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Aula 10

Obras Rodoviárias p/ TCE-PE (Auditor de Obras Públicas) - Com videoaulas

Professor: Marcus Campiteli


Obras Rodoviárias TCE-PE/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 10

AULA 10: FISCALIZAÇÃO

SUMÁRIO PÁGINA

1. INTRODUÇÃO 3

2. EDITAIS 7

3. PROJETOS 9

4. CADERNO DE ENCARCOS 15

5. CONTRATOS 16

6. DIÁRIO DE OBRAS 19

7. MEDIÇÃO 21

8. RECEBIMENTO 43

9. PAGAMENTOS 46

10. REAJUSTAMENTO 47

11. MUDANÇA DE DATA-BASE 48

12. ADITIVOS 48

13. QUESTÕES COMENTADAS 55

14. QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA 79

15. GABARITO 91

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1 – INTRODUÇÃO

A principal fonte para a aula de hoje será o Manual de


Implantação Básica de Rodovia do DNIT, de 2010. Subsidiariamente,
adota-se o Manual de Obras Públicas – Edificações – Práticas SEAP e
o livro Obras Públicas – Licitação, Contratação, Fiscalização e
Utilização, do autor Claudio Sarian Altounian.

A Fiscalização trata-se de atividade exercida de modo


sistemático pelo Contratante e seus prepostos, objetivando a
verificação do cumprimento das disposições contratuais, técnicas e
administrativas, em todos os seus aspectos.

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

- o Contratante manterá desde o início dos serviços e obras até


o seu recebimento definitivo, a seu critério exclusivo, uma equipe de
Fiscalização constituída por profissionais habilitados que considerar
necessários ao acompanhamento e controle dos trabalhos;

- a Contratada deverá facilitar, por todos os meios ao seu


alcance, a ampla ação da Fiscalização, permitindo o acesso aos
serviços e obras em execução, bem como atendendo prontamente às
solicitações que lhe forem efetuadas;

- todos os atos e instruções emanados ou emitidos pela


Fiscalização serão considerados como se fossem praticados pelo
Contratante.

1.1 – Atividades da Fiscalização

A Fiscalização deverá realizar, dentre outras, as seguintes


atividades:

- manter um arquivo completo e atualizado de toda a


documentação pertinente aos trabalhos, incluindo o contrato,
Caderno de Encargos, orçamentos, cronogramas, caderneta de
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ocorrências, correspondência, relatórios diários, certificados de


ensaios e testes de materiais e serviços, protótipos e catálogos de
materiais e equipamentos aplicados nos serviços e obras;

- analisar e aprovar o projeto das instalações provisórias e


canteiro de serviço apresentados pela Contratada no início dos
trabalhos;

- analisar e aprovar o plano de execução e o cronograma


detalhado dos serviços e obras a serem apresentados pela Contratada
no início dos trabalhos;

- obter da Contratada o Manual de Qualidade contendo o


Sistema de Gestão de Qualidade e verificar a sua efetiva utilização;

- promover reuniões periódicas no canteiro de serviço para


análise e discussão sobre o andamento dos serviços e obras,
esclarecimentos e providências necessárias ao cumprimento do
contrato;

- esclarecer ou solucionar incoerências, falhas e omissões


eventualmente constatadas nos desenhos, memoriais, especificações
e demais elementos de projeto, bem como fornecer informações e
instruções necessárias ao desenvolvimento dos trabalhos;

- solucionar as dúvidas e questões pertinentes à prioridade ou


seqüência dos serviços e obras em execução, bem como às
interferências e interfaces dos trabalhos da Contratada com as
atividades de outras empresas ou profissionais eventualmente
contratados pelo Contratante;

- promover a presença dos Autores dos projetos no canteiro de


serviço, sempre que for necessária a verificação da exata
correspondência entre as condições reais de execução e os
parâmetros, definições e conceitos de projeto;

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- paralisar e/ou solicitar o refazimento de qualquer serviço que


não seja executado em conformidade com projeto, norma técnica ou
qualquer disposição oficial aplicável ao objeto do contrato;

- solicitar a substituição de materiais e equipamentos que


sejam considerados defeituosos, inadequados ou inaplicáveis aos
serviços e obras;

- solicitar a realização de testes, exames, ensaios e quaisquer


provas necessárias ao controle de qualidade dos serviços e obras
objeto do contrato;

- exercer rigoroso controle sobre o cronograma de execução


dos serviços e obras, aprovando os eventuais ajustes que ocorrerem
durante o desenvolvimento dos trabalhos;

- aprovar partes, etapas ou a totalidade dos serviços


executados, verificar e atestar as respectivas medições, bem
como conferir, vistar e encaminhar para pagamento as faturas
emitidas pela Contratada;

- verificar e aprovar a substituição de materiais, equipamentos


e serviços solicitada pela Contratada e admitida no Caderno de
Encargos, com base na comprovação da equivalência entre os
componentes, de conformidade com os requisitos estabelecidos no
Caderno de Encargos;

- verificar e aprovar os relatórios periódicos de execução dos


serviços e obras, elaborados de conformidade com os requisitos
estabelecidos no Caderno de Encargos;

- solicitar a substituição de qualquer funcionário da Contratada


que embarace ou dificulte a ação da Fiscalização ou cuja presença no
local dos serviços e obras seja considerada prejudicial ao andamento
dos trabalhos;

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- verificar e aprovar os desenhos “como construído” elaborados


pela Contratada, registrando todas as modificações introduzidas no
projeto original, de modo a documentar fielmente os serviços e obras
efetivamente executados.

Qualquer auxílio prestado pela Fiscalização na interpretação dos


desenhos, memoriais, especificações e demais elementos de projeto,
bem como na condução dos trabalhos, não poderá ser invocado para
eximir a Contratada da responsabilidade pela execução dos serviços e
obras.

A comunicação entre a Fiscalização e a Contratada será


realizada através de correspondência oficial e anotações ou registros
na Caderneta de Ocorrências.

A Caderneta de Ocorrências, com páginas numeradas em 3


(três) vias, 2 (duas) destacáveis, será destinada ao registro de fatos
e comunicações que tenham implicação contratual, como:
modificações de projeto, conclusão e aprovação de serviços e etapas
construtivas, autorizações para execução de trabalho adicional,
autorização para substituição de materiais e equipamentos, ajustes
no cronograma e plano de execução dos serviços e obras,
irregularidades e providências a serem tomadas pela Contratada e
Fiscalização.

A Fiscalização deverá exigir relatórios diários de execução dos


serviços e obras (Diário de Obra), com páginas numeradas em
3(três) vias, 2(duas) destacáveis, contendo o registro de fatos
normais do andamento dos serviços, como: entrada e saída de
equipamentos, serviços em andamento, efetivo de pessoal, condições
climáticas, visitas ao canteiro de serviço, inclusive para as atividades
de suas subcontratadas.

As reuniões realizadas no local dos serviços e obras serão


documentadas por Atas de Reunião, elaboradas pela Fiscalização e

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que conterão, no mínimo, os seguintes elementos: data, nome e


assinatura dos participantes, assuntos tratados, decisões e
responsáveis pelas providências a serem tomadas.

É importante, também, que sejam mantidas no canteiro de


obras, para rápida consulta, cópias da documentação completa dos
elementos que auxiliam no entendimento da situação do
empreendimento, como por exemplo: projetos, especificações
técnicas constantes do edital, caderno de encargos, cronogramas,
correspondências, resultados dos ensaios, laudos e atas de reunião
(Altounian, 2008).

2 – EDITAIS

É importante que o fiscal detenha conhecimento básico das


regras estabelecidas no procedimento licitatório que não foram
registradas no contrato, como, por exemplo, o orçamento-base
definido no edital, de modo a ter subsídios para análises de pleitos
formulados pela empresa no decorrer do contrato.

No preâmbulo do edital encontram-se:

- modalidade da licitação: convite, tomada de preço ou


concorrência;

- regime de execução: empreitada por preço unitário ou por


preço global;

- tipo de licitação: menor preço, melhor técnica ou técnica e


preço.

Dentre os itens obrigatórios do edital, previstos no art. 40 da


Lei 8.666/93, destacam-se para a fiscalização:

- Objeto: o que se quer contratar

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- Sanções

- Critérios de reajuste

- Condições de pagamento

- Instruções e normas para recursos

- Condições de recebimento do objeto da licitação

- Anexos:

- Projeto Básico e/ou Projeto Executivo completos

- Orçamento em planilhas c/ quantidades e preços


unitários

- Minuta do contrato

- Especificações complementares e normas de


execução

De acordo com o art 7º da Lei 8.666/93, as licitações


obedecerão à seguinte sequência:

- Projeto Básico

- Projeto Executivo

- Execução das Obras e Serviços

“§ 1º A execução de cada etapa será obrigatoriamente


precedida da conclusão e aprovação, pela autoridade
competente, dos trabalhos relativos às etapas anteriores, à
exceção do projeto executivo, o qual poderá ser desenvolvido
concomitantemente com a execução das obras e serviços,
desde que também autorizado pela Administração.

§ 2º As obras e os serviços somente poderão ser licitados


quando:

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I - houver projeto básico aprovado pela autoridade


competente e disponível para exame dos interessados
em participar do processo licitatório;

II - existir orçamento detalhado em planilhas que


expressem a composição de todos os seus custos
unitários;

[...]

§ 4º É vedada, ainda, a inclusão, no objeto da licitação, de


fornecimento de materiais e serviços sem previsão de quantidades ou
cujos quantitativos não correspondam às previsões reais do
projeto básico ou executivo.

3 - PROJETOS

Também é importante ao fiscal conhecer a definição de Projeto


Básico da Lei 8.666/93, no seu inciso IX do art. 6º:

“Conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de


precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou
complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado
com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares,
que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento
do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a
avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e
do prazo de execução, devendo conter os seguintes
elementos:

a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer


visão global da obra e identificar todos os seus elementos
constitutivos com clareza;

b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente


detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de

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reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração


do projeto executivo e de realização das obras e montagem;

c) identificação dos tipos de serviços a executar e de


materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como
suas especificações que assegurem os melhores resultados
para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo
para a sua execução;

d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de


métodos construtivos, instalações provisórias e
condições organizacionais para a obra, sem frustrar o
caráter competitivo para a sua execução;

e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da


obra, compreendendo a sua programação, a estratégia de
suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados
necessários em cada caso;

f) orçamento detalhado do custo global da obra,


fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos
propriamente avaliados; (grifou-se)

De acordo com Altounian (2008), o Projeto Básico é o quesito


mais importante de um processo licitatório. Projeto Básico mal
elaborado é certeza de sérios problemas futuros.

E de acordo com a Lei 8.666/93, art. 6º, inciso X, projeto


executivo é o conjunto dos elementos necessários e suficientes à
execução completa da obra, de acordo com as normas pertinentes da
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

No art. 12 da Lei 8.666/93 consta que nos projetos básicos e


projetos executivos de obras e serviços serão considerados
principalmente os seguintes requisitos:

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I - segurança

II - funcionalidade e adequação ao interesse público

III - economia na execução, conservação e operação

IV - possibilidade de emprego de mão-de-obra, materiais,


tecnologia e matérias-primas existentes no local para execução,
conservação e operação

V - facilidade na execução, conservação e operação, sem


prejuízo da durabilidade da obra ou do serviço

VI - adoção das normas técnicas adequadas

VI - adoção das normas técnicas, de saúde e de segurança do


trabalho adequadas

VII - impacto ambiental

A Resolução 361/91 do Confea, no art. 3º, alínea “f”, acerca do


nível de precisão do projeto básico, diz:

“Art. 3º - As principais características de um Projeto Básico


são:

(...)

f) definir as quantidades e os custos de serviços e


fornecimentos com precisão compatível com o tipo e porte da
obra, de tal forma a ensejar a determinação do custo global da
obra com precisão de mais ou menos 15% (quinze por
cento)” (grifou-se)

Sobre a responsabilidade do projeto básico e executivo, o


Decreto 7.983/2013, no art. 10, traz que:

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A anotação de responsabilidade técnica pelas planilhas


orçamentárias deverá constar do projeto que integrar o edital
de licitação, inclusive de suas eventuais alterações.

Segundo Altounian (2008), o TCU já se manifestou pela


necessidade de que o órgão contratante “colha a assinatura dos
responsáveis por cada etapa do projeto básico (cadernos de
especificações, de encargos, plantas , orçamentos etc.) [...], como
forma de evidenciar autorias e atribuir responsabilidades. Todo
projeto básico deve ser respaldado por profissional habilitado,
necessariamente com a existência de ART.

Caso ocorra falha no projeto, é essencial que a fiscalização


promova a responsabilidade devidamente anotada das empresas ou
profissionais que elaboraram o projeto executivo da obra, sempre que
for verificada a omissão ou insuficiência de elemento essencial do
projeto.

O responsável técnico indicado pela empresa no processo


licitatório que detém experiência anterior na execução de obras com
características similares, deverá apresentar a ART, em seu nome, do
empreendimento a ser executado, e participar do objeto da licitação.
A fiscalização deverá assegurar que esse responsável técnico
participe de forma efetiva do acompanhamento da obra.

O contratado é responsável pelos danos causados diretamente


à Administração ou a terceiros, decorrentes de sua culpa ou dolo na
execução do contrato, não excluindo ou reduzindo essa
responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão
interessado.

Na Orientação Técnica OT - IBR 001/2006, do Instituto


Brasileiro de Obras Públicas – Ibraop, consta que o Projeto Básico
deve possuir as seguintes peças técnicas:

– Desenhos
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– Memorial Descritivo

– Especificações Técnicas

– Orçamento

– Cronograma Físico-financeiro

E que as pranchas de desenho e demais peças deverão possuir


identificação contendo:

– Denominação e local da obra;

– Nome da entidade executora;

– Tipo de projeto;

– Data;

– Nome do responsável técnico, número de registro no


CREA e sua assinatura.

O desenho é a representação gráfica do objeto a ser executado,


elaborada de modo a permitir sua visualização em escala adequada,
demonstrando formas, dimensões, funcionamento e especificações,
perfeitamente definida em plantas, cortes, elevações, esquemas e
detalhes, obedecendo às normas técnicas pertinentes.

O Memorial Descritivo é a descrição detalhada do objeto


projetado, na forma de texto, onde são apresentadas as soluções
técnicas adotadas, bem como suas justificativas, necessárias ao pleno
entendimento do projeto, complementando as informações contidas
nos desenhos.

A especificação técnica é o texto no qual se fixam todas as


regras e condições que se deve seguir para a execução da obra ou
serviço de engenharia, caracterizando individualmente os materiais,
equipamentos, elementos componentes, sistemas construtivos a
serem aplicados e o modo como serão executados cada um dos
serviços apontando, também, os critérios para a sua medição.

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A Planilha de Custos e Serviços sintetiza o orçamento e deve


conter, no mínimo:

– Discriminação de cada serviço, unidade de medida,


quantidade, custo unitário e custo parcial

– Custo total orçado, representado pela soma dos custos


parciais de cada serviço e/ou material

– Nome completo do responsável técnico, seu número de


registro no CREA e assinatura.

O cronograma físico-financeiro é a representação gráfica do


desenvolvimento dos serviços a serem executados ao longo do tempo
de duração da obra demonstrando, em cada período, o percentual
físico a ser executado e o respectivo valor financeiro despendido.

O Caderno de Encargos é parte integrante do Edital de


Licitação, que tem por objetivo definir o objeto da Licitação e do
sucessivo Contrato, bem como estabelecer os requisitos, condições e
diretrizes técnicas e administrativas para a sua execução.

4 – CADERNO DE ENCARGOS

De acordo com o Manual de Obras Públicas – Edificações –


Construção – SEAP, o Caderno de Encargos conterá todos os
elementos de projeto, bem como as informações e instruções
complementares necessárias à execução dos serviços e obras objeto
do contrato, como:

– descrição e abrangência dos serviços objeto da Licitação,


localização e plano ou programa de suporte do
empreendimento;

– prazo e cronograma de execução dos serviços, total e


parcial, incluindo etapas ou metas previamente
estabelecidas pelo Contratante;

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– Memorial Descritivo, Especificações Técnicas, Desenhos e


demais elementos de projeto correspondentes aos
serviços e obras objeto da Licitação;

– Planilhas de Orçamento, contendo a codificação, a


discriminação, o quantitativo, a unidade de medida e o
preço unitário de todos os serviços e fornecimentos
previstos no projeto;

– regulamentação de Preços e Medições, contendo a


definição, a composição e o critério de medição de todos
os itens das Planilhas de Orçamento;

– definição do modelo de Garantia de Qualidade a ser


adotado para os serviços, fornecimentos e produtos
pertinentes ao objeto da Licitação;

– informações específicas sobre os serviços e obras objeto


da Licitação e disposições complementares do
Contratante;

– relação das Práticas de Projeto, Construção e Manutenção


de Edifícios Públicos Federais aplicáveis aos serviços e
obras objeto da Licitação.

5 - CONTRATOS

De acordo com a Lei 8.666/93:

Art. 55. São cláusulas necessárias em todo contrato as que


estabeleçam:

I - o objeto e seus elementos característicos

II - o regime de execução ou a forma de fornecimento

III - o preço e as condições de pagamento, os critérios, data-base


e periodicidade do reajustamento de preços, os critérios de

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atualização monetária entre a data do adimplemento das


obrigações e a do efetivo pagamento

IV - os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de


entrega, de observação e de recebimento definitivo, conforme o
caso

V - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da


classificação funcional programática e da categoria econômica

VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução,


quando exigidas

VII - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades


cabíveis e os valores das multas

VIII - os casos de rescisão

IX - o reconhecimento dos direitos da Administração, em caso de


rescisão administrativa prevista no art. 77 desta Lei

X - as condições de importação, a data e a taxa de câmbio para


conversão, quando for o caso

XI - a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou


ou a inexigiu, ao convite e à proposta do licitante vencedor

XII - a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente


aos casos omissos;

XIII - a obrigação do contratado de manter, durante toda a


execução do contrato, em compatibilidade com as obrigações por
ele assumidas, todas as condições de habilitação e qualificação
exigidas na licitação.

[...]

Art. 67. A execução do contrato deverá ser acompanhada e


fiscalizada por um representante da Administração especialmente

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designado, permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e


subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.

§ 1º O representante da Administração anotará em registro


próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do
contrato, determinando o que for necessário à regularização das
faltas ou defeitos observados.

§ 2º As decisões e providências que ultrapassarem a competência


do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em
tempo hábil para a adoção das medidas convenientes.

Art. 68. O contratado deverá manter preposto, aceito pela


Administração, no local da obra ou serviço, para representá-lo na
execução do contrato.

[...]

Art. 75. Salvo disposições em contrário constantes do edital, do


convite ou de ato normativo, os ensaios, testes e demais provas
exigidos por normas técnicas oficiais para a boa execução do
objeto do contrato correm por conta do contratado.

Art. 76. A Administração rejeitará, no todo ou em parte, obra,


serviço ou fornecimento executado em desacordo com o contrato.

De acordo com Altounian (2008), O início dos serviços fica


condicionado à existência dos seguintes documentos:

– ART dos responsáveis técnicos pelo empreendimento


recolhida junto ao CREA do Estado em que a obra será
realizada

– Licença ambiental de instalação

– Ordem da Administração autorizando o início dos serviços

– Alvará de construção junto à Prefeitura Municipal

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– Aprovação do projeto de prevenção e combate a incêndio


pelo Corpo de Bombeiros

– Certificado de matrícula junto ao INSS

– Demais autorizações específicas

Etapas de uma contratação de obra pública:

Fonte: Altounian (2008)

6 – DIÁRIO DE OBRAS

De acordo com o Manual de Obras Públicas – Edificações –


Construção – SEAP, a comunicação entre a Fiscalização e a
Contratada será realizada através de correspondência oficial e
anotações ou registros na Caderneta de Ocorrências.

A Caderneta de Ocorrências, com páginas numeradas em 3


(três) vias, 2 (duas) destacáveis, será destinada ao registro de fatos

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e comunicações que tenham implicação contratual, como:


modificações de projeto, conclusão e aprovação de serviços e etapas
construtivas, autorizações para execução de trabalho adicional,
autorização para substituição de materiais e equipamentos, ajustes
no cronograma e plano de execução dos serviços e obras,
irregularidades e providências a serem tomadas pela Contratada e
Fiscalização.

A Fiscalização deverá exigir relatórios diários de execução dos


serviços e obras (Diário de Obra), com páginas numeradas em
3(três) vias, 2(duas) destacáveis, contendo o registro de fatos
normais do andamento dos serviços, como: entrada e saída de
equipamentos, serviços em andamento, efetivo de pessoal, condições
climáticas, visitas ao canteiro de serviço, inclusive para as atividades
de suas subcontratadas.

Segundo Altounian (2008), no caso de obra, documento de


extrema relevância é o “Diário de Obra”, livro que registra todas as
informações diárias relativas ao empreendimento: equipamentos
disponíveis, condições meteorológicas, número de funcionários por
categoria, presença de subcontratadas, observações quanto a
irregularidades constatadas pela fiscalização, pendências de projeto
etc. Em regra é composto por três vias, cujas folhas são assinadas
pelo representante da Administração e da empresa contratada: a
primeira permanece na obra, a segunda é destacada pelo fiscal e a
terceira pela empresa.

Segue um exemplo de Diário de Obra adotado pelo DNIT:

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7 – MEDIÇÃO

Os serviços de medição das obras de implantação têm por


finalidade a apuração das grandezas dos seus diversos elementos, de
modo a permitir o seu pagamento.

A medição das obras adjudicadas deve ser procedida pelo


engenheiro responsável, com a participação de empresa consultora
supervisora, quando for o caso e, eventualmente, com a participação
de um ou mais assessores técnicos designados pelo engenheiro
responsável pela Superintendência Regional do DNIT correspondente.

As medições assim realizadas devem ser revistas na sede da


Superintendência, pelo setor técnico, que pode solicitar ao

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Engenheiro Responsável todos os elementos complementares


necessários ao completo exame da medição.

7.1 – Abrangência das Medições

As medições das obras de implantação abrangem: Serviços


Preliminares, Serviços de Terraplenagem, Serviços de Obras de arte
Correntes e de Drenagem e Serviços Complementares, observando-
se o seguinte:

- Os serviços preliminares compreendem: desmatamento,


destocamento, limpeza, caminhos de serviço etc.

- Os serviços de terraplenagem compreendem: todos os serviços


relacionados com a execução propriamente dita da terraplenagem,
envolvendo a execução de cortes, de aterros, de escavação de
empréstimos, deposição de bota-foras, transportes e serviços afins.

- Os serviços de drenagem e obras de arte correntes


compreendem a execução de bueiros, pontilhões, valetas, banquetas,
sarjetas e demais dispositivos integrantes do sistema de drenagem
da via e que devem ser, então, objeto de implantação.

- Os serviços complementares abrangem os demais trabalhos,


tais como: revestimento primário, vedação da faixa de domínio,
dispositivo de segurança e de proteção e operação de manutenção do
trânsito, inclusive transportes correlatos.

7.2 – Composição das Medições

As medições compreendem duas partes distintas: as folhas de


medição, com todos os detalhes de cálculo, contendo a memória de
cálculo, com todos os esclarecimentos e detalhes e parâmetros
considerados, apresentados de forma transparente, e o resumo, onde
são indicadas as quantidades globais de cada serviço, quantidades
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estas extraídas das folhas de medição, nas quais deve ser observado
o que se segue:

- As medições terão sempre caráter cumulativo, isto é, devem


abranger todos os serviços executados desde o início dos trabalhos,
objeto do contrato em causa.

- Nas folhas de medição, os trabalhos que já foram objeto de


pagamento em medições anteriores e que não sofreram alteração,
devem aparecer apenas com os seus valores globais.

- As folhas de medição, que constituem a medição propriamente


dita, devem ficar arquivadas na Superintendência Regional do DNIT,
que é o responsável pelo acerto e fidedignidade dos dados
apresentados.

7.3 – Elaboração das Medições

a) Medição resumo

Destina-se às medições contratuais, constituindo-se no resumo


do desenvolvimento da medição propriamente dita. Os diversos
serviços, então executados e a serem objetos de medição, devem ser
apresentados conforme a itemização constante na planilha de
quantitativos de serviços, estabelecida no projeto de engenharia,
registrando o subtotal de cada item ou serviço.

A coluna de “Observação” deve conter todos os esclarecimentos


que justifiquem os preços unitários aplicados, cumprindo observar
que ordinariamente os preços unitários adotados são os definidos na
licitação da obra correspondente e constante na respectiva “Planilha
de Quantitativos e Custos Unitários dos Serviços”.

Se houver reajustamento, o seu valor deve ser indicado de


forma explícita no resumo. Em todas as medições (parciais ou
finais) deve ser verificado, na folha resumo, o cumprimento do

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cronograma básico, através do confronto entre o efetivamente


executado em cada período e os respectivos valores consignados no
cronograma físico-financeiro vigente, relativo ao mês em foco.

b) Classificação

Utilizado para apresentação do laudo de classificação dos


materiais definidos como 1ª, 2ª e 3ª categorias. De acordo com as
indicações do modelo, a classificação deve ser efetuada para cada
corte ou empréstimo, independentemente, por uma comissão de três
membros, adotando-se a média aritmética dos valores consignados
por classificador.

Na hipótese de os horizontes de caracterização e delimitação dos


materiais de 3ª categoria apresentarem-se perfeitamente definidos
no maciço do corte, não deve ser efetivada a classificação, devendo o
volume correspondente ser obtido pelo processo de medição
convencional.

Neste sentido, deve ser considerado o que dispõe a Especificação


de Serviço pertinente do DNIT.

c) Folhas de Medição

As folhas de medição propriamente ditas compreendem modelos


respectivos, tradicionalmente adotados pelo DNIT, envolvendo vários
tópicos, entre eles, os seguintes:

- Terraplenagem: Escavação – Folha de detalhes de cálculo


dos volumes escavados (cortes, empréstimos, bota-foras, caminhos
de serviço, canais de derivação etc.), contendo a memória de cálculo,
com o registro dos detalhes e esclarecimentos pertinentes,
relativamente aos valores de todos os parâmetros interferentes.

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- Terraplenagem: Transporte – Destinado ao cálculo das


distâncias médias de transporte de terraplenagem.

- Obras de arte: Serviços – Para a eventual apresentação dos


detalhes de cálculo dos quantitativos de todos os demais serviços.

- Obras de arte: Transporte dos materiais – Para o eventual


cálculo do custo de transporte de todos os serviços, exclusive
terraplenagem.

- Reajustamento: Para o cálculo do reajustamento de preços,


quando previsto contratualmente.

7.4 – Elaboração das Medições

As medições devem ser elaboradas a requerimento da firma


empreiteira ou por iniciativa da própria fiscalização, devendo sempre
ser obedecidas as determinações contratuais, no que diz respeito ao
valor mínimo e ao prazo mínimo entre duas medições.

Os trabalhos de medição, particularmente no que se refere aos


serviços de escavação, carga e transporte devem acompanhar o ritmo
de execução da obra, para que não se verifique acúmulo de trabalho
na época do processamento das medições, com prejuízo para ambas
as partes.

a) Medições de serviços preliminares

A medição deve ser feita na área satisfatoriamente desmatada,


destocada e limpa. Deve-se medir essa área, em m2, na projeção
horizontal do corpo estradal, isto é, na superfície delimitada pelas
poligonais das estacas de amarração (off-sets) com os acréscimos
laterais previstos e/ou pelas operações executadas em empréstimos
marginais e caminhos de serviços, sempre observando o disposto nas
Especificações de Serviço.

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No destocamento de árvores de diâmetro superior a 15 cm,


devem ser consideradas as unidades destocadas, devidamente
agrupadas em duas faixas, a saber: 0,15 m < ø ≤ 0,30 m e ø > 0,30
m, devendo o diâmetro ø das árvores ser medido a 1,00 m de altura
do solo.

A escavação dos caminhos de serviço deve ser calculada pelo


processo da média das áreas. Não devem ser objetos de medição
específica os segmentos dos caminhos de serviço situados no interior
da faixa delimitadora da linha de off-set, devendo ser observado, no
caso, o que dispõe a Especificação de Serviço, do DNIT.

b) Medição de serviços de terraplenagem

A construção de aterros e cortes chama-se serviço de


terraplenagem, ou movimento de terras, pois se trata de transportar
as terras escavadas dos cortes e dos empréstimos para aproveitá-las
na construção dos aterros, ou removê-las para fora da estrada.

A medição de um serviço de terraplenagem compreende:


medição de cortes ao longo da diretriz, medição de empréstimos,
medição de aterros, medição de bota-foras e medição de transportes.

Nota: O processo de medição de cortes ao longo da diretriz


aplica-se também aos empréstimos, porém, dependendo da
configuração dos empréstimos, é usual o emprego de processos
próprios para cada uso - conforme exposto mais adiante.

Medições de cortes ao longo da diretriz

A determinação do volume dos cortes ao longo da diretriz deve


ser feita pelo método da “média das áreas”, que consiste em supor o
corte dividido em vários elementos parciais V1, V2,... Vn, de forma
geométrica definida, de modo a permitir o cálculo de seus volumes
por meio de fórmulas simples.

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O volume total do corte deve ser, naturalmente:

Os elementos de volume Vi devem ser limitados pela superfície


natural do terreno, configurado após as operações de desmatamento,
destocamento e limpeza, pela superfície final assumida pela
plataforma e taludes e por duas seções transversais normais ao eixo
da rodovia.

Portanto, para a obtenção do volume V do corte, torna-se


necessária a determinação das áreas das seções transversais que
limitam o elemento e a cubação do elemento.

Determinação das áreas das seções transversais que limitam o


elemento

Esta determinação inicia-se depois de feita a locação e o


nivelamento do eixo da rodovia, sendo em cada estaca levantada, a
régua ou a nível, a seção transversal para fixação da superfície
natural do terreno, após a execução da operação de desmatamento,
destocamento e limpeza.

Desenhadas as seções transversais em cada estaca, deve-se


proceder à marcação em cada uma, da cota do projeto do eixo, para
desenho do gabarito de corte ou aterro, conforme o caso. Os
gabaritos de aterro devem ser também desenhados, com a finalidade
de serem conhecidos os seus volumes, para efeito da distribuição de
terras.

Assim é que, antes do início do trabalho de terraplenagem


propriamente dita, a Fiscalização deve possuir a Nota de Serviço de
terraplenagem focalizada em seção e subseção específicas deste
Manual, a qual apresenta a seção transversal em cada estaca da

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locação, contendo a seção natural do terreno, o gabarito da


plataforma e a posição das estacas de amarração (off-sets),
distanciadas cerca de 2 m da crista dos cortes ou dos pés dos
aterros.

A abertura do corte deve ser acompanhada pela Fiscalização,


para que a mesma providencie, sempre que necessário, o
levantamento de novas seções transversais, com o objetivo de
caracterizar o aparecimento de material de 3ª categoria. Estas seções
devem ser desenhadas sobre a seção de projeto, com as anotações
necessárias à perfeita delimitação de cada tipo de material escavado.
Os cortes que apresentarem mistura de 3ª categoria com as demais
categorias com limites pouco definidos, devem merecer atenção
especial da Fiscalização, de maneira a permitir uma avaliação justa
do volume de 3ª categoria no interperfil, de conformidade com o
definido na Especificação de Serviço correspondente.

Nas medições de cortes não acabados, o levantamento das


seções transversais pode ser feito com base nas estacas de
amarração (off-sets), não sendo necessário o restabelecimento
do eixo. Deve, outrossim, ser considerada a seção transversal
levantada após as operações de desmatamento, destocamento e
limpeza.

Para medição de cortes concluídos, deve ser relocado e


nivelado o eixo, e levantadas, obrigatoriamente, todas as seções
transversais.

O levantamento das seções transversais deve ser feito a trena,


tomando-se todas as medidas que forem necessárias à reprodução
das seções transversais assimiladas a polígonos. Estas medidas
devem ser tomadas, admitindo a decomposição da área de cada
seção transversal do corte em triângulos, que ficarão determinados
pela medida dos seus lados, ou se um dos ângulos for conhecido

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(taludes verticais), pela medida dos seus lados adjacentes. O


engenheiro que executar os serviços de medição deve ter em mente
que a figura geométrica representativa da seção transversal, a cuja
medida procede, deve ficar plenamente determinada pelas dimensões
por ele colhidas no terreno.

Deve-se ter o cuidado de considerar no levantamento das seções


somente a parte realmente escavada, evitando, assim, que os
depósitos de materiais acumulados nas cristas dos taludes venham a
aumentar a área da seção respectiva, ou que os acumulados dentro
do corte, em especial, o decorrente das operações de desmatamento,
destocamento e limpeza, venham diminuí-la, cumprindo ao
empreiteiro fazer a limpeza dos cortes para as medições neste último
caso.

Sempre que os taludes não constituírem uma superfície


desempenada, por defeito de escavação, o engenheiro encarregado
deve fazer a devida correção no levantamento da seção,
considerando a área limitada pelas tangentes à seção curvilínea dos
taludes.

O registro das medidas tomadas no campo deve ser feito com o


máximo cuidado e clareza em caderneta especialmente organizada
para tal fim. É imprescindível para cada seção o esboço da figura
geométrica da mesma, com todas as dimensões tomadas, indicadas
com clareza. Com esta providência, o próprio engenheiro encarregado
dos serviços de medição verificará, no campo, se as figuras
geométricas representativas das seções escavadas ficaram
suficientemente determinadas pelas medidas por ele tomadas,
conforme as figuras a seguir, sendo a, b, c, d, e, f, g, h, i, j as
medidas a serem tomadas.

- 1º caso: Eixo não relocado

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2º caso: Eixo relocado

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Colhidos estes elementos no campo e utilizado o nivelamento do


eixo, devem ser os mesmos transpostos para as seções transversais
já desenhadas por ocasião da locação e, com a superposição das
seções, calcula-se a área correspondente à parte escavada. Esta
área pode ser calculada por decomposição em figuras
geométricas (triângulos e trapézios) ou, de preferência, por
integração gráfica (planímetro), devendo cada seção ser
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planimetrada no mínimo duas vezes, para controle dos


resultados obtidos.

A escavação do material que ficar fora da seção transversal do


projeto, respeitadas as tolerâncias, deve correr por conta do
empreiteiro, salvo se se tratar de escavações adicionais inevitáveis
em rochas e autorizadas pela Fiscalização. Todos os
desmoronamentos fora dos taludes regulares, devidos a defeitos de
execução, devem ser retirados pelo empreiteiro à sua conta.

Cubação dos elementos

A partir das áreas das diversas seções transversais ao longo do


corte, devem ser calculados os volumes entre as seções consecutivas.
Considere-se, em primeiro lugar, o caso de um trecho totalmente em
corte, isto é, em que não haja seção mista.

O interperfil assemelha-se, com grande aproximação, a um


prismóide sólido limitado por duas seções planas e paralelas, de
forma qualquer, chamadas bases, e por uma superfície regular,
gerada por uma reta que se apoia em ambas. Na realidade, nos
cortes só raramente ocorre este sólido ideal, isto porque a superfície
do terreno não é uma superfície regular, o mesmo acontecendo com
os taludes e com a plataforma. Entretanto, como dissemos, todos os
casos que ocorrem na prática podem referir-se a ele, com grande
aproximação.

O volume do prismóide é dado pela fórmula:

Na fórmula, d é a distância entre as bases ou altura do


prismóide, 1, 2 e m as áreas das bases e da seção média.

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A fórmula anterior não é de aplicação prática, pois exige o


conhecimento da seção média m, conforme ilustrado na figura a
seguir:

Para simplificação, admitimos que as geratrizes do prismóide


sejam paralelas a um plano diretor; neste caso, a seção média
coincide com a média das seções extremas, isto é:

Substituindo este valor na expressão do volume, obtemos:

Expressão simples, de aplicação bastante prática e conhecida


como fórmula da Média das Áreas.

O erro cometido aplicando-se esta fórmula, em lugar do


prismóide, pode ser positivo ou negativo, dependendo da grandeza

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da seção média em relação à média das seções extremas, havendo,


portanto, no resultado geral, certa compensação.

A fórmula da média das áreas continua válida no caso de curvas,


desde que se reduza o espaçamento entre as seções, quando a
curvatura for grande.

Soma dos volumes dos vários elementos consecutivos

A cubação dos elementos e a soma dos volumes são feitas em


modelo específico, terraplenagem-escavação, que contém: as
estacas, as áreas de solo (1ª e 2ª categoria) e rocha (3ª categoria), a
soma das áreas, as semidistâncias, os volumes de solo e rocha e as
observações.

b) Medição de empréstimos

Os empréstimos podem ser medidos por dois processos: o


da média da área descrito anteriormente, ou o da rede de
malhas cotadas.

O primeiro processo aplica-se geralmente aos empréstimos


executados no próprio corpo estradal, isto é, os resultados de
alargamentos de cortes. Neste caso, as seções do terreno natural
devem ser levantadas abrangendo, também, a área do empréstimo
ou, se este não tiver sido previsto por ocasião da locação, as seções
devem ser prolongadas antes do início do trabalho das máquinas.

Quando o empréstimo for localizado fora do corpo estradal,


pode-se usar o mesmo processo, isto é, providenciando-se,
previamente, a locação de uma linha-base longitudinal, situada de
preferência no centro da área, e levantando-se seções transversais, a
régua, para cada lado. Entretanto, quando o empréstimo ocupa
grande área, com alturas de corte relativamente pequenas, o

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método do levantamento de seções transversais a régua não


apresenta precisão suficiente, pois os erros inerentes ao processo se
acumulam, resultando em apreciações finais imprecisas. Deve-se
recorrer, então, ao processo da rede de malhas cotadas, que
consiste em dividir o volume total numa série de sólidos parciais, de
base quadrada ou retangular, de 10 a 20 m de lado, cujo volume é de
fácil determinação.

Especial cuidado deve ser tomado nas vizinhanças dos taludes


dos empréstimos quando se utiliza o processo da “rede de malhas
cotadas”. Se o serviço for executado por máquinas do tipo trator com
scraper ou moto-scraper, os taludes se apresentarão bastante suaves
e o processo descrito continua válido. Entretanto, sendo o serviço
executado por máquinas tipo escavadeira, surgem taludes a prumo,
que podem conduzir a erros na cubação.

Conforme é ilustrado na Figura a seguir, há casos em que a


projeção horizontal da linha do talude fica entre dois nodos, e neste
caso o processo continuará válido; porém, em certas situações esta
linha pode ficar próxima de um dos nodos, e então deve ser
computado volume não escavado ou vice-versa.

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Nestes casos, a solução deve ser recorrer a processo gráfico,


para determinar o volume dos sólidos nas proximidades do talude.
Para isso, devem ser identificadas no campo, pelas suas três
coordenadas, o pé e a crista do talude em cada situação.

Medição de aterros

O volume de aterro, para efeito de pagamento da operação de


compactação, deve ser medido na pista, após compactação e
conforme a seção de projeto. Nestas condições, a medição não deve
ser feita diretamente.

Para efeito de análise, deve ser verificada a correspondência


entre o volume de aterro compactado e o volume de material
escavado, através da seguinte fórmula:

Va = Vc + Ve - Vd

Sendo:

Va = volume total de aterro compactado;

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Vc = volume total dos cortes ao longo da diretriz (em materiais


de 1ª e 2ª categoria);

Ve = volume total dos empréstimos;

Vd = volume total dos bota-foras.

Se for utilizada rocha proveniente dos cortes na construção dos


aterros, o volume de aterro de solos a ser compactado é:

Va = (Vc + Ve) - (Vd + Var)

Onde, Var é o volume de aterro construído com rocha extraída


de corte, e os demais símbolos têm a mesma significação vista
anteriormente. O volume Var deve ser medido diretamente no aterro,
pelo processo da "média das áreas".

Medição de bota-foras

No volume de bota-fora só devem ser incluídos os volumes de


solo realmente não aproveitados na implantação da plataforma. Os
volumes excedentes aplicados nos alargamentos e nas bermas de
equilíbrio dos aterros e, portanto, sujeitos à compactação, devem ser
considerados como parte integrante dos aterros. O volume de bota-
foras deve ser medido compactado, (de conformidade com a energia
de compactação estabelecida), no próprio local do depósito, devendo-
se providenciar com antecedência o levantamento de seções
transversais na área a ser atingida.

Os procedimentos e respectivos parâmetros de compactação de


aterros e de bota-foras, inclusive com a utilização de rocha, deve
estar definido no Projeto de Engenharia.

Nota: Deve ser procedida, sistematicamente, a checagem entre


os volumes escavados e os volumes compactados de aterros e de
bota-foras, considerando as seções de aterros definidas no Projeto de
Engenharia, as considerações acima expostas e mediante a devida
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aplicação dos fatores de conversão, levando em conta inclusive os


volumes dos materiais de 2ª e de 3ª categorias.

Medição de transporte

A distribuição de terras deve ser orientada no sentido da


pesquisa da solução teoricamente mais econômica, sob o ponto de
vista de transporte, levando-se em consideração também o
aproveitamento racional dos materiais provenientes dos cortes. Para
isso, a Fiscalização deve fornecer à empreiteira, juntamente com a
"nota de serviço", uma cópia do perfil de locomoção, contendo o
diagrama de massas e sua distribuição pelo método de Brückner,
observada a sua segmentação.

A determinação das distâncias de transporte de cada


compensação longitudinal deve ser feita no perfil de locação, entre os
centros de gravidade de extração e depósito, localizados em
decorrência da observação do trabalho no campo, e com subsídios
fornecidos pelo Brückner.

As distâncias de transporte dos empréstimos e bota-foras devem


ser, também, consideradas de centro de gravidade de extração a
centro de gravidade de depósito e medidas no campo.

A distância média de transporte de cada tipo de material


escavado (1ª, 2ª ou 3ª categoria), em determinado trecho, deve ser
resultante da aplicação da seguinte fórmula:

Onde Vi e xi são o volume e a distância de transporte respectiva,


de cada categoria no corte ou empréstimo. O cálculo deve ser feito
em modelo específico.

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Nota: Observar que a formulação em foco tende a onerar o custo


do serviço na medida em que a equação de custo pertinente é,
sensivelmente, proporcional à raiz quadrada da distância de
transporte.

c) Medição dos serviços de obras de arte correntes

A medição da obra de arte corrente deve ser iniciada logo após a


conclusão da cava de fundação, para determinação do volume de
escavação e da classificação do material. Quando a cava de fundação
for executada conforme o projeto constante da nota de serviço, pode
ser dispensada a medição direta da escavação no campo. A
escavação da cava de fundação, bem como o preenchimento e a
compactação após a colocação da obra de arte corrente, deve ser
medida e objeto de pagamento, conforme definido na Especificação
de Serviço correspondente e/ou no Projeto de Engenharia.

Todos os elementos colhidos no campo devem constar sempre


de caderneta especial, reservada para tal fim. No caso de bueiros
tubulares, o comprimento da obra deve ser medido realmente,
e não apenas contando o número de tubos empregados.

Os demais elementos constituintes da obra (calçada, berço,


gigante, muros, alas etc.) não devem ser medidos diretamente,
sendo os volumes respectivos retirados do próprio projeto. Cabe
apenas constatar se o projeto foi executado.

Na caderneta de medição, devem ser anotadas as distâncias de


transportes dos materiais (cimento, areia, brita, pedra, tubos etc.)
empregados nos diversos serviços e observada a utilização de
agregado, quando proveniente de rocha, cuja extração já tenha sido
paga na terraplenagem.

A medição dos canais de derivação (corta-rios) deve ser


feita pelo processo da média das áreas descrito anteriormente,
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devendo, para isto, ser levantadas as seções transversais


convenientemente espaçadas, antes e depois de concluído o trabalho
de escavação.

Os procedimentos pertinentes à elaboração das medições destes


serviços devem ser objeto de detalhamento no Projeto de Engenharia
e nas Especificações de Serviço.

d) Medição de serviços complementares

Estes serviços, compreendendo, de uma forma ordinária, a


execução de cercas de vedação da faixa de domínio, de sinalização
rodoviária, a construção de defensas e de revestimento primário, têm
seus respectivos procedimentos para medição e pagamento definidos
nas competentes Especificações de Serviço vigentes no DNIT e,
complementarmente, no Projeto de Engenharia.

8 – RECEBIMENTO

De acordo com a Lei 8.666/93:

Art. 73. Executado o contrato, o seu objeto será recebido:

I - em se tratando de obras e serviços:

a) provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento


e fiscalização, mediante termo circunstanciado, assinado pelas partes
em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado

b) definitivamente, por servidor ou comissão designada pela


autoridade competente, mediante termo circunstanciado, assinado
pelas partes, após o decurso do prazo de observação, ou vistoria que
comprove a adequação do objeto aos termos contratuais, observado
o disposto no art. 69 desta Lei

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§ 2º O recebimento provisório ou definitivo não exclui a


responsabilidade civil pela solidez e segurança da obra ou do serviço,
nem ético-profissional pela perfeita execução do contrato, dentro dos
limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato.

§ 3º O prazo a que se refere a alínea "b" do inciso I deste


artigo (entrega definitiva) não poderá ser superior a 90
(noventa) dias, salvo em casos excepcionais, devidamente
justificados e previstos no edital. “

Segundo o Manual de Obras Públicas da SEAP, o Recebimento


dos serviços e obras executados pela Contratada será efetivado em
duas etapas sucessivas:

a) na primeira etapa, após a conclusão dos serviços e


solicitação oficial da Contratada, mediante uma vistoria realizada pela
Fiscalização e/ou Comissão de Recebimento de Obras e Serviços, será
efetuado o Recebimento Provisório;

Nesta etapa, a Contratada deverá efetuar a entrega dos


catálogos, folhetos e manuais de montagem, operação e manutenção
de todas as instalações, equipamentos e componentes pertinentes ao
objeto dos serviços e obras, inclusive certificados de garantia.

Após a vistoria, através de comunicação oficial da Fiscalização,


serão indicadas as correções e complementações consideradas
necessárias ao Recebimento Definitivo, bem como estabelecido o
prazo para a execução dos ajustes.

b) na segunda etapa, após a conclusão das correções e


complementações e solicitação oficial da Contratada, mediante nova
vistoria realizada pela Fiscalização e/ou Comissão de Recebimento de
Obras e Serviços, será realizado o Recebimento Definitivo.

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O Recebimento Definitivo somente será efetivado pelo


Contratante após a apresentação pela Contratada da Certidão
Negativa de Débito fornecida pelo INSS, certificado de Recolhimento
de FGTS e comprovação de pagamento das demais taxas, impostos e
encargos incidentes sobre o objeto do contrato.

9 – PAGAMENTOS

De acordo com Altounian (2009), no caso de obras, a liquidação


se faz com base em medição atestada e detalhada pela fiscalização
competente, bem como pela comprovação do recolhimento dos
devidos tributos e da implementação das demais condições exigidas
no edital.

Na liquidação e pagamento, verificar também: correção dos


cálculos dos reajustes; atentar para as compensações financeiras e
penalizações por eventuais atrasos e descontos por eventuais
antecipações de pagamentos, conforme previsto no edital; não
proceder a pagamentos antecipados, salvo em situações excepcionais
e com as devidas garantias.

Segundo a Lei 4.320/64:

“Art. 62. O pagamento da despesa só será efetuado quando


ordenado após sua regular liquidação.

Art. 63. A liquidação da despesa consiste na verificação do


direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos
comprobatórios do respectivo crédito.”

Art. 63. A liquidação da despesa consiste na verificação do


direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos
comprobatórios do respectivo crédito.”

10 – REAJUSTAMENTO
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De acordo com Altounian (2009), o reajustamento tem como


principal objetivo assegurar que os preços contratuais sejam
compensados em função de variações dos preços dos insumos
(material, mão de obra e equipamentos) que ocorrem em
determinado período, ou seja, nada mais é do que a atualização do
poder aquisitivo da moeda em face da inflação setorial.

A conjuntura inflacionária ocasiona aumento periódico do preço


dos insumos de construção civil, exigindo, portanto, reajustamento
dos preços de serviços pagos às construtoras, de modo a evitar o
desequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Para a atualização dos preços são geralmente utilizados índices


que refletem a variação dos custos do setor.

Segundo a Lei 10.192/2000:

“Art. 2º É admitida estipulação de correção monetária ou de


reajuste por índices de preços gerais, setoriais ou que reflitam a
variação dos custos de produção ou dos insumos utilizados nos
contratos de prazo de duração igual ou superior a um ano.

§ 1º É nula de pleno direito qualquer estipulação de reajuste ou


correção monetária de periodicidade inferior a um ano.

Art. 3º (...)

§ 1º A periodicidade anual nos contratos de que trata o caput


deste artigo será contada a partir da data limite para apresentação da
proposta ou do orçamento a que essa se referir.”

11 – MUDANÇA DE DATA-BASE

Data-base: mês de referência do orçamento ou de cotação dos


preços

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Mudança da data-base: aplicação dos índices de reajuste


específicos de cada serviço/insumo do orçamento ou de índice geral
ao total do orçamento.

12 – ADITIVOS

Conforme a Lei 8.666/93:

“Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos


instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a
prerrogativa de:

I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às


finalidades de interesse público, respeitados os direitos do
contratado;

[...]

§ 2º Na hipótese do inciso I deste artigo, as cláusulas


econômico-financeiras do contrato deverão ser revistas para que se
mantenha o equilíbrio contratual.”

[...]

Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser


alterados, com as devidas justificativas, nos seguintes casos:

I - unilateralmente pela Administração:

a) quando houver modificação do projeto ou das especificações,


para melhor adequação técnica aos seus objetivos;

b) quando necessária a modificação do valor contratual em


decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto,
nos limites permitidos por esta Lei;

II - por acordo das partes:

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a) quando conveniente a substituição da garantia de execução;

b) quando necessária a modificação do regime de execução da


obra ou serviço, bem como do modo de fornecimento, em face de
verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais
originários;

c) quando necessária a modificação da forma de pagamento,


por imposição de circunstâncias supervenientes, mantido o valor
inicial atualizado, vedada a antecipação do pagamento, com relação
ao cronograma financeiro fixado, sem a correspondente
contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou
serviço;

d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram


inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da
administração para a justa remuneração da obra, serviço ou
fornecimento, objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-
financeiro inicial do contrato, na hipótese de sobrevirem fatos
imprevisíveis, ou previsíveis porém de conseqüências incalculáveis,
retardadores ou impeditivos da execução do ajustado, ou, ainda, em
caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe, configurando
álea econômica extraordinária e extracontratual. (revisão ou
recomposição)

§ 1º O contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas


condições contratuais, os acréscimos ou supressões que se fizerem
nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte e cinco por cento) do
valor inicial atualizado do contrato, e, no caso particular de reforma
de edifício ou de equipamento, até o limite de 50% (cinqüenta por
cento) para os seus acréscimos.

§ 2º Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites


estabelecidos no parágrafo anterior, salvo:

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II - as supressões resultantes de acordo celebrado entre os


contratantes.

§ 3º Se no contrato não houverem sido contemplados preços


unitários para obras ou serviços, esses serão fixados mediante acordo
entre as partes, respeitados os limites estabelecidos no § 1º deste
artigo. (cuidado para não superar os referenciais de mercado)

§ 4º No caso de supressão de obras, bens ou serviços, se o


contratado já houver adquirido os materiais e posto no local dos
trabalhos, estes deverão ser pagos pela Administração pelos custos
de aquisição regularmente comprovados e monetariamente
corrigidos, podendo caber indenização por outros danos
eventualmente decorrentes da supressão, desde que regularmente
comprovados.

§ 5º Quaisquer tributos ou encargos legais criados, alterados ou


extintos, bem como a superveniência de disposições legais, quando
ocorridas após a data da apresentação da proposta, de comprovada
repercussão nos preços contratados, implicarão a revisão destes para
mais ou para menos, conforme o caso.

§ 6º Em havendo alteração unilateral do contrato que aumente


os encargos do contratado, a Administração deverá restabelecer, por
aditamento, o equilíbrio econômico-financeiro inicial.

[...]

§ 8º A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste


de preços previsto no próprio contrato, as atualizações,
compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições
de pagamento nele previstas, bem como o empenho de dotações
orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido, não
caracterizam alteração do mesmo, podendo ser registrados por
simples apostila, dispensando a celebração de aditamento.”
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No caso de contratos pagos com recursos federais, via convênio


ou repasse, por exemplo, aplicam-se os comandos do Decreto
7.983/2013 sobre aditivo:

Art. 13. Em caso de adoção dos regimes de empreitada por


preço global e de empreitada integral, deverão ser observadas as
seguintes disposições para formação e aceitabilidade dos preços:

I - na formação do preço que constará das propostas dos


licitantes, poderão ser utilizados custos unitários diferentes daqueles
obtidos a partir dos sistemas de custos de referência previstos neste
Decreto, desde que o preço global orçado e o de cada uma das
etapas previstas no cronograma físico-financeiro do contrato,
observado o art. 9o, fiquem iguais ou abaixo dos preços de referência
da administração pública obtidos na forma do Capítulo II, assegurado
aos órgãos de controle o acesso irrestrito a essas informações; e

II - deverá constar do edital e do contrato cláusula expressa de


concordância do contratado com a adequação do projeto que integrar
o edital de licitação e as alterações contratuais sob alegação de falhas
ou omissões em qualquer das peças, orçamentos, plantas,
especificações, memoriais e estudos técnicos preliminares do projeto
não poderão ultrapassar, no seu conjunto, dez por cento do valor
total do contrato, computando-se esse percentual para verificação do
limite previsto no § 1º do art. 65 da Lei nº 8.666, de 1993.

Parágrafo único. Para o atendimento do art. 11, os critérios de


aceitabilidade de preços serão definidos em relação ao preços global
e de cada uma das etapas previstas no cronograma físico-financeiro
do contrato, que deverão constar do edital de licitação.

Art. 14. A diferença percentual entre o valor global do contrato


e o preço global de referência não poderá ser reduzida em favor do

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contratado em decorrência de aditamentos que modifiquem a planilha


orçamentária.

Parágrafo único. Em caso de adoção dos regimes de


empreitada por preço unitário e tarefa, a diferença a que se refere
o caput poderá ser reduzida para a preservação do equilíbrio
econômico-financeiro do contrato em casos excepcionais e
justificados, desde que os custos unitários dos aditivos contratuais
não excedam os custos unitários do sistema de referência utilizado na
forma deste Decreto, assegurada a manutenção da vantagem da
proposta vencedora ante a da segunda colocada na licitação.

Art. 15. A formação do preço dos aditivos contratuais contará


com orçamento específico detalhado em planilhas elaboradas pelo
órgão ou entidade responsável pela licitação, na forma prevista no
Capítulo II, observado o disposto no art. 14 e mantidos os limites do
previsto no § 1o do art. 65 da Lei no 8.666, de 1993.

13 - QUESTÕES COMENTADAS

1) (120 – CEF/2011 – Cespe) Celebrado o contrato com a


administração pública, a execução desse contrato deve ser
acompanhada e fiscalizada por um representante da
administração especialmente designado para tal fim, admitida
a contratação de terceiros para assistir ou subsidiar o
trabalho.

A assertiva está exatamente de acordo com o art. 67 da Lei nº


8.666/93:

“Art. 67. A execução do contrato deverá ser acompanhada e


fiscalizada por um representante da Administração especialmente

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designado, permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e


subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.”

No caso do DNIT, é comum a contratação de empresa supervisora


para subsidiar o representante da administração na tarefa de
fiscalização da obra.

É interessante trazer mais duas importantes informações acerca


da fiscalização, previstas nos §§ 1º e 2º do mesmo artigo:

“§ 1º O representante da Administração anotará em registro


próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do
contrato, determinando o que for necessário à regularização das
faltas ou defeitos observados.

§ 2º As decisões e providências que ultrapassarem a competência


do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo
hábil para a adoção das medidas convenientes.”

O registro próprio, no caso de construção civil, é o diário de obras,


que possui 3 vias (uma do contratante, uma do contratado e uma fica
na obra).

Gabarito: Correta

(ANA/2006 – Cespe) A fiscalização de uma obra pública


consiste no acompanhamento e na verificação da execução de
cada etapa dos serviços, zelando-se pelo cumprimento dos
padrões de qualidade fixados no projeto executivo e nas
especificações. Com relação a essa tarefa de controle, julgue
os itens subseqüentes.

2) 96 – A fiscalização é responsável pela análise e pela


aprovação do projeto das instalações provisórias e do canteiro
de serviço apresentados pela empresa contratada no início dos
trabalhos.
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De acordo com o item 3.4 do Anexo 3 – Fiscalização do Manual de


Obras Públicas – Edificações, da SEAP, a fiscalização deverá analisar
e aprovar o projeto das instalações provisórias e canteiro de serviço
apresentados pela Contratada no início dos trabalhos.

Gabarito: Correta

3) 97 – A fiscalização deverá fornecer à empresa


contratada, ao profissional que se responsabilizará pela
execução de serviços e obras, o manual de qualidade que
contém o sistema de gestão de qualidade e verificar a efetiva
utilização.

De acordo com o item 3.4 do Anexo 3 – Fiscalização do Manual de


Obras Públicas – Edificações, da SEAP, a fiscalização deverá obter da
Contratada o Manual de Qualidade contendo o Sistema de Gestão de
Qualidade e verificar a sua efetiva utilização.

Gabarito: Errada

4) 98 – A fiscalização pode solicitar o refazimento de


qualquer serviço que não tenha sido executado em
conformidade com o projeto, a norma técnica ou qualquer
disposição oficial aplicável ao objeto do contrato, não cabendo
a ela, no entanto, solicitar a paralisação desse serviço.

De acordo com o item 3.4 do Anexo 3 – Fiscalização do Manual de


Obras Públicas – Edificações, da SEAP, a fiscalização deverá paralisar
e/ou solicitar o refazimento de qualquer serviço que não seja

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executado em conformidade com o projeto, norma técnica ou


qualquer disposição oficial aplicável ao objeto do contrato.

Gabarito: Errada

5) (76 – TJ-ES/2011 - Cespe) Como suas atribuições são


exclusivamente técnicas, a fiscalização não tem poder de
paralisar um serviço.

De acordo com o item 3.4 do Anexo 3 – Fiscalização do Manual de


Obras Públicas – Edificações, da SEAP:

“A Fiscalização deverá realizar, dentre outras, as seguintes


atividades:

(...)

- paralisar e/ou solicitar o refazimento de qualquer serviço que


não seja executado em conformidade com projeto, norma técnica ou
qualquer disposição oficial aplicável ao objeto do contrato;

(...)”

Portanto, o fiscal tem poder de paralisar a execução de qualquer


serviço desconforme.

Gabarito: Errada

6) (110 - SEGERES/2011 - Cespe) É de competência do


serviço de fiscalização a elaboração, durante a obra, dos
projetos as built (como construído), que devem retratar, de
forma exata, como foi construído o objeto contratado.

De acordo com o item 3.4 do Anexo 3 – Fiscalização do Manual de


Obras Públicas – Edificações, da SEAP:

“A Fiscalização deverá realizar, dentre outras, as seguintes


atividades:
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(...)

- verificar e aprovar os desenhos “como construído” elaborados


pela Contratada, registrando todas as modificações introduzidas no
projeto original, de modo a documentar fielmente os serviços e obras
efetivamente executados.”

Logo, não é incumbência da fiscalização elaborar os projetos as


built, mas verificá-los e aprová-los.

Gabarito: Errada

7) (99 – ANA/2006) O auxílio prestado pela fiscalização na


interpretação de desenhos, memoriais, especificações e
demais elementos de projeto bem como na condução dos
trabalhos pode ser legitimamente invocado para eximir a
empresa contratada de responsabilidade pela execução de
serviços e obras.

De acordo com o item 3.5 do Anexo 3 – Fiscalização do Manual de


Obras Públicas – Edificações, da SEAP, qualquer auxílio prestado pela
Fiscalização na interpretação de desenhos, memoriais, especificações
e demais elementos de projeto, bem como na condução dos
trabalhos, não poderá ser invocado para eximir a Contratada da
responsabilidade pela execução dos serviços.

Gabarito: Errada

8) (91 - STM/2011 - Cespe) A fiscalização da obra, ao


prestar auxílio para interpretação do projeto executivo, exime
a contratada da responsabilidade pela execução dos serviços.

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Conforme vimos na questão 99 do concurso da ANA/2006, de


acordo com o item 3.5 do Anexo 3 – Fiscalização do Manual de Obras
Públicas – Edificações, da SEAP, qualquer auxílio prestado pela
Fiscalização na interpretação de desenhos, memoriais, especificações
e demais elementos de projeto, bem como na condução dos
trabalhos, não poderá ser invocado para eximir a Contratada da
responsabilidade pela execução dos serviços.

Gabarito: Errada

9) (102 - STM/2011 - Cespe) Toda alteração contratual,


como prorrogação, aditamento ou modificação de objetivo,
que envolva obras ou prestação de serviços de engenharia
obriga o responsável técnico à emissão de uma anotação de
responsabilidade técnica (ART) complementar, vinculada à
ART original.

Na data desta prova valia a LDO/2011, que previa o mesmo


comando que vale para o ano de 2012 na LDO/2012, previsto no § 4º
do Art. 125 da Lei 12.465/2011:

“Deverá constar do projeto básico a que se refere o art. 6º, inciso


IX, da Lei nº 8.666, de 1993, inclusive de suas eventuais
alterações, a anotação de responsabilidade técnica pelas planilhas
orçamentárias, as quais deverão ser compatíveis com o projeto e
os custos do sistema de referência, nos termos deste artigo.”

Atualmente, esse comando consta no Decreto 7.983/2013:

Art. 10. A anotação de responsabilidade técnica pelas planilhas


orçamentárias deverá constar do projeto que integrar o edital de
licitação, inclusive de suas eventuais alterações.

Gabarito: Correta

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10) (122 - TCU/2011 - Cespe) As folhas de medição devem


apresentar a memória de cálculo, com todos os
esclarecimentos, detalhes e parâmetros considerados. Nessas
folhas, os serviços que já foram objeto de pagamento em
medições anteriores e que não sofreram alteração devem
aparecer apenas com os seus valores globais.

Essa questão encontra-se no item 11.3 do Manual de Implantação


Básica de Rodovia do DNIT de 2010, que diz:

As medições compreendem duas partes distintas: as folhas de


medição, com todos os detalhes de cálculo, contendo a memória de
cálculo, com todos os esclarecimentos e detalhes e parâmetros
considerados, apresentados de forma transparente, e o resumo, onde
são indicadas as quantidades globais de cada serviço, quantidades
estas extraídas das folhas de medição, nas quais deve ser
observado o que se segue:

- As medições terão sempre caráter cumulativo, isto é, devem


abranger todos os serviços executados desde o início dos trabalhos,
objeto do contrato em causa;

- Nas folhas de medição, os trabalhos que já foram objeto de


pagamento em medições anteriores e que não sofreram alteração,
devem aparecer apenas com os seus valores globais;

- As folhas de medição, que constituem a medição propriamente


dita, devem ficar arquivadas na Superintendência Regional do DNIT,
que é o responsável pelo acerto e fidedignidade dos dados
apresentados.

Percebemos certa divergência entre essa questão e a questão 144


da prova do TCU de 2007, pois nesta afirma-se que as memórias de

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cálculo devem acompanhar as medições enquanto naquela falava-se


que elas seriam recomendáveis. Com isso, percebe-se que a nova
tendência do Cespe é a de buscar questões sobre esse assunto no
Manual de Implantação Básica de Rodovia do DNIT de 2010.

Gabarito: Correta

11) (125 - TCU/2011 - Cespe) As medições têm caráter


cumulativo, ou seja, devem abranger todos os serviços
executados desde o início dos trabalhos, objeto do contrato
em causa.

No item 11.3 do Manual de Implantação Básica de Rodovia do


DNIT de 2010 consta o seguinte:

“As medições terão sempre caráter cumulativo, isto é, devem


abranger todos os serviços executados desde o início dos
trabalhos, objeto do contrato em causa.”

Gabarito: Correta

(TCE-SC/2016) O valor do contrato de construção de


determinado edifício público fora fixado em dez milhões de
reais. Na última medição, o engenheiro responsável pela
fiscalização da obra constatou que, embora algumas
atividades estivessem atrasadas, a construtora já havia
executado cinco milhões de reais em serviços, valor que
estava em conformidade com o previsto para ser executado
até aquele momento.

Com base nessa situação hipotética, julgue os seguintes itens


de acordo com a legislação vigente.

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12) 51 - Como o valor da medição coincidiu com a previsão


contratual, a constatação de atraso na obra foi equivocada.

Supondo que a justificativa estaria em aditivos quantitativos,


verifica-se que o valor contratual previsto deveria ser aditivado
também. Esse fato excluiria essa justificativa, pois a medição de uma
obra pública somente poderia considerar quantidades aprovadas e
formalizadas contratualmente.

Todavia, a coincidência de valores não descartaria possíveis


atrasos. Contudo, essa coincidência poderia indicar a ocorrência de
irregularidades na execução físico-financeira contratual da obra, tais
como: medição de quantidades não executadas ou medição de
quantidades executadas, mas não formalizadas contratualmente.

Gabarito: Errada

13) 52 - O pagamento da última medição implicou


sobrepreço no contrato.

Conforme visto acima, a coincidência de valores pode ter


decorrido de medição de quantidades executadas, mas não
formalizadas contratualmente, o que não implicaria em sobrepreço,
pois as quantidades medidas teriam sido executadas.

Gabarito: Errada

14) (123 - TCU/2011 – Cespe) A medição de serviços


preliminares deve ser feita na área satisfatoriamente
desmatada, destocada e limpa. Deve-se medir essa área, em
metros quadrados, na projeção horizontal do corpo estradal,
isto é, na superfície delimitada pelas poligonais das estacas de
amarração (offsets) com os acréscimos laterais previstos,
considerando áreas de empréstimos marginais e caminhos de
serviços, sempre observando o que se encontra disposto nas
especificações de serviço.
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O texto desse comando consta no item 11.5.1 do Manual de


Implantação Básica de Rodovia de 2010 do DNIT.

Contudo, a cópia do parágrafo isolado do manual acima tornou a


questão incompleta, pois, conforme vimos na questão 123 da prova
do TCU de 2009, assim como nos parágrafos seguintes do citado
manual, a medição dos serviços preliminares não se dá somente em
m2, mas também por unidades destocadas quando o diâmetro das
árvores supera 15 cm acima de 1 m do solo.

Mesmo assim, a banca manteve o gabarito dessa questão como


correta e, portanto, também confundiu os candidatos que estudaram
mais.

Gabarito: Correta

15) (123 - TCU/2009 - Cespe) Em serviços de terraplanagem,


o preço unitário relativo ao destocamento do terreno é
expresso por m2 da área a ser destocada, independentemente
do diâmetro das árvores.

Conforme o item 2.2.1.6 do Tomo 1 do Manual de Custos


Rodoviários do DNIT, acerca de Terraplenagem e Pavimentação, os
serviços de desmatamento e destocamento de árvores de diâmetro
inferior a 0,15 m e limpeza serão medidos em função da área
efetivamente trabalhada. As árvores de diâmetro igual ou superior a
0,15 m serão medidas isoladamente em função das unidades
destocadas.

Gabarito: Errada

16) (124 - TCU/2011 - Cespe) Na medição de empréstimos,


podem ser utilizados os métodos da média da área ou o da
rede de malhas cotadas, sendo recomendado o primeiro para

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os casos em que o empréstimo ocupe grande área, com


alturas de corte relativamente pequenas.

De acordo com o Manual de Implantação Básica de Rodovia do


DNIT de 2010:

Os empréstimos podem ser medidos por dois processos: o da


média da área descrito anteriormente, ou o da rede de malhas
cotadas.

O primeiro processo aplica-se geralmente aos empréstimos


executados no próprio corpo estradal, isto é, os resultados de
alargamentos de cortes. Neste caso, as seções do terreno
natural devem ser levantadas abrangendo, também, a área do
empréstimo ou, se este não tiver sido previsto por ocasião da
locação, as seções devem ser prolongadas antes do início do
trabalho das máquinas.

Quando o empréstimo for localizado fora do corpo estradal,


pode-se usar o mesmo processo, isto é, providenciando-se,
previamente, a locação de uma linha-base longitudinal, situada
de preferência no centro da área, e levantando-se seções
transversais, a régua, para cada lado. Entretanto, quando o
empréstimo ocupa grande área, com alturas de corte
relativamente pequenas, o método do levantamento de
seções transversais a régua não apresenta precisão suficiente,
pois os erros inerentes ao processo se acumulam, resultando
em apreciações finais imprecisas. Deve-se recorrer, então,
ao processo da rede de malhas cotadas, que consiste em
dividir o volume total numa série de sólidos parciais, de base
quadrada ou retangular, de 10 a 20 m de lado, cujo volume é
de fácil determinação.

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Portanto, verifica-se que o correto é o inverso do que diz o


comando da questão.

Gabarito: Errada

17) (125 - TCU/2009 - Cespe) Na medição de serviços de


execução de bueiros, estes são medidos pelo seu
comprimento, determinado em metros, acompanhando as
declividades executadas, incluindo o fornecimento e a
colocação de materiais, mas excluindo-se a mão de obra e os
respectivos encargos, e os equipamentos.

De acordo com item 2.6 do Volume 4 – Tomo 3 do Manual de


Custos Rodoviários do DNIT, os bueiros serão medidos pelo seu
comprimento, determinado em metros, acompanhando as
declividades executadas, incluindo o fornecimento e colocação de
materiais, bem como a mão de obra e respectivos encargos,
equipamentos, ferramentas e eventuais necessários à sua execução.

Gabarito: Errada

(ANA/2006 – Cespe) A medição de obras e serviços públicos


executados e o pagamento relativo a esses serviços e obras
devem ser realizados de forma a atender as disposições legais
vigentes. A respeito desse assunto, julgue os próximos itens.

18) (100 – ANA/2006) Para efeito de medição e pagamento,


somente podem ser considerados os serviços e as obras
efetivamente executados pela empresa contratada.

De acordo com o item 3.5 do Anexo 4 - Medição e Recebimento do


Manual de Obras Públicas – Edificações, da SEAP, somente poderão
ser considerados para efeito de medição e pagamento os serviços e
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obras efetivamente executados pela Contratada e aprovados pela


Fiscalização, respeitada a rigorosa correspondência com o projeto e
suas modificações expressa e previamente aprovadas pelo
Contratante.

Portanto, não basta a execução dos serviços, mas a sua aprovação


pela Fiscalização.

Gabarito: Errada

19) (90 - STM/2011 - Cespe) Somente serão considerados,


para efeito de medição e pagamento, os serviços e obras
efetivamente executados pela contratada e aprovados pela
fiscalização; porém, a medição dos serviços executados
baseia-se em relatórios periódicos elaborados pela própria
contratada.

De acordo com o Anexo 4 – Medição e Recebimento do Manual de


Obras Públicas – Edificações, da SEAP:

“3.1 Somente poderão ser considerados para efeito de medição e


pagamento os serviços e obras efetivamente executados pela
Contratada e aprovados pela Fiscalização, respeitada a rigorosa
correspondência com o projeto e suas modificações expressa e
previamente aprovadas pelo Contratante.”

“3.2 A medição de serviços e obras será baseada em relatórios


periódicos elaborados pela Contratada, registrando os levantamentos,
cálculos e gráficos necessários à discriminação e determinação das
quantidades dos serviços efetivamente executados.”

Gabarito: Correta

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20) (144 – TCU/2007) É recomendável que toda medição


seja acompanhada do memorial de cálculo detalhado,
indicando o local onde os serviços estão sendo aferidos.

Aí pessoal como esta questão difere da anterior, pois


“recomendável” é diferente de “deve”.

No livro Obras Públicas – Licitação, Contratação, Fiscalização e


Utilização, do autor Cláudio Sarian, consta que, para reduzir os riscos
de futuros problemas, é recomendável que toda medição seja
acompanhada de memorial de cálculo detalhado, indicando os setores
e áreas em que o serviço está sendo aferido.

Esse comentário ampara-se no Acórdão nº 978/2006-TCU-


Plenário, por meio do qual determinou-se que na execução dos
contratos de conservação e restauração rodoviária, exija, como
condição para o pagamento das medições, que os quantitativos
medidos sejam discriminados em relatório de fiscalização que
identifique, por meio de mapas lineares ou outros instrumentos, a
estaca e posição geográfica inicial e final da execução de cada serviço
e seja acompanhado por arquivo de fotos digitais datadas e que
enquadrem a indicação, com precisão mínima de uma centena de
metros, da localização em que foram obtidas, de forma a evidenciar
suficientemente a situação dos trechos concernentes antes e depois
dos trabalhos e registrar inequivocamente a realização das
atividades.

Gabarito: Correta

21) (112 - SEGERES/2011 - Cespe) Compete ao serviço de


fiscalização verificar a alocação de instalações, equipamentos
e equipe técnica previstos na proposta e no contrato de
execução dos serviços.

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O livro Obras Públicas – Licitação, Contratação, Fiscalização e


Utilização, do autor Cláudio Sarian, traz que no caso de obra,
documento de extrema relevância é o “Diário de Obra”, livro que
registra todas as informações diárias relativas ao empreendimento:
equipamentos disponíveis, condições meteorológicas, número de
funcionários por categoria, presença de subcontratadas, observações
quanto a irregularidades constatadas pela fiscalização, pendências de
projeto etc.

E o Diário de Obras – DO deve ser analisado e aprovado pela


Fiscalização. Logo, a fiscalização deverá ter o controle dos insumos
alocados para que possa aprovar as quantidades de cada categoria de
funcionários e tipo de equipamentos registrados nos DO.

Ademais, ao aprovar uma medição, e atestar a fatura


correspondente, o fiscal está atestando que aqueles valores
correspondem à execução dos serviços conforme o contrato, do qual
faz parte a proposta orçamentária.

Gabarito: Correta

22) (102 - STM/2011 - Cespe) Toda alteração contratual,


como prorrogação, aditamento ou modificação de objetivo,
que envolva obras ou prestação de serviços de engenharia
obriga o responsável técnico à emissão de uma anotação de
responsabilidade técnica (ART) complementar, vinculada à
ART original.

Conforme o § 4º do Art. 125 da Lei 12.465/2011 - LDO/2012:


“Deverá constar do projeto básico a que se refere o art. 6º, inciso IX,
da Lei nº 8.666, de 1993, inclusive de suas eventuais alterações, a
anotação de responsabilidade técnica pelas planilhas orçamentárias,
as quais deverão ser compatíveis com o projeto e os custos do
sistema de referência, nos termos deste artigo.”

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Atualmente, essa obrigação consta no Decreto 7.983/2013, art.


10.

Gabarito: Correta

23) (145 – TCU/2007) Se a fiscalização comprova que o


serviço foi executado em conformidade com os padrões de
qualidade do respectivo edital, mas o quantitativo executado
difere do previsto, o pagamento deve ser liberado de imediato,
proporcionalmente ao quantitativo executado.

Nos casos em que a quantidade executada e medida divergem da


prevista, há necessidade de formalizar essa alteração, por meio de
termo aditivo, para que o contrato reflita o real objeto, em
atendimento ao Princípio da Transparência.

Segue o art. 65 da Lei nº 8.666/1993, com relação a esse tema:

“Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados,
com as devidas justificativas, nos seguintes casos:

I – unilateralmente pela Administração:

a) quando houver modificação do projeto ou das especificações,


para melhor adequação técnica aos seus objetivos;

b) quando necessária a modificação do valor contratual em


decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto,
nos limites permitidos por esta Lei.”

Logo, o pagamento dessa fatura dependerá da aprovação do


correspondente termo aditivo pela autoridade competente.

Gabarito: Errada

24) (146 – TCU/2007) No caso de a executora comprovar a


necessidade de recursos para pagamentos de encargos

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sociais, o pagamento dos serviços pode ser liberado com base


em medições provisórias, as quais deverão ser atestadas
posteriormente.

Consta no art. 62 da Lei nº 4.320/64 que o pagamento de despesa


só será efetuado quando ordenado após sua regular liquidação.

O art. 63 da mesma lei traz que a liquidação de despesa consiste


na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os
títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito.

De acordo com o livro Obras Públicas – Licitação, Contratação,


Fiscalização e Utilização, do autor Cláudio Sarian, no caso de obras, a
liquidação se faz com base em medição atestada e detalhada pela
fiscalização competente, bem como pela comprovação do
recolhimento dos devidos tributos e da implementação das demais
condições exigidas no edital.

Nessa linha, o parágrafo 3º do art. 40 da Lei nº 8.666/93 prevê


que para efeito do disposto nesta Lei, considera-se como
adimplemento da obrigação contratual a prestação do serviço, a
realização da obra, a entrega do bem ou de parcela destes, bem
como qualquer outro evento contratual a cuja ocorrência esteja
vinculada à emissão de documento de cobrança.

Reforçando mais ainda este ponto, o art. 65, inciso II, na alínea
“c” da Lei nº 8.666/93, in verbis:

“Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados,
com as devidas justificativas, nos seguintes casos:

(...)

II – por acordo das partes:

(...)

c) quando necessária modificação da forma de pagamento, por


imposição de circunstâncias supervenientes, mantido o valor inicial
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atualizado, vedada a antecipação do pagamento, com relação ao


cronograma financeiro fixado, sem a correspondente contraprestação
de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço.”

Não obstante as vedações legais, consta na alínea “d” do inciso


XIV do art. 40 da Lei nº 8.666/1993 a possibilidade de eventuais
pagamentos antecipados mediante descontos. Cabe ressaltar que
essa possibilidade deve estar prevista, de forma objetiva, no edital,
conforme comando do art. 40.

Contudo, a figura das medições provisórias pressupõe a


formalização de serviços não executados como se executados
estivessem, o que representaria uma inverdade, em sentido oposto
ao Princípio da Transparência.

Portanto, resta claro que a situação descrita acima seria irregular,


pois essa antecipação precisaria estar objetivamente prevista no
edital, mediante desconto, e a figura das medições provisórias seria
ilegal.

Gabarito: Errada

25) (101 – ANA/2006) O recebimento provisório deve ser


efetuado somente após a conclusão dos serviços, a solicitação
oficial da empresa contratada e a realização de vistoria pela
fiscalização e(ou) pela comissão de recebimento de obras e
serviços.

De acordo com o item 3.5 do Anexo 4 - Medição e Recebimento do


Manual de Obras Públicas – Edificações, da SEAP, o recebimento dos
serviços e obras executados pela Contratada será efetivado em duas
etapas sucessivas:

- na primeira etapa, após a conclusão dos serviços e solicitação


oficial da Contratada, mediante uma vistoria realizada pela
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Fiscalização e(ou) Comissão de Recebimento de Obras e Serviços,


será efetuado o Recebimento Provisório.

Gabarito: Correta

26) 102 – O recebimento definitivo relativo a serviços e


obras executados somente deve ser efetivado pelo contratante
após a apresentação, pela empresa contratada, da certidão
negativa de débito junto ao INSS, do certificado de
recolhimento de FGTS e de comprovação de pagamento das
demais taxas, impostos e encargos incidentes sobre o objeto
do contrato.

Dando continuidade à questão anterior, de acordo com o item 3.5


do Anexo 4 - Medição e Recebimento do Manual de Obras Públicas –
Edificações, da SEAP, o recebimento dos serviços e obras executados
pela Contratada será efetivado em duas etapas sucessivas:

(...)

- na segunda etapa, após a conclusão das correções e


complementações e solicitação oficial da Contratada, mediante nova
vistoria realizada pela Fiscalização e(ou) Comissão de Recebimento
de Obras e Serviços, será realizado o Recebimento Definitivo;

- o Recebimento Definitivo somente será efetivado pelo


Contratante após a apresentação pela Contratada da Certidão
Negativa de Débito fornecida pelo INSS, certificado de Recolhimento
de FGTS e comprovação de pagamento das demais taxas, impostos e
encargos incidentes sobre o objeto do contrato.

Gabarito: Correta

27) (51 - TCE-RN/2015 - CESPE) O recebimento provisório da


obra pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização
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não exime o contratado de corrigir defeitos resultantes da


execução ou de materiais empregados, desde que esse seja
devidamente remunerado pelos serviços de correção
executados, de acordo com os preços constantes do contrato.

De acordo com o § 2o do art. 73 da Lei 8.666/93, o


recebimento provisório ou definitivo não exclui a responsabilidade
civil pela solidez e segurança da obra ou do serviço, nem ético-
profissional pela perfeita execução do contrato, dentro dos limites
estabelecidos pela lei ou pelo contrato.

Conforme o Manual de Obras Públicas - Recomendações Básicas


para a Contratação e Fiscalização de Obras de Edificações Públicas,
do TCU, após o recebimento provisório, o servidor ou comissão
designada pela autoridade competente, receberá definitivamente a
obra, mediante termo circunstanciado, assinado pelas partes, após o
decurso de prazo de observação hábil, ou vistoria que comprove a
adequação do objeto aos termos contratuais, ficando o contratado
obrigado a reparar, corrigir, remover, reconstruir ou
substituir, às suas expensas, no total ou em parte, o objeto do
contrato em que se verificarem vícios, defeitos ou incorreções
resultantes da execução ou de materiais empregados.

Gabarito: Errada

28) (105 - MPOG – Área V/2010) Ao ser concluída a


execução de determinada obra de pavimentação rodoviária,
deve ser providenciado o seu recebimento. Para tanto, deve
ser designada comissão de recebimento, constituída por, no
mínimo, cinco membros. Se o pavimento estiver em condições
satisfatórias, atendendo às especificações e ao projeto, lavra-
se, então, o termo de recebimento, a partir do qual a obra
pode ser entregue ao tráfego.
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De acordo com a Lei nº 8.666/93:

“Art. 73. Executado o contrato, o seu objeto será recebido:

I - em se tratando de obras e serviços:

a) provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e


fiscalização, mediante termo circunstanciado, assinado pelas partes
em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado;

b) definitivamente, por servidor ou comissão designada pela


autoridade competente, mediante termo circunstanciado, assinado
pelas partes, após o decurso do prazo de observação, ou vistoria que
comprove a adequação do objeto aos termos contratuais, observado
o disposto no art. 69 desta Lei;

(...)

§ 3º O prazo a que se refere a alínea "b" do inciso I deste artigo


não poderá ser superior a 90 (noventa) dias, salvo em casos
excepcionais, devidamente justificados e previstos no edital.”

De acordo com o item 3.5 do Anexo 4 – Medição e Recebimento do


Manual de Obras Públicas – Edificações, da SEAP:

“O Recebimento dos serviços e obras executados pela Contratada


será efetivado em duas etapas sucessivas:

- na primeira etapa, após a conclusão dos serviços e solicitação


oficial da Contratada, mediante uma vistoria realizada pela
Fiscalização e/ou Comissão de Recebimento de Obras e Serviços, será
efetuado o Recebimento Provisório;

- nesta etapa, a Contratada deverá efetuar a entrega dos


catálogos, folhetos e manuais de montagem, operação e manutenção
de todas as instalações, equipamentos e componentes pertinentes ao
objeto dos serviços e obras, inclusive certificados de garantia;

- após a vistoria, através de comunicação oficial da Fiscalização,


serão indicadas as correções e complementações consideradas
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necessárias ao Recebimento Definitivo, bem como estabelecido o


prazo para a execução dos ajustes;

- na segunda etapa, após a conclusão das correções e


complementações e solicitação oficial da Contratada, mediante nova
vistoria realizada pela Fiscalização e/ou Comissão de Recebimento de
Obras e Serviços, será realizado o Recebimento Definitivo;

- o Recebimento Definitivo somente será efetivado pelo


Contratante após a apresentação pela Contratada da Certidão
Negativa de Débito fornecida pelo INSS, certificado de Recolhimento
de FGTS e comprovação de pagamento das demais taxas, impostos e
encargos incidentes sobre o objeto do contrato.”

Portanto, primeiramente haverá a entrega provisória, que será


recebida pelo fiscal da obra. Posteriormente é que haverá a entrega
definitiva a uma comissão especialmente designada.

Gabarito: Errada

29) (147 – TCU/2007) Os reajustamentos têm como principal


objetivo a atualização dos preços contratuais em função da
inflação registrada no setor e somente serão permitidos se
definidos nas regras do edital, sem qualquer exceção.

O livro Obras Públicas – Licitação, Contratação, Fiscalização e


Utilização, do autor Cláudio Sarian, traz que o reajustamento tem
como principal objetivo assegurar que os preços contratuais sejam
compensados em função de variações dos preços dos insumos
(material, mão de obra e equipamentos) que ocorrem em
determinado período, ou seja, nada mais é do que a atualização do
poder aquisitivo da moeda em face da inflação setorial.

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Em seguida, consta, no mesmo livro, que definidas as regras no


edital, não serão aceitos reajustamentos não previstos, caso atrasos
não tenham ocorrido por culpa da Administração.

Portanto, verifica-se que há exceção a essa regra, quando, por


exemplo, em um contrato de duração menor que um ano
(irreajustável – Art. 2º da Lei nº 10.192/2000) ocorrerem atrasos por
culpa da Administração, quando poderia ter direito a reajuste após
decorridos 12 (doze) meses da proposta.

Gabarito: Errada

(TCE-SC/2016) Uma obra pública de edificação encontrava-se


no meio do seu cronograma de execução, com uma data de
reajuste prevista para dez meses após o seu início.
Programada inicialmente para ser executada em vinte e um
meses, a obra teve um atraso justificado de quatro meses.
Com relação a esse empreendimento, sabe-se que

- a ordem de serviço foi emitida para que a obra iniciasse logo


após o período de chuvas;

- na região da construção o período de chuva é de dois meses


a cada ano;

- conforme orientação da auditoria externa, deve-se proceder


à medição e ao pagamento da administração local
proporcionalmente aos serviços executados.

Tendo como base essas informações, julgue os itens que se


seguem.

30) 65 - Como a medição e o pagamento da administração


local deveriam ser proporcionais aos serviços executados,
conforme orientação da auditoria externa, o valor inicial do

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canteiro de obras, previsto na proposta da empresa, precisava


ser mantido.

Pessoal, achei o texto desta questão bastante confuso. A


princípio, não vejo nenhum motivo para alteração do valor do
canteiro de obras previsto na proposta contratada. Eventual mudança
no valor previsto seria em função de termo aditivo, caso houvesse
aumento ou redução do escopo previsto contratualmente para o
canteiro de obras.

Além disso, a manutenção ou alteração do valor previsto para o


canteiro de obras não se relaciona com os critérios de medição da
administração local. Afinal, o canteiro de obras trata-se de item
contratual separado da administração local.

Portanto, a alteração do critério de medição da Administração


Local não se relaciona com eventual alteração ou manutenção do
valor inicial previsto do canteiro de obras.

Gabarito Oficial: Errada

Gabarito Proposto: Anulação

31) 66 - Nessa situação, o reajuste contratual deveria


ocorrer após um ano do início da obra.

Conforme vimos, a contratada tem direito ao reajuste após 12


(doze) meses da data da proposta e não da data do início da obra.

Gabarito: Errada

32) 67 - A dilação de prazo poderá ser maior do que quatro


meses, caso as últimas atividades do cronograma possam ser
prejudicadas pelas chuvas esperadas no período.

A dilação de prazo da obra depende de aprovação amparada


em justificativa aceitável. A questão faz pressupor que eventual

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atraso superior aos quatro meses de atraso justificado seria causado


pelas chuvas esperadas no período. Esse termo “chuvas esperadas”
torna-se ambíguo, pois pode-se referir simplesmente ao período de
chuvas de 2 meses previsto ou à intensidade de chuvas esperada
historicamente. No segundo caso, não haveria justificativa para
aditivo, pois não haveria o pressuposto de “superveniência de fato
excepcional ou imprevisível, estranho à vontade das partes, que
altere fundamentalmente as condições de execução do contrato”, do
inciso II do parágrafo 1º do art. 57 da Lei 8.666/93.

Gabarito Oficial: Correta

Gabarito Proposto: Anulação

33) 68 - Em razão da atualização do cronograma, a obra


passou a ter duas datas de reajustamento.

Esta questão causa polêmica, pois possibilita duas


interpretações. Uma seria relativa às datas de aplicação do
reajustamento, de 12 em 12 meses após a data do orçamento. Outra,
seria a existência de duas datas distintas de reajustamento após a
prorrogação, o que não seria verdadeiro, pois a prorrogação do prazo
da obra não enseja alteração de regras no estabelecimento de datas
para o reajustamento, mantendo-se a regra de reajuste de 12 em 12
meses após a data do orçamento.

No primeiro caso, do reajustamento a cada 12 meses após a


data do orçamento temos o que segue: a questão informa que a data
de reajuste previsto era de 10 meses após o início da obra, e que
esta foi iniciada após 2 meses de chuva, temos que a data do
orçamento era a do início do período de chuvas. O prazo inicial da
obra era de 21 meses, com mais os 2 meses relativos à data do
orçamento, temos que no prazo final da obra teriam se passado 23
meses da data do orçamento, não se completando mais 12 meses
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para aplicação de novo reajuste. Contudo, com a prorrogação de 4


meses, o prazo final da obra teriam se passado 27 meses da data do
orçamento, passando a ter direito a reajuste há 24 meses da data do
orçamento.

Gabarito Oficial: Correta

Gabarito Proposto: Anulação

(TCE-PR/2016 – Cebraspe – antiga Cespe) DA REVISÃO DE


PREÇOS E DO REAJUSTE

(...)

Os preços unitários serão reajustados com periodicidade


anual, tomando-se por base a data-base de apresentação dos
preços unitários, pela variação dos índices constantes da
revista Conjuntura Econômica da Fundação Getulio Vargas, e
utilizando-se a seguinte fórmula, em que R = valor do reajuste
procurado; I = índice relativo à data do reajuste; Io = índice
inicial — refere-se ao índice de custos do mês correspondente
à data de apresentação da proposta (data-base); V = valor
contratual da obra/serviço a ser reajustado.

Os índices de custo a serem utilizados para o cálculo dos


reajustamentos de cada item da planilha de preço são os
seguintes:

- canteiro de obra: INCC, média geral, série A0160868


(coluna 1 A);

- terraplanagem: índice de custo de obras rodoviárias.


Terraplanagem, série A0157956 (coluna 38);

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- pavimentação e sinalização horizontal: índice de custo


de obras rodoviárias. Pavimentação, série A0157964 (coluna
37);

- drenagem: índice de custo de obras rodoviárias. Obras


de artes especiais, série A0157964 (coluna 36);

- balizamento noturno, sinalização vertical e


equipamentos: material elétrico total, série A0160574 (coluna
38);

- projetos: INCC, projetos, série A0205438 (coluna 78).

Acima, apresenta-se o extrato de edital de licitação para


a contratação de determinada obra pública federal. A
apresentação da proposta da obra ocorreu em janeiro de
2014, a assinatura do contrato em março de 2014 e os
trabalhos iniciaram-se em julho de 2014. A seguir,
apresentam-se os índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) a
serem considerados no reajuste anual de preço de que trata o
extrato de edital.

34) 53 - Considerando as informações do texto 2A5BBB,


assinale a opção que apresenta o valor total reajustado devido
à empresa pela execução de R$ 1.200.000 em serviços de
terraplenagem e de R$ 2.500.000 em serviços de
pavimentação, a preços iniciais, executados no mês de julho
de 2016.

A) R$ 1.100.000
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B) R$ 2.090.000

C) R$ 2.350.000

D) R$ 4.800.000

E) R$ 5.790.000

Caso o mês de reajuste fosse julho/2017 teríamos:

R terraplenagem = [(170-100)/100] x 1.200.000 = 840.000,00

R pavimentação = [(300-200/200] x 2.500.000 = 1.250.000,00

Valor reajustado = (1.200.000 + 2.500.000 + 840.000 +


1.250.000) = 5.790.000,00

Contudo, a data de reajuste é anual a partir da data a que a


proposta de preços se refere ou da apresentação da proposta.
Portanto, o índice de reajuste deveria ser o de jan/2016, que não se
encontra na tabela. Por isso esta questão foi anulada.

Gabarito: Anulada

35) 54 - A partir das informações apresentadas no texto


2A5BBB, assinale a opção correta.

A) A previsão de periodicidade anual para o reajuste está


equivocada, pois ele pode ser dado a qualquer momento,
desde que justificado por fatos imprevisíveis.

De acordo com a Lei 10.192/2000:

Art. 2º (...)

§ 1º É nula de pleno direito qualquer estipulação de reajuste ou


correção monetária de periodicidade inferior a um ano.

Art. 3º (...)

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§ 1º A periodicidade anual nos contratos de que trata o caput


deste artigo será contada a partir da data limite para apresentação da
proposta ou do orçamento a que essa se referir.

Gabarito: Errada

B) No exemplo apresentado, o índice inicial a ser considerado


para o cálculo do reajuste é o de julho de 2014, data de início
dos trabalhos.

Conforme vimos no comando legal acima, a periodicidade anual


nos contratos de que trata o caput deste artigo será contada a partir
da data limite para apresentação da proposta ou do orçamento a que
essa se referir.

Gabarito: Errada

C) A metodologia apresentada está errada, pois indica a


utilização de diferentes índices de reajustamento para etapas
distintas da obra, o que permite o jogo de planilhas.

Pelo contrário, o ideal é que os índices de reajuste representam


a real atualização monetária dos diferentes tipos de serviços que
compõem a obra.

O jogo de planilhas trata-se de atribuição de preços unitários


com sobrepreço a itens subestimados e preços unitários com
subpreço a itens superestimados, que após os aditivos para ajuste de
quantitativos, resultam em sobrepreço global da obra.

Gabarito: Errada

D) A data-base do reajuste não pode ser definida


antecipadamente no edital, devendo ser acordada entre as
partes, após a assinatura do contrato.

Pelo contrário, de acordo com art. 40 da Lei 8.666/93:

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Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em


série anual, o nome da repartição interessada e de seu setor, a
modalidade, o regime de execução e o tipo da licitação, a menção de
que será regida por esta Lei, o local, dia e hora para recebimento da
documentação e proposta, bem como para início da abertura dos
envelopes, e indicará, obrigatoriamente, o seguinte:

[...]

XI - critério de reajuste, que deverá retratar a variação efetiva


do custo de produção, admitida a adoção de índices específicos ou
setoriais, desde a data prevista para apresentação da proposta, ou do
orçamento a que essa proposta se referir, até a data do
adimplemento de cada parcela;

Gabarito: Errada

E) A cláusula de reajuste é obrigatória nos contratos


administrativos.

Conforme vimos no item anterior, o art. 40, inciso XI, da Lei


8.666/93, prevê que o edital deve conter cláusula de reajuste, a ser
prevista também no contrato.

Gabarito: Correta

Gabarito: E

36) (133 – TCU/2011 – Cespe) Após a fiscalização confirmar


que, no orçamento, o quantitativo de um serviço da obra está
menor que o necessário, a contratada terá direito a um
acréscimo de valor, mediante realização do termo aditivo
contratual correspondente.

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Em regra, o contratado tem direito a aditivo para não haver


enriquecimento sem causa da Administração caso ele execute a
quantidade total necessária.

No caso de contratos pagos com recursos federais, aplica-se o


Decreto 7.983/2013, em que, no caso de adoção dos regimes de
empreitada por preço global e de empreitada integral, as alterações
contratuais sob alegação de falhas ou omissões em qualquer das
peças, orçamentos, plantas, especificações, memoriais e estudos
técnicos preliminares do projeto não poderão ultrapassar, no seu
conjunto, dez por cento do valor total do contrato, computando-se
esse percentual para verificação do limite previsto no § 1º do art. 65
da Lei nº 8.666, de 1993. (art. 13, inciso II).

Gabarito: Correta

37) (44 – CGU/2008 – ESAF) O contrato administrativo é


todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da
administração pública e particulares, em que haja um acordo
de vontades, no qual são estabelecidos vínculos e estipuladas
obrigações recíprocas. Com relação à celebração e à
administração de contratos, assinale a opção que constitui
exemplo de irregularidade.

a) Aditivos contratuais contemplando eventuais alterações de


projeto ou cronograma físico-financeiro.

b) Vinculação do contrato ao edital de licitação ou ao termo


que a dispensou ou a inexigiu e à proposta do licitante
vencedor, conforme disposto no § 1° do art. 54 da Lei n.
8.666/93.

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c) Supressões, nas obras ou serviços, superiores a 25% do


valor inicial atualizado do contrato, nas mesmas condições
contratuais, resultantes de acordo entre as partes.

d) Alteração, unilateralmente pela Administração, respeitando


os ditames legais e com as devidas justificativas, quando
houver modificações do projeto ou das especificações para
melhor adequação técnica dos seus objetivos, sem a
necessidade de aditivo contratual.

e) Correção monetária prevista no contrato, com registro do


fato nos autos do processo de licitação.

A alteração unilateral do contrato para melhor adequação


técnica do objeto deve ser procedida por meio de aditamento, assim
como os demais casos previstos no art. 65 da Lei 8.666/93:

“Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser


alterados, com as devidas justificativas, nos seguintes casos:
I - unilateralmente pela Administração:
a) quando houver modificação do projeto ou das especificações,
para melhor adequação técnica aos seus objetivos;
b) quando necessária a modificação do valor contratual em
decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu
objeto, nos limites permitidos por esta Lei;
II - por acordo das partes:
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução;
b) quando necessária a modificação do regime de execução da
obra ou serviço, bem como do modo de fornecimento, em face
de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais
originários;
c) quando necessária a modificação da forma de pagamento,
por imposição de circunstâncias supervenientes, mantido o

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valor inicial atualizado, vedada a antecipação do pagamento,


com relação ao cronograma financeiro fixado, sem a
correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou
execução de obra ou serviço;
d) (VETADO).
d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram
inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da
administração para a justa remuneração da obra, serviço ou
fornecimento, objetivando a manutenção do equilíbrio
econômico-financeiro inicial do contrato, na hipótese de
sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de
conseqüências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da
execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso
fortuito ou fato do príncipe, configurando álea econômica
extraordinária e extracontratual. (Redação dada pela Lei nº
8.883, de 1994)”

O parágrafo 8º do art. 65 traz os casos que não precisam de


aditamento, conforme a seguir:

“§ 8º A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste


de preços previsto no próprio contrato, as atualizações,
compensações ou penalizações financeiras decorrentes das
condições de pagamento nele previstas, bem como o empenho
de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu
valor corrigido, não caracterizam alteração do mesmo, podendo
ser registrados por simples apostila, dispensando a celebração
de aditamento.”

Gabarito: D

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38) (41 – MPU/2004 – ESAF) Com relação à celebração e


administração de contratos, considera-se irregularidade:

a) a ausência de aditivos contratuais contemplando eventuais


alterações de projeto.

b) acréscimos de serviços, cujos preços unitários são


contemplados na planilha original, porém dentro dos valores
praticados no mercado.

c) a subcontratação admitida no edital e no contrato.

d) a ausência de aditivo contratual, no caso de meros


reajustes decorrentes de correção monetária prevista no
contrato.

e) a vinculação do contrato ao edital de licitação ou ao termo


que a dispensou ou a inexigiu.

Logo no primeiro item já verificamos uma irregularidade ao


descrever a ocorrência de alterações de projeto sem a celebração dos
correspondentes aditivos contratuais.

A Lei 8.666/93 prevê a necessidade de celebração de termo


aditivo para quaisquer alterações no contrato.

Gabarito: A

14 – QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA

1) (120 – CEF/2011 – Cespe) Celebrado o contrato com a


administração pública, a execução desse contrato deve ser
acompanhada e fiscalizada por um representante da
administração especialmente designado para tal fim, admitida

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a contratação de terceiros para assistir ou subsidiar o


trabalho.

(ANA/2006 – Cespe) A fiscalização de uma obra pública


consiste no acompanhamento e na verificação da execução de
cada etapa dos serviços, zelando-se pelo cumprimento dos
padrões de qualidade fixados no projeto executivo e nas
especificações. Com relação a essa tarefa de controle, julgue
os itens subseqüentes.

2) 96 – A fiscalização é responsável pela análise e pela


aprovação do projeto das instalações provisórias e do canteiro
de serviço apresentados pela empresa contratada no início dos
trabalhos.

3) 97 – A fiscalização deverá fornecer à empresa


contratada, ao profissional que se responsabilizará pela
execução de serviços e obras, o manual de qualidade que
contém o sistema de gestão de qualidade e verificar a efetiva
utilização.

4) 98 – A fiscalização pode solicitar o refazimento de


qualquer serviço que não tenha sido executado em
conformidade com o projeto, a norma técnica ou qualquer
disposição oficial aplicável ao objeto do contrato, não cabendo
a ela, no entanto, solicitar a paralisação desse serviço.

5) (76 – TJ-ES/2011 - Cespe) Como suas atribuições são


exclusivamente técnicas, a fiscalização não tem poder de
paralisar um serviço.

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6) (110 - SEGERES/2011 - Cespe) É de competência do


serviço de fiscalização a elaboração, durante a obra, dos
projetos as built (como construído), que devem retratar, de
forma exata, como foi construído o objeto contratado.

7) (99 – ANA/2006) O auxílio prestado pela fiscalização na


interpretação de desenhos, memoriais, especificações e
demais elementos de projeto bem como na condução dos
trabalhos pode ser legitimamente invocado para eximir a
empresa contratada de responsabilidade pela execução de
serviços e obras.

8) (91 - STM/2011 - Cespe) A fiscalização da obra, ao


prestar auxílio para interpretação do projeto executivo, exime
a contratada da responsabilidade pela execução dos serviços.

9) (102 - STM/2011 - Cespe) Toda alteração contratual,


como prorrogação, aditamento ou modificação de objetivo,
que envolva obras ou prestação de serviços de engenharia
obriga o responsável técnico à emissão de uma anotação de
responsabilidade técnica (ART) complementar, vinculada à
ART original.

10) (122 - TCU/2011 - Cespe) As folhas de medição devem


apresentar a memória de cálculo, com todos os
esclarecimentos, detalhes e parâmetros considerados. Nessas
folhas, os serviços que já foram objeto de pagamento em
medições anteriores e que não sofreram alteração devem
aparecer apenas com os seus valores globais.

11) (125 - TCU/2011 - Cespe) As medições têm caráter


cumulativo, ou seja, devem abranger todos os serviços
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executados desde o início dos trabalhos, objeto do contrato


em causa.

(TCE-SC/2016) O valor do contrato de construção de


determinado edifício público fora fixado em dez milhões de
reais. Na última medição, o engenheiro responsável pela
fiscalização da obra constatou que, embora algumas
atividades estivessem atrasadas, a construtora já havia
executado cinco milhões de reais em serviços, valor que
estava em conformidade com o previsto para ser executado
até aquele momento.

Com base nessa situação hipotética, julgue os seguintes itens


de acordo com a legislação vigente.

12) 51 - Como o valor da medição coincidiu com a previsão


contratual, a constatação de atraso na obra foi equivocada.

13) 52 - O pagamento da última medição implicou


sobrepreço no contrato.

14) (123 - TCU/2011 – Cespe) A medição de serviços


preliminares deve ser feita na área satisfatoriamente
desmatada, destocada e limpa. Deve-se medir essa área, em
metros quadrados, na projeção horizontal do corpo estradal,
isto é, na superfície delimitada pelas poligonais das estacas de
amarração (offsets) com os acréscimos laterais previstos,
considerando áreas de empréstimos marginais e caminhos de
serviços, sempre observando o que se encontra disposto nas
especificações de serviço.

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15) (123 - TCU/2009 - Cespe) Em serviços de terraplanagem,


o preço unitário relativo ao destocamento do terreno é
expresso por m2 da área a ser destocada, independentemente
do diâmetro das árvores.

16) (124 - TCU/2011 - Cespe) Na medição de empréstimos,


podem ser utilizados os métodos da média da área ou o da
rede de malhas cotadas, sendo recomendado o primeiro para
os casos em que o empréstimo ocupe grande área, com
alturas de corte relativamente pequenas.

17) (125 - TCU/2009 - Cespe) Na medição de serviços de


execução de bueiros, estes são medidos pelo seu
comprimento, determinado em metros, acompanhando as
declividades executadas, incluindo o fornecimento e a
colocação de materiais, mas excluindo-se a mão de obra e os
respectivos encargos, e os equipamentos.

(ANA/2006 – Cespe) A medição de obras e serviços públicos


executados e o pagamento relativo a esses serviços e obras
devem ser realizados de forma a atender as disposições legais
vigentes. A respeito desse assunto, julgue os próximos itens.

18) (100 – ANA/2006) Para efeito de medição e pagamento,


somente podem ser considerados os serviços e as obras
efetivamente executados pela empresa contratada.

19) (90 - STM/2011 - Cespe) Somente serão considerados,


para efeito de medição e pagamento, os serviços e obras
efetivamente executados pela contratada e aprovados pela
fiscalização; porém, a medição dos serviços executados

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baseia-se em relatórios periódicos elaborados pela própria


contratada.

20) (144 – TCU/2007) É recomendável que toda medição


seja acompanhada do memorial de cálculo detalhado,
indicando o local onde os serviços estão sendo aferidos.

21) (112 - SEGERES/2011 - Cespe) Compete ao serviço de


fiscalização verificar a alocação de instalações, equipamentos
e equipe técnica previstos na proposta e no contrato de
execução dos serviços.

22) (102 - STM/2011 - Cespe) Toda alteração contratual,


como prorrogação, aditamento ou modificação de objetivo,
que envolva obras ou prestação de serviços de engenharia
obriga o responsável técnico à emissão de uma anotação de
responsabilidade técnica (ART) complementar, vinculada à
ART original.

23) (145 – TCU/2007) Se a fiscalização comprova que o


serviço foi executado em conformidade com os padrões de
qualidade do respectivo edital, mas o quantitativo executado
difere do previsto, o pagamento deve ser liberado de imediato,
proporcionalmente ao quantitativo executado.

24) (146 – TCU/2007) No caso de a executora comprovar a


necessidade de recursos para pagamentos de encargos
sociais, o pagamento dos serviços pode ser liberado com base
em medições provisórias, as quais deverão ser atestadas
posteriormente.

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25) (101 – ANA/2006) O recebimento provisório deve ser


efetuado somente após a conclusão dos serviços, a solicitação
oficial da empresa contratada e a realização de vistoria pela
fiscalização e(ou) pela comissão de recebimento de obras e
serviços.

26) 102 – O recebimento definitivo relativo a serviços e


obras executados somente deve ser efetivado pelo contratante
após a apresentação, pela empresa contratada, da certidão
negativa de débito junto ao INSS, do certificado de
recolhimento de FGTS e de comprovação de pagamento das
demais taxas, impostos e encargos incidentes sobre o objeto
do contrato.

27) (51 - TCE-RN/2015 - CESPE) O recebimento provisório da


obra pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização
não exime o contratado de corrigir defeitos resultantes da
execução ou de materiais empregados, desde que esse seja
devidamente remunerado pelos serviços de correção
executados, de acordo com os preços constantes do contrato.

28) (105 - MPOG – Área V/2010) Ao ser concluída a


execução de determinada obra de pavimentação rodoviária,
deve ser providenciado o seu recebimento. Para tanto, deve
ser designada comissão de recebimento, constituída por, no
mínimo, cinco membros. Se o pavimento estiver em condições
satisfatórias, atendendo às especificações e ao projeto, lavra-
se, então, o termo de recebimento, a partir do qual a obra
pode ser entregue ao tráfego.

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29) (147 – TCU/2007) Os reajustamentos têm como principal


objetivo a atualização dos preços contratuais em função da
inflação registrada no setor e somente serão permitidos se
definidos nas regras do edital, sem qualquer exceção.

(TCE-SC/2016) Uma obra pública de edificação encontrava-se


no meio do seu cronograma de execução, com uma data de
reajuste prevista para dez meses após o seu início.
Programada inicialmente para ser executada em vinte e um
meses, a obra teve um atraso justificado de quatro meses.
Com relação a esse empreendimento, sabe-se que

- a ordem de serviço foi emitida para que a obra iniciasse logo


após o período de chuvas;

- na região da construção o período de chuva é de dois meses


a cada ano;

- conforme orientação da auditoria externa, deve-se proceder


à medição e ao pagamento da administração local
proporcionalmente aos serviços executados.

Tendo como base essas informações, julgue os itens que se


seguem.

30) 65 - Como a medição e o pagamento da administração


local deveriam ser proporcionais aos serviços executados,
conforme orientação da auditoria externa, o valor inicial do
canteiro de obras, previsto na proposta da empresa, precisava
ser mantido.

31) 66 - Nessa situação, o reajuste contratual deveria


ocorrer após um ano do início da obra.

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32) 67 - A dilação de prazo poderá ser maior do que quatro


meses, caso as últimas atividades do cronograma possam ser
prejudicadas pelas chuvas esperadas no período.

33) 68 - Em razão da atualização do cronograma, a obra


passou a ter duas datas de reajustamento.

(TCE-PR/2016 – Cebraspe – antiga Cespe) DA REVISÃO DE


PREÇOS E DO REAJUSTE

(...)

Os preços unitários serão reajustados com periodicidade


anual, tomando-se por base a data-base de apresentação dos
preços unitários, pela variação dos índices constantes da
revista Conjuntura Econômica da Fundação Getulio Vargas, e
utilizando-se a seguinte fórmula, em que R = valor do reajuste
procurado; I = índice relativo à data do reajuste; Io = índice
inicial — refere-se ao índice de custos do mês correspondente
à data de apresentação da proposta (data-base); V = valor
contratual da obra/serviço a ser reajustado.

Os índices de custo a serem utilizados para o cálculo dos


reajustamentos de cada item da planilha de preço são os
seguintes:

- canteiro de obra: INCC, média geral, série A0160868


(coluna 1 A);

- terraplanagem: índice de custo de obras rodoviárias.


Terraplanagem, série A0157956 (coluna 38);

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- pavimentação e sinalização horizontal: índice de custo


de obras rodoviárias. Pavimentação, série A0157964 (coluna
37);

- drenagem: índice de custo de obras rodoviárias. Obras


de artes especiais, série A0157964 (coluna 36);

- balizamento noturno, sinalização vertical e


equipamentos: material elétrico total, série A0160574 (coluna
38);

- projetos: INCC, projetos, série A0205438 (coluna 78).

Acima, apresenta-se o extrato de edital de licitação para


a contratação de determinada obra pública federal. A
apresentação da proposta da obra ocorreu em janeiro de
2014, a assinatura do contrato em março de 2014 e os
trabalhos iniciaram-se em julho de 2014. A seguir,
apresentam-se os índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) a
serem considerados no reajuste anual de preço de que trata o
extrato de edital.

34) 53 - Considerando as informações do texto 2A5BBB,


assinale a opção que apresenta o valor total reajustado devido
à empresa pela execução de R$ 1.200.000 em serviços de
terraplenagem e de R$ 2.500.000 em serviços de
pavimentação, a preços iniciais, executados no mês de julho
de 2016.

A) R$ 1.100.000
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B) R$ 2.090.000

C) R$ 2.350.000

D) R$ 4.800.000

E) R$ 5.790.000

35) 54 - A partir das informações apresentadas no texto


2A5BBB, assinale a opção correta.

A) A previsão de periodicidade anual para o reajuste está


equivocada, pois ele pode ser dado a qualquer momento,
desde que justificado por fatos imprevisíveis.

B) No exemplo apresentado, o índice inicial a ser considerado


para o cálculo do reajuste é o de julho de 2014, data de início
dos trabalhos.

C) A metodologia apresentada está errada, pois indica a


utilização de diferentes índices de reajustamento para etapas
distintas da obra, o que permite o jogo de planilhas.

D) A data-base do reajuste não pode ser definida


antecipadamente no edital, devendo ser acordada entre as
partes, após a assinatura do contrato.

E) A cláusula de reajuste é obrigatória nos contratos


administrativos.

36) (133 – TCU/2011 – Cespe) Após a fiscalização confirmar


que, no orçamento, o quantitativo de um serviço da obra está
menor que o necessário, a contratada terá direito a um
acréscimo de valor, mediante realização do termo aditivo
contratual correspondente.

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37) (44 – CGU/2008 – ESAF) O contrato administrativo é


todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da
administração pública e particulares, em que haja um acordo
de vontades, no qual são estabelecidos vínculos e estipuladas
obrigações recíprocas. Com relação à celebração e à
administração de contratos, assinale a opção que constitui
exemplo de irregularidade.

a) Aditivos contratuais contemplando eventuais alterações de


projeto ou cronograma físico-financeiro.

b) Vinculação do contrato ao edital de licitação ou ao termo


que a dispensou ou a inexigiu e à proposta do licitante
vencedor, conforme disposto no § 1° do art. 54 da Lei n.
8.666/93.

c) Supressões, nas obras ou serviços, superiores a 25% do


valor inicial atualizado do contrato, nas mesmas condições
contratuais, resultantes de acordo entre as partes.

d) Alteração, unilateralmente pela Administração, respeitando


os ditames legais e com as devidas justificativas, quando
houver modificações do projeto ou das especificações para
melhor adequação técnica dos seus objetivos, sem a
necessidade de aditivo contratual.

e) Correção monetária prevista no contrato, com registro do


fato nos autos do processo de licitação.

38) (41 – MPU/2004 – ESAF) Com relação à celebração e


administração de contratos, considera-se irregularidade:

a) a ausência de aditivos contratuais contemplando eventuais


alterações de projeto.
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b) acréscimos de serviços, cujos preços unitários são


contemplados na planilha original, porém dentro dos valores
praticados no mercado.

c) a subcontratação admitida no edital e no contrato.

d) a ausência de aditivo contratual, no caso de meros


reajustes decorrentes de correção monetária prevista no
contrato.

e) a vinculação do contrato ao edital de licitação ou ao termo


que a dispensou ou a inexigiu.

15 – GABARITO

1) Correta 11) Correta 21) Correta 31) Errada


2) Correta 12) Errada 22) Correta 32) Correta
3) Errada 13) Errada 23) Errada 33) Correta
4) Errada 14) Correta 24) Errada 34) Anulada
5) Errada 15) Errada 25) Correta 35) E
6) Errada 16) Errada 26) Correta 36) Correta
7) Errada 17) Errada 27) Errada 37) D
8) Errada 18) Errada 28) Errada 38) A
9) Correta 19) Correta 29) Errada
10) Correta 20) Correta 30) Errada

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