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A R L S ESTRELA DO GUAPSORÉ Nº 63

TERCEIRA INSTRUÇÃO DE Comp M

Valorosos irmãos, com alegria que lhes apresento meu terceiro trabalho na condição
de Comp M.

Diferente de todas as instruções anteriores está expõe uma reflexão infinitamente


complexa e de cunho íntimo e pessoal, cuja reflexão me fez elaborar um trabalho um tanto
quanto distinto de tudo que já produzi anteriormente. Peço desculpas aos Ir, se por ventura
o trabalho se apresente um tanto quanto singelo.

Está instrução faz a reflexão por meios de perguntas simples que mais cedo ou mais
tarde nós mesmos nos questionamos:

“O que é a vida? Para que ela serve? Qual o seu fim?”

Obviamente, cada um de nós está respondendo, em pensamento a cada uma destas


questões, é natural que isso aconteça ao as ouvirmos. Mas é nesse momento que devemos nos
questionar, se o que respondemos é de fato tudo que estas questões representam em sua total
abrangência ou se é apenas um conjunto de ideia e pensamento formado por nossas
convicções pessoais, baseada em nossas experiências de vida, valores e conhecimento.

Poderíamos partir do principio fisiológico da vida. Considerando que a vida se


desenvolveu e prosperou por acidente neste pedaço imenso de rocha flutuante no espaço,
denominado terra, mas se o considerarmos assim, nós Maçons perderíamos o propósito e
renegaríamos todos os princípios místicos que estudamos e acreditamos.

O sentido da vida na filosofia antiga consiste principalmente na aquisição da


felicidade, comumente considerada a característica mais elevada e mais desejada. A principal
diferença entre as varias filosofias antigas são as concepções sobre a felicidade e a forma que
cada uma dessas filosofias acreditava que pudesse atingi-la.

Seria simples o homem viver a sua vida e a aceitar como os animais o fazem,
encontrando de certa maneira a “felicidade”. Mas fazendo isso, qual seria o sentido de sermos
capazes de raciocinar criticamente?; qual seria o sentido de aprendermos de forma constante?
Viver na pura ignorância é mais fácil, apesar de possuir suas limitações, muitos vivem
uma vida feliz assim, uns por escolha, outros por falta de oportunidade e direcionamento.

Pois bem, o homem nasce dotado de uma sede por conhecimento, somos assim,
nascemos para aprender e aprendemos a vida toda, mas a qualidade do que aprendemos e
principalmente como utilizamos esse aprendizado e que nos distinguem uns dos outros.

A história nos mostra que por mais que buscamos questionar todas as leis naturais em
busca de conhecimentos, sejam físicos/químicos ou espirituais e a partir deles elaboremos
teorias ciêntificas e religiões, ainda assim estaremos fadados a uma busca eterna pelo
conhecimento, pois em sua essência existe o fator humano, que é falho. A cada resposta
encontrada o universo sempre nos apresenta uma serie de outras questões, portanto saber tudo
é impossível!

Incrustado no âmago do Maçom, que o conhecimento absoluto é utópico, cabe a nós,


homens livres e de bons costumes, iniciados e pensadores, o dever de reconhecer os iniciáveis
e trazê-los à luz, afastando da ignorância e proporcionando a ele que aprenda a procurar o
verdadeiro, da mesma forma que nos foi ensinado. Essa é talvez uma das mais importantes
funções de nossa fraternidade, tirar o homem da escuridão da ignorância e trazemos ele à luz
do conhecimento.

Hoje na condição de Comp M, no meio de minha jornada, nem Ap, nem
MM, já me considero um iluminado pois os caminhos que me foram abertos até aqui, já
me deslumbram um universo que antes da iniciação não me era nem cogitado, ciente de que a
jornada ainda é longa, de que por mais que pedra já tenha forma ainda há de ser polida. Posso
afirmar que já não mais um ignorante e que a felicidade está na capacidade de compreender o
mundo material e espiritual.

Or de Pontes e Lacerda-MT, em 30 de Outubro de 2018 da E V

Comp M Ir Fernando da Silva Lima