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Introdução

 O sistema respiratório é formado pelas vias aérea superiores e inferiores.


 Vias aéreas superiores: nariz, seios paranasais e faringe.
 Vias aéreas inferiores: laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos e parênquima pulmonar.
 Nas vias aéreas superiores, a flora bacteriana pode se tornar patogênica, já nas vias aéreas inferiores a flora é
estéril, isenta de agentes patógenos.

Fisiopatologia

A fisiopatologia da infecção ocorre por:

 Inflamação e edema de mucosas que leva a uma congestão vascular, aumento de secreção e muco que provoca
alterações da estrutura e função ciliar.

Cavidade nasal

 Tem como função aquecer, umidificar e filtrar partículas maiores que 5 micras.
 As paredes ósseas formam os cornetos (conchas) inferior, médio, superior e supremo, que se projetam para o
interior da cavidade nasal para aumentar a área de superfície.

Seios paranasais

 São formado por 4 pares de câmeras aéreas que são:


1) Seios maxilares
Já aerados nos neonatos
2) Seios etmoidais
3) Seios frontais: são aerados por volta dos 7 anos.
4) Seios esfenoidais: são aerados por volta da segunda década de vida.
 Função dos seios paranasais: dar leveza ao crânio, proteger o cérebro em caso de trauma, dar ressonância à voz,
aquecer e umidificar o ar, regular a pressão intranasal e contribuir para a secreção de muco.

Faringe

 É dividida em nasofaringe, orofaringe e hipofaringe.


 Possui 3 funções básicas que são:
1) Permitir a passagem de ar durante a inspiração, a deglutição e a fonação.
2) A potencia da faringe durante a inspiração é promovida pelos mm dilatadores da orofaringe.
3) Sendo o mais importante músculo genioglosso. Para que ocorra uma menor resistência possível a
passagem de ar, é necessário uma coordenação neuromuscular precisa, e quando a resistência à
passagem de ar aumenta nas VAS, por alteração neuromuscular ou anatômicas, acaba criando condições
para a SAOS (Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono).

Sintomas das VAS

a) Coriza: secreção originada das cavidades nasais, podendo ser hialina ou espessa e amarelada ou esverdeada
(sinusite).
b) Odinofagia: a dor de garganta ou dor a deglutição ocorre com frequência nos quadros de faringoamigdalites, tanto
virais quanto bacterianas.
Nos resfriados comuns pela respiração bucal, nas sinusites pelo gotejamento de secreção purulenta retrofaríngea.
c) Espirros: frequentes nas rinofaringites virais, nos sintomas gripais e em atopias como a rinite alérgica onde ocorre
os espirros em salva.
d) Prurido: característico da rinite alérgica. O ato de coçar repetidamente a ponta do nariz com a palma da mão
forma um sulco transversal logo acima do nariz.
e) Tosse: provocada pelo gotejamento de secreção retrofaríngea, podendo ocasionar tosse noturna tanto seca
quanto produtiva, dependendo da quantidade de secreção gotejada.
f) Obstrução nasal: nos processos agudos ocorre por edema das mucosas e pela secreção e congestão dos cornetos.
Nos processos crônicos por hipertrofia das amígdalas e adenoide e a rinite alérgica.
g) Respiração oral: a obstrução nasal desvia a respiração para a via oral, que acarreta alterações do crescimento da
face e de oclusão dentária.
Anulam também todos os mecanismos de defesa da respiração nasal. A obstrução e alteração da ventilação da
Trompa de Eustáquio e dos seios da face pelo aumento da adenoide, podem predispor a sinusites e otites de
repetição.
h) Ronco: ruído que ocorre durante o sono, provocado pela vibração do palato mole quando a resistência a passagem
do ar pela via aérea está aumentada.
Geralmente associada a HAA, rinite alérgica, mal formação craniofacial, macroglossia, obesidade ou doença
neuromuscular. O ronco ressuscitativo é o ronco mais intenso que ocorre após uma apnéia (suspeitar de SAOS).
i) Apnéia: é a interrupção da ventilação de origem central ou obstrutiva. Na criança considera-se o intervalo de 2
movimentos respiratórios como tempo mínimo para apneia obstrutiva e acima de 20 segundos para apneia central
ou de menor duração se associada a bradicardia ou cianose. No prematuro e lactentes até 6 meses ocorre com
frequência apneia de origem central por imaturidade do centro respiratório. Na criança maior ocorre apneia
obstrutiva.
Por hipotonia muscular que leva ao colabamento da faringe. A HAA é o fator anatômico predisponente que mais
leva a obstrução da VAS.
j) Padrão de sono e sonolência noturna: devem ser sempre investigados em crianças, principalmente se houver
história de ronco, pois SAOS pode levar a má qualidade de sono e consequente sonolência diurna.
Investiga-se perguntando se a criança dorme em situações inusitadas, como durante brincadeiras ou durante a
aula. Sono agitado, sudorese noturna, dormir em posições não usuais, podem ser sintomas de SAOS.

História

 A etiologia das infecções das VAS em crianças até 2 anos de idade são muito frequentes (6-9 por ano) e na grande
maioria de causa viral. A partir dos 2 anos a etiologia bacteriana por estreptococo betahemolítico do grupo A já
pode ocorrer, porém o predomínio viral ainda prevalece.
 O pico de prevalência das faringomígdalites é entre os 4-7 anos, podendo ocorrer até a idade adulta.
 O ápice do crescimento linfoide ocorre entre 3-7 anos e é nessa idade que se observa a maior prevalência de
SAOS.
 É importante avaliar se o quadro é agudo, subagudo ou crônico, único ou de repetição.
 Sintomas agudos sugerem quadros infecciosos.
 Sintomas há algumas semanas sugerem quadros de sinusite.
 Sintomas há meses sugerem quadros de atopia.
 Infecções de início abrupto – infecções estreptocócicas.
 Infecções de repetição – imunodeficiência adquirida ou congênita.
 Os sintomas de rinite alérgica podem ser desencadeados ou agravados por aeroalérgenos (ácaros, pelos de
animais, insetos, pólen, fungos) ou agentes irritantes (fumaça de cigarro, odores fortes, poluição urbana).
 A febre está presente nos quadros agudos virais ou bacterianos. Geralmente em quadros bacterianos, a febre
pode ser mais intensa, porém não se deve tomar como regra e nos quadros virais e período febril geralmente dura
em torno de 3 dias.

Sintomas associados

 Geralmente as infecções bacterianas acometem mais o estado geral e causam mais toxemia e anorexia.
 No lactente a tosse provocada pelo gotejamento de secreção retrofaríngea causa vômitos, assim como as
faringoamígdalites. As faringoamígdalites virais vem acompanhadas de vômitos e diarreia, já a faringoamígdalite
estreptocócica cursa com dor abdominal.
 Cefaleia e dor facial podem ser sintomas de sinusite em escolares.
 Diminuição do olfato, da gustação, boca seca, dores de garganta frequente e halitose podem ser causados pela
respiração bucal.
 Dificuldade de aprendizado, sonolência diurna, hiperatividade podem ser sintomas de SAOS.

Antecedentes familiares

 Casal não alérgico: chance de 15% de ter um filho alérgico.


- Pai alérgico: chance de 30-35% de ter um filho alérgico.
- Pais alérgicos: chance de 50-70% de ter um filho alérgico.

Condições ambientais

 Investigar se há presença de ambientes escuros, úmidos, com mofo, empoeirados, se há presença de animais,
tabagistas, insetos, pois todos estes fatores são desencadeantes como aeroalérgenos.

Exame Físico

a) Geral: nos quadros de hipoatividade , toxemia, prostração, podem estar ligados a infecção estreptocócica.
Nos quadros crônicos, desânimo, hipoatividade, lentidão de raciocínio pode estar associado a SAOS.
b) Avaliação nutricional: quando a criança encontra-se desnutrida é devido as infecções de repetição e também pela
respiração bucal.
c) Sinais vitais: taquicardia e taquipneia ocorrem na febre.
d) Fácies: adenoidiana (face alongada, queixo triangular, respiração oral e olheiras, provocada pela respiração oral
crônica.
e) Cabeça: dimensões sagitais diminuídas da base do crânio, desvio do septo, micrognatia, retrognatia, hipoplasia da
região maxilar da face.
f) Nariz: rinoscopia anterior realizada com espéculo levantando a ponta do nariz, com foco de luz visualiza-se os
cornetos inferiores. Hipertrofia e palidez de cornetos acompanham a rinite alérgica.
g) Respiração ruidosa: quando observado ruído tanto na inspiração quanto na expiração, significa importante
resistência a passagem do ar.
h) Voz: presença de voz anasalada (obstrução nasal), voz fanhosa (fenda palatina) ou rouca (acometimento laríngeo).
i) Orofaringe: observar oclusão da boca
 Dentes fechados – Classe I (normal)
 Dentes inferiores ocluindo muito atrás dos dentes superiores – Classe II
 Prognatismo mandibular – Classe III
 Palato em ogiva – Respiração bucal
 Observar fenda palatina, úvula bífida (fenda palatina submucosa), palato mole redundante, úvula
alongada, hipertrofia de amígdalas.
 ABSCESSO RETROFARÍNGEO: ocorre na evolução da nasofaringite aguda. Causa febre elevada, disfagia,
hiperextensão da cabeça e dif. Respiratória.
j) Gânglios: os processos inflamatórios das VAS podem comprometer os linfonodos cervicais e sub mandibulares,
geralmente aumentados e dolorosos. Nas infecções de repetição eles estão aumentados, porém não dolorosos.

Vias aéreas inferiores

O sistema respiratório continua a se desenvolver após o nascimento até a vida adulta.

a) Desenvolvimento das vias aéreas: As ramificações das vias aéreas se iniciam no período embrionário até a 17ª
semana de gestação. A partir daí não há mais desenvolvimento das vias condutoras, só o seu aumento contínuo
de tamanho e calibre. O epitélio das vias aéreas é do tipo colunar pseudoestratificado e ciliado na traqueia e torna-
se do tipo colunar nos bronquíolos. Há mais glândulas mucosas no epitélio respiratório das crianças do que dos
adultos e o clearence mucociliar é maior nos adultos do que nas crianças.
b) Desenvolvimento dos alvéolos e dos alvéolos