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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO


CENTRO DE CIÉNCIAS SOCIAIS APLICADAS E HUMANAS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAS APLICADAS
CURSO DE DIREITO
ARBITRAGEM E MEDIAÇÃO
PROF. JOSÉ ALBENES BEZERRA JÚNIOR
DISCENTES: JANDERSON ERIK LOPES FERNANDES
RAILSON RAMOS DE SOUZA
TATIANNY DA SILVA MEDEIROS
AVALIAÇÃO (UNIDADE III)

OBS.: (Avaliação será composta por ATÉ 03 [três] discentes)


• Recentemente, foi publicada mais uma edição do “JUSTIÇA EM NÚMEROS”.
O foco principal dessa publicação do Conselho Nacional de Justiça, CNJ, compreende
os dados de litigiosidade, com detalhamento dos indicadores de acordo com o grau de
jurisdição e a fase em que os processos se encontram. Para isso, pede-se que analisem as
três últimas edições do “JUSTIÇA EM NÚMEROS” (2016, 2017, 2018), dissertando
acerca dos seguintes quesitos.
Link para acesso aos relatórios: http://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/pj-justica-
emnumeros
a) GESTÃO JUDICIÁRIA E LITIGIOSIDADE (i) Acesso à Justiça [somente a Justiça
Estadual]; (ii) Indicadores de produtividade [somente a Justiça Estadual]; (iii)
Indicadores de desempenho e de informatização [somente a Justiça Estadual]; (iv)
Recorribilidade interna e externa [somente a Justiça Estadual]. (4,0 pontos)
b) ÍNDICE DE CONCILIAÇÃO (i) Análise da Justiça Estadual; e (ii) Análise
específica do Tribunal de Justiça do Rio Grande, TJRN. (4,0 pontos).
• Disserte, criticamente, respondendo aos seguintes questionamentos: a) Apesar da
relevante importância dos relatórios, a Justiça pode (ou deve) ser reduzida a números?
(1,0 ponto) b) Com base nos dados coletados (quesitos “a” e “b” da questão 01), quais
as formulações de políticas públicas para um efetivo acesso à Justiça? (para fins de
padronização, entre 02 e 03 formulações de políticas públicas). (1,0 ponto)
JUSTIÇA EM NÚMEROS

1 UMA ANÁLISE DAS EDIÇÕES (2016, 2017 E 2018) DA JUSTIÇA EM


NÚMEROS, ABORDANDOS OS PONTOS "A" E "B" DESCRITOS
ANTERIORMENTE.

• Edição de 2016

Segundo a nossa Constituição Federal Brasileira de 1988, em seu artigo 109 a


Justiça Estadual, integrante da justiça comum (junto com a Justiça Federal), é
responsável por julgar matérias que não sejam da competência dos demais segmentos
do Judiciário – Federal, do Trabalho, Eleitoral e Militar, ou seja, sua competência é
residual.
Esta se organiza da seguinte forma: cada estado tem a atribuição de organizar a
sua justiça. No entanto, o Poder Judiciário do Distrito Federal é organizado e mantido
pela União. Atualmente, a Justiça Estadual está presente em todas as unidades da
federação, reunindo a maior parte dos casos que chega ao Judiciário, já que se encarrega
das questões mais comuns e variadas, tanto na área cível quanto na criminal. Sendo a
Justiça Estadual estruturada em duas instâncias ou graus de jurisdição (1º e 2º grau).
Desse modo, iremos tratar no âmbito da Justiça Estadual os pontos mais
relevantes da edição de 2016 da Justiça em Números. Procurando fazermos uma análise
crítica ao concluirmos a análise dos dados coletados.
Desta feita, a Edição 2016 da Justiça em Números, traz dados de pesquisas
muitos importantes acerca da Justiça Estadual, sendo esta composta por atualmente por
27 tribunais, 2.710 comarcas e 10.156 unidades judiciárias de primeiro grau,
subdivididas em 6.158 são varas (sem juizado), 2.613 varas únicas ou com juizados
especiais adjuntos e 1.385 juizados especiais, recebeu, apenas no ano de 2015, somando
um total de 18,9 milhões de processos, 6%, ou 1,2 milhão a menos que o ano de 2014.
De acordo, com os dados apontados na edição de 2016 da Justiça em Números,
a Justiça Estadual finalizou o ano de 2015 com aproximadamente 59 milhões de
processos em tramitação. Mesmo tendo baixado cerca de um milhão de processos a
mais do que o quantitativo ingressado, o estoque aumentou em 1,7 milhão de processos
(3%) em relação ao ano anterior.
No entanto, os casos pendentes, por sua vez, foram classificados como aqueles
que nunca receberam movimento de baixa, nas suas fases analisadas. É possível
analisarmos que podem existir situações em que autos já baixados retornam à tramitação
sem figurar como caso novo. Configurados como os casos de sentenças anuladas na
instância superior, de remessas e retornos de autos entre tribunais em razão de declínio
de competência e de devolução dos processos para a instância inferior para aguardar
julgamento do STJ em recurso repetitivo ou do STF em repercussão geral.
Esses fatores ajudam a entendermos a realidade de que, apesar de se verificar
um número de baixados quase sempre equivalente ao de casos novos, o estoque de
processos na Justiça Estadual (59 milhões) continua aumentando desde o ano de 2009,
chegando ao triplo do total de casos novos e baixados. O crescimento acumulado deste
período foi de 19,4%, ou seja, 9,6 milhões de processos a mais em relação aquele ano.
Dessa forma, mesmo que a Justiça Estadual ficasse paralisada sem a entrada de
novas demandas, com a atual produtividade de magistrados e servidores seriam
necessários praticamente 3 anos de trabalho para zerar o estoque.
Permanece quase que constante o volume de processos baixados e de sentenças
proferidas, sendo possível percebermos uma retração de ‑0,1% e aumento de 0,6%,
respectivamente. Ainda diante desta realidade, o motivo de tal desacerto na litigiosidade
se dá em função de processos que retornam a tramitar após o primeiro movimento de
baixa, como ocorre, por exemplo, no caso de sentenças anuladas. Essa realidade torna a
litigiosidade uma realidade cada vez mais presente no judicial e nas relações entre os
indivíduos.
No que tange a redução de casos novos, foi possível percebermos nesta edição
de 2016 que, teve como resultado um índice de atendimento à demanda de 105,3%, com
superação do patamar mínimo desejável de 100% pela primeira vez nos últimos 6 anos.
No entanto, a taxa de congestionamento permanece alta, chegando a atingir um
percentual de 74,8%, ou seja, obteve leve crescimento de 0,6 ponto percentual em
relação aos dados comparados ao ano de 2014. Isso nos faz concluirmos que, de cada
100 processos que tramitaram na Justiça Estadual, apenas 25 foram baixados, ou seja, a
maioria não são resolvidos de forma célere.
Ainda no que diz respeito aos casos novos analisados, é possível notar que,
essa análise feita por grau de jurisdição revela que a queda na demanda se deve ao
resultado do primeiro grau, no qual se nota redução da demanda tanto no âmbito do
juízo comum, quanto nos juizados especiais. Assim, com a retração dos casos novos,
também veio contingenciamento de aumento da estrutura de pessoal, especialmente na
área finalística. O número de cargos de magistrados providos, servidores da área
judiciária, passaram a ser reduzidos e o aumento da força de trabalho se deu
basicamente na forma de terceirizações e estagiários.
Desse modo, a produtividade da Justiça Estadual tem permanecido em alta e
vem crescendo ano após ano, totalizando no ano de 2015 cerca de 1.804 baixas por
magistrado e 139 baixas por servidor da área judiciária, índices que registraram
aumento de 3,9% e 4,2% no último ano, respectivamente.
Quando se tem os processos na fase de execução os elevados índices de
produtividade são bastante prejudicados, compondo 54% do acervo processual. No que
tange a produtividade dos magistrados nesta fase equivale a aproximadamente um terço
da produtividade aferida na fase de conhecimento, compondo cerce de 1.365 baixados
por magistrado no conhecimento em relação a 460 baixados por magistrado na
execução.
O impacto gerado na produtividade não pode ser atribuído à falta de
operosidade dos juízes, até mesmo porque a maioria dos atos decisórios praticados ao
longo da fase de conhecimento dos processos são muito mais complexos do que os que
são exigidos na fase de execução. Assim, a disparidade identificada nos resultados entre
os tribunais tem se descatacado como um aspecto importante. As análises comparativas
devem ser produzidas com um olhar atento ao porte de cada corte, dadas suas peculiares
características regionais e territoriais.
As grandes novidades do Relatório Justiça em Números 2016 são as
apresentações do índice de conciliação, da taxa de re-corribilidade externa e interna e do
tempo médio de tramitação do processo.
Por sua vez, a conciliação ainda ocupa um pequeno papel como medida de
solução dos conflitos no âmbito da Justiça Estadual, mas esses números tende a
alimentar de forma significativas com o decorrer dos tempos. Segundo dados dessa
análise apenas 9,4% das sentenças terminativas foram homologatórias de acordo. No
entanto, na fase de conhecimento do 1º grau o índice é maior e alcançando uma
demanda maior. Mesmo nos juizados especiais, onde tal prática deveria ser mais
costumeiramente utilizada, o índice de conciliação na fase de conhecimento foi de
apenas 19%, o que demostra que essa prática deve ser efetivada e exercida mais vezes.
O indicador de recorribilidade tem desmistificado a concepção de que tudo é
recorrido, tendo observado que a recorribilidade externa do 1º para o 2º grau é inferior
ao do e 2º grau para o STJ. A recorribilidade interna de 1º grau é de 5% e a
recorribilidade interna do 2º grau é de 21%. Tais dados fazem sentido quando se
observa que os casos novos de 2º grau representam 12% dos casos novos totais, e ainda,
que 80% dos processos de 2º grau possuem natureza recursal. Ou seja, se tudo fosse
recorrido, o 2º grau teria quase a mesma demanda do 1º, o que, de fato, não ocorre.
O tempo médio de tramitação dos processos, é outra novidade, mostrou que
muitos casos são solucionados rapidamente, enquanto outros, permanecem por longa
data no acervo. Podendo levar cerca de 3 anos e 2 meses, da distribuição até a baixa do
processo. Mas o tempo do acervo é o dobro.
Portanto, pela primeira vez, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contabilizou
o número de processos resolvidos por meio de acordos, fruto de mediações ou
conciliações, ao longo do ano, em toda a Justiça brasileira. O dado foi incluído na 12ª
edição do Relatório Justiça em Números (ano-base 2015), publicado nesta segunda-feira
(17/10). Utilizando a base de dados dos tribunais, o órgão revelou índice médio de
conciliação em 11% das sentenças, resultando aproximadamente 2,9 milhões de
processos finalizados de maneira autocompositiva. O acompanhamento estatístico dos
números relativos à implementação da Política Judiciária Nacional de Tratamento de
Conflitos nos tribunais está previsto na Resolução 125/2010.
O Índice de Conciliação é o indicador que computa o percentual de decisões e
sentenças homologatórias de acordo em relação ao total de decisões terminativas e de
sentenças. Em 2015, o universo era de 27, 2 milhões de decisões. O novo dado permite
que o país tenha ideia da contribuição – em termos estatísticos – da importância das vias
consensuais de solução de conflito para a diminuição da litigiosidade brasileira. A
entrada em vigor do novo Código de Processo Civil (Lei n 13.105, de 16 de março de
2015), prevendo as audiências prévias de conciliação e mediação como etapa
obrigatória para todos os processos cíveis, deve aumentar esses percentuais. No entanto,
seus efeitos só serão sentidos no próximo Relatório, em 2017.
De acordo com os números coletados, o índice de conciliação na Justiça
Estadual foi de 9,4%, com 1,8 milhão de sentenças finalizadas com acordo. A Justiça do
Trabalho está melhor colocada, com 25,3% das sentenças e decisões obtidas dessa
forma (resultado de 1 milhão de acordos). A explicação do alto número de acordos na
Justiça Trabalhista pode estar no próprio rito processual desse ramo, onde a tentativa de
conciliação entre as partes ocorre em audiência antes de concluído o processo judicial.
A Justiça Federal vem com apenas 3% das sentenças (105 mil casos).
Os baixos índices de conciliação apresentados pela Justiça Federal estão ligados
ao perfil das demandas deste ramo de Justiça, em sua maioria conflitos que têm por
objeto matérias envolvendo Direito Previdenciário, Tributário ou Administrativo, onde
o poder público é um dos polos da relação jurídica processual, impondo entraves à
celebração de acordos por conta da disseminação da ideia de indisponibilidade do
interesse público pelo particular. Os Tribunais Superiores aparecem com menos de
0,03% (apenas 203 casos) e a Justiça Militar estadual não registrou nenhuma sentença
homologatória de acordo.

• Edição de 2017

Com a promulgação da Constituição de 1988, a República do Brasil,


consolidou a forma de Estado Federativa, buscando organizar os seus elementos
políticos sobre o espaço geográfico, de modo descentralizado, uma vez que com isso o
poder normativo e de coerção do ente estatal, sob a égide do pacto federativo, foi
pulverizado nas unidades federativas, delegando a estas autonomia político-
administrativa. Devido a isso que, apesar de a Constituição prescrever o fato da
jurisdição ser una, a sua atuação ocorre de modo também descentralizado, primando
dessa forma a consecução da justiça aos indivíduos, fazendo-se presente incisivamente
na vida das pessoas, além de não permitir, dessa forma, a concentração do Poder
coercitivo do Estado.
Ademais, além deste fator imprescindível, da descentralização burocrática
administrativa, inclusive jurisdicional, a Constituição Federal de 1988, ainda inovou ao
enunciar diversos mecanismos para facilitar a acessibilidade dos indivíduos ao Poder
Judiciário, sendo estes a instituição da defensoria pública, para àqueles os que não
possuem condições financeiras e orçamentárias para arcar com os custos processuais e
de honorários advocatícios, ou seja, os hipossuficientes; e da prescrição legislativa de nº
9.099/95, que autorizou a criação dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, cujo os
quais vigoram os princípios da informalidade e economia processual, visando por outro
lado também, não só efetivar o acesso, mas a justiça propriamente dita, dado que a
morosidade dificulta a própria prestação jurisdicional, a questão temporal pode corroer
o valor material das demandas jurídicas.
Com base no conjunto probatório de dados aferidos pela edição de 2017, do
Justiça em Números, é possível constatar que com inúmeros avanços legislativos e
administrativos, o acesso material ao Judiciário está de fato mais facilitado, pela
existência das normas de auxílio aos não detêm substratos financeiros para
reivindicarem a prestação, porém, este não é o único fator que corrobora para que os
indivíduos tenham acesso equânime à justiça. Consoante Cappelletti e Garth, expoentes
do processualismo, com a eminente erudição, ratificam que:
“A expressão ‘acesso à justiça’ é reconhecidamente de difícil definição, mas
serve para determinar duas finalidades básicas do sistema jurídico – o sistema pelo qual
as pessoas podem reivindicar seus direitos e/ou resolver seus litígios sob os auspícios do
Estado. Primeiro, o sistema deve ser igualmente acessível a todos; segundo, ele deve
produzir resultados que sejam individualmente e justos” (CAPPELLETTI e GARTH,
1988,p.08).
Diante disso, é possível vislumbrar que o acesso à justiça do ponto de vista
formal, as dificuldades socioeconômicas para judicialização, para acionamento da
atuação estatal, foram quase todas corrigidas, uma vez que segundo a revista do
Conselho Nacional de Justiça – CNJ –, a Justiça em Números, durante o ano de 2016,
dos 29,4 milhões de processos ingressados em todo o país, 29,4 milhões também foram
baixados, ou seja, que conforme o glossário da Resolução CNJ n. 76/2009, consideram-
se baixados os processos: remetidos para outros órgãos judiciais competentes, desde que
vinculados a tribunais diferentes; remetidos para as instâncias superiores ou inferiores;
Arquivados definitivamente; Em que houve decisões que transitaram em julgado e
iniciou-se a liquidação, cumprimento ou execução. Outrossim, destes 29,4 milhões, 22
milhões são da competência da Justiça Estadual, sendo sentenciados por tal, mas por
outro viés se fôssemos visualizar através por exemplo, da ótica da movimentação
processual, 63,1 milhões de processo estão pendentes e enquanto 20,7 milhões são
baixados, outros 19, 8 milhões são originados.
Não obstante esses fatores, no ano de 2016 foi constatado a existência de 79,7
milhões de processos ainda em tramitação, em que 79,2% estão na competência da
Justiça Estadual. É por causa destes fatos que o acesso real à justiça não é efetivado por
pelo Poder Judiciário brasileiro, mesmo que as justiças estaduais concentrem tamanha
quantidade de processos, a morosidade está presente em todas as instâncias, não
constituindo-se exceções, pois de igual modo estão a justiça federal e as especializadas,
não conseguindo atender as demandas, os litígios sociais. É por causa destes fatores,
que é observável que a não se existe um efetivo acesso à justiça, todos perecem frente
ao tardamento processual, que somente concebe custos pecuniários e sociais, não
conseguindo realizar a sua finalidade, que é conduzir com os ideais de justiça,
garantindo segurança à sociedade.
Como já supracitado, o ordenamento jurídico definiu que competência
jurisdicional da Justiça Estadual seria de fato a maior frente as demais, primordialmente,
em respeito em autonomia dos estados-membros, cabendo a União a competência
processual, de litígios que envolvam assuntos inerente a duas unidades federativas, ou
relacionados a federação como um todo. Por isso, análise dos inúmeros itens
relacionados a administração da Justiça serão feitas com a Justiça Estadual, mas tendo o
panorama geral como fator para comparação.
A produtividade dos magistrados e dos servidores públicos técnicos, está entre
os fatores determinantes, para a agilidade processual, haja vista disto que o Justiça em
Números, também analisa e coletas os dados concernentes a isto. A produtividade e a
carga de trabalho no ano de 2016, teve um decréscimo na ordem dos 0,8%, inclusive na
estadual que teve uma diminuição liquida de 419 processos, em média por magistrado,
ficando 6775 para cada, durante o ano inteiro. Mas, por constituir em uma média, ainda
assim, a disparidade entre a produtividade por tribunal foi notável, pois o TJ que mais se
dedicou e produziu de fato, foi o do Rio de Janeiro, com 3 388, seguido após pelo de
São Paulo, com uma diferença de pouco mais de mil, já que neste cada magistrado ficou
com 2192, a diferença se centrou ainda mais entre o primeiro mencionado e último, que
foi o do Estado do Ceará, que fora somente de 929, igualmente foram os magistrados
potiguares, que a produtividade por cada magistrado, foi 962.
Contudo, a nível geral, os indicadores de produtividade por servidor, durante o
ano de 2016 cada servidor baixou, em media, 139 processos – aumento de 2% na
produtividade. A carga de trabalho bruta foi de 533 casos, computados o acervo, os
recursos internos e os incidentes em execução, na Justiça Estadual a produtividade por
servidor aumentou 3,5%. Mas houve também um decréscimo se considerarmos a carga
de trabalho líquida, pois mesmo desconsiderando os casos pendentes, que estavam
suspensos ou sobrestados ou em arquivo provisório, a carga de trabalho dos servidores
se reduziu para 472, ou seja, 62 casos a menos.
Outro ponto imprescindível, analisado pela Justiça em Números, especialmente
em um contexto globalizado, foram os Indicadores de Desempenho e Informatização,
que inclui-se a de taxa de congestionamento e o Índice de Atendimento a Demanda,
além do percentual de processos eletrônicos nos tribunais. Sobre o primeiro, a taxa de
congestionamento, que basicamente mede a quantidade de processos que ficaram inertes,
estagnados sem uma soluação material factual, comparativamente com que foram
tramitados, sob sentenças ou outras decisões. Ou seja, mede a dificuldade de cada
tribunal de solucionar as lides que ingressam na juridição. A publicação do CNJ dispõe
que: “Em toda a série histórica, a taxa de congestionamento do Poder Judiciário se
manteve em altos patamares, sempre acima de 70%. As variações anuais são sutis e, em
2016, houve aumento de 0,2 ponto percentual. Ao longo de 7 anos, a taxa de
congestionamento variou em apenas 2,5 pontos percentuais”. A taxa de
congestionamento liquida que é calculada excluindo-se os processos suspensos,
sobrestados ou em arquivo provisório. Em 2016, ela foi de 69,3%, ou seja, 3,7 pontos
percentuais a menos que a taxa total (73%). Na Estadual, ela diminui em apenas um
ponto percentual. Desse modo, infere-se que a morosidade é reflexo desse constante
congestionamento, que é também vigente na Justiça Estadual, que possui taxa de 75,3%.
A disparidade entre os tribunais dos estados é ínfima, dado que a maioria está à
cima da média dos 70%, o mais moroso consoante este índece, contraditoriamente, é o
que apresentou maior produtividade por magistrado, o TJ do Rio de Janeiro, com 80,8%
dos processos, é passível de se deduzir que este tribunal possui a maior carga processual
anual, ou seja, o maior número de demandas ingresantes. Ainda assim, o estado que
apresentou o menor índice foi com o Amapá com 46,8% dos processos, que apesar disto,
ainda assim, não é um pequeno número, já que é quase metade de todos os processos
que ingressam.
Quanto ao Índice de Atendimento a Demanda, reflete a quantidade de
processos que as cortes conseguem concluir, ou seja, é a vazão, apesar de o indicador
global no Poder Judiciário alcançar 100,3%, houve incremento do estoque, de algumas
justiças, a Estadual, todavia, conseguiu efetivar 104,5%. Analisando espeficicamente a
Justiça Estadual, se oberva que a justiça que teve o menor índice, ainda assim, ainda
permaneceu na média, atigindo a margem de 79,5% que foi a da Bahia, enquanto que o
estado do Rio Grande do Norte, atendeu 95,9% do total.
Com o desenvolvimento tecnológico visto ao longo das décadas, a
virtualização dos processos tornou-se mais do que primordial, objetivando ser um meio
para maior celeridade decisória, tendo em vista isso que o Justiça em Números, também
coleta dados acerca deste fato, a quantidade de processos ingressados eletronicamente.
“Nos oito anos cobertos pela serie histórica, foram protocolados no Poder Judiciário
67,7 milhões de casos novos em formato eletrônico. É notória a curva de crescimento
do percentual de casos novos eletrônicos, sendo que no último ano o incremento foi de
13,6 pontos percentuais e um dos maiores da série histórica”, ao enunciar isto,
passamos a perceber que esse índice somente tende a crescer, principalmente pela
crescente acessibilidade digital que se tem na atualidade, decorrentes dos mínimos
valores financeiros necessários para inclusão no meio virtual e a questão técnica. Na
Justiça Estadual a média é de que 69,9% dos processos são digitais e não mais físicos,
havendo tribunais com 100%, como o de Tocatins e de Mato Grosso do Sul, porém,
existem outros com a margem de 17,5%, o caso do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
Sendo por tais fatos, perceptível que a informatização tão urgente, está aos poucos
ocorrendo, para facilitar, difundir e acelerar a prestação da justiça.
Nesse sentido, por fim, a última seara indicativa avaliada pelo CNJ, acerca da
gestão judiciária e da litigiosidade publicada, foi a recorribilidade interna e externa, que
segundo a própria revista, subdividem em externa e interna, a primeira “reflete a
proporção entre o número de recursos dirigidos a órgãos jurisdicionais de instância
superior ou com competência revisora em relação ao órgão prolator da decisão e o
número de decisões passiveis de recursos dessa natureza. São computados, por exemplo,
recursos como a apelação, o agravo de instrumento, os recursos especiais e
extraordinários”. É essencial para aferição da prestação estatal, saber a quantidade de
recursos dirigidos, porque ao assegurar o direito de impetração em instâncias superioras
revisoras, ter-se-á menores chances de se aplicar penas injustas ou desproporcionais,
para os que clamam a atuação prestativa do Estado.
“A recorribilidade interna e o resultado da relação entre o número de recursos
endereçados ao mesmo órgão jurisdicional prolator da decisão recorrida e o número de
decisões por ele proferidas no período de apuracão. Nesse índice são considerados, por
exemplo, os embargos declaratórios e infringentes, os agravos internos e regimentais”.
Sob esse ínterim, constatou-se que no primeiro grau, os índices de recorribilidade são
menores, entretanto, nos graus superiores, isso não ocorre, mas sim o movimento
contrário. Na Justiça Estadual a recorribilidade interna é maior do que a externo,
deduzindo-se que, a maioria dos ramos e questões de competência desta, resolvem-se no
órgão prolator, ou seja, nos Tribunais de Justiça, 8,0% dos processos recorridos findam
nos Tjs, frente aos 5,5% que transcendem e chegam até os tribunais superiores, STJ e
consequentemente o STF, mas ainda assim, visualiza-se que a disparidade não é
exacerbada e por isso, é correta, já que somente as causas que constituem-se em
exceções, que possuem em si relevante carga social é que deveriam subir até o Superior
Tribunal de Justiça, e ao Supremo Tribunal Federal, apenas que se revestirem por
dispositivos constitucionais, temas constitucionais, protegidos pela Carta Magna
brasileira, cuja a qual a Suprema corte configura-se como guardiã.
A conciliação e a mediação, meios alternativos de resolução de conflitos, são
fundamentados no princípio da autonomia das partes, primando devido a isto, pelo
diálogo interno entre as partes e a compreensão da situação do outro, com um olhar de
fato altruísta. O novo Código de Processo Civil, teve como umas de suas características
precípuas, o grande incentivo à cultura consensualizante, frente a atual vigente
exacerbada pelas intimações a intervenção jurisdicional, ou seja, pela grande
judicialização de diversos setores sociais da vida, em que diversas vezes são questões
mínimas e pífias. Por diversas vezes vistos, como institutos jurídicos de países com
precedentes culturais mais liberais, mas hoje como meio eficaz de se efetivar à justiça
que muitas vezes, é assolada pela morosidade Judiciária e por outros fatores processuais,
por isso o NCPC(Lei n. 13.105, de 16 de marco de 2015), avançou ao prever a
realização de audiência prévia de conciliação e mediação como etapa obrigatória,
anterior a formação da lide, como regra para todos os processos cíveis, sendo por causa
disso, uma etapa processual propriamente dita.
Tendo em vista estas questões que o Conselho Nacional de Justiça, resolveu
adotar políticas de estímulo a conciliação e a mediação, após 2006, ano cujo o qual
houve a consolidação de uma postura realmente afirmativa desses meios alternativos e a
criação de um movimento de caráter nacional, criando projetos como as Semanas
Nacionais pela Conciliação, com momentos em que os tribunais são incentivados a
juntar as partes e promover acordos nas fases pré-processual e processual. Ademais, por
intermédio da Resolução CNJ n. 125/2010, foram criados os Centros Judiciários de
Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs).
Por essas razões que a publicação de 2016 da Justiça em Números, trouxe outro
índice para coleta de dados, que é o da Conciliação, que segundo a própria revista,
analisam “o percentual de sentenças e decisões resolvidas por homologação de acordo
em relação ao total de sentenças e decisões terminativas proferidas”, para saber desse
modo o real avanço destas políticas, já supracitadas, para fomento a consensualização,
tão necessárias.
Haja vista que a delimitação da competência jurisdicional para os entes
federativos, concorre para a Justiça Estadual, maiores cargas processuais, devido a isso
a análise presente irá se centrar nesta. Mas, de um modo geral, a quantidade média do
Poder Judiciário, foram que 11,9% de todas as sentenças e de decisões proferidas, foram
homologatórias de acordo em 2016. Sendo assim, desse modo, possível constatar que a
incipiência, o engatinhar ainda, da aplicação destes outros métodos alternativos, fator
totalmente natural, diante da cultura judicializante. Por isso, a Justiça Estadual não
constitui-se em uma exceção, pois a que mais avança e aplica estes meios é a Justiça
especializada Trabalhista, por causa da especificidade de seu campo de atuação, o
laboral, que em si é propício ao acordos. A Estadual encontra-se próxima das demais,
que, por exemplo, na fase de conhecimento dos juizados especiais, apresentou o índice
de conciliação de 16%, mas embora isto, 19% ocorreu na Justiça Estadual e 6% na
Justiça Federal. Na execução, os índices são menores e alcançam 5%. No 1o grau, a
conciliação foi de 13,6%. No 2o grau, a conciliação foi praticamente inexistente.
Utilizando como parâmetro comparativo o Tribunal de Justiça do estado do Rio
Grande do Norte, que apesar de possuir apenas 5 CEJUCs, mas solucionou
concretamente 17,6% do total de processos existentes ingressados, através dos meios
consensuais, ainda assim, não foi estado que mais avançou, pois o que conseguiu esse
feito, foi o estado vizinho, o Ceará, com 25%. Porém, de todo modo, ao analisarmos
essa porcentagem frente a total, torna-se observável que dentro das limitações fáticas
sociais, esse foi um bom número inicial, com isso, é possível ainda vislumbrar que
progressivamente haverá a possibilidade material de se chegar perto da realidade da
Justiça laboral e após alguns anos, de grandes países que são referências, pelo fato de
que estes começaram o processo de fomento décadas antes. Igualmente, está o segundo
grau de jurisdição do TJ do RN, que também apresentou um acréscimo de 18,8%, frente
também da média nacional, mesmo que infimamente.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte obteve o melhor índice de
cumprimento da Meta 1 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no ano de 2016, entre
os 27 tribunais da Justiça Estadual, segundo o balanço final das metas divulgado pelo
órgão, consolidadas durante o mês de janeiro de 2017. Esta meta analisa o julgamento
de número maior de processos do que os distribuídos no ano.
O TJRN alcançou o percentual de 154,12% de cumprimento deste objetivo,
tendo julgado 363.867 processos entre janeiro e dezembro do ano passado, enquanto
foram recebidos 236.091 novos processos no mesmo período pela Justiça Estadual
potiguar. O segundo melhor desempenho é do TJ do Amapá, com 125,68%. O maior
Poder Judiciário do país, o Tribunal de Justiça de São Paulo – o maior do país – ficou
em terceiro lugar com 123,62% da meta cumprida.
O índice obtido em 2016 é quase o dobro do registrado no ano anterior. Em
2016, o Tribunal de Justiça potiguar havia cumprido 88,33% da meta nacional, tendo
julgado 141.444 processos naquele ano e recebido outros 160.136 processos novos. O
resultado de 2017 representa, portanto, uma melhora de 74,8% no desempenho do
TJRN em relação ao ano de 2015.

• Edição de 2018

Chegar, em pleno ano de 2017 a um número de 80,1 milhões de processos


aguardando uma solução definitiva é um dado alarmante para o Poder Judiciário.
A constatação de redução nos processos pendentes em fase de conhecimento
possibilitou ao estoque uma queda de 1,4 milhão de processos (3,7%), fugindo ao
padrão dos anos anteriores em que os pendentes em conhecimento cresciam,
anualmente, a uma média de 4%.
E esse cenário fora muito influenciado pelo maior acesso da população a
serviços da justiça e das concessões de assistência judiciária gratuita nos tribunais. Na
Justiça Estadual, o tribunal mais demandado foi o TJMT (14.379) e o menos
demandado, o TJPA (3.155). Da mesma forma o TJMG, mesmo sendo um tribunal de
grande porte não foi muito demandado pela população. Tudo isso são dados que levam
em conta populações em que de cada grupo de 100.000 habitantes, 12.519 ingressaram
com uma ação judicial no ano de 2017.
No que diz respeito as despesas com assistência judiciária gratuita com a
despesa total do Poder Judiciário e com o número de habitantes os dados também
chocaram. Em relação aos números, vemos que as despesas com assistência da justiça
gratuita apresentam percentuais próximos do zero, seja pela dificuldade dos tribunais
em apurar esses tipos de gastos, ou pelo pagamento desse serviço por outros órgãos, não
necessariamente se referindo a sua não concessão.
Para verificar o índice de processos que tiveram concessão de justiça gratuita,
calcula-se com base nos processos arquivados definitivamente, excluídas as ações
criminais. O percentual de casos solucionados com o benefício foi de 33% no ano de
2017. Entretanto o percentual dos arquivamentos no âmbito da justiça estadual ficou
atrás dos demais.
Os índices de produtividade dos magistrados (IPM) e dos servidores (IPS-Jud)
são calculados pela relação entre o volume de casos baixados e o número de
magistrados e servidores que atuaram durante o ano na jurisdição. A carga de trabalho
indica o número de procedimentos pendentes e resolvidos no ano, incluindo não
somente os processos principais, como também os recursos internos e os incidentes em
execução julgados e em trâmite.”
Magistrados, servidores e demais trabalhadores do Judiciário atuam em
noventa tribunais, disseminados em 15.398 unidades judiciárias de primeiro grau
instaladas em todo o território nacional. O aumento no número de processos baixados
ocorreu devido ao acréscimo de 319 juízes no ano de 2017 e à elevação da
produtividade média dos magistrados em 3,3%, atingindo o maior valor da série
histórica observada, com 1.819 processos. Esse esforço culminou em uma taxa de
congestionamento de 72,1%, menor do que a observada em 2016, apesar de permanecer
em patamar elevado. Aproximadamente 28% de todos os processos que tramitaram
foram solucionados.
Na Justiça Estadual, a maior produtividade está no TJRJ, com 3.321, enquanto
a menor, no TJCE, com 908, ou seja, uma diferença de 2.413 casos baixados por
magistrado.
No que se refere aos indicadores de produtividade por servidor, durante o ano
de 2017 cada servidor baixou, em média, 151 processos - aumento de 7,1% na
produtividade. Na Justiça Estadual a produtividade por servidor aumentou 6,1%;
Quando se fala em Índice de produtividade dos servidores da área judiciária,
por tribunal, em 2017 observamos que existe uma grande disparidade entre o tribunal
com maior índice , o TJRJ (232) e o de menor ,o TJDFT (85).
Ficou claro no relatório da edição de 2018 do Justiça em números que em
razão da política de incentivo à virtualização de processos judiciais tem permito
progressos no avanço da virtualização e informatização dos tribunais anualmente. Todo
esse esforço contribui para a diminuição do tempo de processos pendentes.
O congestionamento no Poder Judiciário sempre se manteve acima dos 70%.
Em 2017 acontecera um fato inusitado: a taxa de congestionamento reduziu em 1,5%. E
foram exatamente nos tribunais onde houveram os maiores impactos. Na esfera
estadual, onde a taxa de congestionamento equivalia a 74,5% , tiveram variações
significativas de 50,6% (TJRR) a 80,4% (TJAM).
Quanto ao Índice de Atendimento à Demanda (IAD), apesar de o indicador
global no Poder Judiciário alcançar 106,5%, não houve redução do estoque (...) Na
Justiça Estadual, apenas cinco TJs (18,5%) não alcançaram 100% de IAD.
Esse melhor atendimento às demandas perpassa também pelo aumento de casos
novos eletrônicos. No 1º grau, nove tribunais utilizam o PJe na primeira instância:
TJBA, TJCE, TJDFT, TJMT, TJMG, TJPA, TJPE, TJRN e TJRS. No 2º grau, apenas 3
tribunais informaram não utilizar sistema eletrônico de tramitação processual (TJES,
TJPA e TJPI).
No entanto existe o caso especial de cinco tribunais que conseguiram a proeza
de obter 100% de processos eletrônicos nos dois graus de jurisdição, que foram os
seguintes tribunais: TJAL, TJAM, TJMS, TJTO, TRT9.
Um fato que choca, no âmbito da Justiça Estadual, foi constar que ainda há
cinco tribunais que não concluíram e, portanto,estão em fase de implementação da
informatização .
Nos Tribunais Estaduais a proporção é de 80,1% de casos novos de 2º grau em
grau de recursos. A recorribilidade dos juizados especiais para as turmas recursais é
maior do que da justiça comum para o 2º grau na Justiça Estadual. Na Justiça Estadual,
a recorribilidade externa é de 13% nos Juizados Especiais e de 6% nas varas estaduais.
No que tange os Índices de recorribilidade interna e externa, por tribunal, em
2017 observamos que , o TJRS possui o maior de recorribilidade externa ( 25,5%)e o
TJRN o maior de recorribilidade interna, de 34,9%.
O índice de conciliação utiliza como base de comparação as sentenças e
decisões terminativas, sendo considerados os acordos homologados em processos
judiciais, não computados os casos em que a conciliação foi pré-processual, tampouco
as transações penais ocorridas em Termos Circunstanciados.
Por intermédio da Resolução CNJ 125/2010, foram criados os Centros
Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCS) e os Núcleos Permanentes
de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC), que visam fortalecer e
estruturar unidades destinadas ao atendimento dos casos de conciliação. Na Justiça
Estadual em 2014 eram 362 CEJUSCs, em 2015 a estrutura cresceu em 80,7% e
avançou para 654 centros. Em 2016 o número de unidades aumentou para 808 e em
2017 chegou a 982.
É bom salientar que em números de CEJUSCS o TJSP é o que possui a maior
quantidade (214) e o que tem menos é o TJPI (2). No entanto ao analisarmos o Índice de
conciliação, por tribunal, em 2017, vemos uma inversão de postos, uma vez que o TJSP
possui o pior índice (6,1%), inclusive menor do que o do TJPI que conta com índice
11,5%, e o TJCE sendo o com maior índice de conciliação (21,1%).
Em 2017 foram 12,1% sentenças homologatórias de acordo, valor que vem
crescendo nos dois últimos anos - em 2015 era de 11,1% e em 2016, 11,9%. Na fase de
execução as sentenças homologatórias de acordo corresponderam, em 2017, a 6,0%, e
na fase de conhecimento, a 17,0%.
Na fase de conhecimento dos juizados especiais o índice de conciliação foi de
18% na Justiça Estadual. No 1º grau, a conciliação foi de 13,8%. No 2º grau, a
conciliação é praticamente inexistente, apresentando índices muito baixos em todos os
segmentos de justiça (Figura 116). As sentenças homologatórias de acordo
representaram, em 2017, apenas 0,7% do total de processos julgados. O único tribunal
que alcançou alto índice de acordos no 2º grau foi o TJPA, com 18,1%.
Já no que diz respeito a Índice de conciliação por grau de jurisdição, por
tribunal temos o seguinte resultado: TJCE com o maior índice de conciliação em
primeiro grau (22,5% ) e o TJPA com o maior índice de conciliação no segundo grau
(18,1%)e mais, tratando-se de Índice de conciliação nas fases de execução e de
conhecimento, no primeiro grau, por tribunal, em 2017 o TJCE também se destaca
quando falamos da conciliação na fase de conhecimento (25,6%) e do lado da fase de
execução o TJSE com 39,3%.
O TJRN, particularmente em 2017, contava com 20 CEJUSCS segundo dados
do “Justiça em Números de 2018”, correspondendo a um dos 9 menores TJs no que diz
respeito a quantidade desses centros de solução de conflitos. Falando-se em Índice de
conciliação, por tribunal, em 2017, o tribunal do Rio Grade do Norte é um dos 13 que
mais concilia (14,3%), apesar do número baixo de CEJUSCS como mencionado acima.
No que concerne ao Índice de conciliação por grau de jurisdição, o TJRN também se
consagrou como um 13 que mais concilia em ´primeiro grau (15,1%) e, o quinto, no
segundo grau da jurisdição com 2,1%.
E, por último, no que diz respeito ao Índice de conciliação nas fases de
execução e de conhecimento, no primeiro grau, por tribunal, em 2017, o TJRN foi o
sétimo que mais conciliou na fase de conhecimento (19,2%). Entretanto, quando
analisamos na fase de execução conseguiu o mísero décimo quinto lugar entre os
tribunais (5,7%).

2 QUESTIONAMENTOS A SEREM RESPONDIDOS: Apesar da relevante


importância dos relatórios, a Justiça pode (ou deve) ser reduzida a números? Com base
nos dados coletados (quesitos “a” e “b” da questão 01), quais as formulações de
políticas públicas para um efetivo acesso à Justiça?
O acesso à justiça é um direito dos cidadãos que vivem em um Estado
Democrático de Direito. O exercício da cidadania significa ter direitos e garantias
individuais, bem como a tutela do Estado para defender interesses pessoais e
solucionar litígios através da prestação jurisdicional. De modo geral, em conjunto,
esses direitos em sua maioria passaram a ser parte da vida do indivíduo na sociedade
atual, os quais se tornaram objeto de atenção da moderna processualística.
Assim, diante dos dados coletados na análise das edições 2016, 2017 e 2018
da Justiça em Número, foi possível percebermos que, atualmente, espera-se que a
prestação jurisdicional para quem busca a tutela do Estado para defender seus
interesses e dirimir suas lides, encontram-se nos mecanismos do Judiciário um acesso
à ordem jurídica justa e, não somente, um simples acesso à justiça.
No entanto, é perceptível que colocada na prática as determinações garantidas
na Constituição Federal, no que diz respeito à acessibilidade, a justiça ainda apresenta
vários obstáculos, os quais tem relação direta com a própria estrutura judiciária
brasileira que não abrange e garante de forma plena, ainda, a população em sua
totalidade, que precisa da intervenção estatal para assegurar direitos e, resolver
conflitos.
Pontos em comum perceptível nas edições foram a morosidade,
acessibilidade, acessibilidade e a eficácia na justiça brasileira, pontos estes que tem
gerado polêmicas que e exigem soluções imediatas para tais questões.

Ao mesmo tempo , também é notável que , como observado nas edições o


acesso à justiça perpassa por um maior suporte e efetivação de iniciativas e
mecanismos que priorizem e concretizem de fato a tutela aos direitos individuais
como é exemplo a conciliação e mais, que aqueles tribunais que ainda não concluíram
seus processos de implementação da informatização dos processos judiciais
eletrônicos o possam fazer, pois a medida que o Poder Judiciário evolui em questões
de infraestrutura , permite que mais pessoas tenham seus direito garantidos, uma vez
que não estarão à mercê da letargia do Judiciário.

A conciliação, como meio alternativo a solução de litígios, sustentado pelo


princípio da autonomia das partes, tem, de acordo com as edições da “Justiça em
Números”, alcançado resultados que, se mais efetivada nos tribunais, poderão ser
melhores. Na conciliação, as partes não são vistas como adversárias ou coisas, mas
como partes importantes, como seres humanos com dignidade – diferentemente do rito
processual normal, quando as demandas são judicializadas-, que estão ali para resolver
o litígio e não para sair vencedoras numa disputa sem fim. Esse meio alternativo
contribui com a ideia de que a justiça não pode ser reduzida a números, mas que uma
melhor justiça se passa por um olhar de menos litigioso para as causas, que o Poder
Judiciário reformando sua estrutura, poderá melhorar a oferta do seu serviço- quanto a
morosidade - que ainda está impedido em vistas da grande demanda recorrida a ele.
Segundo (Oliveira 2006), as políticas públicas são entendidas como
providências para que os direitos se realizem, onde as satisfações sejam atendidas, para
que as determinações constitucionais e legais saiam do papel e se transformem em
utilidades aos governados.
Pare que as políticas públicas sejam efetivadas necessitam para sua
concretização da possibilidade orçamentária do poder público para encaminhar
determinados fins, entretanto, encontram barreira na Reserva do Possível, face à
limitação financeira do Estado.
É dever da Administração Pública, tendo em vista o caso concreto e os direitos
conflitantes, buscar compatibilizá-los, procedendo a uma análise interpretativa que leva
em conta a hierarquização desses direitos, fazendo prevalecer diante das circunstâncias
existentes em determinado momento, os direitos considerados de maior relevância, é do
orçamento público que depende a efetividade dos direitos fundamentais definidos pela
Constituição.
O orçamento público assume papel central no Estado Democrático de Direito,
determinando quais e o quanto poderá ser despendido em cada projeto governamental,
além de permitir o controle da sociedade sobre os planos e ações públicas, bem como
sobre seu efetivo cumprimento por parte do Estado. Trata-se de elemento essencial ao
sistema político, o planejamento público, que encontra uma de suas formas no
orçamento público oferece à sociedade transparência e racionalização sobre as
atividades Estatais.
Destaque-se ainda que, as leis orçamentárias passam pela análise do Poder
Legislativo, tendo como principal objetivo o fortalecimento do viés democrático e
cristalizando a atividade administrativa de escolha e implementação das políticas
públicas.
Assim, quando o Poder Judiciário determina que sejam efetuados gastos
públicos que não estão descritos no orçamento, incorre, ao menos em tese, em violação
ao planejamento público. Ou seja, “a discricionariedade administrativa obstaculariza a
intervenção do poder Judiciário.
Ou seja, é legítimo o controle efetuado pelo Poder Judiciário sobre os atos
administrativos, a partir da análise de sua obediência as normas constitucionais.
Contudo, a partir de decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior
Tribunal de Justiça que passaram a reconhecer o controle judicial da discricionariedade
administrativa ou legislativa, expandiu-se a seara de atuação do Poder Judiciário no
âmbito do controle das políticas públicas.
Portanto, diante do exposto, é possível percebermos a importância das Políticas
Públicas para uma efetivação positiva do acesso à justiça. Uma vez que essa efetivação
não existir refleti diretamente nos direitos dos individuais que serão negados ou até
mesmo não realizados, tanto por parte do judiciário como também por parte dos
próprios indivíduos que não terram as informações necessárias dos seus direitos na
busca ao judiciário, como um meio de resolução de conflitos, mesmo sendo por meio de
conciliação.
Assim, é fundamental um olhar crítico para que seja possível uma
aplicabilidade efetiva dessas políticas no que diz respeito ao acesso à justiça e
efetivação da garantia do direito do indivíduo. Uma vez que, as partes que estão no
conflitos não podem ser vistos como apenas “partes” no processo, mas como sujeitos de
direitos que buscam a justiça porque precisam e que tem o direito de participarem como
sujeitos ativos no processo de modo geral, seja ele no judicial ou por meio das forma de
resolução de conflitos.
3 CONCLUSÃO

4 REFERÊNCIAS

Constitucionalização das políticas públicas em matéria de direitos fundamentais: o


controle político-social e o controle jurídico no espaço democrático. Revista de
Direito do Estado n. 3, 2006.

ALMEIDA JUNIOR, Elmo José Duarte de. Aspectos relevantes dos direitos sociais
de prestação frente ao mínimo existencial e à reserva do possível. Jus Navigandi,
Teresina, ano 12, n. 1522, 1 set. 2007. Disponível em:
<http://jus.uol.com.br/revista/texto/10357>. Acesso em: 04 setembro. 2018.

OLIVEIRA, Régis Fernandes de. Curso de Direito Financeiro. São Paulo: RT, 2006.