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MANUAL DE

SUPORTE BÁSICO DE VIDA


PEDIÁTRICO
CAPÍTULO 4 – SUPORTE BÁSICO DE VIDA PEDIÁTRICO

OBJECTIVOS

No final desta unidade modular, os formandos deverão ser capazes de:

1. Descrever os elos da Cadeia de Sobrevivência Pediátrica;


2. Reconhecer a importância de cada um dos elos desta cadeia;
3. Compreender as particularidades anatómicas e fisiológicas das crianças que
justificam adaptações dos procedimentos base de SBV;
4. Identificar as principais causas de PCR na idade pediátrica;
5. Listar e descrever as técnicas de reanimação na criança de acordo com o algoritmo;
6. Listar e descrever os passos para colocar a vítima em PLS;
7. Reconhecer a obstrução da via aérea na criança;
8. Listar e descrever a sequência de procedimentos adequada à desobstrução da via

aérea, de acordo com o grupo etário.

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INTRODUÇÃO

A criança tem particularidades anatómicas e fisiológicas pelo que é necessário adaptar os


procedimentos de SBV a essas características.

No essencial, os princípios gerais são os mesmos do adulto, existindo no entanto algumas


diferenças que importa detalhar. Todas as estruturas anatómicas são mais frágeis pelo que
todas as manobras têm que ser feitas com maior suavidade para não causar traumatismos
à criança.

A criança está particularmente sujeita a situações de obstrução da via aérea dado que é de
menor diâmetro e colapsa com facilidade. Também a língua, de dimensões relativas
maiores, mais facilmente causa obstrução da via aérea.

A frequência cardíaca (FC) nas crianças é mais elevada que nos adultos e a manutenção
de uma circulação adequada está muito dependente desta, isto é, só pelo facto de
apresentar uma FC baixa a criança pode apresentar sinais de insuficiência circulatória.

Como veremos mais adiante, face a uma FC baixa e sinais de má perfusão periférica é
necessário proceder como se de ausência de sinais de vida se tratasse.

A criança está também predisposta a desenvolver com maior facilidade processos de


hipotermia quando exposta, pelo que o controlo da sua temperatura deverá ser um aspecto
a ter em atenção, evitando exposições prolongadas e tentando manter o ambiente onde se
encontra aquecido

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1. A CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA PEDIÁTRICA

A cadeia de sobrevivência pediátrica corresponde a um conjunto de acções que se


considera, melhoram o prognóstico das crianças em situação de emergência. Os
componentes desta cadeia diferem dos descritos para o adulto, por factores que se
prendem com a epidemiologia (causas) da PCR na criança.

Os 4 elos que compõem a Cadeia de Sobrevivência Pediátrica são:

 A Prevenção da Paragem Cardio-Respiratória;


 O Suporte Básico de Vida;
 A Activação do Sistema de Emergência Médica – 112;

 O Suporte Avançado de Vida.

Capítulo 4. Figura 30. Cadeia de sobrevivência pediátrica

1.1. Prevenção da Paragem Cardio-Respiratória


É fundamental reconhecer precocemente os sinais de PCR na criança.
Ao contrário do que acontece com o adulto, em Pediatria, a PCR não é, habitualmente, um
acontecimento súbito. As causas mais frequentes são relacionadas com a via aérea e a
ventilação. Na criança são raros os acidentes cardíacos primários pelo que é fundamental
e prioritário permeabilizar a via aérea e restabelecer a respiração. Nas crianças com
patologia cardíaca congénita a PCR pode ser de causa primária cardíaca.

Tipicamente a PCR na criança é o resultado final de um processo de deterioração


progressiva da função respiratória e, posteriormente, circulatória. Inicialmente a
insuficiência respiratória corresponde a um estado de compensação, mas, com o

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agravamento da hipóxia, rapidamente se deteriora ocorrendo paragem respiratória, seguida
de paragem cardíaca.

Na criança com menos de 1 ano a principal causa de PCR é, primariamente, respiratória


(infecções, obstrução da via aérea, pré-afogamento) entretanto, após o 1.º ano de vida a
causa de PCR está frequentemente relacionada com trauma.

As situações em que a criança está mais vezes em risco acontecem em casa ou próximo,
habitualmente com alguém conhecido por perto. A maioria das emergências pediátricas
será abordada inicialmente por um não-especialista em Pediatria.

Compreende-se portanto que a ‘Prevenção’ tem particular importância uma vez que, se a
situação de insuficiência respiratória for detectada precocemente e tratada de forma
adequada, pode ser evitada a PCR.

A palpação de pulso não deve ser entendido como o principal sinal de PCR. Mesmo os
profissionais de saúde terão dificuldade em confirmar ou excluir, com absoluta certeza, a
presença de pulso em menos de 10 segundos nas crianças.

1.2. Suporte Básico de Vida


O início de SBV o mais rápido possível é fundamental. Na criança a instituição precoce, de
SBV eficaz está associada a recuperação de sinais de circulação e ventilação com
recuperação total, sem défices neurológicos.

Na criança que não responde, não respira normalmente, e não apresenta sinais de vida
(abertura dos olhos, movimento ou tosse), deve ser iniciado de imediato o SBV, com
compressões e insuflações.
Os profissionais de saúde, caso tenham experiência, poderão optar por, adicionalmente,
palpar o pulso para decidir o início das compressões, desde que essa decisão seja tomada
até 10 segundos.

O SBV deve ser de qualidade: as compressões devem ser efectuadas com uma frequência
de 100 por minuto (até um máximo de 120/min), devem deprimir o tórax 1/3 do seu
diâmetro antero-posterior (cerca de 4 cm no lactente e 5 cm na criança com mais de 1

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ano), deve ocorrer a completa re-expansão do tórax entre as compressões, e finalmente,
estas devem ser ininterruptas (planeando as acções de modo a minimizar as pausas).

1.3. Activação do Sistema de Emergência Médica


A activação do sistema de emergência médica deve ser feita após ter efectuado cerca de 1
minuto de SBV, excepto no caso específico (e pouco frequente) de crianças com doença
cardíaca conhecida ou história de arritmias, em que deve ligar 112 antes de iniciar o SBV.

1.4. Suporte Avançado de Vida


Neste elo inclui-se a Desfibrilhação. O uso de Desfibrilhador Automátco Externo (DAE) está
indiado nas crianças com mais de 1 ano.

2. SUPORTE BÁSICO DE VIDA EM PEDIATRIA

O conceito de Suporte Básico de Vida Pediátrico pressupõe um conjunto de procedimentos


encadeados com o objectivo de fornecer oxigénio ao cérebro e coração, sem recurso a
equipamentos diferenciados, até que o suporte avançado de vida possa ser instituído.

Do ponto de vista do SBV pediátrico definem-se 3 grupos etários:


 O neonato - recém-nascido nas primeiras horas de vida;
 O lactente - até ao ano de idade;
 A criança - de 1.º ano até à puberdade.

O SBV em recém-nascidos nas primeiras horas de vida tem algumas particularidades que
devem ser do conhecimento de todos os que podem estar envolvidos no seu cuidado,
desde o momento do parto. Este campo particular do SBV pediátrico deve, portanto, ser do
conhecimento dos profissionais de saúde.

Após as primeiras horas de vida as diferenças de procedimentos devem ser baseadas no


tamanho da criança, mais do que na idade.

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A diferença entre uma criança de 10 meses e de 18 meses é pequena. É possível que uma
criança de 20 meses ou mesmo 2 anos tenho um tamanho mais apropriado à aplicação
das manobras de SBV recomendadas para o lactente.

A partir da adolescêrncia, que correspone ao final da infância, devem ser utilizados os


algoritmos do adulto.

Ao contrário do que acontece no algoritmo de SBV do Adulto, em que a sequência das


acções (30 compressões para 2 insuflações ou 30:2) é comum a todos os reanimandores -
profissionais de saúde ou não - a sequência das acções no SBV Pediátrico difere de
acordo com o número de reanimadores e com a formação/preparação base destes.

Assim, definem-se 3 grupos diferentes:


 Profissionais de saúde:

 Devem utilizar a sequência 15:2;


 Prestadores de cuidados a crianças (educadores, professores, etc):

 Podem aprender e treinar a sequência 15:2;


 Podem utilizar a sequência 30:2 se estiverem sozinhos;
 Leigos (não profissionais de saúde, sem dever de cuidar de crianças):

 Devem utilizar a sequência 30:2 (trata-se de adpatar o SBV do adulto).

A forma mais simples, para o utilizador comum e que aprendeu SBV, será adaptar o
algoritmo de SBV do adulto à vítima em idade pediátrica, pois é preferível que faça algum
SBV do que nenhum.

2.1. Etapas e Procedimentos


O SBV inclui as seguintes etapas:
 Avaliação inicial;
 Manutenção de via aérea permeável;
 Compressões torácicas e ventilação com ar expirado.

A sequência de procedimentos, após a avaliação inicial, segue as etapas ‘ABC’, com as


iniciais a resultarem dos termos ingleses Airway, Breathing e Circulation:

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A - Via Aérea (Airway);
B - Ventilação (Breathing);
C - Circulação (Circulation).

Como em qualquer outra situação, deve começar por avaliar as condições de segurança
antes de abordar a criança.

Como referido anteriormente, o conceito de SBV implica que seja praticado sem recurso a
qualquer equipamento específico. A utilização de algum equipamento para permeabilizar a
via aérea (exemplo: tubo orofaríngeo) ou de máscara facial para insuflação com ar
expirado (exemplo: máscara de bolso) implica a designação de ‘SBV com adjuvantes de
via aérea’.

2.1.1. POSICIONAMENTO DA VÍTIMA E DO REANIMADOR

As manobras de SBV devem ser executadas com a vítima em decúbito dorsal, no chão ou
num plano duro.

Se a criança se encontrar, por exemplo, numa cama, as manobras de SBV,


nomeadamente as compressões torácicas, não serão eficazes uma vez que a força
exercida será absorvida pelas molas ou espuma do próprio colchão. Se a criança se
encontrar em decúbito ventral, se possível, deve ser rodada em bloco, isto é, mantendo o
alinhamento da cabeça, pescoço e tronco.

O reanimador deve posicionar-se junto da vítima para que, se for necessário, possa fazer
insuflações e compressões sem ter que fazer grandes deslocações.

2.1.2. SEQUÊNCIAS DE ACÇÕES

A avaliação inicial consiste em:


 Avaliar as condições de segurança no local;
 Avaliar se a vítima responde;

Depois de assegurar que estão garantidas as condições de segurança, aproxime-se da


criança avalie se esta responde, perguntando em voz alta ‘Estás bem? Sentes-te bem?’,
enquanto a estimula batendo suavemente nos ombros. Tratando-se de uma criança

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pequena não a deve abanar, estimule-a mexendo nas mão e / ou nos pés ao mesmo
tempo que chama em voz alta.

BebéG
BebéG Estás bem?
Sentes-te bem?

Capítulo 4. Figura 31. Avaliação da resposta.

Se a criança responder, se mexer ou cumprir instruções que lhe são dadas (como abrir os
olhos ou apertar a mão), deixá-la na posição em que está, ou na que ela pretender adoptar
e ir pedir ajuda se necessário, reavaliando-a frequentemente.

Se a criança não responder, e estiver sozinho, peça ajuda gritando em voz alta ‘Preciso
de ajuda! Está aqui uma criança desmaiada!’. Não abandone a criança e prossiga a
avaliação.

Se estiver alguém consigo, informe o segundo reanimador e prossiga a avaliação;

AJUDA! Está aqui


uma criança
desmaiada!

Capítulo 4. Figura 32. Pedido de ajuda.

A etapa seguinte é a via aérea - A.

Também nas crianças inconscientes, o relaxamento do palato mole e da epiglote pode


causar obstrução da via aérea.
Assim, é importante proceder à permeabilização da via aérea:

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 Desaperte a roupa da criança e exponha o tórax;
 Se visualizar corpos estranhos na boca (comida, objectos, secreções) deve removê-
los. Não deve perder tempo a inspeccionar a cavidade oral;
 Coloque a palma de uma mão na testa da vítima e os dedos indicador e médio da
outra mão no bordo do maxilar inferior;
 Permeabilize a via aérea efectuando simultaneamente a extensão da cabeça
(inclinação da cabeça para trás) e elevação do maxilar inferior (mento ou queixo).
Se não conseguir ou tiver dúvidas acerca da abertura da VA, deve efectuar a
manobra de protusão (ou sub-luxação) da mandíbula (ou maxilar inferior).

Nos lactentes e nas crianças pequenas a protusão da mandíbula é facilmente conseguida


colocando apenas 1 ou 2 dedos no ângulo da mandíbula e empurrando-a para a frente.
Se for necessário para manter a abertura da VA, associada à protusão da mandíbula,
poderá efectuar alguma extensão da cabeça, de modo progressivo até conseguir esse
objectivo.

Capítulo 4. Figura 33. Permeabilização da via aérea com extensão da cabeça e elevação do mento.

Capítulo 4. Figura 34. ‘Posição neutra’ na extensão da cabeça no lactente.

No lactente em decúbito dorsal, a cabeça fica habitualmente flectida em relação ao


pescoço. Deve ser efectuada uma ligeira extensão da cabeça de forma a obter uma
‘posição neutra’, isto é, a face do lactente fica paralela ao plano onde está deitado. Deve

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ter muito cuidado para não pressionar os tecidos moles abaixo do queixo pois pode causar
obstrução da via aérea.

Após ter efectuado a permeabilização da via aérea passe à avaliação da existência de


Ventilação (respiração) - B

Para verificar se ventila normalmente deve manter a permeabilidade da via aérea,


aproximar a sua face da face da criança olhando para o tórax e:
 VER - se existem movimentos torácicos;
 OUVIR - se existem ruídos de saída de ar pela boca ou nariz da vítima;

 SENTIR - na sua face se há saída de ar pela boca ou nariz da vítima;

Deverá Ver, Ouvir e Sentir (VOS) até 10 segundos.

Se a criança respira normalmente e não há evidência de trauma, coloque-a em posição


de recuperação, peça ajuda e reavalie periodicamente se mantém ventilação adequada.

Capítulo 4. Figura 35. Pesquisa de respiração normal (VOS).

A posição de recuperação usada nas crianças obedece aos mesmos princípios da PLS do
adulto e pode ser usada a mesma técnica. Nos lactentes sugere-se a colocação em
decúbito lateral, usando uma almofada ou um lençol dobrado, colocado por trás, a nível
das costas, para manter a posição estável.

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Capítulo 4. Figura 36. Posição de recuperação.

Se a criança não respira normalmente mantenha a permeabilidade da via aérea e inicie


a ventilação com ar expirado, efectuando 5 insuflações.

Cada insuflação de ar deve ser lenta e feita durante 1 - 1,5 seg., com um volume de ar
suficiente para causar uma expansão torácica visível e após cada insuflação, deve afastar
a boca e manter a via aérea permeável para permitir a expiração e repetir o procedimento,
voltando a encher o peito de ar antes de cada insuflação para melhorar o conteúdo de
oxigénio no ar expirado que irá insuflar.


Na criança (do 1.º ano até aos sinais de puberdade) utilizar a técnica de ventilação boca-
a-boca ou boca-máscara, tal como descrito para o adulto.

Capítulo 4. Figura 37. Ventilação boca-máscara na criança.

No lactente a técnica alternativa é a ventilação boca-a-boca e nariz:

 Mantenha a permeabilidade da via aérea, assegurando que a cabeça está em


posição neutra;
 Encha o peito de ar e adapte a sua boca à volta da boca e do nariz do lactente;
 Sopre para o interior da boca e nariz, lentamente durante 1 a 1,5 seg., de forma a
causar uma expansão torácica adequada, isto é, tal como numa respiração normal.

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Capítulo 4. Figura 38. Ventilação boca-a-boca e nariz no lactente.

Nas situações em que não consegue efectuar uma boa adaptação da boca à volta da boca
e nariz é igualmente adequado efectuar ventilação boca-a-boca ou boca-nariz e mais uma
vez se recorda que não é a idade que marca o limite mas efectivamente o tamanho da
vítima.

Embora as máscaras de bolso com válvula unidireccional sejam de tamanho único é,


igualmente, possível efectuar ventilação boca-máscara na criança ou mesmo no lactente.

Nestes casos a adaptação da máscara à face da criança é feita em posição invertida, em


relação ao anteriormente descrito, isto é, colocando o vértice da máscara virado para o
queixo.

Capítulo 4. Figura 39. Ventilação com máscara de bolso.

Se tiver dificuldade em conseguir insuflações eficazes pode existir obstrução da Via


Aérea (OVA). Se for o caso:
 Abra a boca da vítima e procurar objectos visíveis; se existirem remova-os;
 Reposicione a cabeça de forma a permeabilizar adequadamente a via aérea,
tentando outro método (exemplo: protusão da mandíbula);

 Tente ventilar de novo, fazendo-o somente até cinco tentativas;


 Se apesar de tudo não conseguir, passe às compressões torácicas.

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Capítulo 4. Figura 40. Pesquisa de corpos estranhos

A pesquisa de corpos estranhos na cavidade oral através da exploração digital ‘às cegas’
não deve ser feita.
A introdução do dedo (pinça ou sonda de aspiração), apenas deve ser feita para remover
um corpo estranho visível, sempre com o máximo cuidado para não empurrar o objecto.

Após 5 insuflações volte a pesquisar a existência de respiração normal, e, se estiver


bem treinado pode pesquisar pulso/sinais de circulação.

Procure os seguintes sinais, durante não mais de 10 segundos:


 Presença de respiração normal, efectuando o VOS;
 Movimentos, incluindo a Tosse;
 Existência de pulso, com FC > 60 bpm.

Capítulo 4. Figura 41. Pesquisa de sinais de circulação.

Só deve tentar palpar o pulso se tiver experiência/treino.

No lactente deve palpar o pulso braquial, na parte interna do braço, e na criança o pulso
carotídeo. Em qualquer dos grupos pode palpar o pulso femoral.

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Se a criança apresenta sinais de circulação mas não repira, continue insuflação com ar
expirado até que esta respire normalmente. Insufle a 12 a 20 ciclos por minuto.

Reavalie periodicamente; ao fim de 1 minuto:


Se a criança recuperar a respiração normal, coloque-a em posição de recuperação;
Se não respirar normalmente e estiver sozinho, deve ir pedir ajuda (ligar 112), levando
se possível a criança consigo, de forma a manter o SBV.

Se detectar pulso palpável, deve contar a frequência cardíaca; se esta for < 60 / minuto e
existirem sinais de má perfusão periférica deve igualmente iniciar compressões torácicas
tal como na ausência de sinais de circulação.

Na ausência de sinais de vida ou se a criança está inconsciente e não tem a certeza


de ter palpado pulso com FC > 60 bpm, deve iniciar compressões torácicas.

As compressões torácicas, tanto nos lactentes como nas crianças, devem ser efectuadas
sobre a metade inferior do esterno, um dedo acima
 do apêndice xifóide que, percorrendo
uma das grelhas costais inferiores, se localiza onde as duas se encontram.

As compressões devem ser realizadas de forma a causar uma depressão de


aproximadamente um terço da altura do tórax (ou seja, pelo menos 4 cm no lactente e 5 cm
na criança), a uma frequência de 100 por minuto (no máximo de 120 por minuto).

Entre as compressões é fundamental que permita a completa re-expansão torácica,


aliviando totalmente a pressão exercida sobre o tórax, sem, no entanto, retirar as mnãos do
local das compressões.

É diferente a forma de realizar correctamente as compressões torácicas nas crianças e nos


lactentes.

Técnica para executar compressões torácicas nas crianças:

 Ajoelhe-se junto da criança;


 Palpe o bordo inferior da grelha costal e localize o apêndice xifóide;

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 Coloque o bordo de uma mão um dedo acima do apêndice xifóide;
 Levante os dedos de forma a não comprimir as costelas;
 Mantendo o braço esticado, sem flectir o cotovelo, posicione-se de forma que o
ombro fique perpendicular ao ponto de apoio da mão;
 Pressione o tórax cerca de um terço da sua altura (pelo menos 4 cm no lactente e 5
cm na criança);

Capítulo 4. Figura 42. Compressões torácicas na criança.

 Alivie a pressão sem retirar a mão do esterno;


 Repita o procedimento 15 vezes a uma frequência de pelo menos 100 / min (no
máximo de 120/min); Recomenda-se que comprima ‘com força e rapidez’;
 Permeabilize a via aérea e efectue duas insuflações;
 Mantenha compressões e insuflações na relação de 15:2.

Não deve ser apenas a idade da criança a determinar a técnica a aplicar. Nas crianças
maiores poderá ser necessário usar o mesmo método do adulto, ou seja, sobrepor a outra
mão à que se encontra um dedo acima do apêndice xifóide, entrelaçar os dedos e levantá-
los de forma a não exercer pressão sobre o hemitórax oposto, mantendo os braços
esticados e sem flectir os cotovelos, pressionar verticalmente sobre o esterno. Neste caso
é usada também a relação compressões insuflações 15:2.

Técnica para executar compressões torácicas nos lactentes - 2 dedos:

 Mantenha a permeabilidade da via aérea, mantendo a cabeça em posição neutra,


com uma mão na cabeça do lactente;

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 Coloque a ponta de dois dedos sobre o terço inferior do esterno do lactente um
dedo acima do apêndice xifóide;
 Comprima o tórax na vertical, com a ponta dos dedos, de forma a causar uma
depressão de cerca de 1/3 da sua altura;
 Alivie a pressão de forma a permitir ao tórax retomar a sua forma e volte a
comprimir de forma a conseguir uma frequência de pelo menos 100 / min.;
Recomenda-se que comprima ‘com força e rapidez’;

 Faça 15 compressões seguidas de 2 insuflação e assim sucessivamente (15:2);

Capítulo 4. Figura 43. Compressões torácicas no lactente.

 Para evitar perdas de tempo desnecessárias, os dedos devem permanecer sobre o


tórax, sem exercer pressão enquanto se fazem as insuflações;

Capítulo 4. Figura 44. Insuflações na criança.

Capítulo 4. Figura 45. Insuflações sem perder a referência do ponto das compressões torácicas.

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No caso de estarem presentes dois reanimadores profissionais de saúde, e se a
estrutura física da criança o permitir, deve ser usada preferencialmente a técnica de
compressão com os 2 polegares.

Neste caso, um dos reanimadores efectua compressões e o outro as insuflações, da


seguinte forma:

 O reanimador que efectua as compressões deve estar colocado aos pés do


lactente;
 Coloque os dois polegares lado a lado no meio do esterno, com a ponta apontando
para a cabeça, no local já anteriormente referido para as compressões e segurar o
lactente envolvendo o tórax com ambas as mãos;
 Se o lactente é muito pequeno poderá ser necessário sobrepor os dois polegares de
forma a não comprimir sobre as costelas;
 Pressione o tórax causando uma depressão de cerca de um terço da sua altura;
 Alivie a pressão de forma a permitir ao tórax retomar a sua posição inicial e voltar a
comprimir a uma frequência de pelo menos 100 por minuto;

 O reanimador que efectua as insuflações deve estar colocado acima da cabeça do


lactente; deve fazer duas insuflação após cada série de 15 compressões, utilizando
sempre que possível o suplemento de oxigénio.

Capítulo 4. Figura 46. Insuflações e compressões torácicas com dois reanimadores.

Caso estejam presentes dois reanimadores um inicia o SBV enquanto o outro vai ligar
112, logo que detectada a PCR.

Caso esteja presente apenas um reanimador devem ser mantidas as manobras de SBV
durante 1 minuto (5 ciclos de 15:2, ou 3 ciclos 30:2 se for o caso) altura em que, se ainda
estiver sozinho, deverá ir pedir ajuda ligando 112.

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No caso dos lactentes, ou sempre que a criança seja suficientemente pequena para ser
transportada ao colo, deve levá-la consigo para manter as manobras de SBV durante esse
período de tempo.

Após o pedido de ajuda apenas deverá reavaliar o lactente ou a criança se, quando a
deixou para pedir ajuda, ela apresentava sinais que entretanto pudessem ter-se
deteriorado (como a existência de respiração normal e / ou pulso). Caso contrário deve
reiniciar de imediato as compressões torácicas.

A única excepção a realizar 1 minuto de SBV antes de pedir ajuda é o caso duma criança
que colapsa subitamente perante o reanimador, e este se encontra sozinho com a vítima.
Neste caso a causa provável da paragem cardíaca é uma arritmia e a criança pode
necessitar de desfibrilhação.

Após o pedido de ajuda deve regressar para junto da criança e continuar as manobras de
SBV de forma ininterrupta, até que:
 Chegue ajuda diferenciada;
 A criança recupere sinais de vida: comece a acordar, inicie movimentos, abra os
olhos e respire normalmente, ou apresente pulso palpável com FC > 60 bpm;
 Fique exausto e incapaz de continuar o SBV.

Nas situações de PCR só deve interromper as manobras de SBV, para reavaliação da


criança, caso esta apresente algum sinal de vida: respiração normal, tosse, presença de
movimentos ou abertura dos olhos.

Nesse caso o reanimador deve confirmar a presença de respiração normal, efectuando o


VOS.

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SUPORTE BÁSICO DE VIDA PEDIÁTRICO

Garantir Condições de SEGURANÇA

Inconsciente?

Gritar por
AJUDA

Permeabilizar a
Via Aérea

Não Respira Normalmente?


Gasping?

5 Insuflações

Sem SINAIS DE VIDA?


(sem pulso ou FC < 60 bpm)

Continuar até:
15 Compressões torácicas  A vítima recuperar:
 Movimento;
 Abertura dos olhos;
 Respiração Normal;
 Chegada de ajuda
2 Insuflações diferenciada;
15 Compressões  Exaustão.

Capítulo 4. Esquema 3. Algoritmo de SBV Pediátrico.

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3. SUPORTE BÁSICO DE VIDA EM NEONATOLOGIA

A reanimação dos neonatos, isto é, dos recém-nascidos no período imediatamente após o


parto e nas primeiras horas de vida, tem algumas particularidades e diferenças
relativamente ao algoritmo base de SBV pediátrico.

Estima-se que cerca de 8 a 10 em cada 1000 recém-nascidos poderá necessitar de


reanimação. Sabe-se que em algumas situações (ex: apresentações complexas) o risco de
necessidade de reanimação é frequente, no entanto, qualquer recém-nascido pode de
forma inesperada necessitar de reanimação. É fundamental que todos os profissionais que
possam vir a estar envolvidos na prestação de cuidados durante o parto, tenham treino
adequado em reanimação neonatal.

Logo após o parto, a grande prioridade é o estabelecimento de respiração adequada.


Normalmente, mesmo quando já ocorreu alguma deterioração da função cardíaca existe
uma boa resposta à ventilação e oxigenação, não sendo, habitualmente, necessário
е
efectuar compressões torácicas.

Manter o neonato aquecido é outro aspecto fundamental. Para tal é necessário secá-lo,
dado que com a pele húmida o neonato perde rapidamente calor.

Por se revestir de particularidades, este tema será abordado noutro capítulo.

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4. OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA NA IDADE PEDIÁTRICA

4.1. Causas e Reconhecimento


Ao contrário do que acontece no adulto, a obstrução da via aérea (OVA) nas crianças é
uma situação mais frequente.

A maioria das situações de OVA nas crianças ocorre durante a alimentação ou quando as
crianças estão a brincar com objectos de pequenas dimensões. Muitas vezes são
situações presenciadas pelo que o socorro pode ser iniciado de imediato, ainda com a
vítima consciente.

Na criança, a obstrução da via aérea por corpo estranho (OVA CE) manifesta-se por
dificuldade respiratória de início súbito com tosse e estridor. Estes mesmos sinais também
podem surgir na obstrução da via aérea por infecção ou inflamação, como na epiglotite,
mas o seu início é habitualmente menos abrupto e acompanhado por febre. Nestas
situações não está indicado proceder a manobras de desobstrução da via aérea.
Deve-se suspeitar de OVA:
 Se a alteração do estado da criança for muito súbita;

 Se não existirem outros sinais de doença;


 Se existir história de a criança ter comido ou brincado com objectos de pequenas
dimensões imediatamente antes do início dos sintomas.

4.2. Classificação
A obstrução da via aérea pode ser grave ou ligeira.

Se a obstrução é ligeira, provavelmente por ser parcial, a criança tosse, consegue falar ou
chorar, faz algum ruído a respirar e pode estar agitada. Neste caso, desde que a criança
consiga tossir, não deve interferir, encorajando-a apenas a continuar a tossir. Quando a
obstrução é total o quadro é de obstrução grave, a criança não consegue tossir, falar ou
chorar e não se ouve qualquer ruído respiratório. Pode inicialmente manter-se reactiva ou
ficar inconsciente.

Na obstrução total da via aérea é necessário actuar rapidamente, caso contrário, em


poucos minutos a PCR será inevitável.

SBV.02.11 4 – Suporte Básico de Vida Pediátrico 95/115


Sinais de obstrução da via aérea por corpo estranho (OVA CE) ligeira e grave na
criança

Sinais gerais de OVA


Episódio testemunhado
Tosse / sufocação
Início súbito
História de refeição recente / pequenos objectos na boca

OVA CE Grave OVA CE Ligeira


 Tosse ineficaz
 Tosse eficaz
 Incapaz de falar ou vocalizar
 Choro ou resposta verbal
 Tosse silenciosa
 Tosse audível
 Respiração ineficaz
 Capaz de inspirar antes de tossir
 Cianose
 Reactivo
 Diminuição do estado de consciência

Várias técnicas e várias sequências de actuação têm sido defendidas em relação à


desobstrução da via aérea nas crianças, sendo difícil provar o benefício indiscutível de
umas sobre as outras.

Nos lactentes podem ser utilizadas pancadas inter-escapulares e compressões


torácicas.
Nas crianças com mais de 1 ano são usadas pancadas inter-escapulares e
compressões abdominais.

As compressões abdominais estão contra-indicadas nos lactentes com menos de 1 ano


pelo perigo de causarem lesões nos órgãos intra-abdominais.

O objectivo de qualquer das manobras recomendadas é provocar um aumento súbito da


pressão intra-torácica, que funcione como uma ‘tosse artificial’ e desobstrua a via aérea.

96/115 4 – Suporte Básico de Vida Pediátrico SBV.02.11


OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA POR CORPO ESTRANHO NA CRIANÇA

Garantir Condições de SEGURANÇA

Consciente?
Sinais de OVA?

Avaliar a GRAVIDADE

Tosse INEFICAZ Tosse EFICAZ

INCONSCIENTE ENCORAJAR TOSSE


CONSCIENTE
Vigiar agravamento / tosse ineficaz
5 Pancadas inter-escapulares
Ou até resolução da obstrução
Ligar 112 5 Compressões
 Torácicas no lactente
 Abdominais na criança> 1 ano

Permeabilizar VA
5 Insuflações

Iniciar SBV

Capítulo 4. Esquema 4. Algoritmo de Desobstrução da Via Aérea por Corpo Estranho – Criança.

SBV.02.11 4 – Suporte Básico de Vida Pediátrico 97/115


4.3. Sequência de Actuação na OVA no Lactente
Consciente:

 Segure o lactente em decúbito ventral com a cabeça mais baixa que o resto do corpo,
suportando a cabeça com uma mão e apoiando o tórax no antebraço e / ou na coxa
(neste último caso deverá estar sentado);
 Aplique pancadas inter-escapulares (nas costas, entre as duas omoplatas) com o
bordo da mão, usando uma força adequada ao tamanho da criança, para tentar
remover o corpo estranho. Se necessário aplicar até um total de 5 pancadas inter-
escapulares;

Capítulo 4. Figura 47. Pancadas inter-escapulares no lactente.

 Se não conseguir deslocar o objecto e remover o corpo estranho, passe à aplicação


de compressões torácicas;

 Com uma mão, segure a cabeça do lactente na região occipital e rode-o em bloco,
para que este fique em decúbito dorsal sobre o outro antebraço. Mantenha a
cabeça a um nível inferior ao do resto do corpo;

Capítulo 4. Figura 48. Compressões torácicas no lactente.

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 Faça compressões torácicas, tal como explicado na técnica de compressões
torácicas com 2 dedos, mas mais lentas (frequência aproximada de 20 / minuto) e
abruptas, com o objectivo de deslocar o corpo estranho;
 Faça até 5 compressões, se necessário, para tentar desobstruir a via aérea;

 Após as 5 compressões torácicas inspeccione a cavidade oral, removendo algum


objecto apenas se for visível;
 Repita sequências de 5 pancadas inter-escapulares / 5 compressões torácicas até
a obstrução ser resolvida ou o lactente ficar inconsciente.

4.4. Sequência de Actuação na OVA na Criança


Consciente:
 Se a criança consegue respirar e tossir deve apenas encorajá-la a tossir;

 Se a tosse for ineficaz ou a criança desenvolver dificuldade respiratória marcada é


necessário actuar rapidamente. Grite imediatamente por ajuda e avalie o estado de
consciência da criança;

 Aplique pancadas inter-escapulares, até um total de 5 (se necessário);


 Se a obstrução persiste efectue compressões abdominais – manobra de Heimlich,
até 5 tentativas;

Capítulo 4. Figura 49. Pancadas inter-escapulares e compressões abdominais na criança

 Verifique se houve saída do corpo estranho;


 Repita a sequência, anteriormente descrita, até resolução da obstrução ou até a
criança ficar inconsciente.

SBV.02.11 4 – Suporte Básico de Vida Pediátrico 99/115


No lactente ou na criança, enquanto não ocorrer a resolução e se mantiver consciente, a
sequência deve ser mantida sem que se abandone a vítima; deve no entanto tentar
gritar por ajuda, ou enviar alguém para pedir ajuda se ainda não foi feito.

No lactente ou na criança, se a obstrução for resolvida, com a expulsão do corpo estranho,


deve ser feita uma avaliação do estado da vítima. É possível que parte do corpo estranho
que causou a obstrução ainda permaneça no tracto respiratório. Se existir qualquer dúvida
deve ser procurada ajuda médica.

A aplicação em crianças da manobra de Heimlich requer que o reanimador se coloque de


joelhos atrás da vítima em vez de permanecer de pé.

As compressões abdominais poderão eventualmente causar lesões internas, assim,


quando tiverem sido efectuadas, as crianças assim tratadas devem ser examinadas por um
médico.

4.5. Sequência de Actuação na OVA no Lactente ou na Criança


Inconsciente
 Após confirmar que a criança está inconsciente e ainda estiver sozinho, deve activar o
sistema de emergência médica ligando 112, ou, se possível, envie alguém para pedir
ajuda;

 Não abandone a vítima neste momento;


 Coloque o lactente ou a criança sobre uma superfície plana e dura;
 Verifique a existência de algum corpo estranho na boca e se for visível remova-o;

 Não tente efectuar a manobra digital para retirar o corpo estranho, se este não estiver
visível, nem repita este procedimento continuamente;
 Tente efectuar 5 insuflações, verificando a eficácia de cada insuflação: se a
insuflação não promove a expansão torácica, reposicione a cabeça antes de nova
tentativa;
 Inicie SBV (5 ciclos de 15:2 ou 3 ciclos de 30:2);
 Pesquise a cavidade oral antes de tentar efectuar as insuflações;

 Se for observado um corpo estranho, deve tentar removê-lo através da manobra digital
(também pode ser usada uma pinça ou um aspirador de secreções).

100/11 4 – Suporte Básico de Vida Pediátrico SBV.02.11


5
No lactente ou na criança, sempre que parecer que a obstrução foi resolvida, deve ser
permeabilizada a via aérea, como anteriormente referido, e reavaliada a respiração
(VOS).

Se continuar sem respirar normalmente fazer novamente 5 insuflações e reiniciar o


algoritmo de SBV.

Se a criança recuperar consciência e a sua respiração se tornar eficaz, deverá ser


colocada na posição de recuperação, vigiando e reavaliando continuamente o nível de
consciência e a respiração até à chegada da ajuda diferenciada.

SBV.02.11 4 – Suporte Básico de Vida Pediátrico 101/115


TÓPICOS A RETER

 Todos os elos da cadeia de sobrevivência pediátrica são igualmente importantes;


 Há diferenças na reanimação de acordo com a idade/tamanho da criança;
 Na criança que não responde, a respiração agónica (‘gasping’) e a FC < 60 bpm devem
ser considerados sinais de PCR;

 O SBV deve ser de qualidade e ininterrupto;


 As compressões torácicas devem ser de elevada qualidade, devem deprimir o esterno
pelo menos 1/3 do diâmetro do tórax, ao ritmo de pelo menos 100 compressões minuto
e permitir uma boa re-expansão torácica;
 A OVA pode evoluir rapidamente para PCR, pelo que é importante reconhecer e tratar
precocemente.

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5
CAPÍTULO 5 – REANIMAÇÃO NEONATAL

OBJECTIVOS

No final desta unidade modular, os formandos deverão ser capazes de:

1. Compreender as particularidades anatómicas e fisiológicas dos recém-nascidos,


de acordo com a idade gestacional, que justificam adaptações dos procedimentos
de SBV;

2. Identificar as principais causas de PCR no recém-nascido;


3. Conhecer o algoritmo de Suporte de Vida Neonatal.

SBV.02.11 5 - Reanimação Neonatal 103/115


INTRODUÇÃO

Relativamente poucos recém-nascidos necessitam de qualquer reanimação no


nascimento. Para aqueles que precisam de ajuda, a grande maioria apenas irá necessitar
de assistência na ventilação pulmonar.
Uma pequena minoria poderá necessitar de um breve período de compressões torácicas
em associação com a ventilação pulmonar.

De 100.000 bebés nascidos na Suécia num ano, pesando 2.5 kg ou mais, apenas 10 em
1000 (1%) necessitaram de manobras de reanimação após o nascimento.
Dos que receberam cuidados de reanimação, 8 em 1000 responderam à ventilação com
máscara e insuflador e apenas 2 em 1000 precisaram de entubação oro-traqueal (EOT).

O mesmo estudo tentou determinar a possibilidade de virem a ser necessárias manobras


de reanimação ao nascer e concluiu que, para os bebés de baixo risco (nascidos após as
32 semanas), 2 em 1000 (0.2%) vieram a necessitar de manobras de reanimação após o
nascimento.

Destes 90% responderam com apenas ventilação com máscara e insuflador, os restantes
10% não responderam a esta manobra e necessitaram de EOT.

Manobras de reanimação ou ajuda especializada são mais provavelmente necessárias nas


crianças com compromisso fetal significativo durante o trabalho de parto, com gestação
inferior a 35 semanas, nas situações de gravidez múltipla e nascimentos por via vaginal
com apresentação pélvica.

104/115 5- Reanimação Neonatal SBV.02.11


1. PREPARAÇÃO DO NASCIMENTO

1.1. Equipamento e Ambiente


Quando o parto ocorre num local não designado para o efeito, recomenda-se por
segurança a existência de um conjunto de equipamento que inclui material para ventilação
pulmonar de tamanho apropriado para recém-nascidos, toalhas quentes e secas,
cobertores, um instrumento estéril para cortar o cordão umbilical, e luvas limpas.

Pode também ser útil ter um aspirador com sondas de vários tamanhos e espátulas ou
laringoscópio para permitir o exame da orofaringe.

No caso de parto no domicílio, é mais difícil ter acesso ao equipamento necessário.


Nalguns países existem regras que determinam quais e quantos são os profissionais que
devem assistir o parto no domicílio.

1.2. Controlo da Temperatura


Os recém-nascidos húmidos e despidos não conseguem manter a temperatura corporal
numa sala que parece confortavelmente aquecida para adultos. Expor o recém-nascido ao
stress do frio irá baixar a oxigenação do sangue e aumentar a acidose metabólica.

Previna as perdas de calor:

Protegendo o recém-nascido decorrentes de ar;


Mantendo a sala aquecida;

Secando imediatamente após o parto - Cobrir a cabeça e o corpo, com excepção


da face, com uma toalha quente para prevenir mais perdas de calor. Em alternativa
coloque o recém-nascido em contacto com a mãe e cubra ambos com um cobertor;

Colocando o recém-nascido num superfície aquecida debaixo de um aquecedor se


a reanimação for necessária.

Nos recém-nascidos pré-termo (especialmente com menos de 28 semanas de gestação),


limpar embrulhar numa toalha pode não ser suficiente. Um método mais eficaz pode ser
cobrir o recém-nascido com material plastificado, sem secar previamente (com película
aderente, por exemplo), e colocá-lo numa superfície debaixo de uma fonte de calor.

SBV.02.11 5 - Reanimação Neonatal 105/115


2. ABORDAGEM INICIAL

A escala de Apgar não foi concebida para identificar recém-nascidos que venham a
precisar de reanimação. Muitos estudos sugerem que é altamente subjectiva. Contudo, os
parâmetros desta escala, nomeadamente a frequência respiratória, a frequência cardíaca e
a coloração, se avaliados rapidamente, podem identificar os recém-nascidos a necessitar
de cuidados de reanimação. Ainda mais, a avaliação seriada destes parâmetros pode
indicar se os esforços que estão a ser feitos estão a ser bem sucedidos ou se mais
manobras de reanimação são necessárias.

2.1. Actividade Respiratória


Verifique se o recém-nascido está a respirar. Se estiver avalie a frequência, profundidade e
simetria da respiração, simultaneamente com a existência de movimentos anormais como
tiragem ou ruído.

2.2. Frequência Cardíaca



É melhor avaliada com um estetoscópio auscultando os batimentos junto ao ápex. A
palpação de pulso na base do cordão umbilical e muitas fezes um método eficaz mas nem
sempre é facilmente palpável; a pulsação do cordão só é realmente simples para
frequências acima de 100 bpm.

2.3. Cor
Um bebé saudável nasce com um tom azul e começa a tornar-se rosado a partir dos 30
segundos, assim que estabelece uma respiração eficaz. Observe se o bebé está rosado,
cianosado ou pálido. A cianose periférica é comum e, por si só, não é indicador de hipoxia.

2.4. Tónus
Um bebé muito prostrado é como se estivesse inconsciente e necessita de ser ajudado na
respiração.

106/115 5- Reanimação Neonatal SBV.02.11


SUPORTE DE VIDA NEONATAL

Secar o Neonato Nascimento


Remover toalhas molhadas e cobrir
Anotar hora exacta ou cronometrar
EM QUALQUER ETAPA: CONSIDERAR PEDIDO DE AJUDA

30 segundos
Verificar:
TÓNUS, FR E FC

Se GASPING ou NÃO RESPIRA:


Permeabilizar a Via Aérea
5 Insuflações 60 segundos
Considerar monitorização de SpO2

Reavaliar
Se não há aumento da FC:
Confirmar EXPANSÃO TORÁCICA

Se não há expansão torácica:


REPOSICIONAR A CABEÇA
Considerar controlo da VA por 2 reanimadores SpO2 aceitável:
ou outras manobras (adjuvantes)
Repetir insuflações  2 min: 60%
Considerar monitorização de SpO2  3 min: 70%
Verificar a resposta  4 min: 80%
 5 min: 85%
 10 min: 90%

Se não há aumento da FC:


Confirmar EXPANSÃO TORÁCICA

Quando há expansão torácica Se


FC indetectável ou baixa (<60):
Iniciar COMPRESSÕES TORÁCICAS
3 Compressões : 1 Insuflação

Reavaliar FC cada 30 seg


Se FC indetectável ou baixa (<60):
Considerar acesso venoso e fármacos

Capítulo 5. Esquema 5. Algoritmo Suporte de Vida Neonatal.

SBV.02.11 5 - Reanimação Neonatal 107/115


2.5. Estimulação Táctil
Secar o bebé geralmente produz a estimulação táctil suficiente para induzir uma ventilação
eficaz. Evite outros métodos mais vigorosos de estimular a respiração. Se o recém-nascido
não conseguir estabelecer uma respiração espontânea e eficaz após um breve período de
estimulação, outros cuidados de suporte serão necessários.

2.6. Classificação de Acordo com a Abordagem Inicial


Com base na avaliação inicial, os bebes podem ser classificados em 3 grupos.
 Grupo 1:

 Chora ou respira vigorosamente;


 Boa coloração (rapidamente fica rosado);
 FC superior a 100 bpm.
Estes recém-nascidos não requerem qualquer intervenção para além de secar e envolver
numa toalha quente e, quando apropriado, ser colocado junto da mãe. O recém-nascido
mantém-se quente através do contacto da pele da mãe com a sua debaixo de um cobertor
e pode ser colocado a mamar nesta fase.

 Grupo 2:

 Não respira ou respira inadequadamente;


 Apresenta o tónus normal ou reduzido;
 FC inferior a 100 bpm.
Estes bebés podem responder à estimulação táctil e/ou oxigénio, mas podem vir a
necessitar de máscara e insuflador. Se não melhorarem com as insuflações, podem
também vir a precisar de compressões torácicas.

 Grupo 3:

 Não respira ou respira inadequadamente;


 Palidez (sinal de má perfusão);
 Prostrado, tónus diminuído;
 FC inferior a 100 bpm ou indetectável.

108/115 5- Reanimação Neonatal SBV.02.11


Estes bebés necessitam imediatamente de controlo da via aérea, insuflações e ventilação.
Assim que estas medidas estiverem aplicadas com sucesso, pode vir a necessitar de
compressões torácicas e talvez de medicação.

Existe um pequeno grupo de bebés que após ventilar adequadamente e com uma boa
frequência cardíaca mantêm-se azulados.
Este grupo inclui uma série de possíveis diagnósticos tais como hérnia diafragmática,
deficiência de surfactante, pneumonia congénita, pneumotórax ou doença cardíaca
congénita.

3. SUPORTE DE VIDA NO RECÉM-NASCIDO

Se a abordagem inicial demonstrar que o bebé não conseguiu estabelecer uma respiração
regular e normal, ou que tem uma frequência cardíaca inferior a 100 bpm, deve iniciar
manobras de SBV.
No neonato, permeabilizar a via aérea e arejar os pulmões é normalmente suficiente.
Intervenções mais complexas serão desnecessárias a não ser que estes dois primeiros
passos sejam ineficazes.
As etapas seguem a regra geral: ABC(DE).

3.1. Via Aérea: A


O bebé deve estar de costas com a cabeça numa posição neutra (um cobertor ou toalha
com 2 cm colocado debaixo dos ombros do recém-nascido pode ser uma ajuda muito útil
para manter a posição da cabeça).

Nos bebés mais prostrados a aplicação da manobra de protusão da mandíbula ou a


utilização de um tubo orofaríngeo de tamanho adequado, pode ser útil na manutenção da
permeabilização da via aérea.
A aspiração só é necessária se existir algo a obstruir a via aérea. A aspiração agressiva da
orofaringe pode retardar o início da respiração espontânea, causar espasmo da laringe e
induzir bradicárdia por estimulação vagal.

SBV.02.11 5 - Reanimação Neonatal 109/115


A presença de mecónio num bebé prostrado é a única indicação para considerar de
imediato a aspiração da orofaringe.

Caso seja necessário a aspiração deve ser feita com visualização directa. Utilize sondas
de 12-14 FG ou de yankauer num aspirador que não exceda uma pressão negativa de 100
mmHg.

3.2. Respiração: B
Actualmente não existe evidência que especifique qual a concentração de oxigénio a
utilizar quando se inicia a reanimação.

Após os cuidados iniciais ao recém-nascido, se a respiração não existe ou é inadequada, a


ventilação pulmonar é a prioridade. A medida inicial para verificar uma ventilação eficaz é
um incremento na frequência cardíaca; verifique a expansão torácica se a frequência
cardíaca não subir.

Para as primeiras ventilações mantenha a pressão inicial de insuflação por 2 a 3 segundos.


Isto irá ajudar a expansão pulmonar.

A maioria dos recém-nascidos a necessitar de reanimação, rapidamente sobem a


frequência cardíaca com 30 segundos de ventilação. Se a frequência cardíaca subir mas o
recém-nascido continuar com uma respiração ineficaz, mantenha uma frequência de 30
insuflações por minuto, com insuflações de um segundo até obter uma respiração
espontânea adequada.

Uma ventilação adequada é normalmente verificada por um aumento da frequência


cardíaca ou por uma frequência cardíaca superior a 100 batimentos por minuto.
Se o recém-nascido não responder, a razão mais provável é não haver um adequado
controlo da via aérea ou da ventilação.

Verifique a existência de movimentos torácicos durante as insuflações; se existem, a


ventilação pulmonar está a ser conseguida.

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Se não existirem, o controlo da via aérea e da ventilação não está a ser conseguido.
Sem uma adequada ventilação pulmonar, as compressões cardíacas não serão eficazes;
por isso confirme a adequada ventilação antes de prosseguir para manobras de suporte
circulatório.

Pode-se conseguir uma ventilação adequada com a entubação traqueal, mas isto requer
treino e experiência para ser conseguido eficazmente.

Se não tiver experiência nesta técnica e a frequência cardíaca está a descer, reavalie a
permeabilidade da via aérea e ventile até ter com alguém com experiência na entubação.
Mantenha suporte ventilatório até o recém-nascido estabelecer uma respiração normal e
regular.

3.3. Suporte Circulatório: C


O suporte circulatório pelas compressões cardíacas só é eficaz se a ventilação pulmonar
for conseguida com sucesso.

Administre compressões cardíacas se a frequência cardíaca for inferior a 60 batimentos


por minuto.
A técnica ideal é colocar os dois polegares no terço inferior do esterno, com os dedos a
envolver o tronco e a suportar as costas.
O terço inferior do esterno deve ser comprimido numa profundidade equivalente a um terço
do diâmetro antero-posterior do peito. Não levante os polegares do contacto com o esterno
durante a fase de descompressão, mas permita que a parede torácica volte á sua posição
normal durante esta fase.

Utilize uma relação de 3:1 para as compressões e insuflações, de modo a que ocorram
120 eventos por minuto (ou seja, aproximadamente 90 compressões e 30 insuflações).
Contudo, a qualidade das compressões e insuflações é mais importante que a frequência.

Verifique a frequência cardíaca após cerca de 30 segundos e periodicamente após isto.


Pare as compressões torácicas quando a frequência cardíaca for superior a 60 por minuto.

3.4. Fármacos: D
Os fármacos raramente estão indicados na reanimação dos recém-nascidos.

SBV.02.11 5 - Reanimação Neonatal 111/115


A bradicardia no recém-nascido é habitualmente causada pela inadequada ventilação
pulmonar ou hipoxia profunda e, estabelecer uma adequada ventilação é o passo mais
importante para a corrigir.

Contudo, se a bradicárdia se mantém inferior a 60 bpm, apesar das adequadas insuflações


e compressões torácicas, os fármacos podem ser necessários.
Presumivelmente, estes fármacos exercem o seu efeito pela sua acção no coração e são
administrados porque a função cardíaca é inadequada.

Por isso, devem ser administrados tão próximo do coração quanto possível,
preferencialmente através de um cateter inserido rapidamente no cordão umbilical.

Tal como mencionado antes, o pedido de ajuda diferenciado deve ser consideado em
qualquer fase da reanimação, desde o seu início. A necessidade de administração de
fluidos e/ou fármacos corresponde a uma gravidade extrema e existe apenas no âmbito do
Suporte Avançado de Vida.

4. SUSPENSÃO DA REANIMAÇÃO

Os comités nacionais e locais devem determinar as indicações para parar as manobras de


reanimação.
Contudo, os dados de crianças sem sinais de vida desde o nascimento até aos 10
minutos ou mais, demonstram uma mortalidade mais elevada ou um défice neurológico
mais severo. Nesses casos a suspensão das manobras é justificada se não existirem
sinais de vida.

Torna-se menos clara a indicação de suspensão nos casos em que a FC é inferior a 60


bpm à nascença, mesmo após 10 a 15 minutos contínuos e adequados de esforços de
reanimação. A falta de evidência acarreta também uma lacuna de orientação científica,
ética e legal.

112/115 5- Reanimação Neonatal SBV.02.11


5. COMUNICAÇÃO COM OS PAIS

É de importância vital que a equipa que cuida do recém-nascido informe os pais dos
progressos com o bebé.
No nascimento, actue de acordo com as normas locais; se possível, entregue o bebé à
mãe na primeira oportunidade.
Se a reanimação for necessária, informe os pais dos procedimentos que estão a ser
tomados e porque são necessários.
A decisão de parar a reanimação idealmente deve envolver um pediatra experiente.

Quando possível, a decisão de tentar a reanimação no bebé extremamente pré-termo deve


ser tomada em conjunto com os pais, o pediatra e o obstetra, o que em contexto pré-
hospitalar pode implicar o transporte do recém-nascido em manobras de RCP até ao
hospital.

SBV.02.11 5 - Reanimação Neonatal 113/115


TÓPICOS A RETER

 Os procedimentos de SBV devem ser adaptados em função da idade gestacional;


 A sequência de procedimentos de Suporte de Vida Neonatal baseia-se na contagem de
tempo imediatamente após o nascimento e vocaciona-se fundamentalmente para a
‘Ventilação’;
 São poucos os recém-nascidos que necessitam de qualquer manobra de reanimação, e
destes apenas 10% necessitam de EOT;
 É importante proceder a reavaliação sistemática da resposta do recém-nascido;
 A ausência de sinais de vida após 10 minutos de manobras de reanimação contínuas e
adequadas justifica a sua suspensão;

 Os pais devem ser informados da necessidade de reanimação e do seu progresso.

114/115 5- Reanimação Neonatal SBV.02.11


Bibliografia

1. European Resuscitation Council Guidelines for Resuscitation 2010 – Resuscitation 2010;81:


2. Manual do Centro de Orientação de Doentes Urgentes – INEM, 2010;
3. Manual de Tripulante de Ambulância de Transporte – INEM, 2ª Edição, 2010;
4. Manual de Desfibrilhação Automática Externa – INEM, 2010;
5. Manual de Suporte Avançado de Vida – INEM, 2ª edição, 2011;
6. Decreto-Lei n.º 220/2007, de 29 de Maio
7. Lei nº 141/99 de 28 de Agosto;
8. Lei n.º 45/2004 de 19 de Agosto;
9. Decreto-Lei n.º 131/95 de 6 de Junho;
10. Decreto-Lei n.º 82/2009 de 2 de Abril;
11. Nolan JP, Hazinski MF, Billi JE, et al. 2010 International Consensus on Cardiopulmonary Resuscitation and
Emergency Cardiovascular Care Science with Treatment Recommendations. Part 1: Executive Summary.
Resuscitation In Press.
12. Biarent D, Bingham R, Eich C, et al. European Resuscitation Council Guidelines for Resuscitation 2010. Section 6.
Paediatric Life Support. Resuscitation 2010; 81.
13. Wyllie J, Richmond S. European Resuscitation Council Guidelines for Resuscitation 2010. Section 7. Resuscitation
of babies at birth. Resuscitation 2010; 81.
14. Soar J, Perkins GD, Abbas G, et al. European Resuscitation Council Guidelines for Resuscitation 2010. Section 8.
Cardiac arrest in special circumstances: electrolyte abnormalities, poisoning, drowning, accidental hypothermia,
hyperthermia, asthma, anaphylaxis, cardiac surgery, trauma, pregnancy, electrocution. Resuscitation 2010;81.
15. Soar J, Monsieurs KG, Ballance J, et al. European Resuscitation Council Guidelines for Resuscitation 2010. Section
9. Principles of education in resuscitation. Resuscitation 2010; 81.
16. www.inem.pt

SBV.02.11 Bibliografia 115/115


Manual de Suporte Básico de Vida
Departamento de Formação em Emergência Médica
DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO EM EMERGÊNCIA MÉDICA
MANUAL DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA