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Toda a equipe multiprofissional, em especial a enfermagem, tem papel fundamental na

recuperação da saúde e bem-estar dos pacientes submetidos à cirurgia de RM. Para


alcançar melhores resultados no pós-operatório, em unidade de terapia intensiva
(UTI), uma adequada assistência da equipe de profissionais de enfermagem deve ser
capaz de evitar ou minimizar possíveis complicações numa população potencialmente
mais grave, visando também à redução do tempo de permanência na UTI e,
consequentemente, à diminuição considerável nos custos. Para tanto, torna-se
necessário conhecer o perfil dos pacientes, bem como as complicações mais
incidentes no período pós-operatório, a fim de levantar subsídios para o preparo e
qualificação da equipe de enfermagem frente às demandas de cuidado.

1 – A atuação da enfermagem frente a reabilitação do bem-estar e saúde dos


pacientes é imprescindível, necessitando assim de qualificação de todos frente ao
cuidado prestado, para atingir tal resultado os profissionais de enfermagem devem ter
o objetivo de minimizar ou evitar complicações.

A obscuridade no entendimento das informações ou até mesmo a falta delas faz com
que os indivíduos sintam-se duvidosos quanto às ações de autocuidado pósalta. De
acordo com os depoimentos, há a necessidade de um reforço de informações,
incluindo orientações voltadas à prevenção secundária de um evento cardiovascular.
As percepções ou expectativas de cada indivíduo, perante à sua própria reabilitação,
evidenciam o sentimento de cada um. Desse modo, além do enfoque técnico do
procedimento, não se pode esquecer dos aspectos emocionais que permeiam esse
momento, deixando o paciente e a família fragilizados e cheios de esperanças quanto
à nova fase de vida que se instala. O sentimento de impotência se sobressai e torna-
se para o paciente e para os familiares algo assustador. A nova adaptação que deverá
ser encarada pode gerar conflitos pessoais e emocionais, afetando o círculo social no
qual o paciente se insere. Desse modo, deve-se trabalhar a questão da adaptação,
ainda durante o período de internação do paciente, tentando garantir uma qualidade
de vida adequada para o indivíduo revascularizado do miocárdio, após a saída do
hospital. Os profissionais de saúde devem buscar maneiras de melhorar o
entendimento, por parte do paciente e seus familiares, quanto à adaptação ao estilo de
vida que deverá ser vivenciado, considerando-se o contexto em que estão inseridos. À
partir dos depoimentos dos pacientes, reforça-se que, para uma efetiva comunicação
entre paciente e equipe de enfermagem, estabeleça-se um feedback de ambas as
partes. Assim, para dar início ao processo de reabilitação cardíaca, deve-se conhecer
as expectativas que cada indivíduo/família mantém, bem como valorizar as
potencialidadesindividuais para a reabilitação pós-operatória.

2 - Remonatto, Coutinho e Souza (2012) evidenciaram que a dificuldade e a falta de


compreensão das informações oferecidas ao pacientes despertam nos mesmo o
sentimento de dúvida relacionado ao autocuidado após a realização do procedimento,
percebendo a necessidade fortalecer as orientações em principal as relacionadas a
prevenção de novos acontecimentos.

A atenção em orientar deve estar voltada nas questões técnicas do procedimento, as


sentimentais e a de adaptação a uma nova realidade, que envolve não apenas o
paciente, mais também sua família, ofertando assim uma melhor qualidade de vida
para ambos os envolvidos no processo, assegurandoentre equipe e paciente a
comunicabilidade .

O cuidado é a essência da enfermagem e em assim sendo, o enfermeiro é figura


essencial nos processos de atenção à saúde. No contexto hospitalar, o papel do
enfermeiro pode se tornar ainda mais relevante, quando este cuida de pacientes que
se encontram em período operatório. No caso do indivíduo que se submete a um
procedimento cirúrgico, as orientações e os cuidados de enfermagem não se
restringem a um período operatório em si, mas ao perioperatório como um todo,
incluindo o período após a alta hospitalar. A atenção pósalta pelo enfermeiro, embora
não seja uma prática predominante no nosso meio, deve ser recomendada.
Ratificamos o parecer de que a comunicação é extremamente importante parase
estabelecer um relacionamento efetivo entre pessoas de modo que as informações
fornecidas resultem em apoio, conforto e bem-estar. Desse modo, os sentimentos de
confiança e de autoestima das pessoas envolvidas, também podem ser melhorados
elevando o nível de satisfação nos processos de atenção à saúde. Vale ressaltar que
o cuidado individualizado precisa ser calçado em uma base sólida, base essa
compreendida por conceitos e práticas gerais mínimas que precisam ser ofertadas a
todos os envolvidos no perioperatório., envolvendo os mais variados profissionais da
saúde, incluindoa família e o cuidador. Que através do planejamento dos cuidados
específicos e individuais ao paciente, juntamente com a equipe multidisciplinar, se
possa influenciar favoravelmente na atuação de quem cuida e principalmente na
recuperação e na qualidade de vida de quem é cuidado.

3 – O enfermeiro e a assistência que ele oferece é primordial no segmento atenção á


saúde, tornando-se de grande relevância durante o período operatório que estende-se
desde de sua internação até a alta hospitalar.

Carvalho et al. (2008) evidenciou que as orientações de enfermagem na alta hospitalar


não são muito realizadas, a qual apresenta um papel de extrema importância pois é
neste momento que se estabelece uma relação entre os envolvidos resultando em
conforto, apoio e bem-estar, um olhar individualizado ao paciente alcançando uma
maior satisfação na atenção a saúde e um melhor planejamento da assistência.

Atualmente, as doenças cardiovasculares são vislumbradas como a principal causa de


morte no Brasil e no mundo, sendo a insuficiência coronariana uma das formas de
manifestação dessa doença. Os avanços tecnológicos e a otimização dos custos
permitiram que a cirurgia de revascularização miocárdica seja considerada a melhor
opção para o alívio dos sintomas e da melhora da qualidade de vida dos portadores de
doença arterial coronariana. de 119 pacientes, e que o enfermeiro é figura essencial
no cuidado aos indivíduos que se submetem a tal cirurgia, visto que é o profissional
responsável pelo cuidado de enfermagem prestado nas 24 horas do dia. Sendo assim,
não apenas esse profissional, mas toda a sua equipe devem estar atentos às
quaisquer manifestações do período perioperatório como um todo. Sabe-se que o
paciente bem informado, que mantém um elo de empatia com a equipe,passa pelo
período pós-operatório de formamais tranqüila, pois é capaz de entender cada fase do
perioperatório e, desse modo, colaborar ativamente para sua recuperação. Além disso,
pode colaborar também na busca incessante do incentivo à educação da população,
para que eventos coronarianos agudos e crônicos possam ser evitados.

4 – As doenças cardiovasculares são apontadas como uma das causas de morte com
maior relevância atualmente e uma das melhores soluções para o aumento da
qualidade de vida e a diminuição dos sintomas é a cirurgia de revascularização do
miocárdio. Para os pacientes que passam por essa cirurgia o enfermeiro assume uma
figura fundamental no cuidado, mantendo o paciente com todas as informações
necessárias cria um elo com a equipe e faz com que o paciente passe por tal
momento de maneira tranquila, compreendendo os procedimentos e colaborando com
a recuperação
No momento em que o paciente é informado sobre a necessidade de se
submeter a um procedimento cirúrgico, inicia-se uma jornada na qual ele e
seus familiares têm de se adaptar à nova rotina de vida. Para o enfrentamento
desse desafio, é fundamental que o paciente e sua família tenham informações
claras e precisas de como será o período de recuperação após a alta hospitalar.
Observe-se que as orientações fornecidas aos pacientes no hospital em que foi
realizado este estudo não foram bem assimiladas e/ou compreendidas por eles
para a realização do autocuidado no domicílio e para a identificação de sinais e
sintomas de infecção de sítio cirúrgico de cirurgia cardíaca reconstrutora.
Apenas 20% dos pacientes tinham informações sobre os cuidados com a incisão
cirúrgica e 70% dos pacientes não tinham informações sobre sinais e sintomas
de infecção. As orientações eram passadas na admissão do paciente e/ou no
momento da alta hospitalar.
Ressalte-se a necessidade de orientações e avaliações educativas pelo
enfermeiro ao paciente cirúrgico em todos os períodos operatórios, levando à
compreensão do processo de recuperação cirúrgica e à execução do
autocuidado na pós-alta hospitalar.

5 –Em um estudo realizado foi detectado que os pacientes não compreenderam de


maneira clara as instruções que lhes foram fornecidas as quais estavam relacionadas
ao autocuidado em domicilio constatando que somente 20% havia conhecimento
sobre a incisão e seus cuidados e 70% não tinham conhecimento dos sinais e
sintomas de contaminação o que afirma a importância das ações educativas e
orientações realizadas pelo enfermeiro desde o pós operatório imediato até após a
alta.

O processo de viver a cirurgia de RVM se configura como oportunidade para a manutenção da


vida do paciente, associada às necessidades de enfrentamento das significativas mudanças no
estilo de vida. Manter a vida quer pela oportunidade de estar sendo submetido a um
tratamento cirúrgico complexo quer pela necessidade de ter que mudar o estilo de vida são
estados e condições muito fortes, experienciados pelas pessoas fragilizadas física e
emocionalmente, diante de doenças cardíacas isquêmicas. Os resultados deste estudo
apontam significados importantes para serem considerados no cuidado de enfermagem às
pessoas submetidas a cirurgia de RVM, principalmente no que tange à manutenção de
relações de cuidado amistosas, de confiança e de suporte emocional para superar as ausências
familiares e as mudanças no estilo de vida. Ainda, destaca-se que o processo de educação em
saúde deve ser um constante no processo de viver de pacientes revascularizados, visando a
manutenção e motivação para o autocuidado e hábitos saudáveis.

6 – O cuidado de enfermagem em pessoas que realizaram a cirurgia de revascularização do


miocárdio deve estar voltado a promover a confiança, ofertar suporte emocional e
conscientizar sobre as alterações que devem ser realizadas e ao novo estilo de vida que o
paciente deve adotar. Hábitos saudáveis e o autocuidado devem ser enfatizados durante a
educação em saúde, sempre com o intuito de motivar, visto que muitos pacientes que
passaram por esse processo sentem-se privilegiados pela oportunidade da manutenção a vida.

Identificar diagnósticos de enfermagem comuns em


pacientes no pós-operatório de cirurgias cardíacas permite
um direcionamento da assistência de enfermagem, por
possibilitar reconhecimento prévio das necessidades
manifestadas por esses pacientes e fornecer subsídios para
estabelecimento de intervenções de enfermagem
fundamentadas e adequadas às necessidades individuais. A
formação do grupo de convergência demonstrou a
receptividade das enfermeiras da unidade para refletir e
discutir sua prática e o interesse em promover melhorias
em seu fazer, além da singularidade impressa à experiência
de construir coletivamente mudanças na enfermagem,
atrelando-o ao pensar.
Perceber que os dados coletados retrataram uma
experiência profissional específica e relevante, que envolve
cuidar de pacientes submetidos a cirurgias cardíacas,
promovendo comprovação científica do que já foi
evidenciado empiricamente, assim como estabelecer
diagnósticos que refletiam o raciocínio e julgamento clínicos
realizados, diariamente, demonstrou a relevância das decisões
tomadas. Este trabalho pode ser traduzido em uma
produção coletiva, fruto da experiência das enfermeiras
participantes e reflexão sustentada cientificamente da prática
assistencial. Assim, reflete atividades que já vêm sendo
realizadas e que acabam, na maior parte das vezes, passando
despercebidas, pois carecem de uma forma sistematizada e
explícita de realização e registro

7 – Para que se realize uma assistência de enfermagem de forma direcionada, é


necessário que a equipe identifique os possíveis diagnósticos, evidenciados após a
realização da cirurgia cardíaca. Este reconhecimento de forma antecipada faz com
que a enfermagem pereba as dificuldades apresentadas pelo paciente, o que oferta
suporte para determinar intervenções de enfermagem de forma estruturada e de
acordo com as necessidades que cada individuo apresenta.