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APOSTILA DE HIDRÁULICA

1
SUMÁRIO

1 ............................................................................................................................ HISTÓRIA DO PVC 6

2 ................................................................................................................................. TUBOS DE PVC 6

2.1 APRESENTAÇÃO ...................................................................................................................................... 6

2.2 TUBOS DE PVC PARA LINHA HIDRÁULICA ............................................................................................... 6

2.2.1 Características (soldável) ................................................................................................................ 6

2.2.2 Características (roscável) ................................................................................................................ 7

2.3 TUBOS DE PVC PARA LINHA SANITÁRIA .................................................................................................. 7

2.4 TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE TUBOS DE PVC .......................................................................... 7

2.4.1 DESCARREGAMENTO ...................................................................................................................... 8

2.4.2 ESTOCAGEM ................................................................................................................................... 8

3NOÇÕES BÁSICAS DE HIDRÁULICA.................................................................................................... 9

3.1 PRESSÃO .................................................................................................................................................. 9

3.2 VAZÃO ................................................................................................................................................... 11

3.3 VELOCIDADE .......................................................................................................................................... 12

3.4 PERDA DE CARGA .................................................................................................................................. 12

3.5 GOLPE DE ARÍETE .................................................................................................................................. 13

4TIPOS DE CONEXÕES .................................................................................................................... 14

4.1 CATÁLOGO DAS PRINCIPAIS CONEXÕES ............................................................................................... 15

5Convenções ................................................................................................................................ 19

5.1 Conexões Mistas ................................................................................................................................... 19

6MATERIAIS UTILIZADOS NA SOLDAGEM DE PVC, EXECUÇÃO DE JUNTA ELÁSTICA E NA VEDAÇÃO DAS ROSCAS
19

6.1 SOLDA PLÁSTICA.................................................................................................................................... 19

6.2 SOLUÇÃO LIMPADORA .......................................................................................................................... 19

6.3 LIXA ....................................................................................................................................................... 20

6.3.1 Constituição da lixa....................................................................................................................... 20

6.3.2 Dimensões .................................................................................................................................... 20

2
6.3.3 Emprego ....................................................................................................................................... 20

6.3.4 Observação ................................................................................................................................... 20

6.4 FITA TEFLON .......................................................................................................................................... 20

7FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS ................................................................................................. 20

7.1 MORSA PARA TUBOS............................................................................................................................. 20

7.1.1 Morsa tipo prensa ........................................................................................................................ 21

7.1.2 Morsa de corrente ........................................................................................................................ 21

7.2 SERRA MANUAL .................................................................................................................................... 22

7.2.1 Características e Constituição ...................................................................................................... 22

8CHAVES PARA TUBOS ................................................................................................................... 23

8.1 Chave grifo ............................................................................................................................................ 23

8.2 Alicate gasista........................................................................................................................................ 24

8.3 Chave para porca de lavatório .............................................................................................................. 24

8.4 Chave de corrente ................................................................................................................................. 24

8.5 ROSQUEADEIRAS E TARRAXAS PARA TUBOS ........................................................................................ 25

9SOLDAR TUBO DE PVC .................................................................................................................. 27

9.1 Execução das juntas soldáveis............................................................................................................... 28

9.2 ROSCAR COM TARRAXA ........................................................................................................................ 29

10 ....................................................................................................... ABRIR ROSCA EM TUBO DE PVC 29

11 ...................................................................................................................... Execução de reparos 30

11.1 Vantagens.............................................................................................................................................. 31

11.1.1Execução de reparos.............................................................................................................................. 31

12 ............................................................................................................ INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA 32

12.1 Processo de Execução ........................................................................................................................... 32

12.2 FIXAR TUBULAÇÃO INTERNA E EXTERNA .............................................................................................. 33

12.3 INSTALAR CAIXA D’ÁGUA ...................................................................................................................... 33

12.3.1 Apresentação................................................................................................................................ 34

12.3.2 Limpeza......................................................................................................................................... 37
3
12.3.3 INSTALAR TORNEIRA DE BÓIA ...................................................................................................... 37

13 ............................................................................................................ DISPOSITIVOS HIDRÁULICOS 38

13.1 TORNEIRAS ............................................................................................................................................ 38

13.1.1 Torneiras de pressão para jardim ................................................................................................. 39

13.1.2 Torneiras de pressão para pia ...................................................................................................... 39

13.1.3 Torneiras de pressão para tanque ................................................................................................ 39

13.1.4 Torneira de pressão para filtro ..................................................................................................... 39

13.1.5 Torneiras de pressão para lavatório ............................................................................................. 40

14 .................................................................................................................................... REGISTROS 40

14.1 Registro de gaveta ................................................................................................................................. 40

14.2 Registro de esfera ................................................................................................................................. 41

15 ................................................................................................................. VÁLVULA DE DESCARGA 41

16 .................................................................................................................... CHUVEIRO OU DUCHA 41

17 ............................................................................................................................... HIDRÔMETRO 42

18 ................................................................................................................. VÁLVULA DE RETENÇÃO 42

18.1 Manutenção .......................................................................................................................................... 43

19 ........................................................................................................................ TORNEIRA DE BÓIA 43

19.1 Funcionamento ..................................................................................................................................... 43

20 ............................................................................. MANUTENÇÃO EM COMPONENTES HIDRÁULICOS 43

20.1 DESMONTAR E MONTAR REGISTROS .................................................................................................... 43

21 ........................................................................................... TUBULAÇÕES SUBTERRÂNEAS E AÉREAS 46

22 ................................................................................................... Esforços que atuam na tubulação: 47

23 .................................................................................................................... TESTE DA TUBULAÇÃO 47

23.1 Processo de Execução ........................................................................................................................... 47

24 ....................................................................... LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE PROJETOS SANITÁRIOS 48

25 ........................................................... CATÁLOGO DAS PRINCIPAIS CONEXÕES DE ESGOTO SANITÁRIO 50

26 ............................................................................................................... NOÇÕES DE DECLIVIDADE 50

4
27 .............................................................................................................. DISPOSITIVOS SANITÁRIOS 51

27.1 RALOS SIMPLES E SIFONADOS ............................................................................................................... 51

27.2 CAIXA SIFONADA ................................................................................................................................... 52

27.3 CAIXA DE INSPEÇÃO .............................................................................................................................. 53

27.4 CAIXA DE GORDURA .............................................................................................................................. 54

27.4.1 LIMPEZA DA CAIXA DE GORDURA ................................................................................................ 55

27.5 CAIXA DE ÁGUAS PLUVIAIS.................................................................................................................... 55

28 ....................................................................................................... Altura dos Pontos de Utilização 56

28.1 PIAS DE COZINHA .................................................................................................................................. 56

28.2 LAVABOS OU LAVATÓRIOS .................................................................................................................... 57

28.3 BANHEIRA .............................................................................................................................................. 57

28.4 VASOS SANITÁRIOS – BACIA SANITÁRIA ............................................................................................... 57

28.5 MICTÓRIOS ............................................................................................................................................ 58

29 ..................................................................... INSTALAÇÃO DE ESGOTO E VENTILAÇÃO EM BANHEIRO 58

29.1 ESGOTO PRIMÁRIO ............................................................................................................................... 58

29.2 ESGOTO SECUNDÁRIO ........................................................................................................................... 58

29.3 VENTILAÇÃO .......................................................................................................................................... 59

29.3.1 DIMENSIONAMENTO DO RAMAL DE ALIMENTAÇÃO ................................................................... 60

29.4 DIMENSIONAMENTO DA COLUNA PRINCIPAL ...................................................................................... 60

29.5 EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO DE BARRILETE ............................................................................... 63

29.5.1 Solução: ........................................................................................................................................ 63

30 .............................................................................................................................. FOSSA SÉPTICA 64

30.1 O que é a fossa séptica e como funciona .............................................................................................. 64

30.1.1 Restrições ao Uso ; Localização e Distâncias Mínimas ................................................................. 66

30.1.2 Considerações de Uso: ................................................................................................................. 67

30.1.3 Aberturas de inspeção:................................................................................................................. 69

30.1.4 Identificação: ................................................................................................................................ 69

30.1.5 Figura: Placa de Identificação Conforme ...................................................................................... 70


5
30.1.6 NBR 7229/1993 (ANEXO B-Figura 7 da norma) ............................................................................ 70

30.1.7 Exemplo Dimensionamento ......................................................................................................... 70

30.1.8 DETALHAMENTO DA FOSSA – PLANTA BAIXA .............................................................................. 72

1 HISTÓRIA DO PVC

A história do PVC iniciou-se em 1835, quando Regnault descobriu o cloreto de vinila, monômero do
qual o PVC é produzido. A primeira menção ao PVC foi feita em 1872 por Baumann, quando ele descreveu a
formação de um pó branco resultante da ação da luz solar sobre uma ampola de cloreto de vinila (em estado
gasoso) -a reação de polimerização do cloreto de vinila. Entretanto, excetuando-se estas duas referências,
não houve, até o final do século XIX, interesse pelo cloreto de vinila ou pelo PVC.

Em 1912, Klatte patenteou a obtenção do cloreto de vinila a partir da reação entre acetileno (C2H2) e ácido
clorídrico (HCl) na presença de catalisador de cloreto de mercúrio.

A produção industrial foi iniciada na Alemanha em 1931 e no fim da década de 30 nos Estados Unidos, pela
Union Carbide e pela Bf Goodrich.

TUBOS DE PVC

1.1 APRESENTAÇÃO
Os tubos e conexões de PVC rígido para instalações prediais de água fria são produzidos de acordo com a
NBR 5648 (Norma Brasileira).

Os tubos e conexões de PVC rígido para instalações prediais de esgoto são produzidos de acordo com a
NBR 5688 (Norma Brasileira).

O PVC ou cloreto de polivinila é uma resina sintética que se apresenta sobre forma de pó branco, fino,
transformado, nas máquinas de extrusão em tubos e nas de injeção em conexões.

Nas linhas hidráulicas e sanitárias existe uma gama completa de tubos e conexões que permite executar
3
instalações de água pluviais e esgoto. Os tubos de PVC são leves (peso específico 1,4g/cm ) o que permite
facilidades no transporte e manuseio.

Devido as suas paredes espelhadas e livres de corrosão, o PVC proporciona maior vazão e menor perda de
carga.

1.2 TUBOS DE PVC PARA LINHA HIDRÁULICA

1.2.1 Características (soldável)


-Cor marrom (tubos e conexões).
-Diâmetros (bitolas) de 20, 25, 32, 40, 50, 60, 75, 85 e 110 (milímetros).
-Pressão máxima de serviço é de 7,5 kgf/cm² (75 m.c.a./metros de coluna d’água ou 750 kPa).

-Temperatura da água: 20ºC.

-Tubos (barras) de 6m ou 3m com ponta e bolsa soldável.

-Conexões azuis com bucha de latão (saídas de 1/2" e 3/4") para pontos de consumo onde pretende-se
instalar peças metálicas.
6
1.2.2 Características (roscável)
-Cor branca (tubos e conexões).
-Diâmetros (bitolas) de ½´´, ¾´´, 1´´, 1 ¼´´, 1 ½´´ , 2´´, 2 ½´´, 3´´ e 4´´ (polegada).
2
-Pressão máxima de serviço é de 7,5 kgf/cm (75 m.c.a. /metros de coluna d’água ou 750 kPa).

-Temperatura da água: 20ºC. -Tubos (barras) de 6m ou 3m com pontas roscadas.

-Conexões azuis com bucha de latão (saídas de 1/2" e 3/4") para pontos de consumo onde pretende-se
instalar peças metálicas.

Fig. 01 Fig. 02

1.3 TUBOS DE PVC PARA LINHA SANITÁRIA


Os tubos que compõem a linha sanitária são de cor branca e diferem um do outro apenas no sistema de
acoplamento, pois podem ser soldáveis ou de junta elástica.

Características

-Cor branca.
-Diâmetros (bitolas) 40, 50, 75, 100 e 150mm (milímetros).
-Diâmetro DN40 – junta soldável.
-Diâmetro DN50 a DN150 – junta soldável ou elástica (com anel de borracha).
-Tubos (barras de 3 e 6 metros).
-Projetados para trabalhar como conduto livre (sem pressão).

Fig. 03

1.4 TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE TUBOS DE PVC


O transporte dos tubos deve ser feito com todo o cuidado, de forma a não provocar deformações e avarias
nos mesmos. Deve-se evitar: manuseio violento, grandes flechas, colocação dos tubos em balanço e contato

dos tubos com peças metálicas salientes.

7
1.4.1 DESCARREGAMENTO
O baixo peso dos tubos facilita seu descarregamento e manuseio. Não use métodos violentos no
descarregamento, como, por exemplo, o lançamento dos tubos ao solo.

Fig. 09 Fig. 10

1.4.2 ESTOCAGEM
Os tubos devem ser estocados o mais próximo possível do ponto da utilização.
O local destinado ao armazenamento deve ser plano e bem nivelado, para evitar
deformação permanente nos tubos.

Fig. 11 Fig. 12

Os tubos e as conexões estocados deverão ficar protegidos do sol. Deve-se evitar a formação de pilhas
altas, que ocasionam ovulação nos tubos da camada inferior.

Fig. 13 Fig. 14

Tabela de diâmetro de tubos

8
TUBOS
TUBOS ROSQUEÁVEIS
SOLDÁVEIS

Diâmetro Espessura da Diâmetro Externo Espessura da


Externo do Parede do do Tubo Parede do Tubo
Tubo Tubo

mm mm polegada mm mm

20 1,2 1/2” 21 2,5

25 1,7 3/4’’ 26 2,6

32 2,1 1” 33 3,2

40 2,4 1 1/4” 42 3,6

50 3,0 1 1/2” 48 4,0

2 NOÇÕES BÁSICAS DE HIDRÁULICA

Para fazer uma instalação hidráulica, você precisa primeiro conhecer os cincos importantes “fenômenos” que
ocorrem com a água, que são: Pressão, Vazão, Velocidade, Perda de carga e Golpe de aríete.

2.1 PRESSÃO
Pressão é uma força aplicada sobre uma área. Em outras palavras, a pressão numa tubulação é a altura da
coluna de água aplicada num determinado ponto.

Fig.15

Na hidráulica temos dois tipos de pressão:

Pressão estática: é a pressão medida quando a água está parada, sem movimentar nas tubulações.

Pressão dinâmica: é a pressão medida quando a água está em movimento nas tubulações.

A Rede de Distribuição de Água Fria deve ter em qualquer dos seus pontos:

Pressão estática máxima: 400 kPa (40 mca) Pressão dinâmica mínima: 5 kPa (0,5 mca)

O valor mínimo de 5 kPa (0,5mca) da pressão dinâmica tem por objetivo fazer que o ponto crítico da rede de
distribuição (em geral, o ponto de ligação do barrilete com a coluna) tenha sempre uma pressão positiva.

Quanto à pressão estática, não pode ser superior a 400 kPa (40 mca) em nenhum ponto da rede. Essa
precaução é tomada visando limitar a pressão e a velocidade da água em função de: ruído, golpe da aríete,
9
manutenção e limite de pressão nas tubulações e nos aparelhos de consumo. Dessa maneira, não se deve
ter mais de treze pavimentos convencionais (pé-direito de 3 m x 13 = 39m), abastecidos diretamente pelo
reservatório superior, sem a devida proteção do sistema.

A NBR 5626/98 preconiza: “A abertura de qualquer peça de utilização não pode provocar queda de pressão
(subpressão) tal que a pressão instantânea no ponto crítico da instalação fique inferior a 5 kPa (0,5 mca).
Eventuais sobrepressões, devidas, por exemplo ao fechamento de válvula de descarga, podem ser
admitidas desde que se limitem ao máximo de 200 kPa (20 m.c.a).

Por conseguinte, admitindo uma situação limite, com pressão dinâmica máxima de 400 kPa (40 mca),
havendo a sobrepressão de fechamento de válvula de descarga, também em seu limite máximo, 200 kPa
(20 mca), teremos um total máximo de 600 kPa (60 mca), inferior ao valor máximo da pressão para
tubulações prediais de água fria exigida pela NBR 5678/77, igual a 750 kPa (75 mca).

Nota: Este conceito de pressão máxima é de suma importância para o correto dimensionamento das
tubulações. Nota-se que a utilização de tubulações fora de norma e/ou de fornecedores desconhecidos
coloca em risco a sua instalação. Observe-se, também, que o conceito de pressão máxima independe do
tipo de tubulação a ser empregado. A utilização de tubos galvanizados ou de cobre, sob a premissa de
serem “mais fortes” e, portanto, “resistente a maiores pressões”, não tem sentido prático, pois todas as
tubulações independentemente do seu material, devem obedecer ao mesmo limite máximo de pressão.

As unidades de pressão mais utilizadas são:

Kgf/cm² 1. Quilograma força por centímetro quadrado

m.c.a 2. Metro de coluna de água (mH2O)

Lbf/pol² 3. Libra força por polegada quadrada (psi)

Pa 4. Pascal

Mpa 5. mega Pascal = N / mm 2

N / mm² 6. Newton por milímetro quadrado

atm 7. atmosfera

mmHg 8. milímetro de mercúrio (torr)

Equivalências Aproximadas
2
1Kgf/cm =1 atm
2
1Kgf/cm =10 m.c.a
2 2
1Kgf/cm =14,2 Lbf/pol (psi)
2
1Kgf/cm = 98.100 Pa = 0,1 Mpa (Megapascal)

Observe nas figuras


abaixo o fenômeno da
pressão.

Fig.16

10
Fig.17

Qual dos dois reservatórios tem maior pressão?

Nenhum dos dois!

A pressão é a mesma, pois ambos tem a mesma altura manométrica!!!

Você pode observar que pressão hidráulica é uma determinada força (altura do ponto até a caixa d’água)
exercida sobre uma área (largura do tubo).

Fig. 20 Fig. 21

2.2 VAZÃO
É o volume de água que passa no diâmetro de um tubo em um determinado tempo. As unidades de vazão
mais utilizadas são:
3
• m /s Metro cúbico por segundo

• l/s Litro por segundo


3 3
Equivalência: 1m =1000l 1dm =1l

Observe nas figuras abaixo:


11
Fig. 22

2.3 VELOCIDADE
É o tempo gasto para a água passar pelo tubo. Ela depende do diâmetro do tubo e
da pressão da água, que promovem maior ou menor vazão num determinado
intervalo de tempo.
Logo, num mesmo intervalo de tempo a caixa da situação 2 ficou mais cheia.

Unidade velocidade:

m/s - Metro por segundo Observe na figura abaixo:

2.4 PERDA DE CARGA


É uma perda de pressão, causada pelo atrito entre o fluxo do líquido e as paredes da tubulação, ou pela
mudança de direção ou estrangulamento causado pelas conexões ou registros.

O que podemos fazer para evitar a excessiva perda de carga?

Utilizar tubos de menos rugosidade interna. Evitar muitos desvios nas tubulações.

Observe alguns exemplos de perda de carga nas figuras abaixo:

12
Maior perda de carga Menor perda de carga

2.5 GOLPE DE ARÍETE


Histórico

Existe um fenômeno em hidráulica conhecido por “golpe de aríete”. Antes de falarmos, porém, sobre este
assunto, convêm que saibamos sobre a origem desse nome.

O nome “golpe de aríete” provém de uma antiga arma de guerra, formada por um tronco, com uma peça de
bronze semelhante a uma cabeça de carneiro numa das extremidades, que era usada para golpear portas e
muralhas, arrombando-as.

Nas instalações hidráulicas ocorre um fenômeno semelhante quando a água, ao descer com velocidade
elevada pela tubulação, é bruscamente interrompida, ficando os equipamentos das instalações sujeitas a
golpes de grande intensidade (elevação de pressão).

Explicando: se um líquido, ao passar por uma calha, tiver sua corrente bruscamente interrompida, seu nível
subirá rapidamente, passando a escorrer pelos lados. Se tal fenômeno for observado dentro de um tubo, o
líquido, não tendo por onde sair, provocará um aumento de pressão contra as paredes do tubo, causando
sérias consequências na instalação.

Observe o exemplo abaixo:

1-Com a válvula fechada a água

encontra-se estática no tubo,

ocorrendo somente as pressões

da altura da coluna d´água.

13
2-Uma vez aberta a válvula, a água

começa a deslocar-se aumentando

gradativamente sua velocidade dentro

do tubo. As pressões contra as paredes

se reduzem ao mínimo.

3-Com o rápido fechamento da válvula ocorre a interrupção brusca do fluxo. Tal procedimento provoca
violento impacto sobre a válvula e outros acessórios, bem como vibrações e fortes pressões que tendem a
dilatar o tubo.

ESQUEMA VERTICAL DE ÁGUA FRIA

SEM ESCALA
ISOMÉTRICO: WC SOCIAL

ISOMÉTRICO: COZINHA

3 TIPOS DE CONEXÕES
São peças de dimensões variadas que servem para emendar tubos em seguimento, para tirar derivações,
para mudar a direção das instalações e para aumentar ou reduzir os diâmetros das mesmas.
São fabricadas de diferentes materiais, como sejam:
-de plástico PVC (rosqueáveis e soldáveis) e CPVC;

14
-de ferro galvanizado;
-de ferro fundido;
-de cobre (ou latão).
São grandemente empregadas nas instalações das construções civis, industriais,
navais, etc.

De acordo com o material de que são fabricadas, varia o sistema de conexão.


Umas são conectadas por meio de rosca; outras são soldadas (coladas) a frio;
outras são soldadas a quente, por meio de solda de estanho; outras são chumbadas; com chumbo, ou com
asfalto preparado; outras são conectadas com anel de borracha.

Em qualquer dos materiais citados, temos os seguintes tipos de conexões mais


usadas:

Fig.38 Fig. 39 Fig. 40 Fig. 41

As conexões de plástico são fabricadas de material rígido. Tanto estas quanto os tubos rígidos são muitos
empregados na construção civil.

Chama-se pescoço de uma conexão à parte da mesma onde se encaixa ou se atarraxa um tubo ou uma
outra conexão (niple geralmente).

3.1 CATÁLOGO DAS PRINCIPAIS CONEXÕES

Tubo de PVC soldável Tubo de PVC soldável Adaptador soldável


6 metros -(NBR 5648) 3 metros -(NBR 5648) curto LR (liso/rosca)

Adaptador soldável Adaptador soldável Adaptador soldável


com flanges e anel com flanges livres longo com flanges
de vedação para caixa d’água livres para caixa
d’águ

15
Bucha de redução soldável Braçadeira de encaixe Adaptador soldável
longa para tubo soldável Jet 30

Joelho 45º
Joelho 90º Joelho de redução soldável

Bucha de redução Cap soldável Cruzeta soldável


soldável curta

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Luva soldável Luva de correr Luva de redução para tubo
soldável

Tê 90º soldável Tê de redução 90º União soldável

17
Solução limpadora frasco
plástico

Adaptador auto-ajustável
soldável para
Caixa d’água com borracha
de vedação

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4 Convenções
LR – Conexões com uma bolsa lisa e outra rosqueada.

LLR – Conexão de duas bolsas lisas e uma com rosca.

3.2 Conexões Mistas


Na linha de conexões mistas há uma série ampla de peças para interligação com
rosqueáveis, além de conexões especiais, dotadas de roscas metálicas, destinadas a ligações
com tubos metálicos, adaptação de torneiras, registros, etc.
São fornecidas nas bitolas mais freqüentes para tubos soldáveis de 20 a 32mm,
rosqueáveis de PVC de ½”a 1”e rosqueáveis metálicos de ½” e ¾”.

Observação

As conexões são fornecidas nas bitolas de 20 mm a 110 mm.


As conexões com bucha de latão, previamente rosqueada, oferecem perfeita segurança,
atendendo às exigências das instalações hidráulicas. São fornecidas
para adaptação das bitolas de ½”e ¾”.

4 MATERIAIS UTILIZADOS NA SOLDAGEM DE PVC, EXECUÇÃO DE JUNTA ELÁSTICA


E NA VEDAÇÃO DAS ROSCAS
Os materiais utilizados em acoplamento de tubos de PVC soldáveis, junta elástica e roscável,
embora tenham características diferentes, são estudados conjuntamente.

4.1 SOLDA PLÁSTICA


É uma substância líquida que, quando em contato com PVC, reage quimicamente fazendo a
soldagem. Existe solda de reação rápida e lenta.

A solda rápida deve ser usada em tubos com diâmetros de até 50mm. Para tubos com
diâmetros acima de 50mm, deve-se usar a solda lente.

Observações

As tubulações feitas com solda plástica devem ser colocadas em serviço apenas após 12
horas.

4.2 SOLUÇÃO LIMPADORA


É um líquido incolor, volátil, utilizado em limpeza de tubos e conexões, com objetivo de
remover as impurezas das partes a serem soldadas, o que aumenta a eficiência da soldagem.
É fornecido em recipientes de vidro de plástico.

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4.3 LIXA
A lixa é constituída de material abrasivo, granulado, aglutinado sobre papel ou tecido. Serve
para o polimento de peças. Apresenta-se para o uso em forma de fitas, folhas retangulares ou
discos.

4.3.1 Constituição da lixa


Constituída de inúmeros grãos duríssimos e de arestas vivas. São estes grãos que, por atrito
arrancam as partículas minúsculas da superfície da peça. O emprego dos grãos abrasivos
variam conforme sua dureza e resistência. Assim, os abrasivos empregados em madeira são
diferentes dos utilizados em metal.

O aglomerante, ao qual é aplicada a granulação abrasiva, é uma cola animal ou vegetal, que
liga os grãos uns aos outros e os mesmos à base.

A base, que constitui o suporte comum da granulação abrasiva, pode ser de papel (lixas para
madeira) ou de pano (lixas para metais).

4.3.2 Dimensões
As dimensões comuns das folhas retangulares são: 230 x 280mm, aproximadamente.

4.3.3 Emprego
Os números das lixas mais usadas em trabalho de metal são: nº 60 (meio-grossa); nº 100 e
120 (média); 150 e 180 (final). Em PVC e cobre utiliza-se a nº 320.

As lixas podem ser de uso manual e também em fita ou disco.

4.3.4 Observação
A lixa deve ser conservada em lugar seco, pois a umidade ataca o aglomerante, desagregando
o abrasivo e amolecendo a base.

4.4 FITA TEFLON


É um material empregado na junção de peças do mesmo material ou de material diferentes,
usado para impedir o vazamento de líquidos e gases. O PTFE (Politetrafluoretileno) ou
simplesmente Teflon, também conhecido por veda rosca. É produto que pela suas
características resiste ao ataque de todas as substâncias químicas e corrosivas (a 20ºC).
Suporta temperaturas entre –90ºC e 230ºC. Não tem suas características alteradas com o
decorrer do tempo e é de fácil manuseio. Além de uso em instalações hidráulicas de água fria,
pode ser utilizados em tubulações de vapor, ar comprimido, vácuo, água quente e outras
aplicações na área industrial.

5 FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS
METRO ARTICULADO

5.1 MORSA PARA TUBOS


Morsa para tubos é um dispositivo mecânico usado quando o instalador necessita fixar tubos
para executar operações de serrar, roscar ou ligar conexões.
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Os tipos mais comuns de morsas para tubos são:

morsa tipo prensa

morsa de corrente

5.1.1 Morsa tipo prensa


Por ser mais fácil de manejar, é a mais empregada pelo instalador na fixação de tubos
cilíndricos de diversos diâmetros. Consiste num arco de aço fixado de tubos cilíndricos de
diversos diâmetros. Consiste num arco de aço fundido ou forjado, articulado a uma base do
mesmo material com mordentes de aço temperado.

Para fixar o tubo gira-se a alavanca de manejo que movimenta os mordentes móveis
comprimindo-o contra os mordentes fixos.

5.1.2 Morsa de corrente


Constitui-se de uma base de aço fundido ou forjado com
mordentes de aço temperado, para apoio do tubo, e de uma
corrente reforçada para abraçá-lo. Preso a uma das
extremidades da corrente existe um parafuso com uma porca
com alavanca de manejo para fixação do tubo.

Tanto as morsas tipo prensa, como as de corrente são fabricadas


em vários modelos; em tripé e para fixar em bancadas,
pontaletes ou postes.

A articulação do tripé, torna-o portátil e seu manejo é muito fácil: ao se fechar uma das pernas,
estará pronto para o transporte.

As morsas são encontradas no comércio por números correspondentes ao diâmetro maior do


tubo que será fixado.

Tabela para morsa

Nº 2 ...3/8 a 2” Nº 3...½ a 3” Nº 4...½ a 4”

21
5.2 SERRA MANUAL
É uma ferramenta manual composta de um arco de aço ao carbono, onde deve ser montada
uma lâmina de aço rápido ou de aço-carbono, dentada e temperada. A lâmina possui furos em
seus extremos para ser fixada ao arco através de pinos situados nos suportes. O arco tem um
suporte fixo e um suporte móvel, com um corpo cilíndrico e roscado que serve para esticar a
lâmina através de uma porca borboleta.

Fig. 52

A serra manual é usada para cortar materiais, abrir fendas e iniciar ou abrir rasgos.

5.2.1 Características e Constituição


O arco da serra caracteriza-se por ser regulável ou ajustável de acordo com o comprimento da
lâmina.

É provido de um esticador com uma porca borboleta que permite dar tensão à lâmina. Para seu
acionamento, o arco possui um cabo de madeira, plástico ou fibra.

A lâmina de serra é caracterizada: pelo comprimento que é de 10” ou 12”, de centro a centro
dos furos; pela largura da lâmina, que geralmente é de ½”; pelo número de dentes por
polegada (d/1”) que em geral é de 18, 24 e 32d/1”.

22
Os dentes das serras possuem travas, que são deslocamentos laterais dados aos dentes em
forma alternada. A tensão da lâmina de serra deve ser dada apenas com as mãos sem
emprego de chaves. Ao terminar o trabalho, deve-se afrouxar a lâmina.

6 CHAVES PARA TUBOS


Durante o acoplamento dos tubos e conexões usar-se com muita freqüência chaves
apropriadas para dar o aperto necessário à montagem. Apesar das características diferentes,
elas têm a mesma finalidade, assim sendo serão estudadas conjuntamente.

6.1 Chave grifo


Chave grifo é uma ferramenta fabricada de
aço forjado e temperado. Compõe-se de
cabo, mordente superior, mordente inferior,
pino, mola e porca de regulagem.

Fig. 54

São encontradas no comércio em variados


modelos para atender aos variados tipos de serviço.

Existem no comércio chaves nas medidas de 6”, 8”, 10”, 12”, 13”,18”. 24”, 36”, 48” e 60”, cujos
mordentes móveis são graduados em
polegadas, determinando a capacidade de
uso.

A tabela abaixo fornece os tamanhos das


chaves recomendadas para o aperto de
tubos e conexões em função do seu
diâmetro.

TABELA DE CHAVES PARA TUBOS

Comprimento da Chave Bitola do Tubo

6” ¾”

8” 1“

10” 1 ½”

12” 2“

14” 2“

18” 2 ½’”

24” 3”

36” 5”

48” e 60’’ 6”

23
6.2 Alicate gasista
É uma ferramenta fabricada de aços especiais. Devido ao sistema de articulação facilita o
trabalho do encanador, com a vantagem de adaptar-se facilmente ao tubo ou à conexão a ser
trabalhada.

6.3 Chave para porca de lavatório


É uma ferramenta fabricada de aços especiais. Devido ao sistema de regulagem e inversão da
sua facilita o trabalho do encanador, com a vantagem de adaptar-se facilmente a porca do
lavatório a ser trabalhado.

6.4 Chave de corrente


Esta chave permite roscar peças de variadas formas e diâmetros de maneira rápida e segura.
Construída de aço especial, é encontrada no comércio em modelos com capacidade de fixação
de 1/8”a 4”.

• LÁPIS DE CARPINTEIRO

• RÉGUA DE ALUMÍNIO

• ESQUADRO

• TALHADEIRA

• PONTEIRO

• BROCA PARA ALVENARIA

• NÍVEL DE BOLHA

24
6.5 ROSQUEADEIRAS E TARRAXAS PARA TUBOS
Rosqueadeiras e tarraxas para tubos são ferramentas destinadas a fazer roscas nos tubos
metálicos e plásticos.

Fig. 78
Fig. 79

SERRAR TUBOS

É uma operação que permite cortar tubos utilizando-se a serra. Emprega-se para obter a
medida necessária em instalações elétricas prediais, industriais, hidráulicas e pneumáticas.

Fig. 80

Processo de Execução

1º Passo – Prepare a serra.


a) Selecione a lâmina de acordo com o material e espessura da parede do tubo.
b) Coloque a lâmina no arco, os dentes voltados para frente.
c) Estique a lâmina, girando a borboleta com a mão.

Observação

1) A remoção da rebarba interna evita entupimento da tubulação.

25
Fig. 82
2) O topejamento permite o assentamento correto das conexões.

2º Passo -Abra a morsa Gire a alavanca do fuso no sentido anti-horário, afastando os


mordentes superiores dos inferiores, até que possibilitem a entrada do tubo.

a) Solte o gancho de trava da morsa, puxando-o para


trás, até que ele se desprenda da trava, levantando a
parte superior da morsa.

3º Passo – Coloque o tubo


na morsa, com a parte a cortar
afastada 20 cm,
aproximadamente, da parte da
frente da morsa.

Observação

Se o tubo for comprido, coloque um calço de madeira entre a bancada e o tubo.

4º Passo – Feche a morsa.


a ) Puxe o gancho da morsa, até fechá-la.

Observação

26
Verifique se o gancho de segurança se prendeu no corpo da morsa e coloque o pino de
segurança.

b) Gire a alavanca do fuso no sentido horário, abaixando os mordentes superiores, até fixar o
tubo.

Observação

Verifique se o tubo está fixo, segurando-o com uma das mãos e tentando girá-lo.

5º Passo – Trace com lápis ou riscador o local a cortar.

Observação

Quando se tratar de tubos de grande comprimento, deve-se marcá-los antes de prendê-los na


morsa.

6º Passo – Serre o tubo.


a) Inicie o corte, colocando a lâmina
junto ao traço e guiando-a com o
polegar.

NOTA

1) A pressão da serra sobre o material é feita apenas durante o avanço não deve ser
excessiva. No retorno a serra deve correr livremente sobre o material.

2) A serra deve ser usada em todo o seu comprimento e o movimento deve ser feito apenas
com os braços.

3) O número de golpes não deve exceder 60 por minuto.

Precaução

Ao se aproximar o término do corte diminua a velocidade e a pressão de corte para evitar


acidente.

7º Passo – Afrouxar a lâmina.

8º Passo – Retire as rebarbas.

7 SOLDAR TUBO DE PVC


Consiste em unir tubos ou conexões de PVC, utilizando-se solda plástica.
27
Esta operação é utilizada geralmente nas instalações de água fria, águas pluviais e esgotos.

7.1 Execução das juntas soldáveis


a) Verificar se a bolsa da conexão e as pontas dos tubos a ligar estão perfeitamente limpas.
Por meio de uma lixa d’água nº 320 ou mais fina, tirar o brilho das superfícies a serem soldadas
para favorecer a ação da solda.

Fig. 90

b) Observar que o encaixe deve ser bastante justo, quase impraticável sem o adesivo, pois
sem pressão não se estabelece a soldagem.

Fig. 91

c) Limpar as superfícies lixadas com Solução Limpadora, eliminando impurezas e gorduras.


Distribuir uniformemente o adesivo com um pincel ou o bico da própria bisnaga nas superfícies
tratadas.

Observações

1) Logo após o uso deve-se fechar o recipiente de solução limpadora para evitar a evaporação
do líquido.

2) A solução limpadora remove a gordura deixada pelas mãos e as impurezas deixadas pela
lixa. Tais elementos impedem a ação da solda.

Precaução

Cuidado na aplicação da solução limpadora, pois ela é tóxica e inflamável.

28
Fig. 92 d) Aplique a solda plástica na bolsa da conexão e na extremidade do tubo.

e) Introduza o tubo até o fundo da bolsa e remova qualquer excesso de adesivo.

Fig. 93

NOTA

Após a soldagem da tubulação, aguardar que a reação se complete, no tempo determinado


pelo fabricante, antes de colocá-la em uso.

7.2 ROSCAR COM TARRAXA


É a confecção de roscas em tubos utilizando-se a ferramenta chamada tarraxa. Esta operação
é executada quando se deseja unir tubulações, água ou gás, através de roscas.

8 ABRIR ROSCA EM TUBO DE PVC


Execução das juntas roscáveis

a) Fixar o tubo, evitando que ele seja ovalizado pela morsa, o que resultaria numa rosca
imperfeita.

Fig. 94

b) Cortar o tubo no esquadro e remover as rebarbas, medindo em seguida o comprimento


máximo da rosca a ser feita para evitar abertura em excesso.

Fig. 95

c) Encaixar o tubo na tarraxa pelo lado da guia, girando 1 volta para a direita e ¼ de volta para
a esquerda, repetindo a operação até obter a rosca no comprimento desejado.

Observação: Medir o comprimento da rosca da conexão e transferir esta para o tubo.

29
Fig. 96

d) Fazer a limpeza do tubo e aplicar fita teflon (veda rosca) sobre os filetes, em favor da rosca,
de tal modo que cada volta trespasse a outra em ½ cm, num total de 3 a 4 voltas.

Fig. 97

9 Execução de reparos
a) Para resolver os problemas que ocorrem em pontos localizados nos tubos em instalações já
concluídas, em conseqüência de pequenos acidentes (furos por pregos ou furadeiras), ou
vazamentos em juntas mal executadas, existem no mercado uma conexão chamada luva de
correr que oferecem aos bombeiros hidráulicos facilidade de manutenção.

Fig. 98

b) A Luva de Correr tem pequena dimensão e um sistema de acoplamento que permite a


interligação entre dois pontos fixos. A parede deverá ser aberta somente num pequeno trecho,
junto ao ponto afetado.

c) Use duas Luvas de Correr, uma em cada extremidade.

Fig. 99 Fig. 100 Fig.101

30
d) Além disso, a luva de correr pode ser também utilizada em tubulações expostas, que
possuam grandes trechos retos, para corrigir ou prevenir problemas resultantes dos efeitos de
dilatação e contração térmica. Neste caso, devem ser tomadas certas precauções para evitar o
seu deslocamento. A Luva de Correr deve ser fixada para que somente o tubo se movimente.

9.1 Vantagens
-Facilidade de instalação, pois as juntas são soldadas a frio por meio do adesivo
próprio.
-Economia de mão-de-obra, dispensando o uso de ferramentas e equipamentos
sofisticados.
-Resistente a produtos químicos, não sofrendo corrosão.

9.1.1 Execução de reparos


a) Para resolver os problemas que ocorrem em pontos localizados nos tubos em instalações já
concluídas, em conseqüência de pequenos acidentes (furos por pregos ou furadeiras), ou
vazamentos em juntas mal executadas.

Fig. 102

b) A Luva de Correr tem pequena dimensão e um sistema de acoplamento que permite a


interligação entre dois pontos fixos. A parede deverá ser aberta somente num pequeno trecho,
junto ao ponto afetado.

Fig. 103

c) A solução de problema com Luvas de Correr dispensa o uso de adesivo, roscas, pois as
luvas possuem anéis de borracha para vedação. O trecho danificado deve ser substituído por
um novo segmento do mesmo tipo de tubo. Use duas Luvas de Correr, uma em cada
extremidade.

Fig.104

31
d) Além disso, a luva de correr pode ser também utilizada em tubulações expostas, que
possuam grandes trechos retos, para corrigir ou prevenir problemas resultantes dos efeitos de
dilatação e contração térmica. Neste caso, devem ser tomadas certas precauções para evitar o
seu deslocamento. A Luva de Correr deve ser fixada para que somente o tubo se movimente.

Fig. 105

Vantagens

-Facilidade de instalação em função da leveza e da praticidade da montagem.

-Durabilidade e grande resistência química, suportando os gases e material de decomposto


nas redes de esgoto.

-Estanqueidade total das juntas tanto soldável quanto elástica (com anel de borracha).

10 INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA


LOCAR ELEMENTOS E TRAÇAR PERCURSO DE INSTALAÇÃO

Esta operação consiste em determinar os pontos e o percurso de uma instalação.

Quando se executa uma instalação hidráulica, elétrica ou pneumática, tem-se que transportar,
do desenho para o local real, as medidas determinadas no projeto.

Processo de Execução

1. Marque os pontos tomando como referência portas, janelas, colunas e pisos.

Deve-se usar o metro ou trena para transportar as medidas do desenho.

2. Trace os percursos horizontais.

a ) Coloque a régua na horizontal.

b) Apoiar o nível sobre a régua com a ampola voltada para cima.

c) A bolha deverá ficar centrada entre os traços da ampola.

d) Trace os percursos horizontais.

Observação

3. Trace os percursos verticais.

a) Coloque a régua com o nível na vertical

b) Trace os percursos verticais.

10.1 Processo de Execução


1) Trace o percurso da instalação.

2) Abra os rasgos.

32
a) Inicie os rasgos cortando com martelo e talhadeira, junto às linhas traçadas.

Fig 106

Precaução : Use óculos de segurança.

10.2 FIXAR TUBULAÇÃO INTERNA E EXTERNA


É o processo de prender tubulação exposta no local determinado, evitando seu deslocamento.
A fixação pode ser feita em paredes, pisos e forros, utilizando-se braçadeiras, pregos, etc.

3 ) Coloque buchas de fixação de modo que fiquem faceadas à superfície.

4 ) Coloque a tubulação e fixe a braçadeira com os parafusos.

Fig 107

10.3 INSTALAR CAIXA D’ÁGUA


Consiste em abrir furos em reservatórios de polietileno para serem introduzidas as tubulações
de alimentação, distribuição, extravasor e limpeza.

33
10.3.1 Apresentação
As caixas d’água de polietileno são produzidas com moderna tecnologia para aplicação como
reservatório de água potável.

Características

-Cor cinza.
-Capacidade de 500 e de 1.000 litros.

Observações

-Antes de instalar, siga corretamente as instruções do manual que acompanha o produto.

-Toda a sua base deve ser apoiada em superfície plana, rígida e isenta de

irregularidades.

-Furar a caixa nos rebaixos planos.

-Não furar o fundo para instalação do adaptador.

Instruções para instalação

A Caixa d’Água é projetada e fabricada em Polietileno de Alta Densidade, estruturado, para


proporcionar a máxima durabilidade no acondicionamento de água potável em temperatura
ambiente. Siga corretamente as instruções para aproveitar todas as vantagens do produto.

Volumes Diâmetros Alturas Espessura Pesos

Nominal / Tampa / Corpo / Total s/água / Total


D1 / D2 H/h e
Efetivo c/água

Litros mm mm mm kg

1348 / 670 /
500 / 580 6 7,70 / 16,10 / 23,80 / 603,80
1013 590

(1)Espessura de parede média (corpo/tampa) (2)Tolerância 0,3kg

34
Volumes Larguras Comprimentos Alturas Espessura Pesos

Nominal/ Tampa / Corpo /


Efetivo L1 / L2 C1 / C2 H/h e Total s/água /
Total c/água

Litros mm mm mm mm kg

1353 / 670 / 15,30 / 29,90 /


1000 / 1120 2323 / 1950 6
1013 590 45,20 / 1.165,20

(1)Espessura de parede média (corpo/tampa)

(2) Tolerância 0,3kg

Processo de execução

a) Montagem do tirante

É importante que a montagem do tirante que acompanha a Caixa de 1.000 litros seja realizada
antes de enchê-la com água: fixe primeiro uma das extremidades do tirante num dos furos,
indicados por setas, localizados na borda do produto. Com uma pequena pressão, estreite a
borda para que a outra extremidade do tirante se aloje perfeitamente no furo do lado oposto.

Só então a Caixa estará preparada para receber água.

Faça uma ligeira pressão na borda para que o tirante alcance o furo do lado oposto e se
encaixe perfeitamente.

b)Assentamento

A Caixa d’Água de polietileno deverá ter toda a área de sua base assentada em superfície
horizontal plana, isenta de qualquer irregularidade. Tenha o cuidado de não colocá-la sobre
pedras, pedaços de madeira, ferro etc., para não danificar o fundo da Caixa. Esta deverá ser
apoiada conforme as ilustrações.

35
Importante: Assegure-se de que a superfície de sustentação seja maior do que a base da
Caixa, de modo que esta fique perfeitamente apoiada em toda a sua extensão.

c) Como furar caixa d’água de polietileno

Os furos para a colocação dos adaptadores (entrada, saída, limpeza e extravasor/ladrão)


deverão ser feitos nos rebaixos planos do lado de fora da Caixa, preferencialmente com serra
copo ou broca. Se usar broca, trace uma circunferência e com um punção picote, puncione
levemente para danificar a caixa, uma série de furos ao seu redor, retirando então o pedaço
inteiro. Dê acabamento com uma lima.

Precaução

1) Manter a broca perpendicular à superfície a ser furada.


2) Ao se aproximar o fim da furação, o avanço da broca deve ser lento.
4) Deve-se usar broca com diâmetro de 5mm, ou aproximado.
5) A lima deve ser usada em todo o seu comprimento e em movimentos semicirculares.
6) Verifique se o cabo da lima está bem preso, para evitar acidentes.
7) Calibre o furo, usando um tubo como calibrador, e corrija-o, se necessário.

Utilize os adaptadores com flange e vedação de borracha.

d)Tubulação As tubulações de entrada e saída de água deverão estar localizadas nos rebaixos
planos da Caixa d’Água. Segue sugestão de instalação.

Fixação

36
a)Tampa

A Caixa de polietileno já vem com furos no corpo e na tampa, acompanhada de 4 parafusos


para fixação.

b)Corpo

Se a caixa d’água de polietileno for instalada ao ar livre, em regiões de fortes ventos, perfure
suas aletas laterais de acordo com o desenho, e fixe-a por meio de cabos à base de
assentamento. Faça orifícios de 2 a 6mm de diâmetro e utilize no mínimo 4 cabos.

10.3.2 Limpeza
A caixa d’água possui superfície interna lisa, o que facilita a limpeza, bastando o auxílio de um
pano úmido. Para conservar a qualidade da água, recomenda-se a limpeza a cada 6 meses.

Vantagens

-Leves.
-Fáceis de limpar.
-Fácil de instalação
-Não geram sobrecargas para as lajes.
-Atóxicas.

10.3.3 INSTALAR TORNEIRA DE BÓIA


É suprir os reservatórios de verdadeiros registros, de metal ou de plástico, chamados torneira
de bóias. Tais registros são conectados no tubo de alimentação dos reservatórios, a fim de
regular o nível da água nos mesmos, evitando o extravasamento (transbordamento). São
colocados manualmente pelo encanador, e freqüentemente utilizados na construção civil.

Processo de Execução

Para caixa em geral

1) Selecione a torneira de bóia adequada, de acordo com o projeto de instalação. 2) Teste o


funcionamento da torneira.

a) Atarraxe-a manualmente a um ponto de água para este fim, controlado por um registro.
37
Observação

Deve-se deixá-la na posição de funcionamento, isto é, com a haste movimentando-se


livremente.

b ) Movimente a haste várias vezes, para cima e para baixo, conservando aberto o registro de
água.

Observações

1 – Deve-se verificar se o êmbolo veda totalmente a passagem da água quando a haste está
suspensa. 2 – Precisa-se constatar se a lingueta da haste se prende na fenda do corpo.

Aplique a fita teflon (vedarosca), sobre a rosca.

Observação

Aplicar a fita em quantidade adequada e uniforme.

3) Atarraxar manualmente o corpo da torneira de bóia na conexão da instalação.

Observação

É preciso que o corpo fique na posição correta, isto é, com a haste voltada para baixo.

O nível da água, ao fechar-se a torneira de bóia, deverá ficar sempre abaixo do extravasor
(ladrão).

11 DISPOSITIVOS HIDRÁULICOS

11.1 TORNEIRAS
São dispositivos hidráulicos, construídos de latão, utilizados para controlar o fluxo de água em
determinados aparelhos sanitários.

Há uma variedade muito grande de modelos e diâmetros e têm várias aplicações, tanto nas
indústrias quanto nas residências.

Mostramos a seguir os modelos mais comuns de torneiras:

38
11.1.1 Torneiras de pressão para jardim

11.1.2 Torneiras de pressão para pia


Existem em diversos tamanhos e formatos, nos diâmetros de ½” e ¾”.

11.1.3 Torneiras de pressão para tanque


Existem em diversos tamanhos e formatos, nos diâmetros de ½” e ¾”.

11.1.4 Torneira de pressão para filtro


Com formato diferente, porém de funcionamento idêntico às demais. Existem com e sem
canopla.

39
11.1.5 Torneiras de pressão para lavatório
São encontradas no comércio com diâmetro de ½”. Diferem das demais no formato e também
por possuírem porca de fixação, e hoje já existem elas de acionamento automático e com
sensor de presença.

Quanto ao acabamento, as torneiras podem ser polidas, cromadas ou folheadas a ouro.

12 REGISTROS
Registros são dispositivos utilizados em instalações hidráulicas com o objetivo de abrir e fechar
o fluxo de água.

São fabricados de latão, bronze e ferro fundido, e dependendo da finalidade deve-se escolher o
registro adequado, conforme discriminamos a seguir:

Registro de pressão

O registro de pressão divide-se em corpo e castelo.


O corpo é parte fixa que se atarraxa na instalação.
O registro convencional é atarraxado no meio da instalação.

Determinados fabricantes colocam uma seta indicando o sentido de escoamento de água.


Quando a seta não se apresenta no ato da inspeção do corpo, verifica-se as condições da
borda do batente, e o sentido deve ser o da água penetrando de baixo para cima na cavidade
do batente.

Usado em chuveiros, filtros e banheiras, pela facilidade de manuseio (com apenas uma volta
consegue-se abrir ou fechar o registro) pelo sistema de vedação, e por ser de fácil substituição.

12.1 Registro de gaveta


É o tipo de registro mais usado nas instalações hidráulicas. É empregado desde a entrada
geral do imóvel, no barrilete, nas colunas gerais de suprimento aos ramais, e nos ramais de
distribuição.

40
Geralmente, depois de colocado é pouco usado, pois raramente há necessidade de fechar um
ramal ou uma coluna de água para reparação. Por esse motivo é fabricado com material de
boa qualidade, como o latão ou similar, que não se oxida facilmente. Geralmente, após
instalado, permanece aberto.

12.2 Registro de esfera


É raramente empregado nas instalações hidráulicas. Seu principal emprego é nas instalações
de gás.

13 VÁLVULA DE DESCARGA
São válvulas instaladas nos sub-ramais de alimentação dos vasos sanitários ou mictórios,
destinadas a promover a limpeza destas peças de utilização. Ao especificar uma válvula de
descarga deve-se observar a pressão que garanta seu bom funcionamento.

As válvulas devem fornecer um volume útil de descarga compatível com o tipo de aparelho
sanitário escolhido. São fabricados segundo a NBR 7252. Algumas válvulas de descarga são
fabricadas de forma a ter um fechamento lento para controlar o golpe de aríete.

14 CHUVEIRO OU DUCHA
Os chuveiros ou duchas podem ser instalados sobre as banheiras ou em recinto separado,
denominado box.

O abastecimento de água poderá ser somente com água fria ou com água fria e água quente.
O ponto de abastecimento de água do chuveiro deve ficar entre 2,00 m á 2,20 m do piso
acabado, enquanto que os registros de comando devem se localizar entre 1,15 m á 1,35 m do
piso acabado. Normalmente em caso de água fria e água quente o registro de pressão fica à
esquerda e comanda a água quente, enquanto que o registro à direita comanda a água fria.

No caso do chuveiro ser instalado no box, o esgotamento é feito a partir de um ralo seco ou
sifonado, ligado a uma caixa sifonada.

41
15 HIDRÔMETRO
Também conhecido como medidores de água, são aparelhos destinados a medir o consumo de
água.

São instalados em todas as ligações de água potável fornecida pelo órgão competente.

São aparelhos constituídos de um mecanismo em que, ao passar pela câmara, a água gira
uma turbina que transmite o movimento a uma série de engrenagens dispostas de modo a
registrar no mostrador a quantidade em m³ ou litros de água consumida.

Para evitar entrada de corpúsculos estranhos, como areia, por exemplo, os hidrômetros são
providos de filtros, colocados na entrada.

Existem hidrômetros de vários diâmetros, sendo mais comum o de 19 mm (3/4”) com vazão de
3m³/h (três metros cúbicos por hora) e o de 25mm (1”) cuja vazão é de 7m³/h.

O sistema de acoplamento dos hidrômetros nos cavaletes pode ser por uniões ou por flanges.

Observação

No projeto de instalação hidráulica deve-se ter presente que a água, passando através do
hidrômetro, perde uma parte da pressão de entrada.

16 VÁLVULA DE RETENÇÃO
É um acessório colocado na tubulação, que permite a passagem de água em um só sentido.

Funcionamento

Possui um êmbolo ou uma válvula que se articula com um eixo, o qual permite que a válvula de
retenção abra ou feche com a passagem da própria água.

A válvula de retenção é utilizada nos imóveis, principalmente em dois casos:

• Na coluna de recalque, próximo à bomba, para evitar que ao ser desligada,

o peso da coluna de água recaia sobre a gaxeta da bomba, diminuindo sua vida.

• Na coluna de incêndio, próximo à caixa d’água elevada, a fim de que o corpo de


bombeiros possa utilizar a instalação de incêndio, fazendo funcionar a válvula de
retenção, nos sinistros de pequeno vulto, quando usam as mangueiras do próprio
prédio.

42
16.1 Manutenção
A válvula de retenção que possui visita, pode ser inspecionada através desta. Aquela que não
possui visita, quando apresenta defeito é retirada e substituída por outra nova. Para isto deve
ser instalada uma união universal entre ela e o registro que veda a coluna ou tubulação.

17 TORNEIRA DE BÓIA
São registros de metal ou plástico acoplados diretamente ao tubo de alimentação, instalados
no interior dos reservatórios. Sua função é a de vedar a passagem dos líquidos para os
reservatórios, evitando que haja um extravasamento.

Constituída geralmente de flutuador, haste, lingueta, pistão ou válvula, corpo e contraporca do


corpo. Algumas torneiras possuem no seu corpo um registro que visa facilitar a sua
manutenção.

São utilizadas geralmente nos reservatórios de água e caixas de descargas, e encontradas no


comércio nos seguintes diâmetros, ½”, ¾” e 1”.

17.1 Funcionamento
O pistão ou válvula é comandado pela lingüeta, cuja articulação obedece ao movimento da
haste que está acoplada ao flutuador. O flutuador acompanha o nível do reservatório, abrindo
ou fechando a válvula quando necessário.

18 MANUTENÇÃO EM COMPONENTES HIDRÁULICOS

18.1 DESMONTAR E MONTAR REGISTROS


É a operação manual que consiste em separar, para inspeciona, as peças de um registro. O
encanador verifica o funcionamento e possíveis defeitos de uso ou de fabricação no interior do

43
corpo e das peças, após a desmontagem do registro. É operação de uso freqüente nas
instalações hidráulica da construção civil.

Processo de Execução

1. Abra completamente o registro.

Deve-se girar manualmente o volante no sentido anti-horário.

2. Remova o volante.

a) Desatarraxe o botão de identificação de quente ou frio.

Deve-se desatarraxar manualmente, sempre que possível.

b ) Retire o parafuso fixador do volante.

É preciso desaparafusar com chave de fenda adequada.

c) Puxe o volante, desalojando-o da haste.

3. Remova a canopla, desatarraxando a peça fixadora da mesma.

Observações

1)Deve-se desatarraxar manualmente, no caso de peça estriada.

2) Deve-se desatarraxar com chave própria (chave inglesa ou de boca), no caso de peça
sextavada, protegendo o cromado com um pano.

4. Retire o castelo.

a) Desatarraxe com chave própria (chave inglesa ou de boca).

44
b) Remova a válvula ou êmbolo.

NOTAS

Deve-se inspecionar as peças do registro, principalmente o corpo, verificando se não existem


falhas de fabricação ou de uso no batente da válvula, que possam prejudicar o seu
funcionamento.

Diagnóstico de possíveis defeitos em válvula de descarga.

PROBLEMA LOCALIZAÇÃO

Vazamento externo ( em funcionamento ) 2 -4

Vazamento interno 1–6–7

Disparo 3

45
Acionamento duro 5

Fechamento rápido ou longo 5

19 TUBULAÇÕES SUBTERRÂNEAS E AÉREAS


As tubulações subterrâneas são normalmente mais usadas em residência por motivos de
segurança, economia e estética, bem como para não influir na movimentação de veículos e
pessoas. Nas edificações costuma-se usar linhas subterrâneas para água fria, águas pluviais,
esgoto e gás.

Observações :

1) O alinhamento da tubulação deve ser observado tanto no sentido horizontal, para facilidade
de localização na eventualidade de um reparo, bem como para propiciar a montagem de modo
mais simples. Verticalmente, para evitar a formação de pontos altos onde se reteria o ar,
prejudicando o funcionamento da tubulação. Devido a este problema, nem sempre se
recomenda acompanhar o perfil do terreno, com a tubulação correndo a uma determinada
altura em relação a superfície. A melhor solução seria levá-la o mais reto possível, mesmo com
pequenas variações de profundidade no assentamento. O alinhamento também deve ser
observado para que a tubulação fique sujeita a mínimos esforços laterais.

2) Uma tubulação que esteja perfeitamente alinhada fará com que as solicitações aos
acoplamentos sejam mais uniformes e melhor distribuídas, diminuindo a possibilidade de
infiltrações pelas juntas, garantindo então a estanqueidade do conjunto. Normalmente as
roscas, tanto de tubos como de conexões, são fornecidas dentro dos padrões que garantem a
vedação do acoplamento, sendo o alinhamento um dos pontos de real importância para o bom
desempenho do conjunto.

3) Mesmo para tubulações situadas fora das zonas de tráfego, recomenda-se uma
profundidade mínima de 50cm para a vala, obtendo-se uma melhor distribuição de sobrecarga
e maior uniformidade de temperatura do solo. Com altura (h) da vala, deve-se considerar a
distância entre a geratriz superior do tubo e a superfície do terreno.

As valas pouco profundas não distribuem corretamente o peso de pavimentação, veículos,


pessoas e cargas dinâmicas, causando problemas inevitáveis de vazamento que diluem a
economia feita na abertura e assentamento da tubulação. As escavações profundas
representam um custo inicial maior e manutenção menos fácil, mas a tubulação fica melhor
protegida contra toda a sorte de ações externas.

4) O assentamento dos tubos deve ser feito sobre uma base que permita o apoio integral em
toda a extensão da canalização, sendo necessário que não existam pedras ou saliências que
possam provocar condições de apoio localizado. Estes apoios dão origem a tensões na
tubulação que levam à deficiência da estanqueidade ou mesmo à deformação dos tubos.

46
5) A flecha máxima pode ser 25mm. Para tubulações longas pode ser admitida uma flecha
máxima de 35mm. Um dos pontos de real importância numa instalação aérea é a flecha
ocasionada pela distância excessiva entre os suportes. A flecha em demasia acarreta
problemas de ordem técnica e econômica, pois além de forçar os pontos de união entre os
tubos, sejam estes roscados, flangeados ou soldados, provoca vazamento, interrupções e
reparos dispendiosos, fazendo com que surjam bolsas de líquido impossíveis de drenar, dando
origem a vibrações na linha, além de proporcionar mal aspecto ao conjunto.

6) Quando o material empregado na tubulação subterrânea for suscetível à corrosão, deve


receber um tratamento protetor, como por exemplo secagem, pintura ou proteção catódica.

20 Esforços que atuam na tubulação:


1) Os pesos de tubos, acessórios, fluidos contido e, em caso de tubulações de ar, gás ou
vapor, o peso da água para o teste hidrostático.

2) Pressão interna exercida pelo fluido contido na tubulação.

3) Pressão externa, como no caso de ambientes sob pressão e tubos com vácuo.

4) Sobrecargas ocasionadas por outros elementos como, tubos apoiados, estruturas,


pavimentações, terra, veículos, etc.

5) Vibrações

6) Impactos, golpes de ariete e acelerações do líquido.

7) Ações dinâmicas externas, como vento.

8) Dilatações térmicas dos tubos, conexões e acessórios.

9) Reações das juntas de expansão.

10) Atrito do conjunto sobre os suportes.

11) Aperto excessivo, desalinhamentos em geral, erros de ajuste e outros fatores que possam
deixar a tubulação sob tensão de montagem.

21 TESTE DA TUBULAÇÃO
Consiste em colocar pressão na parte interna da tubulação,
utilizando-se de uma bomba ou compressor, para verificar
se existe vazamento.

21.1 Processo de Execução


A) Plugueie os pontos.

B) O vedante deve ser adequado à tubulação.

C) Ligue a mangueira do compressor a um ponto da


tubulação.

D) Injetar ar na tubulação

E) Abra o registro do compressor

47
Observação

se ar até atingir uma pressão de 4 Kgf/cm².


Injeta-se

F) Feche o registro do compressor e mantenha a pressão na tubulação durante 30 minutos


aproximadamente.

G) Verifique a pressão manométrica.

Observação

Se baixou a pressão na tubulação, existe vazamento. Para localizá-lo,


localizá lo, coloque água com
sabão nas juntas.

H) Faça as correções dos vazamentos, se necessário.

22 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE PROJETOS SANITÁRIOS

Planta baixa banheiro

Sem escala

48
Esquema Isométrico banheiro

Sem escala

ESQUEMA DE ESGOTO SANITÁRIO

49
CATÁLOGO DAS PRINCIPAIS CONEXÕES DE ESGOTO SANITÁRIO

23 NOÇÕES DE DECLIVIDADE

Entende-se por declividade a inclinação existente numa instalação ou numa superfície, fazendo
com que seus extremos estejam fora do nível.

Aplica-se, na construção civil, nas tubulações de água, de gás, de água pluviais etc., com o
objetivo de facilitar o escoamento dos fluídos (líquidos ou gases).

É dada geralmente em porcentagem (%).

50
Dizemos que uma tubulação ou uma superfície está com 2% (dois por cento) de declividade
quando, num comprimento de 1,00m (100 centímetros), há desnível de

Nas instalações de esgotos, em geral, a inclinação (ou declividade) é no mínimo de 2%, porém
não deve ser muito maior, pois correria o risco da água escoar-se e os detritos sólidos ficarem
obstruindo o tubo sem serem carregados.

Nas calhas semicirculares para condução das águas pluviais dos telhados, para os condutores,
a declividade (inclinação é geralmente de 1/2 % (0,5%) ou seja 0,5 cm em cada metro de
comprimento. Nas instalações de água potável, as tubulações devem apresentar-se
geralmente niveladas, em virtude do aspecto do acabamento das obras. Quando apresentam
inclinação, esta deve ser sempre com declive no sentido do escoamento da água, a fim de
evitar que a entrada de ar prejudique o funcionamento da instalação.

Nas instalações de gás, onde a declividade se faz mais necessária, a inclinação é no sentido
contrário ao do escoamento do gás.

Em linguagem prática, diz-se que há inclinação negativa. Tal procedimento é necessário a fim
de que o vapor de água existente no gás, ao condensar-se nas paredes do tubo, não atinja os
aparelhos de consumo, porém seja dirigido no sentido contrário, para pontos mais baixos, onde
existem visitas chamadas bifão ou saifo, de onde são extraídas. A declividade está geralmente
indicada e sujeita a condições do projeto.

24 DISPOSITIVOS SANITÁRIOS

24.1 RALOS SIMPLES E SIFONADOS


São muitos usados para receberem as águas provenientes dos pisos de banheiros, cozinhas,
áreas de serviço, varandas, corredores, etc. O material empregado na confecção é o PVC,
Cobre e Ferro Fundido. Podem ter saída lateral ou pelo fundo, e forma quadrada, circular ou
cônica.
51
Ralo seco cônico Ralo seco quadrado

São ligados a ralos sifonados, a fim de evitar que o mau cheiro do esgoto primário contamine o
ambiente.

São fechados por grelha, na altura do piso pronto, que pode ser quadrada, de 10x10cm, ou
circular, com 10cm de diâmetro.

Da mesma forma que os ralos sifonados, devem ficar na parte mais baixa do piso, isto é, os
pisos devem ter caimento para o ralo.

24.2 CAIXA SIFONADA


A caixa sifonada tem a finalidade de vedar a passagem de gases do
esgoto primário para dentro da edificação. O formato interno da
52
caixa cria um selo hídrico (sifão). São de formato cilíndrico, variando a grelha que pode ser
redonda ou quadrada, simples ou cromada. São fabricadas PVC e ferro fundido, com diâmetro
de 100 e 150 mm. As opções de entrada de esgoto para a caixa variam de uma a sete e tem
apenas uma opção de saída. Se for necessário aumentar a sua altura, utiliza-se o
prolongamento para caixa sifonada.

Encontra-se no comércio caixas sifonadas para uma ou várias entradas.

É um dispositivo hidráulico utilizado para unir o esgoto secundário ao primário e também como
desconector do esgoto primário, que ligado ao mesmo evita a passagem de gases do coletor
aos aparelhos sanitários.

Constitui-se de uma caixa redonda ou quadrada, com fundo, tendo na sua parte interna uma
chapa divisória que recobre a saída da caixa, formando assim um fecho hídrico.

A chapa divisória é dotada de um furo com rosca, o qual tem a finalidade de permitir o acesso à
tubulação, para o caso de entupimento. Quando não está em uso o furo é plugado.

24.3 CAIXA DE INSPEÇÃO


A parte externa das instalações residenciais de esgoto, que conduz as águas servidas das
edificação para rede pública de coleta ou para uma fossa, é executada enterrada sob o piso, e
necessita de caixas de inspeção, por exigência de norma (NBR – 8160). As caixas de inspeção
têm por finalidade servir de pontos de acesso intermediário em trechos muitos longos. Essas
caixas precisam ter tampa hermética, para evitar a saída de odores para o ambiente e que
permitam a inspeção, limpeza e desobstrução das tubulações.

As caixas de inspeção deverão ser executadas em anéis de concreto, alvenaria de tijolo


maciço, blocos de concreto com paredes mínimas de 0,20 m e hoje já se encontra no mercado
caixas feitas em PVC.

As caixas de inspeção poderão ter:

I.Secção circular de 0,60 m de diâmetro (quadrada ou retangular), de 0,60 m

53
de lado, no mínimo:

II.Profundidade máxima de 1,00 m.

III.Tampa de fácil remoção e com perfeita vedação:

IV.Fundo construído de modo a assegurar rápido escoamento e evitar a

formação de depósitos:

V.Distância máxima entre as caixas de 25,00 m.

Em prédios de mais de cinco pavimentos, as caixas de inspeção não devem ser instaladas a
menos de 2,00 m de distância dos tubos de queda que contribuam para as mesmas. A
distância entre a ligação do coletor predial com o coletor público e a caixa de inspeção, poço
de visita ou peça de inspeção mais próxima, não deve ser superior a 15,00 metros.

24.4 CAIXA DE GORDURA


É um dispositivo projetado e instalado com a finalidade separar e reter substâncias
indesejáveis às redes de esgoto sanitário, neste caso as gorduras proveniente das pias.

As caixas de gordura devem ser instaladas em locais de fácil acesso e boas condições de
ventilação. Com tampa hermética e de fácil remoção. Devem ser divididas em duas câmaras
uma receptora e outra vertedora. As pias de cozinha superpostas em vários pavimentos devem
ser esgotadas por tubo de queda ou tubo de gordura que conduzem os esgotos para a caixa
retentora de gordura coletiva, sendo vetado o uso de caixas retentoras de gordura individuais
nos andares.

54
A caixa de gordura executa dois trabalhos principais:

Impede a passagem dos gases do esgoto primário para o prédio, porque é uma caixa sifonada;

Serve como local de saponificação das gorduras levadas pelas águas de lavagem. É nas
paredes da câmara de entrada que a gordura fica aderida, evitando assim que o coletor ou
ramal primário fique obstruído pela gordura.

É necessário, portanto, atenção especial às instalações de esgoto que servem às pias, porque
as águas de lavagem carregam grande quantidade de gordura proveniente da limpeza dos
utensílios. Se não for garantido um diâmetro folgado e se não for provocada a separação das
gorduras, em pouco tempo a tubulação estará completamente obstruída. Por isso é que as
canalizações que recebem água das pias só devem ser ligadas aos ramais primários após
passarem por uma caixa de gordura.

As caixas de gordura são encontradas no comércio em várias medidas. Podem também ser
construídas em alvenaria de tijolos revestida com argamassa de cimento e areia (traço 1:2:3).
Os revestimentos devem ser alisados com colher. Os septos geralmente são de ferro fundido
ou outro material resistente à corrosão.

O volume da câmara de entrada deve ser o dobro da câmara de saída. Exemplo:

-Capacidade da caixa de gordura – 30 litros -Capacidade da câmara de entrada – 20 litros -


Capacidade da câmara de saída – 10 litros

Geralmente a caixa de gordura, varia de 30 a 60cm de diâmetro, tendo na saída 75 mm no


mínimo.

24.4.1 LIMPEZA DA CAIXA DE GORDURA


Periodicamente deve ser limpa, para se retirar a gordura saponificada e acumulada.

Erroneamente, nos prédios de apartamento a limpeza da caixa de gordura é feita retirando-se a


gordura já saponificada, juntamente com a não saponificada, e colocando-se ambas na caixa
de inspeção da rede de esgoto que estiver mais perto.

Tal resíduo deveria ser enterrado ou colocado em um recipiente (saco plástico, por exemplo) e
jogado no lixo.

24.5 CAIXA DE ÁGUAS PLUVIAIS

55
É um dispositivo projetado e instalado com a
finalidade de captar as águas provenientes das
chuvas e drenagem de pisos, reter os sedimentos

carreados por essas águas e prevenir


obstruções na rede. Essas caixas precisam ter saída
elevada em relação ao fundo, para permitir o acúmulo de sedimentos, e ter tampas tipos
grelha, para captar a água da superfície.

25 Altura dos Pontos de Utilização

Válvula de descarga 1,10 m


Caixa tipo Montana 2,00 m
Caixa tipo acoplada ao vaso
Banheira 0,55 m
Bidê 0,30 m
Chuveiro 2,00 a 2,20 m
Lavatório 0,60 m
Máquina de lavar 0,75 m
Tanque 0,90 m
Filtro 2,00 m
Pia de cozinha 1,00 m

25.1 PIAS DE COZINHA


Algumas pias são munidas de um dispositivo denominado “ladrão”, instalado a uns centímetros
abaixo da borda e com comunicação com a descarga de fundo para evitar que as pias se
encham além de um determinado limite.

56
25.2 LAVABOS OU LAVATÓRIOS
Entende-se por lavabo um aparelho sanitário que serve para a limpeza pessoal.
Os lavabos podem ser de tipo comum para
residências, ou múltiplo para
estabelecimentos públicos. São construídos,
geralmente, de aço inoxidável, porcelana ou
mármore. Podem ser do tipo para usar
suspensos, fixados na parede ou com
suportes metálicos ou apoiados no piso por
meio de colunas.

Como as pias, também os lavabos são


munidos de “ladrão” para a descarga
automática da água além de um determinado
nível.
Todos os tipos de lavabos devem ser montados de modo que a borda superior apresente uma
altura mínima do piso de 80 cm e máxima de 83cm.

25.3 BANHEIRA
É um aparelho sanitário que serve para a limpeza pessoal, com possibilidade de imersão total
ou parcial do corpo.

O mercado hoje apresenta várias dimensões e


modelos

O sistema de descarga e de “ladrão” das


banheiras é o mesmo dos lavabos e das pias.

25.4 VASOS SANITÁRIOS – BACIA SANITÁRIA


São dotados de um sifão (fecho-hidráulico) em seu interior, o qual
impede a passagem dos gases contidos no esgoto primário, para
o meio ambiente.

BIDÊ

Destina-se a higiene íntima do ser humano. É alimentado por água


fria e quente, cujo escoamento é regulado por registros, sendo a
mistura feita pelo misturador. Há tipos dotados de uma ducha, cujo
jato de água funciona de baixo para cima, o que facilita o uso. É
dotado de válvula de descarga no fundo, a qual tem a finalidade de
escoar as águas servidas.

57
25.5 MICTÓRIOS
São aparelhos sanitários adequados à expulsão da urina, sendo mais usados em locais
públicos.

Os materiais de que são construídos são do tipo cerâmico ou de aço inoxidável. A água de
lavagem entra por uma espécie de esguichador colocado na parte alta, ou furos nas bordas.

26 INSTALAÇÃO DE ESGOTO E VENTILAÇÃO EM BANHEIRO


É o nome dado às tubulações destinadas a recolher águas servidas, transportando-as para
rios, lagos, mar, fossas sépticas e estações de tratamento.

Os esgotos são divididos em primário e secundário.

26.1 ESGOTO PRIMÁRIO


São aqueles destinados a recolher dejetos, que se decompõem formando gases altamente
prejudiciais a saúde.

26.2 ESGOTO SECUNDÁRIO


Caracteriza-se pela ausência de gases, uma vez que o mesmo é isolado do esgoto primário,
por meio de fecho-hídrico (sifão).

As tubulações devem ser instaladas de modo a:

a – permitir rápido escoamento dos despejos e fáceis desobstruções;

b – vedar a passagem de gases e animais das canalizações para o interior dos edifícios;

c – não permitir vazamento, escapamento de gases ou formação de depósitos no interior das


canalizações;

d – impedir a contaminação da água de consumo e gêneros alimentícios.

Os ramais de descarga de lavatório, banheiras, bidês e ralos podem inserir-se em tubulação


primária ou tubulação secundária.

Os de pias de cozinha ou de copa em caixa de gordura, tubo de queda ligado a caixa de


gordura, tubulação primária ou caixa de inspeção;

Os de bacias sanitárias, mictórios e pias de despejos em tubulação primária ou caixa de


inspeção. Os ramais de descarga, quando em tubulações primárias, devem sempre ter início
em sifão sanitário com fecho hídrico devidamente protegido.

Adotam-se para os ramais de descarga os diâmetros de 40, 50, 75, 100mm e 2% a declividade
mínima dos respectivos trechos horizontais.
58
Nos pontos principais dos esgotos deve-se sempre colocar bocais de inspeção . Antes de sair
de casa, o esgoto deve ter as seguintes peças especiais, sifão, inspeção e caixa de
decantação.

26.3 VENTILAÇÃO
É a tubulação obrigatória em toda instalação predial de esgoto primário, por duas razões
principais:

Para que os gases existentes sejam convenientemente conduzidos para a atmosfera, acima
das coberturas, evitando que os mesmos penetrem nos ambientes internos dos edifícios;

O tubo ventilador deve desenvolver-se sempre no sentido ascendente, não apresentando


colos. Na coluna de ventilação, em cada pavimento, deve-se prever uma junção invertida para
receber o tubo ventilador individual de cada banheiro.

O tubo ventilador individual deve ser sempre ligado entre a caixa sifonada e a bacia sanitária
(ou a sua tubulação correspondente), quando a caixa estiver ligada à canalização primária.
Desta maneira, evita-se a ruptura do fecho hídrico da caixa e a conseqüente entrada de gases
de esgoto no interior do banheiro. Exemplo em um edifício:

Exemplo em uma residência:

As dimensões dos diferentes tubos ventiladores são indicadas nos projetos pelo engenheiro ou
arquiteto, bem como os materiais de que são feitos.

As colunas de ventilação devem seguir no mesmo prumo, salvo casos de impossibilidade. Os


desvios são feitos de acordo com exigências do código de esgotos e indicados nos projetos.

De modo geral as colunas de ventilação são feitas nos diâmetros de 50 e 75 mm. Podem ser
executadas em PVC e ferro fundido.

É muito importante o instalador saber que uma coluna de ventilação deve ser feita de maneira
tal que, qualquer água nela penetrando, seja conduzida para a rede de esgotos que ventila
num ponto sempre abaixo da primeira peça sanitária instalada.

59
É importante saber que todo o desconector deve ser ventilado, a fim de garantir seu
funcionamento como fecho hídrico.

26.3.1 DIMENSIONAMENTO DO RAMAL DE ALIMENTAÇÃO

• Vamos admitir que o abastecimento da rede seja contínuo

• A vazão é suficiente para cumprir o consumo diário por 24 horas

Definições e fórmulas:

Qmín= Cd/86400 Dmím:=√4xQmin/πxV

Onde: Cd= consumo diário(em litros) V= velocidade(entre 0,6 e 1m/s)

Qmín= vazão mínima( em L/s)

Consumo diário por 24 horas( 24x3600= 86400)

Considere um hotel com 100 hóspedes. Analisando a tabela abaixo, temos um consumo de
250 litros por hóspede, então:

Cd= 250x100=25000L dia

Qmín= 25000/86400 = 0,29L/s=0,00029m³/s

Adotado V= 0,6m/s

Dmím=√4xQmin/πxV

Dmím=√4x 0,00029/3,14x0,6 = 0,0248m=24,8mm .: D=25mm

Para este caso, o diâmetro necessário será o de 25mm.

26.4 DIMENSIONAMENTO DA COLUNA PRINCIPAL

Considere uma edificação de 1 pavimento com as peças conforme a figura abaixo:

60
Os pesos das peças e os diâmetros são obtidos pelas tabelas abaixo.

O somatório dos pesos acumulados deve ser comparado ao nomograma de pesos, vazões e
diâmetros .

61
Nomograma de pesos, vazões e diâmetros:

62
26.5 EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO DE BARRILETE

A Figura 1 mostra o esquema isométrico do barrilete de um edifício residencial de 15


pavimentos tipo. A coluna AF1 alimenta uma caixa de descarga, um bidê, um lavatório e um chuveiro
com ducha, por pavimento. A coluna AF2 abastece uma pia de cozinha, um tanque, uma máquina de
lavar roupa, um lavatório, uma caixa de descarga e um chuveiro, por pavimento. Determinar:

a) os diâmetros das canalizações e as vazões nos trechos

As dimensões da Figura 1 estão dadas em metros.

Figura 1 – Esquema do barrilete a ser dimensionado.

26.5.1 Solução:

A primeira etapa no dimensionamento de barriletes é o cálculo das vazões máximas prováveis


em cada trecho do barrilete, utilizando-se o método proposto pela Norma Brasileira que se baseia na
probabilidade de uso simultâneo dos aparelhos sanitários alimentados por uma mesma canalização.

63
Esse método associa, a cada aparelho sanitário, um peso, sendo a vazão máxima provável função da
somatória de pesos de todos os aparelhos alimentados pela canalização.

1. CÁLCULO DE VAZÕES

Somatória de pesos da coluna AF1:

ΣPAF1 = 15 x (1Cd + 1 Bd + 1 Lv + 1 Ch) = 15 x (0,3 + 0,1 + 0,3 + 0,4) = 16,5

Vazão máxima provável QBD no trecho que alimenta a coluna AF1:

QBD = 0,3 x 16,5 = 1,22 l/s.

Somatória de pesos da coluna AF2:

ΣPAF1 = 15 x (1Pi + 1Tq + 1Mq + 1Cd + 1 Bd + 1 Lv + 1 Ch) =

15 x (0,7 + 0,7 + 1,0 + 0,3 + 0,3 + 0,1) = 46,5

Vazão máxima provável QBC no trecho que alimenta a coluna AF2:

QBC = 0,3 x 46,5 = 2,05 l/s.

Vazão máxima provável no trecho R2B, que alimenta os trechos BC e BD.

ΣPR2BB = 16,5 + 46,5 = 63

QR2B = 0,3 x 63 = 2,38 l/s.

Uma vez determinadas as vazões dos trechos do barrilete, deve-se determinar o diâmetro de cada
trecho pelo nomograma acima.

Em residências térreas, sobrados e até pequenos edifícios, apresentam situações nas quais não há
necessidade de se verificar a pressão máxima. Portanto deve-se observar a pressão mínima ≥ 0,5m.c.a

27 FOSSA SÉPTICA

Quando não há disponibilidade de uma rede de esgoto pública, torna-se obrigatório o uso de
instalações necessárias para a depuração biológica e bacteriana das águas residuárias.
A obrigatoriedade do uso dessas instalações está fundamentada no REGULAMENTO DO
DEPARTAMENTO NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA-Decreto nº 16.300 de 31/12/1932.
Os despejos lançados sem tratamento propiciam a proliferação de inúmeras doenças.Cerca de 50 tipos
de infecções podem ser transmitidas diretamente via excretas humanas(Ex.: febre tifóide, cólera,
disenteria, hepatite infecciosa, dentre outras )

27.1 O que é a fossa séptica e como funciona

64
As fossas sépticas são instalações que atenuam a agressividade das águas servidas. Existem
vários tipos de de fossas, alguns já patenteados. Fisicamente consistem basicamente em uma caixa
impermeável onde os esgotos domésticos se depositam. As fossas sépticas têm a função de separar e
transformar a matéria sólida contida nas águas de esgoto, descarregando-a no terreno, onde o se
completará o tratamento. A altura mínima do líquido no interior da fossa para garantir a ação
neutralizante das bactérias é de cerca de 1,20 m.
Nas fossas, as águas servidas sofrem a ação de bactérias anaeróbicas, ou seja, microorganismos que só
atuam sem a presença de oxigênio. Durante a ação desses microorganismos (em grande parte presentes
nos próprios resíduos lançados), parte da matéria orgânica sólida é convertida em gases ou em
substâncias solúveis, que dissolvidas no líquido contido na fossa, são esgotadas e lançadas no
terreno.Ao longo do processo, depositam-se no fundo da fossa, as partículas minerais sólidas (lodo) e
forma-se na superfície do líquido uma camada de espuma ou crosta constituída de substâncias
insolúveis e mais leves que contribui para evitar a circulação do ar, facilitando a ação das bactérias.
Como resultado há a destruição total ou parcial de organismos patogênicos

Modelo fossa séptica em corte.

Modelo fossa séptica em planta

65
27.1.1 Restrições ao Uso ; Localização e Distâncias Mínimas

-O sistema de fossas sépticas deve preservar a qualidade das águas superficiais e subterrâneas.
-É vedado o encaminhamento ao tanque séptico de: águas pluviais e despejos capazes de causar
interferência negativa na fase do processo de tratamento ou elevação excessiva da vazão de esgoto
afluente, como os provenientes de piscinas e lavagem de reservatórios de água..
As fossas sépticas devem ser localizadas o mais próximo possível do banheiro,com tubulação o mais reta
possível e distanciadas no mínimo a 15m abaixo de qualquer manancial de água (poço, cisterna, etc).
As fossas sépticas devem observar as seguintes distâncias horizontais mínimas:

a)1,50m de construções, limites de terreno, sumidouro, valas de infiltração e ramal predial de água;
b)3,0m de árvores e de qualquer ponto de rede pública de abastecimento de água;
c)15,0m de poços freáticos e de corpos de água de qualquer nature

Esquema de fossa com especificação das espessuras das paredes e ferragem da laje de cobertura

Para estipular as dimensões da fossa, é necessário o cálculo do volume útil total ( que será
apresentando nos itens seguintes).
Entretanto, para um pré-dimensionamento, pode-se utilizar uma tabela de dimensionamento prático.
Entrando com o número de pessoas, têm-se as dimensões e a capacidade da fossa, em litros,
equivalente ao volume útil.

Tabela de Pré-dimensionamento

66
27.1.2 Considerações de Uso:
São encaminhados às fossas todos os despejos domésticos Oriundos de cozinhas, lavanderias
domiciliares, chuveiros,lavatórios, Bacias sanitárias, bidês, banheiras, mictórios e ralos de piso.
-Os despejos da cozinha devem passar por caixas de gordura antes de serem lançados às fossas sépticas.
-Águas pluviais não devem ser lançadas

-No cálculo de contribuição dos despejos, devem ser observados o número de pessoas a serem
atendidas, não inferior a cinco;

Volume útil total do tanque séptico: Consiste no espaço interno mínimo necessário ao correto
funcionamento do tanque séptico, correspondente à somatória dos volumes destinados à digestão,
decantação e armazenamento da escuma. É dado pela expressão:

V=1000+N(C x T+K x Lf)

Em que:
V=Volume útil, em litros.
N=número de pessoas ou unidades de contribuição.
C=Contribuição de despejos, em litros/ pessoa. (ver tabela 1)
T=Período de detenção, em dias. (ver Tabela 2 )
K= taxa de acumulação de lodo digerido em dias equivalente ao tempo
de acumulação de lodo fresco (ver Tabela 3)
Lf= contribuição de lodo fresco, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia
(ver tabela 1

Lodo: Material acumulado na zona de digestão do tanque séptico, por sedimentação de partículas sólidas
suspensas no esgoto.

Lodo fresco: Lodo instável, em início de processo de digestão

TABELA 1: Contribuição diária de esgoto(C) e de


67
lodo fresco (Lf) por tipo de prédio e ocupante.

TABELA 2: Período de detenção (T) dos despejos, por faixa de


contribuição diária.
Período de Detenção do Esgoto: Tempo de permanência da parcela líquida do
esgoto dentro da zona de decantação do tanque séptico.

TABELA 3: Taxa de acumulação total de lodo (K), em dias por intervalo entre limpezas e temperatura
do mês mais frio

68
Taxa de acumulação de lodo: Número de dias de acumulação de lodo fresco equivalente ao volume
de lodo digerido a ser armazenado no tanque, considerando redução de volume de quatro vezes para o
lodo digerido.

TABELA 4: Profundidade útil mínima e máxima, por faixa de volume útil

27.1.3 Aberturas de inspeção:


As aberturas de inspeção dos tanques sépticos devem ter número e disposição tais que permitam a
remoção do lodo e da escuma acumulados, assim como a desobstrução dos dispositivos internos. As
seguintes relações de distribuição e medidas devem ser observadas:

a)todo tanque deve ter pelo menos uma abertura com a menor dimensão igual ou superior a 0,60m, que
permita acesso direto ao dispositivo de entrada do tanque.

27.1.4 Identificação:
Os tanques devem conter uma placa de identificação com as seguintes informações, gravadas de forma
indelével, em lugar visível (ver modelo a seguir):
a) identificação: nome do fabricante ou construtor e data fabricação;
b) Tanque dimensionado conforme a NBR 7229;
c) Temperatura de referência: conforme o critério de dimensionamento adotado; indicação da faixa de
temperatura ambiente. Para tanques dimensionados para condições mais rigorosas (T<=10ºC)
d) Condições de utilização: tabela associando números de usuários e Intervalos de limpeza permissíveis
(conforme modelo abaixo)

69
27.1.5 Figura: Placa de Identificação Conforme

27.1.6 NBR 7229/1993 (ANEXO B-Figura 7 da norma)

Verificação de Estanqueidade:

-Antes de entrar em funcionamento, o tanque séptico deve ser submetido ao ensaio de estanqueidade,
realizado após ele ter sido saturado por no mínimo 24 h.
A estanqueidade é medida pela variação do nível de água, após preenchimento, até a altura da geratriz
inferior do tubo de saída, decorridas 12 h. Se a variação for superior a 3% da altura útil, a estanqueidade é
insuficiente, devendo-se proceder à correção de trincas, fissuras e juntas. Após a correção, novo ensaio
deve ser realizado.

27.1.7 Exemplo Dimensionamento

Exemplo: Dimensionar uma fossa séptica para uma residência com cinco quartos, sendo um deles de
serviço.

Solução:
1º Passo: Determinação do número de contribuintes (N)
-Admitindo-se 1 pessoa por cada quarto, têm-se N=5

2ºPasso: Determinação das Contribuições unitárias de Esgotos (C) e


de Lodo Fresco (Lf)
-Tomando a residência como padrão médio, pela tabela 1 da norma NBR 7229/1993:
C=130 litros/ dia x pessoa e Lf= 1 litro/ dia x pessoa

3º Passo: Determinação do período de detenção (T)


-Para determinação do período de detenção consulta-se a tabela 2 da norma. Porém, antes disso é preciso
calcular a contribuição diária, obtida a partir do produto entre a contribuição diária por pessoa vezes o
número de pessoas:

C (diária)= N X C= 5 X 130= 650 litros / dia

Tomando 650 litros/dia como a contribuição diária consulta-se a tabela 2 da norma obtendo-se: T= 1dia

4ºPasso: Determinação da taxa de acumulação total de lodo (K), por Intervalo entre
limpezas e temperatura do mês mais frio.

70
-Admitindo um valor de temperatura média para o mês mais frio do ano compreendido entre o intervalo
10 ºC e 20º, e um intervalo entre limpezas da fossa de 2 anos, consulta-se a tabela 3 da norma, obtendo-
se: K= 105 dias

5ºPasso: Cálculo do Volume Útil (V)


-Para o cálculo do volume útil utiliza-se a fórmula abaixo:

V=1000+N(C x T+K x Lf)

Substituindo os dados obtidos nos passos anteriores:


N= 5 pessoas
C= 130 litros/dia x pessoa
Lf= 1 litro/ dia x pessoa
T= 1 dia
K= 105 dias

V=1000+5(130 x 1+105 x 1)
V= 2175 litros
V=2,1 m³

6ºPasso: Determinação das dimensões


- Pode-se consultar a tabela de pré-dimensionamento acima com uma folga no volume:
Dessa forma, têm-se para as dimensões da fossa:
L=1,80 m
W=0,90 m
H=1,50 m
-Caso fosse consultada a tabela apresentada no item 5-Dimensões
desta apresentação, para N=5 pessoas têm-se:
L=1,60 m, W=0,80 m, H=1,50m

Para fossas cilíndricas, o calculo do volume é obtido pela expressão: V= π.r².h

71
27.1.8 DETALHAMENTO DA FOSSA – PLANTA BAIXA

72
ELETRICIDADE PREDIAL

73
Conteúdo
1. NORMA E SIMBOLOGIA PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ............................................................................ 80
74
1.1 Introdução ................................................................................................................................................. 80

1.2 O que é normalização................................................................................................................................ 80

1.3 Normas técnicas brasileiras ....................................................................................................................... 80

1.4 Normas para eletricidade .......................................................................................................................... 82

1.5 Nomas técnicas para o eletricista predial ................................................................................................. 83

• ABNT – NBR 5410/2004 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão ................................................................. 83

• ABNT – NBR 5444/1988 – Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais......................................... 83

• NR-10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade .................................................................... 83

1.5.1 NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão ................................................................................. 83

1. Unidade 1 – Objetivo ................................................................................................................................... 84

2. Unidade 2 – Referências normativas........................................................................................................... 84

3. Unidade 3 – Definições................................................................................................................................ 84

4. Unidade 4 – Princípios fundamentais e determinação de características gerais ........................................ 84

5. Unidade 5 – Proteção para garantir segurança. .......................................................................................... 84

6. Unidade 6 – Seleção e instalação de componentes .................................................................................... 84

7. Unidade 7 – Verificação final....................................................................................................................... 84

8. Unidade 8 – Manutenção ............................................................................................................................ 84

9. Unidade 9 – Requisitos complementares para instalações ou locais específicos ....................................... 85

1.5.2 NBR 5444 – Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais ......................................................... 85

1.5.2.1 Tabela de símbolos mais usuais .......................................................................................................... 85

1.5.3 NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade .............................................................. 86

1.6 Diagramas elétricos ................................................................................................................................... 87

1.7 Leitura e interpretação de projetos de instalações elétricas prediais residenciais................................... 90

1.7.1 Circuito de iluminação............................................................................................................................ 92

1.7.2 Tomadas ................................................................................................................................................. 96

1.7.3 Erros mais comuns em projetos ............................................................................................................. 99

1.8 Exercício .................................................................................................................................................. 100

2. FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ......................................................... 101

75
2.1 Alicates .................................................................................................................................................... 101

2.2 Chave de fenda ........................................................................................................................................ 103

Chave Philips ................................................................................................................................................. 104

Chave tipo canhão ......................................................................................................................................... 104

Conservação e condições de uso................................................................................................................... 104

2.3 Instrumentos de medição de grandezas elétricas ................................................................................... 105

2.3.1 Multímetro digital ................................................................................................................................ 105

2.3.2 Volt-amperímetro alicate ..................................................................................................................... 107

3. DIMENSIONAMENTO DE INSTALAÇÕES PREDIAIS ..................................................................................... 107

3.1 Métodos de instalações .......................................................................................................................... 108

3.2 Normalização........................................................................................................................................... 109

3.3 Cálculos de Dimensionamento ................................................................................................................ 109

3.4 Dimensionamento da potência de iluminação........................................................................................ 109

3.5 Dimensionamento da potência de tomadas ........................................................................................... 110

3.6 Dimensionamento de Tomadas de Uso Geral (TUGs) ............................................................................. 111

3.7 Dimensionamento de tomadas de uso específico (TUEs) ....................................................................... 113

3.8 Divisão dos circuitos ................................................................................................................................ 113

3.9 Cálculo da corrente elétrica dos circuitos ............................................................................................... 114

3.10 Como organizar o dimensionamento dos circuitos ............................................................................... 115

4. DISPOSITIVOS DE MANOBRA, LIGAÇÃO E CONEXÃO ................................................................................ 122

4.1 Interruptores ........................................................................................................................................... 122

4.2 Tipos de interruptores ............................................................................................................................. 122

4.3 Tomadas e plugues .................................................................................................................................. 125

4.4 Porta-lâmpadas ....................................................................................................................................... 126

5. DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES, ELETRODUTOS E DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO ........................ 126

5.1 Dimensionamento de condutores ........................................................................................................... 127

5.2 Seção mínima dos condutores ................................................................................................................ 127

5.3 Dimensionamento pelo critério da máxima condução de corrente ....................................................... 128

76
Cálculo da corrente de projeto ..................................................................................................................... 128

Fator de agrupamento .................................................................................................................. 128

Cálculo da corrente corrigida ........................................................................................................................ 129

Capacidade de condução de corrente dos condutores ................................................................................. 130

5.4 Dimensionamento eletrodutos ............................................................................................................... 133

5.5 Dispositivos de proteção ......................................................................................................................... 134

Dimensionamento do dispositivo de proteção ............................................................................................. 134

5.6 Quadro geral de força e luz ..................................................................................................................... 135

6. CONDUTORES E ELETRODUTOS................................................................................................................. 135

6.1 Materiais para a fabricação de condutores ............................................................................................. 136

6.2 Tipos de condutores ................................................................................................................................ 136

6.3 Isolação.................................................................................................................................................... 137

6.4 Normalização........................................................................................................................................... 137

6.5 Emendas e derivações ............................................................................................................................. 138

6.6 Emendas de fios grossos ......................................................................................................................... 141

6.7 Emenda por soldagem ............................................................................................................................. 141

6.8 Conectores especiais ............................................................................................................................... 142

6.9 Isolação de emendas e derivações .......................................................................................................... 142

6.10 Eletrodutos ............................................................................................................................................ 142

6.10.1 Eletrodutos rígidos de aço .................................................................................................................. 143

6.10.2 Dobramento de eletrodutos metálicos .............................................................................................. 144

6.10.3 Eletroduto rígido de PVC .................................................................................................................... 144

6.10.4 Eletroduto metálico flexível ............................................................................................................... 146

6.10.5 Eletroduto de PVC flexível .................................................................................................................. 146

7. DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO .................................................................................................................... 146

Dispositivos de proteção ............................................................................................................................... 146

7.1 Dispositivo Diferencial Residual (DR) ...................................................................................................... 146

7.1.1 Tipos de disjuntores ou interruptores DR: ........................................................................................... 147

77
5.1.2.5 Proteção complementar por dispositivo de proteção a corrente diferencial residual
(dispositivo DR) ............................................................................................................................................. 148

7.2 Fusíveis .................................................................................................................................................... 148

7.2.1 Fusíveis de efeito rápido ...................................................................................................................... 149

7.2.2 Fusíveis de efeito retardado ................................................................................................................. 149

7.2.2.1 Fusíveis NH ........................................................................................................................................ 149

Construção .................................................................................................................................................... 149

7.2.2.2 Fusíveis DIAZED ................................................................................................................................. 150

Construção .................................................................................................................................................... 150

7.2.3 Características dos fusíveis NH e DIAZED: ............................................................................................ 151

7.3 Instalação ................................................................................................................................................ 152

7.4 Dimensionamento do fusível................................................................................................................... 152

7.5 Disjuntores .............................................................................................................................................. 152

7.5.1 Características Técnicas........................................................................................................................ 154

7.6 Relês térmicos ......................................................................................................................................... 154

8. ATERRAMENTO ......................................................................................................................................... 155

Por que aterrar? ............................................................................................................................................ 155

O que deve ser aterrado ............................................................................................................................... 157

8.1 Eletrodo de aterramento......................................................................................................................... 158

8.2 Corrente de fuga ..................................................................................................................................... 159

8.3 Tensão de passo e tensão de toque ........................................................................................................ 160

8.3.1 Tensão de passo ................................................................................................................................... 160

8.3.2 Tensão de toque ................................................................................................................................... 160

8.4 Interruptor diferencial residual ............................................................................................................... 161

8.5 Sistemas de aterramento para redes de baixa tensão ............................................................................ 161

8.6 O sistema de aterramento ideal .............................................................................................................. 163

8.7 Resistência do solo .................................................................................................................................. 164

9. AUTOMAÇÃO RESIDÊNCIAL ....................................................................................................................... 165

9.1 Automação predial .................................................................................................................................. 165

78
9.2 Tecnologias de automação predial.......................................................................................................... 166

9.3 Automação residencial ............................................................................................................................ 166

9.4 Infraestrutura .......................................................................................................................................... 167

9.5 Relés de Impulso ..................................................................................................................................... 168

9.6 Circuito fechado de televisão .................................................................................................................. 170

9.6.1 Distribuidores/Equalizadores ............................................................................................................... 172

9.6.2 Monitoramento digital de imagens ...................................................................................................... 172

9.7 Central de alarme .................................................................................................................................... 172

9.7.1 Sensor infravermelho ........................................................................................................................... 173

9.7.2 Sensor magnético ................................................................................................................................. 173

9.8 Cabeamento para automação residencial............................................................................................... 174

9.8.1 ANSI/TIA/EIA 570ª ................................................................................................................................ 174

9.9 O futuro é hoje ........................................................................................................................................ 175

10. INSTALAÇÃO ELÉTRICA PREDIAL: INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO ............................................................... 176

10.1 Manutenção preventiva ........................................................................................................................ 176

Exigências quanto ao projeto ........................................................................................................................ 176

10.1.1 Inspeção visual ................................................................................................................................... 177

10.1.2 Execução ............................................................................................................................................. 177

10.2 Resistência de isolamento da instalação ............................................................................................... 177

11. PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM ELETRICIDADE .................................................................................... 178

11.1 Choque elétrico e suas conseqüências .................................................................................................. 179

11.2 Normas de segurança ............................................................................................................................ 180

11.3 Regras básicas de segurança ................................................................................................................. 180

12. CURIOSIDADES SOBRE RAIOS .................................................................................................................. 181

13. OBSERVAÇÕES FINAIS.............................................................................................................................. 181

79
27.2 1. NORMA E SIMBOLOGIA PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

27.3 1.1 Introdução


Se observarmos a natureza, será possível perceber que existem, no ambiente em que vivemos elementos
que se repetem. Exemplos disso são os movimentos dos astros, os formatos das folhas, a estrutura
cristalina de determinas substâncias.
Seguindo essa tendência natural, quando o ser humano começou a viver em comunidade, precisou usar
normas de convivência, de linguagem, de padrões de comportamento.
Conforme foi descobrindo ou inventando armas, ferramentas, objetos de uso doméstico, o homem
percebeu também as vantagens de usar normas e procedimentos uniformizados.
Isso se tornou ainda mais necessário quando a Revolução Industrial, que começou no fim do século
XVIII, fez surgir à produção em massa, ou seja, a fabricação de um mesmo produto em grandes
quantidades. Para racionalizar custos de produção e facilitar o uso e manutenção dos produtos fabricados,
começaram a surgir critérios de padronização que reduziram a variedade de tamanhos e formatos das
peças, diminuindo a quantidade de itens de estoque e facilitando a vida do consumidor.

27.4 1.2 O que é normalização


A padronização foi o primeiro passo para a normalização. Esta nada mais é do que um conjunto de
critérios estabelecidos entre as partes interessadas, ou seja, técnicos, engenheiros, fabricantes,
consumidores e instituições, para padronizar produtos, simplificar processos produtivos e garantir um
produto confiável que atenda às necessidades de seu usuário.
Do processo de normalização surgem as normas que, são documentos que contêm informações técnicas
para uso de fabricantes e consumidores. Elas são elaboradas a partir da experiência acumulada na
indústria e no uso, e a partir dos avanços tecnológicos que vão sendo incorporados à criação e fabricação
de novos produtos.
Atualmente as normas englobam questões relativas a terminologias, glossários de termos técnicos,
símbolos e regulamentos de segurança entre outros. Por causa disso, os objetivos atuais da normalização
referem-se à:
• Simplificação, ou seja, à limitação e redução da fabricação de variedades desnecessárias de um produto;
• Comunicação, ou seja, ao estabelecimento de linguagens comuns que facilitem o processo de
comunicação entre fabricantes, fornecedores e consumidores;
• Economia global, isto é, à criação de normas técnicas internacionais que permitam o comércio de
produtos entre países;
• Segurança, quer dizer, à proteção da saúde e da vida humana;
• Proteção dos direitos do consumidor, isto é, à garantia da qualidade do produto.

27.5 1.3 Normas técnicas brasileiras


O atual modelo brasileiro de normalização foi implantado a partir de 1992 e tem o objetivo de
descentralizar e agilizar a elaboração de normas técnicas. Para isso, foram criados o Comitê Nacional de
Normalização (CNN) e o Organismo de Normalização Setorial (ONS).

80
O CNN tem a função de estruturar todo o sistema de normalização, enquanto que cada ONS tem como
objetivo agilizar a produção de normas específicas de seus setores. Para que os ONS passem a elaborar
normas de âmbito nacional, eles devem se credenciar e ser supervisionados pela Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT).
A ABNT é uma entidade privada, sem fins lucrativos e a ela compete coordenar, orientar e supervisionar
o processo de elaboração de normas brasileiras, bem como elaborar, editar e registrar as referidas normas
(NBR).
Para que os produtos brasileiros sejam aceitos nos mercados internacionais, as normas da ABNT devem
ser elaboradas, de preferência, seguindo diretrizes e instruções de associações internacionais de
normalização como a ISSO (International Standard Organization, com sede em Genebra, na Suíça, e que
significa Organização Internacional de Normas) e a IEC (International Eletrotechnical Commission, que
quer dizer, Comissão Internacional de Eletrotécnica) utilizando a forma e o conteúdo das normas
internacionais, acrescentando-lhes, quando necessário, as particularidades do mercado nacional.
A ABNT é responsável pela elaboração dos seguintes tipos de normas:
• Normas de procedimento que fornecem orientações sobre a maneira correta de empregar materiais e
produtos; executar cálculos e projetos; instalar máquinas e equipamentos; realizar controle de produtos;
• Normas de especificação que fixam padrões mínimos de qualidade para os produtos;
• Normas de padronização que fixam formas, dimensões e tipos de produtos usados na construção de
máquinas, equipamentos e dispositivos mecânicos;
• Normas de terminologia que definem, com precisão, os termos técnicos aplicados a materiais, máquinas,
peças e outros artigos;
• Normas de classificação que ordenam, distribuem ou subdividem conceitos ou objetos, bem como
estabelecem critérios de classificação a serem adotados;
• Normas de métodos de ensaio que determinam a maneira de se verificar a qualidade das matérias-primas
e dos produtos manufaturados.
• Normas de simbologia que estabelecem convenções gráficas para conceitos, grandezas, sistemas ou
partes de sistemas, com a finalidade de representar esquemas de montagem, circuitos, componentes de
circuitos, fluxogramas etc;
Se você tiver curiosidade em saber mais sobre a ABNT, visite o site da organização no endereço
www.abnt.org.br.
O endereço para correspondência é:
Sede:
Av. Treze de Maio, 13 / 28º andar.
Caixa Postal: 1680
Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20003-900
Tel.: (21) 210 3122
Fax: (21) 240 8249
São Paulo:
Avenida Paulista, 726 – 10o andar.
São Paulo – SP CEP 01310-100.
81
Tel.: (11) 289 6966

27.6 1.4 Normas para eletricidade


Para existir, uma norma percorre um longo caminho. No caso de eletricidade, ela é discutida inicialmente
no COBEI - Comitê Brasileiro de Eletricidade. O COBEI tem diversas comissões de estudos formadas
por técnicos que se dedicam a cada um dos assuntos específicos, que fazem parte de uma norma.
Estes profissionais, muitas vezes partem de um documento básico sobre o tema a ser normalizado,
produzido pela IEC. Como este documento é elaborado por uma comissão internacional, ele precisa,
como já foi dito, ser adaptado para ser aplicado no Brasil.
Feitos os estudos, tem-se um projeto de norma que recebe um número da ABNT, é votado por seus sócios
e retorna à comissão técnica que pode aceitar ou não as alterações propostas na votação.

Figura 1
Se aprovado, o projeto transforma-se em norma ABNT que, em seguida é encaminhada ao INMETRO -
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (órgão federal ligado ao
Ministério da Justiça), onde receberá uma classificação e será registrada.
Esta norma poderá ser uma NBR1, o que a torna obrigatória; uma NBR2, obrigatória para órgãos públicos
e chamada de referendada; ou uma NBR3, chamada de registrada e que pode ou não ser seguida. O
organograma simplificado da ABNT, mostrado a seguir, representa o trajeto seguido por uma norma até
que ela seja aprovada.
Periodicamente, as normas devem ser revistas. Em geral, esse exame deve ocorrer em intervalos de cinco
anos. Todavia, o avanço tecnológico pode determinar que algumas normas sejam revistas em intervalos
menores de tempo.
O Eletricista, o Técnico em Eletricidade, o Engenheiro Elétrico, ou seja, todos os profissionais da área de
Eletricidade devem conhecer e utilizar simbologias de acordo com normas vigentes, já que seu uso
padroniza e facilita a interpretação de um esquema ou circuito elétrico predial e residencial. Isso garante a
qualidade e a segurança do serviço prestado.

82
27.7 1.5 Nomas técnicas para o eletricista predial
As normas que servem de base para as informações deste curso são:

27.8 • ABNT – NBR 5410/2004 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão


Esta Norma devidamente revisada e em sua segunda edição de 30/09/2004, válida a partir de 31/03/2005
fixa as condições que as instalações de baixa tensão devem atender, a fim de garantir seu funcionamento
adequado, a segurança das pessoas e animais domésticos e a conservação de bens. É aplicada para
instalações elétricas de baixa tensão, ou seja, inferior a 1000V em corrente alternada, com freqüência
inferior a 400 Hz, ou a 1500V em corrente contínua.

27.9 • ABNT – NBR 5444/1988 – Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais
Esta norma estabelece símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.

27.10 • NR-10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade


Norma Regulamentadora 10 que estabelece os requisitos e as condições mínimas, objetivando a
implementação de medidas de controle e sistema preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde
dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com
eletricidade.

27.11 1.5.1 NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão


A NBR 5410 regulamenta dispositivos de segurança que devem ser utilizados em uma instalação, as cores
de condutores, a bitola de condutores, o diâmetro de eletrodutos, e deve ser consultada sempre que um
profissional da área elétrica for projetar adequar ou efetuar uma instalação elétrica predial ou residencial
de baixa tensão.
Esta norma aplica-se às instalações elétricas de:
• Edificações residenciais, comerciais e pré-fabricadas;
• Estabelecimentos industriais, de usos públicos, agropecuários e hortigranjeiros;
• Reboques de acampamentos (trailers), locais de acampamentos (campings), marinas e instalações
análogas;
• Canteiros de obra, feiras, exposições e outras instalações temporárias.
Aplica-se, também, às instalações novas e a reformas em instalações existentes.
Observação
Deve-se notar que modificações destinadas a, por exemplo, acomodar novos equipamentos ou substituir
os existentes não implica necessariamente reforma total da instalação, porém devem ser realizadas de
acordo com a NBR 5410.
Para que todos os conceitos e orientações sobre os diversos procedimentos que envolvem uma instalação
elétrica estejam absolutamente claros para o usuário, o texto da norma contempla os seguintes conteúdos,
divididos em nove unidades.

83
27.12 1. Unidade 1 – Objetivo

27.13 2. Unidade 2 – Referências normativas

27.14 3. Unidade 3 – Definições

27.15 4. Unidade 4 – Princípios fundamentais e determinação de características gerais


Esta unidade estabelece os princípios de:
• Proteção contra choques elétricos, efeitos térmicos e sobrecorrentes;
• Seccionamento e independência da instalação elétrica;
• Seleção e instalação de componentes;
• Verificação da instalação;
• Qualificação de pessoal;
• Divisão da instalação;
• Manutenção.

27.16 5. Unidade 5 – Proteção para garantir segurança.

27.17 6. Unidade 6 – Seleção e instalação de componentes


Esta unidade estabelece:
• Condições de serviço e influências externas;
• Identificação e independência de componentes;
• Documentação da instalação;
• Tipos de linhas elétricas;
• Capacidade de condução de corrente de condutores;
• Dispositivos de proteção, seccionamento e comando;
• Características de aterramento e equipotencialização;
• Características de motores elétricos.

27.18 7. Unidade 7 – Verificação final


Esta unidade estabelece
• Características da inspeção visual;
• Continuidade de condutores de proteção;
• Ensaios.

27.19 8. Unidade 8 – Manutenção


Esta unidade estabelece:
• Características de manutenção;
• Qualificação de pessoal;
• Verificações de rotina;
• Manutenção corretiva.

84
27.20 9. Unidade 9 – Requisitos complementares para instalações ou locais específicos
Esta unidade contém prescrições que complementam todo o conteúdo da norma em situações específicas
e fornece informações sobre:
• Locais contendo banheira ou chuveiro;
• Piscinas;
• Compartimentos condutivos;
• Locais contendo aquecedores e sauna;
• Locais de habitação.
De acordo com a NBR 5410, toda a instalação elétrica nova ou reformada deve ser submetida a uma
verificação final antes de entrar em operação. Este tipo de providência está previsto na NBR 5410, no
capítulo 7. O capítulo 6 exige que o projeto de instalação elétrica de baixa tensão seja constituído, no
mínimo, por:
• Plantas, em escala conveniente, contendo a localização dos quadros de distribuição, o percurso e
características das linhas elétricas de distribuição, bem como a localização dos pontos de luz, tomadas e
equipamentos fixos diretamente alimentados (por ex.: chuveiro);
• Esquemas que devem indicar a quantidade, destino e sessões dos condutores, bem como a corrente
nominal dos dispositivos de proteção;
• Detalhes de montagem, quando necessário, dependendo da complexidade da edificação;
• Memorial descritivo, que deve apresentar uma descrição sucinta da instalação e, se for o caso, das
soluções adotadas, utilizando, sempre que necessário tabelas e desenhos complementares;
• Especificação dos componentes, que deve indicar, para cada componente, uma descrição sucinta, suas
características nominais e as normas a que devem atender.

27.21 1.5.2 NBR 5444 – Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais
Esta norma, por sua vez, rege os símbolos gráficos para instalações elétricas prediais. Nela, o profissional
da área de Eletricidade encontra toda a simbologia necessária para seu projeto. É imprescindível que ele
conheça os símbolos contidos nessa norma para projetar uma instalação elétrica, para efetuar adequações
em instalações já existentes ou para realizar reparos.
Veja a seguir uma tabela que contém os símbolos mais comumente usados em projetos de instalações
elétricas.

27.22 1.5.2.1 Tabela de símbolos mais usuais


Esta tabela apresenta apenas os símbolos mais utilizados. Uma tabela completa com todos os símbolos
apresentados pela NBR 5444 pode ser encontrada nos textos complementares desta unidade.

85
É imprescindível que você aprenda a identificar cada um dos símbolos constantes da tabela completa, já
que são constantemente usados em projetos elétricos.

27.23 1.5.3 NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade


A Norma Regulamentadora 10 fixa as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos
profissionais que trabalham em instalações elétricas em suas diversas etapas, incluindo projeto, execução,
operação, manutenção, reforma ampliação e a segurança dos seus usuários e terceiros.
Ela obriga que todos os profissionais da área de eletricidade que direta ou indiretamente interajam em
instalações elétricas e serviços com eletricidade devam estar qualificados e treinados em suas respectivas
áreas de atuação (baixa tensão, alta tensão, segurança e primeiros socorros) até a data limite de 8 de
dezembro de 2006.
Os profissionais que não estiverem devidamente qualificados e treinados até esta data não poderão atuar
como profissionais da área elétrica, pois esta norma regulamentadora tem como objetivo diminuir
significativamente o número de acidentes com eletricidade que na maioria das vezes são fatais.
A norma é constituída dos seguintes itens:
1. Objetivo e campo de aplicação;
2. Medidas de controle;
3. Segurança em projetos;
4. Segurança na construção, montagem, operação e manutenção;
5. Segurança em instalações elétricas desenergizadas;
6. Segurança em instalações elétricas energizadas;

86
7. Trabalhos envolvendo alta tensão (AT);
8. Habilitação, qualificação, capacitação e autorização dos trabalhadores;
9. Proteção contra incêndio e explosão;
10. Sinalização de segurança;
11. Procedimentos de trabalho;
12. Situações de emergência;
13. Responsabilidades;
14. Disposições finais.

27.24 1.6 Diagramas elétricos


Para a execução de uma instalação elétrica, o eletricista deve ter à sua disposição, uma série de dados
importante tais como: a localização dos elementos na planta do imóvel, a quantidade e seção dos fios que
passarão dentro de cada eletroduto, qual o trajeto da instalação, a distribuição dos dispositivos e circuitos
e seu funcionamento. A ferramenta para o eletricista ter todas essas informações reunidas de maneira
prática e fácil de ser interpretada é o diagrama elétrico.
Diagrama elétrico é a representação de uma instalação elétrica ou parte dela por meio de símbolos
gráficos, definidos nas normas NBR 5444, NBR 5259, NBR 5280, NBR 12519, NBR 12520 e NBR
12523. De todas as que mais interessam e que será usada em todas as atividades deste curso é a NBR
5444 que estabelece os símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.
Dos diagramas existentes, serão estudados os seguintes:
• Diagrama multifilar;
• Diagrama funcional;
• Diagrama de ligação.
• Diagrama unifilar;
O diagrama multifilar é usado somente para os circuitos elementares, pois é de difícil interpretação
quando o circuito é complexo. É um diagrama que representa todo sistema elétrico em seus detalhes e
todos os condutores.
O grande diferencial deste tipo de diagrama é a facilidade de representar com clareza a distribuição de
cargas pelos circuitos, detalhe que só pode ser especificado em um diagrama multifilar.
Na Figura abaixo temos o diagrama multifilar de uma lâmpada acionada por um interruptor simples:

Figura 2
Na figura estão identificados os condutores para melhor visualização do funcionamento do circuito.

87
O diagrama funcional é usado quando há a necessidade de demonstrar um circuito com clareza e rapidez
até para fins didáticos. O esquema funcional não se preocupa com a posição física dos componentes da
instalação.

Figura 3
O diagrama de ligação é utilizado para representar como a instalação é executada na prática.

Figura 4

O diagrama unifilar apresenta as partes principais de um sistema elétrico e identifica o número de


condutores. O trajeto dos condutores é representado por um único traço. Esse tipo de diagrama
geralmente representa a posição física dos componentes da instalação, porém não representa com clareza
o funcionamento e a seqüência funcional dos circuitos. É o tipo de diagrama mais usado em instalações
elétricas prediais.
A figura abaixo apresenta um diagrama unifilar do circuito elétrico composto por um interruptor simples,
uma tomada e uma lâmpada.

Figura 5
O mesmo circuito elétrico, composto por um interruptor simples, uma tomada e uma lâmpada, é
representado pelos quatro tipos de diagramas para que você observe atentamente a diferença de
representação entre eles.
A utilização do esquema unifilar atende a todas as necessidades do eletricista.

88
Com esse tipo de planta, o profissional tem a possibilidade de identificar todos os componentes, como
devem estar ligados, os tipos de iluminação, a quantidade de condutores e respectivas bitolas etc. Quando
há necessidade de detalhes específicos, o esquema multifilar deverá ser usado.
Veja exemplos a seguir.

Figura 06
Observe que são utilizadas como ponto de iluminação no teto, duas lâmpadas fluorescentes de 40W cada,
alimentadas pelo circuito 1 e comandadas pelo interruptor “a”. A tomada de 300VA é alimentada pelo
circuito 2 composto por condutor fase, neutro e terra.
Na figura 07, além das lâmpadas fluorescentes no teto, há uma arandela de 25W comandada pelo
interruptor “c”. A caixa de telefones está ao lado do quadro geral de força e luz, interligado ao ponto do
telefone interno na parede pelo eletroduto embutido no piso. É importante observar que no projeto
existem duas lâmpadas de 40W no cômodo 1 e uma lâmpada de 40W no cômodo 2.

Figura 07

89
Na figura 08, observe que agora estão indicadas as dimensões dos condutores diferentes de 1,5mm2 e dos
eletrodutos diferentes de 16 mm. A bitola (seção) do condutor pode ser descrita sem a abreviação “mm2”,
bastando apenas colocar um ponto após a dimensão do condutor. Assim, ao invés de 2,5mm2, indicarmos
25.

Figura 08
As lâmpadas são comandadas por interruptor paralelo. As identificações dos condutores não precisam
estar dentro da planta, devido ao pequeno espaço do desenho. Por isso, pode-se traçar uma linha de
indicação para fora da planta e indicar as dimensões dos condutores e eletrodutos.

27.25 1.7 Leitura e interpretação de projetos de instalações elétricas prediais


residenciais
Além de conhecimentos dos conceitos básicos de eletricidade como corrente tensão, circuito, potência
etc., a leitura e interpretação de um projeto estão diretamente ligadas ao conhecimento das simbologias
empregadas neste projeto e ao conhecimento de plantas prediais e residenciais.
Para ajudar você a conseguir essas competências, vamos colocar passo-a-passo em uma planta todos os
elementos de uma instalação elétrica. Para fazer isso, vamos imaginar uma situação em que um cliente
encomenda o projeto de instalação elétrica para um projetista. O cliente expõe suas exigências e o
projetista começa a trabalhar.
A primeira coisa que eles decidem é que a instalação deverá possuir um quadro de luz e força
representado na planta de acordo com a seguinte tabela de símbolos da NBR 5444:

90
O proprietário da casa explicou ao projetista o que desejava e este o orientou a escolher o quadro geral de
luz e força embutido na parede. A planta contendo a indicação do quadro de luz é a seguinte:

Figura 09
Para a indicação da localização do quadro de luz o projetista levou em consideração alguns cuidados
interpretados da NBR 5410. Eles são:
• O local deve ser de fácil acesso e, no caso de se escolher a cozinha, deve-se observar que o quadro não
atrapalhe a instalação de armários.
• O quadro deverá ser instalado, de preferência, o mais próximo possível do medidor e/ou no local onde
há bastante concentração de componentes com potência elevada.
• Em função da alta umidade o quadro de força nunca deve ser instalado no banheiro.
• Como o acesso ao quadro deve ser facilitado, ele não deve estar localizado em locais fechados, como
porões, sótãos ou depósitos.
91
27.26 1.7.1 Circuito de iluminação
O próximo item que o projetista coloca na planta são os pontos de iluminação. Ao localizá-los na planta
fornecida, ele considera a área do cômodo, o tipo de lâmpada e a posição de instalação. À sua disposição
ele tem a seguinte tabela de símbolos indicada pela NBR 5444.

Ainda de acordo com as exigências do cliente, desses símbolos ele escolhe os que estão na planta a
seguir:

92
Figura 10
Observação
Quando se trata de residência ou prédio residencial, normalmente os projetistas prevêem iluminação com
lâmpadas incandescentes. As lâmpadas fluorescentes geralmente são indicadas em projetos de edifícios
comerciais.
Para os interruptores, a NBR 5444 apresenta a seguinte lista de símbolos:

Desta lista, o projetista inseriu na planta os seguintes símbolos:

93
Figura 11
Observe que nesse momento, o profissional tomou o cuidado de colocar os interruptores em locais de
fácil acesso, ou seja, junto à porta, porém não atrás dela.
Uma vez colocados os interruptores, colocam-se os eletrodutos que formam o circuito de iluminação. A
tabela que o projetista consultou foi à seguinte:

A planta ficou assim:

94
Figura 12
Observe que a norma exige que os eletrodutos com diâmetro superior a 15 mm devem ter a medida de seu
diâmetro indicada. Isso é comum para os eletrodutos que saem da baixa de distribuição. Isso pode ser
constatado na planta mostrada acima, na qual o eletroduto de diâmetro maior acomodará um número
maior de condutores.
Em relação ao diâmetro do eletroduto, a NBR 5410 exige que haja uma “folga” de espaço para acomodar
os condutores com segurança. Dependendo da quantidade circuitos alimentados, essa folga varia entre
40% e 60%. Ela é chamada de taxa de ocupação.
O simples símbolo do eletroduto apenas indica sua posição na planta. Para sabermos o que vai colocado
dentro dele (quantidade de condutores, sua função e bitola) é necessário usar símbolos específicos. Eles
estão indicados na tabela a seguir:

95
A planta ficou assim:

Figura 13

27.27 1.7.2 Tomadas


As tomadas são classificadas em dois tipos, uso geral e uso específico. Entende-se por tomadas de uso
geral (TUGs) como sendo aquelas que normalmente são destinadas à alimentação de aparelhos portáteis
e/ou para aparelhos que, embora com posição definida, utilizam uma corrente inferior a 10A. Tomadas de
uso específico (TUEs) são aquelas destinadas a aparelhos de potência elevada (acima de 1200W em 127V
ou 2400W em 220V) que necessitam de corrente igual ou superior a 10A.
São exemplos de tomadas de uso geral:
• Tomadas da sala e quarto que alimentam a televisão, aparelho de som, telefone e similares;
• Tomadas da cozinha, banheiro, varanda e corredor com potência abaixo de 1200W em 127V e 2400W
em 220V;
São exemplos de tomadas de uso específico:
• Tomada do chuveiro, torneira elétrica, secadora de roupa, microondas, ar condicionado e outros
equipamentos que tenham corrente elétrica igual ou superior a 10A.
A NBR 5444 estabelece os seguintes símbolos para tomadas:

96
Observe que as saídas para telefone, relógio elétrico, som e campainha fazem parte do mesmo grupo de
símbolos. A planta com a localização das tomadas de uso geral e respectivos condutores ficou assim:

97
Figura 14
Observe que as tomadas do banheiro, cozinha, lavanderia e garagem são de 600VA e as tomadas da sala e
dormitório não possuem identificação de potência, portanto, são de 100VA conforme a NBR 5444. O
porteiro eletrônico em função da sua baixa potência, foi projetado utilizando o circuito 1 como
alimentação.
A NBR 5444 não indica a simbologia do porteiro eletrônico, ficando então, sob responsabilidade do
projetista, criar um símbolo e indicar na legenda do projeto o seu significado.
Vamos imaginar que o proprietário dessa casa, além dos pontos de iluminação e tomadas de uso geral e
específico exigidas pela NBR 5410, explica ao projetista que ele quer instalar os seguintes equipamentos:
• Ar condicionado no quarto;
• Bomba para recalque de água do poço;
• Chuveiro;
• Torneira elétrica.
Em função da sua demanda de potência, todos os aparelhos listados exigem tomadas de uso específico
(TUE). A planta com a localização das tomadas de uso específico ficou assim:

98
Figura 15
Observe que agora, os eletrodutos e condutores possuem as indicações de diâmetro e bitola (seção)
conforme exige a NBR 5444. Essas indicações são fruto de cálculos de dimensionamento que você
estudará nas próximas unidades.
Para acomodar os condutores de alimentação da bomba do poço, foi projetado um eletroduto embutido no
piso. Para o porteiro eletrônico foram projetados dois eletrodutos diferentes entre a parte interna e a parte
externa da casa, para acomodação dos condutores de energia e elétrica e para os condutores de
comunicação separados conforme NBR 5444.

27.28 1.7.3 Erros mais comuns em projetos


A planta que você acabou de ver, está perfeitamente de acordo com as exigências das normas e, ao
mesmo tempo, atende às necessidades do cliente, resultando em um projeto com qualidade técnica e,
portanto, segurança. Isso porque nosso projetista, sendo um profissional consciente, aplicou nela todas as
orientações contidas nas NBRs 5410 e 5444.
Mas infelizmente, isso nem sempre acontece. A desatenção, a inexperiência, o desrespeito e o
desconhecimento das NBRs e suas atualizações levam à elaboração de projetos que apresentam erros, às
vezes, bastante graves e que atrapalham o trabalho do instalador, deixam o cliente insatisfeito e
comprometem a segurança do imóvel.
O que você acharia, por exemplo, de entrar em um cômodo qualquer em sua casa e não conseguir
encontrar o interruptor, porque ele está escondido atrás da porta?
Acredite se quiser, existem projetos que apresentam esse tipo de erro.

99
Vamos, então, listar os erros mais comuns e às vezes, até graves que os projetistas mais desatentos podem
cometer:
• Troca de símbolos, como, por exemplo, indicar no lugar de uma tomada alta (chuveiro), uma tomada
baixa.
• Localização inadequada dos componentes do circuito, como, por exemplo, indicar a localização do
quadro de distribuição no banheiro, que sendo um local de muita umidade é impróprio para essa
instalação.
• Ausência de indicação das dimensões do eletroduto e respectivos condutores.
• Utilização de símbolos não normalizados sem indicação em legenda apropriada.
• Indicação errada da função do condutor como, por exemplo, indicar dois neutros e um terra para a
tomada do chuveiro.
• Troca de identificação do interruptor em relação à sua respectiva lâmpada.
• Ausência de indicação da alimentação de determinado componente da instalação, por exemplo, o
símbolo da campainha não tem a indicação do circuito ao qual pertence (falta de eletroduto e respectivo
condutor).
• Ausência de indicação junto ao componente do circuito ao qual ele pertence. Essa indicação é feita por
meio de um número entre dois traços.
Assim, se encontrarmos em um projeto de instalação junto a uma lâmpada, a indicação -3-, isso significa
que essa lâmpada pertence ao circuito 3.
• Ausência da indicação da potência dos componentes da instalação.

27.29 1.8 Exercício


Agora, só para você perceber o quanto aprendeu (ou quanto ainda tem que estudar), vamos propor um
joguinho dos sete erros. Estude a planta a seguir e tente descobrir quais são os sete erros colocados
propositadamente nela.

100
Figura 16

27.30 2. FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS


Para a realização de suas tarefas do dia-a-dia, o profissional da área eletroeletrônica necessita não só do
conhecimento teórico, mas também de uma série de equipamentos, componentes e ferramentas que o
auxiliam nesse trabalho. Este texto apresenta as ferramentas e equipamentos mais usados em eletricidade.

27.31 2.1 Alicates


O alicate é uma ferramenta de aço forjado, composta de dois braços e um pino de articulação. Cada uma
das extremidades de cada braço (cabeça) pode ser em formato de garras, de lâminas de corte ou de pontas
que servem para segurar, cortar, dobrar ou retirar peças de determinadas montagens. (Figura 17)

Figura 17

101
Existem vários modelos de alicates, cada um adequado a um tipo de trabalho. Em serviços de eletricidade,
os alicates mais usuais são os seguintes:
• alicate universal;
• alicate de corte diagonal;
• alicate de bico;
• alicate decapador;
• alicate gasista.
O alicate universal é o modelo mais conhecido e usado de toda a família dos alicates. Esse tipo de alicate
é uma das principais ferramentas usadas pelo eletricista, pois serve para prender, cortar ou dobrar
condutores.
Este alicate é composto de dois braços articulados por um pino ou eixo, que permite abri-lo e fechá-lo, e
em uma das extremidades se encontram suas mandíbulas. São encontrados nos comprimentos de 150 mm,
165 mm, 175 mm, 190 mm, 200 mm, 210 mm e 215 mm. (Figura 18)

Figura 18
Os tipos existentes no mercado variam principalmente em relação ao acabamento e ao formato da cabeça.
O alicate de corte diagonal serve para cortar condutores. É encontrado nos comprimentos de 130 mm e
160 mm. (Figura 19).

Figura 19
O alicate de bico redondo é utilizado para fazer olhal em condutores com diâmetros diferentes, de acordo
com o parafuso de fixação. É encontrado nos comprimentos de 130 mm e 160 mm. (Figura 20).

Figura 20
O alicate decapador possui mandíbulas reguláveis para decapar a isolação com rapidez e sem danificar o
condutor. Tem comprimento padronizado conforme o diâmetro do condutor. (Figuras 21).

102
Figura 21
Outro alicate usado pelo eletricista instalador é o alicate gasista, também chamado de alicate bomba
d’água, que possui mandíbulas reguláveis, braços não isolados e não tem corte. Serve para montar rede de
eletrodutos, e especificamente buchas e arruelas. É encontrado nos comprimentos de 160 mm, 200 mm e
250 mm. (Figura 22).

Figura 22

27.32 2.2 Chave de fenda


A chave de fenda comum ou chave de parafuso é uma ferramenta manual utilizada para apertar e
desapertar parafusos que apresentam uma fenda ou ranhura em suas cabeças.

Figura 23
Ela é constituída por uma haste de aço-carbono ou aço especial, com uma das extremidades forjada em
forma de cunha e outra, em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada, encravada solidamente em
um cabo.

Figura 24
O cabo normalmente é feito de material isolante rígido com ranhuras longitudinais que permitem uma boa
empunhadura do operador e impedem que a ferramenta escorregue da mão.
A região da cunha da chave de fenda é temperada para resistir à ação cortante das ranhuras existentes nas
fendas dos parafusos. O restante da haste deve apresentar uma boa tenacidade para resistir ao esforço de
torção quando a chave de fenda estiver sendo utilizada.

103
Para permitir o correto ajuste na fenda do parafuso, as chaves de fenda comuns de boa qualidade
apresentam as faces esmerilhadas em planos paralelos, próximo ao topo.

Figura 25
A finalidade dessas faces esmerilhadas é dificultar o escorregamento da cunha na fenda do parafuso
quando ele está sendo apertado ou desapertado. Isso evita que a fenda do parafuso fique danificada e
protege o operador de acidentes devidos ao escorregamento da ferramenta.
Além da chave de fenda comum, existem alguns outros modelos indicados para o uso em trabalhos da
área eletroeletrônica. Elas são:
• chave Philips;
• chave tipo canhão.

27.33 Chave Philips


A chave Philips é uma variante da chave de fenda. Nela, a extremidade da haste, oposta ao cabo, tem o
formato de cruz. É usada em parafusos que usam este tipo de fenda.

Figura 26

27.34 Chave tipo canhão


A chave tipo canhão tem na extremidade de sua haste um alojamento com dimensões iguais às dimensões
externas de uma porca. Esse tipo de chave serve para a colocação e porcas.

Figura 27

27.35 Conservação e condições de uso


Como qualquer outra ferramenta, a chave de fenda requer cuidados especiais de manuseio e
armazenamento.
Para que a chave de fenda se mantenha em perfeito estado para uso, deve-se seguir os seguintes cuidados
de manuseio:
• não usar o cabo da chave como um martelo;
• não usar a chave para cortar, raspar ou traçar qualquer material;
• usar a chave adequada ao tamanho e tipo do parafuso;
• jamais esmerilhar ou limar a cunha da chave.
Para evitar acidentes, ao apertar parafusos, a peça deve estar apoiada em um lugar firme. Do contrário, a
chave poderá escorregar e causar ferimentos na mão que estiver segurando a peça.

104
27.36 2.3 Instrumentos de medição de grandezas elétricas
Você já sabe que corrente, tensão e resistência são grandezas elétricas e que, como tal, podem ser
medidas.
Existem vários instrumentos para medição dessas grandezas elétricas, mas, este texto refere-se somente
ao multímetro digital e o volt-amperímetro alicate.
O multímetro digital e o volt-amperímetro alicate são instrumentos dotados de múltiplas funções: com
eles é possível fazer medições de tensão, corrente, resistência.
Com alguns de seus modelos pode-se, também, testar componentes eletrônicos, e até mesmo medir outros
tipos de grandezas.
As figuras que segue, ilustra um modelo de instrumentos.

Multímetro Digital Alicate Amperímetro Alicate Watímetro

Megômetro Seqüencímetro Tacômetro Terrômetro

27.37 2.3.1 Multímetro digital


Com a utilização do multímetro digital a leitura dos valores observados é de fácil execução, pois eles
aparecem no visor digital, sem a necessidade de interpretação de valores como ocorre com os
instrumentos analógicos, ou seja, que têm um mostrador com um ponteiro.

105
Figura 28
Antes de se efetuar qualquer medição, deve-se ajustar o seletor de funções na função correta, isto é, na
grandeza a ser medida (tensão, ou corrente, ou resistência) e a escala no valor superior ao ponto
observado. Quando não se tem idéia do valor a ser medido, inicia-se pela escala de maior valor, e de
acordo com o valor observado, diminui-se a escala até um valor ideal.

Observação
Nunca se deve mudar de escala ou função quando o instrumento de medição estiver conectado a um
circuito ligado, porque isso poderá causar a queima do instrumento. Para a mudança de escala, deve-se
desligar antes o circuito. Para a mudança de função, deve-se desligar o circuito, desligar as pontas de
prova e selecionar a função e escala apropriadas antes da ligação e conexão das pontas de prova no
circuito.
Para a medição de tensão elétrica as pontas de prova do instrumento devem ser conectadas aos pontos a
serem medidos, ou seja, em paralelo.

Figura 29

Nas medições da corrente elétrica, o circuito deve ser interrompido e o instrumento inserido nesta parte
do circuito, para que os elétrons que estão circulando por ele passem também pelo instrumento e este
possa informar o valor dessa corrente. Desse modo, o instrumento deve ser ligado em série com o
circuito.

Figura 30

Para a medição de resistência elétrica, o resistor desconhecido deve estar desconectado do circuito. Se isto
não for feito, o valor encontrado não será verdadeiro, pois o restante do circuito funcionará como uma
resistência. Além disso, se o circuito estiver energizado poderá ocorrer a queima do instrumento.

106
Figura 31

27.38 2.3.2 Volt-amperímetro alicate


Para a medição de tensão e resistência com o volt-amperímetro alicate devem-se seguir os mesmos
procedimentos empregados na utilização do multímetro.
Na medição de corrente elétrica, o manuseio do volt-amperímetro alicate difere do manuseio do
multímetro, pois com ele não é necessário interromper o circuito para colocá-lo em série. Basta abraçar o
condutor a ser medido com a garra do alicate.

Figura 32

É indispensável em instalações industriais, para medições da corrente elétrica de motores,


transformadores, cabos alimentadores de painéis.
Antes de utilizar qualquer instrumento de medição, é necessário que se consulte o manual do instrumento,
no qual são descritas particularidades e formas de utilização, pois de um instrumento para outro ocorrem
diferenças significativas.

27.39 3. DIMENSIONAMENTO DE INSTALAÇÕES PREDIAIS


Para melhor compreender a necessidade e a função do ato de ‘dimensionar’ é conveniente saber
exatamente o que significa tal verbo.
Conforme indica o Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa: dimensionar “é o ato de calcular as
dimensões ou proporções de um objeto em função do uso. Isso significa que a chave de tudo está na frase
”...em função do uso”, pois é adequando a utilização de cada objeto que fazemos seu correto
dimensionamento.
Comparativamente, é possível imaginar como seria difícil atravessar a rua se o semáforo para pedestres
abrisse durante apenas três segundos, ou como seria complicado carregar um caderno com 100.000 folhas
que fosse previsto para durar do curso primário até concluirmos o curso superior. Ou ainda, como
poderíamos nos alimentar utilizando talheres com cabos que tivessem 2 metros de comprimento?
Todas as situações acima são exageradas e elas não acontecem justamente devido ao fato de alguém haver
planejado ou feito um projeto “dimensionando” quanto tempo necessitamos para atravessar a rua, quantas
folhas um caderno pode ter ou o tamanho adequado de cada talher. Isso significa que projetar que dizer
“arquitetar uma idéia, planejar”, é a maneira mais correta de realizar algo, pois, dessa forma, são
reduzidos o custo do material e o tempo de mão-de-obra para executar o projeto dimensionado.
107
Graças ao progresso trazido pelas normas que padronizam processos e procedimentos, todos os itens a
serem considerados em uma instalação são de algum modo, calculados empiricamente ou por meio de
fórmulas. Devido à experiência de outras pessoas que estudaram, quantificaram, pesquisaram e adotaram
procedimentos para estimar as necessidades em instalações prediais, é possível verificar alguns métodos
de instalação, especificar adequadamente as emendas e conexões, dimensionar o nível de iluminação num
ambiente, calcular a potência elétrica necessária para uma carga específica ou cargas genéricas e projetar
o circuito adequado para cada aplicação ”em função do uso”.

27.40 3.1 Métodos de instalações


Basicamente existem dois métodos de instalação:
1 - Com eletroduto embutido em que os eletrodutos são instalados dentro de paredes, pisos ou lajes e,
posteriormente cobertos com massa de cimento, ficando embutidos e, portanto, invisíveis em virtude do
acabamento nas paredes e pisos. O eletricista só tem cesso a eles em seus pontos de partida e chegada nas
caixas de passagem.

Figura 33

2 - Com eletroduto aparente em casos em que é mais fácil realizar a instalação aparente dos eletrodutos,
como em uma casa já pronta ou em galpões comerciais ou industriais. Esse método utiliza canaletas,
eletrodutos, perfilados ou eletrocalhas instalado-os diretamente sobre paredes ou pisos de maneira que
não há a necessidade de quebrá-los.

Figura 34

Os dois métodos são possíveis e viáveis quando empregados de acordo com cada necessidade específica.
Não se deve esquecer que, por razões de segurança, é imprescindível utilizar eletrodutos nas instalações
prediais, pois estes facilitam quaisquer manutenções ou acréscimos posteriores que sejam necessários. O
emprego de eletrodutos evita riscos de acidentes ou interrupção do circuito que acontecem quando
alguém tropeça ou se enrosca em cabos largados em pisos ou forros.

108
27.41 3.2 Normalização
Todos os serviços realizados e os projetos criados devem obrigatoriamente estar de acordo com as normas
que se referem aos assuntos correlatos, porque não basta que as instalações funcionem bem. Elas
precisam manter o perfeito funcionamento pelo maior tempo possível, para não correrem risco de ser
danificadas ou ainda pior, de prejudicar a saúde e a vida de clientes e usuários.
Como você já sabe, a entidade brasileira que controla e coordena as normas em nosso país é a ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas) e as principais normas que envolvem as instalações elétricas
são:
• NBR 5410/04 – Instalações elétricas de baixa tensão que abrange as instalações elétricas de baixa tensão
(até 1.000 V) e é voltada basicamente à segurança e à proteção dos usuários e dos equipamentos
instalados.
• NBR 5413 – Iluminância de interiores – procedimento que especifica como deve ser o procedimento
para definir a iluminância de interiores e as cargas de iluminação necessárias.
• NBR 5419/01 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas – que define as maneiras pelas
quais estimamos as instalações adequadas para a proteção de estruturas contra descargas atmosféricas.

27.42 3.3 Cálculos de Dimensionamento


Todo dimensionamento envolve cálculos e fórmulas através dos quais é possível definir precisamente
quais são as cargas necessárias para cada aplicação. Por meio dos cálculos, são definidos os parâmetros
para que seja possível optar pelo método adequado de instalação (aparente ou embutida), definir a seção e
o material do eletroduto, a bitola e o tipo de isolação dos condutores ou cabos e se os dispositivos de
proteção dos circuitos (disjuntores) serão simples ou com alguma proteção adicional.
A prática indica a seqüência de dimensionamento, que é a seguinte:
1. Estabelecer a quantidade mínima de pontos de iluminação
2. Dimensionar da potência de iluminação.
3. Estabelecer a quantidade de tomadas, de uso geral e específico.
4. Dimensionar da potência das tomadas de uso geral e específico.
5. Dividir a instalação em circuitos terminais.
6. Calcular a corrente dos circuitos.
7. Dimensionar os condutores.
8. Dimensionar os eletrodutos.
9. Dimensionar os dispositivos de proteção dos circuitos.
10. Dimensionar o quadro de distribuição de acordo com a quantidade de circuitos da instalação.
Nesta unidade, estudaremos até o item 6 da lista acima, ou seja, até o cálculo da corrente dos circuitos.

27.43 3.4 Dimensionamento da potência de iluminação


Quando se faz um projeto de instalação predial, é preciso, inicialmente, estabelecer a quantidade mínima
de pontos de iluminação a serem considerados por ambiente. Para definir qual devem ser a quantidade de
pontos e a potência a ser instalada, é primordial seguir as recomendações das normas NBR 5410 e NBR
5413.

Observação
De acordo com a norma NBR 5410/04 “pontos” são as localizações de aparelhos fixos de consumo
destinados à iluminação e tomadas de corrente que são os locais onde são alimentados os aparelhos
eletrodomésticos, eletroindustriais e as máquinas equipamentos de escritórios.
Conforme as recomendações das normas deve-se considerar o seguinte:
• Cada ambiente deve possuir pelo menos um ponto de luz no teto, controlado por um interruptor de
parede.
• Nos banheiros, as arandelas devem ficar a 60 cm, no mínimo, do limite do boxe.
A potência mínima de iluminação deve ser considerada em função da área de cada ambiente, ou seja:
• Para áreas externas em residências não há critérios definidos na NBR 5410, portanto, os pontos de
iluminação vão ser determinados de acordo com as necessidades do cliente que as indica ao projetista.
• Em ambientes com área de até 6 m², o valor mínimo é de 100VA.
• Para ambientes acima de 6m², o valor mínimo de 100VA é válido para os primeiros 6m². A partir daí,
são acrescentados 60VA a cada 4m² inteiros considerados.
Para compreender melhor essa determinação da norma, são apresentados alguns exemplos a seguir.
Exemplo 1

109
Consideremos um quarto com a largura (L) de 2,2m e o comprimento (C) de 3,5m.
A área (A) desse cômodo é obtida multiplicando-se a largura (L) pelo comprimento (C), ou seja:
A=LxC
Substituindo os valores na expressão, tem-se:
A = 2,2 x 3,5
A = 7,7m².
Portanto, a área a ser considerada é de 7,7m2. O problema é que esse valor ultrapassa os 6m2. Como
resolver esse problema?
A NBR 5410 determina que, para os primeiros 6m², são considerados os 100VA.
Mas, restam ainda, 1,7m². Como esse valor não chega a 4m², não são acrescentados os 60 VA, ficando
previsto para a sala apenas 100VA, o que corresponde ao valor mínimo estabelecido pela norma.
É preciso observar que, esse valor estimado de 100VA não é necessariamente o valor total da potência de
uma lâmpada. Para iluminar o ambiente, duas lâmpadas de 50VA podem ser instaladas, ou até mesmo
quatro lâmpadas de 25VA, pois elas estarão perfeitamente dentro do valor mínimo previsto pelas normas.
Exemplo 2
Consideremos, agora, uma sala com a largura (L) de 3,0m e o comprimento (C) de 3,8m. Sua área será:
A = L x C + 3,0 x 3,8 = 11,4m².
A = 11,4m2
Já sabemos que para os primeiros 6m², a potência mínima de 100VA. Como 11,4m2 correspondem a uma
área maior do que 6m2 (valor máximo de área permitido pela norma para estabelecer um ponto de
iluminação com potência de 100VA) é preciso descobrir a área que sobra que é:
11,4m2 – 6m2 = 5,4m2
Como 5,4m² correspondem a um valor superior a 4m², acrescenta-se mais 60VA de potência ao circuito.
O valor restante, ou seja, 1,4m² estão abaixo de 4m² e não é considerado. Por isso, consideram-se como
valor mínimo de potência de iluminação neste ambiente, apenas os dois primeiros valores:
100 + 60 = 160VA

Observações
1 - As indicações da norma referem-se sempre a valores mínimos para cada ambiente. Isso não impede
que sejam acrescentados outros pontos ou maior potência em cada ambiente, dependendo do uso e das
preferências dos moradores da residência ou usuários do prédio comercial ou industrial.
2 - Para o dimensionamento de iluminação em prédios não-residenciais, ou seja, área de trabalho
comercial ou industrial usa-se o método de lumens, descrito em norma própria (NBR 5413 – Iluminação
de interiores – procedimentos).

27.44 3.5 Dimensionamento da potência de tomadas


Da mesma maneira que é preciso considerar a área de cada ambiente para prever sua iluminação mínima,
também é necessário tomar como referência as dimensões de cada ambiente a fim de definir a potência de
tomadas.
Devido ao grande número de aparelhos eletrodomésticos presentes até nas residências mais simples, hoje
mais que ontem, utiliza-se muito mais energia elétrica em todos os ambientes. Assim, um bom projeto de
distribuição das tomadas de força torna-se essencial.
A NBR 5410 estabelece que as tomadas dividem-se basicamente em dois tipos:
1. Tomada de Uso Geral ou TUG - na qual podem ser ligados os aparelhos móveis ou portáteis que
funcionam algum tempo e depois são removidos.

110
Figura 35

2. Tomada de Uso Específico ou TUE que alimenta os aparelhos estacionários que, embora possam ser
removidos, trabalham sempre em determinado local, como por exemplo, o chuveiro, a máquina de lavar
roupa, o aparelho de ar condicionado etc.

Figura 36

27.45 3.6 Dimensionamento de Tomadas de Uso Geral (TUGs)


Os aparelhos utilizados nas tomadas de uso geral são eletrodomésticos em geral, tais como: aspirador de
pó, secador de cabelos, furadeira etc.
O dimensionamento das tomadas de uso geral depende não só do tamanho de cada ambiente, mas também
do tipo de utilização de cada tomada. As orientações contidas na NBR 5410 indicam sempre o
procedimento que atendem às necessidades mínimas de cada ambiente.
Para elaborar o projeto de distribuição das tomadas, deve-se considerar o seguinte:
• Em subsolos, varandas, garagens ou sótãos, recomenda-se pelo menos uma tomada por ambiente.
• Para ambientes com área até 6m² deve-se instalar, no mínimo, uma tomada.
• Para ambientes com área maior que 6m², calcula-se o perímetro, que é a soma do comprimento de cada
lado do ambiente, e divide-se o valor resultante por 5 (uma tomada a cada 5m). O resultado corresponde à
quantidade de tomadas do ambiente. Elas devem ser espalhadas o mais uniformemente possível;

111
• Em copas, cozinhas ou combinação delas, deve-se ter uma tomada de uso geral a cada 3,5m de
perímetro ou fração de perímetro. Acima da bancada da pia devem ser previstas, no mínimo, duas
tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos.
• Nos banheiros deve haver, no mínimo, uma tomada junto ao lavatório a uma distância de 60cm do limite
do boxe.

Observação
Para ambientes tais como banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e
locais semelhantes, deve-se atribuir, no mínimo, 600VA por tomada, com limite máximo de até 3
tomadas, adotando-se 100VA para as tomadas excedentes.
Para compreender melhor essas orientações, a seguir são apresentados dois exemplos de
dimensionamento de TUGs.
Exemplo 1
Consideremos, inicialmente, uma sala com a largura (L) de 2,2m e o comprimento (C) de 3,5m. Seu
perímetro será a soma das medidas das quatro paredes do cômodo, ou seja:
P=L+L+C+C
Simplificando a expressão, tem-se:
P = (2 x L) + (2 x C)
P = (2 x 2,2) + ( 2 x 3,5)
P = 4,4 + 7
P = 11,4m
Em seguida, divide-se o valor obtido por 5:
n = 11,4 ÷ 5 = 2
Esse resultado indica que deverão ser instaladas 2 tomadas: uma a cada cinco metros. Porém, como ainda
sobram 1,4m, mais uma tomada deverá ser instalada, totalizando assim três TUGs.
Este valor estimado de 3 tomadas não é necessariamente o valor final, porém é, segundo a NBR 5410, o
número mínimo admissível para esta área. Por conveniência, pode-se estabelecer que o comum seria ter
uma tomada por parede, no mínimo, pois é normal mudar a disposição dos móveis em uma sala.
Por esse motivo, fica bem dimensionado o valor de 4 tomadas de uso geral para esse ambiente.
Exemplo 2
O segundo exemplo considera uma cozinha com a largura (L) de 3,0 m e o comprimento (C) de 3,8 m.
Tem-se, então:
P = 2L + 2C
P = (2 x 3,0) + (2 x 3,8)
P = 6 + 7,6
P = 13,6m
Em relação a cozinhas, a NBR 5410 orienta que as tomadas sejam instaladas a cada 3,5m ou fração de
perímetro. Assim, o valor do perímetro (13,6m) será dividido por 3,5.
n = 13,6 ÷ 3,5.
n = 3,88
Esse resultado indica uma tomada para cada um dos três primeiros 3,5 m do perímetro, o que resultará em
três tomadas e mais uma para os 0,88m (fração) restantes, totalizando assim quatro TUGs na cozinha.
Deve-se considerar 600VA para as três primeiras tomadas e 100VA para cada uma das tomadas
excedentes:
P = (3 x 600) + 100
P = 1.800 + 100
P = 1900VA
Observação
Para cada tomada prevista, a potência deve ser de, no mínimo, 100VA em cada uma. Esta será a carga
mínima de potência nos demais cômodos ou dependências.
Seguindo as normas e a boa prática das instalações elétricas, não se deve esquecer que em todo e qualquer
projeto, o cliente deve ser consultado e, sempre que possível, deverá ser instalada uma quantidade maior
de pontos de tomada de uso geral que o valor mínimo calculado indica. Assim, evita-se a utilização de
extensões e benjamins, reduzindo o desperdício de energia e evitando comprometer a segurança da
instalação.

112
27.46 3.7 Dimensionamento de tomadas de uso específico (TUEs)
A quantidade de aparelhos que utilizam tomadas de uso específico é determinada de acordo com o
número de aparelhos cuja utilização conhecemos, antecipadamente, e que estarão fixos numa determinada
posição no ambiente.
Os aparelhos utilizados nestas tomadas são, em geral, chuveiro, torneira elétrica, secadora e lavadora de
roupas, microondas etc.
O dimensionamento da potência de cada tomada vai depender, então, diretamente da potência nominal do
equipamento a ser alimentado.

Observação
A potência nominal é a potência indicada na identificação do aparelho, ou em sua especificação contida
no manual de instalação.
Veja alguns exemplos:
• Torneira elétrica: 3.000W a 5000W
• Geladeira: 500W a 800W
• Chuveiro: 5.600W a 6.500W
• Máquina de Lavar: 600W a 2.000W
• Secadora de roupas: 2500W a 5000W
• Torradeira: 500W a 1.200W
• Ferro de passar roupa: 400W a 1.600W
• Secador de cabelos: 500W a 1.600W
Como em cada cômodo, estes aparelhos já possuem local pré-determinado, devem-se prever suas tomadas
instaladas a, no máximo, 1,5m de cada equipamento.
Deve-se lembrar, ainda, que para circuitos que contêm chuveiros, torneiras e aquecedores, é conveniente
considerar uma potência maior, pois estes podem ser facilmente trocados pelo usuário da residência.

27.47 3.8 Divisão dos circuitos


Para fins de estudo desta unidade, consideraremos o circuito elétrico como sendo o conjunto de
componentes e condutores e cabos, ligados ao mesmo equipamento de proteção. Assim, cada conjunto de
condutores, eletrodutos, tomadas, luminárias e disjuntores constitui um circuito elétrico.
Em uma instalação predial, existem dois tipos básicos de circuito:
· Circuito de Distribuição – liga o quadro do medidor, na origem da instalação, ou da entrada de energia
ao quadro de distribuição.
· Circuito Terminal – é aquele que parte do quadro de distribuição e alimenta diretamente lâmpadas,
tomadas de uso geral e tomadas de uso específico.
Observação
A instalação elétrica seja ela residencial, comercial ou industrial, deve ser subdividida em circuitos
terminais, pois isso facilita a manutenção e reduz a interferência entre eles.
A norma NBR 5410 estabelece alguns critérios para a divisão da instalação elétrica em circuitos
terminais. Segundo esses critérios, deve-se:
• Prever circuitos de iluminação separados dos circuitos de TUGs, procurando limitar a corrente total do
circuito a 10A.
• Prever circuitos independentes, exclusivos para cada equipamento que possua corrente nominal superior
a 10A.
• Limitar a potência total para 1.270VA em instalações 127V e 2.200 VA em 220V.
Em linhas gerais, pode-se dizer que deverá haver, no mínimo, três circuitos terminais em uma instalação
predial:
• Um para iluminação;
• Um para tomadas de uso geral
• Um para tomada de uso específico (chuveiro).
Uma boa recomendação é separar um pouco mais os circuitos terminais utilizando os seguintes critérios:
- Para os circuitos de iluminação, pode-se separá-los em área social e área de serviço:
• Social: sala, dormitórios, banheiro, corredor e hall.
• Serviço: copa, cozinha, área de serviço e área externa.
- Para os circuitos de tomada de uso geral, tem-se:
• Social: sala, dormitórios, banheiro, corredor e hall.
• Serviço 1: Copa.
• Serviço 2: Cozinha.

113
• Serviço 3: Área de serviço.
- Para os circuitos de tomada de uso específico, deve-se ter:
• Uma tomada para o chuveiro elétrico.
• Uma tomada para cada equipamento que possua corrente maior que 10A.
Para resumir, pode-se dizer que haverá um circuito independente para cada carga que possua corrente
nominal superior a 10A, havendo, portanto, apenas uma tomada e um dispositivo de proteção para o
referido circuito.
Nas instalações alimentadas com duas ou três fases, as cargas devem ser distribuídas entre as fases de
modo que se obtenha o melhor equilíbrio possível.
Para melhor compreender como fazer essa distribuição de circuitos, estude cuidadosamente os exemplos a
seguir.
Exemplo 1
Consideremos uma casa com dois dormitórios, uma sala, uma copa, uma cozinha, uma área de serviço e
um banheiro, cujo proprietário é muito preocupado com segurança e uso responsável de energia. Por isso,
solicitou que o projeto da instalação elétrica seja realizado dentro dos parâmetros da norma, sem
economias “porcas”. Quais cargas de tomada específica são possíveis prever nesta residência e quantos
serão os circuitos correspondentes? Antes do início do projeto, o dono da residência informou ao
projetista a previsão dos seguintes equipamentos que o profissional anotou em sua planilha:
1 - Nos dormitórios haverá um aparelho de ar condicionado em cada um (220V, 5A) e um computador
(127V, 4A) em um deles.
2 - Na sala e na copa e na copa não haverá nenhuma tomada de uso específico.
3 - Na cozinha haverá uma geladeira (127V, 4A), um forno de microondas (127V, 7A) e uma torneira
elétrica (220V, 20A).
Na área de serviço serão instaladas uma lavadora (127V, 6A) e uma secadora (127V, 12A). No banheiro
haverá um aquecedor para a torneira da pia (220V, 20A) e um chuveiro (220V, 32A).
Seguindo as exigências da NBR 5410, o projetista concluiu que haverá um circuito para cada
equipamento que possua corrente acima de 10A, ou seja:
Circuito 1 - Uma torneira elétrica da cozinha (20A);
Circuito 2 - Um chuveiro elétrico no banheiro (32A);
Circuito 3 - Um aquecedor para a torneira da pia do banheiro (20A);
Circuito 6 - uma secadora (12A);
Os circuitos restantes foram assim agrupados:
Circuito 4 – dois aparelhos de ar condicionado para os dormitórios (2 x 5A);
Circuito 5 – uma geladeira (4A) e um forno de microondas (7A) na cozinha.
Circuito 7 - uma lavadora (6A), na lavanderia.
Circuito 8 – Computador (4A) e demais TUGs dos dormitórios;
Circuito 9 – TUGs da sala e copa.
Observe que cada cliente terá gostos e necessidades específicas. Assim, o exemplo dado acima é apenas
uma sugestão. Em uma residência com a mesma quantidade de cômodos, é possível eliminar alguns
circuitos e cargas conforme seja conveniente ou, ainda, acrescentar mais alguns circuitos, de acordo com
as necessidades do cliente.

27.48 3.9 Cálculo da corrente elétrica dos circuitos


Considerando que cada circuito alimentará uma determinada carga, correspondente à soma dos
equipamentos ligados ao circuito, dizemos que cada circuito terá sua potência total a ser suprida.
Não se deve esquecer que a potência elétrica tem uma relação direta com a tensão e a corrente utilizadas,
sendo obtida pela fórmula: P = V x I
Nessa expressão:
P = Potência elétrica
V = Tensão elétrica
I = Corrente elétrica
Isto significa que basta multiplicarmos o valor da tensão pelo valor da corrente para que se obtenha o
valor da potência.
Todavia, é preciso lembrar que, normalmente, nos equipamentos são indicados apenas os valores de
tensão e potência, isso significa que para se obter o valor da corrente deve-se utilizar a uma outra
expressão: I = P ÷ V
Por exemplo, se o cliente tiver um forno de microondas que consome 900W, com tensão de 127V, a sua
corrente elétrica será:
I=P÷V
114
I = 900 ÷ 127
I = 7A
A partir do valor da corrente de cada circuito é que se define a bitola do condutor e o dispositivo de
proteção – nesse caso, um disjuntor – mais adequado para a proteção desse condutor.
Para calcular a corrente elétrica dos circuitos procede-se da seguinte maneira:
1. Determina-se a potência total do circuito.
2. Determina-se a tensão de utilização no circuito, aplicando-se a fórmula I = P / V
Exemplo 1
Imaginemos, em uma residência, um circuito de iluminação que atenda:
1 – a dois dormitórios: 2 x 160VA
2 – à sala: 100VA
3 – ao banheiro: 100VA
3 – ao hall: 100VA
O valor total da potência deste circuito será :
P = (2 x 160) + (3 x 100)
P = 320 + 300
P = 620VA.
Como normalmente os circuitos de iluminação residenciais são alimentados em 127V, a corrente do
circuito será:
I=P÷V
I = 620 ÷ 127 = 4,9A

Exemplo 2
Um banheiro deverá ter um TUE para um chuveiro dos mais modernos e completos que possui um
regulador de temperatura que atinge a potência máxima de 7.500W. Para determinar sua corrente, é
preciso lembrar que todo circuito alimentador para chuveiros tem a tensão de 220V. Assim:
I=P÷V
I = 7.500 ÷ 220
I = 34,0 A
Apenas após calcular a corrente de cada circuito é que é possível especificar os condutores e o disjuntor
adequados.

Observação
Dimensionar a fiação de um circuito é definir a bitola dos cabos alimentadores do circuito de forma que
seja garantido que a corrente que circular por ele, durante um tempo ilimitado, não provocará
superaquecimento.

27.49 3.10 Como organizar o dimensionamento dos circuitos


Até agora, foram fornecidos exemplos de cálculos sem a colocação dos circuitos nos respectivos
diagramas e ambientes contidos em um planta. Nesta última parte do textobase, será demonstrado como
organizar os dados para depois transpô-los para os diagramas inseridos na planta. A planta é a mesma que
foi usada no capítulo 1.

115
Figura 37

Os equipamentos que o cliente solicitou para a instalação são:


• Chuveiro (5600W/220V/25,5A)
• Secadora de roupas (2200W/220W/10A)
• Torneira elétrica (3000W/220W/13,6A)
• Bomba para o poço (2400VA/220V/10,9A)
Como se trata de uma planta com vários cômodos, é necessário utilizar uma tabela auxiliar para organizar
todos os valores dimensionados por cômodo. Veja a tabela, já contemplando as tomadas de uso
específico.

Agora, começaremos calculando a área e dimensionando a iluminação dos cômodos:


A sala possui largura (L) de 3,35 e o comprimento (C) de 4,0m. Sua área será:
A=LxC
A = 4,0 x 3,35 = 13,4m²
Como esse valor de área (13,4m²) é superior a 6m², considera-se 100VA e efetuasse o cálculo da área
restante: 13,4m² - 6m² = 7,4m²
Como 7,4m² correspondem a um valor maior que 4m², acrescenta-se mais 60VA de potência. O valor
restante, ou seja, 3,4m2 estão abaixo de 4m² e não é considerado. Por isso, considerase como valor
mínimo de potência de iluminação na sala, apenas os dois primeiros valores:
100VA + 60VA = 160VA
Agora que o dimensionamento foi realizado, basta completar a tabela. Veja como ficou:

116
Agora, veja o dimensionamento da potência de iluminação dos demais cômodos:
• Dormitório: A = 3,4 x 3 = 10,2m2. A potência de iluminação do dormitório é 160VA.
• Cozinha: A = 4,15 x 3 = 12,45m2. A potência de iluminação do dormitório é 160VA.
• Lavanderia: A = 3,50 x 3 = 10,5m2. A potência de iluminação da lavanderia é 160VA.
• Garagem: A = 1,75 x 2,90 = 5,075m2. Como a área é menor que 6m2, a potência de iluminação a ser
adotada é 100VA.
• Banheiro: A = 2,15 x 2,20 = 4,73m2. Como a área é menor que 6m2, a potência de iluminação a ser
adotada é 100VA.
• Corredor: A = 2,15 x 1 = 2,15m2. Como a área é menor que 6m2, a potência de iluminação a ser
adotada é 100VA.
Agora veja como ficou a tabela:

Veja a planta com os pontos de iluminação identificados e localizados em seus respectivos cômodos.

Figura 38
O próximo passo é dimensionar as tomadas de uso geral de acordo com a NBR 5410. Para melhor
entendimento, vamos analisar cada cômodo separadamente.
Veja como ficou:
Sala: como a área é superior a 6m2, a potência de tomadas deve ser dimensionada através do perímetro:
117
P = 2L + 2C
P = (2 x 4) + (2 x 3,35)
P = 8 + 6,7
P = 14,7m
Em seguida, divide-se o número obtido por 5: 14,7 ÷ 5 = 2,94
Como a NBR 5410 determina que seja dimensionada uma tomada a cada 5m ou fração de perímetro, a
sala deverá possuir no mínimo três tomadas de 100VA.
Veja como ficou a tabela.

Agora, vamos dimensionar as tomadas de uso geral para os demais cômodos:


Dormitório: como a área é superior a 6m2, a potência de tomadas deve ser dimensionada através do
perímetro:
P = 2L + 2C
P = (2 x 3,4) + ( 2 x 3)
P = 6,8 + 6
P = 12,8m
Em seguida divide-se o número obtido por 5:
12,8 ÷ 5 = 2,56
Como a NBR 5410 determina que seja dimensionada uma tomada a cada 5m ou fração de perímetro, o
dormitório deverá possuir no mínimo três tomadas de 100VA.
Cozinha: para a cozinha, a potência de tomadas deve ser dimensionada através do perímetro:
P = 2L + 2C
P = (2 x 4,15) + (2 x 3)
P = 8,3 + 6
P = 14,3m
Em seguida divide-se o número obtido por 3,5:
14,7 ÷ 3,5 = 4,085
Como a NBR 5410 determina que seja dimensionada uma tomada a cada 3,5m ou fração de perímetro, a
cozinha deverá possuir no mínimo cinco tomadas. As três primeiras de 600VA e as duas restantes serão
de 100VA.
Lavanderia: para a lavanderia, a potência das tomadas deve ser dimensionada através do perímetro:
P = 2L + 2C
P = (2 x 3,50) + (2 x 3)
P = 13m
Em seguida, divide-se o número obtido por 3,5:
13 ÷ 3,5 = 3,7
Como a NBR 5410 determina que seja dimensionada uma tomada a cada 3,5m ou fração de perímetro, a
lavanderia deverá possuir no mínimo quatro tomadas.
As três primeiras de 600VA e a restante será de 100VA.
Corredor e garagem: a NBR 5410 estabelece pelo menos uma tomada de 100VA em cada cômodo.
Banheiro: a NBR 5410 estabelece pelo menos uma tomada perto do lavatório com potência de 600VA.
Agora veja como ficou a tabela completa:

118
Figura 39
O próximo passo é dividir todas as cargas em circuitos terminais. Para isso será utilizada uma tabela para
organizar as informações. Veja a tabela:

Para estabelecer o(s) circuito(s) de iluminação é necessário calcular a potência total de iluminação da
casa:
P = 160 + 160 + 160 + 160 + 100 + 100 + 100
P = 940VA
Como a potência não ultrapassou 1270VA, apenas um circuito alimentará toda a iluminação da casa: é o
circuito 1. Veja como ficou a tabela.

119
Agora é a vez das tomadas de uso geral. Como as tomadas da cozinha e da lavanderia não podem estar no
mesmo circuito dos outros cômodos, vamos dividi-las em 3 circuitos:
• No circuito 2 ficarão duas tomadas de 600VA e uma tomada de 100VA da cozinha;
• No circuito 3 ficarão duas tomadas de 600VA e uma de 100VA da lavanderia;
• No circuito 4 ficarão uma tomada de 600VA da lavanderia, uma tomada de 600VA e uma de 100VA da
cozinha.
Veja como ficou a tabela.

O próximo passo é somar a potência dos demais cômodo e verificar se a potência não ultrapassa 1270VA:
P = sala + dormitório + garagem + corredor + banheiro
P = 300 + 300 + 100 + 100 + 600
P = 1400VA
Como a potência ultrapassou 1270VA, faremos a seguinte distribuição:
• No circuito 5 ficarão as tomadas da sala, dormitório, garagem e corredor;
• No circuito 6 ficará a tomada do banheiro.
Veja como ficou a tabela:

120
Agora, basta destinar um circuito para cada tomada de uso específico de acordo com a previsão dos
equipamentos a serem instalados na casa.
Veja como ficou a tabela completa:

Veja como ficou a planta com a divisão de circuitos, mas ainda sem o dimensionamento dos condutores,
pois, esse assunto será estudado na próxima unidade.

121
Figura 40
Neste ponto, vamos interromper o estudo do dimensionamento das instalações elétricas, porque se trata de
um assunto bastante complexo e que, por isso, foi dividido em duas partes. Na próxima unidade, você
estudará o dimensionamento dos condutores, eletro dutos e dispositivos de proteção.

27.50 4. DISPOSITIVOS DE MANOBRA, LIGAÇÃO E CONEXÃO


Para acender ou apagar uma lâmpada, fazer funcionar um ferro de passar roupas ou qualquer
eletrodoméstico, é necessária a utilização de dispositivos construídos para esta finalidade. Esses
dispositivos são indispensáveis em uma instalação elétrica e são denominados de interruptores, tomadas,
plugues e porta-lâmpadas.
Este texto apresenta esses dispositivos tratados em suas particularidades técnicas, utilizações e
simbologia, para que você possa escolher e especificar de forma correta o que melhor se adapte às
necessidades do trabalho.

27.51 4.1 Interruptores


Interruptores são dispositivos de manobra que permitem abrir, fechar ou comutar um circuito elétrico.
Geralmente são usados nas instalações elétricas prediais em circuitos de iluminação.
Os interruptores são constituídos basicamente de duas partes:
• Corpo: feito de baquelite, porcelana ou plástico e serve para alojar as partes metálicas compostas pelos
contatos e pelos sistemas de molas.
• Contatos: feitos de latão cadmiado, ferro cadmiado e ferro. Quando acionados, eles têm a função de
abrir, fechar ou comutar um circuito elétrico. Normalmente esses contatos são construídos para
suportarem uma corrente máxima de 10 ampères, valor este que vem impresso no corpo do interruptor.

27.52 4.2 Tipos de interruptores


Os interruptores são fabricados basicamente em três tipos:
• Interruptor simples;
• Interruptor paralelo;
• Interruptor intermediário.
O interruptor simples é o tipo de interruptor mais usado em instalações elétricas e sua única função é
interromper ou restabelecer o circuito. As figuras que seguem representam este tipo de interruptor e um
circuito utilizando um interruptor simples.
122
Figura 41 Figura 42

Em circuitos com interruptor simples, existe a possibilidade de substituição do interruptor por um


dispositivo controlador de luminosidade denominado dimmer.
Esse dispositivo possui dois terminais de ligação e deve ser ligado da mesma forma que o interruptor
simples.
O dimmer apresenta duas vantagens em relação ao interruptor; controle de luminosidade e economia de
energia elétrica, pois pode ser regulado para proporcionar menos luminosidade do que a que seria
fornecida se o comando da iluminação fosse realizado apenas por meio de um interruptos simples.
As ilustrações que seguem apresentam dois modelos de dimmer: um do tipo deslizante e outro do tipo
rotativo.

Figura 43 Figura 44
Os interruptores paralelos são aqueles que permitem o comando de uma lâmpada a partir de dois pontos
diferentes. Eles possuem três bornes: um é comum e os outros dois são responsáveis pela comutação do
circuito, o que permite que se ligue ou desligue o circuito a partir de dois pontos diferentes. Trata-se de
um componente muito usado para comandar iluminação de escadarias, corredores e dormitórios.
As figuras que seguem ilustram o sistema de acionamento interno e o esquema elétrico desse interruptor.

Figura 45 Figura 46
As figuras a seguir demonstram um circuito utilizando interruptores paralelos

Figura 47
123
Figura 48

Se os dois interruptores estiverem na mesma posição (posição I ou posição II), a lâmpada estará acesa.
Por outro lado, se os interruptores estiverem em posições diferentes, a lâmpada se apagará. Desta forma,
independentemente da posição de um dos interruptores, é possível comandar a lâmpada a partir de
qualquer um dos pontos.
Quando é necessário comandar uma lâmpada ou um circuito a partir de vários pontos diferentes (três ou
mais pontos), é necessário utilizar dois interruptores paralelos e interruptores intermediários entre eles.
Os interruptores intermediários possuem quatro bornes de ligação, responsáveis pela comutação dos
circuitos.
Através desses interruptores é possível a comutação do circuito em quantos pontos forem necessários,
pois a sua construção permite dois tipos de ligações que possibilitam esta comutação. As figuras a seguir
ilustram as ligações nas posições I e II.

Figura 49 Figura 50

A seguir é mostrado o esquema de um circuito de iluminação comandado a partir de quatro pontos


diferentes, utilizando dois interruptores paralelos e dois intermediários.

Figura 51
Se for necessário comandar a lâmpada do circuito anterior em sete pontos diferentes, bastaria acrescentar
ao circuito mais três interruptores intermediários, entre os interruptores paralelos.
Estes interruptores são utilizados em corredores longos com várias portas no seu percurso, como por
exemplo, em hospitais, onde é necessário o comando de um circuito em vários pontos diferentes.
O aspecto físico dos interruptores varia de acordo com o fabricante e necessidade do ambiente onde ele
será usado. Os interruptores simples e paralelo são idênticos e o intermediário possui tecla dupla.
A seguir são apresentados alguns modelos como exemplo. É sempre interessante consultar catálogos de
fabricantes para conhecer a diversidade de combinações e tipos de interruptores fabricados, a fim de
escolher o que melhor se adapte ao trabalho a ser realizado.

124
Figura 52
De acordo com o interruptor utilizado, escolhe-se um tipo de placa de proteção.
As figuras que seguem ilustram alguns modelos.

Figura 53

27.53 4.3 Tomadas e plugues


Tomadas e plugues são dispositivos que permitem ligações elétricas provisórias de aparelhos portáteis
industriais e eletrodomésticos. A ligação é feita por meio do encaixe entre o plugue, que é a parte móvel,
e a tomada, que é a parte fixa.

Figura 54
Nesses tipos de dispositivos os valores de tensão de serviço e corrente nominal mais comuns são: 250 V -
6A, 10A, 15A e 30A.
Os plugues e as tomadas são fabricados normalmente de baquelite, porcelana ou náilon. Eles se
diferenciam entre si pelo formato e quantidade de pinos. Os pinos podem ser redondos ou chatos e devem
corresponder ao formato e quantidade dos contatos da tomada.
Quando o plugue possui o pino-terra, este normalmente diferencia-se dos outros pinos pelo seu maior
comprimento.

125
Figura 55
A tomada pode ser simples ou universal. O que diferencia uma da outra é o formato dos pinos do plugue
que podem ser encaixados. A tomada simples só pode receber pinos redondos, enquanto que a tomada
universal aceita pinos redondos e chatos, conforme ilustrações que seguem.

Figura 56
A seguir, são apresentados alguns modelos de tomadas e plugues. Consultando catálogos de fabricantes, é
possível encontrar muitos outros tipos.

Figura 57 Figura 58
A instalação de interruptores e tomadas deve obedecer à norma NBR 5410. Essa norma determina que o
interruptor fique a 1,3 m do piso. Para tomadas existem três alturas padronizadas: a 30 cm (baixa), a 1,3
m (média) e a 2 m (alta) do piso acabado.

27.54 4.4 Porta-lâmpadas


Porta-lâmpadas são dispositivos de fixação e conexão elétrica usados entre a lâmpada e os condutores. Os
materiais mais utilizados na fabricação desses dispositivos são a porcelana e o baquelite.
A norma NBR 5112 determina todos os parâmetros construtivos e ensaios desse dispositivo.
A rosca destinada a receber a lâmpada é denominada de rosca Edison, com vários diâmetros diferentes. O
seu código é provido da letra E (Edison) e um número que determina o diâmetro da rosca em milímetros:
E-10, E-12, E-14, E- 17, E-27 e E-40.
As lâmpadas incandescentes, assim como as lâmpadas eletrônicas (econômicas) usadas em residências
possuem rosca E-27.
Alguns tipos de porta-lâmpadas são mostrados nas figuras que seguem.

Figura 59
É importante lembrar que, para se manter atualizado em relação à tecnologia e aplicação dos diversos
componentes dos circuitos elétricos que compõem uma instalação elétrica predial, o eletricista deve
colecionar catálogos de fabricantes.
Além de fornecer dados técnicos atualizados sobre os componentes, eles o ajudarão a dar orientação mais
correta para auxiliar o cliente na escolha do melhor material para sua instalação.

27.55 5. DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES, ELETRODUTOS E DISPOSITIVOS DE


PROTEÇÃO
Na Unidade 2, você aprendeu a dimensionar a quantidade dos pontos de iluminação e de tomadas de uso
geral e específico em uma instalação predial. Viu que as determinações da NBR 5410 referem-se sempre
a quantidades mínimas desses componentes, o que, devido à grande quantidade de eletrodomésticos

126
presentes até mesmo nas residências mais simples, resultarão em uma instalação que, geralmente, não
atenderá às necessidades de seus usuários.
Aprendeu, também, a dividir a instalação em circuitos terminais e a calcular a corrente a ser suprida pelos
circuitos. Esse dado auxilia na escolha dos condutores e dispositivos de proteção adequados a cada
circuito.
Nesta unidade, você vai aprender a dimensionar os condutores, eletrodutos e os dispositivos de proteção
para os circuitos de iluminação, os das tomadas de uso geral e os das tomadas de uso específico.

27.56 5.1 Dimensionamento de condutores


O dimensionamento de condutores tem por objetivo a determinação do valor da sua seção nominal
(bitola), de modo a poder transportar a corrente necessária ao funcionamento do circuito, sem que haja
sobreaquecimento nos condutores.
A NBR 5410/04 especifica os condutores em mm2 e estabelece as seções máximas dos condutores de um
circuito em função do uso. A seção mínima foi estabelecida, de forma a atender às condições mínimas de
utilização e de segurança contra esforços mecânicos.

27.57 5.2 Seção mínima dos condutores


Veja a tabela simplificada que estabelece a seção mínima do condutor-fase de um circuito em função do
uso:

Observe que através da tabela,


a NBR 5410/04 estabelece que, para um circuito de iluminação, utilizando condutores isolados, a seção
mínima do condutor de cobre é de 1,5mm2, ou seja, mesmo se você for alimentar uma simples lâmpada
de 100W/127V, deve utilizar, no mínimo, o condutor com seção de 1,5mm2. Para um circuito de tomadas
de uso geral, a seção mínima do condutor de cobre é de 2,5mm2.
A NBR 5410/04 também estabelece a seção mínima dos condutores neutro e de aterramento, de acordo
com as seguintes tabelas:
a) Seção mínima dos condutores neutro e de aterramento para circuitos monofásicos e bifásicos

b) Seção mínima
dos condutores neutro e de aterramento para circuitos trifásicos

127
Para o
dimensionamento dos condutores, a NBR 5410/04 estabelece dois critérios. São eles:
· Dimensionamento pelo critério da máxima condução de corrente;
· Dimensionamento pelo critério da queda de tensão admissível nos condutores.
Neste texto, será utilizado o critério da máxima condução de corrente, devido a sua maior utilização em
projetos elétricos prediais e residenciais. Para obter informações sobre o critério da queda de tensão
admissível nos condutores, você deverá consultar os textos complementares.

27.58 5.3 Dimensionamento pelo critério da máxima condução de corrente


Para realizar o dimensionamento dos condutores pelo critério da máxima condução de corrente, é
necessário seguir as seguintes etapas:
• Calcular a corrente elétrica de cada circuito (corrente de projeto);
• Determinar o fator de agrupamento de cada circuito;
• Calcular a corrente corrigida de cada circuito;
• Determinar o condutor em função da máxima capacidade de condução de corrente.

27.59 Cálculo da corrente de projeto


Pelo critério de dimensionamento por meio da máxima condução de corrente, será analisada, a corrente
elétrica de cada circuito. Para isto, deve-se determinar o valor da corrente para a qual será dimensionado o
condutor. Esse valor é determinado de corrente de projeto (IB), e para cada circuito ela é determinada por
meio da seguinte expressão:
IB = P ÷ V
Nela, P é a potência do circuito (em VA ou W) e V é a tensão do circuito (em V) Observe como se
calcula a corrente de projeto de um circuito de ilumina_o que foi projetado com 900VA de potência
alimentado por uma tensão de 127V:
IB = P ÷ V
IB = 900 ÷ 127
IB = 7,08A
A corrente de projeto (IB) deste circuito de iluminação é 7,08A.
Observe agora, como é calculada a corrente de projeto de um circuito de tomada de uso específico, que
alimenta um chuveiro de 5600W com 220V.
IB = P ÷ V
IB = 5600 ÷ 220
IB = 25,45A
A corrente de projeto (IB) do circuito do chuveiro é 25,45A.
28 Fator de agrupamento
A corrente de projeto indica qual é, por exemplo, a corrente elétrica que será transportada pelo condutor
quando o chuveiro estiver ligado. Essa corrente elétrica que passa pelo condutor localizado dentro do
eletroduto provoca um aquecimento. Esse aquecimento é dissipado dentro do eletroduto e quanto maior
for a quantidade de circuitos dentro do eletroduto, menor será a capacidade desse eletroduto de dissipar
esse calor, o que causa o superaquecimento do circuito.
Como a dissipação do calor está prejudicada e há superaquecimento no circuito, os condutores ficam com
a sua capacidade de condução de corrente prejudicada em função desse aquecimento. Para solucionar este
problema, a NBR 5410/04 estabelece que seja feita a correção da corrente elétrica em função do número
de circuitos agrupados no interior do eletroduto.

128
O fator de agrupamento de condutores é o valor utilizado para efetuar a correção da corrente elétrica. O
fator de agrupamento é um valor numérico estabelecido em função do agrupamento de circuitos no pior
trecho do projeto. Observe a tabela a seguir:

Para utilizar a tabela, você deverá identificar o circuito cujo fator de agrupamento deverá ser calculado.
Em seguida, deverá seguir todo o trajeto desse circuito e identificar em qual trecho do percurso há um
maior agrupamento de outros circuitos.

28.1 Cálculo da corrente corrigida


A corrente corrigida de um circuito é o valor da corrente de projeto corrigida em função do agrupamento.
Para calcular o valor da corrente corrigida (Ic) de um circuito, basta aplicar a seguinte fórmula:
Ic = IB ÷ f
Nela, Ic é a corrente corrigida; IB é a corrente de projeto e f é o fator de agrupamento.
Para melhor explicar como calcular a corrente corrigida dos circuitos, só apresentados a seguir alguns
exemplos.
Exemplo 1
O circuito 1 de uma casa alimenta o circuito de iluminação com 1000VA de potência elétrica. Supondo
que no trajeto deste circuito do projeto elétrico, na pior situação, ele seja instalado junto com outros dois
circuitos no eletroduto próximo ao quadro geral, qual é a corrente elétrica corrigida (Ic) deste circuito?
Inicialmente, é necessário calcular a corrente de projeto (IB)
IB = P ÷ V
IB = 1000 ÷ 127
IB = 7,87A
Agora, é necessário encontrar o fator de agrupamento deste circuito na tabela.

Como o circuito 1 está


agrupado com mais dois circuitos no interior do eletroduto, o fator de agrupamento para 3 circuitos
agrupados no interior do eletroduto é 0,70. Assim, f = 0,70.
Aplicando a fórmula tem-se:
Ic = IB ÷ f
Ic = 7,87 ÷ 0,70
129
Ic = 11,24A
A corrente corrigida (Ic) do circuito 1 é 11,24A.
Exemplo 2
O circuito 2 de uma casa alimenta o circuito do chuveiro com 5600VA de potência elétrica. Supondo que
no trajeto deste circuito no projeto elétrico, na pior situação, ele seja instalado junto com outro circuito no
eletroduto próximo ao quadro geral, qual é a corrente elétrica corrigida (Ic) do circuito 2?
Primeiramente, é necessário calcular a corrente de projeto (IB):
IB = P ÷ V
IB = 5600 ÷ 220
IB = 25,45A
Como o circuito 2 está agrupado com mais um circuito no interior do eletroduto, o fator de agrupamento
para 2 circuitos agrupados no interior do eletroduto é 0,80.
Assim, f = 0,80.
Aplicando a fórmula temos:
Ic = IB ÷ f
Ic = 25,45 ÷ 0,80
Ic = 31,81A
A corrente corrigida (Ic) do circuito 2 é 1,81A.

28.2 Capacidade de condução de corrente dos condutores


Para dimensionar corretamente os condutores a serem empregados na instalação, além dos cálculos que
você já aprendeu a fazer, é necessário conhecer, agora, qual é a corrente elétrica que os condutores
suportam, sem que haja sobreaquecimento suficiente para danificar a sua isolação. A NBR 5410/04,
estabelece os valores de corrente para os condutores em função do modo como serão instalados.
A tabela a seguir, fornece os valores nominais de capacidade de condução de corrente, para condutores
isolados, instalados no interior de eletrodutos plásticos embutidos em alvenaria ou eletrodutos metálicos
aparentes.

Na tabela, observe que um condutor, com seção de 1,5 mm2, suporta 15,5A e, um condutor, com 4,0
mm2, suporta 28A.
Agora que você já sabe qual é a seção mínima do condutor de cada circuito em função do uso, sabe como
calcular a corrente corrigida de um circuito e também sabe qual a máxima corrente que os condutores
suportam de acordo com a NBR 5410/04. Para escolher a correta seção do condutor a ser utilizado no
projeto, basta seguir a seguinte expressão:
IZ ≥ IC
A expressão significa que o condutor escolhido deve possuir uma capacidade de condução de corrente
maior ou igual é corrente corrigida. Nela, IC é a corrente corrigida e IZ é a capacidade de condução de
corrente.
Veja os exemplos que mostram como definir a capacidade de condução de corrente dos condutores.
Exemplo 1
Qual é a seção do circuito 1 de uma residência que possui as seguintes características:
- Circuito de iluminação;

130
- Potência de 800VA;
- Tensão do circuito igual a 127V;
- 2 circuitos agrupados no interior do eletroduto.
O primeiro passo é calcular a corrente de projeto:
IB = P ÷ V
IB = 800 ÷ 127
IB = 6,29A
Como o circuito 1 está agrupado com mais um circuito no interior do eletroduto, o fator de agrupamento
para 2 circuitos no interior do eletroduto é 0,80. Assim, f = 0,80
Aplicando a fórmula tem-se:
Ic = IB ÷ f
Ic = 6,29 ÷ 0,80
Ic = 7,87A
Para determinar a seção do condutor a ser utilizado, é necessário consultar a tabela referente à capacidade
de condução de corrente dos condutores. Pela NBR 5410/04, não é permitido utilizar um condutor com
seção menor que 1,5mm2, que, pela tabela de capacidade de condução de corrente de condutores, suporta
até 15,5A. Então, o condutor a ser utilizado é o de 1,5 mm2.
Exemplo 2
Quais são as seções dos condutores dos circuitos 1, 2 e 3 da planta mostrada a
seguir, para uma tensão de 127 V (fase-neutro) e 220 V (fase-fase)?

Para auxiliar a organização dos dados, vamos utilizar a seguinte tabela:

Agora, vamos preencher a tabela com o número de cada circuito, o tipo (iluminação, TUG ou TUE), a
tensão e a potência de cada um. Veja como ficou a tabela:

131
Agora, é preciso calcular a corrente de projeto (IB). Para isso, basta dividir a potência pela tensão de cada
circuito. Veja como ficou a tabela:

Agora, para determinar o fator de agrupamento, deve-se observar a planta, e verificar a pior situação de
cada circuito, ou seja, analisar o caminho que cada circuito percorre na planta para indicar qual o seu
maior agrupamento. Veja como ficou a tabela:

Observe que a pior situação do circuito 1, está no trecho entre o quadro geral e a lâmpada. No trecho,
existem dois circuitos agrupados, o circuito 1 e o circuito 3, como para o circuito 3 também é a pior
situação, ou seja, dois circuitos agrupados no interior do eletroduto, o fator de agrupamento para o
circuito 1 e para o circuito b3 é 0,80.
Observe agora que, para o circuito 2, o fator de agrupamento é 1,00, pois em todo o seu percurso na
planta, ele não divide espaço com nenhum outro circuito.
O próximo passo é calcular a corrente corrigida. Para isso, basta dividir a corrente de projeto (IB) pelo
fator de agrupamento (f). Veja como ficou a tabela:

Note que a corrente do circuito 2 não sofreu alteração. Isso ocorre devido a sua característica de estar
sozinho no interior do eletroduto.
Agora o passo final é definir qual é a seção dos condutores a serem utilizados em cada circuito. Lembre-
se de que para circuitos de iluminação, a seção mínima estabelecida pela NBR 5410/04 é 1,5mm2 e para
circuitos de tomadas, a seção mínima é de 2,5mm2.
Para o circuito 1, a corrente corrigida é 1,96A. Para este valor de corrente, um condutor de seção igual a
0,50mm2 seria suficiente, mas devido à exigência da NBR 5410/04 que também se preocupa com
esforços mecânicos, a seção do condutor a ser utilizada será de 1,5mm2.
Para o circuito 2, também ocorre a mesma situação, já que o circuito possui um valor pequeno de
corrente, mas em função do uso do circuito, a seção a ser utilizada será de 2,5mm2.
Para o circuito 3, é preciso tomar cuidado para determinar a seção do condutor a ser utilizado, pois a NBR
5410/04 estabelece a seção mínima de 2,5mm2, mas este condutor suporta até 21A, inferior à corrente
corrigida. Para solucionar este problema, basta utilizar o condutor com seção de 4mm2, que suporta até
28A.

Veja como ficou a tabela completa para o exemplo dado:

132
28.3 5.4 Dimensionamento eletrodutos
Para o correto dimensionamento dos eletrodutos de uma instalação elétrica, é necessário definir a taxa de
ocupação do eletroduto a ser utilizado. A taxa de ocupação é o percentual máximo da área do eletroduto
que pode ser ocupada pelos condutores. A taxa de ocupação pode variar entre 40% e 53% em função da
quantidade de condutores que serão instalados.
A taxa de ocupação mais utilizada é a de 40%, pois é utilizada quando serão instalados 3 ou mais
condutores no interior do eletroduto.
Para simplificar o dimensionamento, utiliza-se uma tabela, que a partir do número de condutores e a
seção do maior condutor de cada trecho, fornece o tamanho nominal do eletroduto. Veja a tabela:

Veja os exemplos abaixo para auxiliá-lo no entendimento da tabela de dimensionamento de eletrodutos.


Exemplo 1
Determinar o diâmetro do eletroduto para os condutores fase e neutro de 1,5mm2 e duas fases e um terra
de 4mm2.
Neste trecho de eletroduto passam cinco condutores e a seção do maior condutor é 4mm2.

Veja como localizar o valor na tabela.

O diâmetro do eletroduto a ser utilizado é de 20mm.

133
Exemplo 2
Determinar o diâmetro do eletroduto para os condutores fase e neutro de 1,5mm2, fase, neutro e terra de
2,5mm2 e duas fases e um terra de 4mm2.
Neste trecho de eletroduto passam oito condutores e a seção do maior condutor é 4mm2.
Veja como encontrar o valor na tabela:

O eletroduto a ser utilizado será o de 25mm.

28.4 5.5 Dispositivos de proteção


Depois de dimensionar os condutores dos circuitos e seus respectivos eletrodutos, é necessário determinar
a proteção dos circuitos devido à probabilidade de ocorrerem sobrecorrentes e curtos-circuitos.
A NBR 5410/04 estabelece que “os condutores devem ser protegidos por um ou mais dispositivos de
seccionamento automático contra sobrecargas e curtoscircuitos”.
Os dispositivos de proteção de circuitos são os fusíveis e os disjuntores. Para determinar a proteção dos
circuitos, serão utilizados os disjuntores termomagnéticos (DTM), devido a sua grande utilização nas
instalações prediais e residenciais.

28.5 Dimensionamento do dispositivo de proteção


Para dimensionar o correto disjuntor que irão proteger um circuito, basta seguir a seguinte definição
estabelecida pela NBR 5410/04: Ic ≤ In ≤ Iz , onde Ic é a corrente corrigida do circuito; In é a corrente
nominal do disjuntor e Iz é a capacidade de condução de corrente do condutor.
Isso significa que a corrente do disjuntor tem que ser maior ou igual à corrente corrigida e ao mesmo
tempo, ser menor ou igual à capacidade de condução de corrente do condutor.
Para facilitar a organização das informações, vamos utilizar a tabela de dimensionamento de condutores,
com uma coluna a mais para indicar o valor do disjuntor.
Observe como ficou a tabela:

Para dimensionar o valor da corrente do disjuntor do circuito 1, deve-se escolher um disjuntor com
corrente superior ou igual a 1,96A (IC) e menor ou igual a 15,5ª (IZ). Veja a definição:
1,69 ≤ In ≤ 15,5

134
Para a escolha do disjuntor existe a opção de 10A ou 15A, porém vamos indicar um disjuntor de 15A para
dar uma “folga” ao circuito e proteger os condutores. O circuito poderá, também, alimentar mais
lâmpadas.
Veja agora a definição para o circuito 2: 2,36 ≤ In ≤ 21
O disjuntor será o de 20A.
Para o circuito 3, veja como fica a definição: 25 ≤ In ≤ 28
O disjuntor será o de 25A, pois não são fabricados disjuntores de 26A, 27A ou 28A. Veja como ficou a
tabela:

28.6 5.6 Quadro geral de força e luz


Conclusão o dimensionamento dos dispositivos de proteção, é necessário definir o quadro de distribuição
adequado para a instalação. Também chamado de quadro de luz, é por meio dele que se faz a distribuição
dos circuitos da instalação elétrica. O quadro geral de força e luz é o centro de distribuição, pois:
• Recebe os condutores que vêm do medidor;
• Contém os dispositivos de proteção;
• Distribui os circuitos terminais que farão a alimentação de toda a instalação.

Figura 60
O quadro de distribuição deverá:
• conter um dispositivo de proteção Diferencial Residual contra choques elétricos;
• ser instalado em lugar de fácil acesso, com proteção adequada às influências externas e o mais próximo
possível do centro de cargas da residência (local onde haja maior concentração de cargas de potências
elevadas: cozinha, área de serviço, banheiro, etc.);
• possuir identificação dos circuitos.
Em cada quadro de distribuição, deverá ser prevista uma capacidade de reserva que permita ampliações
futuras. Essa capacidade deverá ser compatível com a quantidade e tipo de circuitos efetivamente
previstos inicialmente.
De acordo com a NBR 5410/ 2004, esta previsão de reserva deverá obedecer aos seguintes critérios:
• Quadros com até 6 circuitos: prever espaço reserva para, no mínimo, 2 circuitos;
• Quadros de 7 a 12 circuitos: prever espaço reserva para, no mínimo, 3 circuitos;
• Quadros de 13 a 30 circuitos: prever espaço reserva para, no mínimo, 4 circuitos;
• Quadros acima de 30 circuitos: prever espaço reserva para, no mínimo, 15% dos circuitos.

28.7 6. CONDUTORES E ELETRODUTOS


Os condutores elétricos são componentes essenciais do circuito elétrico, pois é através deles que a
corrente elétrica circula. Por causa disso, dissipam certa quantidade de calor (efeito Joule). Embora isso

135
não possa ser evitado, poderá ser minimizado por meio da escolha correta do tipo de condutor cujo
material de fabricação e bitola devem estar de acordo com as demandas de sua utilização.
De mesma forma, a utilização do eletroduto adequado às necessidades de segurança da instalação, é de
grande importância.
O presente texto contém informações sobre condutores e eletrodutos que são de interesse de todo
eletricista.

28.8 6.1 Materiais para a fabricação de condutores


Como já foi estudado, condutor é o componente do circuito que conduz a corrente elétrica. Ele é tão mais
eficaz quanto maior for sua capacidade de facilitar a passagem da corrente.
Por causa disso, os condutores elétricos são fabricados com materiais cuja formação atômica facilita a
ocorrência de uma corrente elétrica, ou seja, materiais que conduzem eletricidade com maior eficácia
devido a sua condutibilidade.
Os materiais mais utilizados como condutores elétricos são o cobre e o alumínio.
Esses dois materiais apresentam vantagens e desvantagens em sua utilização. A tabela a seguir apresenta
em destaque os itens nos quais um material apresenta vantagem sobre o outro.

Comparando a resistividade do alumínio com a do cobre, verifica-se que a resistividade do alumínio é 1,6
vezes maior que a do cobre. Portanto, para substituir um condutor de alumínio por um de cobre, deve-se
diminuir a seção deste em 1,6 vezes com relação ao condutor de alumínio, para que este conduza a
mesma corrente nas mesmas condições.
Em instalações residenciais, comerciais e industriais, o condutor de cobre é o mais utilizado. O condutor
de alumínio é mais empregado em linhas de transmissão de eletricidade. Esse uso é devido à sua menor
densidade e, conseqüentemente, menor peso. Isso é um fator de economia, pois as torres de sustentação
podem ser menos reforçadas.

28.9 6.2 Tipos de condutores


O condutor pode ser constituído de um ou vários fios. Quando é constituído por apenas um fio é
denominado de fio rígido. Quando é constituído por vários fios, é chamado de cabo.

Figura 61
O cabo é mais flexível que um fio de mesma seção. Assim, quando se necessita de um condutor com
seção transversal superior a 10 mm2 é quase obrigatório o uso do cabo devido à sua flexibilidade, uma
vez que o fio a partir desta seção é de difícil manuseio.
O cabo pode ser formado por um condutor (cabo simples ou singelo) ou vários condutores (múltiplo).

136
Figura 62

28.10 6.3 Isolação


Para a proteção do condutor é utilizada uma capa de material isolante denominada isolação, com
determinadas propriedades destinadas a isolá-los entre si. A isolação deve suportar a diferença de
potencial entre os condutores e terra, e proteger o condutor de choques mecânicos, umidade e corrosivos.
Alguns condutores são fabricados com duas camadas de materiais diferentes, porém completamente
aderidas entre si.

Figura 63
A camada interna é constituída por um composto com propriedades elétricas superiores, sendo que a
externa é constituída por um material com características mecânicas excelentes.

Figura 64
A isolação suporta temperaturas elevadas, de acordo com o material que é utilizado na sua fabricação.
Veja tabela a seguir:

28.11 6.4 Normalização


No Brasil, até 1982, os condutores elétricos eram fabricados de acordo com a escala AWG / MCM. A
partir daquele ano, de acordo com o plano de metrificação do Instituto Nacional de Metrologia, foi
implantada a série métrica conforme as normas da IEC.
Como conseqüência, a NBR 5410 inclui duas novas características nas especificações dos fios e cabos:
• nova escala de seções padronizadas em mm2 e
• emprego de materiais isolantes com nova temperatura-limite, aumentando de 60°C para 70°C. Com isso,
houve um aumento da densidade de corrente (ampères por mm2) uma vez que o emprego de materiais
isolantes com maior temperatura-limite possibilita este aumento.
137
Outra vantagem dessa mudança é que as seções são dadas em números redondos, ou seja, com menores
números de casas decimais em relação ao sistema AWG / MCM.
A tabela que segue mostra o limite de condução de corrente elétrica pelos condutores, no sistema métrico,
a capacidade de condução de corrente para cabos isolados até 3 condutores carregados, e maneiras de
instalar n°s. 1,2 ,3 ,5 e 6 da norma NBR 5410.
As normas da ABNT aplicáveis a fios e cabos são:
· NBR-6880 para condutores de cobre para cabos isolados.
· NBR-6148 para fios e cabos com isolação sólida extrudada de cloreto de polivinila para tensões até
750V-especificações.
Todos os condutores elétricos devem estar devidamente protegidos contra sobrecargas e curtos-circuitos.
A proteção deverá ser feita através de fusíveis ou disjuntores adequados. Tais dispositivos de proteção
deverão ser dimensionados de acordo com a capacidade de condução de corrente do condutor
estabelecida pela norma vigente e que, também, é fornecida pelo fabricante, muitas vezes na própria
embalagem do produto.

28.12 6.5 Emendas e derivações


Quando é necessário unir as extremidades de condutores de modo a assegurar resistência mecânica
adequada e um contato elétrico perfeito, usam-se emendas e derivações.
Os tipos de emendas mais empregados são:
• Emendas em linhas abertas;
• Emendas em caixas de ligação;
• Emendas com fios grossos.
As emendas feitas em linhas abertas são feitas enrolando-se a extremidade do condutor à ponta do outro e
vice-versa. Este tipo de emenda é denominado de prolongamento.

Figura 65
Para se executar este tipo de emenda, os condutores a serem unidos devem ser desencapados com o
auxílio de um canivete em aproximadamente 50 vezes seu diâmetro.

Figura 66
O revestimento isolante deve ser retirado com um canivete usado de forma inclinada como se estivesse
apontando um lápis.

Figura 67
O fio sem isolação deve ser cruzado, e as primeiras espiras enroladas com os dedos:

138
Figuras 68 e 69
Então, prossegue-se com o alicate universal, dando o aperto final com dois alicates.

Figura 70 Figura 71
As emendas de condutores em caixas de ligações são denominadas rabo de rato.
Para esse tipo de emenda, os condutores são desencapados da mesma forma e comprimento do processo
anterior.
Os fios devem estar fora da caixa e a emenda deve ser iniciada torcendo-se os condutores com os dedos.

Figura 72 Figura 73
O aperto final deve ser dado com o alicate.

Figura 74
Dobrando-se a emenda no meio, faz-se o travamento.

Figura 75

139
Quando é necessário derivar um condutor em uma rede elétrica, independentemente do tipo de ligação,
usa-se a derivação.

Figura 76
O condutor a ser derivado deve ser desencapado num comprimento de aproximadamente 50 vezes seu
diâmetro. A região do outro condutor onde se efetuará a emenda deve ser desencapada num comprimento
aproximado de 10 vezes o seu diâmetro.

Figura 77
Deve-se cruzar o condutor em um ângulo de 90° em relação ao condutor principal, segurando-os com o
alicate universal.

Figura 78
O condutor derivado deve ser enrolado com os dedos sobre o principal mantendo-se as espiras uma ao
lado da outra, e um mínimo de 6 espiras.

Figura 79 Figura 80
Utilizando dois alicates, dá-se o aperto final e o arremate.

140
Figura 81
Em virtude da resistência que os condutores oferecem na torção das pontas, em condutores com seção
igual ou superior a 10 mm2 outro processo de emenda é utilizado. Isso exige técnica especial de junções,
a fim de assegurar uma ligação mecânica forte, além do bom contato elétrico.

28.13 6.6 Emendas de fios grossos


Em relação às emendas de fios grossos, observa-se a regra geral de que as emendas só podem ser
executadas com auxílio de conectores. A tabela a seguir resume informações sobre esse tipo de emenda.
(Figuras 22, 23, 24, 25, 26, 27)

28.14 6.7 Emenda por soldagem


Outra forma de emendar fios grossos é pela emenda por soldagem que apresenta um bom contato elétrico
e boa resistência mecânica. Ela é executada com o auxílio de um metal de adição formado por uma liga
de estanho e chumbo.

141
Figura 88
Para executar a emenda por soldagem, o ferro de soldar deve estar com a ponta limpa, quente e com uma
certa quantidade de metal de adição derretido.
O ferro deve ser o apoio da emenda, e o metal de adição deve estar apoiado na parte superior da emenda
até que a solda fundida preencha todos espaços entre as espiras e cubra totalmente a emenda.

Importante!
Durante o processo de soldagem, manter o ambiente ventilado e deve-se evitar a inalação dos vapores
emitidos neste momento, uma vez que prejudicam a saúde.

28.15 6.8 Conectores especiais


A conexão de condutores pode também ser feita por meio de conectores especiais, denominados bornes
ou conectores bornes, que unem fios ou cabos por meio de parafusos.

Figura 89 Figura 90 Figura 91


Outra forma de conexão de condutores a equipamentos é o olhal, feito com um alicate de bico. É
importante observar o sentido de aperto do parafuso ao se conectar o fio no equipamento para que o olhal
não se abra.

Figura 92

28.16 6.9 Isolação de emendas e derivações


Toda emenda e derivação deve ser protegida por uma isolação restabelecendo as condições de isolação
dos condutores. Essa isolação é feita por meio da fita isolante.
A fita isolante é fabricada com materiais plásticos e borracha. É apresentada comercialmente em rolos
com diferentes comprimentos e larguras adequadas a cada tipo de condutor que se queira isolar.
Independentemente do tipo de emenda ou derivação, esta deve ser isolada com no mínimo, duas camadas
de fita sem que ela seja cortada, procurando deixá-la bem esticada e com a mesma espessura do
isolamento do condutor.

Figura 93 Figura 94 Figura 95

28.17 6.10 Eletrodutos


Eletrodutos são tubos de metal ou plástico, rígidos ou flexíveis, utilizados com a finalidade de proteger os
condutores contra umidade, ácidos ou choques mecânicos. Podem ser classificados em:
• eletroduto rígido de aço-carbono;
• eletroduto rígido de PVC;
• eletroduto metálico flexível;
142
• eletroduto de PVC flexível.

28.18 6.10.1 Eletrodutos rígidos de aço


Os eletrodutos rígidos de aço são tubos de aço com ou sem costura longitudinal (solda), com diâmetros e
espessuras de paredes diferenciados, e com acabamento de superfície externo e/ou interno, que pode ser
brunido, decapado, fosfatizado, galvanizado, pintado, polido, revestido ou trefilado. São usados
normalmente em instalações expostas.

Figura 96
Comercialmente são adquiridos em barras de 3 metros, cujas extremidades são roscadas e providas de
uma luva.

Figura 97
Os eletrodutos rígidos de aço são especificados de acordo com as normas NBR 5597, 5598, 5624 e
13057. Apresentam variação de diâmetro e espessura de parede conforme a tabela a seguir:

As diferenças entre as normas citadas estão no acabamento, no tipo de rosca (BSP ou NPT) e na presença
ou ausência de costura no eletroduto.

143
Observações
I. A designação do diâmetro do eletroduto deve ser feita pelo diâmetro nominal e não pela designação da
rosca.
II. No comércio são encontrados eletrodutos de má qualidade que não atendem às normas. Os
comerciantes chamam esses materiais de eletrodutos leves, médios ou pesados. Esse material e essas
denominações não devem ser usados.
Para a fixação dos eletrodutos em instalações aparentes são utilizadas braçadeiras apropriadas para cada
ocasião e que são encontradas em catálogos de fabricantes.
Os eletrodutos metálicos não devem ser utilizados em ambientes corrosivos ou com excessiva umidade.
Além disso, eles devem ser curvados a frio, pois o calor destrói sua proteção de esmalte, o que causará a
posterior oxidação do eletroduto.

28.19 6.10.2 Dobramento de eletrodutos metálicos


Em alguns casos, é necessário dobrar eletrodutos de aço. Isso é feito para adaptá-los ao traçado de uma
instalação, quando se deseja que uma rede de eletrodutos transponha um obstáculo, acompanhe uma
superfície com uma eventual curvatura ou mesmo por falta de uma curva pré-fabricada.

Figura 98
Para dobrar o eletroduto é necessário que antes se prepare um gabarito de arame de acordo com as curvas
a serem feitas.

Figura 99
As partes que serão curvadas devem ser marcadas no eletroduto.
Para executar o dobramento, apóia-se o eletroduto no chão. O dobra-tubos é então seguro com as mãos, e
o operador prende o eletroduto com os pés. O cabo do dobra- tubos é puxado aos poucos e o eletroduto é
dobrado conforme a inclinação da curva desejada.
Durante essa operação, não se pode esquecer de comparar o eletroduto com o gabarito preparado
anteriormente.
Para executar essa operação, pode-se usar, também, o tripé do tipo dobra-tubos.
Com esse equipamento, porém, o tripé fica fixo e é o eletroduto que é movimentado.

28.20 6.10.3 Eletroduto rígido de PVC


Estes eletrodutos são fabricados com derivados de petróleo, sendo isolantes elétricos, não sofrem corrosão
nem são atacados por ácidos.
São fabricados em barras de 3 metros e têm, também, suas extremidades roscadas. Seus diâmetros e
espessura de parede são determinados pela NBR 6150, conforme tabela que segue:

144
Os eletrodutos rígidos de PVC são normalmente utilizados em instalações embutidas ou instalações
externas em ambientes úmidos. Porém, não devem ser utilizados em ambientes onde a temperatura seja
superior a 50ºC.
Para utilização em desvios da instalação são fabricadas curvas de 90º.

Figura 100
Em alguns casos é necessário curvar o eletroduto em ângulos, para adaptá-lo ao traçado de uma
instalação, quando este encontre um obstáculo ou acompanhe uma superfície com uma curvatura especial.
Da mesma forma como com os eletrodutos de aço, em alguns casos, quando se empregam os eletrodutos
rígidos de PVC, é necessário curvá-los em ângulos, para adaptá-los ao traçado da instalação. Para isso, é
necessário ter uma fonte de calor e uma mola de aço com diâmetro compatível com a medida do diâmetro
interno do eletroduto.
Para curvar o eletroduto de PVC, primeiro deve-se marcar a zona a ser curvada com dois traços. Depois
disso, seleciona-se a mola correspondente ao eletroduto, introduzindo-a de maneira que coincida com a
zona a ser curvada.

Figura 101 Figura 102


A zona a ser curvada, deve ser aquecida, girando-se e deslocando-se o eletroduto em um e outro sentido,
sobre uma fonte de calor suave, para que o plástico amoleça. A fonte de calor pode ser um fogareiro
elétrico, um soprador térmico, ou mesmo uma chama.

Figura 103
Quando se percebe que o material está cedendo, começa-se a curvá-lo lentamente. Deve-se evitar queimar
ou amolecer demasiado o plástico.
Continua-se dobrando o eletroduto até obter a forma desejada, controlando com o gabarito
correspondente ou sobrepondo-o ao traçado. Quando o curvamento estiver de acordo com o gabarito, a
zona curvada deve ser imediatamente resfriada com um pano umedecido ou submergindo-a em um
recipiente com água fria.

145
28.21 6.10.4 Eletroduto metálico flexível
Este eletroduto é formado por uma cinta de aço galvanizada, enrolada em espirais meio sobrepostas e
encaixadas de tal forma que o conjunto proporcione boa resistência mecânica e grande flexibilidade. Esse
produto também é fabricado com um revestimento de plástico a fim de proporcionar maior resistência e
durabilidade.

Figura 104
São utilizados em instalações expostas de máquinas e motores elétricos.

Figura 105
Este eletroduto é comercializado em rolos de 100 metros, que contêm a indicação do diâmetro externo.

28.22 6.10.5 Eletroduto de PVC flexível


Existem eletrodutos flexíveis de material plástico utilizados somente em instalações embutidas. Como
não existe uma norma da ABNT a respeito desse tipo de eletroduto, para sua correta especificação e
utilização, deve-se utilizar a norma IEC 614.

Figura 106
No comércio, os eletrodutos flexíveis de PVC são adquiridos em rolos de 50 ou 100 metros.

28.23 7. DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO


Neste capítulo serão estudados os dispositivos de proteção usados em instalações prediais.
Para a complementação do estudo desse assunto, é importante que você consulte catálogos técnicos
fornecidos por fabricantes desses dispositivos, nos quais é possível obter informações técnicas que
permitem dimensionar e especificar os dispositivos de acordo com os parâmetros do circuito.

28.24 Dispositivos de proteção


Os dispositivos de proteção dos circuitos elétricos podem ser divididos em quatro tipos:
• interruptores de corrente de fuga;
• fusíveis;
• disjuntores;
• relés térmicos.

28.25 7.1 Dispositivo Diferencial Residual (DR)


Desde dezembro de 1997, é obrigatório, em todas as instalações elétricas debaixa tensão no Brasil, o uso
do chamado dispositivo DR nos circuitos elétricos que atendam aos seguintes locais: banheiros, cozinhas,
copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço e áreas externas.
O dispositivo DR é um interruptor de corrente de fuga automático que desliga o circuito elétrico caso haja
uma fuga de corrente que coloque em risco a vida de pessoas e animais domésticos e a instalação elétrica.

146
Isso garante a segurança contra choques elétricos e incêndios. Apesar de se ter a sensação de choque em
caso de contato da fase com o corpo humano, não há risco de vida, caso o circuito seja protegido por esse
dispositivo.

Figura 107 Figura 108

As ilustrações a seguir representam interruptores de corrente de fuga:

Figuras 109 Figura 110 Figura 111


O interruptor de corrente de fuga possui um transformador de corrente, um disparador e um mecanismo
liga-desliga. Ele funciona comparando a corrente de entrada com a de saída. Essa diferença é chamada de
“Corrente Diferencial Residual” (IDR).
Ideal: IDR = 0
Real: IDR ≠ 0 (correntes naturais de fuga)
Atuação: IDR = IDn (corrente diferencial residual nominal de atuação)

Figura 112

28.26 7.1.1 Tipos de disjuntores ou interruptores DR:


• alta sensibilidade: < 30mA
• baixa sensibilidade: > 300mA
Ele deve ser ligado de modo que todos os condutores do circuito, inclusive o neutro, passem pelo
interruptor. Isso permite a comparação entre as correntes de entrada e de saída e o desligamento da
alimentação do circuito em caso de fuga de corrente.
Aplicações
• falha em aparelhos elétricos (eletrodomésticos);
• falha na isolação de condutores;
• circuitos de tomadas em geral;
• campings, laboratórios, oficinas, áreas externas;
• proteção contra riscos de incêndios de origem elétrica;
147
• canteiros de obra.
Observação
O DR não desobriga o uso das proteções contra sobrecorrentes nem dispensa o aterramento das massas.
Veja exemplos de esquemas de ligação para interruptores de corrente de fuga nas ilustrações a seguir:

Figura 113 Figura 114


Há interruptores projetados para operar com correntes de fuga de 500mA, porém eles só protegem as
instalações contra riscos de incêndio, não oferecendo segurança contra riscos pessoais.
Para o dimensionamento do DR, a NBR 5410/04 diz o seguinte:

28.27 5.1.2.5 Proteção complementar por dispositivo de proteção a corrente diferencial


residual (dispositivo DR)
Qualquer que seja o esquema de aterramento devem ser objetos de proteção complementar contra
contatos diretos por dispositivos a corrente diferencial-residual (dispositivos DR) de alta sensibilidade,
isto é, com corrente diferencial-residual nominal I ∆n igual ou inferior a 30 mA:
a) os circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheira ou chuveiro;
b) os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação;
c) os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar
equipamentos no exterior;
d) os circuitos de tomadas de corrente de cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço,
garagens e, no geral, a todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens.

NOTAS
1 Excluem-se, na alínea a), os circuitos que alimentem aparelhos de iluminação posicionados a uma altura
igual ou superior a 2,50 m.
2 Podem ser excluídas, na alínea d), as tomadas de corrente claramente destinadas a alimentar
refrigeradores e congeladores e que não fiquem diretamente acessíveis.
3 A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente ou por grupos de circuitos.

28.28 7.2 Fusíveis


Os fusíveis são dispositivos de proteção destinados a interromper circuitos pelos quais esteja circulando
uma corrente de curto-circuito ou sobrecarga de longa duração.
Há vários modelos de fusíveis, de diversos fabricantes. Os mais usuais são os do tipo cartucho, faca,
diazed e NH.

Figura 115
Os fusíveis são formados por um corpo de material isolante, normalmente fibra prensada ou porcelana no
qual está inserido um fio fusível de chumbo, cobre ou prata, que uma vez fundido por sobrecarga ou
curto-circuito, interrompe a corrente do circuito.

148
O corpo de material isolante serve de proteção contra acidentes pessoais (choques). Os fusíveis são
construídos para várias intensidades de correntes e tensão máxima de serviço até 600 V.
O fio fusível existente no interior do fusível, chamado de elo fusível, ou lâmina fusível, é o condutor que
se funde dentro do fusível e interrompe a corrente do circuito quando há sobrecarga de longa duração ou
curto-circuito.

Figura 116
Quando ocorrer a queima do elo fusível, o dispositivo deverá ser substituído por outro de mesma
característica.

28.29 7.2.1 Fusíveis de efeito rápido


Os fusíveis de efeito rápido são empregados em circuitos em que não há variação considerável de
corrente entre a fase de partida e a de regime normal de funcionamento
Esses fusíveis são ideais para a proteção de circuitos com semicondutores (diodos e tiristores).

28.30 7.2.2 Fusíveis de efeito retardado


Os fusíveis de efeito retardado são apropriados para uso em circuitos cuja corrente de partida atinge
valores muitas vezes superiores ao valor da corrente nominal e em circuitos que estejam sujeitos a
sobrecargas de curta duração.
Como exemplo desses circuitos podemos citar motores elétricos, as cargas indutivas e as cargas
capacitivas em geral.
Os fusíveis de efeito retardado mais comumente usados são os NH e DIAZED.

Figura 117

28.31 7.2.2.1 Fusíveis NH


Os fusíveis NH suportam elevações de tensão durante um certo tempo sem que ocorra fusão.
Eles são empregados em circuitos sujeitos a picos de corrente e onde existam cargas indutivas e
capacitivas.
Sua construção permite valores padronizados de corrente que variam de 6 a 1000 A. Sua capacidade de
ruptura é sempre superior a 70 kA com uma tensão máxima de 500 V.

28.32 Construção
Os fusíveis NH são constituídos por duas partes: base e fusível.
A base é fabricada de material isolante como a esteatita, o plástico ou o termofixo.
Nela são fixados os contatos em forma de garras às quais estão acopladas molas que aumentam a pressão
de contato.

149
Figura 118
O fusível possui corpo de porcelana de seção retangular. Dentro desse corpo, está o elo fusível e o elo
indicador de queima, imersos em areia especial.
Nas duas extremidades do corpo de porcelana existem duas facas de metal que se encaixam perfeitamente
nas garras da base.

Figura 119
O elo fusível é feito de cobre em forma de lâminas vazadas em determinados pontos para reduzir a seção
condutora. O elo fusível pode ainda ser fabricado em prata.

28.33 7.2.2.2 Fusíveis DIAZED


Os fusíveis DIAZED podem ser de ação rápida ou retardada.
Os de ação rápida são usados em circuitos resistivos, ou seja, sem picos de corrente.
Os de ação retardada são usados em circuitos com motores e capacitores, sujeitos a picos de corrente.
Esses fusíveis são construídos para valores de, no máximo, 200 A. A capacidade de ruptura é de 70 kA
com uma tensão de 500 V.

28.34 Construção
O fusível DIAZED (ou D) é composto por: base (aberta ou protegida) tampa fusível, parafuso de ajuste e
anel.
A base é feita de porcelana dentro da qual está um elemento metálico roscado internamente e ligado
externamente a um dos bornes. O outro borne está isolado do primeiro e ligado ao parafuso de ajuste,
como mostra afigura a seguir.

Figura 120
A tampa, geralmente de porcelana, fixa o fusível à base e não é inutilizada com a queima do fusível. Ela
permite inspeção visual do indicador do fusível e sua substituição mesmo sob tensão.

150
Figura 121
O parafuso de ajuste tem a função de impedir o uso de fusíveis de capacidade superior à desejada para o
circuito. A montagem do parafuso é feita por meio de uma chave especial.

Figura 122
O anel é um elemento de porcelana com rosca interna, cuja função é proteger a rosca metálica da base
aberta, pois evita a possibilidade de contatos acidentais na troca do fusível.

Figura 123
O fusível é um dispositivo de porcelana em cujas extremidades é fixado um fio de cobre puro ou
recoberto por uma camada de zinco. Ele fica imerso em areia especial cuja função é extinguir o arco
voltaico e evitar o perigo de explosão quando da queima do fusível.

Figura 124
O fusível possui um indicador, visível através da tampa, cuja corrente nominal é identificada por meio de
cores e que se desprende em caso de queima.
Veja na tabela a seguir algumas cores e suas correntes nominais correspondentes:

O elo indicador de queima é constituído de um fio muito fino ligado em paralelo com o elo fusível. Em
caso de queima do elo fusível, o indicador de queima também se funde e provoca o desprendimento da
espoleta.

28.35 7.2.3 Características dos fusíveis NH e DIAZED:


As principais características dos fusíveis DIAZED e NH são:
151
• Corrente nominal: corrente máxima que o fusível suporta continuamente sem interromper o
funcionamento do circuito. Esse valor é marcado no corpo de porcelana do fusível.
• Corrente de curto-circuito: corrente máxima que deve circular no circuito e que deve ser interrompida
instantaneamente.
• Capacidade de ruptura (kA): valor de corrente que o fusível é capaz de interromper com segurança. Não
depende da tensão nominal da instalação.
• Tensão nominal: tensão para a qual o fusível foi construído. Os fusíveis normais para baixa tensão são
indicados para tensões de serviço de até 500 V em CA e 600 V em CC.
• Resistência elétrica (ou resistência ôhmica): grandeza elétrica que depende do material e da pressão
exercida. A resistência de contato entre a base e o fusível é a responsável por eventuais aquecimentos que
podem provocar a queima do fusível.
• Curva de relação tempo de fusão x corrente: curvas que indicam o tempo que o fusível leva para
desligar o circuito. Elas são variáveis de acordo com o tempo, a corrente e o tipo de fusível, e são
fornecidas pelo fabricante. Dentro dessas curvas, quanto maior for à corrente circulante, menor será o
tempo em que o fusível terá que desligar.
Veja curva típica a seguir:

Figura 125

28.36 7.3 Instalação


Os fusíveis DIAZED e NH devem ser colocados no ponto inicial do circuito a ser protegido.
Os locais devem ser arejados para que a temperatura se conserve igual é do ambiente. Esses locais devem
ser de fácil acesso para facilitar a inspeção e a manutenção.
A instalação deve ser feita de tal modo que permita seu manejo sem perigo de choque para o operador.

28.37 7.4 Dimensionamento do fusível


A escolha do fusível é feita considerando-se a corrente nominal da rede, a malha ou circuito que se
pretende proteger. Os circuitos elétricos devem ser dimensionados para uma determinada carga nominal
dada pela carga que se pretende ligar.
A escolha do fusível deve ser feita de modo que qualquer anormalidade elétrica no circuito fique restrita
ao setor onde ela ocorrer, sem afetar os outros.
Para se dimensionar um fusível, é necessário levar em consideração as seguintes grandezas elétricas:
• corrente nominal do circuito ou ramal;
• corrente de curto-circuito;
• tensão nominal.

28.38 7.5 Disjuntores


Disjuntores são dispositivos de manobra e proteção com capacidade de ligação e interrupção de corrente
quando surgem no circuito condições anormais de trabalho, como curto-circuito ou sobrecarga.

Figura 126

152
O disjuntor é composto das seguintes partes:
• caixa moldada feita de material isolante na qual são montados os componentes;
• alavanca liga-desliga por meio da qual se liga ou desliga manualmente o disjuntor;
• extintor de arco ou câmara de extinção, que secciona e extingue o arco que se forma entre os contatos
quando acontece sobrecarga ou curtocircuito;
• mecanismo de disparo que desliga automaticamente o disjuntor em caso de anormalidade no circuito;
• relé bimetálico que aciona o mecanismo de disparo quando há sobrecarga de longa duração;
• relé eletromagnético que aciona o mecanismo de disparo quando há um curto-circuito.

Figura 127
O disjuntor inserido no circuito funciona como um interruptor. Como o relé bimetálico e o relé
eletromagnético são ligados em série dentro do disjuntor, ao ser acionada a alavanca ligadesliga, fecha-se
o circuito que é travado pelo mecanismo de disparo e a corrente circula pelos dois relé.

Figura 128
Havendo uma sobrecarga de longa duração no circuito, o relé bimetálico atua sobre o mecanismo de
disparo abrindo o circuito. Da mesma forma, se houver um curto-circuito, o relê eletromagnético é que
atua sobre o mecanismo de disparo abrindo o circuito instantaneamente.
Quando ocorrer o desarme do disjuntor, basta acionar a alavanca de acionamento para que o dispositivo
volte a operar não sendo necessária sua substituição como ocorre com os fusíveis.

Quanto às características elétricas, os disjuntores podem ser unipolar, bipolar e tripolar; normalmente para
correntes de 2 A, 4 A, 6 A, 10 A, 13 A, 16 A, 20 A, 25 A, 32 A, 40 A, 50 A, 63 A, 70 A, 80 A e outras.

Figura 129
Eles possuem disparo livre, ou seja, se a alavanca for acionada para a posição ligada e houver um curto-
circuito ou uma sobrecarga, o disjuntor desarma.

Observação
O disjuntor deve ser colocado em série com o circuito que irá proteger.
O tempo de disparo da proteção térmica (ou contra sobrecarga) torna-se mais curto quando o disjuntor
trabalha em temperatura ambiente elevada. Isso ocorre normalmente dentro do quadro de distribuição. Por

153
isso, é necessário dimensionar a corrente nominal do disjuntor, de acordo com as especificações do
fabricante, e considerando também essa situação.

28.39 7.5.1 Características Técnicas


• Corrente nominal (In): valor eficaz da corrente de regime contínuo que o disjuntor deve conduzir
indefinidamente, sem elevado de temperatura acima dos valores especificados.
• Corrente convencional de não atuação (Ina): valor especificado de corrente que pode ser suportado pelo
disjuntor durante um tempo especificado (tempo convencional).
• Temperatura de calibração: temperatura na qual o disparador térmico é calibrado. Normalmente são
utilizadas as temperaturas de 20, 30 ou 40ºC.

Figura 130
• Tensão nominal (Un): valor eficaz da tensão pelo qual o disjuntor é designado e no qual são referidos
outros valores nominais. Esse valor deve ser igual ou superior ao valor máximo da tensão do circuito no
qual o disjuntor será instalado.
• Capacidade de interrupção (Icn): valor máximo que o disjuntor deve interromper sob determinadas
tensões e condições de emprego. Esse valor deverá ser igual ou superior à corrente presumida de curto-
circuito no ponto de instalação do disjuntor.
• Curvas de disparo: as curvas de disparo B, C e D correspondem é característica de atuação do
disparador magnético, enquanto que a do disparador térmico permanece a mesma.
B: 3 a 5 x In
C: 5 a 10 x In
Existem ainda as
curvas Z, K, MA.
D: 10 a 14 x In

Figura 131

28.40 7.6 Relês térmicos


Esse componente é também denominado de relé bimetálico. Sua função básica é proteger motores ou
outros equipamentos contra aquecimento demasiado produzido por sobrecarga. Protege também os
motores trifásicos em caso de funcionamento bifásico, ou seja, se faltar uma fase por um motivo qualquer,
o motor continuará funcionando, mas ocorrerá uma elevação da corrente das outras duas fases. Essa
elevação da corrente provocará um aquecimento do relé interrompendo o circuito.
O relé térmico é constituído basicamente de um bimetal, contato fixo, contato móvel e elemento de
arraste conforme ilustração a seguir.

154
Figura 132
O bimetal é formado pela união de dois metais com coeficientes de dilatação diferentes. Quando esse
bimetal é aquecido, pela elevação da corrente, curva-se acionando o contato fechado, abrindo-o.
Os dispositivos de proteção são representados pelos símbolos gráficos apresentados na tabela a seguir
conforme determina a norma NBR 5444.

Observação
Antes de substituir ou rearmar qualquer dispositivo de proteção, deve-se sanar as causas que provocaram
a interrupção do funcionamento do circuito elétrico.

28.41 8. ATERRAMENTO
Segundo a ABNT, aterrar significa colocar instalações e equipamentos no mesmo potencial de modo que
a diferença de potencial entre a terra e o equipamento seja zero. Isso é feito para que, ao se operar
máquinas e equipamentos elétricos, o operador não receba descargas elétricas do equipamento que ele
está manuseando. A ausência do aterramento é responsável por muitos acidentes, principalmente em
instalações domésticas.
Portanto, o aterramento tem duas finalidades básicas: proteger o funcionamento das instalações elétricas e
garantir a segurança do operador e do equipamento que está sendo usado.
Neste texto são apresentados as técnicas de aterramento e os materiais que são usados para esse fim.
Esses conhecimentos são de fundamental importância para o eletricista e devem ser estudados com
bastante cuidado.
Para aprender com mais facilidade esse assunto, é necessário ter conhecimentos anteriores sobre corrente
e tensão elétrica.

28.42 Por que aterrar?


O termo “aterramento” se refere à terra propriamente dita ou a uma grande massa utilizada em seu lugar.
Aterrar um circuito elétrico, isto é, ligar intencionalmente um condutor fase ou, o que é mais comum, o
neutro à terra, tem como função controlar a tensão em relação à terra dentro de limites previsíveis.
Isso é feito para proteger as pessoas e os equipamentos contra um curto-circuito na instalação e para
oferecer um caminho seguro, controlado e de baixa impedância em direção à terra para as correntes
induzidas por descargas atmosféricas.
O objetivo mais amplo de um sistema de aterramento é o de obter uma diferença de potencial zero entre
os condutores de proteção dos equipamentos, suas carcaças, os condutores metálicos e todas as massas
condutoras do prédio, inclusive suas ferragens e tubulações metálicas.

Observação
155
A diferença de potencial zero é chamada de equipotencialidade.
O aterramento está presente em diversos sistemas de proteção dentro de uma instalação elétrica. Ele
fornece proteção:
• contra choques elétricos;
• contra descargas atmosféricas;
• contra sobretensões;
• contra descargas eletrostáticas;
• de linhas de sinais e de equipamentos eletrônicos.
Como, para efeito de compreensão, estudam-se separadamente cada tipo de proteção mencionada na lista
acima, isso dá a entender que são sistemas separados. Todavia, isso não é verdade, pois na execução do
aterramento das instalações elétricas, existe um único aterramento.
A palavra aterramento se refere à terra devido a sua utilização como ponto de referência zero, uma vez
que ela nos circunda em todos os lugares. Quando falamos que algum equipamento ou estrutura está
“aterrada’, queremos dizer então que, pelo menos, um de seus elementos está propositalmente ligado à
terra. Veja as fotos a seguir, que mostram um sistema de aterramento no momento de sua instalação.

Figura 133 Figura 134


Cabos de cobre, utilizados no sistema de aterramento no momento da instalação.
Esses cabos ou hastes de aterramento são utilizados para a conexão do páraraios na proteção contra
descargas atmosféricas e também para a conexão do fio terra dos equipamentos e tomadas para proteção
contra choques elétricos, sobretensões e descargas eletrostáticas.
Na prática, é comum adotar-se o conceito de massa com referência ao material condutor onde está contido
o elemento eletrizado e que está em contato com a terra.
Os cabos foram soldados para um melhor contato na interligação, neste momento estão prontos para
serem cobertos pela terra.
A tabela a seguir mostra os elementos que podem ser considerados como massas e como condutores para
fins de aterramento.

A tabela a seguir mostra os elementos que não podem ser considerados como massas e condutores para
fins de aterramento.
156
Assim, em um circuito em que haja um motor, por exemplo, as bobinas de um motor são os elementos
eletrizados. A carcaça (base de ferro do motor) e a estrutura de ferro que fazem parte do conjunto
constituem a massa, formada de material condutor.

Figura 135 Figura 136


Bobina do motor que será eletrizada Carcaça do motor que será aterrada

28.43 O que deve ser aterrado


Em princípio, todo equipamento deve ser aterrado, inclusive as tomadas para máquinas portáteis. Veja
figura a seguir.

Figura 137
Outros equipamentos que devem ser aterrados são:
• máquinas fixas;
• computadores e outros equipamentos eletrônicos;
• grades metálicas de proteção de equipamentos de alta tensão;
• estruturas que sustentam ou servem de base para equipamentos elétricos e eletrodutos rígidos ou
flexíveis.

157
Observações
• Em equipamentos eletrônicos e impressoras gráficas, o aterramento elimina os efeitos da eletricidade
estática.
• O aterramento para computadores deve ser exclusivo para esse tipo de equipamento.

28.44 8.1 Eletrodo de aterramento


O eletrodo de aterramento tem a função de propiciar bom contato elétrico entre a terra e o equipamento a
ser aterrado. Ele é constituído por hastes de cobre, cabos de cobre ou tubos galvanizados fincados no solo.
Deve ter, no mínimo, 2,40m de comprimento.

Figura 138
O eletrodo de aterramento não precisa necessariamente ser uma haste de cobre, basicamente, os eletrodos
de aterramento podem ser divididos em alguns tipos, a saber:
• Eletrodos naturais: Esses eletrodos estão em prédios com estruturas metálicas normalmente fixadas por
meio de longos parafusos nas fundações de concreto. Esses parafusos engastados no concreto servem
como eletrodos, enquanto que a estrutura metálica funciona como condutor de aterramento. Este sistema
exige que haja uma perfeita continuidade entre todas as partes metálicas. Por isso, também devem ser
interligadas todas as partes metálicas da estrutura que possam estar desconectadas da estrutura principal.

· Eletrodos fabricados: Normalmente são hastes e cabos de cobre ou tubos galvanizados.

Figuras 139 Figuras 140


Haste de aterramento e conectores hastecabo Cabos de cobre soldados no cruzamento
prontos de cobre para serem cobertos pela terra

158
Observação
O ponto de conexão do condutor de proteção com a haste de aterramento deverá estar acessível à inspeção
e protegido mecanicamente.
• Eletrodos encapsulados em concreto: Este tipo de eletrodo é a própria ferragem da estrutura da
edificação, colocada no interior do concreto das fundações. Este tipo de aterramento é muito eficaz e
apresenta bons resultados devido a sua profundidade e área de contato com a terra. Deve-se lembrar que,
qualquer que seja o tipo de fundação, a interligação entre os ferros das sapatas deve ser assegurada
através de cabos de cobre.

Figura 141
O circuito a seguir representa um transformador cujo primário e secundário estão aterrados de modo a
atender aos requisitos de funcionamento, proteção e segurança.

Figura 142
Se, por acidente, o secundário entrar em contato direto com o primário, haverá um curto-circuito através
dos eletrodos de aterramento. Esse curto-circuito fará com que a tensão caia praticamente a zero. Por
outro lado, a corrente de curtocircuito provocará a interrupção do circuito através dos fusíveis.
Neste caso, a corrente elétrica irá fluir pelo solo através das hastes de aterramento. Como a corrente
elétrica proveniente de descargas atmosféricas, curtos-circuitos e outras intempéries fluem pelo solo
através do sistema de aterramento, o solo deve apresentar boas características de condução dessa corrente
elétrica. A NBR 5410 recomenda que a resistência de aterramento medida não seja superior a 10Ω.

28.45 8.2 Corrente de fuga


Corrente de fuga (ou de falta) é a corrente que flui de um condutor para outro e/ou para a terra quando um
condutor energizado encosta acidentalmente na carcaça do equipamento ou em outro condutor sem
isolação. Em quase todos os circuitos, por mais bem dimensionados que sejam, há sempre uma corrente
de fuga natural para a terra. Essa corrente é da ordem de 5 a 10 mA e não causa prejuízos à instalação.
A corrente de fuga (ou de falta) é ilustrada no diagrama abaixo no qual a carcaça de uma máquina
aterrada no ponto 1 teve um contato acidental com um resistor.

159
Figura 143
A corrente passa para a massa e retorna à fonte pela terra, partindo do eletrodo 1 para o eletrodo 2.
Se no sistema o neutro é aterrado, a corrente de fuga (falta) retornará por ele como mostra o diagrama a
seguir:

Figura 144
Qualquer fuga de corrente seja por meio de isolamento defeituoso ou através do corpo de pessoas ou
animais, pode causar incêndios ou acidentes, muitas vezes fatais.
Se ela ultrapassar os 15 mA, pode haver riscos para o circuito, daí a necessidade de se operar com os
dispositivos de segurança.

28.46 8.3 Tensão de passo e tensão de toque


Em uma instalação elétrica, existem ainda os problemas relacionados é tensão de toque e à tensão de
passo que surgem quando há uma falha na isolação dos equipamentos ou uma descarga atmosférica que
atinja a instalação.

28.47 8.3.1 Tensão de passo


Quando uma corrente elétrica é descarregada para o solo, ocorre uma elevação da tensão em torno do
eletrodo de aterramento, formando-se uma distribuição da tensão através do solo.
Se uma pessoa estiver em pé próxima à região afetada, entre seus pés haverá uma diferença de potencial,
chamada de tensão de passo. Conseqüentemente, poderá haver a circulação de uma corrente elétrica
através das duas pernas, geralmente de menor valor do que no caso da tensão de toque, porém ainda assim
desagradável e que deve ser evitada.

Figura 145

28.48 8.3.2 Tensão de toque


Se uma pessoa tocar um equipamento que está com falha na sua isolação elétrica e não está devidamente
aterrado, acontecerá a passagem da corrente elétrica através do corpo desta pessoa, pois ao tocar no
equipamento com a falha, o toque estabelece o caminho para a corrente elétrica em direção à terra.
160
Figura 146 Figura 147
Equipamento sem aterramento Equipamento aterrado

28.49 8.4 Interruptor diferencial residual


As correntes elétricas provenientes da tensão de passo são pequenas e insuficientes para a atuação de
disjuntores e fusíveis. Por causa disso, a NBR 5410 exige que sejam utilizados dispositivos de proteção
mais sensíveis, chamados de interruptores diferenciais residuais (DRs).
O DR deve ser instalado no quadro de distribuição dos circuitos e sua função é desligar o circuito assim
que houver uma descarga elétrica para a terra. A NBR 5410 recomenda que sejam utilizados DRs de alta
sensibilidade em circuitos residenciais, o valor comercialmente encontrado e mais utilizado é o DR que
possui I∆N de 30mA.
Um circuito que possui um DR instalado na sua alimentação se desligará automaticamente quando:
• a parte metálica de um equipamento se tornar energizado por contato de um fio decapado ou mal
isolado;
• uma pessoa tocar um fio energizado ou uma criança colocar o dedo na tomada;
• houver curto-circuito interno em algum eletrodoméstico.
Condutores de proteção
O aterramento de um circuito ou equipamento pode ser feito de várias formas, e para cada sistema é
utilizada uma terminologia para o condutor de proteção:
• condutor PE;
• condutor N;
• condutor PEN.
O condutor PE é aquele que liga a um terminal de aterramento principal as massas e os elementos
condutores estranhos à instalação. Muitas vezes, esse condutor é chamado de terra de proteção, terra de
carcaça ou simplesmente condutor de proteção. A norma NBR 5410 prescreve que este condutor tenha
cor verde com espiras amarelas.
O condutor N é aquele que tem a função de neutro no sistema elétrico e tem por finalidade garantir o
correto funcionamento dos equipamentos. Esse condutor é também denominado condutor terra funcional.
O condutor PEN tem as funções de terra de proteção e neutro simultaneamente.
A seção dos condutores para ligação a terra é determinada pela ABNT NBR 5410
(tabela 53), que é apresentada a seguir.

28.50 8.5 Sistemas de aterramento para redes de baixa tensão


Do ponto de vista do aterramento, os sistemas de distribuição de energia em baixa tensão são
denominados conforme determina a NBR-5410, ou seja: sistema TT; sistema TN-S; sistema TN-C;
sistema TN-C-S e sistema IT.
O sistema TT é o sistema pelo qual o condutor de proteção serve exclusivamente para aterramento. As
massas são ligadas ao cabo que está ligado à terra por um ou vários eletrodos de aterramento. Veja a
representação do aterramento pelo sistema TT: (figura 149)

161
Figura 148 Figura 149
O sistema TN-S é um sistema com condutor neutro e condutor de proteção distintos. Veja a representação
do aterramento pelo sistema TN-S: (figura 151)

Figura 150 figura 151


No sistema TN-C, o N e o PE formam o condutor PEN com a função de neutro (N) e proteção (PE). Este
sistema não é permitido para circuitos com condutor com seção inferior a 10 mm2 e para equipamentos
portáteis.
Veja a representação do aterramento pelo sistema TN-C: (figura 153)

Figura 152 figura 153

Observação
Existem restrições quanto ao uso desse sistema, porque oferece riscos. Em caso de rompimento do
condutor PEN, a massa do equipamento fica ligada ao potencial da linha como mostra a ilustração a
seguir.

Figura 154

162
Além disso, se o sistema de distribuição empregado não é conhecido, o neutro nunca deve ser usado como
terra.
No sistema TNC-S, em parte do qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único
condutor
Veja o sistema de aterramento IT: (figura 156)

Figura 155 figura 156


Quando o sistema não oferece condições de aterramento, liga-se a massa diretamente no eletrodo de
aterramento. Este pode atender a um ou mais equipamentos como mostra a ilustração a seguir:

Figura 157
Observação
No Brasil, o sistema TN é o mais comum, quando se trata de instalações alimentadas diretamente pela
rede pública de baixa tensão da concessionária de energia elétrica.

28.51 8.6 O sistema de aterramento ideal


Um sistema de aterramento deve atender as normas específicas e utilizar componentes de fabricantes
reconhecidos no mercado, além disso, um sistema de aterramento moderno deve possuir as seguintes
características:
• Utilização da ferragem da estrutura, interligada em anel por um condutor de cobre nu, como eletrodo de
aterramento;
• Possuir um Terminal de Aterramento Principal (TAP) no quadro geral de cada apartamento, interligado
ao anel enterrado por meio de um cabo de cobre isolado;
• Ligações, por meio de cabos de cobre nus ou isolados, de todos os elementos metálicos não energizados
que entra na edificação, tais como tubulações de água, esgoto, etc, até o TAP;
• Utilização de protetores contra surtos na entrada da instalação;
• Todos os fios de aterramento dos equipamentos devem estar ligados ao TAP;
• Todo o sistema de aterramento deve estar interligado, hastes, cabos de cobre e TAP.
Veja o sistema abaixo:

163
figura 158

28.52 8.7 Resistência do solo


Para um projeto de um sistema de aterramento, é de primordial importância o conhecimento prévio da
resistividade do solo no qual será realizado o aterramento. A tabela a seguir, fornece a resistividade de
diferentes naturezas de solo.

No Brasil, as regiões nordeste e centro-oeste possuem áreas com resistividades maiores devido às
características do solo com presença de areia, calcário e granito. Assim, em virtude da variedade de
constituição do solo, alteração nas condições climáticas e desconhecimento da real situação do solo em
que será instalado o sistema de aterramento, a medição da resistência de aterramento torna-se
imprescindível.
O instrumento usado para medir a resistência de terra é chamado de terramiter, terrômetro ou megger de
terra.
A condição necessária para a medição, é que a resistência de terra de um aterramento seja de, no mínimo,
10 Ω. Para efetuar a medição corretamente, deve ser consultado o manual do fabricante do aparelho de
medição.

164
Para a medição da resistência de terra, utiliza-se o aparelho e seus eletrodos que serão inseridos no solo
em teste. A medição consiste em aplicar uma tensão entre os terminais e o aparelho indicará o valor da
resistência de aterramento. É importante ressaltar que cada aparelho pode possuir particularidades de
utilização devido às diferenças de fabricante para fabricante.

Figura 159

28.53 9. AUTOMAÇÃO RESIDÊNCIAL


Quando uma pessoa comum lê, em jornais ou revistas, ou vê, em reportagens na televisão, os chamados
prédios “inteligentes”, sua primeira reação é pensar que “isso é coisa de rico”. Mas, se for um fã de
corridas de Fórmula Um, essa pessoa certamente se lembrará que a evolução tecnológica dos sistemas
mecânicos dos automóveis que rodam em nossas ruas, saiu das pistas dos autódromos mais famosos do
mundo, de Monza a Indianápolis. Ou seja, toda a evolução tecnológica acaba dentro de nossas casas.
Da mesma forma como os avanços tecnológicos dos automóveis de passeio saíram dos projetos dos carros
de Fórmula Um, a automação predial e a residencial empregam os mesmos princípios e conceitos
utilizados na automação industrial, desenvolvida para o controle e a supervisão das linhas de produção.
Assim, as tecnologias que permitem ver quem esta à porta de qualquer ponto da casa por meio de
monitores de TV, ou ligar o forno de microondas para esquentar o jantar via internet, são geralmente
baseadas em conexões de alta velocidade que interligam computadores pessoais, sistemas de segurança,
telefones, iluminação e outras aplicações ou aparelhos em conjunto.
Portanto, uma casa que não possua uma infra-estrutura adequada para permitir o funcionamento conjunto
de todos os sistemas não poderá se beneficiar do conforto proporcionado pela automação. Ela precisará de
um sistema de cabeamento adequado para atender às necessidades do usuário.
Por isso, é importante para o eletricista predial, conhecer alguns conceitos de automação residencial, pois,
ao fazer seu projeto de instalação elétrica, terá condições de auxiliar seu cliente e orientá-lo quanto a
alguns itens de instalação necessários para projetos de automação residencial.

28.54 9.1 Automação predial


Inicialmente, foram os “edifícios inteligentes” surgidos a partir da necessidade de controle do sistema de
ar condicionado que se expandiu e se transformou em um Sistema de Supervisão e Controle Predial que,
visando a racionalização do uso dos recursos (energia e água) disponíveis aos usuários do edifício,
controla:
• o sistema de ar condicionado, ventilação e exaustão;
• as instalações elétricas, incluindo controle de demanda;
• as instalações hidráulicas;
• a iluminação;
• os elevadores, escadas e esteiras rolantes.
Para fazer isso, o Sistema de Supervisão e Controle Predial:
• centraliza as informações referentes ao funcionamento dos diversos sistemas vitais à operação do
edifício;
• reduz os custos operacionais, com a conseqüente economia de energia por meio da utilização racional
dos recursos disponíveis;
165
• executa as lógicas de intertravamento necessárias ao controle automático de equipamentos;
• realiza a comunicação do estado dos sistemas através de inteface homem máquina, visando prever os
problemas e facilitar a tomada de decisões;
• fornece subsídios para a programação da manutenção preventiva de diversos equipamentos;
• aumenta a segurança da instalação por meio da imediata detecção de situações anormais e conseqüente
agilização na tomada de providências.
O controle do sistema de ar condicionado representa a maior parte do sistema de supervisão e tem as
seguintes funções:
• otimizar o funcionamento de todo o sistema de ar condicionado;
• regular as condições ambientais em resposta às variações de condições internas e externas;
• manter as condições gerais de conforto nas áreas de escritório;
• prover limites rígidos de temperatura e umidade em áreas produtivas, como laboratórios onde isso é
necessário;
• ajustar temperaturas e pressão automaticamente para reduzir a demanda de energia quando as áreas não
estão ocupadas;
• regular refrigeração e aquecimento para prover condições confortáveis mesmo em regime de limite de
energia.
O controle de energia reduz o consumo de energia e, conseqüentemente, os custos de fornecimento de
eletricidade, mantendo o conforto e a segurança dos usuários do edifício, por meio de:
• programação horária;
• controle de demanda;
• monitoração constante de consumo e demais grandezas elétricas;
• ligamento e desligamento otimizado de equipamentos.
O controle de iluminação auxilia na redução dos custos gerados pelo consumo de energia. Os algoritmos
de controle de iluminação podem ser baseados em ocupação, horário, nível de iluminação externa;
liga/desliga ou até compensação pelo desgaste natural de lâmpadas fluorescentes.
A automação predial dos “edifícios inteligentes” atende às necessidades dos usuários; torna a gestão mais
racional e econômica e integra equipamentos e serviços nas áreas operacionais.

28.55 9.2 Tecnologias de automação predial


Todos os sistemas de controle utilizados em automação predial são eletrônicos.
Dependendo do grau de integração, existem três tipos básicos de sistemas de controle eletrônico:
1 – Controle local, no qual não existe nenhuma integração entre o processo e o restante do edifício.
Exemplo: controle de temperatura em quartos de hotéis, nos quais o hóspede determina o grau de conforto
interno.
2 – Controle regional, no qual um único controlador é responsável por um conjunto de equipamentos que
não têm relação com os demais subsistemas.
Exemplo: centrais de água gelada; alimentadores de energia elétrica que supervisionam e comandam a
energia elétrica de vários equipamentos.
3 – Controle distribuído, no qual todos os subsistemas são individualmente controlados e interligados por
uma rede de comunicação, que realiza a troca de informações, reportando à central do sistema o “status”
de cada um dos subsistemas.
O Controlador Lógico Programável (CLP), de aplicação industrial, está começando a ser usado em
automação predial para solucionar demandas específicas, como, por exemplo, o controle de subestações.

28.56 9.3 Automação residencial


A automação residencial é, pois, a legítima herdeira da automação industrial, responsável pelo controle e
supervisão de processos de produção, e da automação predial, voltada ao gerenciamento dos recursos
disponíveis.
E para quem ainda pensa que isso é “coisa do outro mundo”, é só lembrar do porteiro eletrônico, do
portão com acionamento por controle remoto, dos sistemas de alarme. Exemplos de automação de
controle local, eles estão presentes em casas e edifícios residenciais. Portanto devem ter sua utilização
prevista em todos os projetos de instalação elétrica.
Mas, a automação pode se sofisticar mais e tornar-se um sistema capaz de proporcionar aos moradores
conforto, economia, segurança ou entretenimento, ao integrar todos os aparelhos elétricos e eletrônicos
existentes na residência.
Essa integração consiste em programar circuitos lógicos que possam gerenciar automaticamente
equipamentos de aquecimento, ar condicionado, iluminação, circuito fechado de TV, interfones,

166
fornecimento de gás, geladeira, fogão, microondas, irrigação de jardim, equipamentos de manutenção de
piscina, hidromassagem, sauna e torneiras; abertura e fechamento de cortinas, persianas, fechaduras e
trancas; controle de som ambiente, sistema de alarme, enfim, qualquer aparelho que possua uma chave
liga-desliga.
Veja a figura de uma casa que possui algumas inovações tecnológicas:

Figura 160

28.57 9.4 Infraestrutura


Quando se constrói uma casa, o projeto em relação ao quadro de distribuição, condutores e dispositivos
de proteção é essencial para o correto funcionamento da instalação. No entanto, a eletricidade é apenas
um dos inúmeros serviços que podem ser distribuídos pela casa através de condutores e eletrodutos.
Os sinais de TV a cabo, telefonia e Internet são outros exemplos importantes que devem ser contemplados
nos projetos que devem prever eletrodutos que irão acomodar os cabos utilizados para estes fins.
Mas mesmo considerando os cabos que irão transportar os sinais de TV a cabo, telefonia e Internet, em
função da evolução tecnológica e da automação residencial, se um cliente quiser uma casa com um nível
de automação elevado, o projeto deverá prever também os seguintes itens:
• ponto de alimentação próximo às persianas para o controle de abertura e fechamento;
• pontos de alimentação e fixação das câmeras de monitoramento e sensores na garagem;
• ponto de alimentação para o comando do portão e também para o sistema de monitoramento;
• pontos para a instalação de relés de impulso e temporizadores, que realizam o controle da iluminação;
• Sistema de alarme com circuito fechado de TV (CFTV).
Além disso, também existem outras possibilidades para facilitar o dia-a-di

167
28.58 9.5 Relés de Impulso
O relé de impulso é um dispositivo auxiliar no comando de sistemas de iluminação e controle automático
da abertura e fechamento de equipamentos. A sua função é mudar a posição do seu contato de saída,
quando recebe um pulso de tensão em sua bobina. Este pulso de tensão pode ser proveniente de um
pulsador ou de um sensor acionado por um controle remoto.
A utilização do relé de impulso proporciona as seguintes vantagens para seus usuários:
• Simplificação da instalação devido ao número reduzido de condutores;
• Economia devido à redução de condutores e diminuição da bitola dos condutores de comando;
• Versatilidade, pois é possível que a tensão seja diferente entre o circuito da carga e o circuito do
comando seja a tensão C.A. ou C.C.
• Flexibilidade em função do acionamento e da quantidade de pontos de controle da iluminação.
Veja um diagrama de ligação de relé de impulso:

Figura 161
Diagrama de ligação do relé tipo 27.01 (cortesia FINDER)
No diagrama acima, o relé está identificado pela linha tracejada e a sua bobina está ligada através dos
bornes A1/1 e A2. O funcionamento deste sistema segue a seguinte seqüência:
• Um dos pulsadores é pressionado e liberado pelo usuário;
• Com o pulso de tensão gerado pelo pulsador, a bobina é alimentada e faz com que o contato de saída
derivado do borne A1/1 feche, alimentando o borne 2 com a tensão proveniente do fio fase;

168
• As duas lâmpadas (carga) acendem e permanecem acesas mesmo que a bobina do relé não tenha mais
energia.
Veja o diagrama com as lâmpadas acesas:

Figura 162
• Agora um outro pulsador é acionado e liberado pelo usuário;
• Com o pulso de tensão gerado pelo pulsador, a bobina é alimentada e faz com que o contato de saída
derivado do borne A1/1 abra, tirando a alimentação do borne 2;
• As duas lâmpadas (carga) apagam e permanecem apagadas até que um
pulsador seja acionado novamente.
Veja o diagrama comparativo para a instalação de uma lâmpada comandada em quatro pontos diferentes
em uma casa. Na primeira figura são utilizados interruptores intermediários e na segunda, é utilizado o
relé de impulso.

Figura 163
Instalação utilizando interruptores intermediários, quando a lâmpada está acesa todos os condutores ficam
energizados.

Figura 164
Em uma instalação utilizando relé de impulso, quando a lâmpada está acesa, somente o circuito entre o
relé e a lâmpada fica energizado. A quantidade de fios é menor.
O relé de impulso pode ser instalado próximo à carga ou na caixa de interligação dos condutores.
Veja a foto do relé instalado.

169
Figura 165
Veja agora a utilização do relé de impulso na automação de uma persiana:

Figura 166
Neste caso, o relé utilizado possui dois contatos de saída que obedecem à seguinte seqüência de pulsos:

Figura 166
• 1º Pulso: Os dois contatos ficam abertos;
• 2º Pulso: Fecha o contato vermelho e a persiana desce;
• 3º Pulso: O contato vermelho abre e a persiana para na posição fechada (embaixo);
• 4º Pulso: Fecha o contato preto e a persiana sobe;
• 5º Pulso: O contato preto abre e a persiana para na posição aberta (em cima).

28.59 9.6 Circuito fechado de televisão


Um circuito fechado de televisão (CFTV) consiste em uma ou mais câmeras ligadas a um sistema de
controle de forma a permitir observar, através de um monitor, os locais onde estão localizadas as câmeras
(pontos). Veja um diagrama simplificado de um circuito fechado de televisão.

170
figura 167
Para a instalação de um circuito fechado de televisão, são necessários câmeras e monitores.
• Câmeras: são responsáveis por captar as imagens e convertê-las em sinais elétricos que serão
transportados para o circuito através dos cabos.
As câmeras podem captar as imagens em preto e branco, colorido e até captar o áudio do ambiente
monitorado.

Observação
Atualmente, as câmeras usam sensores de estado sólido, chamados de CCD.
Esses sensores são construídos à base de materiais semicondutores, como o silício, por exemplo. Devido a
este avanço, as câmeras ficaram com tamanho reduzido, custo menor e mais fáceis de instalar.
• Monitores: são responsáveis pelo fornecimento de imagens coloridas ou em preto e branco dependendo
do modelo. É possível utilizar um aparelho de televisão como monitor, bastando utilizar a entrada de
vídeo.

Observação
Existem monitores para circuito fechado de televisão que permitem a ligação de mais de uma câmera e
por meio de botões de seleção, é possível escolher de qual câmera se deseja ver a imagem. Esta função
também pode ser feita automaticamente utilizando um circuito chamado de seqüencial ou seqüenciador.
Com este recurso, a imagem fica mudando seqüencialmente de câmera para câmera.

Figura 168
Também existem monitores que utilizam um equipamento chamado QUAD. Este equipamento permite
que as imagens de até quatro câmeras sejam visualizadas ao mesmo tempo no monitor.

Figura 169
O seqüenciador e o quad possuem a identificação de quantas entradas e quantas saídas eles podem
comandar. Por exemplo, um quad 4x2 trabalha com quatro entradas e duas saídas de vídeo.

Figura 170

171
28.60 9.6.1 Distribuidores/Equalizadores
Os distribuidores e equalizadores são circuitos eletrônicos que permitem distribuir um mesmo sinal de
vídeo para vários monitores ou gravadores de vídeo, além de equalizarem o sinal. Quando se diz que um
circuito equaliza o sinal, queremos dizer que ele está mudando suas características de forma a torná-lo
mais próximo do sinal original, ou seja, melhora a qualidade do sinal.

Figura 171

28.61 9.6.2 Monitoramento digital de imagens


Além do circuito fechado de televisão com câmeras, cabos, seqüenciadores, quads, monitores e
gravadores de imagem, também existem os sistemas de monitoramento digital. O sistema de
monitoramento digital pode visualizar a imagem de até 16 câmeras diretamente na tela do computador,
mesmo que o computador não esteja próximo do ambiente monitorado, pois o acesso às imagens é feito
através da Internet. Veja algumas características deste sistema:
• Alta qualidade das imagens;
• O usuário pode ver as imagens em tempo real no computador, via rede local ou pela internet;
• As imagens são gravadas diretamente no HD, CD ou DVD;
• As câmeras recebem identificação através do software de gerenciamento;
• O controle das câmeras é feito através do teclado do computador;
• A gravação das imagens pode ser programada por horário ou quando alguma câmera “perceber” o
movimento de alguém;
• Possibilidade de alterar a visualização das imagens (quad/ seqüencial).

Figura 172

28.62 9.7 Central de alarme


A central de alarme é o equipamento responsável por receber as informações dos sensores, comandarem a
sirene e efetuar a ligação telefônica para números previamente escolhidos/cadastrados. Uma central de
alarme contém, portanto:
• Sirenes: Utilizadas para emitir o som quando o alarme é disparado, podem ser alimentadas com tensão
alternada, mas é comum a sua alimentação em corrente contínua para evitar que ela pare de tocar quando
a energia elétrica é cortada.
• Fontes de alimentação: São circuitos eletrônicos que transformam a tensão alternada da rede elétrica em
valores apropriados de tensão contínua (normalmente 12 V) de forma a alimentar a central e seus

172
acessórios e carregar a bateria para o caso de faltar energia elétrica fornecida pela concessionária de
energia elétrica.
• Baterias: são os componentes que, por intermédio de processos químicos, armazenam energia elétrica
sob a forma de tensão contínua. As baterias utilizadas em sistemas de alarmes são seladas, ou seja, não
possuem abertura para reposição de água. A bateria possui a função de manter todo o sistema de alarme
funcionando mesmo quando não há energia, sua duração depende do modelo e do fabricante, mas em
geral são utilizadas baterias com autonomia de 12 horas.
• Sensores: são os componentes responsáveis pela detecção das mudanças no ambiente que poderão
acionar o sistema de alarme. Os principais sensores são os infravermelhos e os magnéticos.

28.63 9.7.1 Sensor infravermelho


O sensor infravermelho consegue detectar o calor emitido pelo corpo humano ou pelo corpo de um
animal e, através do seu circuito eletrônico, envia o sinal para a central. O alcance do sensor depende do
modelo e do fabricante. Em geral, se o sensor estiver posicionado a uma altura de 2,2 metros, ele poderá
captar um corpo a uma distância de até 12 metros aproximadamente. Existem fabricantes de sensores que
possibilitam o ajuste de sensibilidade e alcance. A ilustração a seguir representa o posicionamento de um
sensor monitorando a entrada de uma casa.

Figura 173
Alguns sensores captam a invasão do ambiente e transmitem o sinal para a central através de fios,
enquanto que outros o fazem através de ondas eletromagnéticas, sem a necessidade de fios. Veja a foto de
um sensor que envia o sinal através de fios para a central.

Figura 174

28.64 9.7.2 Sensor magnético


Os sensores magnéticos são formados por uma chave magnética e por um imã. A chave magnética se abre
ou se fecha por intermédio de um campo magnético provocado pelo imã, enquanto o imã estiver próximo
da chave magnética, ela não enviará o sinal para a central e, caso o imã seja afastado, a chave magnética
enviará o sinal através de fios para a central que irá disparar o alarme. Veja a ilustração do sensor
magnético instalado em uma porta:

Figura 175
173
Neste caso, quando a porta for aberta, o imã se afastará da chave magnética que “avisará” a central,
disparando o alarme.
Um sistema completo de alarme pode ser assim:

Figura 176
Na figura você pode notar que a central é controlada através de um controle remoto, cuja função é ligar e
desligar a central de alarme. Existem centrais que além de serem desligadas através do controle remoto,
também precisam ser desligadas no interior da casa, pressionando-se um botão desliga ou com a inserção
de uma senha.
Dependendo do modelo e do fabricante da central, para desativá-la completamente é necessário acionar o
controle remoto no comando desligar e inserir a senha de liberação. Caso o alarme seja desativado através
do controle remoto e não for inserida a senha de liberação no tempo pré-determinado, a central irá
disparar sem o acionamento da sirene, ela apenas irá telefonar para os números dos telefones
programados no discador interno.

28.65 9.8 Cabeamento para automação residencial


Uma residência que não possua uma infraestrutura adequada para permitir o funcionamento de todos os
itens de automação a serem instalados, mesmo sendo uma construção nova, pode ser considerada
obsoleta.
Mesmo que o construtor não preveja um sistema de automação residencial em seu projeto, colocar na casa
cabos para aparelhos telefônicos, de televisão e de som, TV a cabo, computadores pessoais, sistemas de
vigilância e alarme e intercomunicadores, por exemplo, reduz a necessidade de obras posteriores e deixa a
residência pronta para receber diversos tipos de equipamentos a qualquer momento.
Alguns fabricantes produzem sistemas que atendem a essas demandas, fornecendo, inclusive, quadros de
comando para a interconexão dos cabos e para conexões externas. Este tipo de produto é conhecido como
quadro de cabeamento estruturado (patch panel).

28.66 9.8.1 ANSI/TIA/EIA 570ª


O conceito principal de um cabeamento estruturado residencial é prover uma distribuição interna de cabos
de alta performance, com o intuito de permitir a automação, controle e transmissão de sinais, garantindo
flexibilidade, longevidade perante novas tecnologias, conveniência e conforto.
A norma dominante no Brasil, que trata do assunto de Cabeamento Residencial, é a ANSI/TIA/EIA 570A
(Residential Telecommunications Cabling Standard - 1999), de origem norte-americana, a qual define
padrões e referências para o correto dimensionamento de um cabeamento residencial.
A norma define dois graus de distribuição interna de cabeamento, baseados em serviços e sistemas que
poderão ser suportados dentro de cada residência. O grau 1 prevê um cabeamento básico, que atinja os
requisitos mínimos para serviços de telecomunicações (telefonia, dados e televisão). Já o grau 2 provém
um cabeamento que atenda os requisitos atuais (básicos) e também os futuros serviços de
telecomunicações multimídia.
A maioria dos fabricantes produzem sistemas que atendem a essas demandas, fornecendo, inclusive,
quadros de comando para a interconexão dos cabos e para conexões externas. Este tipo de produto é
conhecido como quadro de cabeamento estruturado (patch panel). Mesmo que o cabeamento não seja
estruturado, um sistema mínimo deve prever:

174
Figura 177 (Cabo categoria 5e)
a) Para telecomunicações: Cabos de par trançado categoria 5e certificados para o uso em redes de 10 e
100 megabits, mas também nas redes Gigabit Ethernet, que transmitem (como o nome sugere) dados a 1
gigabit por segundo. Contendo 4 pares trançados cada um deles, estes cabos podem ser ligados a qualquer
cômodo onde o usuário possa querer um telefone, um fax ou uma conexão banda larga pra acesso à
Internet pela linha telefônica.
b) Para vídeo: Cabos para alimentação em baixa voltagem para as câmeras e cabos coaxiais RG6 para
transporte das imagens, onde a passagem de cabos é difícil, pode-se utilizar o sistema de transmissão
Wireless-Sem Fio, utilizando câmeras e transmissores num único conjunto ou utilizando o transmissor
separado da câmera.

Figura 178 (Cabo coaxial)


c) Para áudio: Cabos paralelos polarizados e com baixa impedância, que possibilitam velocidade de
condução e transferência de sinal para as caixas acústicas sem perda de qualidade sonora. O diâmetro dos
cabos deve ser escolhido de acordo com a potência dos equipamentos de áudio a serem instalados.

Figura 179 (Cabo polarizado para áudio)


A figura a seguir ilustra um sistema de cabeamento:

Figura 179 (Cabeamento estruturado)

28.67 9.9 O futuro é hoje


Como você viu neste texto, praticamente tudo o que se movimenta, aquece, resfria, tem som e imagem
dentro de uma residência, pode ser comandado a distância, seja por comandos separados, seja por
comandos integrados por meio de computador pessoal.

175
Em um futuro não muito distante, com todos os sistemas de comando integrados por programas de
computador conectados à Internet via banda larga, o dono da casa poderá encontrá-la com a temperatura
ideal controlada pelo aparelho de ar condicionado (ou o aquecimento central) ligado, o som ambiente com
seu CD favorito, o jantar quentinho dentro do forno de microondas no momento em que a porta for
aberta, pois tudo isso foi comandado diretamente do computador do escritório.
Um projeto de instalação elétrica que pretenda atender às demandas tecnológicas do século XXI terá que
prever todas essas necessidades. Portanto, como o profissional que atenderá esse tipo de cliente você
deverá estar atento às mudanças, mantendo-se sempre atualizado, como você fez ao participar deste curso.

28.68 10. INSTALAÇÃO ELÉTRICA PREDIAL: INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO


Imagine que você acabou de comprar um apartamento usado ou até mesmo um novo e, quando vai tomar
o primeiro banho, percebe que além de tomar um leve choque no registro, o disjuntor do chuveiro não
fica nem um minuto ligado, ou pior, quando você está no meio do banho, o disjuntor geral desarma.
São problemas “leves”, que causam apenas desconforto. Mas, em casos mais graves, pode haver
superaquecimento dos condutores e até pequenos (ou grandes) incêndios. Parece terrorismo, mas não é.
Em uma instalação elétrica que não possui uma manutenção correta, tudo pode acontecer.
Este texto vai apresentar as exigências e as orientações da NBR 5410, quanto à inspeção e manutenção
das instalações elétricas prediais de baixa tensão.

28.69 10.1 Manutenção preventiva


Uma instalação nova ou reformada, antes de ser entregue ao uso, necessita de uma rigorosa inspeção
final. É o que prescreve a norma NBR 5410, incluindo nessas exigências, manutenções periódicas durante
a vida útil da instalação elétrica. Essas manutenções periódicas incluem tudo o que é feito em uma
instalação nova, além de limpeza e reaperto das conexões. Tudo isso é feito justamente para evitar
surpresas no momento do uso da instalação elétrica.
Esse tipo de manutenção recebe o nome de manutenção preventiva, que tem a função de garantir o
perfeito funcionamento da instalação e prevenir as falhas na instalação elétrica.
O trabalho de manutenção preventiva é dividido em inspeção visual e ensaio.
Na inspeção visual é verificada toda a documentação da instalação no sentido de observar, sem
instrumento de medição, se a execução do projeto de instalação está correto.
No ensaio, é verificada a eficiência da instalação elétrica através de medições com instrumentos
adequados.

28.70 Exigências quanto ao projeto


A NBR 5410 exige que o projeto de instalações elétricas de baixa tensão seja constituído, no mínimo por:
• planta baixa;
• esquemas;
• detalhes de montagem, quando necessário;
• memorial descritivo e
• especificação dos componentes.
As plantas, em escalas convenientes, devem indicar:
• localização da(s) subestações e dos quadros de distribuição;
• percurso e características das linhas elétricas correspondentes aos circuitos de distribuição (principais e
divisionários) e aos circuitos terminais;
• localização dos pontos de luz, das tomadas de corrente e dos equipamentos fixos diretamente
alimentados.
Os esquemas, unifilares e eventualmente, trifilares, correspondentes às subestações e aos quadros de
distribuição, devem indicar:
• quantidade, destino, formação e seções dos condutores de entrada e saída das subestações e dos quadros;
e
• correntes nominais dos dispositivos, indicando se for o caso, sua função nos circuitos.
Dependendo da complexidade da edificação ou mesmo da instalação, podem ser necessários alguns
detalhes de montagem, para orientar a execução do projeto.
O memorial descritivo deverá apresentar uma descrição sucinta da instalação e se for o caso, das soluções
adotadas, utilizando, sempre que necessário, tabelas e desenhos complementares.
Por fim, a especificação dos componentes deve indicar, para cada componente, uma descrição sucinta,
suas características nominais ou as normas às quais devem atender.

176
28.71 10.1.1 Inspeção visual
A inspeção visual tem por objetivo confirmar se os componentes elétricos ligados permanentemente à
instalação estão:
• em conformidade com as respectivas normas;
• dimensionados e instalados de acordo com a NBR 5410 e
• sem danos visíveis e capazes de comprometer seu funcionamento e a segurança.
Esse trabalho deve preceder os ensaios iniciando-se com uma análise da documentação “as built” (como
construído) da instalação.
Devem ser verificados, no mínimo, os seguintes pontos:
• medidas de proteção contra choques elétricos;
• medidas de proteção contra efeitos térmicos;
• seleção dos condutores quanto à sua capacidade de condução e queda de tensão;
• escolha, ajuste e localização dos dispositivos de proteção;
• escolha e localização dos dispositivos de seccionamento e comando;
• escolha dos componentes e das medidas de proteção à luz das influências externas pertinentes;
• identificação dos componentes;
• execução das conexões e
• acessibilidade.

28.72 10.1.2 Execução


Para que possam ser verificados os pontos anteriormente indicados, devem, em princípio, ser adotados os
procedimentos descritos a seguir:
1. Análise, em escritório, de todos os documentos do projeto as built, objetivando verificar:
• se a documentação fornecida está completa (quanto à quantidade de documentos) e
• se os dados fornecidos são suficientes para a realização da verificação final.
2. Verificação, em escritório, a partir dos dados do projeto as built, do dimensionamento dos circuitos de
distribuição e terminais, seguindo, no caso mais geral, os critérios de:
• capacidade de condução de corrente;
• queda de tensão;
• coordenação entre condutores e dispositivos de proteção contra correntes de sobrecarga;
• coordenação entre condutores e dispositivos de proteção contra correntes de curto-circuito e
• de proteção contra contatos indiretos, se usados dispositivos a sobrecorrente na função de
seccionamento automático.
A verificação pode ser feita a partir de memória de cálculo fornecida pelo projetista ou utilizando
softwares adequados.
3. Verificação, no local, da consistência, da funcionalidade e da acessibilidade da instalação, constatando,
em princípio:
• a conformidade dos diversos componentes com os dados e indicações do projeto as built;
• a compatibilidade dos diversos componentes com as influências externas;
• as condições de acesso aos componentes, tendo em vista as condições de segurança e de manutenção.
4. Verificação, no local, das medidas de proteção contra contatos diretos (total ou parcial) aplicáveis.
5. Verificação preliminar, no local, dos componentes do sistema de aterramento.
6. Verificação, no local, dos procedimentos de segurança em locais contendo banheira e/ ou chuveiro, em
piscinas e em saunas.

28.73 10.2 Resistência de isolamento da instalação


O objetivo do ensaio de resistência de isolamento é verificar se essa resistência, em cada circuito da
instalação, atende a valores mínimos prefixados pela norma, reproduzidos aqui na tabela I.
Com a instalação desenergizada, as medições (em corrente contínua) devem ser efetuadas:
• entre condutores vivos (fases e neutro), tomadas aos pares, o que, na prática, pode ser feito com os
equipamentos de utilização desligados;
• entre cada condutor vivo e a terra, representada pelos terminais de aterramento, principal ou quadros, ou
pelos condutores de proteção, incluindo o condutor PEN (nos esquemas TN –C ou TN –C –S). Durante
essa medição, os condutores de fase e neutro podem ser interligados;
• entre todos os condutores de fase e neutro, interligados, e a terra quando o circuito contiver algum
dispositivo eletrônico, tendo em vista a proteção do dispositivo.

177
O equipamento mais utilizado exatamente, sua fonte CC – deve ser capaz de fornecer corrente de 1 mA
ao circuito de carga, apresentando, entre seus terminais, determinados valores de tensão contínua de
ensaio, também indicados na tabela I.

A resistência de isolamento, medida com os valores indicados de tensão de ensaio, é considerada


satisfatória se nenhum valor obtido for inferior aos valores mínimos indicados na tabela I.
Para a realização deste ensaio, devem ser observados os seguintes pontos:
• A medição é feita em princípio, na origem da instalação;
• Se o valor medido for inferior ao valor mínimo fixado na tabela I, a instalação pode ser dividida em
diversos grupos de circuitos, medindo – se a resistência de isolamento de cada grupo;
• Se, para um grupo de circuitos, o valor medido for inferior ao mínimo, deve ser medida a resistência de
isolamento de cada um dos circuitos do grupo, como mostra representação esquemática a seguir.

Figura 180
• No caso de circuitos ou partes de circuitos que sejam desligados por dispositivos a subtensão (por
exemplo, contatores) que interrompiam todos os condutores vivos, a resistência de isolamento desses
circuitos ou partes de circuitos deve ser medida separadamente é, tipicamente, o caso de circuitos de
motores;
• Se alguns equipamentos de utilização estiverem ligados, admite-se efetuar a medição entre condutores
vivos e terra; se, no entanto, o valor medido for inferior ao mínimo especificado, tais equipamentos
devem se desligados e a medição repetida.

28.74 11. PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM ELETRICIDADE


A eletricidade é uma fonte de energia segura, tanto em casa como no trabalho, desde que utilizada com
segurança. Por isso, somente profissionais habilitados devem executar serviços em instalações elétricas,
uma vez que todo choque elétrico é perigoso.
Para o profissional da área da eletricidade, o choque elétrico é uma presença constante no dia-a-dia de sua
atividade. Planejar o trabalho antes de realizá-lo; seguir sempre os procedimentos de segurança
estabelecidos pelas normas; utilizar os EPI´s, equipamentos e ferramentas adequados para a realização

178
dos trabalhos nas instalações elétricas e manter atenção constante na tarefa que está sendo executada são
atitudes prudentes e que podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

28.75 11.1 Choque elétrico e suas conseqüências


Quando o corpo humano recebe um choque elétrico, a corrente pode percorrer diversos caminhos à
procura da terra.

Figura 181 Figura 182 Figura 183 Figura 184 Figura 185
Em conseqüência disso, o corpo humano poderá sofrer diversos tipos de lesões a saber:
• Lesões térmicas, que podem ser:
- Queimadura de 1º, 2º e 3° graus nos músculos e pele;
- Aquecimento e dilatação dos vasos sangüíneos;
- Aquecimento/ carbonização de ossos e cartilagens;
- Queima de terminações nervosas e sensoriais;
- Queima das camadas gordurosas abaixo da pele tornando-as gelatinosas.
• Lesões não térmicas, que podem ser:
- Danos celulares;
- Espasmos musculares
- Contração descoordenada do coração (fibrilação);
- Parada respiratória e cardíaca;
- Ferimentos resultantes de quedas e perda do equilíbrio.
• Outros efeitos
- Modificações da personalidade
- Amnésia;
- Inércia mental;
- Doenças circulatórias;
- Destruição dos tecidos pancreáticos;
- Catarata;
- Doenças cardíacas;
- Perda da potência sexual.
Nem todo o choque elétrico causa os efeitos listados acima. Os fatores que determinam a gravidade do
efeito do choque elétrico são:
• Intensidade da corrente;
• Resistência elétrica do corpo humano e estado de saúde da pessoa que sofreu o choque. Uma pessoa
portadora de marca-passo ou de graves problemas cardíacos pode morrer mesmo sofrendo um choque de
uma corrente de baixa intensidade;
• Percurso da corrente elétrica no corpo humano;
• Tempo de exposição à passagem da corrente;
• Ponto de contato do corpo;
• Condições climáticas etc.
Como, geralmente, não há um médico presente quando o choque elétrico acontece, é importante saber que
atitudes tomar nesse momento, já que a rapidez no atendimento é crucial para controlar a gravidade das
conseqüências do choque. Então, o que fazer diante do choque elétrico?
A primeira atitude a ser tomada é desligar o fornecimento da energia ou, se isso não for possível, afastar a
fonte do choque elétrico do acidentado usando um bastão de material que não conduza a corrente elétrica.

179
Figura 186
Em seguida, verifica-se o estado de consciência do acidentado, observando-se, também, se a pessoa
respira e se seu coração está batendo.
Uma providência importante é manter a pessoa respirando e com o coração batendo. Portanto, em caso de
ausência desses sinais vitais, devem-se realizar as manobras de ressuscitarão por meio da respiração
artificial e da realização de massagem cardíaca. Enquanto isso, outra pessoa deverá solicitar socorro
médico de emergência, a fim de que o acidentado seja removido o mais rapidamente possível para um
hospital.

28.76 11.2 Normas de segurança


Os parágrafos anteriores nos mostraram os perigos contidos nos choques elétricos por menos intenso que
ele seja. O que se pode fazer é empregar procedimentos de prevenção, pois todo cuidado é pouco! E
quando se trata de prevenção, as orientações de três normas devem ser seguidas: a NBR 5410, a NR 10 e
a NR 6.
Como você já estudou, a NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – fixa condições de segurança
nas instalações com tensão de até 1000 V em corrente alternada e de até 1500 V em corrente contínua.
A norma regulamentadora NR 10 – Instalações e serviços com eletricidade – recomenda condições
mínimas para garantir a segurança das pessoas e estabelece critérios para a proteção contra riscos de
contato, incêndio e explosão, dentre outros.
Já a norma regulamentadora NR 6 – Equipamento de proteção Individual (EPI) – trata dos dispositivos de
uso individual destinados a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores.
Segundo a NR 6, os equipamentos de proteção individual (EPI) para o profissional da área de eletricidade
são:

Figura 187
• Óculos de segurança incolor e com proteção contra raios ultravioletas;
• Luvas de borracha isolante;
• Luvas de pelica para proteção das luvas de borracha;
• Luvas de raspa para trabalhos rústicos;
• Capacete de segurança com isolamento para eletricidade;
• Meia-bota isolada;
• Roupas de algodão;
• Cinturão de segurança com talabarte para trabalhos em grandes alturas.

28.77 11.3 Regras básicas de segurança


Quando se trata de segurança, as regras, em geral, são meros frutos do bom senso. Veja as recomendações
a seguir.
1. Utilizar sempre e apenas materiais, ferramentas e equipamentos indicados pelas normas técnicas.
2. Utilizar apenas os instrumentos adequados – multímetro, voltímetro e amperímetro - para medição,
pois as improvisações são geralmente perigosas e podem danificar circuitos e equipamentos.
3. Conhecer a arquitetura e o modo de funcionamento dos circuitos sob manutenção, observando o local e
localizando possíveis interferências que poderão causar danos aos circuitos.
4. Trabalhar sempre com o circuito elétrico desligado, usando equipamentos de proteção individual e
evitando o uso de anéis, aliança, pulseiras, braceletes e correntes.
180
5. Sempre sinalizar o local onde está o circuito ou a máquina sob manutenção.
6. Ao abrir chaves, não permanecer muito próximo a fim de evitar o efeito do arco voltaico.
7. Sempre que realizar manobras com chaves seccionadoras ou disjuntores, utilizar luvas adequadas com
isolamento de acordo com a classe de tensão do circuito a ser operado.
Como foi possível ver neste texto, a melhor maneira de evitar o acidente elétrico é pro meio da
prevenção. Tomar simples cuidados de bom senso pode fazer a diferença entre a vida e a morte, já que a
eletricidade não tem cheiro, não tem cor, não é quente, nem fria. É simplesmente fatal!

28.78 12. CURIOSIDADES SOBRE RAIOS


1. Maior país tropical do planeta, o Brasil é o campeão mundial de incidência de raios. Aqui caem entre
50 e 70 milhões de raios por ano, o que significa de duas a três descargas elétricas por segundo.

Figura 188
2. Há controvérsias sobre a cidade recordista. Para a Rede Integrada Nacional de Detecção de Descargas
Atmosféricas (RINDAT), é São Caetano do Sul (SP), mas dados de satélites, menos precisos, apontam
Campo Grande (MS). Em ambos, a média anual é de 15 raios por km2.
3. A temperatura de um raio (30.000oC) equivale a cinco vezes a temperatura do sol. O calor faz com que
o ar à volta se expanda, causando um estrondo: o trovão.
4. O brilho de um raio dura, em média, de um décimo de segundo a meio segundo.
5. A distância entre o lugar onde você está e o local onde o rio caiu, está diretamente ligada à duração.
Conte os segundos entre o aparecimento do raio e o barulho do trovão e divida por três: o resultado é a
distância em quiilômetros de onde o raio caiu. FIGURA 188 (Captada na Internet – Fonte: INPE
www.dge.inpe.br)
6. Em novembro de 2005, 68 vacas foram calcinadas por um raio na Austrália. Culpa do dono que reuniu
o rebanho sob uma grande árvore durante a tempestade. As vacas foram atingidas pelas correntes elétricas
que entraram pela copa da árvore e se propagaram no solo.
7. Um guarda florestal nos Estados Unidos foi atingido por raios sete vezes, mas sofreu apenas
queimaduras leves em todas às vezes. Apesar da sorte de ter sobrevivido, ele suicidou-se em 1983.

28.79 13. OBSERVAÇÕES FINAIS


O profissional do Século XXI é aquele que jamais pára de estudar, de se manter informado e de se
atualizar em sua área de atuação.
1. Coleção de catálogos e folhetos de fabricantes: toda a loja de material de construção tem, ou, se não
tiver, se você escrever para qualquer empresa fabricante de materiais e componentes elétricos, ela terá o
maior prazer em enviálos para você gratuitamente. Afinal, você é um consumidor em potencial e os
fabricantes têm departamentos técnicos especializados nesse trabalho.
2. Aquisição de livros técnicos (mesmo se sua cidade não possuir livraria) pela Internet. Ah, você está
fazendo o curso em seu local de trabalho e não tem computador em sua casa? As agências do Correio e as
Prefeituras Municipais possibilitam acesso gratuito a Internet, e você poderá acessar os sites das editoras
ou das livrarias através da ferramenta de Busca e fazer o seu pedido. O livro é entregue em sua casa pelo
preço indicado e mediante uma pequena taxa de frete. Mesmo que não haja acesso gratuito em sua cidade
(que você, como cidadão pagador de impostos, poderá até reivindicar) sempre há algum “cyber café” que
permite acesso à Internet mediante uma pequena taxa.
3. Consulta a sites especializados na área de Eletricidade, seja de fabricantes, seja de entidades, ou mesmo
de órgãos governamentais. O acesso à Internet poderá ser feito da mesma maneira explicada no item
anterior.
4. Visita a feiras, exposições e eventos técnicos patrocinados pelos fabricantes de materiais elétricos:
nesses locais você tem a oportunidade de descobrir as novidades, conhecer outras pessoas “do ramo”,
fazer contatos etc. Ou seja, tudo de bom para o enriquecimento do seu perfil profissional!

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