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MUDANÇAS NA PETIÇÃO INICIAL, REFERENTES À REFORMA

TRABALHISTA

1ª- Aplicação da Lei no tempo


Será a verificação dos reflexos das normas, se benéficas ou prejudiciais ao reclamante.
Como principal argumento para a manutenção da eficácia de norma anterior, mais
benéfica, é em relação ao direito adquirido. Dependendo do direito pleiteado , sugere-se
que a petição inicial traga uma preliminar sobre a irretroatividade parcial da Reforma
Trabalhista conforme modelo que disponibilizamos aqui.

2ª- Pedido certo, determinado e com indicação do valor. Dentre as principais


mudanças trazidas pela Reforma Trabalhista, importante destacar sobre a necessária
indicação determinada do valor art 840, CLT.
Com isso, tem-se a necessidade de se apresentar os valores discriminados das verbas
pleiteadas e todos os seus reflexos, sob pena de extinção do processo,

3ª- Análise de mérito Para a elaboração da petição é a influência pontual sobre os


direitos pleiteados, uma vez que com a alteração de determinadas normas, tem-se o
necessário trabalho hermenêutico de argumentação sobre a aplicação ou não da reforma
Trabalhista a cada caso concreto.

4ª- Sucumbência art 791, CLT, Portanto, especial atenção na hora da formulação dos
pedidos e na mensuração dos valores, pois a parcela perdida repercutirá em
sucumbência. Especial atenção aos pedidos exorbitantes ou sem a certeza de amparo
legal, pois nestas hipóteses a sentença parcialmente procedente poderá igualmente trazer
um prejuízo ao Reclamante. Destaca-se ainda o risco do pagamento de honorários
periciais nos casos em que a perícia solicitada não for favorável:
Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte
sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita.

5ª- Gratuidade da Justiça O benefício da justiça gratuita será concedido quando


evidenciado que o salário é igual ou inferior a 40% do limite máximo dos benefícios do
RGPS (o que em 2017 é o valor de R$ 2.212,52), ou diante da demonstração de
insuficiência de recursos para pagamento das custas do processo.

6ª- Cuidados com a Litigância de má-fé O princípio da lealdade processual e boa-fé


deve vigorar plenamente em qualquer atuação processual, exigindo dos litigantes o
respeito aos deveres impostos pelo artigo 80 do Código de Processo Civil. Para mitigar
riscos como estes, é crucial extrair do cliente o máximo de informações, especialmente
aquelas que fragilizam o pleito, pois surpresas na fase instrutória, além de comprometer o
processo, podem colocar em cheque a ética do profissional e gerar um grande prejuízo ao
Reclamante.

Nome: Beatriz Fernanda L. De Souza