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Curso de Proteção Respiratória

Contra Agentes Biológicos

FUNDACENTRO

CURSO DE PROTEÇÃO
RESPIRATÓRIA PARA AGENTES
BIOLÓGICOS - SP –
16 A 19/08/2011.

DOCENTES:
ANTONIO VLADIMIR VIEIRA
SILVIA HELENA DE ARAUJO NICOLAI
ÉRICA LUI REINHARDT

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PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA PARA AGENTES BIOLÓGICOS
PROGRAMA
•Classificação e descrição sumária sobre o modo de operação
dos principais EPRs para agentes biológicos
•Mecanismos de transmissão dos patógenos por via aérea
•Proteção respiratória e medidas de precaução indicadas para
doenças transmitidas por gotículas e aerossóis
•Indicação de uso:máscara cirúrgica e PFF
•Teoria da Filtração de filtros para partículas e classificação dos
filtros e PFFs
•EPRs no Brasil equivalentes à máscara N95
•Considerações sobre uso, re-uso, guarda e descarte das PFFs
•Considerações sobre uso de EPRs em procedimentos de alto
risco
•Considerações sobre a importância dos ensaios de vedação
•Programa de Proteção Respiratória
•Riscos biológicos:aspectos gerais e outras medidas de controle

Riscos Respiratórios Existentes

 Químicos
Aerodispersóides
 Gases

 Vapores

 Deficiência de Oxigênio

 Biológicos

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Poeiras - Definição

POEIRAS= Aerodispersóide, gerado


mecanicamente, constituído por
partículas sólidas formadas pela
ruptura mecânica de um sólido.
Ex.: aerossol formado: na moagem de
rochas, no lixamento de madeira ou
metal, no manuseio de grãos, etc.

Névoas - Definição

NÉVOAS = Aerodispersó
Aerodispersóide,
ide, erado
mecanicamente, constituí
constituído por
partí
partículas lí
líquidas, formadas pela
ruptura mecânica de um lí líquido.
Ex.: aerossol formado: na
nebulizaç
nebulização de agrotó
agrotóxicos, na
pintura tipo spray, etc.

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Fumos - Definição

FUMOS= Aerodispersóide, gerado


térmicamente, constituído por partículas
sólidas formadas pela condensação e
solidificação de vapores produzidos pela
volatilização de substâncias sólidas
fundidas. Freqüentemente essa
volatilização é acompanhada de reação
química, como a oxidação. Ex.: Aerossol
formado na operação de soldagem de
metais ou plásticos e na fundição de
metais, etc.

Gases e Vapores - Definição

Gases
São substâncias que à
temperatura e pressão
ambientes (CNTP) estão no
estado gasoso.

Vapores
São substâncias que evaporam de
um líquido ou sólido, da mesma
forma que a água transformada
em vapor d´água. Podem ser
caracterizados pelos odores.

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Exemplos de Riscos Químicos em
Hospitais
 Anestésicos:
 Óxido nitroso
 Halotano (2- bromo-2-cloro-1,1, 1-
trifluoretano)

 Esterilizantes:
 Óxido de etileno
 Glutaraldeído/Formaldeído
 Ácido peracético

Exemplos de Riscos Químicos em


Hospitais
 Desinfetantes: clorados, sodas, álcoois
 Substâncias Citotásticas (Quimioterápicos)

 Ácidos/Cáusticos:
 Sistemas de neutralização
 Produtos de laboratório
 Produtos de limpeza/manutenção

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CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS
DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
1A-
1A- RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR NÃO
MOTORIZADOS(Exemplos)

PEÇA SEMIFACIAL FILTRANTE


(PFF1, PFF2 E PFF3) COM OU SEM
VÁLVULA DE EXALAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS


DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
1A - RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR NÃO
MOTORIZADOS(Exemplos)

PEÇ
PEÇA SEMIFACIAL COM UM FILTRO
OU FILTROS AOS PARES (MECÂNICOS
(MECÂNICOS,,
QUÍ
QUÍMICOS OU COMBINADOS)

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CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS
DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
1A - RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR NÃO
MOTORIZADOS(Exemplos)

PEÇ
PEÇA FACIAL INTEIRA COM UM FILTRO
OU FILTROS AOS
AOS PARES (MECÂNICOS
(MECÂNICOS ,
QUÍ
QUÍMICOS OU COMBINADOS)

CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS


DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
1B - RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR
MOTORIZADOS(Exemplos)
TOUCA DE PROTEÇÃO CAPUZ DE PROTEÇÃO
RESPIRATÓRIA – SEM CONTATO RESPIRATÓRIA - SEM CONTATO
FACIAL FACIAL

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CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS
DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
FILTROS PARA MATERIAIS PARTICULADOS

Os filtros podem ser de formato plano,


plano, (normalmente
(normalmente são classe P1 ou P2) ou
sanfonado,
sanfonado, sendo que os de formato sanfonado podem proporcionar menor
resistência à respiraç
respiração (normalmente são classe P2 e P3).

CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS


DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
FILTROS QUÍMICOS

FILTRO FILTRO
QUÍMICO QUÍMICO
CLASSE 3 - CLASSE 2
GRANDE - MÉDIO

PFF2 – VO
FILTRO QUÍMICO
CLASSE 1 -
PEQUENO

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FILTRO QUÍMICO - MÁXIMA CONCENTRAÇÃO DE USO

CLASSE DO CONCENTRAÇÃO TIPO DE PEÇA


FITRO TIPO MÁXIMA(B) (C) (ppm) FACIAL COMPATÍVEL
QUARTO FACIAL,
VAPOR ORGÂNICO(A)
SEMIFACIAL
FILTRANTE,
CLASSE - FBC GASES ÁCIDOS(A) (C) 300
SEMIFACIL; FACIAL
INTERIA E
AMÔNIA
CONJUNTO BOCAL
CLASSE 1 VAPOR ORGÂNICO(A) (B) (C) 1000
AMÔNIA 300 QUARTO FACIAL,
CARTUCHO METILAMINA 100 SEMIFACIAL,
PEQUENO GASES ÁCIDOS(A) (B) 1000 FACIAL INTEIRA
ÁCIDO CLORÍDRICO 50 OU BOCAL
CLORO 10
CLASSE 2 VAPOR ORGÂNICO(A) (B) (C)
CARTUCHO AMÔNIA 5000
MÉDIO GASES ÁCIDOS(A) (B) FACIAL INTEIRA
CLASSE 3 VAPOR ORGÂNICO(A) (B) (C)
CARTUCHO AMÔNIA 10000 FACIAL INTEIRA
GRANDE GASES ÁCIDOS(A) (C)
(A) Não usar contra vapores orgânicos ou gases ácidos com fracas propriedades de
alerta, ou que geram alto calor de reação com o conteúdo do cartucho
(B) A concentração máxima de uso não pode ser superior a I.P.V.S.
(C) Para alguns gases ácidos e vapores orgânicos, esta concentração máxima de uso
é muito baixa

CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS


DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
2 - RESPIRADORES DE ADUÇ
ADUÇÃO DE AR

LINHA DE AR COMPRIMIDO DE FLUXO CONTÍNUO


COM PEÇA SEMIFACIAL

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CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS
DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
2A - RESPIRADORES DE ADUÇ
ADUÇÃO DE AR
LINHA DE AR COMPRIMIDO DE DEMANDA COM
PRESSÃO POSITIVA
COM PEÇA SEMIFACIAL OU FACIAL INTEIRA

CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS


DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
FATOR DE PROTEÇ
PROTEÇÃO ATRIBUÍ
ATRIBUÍDOS (MTE) DOS
EPRS UTILIZADOS NA INDUSTRIA

TIPO DE COB ERTURAS DAS VIAS RESPIRATÓRIAS


TIPO DE RESPIRADOR
COM VEDAÇÃO FACIAL SEM VEDAÇÃO FACIAL (f)
PEÇA PEÇA FACIL CAPUZ E OUTROS
SEMIFACIAL(b) INTEIRA CAPACETE
A - PURIFICADOR DE AR
- NÃO MOTORIZADO 10 100 -------- -------
- MOTORIZADO 50 1000 (d) 1000 25
B - DE ADUÇÃO DE AR
B1 - LINHA DE AR COMPRIMIDO
- DE DEMANDA S EM PRESSÃO
POSITIVA 10 100 ---- -------
- DE DEMANDA COM PRESSÃO
POSITIVA 50 1000 -------- ---------
- DE FLUXO CONTÍNUO 50 1000 1000 25
B2 - MÁSCARA AUTÔNOMA
(CIRCUITO AB ERTO OU FECHADO)
- DE DEMANDA S EM PRESSÃO
POSITIVA(c) 10 100 -------
- DE DEMANDA COM PRESSÃO
POSITIVA ------ (e) ------

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FATOR DE PROTEÇ
PROTEÇÃO ATRIBUIDO
(PPR - ANEXO I – DEFINIÇ
DEFINIÇÕES)

DEFINIÇ
DEFINIÇÃO: É o ní nível de proteç
proteção que se espera alcanç
alcançar no
ambiente de trabalho, quando um trabalhador treinado usa um
respirador (ou classe de respirador) em bom estado, ajustado
de modo correto, durante todo o tempo que permanece na
área contaminada.
EXEMPLO:
Respirador purificador de ar tipo semi facial filtrante (PFF)
FPA = 10
Significado:
Significado: Se o filtro escolhido for o correto,
correto, espera-
espera-se que,
que,
para 95% dos usuá
usuários dessa classe de respirador,
respirador, a
concentraç
concentração do ar inalado seja,
seja, no mínimo,
nimo, 100 vezes menor
que a concentraç
concentração do ar ambiente.
ambiente.

Proteção Respiratória para Agentes


Biológicos

 Sílvia Helena de Araujo Nicolai


Serviç
Serviço de Equipamentos de Seguranç
Segurança - Fundacentro

Page 11
AGENTES
BIOLÓ
BIOLÓGICOS LIMITE DE
EXPOSIÇ
EXPOSIÇÃO

Método tradicional (decisão ló


lógica) para seleç
seleção de
EPR para aerossó
aerossóis não bioló
biológicos:

FPR = C / LE

onde: FPR = fator de proteção requerido


C = concentração do contaminante no ambiente
LE = limite de exposição do contaminante

Seleciona EPR com fator de proteç


proteção atribuí
atribuído maior do que o
requerido.

Seleç
Seleção de EPR para aerossó
aerossóis de agentes bioló
biológicos

 Opinião de especialistas

É qualitativo. Baseia-
Baseia-se em julgamento de
profissionais especialistas em proteç
proteção respirató
respiratória.

Parâmetros considerados:
 Estado de conhecimento (limitaç
(limitações conhecidas dos
dados, experiência histó
histórica com agentes infecciosos
em avaliaç
avaliações epidemioló
epidemiológicas de surtos ocorridos)
 Rotas de transmissão
 Nível de exposiç
exposição (concentraç
(concentração do microorganismo
no ambiente, condiç
condições de dispersão, caracterí
características
das atividades de trabalho)

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Seleç
Seleção de EPR para aerossó
aerossóis de agentes bioló
biológicos
 O agente bioló
biológico:
 patogenicicidade (capacidade de causar doença)
 virulência (grau de agressividade do agente
biológico)
 persistência no ambiente (capacidade do agente
biológico permanecer no ambiente, mantendo a
possibilidade de causar doença)
 perí
período de transmissibilidade (intervalo de tempo
em que o organismo pode transmitir o agente
biológico)
 nível de proteç
proteção do EPR
 caracterí
características do EPR (vantagens e desvantagens dos
vários respiradores)
 analogia

Proteç
Proteção respirató
respiratória contra
agentes bioló
biológicos

Medidas hierá
hierárquicas de controle

 Administrativas:
- Desenvolvimento de políticas escritas e protocolos
(identificação rápida, isolamento e tratamento de pessoas
portadoras de doenças infecciosas)
- Práticas de trabalho efetiva (desinfecção das mãos..) entre os
profissionais da saúde
- Educação, treinamento dos profissionais

 Controles de engenharia

 Uso de Equipamentos de Proteção Respiratória


(EPR)

Page 13
Proteç
Proteção respirató
respiratória contra
agentes bioló
biológicos

ENGANO COMUM
“Coloco má
máscara e estou protegido!”
protegido!”

REALIDADE
- Uso indiscriminado da má
máscara cirú
cirúrgica.
- O uso de EPR apropriado não elimina o risco.
Atenua!
- O pató
patógeno não possui “propriedades de
alerta”
alerta”.

Agentes Biológicos:

Microorganismos geneticamente modificados ou


não; as culturas de cé
células; os parasitas; as
toxinas e os prí
príons.

 Microorganismos: formas de vida de dimensões


microscópicas, visíveis individualmente apenas ao
microscópio (exemplos: bactérias, fungos, alguns
parasitas (protozoários), vírus);

 Parasitas: organismos que sobrevivem e se


desenvolvem às expensas de um hospedeiro,
unicelulares ou multicelulares – as parasitoses são
causadas por protozoários, helmintos (vermes) e
artrópodes (piolhos e pulgas);

Page 14
Agentes Biológicos:

 Toxinas: substâncias secretadas ou liberadas por


alguns microorganismos e que causam danos à saúde,
podendo até provocar a morte (exemplo: exotoxina
secretada pelo Clostridium tetani, responsável pelo
tétano);

 Prí
Príons: estruturas protéicas alteradas relacionadas
como agentes etiológicos das diversas formas de
encefalite espongiforme (exemplo: forma bovina,
vulgarmente conhecida como “mal da vaca louca”).

Fonte: Riscos Biológicos – Guia Técnico - Os riscos biológicos no âmbito da Norma


Regulamentadora Nº. 32

Principais vias de transmissão:

Por contato (direto/indireto)

Pelo ar

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Transmissão de pató
patógenos por via aé
aérea

Mecanismos de transmissão:

 Por gotí
gotículas (partículas > 5 µm)
- podem atingir a via respiratória alta (mucosa das fossas
nasais e da cavidade bucal)
- depositam próximo à fonte que as gerou

 aerossóis (partículas ≤ 5 µm*)


Por aerossó
- permanecem suspensas no ar por longos períodos de
tempo
- quando inaladas, podem penetrar mais profundamente no
trato respiratório

* núcleos de gotí
gotículas
(µm = milésima parte do mm )

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Algumas doenç
doenças transmitidas por gotí
gotículas, segundo o tipo
de transmissão e o perí
período de isolamento

Tipo de
Infecção/Condição/Microrganismo Período de Isolamento
Transmissão
Gotículas +
Adenovírus em lactente e pré-escolar Durante o período da doença
contato
Até 09 dias após o início da
Caxumba Gotículas
Tumefação.
Durante 5 dias após o início do
Coqueluche Gotículas tratamento antimicrobiano
adequado.
Até o resultado negativo de duas
culturas de secreção de
Difteria Faríngea Gotículas
nasofaringe, em meio
específico, em dias diferentes.
Até concluir o período de 24 horas
Epiglotite (Haemophylus influenzae) Gotículas
de terapêutica eficaz.
Faringite por Streptococcus do Grupo Até concluir o período de 24 horas
Gotículas
A em lactente e pré-escolar de terapêutica eficaz.
Escarlatina por Streptococcus do Até concluir o período de 24 horas
Gotículas
Grupo A em lactente e pré-escolar de terapêutica eficaz.
Pneumonia por Streptococcus do Grupo Até concluir o período de 24 horas
Gotículas
A em lactente e pré-escolar de terapêutica eficaz.

Algumas doenç
doenças transmitidas por gotí
gotículas, segundo o
tipo de transmissão e o perí
período de isolamento (continuaç
(continuação)

Tipo de
Infecção/Condição/Microrganismo Período de Isolamento
Transmissão
Infecção
Gotículas Durante o período da doença
Por Influenza A, B, C
Meningite por Haemophylus influenzae Até concluir o período de 24
Gotículas
(suspeita ou confirmada) horas de terapêutica eficaz.

Meningite por Neisseria meningitidis Até concluir o período de 24


Gotículas
(suspeita ou confirmada) horas de terapêutica eficaz.

Pneumonia por Haemophylus influenzae em Até concluir o período de 24


Gotículas
lactentes e crianças de qualquer idade horas de terapêutica eficaz.

Até concluir o período de 24


Pneumonia Menigocóccica Gotículas
horas de terapêutica eficaz.
Pneumonia por Mycoplasma (pneumonia Até concluir o período de 24
Gotículas
atípica primária) horas de terapêutica eficaz.

Rubéola Gotículas 7 dias do início do rash cutâneo.

Fonte: Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar. Monografia – Precauções e Isolamento. São Paulo 2003.

Page 17
Algumas doenç
doenças transmitidas por aerossó
aerossóis, segundo o
tipo de transmissão e o perí
período de isolamento

Tipo de
Infecção/Condição/Microrganismo Período de Isolamento
Transmissão
Herpes Zoster disseminado ou Até todas as lesões se
Contato + Aerossóis
localizado (em imunossupremidos) tornarem crostas (secas)

Sarampo Aerossóis Durante o período da doença

Síndrome Respiratória Aguda Grave Contato + Aerossóis Durante o período da doença

Até 3 exames BAAR


Tuberculose Pulmonar (suspeita ou
Aerossóis negativos ou 2 semanas de
confirmada)
terapêutica eficaz.

Até 3 exames BAAR


Tuberculose Laríngea (suspeita ou
Aerossóis negativos ou 2 semanas de
confirmada)
terapêutica eficaz.

Até todas as lesões


Varicela Contato + Aerossóis
tornarem-se crostas
Fonte: Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar. Monografia – Precauções e Isolamento. São Paulo 2003.

Proteção respiratória:

Gotículas Aerossóis

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Medidas de precaução

Para doenç
doenças transmitidas por gotí
gotículas:

 Contato com o paciente: quando a proximidade for ≤ 1m utilizar,


no mínimo, máscara cirúrgica (definição de rotina: máscara
cirúrgica sempre que entrar em contato com o paciente).

 Internaç
Internação do paciente: quarto privativo ou, caso não seja
possível, em quarto de paciente com infecção pelo mesmo
microorganismo e com distância mínima de 1 m entre os leitos.

 Visitas: restritas e orientadas pelo profissional de enfermagem.

 Transporte de paciente:
paciente limitado, mas quando necessário, usar
máscara cirúrgica no paciente.

Medidas de precaução

Para doenç
doenças transmitidas por aerossó
aerossóis

 Contato com o paciente:


paciente: utilizar equipamento de proteção
respiratória (EPR) durante todo o período de contato e enquanto
estiver em ambiente contaminado.

 Internaç
Internação do paciente: quarto privativo com pressão negativa;
filtragem do ar com filtros de alta eficiência (se for reabsorvido
para o ambiente); 6 a 12 trocas de ar por hora, ou caso não
possua quartos com estas características, quarto privativo com
portas fechadas e janelas abertas, permitindo boa ventilação.

 Visitas: restritas e orientadas pelo profissional de enfermagem.

 Transporte de paciente: limitado, mas quando necessário, usar


máscara cirúrgica no paciente. O Trabalhador da Saúde deve
usar EPR.

Page 19
Máscara cirú
cirúrgica – indicaç
indicação de uso

Barreira de uso individual que cobre a boca e o nariz

 Protege de infecç
infecções transmitidas por gotí
gotículas, projeç
projeção
de sangue e outros fluí
fluídos corpó
corpóreos

 Deve ser usada sempre que o Trabalhador de SaúSaúde estiver


a curta distância do paciente, em pacientes em condiç
condições de
transporte e para minimizar a contaminaç
contaminação do ambiente por
secreç
secreções respirató
respiratórias do usuá
usuário

 Não é EPI

 Não protege contra patologias transmitidas por aerossó


aerossóis
pois independente de sua capacidade de filtraç
filtração, a vedaç
vedação
no rosto precá
precária

Peç
Peça semifacial filtrante (PFF) – indicaç
indicação de uso
EPI que cobre a boca e o nariz, proporciona uma
vedaç
vedação adequada sobre a face do usuá
usuário e possui
filtro eficiente para a retenç
retenção dos contaminantes
presentes no ambiente de trabalho sob a forma de
aerossó
aerossóis

 Protege de infecç
infecções causadas pela inalaç
inalação de
pató
patógenos transmitidos por aerossó
aerossóis (agentes
bioló
biológicos: PFF2 ou PFF3)

 Deve ser usada durante todo o perí


período em que o
Trabalhador da Saú
Saúde estiver no ambiente
contaminado (inclusive: assistência ou transporte
de pacientes)

Reté
Retém gotí
gotículas e algumas são resistentes a
fluí
fluídos corpó
corpóreos

Page 20
EPR - PROCEDIMENTO ATUAL PARA CERTIFICAÇ
CERTIFICAÇÃO

FABRICANTE SELECIONA AMOSTRA

LABORATÓ
LABORATÓRIO RECONHECIDO PELO DSST

RELATÓ
RELATÓRIO DE ENSAIO

SIM NÃO
ATENDE AOS
REQUISITOS?

FABRICANTE
FABRICANTE CORRIGE
PRODUTO E APRESENTA
NOVA AMOSTRA AO
DSST/MTE
LABORATÓ
LABORATÓRIO

CERTIFICADO DE APROVAÇ
APROVAÇÃO

NORMA REGULAMENTADORA 6 - EPI

6.9 Certificado de Aprovação (CA) - Validade

6.9.1 Para fins de comercialização o CA concedido aos


EPI terá validade:

a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com


laudos de ensaio que não tenham sua conformidade
avaliada no âmbito do SINMETRO;

b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no


âmbito do SINMETRO, quando for o caso;
...

Page 21
RAC de PFF - Inmetro

• Portaria n.º 230 , 17 de agosto de 2009,


do Inmetro
I. Aprova o Regulamento de Avaliação da
Conformidade para Peça Semifacial Filtrante
para Partículas.

II. Institui, no âmbito do Sistema Brasileiro de


Avaliação da Conformidade – SBAC, a
certificação compulsória para Peça Semifacial
Filtrante para Partículas.

RAC de PFF - Inmetro

• Prazos (Portaria no 11 de 04/01/2011 do Inmetro)

- Apó
Após 01/09/2011: PFF deverá ser comercializada, por
fabricantes e importadores, somente em conformidade
com os requisitos ora aprovados.

- Apó
Após 01/07/2012: PFF deverá ser comercializada, por
atacadistas e varejistas, somente em conformidade com
os requisitos ora aprovado.

Page 22
Avaliaç
Avaliação da Conformidade - SINMETRO

Peç
Peça semifacial filtrante (PFF)

Pode estar disponível em diversos formatos e tamanho:

Page 23
Peç
Peça semifacial filtrante (PFF)

PFF com válvula de exalação:


 mais confortável
 não deve ser utilizada em campo estéril
(por exemplo: procedimento cirúrgico)

 PFF  não deve ser utilizada por pessoas com barba e bigode

Risco de projeção de sangue e outros fluídos corpóreos que


possam atingir o rosto do usuário:

 PFF e anteparo do tipo protetor facial


 PFF resistente à projeção de fluídos corpóreos e óculos
de segurança

Como as partí
partículas do aerossol são capturadas?

Filtros para partí


partículas:

 Formados por camadas de fibras


dispostas de modo não orientado
(“não tecido”)

 Material: • fibras naturais: algodão,


celulose
• polímeros: polipropileno,
poliéster, polietileno
• fibra de vidro

Page 24
Como funciona um filtro?

 Filtro não é uma peneira

 As partículas não são coletadas


somente na superfície dos filtros.

Onde ficam presas as partí


partículas de aerossol?

 Na superfície das fibras

 Partícula que toca na fibra fica


retida (forças de superfície)

Agentes bioló
biológicos não se movem
atravé
através de filtros e vá
válvulas!

(contaminação  manuseio  lavagem das mãos)

Page 25
Parâmetros importantes na filtraç
filtração de aerossó
aerossóis:

Tamanho / Diâmetro da partícula e da fibra

Forma

Densidade

Velocidade do ar

Não importa a natureza das partí


partículas:
bioló
biológicas ou não

Observaç
Observações importantes sobre a
captura das partí
partículas pelos filtros:

Os mecanismos de captura das partículas pelas


fibras não distinguem partículas vivas
(bactérias, vírus) de não vivas.

O desempenho dos filtros para proteção


contra riscos biológicos pode ser previsto com
ensaios realizados com partículas inertes.

Page 26
Mecanismos de captura das partí
partículas

Eficiência de filtraç
filtração e penetraç
penetração

 Definem o desempenho de um filtro na captura de partí


partículas suspensas no ar:

Eficiência (%) = quantidade de partí


partículas retidas/quantidade de partí
partículas na
entrada

Eficiência (%) = (Ce


(Ce - Cs / Ce)
Ce) x 100

Penetraç
Penetração (%) = (Cs
(Cs / Ce)
Ce) x 100

Eficiência (%) = 100 – Penetraç


Penetração (%)

Ex: se eficiência = 80 % onde: Cs = concentração na saída


penetração = 20 % Ce = concentração na entrada

Page 27
Variaç
Variação da eficiência de filtraç
filtração com o
tamanho das partí
partículas
Partícula mais penetrante: ± 0,3 µm

Como é avaliada a eficiência / penetraç


penetração dos
filtros para partí
partículas?

∅aerodinâmico médio mássico do aerossol de ensaio: próximo ao


de uma partícula respirável com o maior poder de penetração no
filtro
Aerossol de NaCl: 0,3 a 0,6 µm

(∅aerodinâmico  ∅aerodinâmico de uma partícula esférica com densidade


unitária que possui a mesma velocidade terminal do que a partícula
considerada)

Ordem de tamanho:
Vírus: 0,02 µm a 0,25 µm
Bactéria: 0,3 µm a 15 µm
Bacté
Fonte:American Industrial Hygiene Association (AIHA). (2000). Biosafety Reference Manual. Second
edition, American Industrial Hygiene Association publications, Fairfax, VA., 177 pages.

Page 28
Filtros para partí
partículas - Norma té
técnica de
ensaio: NBR 13697/2010

Filtro para partí


partículas – Norma té
técnica: NBR
13697/2010

Penetração máxima do aerossol de ensaio com fluxo


contínuo de ar de 95 L/min / carregamento: 150 mg
Classe
do Ensaio com cloreto de sódio Ensaio com óleo de parafina ou
DOP
Filtro
(aerossol: NaCl - ∅aerod.médio (aerossol: parafina ou DOP –
mássico = 0,3-0,6 µm) ∅aerod. médio mássico = 0,33 µm)

P1 20 % 20 %

P2 6 % 6 %

P3 0,05 % 0,05 %

Page 29
Filtro para partí
partículas – Norma té
técnica: NBR
13697/2010

Classe Resistência máxima à respiração com fluxo contínuo de ar


do
Filtro 30 L/min 95 L/min
P1 60 Pa 210 Pa
P2 70 Pa 240 Pa
P3 120 Pa 420 Pa

Obs:
CA  é emitido para o EPR completo (peça facial + filtros)
Peça semifacial e ¼ facial  NBR 13694/1996
Peça facial inteira  NBR 13695/1996

Peça semifacial filtrante


Norma técnica: NBR 13698/2011

Page 30
Peça semifacial filtrante
Norma técnica: NBR 13698/2011
Penetração máxima do aerossol de ensaio com fluxo
contínuo de ar de 95 L/min / carregamento: 150 mg

Classe Ensaio de cloreto de sódio Ensaio de óleo de parafina ou


DOP
(aerossol: NaCl - ∅aerod. (aerossol: parafina ou DOP -
médio mássico = 0,3-0,6 µm) ∅aerod.médio mássico = 0,33 µm)

PFF1 20 % 20 %

PFF2 6 % 6 %

PFF3 1 % 1 %
RAC: NaCl: medida da penetração inicial / óleo de parafina ou DOP: medida da penetração com
carregamento de 150 mg do aerossol oleoso (PFF2 e PFF3)

Peça semifacial filtrante


Norma técnica: NBR 13698/2011

Resistência máxima à respiração


Inalação Exalação
Classe
30 L/min 95 L/min 160 L/min *
(fluxo contínuo) (fluxo contínuo) (fluxo contínuo)

PFF1 60 Pa 210 Pa 300 Pa


PFF2 70 Pa 240 Pa 300 Pa
PFF3 100 Pa 300 Pa 300 Pa
* ou 25 ciclos/min e 2 L/ciclo com máquina simuladora de
respiração

Page 31
EPRs no Brasil equivalentes à máscara N95

EUA  Recomendações do CDC ( Centers


for Disease Control and Prevention):

máscara N95 ⇒ EPR com nível de proteção


respiratória mínimo para a proteção contra a
inalação de aerossóis contendo agentes
biológicos, tais como bacilo de Kock e vírus da
SRAG/SARS

EPRs no Brasil equivalentes à máscara N95

N95 ⇒ classificação de filtros adotada nos EUA

item USA - N95 BRASIL - PFF2

Norma 42 CFR 84 / 1995 NBR 13698 / 1996 (RAC)

Aerossol de ensaio cloreto de sódio cloreto de sódio

Vazão de ar (L/min) 85 95

Ø aerodinâmico
médio das partículas 0,3 0,3 - 0,6
µm)

Penetração máxima
5 6
permitida (%)

durante o carregamento
Momento de medição penetração inicial
de 200 mg

Page 32
Classes de filtro - 42 CFR 84

Categorias de filtros (resistência à degradaç


degradação
da eficiência):

N  Não Resistente a Óleo


R  Resistente a Óleo
P  À Prova de Óleo

Classes de filtro - 42 CFR 84

Eficiência
mínima / 95 % 99 % 99,97 %
Categoria
N* N95 N99 N100

R** R95 R99 R100

P*** P95 P99 P100


* aerossol de ensaio: NaCl - ∅aerodinâmico médio mássico: 0,3 µm - carregamento: 200 mg
** aerossol de ensaio: Dioctil ftalato - ∅aerodinâmico médio mássico: 0,33 µm - carregamento:
200 mg
*** aerossol de ensaio: Dioctil ftalato - ∅aerodinâmico médio mássico: 0,33 µm - carregamento:
até eficiência estabilizar

Page 33
EPRs no Brasil equivalentes à
máscara N95

Respirador purificador de ar
PFF 2 com peça semifacial e filtros P2

Peça semifacial filtrante (PFF)

Exigências para aquisição por um Serviço de Saúde:

Deve possuir:

Aprovação emitido pelo Ministério do


 Certificado de Aprovaç
Trabalho e Emprego (EPI)
 marcações na PFF
 aprovação no CA para PFF (área industrial e agrícola)

 Registro na ANVISA (produto para área hospitalar)

Page 34
Informaç
Informações úteis sobre a PFF

Qual PFF deve ser utilizada pelo Trabalhador de


Saúde durante a assistência e o transporte de
pacientes com doenças transmissíveis por aerossol?

O trabalhador de saúde deve usar a PFF2 e o


paciente, a máscara cirúrgica.

Que PFF2 deve ser usada em procedimentos nos


centros cirúrgicos?

PFF2 sem válvula de exalação.

Como colocar a PFF?

Verificaç
Verificação de vedaç
vedação

Page 35
Verificação de vedação

Teste rápido feito pelo próprio usuário para:

 verificar preliminarmente se o tamanho e formato da


PFF são adequados ao seu rosto (antes do ensaio de
vedação);

 verificar se o respirador adequado ao seu rosto está


colocado na posição correta antes de entrar na área
contaminada.

Essa verificação pode ser feita pelo “teste de pressão


positiva”.

Verificação de vedação

Verificação de vedação:
teste de pressão positiva

Page 36
Como retirar a PFF contaminada com pató
patógenos que
não requerem precauç
precaução de contato (ex: tuberculose)?

 Comprimir a PFF na face


 Retirar o tirante inferior e depois o superior
 Remover a PFF da face sem tocar sua superfície interna
 Guardar ou descartar de acordo com os procedimentos
recomendados pela CCIH e/ou SESMT
 Lavar as mãos

patógenos que requerem


Como retirar a PFF contaminada com pató
precauç
precaução de contato (ex: SARS, varicela, Herpes Zoster)?

 Retirar tirante inferior


 Retirar o tirante superior
 Remover a PFF da face segurando-a pelos tirantes
 Não tocar na superfície externa da PFF. Descartar de acordo
com os procedimentos recomendados pela CCIH e/ou SESMT.
 Lavar as mãos

Page 37
Sequência recomendada para retirada do EPR,
outros EPIs e demais paramentaç
paramentações:
ões:

Deve ser definida pelo CCIH e/ou SESMT e dependerá do tipo de patógeno 
exemplo de sequência: www.cdc.gov/ncidod/sars/pdf/ppeposter1322.pdf

Lavar as
mãos

Lavar as
mãos

Ilustração extraída de www.cdc.gov/ncidod/dhqp/pdf/ppe/PPEslides6-29-04.pdf

Com exceção do respirador, remova os EPIs na porta de entrada ou


na ante-sala. Remova o respirador depois de deixar o quarto e
fechar a porta.

Informaç
Informações úteis sobre o uso da PFF

Por quanto tempo os pató


patógenos sobrevivem
na camada filtrante da PFF?

Os pató
patógenos retidos nas fibras do material filtrante
podem não se multiplicar, mas sobrevivem por
diversos dias. Bacté
Bactérias que formam esporos têm
maior viabilidade para isto, do que as formas
vegetativas. O tempo de sobrevivência dos pató
patógenos
na PFF depende do microorganismo retido, do
material filtrante (fibras sinté
sintéticas, celulose) e das
condiç
condições de guarda da PFF.

Page 38
Informaç
Informações úteis sobre o uso da PFF

Por quanto tempo posso usar uma PFF antes de


descartá
descartá-la?
 Pode ser reutilizada pelo mesmo usuá
usuário enquanto estiver em
boas condiç
condições de uso: vedaç
vedação aceitá
aceitável,
vel, tirantes elá
elásticos
íntegros e não suja ou contaminada por fluidos corpó
corpóreos, não
deformada ou rasgada.

 O manuseio inadequado pode transportar pató


patógenos da
superfí
superfície externa para a interna, reduzindo a vida útil da PFF
 lavar as mãos ao sair da área contaminada ou retirar o EPI.
EPI.

 Frequência da troca depende do pató


patógeno, tempo de exposiç
exposição e
caracterí
características do ambiente (tamanho da área fí
física, tipo de
ventilaç
ventilação). A CCIH ou SESMT deve preparar procedimentos
sobre guarda, reuso e descarte.

Para patologias transmitidas també


também por contato, não é
recomendado o reuso da PFF.

Informações úteis sobre o uso da PFF

Como proceder para guardar a PFF?

Em embalagem individual não hermé


hermética, de forma a
permitir a saí
saída de umidade (por ex, embalagem
plá
plástica perfurada).

A embalagem deve ser identificada para evitar o uso


por outra pessoa.

Não é recomendá
recomendável o uso de embalagem de papel
ou de outro material que absorva umidade ou sirva
de substrato para a proliferaç
proliferação do pató
patógeno.

Page 39
Informaç
Informações úteis sobre o uso da PFF

A PFF pode ser limpa ou higienizada?

Não. A PFF não deve sofrer qualquer tipo de limpeza,


lavagem, desinfecç
desinfecção ou manutenç
manutenção.

Como posso prolongar a vida útil da PFF?

Usando uma barreira sobre a PFF, que não interfira


com o ajuste ou selagem do respirador, como por
exemplo, uma má
máscara cirú
cirúrgica ou um anteparo do
tipo protetor facial.

Informaç
Informações úteis sobre o uso de EPRs

Quais cuidados devem ser dispensados aos


EPRs?
EPRs?

PFFs: inspecionadas e guardadas (para patologias que não


PFFs:
são transmitidas també
também por contato) ou descartadas
quando sujas ou em mau estado.

EPRs: inspecionados visualmente e guardados pelo


Demais EPRs:
usuá
usuário. Devem sofrer inspeç
inspeção, limpeza, higienizaç
higienização e
manutenç
manutenção de acordo com instruç
instruções do fabricante. Os
filtros substituí
substituíveis, quando reutilizados devem ser
recolocados na posiç
posição original, tomando-
tomando-se o cuidado para
não inverter as faces internas e externas. A execuç
execução
desses procedimentos pode ser atribuí
atribuída ao pró
próprio
usuá
usuário ou centralizada em uma só só pessoa.

Page 40
Informaç
Informações úteis sobre o uso de EPRs

Os EPRs devem ser inspecionados e


limpos?

PFF: inspecionada antes de cada uso, devendo


ser descartada se estiver amassada,
danificada ou visivelmente suja.

reutilizáveis: inspecionados, limpos,


EPRs reutilizá
higienizados e esterilizados de acordo com as
instruç
instruções de uso do fabricante e conforme
os procedimentos de desinfecç
desinfecção definidos
pela CCIH.

Informaç
Informações úteis sobre o uso de EPRs

O EPR pode ser usado por mais


de uma pessoa?

PFF e os EPRs com peças semifaciais com


filtro: uso individual

Demais EPRs: Sim, desde que limpos e


higienizados antes de sua utilização pelo
outro. A CCIH deve definir os
procedimentos.

Page 41
Informaç
Informações úteis sobre o uso de EPRs

Como proceder para descartar o


EPR?

O descarte da PFF e dos filtros substituí


substituíveis
deve seguir as orientaç
orientações descritas no plano
de gerenciamento de resí
resíduos só
sólidos de
saú
saúde: ANVISA, RDC 306 de 7/12/2004.

Informaç
Informações úteis sobre o uso de EPRs

Procedimento de alto risco

Considerar:

 Patogenicidade /virulência do agente bioló


biológico
(classificaç
(classificação de risco)
 Quantidade de aerossol do agente bioló
biológico
(dose)
 Dispersão do agente bioló
biológico

 Usar EPR com ní


nível de proteç
proteção maior do que a PFF2

Page 42
Classificaç
Classificação dos agentes bioló
biológicos

Risco de
Classe de Risco Profilaxia ou
propagaç
propagação à
Risco Individual(1) tratamento eficaz
coletividade

1 baixo baixo –

2(*) moderado baixo existem

3(**) elevado moderado nem sempre existem

atualmente não
4(***) elevado elevado
existem

(extraí
(extraído Riscos Bioló Técnico - Os riscos bioló
Biológicos – Guia Té biológicos no âmbito da Norma Regulamentadora Nº
Nº. 32)

(1) O risco individual relaciona-


relaciona-se com a probabilidade do trabalhador contrair a doenç
doença e com a
gravidade dos danos à saú
saúde que essa pode ocasionar.
(*) Ex: sarampo; (**) Exs:
Exs: Mycobacterium tuberculosis,
tuberculosis, Bacillus anthracis;
anthracis; (***) Ex: Virus Ebola

Respiradores indicados para utilizaç


utilização em procedimentos
de alto risco – manipulaç
manipulação de ví
vírus

TOUCA DE PROTEÇÃO CAPUZ DE PROTEÇÃO


RESPIRATÓRIA – SEM CONTATO RESPIRATÓRIA - SEM CONTATO
FACIAL FACIAL

Page 43
Respiradores indicados para utilizaç
utilização em procedimentos
de alto risco – manipulaç
manipulação de ví
vírus

LINHA DE AR COMPRIMIDO DE DEMANDA COM


PRESSÃO POSITIVA
COM PEÇA SEMIFACIAL COM PEÇA FACIAL INTEIRA

ENSAIO DE VEDAÇÃO
(PPR Anexo 5)

O QUE É ?
Permite confirmar se um respirador, que já passou no
teste de pressão negativa ou positiva, realmente está
vedando no rosto do usuário;
É feito numa sala, fora da área de risco;
Usa, por exemplo, um agente químico ao redor do
rosto;
Observa-se a reação do usuário (qualitativo)..

Page 44
ENSAIO DE VEDAÇÃO
(PPR Anexo 5)
ENSAIOS PERMITIDOS:
QUALITATIVOS;
AGENTE RESPOSTA NATUREZA DO
AGENTE
ÓLEO DE BANANA CHEIRO VAPOR ORGÂNICO
SACARINA GOSTO NÉVOA
BITREX GOSTO NÉVOA
FUMAÇA IRRITANTE TOSSE “FUMAÇA”

ENSAIO DE VEDAÇÃO
(PPR Anexo 5)
ENSAIOS PERMITIDOS:
QUANTITATIVOS;
ENSAIOS MÉTODO EQUIPAMENTO
1 – GERAÇÃO DE CLORETO DE MOORE’S OU
AEROSSÓIOS SÓDIO TSI
2 – CONTADOR DE AEROSSOL DO
NÚCLEOS DE PRÓPRIO PORTACOUNT
CONDENSAÇÃO (CNC) AMBIENTE
3 – CONTROLE DA PRESSÃO DYNATECH
PRESSÃO NEGATIVA NEGATIVA NEVADA

Page 45
ENSAIO DE VEDAÇÃO
PPR Anexo 5 – (II e ou III - Sacarina ou
Bitrex)
ENSAIO DE ACUIDADE DE PALADAR

capuz

1 ml - soluç
solução
paladar

ENSAIO DE VEDAÇÃO
PPR Anexo 5 – (II e ou III - Sacarina ou
Bitrex)

CAPUZ

Obs; 1 - CAPUZ((0,30cm,
H40cm)
 2 - ORIFÍ
ORIFÍCIO 0,20 mm
 3 - ORIFÍ
ORIFÍCIO NA
DIREÇ
DIREÇÃO DA BOCA DO
USUÁ
USUÁRIO
NEBULIZADOR
Devilbiss nº 40

Page 46
ENSAIO DE VEDAÇÃO
PPR Anexo 5 – (II e ou III - Sacarina ou
Bitrex)
EXERCÍCIOS:
1 - Respire normalmente;
2 - Respire profundamente;
3 - Mover a cabeça de um lado para outro. Inale
em cada lado;
4 - Mover a cabeça para cima e para baixo. Inale
enquanto está voltada para cima; .

ENSAIO DE VEDAÇÃO
PPR Anexo 5 – (II e ou III - Sacarina ou
Bitrex)

EXERCÍCIOS:
5 – Falar; ler devagar um trecho indicado;
6 - Careta; fazer careta, franzir a testa ou sorrir;
7 – Curvar-se; tentar tocar os pés com as mãos;
8 - Respirar normalmente.

Page 47
ENSAIO DE VEDAÇ
VEDAÇÃO
FICHA DE REGISTRO

ENSAIO DE VEDAÇÃO
QUANTITATIVOS

Page 48
ENSAIO DE VEDAÇÃO
QUANTITATIVOS

INSTRUÇÃO
NORMATIVA
IN - Nº 1 de 11/O4/94

PROGRAMA DE PROTEÇÃO
RESPIRATÓRIA
(PPR)

Recomendações, Seleção e Uso de Respiradores

Page 49
CONTEÚDO MíNIMO
O PPR DEVE SER ESCRITO E CONTER,
NO MÍ
MÍNIMO, OS ITENS:

Indicaç
Indicação
Indica ção dodo administrador;
administrador;
administrador ;
Exame
Exame mémédico
m prévio
édico pré
pr évio //anual;
anual;
anual ;
Critério
Crité
Critério tétécnico de seleção
técnico de seleç do
seleção do EPR;EPR;
EPR;
Treinamento dos
Treinamento dos usuá usuários e envolvidos;
usuários e envolvidos;
envolvidos;
Uso
Uso de
de barba;
barba;
barba ;
Ensaio
Ensaio dedevedaç
vedação
veda prévio
ção pré
pr évio //anual;
anual;
anual ;
Manutenção,
Manutenç higienização,
Manutenção, higienizaç inspeção eeguarda;
inspeção
higienização, inspeç guarda;
guarda ;
Respiradores para
Respiradores para fuga, fuga, emergência e resgate;
fuga, emergência e resgate;
resgate;
Avaliação
Avaliaç periódica
Avaliação perió do programa.
periódica do programa.
programa.

PROCEDIMENTOS
OPERACIONAIS
ESCRITOS - USO ROTINEIRO
OS PROCEDIMENTOS ESCRITOS DEVEM COBRIR O
PROGRAMA COMPLETO E INCLUIR, NO MÍ
MÍNIMO:


Polí

Política
Pol daempresa
ítica da empresana naáárea deproteç
rea de proteção
prote respiratória;
ção respirató
respiratória;
ria;

Seleç

Seleção;
Sele ção;
ão;

Ensaios

Ensaios dedevedaç
vedação;
veda ção;
ão;

Treinamento

Treinamentodos dosusuá
usuários;
usu ários;
rios;

Distribuiç

Distribuição
Distribui dosrespiradores;
ção dos respiradores;
respiradores ;

Limpeza, inspeção,

Limpeza, inspeç
inspeção, higienização,
ão, higienizaç
higienização, guardaeemanutenç
ão, guarda manutenção;
manuten ção;
ão;

Monitoramento do

Monitoramento do uso; uso;
uso;

Monitoramento

Monitoramentodo dorisco.
risco..
risco

Page 50
TREINAMENTO
TREINAMENTO DO SUPERVISOR
PROGRAMA MÍ
MÍNIMO:

Fundamentos
Fundamentos dedeproteç
proteção
prote respiratória;
ção respirató
respiratória;
Riscos de exposição;
Riscos de exposiç
exposição;
Problemas
Problemasdedeuso
usoee aasua
suasoluç
solução;
solução;
Crité
Critério
Crit deescolha
ério de escolhadede respiradores;
respiradores;
Treinamento dos
Treinamento dos usuá usuários;
usuários;
Verificaç
Verificação
Verificaç ão de
de vedação ee ensaios
vedação
vedaç ensaios de
devedaç
vedação;
vedação;
Acompanhamento
Acompanhamentodo douso;
uso;
Manutenç
Manutenção
Manutenção eeguarda;
guarda;
Regulamentos sobre oouso
Regulamentos sobre usoeelegislaç
legislação.
legisla ção.
ão.

TREINAMENTO
TREINAMENTO DO USUÁ
USUÁRIO
PROGRAMA MÍ
MÍNIMO:

Necessidade
Necessidade do douso;
uso;
Riscos
Riscosde
deexposiç
exposição;
exposi ção;
Problemas
Problemas de deuso
usoeeaasua
suasoluç
solução;
solu ção;
Proteção
Proteç coletiva: como
Proteção coletiva: como vai? vai?
Porque
Porquefoi
foiselecionado
selecionadoaquele
aquelerespirador;
respirador;
Capacidade e limitação
Capacidade e limitaç do respirador;
limitação do respirador;
Inspeção
Inspeç prévia eecolocaç
prévia
Inspeção pré colocação
coloca ção dodorespirador
respirador
Verificação
Verificaç de vedação
Verificação de vedaç e ensaios
vedação e ensaios de devedaç
vedação;
veda ção;
Manutenção
Manutenç e guarda;
Manutenção e guarda;
Procedimentos
Procedimentosde deemergência;
emergência;
emergência ;

Normas e regulamentos sobre oouso
Normas e regulamentos sobre usode
derespiradores
respiradores

Page 51
Riscos Biológicos
Aspectos Gerais e outras
Medidas de Controle

Érica Lui Reinhardt


Pesquisadora – Fundacentro

O Risco Biológico na NR 32
 Risco Biológico: probabilidade de
exposição ocupacional a agentes
biológicos
 2 fatores a definir

 O que são agentes biológicos?

 Qual a probabilidade da exposição


ocupacional?

Page 52
Agentes Biológicos – NR 32
 Bactérias, fungos, protozoários, vírus,
riquétsias, clamídias e parasitas
 parasitas: vermes, artrópodes – ácaros,

pulgas, piolhos

 Microrganismos geneticamente modificados,


culturas de células de organismos
multicelulares

 Substâncias ou produtos de origem biológica:


toxinas, enzimas, príons, etc

Danos dos agentes biológicos


 Danos agudos ou crônicos
 infecções: micobactérias
 parasitoses: esquistossomo, tripanossomo
 intoxicação: toxina botulínica, venenos de
cobras
 alergias: pólen, fungos, fezes de ácaros
 doenças autoimunes: estreptococo do grupo A
 carcinogênicos: HPVs, vírus das hepatites B e C
 teratogênicos: rubéola

Page 53
Classificação dos Agentes
 Exposição com intenção deliberada: manipulação
direta do agente biológico como objeto principal do
trabalho
 p.ex., cultivo de microrganismos
 nível de contenção correspondente, no mínimo, ao da
maior classe de risco dentre os agentes presentes
 Exposição sem intenção deliberada: manipulação
indireta do agente biológico, pois este não é o objeto
principal do trabalho
 p.ex., manipulação de amostras biológicas
 medidas e procedimentos de proteção e prevenção
definidos após avaliação do risco biológico

Classificação dos Agentes

 Classificações existentes são voltadas à saúde


pública
 Pode-se adaptar da seguinte forma:
 Classe 1: risco individual quase inexistente
 Classes 2 e 3: risco individual variando de baixo a alto
 analisar caso a caso, considerando patogenicidade,

virulência e possibilidade de deixar seqüelas


 Classe 4: risco individual e coletivo muito altos
 tratar como situação emergencial, com medidas rápidas

e imediatas, como se fosse uma atmosfera IPVS

Page 54
Monitoramento da Exposição
 Biomarcadores de exposição para patógenos:
sorológicos
 limitação: resposta imunológica a infecções bacterianas e
parasitárias é limitada, temporária e inespecífica
 sorologias boas na determinação de infecções virais
 não indicam quando a exposição ocorreu
 Não há limites definidos em relação a danos à
saúde para microrganismos
 Monitoramento pontual e específico é limitado

Monitoramento Ambiental
 Dificuldades

 agentes biológicos são disseminados nos vários


ambientes

 quantificação de microrganismos no ambiente


possui pouco valor preditivo

 Monitoramento pontual e específico é


limitado

Page 55
Monitoramento de Agentes
Biológicos
 Muitas dificuldades em obter resultados
equiparáveis, mesmo com métodos
padronizados
 Limites são definidos em relação aos
procedimentos técnicos de segurança
que devem ser implantados
 Não indicam condições sem nenhum risco,
mas a efetividade das medidas de proteção

Conceito Central: Precaução


 Adotar antes de se ter ideia de qualquer
risco existente
 precauções padrão: para qualquer paciente,
independente de doente ou não
 Indicadores de exposição: p.ex., frequência
de acidentes, contagem de microrganismos
no ar
 monitorar a eficácia das medidas implantadas

Page 56
Precaução a partir de sinais e
sintomas

 Guideline for Isolation Precautions:


 http://www.cdc.gov/ncidod/dhqp/gl_isolation.html

Probabilidade da Exposição

 Exposição ocupacional – ambiente de


trabalho com maior probabilidade de
exposição que outros

Page 57
Probabilidade da Exposição
 Estimativa
 Por um aumento na presença dos agentes
 mais fontes de exposição: principalmente
pacientes
 Porque as vias de exposição estão presentes
 via adicional: perfurocortantes
 A partir de dados epidemiológicos
 excesso de casos entre os trabalhadores em
relação à população em geral

Maior probabilidade - HBV

Adaptado de: CDC, não


publicado
 Estudos epidemiológicos: NTEP

Page 58
Fontes de exposição

 Fontes ambientais – surto por fonte única


 sempre que houver material orgânico
 resíduos, superfícies sujas, alimentos, objetos sujos, dejetos...
 sempre que houver água
 fontes de água: caixas d’água, poços, poças de água no chão,
vasos sanitários, bandeja do condicionador de ar, caldeiras,
torres de resfriamento...
 sempre que houver umidade
 paredes úmidas, aerossóis no ar
 sempre que houver um veículo contaminado
 objetos, mãos, perfurocortantes...

Fontes de exposição
 Fontes não ambientais – surto por fonte
propagada
 sempre que houver outras pessoas
transmitindo
 sintomáticas ou assintomáticas
 mãos, fala, espirro, tosse...
 sempre que houver vetores transmitindo
 ratos, baratas, mosquitos...

Page 59
Como se comportam os surtos

Fontes de Exposição

Page 60
Transmissão e Portas de Entrada
Via de transmissão Porta de entrada

Contato direto Pele, mucosas, oral, olhos

- Por gotículas Vias aéreas, oral, olhos

- Transmissão aérea Vias aéreas

Pele, mucosas, oral, olhos,


Contato indireto
parenteral

Gotículas e Bioaerossóis

Page 61
Contato indireto – mãos contaminadas

Contato indireto – perfuração, inoculação

Page 62
Contato direto

Controle do Risco Biológico


 Antes da exposição
 PPRA
 avaliação do risco biológico: qualitativa
 doenças mais prováveis e agentes presumidos
 medidas de prevenção: precauções padrão e por
via de transmissão
 PCMSO
 exames periódicos para doenças mais importantes
 exames periódicos para doenças mais prováveis
 vacinação

Page 63
Controle do Risco Biológico
 Depois da exposição
 PPRA
 identificação mais precisa do agente
 medidas de prevenção específicas para evitar
disseminação do agente (acidentes)
 PCMSO
 profilaxia pós-exposição
 tratamento
 condutas frente a eventuais danos
permanentes (adaptação e/ou reabilitação)

Controle do Risco Biológico


 Baseado em indicadores

 especialmente os epidemiológicos
 pacientes e trabalhadores
 fontes ambientais

 mas, em alguns casos, também em dados


quantitativos: relação mais fraca com a
doença
 monitoramento da eficácia das medidas de
prevenção à exposição

Page 64
Vigilância Epidemiológica
 Obter taxas acerca da realidade
epidemiológica
 usar definições padrão de infecção
 usar dados laboratoriais, quando disponíveis
 Identificar surtos antes da disseminação
 Avaliar eficácia e efetividade das medidas de
prevenção e proteção
 Determinar áreas, situações e serviços que
merecem atenção especial

Vigilância Epidemiológica
 Coletar variáveis epidemiologicamente
significativas
 localização dos pacientes, fatores de risco
específicos, condições que predispõem a efeitos
adversos graves
 Analisar dados para identificar tendências de
aumento ou diminuição
 Avaliar fatores possivelmente associados à
variação do evento estudado
 Divulgação de informações pertinentes

Page 65
Controle do Risco Biológico
 Necessita
 um sistema de gestão que abranja todos os
programas
 apoio da alta administração
 integração completa entre PPRA e PCMSO
 CCIH
 Serviço de Epidemiologia
 Estatística
 programas específicos para doenças mais
importantes
 planos para situações imprevistas

Hierarquia de medidas de controle


 Controle de riscos na fonte
 Controle de riscos na trajetória
 Proteção individual

 Tipos de medidas de controle


 Eliminação ou substituição
 Interposição de barreiras: no ambiente ou no
indivíduo
 Procedimentos
 Outras medidas administrativas

Page 66
Controle de riscos na fonte
 Eliminação, substituição ou controle da fonte e do
agente
 Eliminar todas fontes possíveis – não deixar acumular resíduos e
substituir ou eliminar equipamentos, instrumentos, ferramentas e
materiais potencialmente contaminados
 Controle de pragas e vetores e controle de acesso de visitantes e
terceiros
 Afastar temporariamente trabalhadores que possam transmitir
doenças a outros trabalhadores nos ambientes de trabalho (bom
senso)
 Em relação a pacientes: eliminar exames, procedimentos e
retornos desnecessários

Controle de riscos na trajetória


 Prevenção ou diminuição da disseminação do
agente no ambiente de trabalho
 Manter o agente restrito à fonte ou ao seu ambiente
imediato: uso de sistemas fechados, uso de recipientes
fechados, enclausuramento da fonte, ventilação local
exaustora, cabines de segurança biológica, segregação
de materiais e resíduos
 Isolamento ou diluição do agente: ventilação geral
diluidora, áreas com pressão negativa, antecâmaras
para troca de vestimentas, isolamento de pacientes,
estabelecimento de áreas com finalidades específicas

Page 67
Controle de riscos na trajetória
 Prevenção ou diminuição da disseminação do
agente no ambiente de trabalho
 Limpeza, organização, desinfecção e esterilização:
instalações, água, alimentos, lavanderia, equipamentos,
instrumentos
 Planejar e implantar processos e procedimentos de
recepção, manipulação ou transporte de materiais visando
a redução da exposição aos agentes
 Planejar o fluxo de pessoas de forma a reduzir a
possibilidade de exposição

Proteção individual
 Capacitação inicial e continuada
 Uso dos EPIs adequados: luvas, protetores
respiratórios, protetores faciais, óculos
 Medidas de proteção a trabalhadores mais
suscetíveis: grávidas, imunocomprometidos,
alérgicos, etc
 Planejar horários e turnos de forma a
minimizar exposição

Page 68
Proteção individual
 Higiene das mãos
 lavatórios adequados
 procedimentos adequados: lavagem freqüente,
mesmo com luvas
 Atitudes pessoais e instalações adequadas
 locais e asseio para refeição, descanso, fumar
 uso de adornos
 Vestimentas e calçados: fornecimento, guarda e
higienização
 Vacinação

Agentes Biológicos no Ar
Fontes Ambientais

Page 69
Fontes Ambientais e Possíveis
Danos
 Tipos de danos relacionados
 infecções: legionelose, histoplasmose,
criptococose, psitacose
 hipersensibilidade: alergias (atopia) e
alveolite alérgica
 SED: conjunto de sinais e sintomas de
vários processos patológicos diferentes,
sem causa específica, que estão associados
a determinados edifícios

Sintomas Mais Comuns da SED


Dor de cabeça
Olhos: irritação, dor, secura,
coceira ou constante
lacrimejamento
Nariz: constipação, coriza ou
irritação
Garganta: secura, dor ou irritação
Tórax: sensação de opressão e
dificuldade respiratória
Fadiga e letargia: sonolência e
debilidade
Pele: secura, coceira ou irritação
Problemas para manter a
concentração no trabalho

Page 70
Valor Máximo Recomendável de
Contaminação Microbiológica
 RE no. 9 de 2003

 ≤ 750 ufc/m3 de fungos

 relação I/E ≤ 1,5


 I: quantidade de fungos no interior
 E: quantidade de fungos no interior

Principais Fontes em Ambientes


Interiores
Bactérias 1. Água parada
2. Torres de resfriamento
3. Componentes de condicionadores de ar
4. Superfícies úmidas e quentes
Fungos 1. Ambientes úmidos
2. Materiais porosos orgânicos úmidos, forros, paredes e
isolamentos úmidos
3. Ar externo
4. Componentes do condicionador de ar
5. Vasos de terra com plantas
Vírus 1. Hospedeiro humano

Page 71
Principais Fontes em Ambientes
Interiores
Protozoários 1. Água parada
2. Componentes de condicionadores de ar sem
manutenção
Algas 1. Torres de resfriamento
2. Bandejas de condensado (do condicionador de ar)
Pólen 1. Ar externo
Artrópodes 1. Poeira caseira
Outros 1. Roedores
animais 2. Morcegos
3. Aves

Contaminação por
Microrganismos
 Fatores que favorecem a contaminação
 Existência de nutrientes e acesso fácil a animais
 Paredes e pisos úmidos e vazamentos de água
 Umidade relativa do ar alta: acima de 60 – 70%
 Locais difíceis de limpar e higienizar como carpetes,
tapetes, cortinas e outros tecidos
 Reformas, que liberam os organismos para o ambiente
 Umidificadores, condicionadores de ar, tubulação onde
eles possam crescer: piora sem manutenção e limpeza
adequados
 Aglomeração de pessoas: transmissão de vírus

Page 72
Circulação dos Bioaerossóis

Silva, M.A. & Rosa, J.A. (2003) Rev.


Saúde Pública 37 (2): 242-246
 132 amostras de poeira de dois hospitais em Presidente
Prudente – SP
 Locais de coleta: UTI, Centro Cirúrgico, Isolamento de
Moléstias Infecciosas, Berçário, Emergência e Cozinha
 Amebas isoladas foram identificadas por morfologia
 45,5% amostras positivas para Acanthamoeba ou
Naegleria, sendo positivas 41,6% das amostras do hospital
universitário e 50% do hospital estadual
 Amebas de vida livre, potencialmente patogênicas,
presentes em todos os ambientes dos dois hospitais,
sendo mais freqüentes espécies de Acanthamoeba

Page 73
Mobin, M. & Salmito, M.A. (2006) Rev. Soc.
Bras. Med. Tropical 39 (6): 556-559
 Pesquisa de fungos em condicionadores de ar de 10 UTIs em
hospitais de Teresina – PI
 33 espécies isoladas: identificadas e classificadas por
morfologia
 Aspergillus niger – 60% e Aspergillus fumigatus – 50%
 Trichoderma koningii – 50% e Aspergillus flavus – 40%
 Validade da limpeza dos equipamentos vencida em todas as
UTIs
 Quantidade de UFCs ultrapassava o limite da Portaria 176/00
do Ministério da Saúde (750 UFC)
 Recomendam-se medidas de controle e proteção dos
trabalhadores e pacientes, ventilação mais eficiente e limpeza
mais freqüente dos condicionadores de ar

Monitoramento Ambiental do Ar
 Medidas de bioaerossóis no ambiente de trabalho
podem ser feitas
 para descrever a exposição geral nesses ambientes:
medidas exploratórias
 para exposições a concentrações maiores ou por mais
tempo
 Comparação com a concentração de bioaerossóis
fora do ambiente de trabalho
 Medidas: dependência das condições de trabalho
 lugar e horário
 duração
 frequência

Page 74
Dimensões de Aerossóis e Bioaerossóis

Monitoramento Ambiental do Ar

 Amostradores de ar coletam o particulado


com os microrganismos
 Duração da coleta depende do tipo de
bioaerossol ou microrganismo
 Detecção por meio de métodos de cultivo dos
microrganismos
 Através do cultivo os microrganismos podem
ser contados e diferenciados por meios ou
condições seletivos

Page 75
Amostrador de Vários Estágios

Monitoramento Ambiental do Ar
 Endotoxinas também são coletadas em
filtros a partir do ar
 Após extração, podem ser detectadas
por um teste cinético usando lisado do
amebócito de limulus (teste LAL)
 atividade da endotoxina é dada em unidades
de endotoxina

Page 76
Agentes Biológicos no Ar
Pacientes como Fontes
 A tuberculose como exemplo

Transmissão Aérea Pessoa-a-Pessoa


 Número de trabalhadores afetados dependerá
diretamente do número de pessoas doentes com que
tenham entrado em contato de forma desprotegida
 conhecimento da população de pacientes atendida
 Medidas de controle fundamentais
 identificação rápida dos casos (suspeitos ou confirmados)
 medidas adicionais após suspeita
 tratamento correto e imediato dos casos, mantido pelo
tempo necessário

Page 77
Números da Tuberculose
 Aproximadamente um terço da
população mundial está infectada com o
bacilo da tuberculose
 No mundo, há oito milhões de novos
casos e 3 milhões de mortes por ano
 No Brasil, 90.000 novos casos e mais de
5.000 mortes por ano

Maciel et al. Rev Soc Bras Med Trop 2007; 40(4): 397-399

Trabalhadores e Procedimentos

 Todos trabalhadores que têm um contato direto


com pacientes com tuberculose suspeita ou
confirmada devem ser incluídos em um programa
de monitoramento de tuberculose
 inclui o pessoal que realiza o transporte
 Broncoscopia, entubação endotraqueal, irrigação de
abscessos abertos, indução de escarro, autópsia e
tratamento com drogas aerossóis
 procedimentos realizados em pessoas com a doença

Page 78
Transmissão
 Pacientes com tuberculose pulmonar e laríngea
 O agente é levado por partículas no ar (“droplet
nuclei”) que são geradas a partir de doentes
(não pessoas com tuberculose latente)
 tosse, espirro, gritos, canto
 partículas com aproximadamente 0,1 a 5 µm
 correntes de ar podem mantê-las no ar por períodos
prolongados
 não há transmissão pelo contato com partículas
depositadas
 maiores que 5 µm

Geração de Gotículas
Quantidade média Diâmetro médio das
de gotículas gotículas (µm)

Ao tossir 50 a 10000 0,3 a 14

Ao falar 0 a 10 não determinado

Adaptado de Fiegel et al. DDT 2006; 11(1/2): 51-57

Page 79
Transmissão no Atendimento
 Aspectos relacionados com a abordagem de
pacientes: transmissão da doença a profissionais
 atraso no diagnóstico de tuberculose
 acompanhamento de indivíduos com formas altamente
infectantes da doença
 tratamento ou a participação em autópsias de pacientes
 com co-infecção M. tuberculosis e HIV

 portadores de cepas multiresistentes

 demora na detecção de resistência das cepas às drogas


usadas para seu tratamento
 decisões inadequadas quanto à determinação do início e
término da acomodação dos pacientes em quartos privativos

Infecção
 Usualmente em 2 a 12 semanas após a infecção
inicial a multiplicação do bacilo é limitada
 testes imunológicos (PPD) passam a dar positivo
 permanência dos bacilos no corpo: tuberculose
latente
 pessoas com tuberculose latente são

assintomáticas e não transmitem a doença


 Aproximadamente 5 a 10% de pessoas com a forma
latente não tratada desenvolverá a forma ativa
 maior risco nos primeiros anos após a infecção

Page 80
Maior Risco de Evolução para Doença
 Pessoas infectadas por HIV
 Pessoas infectadas pelo bacilo a menos de dois anos
 Co-ocorrência das seguintes condições ou doenças, entre outras
 silicose
 diabetes mellitus
 falência renal crônica
 desordens hematológicas como leucemias e linfomas
 peso pelo menos 10% inferior ao peso ideal
 uso prolongado de corticosteroides
 Pessoas com uma história de tuberculose não tratada ou tratada
de forma inadequada
 Talvez também fumantes ou os que consumem álcool ou drogas

Fatores Ambientais
 Probabilidade aumentada do risco de transmissão
 exposição aos bioaerossóis em espaços pequenos e
fechados
 ventilação local ou geral inadequada que resulta em
diluição ou remoção insuficientes dos bioaerossóis
 recirculação do ar contendo bioaerossóis infecciosos
 limpeza e desinfecção inadequadas de equipamentos
 procedimentos inadequados de manuseio de amostras
(escarro)

Page 81
Maciel et al, 2007
 Positivos para o PPD
 estudantes de enfermagem: 20,3%
 estudantes de medicina: 18,4%
 estudantes de economia: 6%
 Risco de infecção: cerca de 3 vezes maior se
contato com pacientes com tuberculose
durante o curso de graduação
 Contato com pacientes bacilíferos era principal
fator de risco para a conversão do PPD

Moreira et al. Rev Saúde Pública 2010; 44(2): 332-338

 Coorte prospectiva de agentes de saúde


 não expostos
 expostos: acompanharam pacientes com tuberculose
 Risco anual de infecção
 52,8% no grupo dos expostos
 14,4% no grupo dos não expostos
 Associação entre viragem tuberculínica e
exposição a paciente com TB
 Risco relativo do grupo exposto foi 3,08 vezes
maior em relação ao não exposto

Page 82
Mais Dados sobre o Risco
 equipe de enfermagem, 3 a 20 vezes
 patologistas clínicos, 6 a 11 vezes
 técnicos de laboratório de bacteriologia,
2 a 9 vezes
 tisio-pneumologistas, 6 vezes
 estudantes de medicina, enfermagem
ou fisioterapia, 4 a 8 vezes

Medidas de Controle de Transmissão


 Prioritariamente em unidades de saúde cujos
ambientes proporcionem elevado risco de
infecção pelo bacilo da tuberculose, de paciente
para paciente ou de paciente para trabalhadores
da saúde
 maior risco ocorre quando os pacientes

permanecem não diagnosticados e tratados


 redução do risco depende principalmente de

um diagnóstico precoce e o início imediato do


tratamento dos casos

Page 83
Hierarquia de Controles
 Eliminação e substituição de fontes
 eliminação da exposição

 Medidas administrativas
 redução da exposição

 Controles ambientais
 redução da concentração dos bioaerossóis no ar

 Proteção respiratória: EPI e outros


 proteção do trabalhador em relação à inalação

dos bioaerossóis

Medidas Administrativas
 Determinação do risco de tuberculose na instituição,
serviços e unidades de internação
 ocorrência de tuberculose na comunidade, número de
indivíduos doentes atendidos, evidência de sua transmissão
dentro das instituições, cálculo de taxas de conversão de
testes tuberculínicos em trabalhadores
 características das áreas físicas dos locais de atendimento,
trânsito de pacientes e trabalhadores, riscos das atividades
desenvolvidas por eles, conhecimento dos trabalhadores
sobre a doença, atitudes durante o trabalho

Page 84
Medidas Administrativas
 Plano de controle da infecção
 com base no risco previamente determinado para a
instituição
 identificação das áreas de risco
 se possível, avaliação da infecção por tuberculose
entre trabalhadores
 estimativa ou avaliação da prevalência por HIV entre
pacientes
 avaliação das necessidades de capacitação dos
trabalhadores
 recomendações de controle específicas por área
 cronograma e orçamento

Medidas Administrativas
 Plano de controle da infecção
 proceder à identificação precoce do sintomático respiratório
na triagem
 agilizar o diagnóstico bacteriológico
 criar rotinas para reduzir a permanência do paciente
bacilífero na Unidade de Saúde
 educar o paciente e seus familiares, se possível, quanto à
necessidade de aderir ao tratamento
 identificar local específico, arejado e com luz solar, para a
coleta do escarro (de preferência fora da Unidade de Saúde)
e, quando disponível, identificar ambiente apropriado para a
realização de escarro induzido

Page 85
Medidas Administrativas
 Rápida identificação, isolamento e avaliação
diagnóstica dos pacientes com tuberculose
 suspeita: tosse persistente por período maior

que três semanas, sintomas como hemoptise,


sudorese noturna, febre e perda de peso,
contactantes, pessoas infectadas pelo HIV e
imunodeprimidos
 investigar pronta e rapidamente a presença do

bacilo em secreção respiratória (escarro)


 garantir a execução, no menor tempo possível, de
todas as etapas envolvidas no diagnóstico
microbiológico

Medidas Administrativas
 Rápida identificação, isolamento e avaliação
diagnóstica dos pacientes com tuberculose
 salas de espera abertas e bem ventiladas
 evitar acúmulo de pacientes, também através do
escalonamento das consultas, ao longo do turno ou mesmo
consultas com hora marcada
 casos suspeitos ou diagnosticados: atendimento
 levar o paciente imediatamente à área com sistema de
ventilação; se não disponível, colocar nele uma máscara
cirúrgica e examiná-lo em sala separada e com EPI
 se não houver uma área determinada para o atendimento
dos sintomáticos respiratórios, deve-se priorizar o seu
atendimento

Page 86
Medidas Administrativas
 Rápida identificação, isolamento e avaliação
diagnóstica dos pacientes com tuberculose
 casos suspeitos ou diagnosticados: hospitalização
 quartos privativos com condições ambientais

adequadas
 limitação do trânsito desses pacientes

 restrição de visitas e outras pessoas ao quarto

 na falta de quartos suficientes, mais de um paciente

por quarto, desde que com tuberculose confirmada e


em tratamento efetivo e que não haja suspeita de
resistência medicamentosa

Medidas Administrativas

 Rápida identificação, isolamento e avaliação


diagnóstica dos pacientes com tuberculose
 análise laboratorial

 acesso restrito ao pessoal do laboratório


 coleta não deve ser feita na área do laboratório
 janela para passar as amostras de escarro
 execução de baciloscopia não exige área de
contenção NB-3, e sim área NB-2, utilizando-se
uma cabine de segurança biológica

Page 87
Medidas Administrativas
 Tratamento de pacientes com diagnóstico de tuberculose
 início rápido
 evitar a internação e garantir o tratamento correto
 estratégias para realização em domicílio e com supervisão
 hospitalização
 meningoencefalite
 indicações cirúrgicas em decorrência da tuberculose
 complicações graves da tuberculose ou de co-morbidades
 intolerância medicamentosa incontrolável em ambulatório
 intercorrências clínicas e/ou cirúrgicas graves
 estado geral que não permita tratamento em ambulatório
 em casos sociais, como ausência de residência fixa ou grupos com
maior possibilidade de abandono
 especialmente se for um caso de retratamento ou falência

Medidas Administrativas
 Fornecimento de áreas, material, equipamento e
orientações para execução correta das rotinas de
trabalho elaboradas
 adequação de áreas de espera e atendimento e de
manipulação de materiais infectantes
 atendimentos e procedimentos otimizados para
diminuir o tempo de espera e a possibilidade de
transmissão
 normas detalhadas de trabalho
 rotinas específicas de cada atividade
 orientações para pacientes quanto a tossir e uso de máscaras
quando fora de seus quartos privativos
 descontinuidade do tratamento

Page 88
Medidas Administrativas
 Educação e capacitação continuada: aspectos a serem
abordados
 conceitos básicos de transmissão
 risco de adoecimento após a infecção
 formas clínicas da infecção e doença
 sinais e sintomas da doença, incluindo co-infecção com o HIV
 informação sobre a doença na comunidade
 risco ocupacional
 princípios e práticas de controle para reduzir o risco
 programa previsto para acompanhamento de trabalhadores
 princípios da quimioterapia anti-tuberculosa
 importância de notificação e comunicação de casos
 aspectos éticos envolvidos

Medidas Administrativas
 Avaliação do estado de infecção dos
trabalhadores, de possíveis casos da doença entre
eles, e adoção de medidas preventivas
 para instituir a avaliação do estado de infecção

dos trablhadores, primeiro considerar


 prevalência da infecção na comunidade
 história prévia de vacinação do trabalhador com BCG
 apresentação de condição imunodepressora
associada
 disponibilidade de drogas para a quimioprofilaxia

Page 89
Medidas Administrativas

 Avaliação do estado de infecção dos


trabalhadores, de possíveis casos da doença entre
eles, e adoção de medidas preventivas
 normalmente, o teste usado é o teste tuberculínico
 na admissão e depois periodicamente, dependendo

da exposição e das avaliações já feitas na instituição


 teste positivo (≥10 mm) deve ser acompanhado de

exame para verificar doença no trabalhador


 se houver sinais e sintomas da doença, o trabalhador

deverá ser afastado e tratado até não estar mais


infectante

Medidas Administrativas

 Avaliação do estado de infecção dos


trabalhadores, de possíveis casos da doença
entre eles, e adoção de medidas preventivas
 medidas educativas

 dificuldade na realização periódica do teste


tuberculínico por falta de adesão
 quando iniciada a quimioprofilaxia, muitas
vezes é interrompida por causa de efeitos
colaterais ou baixa adesão

Page 90
Medidas Administrativas

 Avaliação sistemática do plano institucional


de controle da tuberculose
 monitoramento da aplicação correta das

medidas preconizadas e a eficiência do


plano no local: individualizado
 latência da infecção, cronicidade da doença e
número de atendimentos e de trabalhadores
 monitoramento da adesão aos testes
periódicos e à quimioprofilaxia

Medidas Administrativas

 Avaliação sistemática do plano institucional de


controle da tuberculose
 Medidas habitualmente incluídas
 intervalo de tempo entre a admissão do

paciente e a suspeita do diagnóstico


 intervalo de tempo entre a suspeita do

diagnóstico e a solicitação de exame de


amostras
 intervalo de tempo entre a solicitação de

exame e a coleta da amostra

Page 91
Medidas Administrativas
 Avaliação sistemática do plano institucional de
controle da tuberculose
 Medidas habitualmente incluídas
 intervalo de tempo entre a coleta da amostra,

seu exame e divulgação do resultado


 intervalo de tempo entre a divulgação do

resultado e o início do tratamento


 detecção de atrasos nas indicações de

acomodação de pacientes em quartos


privativos e de manutenção de isolamentos por
períodos de tempo inadequados

Áreas Especiais de Risco


 Locais onde o paciente com tuberculose (confirmada ou
suspeita) recebe cuidados, locais de manipulação de
material biológico potencialmente contaminado, quartos
de isolamento; salas de broncoscopia, de indução de
escarro, de nebulização de pentamidina, de pronto
atendimento, de necropsia, de espera e laboratório de
micobactérias
 Prioritárias para implantação de medidas de controle
ambiental, complementares às administrativas

Page 92
Controles Ambientais
 Técnica mais simples e barata: remover e diluir o ar das
áreas em que estão os pacientes com tuberculose por meio
de ventilação natural, isto é, através de janelas abertas
 ventiladores, exaustores
 iluminação natural: UV
 Sistemas de ventilação e exaustão em quartos ou
enfermarias privativos: pressão negativa
 previnem o ar contaminado de escapar para outras áreas
 a partir de 6 trocas de ar por hora
 monitoramento e manutenção

Controles Ambientais
 Sistemas de filtração do ar (filtros HEPA) para remoção
das partículas e radiação germicida (UV)
 equipamentos portáteis
 radiação ultravioleta é cancerígena, necessita circulação
e troca de ar mínimas e suas lâmpadas devem ser
posicionadas corretamente
 filtros portáteis exigem que as condições de fluxo de ar
sejam controladas
 monitoramento e manutenção
 Construção de antecâmaras em quartos privativos

Page 93
Controles Ambientais

Controles Ambientais

Page 94
Indicação do Uso de EPR
 Quartos de isolamento de pacientes com
tuberculose
 Locais onde se realizem procedimentos para
estimular a tosse
 Salas de inalação
 Salas de broncoscopia
 Salas de espirometria
 Salas de autópsias
 Laboratórios de bacteriologia para tuberculose

Transmissão do H1N1

Moghadas et al. BMC Medicine 2009; 7:73

Page 95
“Higiene ou Etiqueta Respiratória”
 Educação de trabalhadores, pacientes e visitantes
 Cartazes de aviso em linguagem apropriada com
instruções para os pacientes e acompanhantes
 Cobrir nariz e boca com um lenço ao tossir e espirrar
 lenço descartável, jogado fora prontamente

 Se possível e apropriado, uso de máscara cirúrgica pelo


paciente
 Lavar as mãos com frequência e após contato com
secreções respiratórias
 Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca

H1N1 – Atendimento Primário


 Transmissão por gotículas
 precauções com gotículas
 PFF2 (N95): quando o procedimento tiver risco de
geração de aerossóis
 etiqueta respiratória
 medidas administrativas
 encaminhar pacientes com sintomas e algumas outras
características a hospitais de referência
 vacinação!
 também porque há transmissão enquanto não se tem
sintomas

Page 96
FIM
OBRIGADO!
e-mail –vladimir@fundacentro.gov.br
silvia.nicolai@fundacentro.gov.br
erica.reinhardt@fundacentro.gov.br

Page 97