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Universidade​ ​Federal​ ​do​ ​Rio​ ​de​ ​Janeiro

Faculdade​ ​de​ ​Farmácia


Disciplina:​ ​IMW360​ ​–​ ​Microbiologia​ ​e​ ​Imunologia
Data:​ ​27/08/2014
Alunas:​ ​Bruna​ ​Santuzzi​ ​Tebaldi,​ ​Marianna​ ​Wilieman​ ​Cabral​ ​e​ ​Yolanda​ ​Paes​ ​Colli
Profª.:​ ​Fernanda​ ​Abreu

Estudo​ ​Dirigido​ ​I

1) Os principais morfotipos procarióticos são: cocos, bacilos, espirilos, espiroquetas, hifas,


bactérias​ ​com​ ​brotamento,​ ​bactérias​ ​apendiculares​ ​e​ ​filamentosas.

2) A membrana citoplasmática é uma estrutura delgada que envolve a célula, separando o


interior da célula do meio externo. Possui barreira de permeabilidade seletiva que permite a
concentração de metabólitos específicos e excreção de dejetos. É composta por lipídeos, proteínas
e carboidratos. As arqueas possuem estrutura de membrana especializada, não possuem ácidos
graxos unidos por ligação éster ao glicerol, como as outras bactérias, e sim éter; possuem cadeias
hidrofóbicas,​ ​unidades​ ​repetidas​ ​de​ ​isoprenos.

3) A parede celular das bactérias gram-positivas é espessa e predomina-se um único tipo de


molécula – 90% de sua parede é formada por peptideoglicana. Observa-se presença de ácidos
teicóicos e lipoteicóicos e possuem proteínas associadas à parede. A parede celular de bactérias
gram-negativas é composta somente por 10% de peptideoglicana e uma membrana externa
formada por lipopolissacarídeos e fosfolipídeos em uma camada; entre a membrana externa e
interna​ ​há​ ​o​ ​periplasma.

4) Arqueas, diferentemente das bactérias, não possuem peptideoglicana nem membrana


externa, algumas possuem pseudomureínas, possuem ligações β-1,3 com ácido
N-acetilosaminurônico​ ​e​ ​as​ ​bactérias,​ ​β-1,4​ ​com​ ​ácido​ ​N-acetilmurânico.

5) Camadas de superfície: formada por polissacarídeos e proteínas secretadas pela célula;


cápsula: camada formada por matriz compacta que exclui pequenas partículas. As camadas de
superfície possuem função de adesão à superfícies sólidas, inibição do reconhecimento e
destruição da célula bacteriana por fagócitos e resistência à dessecação. As fímbrias possuem
função de adesão, os pili são responsáveis por adesão, troca genética entre células na conjugação,
motilidade pulsante e secreção. Há também prosteca ou pedúnculo que são projeções cilíndricas
da​ ​superfície​ ​celular​ ​com​ ​função​ ​de​ ​adesão,​ ​agrupamento​ ​e​ ​melhor​ ​absorção​ ​dos​ ​nutrientes.

6) As inclusões citoplasmáticas encontradas em procariotos são: polímeros de


armazenamento de carbono, polifostafo, enxofre e magnetossomos. Como exemplo de polímeros
de armazenamento de carbono temos os poliidroxialcanoatos (inclusões lipídicas comuns em
bactérias), grânulos de glicogênio (reserva de polissacarídeos) – são usados como fonte de
carbono e energia em condições de escassez. Polifosfatos são grânulos de fosfato inorgânico,
utilizados como fonte de fosfato para síntese de ácidos nucleicos, lipídeos e ATP. O enxofre
produzido durante a oxidação de H​2​S é armazenado e utilizado na ausência de H​2​S, onde é
oxidado a sulfato. Os magnetossomos são estruturas formadas por cristais magnetita envoltos por
membranas. Em geral as inclusões atuam no armazenamento de substâncias em forma insolúvel
reduzindo​ ​o​ ​estresse​ ​osmótico​ ​que​ ​existiria​ ​se​ ​fossem​ ​armazenadas​ ​de​ ​forma​ ​solúvel.

7) Motilidade natatória: ocorre através de flagelos, estruturas helicoidais formadas de


proteína flagelina e corpo basal (turbina de prótons) composto de bastão central e anéis. Estão
filogeneticamente relacionadas à proteína de pili do tipo IV de bactérias e possuem de 10-14 nm
de espessura. Motilidade por deslizamento: ocorre através de extrusão de polissacarídeos limosos
na superfície externa da célula. Motilidade pulsante: pili tipo IV impulsionam a célula sobre a
superfície.

8) A principal estrutura celular que diferencia células procarióticas de eucarióticas é a


membrana nuclear. A membrana nuclear é composta por duas membranas lipoproteicas
justapostas e revestidas internamente por uma lâmina de filamentos proteicos e poros nucleares na
membrana externa. Possui função de proteção do material genético encontrado dentro do núcleo,
delimitar o espaço nuclear do citoplasma, controlar a entrada e saída de substâncias e permite que
o conteúdo nuclear seja quimicamente diferenciado do meio citoplasmático, assim, somente as
moléculas apolares menores têm livre passagem, por difusão, pelas membranas da carioteca.
Substâncias maiores como proteínas, RNA e moléculas polares só podem entrar ou sair do núcleo
por​ ​meio​ ​dos​ ​poros​ ​nucleares.

9) As células eucarióticas se locomovem através de cílios e flagelos compostos por


microtúbulos (tubos ocos de 25 mm de diâmetro constituídos por tubulina). Estas estruturas são
organelas de motilidade natatória, sendo os cílios mais curtos que os flagelos. Batem
sincronicamente, permitindo o deslocamento da célula. Os flagelos são apêndices celulares mais
longos, presentes de forma isolada ou em grupos, propelindo a célula com movimentos de
“chicote”, mais lentos que os cílios. Outro tipo de movimentação seria através de pseudópodes,
que são expansões citoplasmáticas transitórias que a célula emite para se locomover e capturar
alimentos,​ ​pela​ ​ação​ ​de​ ​filamentos​ ​de​ ​actina.

10) a) Esterilização – eliminação de toda e qualquer forma de vida em determinado material


ou​ ​ambiente;

b)​ ​Assepsia​ ​–​ ​visa​ ​impedir​ ​a​ ​entrada​ ​de​ ​microrganismos​ ​onde​ ​não​ ​são​ ​desejados;

c) Desinfecção – consiste na inativação ou redução do número de microrganismos


presentes em material inanimado. Elimina microrganismos patogênicos e a potencialidade
infecciosa;

d) Antissepsia – tem o mesmo conceito de desinfecção, contudo é aplicado em tecido vivo.


Ex.:​ ​iodo,​ ​cloro,​ ​álcool.

11) Os​ ​métodos​ ​físicos​ ​utilizados​ ​no​ ​controle​ ​do​ ​crescimento​ ​bacteriano​ ​são:
Temperatura – atua nos sistemas enzimáticos, provocando desnaturação de proteínas e enzimas
(perda de integridade e função celular). Ex.: calor seco através de fornos ou estufas (T=180 °C),
flambagem (aquecimento ao rubro) e incineração (para materiais a serem descartados); calor
úmido, com maior poder de penetração que o calor seco: pasteurização (<100 °C), tindalização
(vapor d’água livre, destruindo formas vegetativas ou esporuladas), água em ebulição (calor em
forma de vapor d’água, destruindo apenas algumas formas vegetativas), autoclavação (T=121 °C)
e VHT (T=140-150 °C); frio, provocando redução da taxa de crescimento e atividade enzimática
do microrganismo, redução de reações químicas e possíveis alterações nas proteínas, por
resfriamento,​ ​congelamento​ ​ou​ ​liofilização.
Radiação – indução de formação de radicais livres tóxicos que geram reações químicas,
acarretando desorganização e perda de função dos componentes (raios γ) ou causam lesão no
DNA​ ​formando​ ​dímeros​ ​de​ ​timina​ ​(UV).
Filtração​​ ​–​ ​indicada​ ​para​ ​separação​ ​de​ ​componentes​ ​ou​ ​retenção​ ​de​ ​partículas​ ​do​ ​ar.
Estudo​ ​Dirigido​ ​II

1) Os nutrientes podem ser classificados em macronutrientes (C, N, S, P, H, O, K, Mg, Ca,


na, Fe); micronutrientes (Mn, Co, Zn, Cu, Mo, Cr, Ni, Se, W, V), que são elementos traçom
requeridos em quantidades mínimas, íons metálicos que podem agir como cofatores de enzimas; e
fatores de crescimento (aminoácidos, purinas, pirimidinas, vitaminas) que são compostos
orgânicos requeridos em baixa quantidade, por bactérias incapazes de síntese, também podem ser
ácidos​ ​graxos​ ​insaturados,​ ​colesterol,​ ​poliaminas.

2) São classificados em fototróficos (quando utilizam luz como fonte de energia),


quimiotróficos (utilizam compostos químicos como fonte de energia, podendo ser litotróficos,
quando utilizam compostos inorgânicos, ou organotróficos, que utilizam compostos químicos
orgânicos). Quanto à fonte de carbono, são classificados em autotróficos, quando utilizam
carbono inorgânico (CO​2​) como fonte ou heterotróficos, quando utilizam carbono orgânico como
fonte.

3) De acordo com o requerimento de oxigênio são classificados em: aeróbicos obrigatórios:


quando somente há crescimento de bactérias em meio contendo oxigênio. O oxigênio é o aceptor
final de elétrons na respiração aeróbica; microaerófilos: crescem pouco em aerobiose e não
crescem em anaerobiose, necessitam de oxigênios em níveis abaixo de 0,2 atm; anaeróbicos
obrigatórios: quando não há crescimento em aerobiose, somente anaerobiose, sendo o efeito do
oxigênio tóxico a esse tipo de bactéria; facultativos: quando há crescimento em meios com ou sem
oxigênio; e anaeróbicos tolerante: quando crescem fazendo exclusivamente fermentação, que é
indiferente ao O​2​, havendo crescimento em aerobiose e anaerobiose. De acordo com a
temperatura, são classificados em: psicrófilos: sendo sua temperatura ideal de 4 °C, mas
sobrevivem em temperaturas de 0 a 10 °C; psicrófilos facultativo; crescem a 0 °C e sua
temperatura de idealidade varia de 25 a 30 °C; mesófilos: variam de 10 a 45 °C, com temperatura
ideal de 39 °C; termófilos: há variação de temperatura entre 40 a 70 °C e temperatura ideal de 60
°C; hipertermófilos: temperatura varia de 65 a 100 °C e sua temperatura de idealidade é de 88 °C
ou​ ​em​ ​alguns​ ​casos,​ ​varia​ ​de​ ​90​ ​a​ ​115​ ​°C,​ ​sendo​ ​sua​ ​temperatura​ ​ideal​ ​de​ ​106​ ​°C.

4) As​ ​etapas​ ​do​ ​ciclo​ ​celular​ ​procariótico​ ​são:


Período​ ​B​ ​(G1)​​ ​–​ ​há​ ​crescimento​ ​de​ ​massa​ ​celular​ ​(pré-replicativo)
Período​ ​C​ ​(S)​​ ​–​ ​ocorre​ ​replicação​ ​dos​ ​cromossomos​ ​(replicativo)
Período​ ​D​ ​(G2,​ ​M)​​ ​–​ ​há​ ​separação​ ​dos​ ​cromossomos​ ​(pós-replicativo)
Período​ ​D​ ​(citocinese)​​ ​–​ ​ocorre​ ​separação​ ​das​ ​célula​ ​(pós-replicativo)

5) Métodos de avaliação de crescimento através da determinação do peso seco: as células são


centrifugadas, lavadas e recentrifugadas; a amostra é colocada em disco ou cadinho e é seca a 100
°C​ ​ou​ ​a​ ​vácuo​ ​a​ ​80​ ​°C​ ​ou​ ​liofilizada,​ ​depois​ ​pesa-se​ ​então​ ​a​ ​amostra.

6) Os mecanismos de síntese de ATP utilizados pelos procariotos são: fosforilação ao nível


de​ ​substrato,​ ​fosforilação​ ​por​ ​transporte​ ​de​ ​elétrons​ ​e​ ​fosforilação​ ​por​ ​força​ ​íon​ ​motiva.

7) A respiração aeróbica é o processo em que a oxidação completa da substância orgânica


utilizando o oxigênio como aceptor final de elétrons e gerando até 38 ATP, enquanto na
respiração anaeróbica há oxidação parcial do composto orgânico na ausência de oxigênio e onde o
aceptor​ ​de​ ​elétrons​ ​é​ ​a​ ​própria​ ​molécula​ ​orgânica.
8) Na respiração há oxidação total da substância orgânica; os aceptores de elétrons são
oxigênio ou dióxido nítrico; ocorre fosforilação ao nível do substrato e principalmente por
transporte de elétrons e o saldo final é de 38 ATP por molécula de glicose. Na fermentação ocorre
oxidação parcial da substância orgânica; o aceptor de elétrons é a substância orgânica oxidada;
ocorre fosforilação ao nível do substrato principalmente, ou fosforilação por força íon motiva e o
saldo​ ​final​ ​é​ ​de​ ​2​ ​ATP​ ​por​ ​molécula​ ​de​ ​glicose.

9) Uma das técnicas utilizadas para obtenção de culturas puras é a técnica do esgotamento
onde há o espalhamento físico dos microrganismos com auxílio de alça estéril em placa contendo
meio sólido, com objetivo de obter colônia isolada. Um outro método de obtenção de cultura pura
é o de diluição até extinção, onde a suspensão original da amostra é diluída seriadamente e
semeiam-se amostras de cada diluição. Se apenas algumas amostras de uma diluição particular
exibirem crescimento, presume-se que essas culturas se originaram a partir de células isoladas.
Este método é utilizado somente quando não é possível o cultivo em placa por algum motivo e
deve ser empregado apenas para se isolar o tipo de microrganismo predominante em uma
população​ ​mista.

10) a) Meio de cultura definido – é o meio em que a composição e a concentração dos


reagentes​ ​é​ ​conhecida;

b) Meio de cultura complexo – contém todos os ingredientes necessários para o


crescimento dos microrganismos, mas não se conhecem as quantidades exatas nem a composição;
uso​ ​comum​ ​de​ ​extratos;

c) Meio de cultura seletivo – componentes adicionados inibem o crescimento de


determinado​ ​microrganismos​ ​e​ ​favorece​ ​o​ ​crescimento​ ​de​ ​outros;

d) Meio de cultura diferencial – são adicionados componentes que resultam no


crescimento​ ​diferenciado​ ​que​ ​permite​ ​a​ ​distinção​ ​de​ ​tipos​ ​de​ ​bactérias.

Estudo​ ​Dirigido​ ​III

1) Agentes microbianos são agentes químicos que matam ou inibem o crescimento de


microrganismos. Podem ser classificados de acordo com seu espectro de atividade em:
antibacterianos, antifúngicos, antiprotozoários, anti-helmínticos ou antivirais, e de acordo com o
mecanismo de ação em: agentes que afetam o metabolismo dos ácidos nucleicos; agentes que
atuam na síntese de polipeptídeos, provocando inibição reversível (bacteriostáticos) ou
irreversível (bactericidas); agentes que atuam como análogos estruturais de metabólitos
essenciais; agentes que atuam diretamente sobre a membrana celular, aumentando
permeabilidade;​ ​ou​ ​agentes​ ​que​ ​inibem​ ​a​ ​síntese​ ​da​ ​parede​ ​celular.

2) Os agentes microbianos que atuam na síntese de polipeptídeos se ligam aos fosfolipídeos


presentes na membrana celular bacteriana, provocando uma desorganização da mesma ou a
formação de pseudoporos, ocasionando o extravasamento de íons, aminoácidos e etc. São
comumente usados em formas farmacêuticas tópicas, devido a sua toxicidade por uso oral e
principalmente​ ​sistêmico.​ ​Ex.:​ ​bacitracina,​ ​tirotricina.

3) Os agentes microbianos β-lactâmicos atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana


ou se ligam à enzima transpeptidase, que participa da ligação cruzada dos peptideoglicanas
durante a formação da parede celular bacteriana, logo após a divisão celular da bactéria,
deixando-a​ ​suscetível​ ​à​ ​lise​ ​osmótica.​ ​Ex.:​ ​penicilina,​ ​cefalosporina,​ ​vancomicina.
4) Bacteriocinas são peptídeos ou proteínas antimicrobianas sintetizadas nos ribossomos das
células bacterianas e liberadas no meio extracelular que apresentam ação bactericida ou
bacteriostática sobre microrganismos taxonomicamente relacionados. Além disso, não promovem
alteração na qualidade sensorial do produto, observando-se crescente interesse da indústria de
alimentos​ ​sobre​ ​o​ ​potencial​ ​de​ ​utilização​ ​como​ ​forma​ ​de​ ​substituir​ ​conservantes​ ​químicos.

5) A resistência intrínseca é aquela que faz parte das características naturais, fenotípicas,
transmitida apenas verticalmente à prole, sendo resultado inerente das características do
microrganismo que impede a ação do antibiótico. A resistência adquirida é caracterizada quando
há o aparecimento de resistência em uma espécie bacteriana anteriormente sensível à droga em
questão, sendo uma nova característica manifestada na espécie bacteriana, mas ausente nas células
genitoras.

6) O acúmulo de genes de resistência à drogas em uma molécula de DNA ocorre a partir de


íntegrons (elementos de DNA) que levam à disseminação de genes de resistência a antibióticos
entre diferentes espécies de bactérias através de componentes essenciais de um íntegron serem
encontrados em um segmento conservado na extremidade 5’ do íntegron e incluir um gene intl
que codifica a enzima integrase e um sítio de recombinação attl. No sítio attl, o DNA adicional na
forma de cassete de genes pode ser integrado por meio de recombinação sítio-específica
independentemente da existência de sequência de DNA homólogo, sendo a integrase codificada
pelo​ ​íntegron​ ​mediadora​ ​destes​ ​eventos​ ​de​ ​recombinação.

7) Os mecanismos mediadores de resistência à drogas são: alterações no sítio-alvo da droga;


expressão de altos níveis da enzima cuja ação é bloqueada pela droga; redução da permeabilidade
celular em relação à droga; mecanismo de efluxo da droga; presença da segunda enzima que
executa​ ​a​ ​reação​ ​metabólica​ ​inibida​ ​ou​ ​a​ ​produção​ ​de​ ​enzimas​ ​modificadoras​ ​da​ ​droga.
O mecanismo de efluxo da droga geralmente é mediado por plasmídeo e cujas novas proteínas
de membrana citoplasmática aparecem do envelope celular e bombeiam a droga para fora da
célula, não havendo acúmulo da droga dentro da célula e com transporte dependente de ATP ou
força​ ​próton​ ​motiva.

8) Provas bioquímicas são ensaios utilizados para auxiliar na identificação e classificação dos
microrganismos, baseando-se em métodos bioquímicos para evidenciar características
metabólicas e atividades enzimáticas das bactérias e cujos resultados são classificados como
positivos ou negativos e comparados com tabelas. Foram realizadas provas de fermentação da
glicose, do manitol e da lactose, observando-se produção de ácido e gás; fermentação de glicose
ácida para descobrir se a bactéria é acidófila; prova do citrato para saber se haverá produção de
CO​2 e cabonato de sódio; prova da ureia, para descobrir se o microrganismo possui a enzima
urease, produzindo amônia ou carbonato de amônia, o que alcalinizará o meio, tornando-o
rosa/vermelho, e se não houver a coloração continuará amarela; prova da catalase, para descobrir
se o microrganismo possui a enzima catalase, havendo desprendimento de bolhas como
confirmação; hidrólise do amido para verificar se o microrganismo possui a enzima amilase;
prova da redução do nitrato, para verificar a capacidade do microrganismo produzir a enzima
nitrato redutase respiratória, responsável pela redução do nitrato a nitrito; prova de formação de
H​2​S e indol, para verificar a capacidade do microrganismo produzir gás sulfídrico e a capacidade
de degradar triptofano, respectivamente; e a observação da mobilidade em meio sólido, para
verificar​ ​se​ ​o​ ​microrganismo​ ​é​ ​móvel​ ​ou​ ​não.

Estudo​ ​Dirigido​ ​IV


1) O material genético em bactérias é encontrado disperso no citoplasma, de forma
organizada e condensada compondo o nucleóide ou cromossomo bacteriano que contém todas as
informações necessárias para a sobrevivência da célula e é capaz de autoduplicação. Seus genes
podem ser transferidos associados a plasmídeos, transpósons e bacteriófagos. O cromossomo se
encontra enrolado, espiralado e compactado. Este pode ser classificado como: DNA
cromossômico ou DNA extracromossômico, representado pelos plasmídeos. As características
gerais de sua replicação são: replicação de caráter semiconservativo; genes organizados em
operons; não apresenta íntrons; alto conteúdo de GC; baixa frequência de sequências repetidas e
sua​ ​síntese​ ​ocorre​ ​na​ ​direção​ ​5’​→​ ​3’;​ ​é​ ​bidirecional.

2) Transcrição é o processo de síntese de RNA, utilizando o DNA como molde pela ação da
enzima RNA polimerase. Ela ocorre em etapas: 1- A RNA polimerase liga-se ao promotor e o
DNA se desenrola no início de um gene; 2- ocorre o pareamento complementar das bases livres
com as bases da fita molde de DNA, formando o RNA; 3- o local da síntese move-se ao longo do
DNA, e a parte já transcrita enovela-se novamente; 4- a transcrição atinge a região de terminação;
5- o RNA e a RNA polimerase são liberados e o DNA se enovela novamente. Tradução é o
processo onde a informação contida no RNA é traduzida em forma de proteínas específicas.
Etapas: 1- os componentes necessários para iniciar a tradução são reunidos; 2- no ribossomo
montado, um RNAt que transporta o primeiro aminoácido é pareado com o códon de iniciação no
RNAm; um RNAt transportando um segundo mensageiro se aproxima; 3- o lugar no ribossomo
onde o 1º RNAt se estabelece é denominado sítio P. No sítio A, o ponto seguinte, o 2º códon do
RNAm faz par com um RNAt que transporta o 2º aminoácido; 4- o 1º aminoácido use-se ao
segundo por uma ligação peptídica, e o primeiro RNAt é liberado; 5- o ribossomo se move ao
longo do RNAm até que o 2º RNAt esteja no sítio P e o processo continua; 6- o ribossomo
continua a se mover ao longo do RNAm e novos aminoácidos são adicionados ao polipeptídeo. Os
tipos de RNAm mensageiro que podem ser sintetizados em bactérias são: o RNAm
monocistrônico, que contém informação para um único gene, e o RNAm policistrônico, onde uma
só fita de RNA contém informação para diversos genes – este geralmente está associado a um
fenótipo

3) Os eventos responsáveis pela variabilidade genética em bactérias são: mutações;


transferência de DNA entre bactérias através da recombinação, a qual pode se dar através de
conjugação,​ ​transformação​ ​ou​ ​transdução.

4) As mutações podem ser classificadas em: espontâneas (ocorrem naturalmente, geralmente


em função de erros cometidos pelas DNA-polimerases; não há ação de agente externo e são raras
de ocorrer) ou induzidas (ocorrem devido à ação de um agente externo, como agentes físicos ou
químicos​ ​–​ ​agentes​ ​mutagênicos).

5) Os mecanismos de transferência de DNA entre procariotos são: transformação


(mecanismo de transferência de genes, através do qual um segmento de DNA livre no meio,
oriundo da célula doadora geralmente morta e lisada, implanta-se na célula receptora); conjugação
(processo altamente específico através do qual o DNA é transferido de uma célula doadora para
uma célula receptora por um complexo multiproteico denominado aparato de conjugação); ou
transdução​ ​(mecanismo​ ​de​ ​transferência​ ​de​ ​genes​ ​entre​ ​bactérias​ ​mediado​ ​por​ ​bacteriófago).