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11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida.

u padrão de vida. O protecionismo impede isso

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Você trabalha porque quer adquirir bens e


aumentar seu padrão de vida. O protecionismo
impede isso
Tarifas de importação nada mais são do que impostos sobre a
população

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John Tamny (SearchByAuthor.aspx?id=469&type=articles) segunda-feira, 25 jun 2018

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id=2908)

O país mais aberto à fartura produzida pelo resto do mundo é o país cujos habitantes são os
mais privilegiados e favorecidos.

E é fácil entender isso quando você analisa por que as pessoas acordam cedo e vão trabalhar
todos os dias: elas fazem isso para auferir uma renda, a qual utilizarão para obter bens e
serviços. Ou seja, elas trabalham e produzem para poder obter coisas em retorno.

O objetivo nal do trabalho e da produção é o consumo. E quanto mais desobstruído for esse
consumo, maior será a capacidade dessa população de trocar os frutos do seu trabalho por
bens e serviços. Logo, maior será o padrão de vida dessas pessoas.

Nada pode ser mais direto.

Nosso trabalho e nossa produção são a expressão de um desejo de "importar" bens e


serviços, seja do vizinho ao lado ou de algum produtor a milhares de quilômetros de
distância.

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Trabalhar e produzir — ou seja, criar oferta — signi ca demandar coisas. E isso é verdade
mesmo que este trabalhador poupe 100% de sua renda: ao poupar, ele está meramente
transferindo demanda para terceiros, sejam eles tomadores de empréstimos, empresas nas
quais ele investe, instituições de caridade para quem ele doa ou mesmo repasses para seus
lhos e netos.

O ponto principal é que a produção, sempre e em todo lugar, é a expressão de uma demanda
(/Article.aspx?id=2721).

Por isso, quando o governo impõe tarifas de importação ou desvaloriza a moeda, ele está
simplesmente elevando os custos de se trabalhar e produzir, afetando o padrão de vida da
população. O objetivo de tais medidas é proteger alguns empregos em setores privilegiados
(/Article.aspx?id=2641), os quais cam blindados da concorrência estrangeira e agora
podem produzir bens de menor qualidade e a preços mais altos. A consequência inevitável é
que uma minoria é protegida e uma esmagadora maioria é prejudicada (/Article.aspx?
id=2854), pois seu poder de compra foi atacado e, consequentemente, seu padrão de vida
foi restringido.

É tautologicamente impossível tarifas de importações e desvalorizações da moeda


aumentarem o padrão de vida de uma economia, pois, por de nição, obrigar a população a
utilizar uma moeda com menor poder de compra e a pagar mais caro por bens de pior
qualidade não são medidas que possam elevar a qualidade de vida de uma população
(/Article.aspx?id=2853). Questão de lógica básica.

Pior: por reduzirem a renda disponível da população — que agora tem de pagar mais caro
pelos produtos nacionais —, tarifas e desvalorizações comprovadamente reduzem
investimentos e, consequentemente, a geração de empregos (/Article.aspx?id=2854). Não
há mágica.

Mas tudo piora.

A importância da divisão do trabalho

Quem defende o protecionismo como forma de "gerar empregos", além de incorrer em


contradição (a perda de empregos ao redor de toda a economia sempre é maior
(/Article.aspx?id=2854) que a eventual criação nos setores agora protegidos), parece
ignorar uma verdade simples: a divisão do trabalho em escala mundial — que é,
possivelmente, o mais poderoso conceito econômico do mundo — não apenas não gera
desemprego, como ainda nos permite especializarmos naqueles trabalhos que mais estão
de acordo com nossos talentos.

Imagine uma ilha quase deserta: se apenas duas pessoas estiverem ali trabalhando e
produzindo, a chegada de mais oito pessoas não irá fazer com que estes dois habitantes
originais quem desempregados e sem nenhuma atividade para desempenhar. Isso
atentaria contra a lógica, pois signi caria que a chegada de oito pessoas aboliu a escassez e
criou a mais completa abundância para todos, de modo que não há mais trabalho e
produção a serem feitos, pois todos já vivem na fartura.

Obviamente, tal raciocínio é completamente desprovido de sentido.

A realidade, como bem sabe qualquer indivíduo dotado de razão, é oposta: a chegada destes
oito signi ca que agora dez pessoas irão produzir exponencialmente mais do que apenas
duas, e será assim simplesmente porque o acréscimo de oito pessoas sicamente
capacitadas para produzir irá permitir que dez possam se especializar ainda mais naquilo
que cada um sabe fazer melhor.

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E aquilo que já funciona bem para dez pessoas em uma ilha quase deserta irá funcionar
ainda melhor para os habitantes de todo o mundo.

Os nova-iorquinos não estão mais pobres por poderem "importar" comida que foi cultivada
ao redor do mundo. Muito pelo contrário: sua capacidade de importar comida (bem como
todos os tipos de bens e servidos produzidos em outros lugares) signi ca que, por causa da
divisão mundial do trabalho, cada nova-iorquino pôde se especializar naquele tipo de
trabalho que mais ampli ca suas habilidades e inteligências.

Consequentemente, sua capacidade de importar bens e serviços se tornou


exponencialmente maior.

Quanto mais livre o comércio, maior a probabilidade de que cada indivíduo se especialize na
produção daqueles bens e serviços que ele é capaz de produzir com mais e ciência, e em
seguida utilize sua renda (alta, por causa da sua especialização) para importar aqueles bens
e serviços que são produzidos de maneira mais e ciente por outros indivíduos em outras
localidades. Um indivíduo está em melhor situação econômica quando pode se especializar
naquilo que faz melhor e, em decorrência disso, pode importar, ao menor preço possível, os
bens de que necessita.

Quando os cidadãos podem terceirizar a manufatura de vários bens para outros indivíduos
de outros países, eles podem se especializar em uma miríade de opções de trabalho: podem
ser médicos altamente especializados, nancistas, instrutores de ioga, artistas, cineastas,
chefs, contadores e empreendedores do ramo de tecnologia.  Tão rica e com tamanha
liberdade de comércio é a economia, que todos têm opções.

Mais: se as fronteiras de um país são abertas para os bens e serviços produzidos em todos os
pontos do globo, então, por de nição, o poder de compra dos salários desses indivíduos
alcança sua máxima capacidade. Os habitantes deste país estão na privilegiada situação de
ter os indivíduos mais talentosos do mundo trabalhando e produzindo para atender às suas
demandas.  Esses indivíduos talentosos estão concorrendo acirradamente entre eles para
fornecer a você as melhores ofertas.

Veja, por exemplo, a pujança da Suíça, dos EUA, da Alemanha e dos países asiáticos que se
abriram ao comércio (como Hong Kong, Cingapura, Taiwan etc.): a população desses países
usufrui o privilégio de ter as pessoas mais talentosas ao redor do mundo concorrendo entre
si para produzir e ofertar a ela produtos a preços baixos. Países que são abertos ao comércio
internacional têm todos os produtores mundiais ávidos para lhes fornecer bens e serviços
de qualidade e a preços baixos. 

Qual a melhor maneira de se aumentar o padrão de vida senão por meio de uma divisão
internacional do trabalho, a qual gera oferta abundante de bens e serviços a preços baixos?

Em países de economia aberta, em suma, as pessoas, exatamente por poderem adquirir


bens e serviços fornecidos por estrangeiros que são melhores no suprimento destes, podem
se concentrar naquilo em que realmente são boas. E a especialização comprovadamente
gera aumento da renda individual.

Protecionismo = pobreza

Por tudo isso, dizer que um país que pratica livre comércio com outro país irá vivenciar um
aumento na la do desemprego é algo que tem a mesma lógica que dizer que o acréscimo de
milhões de pessoas na mão-de-obra irá reduzir a oferta de bens e serviços.

Este ponto é crucial e merece ser enfatizado: a força ideológica mais poderosa na defesa do
protecionismo é o temor de que, com o livre comércio — isto é, com as pessoas podendo
comprar coisas baratas do exterior —, haverá poucos empregos para os trabalhadores na
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economia doméstica.

Repare: o que seria esse temor senão o medo de que o livre comércio irá gerar uma
abundância tão plena, que ninguém mais terá de trabalhar para produzir? O que seria esse
temor senão a noção de que, com o livre comércio, todos os desejos da humanidade seriam
tão completamente satisfeitos, que chegaremos ao ponto em que não mais seremos úteis
em fornecer bens e serviços uns aos outros?

O temor das pessoas em relação ao livre comércio se baseia em um entendimento


completamente equivocado em relação à realidade do mundo. É um temor de que os
humanos de um determinado país já estão no limiar de abolir a escassez e,
consequentemente, de transformar este país em um ambiente de superabundância.

Algo completamente irracional.

E tudo piora: nas economias que restringem o livre comércio, os habitantes, ao não
poderem utilizar os frutos do seu trabalho para adquirir aqueles bens e serviços que são
mais bem produzidos por estrangeiros, acabam sendo obrigadas a desempenhar várias
atividades nas quais não têm nenhuma habilidade. Isolados da divisão mundial do trabalho,
eles trabalham apenas para sobreviver, e não para desenvolver seus talentos. Eles não
podem trabalhar naquilo em que realmente são bons, pois a restrição ao livre comércio
obriga os cidadãos a fazerem de tudo, inclusive aquilo de que não entendem. Uma pessoa
boa em informática, por exemplo, acaba tendo de trabalhar como operário em uma
siderurgia, pois seu governo restringe a importação de aço, que poderia ser adquirido mais
barato de estrangeiros. Engenheiros acabam virando operários de fábricas.

Se as fronteiras de um país são fechadas, seus habitantes vivem em um estado de autarquia,


podendo consumir apenas aquilo que produzem. As opções são drasticamente reduzidas. Os
preços são maiores, pois o poder de compra da moeda é menor.  A indústria é ine ciente,
pois não precisa se preocupar com a concorrência de estrangeiros. A população nacional se
torna refém do baronato industrial nacional, que tem seus lucros garantidos sem a
contrapartida de uma prestação decente de serviços. Por isso o padrão de vida em países de
economia fechada é tão baixo.

E, como se ainda fosse necessário utilizar este argumento, o desemprego é menor naqueles
países que praticam o livre comércio (/Article.aspx?id=2853).

Não há pontos negativos

Importações, por de nição, sempre melhoram o padrão de vida dos habitantes de uma
economia. Sempre. E é assim porque, de um lado, elas aumentam a recompensa pelo
trabalho, e, de outro, permitem uma maior especialização da mão-de-obra. Acima de tudo:
o livre comércio é tautologicamente bené co, pois, se não fosse, os indivíduos
simplesmente não o efetuariam.

Adicionalmente, mesmo em um comércio entre habitantes de países pobres e habitantes de


países ricos, ambos os lados se bene ciam, pois voluntariamente pagam menos por
produtos, bens de capital (maquinários, computadores etc.) e mão-de-obra altamente
especializada.

Não há pontos negativos neste arranjo.

E, para quem quer um argumento puramente utilitarista, embora seja verdade que possam
ocorrer demissões quando a concorrência de importados aumenta, é importante levar em
conta também os aumentos nas exportações gerados pelo livre comércio. Uma fabricante de

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automóveis pode não gostar da concorrência trazida pelos importados, mas dado que agora
os outros países do mundo irão também comprar mais de seus carros (desde que eles sejam
bons, é claro), é manifestamente mais lucrativo optar pelo livre comércio.

Conclusão

No nal, o protecionismo é algo puramente ideológico, pois se baseia em crenças


sentimentais e, acima de tudo, nacionalistas. Se excluirmos o nacionalismo do arranjo,
seria muito difícil argumentar que o comércio internacional é prejudicial e desvantajoso ao
mesmo tempo em que o comércio doméstico (por exemplo, entre estados e até mesmo
entre cidades) é bené co e vantajoso.

Com o protecionismo, o que nunca é visto são os indivíduos que jamais puderam se
especializar, a renda disponível que poderia ser mais alta, os investimentos que nunca
ocorreram, as empresas que não puderam surgir, e, acima de tudo, as criações que "mudam
vidas" que jamais puderam ser inventadas. Você vê apenas a tributação do trabalho e da
capacidade de especialização. E tudo supostamente para o nosso bem.

A lógica é inatacável: uma economia é simplesmente uma coleção de indivíduos, e cada


indivíduo está em melhor situação econômica quando pode se especializar naquilo que faz
melhor e, em decorrência disso, pode importar, ao menor preço possível, os bens de que
necessita.

Por isso, a melhor política sempre será a eliminação de todas as barreiras à


importação.  Mesmo que unilateralmente (/Article.aspx?id=2853). E por dois motivos
simples e racionais: a abundância sempre deve ser preferida à escassez; e a especialização
sempre deve ser preferida à baixa quali cação.

____________________________________________

Leia também:

Exportar muito e importar pouco não gera crescimento e é o caminho para a pobreza
(/Article.aspx?id=2827)

Como a Nova Zelândia e o Chile transformam vacas, ovelhas, uvas e cobre em automóveis
de qualidade (/Article.aspx?id=2617)

O livre comércio, mesmo quando adotado unilateralmente, só traz ganhos (/Article.aspx?


id=2853)

 30 votos

autor

John Tamny
(SearchByAuthor.aspx? é o editor do site Real Clear Markets (http://www.realclearmarkets.com/),
id=469&type=articles)
contribui para a revista Forbes (http://www.forbes.com/) e autor do livro Popular
Economics: What the Rolling Stones, Downton Abbey, and LeBron James Can
Teach You about Economics (http://www.amazon.com/Popular-Economics-
Rolling-Stones-Downton/dp/1621573370).

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 6/34
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comentários (78)

Alexandre  25/06/2018 16:01

Quem teme o livre comércio?


Os ine cientes
Os que se bene ciam de monopólios
Os que usam o estado para manter "mercados cativos"
Os que querem trabalhar com margens altíssimas por não ter concorrência
Os corruptos
Os que não investem em tecnologia e gestão
Os que não sabem se posicionar no mercado
Os políticos.
RESPONDER

Jairdeladomelhorqptras  25/06/2018 23:41

Caro Alexandre,
Apoiado!
O problema é: somando todos os citados, chegamos a quantos?
80%, 90 % dos habitantes da Banânia. Sei lá. Mas é gente pacas...
RESPONDER

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 7/34
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Ricardo Ribeiro  26/06/2018 08:19

Faltou falar dos invejosos rsrs


RESPONDER

Frustrado  25/06/2018 16:07

Fico assustado com os preços das coisas no Brasil. Estava procurando uma certa câmera re ex na
internet, e deu assim:

Ebay: U$ 300,00.
BR: R$ 5.500

Também já pensei em abrir um negócio focado na fabricação de clones de Arduino e shields em


geral, alguns que eu projetei e não existem, embora haja uma demanda enorme, mas graças ao
nosso glorioso, mais que soviético e draconiano imposto de importação de 60%+ICMS local, o
capital inicial requerido para o meu negócio seria altíssimo, e olha que nem considerei as etapas
burocráticas e registros que não tenho a mínima ideia do que precisaria ser feito para a coisa ser
"legal".

Como o negócio estaria iniciando, eu venderia os produtos com preços bem menores. De fato, se
fosse possível importar tudo de Shenzhen sem impostos, mesmo com o câmbio no patamar
atual, o custo individual seria irrisório, mas en m.

Sem essas amarras, eu poderia complementar a minha renda trabalhando para mim mesmo. O
governo se intrometeu e quer ser o meu sócio de qualquer maneira.

E cobra caro, muito caro por isso.

Estatistas não fabricam, e se forem importar, pagam as taxas de boa fé "em nome da proteção
da indústria nacional", e da destruição da iniciativa de quem queria começar a fazer dinheiro e
vender produtos a preços mais realistas.

Foda-se o Estado, porque desde que comecei a pesquisar sobre liberalismo, estou convicto como
rocha de que contrabando é autodefesa.
RESPONDER

Chupim  25/06/2018 16:22

Faça como eu, junte o dinheiro que seria utilizado para empreender e aplique no Tesouro
Direto.

E a oportunidade está aí, para quem quiser. Quando estourou a greve dos caminhoneiros
anunciei na seção de comentários deste artigo (http://www.mises.org.br/Article.aspx?
id=2897) que estava aberta a oportunidade da década no Tesouro Direto (que só perderia
para aquela do auge do desgoverno Dilma) e que eu ia me aposentar bem mais cedo do
que o previsto. Desde então, os juros dos títulos subiram ainda mais.

Os títulos que pagam IPCA + juros para vencimento em 2035 e 2045 eles estão pagando
IPCA + 5,91%. Isso é uma delícia. (Na época da Dilma chegaram a IPCA + 7,82% mas
desde então desabaram. No auge da lua de mel com o Temer, chegaram a irrisórios IPCA

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 8/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

+ 4,9%. Agora voltaram a subir forte).

Só ca de fora quem é masoquista.

No Brasil, país avesso ao empreendedorismo, quem quiser se aposentar cedo sem dor de
cabeça pode car só vivendo das aplicações no Tesouro Direto. Como eu faço. E aí pego a
renda, vou pra Miami, e compro lá.
RESPONDER

Pobre Paulista  25/06/2018 16:40

Cuidado! Daqui a pouco vão te falar que (1) emprestar dinheiro não é
investimento e (2) emprestar dinheiro é imoral.

Obs: 5,9% está bem longe de ser a "oportunidade da década" hein? Espere até
as eleições...
RESPONDER

Gustavo   25/06/2018 17:58

É seguro investir na dívida do governo?


RESPONDER

Marcos Aurélio   25/06/2018 18:21

É só usar a lógica.

Hoje, o governo só consegue se manter porque pega dinheiro


emprestado. Tendo um dé cit primário — isto é, desconsiderando
toda a despesa com juros — de 3% do PIB, o governo não paga nem
o funcionalismo público e nem o salário de seus políticos se não
tomar dinheiro emprestado.

Sendo assim, ele precisa se endividar simplesmente para continuar


funcionando. O governo precisa de dinheiro emprestado apenas para
continuar existindo.

Logo, ele jamais dará o calote em seus credores. Isso seria de uma
burrice inominável.

Ao dar um calote, o governo estaria fechando exatamente aquela


fonte de nanciamento que sempre lhe esteve aberta e disponível.
Mais ainda: estaria acabando exatamente com aquilo que o mantém
vivo.

Ora, você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e que faz
com que seja possível você fechar suas contas.

Adicionalmente, vale ressaltar que nem a Venezuela de Chávez e


nem a Argentina dos Kirchner zeram isso. A Argentina deu o beiço
nos credores estrangeiros, mas não nos nacionais.

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 9/34
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Sim, haverá calote no Brasil, mas este não ocorrerá com os títulos
públicos em mãos de bancos, fundos de investimento, cidadãos e
empresas nacionais. O calote ocorrerá sobre aqueles grupos que têm
menos poder político: aposentados, pensionistas, dependentes de
assistencialismo etc. Chegará um momento em que estes não mais
receberão nada.

Mas, antes disso, ainda haverá cortes na saúde, na educação e na


cultura. Terá de haver. Assim como também terá de haver vendas de
ativos. Haverá privatizações, mesmo que a contragosto. Em última
instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a
calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas).

Artigo sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532)
RESPONDER

Andre  25/06/2018 18:52

Esse título IPCA+5,9% vai apanhar feio na marcação a


mercado quando chegar as eleições. Longo prazo no Brasil
são 6 meses.
RESPONDER

Pobre Paulista  25/06/2018 19:37

Perfeitamente. No entanto, seu VNA, que é base de


cálculo para o pagamento de cupons, segue crescendo
rme e forte, pois é simplesmente o valor do IPCA
acumulado. Será um dos melhores pontos de entrada.
RESPONDER

Demolidor  25/06/2018 23:45

Quem comprou dólar em casa de câmbio no


governo Dilma (2011) e manteve debaixo do
colchão, ganhou mais que se tivesse aplicado
em tesouro direto. Como disse Mises, é pelo
câmbio que se deduz a in ação real de uma
moeda (o que implica dizer que o IPCA não é o
indexador mais apropriado). E olha que
naquele tempo o grau de endividamento
brasileiro ainda não era tão alto e a economia
crescia forte, sem sinais de arrefecimento, o
que tornava o juro de então, bem mais alto que
o atual, muito atrativo.

Está certo que naquela época tínhamos um

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 10/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

dólar fraco e um real forte, situação inversa da


de hoje. O que pode signi car que o real pode
estar barato, embora artigos neste site
demonstrem que não. Para piorar, temos uma
dívida pública em trajetória explosiva e, dada
sua exposição em dívida interna, pode não
haver muita inclinação política para manter a
moeda forte (já que in ação e desvalorização,
efetivamente, tornariam o serviço da dívida
mais barato para o governo), o que pode
implicar em mais desvalorizações futuras a juro
baixo.

Claro que o governo pode dar uma guinada de


180 graus, cortar custos, inverter a trajetória da
dívida e a economia voltar a crescer forte (até
não seria tão difícil, pela capacidade ociosa
atual). Neste caso, o real poderia se apreciar
fortemente. Mas teria que haver uma bela
conjuntura de fatores favoráveis. Neste
sentido, opinião pessoal minha, o prêmio em
juros oferecido não é interessante, pelo risco
(do que chamo de "calote soft", via in ação).
RESPONDER

holder  26/06/2018 15:47

ainda que seja lucrativo, jamais nanciaria


o estado
RESPONDER

servidor público  26/06/2018 16:04

Entendo pouco de aplicações nanceiras,


mas minha impressão é que investir no
Tesouro é investir no governo e no Estado.
Em última instância, é ajudar a sustentar
todo esse esquema de gastos irresponsáveis
lastreados no poder de arrecadar impostos e
até mesmo de con scar. Mas entendo do
ponto de vista nanceiro de quem o faz; o
Estado garante e você con a no Estado.
Pre ro aplicar em negócios reais, como em
alguma empresa ou em uma sociedade; ou
pensaria em investir em empresas ou ramos
promissores, como energia alternativa.
RESPONDER

Rodolfo Andrello  26/06/2018 14:34

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 11/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

Uma dica: não é a descoberta da roda, ma


existem brechas legislativas pra consegui
isenção de importação de produtos até 10
dólares. O comum, em teoria, seria
conseguir a isenção para compras de até 5
dólares. Em alguns grupos do facebook
como "operação pega leão" existem
modelos de peças processuais e vários
históricos de pessoas que se livraram de
pegar o imposto através desses recursos.
Como disse, não se trata de uma descobe
da roda, mas essa possibilidade represent
a diferença entre poder comprar ou não u
produto de 95 dólares com isenção de
roubo, quer dizer, de imposto.
RESPONDER

anônimo  25/06/2018 16:10

Tá, até concordo com tudo mas minha dúvida é: como competir com um país como a China por
exemplo, onde o ganho salarial, a rotina de trabalho e as leis trabalhistas são desfavoráveis aos
trabalhadores? E a população economicamente ativa é mais de dez vezes maior a que a do
Brasil!!!

Sabemos que o Brasil é exportador em sua maioria de produtos de baixo valor agregado e que
não possui uma cadeia produtiva competitiva, então o que se deve fazer? Flexibilizar a CLT? Os
trabalhadores vão aceitar trabalhar 60 horas semanais? Continuaremos vendendo commodities a
preço de banana? Como estimular a indústria nacional, sem depender do capital estrangeiro e das
multinacionais? Parece papo de esquerdista contra o sistema capitalista opressor, mas não é não.
Gostaria de ver o Brasil com uma economia livre, com menos impostos, crescendo, com empresas
surgindo e oferendo empregos a toda hora. Mas as dúvidas são maiores que as respostas! Será
que os políticos conseguem responder?
RESPONDER

Amante da Lógica  25/06/2018 16:23

"A minha dúvida é: como competir com um país como a China por exemplo, onde o
ganho salarial, a rotina de trabalho e as leis trabalhistas são desfavoráveis aos
trabalhadores?"

Essa a rmação, em si mesma, é destituída de qualquer sentido econômico. A nal, desde


quando "trabalhadores semi-escravos" conseguem produzir bens de qualidade ao ponto
de quebrarem todas as indústrias de todos os países livres do mundo?

Esses chineses são realmente espetaculares. Trabalhando sob um chicote, conseguem


produzir com mais competência e capricho do que trabalhadores que ganham altos
salários no ABC.

Se isso realmente ocorre, então, francamente, essa turma do ABC deveria sumir do
mundo, nem que fosse de vergonha. Se um semi-escravo zesse constantemente um
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 12/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, caria quietinho no meu canto (com
medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência.

Extrapolando, se toda a indústria do país conseguiu a façanha de ser quebrada por "semi-
escravos", então ela realmente não tinha nada que existir. Era uma vergonha perante o
mundo, e um constrangimento para nós.
Ah, sim: Salário médio de setor industrial na China já supera o do Brasil
(http://oglobo.globo.com/economia/salario-medio-de-setor-industrial-na-china-ja-
supera-do-brasil-20986009)

"E a população economicamente ativa é mais de dez vezes maior a que a do Brasil!!!"

Isso signi ca que o mercado consumidor chinês é uma mina de ouro para as nossas
indústrias. Falta apenas elas agora saberem como vender para lá.

P.S.: por essa sua lógica, era para os suíços estarem tremendo de medo. Quantas vezes a
população chinesa é maior que eles?

"Sabemos que o Brasil é exportador em sua maioria de produtos de baixo valor agregado
e que não possui uma cadeia produtiva competitiva, então o que se deve fazer?"

Para começar, perceba que você, do nada, mudou totalmente de foco. Antes, a
preocupação era com as importações da China. Agora, passou a ser a nossa pauta
exportadora.

Mas permita-me lhe apresentar alguns detalhes do mundo real:

Alguns detalhes do mundo atual:

1) Nova Zelândia e Austrália são hoje extremamente ricos, e seguem tendo como pauta de
exportação commodities de baixo valor agregado.

2) Para você ter uma ideia, na Austrália, não há nenhuma grande montadora de
automóveis. E, na Nova Zelândia, nem sequer há montadora de automóveis
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2617). Eles já perceberam que é muito mais
negócio importar carros baratos do que direcionar recursos escassos para fazer algo em
que não são bons. Eles sabem que isso seria burrice.

Eis o segredo: abertura total ao investimento estrangeiro.

3) Laticínios, carne, lã, madeira, peixe, alumínio, e produtos de papel. Todos eles
commodities. E sabe o que eles representam? Toda a pauta de exportação da Nova
Zelândia.

4) Carvão, minério de ferro, lã, alumínio, trigo, carne e algum maquinário. Sabe o que eles
representam? Toda a pauta de exportação da Austrália.

5) Por que o Brasil teria de fabricar absolutamente tudo aqui dentro, sendo que é muito
mais inteligente comprar de quem já tem o know how da fabricação? De novo, Austrália,

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 13/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

Nova Zelândia e principalmente Chile só exportam matéria-prima, não exportam nada de


alto valor agregado, e se tornaram países desenvolvidos.

6) Quem não acredita nessa possibilidade tem então de refutar a teoria das vantagens
comparativas. Tem de explicar por que seria vantajoso querer concorrer com quem já
domina a área. E tem de explicar também aos neozelandeses que eles devem
urgentemente direcionar recursos escassos para construir uma fábrica de automóveis,
ainda que seja muito mais vantajoso para eles comprar de outros países.

7) Já imaginou se o governo do Japão cismasse que o país tem de virar uma potência na
extração de petróleo? É exatamente isso o que os protecionistas e desenvolvimentistas
querem.

8) Hong Kong e Cingapura têm de importar toda a sua comida e toda a sua água. E têm
os maiores PIBs per capita do mundo. Pela lógica protecionista e desenvolvimentista, era
para eles urgentemente saírem desapropriando prédios e transformar tudo em pasto, pois
é urgente plantar a própria comida.

9) No que a Austrália e a Nova Zelândia são competitivas? No que o Chile é competitivo


senão em vinhos e cobre? No que Hong Kong e Cingapura eram competitivos?

10) No Brasil, há um vasto setor de serviços a ser explorado. Há todo um setor de turismo,
totalmente subutilizado (há vários locais bonitos sem a mais mínima infraestrutura para
turistas). Há setores tecnológicos de ponta (a Embraer, por exemplo). Nossas mineradoras
são e cientes e pagam bem (para quem é bom).

Em todos os países ricos, o setor de serviços ocupa quase 70% da economia.

No entanto, protecionistas e desenvolvimentistas insistem em dizer que eu mesmo é que


tenho de fabricar meu notebook.

11) No Brasil, o protecionismo, as reservas de mercado e os subsídios às indústrias


vigoram desde o ano 1500. Essas pessoas ainda querem mais? Em termos de
protecionismo, as empresas brasileiras já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro
está praticamente fechado há mais de um século, não se desenvolveu, e ainda é
necessário dar mais tempo?

"Flexibilizar a CLT? Os trabalhadores vão aceitar trabalhar 60 horas semanais?"

Faça um enorme favor a si mesmo e pare de car repetindo abobrinha que você leu em
blog petista. Isso apenas lhe deixa a descoberto. Pensei estar conversando com alguém
maduro.

"Continuaremos vendendo commodities a preço de banana?"

Como fazem Austrália, Nova Zelândia e Chile?

"Como estimular a indústria nacional, sem depender do capital estrangeiro e das


multinacionais?"

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 14/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

Ah, aí não tem jeito mesmo, não. Você quer mágica. Você quer ter indústrias fortes e
competitivas, mas não quer investimentos estrangeiros diretos, que é a justamente a
única coisa que pode nos modernizar. É exatamente o investimento estrangeiro a
salvação, a única coisa capaz de modernizar nossas indústrias, aumentando sua
produtividade e e ciência (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2083).

Sem ele, nada feito.

Você por acaso é discípulo de Brizola? Achei que essa gente já havia sido enterrada na lata
de lixo da história.

"Parece papo de esquerdista contra o sistema capitalista opressor, mas não é não."

Não é, não. É papo de retrógrado, mesmo.

"Gostaria de ver o Brasil com uma economia livre, com menos impostos, crescendo, com
empresas surgindo e oferendo empregos a toda hora."

E, no entanto, você defende medidas que gerariam o exato oposto disso.

"Mas as dúvidas são maiores que as respostas! Será que os políticos conseguem
responder?"

Políticos?! Você quer que políticos melhorem o Brasil? Aí lascou mesmo. Quem pode
melhorar o Brasil somos nós, investidores e consumidores. E não políticos fechando a
economia.
RESPONDER

Jairdeladomelhorqptras  26/06/2018 00:01

Amante da lógica,
Rapaz, quei embasbacado de alegria ao ler tuas respostas.
Sério. Sem ironias.
Você, alem de amante da lógica, é marido da coerência e mãe da paciência com
os menos libertários.
Abraços
RESPONDER

João Pedro  26/06/2018 03:04

Você por acaso é discípulo de Brizola? Achei que essa gente já havia sido enterrada
na lata de lixo da história.

Err, infelizmente não. Essa gentalha esta mais viva do que nunca. Porém, agora,
estão personi cados na gura do Ciro Gomes e seu projeto de "re-construção da
industria nacional". É pra rir ou pra chorar?
RESPONDER

anônimo  25/06/2018 16:26

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 15/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

Como vencer a China:

www.youtube.com/watch?v=qsm0Tq15AiY
RESPONDER

Luciano viana  25/06/2018 20:08

Desregulamentando o mercado interno, pra ter menos proteciosismo


interno, menos imposto pro produtor interno, menos regras, menos taxas e
licencas pra produzir. É a produção pessoal ou empresarial que vai
aumentar salarios. A protecao interna favorece o lucro de poucos , com
menis trabalhadores
RESPONDER

Fernando  26/06/2018 03:51

Minha nossa, olha essa resposta do Amante da Lógica. Tenho muita


vergonha alheia dos estatistas que caem de paraquedas aqui nessas
horas...
RESPONDER

Alfredo  25/06/2018 16:15

E vocês acham que um presidente que terminasse com todas tarifas de importação conseguiria
terminar seu mandato?
RESPONDER

Leitor Antigo  25/06/2018 16:50

FAQ sobre importações (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2321):

1) "Digamos que o governo, de uma hora para outra, abrisse o mercado para o exterior e
não praticasse nenhuma proteção contra importação. Quais os impactos teríamos?"

Tudo vai depender das preferências dos consumidores. Se eles voluntariamente passarem
a comprar produtos importados, ignorando os nacionais, então eles, por de nição, estão
voluntariamente demonstrando que preferem produtos estrangeiros aos produtos
produzidos pela FIESP.

Ética e moralmente, não há um único argumento plausível contra essa preferência


voluntariamente demonstrada. Se eu, por exemplo, pre ro comprar sapatos da China a
sapatos de Franca ou Jaú, por que alguém deveria me proibir disso? Que mal estou
fazendo?

2) "Muitas empresas iriam a falência?"

As ine cientes com certeza. E isso seria ótimo. Empresas ine cientes são deletérias para
uma sociedade. Elas consomem recursos e não entregam valor. Elas, na prática, subtraem
valor da sociedade. Uma empresa que opera com prejuízo é uma máquina de destruição
de riqueza. (O mecanismo sinalizador que orienta todas as decisões e fornece os
resultados é o sistema de preços).

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 16/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

E é por isso que empresas que operam continuamente com prejuízo — por mais
importantes que elas sejam para o "orgulho nacional" — devem falir e ser vendidas para
novos administradores mais competentes. Falências são algo extremamente positivo para
uma economia, pois permitem que aqueles concorrentes mais produtivos e mais capazes
tenham a oportunidade de comprar os ativos das empresas falidas a preços de barganha,
permitindo-os fortalecer suas operações e voltar a criar valor para a sociedade.

Um governo proteger empresas falidas ou que operam com seguidos prejuízos é a


maneira mais garantida de empobrecer uma economia.

3) "Tarifas protecionistas protegem as empresas nacionais? Se sim, protegem-nas de


quem?"

Sim. Tarifas protecionistas protegem as empresas. Protegem de quem? Dos consumidores.

4) "Como assim?"

O que os protecionistas defendem, embora não tenham coragem de dizer com estas
palavras, é que indústrias ine cientes e custosas devem ser protegidas, pelo governo, da
vontade dos consumidores (que já demonstraram preferir outros produtos).

Protecionistas querem proteger as empresas ruins dos consumidores. Os consumidores


não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros. Eles devem ser obrigados a
comprar da FIESP.

Por que isso seria ético e moral?

5) "Mas há indústrias e cientes que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo.
Neste caso, seria o protecionismo aceitável?"

Negativo.

Se há indústrias nacionais e cientes que estão sendo prejudicadas pelas políticas do


governo, isso é algo que tem de ser resolvido junto ao governo, e não tolhendo os
consumidores.

Se os custos de produção no Brasil são altos e estão inviabilizando até mesmo as


indústrias e cientes, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do
Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São eles que impõem
tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.

Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz
sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a
existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é
querer apagar o fogo com gasolina

6) "O que deve ser feito?"

O certo seria abolir a burocracia, as regulamentações e os impostos, e não defender a

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 17/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

adoção de tarifas protecionistas e proibir consumidores de comprar os bens que quiserem.

7) "Mas não seria importante haver algumas tarifas protecionistas para garantir o
desenvolvimento das indústrias mais e cientes?"

Em primeiro lugar, a ideia de se proteger os e cientes é um total contra-senso. Se é


e ciente, não precisa de proteção; se é ine ciente, não merece a proteção.

Ademais, sempre resta a pergunta é: no Brasil, as empresas já não tiveram protecionismo


o bastante?

O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século -- atualmente, o


Brasil continua sendo uma das economias mais fechadas do mundo
(http://exame.abril.com.br/economia/noticias/as-10-economias-mais-fechadas-do-
mundo-o-brasil-lidera) -- e ainda é necessário dar mais tempo?

Aos protecionistas cam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por
que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não
um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro?
E, nalmente, por que o segredo para a e ciência é a blindagem da concorrência?
RESPONDER

Bernardo  25/06/2018 16:27

Foi só ano passado que eu descobri que o Brasil proíbe até mesmo a importação de café!
(http://www.oantagonista.com/posts/temer-suspende-importacao-de-cafe)

E aproveitando a oportunidade, alguém poderia explicar o motivo do café vendido aqui ser de tão
péssima qualidade e custar mais que o dobro do preço do café vendido para o exterior, cuja
qualidade e variedades são bem maiores? Será que isto tem explicação racional??
RESPONDER

Leandro  25/06/2018 16:33

Essa é fácil: em país de moeda tradicionalmente fraca (como o Brasil), exportadores


querem moeda forte (dólar e euro). Consequentemente, exportam o que têm de melhor
para os gringos em troca dessa moeda forte, a qual irá lhes dar um grande poder de
compra em relação à nossa moeda fraca. Em posse de moeda forte para comprar moeda
fraca, eles viram reis.

Já para nós, portadores de moeda fraca, eles vendem apenas a raspa, a xepa.

Junte a isso o fato de que operam em um mercado protegido, e a tragédia está completa.

Ademais, há de se considerar também que, lá fora, o mercado é muito mais concorrencial,


o que signi ca que, se quiserem ter alguma penetração, os cafeicultores têm de mandar
para lá apenas seus produtos de qualidade máxima, deixando para nós apenas as sobras.

A fabricante de armas Taurus faz a mesmíssima coisa: manda para os EUA, mercado
extremamente competitivo, suas melhores armas. As medianas, ela vende para as polícias
(e leva processo por causa disso (http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/11/mpf-
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 18/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

abre-acao-contra-fabricante-de-armas-taurus-por-disparos-acidentais.html)). Já a
"carne de pescoço" ela manda para as casas de pesca.
RESPONDER

Pobre Paulista  25/06/2018 17:12

Vale pra tudo. Asfalto, carne, sapatos... Aqui só cam as sobras mesmo.
RESPONDER

Felipe Lange  25/06/2018 17:33

Leandro, isso acontece com carros também. Os vizinhos da América Latina (que
não possuem o mesmo nível de exigência do que um europeu, que considera
porcaria um carro com 4 estrelas (de 5) nos testes do EURO NCAP) nunca sentiram
cheiro de Onix (e Gol) com motor 1,0 litro.

Onix só motor 1,4 e Gol motor 1,6. Classic saia com motor 1,6 e Celta com motor
1,4.
RESPONDER

Bruno Feliciano  25/06/2018 21:43

Na verdade, eles tem esses carros porcarias, porém tem a liberdade de


comprar importados de alto padrão. O problema é que por questão
monetária, as vezes sai mais caro comprar um Toyota Prius dos EUA do que
um Gol latino americano...
Por isso essas carroças ainda tem algum espaço lá, por exemplo Chile e
Paraguai.

O padrão americano é o mais exigente pra mim, o IIHS faz os testes mais
severos e reprova até carros da Audi.
Fora que ele deixaram de comprar carros americanos pra comprar os
japoneses, pra você vê que a exigência lá é maior que o grande orgulho
americano.

RESPONDER

Felipe Lange  26/06/2018 03:16

O IIHS é uma instituição séria de segurança. Eles estão sempre


atualizando e aprimorando os critérios. Chile está no caminho. Em
20 anos se o governo não atrapalhar o país já melhora bastante.
RESPONDER

Felipe Lange  26/06/2018 14:08

Os carros de marca japonesa se consolidaram no mercado por causa


da crise do petróleo na década de 70, sem contar o fator dos
sindicatos americanos que infernizavam as fabricantes locais. Nessa
época também houve o Malaise era, onde saiu as piores porcarias
nacionais daquele tempo, por causa do protecionismo e da nova
legislação de emissões (as fabricantes americanas estavam

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 19/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

acostumadas a fazer barcas V8, não carros com motor quatro-


cilindros).
RESPONDER

Guilherme  25/06/2018 17:26

Real brasileiro é uma piada, melhor dia da minha vida foi quando consegui auferir minha renda
em moeda forte.
No Joesley Day eu estava em Cusco no Peru, costumam trocar reais brasileiros sem problemas,
mas naquele dia a volatilidade foi tão brutal que todas as casas de câmbio da cidade
suspenderam a negociação de reais brasileiros e só retornou ao normal 2 dias depois, passei o
maior perrengue e descobri o inferno que é ter em mãos uma moeda inconversível e que
ninguém quer, coloquei como objetivo de vida nunca mais passar por isso novamente, só não
quei na pior porque tinha uma namoradinha canadense que me emprestou uns dólares.

RESPONDER

Isis  25/06/2018 18:08

Nesse dia estava embarcando de Santiago para São Paulo, as poucas casas de câmbio que
trocavam reais em meio ao caos estavam cobrando um valor absurdo pela troca, trocamos
nossos pesos chilenos restantes por reais de um casal brasileiro que estava em leve
desespero.
RESPONDER

Paulo Samuel  25/06/2018 17:31

É melhor ter emprego, ter renda do que adquirir mais barato alguns bens.
RESPONDER

Guilherme   25/06/2018 17:47

Ué, de que adianta ter emprego se você nada pode adquirir com sua renda? Na URSS era
assim: todo mundo tinha emprego e salário. Só que não tinha nada de útil pra comprar.
Essa, aliás, é a de nição mais completa de escravidão: você trabalha mas nada consegue
adquirir com sua renda (ao menos, nada que presta).

Ademais, essa é a postura do covarde incompetente: pre ro um empreguinho que me


permita comprar pão a um empregão que me coloque sob concorrência. Pre ro a
mediocridade à excelência. Pre ro a reserva de mercado à e ciência.

Impossível um país avançar com uma população com essa mentalidade.


RESPONDER

Desempregado  25/06/2018 17:58

Onde é este lugar? Quero ir para lá. Pois aqui no Brasil não tem nem emprego para
adquirir os poucos, toscos e caros produtos disponíveis.
E com este desemprego de dois dígitos há 3 anos vai ser uma porta arreganhada para
populismos desvairados e teremos ainda mais carestia. Viver no Brasil é um castigo.
RESPONDER

Gustavo Arthuzo  25/06/2018 18:04


https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 20/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

Cara, no próprio texto tem um trecho (com link) informando que o desemprego é menor
nos países com livre mercado...

"E, como se ainda fosse necessário utilizar este argumento, o desemprego é menor
naqueles países que praticam o livre comércio."

RESPONDER

Pobre Paulista  25/06/2018 18:41

Eu vi o que você fez aqui novamente, Paulo Samuel.


RESPONDER

Vladimir  25/06/2018 20:16

Mas aí teria de ser Paulo Samuel Filho


(http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Samuelson).
RESPONDER

Paulo Henrique  25/06/2018 18:58

Sua a rmação é totalmente destituída de evidência. Os países mais abertos


ao comércio externo tem maior nível de empregabilidade. Existe país mais
fadado ao desemprego que Hong Kong, Suíça de acordo com sua lógica?
Alias, a suíça paga elevados salários, as industrias deveriam estar todas
indo para China..

Dica. Produtividade, baixos custos para industria importar tecnologia e


insumos (moeda forte ajuda muito nisso)..

Quem defende mercado fechado se esquece que a industria também é


consumidora.. Quer ter industria competitiva? Abra o mercado para ela ter
acesso a bens baratos , tecnologia, insumos, e pare de destruir a moeda.

RESPONDER

Daniel Anselmo  25/06/2018 18:45

Artigo muitíssimo coerente e assertivo.


RESPONDER

JOSE F F OLIVEIRA  25/06/2018 19:32

O FETISCHISMO idiota do brasileiro - Roberto Campos.

1] O FERRO É NOSSO [anos 20]


2] O AÇO É NOSSO [anos 40]
3] O PETRÓLEO É NOSSO [anos 50 aos nosso dias]
4] O TÓRIO É NOSSO [anos 70]
5] A INFORMÁTICA É NOSSA [anos 80]
6] O NIÓBIO E O GRAFENO SÃO NOSSOS [nossos dias atuais]

{www.facebook.com/joseoliveira.oliveira.1042/videos/1793180897392433/}
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 21/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

RESPONDER

Rafael  25/06/2018 20:07

"Se as fronteiras de um país são fechadas, seus habitantes vivem em um estado de autarquia,
podendo consumir apenas aquilo que produzem. As opções são drasticamente reduzidas. Os
preços são maiores, pois o poder de compra da moeda é menor. A indústria é ine ciente, pois
não precisa se preocupar com a concorrência de estrangeiros. A população nacional se torna
refém do baronato industrial nacional, que tem seus lucros garantidos sem a contrapartida de
uma prestação decente de serviços. Por isso o padrão de vida em países de economia fechada é
tão baixo."

Esse é o Brasil, país onde não se pode importar livremente nem dos outros países do Mercusul.
Somos totalmente refém das corporações parasitárias que fazem lobby sempre que quiserem.
Não existe nenhum governo corajoso o su ciente para abrir o mercado às importações.
RESPONDER

Curioso  25/06/2018 20:11

O protecionismo tem que ser entendido do ponto de vista político. Do ponto de vista do
liberalismo ingênuo (que presume, por postulado, que a paz e boa-fé são o estado natural da
humanidade, em outras palavras, que o problema da política não precisa ser resolvido) é claro
que o comércio livre irrestrito é sempre superior.

No ponto de vista político, começam a surgir questões como "o que impede o país vizinho de
envenenar a comida que vende para mim", "o que eu faço se minha economia car criticamente
dependente de um produto importado e o meu vizinho ameaçar um embargo para fazer
exigências", "que indústrias eu posso terceirizar sem ser prejudicado se amanhã meu vizinho
entrar em guerra contra mim" são mais relevantes.

Se quisermos resolver esse tipo de questão só com livre-mercado seremos forçados a entrar em
mecanismos hipotéticos como os inventados pelos anarco-capitalistas: seguro-contra-guerra,
seguro-contra-embargo, etc.
RESPONDER

Amante da Lógica  25/06/2018 20:17

Por essa sua lógica impecável, Hong Kong, Cingapura e vários países asiáticos devem viver
sob constante estado de pavor: lá, não apenas não tem cultivo nenhum de alimentos,
como até mesmo a água é importada.

E, no entanto, estranhamente ninguém quis envenená-los.

Sabe por quê? Porque capitalistas são esquisitos: eles sabem que é muito mais lucrativo
vender continuamente para clientes do que matá-los.

É cada comediante que cai de pára-quedas aqui...


RESPONDER

Carlos  25/06/2018 20:20

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 22/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

"o que impede o país vizinho de envenenar a comida que vende para mim"

Pergunta errada. Eis a pergunta certa: O que impede os monopolistas protegidos pelo
governo (ou o próprio governo) de envenenar a comida que vendem para mim?

Oops, nada (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2651).


RESPONDER

Denison River  25/06/2018 22:37

Poderia me apontar fontes que mostram esse tal de "liberalismo ingênuo"?


RESPONDER

Comeu o c do curioso  26/06/2018 03:59

Kkkkk e cada uma que escrevem. E so tem um pais no mundo que produz comida? E o
Brasil,guatemala,honduras e etc paises porcaria e que precisam de dinheiro vao envenenar
a comida. E cada lixo que cai aqui.
RESPONDER

Quase Advogado  25/06/2018 22:12

Pessoal, preciso da ajuda e do conselho de vocês, já que o instituto tem a mesma mentalidade
que eu.

Acordei pra vida muito tarde, no meu 5 ano de direito. Sempre fui um liberal, mas me tornei
libertário a partir do 3 ano.

Hoje vejo como a advocacia esta saturada no Brasil, a pro ssão é uma piada e ta cheio de
picaretas.
Ser funça é um grande negocio aqui, mas seria incoerente da minha parte, não ia conseguir
dormir sabendo que vivo do dinheiro alheio.
Único concurso que eu faria seria pra delegado, único dos funças que produz algo porque ferra
com criminosos. É o único que eu vejo dar algo em troca e que produz algo.

Ai eu tenho duas opções:

Ou eu faço um concurso e viro delegado e trabalho nessa área de acabar com bandidos
Ou eu tento sair do país, ir pro Chile ou Pros EUA. No chile tem como validar meu diploma mas é
muito complicado e incerto, precisa do aval dos juizes da Suprema corte chilena. Nos EUA acho
que essa possibilidade nem existe!
Eu poderia trabalhar como motorista nos EUA ou em alguma parte das montadoras relacionadas
a automoveis ou jornalismo do automobilismo,
O Paraguai seria uma opção também?

Digamos que eu tenho, cerca de 60 mil reais dispostos para serem usados em alguma
empreitadas dessa.

O que vocês fariam? O que me sugerem?

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 23/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

Um forte abraço!!!
RESPONDER

Realista  25/06/2018 22:50

Relaxa, o cara de Direito aqui do IMB é funça (André Ramos). Todos os articulistas do
instituto compram títulos do governo. Então dane-se essa história de "viver do dinheiro
alheio", faça o que é melhor pra você.
RESPONDER

Pobre Paulista  25/06/2018 23:54

Delegado também prende quem não faz nada errado, como por exemplo tentar manter o
dinheiro suado longe das mãos do governo, ca a dica ;-)
RESPONDER

Ninguem Apenas  26/06/2018 00:12

Admiro você estar disposto a tomar essas decisões, não são todos que se atém tão forte
aos princípios que segue, infelizmente não sou da área para te ajudar, mas te desejo sorte
e sucesso independente da escolha.

Talvez seja uma boa tentar se comunicar com o Rodrigo Saraiva Marinho, que é da área de
direito também. (tem um livro no site de autoria dele, além de artigos)
RESPONDER

Jairdeladomelhorqptras  26/06/2018 00:29

Caro quase advogado,


Não saberia te orientar corretamente, mas uma coisa posso te dizer. Serio.
Pela tua integridade: "não ia conseguir dormir sabendo que vivo do dinheiro alheio".
Tenho a impressão de que também não iria dormir prendendo contrabandistas, que
servem os consumidores nacionais com produtos mais baratos. Ou jovens desempregados
(ou não) que atendem uma demanda por produtos ilícitos.
Com a tua boa consciência você teria que ser seletivo. Tipo: prender políticos que taxam
impostos escorchantes nas costas dos consumidores e por aí vai... Um delegado não pode
ser seletivo...Não pode escolher entre as leis, não pode dizer qual é moral e qual é imoral
(claro, de acordo com a tua consciência).
Sempre lembrando que na democrática Alemanha de Weimar (que se tornou nazista
democraticamente) todos aqueles horrores foram cometidos estritamente e
constitucionalmente dentro da lei.
Em resumo: desista também de ser delegado... Creio que não é para você.
Abraços
RESPONDER

Quase Advogado  26/06/2018 01:34

Caros leitores, muito obrigado pelas palavras e depoimentos.

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 24/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

Sobre ser delegado, talvez se restringindo a uma esfera de organizações criminosas


que praticam o Roubo, Furto, explode caixas eletronicos, assalta bancos, serial
killers, sequestradores, roubo nas empresas de valores, clinicas de aborto e etc.
Esse tipo de coisa que tem muito no Brasil e que independente da legislação, eles
são verdadeiros criminosos.

Eu de fato não conseguiria prender um sonegador, um contrabandista e um


adolescente que vende droga para os amigos, seria um suicídio mental pra mim.
Talvez me restringindo na área da investigação e inteligência, possa ser um
caminho.

Fora isso, na advocacia vejo duas hipóteses: Virar um tributarista ou um


contratualista, no primeiro a saturação é maior que no segundo - pelo menos é o
que parece -, um contratualista que cuida das vendas de grandes empresas,
contratos esportivos de atletas, cooperação de serviço entre grandes empresas e
etc.
É uma opção, mas é arriscado. O contratualista seria legal se pudesse atuar la fora
por exemplo, eu seria muito feliz e rico se fosse um advogado que fechasse os
contratos da Formula 1 por exemplo rs rs, mas o caminho para isso é incerto e
arriscado.

Abraços!!!
RESPONDER

Hugo  26/06/2018 19:05

Eu de fato não conseguiria prender um sonegador, um contrabandista e um


adolescente que vende droga para os amigos, seria um suicídio mental pra
mim.

Com todo respeito, mas essa foi uma das maiores asneiras que já li na vida.

Suicídio mental? Conta outra, mas da próxima vez, sem exageros.


RESPONDER

Quase Advogado  26/06/2018 19:39

Caro Hugo, moral pra mim é algo muito valioso, não sei pra você...

''Com todo respeito, mas essa foi uma das maiores asneiras que já li
na vida.

Suicídio mental? Conta outra, mas da próxima vez, sem exageros.''

Não é questão de exagero, é uma força pra expressar, eu não me


sentiria bem e muito menos feliz, seria algo que iria me incomodar
pela vida toda. É meu jeito de ser oras, ou você é do tipo de pessoa
que acha que os outros devem agir e ser do modo que você deseja?
Se esse for o caso, desculpe por inchar a sua frustração, nada posso
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 25/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

fazer por você.

No mínimo ou você é um liberaleco Funça ou deseja ser.

RESPONDER

Hugo  26/06/2018 20:42

Ok senhor Quase Advogado, então não conseguir prender


criminosos se encaixa na sua de nição de moral? Pra mim é
muito valioso sim, tanto que questionei seu comentário. Se
você comentou, que esperasse resposta. Você já me acusou aí
de liberaleco funça, não sei o que, de frustrado, ok, ok, não
vou prolongar essa discussão. Sem mais.
RESPONDER

Quase Advogado  27/06/2018 00:34

Caro Hugo, agora me deixou confuso...

Refaça o comentário porque você não questionou


nada, apenas a rmou com juízo de valor.
Sinta-se a vontade, aqui ninguém se ofende.
RESPONDER

Liberaleco funça   26/06/2018 21:08

Então cara, sou um "liberaleco funça" policial


(me tornei há pouco tempo) e se minhas
palavraa valem algo, posso dizer algumas
coisas.
Estou em unidade atuante e nunca sequer
cogitamos em prender contrabandista (não é
minha função), adolescentes que demandam
drogas (não seria e ciente) ou sonegador de
imposto (realmente, sequer tocamos nesse
assunto durante minha formação e dia a dia,
apesar de não ser minha atribuição). As áreas
de atuação das polícias são enormes, ou seja,
muitas possibilidades.
Se vc pensar de uma forma similar à minha, o
que vai realmente acabar sendo frustrante é a
ine ciência do setor público. A polícia é
composta por funcionários públicos
concurseiros que so precisam fazer o mínimo
para não se enrolar. Então vc vai se deparar
com muitos colegas preguiçosos, a nível de dar
vergonha. Felizmente vc vai conseguir
encontrar pessoas que honram a pro ssão e se
empenham como deveria ser, mas, mesmo

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 26/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

assim, tem todo um sistema tentando


desmotivá-los.
Além dos colegas, vc vai se deparar com uma
estrutura criada para atrapalhar o seu trabalho.
Basta pesquisar os índices de resolução de
crimes no Brasil. A organização do sistema é
ridicularmente ine ciente. Os instrumentos
utilizados por Delegados são atrasados e
mesmo assim são defendidos por entidades da
classe. Classes, aliás, que somente visualizam
seu ganho próprio: aumento de salário sem
aumentar o rendimento.
Eu entrei na Polícia por escolha e, apesar de já
imaginar a grande ine ciência que eu iria
enfrentar e me deparei com uma situação pior
que a imaginada. Não me arrependo. Me
arrependeria se não satis zesse esse desejo de
conhecer a pro ssão a fundo. Mas sei que é
inevitável que eu me trans ra para o setor
privado em pouco tempo.
En m, tenha em mente que, caso vc não aceite
fazer alguma coisa que seria seu dever legal,
nada o impede de pedir exoneração.
RESPONDER

Hugo  27/06/2018 00:15

Parabéns pela explicação, sem rulas,


interessante saber como funciona.
RESPONDER

Quase Advogado  27/06/2018 00:31

Caro Policial, excelente explicação e


palavras. Obrigado pelo relato

Na verdade, essa área me interessa mais


como vivência de vida, algo de fazer por
prazer, porém não existe setor privado nesse
ramo, o que só resta a opção do concurso.
Vou guardar seu relato, muito interessante,
mais uma vez obrigado.
Life is a journey not a destination.

Um Abraço Fraternal
RESPONDER

Liberaleco fun%C3%83%C2%A7a 
27/06/2018 01:50
Na verdade, essa área me interessa mais
como vivência de vida, algo de fazer por
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 27/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

prazer, porém não existe setor privado


nesse ramo, o que só resta a opção do
concurso.
Essa foi uma boa parte do motivo que me
fez decidir entrar. Era algo que não bastav
apenas ouvir histórias, eu precisava
vivenciar.
Se realmente decidir seguir por esse
caminho, tente desenvolver habilidades q
possam ser usadas fora do serviço público
para que vc nao esteja "preso" a um
emprego público. Trading,
empreendedorismo ou qualquer coisa que
possa gerar valor.
En m, boa sorte na sua jornada.
Abraço.
RESPONDER

Jonas  25/06/2018 23:40

Erro do texto:
Foi dito que na verdade não há perda de empregos com o livre mercado, pois o dinheiro poupado
ao comprar bens mais baratos importados, poderá ser utilizado em outros setores (que do
contrário não os receberiam).

O problema é que o dinheiro usado para comprar o bem estrangeiro signi ca em outras palavras
uma operação de câmbio, trocando real pra dólar, por exemplo, para pagar ao exportador
estrangeiro. Se isso passar a ser feito em larga escala (para substituir uma indústria nacional
falida, por exemplo), signi ca que o dólar vai disparar, a população não vai mais conseguir
importar com o real tão desvalorizado, e com isso vai car no mesmo estado ou pior que quando
havia a indústria nacional.

Na verdade, com o livre mercado a compra é um envio de dinheiro para o exterior, ao passo que
com a indústria nacional o dinheiro ca no país (melhor).
RESPONDER

Bloch  26/06/2018 00:42

"O problema é que o dinheiro usado para comprar o bem estrangeiro signi ca em outras
palavras uma operação de câmbio, trocando real pra dólar, por exemplo, para pagar ao
exportador estrangeiro. Se isso passar a ser feito em larga escala (para substituir uma
indústria nacional falida, por exemplo), signi ca que o dólar vai disparar"

Completamente errado, o que denota seu profundo desconhecimento do assunto. A taxa


de câmbio não é determinada pela balança comercial, mas sim pelo poder de compra da
moeda.

De novo: balança comercial não de ne câmbio. Nem a balança de serviços. E nem as duas
juntas (saldo corrente). Dizer que o que determina o câmbio é a balança comercial e de
serviços, e não o poder de compra das moedas, é algo que não faz absolutamente nenhum
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 28/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

sentido.

Se essa teoria fosse verdadeira, todos os países da África, que quase nada importam,
teriam moedas absurdamente valorizadas. A Venezuela, então, que exporta muito
petróleo e não importa quase nada (pois o governo restringe), teria uma moeda que seria
um portento. Aliás, o próprio dólar (os EUA importam muito mais do exportam, e têm
dé cits comerciais seguidos desde a década de 1970) estaria hoje esfrangalhado.

Mais ainda: Reino Unido (http://d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-kingdom-


current-account.png?
s=ukca&v=201803290853v&d1=19180101&d2=20181231&type=column), Canadá
(http://d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/canada-current-account.png?
s=cacurent&v=201805301334v&d1=19180101&d2=20181231&type=column), [link
d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/australia-current-account.png?
s=aucabal&v=201806051117v&d1=19180101&d2=20181231&type=column]Austrália[/link]
e Nova Zelândia (http://tradingeconomics.com/new-zealand/current-account) são países
que têm setores externos de citários há 40 anos e suas moedas são fortes. Por sua essa
teoria, era para a moeda deles estar esfaceladas -- que moeda iria resistir a dé cits
externos por 40 anos?

Aliás, vale lembrar que o uxo cambial foi positivo no Brasil em 2015
(http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0UK1WC20160106). Ou seja, em
2015, entraram mais dólares do que saíram do Brasil. E, ao mesmo tempo, o dólar saltou
de R$ 2,50 para R$ 4.

Difícil evidência empírica mais cabal do que essa.

Setor externo nada tem a ver com a força da moeda. O que determina a taxa de câmbio,
no longo prazo, é a diferença entre o poder de compra das moedas, e não saldos de
balança comercial ou setor externo.

E o que determina é o poder de compra da moeda. E este é afetado sobretudo pela oferta
monetária (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2663).

Artigo inteiro sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2901 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2901)

"Na verdade, com o livre mercado a compra é um envio de dinheiro para o exterior, ao
passo que com a indústria nacional o dinheiro ca no país (melhor)."

Falou uma merda gigantesca. Não existe isso de "dinheiro sair do país". Por acaso o real é
moeda corrente no estrangeiro? Por acaso circulam dólares na economia brasileira? O
dólar é aceito no comércio brasileiro?

Quando há importações, não saem reais do Brasil. Quando há exportações não entram
dólares no Brasil. Quando um brasileiro importa algo, não saem reais do Brasil. O real não
é moeda corrente em nenhum outro país do mundo. Nenhum real sai do Brasil quando
um brasileiro importa.

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 29/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

O que ocorre é que dólares, que estão em uma conta bancária em um banco americano,
mudam de proprietário. Quando você importa, você repassa reais para um exportador, e
esse exportador repassa dólares para a pessoa de quem você comprou pela Amazon.

Eis como funciona:

Quando um brasileiro exporta soja para os EUA, não entram dólares na sua conta bancária
aqui no Brasil. O dólar não é moeda corrente aqui e nem na esmagadora maioria dos
países do mundo. Sendo assim, o dólar não "entra" nesses países via sistema bancário e
nem muito menos sai do sistema bancário americano.

O que ocorre na prática é que o exportador brasileiro adquire a titularidade de uma conta
bancária, em um banco americano, em dólares. Ato contínuo, ele pode decidir entre
vender a titularidade dessa conta bancária para outra pessoa (normalmente para um
banco brasileiro ou para um importador brasileiro, que então depositará reais em sua
conta em um banco brasileiro) ou manter a propriedade dessa conta em dólares,
decidindo investir esses dólares na própria economia americana (comprando ações,
debêntures ou até mesmo títulos do governo americano).

Perceba que os dólares nunca saíram dos EUA. A única coisa que aconteceu foi que a
titularidade de uma conta bancária em um banco americano mudou de dono: um
importador americano de soja brasileira repassou uma parte de seus dólares para um
exportador brasileiro, que então decidirá o que fazer com os dólares dessa conta: ele pode
vender para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, sempre em troca de
reais.

No seu caso, que está importando um bem estrangeiro, ele vai repassar os dólares para a
pessoa de quem você comprou. Sendo assim, se você estiver importando algo para o
Brasil, esse exportador brasileiro vai repassar os dólares para a pessoa de quem você
comprou o importado, e você vai repassar seus reais para esse exportador brasileiro.
Nenhuma moeda saiu de seu respectivo país.

Ou seja, para que haja importação, tudo o que é necessário é que o importador consiga
alguém disposto a vender moeda estrangeira em troca da moeda nacional. Mas nenhum
real sai do Brasil.

Aprenda esse básico, cidadão: não existe isso de reais saírem do Brasil. Reais não saem do
Brasil. O real não é moeda corrente em nenhum outro país do mundo. Dígitos eletrônicos
não saem do Brasil; eles não cruzam fronteiras. Não há como "enviar reais para o
estrangeiro". Nenhum real sai do Brasil nem quando um brasileiro importa nem quando
uma multinacional remete lucros para o exterior. A quantidade de reais na economia ca
a mesma.

Em suma, você simplesmente não sabe do que fala. E o engraçado é que são exatamente
esses ignorantes os mais arrogantes quando dão palpite sobre o que comprovadamente
nada sabem.
RESPONDER

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 30/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

Jonas  26/06/2018 22:42

Obrigado pelas explicações, vou ler suas recomendações


RESPONDER

Jean Carlo Vieira  29/06/2018 19:41

E tudo caria ainda mais lindo se nós não fossemos obrigados a utilizar
essa moeda pí a que é o real.
RESPONDER

Eduardo Bruno  26/06/2018 02:45

Sei que o meu comentário não tem nada a ver com o post em si, mas alguém aqui do mises.org
poderia me responder por que o federalismo nunca deu certo no Brasil? muito pelo contrário, ele
apenas fortaleceu as oligarquias locais e deu espaço para guras como Getulio Vargas ascender
ao poder?

Pergunto isso porque a nossa primeira constituição repúblicana foi copiada de cabo a rabo da
americana e, mesmo assim, foi um fracasso. Outro país que copiou várias coisas da constituição
americana foi a Argentina, porém, nesse caso, foi um sucesso, transformando a Argentina em um
dos países mais ricos do mundo. Será que somos tão diferentes assim dos hermanos ou tem
outros interesses por baixo?
RESPONDER

Gustavo Arthuzo  26/06/2018 14:08

Agradeça Getúlio Vargas. De fato, essa Constituição foi inspirada na americana e na suíça,
era (muito) mais liberal que a atual e também descentralizadora. Durou até 1930, quando
o nosso querido ditador fascista deu um "gópi". Em 1932, houve a revolução
constitucionalista, liderada por São Paulo, que resultou em uma nova Constituição, a de
1934 (Brasil deu mais um passo rumo ao fascismo, com esta Constituição foi criada a
Justiça Trabalhista, bancos foram nacionalizados, bem como as riquezas minerais);
contudo, esta, só durou 3 anos, quando Vargas deu o golpe do Estado Novo (neste
momento, os Estados perderam toda sua autonomia).

A Constituição de 1937 durou até 1946, com o m do Estado Novo, foi promulgada nova
Constituição, que restaurou direitos civis e de liberdades individuais; mas que manteve
centralizado o governo, retirando boa parte da autonomia dos Estados.

Em 1964 os militares deram o golpe e em 1988 foi promulgada a constituição vigente,


que está entre as maiores no número de palavras e entre as maiores no número de
"direitos". Nossa CF tem tudo que há de ruim, protege a liberdade de expressão, mas
nem tanto; relativiza a propriedade privada (função social e reforma agrária); é
corporativista, nacionalista, sindicalista, paternalista e ultra intervencionista; oferece um
rol enorme de direitos sociais; além, é claro, de retirar a autonomia dos Estados. Tem
muitos elementos do fascismo e do socialismo, porém os juristas acham ela avançada ao
extremo (no Direito, é comum as pessoas achar que a caneta mágica resolve os
problemas).

Ainda que tivéssemos a mesma constituição desde 1891, não sei se tudo seria muito
diferente, esse caminhão de Direitos teria sido criado por leis ordinárias; a melhoria seria

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 31/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

por ter menos amarras pra se livrar pra revogar essas leis (na CF, existem até parte
imutáveis). Vide a Argentina que você citou...

Quanto aos aspectos econômicos de cada época, deixo aos economistas de plantão, que
podem elucidar qual foi a evolução econômica do país em cada período.
RESPONDER

Rodolfo Andrello  26/06/2018 16:45

Sobre a diferença entre o federalismo americano e o brasileiro, uma teoria bastante


difundida fala da diferença entre federação Centrípeta e Federação Centrífuga. Se jogar
esses termos no google terá a disposição farto material.
RESPONDER

Rodrigo Fernandes  26/06/2018 13:04

Leandro,

A gente tem visto muitas notícias sobre a questão da curva de juros dos EUA. Alguns analistas
dizem que quando a curva não aponta muita diferença entre a taxa de curto prazo e a taxa de
longo prazo, é sinal de que uma recessão pode estar se aproximando.

Qual é a sua opinião sobre isso?

Abraço!

RESPONDER

Leandro  26/06/2018 13:16

Falei exatamente sobre este tema aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2903#ac218249
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2903#ac218249)
RESPONDER

Bolhowski  26/06/2018 14:55

Excelente.
RESPONDER

Rodrigo Fernandes  26/06/2018 15:24

Obrigado, Leandro.

A propósito, quei impressionado com capacidade preditiva desta lógica.


RESPONDER

Rodrigo Fernandes  28/06/2018 16:26

Leandro,

Existe algo nestas curvas que possam sinalizar a intensidade da crise?

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2908 32/34
11/08/2018 Mises Brasil - Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

RESPONDER

anônimo  26/06/2018 13:57

Eu recomendo 8 refeições por dia.

Ninguém sabe se um socialista vai assumir o poder e te matar de fome.


RESPONDER

anônimo  26/06/2018 16:29

Mais fácil você mesmo se matar, mas de obesidade com as suas 8 refeições diárias!
cou louco?
RESPONDER

Conservador viril  26/06/2018 20:45

Conversa de gordo. Vai emagrecer!


RESPONDER

Wesley  26/06/2018 22:47

Pessoal, vocês viram o que os bandidos da receita federal estão fazendo agora? Agora é proibido
importar smartphone. Antigamente, a RF tributava automaticamente em 200 a 300 reais cada
smartphone independente do preço. Raramente eles tributavam em 60% o valor do smartphone.
Agora eles estão aplicando 60% do valor do produto mais uma multa em 100% do valor do
produto. O valor da multa e o tributo sai em 200% o valor do produto. Eles estão multando todo
mundo. Então agora é o cial: é proibido importar smartphone.
RESPONDER

Emerson Luis  04/07/2018 14:32

No segundo semestre de 2016 o preço do feijão disparou (por causa da safra ruim, se não me
engano); então o governo bondosamente baixou as tarifas de importação de feijão para ajudar a
reduzir o preço. O que seria de nós sem o controle estatal da economia, não é?

E ainda têm uns ingratos que perguntam por que essas tarifas sobre importação de alimentos
básicos não são abolidas de vez!

***
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