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A IMPORTÂNCIA DAS MEIAS PARA A SAÚDE DOS PÉS

http://www.viagenseandancas.com.br/2013/02/a-importancia-das-meias-para-a-saude-dos-pes/
http://www.viagenseandancas.com.br/2014/01/como-evitar-bolhas-nos-pes-parte-ii/

Escolha bem suas meias

Você sabia que uma boa meia é essencial para manter a saúde dos seus pés enquanto pratica esportes?
Sabia que não adianta comprar bons tênis e boas botas e usar com uma meia ruim?

Quando comecei a fazer trilhas enfrentei um problemão: bolhas. Sofri com elas um tempo. Então decidi
que daquele jeito não dava mais para continuar. Procurei muito por aí em busca de maneiras de ter mais
conforto nos pés durante as caminhadas. Tenho pés supersensíveis, o que significa MUITA facilidade
de ter bolhas. Queria uma maneira de evitar as bolhas nos pés.

A princípio achei que uma boa bota resolveria o problema sozinha. Descobri que eu estava errada.
Totalmente errada. É claro que algumas pessoas não têm sensibilidade alguma nos pés e usam qualquer
coisa. No meu caso, qualquer coisa significa feridas enormes nos pés. Muita gente gasta uma grana
considerável comprando botas de marcas famosas e com capacidades mirabolantes mas querem
economizar na hora de comprar as meias. Não faça essa economia porca!

Eu pesquisei, procurei, estudei. E descobri que existe uma variedade incrível de meias específicas para
caminhadas curtas, médias e longas além de próprias para climas quentes e frios. Meias duplas, triplas,
grossas e finas e os mais diversos tipos de materiais. São várias marcas, modelos, preços.

Meia da Lorpen com três camadas

Por que as bolhas aparecem?


Primeiramente porque qualquer lugar que sofra atrito constante, vai machucar. Em segundo lugar,
quanto mais umidade, mais a pele fica mole e a bolha se torna inevitável. Então, já sabemos as duas
coisas mais importantes que precisamos evitar: atrito e umidade. E o que a meia tem com isso? Simples.
Quanto mais eficientes elas forem em isolar a umidade da sua pele, melhor para o seu pé.

As meias de algodão, por exemplo, encharcam com facilidade e custam uma eternidade para secar. Então
já sabe, né? Algodão é coisa para evitar a qualquer custo. Prefira meias feitas com material sintético,
sem nem um pouquinho de algodão. Acha exagero? Não é não! Vai por mim… Quanto ao atrito, existem
várias maneiras de evitá-lo (ou, pelo menos, diminuí-lo). Explico no meu artigo sobre como evitar bolhas
nos pés.

Como a meia pode ajudar?

A meia correta pode salvar seu passeio

Acertando na escolha da meia, você pode diminuir o atrito, a umidade e, consequentemente, evitar criar
um ambiente muito favorável à proliferação de bactérias (menos bactérias = menos chulé!).

As meias de lã (incluindo as de lã merino, que é um material excelente) funcionam bem por períodos
não muito longos, como em caminhadas de um dia. São mais eficientes em climas secos e mais frios.
Mas a lã também tem seus contras quando a transpiração é excessiva pois não é material de secagem
muito rápida. E já vimos que umidade = problemas nos pés.

As fibras sintéticas como acrílico, poliéster, poliamida e etc, são as mais recomendadas para caminhadas
de longa duração e muita transpiração.

Alguns materiais como o Coolmax (para dissipar o calor e eliminar a umidade por meio da melhor
distribuição dela pelo tecido) e Thermolite (para reter o calor) estão ganhando cada vez mais o respeito
dos desportistas. A importância deles é simples: proporcionam um ambiente menos úmido deixando os
pés mais secos e, assim, evitando bolhas e proliferação de bactérias.

É importante observar também a costura das meias. Meias feitas especialmente para a prática de esportes
vêm com costuras embutidas e em alguns casos sem costura, diminuindo as áreas de atrito e evitando
machucar os dedos.
Lorpen, meias de ótima qualidade

Na hora de comprar sua meia, leve em consideração também o tamanho. Quem pensa que meia é
tamanho único e pronto está parado no tempo. Existem meias com “cortes” masculinos e femininos,
pequenos médios e grandes.

Observe qual tamanho é mais adequado para você. Isso vai envolver não só o tamanho do seu pé, mas
também o seu tamanho e o seu peso. Meias muito largas criam dobras indesejáveis aumentando os pontos
de atrito e as muito apertadas atrapalham a circulação e trazem desconforto geral. Caso você compre
meia com pé direito e esquerdo demarcados, respeite o padrão quando usá-las.

Em alguns casos é aconselhável usar um liner por baixo da meia. Para quem não sabe, liner é uma meia
bem fina, feita de material altamente respirável e que tem como finalidade sugar toda a umidade dos pés
e jogá-la na meia, mantendo assim a pele seca e confortável. O liner não é bom só para o verão quando
a transpiração é mais intensa. Ele funciona muito bem também no frio evitando que a umidade gele seus
pés. Afinal, seus pés também transpiram no inverno! Lembrando que também não adianta um bom liner
e uma meia de algodão.

Diferença dos fios e tecnologias


Como já vimos, os fios sintéticos não retêm umidade. Mas como assim?
Funcionamento do Thermolite

As diferenças são muitas. O Coolmax, por exemplo, é uma fibra achatada que possui dois canais para
drenar a umidade e é recomendado para primavera e verão. A fibra do Primaloft é resistente à água e
esse material é recomendado para outono e inverno pois segura o calor criando uma bolsa de ar quente
que isola do frio. A fibra do Thermolite é cilíndrica e oca para reter o ar em seu interior, servindo também
como isolante térmico. É própria para outono e inverno.

O Outlast, outra fibra de acrílico, busca evitar a formação de zonas com temperaturas muito quentes ou
muito frias. É isso mesmo, a função dela é distribuir uniformemente o calor esfriando as áreas quentes e
aquecendo as frias

Uma outra fibra que apareceu recentemente foi o dri-release, que é uma combinação de microfilamentos
sintéticos (85-90%) e naturais (10-15%). As fibras sintéticas expulsam a umidade para fora, enquanto
que as naturais tendem a absorver a umidade. A proposta é puxar a umidade da pele e expeli-la mais
rapidamente.

Enfim, as tecnologias são muitas e evoluem a cada dia. O negócio é ficar de olho no que está dando
certo.

Algumas tecnologias usadas em tecidos


Mas e o calçado, não conta?
Conta sim! E muito. É claro que não devemos desconsiderar o tipo de calçado que você pretende usar.
Não vai adiantar muito ter uma excelente meia se a umidade não conseguir sair do seu calçado. Na hora
da compra, verifique o grau de respirabilidade do calçado que está comprando. Os sapatos de couro
tendem a ser mais quentes e menos respiráveis. Os tênis e as botas de cano baixo permitem maior
circulação do ar do que os canos altos. Mas, em compensação, os canos altos protegem mais seu
tornozelo. Por isso é comum o pessoal que faz muita trilha ter pelo menos dois tipos de calçados e vários
pares de meias diferentes. Cada um para um tipo de ambiente.

Enfim, tanto a escolha da meia quanto do calçado deve ser feita levando em consideração o quanto você
transpira nos pés, o ambiente no qual você vai caminhar (quente, frio, úmido, seco, liso, pedregoso), o
grau de sensibilidade de seus pés e, claro, o valor que você está disposto a investir no seu bem estar.

COMO EVITAR BOLHAS NOS PÉS – PARTE II – A VOZ DA EXPERIÊNCIA

Nosso artigo sobre como evitar bolhas nos pés é um dos campeões do blog. Pelo jeito tem muito mais
gente enfrentando problemas com bolhas do que imaginávamos.
Eu sou das que tem bolhas só de pensar em caminhar. Sofro demais com elas e já me atrapalharam
inúmeras vezes. Já tive que aguentar mais de uma por vez, inflamadas, com pele, sem pele… um horror.
Por isso, também sou campeã em testar produtos e procurar maneiras de evitá-las. Além das dicas já
explicadas no post anterior, tenho mais algumas observações sobre o assunto. Testei coisas que
funcionaram bem, outras nem tanto.

1) Minha primeira dica é a mais dolorosa de todas: você PRECISA testar!


Bem, vou começar falando sobre as bolhas que costumo ganhar de presente nas trilhas (geralmente
aparecem no calcanhar). Para as caminhadas na natureza, uso bota. Abaixo o material que usei nos meus
testes.

Material que usei nos meus inúmeros e dolorosos testes


Teste 1: Como minha bota está um pouco larga, comecei usando-a com um liner da Solo (Veloce), uma
meia grossa de lã merino da Fox River (Trailhead), a palmilha da bota e mais uma palmilha simples de
outra bota, além de band-aids no calcanhar. Para caminhadas deu erradíssimo. Uma droga. Bolhas e mais
bolhas. Na cidade foi bem, mas para subir montanha foi um pesadelo.

Teste 2: Tive que fazer mais testes, claro. Comprei uma palmilha de silicone e me livrei das outras duas,
continuei com as meias anteriores e coloquei 3 camadas de esparadrapo micropore no calcanhar.
Resultado: um droga maior ainda!

Teste 3: Palmilha de silicone + palmilha da bota + as mesmas meias + esparadrapos comuns. Horrível!
Além de não segurar as bolhas, o esparadrapo comum ainda agarrou na meia e fez um estrago.

Teste 4: Fomos subir a Pedra do Sino em Teresópolis, uma caminhada puxadinha. Experimentei mais
umas mudanças: usei Liner Solo Veloce + meia Fox River mais fina, mas também de merino, acolchoada
no calcanhar + palmilha de silicone + palmilha da bota. No calcanhar não usei esparadrapos, usei o band-
aid friction block (calma aí, vou explicar o que é isso). Aí a coisa começou a melhorar. Ainda ganhei
uma bolha mas só em um dos pés e ela foi pequena.

Teste 5: Comprei uma palmilha superfeet (calma aí que já explico também). Usei-a com um liner beeeem
mais fino, dessa vez da Fox River + meia da Fox River (a mais fina, acolchoada) + 3 camadas de
micropore no calcanhar. Pronto! Eu estava no céu! Subi montanha, desci montanha, andei pra todo lado
e…. nada de bolhas! Ufa!

Em algum momento dessa bagunça toda aí também fiz experiências usando minha meia Lorpen camada
tripla light hiker mas não achei que funcionou bem. A meia é ótima mas nessa combinação, por ser mais
fina e minha bota estar folgada, ela não me deu o conforto que eu queria.

Foram muitos testes com algumas variações e concluí que a experiência não é a mesma para todo mundo.
Cada pé tem um “temperamento” diferente. Testar é a solução :)

2) Band-Aid friction block


Nas minhas “fuçadas” online, descobri um tal band-aid roll-on que se passa no pé. Ele cria uma fina
camada protetora que impede a fricção causadora das bolhas. É um produtinho milagroso e, por isso
mesmo, não tem no Brasil. Aliás, tem, no Mercado Livre e outras fontes. Lá fora é baratinho, aqui é
caro.

Band-Aid friction block. Salva muitas situações. Aprovado!


Minha experiência mostrou que ele funciona razoavelmente bem no calcanhar mas funciona
perfeitamente em locais onde a pressão não é tão forte. É perfeito para sandálias que machucam
(masculinas ou femininas), tiras de chinelos de dedo, sapatilhas e afins.

O bom desse produto é que ele não é melequento como vaselinas e similares e tem um cheirinho
agradável. Não lambuza a meia nem o sapato, o pé não fica sambando no calçado e você não corre o
risco de escorregar dentro dele toda hora que der uma pisada esquisita. É fácil de aplicar e não precisa
esperar um tempão para secar. A embalagem é minúscula, levinha e não faz diferença na bolsa/ mochila
de ninguém.

O roll-on da Band-Aid. Você passa sem fazer lambança. Bem prático.

Experimente, mas depois de passar, espere uns segundinhos para que a película fique mais consistente.
A Compeed (marca europeia) também tem um produto similar e ambas as marcas oferecem outras
soluções para o problema. Ainda não testei outros.

Palmilha SuperFeet Berry


3) Palmilha SuperFeet
Palmilha? Como assim?

Você deve estar se perguntando o que uma palmilha tem a ver com bolhas… mas tem! Vai por mim!

Me parece que as outras palmilhas deixaram meus pés em uma altura dentro da bota que não era
conveniente. Os calçados são projetados obedecendo a algumas medidas e, dessa forma, fazem “curvas”
para moldar o pé da vítima, quero dizer, da pessoa que o calça. Palmilhas muito baixas ou muito altas,
colocam os pés em posições que propiciam o aparecimento das danadas.

Comprei a SuperFeet pensando em amenizar uma dor plantar na frente do pé que aparece com as
caminhadas longas, mas a palmilha, aparentemente, corrigiu o problema do posicionamento do pé pois
passei a não sentir mais incômodo no calcanhar. Há outras marcas e a própria SuperFeet produz
palmilhas diferentes para situações diferentes. Essa aí é a versão feminina da palmilha laranja que é
masculina. Ela dá mais suporte ao arco plantar do que as outras cores da marca.

Não, me desculpe, não são vendidas no Brasil. Mas você pode importá-las pelo Ebay ou pedir alguém
para trazer de fora.

4) Liners: as meias finas que salvam qualquer pé. E as meias comuns, claro!
Não vou me repetir sobre a função dos liners pois já expliquei sobre eles em meu primeiro artigo
sobre como evitar bolhas nos pés e também no artigo sobre a importância das meias para a saúde dos
pés.

O que eu quero aqui é comentar sobre a diferença ABISSAL entre o Liner Veloce da Solo e o Liner X-
Static da Fox River. O Veloce não é ruim, pelo contrário, tem boa constituição e está perfeito mesmo
depois de muito uso. Ele até cumpre a função de manter o pé seco, mas ele é MUITO mais grosso que o
X-Static. Essa mudança, na minha opinião, fez muita diferença para o meu pé.

Liners que testei: embaixo o da Fox River, por cima o da Solo


O Veloce funcionou muito bem para mim na friaca gelada do inverno de Bariloche, com neve. Lá não
subi montanha nem fiz trilhas mas andei bastante em terrenos planos. Para as trilhas que faço, o Fox
River deu mais resultado.
Minha conclusão é que o liner é fundamental e é um item que merece muita atenção no quesito qualidade.

5) Nexcare
Mais “fuçadas” online e descobri essa tal NexCare, uma fita em rolo da 3M que tem pra vender em
qualquer farmácia. A fita é transparente e tem uns furinhos. Nos meus testes (foram muitos, juro!) resolvi
experimentar e achei que o custo x benefício não compensa! É um pouco cara, vem pouca quantidade e
não é tão efetiva. Para trilhas, usando uma camada não funcionou. Duas também não.

Fita Nexcare da 3M. Não me convenceu.

Para sandálias, sapatilhas e afins a Nexcare funciona melhor, mas ainda assim não conquistou meu
coração. De qualquer maneira, é transparente e pode salvar em alguns momentos.
Entre a Nexcare e o Micropore, meu pé gostou mais doMicropore.

6) Micropore
Todo mundo sabe o que é isso, né? Mas, se alguém não souber, explico: é um esparadrapo antialérgico,
mais fino que aquele branco convencional.

Você pode usá-lo em camadas, dependendo da sensibilidade dos seus pés. Os meus são extremamente
sensíveis e, testando, me ajeitei com 3 camadas. Mas aqui há uma observação importante a fazer: quando
colocá-lo nos pés, certifique-se de que ele não esteja embolado, com vincos, dobras ou bolhas. Ajuste-o
bem à sua pele e corte fora as dobras e partes extras. É importante!

7) Descanso
Faça paradas regulares nas caminhadas e durante essas paradas tire os sapatos e ponha meias e sapatos
para secar. Se as meias estiverem muito molhadas, está na hora de trocá-las por um par seco. Minha
experiência também me diz que descansar os pés na água não funciona bem. Isso porque a água tende a
amolecer a pele e quando a fricção da pisada voltar, a bolha aparecerá com mais facilidade. O ideal é
secar a pele e não a molhar.
8) Ih, mas já deu bolha! Ah, que se dane!
Não, não e não! Peraí!

Se você já está com bolha nos pés, os métodos acima não vão ajudar. JAMAIS cole esparadrapos e fitas
adesivas diretamente em cima das bolhas pois quando for retirá-los, a pele vai sair junto.

O band-aid roll-on também não vai ajudar nesse caso.

Se a bolha já se formou e você ainda precisa caminhar, estoure-a com uma agulha desinfetada, drene
bem o líquido, desinfete bem o local, coloque gaze por cima e prenda-o com esparadrapo. Se a bolha for
bem pequena, um band-aid comum ajuda. Mas é muito importante limpar bem o local para evitar
infecção. Já vi gente usando um adesivo chamado Compeed (não vende no Brasil) que isola a bolha.
Acho até que pode funcionar bem em algumas circunstâncias, mas também precisa ser retirado assim
que possível para a higienização do local.

Já passei pela dolorosa experiência de chegar cansadíssima em casa, tomar banho e esquecer de limpar
a bolha devidamente. Resultado: 1 semana pisando torto por causa da bolha infeccionada. Não corra
riscos!

No artigo anterior um leitor comentou que costuma fazer um curativo com uma pasta de sal de cozinha
e glicerina e, em aproximadamente 12 horas, todo o liquido de dentro da bolha é drenado para fora dela
sem romper a pele e, portanto, evitando infecções. Confesso que não testei mas está na lista.

Para fechar minhas observações baseadas na minha própria experiência, concluí que tudo faz diferença
quando o pé é sensível. Meu marido, por exemplo, pode subir montanha de coturno com pedra dentro
que não sente nada (Invejinha!).

O negócio é encontrar a combinação que funciona melhor para você. As meias fazem diferença e o fator
clima (calor x frio) também precisa ser levado em consideração. Uma combinação pode funcionar bem
no verão mas nem tão bem no inverno. E vice-versa.

Outra coisa imprescindível é amaciar o calçado. Quanto mais novo e menos usado, mais provável que
provoque bolhas.

É isso! Boa sorte e bons caminhos. Sem bolhas! :)

Tem experiência com bolhas? Conta aí nos comentários! Sério, quero muito saber! :)

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