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SEM 0343 Processos de Usinagem

Professor:
Renato Goulart Jasinevicius
Processos de Fabricação por Usinagem
Aula Processo: Torneamento
Definições
Tornos e partes componentes dos tornos
Máquinas para produção
O Processo e as Operações de Torneamento
Sequências de operações
Cinemática do Processo
Geometria das Ferramentas de Torneamento
Parâmetros de Corte
Condição de operação
Introdução
Qual a semelhança entre as peças
apresentadas?
Processo: Torneamento
Definições:

Torneamento pode ser definido como um processo


mecânico de usinagem, destinado à obtenção de
superfícies de revolução com o auxílio de uma ou
mais ferramentas monocortantes.

Torneamento é o processo de usinagem para


superfícies cilindricas externas e cônicas com uma
ferramenta com geometria monocortante.

O processo usa uma máquina ferramenta denominada


Torno.
Processo: Torneamento
 A peça é rotacionada em um eixo (spindle) e a
ferramenta é avançada radialmente, axialmente ou
simultanemente em ambas direções, para gerar a
superfície desejada.

Radial

Axial
Processo: Torneamento
Mais especificamente a ferramenta é aplicada para
geração de superfície cilíndricas externas orientada
preferencialmente paralela ao eixo da peça.

A geração de superfície orientadas preferencialmente


perpendicular ao eixo da peça é denominado
faceamento
n
D

Facear
Tornear
Processo: Torneamento
 No torneamento a direção do movimento de avanço é
predominantemente axial com relação ao eixo de
rotação da máquina (eixo árvore ou spindle).
 No faceamento, o avanço radial é o movimento
predominante.
 Superfícies chanfradas ou perfiladas exigem os dois
modos de avanço simultaneamente, denominado de
perfilamento.
n
D

Perfilar Tornear Facear


Processo: Torneamento

Operações de torneamento
•Ferramenta monocortante;
•Ferramenta fixa em suporte e peça rotaciona;
•Velocidade de corte constante na operação
cilíndrica e variável na operação de faceamento
Acabamento no Processo de Torneamento
Rugosidade média, Ra – micrometros, m (micropolegadas, in.)

Processo

Corte maçarico
Esmerilhamento rebarba Rugosidade Ra Graduação de
(m)
Serra
Plaina Rugosidade
Furação
Fresamento químico
Eletro erosão
50 N12
Fresamento
Brochamento 25 N11
Alargamento
Feixe de elétrons
Laser
12,5 N10
Ataque eletroquímico
Mandrilammento,
torno 6,3 N9
Acabamento em tambor
Retífica eletrolítica
Brunimento cilíndrio
3,2 N8
Retificação
Honing 1,6 N7
Polimento eletrolítico
Polimento
Lapidação
0,8 N6
Superacabamento
Fundição em areia 0,4 N5
Laminação a quente
Forjamento
Fund. em molde fechado 0,2 N4
Fund. por cera perdida
Extrusão 0,1 N3
Lamina. a frio, trefilação
Fund. Sob pressão
As faixas apresentadas acima são típicas dos processos listados Aplicação Média
0,05 N2
Valores menores ou maiores podem ser obtidos sob condições especiais Aplicação menos freqüentes 0,025 N1
CARTA DE PROCESSOS VERSUS ACABAMENTOS
Tolerâncias Processo de Torneamento

Diâmetro < 25,4 : 13 – 25 µm (IT6-IT7)


25,4<Diâmetro< 50,8: 50 µm (IT8-IT9)
Diâmetro > 50,8 : 75 – 125 µm (IT10)
Operações realizadas no Torneamento

a) Chanfrar b) Sangrar c) Roscar

d) Mandrilar e) Furar f) Recartilhar


Operações de Torneamento

Operações de Esquema Operações de Esquema


Torneamento e Torneamento e
Ferramentas Usadas Ferramentas Usadas

a - Torneamento b - Torneamento Cilín


Cilíndrico Externo com drico Interno ou
ferramenta reta Mandrilamento com um
bit fixado em uma barra

c - Torneamento d - Torneamento Cônico


Cônico Externo com Interno com barra de
ferramenta reta mandrilar

e - Torneamento de f - Sangramento Radial


Faceamento com peça Externo com ferramenta
presa na placa ou entre de sangramento externo
centros

g - Sangramento Radial h - Sangramento Axial


Interno com ferramenta com ferramenta de
de sangramento interno sangramento axial
Operações de Torneamento
Operações de Esquema Operações de Esquema
Torneamento e Torneamento e
Ferramentas Usadas Ferramentas Usadas

i - Corte com uma j - Torneamento Curvi-


ferramenta bedame líneo com ferramenta reta
de ponta arredondada

k - Perfilamento Radial m - Perfilamento Axial com


com ferramenta de forma ferramenta de forma

n - Furação com broca o - Alargargamento de um


helicoidal furo com broca helicoidal

p - Alargamento de um q - Roscamento Exter-no


furo com alargador com ferramenta de roscar
de ponta única
Componente do Avanço em Operações de Torneamento

avanço
avanço avanço avanço

avanço
Avanços alternativos
possíveis
avanço

avanço avanço

avanço
EXEMPLOS DE ALGUMAS
SEQUÊNCIAS DE OPERAÇÕES
DE TORNEAMENTO
TORNEAMENTO CILÍNDRICO EXTERNO
Fixação da peça Ajuste da Ferramenta

Primeiro Passe Segundo Passe


TORNEAMENTO DE FACEAMENTO
Seqüência de uma Operação de Faceamento

1 2 3

4 5 6
TORNEAMENTO DE CORTE
E SANGRAMENTO
Operação de Corte e Sangramento
Seqüência de Corte
OPERAÇÃO DE FURAÇÃO
Seqüência de Furação
Operação de Roscamento
Operação de Roscamento

Primeiro Rosca
passo Feita

Estratégias de corte
dos Filetes

Passo

Rosca Macho Rosca Fêmea


Ferramenta

Radial Flanco Incremental


Operação de Roscamento
Operação de Roscamento

a) Pente reto de abrir rosca


a)
b) Pente circular de abrir rosca
c) Cossinete

b)
c)
Operação de Roscamento
b) Pente circular de abrir rosca
Operação de Roscamento
c) Cossinete

Desandador

Cossinete
Operação de Roscamento
Rosca externa em torno com cossinete
Operação de Roscamento
Considerações de projeto:
1. Chamfrar as extremidades da parte roscada
para reduzir rebarbas.
2. Fazer saída de ferramenta para o comprimento
da rosca.
3. Use ferramentas padrão para fazer as roscas
4. Não interromper seções roscadas com canais,
furos, etc.
5. As paredes das peças devem ser espessas o
suficiente para suportar as forças de corte e de
fixação.
6. Projete a peça para se possa completar as
operações de corte com um único set-up.
Considerações de projeto:
1) Chamfrar as extremidades da parte roscada para
reduzir rebarbas.
2) Fazer saída de ferramenta para o comprimento da
rosca.
1 2
Considerações de projeto:
3. Use ferramentas padrão para fazer as roscas

= 55º (Whitworth) = 60º (Métrica)


OPERAÇÃO DE RECARTILHAMENTO
OPERAÇÃO DE RECARTILHAMENTO

 Usado para criar padrão de textura rugosas


em superfícies cilíndricas
 Feitas em peças onde há necessidade de
atrito maior (manopla ,etc.)
OPERAÇÃO DE RECARTILHAMENTO

 Tipos:
 Recartilhamento Angular
 cria um padrão de ranhuras piramidal
 Recartilhamento linear
 cria um padrão de ranhuras longitudinais retas

Padrões de recartilhamento cruzados grande,


médio e fino

Padrões de recartilhamento paralelos com passo


grande, médio e fino
1 3

Operação de
Recartilhamento

4 5
Fixação da Peça no Torno

Pino de arraste (fixado na peça) Castanhas


Peça Ajustáveis (3)
Contra-Ponto Peça
(apoio adicional)

Placa de arraste (fixada no eixo)

Placa fixada no
Pinça com três rasgos eixo
Peça Sup. usinada

Capa (avança para apertar a pinça) Peça


Castanhas
independentes (4)
Ação da Ferramenta de Torno

Velocidade de corte vc
(m/min)

ap - Profundidade de
usinagem (mm) - Mov.
Radial

Avanço f (mm/volta) – Mov.


Axial
Ação da Ferramenta de Torno

Cavaco
Cavaco
Ø efetivo Ferramenta
Ferramenta

Zona primária de
cisalhamento

Zona secundária
Zona secundária de
de cisalhamento
cisalhamento
Influência da Geometria no
Mecanismo de Corte
Influência da Geometria
 – ângulo de folga, ele pode gerar maior ou menor atrito entre a
superfície de folga e a superfície recém formada e pode melhorar a
estabilidade da aresta. Geralmente varia de 2º a 12º

Ângulo de saída  = 0o

 
 
1 2

 = 0o 1 > 0o 2 > 1

Menor atrito
 +  +  =90º
Influência da Geometria
 – ângulo de saída, afeta a formação do cavaco, diminuindo ou
aumentando o atrito do cavaco com a superfície de saída, resultando em
mudança no ângulo do plano de cisalhamento. Isso implica em redução
ou aumento nas forças de corte. Geralmente varia de -10º a 20º

 = constante

-  = 0o
+ ++ 

  

Influência do ângulo de saída
 =0o
++

a) b)

+

c) - d)

e)
Ângulo de Saída
Influência do Ângulo de Saída

 negativo
 positivo

h’ h’
Fer.
Cav. Fer.
Cav.
h  h 
Peça Peça
h
Recalque Rc 
h'
Influência do Ângulo de Saída
– ângulo de saída, a variação desse ângulo irá afetar a área do plano de
cisalhamento. Onde:
h é a espessura do cavaco;
b largura de corte
ls comprimento do plano de cisalhamento

h
h0
h = ls
b
Influência da Geometria

E F
C  = D45º D
s = 0º
 = 30º
A
G B  = 90º s = 0º = 60º (Métrica)
 = 90º  = 15º
 = 55º (Whitworth)
Ferramentas de torno com haste reta e haste deslocada e
diferentes ângulos de Posição
Influência do ângulo de Posição

Vf (mm/min)

Velocidade de avanço:
Ângulo de
Vf = f . n
Posição Neutro

n n

- +
Vf (mm/min)
Vf (mm/min)

Ângulo de Ângulo de
Posição Negativo Posição Positivo
Influência do ângulo de Posição
Ângulo de Posição Negativo
negativo adequado para usinagem com escalonamento ou canto,
faceamento.
Deve ser evitado: forças de corte tendem a “puxar” o inserto fora do
assento, levando a erros de dimensionais

n n

Faceamento Escalonamento
Influência do ângulo de Posição

f (mm/rev) Ângulo de Posição f (mm/rev)

ap X ap

Espessura do cavaco
: 90º
: 10º, 15º, 30º, 45º , 60, 75º

h  f  sen
h=f
ap
b = ap b
sen
Influência do ângulo de Posição

: 90º : 10º, 15º, 30º, 45º


Força de
avanço
Força radial
Ângulo de Posição
Força de
avanço X
Direção Força de Corte
longitudinal •Distribui as forças ao longo da aresta.
•Quanto maior , maio pode ser f.
•Desgaste menor.
h  f  sen •Quanto maior , maior chance de “chatter”
Fc = Ks1 . h1-z .b ap • negativo adequado escalonado, canto,
b faceamento
sen
Influência do ângulo de Posição
Aço 1045: ks1 = 205 kgf/mm2, 1-z = 0,899
(ap = 2,5 mm, f = 0,5 mm/rev )
Ângulo de seno () h h1-z b Área de corte Fc
posição (mm) (mm) (mm2) (N)

10 0,174 0,087 0,111 14,368 1,25 3280
15 0,259 0,129 0,159 9,652 1,25 3150
30 0,500 0,250 0,288 5,000 1,25 2941
45 0,707 0,354 0,393 3,536 1,25 2841
90 1,000 0,500 0,536 2,500 1,25 2748

h  f  sen
ap
b
sen
Pastilhas de Metal Duro

 Excelente resistência, permitindo usinar com


altas velocidades.
 Diversas formas e geometrias padronizadas
 Diversas classes de M.D. para materiais e
condições diferentes de usinagem
 Baixo custo de reposição
 Dispensa re-afiação
Classes
P M K N S H
Ligas
Aço Ferro Não Materiais
Aço Resistentes
Inoxidável Fundido Ferroso Temperaturas Endurecidos

01 01 01 01 01
01

Tenacidade
10 10
15 15
Dureza

20 20
25 25 50 50 50 50
30 30
50 50

Tenacidade
Como identificar os Insertos(Pastilhas)?

Existem NORMAS Internacionais :

• ISO - Internacional

• ANSI - Americana
Codificação ISO - Insertos

C N M G 12 04 08 RN KC9125
Classe do Inserto
Tipo de quebra-cavaco
Raio do Inserto

Espessura do inserto

Tamanho do inserto

Característica do inserto

Tolerância de fabricação

Ângulo de folga

Geometria do inserto

Marketing
Formato dos Insertos

Letra ref. Descrição da forma do Ângulo de ponta do


inserto inserto inserto (o)
R REDONDO N/A
O OCATGONAL 135
H HEXAGONAL 120
P PENTAGONO 108
S QUADRADO (“SQUARE”) 90
C DIAMANTE 80
T TRIÂNGULO 60
D DIAMANTE 55
V DIAMANTE 35
Formato do Inserto
R redondo

C rombico 100º equilateral

Q quadrado 90º equilateral

resistência
W hexagonal 80º irregular
irregular

C rombico 80º equilateral

T Triangular 60º equi-angular

D rombico 55º irregular

V rombico 35º irregular


Formato dos Insertos
Insertos de Metal Duro
Aumenta a resistência

135º 120º 108º 90º 80º 60º 55º 35º

R O H P S C T D V

Aumento da chance de lascar e/ou quebrar


Formato dos Insertos
Insertos de Metal Duro

A
A

A A

A-A A-A
Aumento da chance de lascar e/ou quebrar
Formato do Inserto
Fatores que afetam
a escolha

R 35º

Vibração Melhor recomendação


R 100 90 80 80 60 55 35
Fatores que afetam
a escolha

Desbaste pesado
Desbaste leve e semi-
acabamento
Acabamento
Torneamento e faceamento

Perfilamento
Versatilidade operacional

Potência limitada

Tendência a vibração

Materiais Endurecidos

Corte Interrompidos

Melhor recomendação Aceitável


Ângulo de folga

TNMG-432 T N M G - 22 04 08
3° 5°
A B

7° 20°
C E

0° 11°
N P
Tolerância

TNMG-432 T N M G - 22 04 08
Tolerância
Circulo Inscrito Tolerância da Classe M
ou
iC (mm) M U U

3,97 0,05 0,08


5,0 0,05
5,56 iC
6,0
6,35
8,0
3,525
1,0
iC
12,0 0,08 0,13
12,7
15,875 0,10 0,18
16,0
19,05
20,0 iC

25,0 0,10 0,18


25,4
31,75 0,13 0,25
32,0
Característica do Inserto: quebra cavaco

TNMG-432 T N M G - 22 04 08
A *P

B R

G *S

H T

M
W

N X
Tamanho da aresta de corte l (mm)

d 6.35 9.52 12.70 15.88 19.05 25.40


(iC) (1/4”) (3/8”) (1/2”) (5/8”) (3/4”) (1”)

l 11 16 22 27 33 44

l l 06 09 12 15 19 25

55° 07 11 15 19
l

80° 06 09 12 16 11 25
l

35° 11 16 22
l

04 06 08 10 13 17

iC = Círculo Inscrito
Espessura “S”

TNMG-432 T N M G - 22 04 08

CPGM - 16 T3 08
1/8 = .125 = 3.18mm = 03
5/32 = .156 = 3.97mm = T3
Espessura “S”
01 S= 1,59 T N M G - 22 04 08
T1 S= 1,98
02 S= 2,38
03 S= 3,18 TNMG-432
CPGM - 16 T3 08
T3 S= 3,97
04 S= 4,76
05 S= 5,56
06 S= 6,35
07 S= 7,94 1/8 = .125 = 3.18mm = 03
09 S= 9,52 5/32 = .156 = 3.97mm = T3
10 S= 10,00
12 S= 12,00
Espessura do Inserto

T
Raio de Ponta

TNMG-432 T N M G - 22 04 08
Codificação ISO
Porta-ferramenta Externo
M C L N L 25 25 M 12
Tamanho do Inserto

Comp. do Porta-ferr.

Espessura do Porta-ferramenta

Altura do Porta-ferramenta

Sentido de corte

Ângulo de folga

Ângulo de Posição

Formato do Inserto

Sistema de fixação do inserto


Ferramentas para torneamento
90º 55º

60º 35º

Assento para inserto de MD


Ferramentas para torneamento
Ferramentas de torno
Ferramenta esquerda Ferramenta direita

Corta da esquerda para Corta da direita para


direita esquerda
Ferramentas para Torno

Tornear e Chanfrar Facear 75º Rosquear 55º

Porta matriz para


cossinete
Mandrilar e facear Recartilhar http://tool.wttool.com
90º
Parâmetros de Corte
Existem dois movimentos de corte:
•o movimento primário de corte
•movimento de avanço.
Em um torno, o movimento primário de corte é rotativo e é
transmitido à peça através do eixo árvore. A peça é presa na
placa do torno que por sua vez está fixada ao eixo árvore.

n Vf = f. n

Vf
Parâmetros de Corte

• Velocidade de Corte (Vc)


• Avanço (f)
• Profundidade de usinagem (ap)
Parâmetros de Corte
Notação

Vc: Velocidade de Corte


f: Avanço
ap: Profundidade de usinagem
Definição de Velocidade de Corte (Vc)

Em torneamento, é a velocidade tangencial


da peça, medido em metros por minutos
(m/min).

“É a velocidade com que a peça passa pela


Ferramenta (Torneamento)”

 Dn
n
vc 
D

1000
Fórmula para determinar a Vc

 Dn exemplo: Peça com  200,0 mm


vc  360 rpm
1000
rpm x diâmetro x  = rpm x diâmetro
Vc =
1000 318

360 x 200,0 x 3,1416 = 360 x 200,0


Vc =
1000 318
Vc = 226 m/min

Vc x 1000 = Vc x 318
rpm =
diâmetro x  diâmetro
Velocidades de Corte Recomendadas
(aproximadas)
Velocidade de Corte
Material da Peça (m/min)

Aço Rápido Metal Duro

Ligas de Alumínio 180-240 300-420


Ligas de Magnésio 240 600
Ligas de Cobre 30-120 60-300
Aços 30-60 60-180
Aços Inoxidáveis 10-30 60-120
Ligas de Titânio 10-60 30-120
Ferro Fundido 10-30 30-120
Termoplásticos 90-120 120-180
Definição de Avanço (f)

Vc

ap
f

A quantidade relativa de movimento da


ferramenta na peça em cada revolução, ciclo ou
unidade de tempo. Normalmente medido em
milímetros por rotação (mm/rot.).
Definição de Profundidade de usinagem (ap)

Vc
D

ap

f d
Dd
ap 
2

A distância entre o fundo do corte e a


superfície da peça, medido
perpendicularmente à superfície da peça em
milímetros.
Cálculo do Tempo de Usinagem

l
l3 l1 l2 l
tc 
n Vf
l  l1  l2  l3
ap  Vf  f  n
II I
Cálculo do Tempo de Usinagem

a b

d
l3= 0
l3 l1 l2 l1 l2
l
l

Para efeito de cálculo, nessa disciplina, consideraremos


que:
a) l2 = l3 = 2 mm entre pontos
b) l2 = 2 e l3 = 0 com escalonamento
Exemplo

Torneamento externo no comprimento de 100mm,


diâmetro de 45mm, com Vc=180m/min e f=0,3mm/rev.

Solução:
l = l1 + l2 + l3 = 100 +2 + 2 = 104mm
Vf = f x n e n = (1000Vc)/(D) = 1273 rpm
Vf = 0,3 x 1273 = 382 mm/min
tc = 104/382 = 0,27 min
Condições de operação

As condições de operação controlam 3


variáveis importante no corte dos
metais:
1. Taxa de remoção de material
2. Vida da ferramenta e
3. Acabamento
Condições de operação

Cada uma dessas variáveis pode ser estimada


através das seguintes fórmulas:

1. Q = Vc*ap*f (mm3/min) – Taxa de remoção


2. Vc*Ty=C – Vida da Ferramenta
3. Rteorica= f 2/8Rp - Acabamento da peça

Onde:
Vc – velocidade de corte (mm/min),
f avanço (mm/rev);
ap prof. de usinagem (mm),
T é a vida da ferramenta (min),
C é a velocidade de corte para uma vida de 1 min (m/min).
Condições de operação
Estimativa de Vida de ferramenta
Desgaste de Cratera

Largura do Desgaste
de Flanco
Entalhe

Prof. de
}

usinagem ap Desgaste de flanco

f
Desgaste do raio
Condições de operação
Estimativa de Vida de ferramenta
Critério de Desgaste – Flanco VB= 0,5mm v= 100 m/min

T y  C
v= 170 m/min v  velocidade
v= 136,3 m/min
T  tempo
Desgsate de Flanco (VB)

0.50 mm
ou
Tv x  K
onde
1
y
5 12 20 40 x
Tempo de Corte (min)
Condições de operação
Estimativa de Vida de ferramenta
Velocidade de corte ( m/min)
v. Ty = C
400
C= ? y= ?

200 (1) V = 170, T =5


160 (2) V = 136,3, T =12
130
(3) V = 100, T = 41
100

1 2 3 5 10 20 30 50 100
Vida da ferramenta T
(min)
Condições de operação
Estimativa de Vida de ferramenta
Para Determinar o valor de C e y no gráfico anterior,
selecione dois dos três pontos da curva e resolva a
equação simultaneamente

Solução:
Escolha os dois pontos extremos: v=170 m/min, T = 5 min, e v =
100 m/min, T=41 min, temos que:
170(5)y=C 100(41)y=C => 170(5) y =100(41) y
ln(170)+y(ln5)=1n(100)+y(ln41) => 0.5306=2.1041y
y=0.5306/2.1041=0.25217 => C = 170(5)0.25217 = 255 m/min
Condições de operação
Estimativa de Vida de ferramenta
Como determinar o valor de K e x a partir dos
dados de y e C?
Solução: Sabemos que v. Ty = C e y = 1/x, portanto se elevarmos toda
a equação a 1/y teremos:
V1/y . Ty/y = C1/y , mas x = 1/y.
Sendo assim teremos
Vx . T = Cx .
Dado que T. vx = K, pode se concluir que:
K = Cx
Em estudos de usinabilidade utiliza-se V60 ao invés de C.
Tabela X.3 pg 466 (Ferraresi)
y = 0.3 para MD
y = 0.15 para AR
Condições de operação
Material de y C
Valores de y para formula de Ferramenta/material da peça
Taylor para diversos Aços rápidos
materiais de ferramenta (vc Ty Não ferrosos 120
= C) Aços 0,1 70
(valores aprox. em operações Ligas fundidas
de torneamento f = 0,25 Não ferrosos 0,1 70
Aços 0,1 20
mm/ver e ap = 2,5 mm. O
Termo “Não aço” refere-se a Metal duro Sem Cobertura
Não ferrosos 0,25 900
Alumínio, latão e ferro Aços 0,1 500
fundido Metal duro com Cobertura
Muitas vezes os valores Não aço - -
recomendados para Vc Aços 0,25 700
referem-se a uma vida de 15 Cerâmica
min. Não aço - -
Aços 0,6 3000
CERMET
Não aço -
Aços 0,25 600
Condições de operação
Processo Valor de
VB (mm)
Torneamento de precisão 0,2
Torneamento de acabamento 0,3-0,4
Torneamento Desbaste
Áreas de cavaco convencional 0,6-0,8
Áreas grandes de cavaco 1,0-1,5
Aplainamento de Acabamento 0,3-0,4
Aplainamento de Debaste 0,6-0,8
Fresamento de Acabamento 0,3-0,4
Fresamento de Desbaste 0,6-0,8
Distância a ser compensada devido a VB

VB
Condições de operação

Determinação da vida da ferramenta em função do


tipo de máquina

Máquinas de produção com Setup pequenos. T= 15 a 30 min


Ex.: Máquinas CN
Máquinas com tempos de setup intermediários
Ex.: Torno revolver com controle por Cames T= 60 min
Máquinas com tempo de Setup longos com
processo atrelado e máquinas dedicadas como em T= 240 min
linhas transfer

A velocidade para cada uma destas vidas deve ser representada da


seguinte forma:
T = 15 min vc15
T = 60 min vc60
T = 240 min vc240
Condições de operação
Condições de operação
Condições de operação
Condições de operação
Condições de operação
Condições de operação
Rugosidade Ra Graduação de
(m) Rugosidade
50 N12
25 N11
12,5 N10
6,3 N9
3,2 N8
1,6 N7
Acabamento de Superfície através de
torneamento 0,8 N6
Valores de referência:0,025 até 25 m Ra 0,4 N5
Valores comuns: 0,40 até 6,3 m Ra (N5 a N9) 0,2 N4
0,1 N3
0,05 N2
0,025 N1
Condições de operação
Os valores de acabamento podem, teoricamente, ser
calculados através da seguinte equação:

2
f
Rmax 
8  Rp

onde f é o avanço (mm/rev) e Rp é o raio de ponta da


ferramenta
Condições de operação
f

Rmax
ou Rt
ap

Rp

Usando Pitágoras Rp
Rp-Rt
R  R p  Rt 
f2

2 2
p
4
f2 f/2
R  R  2 R p Rt  R 
2
p
2
p t
2

4
Rt2 é muito pequeno
0,0321 f 2
f2
Ra 
Rt  Rp
8R p
para
Rp  f
Condições de operação

f2
Ra 
18 3  R p N9

0,0321 f 2
Ra  N6
Rp

Fonte: Boothroyd, 1975,


p.139
Condições de operação
Superfície ideal obtida com
ferramenta com ponta seca •A rugosidade pode ser
f representada por um índice muito
usado denominando de média
aritmética Ra.

Superfície •No perfil mostrado na figura (b),


de mostra a área sob análise, uma
trabalho s linha média é traçada paralela a
 Superfície direção da superfície e divide a
usinada superfície de tal forma que a soma
da área formada acima sejam igual
a soma das área formadas abaixo da
(a) linha.

Rmax/ •O valor da rugosidade Ra é dado



b s pela soma dos valores absolutos de
2 a c e
Rmax todas as áreas acima e abaixo da
f/2 f/2
d linha média dividido pelo
comprimento amostral.

Fonte: Boothroyd, 1975,


p.134-37
(b)
Condições de operação
Superfície ideal obtida com
Assim, para esse exemplo, o valor
ferramenta com ponta seca
da rugosidade Ra é dado por:
f
abc  cde
Ra 
f (1)
Superfície onde f é o avanço.
de
trabalho s Dado que as áreas abc e cde sejam
 Superfície
iguais, então
(2)
usinada 2 R
Ra  abc  max
f 4
(a) Onde Rmax/2 é a altura do
triângulo abc.
Rmax/2 
b s
a c e
Rmax
d
f/2 f/2

Fonte: Boothroyd, 1975,


p.134-37
(b)
Condições de operação
Superfície ideal obtida com É interessante observar que o valor da
ferramenta com ponta seca média aritmética da rugosidade para
f uma superfície tendo triângulos como
irregularidades seja igual a ¼ da
máxima altura das irregularidades.
Geometricamente,
Superfície
de
trabalho s Rmax 
f
(3)
 Superfície cot   cot  s
usinada
Substituindo a eq. (3) na eq. (2) tem-se:

(a) f
Ra 
Rmax/
b

s

4 cot   cot  s  (4)
2 a c e
Rmax
d A eq. (4) mostra que o valor aritmético
f/2 f/2
médio de tal superfície é diretamente
proporcional ao avanço.
Fonte: Boothroyd, 1975,
p.134-37
(b)
Condições de operação
5
Rugosidade Ideal Ra (m)

s


4

0
0 14
Fonte: Boothroyd, 1975, 2 6 8 10 12
p.137 Ângulo de saída secundário s(o)
Condições de operação
Outros fatores que pode contribuir para rugosidade da peça:
1) Ocorrência de vibração da Máquina
2) Imprecisão nos movimentos da maquinas (folgas)
3) Irregularidade do mecanismo de avanço
4) Defeitos na estrutura do material
5) Cavacos descontínuos na usinagem de materiais frágeis (duros)
6) imperfeições em materiais dúcteis usinados com baixas velocidades de corte
7) Danos causados pelo contato com cavaco.
Condições de operação

Fonte: Boothroyd, 1975,


p.140
Condições de operação
Condições de operação
Condições de operação
Condições de operação
peça apresentada neste
plano de trabalho é
produzida em um torno
automático CNC de carros
múltiplos dotado de torre
revólver estrela indexável de
6 posições. A peça de aço
SAE 12L14 é usinada por
completo em um tempo de
ciclo de trabalho de 29,5
seg. por peça. O gráfico
indica as operações que são
executadas de forma
simultânea.
Problemas em Operações de Torneamento

Problema Causas Possíveis


Quebra de ferramentas O material da ferramenta não tem rigidez suficiente;
ângulos da ferramenta inadequados; máquina ferramenta
não tem rigidez adequada; mancais e componentes da
máquina com desgaste excessivo; parâmetros de corte com
valores muito elevados.
Desgaste excessivo da Parâmetros de corte com valores muito elevados; Material
impróprio da ferramenta; Fluido de corte inadequado;
ferramenta ângulos inadequados da ferramenta.
Superfície acabada com Aresta postiça de corte na ferramenta; avanço muito alto;
ângulo da ponta da ferramenta muito pequeno; ferramenta
rugosidade alta com desgaste acentuado; vibração ocorrendo no processo.
Variabilidade dimensional Desgaste acentuado da ferramenta; falta de rigidez no
sistema; elevação de temperatura excessiva.
Vibrações na ferramenta Falta de rigidez; peça suportada inadequadamente;
ferramenta com balanço excessivo.
Sugestões para Evitar Vibrações e Trepidações na
Operação de Torneamento
• Minimize o balanço da ferramenta.
• Prenda a peça rigidamente.
• Escolha máquinas com alta rigidez e grande
capacidade de amortecimento.
• Quando a ferramenta começa a vibrar e trepidar,
modifique um ou mais dos parâmetros de processo
tais como a forma da ferramenta, a velocidade de
corte, o avanço, a profundidade de corte e o fluido
de corte.
Orientações de Projeto para Peças
Torneadas
• Projetar peças que permitam uma fixação simples em dispositivos de fixação e
posicionamento. Peças longas e esbeltas são difíceis de serem fixadas de modo a
suportar as forças de fixação e usinagem.
• A especificação de tolerância e acabamento deve ser a mais aberta possível,
respeitando os requisitos funcionais da peça.
• Cantos vivos, cones e grandes variações de dimensões na peça devem ser
evitados.
• O blanque, de onde a peça será obtida, deve ter dimensões próximas das
dimensões finais da peça de modo a evitar corte desnecessário de material e
reduzir o tempo de usinagem.
• As peças devem ser projetadas de modo que as ferramentas possam percorrer a
peça sem obstruções.
• As features ou características projetadas na peça devem ser tais que ferramentas
comerciais (padronizadas) possam ser usadas.
• O material da peça deve ser selecionado com base em sua usinabilidade,
respeitando os requisitos funcionais da peça.