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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

TEORIA
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

MAGNETISMO

É a propriedade que tem certas substâncias para atrair outros materiais. Aos corpos que têm
este capacidade se chamam “ímãs”. Muito tempo atrás, os gregos descobriram que um
certo tipo de pedra encontrada, geralmente perto da cidade de Magnésia, na Ásia Menor,
tinha a propriedade de atrair pedaços de ferro. A pedra era, na realidade, um tipo de mineral
de ferro chamado “magnetita” e sua propriedade de atração é chamado de “magnetismo”.
Um ímã não é mais do que um pedaço de mineral no qual se manifestam propriedades
magnéticas e por isto, um ímã é aquele material que atrai ao ferro e todos aqueles materiais
em que o ferro é parte deles. Os ímãs podem ser classificados em naturais e artificiais.

ÍMÃS NATURAIS

São aqueles originais da mãe natureza e as rocas que contém o poder de atração são
denominados como “ímãs naturais” (magnetita). Os ímãs naturais tiveram muito pouco
uso, pois se descobriu que um ímã montado de maneira que pudesse girar livremente sobre
si mesmo e ao se deter, um de seus extremos sempre ficava apontando ao Norte geográfico
da Terra. Esse foi o nascimento da “bússola”.

ÍMÃS ARTIFICIAIS

São aqueles feitos pelo homem a partir de certos materiais magneticamente neutros. O fato
de que os minerais, com a exceção da magnetita, não apresentem características magnéticas
de forma espontânea, não quer dizer que não sejam capazes de adquiri-las artificialmente.
Com certeza, qualquer pedaço de ferro que tenha estado um tempo relativamente longo
perto de uma roca de magnetita, apresenta também propriedades magnéticas uma vez
afastado dela. A influência da magnetita sobre o ferro ha conferido sua mesmas
propriedades ou seja que o ferro tem sido magnetizado, convertendo-se em um ímã
artificial. O tempo que dura este magnetismo nos ímãs artificiais depende, quase sempre,
do material utilizado. Os ímãs artificiais podem ser obtidos por atrito ou por indução de
corrente elétrica e se dividem em dois grandes grupos:
- a) Permanentes
- b) Temporais

Com certeza que não há nada como o ferro para conseguir, de forma rápida um ímã
artificial, porém também, não há nada como o ferro para que as propriedades magnéticas
sumam com a mesma rapidez com que elas foram adquiridas. Isto significa que os ímãs de
ferro perdem sua capacidade magnética num período de tempo que deve ser considerado
como muito curto, comparado com o tempo em que o magnetismo permanece em outros
materiais. Por isso são chamados de “ímãs temporais” aos ímãs feito com ferro.
Os melhores ímãs artificiais são feitos com peças de aço que contém pequenas quantidades
de níquel e cobalto. Estes materiais conseguem características magnéticas que permanecem
durante muito tempo. Estes são os ímãs permanentes.

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Alguns materiais utilizados na fabricação destes ímãs são: Remalloy (ferro, cobalto,
molibdênio), Permalloy (ferro, níquel), Supermalloy (molibdênio, permalloy), Perminvar
(ferro, cobalto, níquel) e o Permendur (ferro, cobalto).

Ímã de Ímã
FORÇA
ferro de
DO ÍMÃ
aço

PÓLOS MAGNÉTICOS

São as zonas onde o ímã exerce seu maior poder de atração. É importante destacar que
entre ambas zonas existe uma zona neutra, onde as propriedades magnéticas são nulas.

ZONA NEUTRA

O ímã mais simples que se pode considerar é o formado por uma barra de ferro imantado.
Se for montada uma barra de ferro imantado sobre a superfície de uma mesa e desde certa
altura espalhamos limalha de ferro, se poderá observar que em toda a extensão da barra não
atrai às mesmas com a mesma intensidade ou força. Se pode deduzir isto, facilmente, pois a
intensidade diferente da força de atração é verificada pela quantidade de limalha aderida ao
longo da barra imantada. A maior quantidade de limalha aderida se encontra nos extremos
do ímã. A quantidade de pó de ferro acumulado diminui conforme nos vamos afastando dos
extremos e atinge o seu ponto mais baixo ou nulo no centro ou meio do ímã.

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Assim fica provada que a força magnética de um ímã se concentra em seus extremos e
diminui, gradativamente, até desaparecer completamente no meio da barra. Os extremos do
ímã recebem o nome de pólos e da mesma maneira que os pólos terrestres eles são
denominados como Norte e Sul. A zona do ímã que não manifesta nenhuma força de
atração é conhecida pelo nome de “zona neutra”.

LINHA DE FORÇA MAGNÉTICAS

São as linhas imaginarias que representam a tensão ou força magnética existente entre
ambos pólos. Convencionalmente se diz que essas linhas saem desde o pólo Norte, viajam a
través do espaço e entram pelo pólo Sul.

FLUXO MAGNÉTICO ( )
É a quantidade total de linhas de força que saem desde o pólo Norte de um ímã e sua
unidade de medida é o Maxwell (Mx).

INTENSIDADE DO CAMPO (H)


É a quantidade de linhas do fluxo magnético por centímetro quadrado (cm 2). Sua unidade
de medida é o Oersted (Oe).

PERMEABILIDADE E RELUTÂNCIA MAGNÉTICA


Não se conhece nenhum isolante para as linha magnéticas. Tem sido comprovado que as
linhas de força magnéticas atravessam todos os materiais. Contudo, alguns passam com
maior facilidade do que outros. Denomina-se permeabilidade magnética à facilidade que
apresentam alguns materiais ao fluxo ou passagem das linhas de força. A relutância
magnética é definida como a oposição que apresentam os materiais à passagem das mesma
linhas de força magnéticas. Os corpos podem ser classificados em:

a) Materiais anti-magnéticos
São materiais indiferentes ao fluxo das linhas de força e apresentam a mesma
permeabilidade do que o ar. Como exemplo se pode indicar ao cobre, madeira, vidro, etc.
b) Materiais diamagnéticos
Sua permeabilidade é inferior à do ar e as linhas de força tratam de evitar a passagem a
través destes materiais. Este é o caso do bronze, bismuto, água, etc.

c) Materiais ferromagnéticos
São corpos que apresentam grande facilidade às linhas magnéticas, ou seja, que possuem
uma muito alta permeabilidade magnética. Como exemplo é o ferro, níquel, cobalto, aço e
ligas comerciais tais como o Permalloy.
d)Materiais paramagnéticos

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Sua permeabilidade é levemente superior à do ar e é obtida da combinação de materiais


ferromagnéticos com amagnéticos ou diamagnéticos. Um exemplo de material
paramagnético é a Ferrita que é uma mistura de ferro e carvão, ambos prensados e é muito
utilizada nos núcleos dos transformadores e nos volantes das motocicletas.

CAMPO MAGNÉTICO

É o espaço no qual é exercida a ação magnética. Isso é atribuído às linhas de força.

Linha
de força

O magnetismo é uma força invisível que somente pode ser verificada pelos efeitos que
produz. Por exemplo, o vento oferece uma força muito forte, embora seja invisível; do
mesmo modo, a força magnética pode ser sentida mais não ser vista. O campo magnético
de um ímã pode ser explicado melhor ainda desenhando linhas de força que abandonam ao
ímã por um de seus extremos e entram pelo outro. O campo magnético é a zona que rodeia
ao ímã e no interior desse campo pode ser sentido o efeito magnético.

ATRAÇÃO E REPULSÃO DOS PÓLOS MAGNÉTICOS

A experiência prática demonstra que pólos magnéticos de igual nome se repelem e com
diferente nome se atraem.

REPULSÃO REPULSÃO ATRAÇÃO

Ao aproximar dois ímãs com seus pólos Norte, um frente ao outro, poderá ser sentida uma
força que tenta afastar ambas peças, como se fosse uma força de repulsão entre os dois

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pólos. Aproximando os pólos Sul, também se produzirá o mesmo efeito de rechaço. Se


agora se aproxima um dos pólos Norte com um pólo Sul, aparece uma força que tenta unir
ou aproximar ambos ímãs como se fosse uma força de atração. Neste sentido, os pólos
magnéticos se parecem muito às cargas estáticas. A ação de atrair-se ou de repelir os pólos
magnéticos se deve ao campo magnético que rodeia ao ímã. Outra característica das linhas
de força magnéticas é que entre elas se rechaçam sem se cruza nem se tocar, jamais.

MAGNETISMO TERRESTRE

Se ha falado de pólo Norte e de pólo Sul de um ímã e é muito possível que o leitor tenha se
perguntado porque estes nomes. A resposta é considerar que a Terra se comporta como um
gigantesco ímã que influi em todos os ímãs que nela possam se encontrar. Ë um fato
comprovado que a Terra está rodeada por um enorme campo magnético onde seus pólos
estão muito perto dos pólos geográficos do globo. Pólo Norte e pólo Sul da Terra
correspondem quase exatamente com os pólos Sul e Norte do campo magnético terrestre.

Todo ímã com liberdade de movimento se orienta de forma que indica a direção Norte-Sul.
Chama-se de pólo Norte de um ímã ao extremo que aponta ao Norte terrestre, sendo o pólo
Sul aquele que mostra a direção do pólo Sul geográfico. Observe um contra-sentido nesta
denominação, pois se os pólos com igual nome se repelem, resulta que num ímã o pólo Sul
será aquele que indique o Norte geográfico, pois é atraído por ele, sendo o pólo Norte o que
fica na direção sul. Não entanto, se considera que o Norte de um ímã é o que mostra ou
indica o Norte geográfico e o Sul mesmo, o que se alinha com o Sul. Ë um
convencionalismo que não tem nenhuma conseqüência de ordem técnico e tem a vantagem
de ser mais claro. O Norte corresponde ao Norte e o Sul ao Sul.
Por isto, para determinar os pólos de um ímã, basta pendurar ele de um fio e comprovar que
um de seus extremos fica para o Norte geográfico. Como conseqüência, esse extremo será o
Norte do ímã, também. A bússola é a aplicação prática mais conhecida de este fenômeno,

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devido ao campo magnético terrestre. A agulha de uma bússola, sempre que não esteja
afetada por um outro campo magnético, logicamente artificial, indicará a direção Norte-Sul.

ELECTROMAGNETISMO

Ë o resultado da passagem de uma corrente elétrica por um fio ou condutor elétrico. Este
fenômeno foi descoberto pelo cientifico Oersted no ano de 1819 e pode ser reduzido assim:

“Sempre que por um condutor circula uma intensidade de corrente elétrica, ao redor
dele aparecerá um campo magnético concêntrico. Este campo será maior quanto
maior for a intensidade da corrente e seu sentido pode ser determinado pela régua da
mão esquerda para condutores.”

O campo eletromagnético é o campo magnético produzido pela passagem de corrente em


um condutor. Sempre que exista um fluxo de corrente, existe um campo magnético ao redor
do condutor e a direção desse campo depende do sentido dessa corrente elétrica.
O sentido do campo magnético é contrario ao das agulhas do relógio quando a corrente
circula de esquerda à direita. Se o sentido do fluxo de corrente é invertido, o sentido do

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campo cambia de sentido, também. No corte transversal do campo magnético que rodeia
aos condutores, o ponto que fica no centro do círculo representa uma corrente que sai do
papel até você e a cruz representa uma corrente que entra no papel desde você.

CAMPO MAGNÉTICO AO
REDOR DO CONDUTOR QUE
PERMITE A PASSAGEM DA
CORRENTE ELÉTRICA

Regra da mão esquerda para condutores

Ela permite determinar a polaridade do campo magnético ao redor do condutor e diz assim:

“Se pega ao condutor com a mão esquerda de maneira que o polegar fique esticado e
formando um ângulo reto e indicando a direção da corrente. Os restantes dedos
indicarão a direção das linhas de força.”

Existe uma relação definida entre o sentido do fluxo da corrente em um condutor e o


sentido do campo magnético que rodeia ao condutor. Esta relação pode determinar-se
aplicando á regra da mão esquerda. Esta regra afirma que se um condutor com corrente é
tomado com a mão esquerda e com o polegar apontando na mesma direção que o fluxo de
corrente, os dedos que rodeiam ao condutor indicarão o sentido das linhas de força
magnéticas. A seguir se vê como aplica a regra da mão esquerda para determinar o sentido
do campo magnético que rodeia ao condutor.

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O polegar aponta na
direção da corrente

Os dedos dobrados na
mesma direção do campo
magnético.

Lembre-se que a regra da mão esquerda se baseia na teoria eletrônica do fluxo de corrente
(de negativo ao positivo) e é usada para determinar o sentido das linhas de força de um
campo eletromagnético.

CAMPO MAGNÉTICO DE UMA ESPIRA

Se com um pedaço de arame se forma uma espira, as linhas de força que rodeiam ao
condutor saem todas por um dos lados da espira e entram pelo outro. De esta maneira, a
espira de arame, com corrente elétrica, forma um ímã fraco com pólo Norte e pólo Sul. O
pólo Norte está do lado em que as linhas de força saem da espira e o pólo Sul do lado em
que elas entram na espira. Aplicando a regra da mão esquerda pode ser determinado o
sentido das linhas de força na espira

Campo
magnético ao
redor de uma
espira

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CAMPO MAGNÉTICO EM UMA BOBINA

Si se deseja aumentar a potência do campo magnético da espira, podemos enrolar o arame


varias vezes, formando uma bobina. Então o campo magnético individual de cada volta
estará ligado em serie, formando um forte campo magnético dentro e fora da bobina.
Nos espaços compreendidos entre as espiras, as líneas de força estão em oposição e se
anulam umas às outras. A bobina atua como uma barra imantada poderosa, no qual o seu
Norte é o extremo desde onde saem as líneas de força.
Em resumem, a bobina está formada por um conjunto de espiras dispostas em forma
paralela, onde seus campos magnéticos somam-se, logrando-se que o campo magnético
total de a bobina tenha muito poder.

Campo
magnético ao
redor de uma
bobina.

Regra da mão esquerda para bobinas

Serve para determinar a polaridade magnética de uma bobina e diz assim:

“Se pega a bobina com a mão esquerda e todos os dedos, desde o índice ao mínimo se
posicionam no mesmo sentido do que o fluxo da corrente. Desta maneira o dedo
polegar ao ficar em ângulo reto nos sinala o Norte magnético da bobina.”

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Aplicação da regra da mão esquerda para bobinas

O polegar aponta
ao pólo Norte da
Dedos dobrados na bobina.
direção da corrente
na bobina.

A polaridade magnética de uma bobina depende da direção da corrente que está circulando
a través de ela e do sentido do enrolamento dos arames da bobina.

O fluxo magnético nos extremos de uma bobina se denomina “Força Magneto Motriz” e
depende dos seguintes fatores:
a) Da intensidade da corrente.
b) Do número de espiras.
c) Do comprimento da bobina.
e) Do tipo de núcleo.

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ELETROÍMÃS

Adicionando voltas a uma bobina transportadora de corrente se aumenta o número de linhas


de força e vira um ímã mais forte e o aumento da corrente também aumenta o campo
magnético. Por isto, um potente eletroímã tem bobina com muitas espiras e a intensidade de
corrente depende do calibre ou seção do arame com que foram feitas.

O campo magnético de um eletroímã aumenta ao utilizar uma grande intensidade de


corrente ou se a bobina for feita com muitas voltas de arame. Estes fatores não concentram
o campo magnético, suficientemente como para aproveitá-lo de forma prática. Para
aumentar o campo magnético, se monta no centro da bobina um núcleo de ferro. A
intensidade do fluxo magnético aumenta de forma considerável pois o núcleo oferece muita
menos oposição às linhas de força do que o ar.

ADICIONANDO UM NÚCLEO DE FERRO AUMENTA A DENSIDADE DO FLUXO MAGNÉTICO

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Aplicação do eletroímã

Se for montada uma barra de ferro ou de aço doce no campo magnético de uma bobina, a
barra ficará imantada ou se magnetizará e se o campo magnético é o suficientemente
intenso, a barra será atraída pela bobina.

Barra de ferro

Contato

Barra de
ferro doce
Eletroímã

Mola de aço

Circuito do relé Circuito da lâmpada

Exemplo da ligação elétrica de um relé eletromagnético

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FORÇA DE DESL0CAMENTO OU EFEITO-MOTOR

“Sempre que um condutor é submetido a um campo magnético e simultaneamente


percorrido por uma intensidade de corrente elétrica, sofrerá uma força de
deslocamento que dependerá do sentido ou direção da corrente.”

Regra da mão direita para motores

Serve para determinar o sentido do movimento do condutor no interior do campo


magnético e diz assim:

“A palma da mão direita fica frente ao Norte magnético do ímã e os dedos desde o
indicador ao mínimo indicam a direção da corrente. Desta forma, o dedo polegar em
ângulo reto indicará o sentido do deslocamento do condutor no interior do campo
magnético“
Esta força de deslocamento ou efeito-motor é o principio sob o qual se baseia o
funcionamento dos motores elétricos, alto-falantes, instrumentos com bobina móvel, tubos
de raios catódicos, etc.

Intensidade da corrente Movimento do condutor


saindo

Intensidade da Movimento do condutor


corrente entrando

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Nota: Ao deixar de circular corrente pelo condutor, ele para de girar ou se detêm.

INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA

No ano 1831, Michael Faraday descobriu o principio da indução eletromagnética que


afirma que quando um condutor “corta” linhas de força ou se as linhas de força cortam um
condutor é induzida uma intensidade de corrente e gerada uma voltagem entre os extremos
do condutor. Isto se logra sempre que o condutor fique perpendicular ao campo e submetido
à influência do campo magnético.

Este fenômeno da indução pode ser originado de duas formas:

a) Condutor em repouso e campo magnético em movimento: um dos métodos pelos


quais se logra que o magnetismo gere eletricidade é deslocando um ímã junto com um
condutor estático. Se for ligado um instrumento de medição muito sensível nos extremos do
condutor fixo e se faz passar um ímã perto desse condutor, o ponteiro do instrumento se
mexerá. Esse movimento é um sinal da indução de corrente elétrica no condutor. Repetindo
o movimento e observando atentamente o instrumento, se poderá ver que o ponteiro se
desloca quando o ímã passa perto do condutor, somente.

O movimento é necessário porque o campo magnético que rodeia ao ímã somente produz
corrente no condutor quando o campo magnético se desloca transversalmente ao condutor.
Quando o ímã e seu campo ficam estáticos, a corrente desaparece.

O ímã em
repouso

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b) Campo magnético em repouso e condutor em movimento: si se mexe um condutor


frente a um ímã que se encontra em repouso, também se observará um pequeno movimento
do ponteiro do instrumento. Isto somente será produzido enquanto o condutor fique se
mexendo a través do campo magnético.

Mexendo o ímã
junto ao condutor

Para utilizar o magnetismo com a finalidade de produzir eletricidade é necessário mover


um campo magnético a través de um condutor, ou então, mover o condutor a través de um
campo magnético. Si se quer obter uma fonte contínua de eletricidade se deve manter sob
movimento constante ao condutor ou o campo magnético.

Regra da mão esquerda para a corrente induzida

Serve para determinar o sentido da corrente induzida no condutor e diz assim:

“Com a palma da mão esquerda frente ao Norte magnético e o polegar formando


ângulo reto indica o sentido do movimento que se deu ao condutor. Desta maneira, os
dedos desde o indicador ao mínimo indicarão o sentido da corrente induzida.”

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LÂMPADA

INTENSIDADE DA MOVIMENTO DO CONDUTOR


CORRENTE
INDUZIDA

Este fenômeno é o principio de funcionamento dos geradores elétricos, antenas receptoras,


transformadores, etc. A intensidade da corrente induzida no condutor depende:

a) Da velocidade com que o condutor corta as linhas de força ou que as linhas de força
cortam ao condutor.
b) Da magnitude do fluxo magnético.
c) Da forma como o condutor corte às linhas de força do campo.
d) Do comprimento do condutor.

LEI DE LENZ

Esta lei indica que.

“A corrente induzida tem o sentido que a ação do seu campo magnético resultante
sempre se opõe à causa geradora.”

No seguinte exemplo, o ímã permanente que fica no interior de uma bobina, provoca uma
corrente induzida no circuito da bobina. Segundo a lei de Lenz, o extremo esquerdo da
bobina deve ser pólo N para que se opor ao movimento do ímã.

Movimento de entrada

Corrente
induzida

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AUTO-INDUÇÃO

Literalmente significa indução de si mesmo e seu estudo mostra que sempre que um
condutor ou uma bobina seja percorrido por uma intensidade de corrente elétrica variável,
no arame se produzirá um efeito eletromagnético denominado “auto-indução”. A
característica principal da corrente auto-induzida é que seu sentido de circulação é contrario
às variações da corrente de origem.

A auto-indução existe num circuito porque a corrente elétrica sempre produz um campo
magnético. As líneas do campo magnético sempre rodeiam ao condutor que transporta a
corrente, formando círculos concêntricos ao redor dele. A força do campo magnético
depende da intensidade da corrente elétrica. Assim, um grande fluxo de corrente gera
muitas linhas e um pequeno fluxo de corrente, gera uma pequena quantidade de linhas de
força. Quando a intensidade da corrente do circuito aumenta ou diminui, a força do campo
magnético aumenta ou diminui no mesmo sentido, também. Quando a força do campo
magnético aumenta, aumenta a quantidade ou número de linhas de força. Elas vão se
propagando ou estendendo desde o centro do condutor para fora e da mesma maneira, se a
força do campo magnético diminui, as linhas de força se contraem para o centro do
condutor. Esta expansão e contração do campo magnético depende da variação da
intensidade da corrente e é a que gera a tensão auto-induzida e seu efeito se conhece como
“indutância”.

Corrente Corrente
auto-induzida auto-induzida

Corrente de origem FCEM = Força contra eletro-motriz


Campo magnético sem movimento e
Campo magnético
sem corrente auto-induzida
Campo magnético Campo magnético contraído
expandído contraído
Corrente de origem
Corrente auto-induzida
Campo magnético
expandido
com sentudo contrario

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Corrente auto-induzida
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Condutor

Não há fluxo
de corrente Pequeno fluxo
de corrente Maior fluxo
de corrente

Pequeno
Fluxo medio fluxo de
Fluxo máximo de corrente de corrente corrente

INDUTÂNCIA (L)

É o coeficiente de auto-indução que apresenta uma bobina e pode ser definida como a
capacidade da mesma para gerar entre seus extremos uma força contra-eletromotriz
(FCEM), quando é recorrida por uma corrente variável. Sua unidade é o henry (H). Há um
henry de indutância em uma bobina quando se origina uma variação de intensidade de 1 A
no período de tempo de um segundo, provocando nos extremos da bobina, uma FCEM de 1
V.
1A
1 Henry = ------ = 1 V de FCEM
1 seg

Um henry também pode ser definido como a condição de uma bobina quando recebe 1 V de
tensão durante 1 segundo para que a intensidade da corrente atinja o valor de 1 A.

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Ampères

T (seg.)
Voltagem ou FCEM

Submúltiplos do henry:
a) Milihenry (mH) = Milésima parte de um henry (0,001 H).
b) Microhenry (uHy) = Milionésima parte de um henry (0,00001 H).

Suponha o seguinte circuito formado por uma bobina, um interruptor e uma bateria.

Sem fluxo de corrente


não há campo magnético

Em quanto o interruptor do circuito estiver aberto, não haverá passagem de corrente e não
haverá campo magnético ao redor dos condutores do circuito.
O AUMENTO DA INTENSIDADE ENTRE OS CAMPOS MAGNÉTICOS

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Quando é fechado o interruptor, a corrente circula pelo circuito e as linhas de força do


campo magnético se estendem para fora, em torno aos condutores do circuito, incluindo as
espiras da bobina. No momento de fechar, o fluxo de corrente cresce desde zero até o seu
máximo valor e por mais que o aumento seja muito rápido, não pode ser instantâneo.
Conforme aumenta a intensidade da corrente, as linhas de força se propagam e os campos
magnéticos das espiras adjacentes chegam a se entrelaçar. Esta expansão permanece se
desenvolvendo conforme a intensidade da corrente do circuito continue aumentando. Em
geral, sempre que as linhas de força de um campo magnético se movimentam a través de
um condutor, é induzida nele, uma tensão. Por isto, a variação do campo originada ao
fechar o interruptor induz no próprio condutor uma tensão, pois ele se encontra-se dentro de
um campo magnético variável.

SE A INTENSIDADE AUMENTA O CAMPO MAGNETICO SE EXPANDE


DESDE O PONTO EM QUE A BOBINA ATRAVESSA AS OUTRAS VOLTAS

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Quando a intensidade da corrente do circuito atinge o seu máximo valor, determinado pela
tensão e a resistência do circuito, não trocará o seu valor, o campo magnético não se
propagará e não se produz tensão reduzida. O campo permanece estacionário, porém em
caso da corrente aumentar ou diminuir, o campo magnético, de novo, se dilatará ou
contrairá, gerando uma tensão induzida.
Se agora é aberto o interruptor, a corrente trocará o seu máximo valor para um valor igual a
zero. No condutor ligado eletricamente era percorrido por corrente e existia um campo
magnético, mais como essa corrente têm desaparecido, desaparece também o campo
magnético. Esta variação do fluxo magnético, como aconteceu ao fechar o interruptor, de
novo induz no condutor, uma tensão que desaparece com a corrente e campo magnético.
O CAMPO MAGNÉTICO CONTRAÍDO TAMBÉM PRODUZ UMA
FEM AUTO-INDUZIDA

Efeito da FEM auto-induzida

Intensidade
diminuída

Campo
magnético
contraído

Efeito da FEM
auto-induzida

A FEM AUTO-INDUZIDA
TRATA DE IMPEDIR A
INTENSIDADE POSSA
Fluxo da DIMINUIR
A força eletro-motriz gerada no circuito
corrente por variação da corrente é chamada “tensão auto-
induzida“, pois ela se auto-induz no próprio condutor. O efeito da tensão auto-induzida é
se opor a toda troca de sentido do fluxo da corrente, seja aumentando ou diminuindo,
retardando a velocidade de operação desse câmbio. Isto significa que no momento de fechar
o circuito atua contra a tensão aplicada e no momento de abrir o circuito, ajuda o atura em
favor da tensão aplicada. Quando o circuito é alimentado com corrente continua, a
indutância só afeta ao fluxo da corrente ao abrir e fechar o circuito, pois é unicamente
nesses momentos quando a intensidade da corrente modifica o seu valor.

Resumindo, se pode dizer que a auto-indução é o fenômeno produzido em um condutor de


certa forma submetido uma variação da corrente. Num circuito o fenômeno se manifesta em

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forma de chispa ou arco elétrico, chamado voltaico e sua intensidade depende do campo
magnético gerado pela intensidade da corrente, no momento de abrir o interruptor. Também
se pode dizer que a indutância é a propriedade de um circuito em gerar uma tensão auto-
induzida que se opõe a qualquer modificação do fluxo da corrente ou bem é o efeito da
tensão auto-induzida em se opor a todo câmbio ou torça do sentido do fluxo da corrente,
seja aumentando ou diminuindo e reduzindo a velocidade desse câmbio.

Quando uma bobina é percorrida por C.A., a auto-indução se manifesta em todo momento.

A INDUTÂNCIA DEPENDE:
NÚMERO DE ESPIRAS MATERIAL DO NÚCLEO

ESPAÇO ENTRE AS ESPIRAS DIÂMETRO DO CONDUTOR

FORMA DA BOBINA NÚMERO DE CAPAS DO BOBINADO

DIÂMETRO DO BOBINADO TIPO DE ENROLAMENTO

COMPORTAMENTO DE UMA BOBINA LIGADA À CORRENTE ALTERNADA

A indutância de uma bobina impõe um retardo da corrente antes de que ela atinja o valor
indicado pela lei de Ohm. Simplificando este comportamento elétrico, se pode dizer:
a) Ao aumentar a voltagem aplicada a uma bobina, a corrente é obrigada a demorar o
seu crescimento.
b) Ao diminuir a voltagem aplicada a uma bobina, a corrente é obrigada a demorar o
seu decrescimento.

Resumindo, devido à indutância das bobinas, ela se opõe tanto ao aumento da intensidade
da corrente como a diminuição da mesma.

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REATÂNCIA INDUTIVA (X)

Ë a oposição que oferece uma bobina à passagem da corrente alternada e se mede em ohm.

X = 2 x F x L = ohm

Na fórmula :

X = Reatância indutiva, em ohm.


2 = Constante matemática = 2 x 3,1416.
F = Freqüência da corrente alternada, em hertz.
L = Indutância da bobina, em henry.

A fórmula indica que a reatância indutiva é diretamente proporcional à freqüência e à


indutância. Isto significa que o valor de X será mais alto quanto mais alta seja a freqüência
e a indutância. Como foi indicado, a reatância indutiva é a oposição que a indutância de
uma bobina oferece ao fluxo de corrente alternada. A reatância indutiva só afeta ao fluxo da
corrente em quanto exista variação da mesma, pois a variação da corrente produz tensão
auto-induzida . Em corrente contínua (C.C.) o efeito da reatância indutiva só se apresenta
quando se inicia ou se interrompe a corrente. Em corrente alternada (C.A.) ao contrário, é
constante pois o fluxo está continuamente trocando sua polaridade. Em um circuito com
reatância indutiva, a intensidade da corrente do circuito não começa a aumentar junto com a
voltagem. Ela sofre um retardo que depende da quantidade de indutância do circuito em
comparação com sua resistência.

Lembramos que se um circuito de C.A.tem uma resistência pura, a intensidade da corrente


aumenta ou diminui exatamente ao mesmo tempo que a voltagem. Neste caso se pode dizer
que as duas ondas estão em face.

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VOLTAGEM E INTENSIDADE SE
ENCONTRAM 90º FORA DE FASE
NO CIRCUITO DE
INDUTÂNCIA PURA

FONTE DE
TENSÃO C.A.

Em um circuito teórico de indutância pura, a corrente não começa a circular até que a
tensão tenha atingido o seu máximo valor, por isto, a onda da intensidade cresce em quanto
a tensão é igual a zero. No momento em que a tensão fica igual a zero, a intensidade
começa a descer, também, para zero, porém o campo em contração retarda a queda da
intensidade até que a tensão atinja o seu valor máximo na polaridade oposta. Isto continua
em quanto se siga aplicando uma voltagem ao circuito, chegando a onda de tensão ao seu
valor máximo um quarto de ciclo antes de que a onda de intensidade em cada meio ciclo.
Em um circuito que contêm reatância indutiva e resistência, a onda de intensidade de
corrente seguirá à onda de tensão com um retardo compreendido entre zero e 90º. O retardo
exato depende da relação entre a resistência e a indutância do circuito; quanto maior seja a
resistência com relação à indutância, menor será a diferença de fase; quanto menor seja a
resistência, a defasagem estará mais perto de 90º.

INTRODUÇÃO Á CORRENTE ALTERNADA (A.C.)

Nos circuitos de corrente continua (C.C.), a polaridade da fonte de tensão permanece


constante, situação que determina que o fluxo de corrente mantenha sempre uma mesma
direção (de negativo ao positivo).

EM UM CIRCUITO DE C.C.,
A CORRENTE FLUI EM
FONTE DE C.C. UMA DIREÇÃO SÓ,
SEMPRE

Ao contrário, a corrente alternada (A.C.) troca a polaridade da fonte de tensão


constantemente. Em certo momento é o terminal positivo e é negativo, no seguinte e este,
depois, será opositivo e assim sucessivamente. Como resultado do câmbio constante da
polaridade, a direção do fluxo eletrônico também é invertido. Além disso, ao trocar a

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

direção da corrente no circuito de C.A., também troca sua magnitude desde zero ao máximo
em um sentido e voltando, novamente, para zero. Ao mesmo tempo, vai de zero ao máximo,
na direção oposta e de novo a zero. Resumindo, a tensão alternada produz uma corrente
alternada. Se define à C.A. da seguinte maneira:

EM UM CIRCUITO DE C.A. A ...E DEPOIS NA DIREÇÃO


CORRENTE FLUI PRIMEIRO EM UMA OPOSTA
DIREÇÃO

FONTE DE C.C. FONTE DE C.C.

CÂMBIO DE POLARIDADE

“É aquela que troca constantemente de valor e de sentido em função do tempo.”

Corrente
alternada
C.A.

TRANSMISSÃO DA CORRENTE ALTERNADA

Atualmente, a maioria das linhas elétricas transportam corrente alternada e a seguir


vejamos alguns razões pelas quais se utiliza corrente alternada e não corrente continua.

a) A tensão de C.A. pode elevar-se ou diminuir-se com facilidade e ter pouca perda de
potência, mediante o uso de transformador. A tensão da corrente continua não pode ser
modificada sem uma perda considerável de potência.
b) Os distintos tipos de aparelhos elétricos exigem tensões diferentes para o seu correto
funcionamento, tensões que podem ser obtidas com facilidade mediante um transformador.
Para obter estas tensões em C.C. são necessários circuitos complicados e o rendimento é
pobre.
c) Como a potência transmitida é igual à voltagem multiplicada pela intensidade da
corrente e o tamanho do condutor limita essa intensidade máxima de potência em
condutores da mesma dimensão. Um fluxo de corrente muito grande ocasiona o
aquecimento do condutor, implicando perda de potência e por isto sempre se trata de

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

manter a corrente máxima no mínimo possível. A tensão só está limitada pelo isolamento
do condutor e como o isolamento pode ser aumentado muito facilmente, isto permite elevar
a tensão, fazendo que o transporte de grandes quantidades d energia elétrica com
condutores de menor tamanho, e por conseguinte, com pequenas perdas de potência.

GERADOR BÁSICO DE CORRENTE ALTERNADA

Seu funcionamento se fundamenta no fenômeno de indução eletromagnética e a magnitude


de a tensão induzida depende de:

a) Magnitude do fluxo magnético do campo indutor.


b) Comprimento do condutor que se encontra no campo magnético indutor.
c) Velocidade de movimento do condutor
d) Sentido de movimento do condutor.

Onda Linhas de força


alternada

Voltagem 0 Terminais

Eixo do tempo ou zero

Forma de onda da voltagem de C.A. A rotação de uma espira num campo magnético
produz uma voltagem de C.A.

Funcionamento de um gerador básico

Um gerador básico consiste em uma espira de arame de maneira que possa girar no interior
de um campo magnético estacionário para que este possa produzir uma corrente induzida
GERADOR BÁSICO
na espira. Para ligar a espira com um circuito externo e aproveitar a corrente induzida
utilizam-se contatos ou anéis deslizantes. O campo magnético é fornecido por peças polares
PEÇA POLAR
formando os pólos Norte e Sul do ímã. Os extremos da espira de arame são conectados com
uns anéis chamados de “anéis coletores”. Eles giram junto com a espira. As escovas se
apóiam nos anéis para coletar a eletricidade produzida na espira e será fornecida ao circuito
externo. Quando as laterais da espira cortam o campo magnético é gerada a tensão induzida
que ocasiona um fluxo de corrente pela espira, os anéis coletores, as escovas, o instrumento
de medição e a resistência de carga, sendo que todos eles estão ligados em série.

ESPIRA
ESCOVA

ANEL COLETOR RESISTÊNCIA DE CARGA

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

A tensão gerada na espira e o fluxo de corrente depende:


a) Da posição da espira com relação ao campo magnético resultante
b) Da magnitude do campo magnético.
c) Da velocidade com que a espira corta as linhas de força do campo magnético.
d) Do número total de espiras.

Suponha que a espira está girando no sentido das agulhas do relógio e que sua posição
inicial é da seguinte figura A (zero grau).

COMO FUNCIONA O GERADOR BÁSICO

Tensão nos
extremos do
gerador
Posição A (0º) Posição
B (90º)
Figura A - B

Na figura A, a espira está em posição perpendicular com o campo magnético. Todo


condutor que se encontra paralelo a um campo magnético não corta as linhas de força e por
isto, ele não induz uma tensão. Por tanto, na posição que tem a espira na figura A, não
aparece tensão nem corrente induzida.Quando a espira gira para se posicionar de acordo
com a figura B, a espira corta mais linhas de força, até que, quando está a 90º (posição B),

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

corta a máxima quantidade de linhas de força. Em outras palavras, entre 0º e 90º de giro, a
tensão induzida nos condutores vão aumentando desde 0 até seu máximo valor. Observe
que desde 0º a 90º, a parte da espira pintada de preto corta o campo até abaixo. Ao mesmo
tempo, a espira da cor branca corta o campo por cima.

As tensões induzidas em ambos extremos da espira e ao estarem ligadas em série, se


somam e a voltagem resultante que aparece nas escovas representa a soma das duas tensões
induzidas. Isto quer dizer que cada espira é considerada como um condutor e a tensão se
duplica se a voltagem induzida é igual entre si. A intensidade de corrente troca da mesma
maneira que a tensão induzida, sendo de valor 0 na posição 0º e máxima aos 90º. O sentido
do fluxo da corrente e a polaridade da tensão induzida dependem da orientação do campo
magnético e do sentido de rotação da espira.

Tensão nos terminais do


gerador

Posição A
360º

Posição B 90º

Conforme a espira segue girando desde a posição B (90º) até a posição C (180º), os
condutores vão encontrando menor quantidade de linhas de força, até que na posição C se
encontram paralelos ao campo magnético ou seja não cortam nenhuma linha de força. Por

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

isto, a tensão induzida descerá desde os 180º até 90º, da mesma maneira que aumentava
desde 0 a 90º. De igual modo, a corrente seguirá as variações da tensão induzida.

Posição C
180º

Desde 0º a 180º, a espira fora girando no mesmo sentido do campo magnético, por isso, a
polaridade da tensão induzida não é trocada. Quando a espira começa a girar mais de 180º,
ou seja que volta à posição da figura A, o sentido em que é cortado o campo magnético é
invertido. Agora o condutor preto ascende dentro do campo e o branco, desce. Com isto, a
polaridade da tensão induzida e o fluxo de corrente terá sentido contrário ao da posição nas
figuras A até C. A diferença fica na polaridade que será invertida. A tensão depois de uma
revolução completa da espira é a que mostra a figura D.

Posição D
270º

Saída do gerador básico

A onda da tensão de saída do gerador não tem valor nem sentido constante e varia
continuamente, tanto no negativo como no positivo. Então, a tensão do gerador não é
continua, pois se entende como tensão de corrente continua aquela que mantém em todo
momento a mesma polaridade. A tensão do gerador se denomina “tensão alternada”, pois
varia periodicamente desde o mínimo ao máximo. O fluxo de corrente varia conforme varia
a tensão, então ele têm que ser alternado, também.
TENSÃO
GERADA
TENSÃO

EDUBRAS Página 30
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Características da corrente alternada

1.- Ciclo da corrente alternada (C.A.)

Quando a espira do gerador básico de C.A. completa uma volta ou 360º, gerou um ciclo
completo de tensão alternada. Ele começou de 0º e atingiu um valor máximo positivo,
tornando a descer a 0º, passando depois por um valor máximo negativo e voltando, de novo
para 0º. Então, um ciclo é uma seqüência completa de valores e depois torna a reiniciar o
processo.

O CICLO

Alternação
Voltagem ou positiva
TEMPO
corrente

Alternação
LINHA DE negativa
REFERENCIA

2.- Freqüência da corrente alternada

Quando a espira de um gerador de C.A. gira, a sua velocidade entre os pólos magnéticos
determina que um grande número de vezes seja invertida a corrente em cada segundo,
completando mais ciclos por segundo. Por isto, a freqüência é a quantidade de ciclos
gerados no período de um segundo e sua unidade de medida é o hertz (Hz).
1
F = ----- = Hz
seg

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Seus submúltiplos são:


Quilohertz (KHz) : 1.000 Hz.
Megahertz (Mhz) : 1.000.000 Hz.
Gigahertz (Ghz) : 1.000.000.000 Hz.

CICLO SE PRODUZ EM 1/60 DE SEGUNDO

Voltagem
ou
corrente

ISTO É UMA FREQÜÊNCIA DE 60 CICLOS

3.- Período (T)

Representa o tempo necessário para cumprir um ciclo e pode ser determinado pela seguinte
fórmula:
1
T = ------ = seg
F

No caso da voltagem alternada de 220 V que se encontra nos lares, a freqüência é de 50 Hz,
por isto, o período é:
1 1
T = ------ = -------- = 0,02 seg

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

F 50
Forma da onda senoidal
A sinóide ou forma da onda senoidal é a imagem dos câmbios instantâneos do valor da
corrente ou da voltagem alternada. A palavra “seno” é tomada da relação geométrica “seno”
utilizada em trigonometria, porque a amplitude da onda senoidal varia na mesma forma que
o seno, de 0 ao máximo. Uma característica importante da forma de onda senoidal é que no
meio ciclo positivo e o negativo, são imagens de espelho, uma da outra. Na figura se pode
ver diferentes valores da onda. Na realidade, uma onda senoidal consiste em muitos mais
valores que os representados. Há infinito número de valores e a sinóide é uma imagem de
todos seus valores instantâneos, no tempo.

Voltagem ou Máximo valor positivo


corrente

Está formado por muitos valores


instantâneos

Tempo

Tempo
Voltagem ou
corrente Máximo valor negativo
Forma de onda não senoidal

Valores da corrente alternada

a) Valor máximo

É o máximo valor da corrente e da voltagem atingido pela espira durante o seu giro de 360º
dentro do campo magnético. Este valor é atingido entre os 90º e 270º do giro da espira. Por
isto, se diz que tem um valor máximo positivo e outro, máximo negativo.

Valor máximo da onda de


C.C.

Valor máximo da onda


de C.A.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Na figura acima representa a comparação do meio ciclo de uma onda senoidal de C.A. com
uma onda de C.C. para o mesmo período de tempo. Se a C.C. se inicia e se interrompe nos
mesmo momento que o meio ciclo da onda sinóide e cada uma de elas atinge o mesmo
valor máximo, os valores da C.C. são maiores que os da C.A. em todos os pontos, exceto
aquele no que a onda senoidal da C.A. atinge o seu máximo valor. Então os valores de C.C.
e C.A. são iguais. Em este ponto, a onda senoidal é o valor máximo.

Valor máximo = Valor eficaz x 1,41

b) Valor Pico a Pico (Vpp)

Em um ciclo temos dois valores máximos e são de igual magnitude porém com diferente
direção. Uma para o meio ciclo positivo e outro para o meio ciclo negativo.

O valor entre pico e pico é o


dobro do valor máximo

O valor pico a pico (Peak to Peak) é a soma aritmética dos máximos dos meios ciclos
positivo e negativo. O valor é o dobro do máximo e é usado para medir tensões de C.A.

c) Valor instantâneo

O valor instantâneo da voltagem ou da corrente é aquele que existe em qualquer período de


tempo e pode ter polaridade negativa ou positiva.
Voltagem Instantânea = Vmax * Senwt

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

d) Valor eficaz, efetivo o RMS

É aquele valor da voltagem alternada capaz de produzir o mesmo efeito térmico que um
valor conhecido de voltagem continua.

Voltagem eficaz = Voltagem máxima x 0,707

Quando flui C.C. por uma resistência, o calor produzido é proporcional a I2 x R, ou seja, ao
quadrado da corrente. Quando circula C.A. por uma resistência, o calor desenvolvido é
proporcional ao quadrado do valor instantâneo da corrente. Devido a sua constante variação
se deve procurar um valor que seja equivalente a algum valor de corrente contínua. Este
valor equivalente se chama valor efetivo ou eficaz, porque pode fazer o mesmo trabalho
que uma corrente continua. O voltímetro e amperímetro podem ler valores efetivos.

Valor do Valor Raiz quadrada do


senoide instantâneo valor instantâneo

(medio quadrático)

(Raíz quadrada media)

ESPECTRO DE FREQÜÊNCIAS

Sem considerar o tipo de gerador utilizado, as freqüências podem ficar entre uns poucos
ciclos por segundo até milhões de ciclos por segundo (Mhz) e é apresentado a seguir.

a)Freqüências subsônicas = 0 -----------------7 Hz.


b)Freqüências de áudio = 20 ---------------20.000 Hz.
c)Freqüências de vídeo = 0 ----------------4.000.000 Hz.
d)ultra-sonidos = 20.000 ---------100.000 Hz.
e)Emissoras de onda media (MW) = 530 ------------1620 Khz.
f)Emissoras de onda corta (SW) = 2.0 -------------18 Mhz.
g)Emissoras de FM = 88 --------------108 Mhz.
h)VHF = 30 --------------300 Mhz (canais 2 ao 13 - Tv.).
i)UHF = 300 --------------470 Mhz (canais 14 ao 83 ).
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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

TIPO DE CORRENTE

1.- Corrente alternada monofásica

Assim é chamada a corrente alternada gerada em uma espira (uma fase).

O CICLO

Voltagem Tempo
ou corrente
Linha de
referência zero

2.- Corrente alternada bifásica

É aquela que está constituída por duas correntes alternadas monofásicas (duas fases)
defasadas 90º. As duas espiras se encontram em posições cruzadas a 90º e girando no
interior de um campo magnético com a mesma velocidade gerando cada uma delas uma
corrente alternada monofásica. Seus períodos ficam deslocados 90º entre si.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

3.- Corrente alternada trifásica

Está formada por três correntes alternadas monofásicas deslocadas 120º entre si (três fases).
Em este caso as três espiras se encontram cruzadas e girando no interior do mesmo campo
magnético e à mesma velocidade, gerando cada uma delas uma corrente alternada
monofásica. Seus períodos ficam deslocados 120º entre eles. Desta forma, como existem
três circuitos independentes, podem ser ligadas as três fases (bobinas) de duas maneiras:
- em estrela,
- em triângulo.

Um sistema trifásico (3) é uma combinação de três sistemas de uma fase ou monofásicos
(1). Em um sistema trifásico balanceado, equilibrado ou compensado, a potência vêm de
um gerador de C.A. que produz três voltagens iguais e cada um está 120º fora de fase com
os outros dois.

Embora nos sistemas elétricos se empregam circuitos monofásicos, a maior parte da


geração e distribuição de corrente alterna é trifásica. O circuito trifásico requer menor seção
do condutor que no circuito monofásico com as mesmas características de potência e
voltagem nominal além de permitir uma flexibilidade de eleição da voltagem e pode ser
utilizada com carga monofásica. Também, o equipamento trifásico é de menor tamanho,
mais leves e mais eficientes que o monofásico da mesma capacidade.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

PRÁTICA
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

3
INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO BÁSICOS

Além dos conhecimentos técnicos e a habilidade para manusear ferramentas, um dos


aspectos mais importantes do trabalho profissional em eletricidade é o uso do equipamento
de medição. A seleção do instrumento adequado ajudará ao eletricista a verificar a tarefa
que esteja realizando para que ela seja feita de forma completa e carta.

Neste envio será apresentado como utilizar os instrumentos básicos mais comumente
usados no serviço da montagem ou instalação elétrica, com a finalidade de poder verificar
continuidade, voltagem, resistência, isolamento de um circuito, etc. Tanto em eletricidade
como em eletrônica é de vital importância conhecer o uso dos aparelhos de medição, pois
eles são utilizados, constantemente, em comprobações, levantamentos de dados, verificação
de circuitos, desenho, cálculos posteriores e em geral, em todos aqueles casos em que seja
necessário conhecer alguma das magnitudes elétricas de qualquer circuito ou instalação.

Ao final de este texto prático se pretendem atingir os seguintes objetivos:


a) Conhecer o principio de funcionamento de diferentes aparelhos de medição tais como o
voltímetro, amperímetro e ohmímetro.
b) Distinguir os aparatos pelos símbolos gravados no mostrador.
c) Conectar e medir corretamente com cada um deles.
d) Realizar diferentes tipos de medições.

Para medir corretamente com qualquer um destes aparelhos é necessário conhecer a forma
de eles serem ligados e além disso, interpretar os símbolos gravados ou impressos no
mostrador do mesmo.

Quadrante

Ou mostrador é a parte visível do instrumento que a traves de um cristal ou acrílico se pode


observar o movimento do ponteiro indicador. Nele são impressos símbolos, escalas,
unidades elétricas e aqueles dados necessários para a correta utilização do instrumento.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Campo de medida (CM)

Também chamado capacidade, calibre ou faixa ou valor da escala, é a máxima medida que
pode ser realizada com um aparelho que se encontra em uma determinada condição de
conexão. Para determinar o campo de medição de um instrumento temos que olhar nas
indicações de seu botão (knob) seletor.
Exemplo: 10 - 50 - 100 - 500 - 1000 – X 1 – X 10 – X 100 – X 1 K - etc.

No caso do tester, além dos terminais, temos que ver também a posição do seletor, já que
com as duas pontas de prova pode ser utilizado em todos os campos de medida de uma
magnitude e será o seletor o que nos ajude a selecionar o campo de medição da magnitude.

Campo de leitura (CL)

O campo de leitura inclui a parte da escala com divisões que é onde se podem efetuar as
leituras. Devido a que cada aparelho elétrico pode ter diferentes tensões, correntes e
resistências é necessário poder determinar os valores das referidas magnitudes.
Teoricamente, como foi visto em envios anteriores é possível interpretar ou calcular esses
valores graças às simples fórmulas que os determinam. O problema encontra-se quando os
valores que devem ser medidos sejam feitos de forma rápida e prática. Para este efeito,
existem certos instrumentos capazes de realizar ditas medidas. Eles são: o voltímetro, o
amperímetro, o ohmímetro.

A técnica tem conseguido reunir todos eles formando um só aparelho e que será capaz de
reunir todas as características comuns e particulares de cada um deles. Este aparelho é o
“tester”, onde “test” significa prova, pelo tanto se define como um instrumento de provas.
O instrumento também é conhecido como “Multitester”, que significa instrumento de
múltiplas provas. Na prática também é chamado de “Multímetro” ou “Polímetro”.

Si dividimos a palavra em seus dois términos etimológicos, podemos decifrá-la como:


- poli = muitos.
- multi = múltiples.
- metro = medida.

Logo então, Multímetro = múltiplas medidas e Polímetro = muitas medidas.

INDICADORES ANALÓGICOS

ESCALA

PONTEIRO
MOLA DE
RETORNO

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

BOBINA
PÓLO MAGNÉTICO MÓVEL PÓLO MAGNÉTICO

Galvanômetro

É o instrumento de medição mais simples e mais antigo, pois foi o primeiro em ser
utilizado.A palavra galvanômetro tem seu significado ao separá-la em duas partes:
- galvano = efeito galvânico, ou seja derivado da corrente elétrica.
- metro = medição.

Então, galvanômetro = medição da corrente elétrica. Seu principio de funcionamento se


baseia na interação produzida por dois campos magnéticos, um deles devido a um ímã
permanente e o outro, originado por uma corrente elétrica que circula por um condutor
enrolado.

EIXO
DE
GIRO

TERMINAIS
DA BOBINA

Suponha que há um condutor enrolado formando espiras, que estão montadas de forma
perpendicular ao redor de um eixo e com a possibilidade de girar ao redor dele, como
mostra a figura superior. A bobina se encontra no seno do campo magnético produzido pelo
ímã permanente. Quando circula alguma corrente pelo enrolamento ou bobina não existe
interação alguma entre o campo magnético da bobina e a do ímã. Por isto, a posição do
condutor (espiras) dá a liberdade para posicionar-se em qualquer ponto que permita o seu
eixo.

EDUBRAS Página 41
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

REPOUSO

Muito bem, quando circula uma corrente elétrica pela bobina se pode comprovar que ela
gira sobre o seu eixo até que seu plano fica perpendicular às linhas de força do campo
magnético. A bobina pode ser tirada dessa posição de equilíbrio aplicando uma pequena
força por exemplo, empurrando ela com um dedo. Ela voltará a sua posição anterior assim
que a força externa deixe de ser aplicada. A força aplicada para tirar a bobina do seu
equilíbrio ou repouso magnético é diretamente proporcional à corrente que circula por ela.
Si a corrente é fraca, então a força que é aplicada com o dedo, será pequena, também.

REPOUSO
Reposo

Se a corrente é grande, então as linhas de força do campo magnético é a soma dos dois e
será intenso ou forte, obrigando a realizar, com o dedo, uma força maior ou mais intensa
do que no caso anterior. A posição de equilíbrio das espiras será determinada pela
intensidade da corrente que circula pela bobina, encontrando-se mais perto da posição de
repouso quando a corrente seja fraca e mais perto da perpendicularidade com as linhas do
campo magnético produzido pelo ímã, quando a corrente que atravessa a bobina seja
grande.
Como foi explicado com anterioridade, quando não existe corrente, a posição das espiras
pode ser qualquer uma. Para fazer retornar às espiras ao ponto determinado como ponto de
repouso, se utiliza uma mola e um batente.

EDUBRAS Página 42
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

INTENSIDADE
DE CORRENTE
ELEVADA

Se é ligada à bobina um ponteiro para girar com ela e na frente de um quadrante ou


mostrador com escala graduada, ele poderá ler-se de forma de que cada uma de suas
divisões corresponda com um certo valor de intensidade de corrente. Assim é construído o
galvanômetro de bobina móvel, também chamado de quadro móvel, pois a bobina fica
enrolada sobre um elemento com forma retangular ou quadrada.

PONTEIRO ESCALA
PONTEIRO

MOLA EM MOLA EM
ESPIRAL ESPIRAL

BOBINA
BOBINA MÓVEL
MÓVEL

A força eletromagnética que gira à bobina é proporcional à intensidade da corrente que


percorre a mesma, ao número de espiras que formam a bobina e à intensidade do campo
magnético que produz o ímã. Assim, com qualquer bobina, quanto mais potente for o ímã
permanente, grandes desvios serão produzidos com uma corrente determinada ou quanto
mais fracas seja a corrente poderão se medir para um certo desvio.

O mesmo efeito pode ser conseguido aumentando o número de espiras da bobina, embora
aqui já deverão ser considerados outros fatores que podem limitar o funcionamento
mecânico do sistema, tais como a maior massa e como conseqüência maior peso do
conjunto móvel ou sua inércia para ser movido e atingir o estado de repouso ou de
equilíbrio. Além disto, deve ser considerado um outro fator elétrico que é a resistência
elétrica que apresentada a bobina. Desta forma, o número de espiras que ela tenha deverá
estar intimamente ligada com os parâmetros que intervem no seu funcionamento, como é a
resistência interna e dependendo sob que tensão ela esta submetida, a intensidade da
corrente que passa por ela.

EDUBRAS Página 43
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Qualquer instrumento analógico destinado a medir magnitudes elétricas, deve ter uma
escala com dois extremos. O extremo que corresponde ao estado de repouso será sempre o
zero da escala. Este deverá ser o ponto em que o ponteiro fica quando não está circulando
corrente elétrica. Isto é graças à mola que se retrocede à bobina. No extremo oposto se
poderá medir o máximo de corrente e este ponto é conhecido como fundo de escala.

O valor de fundo de escala é o valor máximo que o instrumento poderá medir. Dito ponto
fica fixado bem no ponto da escala onde se encontra o ponteiro quando se atinge a
perpendicularidade entre as linhas do campo magnético do ímã permanente e as produzidas
pelo campo magnético do bobinado. Também considere que mais além do ponto
determinado na escala, a relação entre o ângulo percorrido pelo ponteiro e a intensidade de
corrente que circula pela bobina não são proporcionais, pois geralmente às limitações
geradas pela mola que faz com que o ponteiro volte ao zero da escala.
O valor de fundo de escala é conhecido, também, como sensibilidade do instrumento. Um
instrumento é mais sensível quanto menor for a corrente que mexe ou desloca ao ponteiro.
A sensibilidade do galvanômetro é medida na unidade de intensidade e se pode encontrar
valores muito diferentes tais como o nanoampére (1 A = 1.000.000.000 nA) que é a
bilionésima parte da unidade de corrente e muito utilizada nos equipamentos de laboratório.
Os valores admissíveis de corrente nos galvanômetros que podem ser comprados na praça,
normalmente têm uma tolerância de 0,1 e 1 mA.

EDUBRAS Página 44
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

O galvanômetro de escala móvel também recebe o nome de “Galvanómetro D´Arsonval”,


devido ao seu inventor. Os elementos que contêm um galvanômetro de escala móvel são:

- Um ímã permanente com peças polares semi-circulares de ferro doce unidas aos extremos
do ímã.
- Um núcleo cilíndrico de ferro doce, localizado no interior do campo magnético que vira
ímã e as peças polares.
- Um fio muito fino de cobre fosforoso ou magnético. Ele fica enrolado sobre um marco
retangular de alumínio. Esta peça é a bobina móvel e se encontra centralizada na folga
determinada pelo núcleo de ferro e o ímã.
- Duas molas ou espiras antagônicas as quais estão ligadas aos extremos da bobina. As duas
molas estão montadas de forma simétrica na bobina, uma na sua parte superior e a outra,
na inferior. No meio das duas molas há uns pivôs que se montam sobre rolamentos de safira
e assim, poder reduzir o atrito e permitir que a bobina gire livremente na folga antes
determinada. Os extremos livres das molas estão ligados aos dois s terminais do
instrumento e sendo os extremos da bobina.
- Um ponteiro fixado ao conjunto da bobina e que se mexe junto com ela. O ponteiro pode
ser montado para que sua posição de repouso ou zero fique na lateral ou extremo esquerdo
da escala.
- Ajuste do zero mecânico. Ele é um pequeno parafuso que permite azerar ao instrumento e
assim poder compensar pequenas mudanças.

Uma particularidade do galvanômetro é que as molas se encontram enroladas com sentido


oposto e poder compensar os câmbios da temperatura. Se a temperatura aumenta, ao se
dilatarem as molas (que são idênticas), terão o mesmo comprimento e como o seu sentido
de enrolamento é oposto, a força de um delas será contraria à outra e o resultados será que a
bobina fica na mesma posição, sob qualquer temperatura.

O galvanômetro forma sempre parte de qualquer aparelho analógico de medição elétrica,


tais como o voltímetro, amperímetro, ohmímetro, etc.

TESTER OU MULTÍMETRO

EDUBRAS Página 45
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Como foi visto em anteriores envios é possível calcular valores graças às simples fórmulas.
O problema é quando o valor que é necessário medir deve ser obtido de forma prática. Para
isto, existem certos instrumentos ou aparelhos capazes de realizar as referidas medições.
Eles são o voltímetro, o amperímetro e o ohmímetro.

A tecnologia tem conseguido reunir todos eles em um aparelho só que contêm aos outros e
com as características comuns e particulares de cada um deles. Este aparelho é denominado
“tester”, onde “ Test” significa prova, ou seja que se define como um instrumento de
probas. O instrumento também é conhecido como “multitester”, e significa instrumento de
múltiplas probas. Na prática também se chama “multímetro” ou “polímetro”.

Si dividimos estas palavras de acordo co a sua etimologia, se pode considerar como:


- poli = muitos.
- múlti = múltiplos.
- metro = medida.
Então: multímetro = medidas múltiplas medidas
polímetro = muitas medidas.

TESTER ANALÓGICO

De todas as ferramentas ou equipamento que um eletricista deve ter em seu banco de


trabalho ou na sua caixa de ferramentas, provavelmente a mais útil é o tester. Com um
tester analógico ou digital podem ser realizadas medições de voltagem, corrente e
resistência, realizar provas de continuidade,etc. Para isto, todo o que se necessita é colocar
o seletor na posição correta. Existem testers analógicos e digitais . O tester analógico é o
mais comum por ser o mais simples, portátil e de tamanho compacto. Além disto é mais
barato do que o tester digital e resulta mais conveniente de usar em certas situações.

O tester analógico é apresentado sob uma grande variedade de formas e tamanhos e a


maioria tem em comum os seguintes elementos:

a) Um par de pontas de prova. Elas ligam o instrumento com o circuito sob teste.
b) Escala analógica e ponteiro. Indicam o valor numérico da magnitude elétrica que se
está medindo.
c) Seletor de função. Permite selecionar a natureza da medida. Quer dizer si se trata de
uma voltagem ou corrente AC ou DC, ou simplesmente uma medição da resistência.
d) Seletor da faixa. Permite selecionar a faixa dos valores que se desejam medir. Na
maioria dos testers analógicos modernos, este seletor e o de função são um só interruptor.
Por isto, as duas operações podem ser feitas ao mesmo tempo.

Em geral, todos os testers analógicos usam uma bobina móvel como a que foi analisada
com anteriormente e que se encarrega de deslocar ao ponteiro. A montagem física se
conhece como quadro móvel ou instrumento de D´Arsonval e consta de uma bobina de
arame muito fino enrolada sobre um tambor que se encontra montado entre os pólos de um

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

ímã permanente. Os testers analógico têm normalmente uma posição de utilização que é
geralmente a horizontal, mais existem, também, a posição vertical ou com algum outro
ângulo de inclinação. O fabricante sempre indica o ângulo de inclinação para posicionar o
instrumento e assim poder realizar as medições corretas.

PONTA DE PROVA

PONTA DE PROVA

FRENTE DO TESTER

SELETOR
SELETOR

ESCALA

ESCALAS GALVANÔMETRO
SÓ MEDE PEQUENAS CORRENTES

CIRCUITO DO CIRCUITO DO CIRCUITO DO


VOLTÍMETRO AMPERÍMETRO OHMIMETRO

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

ESCALAS ESCALAS ESCALAS

MANUSEIO DO TESTER

A melhor maneira de aprender a usar um tester é a leitura do manual que fornece o


fabricante, já que cada tester tem diferentes formas de uso, embora em definitiva realizem
todos o mesmo tipo de medição. Contudo, existem normas fundamentais para proteger aos
circuitos internos que são comuns a todos.

a) O tester analógico normalmente tem uma posição para o seu uso, geralmente a
horizontal, embora possam existam exceções. O fabricante sempre indica o ângulo de
inclinação para usar ou utilizar e poder realizar medições corretas.

b) Deve ser selecionada a faixa de medição que será utilizada, além de desligar as pontas de
prova do circuito ou elemento que está sendo medido. Isto deverá ser feito sempre que a
peça ou circuito estiver sob alguma tensão ou voltagem, antes de trocar de faixa. No caso
de desconhecer o valor que será medido, se deverá posiciona o seletor na escala ou faixa
mais alta para que a corrente nunca supere a admitida pelo galvanômetro. Se isto acontecer,
o ponteiro atingirá com muita força o fundo de escala ou batente e pode se estragar.

c) Na hora de realizar uma medição, nunca devem ser tocadas as partes metálicas das
pontas de prova, pois se corre o risco de receber uma descarga elétrica si a tensão que está
sendo medida é muito grande.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

d) Tem que se prestar especial atenção quando sejam realizadas as leituras nas escalas
graduadas, evitando equivocação e realizar as operações aritméticas adequadas no caso de
que a escala graduada e a faixa selecionada não coincidam numericamente.

e) Quando o ponteiro se encontra em repouso deve coincidir, exatamente, com o inicio da


escala graduada. Se isto não for assim, deverá ser ajustado, levemente, com o parafuso que
azera ao instrumento.

f) Geralmente, o tester analógico tem um espelho onde se reflete a posição do ponteiro.


Para fazer uma medição correta ou para ajustar o zero mecânico, o ponteiro, sempre deverá
tampar o seu próprio reflexo no espelho.

g) O tester, geralmente, tem um fusível de proteção que evita a destruição do circuito


interno quando ele é má ligado. A substituição deverá ser feita de forma correta e
considerando a amperagem do novo e do queimado.

h) O tester necessita de uma pilha ou bateria para os circuitos do ohmímetro e sua descarga
obriga a sua troca e se o tester carece desta fonte de energia elétrica não se poderá fazer
medições de resistência, embora possam ser feitas medições de tensão e amperagem ou
intensidade da corrente.

As causas que podem produzir a destruição parcial ou completa deste tipo de instrumento
de medição ou tester e que devem ser evitadas de qualquer jeito, são:

1) Medir numa faixa de medição muito baixa.


2) Ligar o ohmímetro em circuitos ligados a uma fonte de energia elétrica.
3) Ligar o amperímetro em paralelo num circuito onde há tensão.
4) Submeter o instrumento a altos valores de tensão ou de corrente transitórios.
5) Quedas ou danos produzidos por golpes ou batidas.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

ESCALA DE MEDIDA DO OHMÍMETRO

O ohmímetro é o aparelho destinado a medir a resistência de um elemento ou circuito. À


diferença dos restantes aparelhos de medição ele necessita de uma fonte de tensão própria
(pilha) para poder realizar a medição. Uma escala com uma série de divisões gravadas é o
instrumento de medição.

Os traços correspondem a um valor da magnitude física que está sendo medida. Por
exemplo, no mostrador de um tester analógico, se pode observar que tem varias escalas
graduadas onde suas divisões não se correspondem proporcionalmente.

A escala graduada correspondente ao ohmímetro é a superior ou seja, a que se encontra


sobre o espelho. Essa escala graduada tem um valor inicial igual a 0  (direita da escala
graduada) e um valor final igual a  . Quando se seleciona o campo de medição “XI“
do ohmímetro e as pontas de prova estão medindo um elemento resistivo, isto determina
que o ponteiro se desloque até algum lugar da escala graduada, indicando o valor da
mesma. Os campos de medição que normalmente são incorporados no ohmímetro são:
X1 – X10- X100 – X1K, etc.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

OHMIMETRO OHMIMETRO

ESQUEMA ELÉTRICO

REPRESENTAÇÃO PICTÓRICA

Exemplo

Suponha que é selecionado a faixa de medição do ohmímetro “X10” e as pontas de prova


se encontram verificando um elemento resistivo. Isto determinará que o ponteiro se mexa
até o valor 15 da escala graduada. O valor medido se traduz da seguinte forma: como o
ponteiro marca 15 e a faixa de medição selecionada é “X10”, o valor visualizado deve ser
multiplicado por 10. Então:
Valor final = Valor do ponteiro x Valor de medição selecionado = 15 x 10 = 150 

O ponteiro está
sobre o 15 na faixa
. O 15 deverá
ser multiplicado
pela faixa 1K e o
resultado é 15.000

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

PRECAUÇÕES DURANTE O USO DO OHMÍMETRO

a) Para medir uma resistência as pontas do ohmímetro serão ligadas em paralelo com o
elemento que se quer medir a resistência.
b) Forçosamente, o elemento resistivo que deve ser medido deverá ser desligado, no
mínimo, em um ponto do circuito. Se isto não for feito, a medição será falsa, pois o
instrumento medirá em paralelo, a resistência do próprio circuito e será obtida um valor
errado de resistência.

Pontas do
Ponto desligado tester
do circuito

Circuito
aberto

Placa do circuito
Ponto ainda soldado ao
circuito

c) Antes de fazer qualquer medição da resistência deverá ser ajustado de zero do ponteiro.
Quando selecione algum campo de medição do ohmímetro,deverá unir ambas pontas de
prova, com o qual se verificará se o ponteiro se mexe e atinge o ponto da escala graduada
que indica O ohm. Se isto ocorrer e o ponteiro fica antes ou depois do zero, deverá ser
ajustada sua posição mediante o potenciômetro de ajuste do zero.

CAIXA ESCALA

AJUSTAGEM
DO ZERO
PLUGUES
DE COMUM
SELEÇÃO

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

d) Nunca devem ser tocadas as pontas metálicas, já que o corpo humano tem resistência
elétrica e conseqüentemente, se medirá a resistência total formada pela resistência do
elemento e a do corpo, ambas ligadas em paralelo

e) O ohmímetro nunca deve ser ligado em elementos que se encontram sob tensão, pois o
instrumento pode ser queimado. Por isto, antes se deve verificar, se existe tensão no
circuito.

f) A escala graduada do ohmímetro é linear e a margem de menor erro nas medidas se


encontra no terço central da escala

ESCALA DE MEDIÇÃO DO VOLTÍMETRO NA TENSÃO ALTERNADA (ACV)

Não deve ser esquecido que, normalmente, a escala graduada correspondente à tensão
alternada será comum à correspondente à corrente alternada, pelo que haverá que extremar
as precauções na medição que será feita. Nas medições de tensão alternada se deverá
localizar a chave seletora em alguns dos campos de medida ACV do voltímetro e ter muito
cuidado de que a faixa selecionada seja superior à voltagem que será medida.

Por exemplo, em tensões alternadas temos os seguintes campos: 10 V - 50 V – 250 V – 500


V – 1.000 V. Se a chave seletora se encontra na posição 250 ACV, a medição que se
realizará é de tensão alternada. Então o ponteiro se deslocará até o ponto que marca a
seguinte figura; como a posição de medição selecionada é 250 ACV, haverá que identificar
o fundo de escala como 250 VAC. Por isto, se o fundo da escala indica 250 VAC, o ponto
que marca o ponteiro é igual a 110 VAC.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

ESCALA DE MEDIÇÃO DO VOLTÍMETRO NA TENSÃO CONTÍNUA (DCV)

O passos são os seguintes:

a) Se a magnitude da tensão que deve ser medida for desconhecida, deve ser posicionado o
seletor na faixa de medição mais alta. Assim se evita que se estrague o voltímetro. Se
depois de fazer a medição se verifica que a tensão corresponde a um valor mais baixo, se
desloca o seletor para esse valor um mais baixo e assim se volta a medir o valor.

b) Conectar a ponta de prova vermelha ao terminal positivo do circuito que deve ser
medido e a ponta preta, ao terminal negativo do mesmo.

c) Ler o valor da tensão medida na escala graduada correspondente à faixa de medição


selecionada. A máxima tensão para um margem especificado da voltagem está no extremo
direito da escala graduada (fundo de escala).

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

d) A escala graduada de tensão de C.C. do voltímetro está separada da escala graduada do


ohmímetro. O ponteiro do instrumento se mexe da esquerda à direita.

e) A escala graduada de tensão continua é linear, com afastamentos iguais, para iguais
trocas de tensão.

Para medir tensões continuas, como indica a figura seguinte, como a chave seletora
localizada na faixa dos 100 V, o fundo da escala significa 100 VCC. Como o ponteiro
marca 6, a medida real será de 60 V.

PRECAUÇÕES NO USO DO VOLTÍMETRO

O voltímetro é um instrumento destinado à medição da tensão ou d.d.p. entre dois pontos de


um circuito. Sua ligação deve ser em paralelo. Para que o erro seja o mínimo, sua
resistência interna deve ter um valor muito elevado, de vários milhares de ohms.

a) A medição da tensão com a parte do tester que corresponde ao voltímetro deve ser feita
sempre em paralelo com o elemento ou circuito a ser medido.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

b) Geralmente, a medição de tensões continuas (DCV) e de tensões alternadas (ACV) têm


diferentes pontos de contacto para as pontas de prova, já que os circuitos internos
associados para medir ACV e DCV são diferentes. Embora tenham dois pontos comuns,
massa e a saída para o galvanômetro.

A medida da tensão alternada (ACV) pode ser tomada, indistintamente, ligando as duas
pontas de prova em qualquer dos pontos do circuito aonde vai ser feita a medição, ou seja,
não importa a polaridade das pontas de prova do instrumento. Pelo contrario, na hora de
medir tensão continua (DCV), é necessário respeitar a polaridade das pontas de prova do
instrumento, ou seja, a ponta de prova da cor vermelha deve ser conectada ao positivo do
circuito e a ponta preta, ao negativo do circuito.Se este arranjo ou polaridade não fosse
respeitado, o ponteiro do instrumento se mexerá ao contrário na escala graduada.

c) As tensões alternadas e continuas, normalmente, serão lidas em escalas graduadas


diferentes. As escalas graduadas se localizam, geralmente, embaixo do espelho e se
identificam com as letras DC para leitura da voltagem continua e AC para a voltagem
alternada. Também se pode diferenciar graças à cor das graduações e aparece em preto as
medidas de tensão continua e em vermelho ou verde, às de tensão alternada.

d) A medição deve ser feita no terceiro quadrante da escala e assim o erro é mínimo.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

ESCALAS DE MEDIDAS DO AMPERÍMETRO DE CORRENTE CONTÍNUA

A corrente continua de um circuito pode ser medida por meio de um amperímetro de C.C.
Quando á magnitude da corrente (intensidade) que deve ser medida é pequena, se usa um
miliamperímetro (1 mA = 0,001 ampère) ou (1 uA = 0,000001 ampère).
Para medir corrente continua tem que interromper ou abrir o circuito que deverá ser
verificado e ligar o instrumento em série com o circuito. Por exemplo, suponha que deve
medir a corrente no circuito da figura:

Primeiro se abre o circuito no ponto A.

Depois se liga o amperímetro em série com o circuito nos dois extremos livres A e B do
condutor aberto.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Se deve ver a polaridade ou seja, a ponta de prova preta deve ser ligada no terminal
negativo do circuito (ponto B) e a ponta vermelha ao terminal positivo do circuito (ponto
A). Quando o tester está ligado de forma correta, o ponteiro se desloca da esquerda à
direita. Se o ponteiro se desloca no sentido contrario, haverá que trocar a posição das
pontas de prova do amperímetro. Depois de feita a medição, se desliga o instrumento do
circuito e se voltam a ligar as conexões originais. Na figura seguinte, a chave seletora está
na faixa dos 25 mA CC, pelo que em este caso a medida será de corrente. O ponteiro marca
um valor igual a 15 mA, devido a que o fundo da escala é de 25 mA.

PRECAUÇÕES NO USO DO AMPERÍMETRO

São semelhantes às normas dedicadas ao voltímetro, mais existe uma grande diferença: o
amperímetro é destinado à medição da intensidade da corrente que atravessa um circuito e
sua resistência interna é mínima para não provocar queda de tensão.

a) O amperímetro sempre deve ser ligado em série com o circuito, interrompendo a linha
por onde circula a corrente que se quer medir.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

b) Para medir com o amperímetro se utiliza a mesma escala graduada usada com o
voltímetro.

c) Se um amperímetro é ligado em paralelo com o circuito onde existia tensão o circuito


interno do tester associado ao amperímetro se queimará instantaneamente. Por isto, é
necessário observar, sempre, as conexões antes de fazer a medição.

ERROR DE MEDIDA

a)Erro de leitura.
Se produz por uma má apreciação visual, por confundir a escala ou pela má realização das
operações aritméticas.

b) Erro de paralaxe
Isto é devido ao mau ângulo com que o observador verifica a medição. Para solucionar este
defeito, o tester tem um pequeno espelho anti-paralaxe, sobre o qual se reflete a imagem do
ponteiro ao realizar uma medida incorreta e pelo contrario, não aparecerá o ponteiro quanto
a medida seja correta, já que o ponteiro tampa o seu próprio reflexo no espelho.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

SENSIBILIDADE DO TESTER

Um parâmetro importante que sempre deve ser considerado na hora da eleição de um novo
tester é sua sensibilidade, a qual sempre vem dada em “OHMS X VOLT” (/V).
No caso do voltímetro se sabe que para que o ponteiro se mexa e marque a magnitude da
voltagem medida, necessita roubar uma certa quantidade de corrente do próprio circuito
que vai ser medido. Fica claro que quanto menor for a intensidade da corrente que o
instrumento necessita para deslocar o ponteiro, menos influirá no circuito medido (necessita
roubar menos corrente para o seu funcionamento). Por isto, quanto maior sensibilidade
tenha, mais precisa será a medição.

A sensibilidade geralmente é indicada como a resistência que apresenta o instrumento por


cada volt de sua escala. Por exemplo, se temos de um tester com uma sensibilidade de
200.000 /V DC e o seletor é posicionado na faixa de medição de 10V DC, a resistência
interna do instrumento será de 2.000 K (200.000 x 10). Porém, se o tester tem uma
sensibilidade de 300.000 /V DC e o seletor se encontra na faixa de medição de 10 VDC,
a resistência interna do instrumento será de 3.000 K (300.000 x 10). Isto significa que o
instrumento roubará menos corrente do circuito que está sendo medido e por isto, a
medição será muito mais precisa. A sensibilidade do tester é diferente para medições de
voltagem continua ou alternada. Neste último caso, ela está compreendida entre 20% e 50%
mais baixa. No momento da eleição de um novo tester, observe que sua sensibilidade em
continua não seja inferior a 20.000 /V DC.

Bem feito Mau feito

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

TESTER DIGITAL

O tester digital é um elemento mais simples do que o análogo sobre tudo no que refere à
leitura, já que ela será feita de modo direto mediante um display com dígitos e sua
constituição interna é por circuitos digitais.

Tem melhores características do que o tester analógico embora o seu modo de conexão
seguirá sendo igual ao analógico. O tester digital se caracteriza por ter um mostrador ou
display que fornece o valor da medição com ponto decimal, polaridade e unidade (V, A ou
). Em geral, o tester digital oferece uma melhor precisão e resolução do que o tester
analógico e é mais confiável e fácil de usar. É comercializado numa grande variedade de
apresentações e além da voltagem, amperagem e continuidade, em muitos casos, pode
também medir freqüência, capacitância, indutância e outras magnitudes elétricas.Um tester
digital típico tem, basicamente, um display, um botão seletor e os terminais para conectar as
pontas de prova.

TELA OU
DISPLAY
BOTÕES ESPECIAIS
SELETOR

TERMINAIS

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Em muitos casos, o botão seletor é substituído por interruptores de pressão (push-button). A


maioria dos fabricantes oferecem uma variedade de acessórios opcionais para os seus
instrumentos que esticam as faixas existentes ou a utilidade dos mesmos. Entre estes
acessórios se encontram pontas de prova de alto voltagem, pontas de medição de
temperatura, etc. A seleção dos acessórios depende das necessidades de medição.

Por exemplo para realizar consertos em eletrodomésticos ou instalações elétricas, se


necessita, no mínimo, uma ponta de medição de corrente. A maioria dos testers digitais
podem medir até 3 A, em quanto que os aparelhos elétricos freqüentemente, consomem 10
ou mais ampères. As pontas de prova de temperatura são uma excelente ajuda para os
especialistas em sistemas de aquecimento e ar condicionado.

PINÇA AMPEROMÊTRICA

PINÇA

ALAVANCA
PARA ABRIR TERMINAIS
A PINÇA

SELETOR ESCALA

ESTRUTURA EXTERNA

É um instrumento que permite efetuar, com muita facilidade, medições de intensidade da


corrente e tensão elétrica alternadas ou continuas nos circuitos e cargas das instalações
elétricas. É uma ferramenta muito útil para o instalador elétrico porque permite medir a
corrente a través dos circuitos sem necessidade de abri-os ou interrompe-os. Além disto, é
muito fácil de usar e de transportar.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Contudo, não é tão precisa como um amperímetro convencional, que deve ser ligado em
série com o condutor cuja corrente é necessário medir. Na figura anterior se mostram as
partes de uma pinça amperométrica típica. Como se observa, ela consta basicamente de um
alicate, um dispositivo indicador, um seletor de escala e pontas de prova. O alicate são duas
peças metálicas ou mordaças, recobertas por material isolante, que se mantêm unidas pela
ação de um mecanismo de mola. Uma das peças é móvel e se afasta da fixa mediante um
botão ou alavanca, permitindo assim, rodear o condutor cuja intensidade da corrente se quer
medir. O instrumento de medição pode ser digital o análogo. Este último está desenhado de
modo que seja resistente ao transporte e às vibrações.

Geralmente tem duas escalas: uma vermelha na que se realizam as leituras da voltagem e a
outra na cor preta, sobre a que se fazem as medições da corrente. Na maioria dos casos
também há uma escala adicional para a medição de resistência. O seletor permite usar a
escala adequada para medir a tensão ou corrente que se deseja realizar. No caso das pinças
analógicas, o seletor se mexe por meio de uma alavanca localizada detrás do instrumento,
na parte inferior ou sob o instrumento de medição. As pontas de prova são utilizada para a
medição da voltagem AC e da resistência. Além das pontas de prova para a medição da
voltagem e da resistência, as pinças amperométricas são fornecidas com vários acessórios,
incluindo pontas de medição de alta voltagem, pontas de medição de temperatura, etc..

USO DA PINÇA AMPEROMÉTRICA

O seu uso não exige interromper o circuito elétrico sob verificação então ela é um
instrumento muito útil para medir a corrente alternada e determinar se um dispositivo
elétrico está de acordo com ás especificações do fabricante. A medição deve ser feita sobre
condutores isolados.

Medição da corrente ao redor de


condutores isolados

Medição da corrente ao redor de


barras isoladas

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Para usar uma pinça amperométrica como amperímetro, simplesmente coloque o condutor
dentro da pinça do instrumento e se não conhece á magnitude da corrente a medir, selecione
a escala mais alta. Observe a deflexão do ponteiro e reduza a escala se for necessário, até
que a leitura da corrente esteja perto da metade da escala. Assim a medida será mais
precisa. Lembre-se que o dispositivo elétrico que é verificado deve ser ligado e estar
funcionando. Á potencia não necessita ser desligada para abraçar o condutor. Si se testam
condutores nus, as mordaças do instrumento deverão estar bem isoladas. Extreme as
precauções em estes casos.

Quando utilize a pinça amperométrica como medidor da voltagem, deve utilizar-se á


extensão que é fornecida junto com o instrumento. Esta extensão tem em um de seus
extremos uma tomada que se conecta ao instrumento e no outro, pontas isoladas que se
ligam ao circuito sob verificação. Uma vez utilizado o equipamento, este deve ser guardado
na sua tomada protetora.

MEGÔHMETRO

O megóhmetro é um instrumento portátil que se utiliza para medir a resistência dos


elementos em equipamentos elétricos tais como instalações, motores, geradores,
transformadores, etc. Os resultados de este tipo de provas se empregam para detectar a
presencia de pó, umidade e sintomas de perda do isolamento.

ALAVANCA AJUSTE
DO
ZERO

ESCALA

TERMINAIS

Um megóhmetro típico se compõe de:


a) Uma escala graduada em megohm (M) e kilohm (K).
b) Um pequeno gerador de corrente alterna (AC) ou continua (DC) controlado
manualmente, mediante um motor ou eletronicamente.
c) Um par de terminais de conexão e algumas vezes, um puxador que permite ajustar o
instrumento no momento de fazer a medição. Nos meggers sem puxador, a tensão do
gerador é constante, independentemente da velocidade de giro da manivela, do motor, ou
do gerador elétrico.

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APRESENTAÇÕES TÍPICAS DO INSTRUMENTO


INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

O megóhmetro é construído com diferentes faixas da escala e voltagens de serviço. Pode


ser fixo ou se pode selecionar de acordo a sua aplicação. O mais comum é o que permite
medir até 50 M e uma tensão de 500 V. Também há megóhmetros que podem medir
resistências de isolamento de até 100 M com tensões de 100 V até 1.000 V. Em geral,
quando a instalação elétrica ou o aparelho sob verificação é para trabalhar com alta tensão,
se deve utilizar um megóhmetro de grande alcance, digamos de 1.000 M ou 10.000 M,
com geradores capazes de fornecer tensões de 2.500 V ou 5.000 V.

USO DO MEGÓHMETRO
Para utilizar um destes instrumentos se deve proceder da seguinte maneira:
a) Desligar a fonte que fornece energia elétrica ao circuito ou equipamento sob teste. No
caso de que se pretenda medir o isolamento de cada um dos circuitos de uma instalação, se
deverão abrir todos os interruptores automáticos, fusíveis ou disjuntores do painel de
distribuição. Além disto, se deverá desligar toda a carga das tomadas fêmeas e fechar todos
os interruptores. Para maior segurança, verifique que nas faixas da voltagem do
megóhmetro não exista tensão entre os terminais do equipamento ou do sistema sob teste e
a terra.

EDUBRAS Página 65
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

b) Ligar os terminais de conexão do instrumento ao circuito ou equipamento sob


verificação. Para maior confiabilidade dos resultados, isole completamente o motor ou o
circuito, desligando todos os condutores que atinjam ao mesmo. Se não é possível seu
isolamento completamente, assegure-se de conhecer todos os componentes que serão
incluídos no teste quando for ligado o megóhmetro. Caso contrario, se poderá passar por
alto um circuito interconectado e o instrumento proporcionará, uma leitura de resistência
inferior á esperada.
d) Girar a alavanca ou ligar o gerador, em quanto se oprime o puxador de ajuste do zero (se
existir), controlando que o ponteiro fique no zero da escala. Para conseguir isto, diminua ou
aumente a velocidade de giro da alavanca. Se o megóhmetro não tem puxador de teste, faça
um curto-circuito dos pontos de medição e girar a alavanca até que o ponteiro fique no
zero.
d) Soltar o puxador e em quanto é girada a alavanca a uma velocidade constante durante
pelo menos um minuto, realizar a leitura na escala. Si encontra valores inferiores aos
admitidos pelas normas, efetue medições nas diferentes seções da montagem ou instalação,
abrindo sucessivamente os interruptores.
e) Repetir o mesmo procedimento nos demais pontos sob verificação. De novo, assegurasse
de desligar toda a instalação e de conhecer todos os elementos interconectados aos pontos
de medição que ficarão incluídos no teste. Faça um registro escrito de tudo isto.

Na figura seguinte se ilustra como exemplo a forma de medir a resistência do isolamento de


uma instalação elétrica e de motores elétricos.

Na figura (a) se pode ver, que a resistência de isolamento de uma instalação elétrica se
verifica ligando o instrumento aos condutores de alimentação e entre eles e a terra.
Nota: O valor mínimo de resistência de isolamento será de 300.000 ohms para instalações
com tenções de serviço de até 220 V. Para tensões superiores se aceita uma resistência de
isolamento de 1.000 ohms por cada volt de tensão de serviço em toda a instalação, se sua
extensão não excede os 100 metros.

As instalações com mais de 100 metros se afastam a partes não superiores a esse valor, cada
um dos quais deverá cumprir com o valor de resistência de isolamento prescrito.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO ENTRE CONDUTORES

EDUBRAS Página 67
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO ENTRE CONDUTOR E TERRA

MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO DE UM MOTOR

MEDIÇÕES BÁSICAS EM UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA

O teste dos circuitos de uma instalação elétrica deve ser feito durante a etapa em que ela
não tenha interruptores, tomadas nem luminárias instaladas. Contudo, deverão estar feitos
todas as ligações entre os condutores e a terra, de modo que cada circuito seja continuo até
a última caixa. O aspecto mais importante a testar é a presencia de elementos em curto-
circuito. Em quanto um fio quente ou vivo toque algum elemento conectado á terra (já seja
ao neutro, ao condutor de terra de proteção ou uma caixa metálica conectada á terra), você
está perante uma situação de curto-circuito. Isto poderia suceder, por exemplo, porque o
isolamento está defeituoso, a entrado um elemento no condutor ou por alguma outra razão.

É importante que você verifique uma instalação em quanto ela está ainda à vista ou exposta
devido a que assim são mais fáceis de identificar e de corrigir os possíveis problemas.
Verifique de novo a instalação antes dos toques finais, porque ocasionalmente uma rebarba

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

ou outro objeto poderia ter estropiado o isolamento da instalação e causar um curto-


circuito.

Deve também realizar provas para localizar circuitos abertos. Contudo, um circuito aberto é
geralmente, o resultado de uma conexão incorreta, frouxa ou esquecida em alguma caixa.
Este tipo de situação pode ser identificada e consertada de forma muito rápida assim que se
instale o respectivo elemento elétrico (um interruptor, uma tomada, etc.) e se ligue o
circuito. Todo isto, não tem as conseqüências catastróficas de um curto-circuito.
TESTE DA CONTINUIDADE

Com o nome de comprobação da continuidade se designa à verificação das linhas ou


aparelhos elétricos utilizando um instrumento muito comum chamado “tester de
continuidade”. Este instrumento de medição tem uma grande variedade de formas e
tamanhos. Alguns contêm uma bateria e um indicador luminoso, em quanto outros contêm
uma bateria e um indicador sonoro. Também há testers de continuidade que fornecem
indicação sonora e visual. A idéia é simples: a bateria fornece a voltagem e a lâmpada ou o
campainha, um sinal quando o circuito está fechado e circula uma corrente.

Independentemente do tipo de tester de continuidade que você utilize, ele fará fluir uma
pequena corrente a través do circuito sob teste, avisando quando o mesmo está aberto ou
fechado, ou se existe um curto-circuito. Antes de utilizar um tester de continuidade para
verificar qualquer um dos circuitos de uma instalação elétrica, verifique que o mesmo esteja
desligado, abaixe o interruptor automático e deixe um aviso indicando que você está
trabalhado nesse circuito.

Na figura seguinte se mostram muitos exemplos de testers de continuidade profissional com


indicação luminosa. Esta última é fornecida por uma lâmpada que se ilumina quando se
detecta continuidade entre o terminal tipo jacaré e a ponta de prova.

EDUBRAS Página 69
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

O tester da figura (c), em particular, pode ser utilizado adicionalmente como lanterna de
bolso. Na figura seguinte se indicam as partes de um tester deste tipo:

No tester de continuidade a estrutura metálica do mesmo atua como ponta de prova. O


terminal jacaré deve ser ligado a um dos extremos do elemento ou circuito para verificar
sua continuidade e com a ponta de prova se toca o outro extremo. Se o circuito foi feito da
maneira certa e correta, a lâmpada ficará acessa. Adicionalmente, o desenho em forma
alargada facilita á realização de testes de continuidade em lugares estreitos ou de difícil
acesso.

No caso de testers com dupla indicação, se recebe um sinal luminoso ou um zumbido,


dependendo da posição da chave. Geralmente, na primeira posição (lâmpada) permite
comprovar continuidades até de 10 ohms (adequada para provar elementos de baixa
resistência) e na segunda (zombador) até de 100 ohms. Esta última é apropriada para
comprovar lâmpadas incandescentes e bobinados de motores, assim como condutores de
baixa resistência.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

MANEIRA DE USAR O TESTER DE CONTINUIDADE

Para compreender como deve ser utiliza um tester de continuidade, consideraremos um


exemplo simples. Suponha que você acaba de completar um circuito desde o painel de
distribuição até uma lâmpada e deseja verificar-o antes de ligar ela, o interruptor
automático correspondente. Simplesmente ligue ao tester de continuidade entre o extremo
do fio de fase do seu circuito que liga ao interruptor automático do painel e terra. Em outras
palavras, ligue ao jacaré do tester o condutor neutro do TDA e toque o extremo do fio
elétrico de fase com a ponta do tester. A seguir, se instala a lâmpada no porta-lâmpada, peça
para alguém que ligue varias vezes ao interruptor da mesma. Se o tester não emite nenhum
sinal (luminosa ou sonora), com certeza o condutor de fase não está em curto-circuito. A
seguir, monte a lâmpada e solicite ao seu ajudante que repita a prova. Se o tester de
continuidade se ilumina ou soa quando o interruptor estiver fechado (ON) e deixa de fazer-
o quando está aberto (OFF), então seu circuito está corretamente ligado.

Por isto, agora pode continuar sua instalação, conectando o fio de fase ao terminal do
interruptor automático e energizar o circuito. Além disso, o uso obvio como lanterna ou
alarma sonora, o tester de continuidade se utiliza principalmente para as seguintes funções :

a) Para procurar um condutor, por exemplo, quando em uma caixa de derivação os


condutores individuais não se podem diferenciar pela cor. Em este caso, com o tester de
continuidade se pode averiguar qual é o condutor que corresponde a uma conexão .

b) Para comprovar as lâmpadas incandescentes ou a passagem de corrente no bobinado de


um motor elétrico. Se o filamento da lâmpada ou a bobina do motor estão abertas ou
interrompidos, o tester não emitirá nenhum tipo de indicação.

c) Para comprovar condutores elétricos ou linhas em geral não energizadas. Se a lâmpada


ou zombador não são ligados, então o circuito não está fechado, é dizer, o condutor ou a
linha sob verificação está aberta.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

VERIFICAÇÃO DE CONDUTORES

d) Para comprovar os fios elétricos dos circuitos de lâmpadas e motores.

VERIFICAÇÃO DOS FIOS ELÉTRICOS DE UMA LÂMPADA

e) Determinar o estado dos fusíveis e interruptores automáticos. No caso de um fusível


fundido ou de um interruptor automático aberto, o tester não emitirá nenhum tipo de sinal.

f) Comprovar o estado dos fios elétricos de um circuito independente ou de uma instalação


completa, antes de que ela seja ligada ao interruptor automático do painel de distribuição.
Neste caso se podem realizar dois tipos de provas: de continuidade e de curto-circuito.

VERIFICAÇÃO
DOS FUSÍVEIS,
DISJUNTORES,
ETC.

CAIXA

VERIFICAÇÃO DOS FIOS


CHAVE ELÉTRICOS
PARA A A
CAIXA DE LÂMPADA TOMADAS
FUSÍVEIS

PARA O TESTER DE CONTINUIDADE

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

No teste de continuidade, se conecta uma ponta do tester com um dos condutores


(suponhamos o A) e a outra ponta com o outro condutor (o B). Se o circuito não tem
interrupções e a lâmpada está em boas condições, então se acenderá a lâmpada ou soará o
tester. Se nada disto acontece, haverá que verificar todo o circuito para localizar o lugar
onde esteja desligado o condutor. Também pode ocorrer que alguns interruptores já não
funcionem. Para verificar si há uma fuga á terra, toque com uma ponta do tester uma linha e
com a outra tubulação ou conduite ou a barra coletora do neutro. Se a lâmpada ou o
zombador do tster se disparam, então há uma fuga, que deve ser eliminada antes de ligar a
corrente elétrica ao circuito. Para rastrear a possível fuga, abra o interruptor e faça provas
antes e depois dele.

CONSTRUÇÃO DE LÂMPADA SÉRIE COMO TESTER DE CONTINUIDADE

LÂMPADA LINHA

PONTAS DE
PROVA

DIAGRAMA ESQUEMÁTICO

ASPETO FINAL

PONTAS DE PROVA

LÂMPADA DE TESTE

Á lâmpada de teste em série é um simples verificador da continuidade, alimentado pela


rede de corrente alternada e ajuda ao instalador elétrico a localizar defeitos nos circuitos
elétricos. Na figura anterior se amostra o circuito e o aspecto final de uma lâmpada série
típica. No elemento ou circuito elétrico sob teste e que deverá estar desligado, se conecta
entre as pontas de prova da lâmpada série. Se são ligadas entre si as pontas de prova, o
circuito pode utilizar-se como una lâmpada comum. Na figura anterior se amostra a forma
de construir uma lâmpada série e as operações se podem resumir no seguinte ordem:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

a) Adquira um fio paralelo polarizado de 1,20 metros de comprimento.

b) Pele o fio por um de seus extremos uns 20 cm. e adicione um suplemento de uns 40 cm.
de comprimento.

c) Ligue uma tomada no extremo A. Inicialmente introduza a tomada no extremo que deve
ser ligado. A seguir, pele os terminais e execute em cada um deles um semianel. Conecte
então cada terminal aos correspondentes parafusos da tomada macho.

d) Ligue um porta-lâmpada no extremo B. Para isso, introduza o fio por u orifício da tapa
do porta-lâmpada e realize um nó de sujeição:

A finalidade do nó é evitar que os esforços de tração sobre o fio não desprendam os


terminais da lâmpada. Uma vez feito o nó, ligue os terminais ao porta-lâmpada.

FITA ISOLANTE

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

E) Ligue as pontas de prova ao extremo C.

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