fontes para a
produção de energia elétrica dentro da política de
diversificar a matriz.
• O incentivo às energias renováveis pode ser considerado
uma meta coletiva mundial. O governo federal investiu
mais de R$ 97 bilhões em forma de financiamento para
285 inciativas de energias renováveis no período de 2003 a
2015. Somente na energia eólica, foram mais de R$ 19
bilhões em financiamento.
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Capacidade instalada (2016/2021)

Fonte: ONS
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Capacidade instalada (2016/2021)

Fonte: ONS
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Participação de fontes renováveis no Brasil

OCDE - Organização
para a Cooperação e
Desenvolvimento
Econômico.
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Custos por tipo de geração


• UHEs - R$ 143/MWh;
• Eólicas - R$ 174/MWh;
• PCHs e CGHs - média de R$ 212/MWh;
• Biomassa - R$ 231/MWh;
• Solar - R$ 250,00/MWh;
• Usinas movidas a resíduos - R$ 290/MWh;
• Carvão - R$ 330/MWh;
• UTEs
• Gás natural e GNL - R$ 319/MWh;
• Óleo combustível - R$ 800/MWh ;
• Nuclear - R$ 142/MWh;
• Térmica a diesel - R$ 2.900/MWh.
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Fontes de energia - Hidrelétricas


• PCH - Pequena Central Hidrelétrica – usinas com
potência instalada superior a 3 MW e igual ou inferior
a 30 MW e com o reservatório com área igual ou
inferior a 13 Km². (Aneel)

• CGH - Centrais Geradoras Hidrelétricas - Usinas com


potência instalada de até 3.000 kW. Necessitam
apenas de um simples registro para funcionar.
(Aneel)

• UHE - Usina Hidroelétrica - Usinas com potência


instalada superior a 30MW.
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Fontes de energia - Termoelétricas (UTE)


Esquema de funcionamento
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Fontes de energia - Termoelétricas (UTE)


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Fontes de energia - Termoelétricas (UTE)


• Vantagens
• A principal vantagem é poderem ser construídas onde são mais
necessárias, economizando assim o custo das linhas de
transmissão. E essas usinas podem ser encontradas na Europa e
em alguns estados do Brasil.

• Desvantagens
• O alto preço do combustível é um fato desfavorável.
Dependendo do combustível, os impactos ambientais, como
poluição do ar, o impacto da construção de estradas para levar o
combustível até a usina, chuva ácida, combustível caro, etc.
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Fontes de energia - Termoelétricas (UTE)


UTE Governador Leonel Brizola (Petrobras)
• Duque de Caxias (RJ)
• Capacidade instalada: 1036 MW
• Combustível: Gás Natural
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Fontes de energia - Termoelétricas (UTE)


UTE Santa Cruz (Furnas)
• Santa Cruz (RJ)
• Capacidade instalada: 932 MW
• Combustível: Gás Natural (anteriormente projetada para operar
com combustíveis líquidos)
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Fontes de energia - Usinas Eólicas (EOL)


A energia eólica é aproveitada com o movimento de
aerogeradores - grandes turbinas colocadas em lugares com
muito vento. Essas turbinas têm a forma de um catavento
ou um moinho que produz com o movimento. Esse
movimento, através de um gerador, produz energia elétrica.
Precisam agrupar-se em parques eólicos, concentrações de
aerogeradores, necessários para que a produção de energia
se torne rentável, mas podem ser usados isoladamente,
para alimentar localidades remotas e distantes da rede de
transmissão.
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Fontes de energia - Usinas Eólicas (EOL)


• 1-Fundação
• 2-Conector à rede elétrica
• 3-Torre
• 4-Escada
• 5-Controle de orientação (Yaw control)
• 6-Nacelle
• 7-Gerador
• 8-Anemômetro
• 9-Freio elétrico ou mecânico
• 10-Caixa de velocidades
• 11-Lâmina
• 12-Controle de orientação (pitch control)
• 13-Roda.
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Fontes de energia - Usinas Eólicas (EOL)


A energia eólica no Brasil tem capacidade instalada atual de
12763 MW distribuídos por 458 parques eólicos, o
equivalente a 8,4% da potência energética instalada no país,
ocupando a 8ª posição no ranking mundial em 2017
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Fontes de energia - Usinas Fotovoltaicas (UFV)


• Ainda em crescimento, a
energia solar também vem
conquistando seu espaço na
matriz energética.
• A estimativa da Empresa de
Pesquisa Energética (EPE) prevê
que até 2050, 13% de todo o
abastecimento das residências
no País seja feita pelas placas
fotovoltaicas que aproveitam a
energia solar.
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Resumo dos empreendimentos atuais


EÓLICA HIDRELÉTRICA
Construção não Construção não
91 1,991 GW 135 2,397 GW
iniciada iniciada
Em construção 128 2,863 GW Em construção 39 1,579 GW
Em operação 508 12,45 GW Em operação 1310 101,081 GW
TOTAL 727 17,30 GW TOTAL 1484 105,057 GW

FOTOVOLTAICA TERMELÉTRICA
Construção não Construção não
40 0,965 GW 116 3,550 GW
iniciada iniciada
Em construção 25 0,694 GW Em construção 29 4,307 GW
Em operação 84 1,021 GW Em operação 3008 43,536 GW
TOTAL 149 2,68 GW TOTAL 3153 51,393 GW
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Generalidades
As múltiplas finalidades que podem apresentar um
aproveitamento hídrico são:

• Controle de cheias e estiagens


• Navegação
• Irrigação
• Turismos e esportes
• Piscicultura
• Geração de energia elétrica
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Classificação de Usinas Hidrelétricas


• Classificação quanto à potência:

Atualmente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)


adota três classificações para a geração hidrelétrica no
Brasil:
• Central Geradora Hidrelétrica (CGH): com até 3 MW de potência
instalada;
• Pequena Central Hidrelétrica (PCH): > 3 MW e ≤ 30 MW de
potência instalada;
• Usina Hidrelétrica de Energia (UHE): com mais de 30 MW.
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Classificação de Usinas Hidrelétricas


• Classificação quanto à potência (Internacional):

• Micro hidrelétricas: Com até 100 kW


• Mini hidrelétricas: Entre 100 kW e 1 MW
• Pequenas hidrelétricas*: Entre 1 MW e 10 MW
• Hidrelétricas de médio porte: Entre 10 MW e 100 MW
• Grandes hidrelétricas: Acima de 100 MW

*O limite de 10 MW para pequenas hidrelétricas não é consenso entre


os países. Por exemplo, na Índia e na China considera-se usinas de
pequeno porte aquelas com potência instalada ≤ 25 MW e nos
Estados Unidos < 30 MW.
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Classificação de Usinas Hidrelétricas


Classificação das pequenas CH’s quanto à potência e
quanto à queda de projeto

CLASSIFICAÇÃO DAS POTÊNCIA QUEDA DE PROJETO - Hd (m)


CENTRAIS
P (kW) BAIXA MÉDIA ALTA

MICRO P ≤ 100 Hd < 15 15 < Hd < 50 Hd > 50

MINI 100 < P ≤ 3.000 Hd < 20 20 < Hd < 100 Hd > 100

PEQUENAS 3.000 < P ≤ 30.000 Hd < 25 25 < Hd < 130 Hd > 130
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Classificação de Usinas Hidrelétricas


• Classificação quanto à queda:

• Usinas de baixa queda, com turbinas do tipo bulbo (H < 20 m) ou


Kaplan (20 m < H < 60 m)
• Usinas de média e alta queda, com turbinas Francis (40 m < H <
400 m)
• Usinas de queda muito alta, com turbinas Pelton (350 m < H <
1100 m)

Obs.: Cada uma das turbinas citadas serão estudadas posteriormente


Centrais Hidrelétricas
Introdução

Classificação de Usinas Hidrelétricas


• Classificação quanto à função da usina (segundo o ponto
de vista operativo ou funcional):

• Usina de base: aquela que mantem capacidade de geração firme


durante todo o tempo. Usina opera a plena carga durante
praticamente todo o ano.

• Usina de ponta: sua função e o atendimento dos picos da curva


de carga. Sua plena capacidade tem tempo suficiente para
atender apenas as necessidades do mercado em suas horas de
máxima solicitação.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Classificação de Usinas Hidrelétricas


• Classificação em função do plano de aproveitamento da
fonte de potencial hidráulico (ou quanto a capacidade de
regularização):

Existem dois tipos básicos de usinas hidrelétricas: a central à


fio d’água e a central de acumulação.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Classificação de Usinas Hidrelétricas


• Usinas a fio d’água: são aquelas que aproveitam o curso
d’agua diretamente, depois de sua derivação, sem
permitir propriamente uma acumulação; não significa
que não possam apresentar um reservatório. São, por
natureza, usinas de base.

• Usina a fio d’água sem reservatório: é sempre uma usina de


base que utiliza, durante 95% de seu tempo de operação, a
descarga mínima do rio, garantindo a plena carga todo esse
período.
• Usina de fio d’água com reservatório: a usina possui um
pequeno reservatório sem, contudo, possuir uma capacidade de
regularização da vazão superior ao período de um mês.
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Usinas a fio d’água


• Segundo a resolução normativa nº 425 / 2011 da ANEEL:

Usina classificada como fio d’água: usina hidrelétrica ou


pequena central hidrelétrica que utiliza reservatório com
acumulação suficiente apenas para prover regularização
diária ou semanal, ou ainda que utilize diretamente a
vazão afluente do aproveitamento.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Usinas a fio d’água


Centrais Hidrelétricas
Introdução

Usinas a fio d’água

A usina binacional Itaipu, por exemplo, por ser a última rio


abaixo (a jusante) da Bacia do Rio Paraná, é considerada
como a fio d’água. Ocorre que se a gigantesca hidrelétrica
pode utilizar toda a água que chega ao reservatório,
mantendo apenas uma reserva mínima para garantir a
operacionalidade, tal diferencial se deve, direta ou
indiretamente, à existência de dezenas de barragens a
montante.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Usinas a fio d’água


• Usinas a fio d’água em desvio:

A água desviada é a água calculada para o fluxo de projeto


considerado, sendo desviada para geração de energia (o
curso do rio é mantido). Quando os fluxos no rio excedem o
fluxo de projeto para geração de energia, o excesso de fluxo
corre rio abaixo sobre a represa ou ao longo do rio, ou seja,
os fluxos do rio não são armazenados atrás da represa em
nenhum momento.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Usinas a fio d’água


Usinas a fio d’água
em desvio:
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Classificação de Usinas Hidrelétricas


• Usinas com bacia de acumulação ou com grande
reservatório: São usinas que tomam de um reservatório
artificial ou um lago, as vazões necessárias ao seu
funcionamento, possuindo uma capacidade de
regularização da vazão nunca inferior a mensal e, quase
sempre, anual ou até mesmo plurianual.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Usinas com reservatório


Centrais Hidrelétricas
Introdução

Central de acumulação
Geralmente localizados na cabeceira dos rios, em locais de
altas quedas d’água, dado o seu grande porte permitem o
acúmulo de grande quantidade de água e funcionam como
estoques a serem utilizados em períodos de estiagem.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Central de acumulação
A variabilidade temporal das chuvas resulta na variabilidade
da vazão (𝑚3/𝑠) nos rios. Em consequência, surgem
situações de déficit hídrico natural, quando a vazão do
curso d’água é inferior à necessária para o atendimento de
determinados usos, ou situações onde o excesso de vazão
produz enchentes e inundações.

Hidrograma:
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Central de acumulação
Para reduzir a variabilidade temporal da vazão recorre-se à
sua regularização por meio da construção do reservatório
de acumulação de água. Para compensar as deficiências
hídricas dos períodos de estiagem, o reservatório acumula
parte das águas nos períodos chuvosos exercendo, assim,
um efeito regularizador das vazões naturais. O
amortecimento das ondas de cheia, proporciona uma
proteção para as áreas situadas a jusante do barramento.
No caso de um reservatório de água de abastecimento, que
recebe uma vazão constante de uma adutora e entrega uma
vazão variável para a rede de abastecimento. Esse último
caso seria, a rigor, uma “desregularização”.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Central de acumulação
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Central de acumulação
Com a regularização das vazões por meio da construção de
barragem visa-se, ainda, atingir vários outros objetivos,
destacando-se:
• o atendimento às necessidades do abastecimento urbano
ou rural (irrigação);
• o aproveitamento hidroelétrico;
• a atenuação de cheias (combate às inundações);
• o controle de estiagens;
• o controle de sedimentos;
• a recreação;
• e permitir a navegação fluvial.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Central de acumulação - Volume


Centrais Hidrelétricas
Introdução

Zonas de armazenamento de um reservatório


• Nível normal do reservatório: é a cota máxima até a qual as
águas se elevarão nas condições normais de operação. Em
geral este nível é determinado pela cota da crista do vertedor.
• Nível mínimo do reservatório: é a cota mínima até a qual as
águas baixam nas condições normais de operação. Esse nível
pode ser determinado pela cota da parte inferior do conduto
de saída mais baixo da barragem.
• Volume útil: volume armazenado entre os níveis mínimo e
normal.
• Volume morto: volume retido abaixo do nível mínimo.
• Sobrearmazenamento: volume acima do nível normal: não é
aproveitado.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Zonas de armazenamento de um reservatório


Centrais Hidrelétricas
Introdução

Localização de uma usina hidroelétrica


• Acessibilidade: traduzida pela existência de vias (rodoviária,
ferroviária ou fluvial) capazes de permitir o transporte de
equipamentos de elevado peso e tamanho ate o local da obra.
• Fundação: as fundações dependem, fundamentalmente, da
configuração e textura geológica do terreno, para eliminar o
problema de sobre pressão, possibilitando conferir ao conjunto
de obras de segurança e responsabilidade que devem ser
inerentes a ele.
• Custos de desapropriação dos terrenos: tem reflexo direto nas
chamadas despesas fixas de construção, afetando,
indiretamente, o custo do kWh.
• Efetividade de utilização da energia gerada: refere-se a
localização da central em relação a posição geográfica do
centro consumidor, afetando, essencialmente, os custos de
transmissão da energia gerada.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores hidrelétricas do Brasil


1 Usina Hidrelétrica de Itaipu Rio Paraná 14 000 MW
2 Usina Hidrelétrica de Belo Monte Rio Xingú 11 233 MW
3 Usina Hidrelétrica de Tucuruí Rio Tocantins 8 370 MW
4 Usina Hidrelétrica de Jirau Rio Madeira 3 750 MW
5 Usina Hidrelétrica Santo Antônio Rio Madeira 3 568 MW
6 Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira Rio Paraná 3 444 MW
7 Usina Hidrelétrica de Xingó Rio São Francisco 3 162 MW
8 Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso IV Rio São Francisco 2 850 MW
9 Usina Hidrelétrica de Itumbiara Rio Paranaíba 2 082 MW
10 Usina Hidrelétrica Teles Pires Rio Teles Pires 1 820 MW
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


• 10º Usina La Grande 2 – Canadá (5.328 MW) (1992)
• 9º Churchill Falls – Canadá (5.428 MW) (1970)
• 8º Krasnoyarsk – Rússia (6.000 MW) (1972)
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


• 7º Sayano-Shushenskaya – Rússia (6.400MW) (1985)
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


• 6º Grand Coulee – Estados Unidos (6.494MW) (1974)
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


• 5º Tucuruí I e II – Brasil (8.370 MW) (1984)
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


• Localizada ao longo do Rio Tocantins, na cidade de Tucuruí,
ao sul de Belém do Pará, a Hidrelétrica de Tucuruí é a
maior usina 100% brasileira (pelo menos até a conclusão
da usina de Belo Monte) e apresenta o segundo maior
vertedouro do mundo. A sua construção se deu entre os
anos de 1974 e 1984.
• Em 2008, a usina de Tucuruí passou por reformas que
dobraram a sua capacidade, alcançando os 8.370 MW
atuais. Apesar disso, a Usina pode passar por uma nova
ampliação na produção de energia, com a construção de
uma terceira casa de força. Caso isso ocorra, a produção
poderá ultrapassar os 10.500 MW, pulando para a quarta
posição deste ranking.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


• 4º Guri – Venezuela (10.200 MW) (1986)
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


• 3º Belo Monte – Brasil (11.233 MW) (2019 ?)
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


• 2º Usina de Itaipu – Brasil (14.000 MW) (1984)
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


• Até 2012, essa era a maior usina hidrelétrica do mundo. A
sua mais notória característica é o fato de ser uma
hidrelétrica binacional, sendo utilizada por Paraguai e
Brasil, uma vez que se encontra na fronteira entre esses
dois países, no Rio Paraná. Suas obras foram iniciadas em
1975 e concluídas em 1982, sua construção contou com
uma cooperação mútua entre os dois países.
• Conforme acordado entre as duas partes, cada país
utilizaria metade do total produzido pela hidrelétrica.
Dessa forma, como o Paraguai não utiliza totalmente a sua
metade, vende o restante para o Brasil. A Usina
Hidrelétrica de Itaipu é responsável por abastecer 19% da
produção de energia brasileira.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


• 1º Usina de Três Gargantas – China (22.500 MW) (2012)
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Maiores Hidrelétricas do mundo


A Usina de Três Gargantas, localizada no Rio Yang Tsé, além
de ser a maior hidrelétrica do planeta, exerce outras duas
importantes funções: primeiramente, ela ajuda no controle
de enchentes causadas pela dinâmica fluvial da região e, em
segundo lugar, colabora para a facilitação do transporte
hidroviário ao longo do Yang Tsé. O início de suas obras
ocorreu em 1993 e sua conclusão aconteceu em 2012, com
um custo estimado em US$25 bilhões.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Usina de Belo Monte


• Está sendo construída na bacia do Rio Xingu, próximo ao
município de Altamira, no norte do Pará;

• Sua potência instalada será de 11.233 MW mas, por


operar com reservatório muito reduzido, deverá produzir
efetivamente cerca de 4.500 MW em média;

• Em potência instalada, a usina de Belo Monte será a


terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da
chinesa Três Gargantas (22,5 GW) e da brasileira
e paraguaia Itaipu (14 GW). Será a maior usina hidrelétrica
inteiramente brasileira.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Usina de Belo Monte


A geração média de energia prevista para a usina de Belo
Monte é de cerca de 40% de sua capacidade total, ou seja,
comparável à geração média das hidrelétricas europeias.
Esse valor é inferior à geração média das usinas hidrelétricas
brasileiras, que é de 55%, uma vez que nos meses de cheia,
a usina gerará a sua plena capacidade (11.000 MW) e,
durante a estiagem, a geração será menor, resultando em
uma média anual de aproximadamente 4.500 MW.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Usina de Belo Monte


As alterações promovidas no projeto de Belo Monte de
forma a compatibilizá-lo com as restrições socioambientais,
implicaram na redução da geração média anual. Felizmente,
isto não inviabilizou o empreendimento, visto que, quando
em operação, produzirá energia para a população brasileira
por quase metade do preço das demais fontes de energia
(R$ 78,00/MWh).

A usina vai operar a fio d'água


Centrais Hidrelétricas
Introdução

Usina de Belo Monte


• A título de comparação, enquanto a média nacional de
área alagada é de 0,49 km² por MW instalado, a Usina de
Belo Monte deverá contar com uma relação de apenas
0,04 km² por MW instalado. Isso sim pode ser considerado
um fator de definição de um bom aproveitamento, o
quanto alaga para a quantidade de energia que vai gerar, e
no caso de Belo Monte é muito bom.
• Da energia que será produzida por Belo Monte, 70%
destinam-se ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e
apresenta o segundo menor valor dentre todos os
empreendimentos elétricos dos últimos 10 anos (R$
78,00/MWh).
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Centrais Hidrelétricas
• Qualquer fonte de energia tem seu impacto e sua região
de aplicabilidade. No caso da energia eólica para se
aproveitar esse potencial de Belo Monte, necessitaríamos
instalar cerca de 6.330 aerogeradores, de 3 MW cada,
ocupando uma área de 470 km², ou seja pouco menor
daquela ocupada por Belo Monte (503 km²).
• Uma cidade litorânea do sul com uma praia com mais de
200 km de extensão e com ventos regulares, teve um
projeto de instalação de geradores eólicos proibido porque
causava impacto ambiental, ameaçando algumas aves
migratórias. Ou seja, mesmo energias alternativas geram
impactos ambientais.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Centrais Hidrelétricas
Segundo dados evidenciados por levantamentos realizados pelo
Ministério de Minas e Energia, MME (2007) a hidroeletricidade é
uma vocação nacional, por possuir potencial técnico 260 GW,
sendo que desses apenas 28,2% é ocupado. Esse tipo de energia
é tida como ecologicamente e economicamente viável por três
motivos:
• O primeiro é por ser considerada energia limpa;
• Em segundo lugar, porque a construção de uma hidrelétrica é realizada
para operar por muitos anos;
• E terceiro motivo é que segundo estudo realizado pela Secretaria de
Planejamento e Desenvolvimento Estratégico (2010), seu custo de
produção é o mais competitivo entre as demais fontes de energia
como a biomassa, carvão mineral, nuclear, eólica, gás natural, óleo
combustível e óleo diesel. Por esses motivos, ela se encaixa nos
moldes propostos em gerar crescimento econômico produzindo
menos degradação ao meio ambiente.
Centrais Hidrelétricas
Introdução

Centrais Hidrelétricas
Esses três principais motivos são considerados favoráveis a
construção de uma UHE, no entanto, não há consenso entre
os peritos e entre os cientistas que ela seja de fato limpa e
renovável, elencando problemas com a produção de
energia promovida através das águas dos rios. Entre os
aspectos desfavoráveis, está a promoção de impactos
negativos sobre a população, pois a represa construída exige
que as pessoas que moravam no local escolhido para a
construção dessa usina, sejam realocadas, provocando com
isso, impactos na sustentação econômica, nos valores
sociais e culturais da população atingida.