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Palavra das Células da Igreja Metodista em Poços de Caldas - Outubro de 2018

Dias 01/10 a 06/10

01 - PARA A LIBERDADE CRISTO NOS LIBERTOU

Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de
escravidão. Gálatas 5:1

Objetivo: Compreender que devemos permanecer na liberdade vida que Cristo nos concedeu.

Discussão:

 O que significa liberdade para você?

O apóstolo acabara de argumentar com os crentes da Galácia (capítulo 6) que eles eram filhos de Abraão,
não da mulher escrava, mas sim da livre. Eram filhos de Sara, e não de Hagar. Eram filhos da promessa, e não
escravos da lei. Destacamos quatro pontos na análise do versículo 1.

Em primeiro lugar, éramos escravos antes de Cristo. “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou...” (5.1).
Antes de Cristo nos libertar, éramos escravos do diabo, da carne e do mundo. Vivíamos escravizados na
coleira do pecado.

Estávamos na potestade de Satanás, na casa do valente, no reino das trevas, andando segundo o curso deste
mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência.
Éramos filhos da ira (Ef 2.2,3).

Pergunta: Você possui algo na sua vida que você sente preso? Seja uma pecado, um comportamento ou
uma forma de pensar, entregue sua dificuldade a Cristo ele vai te libertar!

Em segundo lugar, fomos libertados por Cristo. “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou...” (5.1). Não
alcançamos nossa liberdade por nós mesmos. Não fomos libertados por causa de nossa obediência à lei.
Nossa liberdade foi uma obra de resgate realizada por Cristo. Foi ele quem nos arrancou do império das
trevas. Foi ele quem quebrou nossos grilhões e despedaçou nossas cadeias. Foi ele quem nos libertou do
pecado, da morte e do inferno.

Em Cristo somos livres, verdadeiramente livres; livres não para pecar, mas para cumprir a vontade de Deus.
Adolf Pohl evoca a transação de escravos na antiguidade para elucidar esse magno assunto. Um escravo
podia ser comprado no mercado de escravos unicamente para continuar seu serviço sob o novo proprietário,
ou seja, não era resgatado para a verdadeira liberdade. Assim também pensavam alguns escribas: que Deus
havia resgatado os israelitas do Egito não para serem seus filhos, mas seus escravos. Não era essa a
interpretação do apóstolo Paulo.

Deus nos libertou para a verdadeira liberdade. De fato somos livres em Cristo Jesus. John Stott tem razão
quando vê Jesus Cristo como o libertador, a conversão como o ato de emancipação, e a vida cristã como a
vida de liberdade. Essa liberdade cristã é a liberdade de consciência, liberdade da tirania da lei, da luta
terrível para guardar a lei com a intenção de ganhar o favor de Deus. E a liberdade da aceitação divina e do
acesso a Deus por intermédio de Cristo.

Calvino argumenta acertadamente que somos livres porque “Cristo nos resgatou da maldição da lei,
fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar” (3.13); porque Cristo anulou o poder da lei, até onde ela
nos mantinha sujeitos ao juízo de Deus, sob pena de morte eterna; e também porque Cristo nos resgatou da
tirania do pecado, de Satanás e da morte.
Palavra das Células da Igreja Metodista em Poços de Caldas - Outubro de 2018
Dias 01/10 a 06/10

Em terceiro lugar, precisamos manter nossa Uberdade em Cristo. “Permanecei, pois, firmes...” (5.1). Nossa
liberdade é sempre espreitada. Muitos inimigos tentam convencer-nos de que ainda somos escravos. Os
crentes da Galácia haviam sido libertados da escravidão do paganismo (4.8) e dos rudimentos do mundo
(4.3), mas agora estavam tornando-se novamente escravos do legalismo (4.9-11). Precisamos vigiar para que
nossa liberdade não seja arrancada de nós.

Não podemos colocar nosso pescoço na coleira do legalismo religioso como queriam os judaizantes. Não
podemos viver como escravos na casa do pai, como propôs o filho pródigo. Somos livres! Calvino observa
que, se permitirmos que os homens escravizem nossa consciência, seremos despojados de uma bênção
inestimável e, ao mesmo tempo, insultaremos a Cristo, o autor da liberdade.

Concordo com Adolf Pohl quando diz que o carvalho não se prende com as raízes ao chão somente para
resistir contra a tempestade, mas também para extrair alimento do solo. Para se defender contra tentativas
de subjugação, é necessária a incessante prática da liberdade a partir de Deus. William Hendriksen
exemplifica que a melhor ideia dessa ordenança, “permanecei firmes”, é a de um soldado no meio do campo
de batalha, que, em vez de fugir, oferece forte resistência ao inimigo e o vence. E triste constatar, porém,
que alguns cristãos se assustam com a liberdade que possuem na graça de Deus; por isso, procuram uma
comunhão legalista e ditatorial, na qual deixam outros tomar as decisões por eles. São como adultos
voltando ao berço.

Pergunta: Quais atitudes você precisa tomar para se ver livre daquilo que o aprisiona.

Em quarto lugar, não podemos sujeitar-nos outra vez à escravidão. “... e não vos submetais, de novo, a
jugo de escravidão” (5.1). Cristo não nos libertou a fim de que nos tornássemos novamente escravos. Os
crentes da Galácia estavam sendo persuadidos pelos falsos mestres a voltar da graça para a lei; do evangelho
para o legalismo; da liberdade para a escravidão; da cruz de Cristo para os ritos judaicos.

Eles, que já haviam saído da escravidão da idolatria, estavam agora voltando à escravidão do legalismo. O
apóstolo Pedro disse no Concílio de Jerusalém que esse jugo era insuportável (At 15.10). Donald Guthrie
entende que a figura do jugo é uma metáfora apropriada para a servidão, porque um animal com o jugo não
tem alternativa senão se submeter à vontade de seu dono.

CONCLUSÃO: Em 5.1, Paulo retoma a ideia da liberdade cristã que ele mencionou em 2.4. Jesus nos libertou
do fardo de tentar conquistar nossa justificação pela obediência à lei e da decepção esmagadora da
adoração a ídolos, que não podem salvar. Os cristãos precisam "permanecer firmes" nessa liberdade.

Isso significa não perder nossa liberdade, voltando a obedecer regras ou transgredindo regras como um
modo de vida, nem tampouco abusar da nossa liberdade. As verdadeiras expressões de fé são a certeza do o
nosso futuro (v. 5) e o amor a Deus e ao próximo no presente (v. 6).

Assim, a liberdade cristã não significa que desobedeceremos a Deus. Na verdade, o evangelho nos liberta
para obedecer a ele por amor, e isso ao mesmo tempo que amamos os outros (v. 14), porque não
obedecemos por medo nem fazemos o bem às pessoas por qualquer necessidade. Deus já nos deu valor e
segurança no evangelho. E o evangelho do amor de Cristo por nós nos motiva a obedecer!

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