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CULTURA

A riqueza cultural de Angola manifesta-se em diferentes áreas. No


artesanato, destaca-se a variedade de materiais utilizados. Através de
estatuetas em madeira, instrumentos musicais, máscaras para danças rituais,
objectos de uso comum, ricamente ornamentados, pinturas a óleo e areia, é
comprovada a qualidade artística angolana, patente em museus, galerias de
arte e feiras. Associado às festas tradicionais promovidas por etnias locais
está também um grande valor cultural.A presença constante da dança no
quotidiano é produto de um contexto cultural apelativo para a
interiorização de estruturas rítmicas desde cedo. Iniciando-se pelo estreito
contacto da criança com os movimentos da mãe (às costas da qual é
transportada), esta ligação é fortalecida através da participação dos jovens
nas diferentes celebrações sociais (os jovens são os que mais se envolvem),
onde a dança se revela determinante enquanto factor de integração e
preservação da identidade e do sentimento comunitário.
Neste particular, destaca-se algumas festas típicas em Angola:
a) Festas do Mar - estas festas tradicionais designadas por “Festas do
Mar”, têm lugar na cidade do Namibe. Estas festas provêm de antiga
tradição com carácter cultural, recreativo e desportivo. Realizam-se na
época de verão e é habitual terem exposições de produtos relacionados com
a agricultura, pescas, construção civil, petróleos e agro-pecuária;
b) Carnaval - o desfile principal realiza-se na avenida da marginal de
Luanda. Vários corsos carnavalescos e corsos alegóricos desfilam numa das
principais avenidas de Luanda e de Benguela;
c) Festa da Nossa Senhora da Muxima - o santuário da Muxima está
localizado no Município da Kissama, Província de Luanda e durante todo o
ano recebe milhares de fiéis. É uma festa muito popular que se realiza
todos os anos e que inevitavelmente atrai inúmeros turistas, pelas suas
características religiosas.
Depois de vários séculos de colonização portuguesa, Angola acabou por
também sofrer misturas com outras culturas e a música anuncia a riqueza
artística de Angola, com os ritmos do kizomba, semba, rebita, cabetula,
kilapanga e os novos estilos, como o zouk e kuduro, a animar as noites
africanas. As danças tradicionais assumem, paralelamente, a sua relevância,
a par da gastronomia rica e variada. A literatura angolana tem origem no
século XIX, com uma função marcadamente “intervencionista e panfletária
de uma imprensa feita pelos nativos da terra”, sendo que a mesma reflecte
também a riqueza cultural do país. É a cultura que molda a imagem de
Angola no mundo. Uma política cultural externa para a representação da
diversidade cultural de Angola é, portanto, uma grande preocupação do
Governo angolano.
DADOS GEOGRÁFICOS
Clima
O Clima em Angola tem duas estações: a Estação das Chuvas, período mais quente que
ocorre entre os meses de Outubro à Abril, e a Estação Seca (Cacimbo), que corresponde
o período de Maio à Setembro. O país possui uma situação geográfica peculiar, por estar
na zona inter-tropical e sub-tropical do hemisfério Sul, ser próximo ao mar e pelas
especificidades do seu relevo, que divide-se em duas regiões climáticas distintas:
a) A Região Litoral - com humidade relativa média anual de 30% e temperatura média
superior aos 23°C;
b) A Região do Interior - sub-dividida em Zona Norte, com elevadas quedas
pluviométricas e temperaturas altas, Zona de Altitude que abrange as regiões planálticas
centrais com uma Estação Seca de temperaturas baixas e a Zona Sudoeste, semi-árida
em consequência da proximidade do deserto do Namibe, extensão do deserto do
Kalahari, sujeita a grandes massas de ar tropical continental.
As temperaturas médias do país correspondem a 27°C máxima e 17°C mínima, sendo a
diversidade climática correspondente a um potencial turístico representado por um
património natural riquíssimo em flora e fauna diversificada, possibilitando desta forma
a prática de todo tipo de actividades de lazer, hobbies e aventuras.
Flora e Fauna
Angola apresenta cinco tipos de zonas naturais, designadamente a floresta húmida e
densa como a Floresta do Maiombe, que contém as mais raríssimas madeiras do mundo,
as Savanas, normalmente associadas às matas como é o caso das Lundas, as Savanas
Secas com árvores ou arbustos, em Luanda, baixa de Kassanje e certas áreas das
Lundas.
Existem ainda Zonas de Estepe ao longo de uma faixa que tem o início a sul do Sumbe
e, por fim, a Zona Desértica que ocupa uma estreita faixa costeira no extremo sul do
país, onde podemos encontrar no deserto do Namibe uma espécie única e endêmica no
mundo que tanto caracteriza este país a “Welwitchia Mirabilis”.
Em relação a fauna, no território angolano conhecem-se inúmeras espécies espalhadas
por várias regiões. Na Floresta do Maiombe habitam Gorilas, Chimpanzés e Papagaios.
Nas zonas naturais mais húmidas do norte, centro e leste, podemos observar o Golungo,
a Palanca Negra-Gigante, uma espécie endêmica no mundo e em vias de extinção, a
Seixa e os Elefantes. Já nas regiões mais secas aparecem a Cabra de Leque, o
Guelengue do deserto ou Orix, o Gnu, a Impala, a Chita, o Búfalo, também o Elefante, a
Zebra e a Girafa. Os animais mais ou menos comuns a todo o território são a Hiena, a
Palanca Vermelha, o Leão, o Leopardo e o Hipopótamo.
Na fauna marítima, existem igualmente uma enorme variedade de peixes e de mariscos,
que igualmente encontram-se nos rios e, a par destes, podemos ver também Crocodilos
e Jacarés.
Principais rios
O principal rio de Angola é o Kwanza, que dá o nome a moeda nacional, cuja distância
é de 1000 Km de longitude, sendo 240 Km desta distância navegáveis. De seguida,
encontram-se os rios Kubango com 975 Km, o Cunene com 800 Km e por fim, na lista
dos quatro principais rios do país, o Zaire com 150 Km de distância navegável. Os rios
angolanos oferecem oportunidades para a implementação de negócios de interesse
turístico ou mistos do tipo comércio-turismo, bem como a prática do ecoturismo no
território nacional.
Recursos minerais
Angola é um país potencialmente rico em recursos minerais. Estima-se que o seu
subsolo albergue 35 dos 45 minerais mais importantes do comércio mundial entre os
quais se destacam o petróleo, gás natural, diamantes, fosfatos, substâncias betuminosas,
ferro, cobre, magnésio, ouro e rochas ornamentais, etc.
POPULAÇÃO
Em 2012, a população de Angola foi estimada em 24,3 milhões de habitantes, sendo a
densidade populacional média de 19 habitantes por quilómetros quadrados. Considerada
uma população jovem com 47% dos habitantes menores de 15 anos e 47,9% entre 16 à
59 anos, a esperança de vida aumentou de 42,75 para 52 anos e a maioria da população
vive em centros urbanos.
Os habitantes em Angola são, na sua maioria, povo de origem bantu (95%), mas existem
numerosas etnias e comunidade mestiça derivada da existência, no passado, de cidadãos
provenientes de outras partes do mundo, principalmente os portugueses que
colonizaram Angola. Na generalidade, no território angolano distinguem-se quatro
grandes grupos etnolinguísticos, sendo que dois primeiros representam mais de 60% da
população angolana, nomeadamente:
a) Ovimbundos (37%), a população angolana mais representada no país e que
falam o Umbundo;
b) Ambundos (25%), que falam o Kimbundo;
c) Bacongos (13%), que falam o Kikongo;
d) Tchokwes (8%), que falam o Tchokwe.
RELIGIÃO
A maioria da população angolana professa a religião católica. Cerca da quarta parte da
população pertencem as igrejas protestantes introduzidas durante o período colonial:
as igrejas baptistas, enraizadas principalmente entre os bakongos, as metodistas,
concentradas na área dos ambundos, e as congregacionais, implantadas entre os
ovimbundos, para além das comunidades mais reduzidas de protestantes reformados e
luteranos. Existem ainda as igrejas adventistas, as neo-apostólicas e um número de
igrejas pentecostais, algumas das quais com forte influência brasileira. Há, finalmente,
duas igrejas do tipo sincrético, nomeadamente as igrejas kimbanguistas com origem da
República Democrática do Congo e as igrejas tocoistas que se constituíram em Angola,
ambas com comunidades de dimensão bastante limitada.
Os praticantes de religiões tradicionais africanas constituem uma pequena minoria, de
carácter residual, mas entre os cristãos encontram-se com alguma frequência crenças e
costumes herdados daquelas religiões. Destaca-se ainda a presença de muçulmanos
provenientes de outros países da África Ocidental.
DADOS HISTÓRICOS
O território habitado já na pré-história como atestam vestígios encontrados
nas regiões das Lundas, Congo e o deserto do Namibe, apenas milhares de
anos mais tarde, em plena proto-história, receberia povos mais organizados.
Os primeiros a instalarem-se foram os bochimanes - grandes caçadores, de
estatura pigmóide e claros, de cor acastanhada.
No início do século VI d.C., povos mais evoluídos, de cor negra, inseridos
tecnologicamente na Idade dos Metais, empreenderam uma das maiores
migrações da História. Eram os bantu e vieram do norte, provavelmente da
região da actual República dos Camarões. Esses povos, ao chegarem a
Angola, encontraram os bochimanes e outros grupos mais primitivos,
impondo-lhes facilmente a sua tecnologia nos domínios da metalúrgica,
cerâmica e agricultura. A instalação dos bantu decorreu ao longo de muitos
séculos, gerando diversos grupos que viriam a estabilizar-se em etnias que
perduram até aos dias de hoje.
Em 1484 os portugueses atracaram no Zaire, sob o comando do navegador
Diogo Cão, a partir deste marco os portugueses passaram a conquistar não
apenas Angola, mas África. Já instalada a primeira grande unidade política
do território, passaria à história como Reino do Congo, os portugueses
estabeleceram aliança. A colónia portuguesa de Angola formou- se em 1575
com a chegada de Paulo Dias de Novais com 100 famílias de colonos e 400
soldados. Paulo Dias de Novais foi o primeiro governador português a
chegar a Angola, que tinha como principais acções explorar os recursos
naturais e promover o tráfico negreiro (escravatura) formando um mercado
extenso.
A partir de 1764, de uma sociedade esclavagista, passou-se gradualmente a
uma sociedade preocupada em produzir o que consumia. Em 1850, Luanda
já era uma grande cidade, repleta de firmas comerciais e que exportava
conjuntamente com Benguela, óleos de palma e amendoim, cera, goma
copal, madeiras, marfim, algodão, café e cacau, entre outros produtos.
Milho, tabaco, carne seca e farinha de mandioca começariam igualmente a
ser produzidos localmente. Estava a nascer a burguesia angolana.
Entretanto, em 1836, o tráfico de escravos era abolido e em 1844, os portos
de Angola seriam abertos aos navios estrangeiros. Com a Conferência de
Berlim, Portugal viu-se na obrigação de efectivar de imediato a ocupação
territorial das suas colónias. O território de Cabinda, a norte do rio Zaire,
seria também conferido a Portugal, graças à legitimidade do Tratado de
Protectorado de Simulambuco, assinado entre os reis de Portugal e os
príncipes de Cabinda, em 1885. Depois de uma implantação morosa e
complicada, o final do século XIX marcaria a organização de uma
administração colonial directamente relacionada com o território e os povos
a governar. Na economia, a estratégia colonial assentava na agricultura e na
exportação de matérias-primas. O comércio da borracha e do marfim,
acrescido pela receita dos impostos tomados às populações, gerava grandes
rendimentos para Lisboa.
O fim da monarquia em Portugal em 1910 e uma conjuntura internacional
favorável levariam as novas reformas ao domínio administrativo, agrário e
educativo. No plano económico, inicia-se a exploração intensiva de
diamantes. A DIAMANG (Companhia de Diamantes de Angola) é fundada
em 1921, embora operasse desde 1916 na região de Luanda. Com o Estado
que se pretende extensivo à Colónia, Angola passa a ser mais uma das
províncias de Portugal (Província Ultramarina). A situação vigente, era
aparentemente tranquila. No segundo cartel do século XX, esta
tranquilidade seria posta em causa com o aparecimento dos primeiros
movimentos nacionalistas. Inicia-se a formação de organizações políticas
mais explícitas a partir da década de 50 que, de uma forma organizada iam
fazendo ouvir os seus gritos. Promovem campanhas diplomáticas no
mundo inteiro, pugnando pela independência.
O poder colonial, não cederia, no entanto, às propostas das forças
nacionalistas, provocando o desencadear de conflitos armados directos, a
“Luta Armada”. Destacaram-se na “Luta”, o MPLA (Movimento Popular
para a Libertação de Angola) fundado em 1956, a FNLA (Frente Nacional
para a Libertação de Angola) que se revelou em 1961 e a UNITA (União
Nacional para a Independência Total de Angola) que foi fundada em 1966.
Depois de longos anos de confrontos, o País alcança a independência no dia
11 de Novembro de 1975.
Passados 27 anos da Independência e 41 do início da Luta Armada, eis que
a Paz finalmente é consolidada a 4 de Abril de 2002 pelos acordos
assinados no Luena, Moxico. Cerca de 80.000 soldados da UNITA depõem
as armas e são integrados na sociedade civil, nas Forças Armadas
Angolanas e na Polícia Nacional. A UNITA, é transformada em partido
político, tem o seu papel na vida democrática do país. A Reconciliação
Nacional e o Processo de Desenvolvimento e Reconstrução Nacional são
para o Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, os principais objectivos
da paz definitivamente alcançada em 2002, após longos anos de luta e
negociações.
Desde 1992, ano das primeiras eleições gerais, que a democracia
multipartidária governa Angola. O MPLA em conjunto com a UNITA e
outras forças políticas com assento parlamentar, geriu magistralmente a
reconstrução de um dos países de futuro mais promissor de toda a África.
No âmbito de um amplo programa de modernização e democratização do
país, novas eleições foram realizadas no dia 31 de Agosto de 2012.
O MPLA, que sempre governa o país desde a Independência, soube
preservar a identidade nacional, proporcionando dois presidentes que
Angola teve até ao momento. O primeiro, o fundador da Nação Angolana, o
Dr. António Agostinho Neto e o segundo, actual Presidente da República, o
Engº. José Eduardo dos Santos. Na cena internacional, Angola vem dando
forte apoio a iniciativas que promovam a paz e a resolução de disputas
regionais, favorecendo a via diplomática na prevenção do conflito e a
promoção dos direitos humanos.
Angola, Aspectos Geográficos e
Socioeconômicos de Angola
Luanda, capital de Angola

A República de Angola situa-se no sudoeste do continente africano e se limita ao


norte e a leste com o Zaire, a sudeste com Zâmbia, ao sul com a Namíbia e a
oeste com o oceano Atlântico. O encrave litorâneo de Cabinda, entre
a República Democrática do Congo (antigo Zaire) e o Congo, também
faz parte do território angolano, cuja superfície total é de 1.246.700km2, dividida
em 18 províncias.
Geografia física de Angola
O relevo angolano apresenta duas unidades geomorfológicas, a planície litorânea
e o planalto. A primeira dessas regiões constitui uma faixa litorânea fresca, seca e
pantanosa, que se estreita no setor meridional e ganha, aos poucos, aridez nas
proximidades da Namíbia (deserto de Moçâmedes). A costa é retilínea e escarpada
ao norte de Luanda, mas ao sul é recortada por diversas baías. O planalto ocupa a
maior parte do território e pertence, do ponto de vista geológico, ao antigo escudo
africano. Em sua parte ocidental, erguem-se as serras de Bié e Huila, com
altitudes superiores a dois mil metros (o ponto culminante é o monte Moco, com
2.620m).

O planalto de Angola constitui um importante divisor de águas. Para norte correm


os rios Cuango, Cuilo, Cuangue, Cassai e outros afluentes do Zambeze, que corta
o extremo leste do país. Os rios que tomam a direção sul, como o Cubango e o
Cuito, desembocam na depressão de Ngami ou do Okavango, ao norte
de Botswana. Por fim, os principais rios da vertente atlântica são o Cunene, cujo
trecho final serve de fronteira com a Namíbia, e o Cuanza, que desemboca ao sul
de Luanda e oferece excelentes possibilidades como fonte de energia elétrica e via
de navegação. É o maior do país, com cerca de mil quilômetros de extensão.
Clima
Quatro tipos climáticos bem diferenciados são encontrados em Angola: o tropical, o
subtropical, o árido e o semi-árido. O primeiro ocorre no norte e nordeste do
planalto, com chuvas de 1.299mm anuais e temperatura média de 23,2o C, sendo
a fase mais seca de junho a setembro; o segundo abrange dois terços do planalto
angolano, com um regime pluviométrico que atinge 1.479mm anuais e temperatura
média de 19,1o C; o terceiro e o quarto caracterizam o litoral: em Luanda, por
exemplo, há 362mm anuais de chuva e temperatura média de 24,4o C, e a
estação seca, longa, ocorre de maio a fevereiro.
Fauna e flora de Angola
A fauna de Angola, como a de tantos outros países africanos, é de riqueza
extraordinária, reunindo alguns dos mamíferos mais conhecidos no continente,
como leões, leopardos, elefantes, girafas, hipopótamos, rinocerontes, zebras,
búfalos e hienas, mas também animais menos generalizados na África, como o
avestruz, o guepardo e diversos tipos de antílope, como o cudu e especialmente
uma espécie rara, agora bem protegida, o egocero ou pala-pala, todo negro, com
chifres de quase 1,60m recurvados para trás. Alguns desses animais encontram-se
em grandes reservas naturais como a de Quinçama e a de Moçâmedes, com mais
de 18.000km2.

No norte de Angola sobressaem as florestas densas, mas de folhas decíduas.


Quase todo o planalto é tomado pela savana, entrecortada de matas-galerias, ao
longo dos rios. São espécies de árvores bastante comuns no país a grande tacula
(Pterocarpus tinctorius), a muzuemba (Albizzia coriaria) e um tipo de árvore-da-
borracha, a Capordinus clylorrhiza. No sul predomina a vegetação arbustiva, e no
litoral a dos manguezais e a das palmeiras oleaginosas (inclusive o dendê) dão a
nota mais constante da paisagem.

População e condições sociais. Na maioria, os habitantes de Angola são negros


(mais de noventa por cento). De origem banta, os grupos mais importantes são
ovimbundos, quimbundos, bacongos e chocuelundos, mas ainda há, no sudoeste,
hotentotes e bosquímanos. A população urbana, no final do século XX, não
chegava a trinta por cento da total e, além de Luanda, a capital, as cidades mais
representativas eram Huambo (antiga Nova Lisboa), Lobito, Benguela e Lubango.
A população se concentra sobretudo no norte do país.

O português é o idioma oficial, mas a maior parte da população fala suas línguas
nativas: dos idiomas bundos, só o ovimbundo conta com mais de dois milhões de
usuários. As religiões tribais, animistas, congregam a maioria dos angolanos,
embora haja missões católicas e protestantes. O animismo angolano, de tradições
milenares, envolve cultos que, no Brasil, deram origem ao candomblé ou
umbanda. Sua mitologia e seus ritos são de imensa riqueza humana e
etnográfica.

O país ainda padece de graves problemas sociais e sanitários, em grande parte


provenientes, como em outros estados africanos, do atrito cultural entre a
organização política nacional e as sociedades tribais. Também ali a população
africana perdeu o melhor de suas condições originais, e ainda não teve como
chegar às condições ditadas pelos padrões europeus. Em países como Angola, é
difícil abordar o problema do analfabetismo, por exemplo, pois a grande maioria de
sua população se comunica em idiomas que não dispõem de escrita.

Ainda assim, ressalvado o abismo da transição adaptativa, o desenvolvimento


educacional, apesar de difícil, deu muitos passos significativos, e a Universidade
de Angola, em Luanda, empreende esforço excepcional na formação de médicos,
engenheiros, agrônomos e professores.

Na área de saúde, Angola conta com alguns bons hospitais, ativas enfermarias de
aldeia e, embora sofra de grande carência de médicos e outros profissionais do
setor, tem conseguido progressos contra a doença do sono (atacada com
campanhas de vacinação), a hanseníase, o bócio e a malária. Os serviços
médicos das missões protestantes têm alta reputação.
Economia de Angola
A agricultura e a mineração constituem os principais esteios econômicos de
Angola. O sisal, o café, a cana-de-açúcar e o algodão destinam-se à exportação. O
milho, a mandioca e outras culturas tropicais completam a produção agrícola do
país, combinada com uma importante atividade pecuária no sul e no sudeste
(bovinos, ovinos, caprinos e suínos). No setor primário destaca-se ainda a
produção de mel e cera de abelha, o extrativismo florestal e a pesca.

Em 1967 descobriram-se importantes depósitos de petróleo, cuja exploração, ao


lado da extração de diamantes nas minas do noroeste, representa a principal
riqueza mineral do país e é responsável pela maior parte do produto nacional
bruto. Outros recursos minerais são o sal, o ferro, o cobre, o manganês, a bauxita
e o linhito. Em 1975 também se detectaram depósitos de urânio perto da divisa
com a Namíbia.

A indústria, nacionalizada em seus principais setores, concentra-se em Luanda


(açúcar, têxteis, cimento) e nas cidades da costa sul (farinha, bebidas, calçados e
conservas). O comércio exterior de Angola baseia-se na exportação de produtos
agrícolas e minerais, cujas receitas supera o valor das importações de maquinaria,
equipamentos industriais, bens de consumo e produtos alimentícios e têxteis.
Angola conta com um aeroporto internacional e com uma rede de rodovias e
estradas de ferro que liga os portos marítimos às zonas do interior.
Dados
Geográficos: Área: 1.246.700 km². Hora local: +4h. Clima: tropical (maior parte),
árido tropical (O). Capital: Luanda. Cidades: Luanda (2.819.000) (aglomeração
urbana), Huambo (215.000), Benguela (155.000), Lobito (160.000), Lubango
(115.000) (2015).

População: 16,1 milhões (2015); nacionalidade: angolana; composição: grupos


étnicos autóctones 99% (ovimbundos 37%, umbundus 25%, congos 13%, luimbés
5%, imbés nianecas 5%, outros 14%), europeus ibéricos 1% (1996). Idiomas:
português (oficial), línguas regionais (principais: umbundu, quimbundo, quicongo,
ovimbundo, congo). Religião: cristianismo 94,1% (católicos 62,1%, protestantes
15%, outros 16,9%), crenças tradicionais 5%, sem religião e ateísmo 0,9%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, SADC,


UA. Embaixada: Tel. (61) 248-2915, fax (61) 248-1567 – Brasília (DF); site na
internet: www.angola.org.br.
Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 18 províncias.
Presidente: José Eduardo dos Santos (MPLA) (desde 1979, eleito em 1992).
Partidos: Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), União Nacional
para a Independência Total de Angola (Unita). Legislativo: unicameral –
Assembléia Nacional, com 223 membros. Constituição: 1975.

Ex-colônia portuguesa, Angola viveu em guerra por 40 anos, com mais de 1 milhão
de mortes. Primeiro foi a luta pela independência, desde 1961. Em 1975 começa a
guerra civil, cujo fim só ocorre em 2002. A economia, baseada na exploração de
petróleo – mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) – e diamantes, fica
seriamente prejudicada. O país tem baixos indicadores sociais: os angolanos
vivem em média 46 anos e mais da metade não é alfabetizada. Terra de origem da
maioria dos escravos trazidos para o Brasil, Angola situa-se no sudoeste da África.

História de Angola
Dentre os grupos banto que ocupam a região no primeiro milênio da Era Cristã,
destaca-se o reino do Congo, que recolhe tributos das províncias sob sua
soberania, incluindo parte da atual Angola. Próspero, esse Estado assiste à
chegada do navegador português Diogo Cão, que aporta em 1482 na foz do rio
Congo. A colonização portuguesa funda cidades que servem de base para o
comércio de escravos, como Luanda (1575) e Benguela (1617). As fronteiras
oficiais de Angola são estabelecidas em 1891, seguindo o estabelecido na
Conferência de Berlim (1884-1885), que partilha a África entre as potências
europeias.

O território de Angola foi ocupado primeiramente pelos bosquímanos, de economia


assentada na caça e na coleta, mas de inegável originalidade cultural, conforme
atestam interessantes vestígios arqueológicos, neolíticos. Em seguida os bantos
dominaram a região, já de posse de técnicas agrícolas e metalúrgicas. Por volta do
século XV tinham dado lugar, politicamente, aos bacongos, que estabeleceram um
reino vasto e complexo no noroeste, sob a orientação de seu soberano Manicongo.

Angola foi uma antiga colônia portuguesa e uma das regiões africanas mais
agredidas pelos traficantes de escravos durante os séculos XVII, XVIII e começos
do XIX, é um país rico em recursos naturais, mas seu desenvolvimento tem sido
obstado pelas contínuas guerras civis ocorridas desde a independência, em 1975.

Quando em 1482 o navegador português Diogo Cão desembarcou no litoral de


Angola, entrou em entendimentos com Manicongo, que enviou representante a
Lisboa. Quase um século depois, Paulo Dias de Novais fundou Luanda (1575) e
estabeleceu condições para a colonização. Em meados do século XVII a soberania
portuguesa estava consolidada e tinha por atividade econômica principal o
comércio de escravos para o Brasil. Dois povos de Angola, os ndongos e os
imbangalas, ofereceram forte oposição ao tráfico escravista, os primeiros até numa
rebelião que em 1671 os portugueses sufocaram. No século XVIII Portugal teve de
disputar os escravos angolanos com ingleses, franceses e holandeses.

No começo do século XIX a legislação contra a escravatura, que se impôs na


Inglaterra e logo ganhou terreno em outros países, entre os quais os Estados
Unidos, por algum tempo favoreceu os portugueses, que mantiveram o tráfico
clandestinamente. No entanto, em 1836 a própria corte portuguesa o proibiu, o que
durante muitos anos não se levou a sério, mas se somou ao fato de na época a
escravidão já estar quase abolida.

Em Angola, o Código do Trabalho Indígena (1875), estabelecendo a


obrigatoriedade do trabalho da mão-de-obra nativa, mostra que os colonizadores
estavam determinados a explorar a terra de maneira mais sistemática e severa. O
Brasil estava independente, as colônias na África requeriam toda a atenção: foi a
época das famosas expedições de Serpa Pinto, Roberto Ivens e Hermenegildo
Capelo, de missões religiosas instauradas em Salvador do Congo e Huíla. Portugal
procurava corresponder à doutrina do hinterland, sancionada em 1844 na
conferência de Berlim (toda potência européia que reclamasse um território teria
de ocupá-lo efetivamente).

Em 1896 os portugueses nomearam seu primeiro comissário real na colônia e em


1902 providenciaram a construção da estrada de ferro de Benguela. De 1912 a
1916 o regime de trabalho nativo passou por melhorias e reformas, e em 1921
criou-se o Alto Comissariado em Angola. O general Norton de Matos, que o dirigiu,
passou a criar incentivos para a colonização por parte de imigrantes brancos. O
Alto Comissariado foi extinto com a promulgação (1930), por Salazar, do Ato
colonial. Este, entre outros aspectos, regulamentava a questão do trabalho nativo
com o chamado "regime de contrato", que todavia manteve alguns dos traços
peculiares ao velho código. Para a economia, houve ganhos.

A população de imigrantes brancos começou a crescer mais depressa: de


sessenta mil em 1933 chegava a mais de 170.000 em 1960. A denominação de
"colônia" foi substituída, em 1951, por "província ultramarina", e em 1954 fixaram-
se condições, no chamado Estatuto dos Indígenas, para seu acesso à cidadania
portuguesa.

Paralelamente, ganhava força o nacionalismo. Embora já tivesse importantes


antecedentes na década de 1920, na de 1950 a aspiração nacionalista explodiu
em todo o continente, enquanto os princípios, as bases e ideologias do
colonialismo eram questionadas e por fim amplamente condenadas na Europa. Em
Angola, como em outros países africanos, o movimento adquiriu intenção libertária
e objetivos socialistas, criando-se (1956) o MPLA (Movimento Popular para a
Libertação de Angola), depois (1962) a FNLA (Frente Nacional de Libertação de
Angola) e ainda (1966) a UNITA (União Nacional para a Independência Total de
Angola), entidades ferozmente discordantes.
A guerra de guerrilhas prolongou-se por quase toda a década de 1960. Em 1974,
com o fim do salazarismo, negociações com as autoridades portuguesas
culminaram no Acordo de Alvor, que tornou Angola independente em 11 de
novembro de 1975. Pela constituição, o país passou a ser uma república popular,
apoiada na Assembléia do Povo, de partido único, o MPLA/PT (Movimento Popular
pela Libertação de Angola/Partido do Trabalho). O governo de Agostinho Neto
(MPLA) subjugou as facções rivais, recebeu apoio político-militar soviético e depois
a cooperação de tropas cubanas, o que causou grande polêmica internacional.

Em 1977 o governo teve de esmagar um golpe articulado em Luanda, enquanto a


guerrilha da UNITA continuava a desafiá-lo no sul. Em 1979 deu-se a primeira
invasão sul-africana do território angolano, a pretexto de desalojar guerrilheiros da
Namíbia, administrada por Pretória. Agostinho Neto morreu no mesmo ano, e foi
nomeado presidente José Eduardo dos Santos. Na década de 1980 a África do Sul
invadiu periodicamente o sul de Angola. Chegou a bombardeá-lo (1985),
oferecendo apoio e armas à UNITA, que em 1990 sabotou 14 oleodutos e manteve
o país em guerra civil até o Tratado de Washington (dezembro daquele ano).

Por um acordo de paz firmado em 1991 entre MPLA/PT e UNITA, garantiu-se a


realização de emendas à constituição que transformavam o país numa democracia
multipartidária, atribuíam o poder legislativo à Assembléia Nacional (223 membros
eleitos para um mandato de quatro anos) e agendavam eleições diretas para
presidente da república para 1992. Santos venceu as eleições com quase
cinqüenta por cento dos votos, mas foi acusado de fraude e corrupção por
Savimbi, da UNITA, que reacendeu a guerra civil. O governo condicionou a
aceitação de um cessar-fogo ao restabelecimento do acordo de paz de 1991.

Cultura. O Conselho Geral de Cultura, órgão estatal, orienta a recuperação e


preservação das tradições culturais e artísticas do país, adaptando-as à ideologia
política. Conservam-se em museus de Luanda valiosas relíquias da história e da
etnografia angolanas. Os carnavais de Luanda e Lobito, com origens e ritmos
semelhantes aos do carnaval brasileiro, mobilizam cada vez mais o interesse dos
visitantes.

Independência– Em 1961 começa a luta armada pela independência. Três


grupos expressam diferenças ideológicas: o Movimento Popular de Libertação de
Angola (MPLA), marxista e apoiado pela União Soviética; a Frente Nacional para a
Libertação de Angola (FNLA), sustentada pelos Estados Unidos (EUA); e a União
Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), inicialmente maoísta e
depois anticomunista, apoiada pelo regime sul-africano do apartheid.Com a queda
do regime salazarista em Portugal (1974) e a decisão de tornar Angola
independente, as rivalidades entre esses movimentos se agravam. O Acordo de
Alvor, firmado em janeiro de 1975 entre Portugal e os três grupos, prevê um
governo de transição. O acordo fracassa, e a guerra civil começa quando
Agostinho Neto, líder do MPLA, é proclamado unilateralmente presidente da
República Popular de Angola, de regime socialista.

Eleições e impasse - A FNLA dissolve-se no fim dos anos 1970, mas a Unita
mantém sua guerrilha com o apoio da África do Sul e dos EUA. Tropas cubanas
ajudam a sustentar o governo. Em 1988, um acordo entre Angola, Cuba e África do
Sul define a retirada das tropas cubanas e sul-africanas. Em seguida, o governo e
a Unita assinam acordo de paz e convocam eleições para 1992. Observadores
internacionais atestam a vitória do candidato do MPLA à Presidência, José
Eduardo dos Santos, com 49,57% dos votos. Jonas Savimbi, líder da Unita, com
40%, não aceita a derrota e recomeça a guerra.

Acordo de Lusaka - Em 1994, o MPLA e a Unita assinam acordo de paz em


Lusaka, na Zâmbia. Como resultado, um governo de união nacional assume em
1997, mas Savimbi, que seria o vice-presidente, recusa-se a entregar o controle de
áreas de exploração de diamante. Os conflitos prosseguem.

As tropas do governo avançam sobre os territórios inimigos em 2001. Com a


guerrilha encurralada, Jonas Savimbi morre em combate, em 2002. A guerrilha
volta às negociações. Ao final, os acordos de Lusaka são revalidados e chega-se a
um cessar-fogo total em abril. Até agosto, cerca de 50 mil homens da Unita são
desmobilizados e 5 mil são incorporados ao Exército e à polícia, o que marca o fim
da guerra civil.Fernando Piedade dos Santos assume como primeiro-ministro em
2003. A Unita, agora partido político legal de oposição, elege Isaias Samakuva
novo líder. Em abril de 2004, o governo anuncia a prisão de mais de 3 mil mineiros
na área dos diamantes, que estava sob controle da Unita, e a expulsão de 11 mil
para os países vizinhos.
Extração de Petróleo em Angola
Durante as décadas de guerra civil, foi a extração de petróleo na região costeira
que garantiu o funcionamento da economia angolana. O país conseguiu
permanecer como o segundo principal produtor de petróleo na África Subsaariana,
só atrás da Nigéria. Em 2009, a extração e o refino de petróleo e gás natural
responderam por 62% do Produto Interno Bruto.Mas não há sinais consistentes de
que o dinheiro obtido beneficie a população do país, uma das mais miseráveis do
continente. Após a guerra civil, abre-se a chance de relançar a economia
angolana, e os recursos do petróleo podem ser usados para isso. Com a
descoberta de novas reservas em 2004, o governo dobra a produção em 2008.

Xá-Muteba
Xá-Muteba, também designada por Xá-Mateba, Xa-Mateba ou Cha Muteba é um
município de Angola, pertencente à província de Lunda Norte. Faz parte da região
da Baixa de Cassange.

Existia, no centro da sede do município, uma estátua a Zé do Telhado - famoso


bandido português, que "roubava aos ricos para dar aos pobres", ao estilo de
Robin Hood.

Agostinho Neto
Antônio Agostinho Neto nasceu em 17 de setembro de 1922 em Icolo-e-Bengo, a
cem quilômetros de Luanda. Aluno brilhante da Faculdade Salvador Correia, em
Luanda, ganhou uma bolsa para aperfeiçoar-se em medicina em Lisboa e
Coimbra. Durante sua estada em Lisboa ligou-se ao movimento nacionalista
angolano e revelou-se poeta de valor, com um livro de poemas de protesto que
provocou a primeira de suas prisões. De volta a Angola, em junho de 1960
Agostinho Neto foi novamente detido por oposição ao regime. Alguns pacientes
seus, que assistiram à prisão, organizaram um protesto dissolvido a tiros pela
polícia. Morreram várias pessoas e cerca de 200 ficaram feridas.
Personalidade decisiva no processo de independência de sua terra, o médico e
poeta Agostinho Neto foi o primeiro presidente de Angola.

Nos dois anos seguintes, Agostinho Neto cumpriu pena em Portugal e, a seguir, foi
deportado para Cabo Verde. Nesse período, escreveu novo livro de poemas e, em
1962, conseguiu fugir para o Marrocos, onde se uniu ao Movimento Popular pela
Libertação de Angola (MPLA), de que foi eleito presidente. Com a independência
de Angola, em 1975, foi proclamado presidente. Morreu em Moscou, em 10 de
setembro de 197

CULTURA ANGOLANA

ANGOLA, como a grande maioria dos países independentes da África é um estado multi e
transcultural. Isto quer dizer que abriga em seu território diversas culturas, com línguas,
costumes e origens diferentes, que muitas vezes extrapolam as fronteiras políticas
estabelecidas pelos europeus no século XIX. País socialista desde sua independência até
o início dos anos 90, e assolado por décadas de guerra de independência e civil, Angola
hoje vive um período de prosperidade trazido pela exploração do petróleo.
O perfeito exemplo disso são os extremos norte e sul. A norte, temos Cabinda, hoje um
enclave de Angola entre o Congo-Kinshasa e o Congo-Brazzaville, e antigamente
conhecida como Congo Português. Sua população é da etnia Kongo, que utiliza uma
língua do mesmo nome. Os Kongo estão presentes ainda na região litoral dos dois Congos
e nas províncias angolanas de Uíge e Zaire. Cabinda, por ter uma história em parte
diferente da de Angola (foi ocupada pelos portugueses só em 1885, enquanto que o litoral
de Angola já era colonizado desde o século XVII), convive com um movimento separatista,
o FLEC (Frente de Libertação do Enclave de Cabinda), que luta desde os anos 60 pela
independência.
No sul de Angola, em diversos bolsões estão os povos khoisan (ou coissã), que formam
um grupo à parte dos povos bantu e do restante dos povos africanos. Seu nome é a
junção do nome de dois grupos, os Khoi e os San, conhecidos também como
bosquímanos ou hotentotes.
Acredita-se que os khoisan sejam descendentes dos povos nômades que habitavam a
África há milhares de anos atrás, e foram deslocados com a ocupação bantu. As línguas
khoisan são únicas, conhecidas como "línguas do clique", caracterizada por diversos sons
inexistentes em outros idiomas, e que tem o som característico de um clique. O filme "Os
Deuses devem estar loucos" tem como protagonistas integrantes desse grupo étnico.
Além do português, língua oficial do estado, Angola possui outros 42 idiomas regionais. O
país é uma exceção dentro do continente africano, pois a língua europeia vem
conquistando cada vez mais espaço no meio cotidiano em detrimento das línguas
nacionais, o oposto do que ocorre no restante do continente.
Na literatura, o nome de Agostinho Neto é tradicionalmente citado como exemplo, mas
Angola produziu outros importantes escritores, entre eles Pepetela, Luandino Vieira e
Viriato da Cruz. A União dos Escritores Angolanos foi um importante grupo entre os anos
70 e 80, ajudando vários autores novos a editarem seus livros.
A música angolana foi importante na composição de vários ritmos em Cuba e no sudeste
do Brasil. Dentro do continente africano, porém, demorou a ser editada em discos,
destacando-seos artistas dos anos 60 e 70, que desenvolveram o semba, a rumba
congolesa e o merengue angolano, utilizando guitarras elétricas e uma percussão intensa.
Na religião, a santeria cubana e a macumba brasileira são em boa parte baseados nas
crenças tradicionais religiosas de povos angolanos.

Centres d'intérêt liés