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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ

FACULDADE DE LETRAS
HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA
NOME: ROSE ROCHA DOS SANTOS DRE: 117044731
DATA: 26/10/2018 CURSO: FRANCÊS - LEN

Atividade 2

a) Quanto à paleografia, o manuscrito da página 62 contém ilumiras, no que difere


do manuscrito da página 302.

Quanto à morfologia dos grafemas, podemos destacar a letra capitular, que é mais
detalhada no manuscrito da página 56, sendo mais rebuscado. Também neste documento,
as demais letras apresentam um padrão mais gráfico que manuscrito.

As letras “f” e “s” são representadas de formas diferentes nos dois documentos.
Na página 302, eles possuem uma forma mais alongada.

b) Quanto à estruturação do texto, o documento da página 302 apresenta divisão em


estrofes de quatro versos, diferentemente do outro documento, que apresenta versos
seguidos.

Há ainda outra diferença: há um maior espaçamento das linhas da primeira estrofe


do documento da página 56, o que, de acordo com o livro Filologia, História e Língua,
serviria para inserção das notas musicais referentes à cantiga.

Além disso, no documento B224, o refrão é marcado com um sinal antes do verso.
O mesmo não acontece em A111.

c) Quanto às lacunas, no documento da página 56, há espaços vazios para inserção


de letras capitulares no início de alguns versos. Já no documento da página 302, talvez
por apresentar um padrão mais simples de letra capitular, elas já se encontram desenhadas.

Além disso, no documento B224 falta a última parte do último refrão: “eu hi”.
d) Quanto à grafia de palavras, no documento A111, o vocábulo “sennor” difere da
grafia de “senhor”, do documento B224. Também há diferença na representação do
vocábulo minha, com a oposição A111 – “mia” x “mha” – B224. O documento A111
apresenta a expressão “y”, inclusive idêntica à grafia francesa para expressão de uso
semelhante, enquanto o documento B224 possui a grafia “hi”.

Ainda quanto à grafia, o documento A11 apresenta as formas “pois”,


“moir/moiro”, “sei”, “uenn’”, “poren”, “me”, “que”, “ui”, “dan”, “por”, “connosque”,
“sen’or”, enquanto o documento B224 apresenta, respectivamente, as formas “poys”,
“moyr/moyro”, “sey”, “uenh’”, “p²en”, “my”, “q²”, “uy”, “den”, “p²”, “quosq~”,
“senhor”.

Em ambos os documentos, a nasalidade é representada de duas formas, com o til


ou com a consoante “n”. Há, então, uma variação de representação gráfica da nasalidade.

e) No documento B224, a representação de maiúsculas é feita através das letras


capitulares no início de cada estrofe e também no início de cada refrão. Já no documento
A111, por haver somente uma capitular escrita, esta é a única letra maiúscula.

Em A111, há ponto final em todos os versos, o que não ocorre em B224, que não
tem pontuação.

Em B224 há mais abreviaturas que em A111, abreviando-se também “por”, “que”,


“p’g’ntar. Também há mais junções, como “gran ben”, que se encontra como “g²mb~”
em B224.

f) Uma diferença encontrada é na regência do verbo “vir”. Em A111, lê-se “uenno


u9”, enquanto em B224 lê-se “uenha uos”, sugerindo que o segundo utiliza a preposição
“a” com o verbo “vir”.

Também há diferença do tempo verbal utilizado em A111 e B224, onde se lê,


respectivamente, “e nõ mia dan por me fazer peor” e “e nõ mha deu p²my fazer peor”.

Além disso, o vocábulo “convosco” aparece escrito de formas diferentes nos


documentos.
Atividade 3

De vos senhor queria eu saber

pois desejades mia morte a veer

e eu nõ morro e queria morrer

que mi digades que farei eu i

Con mia morte mi seria g[ra]n ben

p[or]q[ue] sei c’a vos p[ra]zeria en

e pois nõ morro venho a vos p[or] én

Que mi digades q[ue] farei eu i

Por mia morte q[ue] vos vi desejar

rogo eu a vos semp[re] nõ mi-a q[ue]r dar

e venho a vos mia senhor p[er]q[u]ntar

Que mi digades q[ue] farei eu i

Por mia morte roguei [Deu]s e amor

e nõ mia deu p[or] mi fazer peor

estar q vosq[u]’, [e] venho a vos senhor

Que mi digades q[ue] farei