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Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro


Laboratório de Engenharia Química I

Determinação do coeficiente de
difusão binário em gases

Arthur Serpa – 1111219

Marcia Resende – 1021049

Pablo Esteban Solis – 1110693

Pedro Henrique Magacho – 1111267

Renan Vieira – 1020963

Professor Jhonny Huertas

Rio de Janeiro
28-02-2014

 
 

Resumo
O coeficiente de difusão, conhecido também como difusividade mássica, é uma
propriedade de transferência de massa que mede a facilidade com que um soluto se
difunde em um determinado solvente. É de extrema importância para operações
industriais conhecer a difusividade de diversas substâncias, assim como outras
propriedades de transporte. Dessa forma, a prática realizada teve como objetivo estimar
os coeficientes de difusão de quatro espécies voláteis em ar: etanol, acetona, hexano e
ciclohexano. Para isso, utilizou-se uma célula de Stefan-Arnold e foram feitas medidas
da variação do nível de líquido durante cinco dias. O cálculo do coeficiente
experimental foi realizado por meio de duas técnicas matemáticas. Ambas indicaram
que a acetona é a substância mais volátil (com maior difusividade), seguida do hexano,
o qual foi sucedido pelo ciclohexano. Por fim, o etanol apresentou menor volatilidade,
logo correspondeu ao menor coeficiente de difusão. Os valores estimados, em m2/s,
foram 1,00 10-7, 3,48 10-8, 1,67 10-8 e 9,08 10-9, respectivamente. Para fins de
comparação, foram obtidos os coeficientes de difusão teóricos a partir de correlações
retiradas da literatura. Os valores empíricos foram muito discrepantes dos teóricos, o
que está relacionado com o fato de que as considerações teóricas não necessariamente
foram satisfeitas no experimento realizado.

 
 
 
 
 
 

Sumário

1. Fundamentação teórica................................................................................................5
1.1 Difusão e difusividade.................................................................................................5
1.2 Tubo de Stefan-Arnold................................................................................................6
1.3 Correlações teóricas para determinação do coeficiente de difusão.............................7
2. Procedimento Experimental.........................................................................................9
2.1. Materiais.....................................................................................................................9
2.2. Métodos......................................................................................................................9
3. Resultados e Discussão..............................................................................................11
4. Conclusão...................................................................................................................17
5. Referências Bibliográficas..........................................................................................18
6. Apêndice......................................................................................................................20
7. Anexo...........................................................................................................................21

 
 

Lista de Figuras

Figura 1: Representação da difusão de uma substância A através de um gás B


estagnado...........................................................................................................................7

Figura 2.2.1: Tubos dos reagentes ciclohexano e hexano.................................................9

Figura 2.2.2: Tubo dos reagentes etanol e acetona............................................................9

Figura 2.2.3: Marcação dos tubos de ciclohexano e hexano, da esquerda para direita,
respectivamente...............................................................................................................10

Figura 2.2.4: Marcação dos tubos de etanol e acetona, da esquerda para direita,
respectivamente...............................................................................................................10

Figura 3.1: Variação da altura com o tempo...................................................................11

Figura 3.2: Etanol............................................................................................................13

Figura 3.3: Acetona.........................................................................................................13

Figura 3.4: Hexano..........................................................................................................14

Figura 3.5: Ciclohexano..................................................................................................14

Figura 3.6: Normalização................................................................................................15

Lista de Tabelas

Tabela 1: Dados Experimentais.......................................................................................11

Tabela 2:DAB calculado e teórico....................................................................................15

 
 
 
 
 
 

1. Fundamentação Teórica

1.1 Difusão e difusividade

As propriedades de transporte são um aspecto essencial nos processos


químicos. O coeficiente de difusão é uma das propriedades que permite descrever as
cinéticas físicas em fenômenos de transporte. As operações unitárias mais comuns nas
indústrias como, por exemplo, destilação e extração, são baseadas no fenômeno de
transferência da massa, o que torna necessário o conhecimento do coeficiente de
difusão, ou difusividade mássica, de várias substâncias [1].

A transferência de massa pode ocorrer pelo mecanismo de difusão molecular ou


de convecção. A difusão pode ser entendida como a tendência que as moléculas
apresentam de migrar de uma região de concentração elevada para outra de
concentração mais baixa [2]. A transferência de massa por difusão é análoga à
transferência de calor por condução, em que há transporte de energia térmica de uma
região de maior temperatura para uma de menor temperatura.

O coeficiente de difusão representa a facilidade com que uma determinada


espécie (soluto) se move em um determinado solvente. Se tratando de duas espécies
apenas (soluto e solvente), o coeficiente de difusão também pode ser chamado de
coeficiente de difusão binário. Quanto maior o coeficiente de difusão, mais rápida é a
difusividade de uma espécie em relação à outra, logo, ele está diretamente relacionado à
velocidade com a qual uma espécie se difunde na outra [2].

A difusividade depende basicamente de três fatores:

• Temperatura
• Propriedades do soluto (tamanho e forma)
• Propriedades do solvente (viscosidade)

Matematicamente, a difusividade é descrita pela Lei de Fick:

!!!
𝑁! =   −  𝐷!" !"
(1)

Onde NA é o fluxo molar devido à difusão molecular (em mol/m2s); DAB é a


difusividade, ou coeficiente de difusão binário, e representa a capacidade da espécie A
de se difundir na espécie B (em m2/s); e dCA/dx é o gradiente de concentração da

5  
 
 

espécie A. O sinal negativo surge porque a difusão se dá em um sentido oposto ao do


gradiente de concentração [2].

1.2 Tubo de Stefan-Arnold

Um método para medição de DAB é O tubo de Stefan, originalmente desenvolvido


a partir do trabalho de J. Stefan em 1889 [3], que foi adaptado e usado para as medições
do coeficiente de difusão por Arnold [4], Slattery e Mhetar [5] a condições ambientais.
O tubo de Stefan é o método de escolha mais comum para a determinação de
coeficientes de difusão em sistemas gasosos. A maior parte dos procedimentos
experimentais encontrados na literatura usa alguma variação deste método [6,7].

O significado do tubo de Stefan surge a partir dos princípios básicos de difusão,


que estão intimamente relacionados com diversas áreas de pesquisa, como a secagem de
materiais porosos, transporte de meso e macro poros, que são muitas vezes formulados
em termos de fluxos e forças motrizes para a transferência das espécies [8].

Stefan registrou alterações no nível de um líquido em evaporação [9], enquanto


Arnold determinou o volume de ar removido por vapor dentro de um tubo capilar
especialmente calibrado [10]. O método de Stefan modificado foi utilizado para estudar
o perfil de concentração em uma célula sob regime de difusão estacionária, utilizando
metanol e acetona em ar, mantendo-se o nível de líquido constante.

A teoria por trás da difusão de uma espécie A (fase sólida ou líquida) por meio
de uma espécie B inerte e não condensável (fase gasosa), em estado estacionário, é
descrito pela Lei de Fick e pode ser aplicado para o processo de difusão que ocorre no
tubo Stefan [11, 12].

O sistema é composto por um tubo de vidro preenchido parcialmente com o


líquido A, deixando assim um filme de gás B na parte superior do tubo. Caso a
densidade do vapor do líquido A seja maior que a do gás B, o transporte deste através
da coluna de ar no interior do tubo se dará por difusão molecular, decorrente da
evaporação de A. Considera-se que o filme de gás B é escoado constantemente na
região acima do tubo, garantindo que a concentração de A no topo do tubo seja
desprezível. Sobre a superfície do líquido, admite-se que a fase gasosa esteja saturada
com A, o que quer dizer que neste ponto a pressão de A é igual à pressão de vapor de
equilíbrio gás-líquido. [11, 13, 14].

6  
 
 

 
 
Figura 1 – Representação da difusão de uma substância A através de um gás B
estagnado.

Consequentemente, objetivo da prática foi estimar o coeficiente de difusão de


quatro diferentes espécies voláteis em ar (etanol, acetona, hexano e ciclohexano), a
partir de dados experimentais obtidos utilizando uma célula de Stefan-Arnold, e da
formulação matemática do problema encontrada no apêndice A. Além disso, foram
obtidos os coeficientes de difusão teóricos através de correlações encontradas na
literatura, para fins de comparação com os resultados empíricos.

1.3 Correlações teóricas para determinação do coeficiente de difusão

A maioria das correlações empíricas para a estimativa de coeficientes de difusão


pode ser descrita pela correlação empírica Chapman-Enskog e pela teoria cinética dos
gases [15, 16]. A teoria assume que o gás é constituído por partículas esféricas rígidas
que realizam colisões inteiramente elásticas com outras moléculas. Isto implica que o
momento é conservado. A teoria também leva em conta as forças intermoleculares de
repulsão e atração entre as moléculas, bem como a diferença de tamanho entre as
mesmas. A correlação empírica Chapman-Enskog para a previsão do coeficiente de
difusão (DAB) tem a seguinte forma [16]:

!
!
! ! !
!,!!"#$#  ! !   !
!! !!
 𝐷!" = !!!" ! !!
  (2)

7  
 
 

onde: P é a pressão absoluta [atm]


σ é o diâmetro de colisão [Å]
Ω é o integrante de colisão com base no potencial Lennard-Jones [-]
T é a temperatura [K]
MA e MB é a massa molecular [g mol-1]

O diâmetro de colisão (σ) se refere à distância entre os centros das moléculas no


momento em que elas colidem, enquanto que o integrante de colisão (Ω) diz respeito ao
desvio de um gás com interações em comparação a um gás composto por esferas
rígidas. O diâmetro de colisão, 𝜎!" , é calculado da seguinte forma:

!! !!! Onde σA e σB são os diâmetros de


𝜎!" = (3)
! colisão de A e B respectivamente.

O Ω!" de diferentes espécies pode ser obtido a partir de tabelas que o


relacionam com kT/εAB, em que T é a temperatura (em K) e k/εAB é uma razão calculada
a partir de εA/k e εB/k (tabelados), conforme a seguinte equação:

!!" !! !! (4)  
!
= !
  !
 

8  
 
 

2. Procedimento Experimental

2.1 Materiais

• Álcool etílicol (Etanol)


• Dimetilcetona (Acetona).
• Hexano
• Ciclohexano

2.2 Métodos

O primeiro passo foi introduzir cada reagente ao seu determinado tubo de


difusão até a marca de 2 cm, como demonstram as figuras 2.2.1, 2.22, 2.2.3 e 2.2.4.
Em seguida, foram feitas, aproximadamente, 4 medições por dia da altura de cada
reagente em seus respectivos tubos durante um período de 5 dias. Vale ressaltar, que
a temperatura e a pressão também foram calculadas durante todo as amostragens.

Figura 2.2.1 – Tubos dos reagentes Figura 2.2.2 – Tubo dos reagentes etanol e
ciclohexano e hexano. acetona.

9  
 
 

Figura 2.2.3 – Marcação dos tubos de Figura 2.2.4 – Marcação dos tubos de
ciclohexano e hexano, da esquerda para etanol e acetona, da esquerda para direita,
direita, respectivamente. respectivamente.

10  
 
 

3. Resultados e Discussão

Ao longo de cinco dias, foram aferidas as alturas nas células de Stefan-Arnold.


Os resultados podem ser vistos na tabela 1:

Tabela 1: Dados experimentais

Os dados da tabela 1 permitiram a elaboração de um gráfico da variação de


altura em função do tempo, conforme observado na Figura 3.1.

25,0   L-­‐L0  vs  t  


Etanol  
20,0  
Acetona  
L-­‐L0      [cm]  

15,0  
Hexano  

10,0   Ciclohexano  

5,0  

0,0  
0   20   40   t(h)   60   80   100  

Figura 3.1: Variação de altura com tempo

Nesse gráfico, é nítido perceber que o etanol foi a substância que apresentou
menor variação de altura ao longo dos cinco dias, enquanto o líquido que mais evaporou
foi a acetona. Esse fenômeno pode ser explicado pela diferença entre a natureza química
das substâncias.

11  
 
 

O etanol é capaz de realizar ligações de hidrogênio, em função da presença do


grupamento hidroxila. Esse tipo de interação consiste na mais forte força intermolecular
conhecida, o que confere a esse álcool grande estabilidade quando no estado líquido,
apesar de sua massa molar relativamente baixa. Portanto, é natural conjecturar que tal
líquido possui diminuta pressão de saturação nas condições estudadas. Isso significa que
esse composto é o menos volátil entre os demais avaliados, dado que o etanol é o único
que dispõe desse grupo funcional.

Compostos de peso molecular mais reduzido são mais voláteis que substâncias
pesadas. A acetona, além de ser considerada leve, é incapaz de efetuar ligações
intermoleculares fortes. Sua interação mais relevante é a ligação dipolo-dipolo, uma
ligação muito menos intensa que a ligação de hidrogênio. Por conseguinte, a acetona
correspondeu à maior variação de altura observada.

Os dois hidrocarbonetos com seis carbonos são ambos apolares e apresentam


massas molares semelhantes. Logo, o peso das substâncias não desempenha papel
relevante para definir qual será o composto mais volátil. O ciclohexano, no entanto, é
capaz de se arranjar estericamente, alcançando maior estabilidade termodinâmica, ao
contrário de seu homólogo alifático. Isso se reflete na diferença de volatilidade entre
eles, acarretando num menor volume de ciclohexano evaporado.

Os vapores dos compostos orgânicos utilizados se difundem ao longo do tubo de


Stefan até a abertura deste, seguindo a lei de Fick. A partir da integração desta relação
matemática, é possível encontrar uma correspondência entre o comprimento inicial e o
comprimento em um dado instante de tempo, de modo a permitir o cálculo de uma
estimativa para o valor de DAB, como se vê na equação (1), cuja dedução pode ser
observada no Apêndice A:

!"  !!" !" !!!∗!


L! − L! ! = − !!  !í#
t (5)

A equação (5) pode ser reescrita de forma que a diferença de alturas se torne a
variável dependente no lugar do tempo.  

! !!"#$ !! !!"#$
       !!!!
= − !  !  ! !!!∗!
  L − L! − !  ! !!!∗!
(6)
!" !" !" !"

12  
 
 

Os dados obtidos a partir do experimento foram empregados na construção dos


gráficos abaixo, que relacionam t/(L – L0) com (L – L0). O gráfico observado na figura
3.6 foi normalizado com o propósito de comparar os perfis de cada composto.

60,0   Etanol  
50,0  

40,0  
t/(L-­‐L0)      [h/cm]  

30,0  

y  =  8,4148x  +  32,896  
20,0  

10,0  

0,0  
0,0   0,5   1,0   1,5   2,0  
(L-­‐L0)    [cm]  

Figura 3.2: Etanol

4,5   Acetona  
4,0  

3,5  

3,0  
t/(L-­‐L0)  [h/cm]  

2,5  
y  =  0,064x  +  2,4965  
2,0  

1,5  

1,0  

0,5  

0,0  
0,0   5,0   10,0   15,0   20,0   25,0   30,0  
(L-­‐L0)  [cm]  

Figura 3.3: Acetona

13  
 
 

8,0   Hexano  
7,0  

6,0  

5,0   y  =  0,5915x  -­‐  0,9285  


t/(L-­‐L0)  [h/cm]  

4,0  

3,0  

2,0  

1,0  

0,0  
0,0   5,0   10,0   15,0  
(L-­‐L0)  [cm]  

Figura 3.4: Hexano

18,0   Ciclohexano  
16,0  
14,0  
12,0  
t/(L-­‐L0)  [h/cm]  

10,0  
8,0  
y  =  1,3387x  +  7,6513  
6,0  
4,0  
2,0  
0,0  
0,0   1,0   2,0   3,0   4,0   5,0   6,0   7,0  
(L-­‐L0)  [cm]  

Figura 3.5: Ciclohexano

14  
 
 

t/(L-­‐L0)  vs  (L-­‐L0)  normalizado  


50,0   Etanol  

40,0   Acetona  
t/(L-­‐L0)  [h/cm]  

Hexano    
30,0  
Ciclohexano  
20,0  

10,0  

0,0  
0,0   0,2   0,4   0,6   0,8   1,0  
L-­‐L0  [cm]  

Figura 3.6: Normalização

Para efetuar o cálculo do DAB experimental, deve-se avaliar no gráfico de t/(L –


L0) em função de (L – L0) o intervalo de tempo no qual o experimento permanece no
estado pseudo-estacionário. Em seguida, é necessário aproximar esse período de tempo
por uma reta, a fim de se obter o coeficiente angular da equação (6).

Tendo em vista as diferenças químico-estruturais entre as substâncias avaliadas,


é trivial assumir que cada substância levará um tempo característico para alcançar o
estado pseudo-estacioário. A escolha de tal intervalo consiste em uma etapa crucial para
o cálculo de DAB, pois as oscilações inerentes ao estado transiente serão refletidas no
resultado final, caso os pontos usados na regressão linear abranjam um espaço de tempo
excessivamente longo.

Em posse desses resultados, bem como das propriedades descritas no anexo 2,


foram calculados os valores para DAB experimental de acordo com as equações (5) e (6).
Os valores calculados são mostrados na tabela 2:

Tabela 2: DAB calculado e teórico

DAB [m²/s]
Etanol Acetona Hexano Ciclohexano
Equação (5) 9.08E-09 1.00E-07 3.48E-08 1.67E-08
Equação (6) 9.69E-09 2.23E-07 2.19E-08 1.89E-08
Teórico 1.16E-05 9.94E-06 7.45E-06 7.55E-06

Os valores de DAB teóricos foram obtidos pela relação de Chapman-Enskog.


Podemos reparar que os valores teóricos distam cerca de quatro ordem de grandezas dos

15  
 
 

valores experimentais. Tendo em mente que as relações teóricas para o cálculo de DAB
são em grande parte empíricas, e baseadas em hipóteses específicas, conclui-se que o
valor experimental obtido é mais confiável que o teórico, dado que não se tem a garantia
de que as hipóteses das relações teóricas foram satisfeitas no experimento em questão.

A interpretação da tabela 2 permite comparar eficácia do método experimental


empregado. Embora haja uma discrepância entre os valores calculados por cada
equação, pode-se observar que, nos dois casos, a acetona mostrou maior facilidade de se
difundir pelo ar, seguida pelo hexano e pelo ciclohexano. Por fim, o etanol
correspondeu ao menor coeficiente de difusividade.

Os valores obtidos com a equação (5) também possi bilitaram a realização de


uma avaliação do valor de L0 efetivo. Contudo, em todos os casos, obteve-se um valor
aproximadamente nulo para a altura inicial. Com isso, percebe-se que o valor
inicialmente medido é mais confiável do que o resultado calculado com base nos dados
experimentais, uma vez que é nítido que L0 não é nulo.

O coeficiente de difusividade é um parâmetro de difícil mensuração, mesmo


com o aparato tecnológico disponível nos dias de hoje. Portanto, um erro acentuado
entre as distintas técnicas matemáticas usadas consiste em um prognóstico dentro da
normalidade. Um empecilho adicional é encontrado no emprego da equação (5),
decorrente da árdua tarefa que representa a medição do L0 efetivo.

Pode-se notar que ambas as equações forneceram resultados semelhantes para os


compostos menos voláteis, embora, no caso da acetona, o erro tenha chegado a 55%. É
importante considerar, por outro lado, que um procedimento de baixa complexidade
possibilitou o cálculo de dois valores para o coeficiente de difusividade. Além disso, os
dois modelos proporcionaram estimativas de mesma ordem de grandeza para o
parâmetro avaliado, sem mencionar o fato de que os valores obtidos são coerentes com
a volatilidade das substâncias, retratada pelo cálculo da pressão de saturação nas
condições do experimento. Esse cálculo pode ser visto no anexo 1.

16  
 
 

4. Conclusão

O método testado se revelou eficaz para estimar a ordem de grandeza do


coeficiente de difusividade. Também foi possível analisar a facilidade relativa com que
os compostos utilizados se difundem num mesmo fluido, no caso, o ar. A precisão dos
valores de DAB não pôde ser tida como confiável, dado que os dois modelos
matemáticos propostos diferiram em até 55%. Além disso, os valores empíricos foram
muito discrepantes dos teóricos, o que está relacionado com o fato de que as
considerações teóricas não necessariamente foram satisfeitas no experimento realizado.

As possíveis fontes de erro podem estar associadas às mudanças relevantes de


temperatura, uma vez que o cálculo do DAB teórica é diretamente proporcional à
temperatura. A lei de fick não leva em consideração as forças resistivas nas paredes do
tubo, o que pode ter ocasionado pequenos desvios durante a difusão do soluto.

17  
 
 

5. Referências Bibliográficas

[1] Welty, J. R.; Wicks C.E. & Wilson, R.E. – Fundamentals of Momemtum, Heat and
Mass Transfer , John Wiley & Sons, 3th Edition , 1986.

[2] Bird, R. B.; Stewart, W. E.; Lightfoot, E. N. – Transport. Phenomena. New York:
John Wiley & Sons, 1960.

[3] Stefan, J. Uber Einige Probleme der Theorie der Warmeleitung. S.-B. Wien-Akad.
Mat. Natur. 1889, 98, 473.

[4] Arnold, J. H. Studies in Diffusion: III Unsteady-State Vaporization and Adsorption.


Trans. A. I. Ch. E. 1944, 40, 361.

[5] Slattery, J. C.; Mhetar, V. R. Unsteady-state Evaporation and the Measurement of a


Binary Diffusion Coefficient. Chem. Eng. Sci. 1997, 52, 1511.

[6] Nirdosh, I., Garred, L.J. and Baird, M.H.I., Low-cost mass transfer experiments.
Chem. Eng. Education, 2000, 158-161.

[7] Caldwell, L., Diffusion coefficient of naphthalene in air and hydrogen. J. Chem.
Eng. Data 29, 1984, 60-62.

[8] Whitaker, Velocity Profile in the Stefan Diffusion Tube. Ind. Eng. Chem. Fund.
1967, 6, 467.

[9]. M. J. Stefan, Versuche uber die verdampfung. Sitz.-Ber.-Akad. Wiss. Wien68(2),


385 (1873).

[10]. J. H. Arnold, Trans. Am. Inst. Chem. Eng.40(3), 361(1944).

[11] Nirdosh, I., Garred, L.J. and Baird, M.H.I., Low-cost mass transfer experiments.
Chem. Eng. Education, 2000, 158-161.

[12] Caldwell, L., Diffusion coefficient of naphthalene in air and hydrogen. J. Chem.
Eng. Data 29, 1984, 60-62.

[13] Lee, C.Y. and Wilke, C.R., Measurements of vapour diffusion coefficient. Ind Eng.
Chem. 46, 1954, 2381-2387.

18  
 
 

[14] Goldstein, R.J. and Cho, H.H., A review of mass measurements using napthtalene
sublimation. Experimental Thermal and Fluid Science 10, 1995, 416-434.

[15] Fuller, E.N., Schettler, P.D. and Giddings, J.C., A new method for prediction of
binary gas-phase diffusion coefficients. Ind. Eng. Chem. 58, No.5, 1966, 19-27.

[16] Geankoplis, C.J., Transport processes and unit operations, 3rd edition, Prentice Hall
International, 1993.

[17] http://gestis-­‐en.itrust.de/nxt/gateway.dll/gestis_en/011230.xml?f=templates  
$fn=default.htm$3.0

19  
 
 

6. Apêndice A

Desenvolvimento da formulação matemática:

Condições:

1) Gás B (ar) estagnado, inerte e insolúvel em A (líquido) → NB = 0


2) Equilíbrio na superfície do líquido: A(l) = A(g)
3) Concentração de A no topo do tubo (δ) desprezível → em x = δ, yAδ = 0
!!!
4) Conservação de A: = 0 → NA = constante
!"

Fluxo:  
𝑑𝑦! 𝑑𝑦!
𝑁! =   −  𝐶𝐷!" + 𝑦! 𝑁! + 𝑁! = −  𝐶𝐷!" + 𝑦! 𝑁!
𝑑𝑥 𝑑𝑥

𝛿 !!"
𝑑𝑦! (−𝑑𝑦! )
𝑁! 1 − 𝑦! = −  𝐶𝐷!"       →     𝑁!   𝑑𝑥   =  𝐶𝐷!"
𝑑𝑥 0 !!! 1 − 𝑦!

𝐶𝐷!" 1 − 𝑦!! 𝐶𝐷!" 1


𝑁! =   ln       →    𝑁! =   ln  
𝛿 1 − 𝑦 𝐴𝑜 𝛿 1 − 𝑦 𝐴0

Balanço de massa:

[Entrada] – [Saída] = [Acumulação]

!!!" ! !   !"
!
ln !!!!!
− 0 = !!   !"  
!
Onde:  
L0  =  distância  entre  a  superfície  do  líquido  e  o  topo  do  
! !
𝐶𝐷!" 𝑀𝑀!   1 tubo,  no  início.    
 ln 𝑑𝑡   =   𝛿𝑑𝛿  
𝜌 1 − 𝑦!! ! !! L  =  distância  entre  a  superfície  do  líquido  e  o  topo,  no  
final  (após  a  evaporação  de  A).  
!!!" !!!   ! !! !!!!
 ln 𝑡=
! !!!!! !

2𝐶𝐷!" ln 1 − 𝑦!! 2𝐶𝐷!" ln 1 − 𝑦!!


𝐿! =   𝐿!! −   𝜌 𝑡                           →                    𝐿! =   𝐿!! −   𝑡
𝐶!!"#
𝑀𝑀!

20  
 
 

7. Anexo 1

Tabela 1: Pressão de saturação e fração molar (na condição de saturação) das diferentes
substâncias. (Calculadas usando o programa Thermosolver®)
Substância Etanol Acetona Hexano Ciclohexano
Psat (KPa) 6,9547 27,934 18,357 11,802
yA* 0,069 0,276 0,181 0,117

Anexo 2

Tabela 2: Propriedades físicas das substâncias.


Substância Etanol Acetona Hexano Ciclohexano
Densidade a 20 ºC (g mL-1) 0,79 0,79 0,66 0,78
Massa molar (g mol-1) 46,07 58,08 86,18 84,16

CAliq (mol mL-1) 0,0171 0,0136 0,0077 0,0093

21