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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

CURSO SUPERIOR DE FÍSICA

JULIANA APARECIDA DO CARMO – RA 98075

RELATÓRIO DE AULA EXPERIMENTAL: MRU E MRUV

Relatório de aula experimental, apresentado ao


programa de graduação em Física da Universidade
Estadual de Maringá (UEM, requerido na matéria
Laboratório de Física Geral I. Polo Umuarama-PR

Orientador: Prof. Dr. Victor Enrique Vizcarra Ruiz

UMUARAMA
AGOSTO/2017
1 INTRODUÇÃO

A cinemática é a parte da mecânica que estuda o movimento de um corpo sem


considerar as razões que o coloraram em movimento, além de geralmente tratar o
objeto como uma partícula, ou seja, considera-se que todas as partes do objeto
analisado estejam se comportando de maneira semelhante, movendo-se com
mesma direção e mesmo sentido. Quando se fala em movimento retilíneo, fala-se
em dois tipos de movimento bastante distintos, o Movimento Retilíneo Uniforme
(MRU) e o Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV). No MRU não há
aceleração, porém, a velocidade é sempre a mesma e no MRUV há a aceleração
alterando a velocidade. Neste experimento investigam-se os movimentos
unidimensionais de carrinho deslizante, utilizando-se o trilho de ar.
Para estudar os MRU e MRUV nas aulas experimentais foram realizadas
medições da distância percorrida por um determinado objeto, quando aplicado uma
tração, em relação ao tempo. Com base nas medições realizadas pode-se calcular a
velocidade média, a aceleração média. Tais experimentos foram realizados em um
trilho de ar para que as condições chegassem ao mais próximo possível das
condições ideais, ou seja, evitando ao máximo o atrito.
Neste presente relatório serão apresentadas as fórmulas, os materiais e os
métodos utilizados para a realização do experimento. Também são apresentados os
resultados obtidos.

2 OBJETIVOS

 Estudar os movimentos MRU e MRUV realizando um experimento;


 Construir e analisar os gráficos das funções de posição e velocidade;
 Identificar essas funções, linearizá-las e determinar seus parâmetros;
 Calcular a velocidade e a aceleração a partir dos gráficos já feitos; e
relacionar os parâmetros com os valores das mesmas.
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME

Movimentos que possuem velocidade escalar instantânea constante (não


nula) são chamados movimentos uniformes. Então, se a velocidade escalar é a
mesma em todos os instantes, ela coincide com a velocidade escalar média,
qualquer que seja o intervalo de tempo considerado:

Daí decorre que, no movimento retilíneo uniforme, o móvel percorre distâncias


iguais em intervalos de tempo iguais.
O movimento retilíneo uniforme (MRU) pode ser dividido em progressivo e
retrógrado, sendo que no movimento progressivo, o móvel caminha a favor da
orientação da trajetória, seus espaços crescem no decurso do tempo e sua
velocidade escalar é positiva. Já no movimento retrógrado, o móvel caminha contra
a orientação da trajetória, seus espaços decrescem no decurso do tempo e sua
velocidade escalar é negativa.

3.1.1 Variação da posição

No MRU a posição o objeto é dada pela seguinte equação:

Onde é a posição do objeto em determinado tempo, a posição inicial do

objeto, a velocidade (que no MRU é constante) e o tempo dado.

3.1.2 Variação da velocidade

Para encontrarmos a equação da velocidade basta derivar a equação do


espaço, ou seja, a velocidade é o coeficiente angular da equação do espaço em
relação ao tempo e o é o coeficiente linear, assim, analisando a derivada a seguir,

podemos concluir que a velocidade do MRU é constante.

3.1.3 Aceleração

Podemos observar que a aceleração corresponde ao coeficiente angular do


gráfico da velocidade por tempo, ou seja, é a derivada da função. Sabendo que no
MRU a velocidade é constante, a aceleração será 0, pois:

3.1.4 Significado físico da área sob o gráfico velocidade x tempo

Integrando a função velocidade em um intervalo de tempo ], teremos a

área, que numericamente equivale ao espaço percorrido no intervalo de tempo dado:

3.2 MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO

O movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV), também encontrado


como movimento uniformemente variado (MUV), é aquele em que o corpo sofre
aceleração constante, mudando de velocidade num dado incremento ou decremento
conhecido. Para que o movimento ainda seja retilíneo, a aceleração deve ter a
mesma direção da velocidade.

3.2.1 Variação da posição

No gráfico da posição em função do tempo, teremos uma função de segundo


grau para o MRUV dada pela primitiva da fórmula da velocidade, da seguinte
maneira:
logo, teremos:

Sendo uma função de segundo grau, o gráfico representará uma parábola e a

concavidade será para cima e para baixo se .

3.2.2 Variação da velocidade

A função de velocidade versus tempo no MRUV é uma função do primeiro grau,


conforme descreve a equação:

Quando temos uma velocidade inicial ( ) que aumenta seu módulo ao

decorrer do tempo, sendo assim, concluímos que o movimento é acelerado com

e constante.

Agora, se temos uma velocidade inicial ( ) que diminui ao passar do tempo,

podemos então concluir que e constante.

3.2.3 Variação da aceleração

No MRUV, como já dito, a aceleração é constante. A aceleração é capaz de nos


fornecer duas informações sobre o movimento descrito: caso ela tenha o
mesmo sentido da velocidade, o movimento pode ser chamado de Movimento
Retilíneo Uniformemente Acelerado, já se a aceleração tiver sentido contrário da
velocidade, o movimento pode ser chamado de Movimento Retilíneo Uniformemente
Retardado. Podemos obtê-la derivando a função da velocidade em relação ao
tempo:
3.2.4 Significado físico da área sob o gráfico da aceleração x tempo

Outro ponto importante é que a área formada abaixo do gráfico entre


determinado intervalo de tempo, fornece a variação da velocidade do móvel em tal
intervalo de tempo.

3.2.5 Significado físico do coeficiente angular no gráfico posição x tempo

Sabemos que a derivada de uma função em determinado ponto é o coeficiente


angular da reta tangente em tal ponto. Assim, para um ponto qualquer, a derivada da
função posição x tempo no MRUV nos fornece a velocidade para t qualquer,
observe:

4 MATERIAIS E MÉTODOS

4.1 Materiais

Figura 1: “Conjunto de experimento - Trilho de ar”

 Trilho de ar: Com régua fixada e carrinho;


 Dois sensores fotoelétricos;
 Eletroímã;
 Compressor de ar;
 Cronômetro digital;
 Pesos.

O equipamento “Trilho de ar” (Figura 1) tem a finalidade de estudar e realizar


experimentos, como em relação ao MRU e MRUV. O peso tem a finalidade de
acelerar o carinho. No caso do MRU o peso somente age antes do carrinho alcançar
o primeiro sensor, afim do mesmo passar a mesma velocidade no sensor 1 e no
sensor 2. No experimento em MRUV, o peso acelera o carrinho do início ao fim.

4.2 Métodos

No experimento foram realizados os seguintes métodos:

Primeiramente os sensores foram posicionados ao trilho de forma que


primeiro sensor ficou indicado na régua fixa por 60 cm e segundo sensor a uma
certa distância, sendo que o experimento foi realizado em distâncias diferentes
(15cm, 30cm, 45cm, 60cm). Em seguida o compressor de ar é ligado para que o
carrinho metálico possa deslizar sobre o trilho. Logo o cronômetro é zerado, assim
como o eletroímã ativado para manter o carrinho imóvel.
Os pesos são colocados a balança a fim de obter uma aceleração no carrinho
ao soltá-lo do imã. Como dito anteriormente no MRU o peso só age no carrinho
antes de ele atingir o primeiro sensor afim de carrinho não sofrer aceleração no
intervalo de um sensor a outro. Nesse caso o peso atinge a mesa parando de agir
no carrinho antes de atingir o sensor inicial de marcação.
No MRUV o experimento é realizado da mesma forma, mas o peso age sobre o
carrinho do início ao fim do percurso (não apoiando na mesa), obtendo assim uma
aceleração constante gravitacional com a massa dos pesos.
Com os sensores posicionados, o imã é desligado, o carrinho se move e a
marcação do cronômetro é realizada da seguinte forma: (1) quando o carrinho
passava pelo primeiro sensor, o cronômetro é ativado, começando do zero (2)
alcançando o segundo sensor o tempo do cronômetro para. Assim pode ser anotada
as distâncias percorridas, e o tempo necessário para esse deslocamento.

5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

5.1 MRU

O tempo aferido de acordo com as distâncias pré-selecionadas nos


experimentos relativos em MRU é apresentado na Tabela 1:

S (cm) T (s)
15 0,469
30 0,938
45 1,400
60 1,845

Fonte: Autoria própria.

Após a análise das medições obtidas, foi calculado e encontrado o valor de X e


Y, utilizando a expressão Mc=10/60 = O,16 e também Mc= 10/1,845= 5,42, onde 10
é o valor escolhido na graduação do papel milimetrado, 60 e 1,845 é o maior valor
de deslocamento e de tempo. Às respectivas medias foram multiplicadas
individualmente para cada deslocamento e tempo obtendo os resultados
apresentados na tabela 2:

x y
2,54
2,4
4,8 5,08
7,2 7,5
9,6 9,9
Fonte: Autoria própria.

Assim, com os valores de X e Y do tempo médio e das distâncias, pudemos


montar o gráfico 1 (espaço x tempo).
Tendo como resultado a seguinte equação:

Y = A + B.X, sendo Y deslocamento e X tempo, assim a equação horaria do


movimento retilíneo uniforme é um espaço inicial do movimento somado com a
velocidade multiplicado pelo tempo: S = A + B.t
Utilizando a seguinte equação, foi possível encontrar o valor de A e B que
representa espaço inicial e velocidade:

A=∑x2. ∑4-∑X. ∑xy / n. ∑X2-(∑X)2


B= n. ∑XY-∑X. ∑Y / n. ∑x2-(∑X)2

Após realizados os cálculos foram obtidos os seguintes resultados:


A = 0,5 e B = 32,6 substituindo na equação Y = A + B.X = S= 0,5 + 32,6.t
S0= - 0,5 e V= 32,6 cm/s

5.2 MRUV - Movimento Retilíneo Uniformemente Variado

Utilizando um trilho de ar no plano inclinado, equipado com laser para medir


o tempo do deslocamento, que ativam e desativam os cronômetros por sensores, e
um objeto móvel que flutua sobre os jatos de ar expelidos através de um compressor
de ar por furos no trilho de ar e um impulsor de aceleração inicial no objeto móvel
que após permaneceu com aceleração parcialmente constante, iniciamos o
experimento observando as contagens dos tempos do movimento do móvel pelo
espaço do trilho de ar, monitorado através dos sensores instalados no
equipamentos.
O impulso de aceleração foi dado antes da marca do primeiro sensor a fim
de que o móvel passe pelo primeiro sensor com a aceleração constante. Foi
colocado no equipamento eletroímãs para manter o móvel sobre o trilho de ar o qual
foi ligado e desligado e manteve o móvel sobre o trilho, o experimento foi executado
mantendo a aceleração, e fazendo o objeto móvel se movimentar com velocidade
uniformemente variável tendo um movimento retilíneo uniformemente variável.
Com o aparelho ligado e aplicado à aceleração inicial ao objeto móvel, o
compressor jogou o ar pelos furos e a força do ar fez o móvel flutuar sem atrito e a
aceleração do móvel se manteve parcialmente constante fazendo ele se
movimentar.
Com o aparelho ligado o móvel saiu do estado de repouso e com a
aceleração inicial manteve parcialmente constante sua aceleração, e sem atrito e foi
possível obter os tempos de medidas a cada 15 cm do aparelho resultando nos
tempos de:

S (cm ) T (s)
15 1,251
30 1,282
45 1,305
60 1,325
Medindo o tempo com os sensores a cada 15 cm toda vez que o
ângulo mudou com a descida do móvel, mudou também o tempo de descida.
Decompondo as forças exercidas temos o componente radial e tangencial,
perpendicular ao plano de inclinação a normal N e a componente P cos ɵ, que

em modulo, estas duas forças opostas se cancelam: . Sendo

assim o movimento está associado á parte tangencial Po P sen ɵ, tendo o

atrito sido retirado devido ao ar gerado pelo compressor de ar, que faz o móvel

flutuar temos . Onde as massas se cortam ficando

Temos assim que o plano de inclinação está perto de ɵ 0 no

experimento, assim utilizaremos a equação horária do movimento


uniformemente acelerado.

Considerando como zero

Temos

Assim descobrimos o valor de sem ɵ, para resolver a equação


calculando:
a g . sen ɵ
Com os dados que obtivemos do experimento através dos sensores
calculou-se que:

S (cm ) T (s)
15 12,51
30 12,82
45 13,05
60 13,25

A equação:

É uma equação não linearizada assim para linearizar a mesma temos:

Usando a função logarítmica dos dois lados da função temos:


Como K é

a 2 . 10²

Calculando a regressão temos o valor de:


a 56, 03 cm/ s²

Inserindo este valor na equação temos:


a g . sem ɵ
Assim, tem um valor aproximado de , que pode não ser esse valor

exato devido ao plumo usado que pode não ser exato no resultado, finalizando
assim o experimento. No fim do segundo experimento iniciou-se a
argumentação sobre o cálculo com a massa no experimento o qual não foi
postado vídeo aula sobre o mesmo, sendo impossível descreve-lo neste
relatório.

6 CONCLUSÕES

O estudo mostrou que os movimentos realizados em um mesmo espaço


e em um mesmo tempo variaram (mesmo que de maneira sucinta) seus
resultados, como nos experimentos de MRUV, em que as acelerações não
foram precisamente constantes. E no de MRU, em que a velocidade
apresentou uma pequena variação de uma medida para outra. Isto demonstra
que os fatores externos podem comprometer os testes, influenciando assim,
nos resultados.
No movimento retilíneo uniforme (MRU), o vetor velocidade é constante
no decorrer do tempo (não varia em módulo, sentido ou direção), e, portanto, a
aceleração é nula. O corpo ou ponto material se desloca distâncias iguais em
intervalos de tempo iguais, vale lembrar que, uma vez que não se tem
aceleração, sobre qualquer corpo ou ponto material em MRU a resultante das
forças aplicadas é nula (primeira lei de Newton - Lei da Inércia). Uma das
características dele é que sua velocidade em qualquer instante é igual à
velocidade média. E o movimento é chamado retilíneo uniformemente variado
(MRUV) quando a trajetória é uma reta e a velocidade varia linearmente com o
tempo, isto é, a aceleração é constante.

7 BIBLIOGRAFIA

HALLIDAY David; RESNICK Robert; WALKER Jearl. Fundamentos de Física –


Mecânica 1. v1. 6ed. Rio de Janeiro: LTC EDITORA, 2002.
JURAITIS, K. R. Introdução ao Laboratório de física experimental: método de
obtenção, registro e análise de dados experimentais. Londrina EDUEL, 2009.

SILVA, Djalma Nunes da Silva. Física - Edição Compacta. 1 ed. São


Paulo.Ática,2002. 312p.

Vídeo aula Experimental Laboratório de Física Geral I - Ambiente Virtual de


Aprendizagem – EAD/UEM. Acesso em 27 de agosto de 2017 as 21:00.