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O Conceito de Sujeito: Possibilidades...

- Cordeiro

O CONCEITO DE SUJEITO: POSSIBILIDADES PARA


PENSAR COM FOUCAULT
Franciele Roberta Cordeiro 1

E, se o homem foi uma maneira de aprisionar a


vida, não será necessário que, sob uma outra
forma, a vida se libere no próprio homem?
(DELEUZE, 2010, p.118)

RESUMO: Este ensaio tem por objetivo apresentar algumas


reflexões acerca do conceito de sujeito. Recorreu-se ao debate
realizado entre Michel Foucault e Noam Chomsky no
International Philosophers' Project em 1971 e ao curso A
coragem da Verdade, ministrado por Foucault no Collège de
France em 1984. O conceito de sujeito, na perspectiva
foucaultiana, move-se em direção à relação com o outro, por
meio da fala, da escrita, dos exercícios de cada um para consigo e
com os demais, na tentativa de constituir-se. Por meio da
contextualização histórica, da descrição das relações sociais, de
poder e de saber é possível pensar em um sujeito fruto das
experiências, que cuida e governa de si. Dessa forma, suspendem-
se alguns modos de pensar o humano, vislumbrando-se outras
problematizações, que não somente as transcendentais.

Palavras-chave: Sujeito; Estudos Foucaultianos; Educação.

ABSTRACT: This paper aims to present some reflections on the


concept of subject. We used the debate between Michel Foucault

1 Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul


(UFRGS). Doutoranda em Enfermagem pela UFRGS. E-mail:
franciele.cordeiro@ufrgs.br Enfermeira.
Revista Diálogos – N.° 12 – Set./ Out. - 2014 116
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and Noam Chomsky at the International Philosophers' Project in
1971 and the course Courage of Truth, taught by Foucault at the
Collège de France in 1984. The concept of the subject, in
foucaultian perspective, moves in towards the relationship with
the other, through speech, writing, exercises each with himself
and with others, in an attempt to arise. Through the historical
context, the description of the social relations of power and
knowledge is possible to think of a subject result of the
experiments, which cares for and governs itself. Thus, some
modes are suspended to think human, catching a glimpse of other
problems found that not only the transcendental.

Keywords: Subject; Foucault's studies; Education.

1. Sobre o território no qual se transita

O homem, a natureza, as ações, o pensamento são


elementos de diferentes campos de saber, como o sociológico, o
biológico, o histórico e o filosófico. Há alguns séculos tentamos
compreender o modo como nos organizamos em termos de
sociedade, de grupo, na tentativa de construir certas práticas e
relações. Dois principais domínios norteiam, especialmente no
campo da filosofia, as explicações e os entendimentos sobre
aquilo que é produzido pelo ser humano: o domínio da
transcendência e o domínio da imanência.
Ao nos remetermos aos domínios transcendentes da
filosofia, nos reportamos aos pensadores que explicam os
fenômenos relativos ao sujeito a partir de um mundo exterior ou

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de uma verdade contida internamente naquele que produz
determinada ação. Exemplo desse domínio, o pensamento
platônico. Sob essa lógica, o sujeito é “o senhor de toda a
verdade, que nele encontra seu abrigo seguro contra as peripécias
de uma vida. Se há verdade é porque ela nele está encarnada, à
espera de aparecer triunfante para dar brilho à opacidade das
superfícies” (PEREIRA, BELLO, 2011, p. 102). A teorização de
Noam Chomsky a respeito da natureza humana se insere nesta
vertente de pensamento. Para este autor, existe uma capacidade
inata a todos os sujeitos, a partir da qual é possível produzir o
novo, modificar o mundo por meio de uma “massa de
esquematismos e princípios organizadores inatos que guiam o
nosso comportamento social, intelectual e individual”
(CHOMSKY, FOUCAULT, 2014, p. 5).
O domínio imanente da filosofia se relaciona com a
emergência, que não recorre ao fundacionismo para explicar e
demonstrar as coisas. E é nele que situo o pensamento de Michel
Foucault. Ao invés de buscar as origens em um sujeito, a filosofia
da imanência desliza pela história, traçando as relações que se
dispuseram em torno de um objeto, para que assim houvesse
emergência um campo de saber, circunscrito por diagramas de
poder. Em uma linha deleuziana, podemos dizer que ao
operarmos com a filosofia da imanência partimos da perspectiva
de que as causas se atualizam nos próprios efeitos, sendo
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indissociáveis (DELEUZE, 2010; PEREIRA, BELLO, 2011).
Para operarmos com o conceito de sujeito na perspectiva
foucaultiana podemos fazer aproximações com a problematização
descritiva e histórica, que se utiliza da linguagem, dos discursos.
É preciso dar visibilidade às relações, às práticas institucionais,
aos aparatos que agem sobre os corpos, ao modo como atuam os
agenciamentos que modulam comportamentos, conduzindo
condutas. Ao pensarmos a natureza humana neste território de
pesquisa, requer-se “não buscar-se origens perdidas ou rasuradas,
mas pegar as coisas onde elas crescem, pelo meio: rachar as
coisas, rachar as palavras” (DELEUZE, 2010, p.113). Foucault,
por exemplo, afasta-se das explicações causais ou
transcendentais. Ao invés disso, ele descreve minuciosamente as
práticas que possibilitaram a emergência das ciências humanas,
da clínica médica, da psiquiatria e das instituições disciplinares.
Um trabalho topológico, detalhista, relacional e microfísico.
Observo importantes deslocamentos no entendimento
filosófico sobre o homem e a natureza humana. Neste ensaio, que
tem por objetivo apresentar algumas reflexões acerca do conceito
de sujeito, procuro situar um campo teórico e analítico potente
para as pesquisas no campo da Educação e também no campo da
Saúde, por onde transito.

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2. Diferentes olhares sobre o sujeito

A Virada Linguística foi um movimento que rompeu com


os modelos filosóficos e culturais que se ocupavam do sujeito
para responder as inquietações do pensamento moderno. A
fenomenologia, a Psicologia, especialmente com a psicanálise, o
Marxismo, entre outros acreditavam em uma transcendentalidade,
contida no sujeito, que levaria a verdade e a busca de soluções
para as questões comportamentais e sociais do final do século
XIX e início do XX. Autores como Jacques Derrida, Richard
Rorty e Ludwing Wittgenstein discutiram a respeito do caráter
não-representacional da linguagem e sua função enquanto
instituidora da realidade e não apenas mera simbolização dos
objetos e coisas. Influenciados pelos positivistas do Círculo de
Viena, tentaram estruturar a linguagem, sua forma de
organização, pautando os estudos das Ciências Humanas em
torno das relações entre linguagem, pensamento e mundo. De
maneira geral, para essa corrente “não há pensamento fora da
linguagem, isto é, o que não pode ser dito não pode ser pensado-
ou, se quisermos, só pode ser pensado aquilo sobre o qual temos
algo a dizer” (Veiga-Neto, Corcini, 2007, p.23).
Concomitante a esses movimentos é possível observar
deslocamentos em torno do conceito de natureza humana, e
também no conceito de sujeito, os quais modificam as análises

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dos modos de como se dão as relações dentro das sociedades. No
debate entre Noam Chomsky e Michel Foucault, quanto ambos
discutem o conceito de justiça, partindo de diferentes
conceituações de poder, apreende-se em que linha de pensamento
se associam as análises foucaultianas. Para Chomsky, o poder está
associado com uma ideia verticalizada, filiada ao pensamento
transcendental, emancipatório, característico do marxismo. O
poder, nessa concepção, é tido como propriedade, no qual é
possível ascender. Geralmente esta significação de poder é vista
de forma negativa. De encontro a este pensamento, Michel
Foucault propõe que o poder é microfísico, relacional, do qual
não é possível apropriar-se, mas exercer-se (CHOMSKY,
FOUCAULT 2014). O poder, nesse contexto, é inerente ao modo
operante dos sujeitos, das instituições, das práticas, do Estado.
Sob essa lógica, pensar o conceito de natureza humana é
pensar no modo como somos moldados em relação aos nossos
costumes, as nossas regras morais, éticas, aos valores. “Não há
um sujeito, nem psicológico, nem transcendental que possa estar
fora do jogo das forças, que possa subsistir ao tempo, que possa
fugir ao ralo comum da história, da historicidade” (PEREIRA,
BELLO, p.105). O sujeito, sob a perspectiva foucaultiana nada
mais é que um espaço a ser ocupado para a produção de certas
verdades e posições discursivas. Foucault afasta-se da visão
romântica da história das ciências, na qual Chomsky apóia-se na
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busca de uma verdade e originalidade contida no sujeito para
responder as questões mundanas.
Chomsky utiliza-se da história na tentativa de olhar
retrospectivamente e achar um valor essencial, criativo e especial
em alguma coisa que tenha sido produzida a partir da capacidade
humana de exercitar a lógica, a criação. Chomsky está mais
interessado em buscar as origens, e se preocupa em analisar, por
exemplo, como Einstein consegue formular uma teoria da
relatividade, ou como Mendel constrói outros caminhos no
campo da Biologia. Ele dá o primado ao modo como “os
pensadores, dentro das limitações de seu tempo, tateando às cegas
na direção de conceitos, ideias e insights dos quais eles próprios
não podiam estar cientes” (CHOMSKY, FOUCAULT, 2014,
p.13), e que resultaram em importantes contribuições para a
construção do conhecimento na ciência. Foucault preocupa-se
menos com o valor da atribuição, mas sim com o micro e o valor
histórico das verdades. Ele trabalha com a história. Para o filósofo
francês, mais importante do que se ater às ideias tidas como
inovadoras, elaboradas por aqueles que ele denominou de
“instauradores de discursividades”, é atentar para as dimensões
sociais e as condições que possibilitaram um objeto poder ter sido
pensado de tal forma em determinado período. Mais importante
que se apropriar das grandes narrativas, é olhar para os
acontecimentos a partir das lentes da história vista de baixo, na
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qual se busca dar visibilidade a vida dos homens infames, sem
luz. É problematizar a constituição do sujeito, dos saberes, das
práticas, de uma maneira dispersa, contextualizada e relacional.
Dessa forma, conseguimos apreender a diferença entre os dois
pensadores, o que implica no modo como ambos entendem o
conceito de natureza humana e a relação com o sujeito. Durante o
debate entre ambos, no International Philosophers' Project,
Foucault esclarece que o que lhe preocupa

é a substituição das transformações do intelecto


pela história das descobertas do conhecimento.
Desse modo, eu tenho, ao menos aparentemente,
uma atitude completamente diferente da do Sr.
Chomsky a propósito da criatividade, porque para
mim a questão é eliminar o dilema do sujeito
cognoscente, enquanto para ele a questão é
permitir que o dilema do sujeito falante reapareça
(CHOMSKY, FOUCAULT, 2014, p.21).

A noção de sujeito na perspectiva de Foucault relaciona-se


com a história das relações, sejam elas de força (poder) ou de
formas (saber) (DELEUZE, 2010). A partir desta assertiva,
podemos apreender a potencialidade deste pensamento, quando
apontamos o modo como o homem pode ser compreendido em
cada período de sua existência. Na Antiguidade Clássica, havia
uma preocupação com a cultura e o cuidado de si, com a casa,
com o corpo e com a alimentação. Havia um exercício do

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indivíduo sobre ele mesmo, numa relação agonística, na qual
importava transformar-se a partir da relação com o outro. Não há
uma predominância de um pensamento transcendental ou
religioso, mas um fim, que seria a transformação do indivíduo em
sujeito, por ele mesmo, pelo modo como ele se exercia na pólis
com os demais cidadãos. O sujeito na Idade Média pode ser
explicado a partir da imagem e semelhança daquele que o criou:
Deus. Ele é uma entidade superior, que representa uma ideia de
perfeição e habita um mundo quase que das ideias. Pretendia-se
que os sujeitos, naquele período, desejassem habitar esse local.
Para isso, deveriam modificar suas condutas na terra, obedecendo
regras ditadas pelas práticas religiosas cristãs. Já o homem do
século XIX “enfrenta a vida, e se compõe com ela como força do
carbono” (DELEUZE, 2010, p.129). O sujeito se constitui a partir
das práticas instauradas pela Revolução Industrial e pela
emergência da ciência enquanto o grande paradigma moderno.
Hoje, podemos ver outras formas de construção do sujeito, outros
lugares que ele se faz a ocupar. Um lugar aberto ao discurso
biomédico, científico e tecnológico.
Nesse sentido, é mister afirmar que, sob a vertente de
pensamento foucaultiana, o sujeito se constituí a partir do outro.
Um outro que para além da presença física, personificada, tratar-
se de um território composto pela fala, pela escrita, pelos jogos de
força (poder), pelos jogos de verdade. Esses jogos aos quais estão
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submetidos os indivíduos modulam a maneira como ele cuida,
governa e conduz a si mesmo, na luta constante para tornar-se
sujeito. Foucault (2011) explicita o papel do outro nessa relação
agonística da constituição de si
O estatuto desse outro é variável, portanto. E seu
papel, sua prática, não é tão mais fácil de isolar, de
definir, já que, por certo lado, esse papel cabe à
pedagogia, se apoia nela, mas também é uma
direção de alma. Pode ser também uma espécie de
conselho político. Mas igualmente esse papel se
metaforiza, e talvez até se manifeste e tome forma
numa espécie de prática médica, já que é do
cuidado da alma que se trata e da determinação de
um regime de vida, regime de vida que comporta,
está claro, o regime das paixões, mas também o
regime alimentar, o modo de vida sob todos os
seus aspectos (FOUCAULT, 2011, p.7).

Com os exemplos acima, apreendo o quão produtiva


podem ser as análises que se utilizam do sujeito, na perspectiva
foucaultiana, como ferramenta teórica para tencionar os
problemas sociais, de pesquisa, entre outros. E é desse campo que
me aproximo. Visualiza-se o sujeito como efeito da episteme de
uma época, de um dado modo de pensar, agir, de regras que
avaliam o que fazemos, dizemos, por meio de práticas
regulatórias que produzem formas de nos constituirmos enquanto
sujeitos de um tempo, de uma cultura (DELEUZE, 2010). Ao nos
apropriarmos dessa noção de sujeito, invariavelmente nos
deslocamos para o campo da imanência, para um campo que se
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serve da proveniência e da emergência e que não se respalda nas
origens. Isso porque, operar com o sujeito sobre esse território
epistemológico requer pensar que “a história é a história dos
modos como os homens criaram valores, avaliaram, de modo que
cada avaliação só pode ser avaliada a partir dos próprios
fundamentos que lhes deram origem. Nada do 'aquilo mesmo', da
'essência escondida da coisa', de uma 'identidade primeira”
(PEREIRA, BELLO, 2011, p.107).

3. Algumas considerações para (não) finalizar

Este breve ensaio possibilitou a reflexão sobre o conceito


de sujeito, no pensamento de Michel Foucault. Procurei apontar
alguns aspectos que podem situar as diferenças analíticas e
conceituais em relação a esta noção no campo da filosofia da
transcendência e no da filosofia da imanência. A abordagem
histórica, por meio da linguagem que se expandiu após o
movimento da Virada linguística contribuiu para pensar de outro
modo as relações entre o homem, a sociedade, o pensamento e a
vida.
Virar o entendimento sobre o sujeito e jogá-lo a partir dos
dados históricos, a meu ver, parece ser mais produtivos e
instigantes do que respaldar a construção de saberes e
epistemologias somente a partir um indivíduo fundante, criativo e

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originário. Reconheço a importância e a singularidade do
pensamento de Noam Chomsky, que atua como um disparador
para outras questões acerca da linguagem e da capacidade
humana. Entretanto, acredito ser potente utilizar o pensamento
foucaultiano, por meio de noções, como a de sujeito. Essas
noções têm sido importantes na problematização dos mais
variados temas de pesquisa, pois, proporcionam lentes críticas, as
quais permitem enxergar de outro modo os problemas do mundo
contemporâneo.

REFERÊNCIAS

CHOMSKY, N.; FOUCAULT, M. Natureza Humana: justiça


VS. Poder- O debate entre Chomsky e Foucault. São Paulo:
Martins Fontes, 2014.

DELEUZE, G. Conversações. São Paulo: Editora 34, 2010.

FOUCAULT, M. A coragem da verdade: o governo de si e dos


outros II. Curso no Collège de France (1983-1984). São Paulo:
Martins Fontes, 2011.

PEREIRA, N.M.; BELLO, S.E.L. Pensando as artes de si e a


produção da diferença em Michel Foucault. In: MONTEIRO,
S.B. Cadernos de notas 2: rastros de escrileituras. Anais do I
Colóquio Nacional Pensamento da Diferença Escrileituras em
Meio à Vida. Canela, RS: UFRGS, 2011, pg. 101-117.

VEIGA-NETO, A., CORCINI, M.L. Identidade, cultura e


semelhança de família: as contribuições da virada linguística. In:
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O Conceito de Sujeito: Possibilidades... - Cordeiro
BIZARRO, R. Eu e os outros: estudos multidisciplinares sobre
identidade(s), diversidade(s) e práticas culturais. Porto: Areal,
2007.

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