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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS

Departamento de Estruturas

I
I,

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS DE

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

FASCÍCULO II

Dagoberto Dario Mori

Eduardo José Pereira Coelho

São Carlos, 1979


Publicação 083/91
Reimpressão
l
'

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS

Departamento de Estruturas

EXERCICIOS RESOLVIDOS DE

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

FASCÍCULO 11

Dagoberto Dario Mori


Eduardo José Pereira Coelho

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São Carlos, 1979


I .. Publicação 083/91
Reimpressão
(.)
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~
C")
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G) ..-
~ o
o
..-
INTRODUÇÃO (/) ..-
C")
:J
..J
<(
c -
-
w
c

Esta publicação, destinada aos estudantes de Graduação


das Escolas de Engenharia, deve ser utilizada concomitantemente
,,
com a public:ação''EXERC:I'CIOS PROPOSTOS DE RESISTÊ!NCIA DOS MAT!_
RIAIS", Fascículo li, da qual foram extraÍdos os problema's aqui
resolvidos,
Os enunciados destes problemas nao acompanham suas so
luç~es pois os autores julgam que o estudante deve primeiramente
tentar resolver os exercícios propostos, e somente depois consul
tar esta publicação.
Neste segundo fascÍculo, correspondente ã segunda pa~
te do Curso de Resistência dos Materiais, ministrado na Escola
de Engenharia de São Carlos, os exercícios foram selecionados com
o intuito de englobar dentro de cada capÍtulo desta disciplina,
a maior variedade possível de assuntos, e devem servir como fon-
te de consulta e principalmente como mitodo de
.
rac1.oc1n1o
~ . e
cálculo.
No inÍcio de todos os capÍtulos ,aqui chamados de_ listas,
são apresentados formulários aos quais se faz referência durante
a solução dos exercícios. Ê oportuno lembrar que a simples leit~
ra desses formulários, apesar de facilitar o entendimento do tex
to, não desobriga o estudante de desenvolver anteriormente uma
sÕlida conceituação teÕrica dos assuntos tratados.
Os trabalhos de datilografia estiveram a cargo da Sra.
Wilma Provinciali Vall e os de desenho a cargo de João Paulo Mo-
retti e Sylvia Helena Moretti, aos quais os autores agradecem a
dedicação e esmero.
Esta segunda edição foi revisada pelo Professor Sirgio
-~

'

:Í N D I C E

LISTA N9 lO (LlO) - ESTADOS DE TENSÕES

LISTA N9 11 (Lll) - ESTADOS DE TENSÕES E DEFORMAÇÕES

LISTA N9 12 (L12) - CRITÉRIOS DE RESISTf:!NCIA,

LISTA N9 13 (Ll3) ~ FLEXÃO GERAL

LISTA N9 14 (L14) - TORÇÃO LIVRE DE BARRAS DE SEÇÃO QUALQUER

LISTA N9 15 (LlS) - FLAMBAGEM

LISTA N9 16 (Ll6) - ENERGIA DE DEFORMAÇÃO E CÃLCULO DE


DESLOCAMENTOS
' ..,.
.

l.J 1()
Ll0-1

ESTADOS DE TENSÕES

As fórmulas que se seguem prestam-se à determinação de


tensÕes que atuam em um plano que forma um ângulo genérico a com
a direção do eixo y, usada como referencial.

y ii

Ol>O !roço do
plano yy

/ y
/
/
/
/

FIG. 10. i - ROTAÇÃO OOS EIXOS COORDENADOS

cr +cr cr -cr
cr-
X
~
X
2
y + X
2
y
cos2a + 1"
xy
sen2a .... (10,1)

ou ...... (10.2)

T--
xy =
cr -cr
y
2
X
sen2a + 1"
xy
cos2a ~ .. .. (10.3)

ou , __
xy
= (cr -cr )sena cosa + 1"
y x xy
2 2
(cos a-sen a) ..... (10.4)

o tem-se:
OBS ,: P arase Calcula ~- v~- usa - se o -angulo S. Sendo S=a+90
- y

2 2
cr- = cr
X
s en a. + cos a - 21"
xy
cosa sena
Y

~= a) o ângulo a e marcado positivamente a partir de urna


vertical (eixo y) e no sentido anti-horirio ate o traço do plano
em que atua a tensao a ser calculada,

b) cr , cr
X y
= tensões normais que atuam nas direçÕes dos
eixos perpendiculares x e y, consideradas positivas se traciona
rem as faces do elemento,

c)
xy
= tensão de cisalhamento aue
1" . atua .nas faces do e -
lementol) paralelas aos eixos x e y. Esta tensão ~ considerada
sitiva se o seu sentido coincidir com o eixo que lhe for paralelo,
desde que, na face onde atua, uma tensão normal de tração tiver
sentido coincidente com o outro eixo, ou seja, para crx positivo e
Ll0-2

concordante com o sentido de x, T ~ositivo e aquele que concor


xy
da com o sentido de y.

d) cr-, cr-, T7- = tensÕes normais e tangenciais a planos


X y ~y O
cujos. traços formam angulos a e a+90 com uma direção vertical
(eixo y). Os ingulos ·a e a+90° são considerados positivos quando
marcados no sentido anti-horário. A convenção de sinais e mantida
para estas tensoes, respeitando os sentidos dos eixos que lhes
correspondem (~e y).
Observe-se, pela expressão (10.3), que existe um ingulo
particular a , que anula o valor.de T--, levando
p xy
à equação

2 T
tg ( 2a )
p
= cr -o
X
XY
y
.... (10.5)

de cujas infinitas soluçÕes, interessam dois valores de a que


p
correspondem a duas direçÕes perpendiculares entre si, as quais
são chamadas de direçÕes principais. Estas direçÕes principais d~
finem dois planos, nos quais atuam tensões cr e cr (tensÕes urin
1 2
cipais) dadas por:

cr +cr
= X
2
y ± .... (10.6)

OBS.: Os ingulos a calculados através da expressao (10.5) sao


p
marcados positivamente a partir de uma vertical (eixo y) e
no sentido anti-horário.
Uma vez determinados os valores das tensoes principais cr e
1
cr podem-se obter analiticamente as POSiçÕes dos eLXOS prin
2
cipais 1.1 e 2.2, relativamente aos eixos x e y, utilizando
na expressao (10.1) o ângulo a encontrado na expressao
p
(10.5) e comparando os valores de cr- ou cr- aos resultados
X y
de cr ou cr já conhecidos.
1 2
Ll0-3

I) Solução Analitica

r7y =q f

·J
;

FI G. lO. 2 - CORTE !·!

,II
/-!/ tq
150~~···
CTrr= 1,6 tf /cm2 \ ·j-,....:.--,
y

"}·t .··
n~~ soo

/I[

FIG. 10.3- CORTE JI .Ir

Para o plano representado pe!o corte I-I tem-se, com


base na Fig. 10.2 e nas expressies (10.1) e (10.3):

a I • (p+q) + (p-q) cos(90°) + T sen(90°)


2 2

.. a
I
= • • •• (A)

T
I
• -o ' 8 = (q-p) sen 90° + T cos 90°
2

p - 9 - 1,6 ••• • (B)

Para o plano representado pelo corte II-II tem-se:


110-4

(p+q) +
2

3p + q - 6,4 •• •• (c)

(q-p) sen(-60°) + T cos(-60°)


'II = 2

• 'u = o,43 (p-q) • ••• (D)

OBS.: T • T • 0
xy

O sistema de equaçoes (B) e (C) resolvido leva a

2
p • 2,0 tf/cm

2
q • 0,4 tf/cm

Utilizando os valores p e q em (A) e (D) obtêm-se:

a I • 1,2 tf/cm 2

2
'II = 0,69 tf/cm

II) Solução Gráfica (eirculo de Mohr)

t t t t q

-- L ----
p
p

---- --- X

t ~ f I
I

' q

FIG. 10.4- ESTADO DE TENSO-ES


Ll0-5

o (1( tf /em 2 l

0,8

I 6

FIG. 10.~- CIRCULO DE MOHR

Nas faces paralelas aos eixos x e y tem-se~ = O, sendo


portanto p e q tens~es principais; usando G conceito de pelo, co~
~ase na Fig. 10.4, conclui-se que o pelo tem coordenadas (p;O).
Admitindo conhecido o pelo, atravis dele, paralelamente
ao corte I-I, e.ncoat.zar-se-ia o ponto A, cujas coordenadas serram-
e = 0,8,-esta Última i~ual ao raio R do cÍrculo.

E.:S =R = 0,8 tf/cm 2


''
'. 2

., Pelo poio, se se tirasse uma paralela ao corte II-II,


encontra\r-se-ia o ponto B, de coordenadas c;II = 1,6 e 'II"
Atravis da Fig. 10.5, pode-se concluir que:

ox = 1,6 = q + R+ R cos 60° = q + 0,8(1+ t>


~

0,4 tf/cm~
,,,, ••• q =
. -~
Dessa forma resulta
2
p = 2, O tf I em

,,,.,
'., . ~
Ll0-6

t << D
_T ______ ------

o C1t
cr.t I o
-o-.t,
_. ..l..ponto
..,..o
~---------
!O"t J

FIG. 10.6

Isolando-se elementos em torno dos pontos (D e (I),


das faces externa e interna da parede da caldeira, obtêm-se os es
tados de tensão da Fig. 10.7.

p = pressão interna

FIG. 10.7- ESTADOS DE TENSÃO

Nas caldeiras, admite-se que as tensoes ar, que têm di-


reçao radial, podem ser desprezadas relativamente is tens;es at
e ai, estas atuantes segundo as direçÕes ,tangencial e longitudi-
nal. Desta forma, em torno dos pontos Q) e @ , admite-se a exi!.
tência de um estado plano de tens;es. A tensão a surge devido a
1
ação da pressão interna sobre as tampas e destas sobre as paredes
da caldeira.
Com base nas Figs. 10.8 e 10.9 obtê~-se at e a .
2

a t • .E..E.
2t
Ll0-7

-=-------------r
I

.l o
tat
----- t-
Iat tampa
=
- p

r ::________ l_ __
rt
J
I o.
'
FIG. 10.8 - TENSÃO 0
1 FI G. 10.9- TENSÃO cr1

Ftampa = for;a na tampa • p • a i · 1TD • t

•••

Com D = 100 em, t p 2em e p • 50 kgf/em 2 resultam

2
oi = 625 kgf/cm

I) Solução Analrtica

No plano do corte II-II atuam as tensoes o I e ' I I ' ob-


1
tidas por:

CORTE II • ll

= - 60"
X

30"

F!G. lO -10
Ll0-8

2
= 1093,8 kgf/cm

crt-cri o 2
-r I I = ( )sen(-120 ) = -270,6 kgf/cm
2

No plano da solda (corte II-II), as tensoes podem ser


representadas.por:

i
FIG. 10. li

O sentido de -r concorda com o sentido de y pelo fato


11
da mesma ser negativa; verifica-se que uma tensão normal ?Ositiva
nesse plano, discorda do outro eixo x.
II) Solução atravis do crrculo de Hohr

62!5 +-
CTn

1250

FIG. 10.12
Ll0-9

1250 625
R • raio do circulo • - • 312,5 kgf/cm 2
2

Portanto:
'· . .
• R sen 60
o
• 312,5 --.
13
2
270,6 kgf/cm
2

crii • 625 + R+ R cos 60° • 625+312,5(1+ i) •


. kgf I
• 1093,8 Ct:l
2

FIG.IO. 13

~o plano da_~, as tensoes normal e tangencial devem


obedecer ãs seguintes restriçÕes:

a) cr cc ~ O (a cola não suporta tração)

. 2 . 2
:!'(0,4 tf/cc ou seja, -r .:S;; 0,4 tf/cm para
- CC

1: positivo e 1: ~ -0,4 tf/cm 2 para 1: negativo,


CC CC CC
')

- 0,4 o 0,4 z.
----+-----+----1----- "C(tf/CITJI
faixa de valores
1Que "Ccc pode assumir'

FIG. 10.14
Ll0-10

I) Solução AnalÍtica

Orientando a peça colada com os e~xos x e y da Fig.


10.13 e respeitando a orientação para as tens;es, impostas na Fig.
10.1, ~em-se:

T
xy = o

2
cr X = -0,5 t f I em

;
!1êêl "'i'fll~l ~f?l~ H!êll''=

I R ~~~@ êY =~•ª

• ••

(; +0,5
= Ic Y~ )§ên(=~r,©)!
=


• • • •

A soluçio que satisfaz as 3 condiç~cs encontradas para


cry é dada por:
LlO•ll


-1 3 o
k·oee·e=e·u o • e e o e e e o e c. e o e 4
~
-- e e e :e ,.. e e e o e e o
c~ ,as •
-1.,3 0,3
. . . . - - - - - - - - - - - - - - - - - a-1 ltf/cm)
FIG. IO.IS

~
(j 0,3 tf/CT!l~
y

Observe ·que estes resultados sao igualmente encontrados


se se considerar que r;y pode ser negativo.

li) Solução Gráfica

Utilizando-se 6 crrculo de Mohr com base no estado de


tens~es da Fig. 10.13, obtem-se inicialmente o ponto P (polo) de
coordenadas r; • -0,5 tf/cm
2 e T • O. Através do polo, uma dir_e
x xy
ção paralela ao corte cc, cortará o crrculo em um ponto de coord~
nadas r; e T • A 1! restrição (r; ~ O) é respeitada através do
CC CC CC
crrculo CD. ao qual pertencem o polo p e o ponto A, de coordena-
das a ÇC • O e I• CC I • 0,5 tf/cm2.. A 2! restrição <l•ccl ~ 0,4
tf/cmZ) leva aos crrculos @ e G), respeitado o campo de varia-
ção de 'cc' entre as retas l e 2 • Nestas retas localizam-se
os pontos B e C, nos quais concorre a reta por P e paralela ã di-
reção c.c. Verifica-se que o crrculo G) não é solução para o pr.!:!.
blema po\"que T > 0,4 tf/cm 2 para et. • -45°.
CC
Poitanco a solução é a indicada na FlR· 10~16.

ll
110-12

'tltf/cm2 ) CORTE CC
( 2'l restri çõo)
( 1~ restrl~o)
circulo 3 circulo 2

_reto 1

0,4

0,4

roto 2

0,4 04

iintervolo em que O' pode Yori ar

FIG. 10.16

45

' /

~~
P(tl

~~' "'
/45°
P(t)

4
o

FIG. 10.17 ESFORÇOS NO PARALELEPIPEDO


Ll0-13

a) Esforços no Paralelepipedo

Isolando os nós C2) e ~. seus equilrbrios fornecem:

FIG. 10.18 NÓS (i) E @ ISOLADOS

p
NlS • •P/2
cos45°

.. 'p
N1Z • NlS • co s 45°

N26 . Nl2
• P/2
cos45°

Dada a simetria do sistema, resultam

e portanto. o paraleleprpedo fica sujeito apenas aos esforços da


Fig. 10.19, uma vez que não é considerado o atrito existente en-
)
tre suas faces ·e as sapatas.
Os esforços normais às faces do paraleleprpedo são
considerade-s uniformemente.distriburdos em suas respectivas á-
reas, atuando como tensÕes principais a, supondo aceitável a hi- ·
pÓtese d~ "inexistência"· de tensÕes de cisalhamento.
Ll0-14.

FI G. 10.19 -PARALELEPJPEDO ISOLADO

Um elemento de volume do sólido, fica portanto, sujeito


a um estado triplo de tensoes, como se representa esquematicamen-
te na Fig. 10.20, tomando-se cr ~ a ~ cr .
1 2 3

I"IG 10.20 ESTADO DE TENSÕES NO SÓLIDO

Cl'j,
. ()

=
rl2 = r/1
02 " ~ " 2!1. ~

03 .. - 1'11' . - ;r
.!1
r/1
2.:1 "2
Ll0-15

trada na Fig. 10.21, na q~al se pode determinar o valor de T


· max
com base no círculo de maior diâmetro, correspondente. ao estado
de tensÕes de uma face sujeita ãs tensÕes cr e cr •
1 3

-t-
I: "tmox

+--=0'-'-----+-

FIG. 10.21

1 .
!T max
- I = -z<crl-cr3)

carregamento
S em
b
~ l t f t oExterno
L.N.
45

Cl

FIG.I0.22. b ELEVAÇÃO

fiG. 10.22 -o- SECÃO TRANSVERSAL


'
Ll0-16

No estado de tensoes em torno de um ponto interno de u-


ma viga, de maneira geral pode-se considerar que a tensão o é nu
- y
la, admitindo que as tensoes o provenientes da açao do carrega-
y
mento externo causam somente perturbaçÕes locais, que' se dissipam
à medida que se consideram pontos afastados das faces externas da
viga, segundo o Principio de Saint-Venant.

Cl

FIG. 10. 23 -ESTADO DE TENSOES NA

VIGA

As tensoes normais ox sao provocadas pelo momento fle-


tor e as tensões de cisalhamento 1 xy são provocadas pelo esforço
cortante, como segue:

M (x)
• - J - ·y
z

1
xy

onde y i a distância da Linha Neutra ao ponto considerado, Ms e


z
o momento estático, em relação ao eixo z, da área hachurada si-
tuada abaixo do ponto e b i a largura da seção transversal ao nr
vel do ponto (Fig. 10.22.a)

a) Cálculo das TensÕes

Um elemento em torno do ponto P, segundo a orientação


das direçÕes a-a e b-b, fica sujeito às tensÕes indicadas na Fig.
10.24.
L10-17

Cl b

..!.'

'l:xy
CTll
LI "':xy
b

Flt. 10.24 ESTADO OI! TENso·ES EM TORNO CO PON'rO P

o
Usando a expressao (10.1), com ay • O e •::1 • :1: ·45 ,
obtém-ma:

(]X O O 2
(]
aa cos(90 )+ Txy·sen(90) • 750 kgf/cm
2
ou seja:

(]
x
- 2T
xy
= 1000

(]
x
+ 2T
xy
= 1500

e portanto:

2
CJ
X
= 1250 kgf/cm

2
125kg/cm

\
.......====:;
1250
---- 1250 kg/cm
2

12 !'i ====:--:--1 FI G. 10.25 ESTADO


TENSÕES
DE
T.l0-18

b) Cálculo dos Esforços Solicitantes

3
6x12 4
~r = = 864 em
zz 12

Yp = 3, O em

a •J
X ZZ 1250x864
yp
=
3,0 = 360.000 kgf.cm = 360 tf·cm

Como a tensao r:Jx resultou positiva e o ponto P situa-


se abaixo da Linha Neutra, pode-se concluir q*e o momento encon-
trado traciona a viga em baixo.

3
M8
p
• 3 X 6 X 4,5 = em

'b • 6 ~O em

125x6,0x864,0 =
Q = 81,0
8000 kgf = 8,0 tf

A força cortante encontrada tem direção e sentido iguais


aos da tensao T , ficando a seçio transversal solicitada pelos es
xy
forços Me Q indicados na Fig. 10.26.

Q= sp ti

-+:_-_·_-_---~----_-_-_·~~~~-----·V·· ..,.,.~
,
FIG.I0.26-ESFORÇOS SOLICITANTES Me Q

Observe que este esforço cortante, proveniente de uma


tensao T considerada positiva segundo a convenção adotada, teria
xy
um sinal negativo segundo a convenção de esforços solicitantes(dia
gramas de Q), que considera positiva a cortante que percorre a se-
çao no sentido horário.
Ll0-19

Este problema deve ser resolvido em duas etapas, a pri-


meira isotitica e a segunda hiperestitlca, isto i, a primeira ati
a situação em que a viga, ao se deformar, encosta no apoio móvel
B, e a segunda a partir dessa situação.
Sendo de 0,5 em a folga existente entre o eixo indefor-
mado e o apoio B, procura-sé o valor de uma parcela p da carga
1
total, necessária para produzir no centro da viga uma flecha de
0,5 em. Sabe-se que essa flecha i dada por
4
s pl~
f ~
max • 3a4 E J z

onde
b h3 3
~m4
·-· 12
6xl2
12
• 864 ~

ou seja

0,5 - 384x2000x864 r 1 • 2,59xl0- 3 tf/cm : 0,26 tf/m

Pode-se concluir, com isso, que da carga total p • 0,6


tf/m, uma parcela p 1 • 0,26 tf/m trabalha para encostar o centro
da viga BO apoio B, sobrando portanto, para a segunda etapa, uma
carga p 2 • 0,34 tf/m.
Essa etapa, hiperestãtica, i resGlvida por superposição
de efeitos, sendo a estrutura real(l), substituÍda pela soma das
estruturas (2) e (3).
(l) '''Lll"-_'1.,.D..,....,I-.'1,..1-r1..,...,1[....~~~ • o,34
rrr1'i11'I'L'L-_,'1_1'...... 11/m

RJ fRa rRe
I 111
I
I
(2) 1:~';;:;1=1=1::1;::i;;:;!::;!:::;1::::;;:[::::';:;;!-;;:;]:;;:;1·~-L=I-::';:I::';Ç;}-P 2 • o,:s4tt/m
mr'
l
+

!
'
'3)

,I
' I'ICII. lO. 27 • UTAUTUIIIA HIIIIUUTÁTICA
Ll0-20

No cálculo de RB usa-se a condição de que a flecha em


B (na segunda etapa) vale zero. No problema 2 , a flecha em B
vale:

4
5 p t -2 4
2 5x0,34xl0 x400
384 E J
=
384x2000x864
= 0,656 CI:l
z

e no problema 3 , a flecha em B vale:

3 R ·400
3
RE·Q.
8
fB3 = 48 E J = 48x2000x864 = o, 772 RB

A nulidade da flecha e~ R permite escrever aue

- ! B = O
3

e portantcl

0,772 R 8 - 0,656 = O

R, = 0,85 tf

Portanto, para o problema em questao tem-se

""'- p =0,6tf/m

~~:::::::::::::::;;:==:::=~/A@
·'·t'~A
~ 2m
ll,
0,65 H
2m
j Rc
I !
FIG. 10.26

+ R x4 + 0,85 X 2 - 0,6 X 4 X 2 = 0
c

R = O, 77 5 tf
c

H =O RA + 0,85 + 0,775 - 0,6 x 4 = C


vert

RA = \1,775 t!
Ll0-21,

Conhecidas as reaçoes de apo~o traçam-se os diagramas


de força cortante e momento fletor.

@ 0.77511'

0,775 !'F
1
0,425 tf

0.3tf.m

FIG. 10.29

O cilculo das tensoes principais no ponto D da seçio


transversal localizada i direita do apoioB, ; feito com os esfor
ços M = 0,35 tfm (tração embaixo) e Q = 0,425 tf.

I bs6cm

3em

y = 3em
o
z = 3 X 6 X 4,5 = 81 em 3

6 em

y
FIG.I0.30- SEÇÃO TRANSVERSAL

35x3 2
cr X = y
0 =-'8"64 =-0,1215 tf/cm

Como o ponto D estã acima da Linha Neutra e o momento


r-1 etor "ctB trac1ona
· as f'b · f er1ore
1 ras 1n · s , a tensa-o o x comprimirá
o elemento plano em torno do ponto D.
Ll0-22

0 • 425 xSl a 0,0066 tf/cm 2


6x864

Portanto, o elemento plano em torno do ponto D tem o se


guinte estado de tens;es

FIG. 10.31- ESTADOS DE TENSÕES EM 'D

.Note-se que na convençao adotada para tensoes, 1 e


xy
negativo e corresponde, na convenção de .esforços solicitantes, a
uma força cortante Q positiva.
Conhecidas as tensoes o e 1 , as tensoes principais
x xy
podem ser calculadas com base na expressão (10.6), como segue:

o +o o -o
X Y.. _x_ _::, 2
= ( 2 .
2

2
= 0,0004 tf/cm

2
o 2 =-0,1219 tf!cm
Ll0-23

1 3. 0 Clft

I
ie
--t·-
1 1 I

\ 1 3. O em
0.5tflcm~

4.0 em 4.0 em l
FIG. 10. 32
Para calcular-se as tensoes principal.s que solicitam a
chapa, utiliza-se a expressão (10,6),

cr +cr cr -cr 2
X y ± ( X y)
2 2

na qual ê necessário que as tensoes cr e cr atuem em planos perpe_n


X y
diculares entre si. As tensÕes cr , cr e T serao obtidas utilizan
x y xy
do-se equações de equill:brio sobre os trechos triangulares ACD e
ADE, retirados da chapa através dos cortes I-I e II-II.

a) Cálculo de crx e T (Corte I-I)


-xy

As forças F , F , FT e Fcrx sao provenientes da ação das


1 2
tensoes que atuam nas ãreas das faces da chapa ACD e devem equili-
brar-se.
Ll0-24

li
A
I/ are o: 2 Asen 8

I
L YLFa I I
o
LFax

/ c .c
6rea • A
I lx
FUI. lO. 33 o
li

Sendo A a area das faces AD e CD, resultam:

Fl • 0,5 •• A

F2 • 1,0 .: A
3
F't" • 't" • (2Asen9) • 't". 2A. 5 . 1,2 A•'t"
Fa
X
3
• ax. (2Asen9) • a X 2A • 5 - . 1,2 A•a X

As projeçÕes destas forças segundo os eixos X e y <;ralem:

Flx = r 1 .cos9 • 0,5 A -.


4
5
0,4 A

Fly
. r 1 .sene - 0,5 A 3
5
. 0,3 A

F2x - F 2 ·cose • 1,0 A .. -54 . 0,8 A

F2y • F 2 ·sene • 1,0


.. A . -53 . 0,6 A
A chapa ACD fica portanto sujeita as forças mostradas na -
Fig. l0.33.b~ cujo equilrbrio fornece:

lrx • o • A(0,4+0,8) = 1,2 A•ax

..
Ll0-25

tF • 0 + A(0,3+T•l,2) • A.0,6
'I

T • 0,25 tf/cm 2

c
FlS. 10. 53. b

b) Cálculo de a (Cortes I-I e II-II)


1
CORTE I-I
I
I
I
: tfreo A sen e
"/F~ =0.25 x(0.6)•0.15A
0.4A
---~Fx•I.Olt I0.6AI

-- ·.~-:::::=:;:==-nly
0
-·-·-·- CORTE n.- n.
li
F 1: • O. 2 5 x (O..i A l J rreo A c os e
Fa • CTy x 10.81
y
FI 8. lO. 34

.-
O equilrbrio deste novo trecho de chapa leva a:

A(0,3+0,15) • A(0,8 a )
y

2
ay • O , 56 2 5 t:!/ em
Ll0-26

Conhecidos os valores de cr X , cr y e 'T , tem-se o desejado


estad~ de tensÕes, tirado de um ponto qualquer pertencente i chapa.

l0,5625

r=-=====,'' :0,2 5 tf I c:tn:2

a. o_ __ L 1---,.ox•
lt I.Ott/c:m
2

"'=======""
L:J., =0,5 625 tf I c:m2

FIG. 10. 35

OBS.: Verifique-se que nas faces perpendiculares, conforme CAUCHY,


atuam tensoes de cisalhamento de mesmo valor.

O'l} = 1,0+0 ,5625 ±


cr2 2
J (1,0-~,5625)2+ 0,252

1,11 tf/cm 2
2
cr
1
= cr
2
= 0,45 tf/cm

c) Os plancos onde atuam estas tensoes podem ser obtidos com o au-
xilio da circulo de Mohr, utilizando-se o conceito de polo,se~
do ep e (6p+90°) os ângulos formados entre as direçÕes princi-
pais e a face A.A (Fig. 10.37}.
"tU fiem"~

FIG. 10- 36

Analiticamente, esse ângulo ep pode ser obtido pelo


uso da expressao (10.5), ou seja:
Ll0-27

2-r 2x0,25
tg(26p) " Cl -c; " l,Õ-Õ,Sil25 • 1,143
X J7

e tt 24,4·o 6 = 114,4°
pl P2

- os seguintes:
Portanto, os resultados obtidos sao

a Y •0,5625 IA
t 0.25 ''
'
'

C!~ ----l a. •I,O u~eoo'

0,25 I
I
:A
10,5625

F!G.IO. 37- ESTADOS DE TENSÕES

O, I

--'-:~
! 0,4tf /cm2

0.4---JI::J l0i
Lo.l
fiEl. !O.SS- ESTADOS DE TENSÕES @e{[)

No estado de tensoes @, resultante da soma dos esta-


dos @ e ® atuam as tensoes mostradas na Fig. 10.39 e neste
estado as tensÕes principais não devem ultrapassar 0,8 tf/cm 2 .
110-28

( 0,4 + "t l

0,4- j[~] _ 0,4tflcm2

r o.4+"tl

tO, I H/cm 2
FIG.I0.39·ESTADO DE TENSOES RESU l TAlHE

Sendo T
c
= (0,4+T) obté~-se, com base na expressao
~10.6), que fornece o 1 e o 2

2
Ambas as tensoes devem ser ~enores que 0,8 tflcm . A
tensao o serã positiva, como se pode ver na expressão e a tensao
1
?
o poderá ser positiva (o~~ 0,8 tf/cm-) ou negativa (o ~ -0,8
2 ~
2
tflcm 4 ) .

2
a) o ~o,R tflcM
1
co,4;o,l)+ yco;s/ . . T
2
c <
..._ 0,8

l ~ O,fi
? T tflc~
~
c
"!-
c
~ o' 3 6 tf I Cr.1- + ?
T
c >-- -0,6 t f/ em-

2
(0,4+T) ~ n, 6 + T ~ 0,2 tf I em

2
(0,4+T) ~-o, 6 + T ~ -1, O tf/ c~

? o
- 1 , O t f I c~- .:::;. T !'S O , 2 t f I em-

!'S0,8
L10-29

V (0. -25)
2
+ 't"
c
2
-<O • 65 .. 0.25 2 + 1: 2
c
_;
~
(O ' 65)2 .

0,6 tf I em 2
c ~
't"

-~ ~ 0,36
't"
c ~
-0,6 tf/cm 2

~
• • (0,4+1") ~ 0,6 -· 't" ~ o '2 tf/crn-

(0,4+1") ·~ -0,6 T ~ -1,0 tf/cm 2

-1,0 tf/cm
2
~ 't" ~ 0,2 tf/cm 2

,
>- -o, 8 tf/cm··

0,15- v (0,25) 2 >--o,r:


,
Jco,2s) 2 + , ..
c
~ -0,95

't" ~ 0,92
,2
€l
s
~-
0,84 c
~0,9';;
Tg ~

(O,It+T) ~ o' @2 "" 'f ~ l'l,:\2 tf hm :l


""'
(0,4+T) ~ -0,92

2
"' tf/cm -~ ~·~·-
2
-1,".' -O 5' tf/•m
•.
Os casos (a) e (b), cujas soluções coincidem,e o ca-
so (c) terio, portanto, como soluçio conjunta para e tensio T, os
\ 2
valores 'compreendidos entre -1,0 e 0,2 tf/cm

~ 0,2 tf/crn· '


Ll0-30

A obtençio das tensoes principais nos pontos 1 e 2


da seçao transversal do apoio R , exige a determinaçio do momen
- obtidos como segue:
to fletor e da cortante nessa seçao,

a-
I
I l I l I I I I I l l l l , I l I I lj l I l

2.0 m 0.511'1

e ....I
FIG.\0.40- VIGA CARREGADA

a) Obtençio das Reações

. 1 tf /m
l I I l I l I I I I i :. I I I I I I i I i I 1 I":

R - A - - · -2·..Q._I!!_ _______
..j...l

FIG. 10.41
l:~.j
R-.E X 2 , O- 1 , O X 2, 5 X
~.s
-
2
- = "~. RE = 1,563 tf

RA = 0,937 tf

b) Traçado dos diagra~as

.~0,5

Q(em til 0,937 '$.'. a• • a..;; 1,063 u


IIICl

·-1,063

0,125
----- .... P!.z lx 0,5• = 0,03
M [em tf. m l
~~~~~~~~~~~llil~~, !!= e
" '\'-.Pl..z: 0,5 M8 = 0,125 tf.m
8

.
FIG. 10. 4 2 - TRACADO DOS DIAGRAMAS
Ll0-31

e) Características C~ometricas da Seção Transversal

- Centro:de Gravidade

Usando como referincia os eixos z e y tem-se:

ZC.G = O (simetria em relação ao eixo y)


L:S.y.
:t l. 10x20xl0+10x30x25
Yc.G = L:S. =
10x20+10x30 = 19 • 0 em
l.

!
-l-
i

y = 19 .... 1
- ~20cm
I
I
I

s,
iIO em
I

I 10om t_IO 9"! 10 •m


FICI.I0.4ll• C:INTRO Dlt UAVIOADi

- !tomento de Inércia &I Homontou Ea.s_iit:!.cos

+ l0x20x9 2 •

3
M • lO X 15 x 11,5 • 1725 em
s (2)

)
- i'
d) Calculo das TensÕes (Seção B.B)

- Ponto l

• o
Ll0-32

.cr(l) •

ser a to~ada negativa porque o ponto


esti abaixo da Linha Neutra, zona da seçio em que MBB causa com-
pressao. Dessa forma, o uso da expressao (10.6) fornece

-3 Cl 2 . .,
( --'-0)
2 . +()''
2
cr 2 = -3,8 kgf/cm

Esse resultado era esperado, uma vez que, sendo ~(l)


igual a zero, a prÓpria face do elemento de tensio em que atuam
cr(l) e ~(l)' tem direçio principal.

o,
~·---·
. D----- o,= 3,Stf/cm
2

FIG.\0.44- ESTADO DE TENSÕES

- Ponto 2

1,063xl725
10x36167,0
= 5,07xl0 -3 tf/cm-? = 5,07 kgf/cm-
~

2
1,38xl0 -3 tf/cm-°
v
~
v(2)
= ''"lB
Jz
~
J2
1°-, 5
= 36167,0 x 4 = = 1,38 kgf/cm

-t- -- '\
i ' I
"! . 120em
i

+~-·---....,. ·- ...l..Semi·a@-t--"- - .I -em - -.®-- - - --


·-r- e. e -
~:10 em
~- ' + (:) 3,8 rtl
@ (kgf~) (ki{/cn2 l
FIS.\0.45-V!STA LATERAL DA VIGA E DIAGRAMAS DE TENSÕES
Ll0-33

O estado de tensoes em torno do ponto @ p<:>de ser re


presentado por um elemento de ãrea como se mostra na :~ig. 10.46,
e portanto, respeitadas as convençÕes de sinais para •esforços so
licitantes e tensÕes, resultam os sentidos indicados.

AG.I0-46- ESTADO OE TEHSÕES (PONTO 21

2
2 °1 =5,81 kgf/cm
(-l-2_3_8) + (5,07)2 +
cr 2 = -4, 43kgf I cm 2

Através do círculo de Mohr podem-se obter as: direçÕes


principais em que atuam cr e cr , para os esta dos de tems ao em
1 2
torno dos pontos @ e @.
No caso do ponto Q), isto não e necessário, jã que,
como 1: (1) e cry(l) são nulos, o cÍrculo de, Mohr reduz-se a um
ponto e portanto as direçÕes principais são·paralelas is dos
eixos y e z. No caso do ponto 2 , obtim-se as direçÕes princi-
pais mostradas na Fig. 10.47, que podem também ser obtidas ana-
liticamente, como· segue:

2 1:
tg(2C!) = xy = 2x5,07 =
7 , 348
cr -cr 1,38
X y

o
C! = 41,12
Ll0:34

.--====:=...--,5,07

1! O'{kgf ,.,J)

\
\
\,.....;o,
·'l
\

FIG.I0.47- CiRCUL.O DE MOHR E DIREÇÕES PRINCIPAIS

As direç;es principais sio encontradas utilizando-se o


conceito de polo, sendo paralelas às retas PA e PB, como mostra
a Fig. 10.•~7.

c:::::;==:::J:t2 em

·-t-- 50 em +- 20 em

FIG. 10.48

A força oblÍqua P pode ser decomposta segundo as dire-


çoes vertical e horizontal, em forças PV e PB' sendo esta ~ltima
transladada para o C.G. da seçio, criando assim um momento fle-
tor Mz' que provoca traçao nas fibras inferiores.
Ll0-35

a) Esforços no Engastamento

! • 50 em

FIEl. 10. 4t

50 200
-;::::::::;:::=;.-. 3,81 tf
~ 502+162' 52,5

16
PV • 4·sena • 4x 52 , 5 • 1,22 tf

Me • -M z +P V •I = -p H •e y +P V ·I • -3,8lx8+1,22x50•30,52(traçio em cima)

b) Cálculo das tensoes nos pontos A e B (seçio do engastamento)

A força ~orizontal PH' atuante no Centro de Gravidade,


provoca o aparecimento de tensÕes normais CN uniformemente distri
buidas na seçio. O momento fletor Me' po~ sua vez, introduz ten-
soes eM' e a força cortante Q • Pv, introduz tensÕes de cisalha-
mento 1, cujas distribuiçÕes na seçio sio indicadas na Fig.lO.SO

M : 30,52 tt. em

ll

fiG.IO.!IO- ESFORÇOS SOLICITANTES E DIAGRAMAS DIE TENSÕES


L10-3&

b 1 ) Características Geométricas

J
z
• 2 [
2
0xZ
12
3
+ 20 X 2 X .9 J
2
+ 2xl6
12
3
• 7189,3 cm4

3
li 5 • MS • 2 X 20 X 9 • 360 cm
A B
2
5 • 2 X 2 X 20 + 2 X 16 • 112 cm

b ) Cilculo das Tens;es Princiuais


2

Ponto A Ponto B

H li
e e
:r; :r;
o • - ~ + 30,52 • 8. o,o o • - 3,81 30,52 ·S•-0,068tf/cm2
A 112 7189,3 r, ~- 7189,3

2
1,22x360 • OB • -68 kgf/cm
2x7189 ,3

-2 2 2
• 3,0Sx10 tf/cm • TB • TA • 30,5 kgf/cm
• 3o,;, kgf/cm 2

........
_.........,
O'e
q_ __,H~ 0 r-q_=o ®
"-==::::;;:-'"tA : 30, ~ kgf/lmf ~

o, ] = 2
± vc3o,s) •
01

o,
= --
-68
2
± I (-~8/ +(30,5)2.
02 L

2 2
01 • 30,5 kgf/cn 01 = 11,7 kgf/cm
2 2
02 • :.·30 ,5 kgf/cm 02 = -79,7 kgf/cm
LlP-37

o3 ) RireçÕes Priucipais

0,9

.• '

a • -'fl/4 .. ~(1+50)

'11 ""~em•,
I
tlt; iiCI,a I I

'\...
~
i.~ I

a Oi
(k-af/ell'h

P!! polo

FIG. 10.51 FIG. lO. 52

A fim de calcular as tens~es principais nos pontos A e


B deve-se inicialmente determinar o respectivo estado de tensão,
com base nos esforços solicitantes da seção central da viga.

a) Cálculo do momento fletor e da força cortante na seçao I

a 1 ) Cálculo das ReaçÕes

r
\
!' Zlf.m

C?t R,
se oi
'.
I
Cl

fRz
2m ' 2m

FIG. 10.53
.
'•,
110-38.

=o 2+1x2-R x4
2
=o R
2
= 1 tf

Traçado dos Diagramas de H e Q

Q (Ofll tf l
li li i li t§i: Ii I! Ir-,u

Mleattml
2 11il!!l!llll\lll~
FKI.IO. 54· DI A GRAMAS DE Q e lol

Na seçao I encontram-se M a 2 tf·m e Q = 1 tf

b) Câlcul·~ das tensÕes normais .e de eisalha!!!ento

-+L •0
I .=}em
' '
E'
% ~I ®
c.G.iiB
I
I

I 'Sem

l y I - 2 em
FIG. 10. 55

3
8 X 12 3 -Z(3x8 ) 4
J
z = 12 12
= 896 em

'!
"'s A = 2 X 8 X 5 = 80 em 3

3
M
SB
= 80 + 2 X 4 X 2 = 96 em
110-39

crA., ~~~x4., 0,893tf/cm 2 = 893tf/cm 2 (compressão)

lOOOx~é
~1\B~-p- -·

Cama as pontos •seio ~ituado~


na $@;ia l, i di~eita da
car~a ~aneent~ada, o sentida da !ar;a ea~tante &a indicado na
Fi$• 10.56 e po~tanto os ªffltados de tensões dos pontos A e B
são os seguintes:

11tm
lr
~
I
Q • I ti


Ot
·-
44,6 kgf/cm2 e>3 ,s I<Qf~m•

893 2 t
0 893 kqf/em
0
44,6
I
53,6

FlG. 10.56

c) Cálculo das tensoes principais

cl) Para o ponto (A)

'1)·
0"2
-89 3
-~- :!:
J
-803 2
c---)
2
+ 44,6
2

2
()"1 = 2,2 kgf/cm

2
()"2 = -895,2 kgf/cm
L 10-40

Pelo cl:rculo de :Iohr resulta:

f
/i§ Cf 2
2
I "t (llgl/cm )
I
I
I

I
I
I
i----"e.u.z l ,I
2,2

FIG. 10.57- CÍRCULO DE MOHR

Analiticamente pode-se obter a por:

2T
tg2a " cr--=:-cr = 2(-44,6)
_
893
= 0,10 .•. 2a = 5,70
o
e a = 2, 8 5°
X y

c ) Para o ponto (B)


2

' I
~

cr 2 = -53,6kgf/cm~

Pelo círculo de !lohr tero-se


2
"t(kgf/em)
P: polo

"'- _ex= 45°

"' "< L .
'. I 2
'- cr( kgf /em )

FIG. 10.56- CIRCULO DE MOHR

ou analiticamente: tg2a = Z(-53,6)


o
Jj 11
Lll-1

ESUDOS DE TENSÕES E DEFORMAÇÕES

De um sÕlido sujeito a um estado triplo de tensões, po-


de-se isolar um elemento de volume dx dy dz, o qual tem suas fa-
ces referidas aos eixos coordenados x, y e z como se mostra na
Fig. 11.1. Faces opostas são solicitadas pelas mesmas tensÕes, u-
ma vez que se desprezam posstveis forças volumétricas.

11

FIG.II.I- ELEMENTO DE VOLUME

As convençÕes de sinais adotadas para o estado plano de


tensÕes são aqui mantidas. Por exemplo, sendo o sentido de uma
tensão a X positiva (de tração)
. concordante com o de x, as tensões
T~y e Txz serão igualmente positivas se os seus respectivos senti
.dos concoriarem com os de y e z.
As deformaçÕes & desse sllido, medidas se~undo as dire-
=
çoes dos eixos x, y e z, são dadas pelas expressões (11.1), nas
quais E e 1.1 são respectivamente mÕdulo de elasticidade longitudi-
nal e coeficiente de .P.oisson.

- 1.1 (a +a ) • ••• (11.1)


X Z

&z • lE [a Z - 1.1 (a X+a Y) J


Lll-2

As distorçÕes y sao, por sua vez, dadas pelas expres-


soes (11.2), onde G ê o modulo de elasticidade transversal.

Lxy
Yxy • G

Lxz
Yxz • G
.. .
~ (11.2)
y
yz- -~ G

E
G •
2 (l+>J)

Conhecidas as deformações segundo as direçÕes x, y e z,


é poss!vel determinar, analogamente ao que foi feito para as ten-
s9es, as deformações que ocorrem segundo direçÕes ortogonais x, y
e z, obtidas por rotações dos eixos coordenados.
No caso de um estado plano de tensÕes (CJ
z • . O, L xz e L yz •
• O) como o da Fig. 11.2, ê válido escrever

&·X .. 1
E [crx - >I cry J
e
'1
• 1
E [cry - >I cr X
J .. . . (11.3)

T
Yxy • 2Z
G
1
'I
y
X
''
'
"
ay

..,
"
~?
CTX
CTX
a>o
a-x •--'
xy ,
X ''
•xy ''
dlrecão
'
F1G_II.2 -ROTAÇÃO DOS EIXOS
Ly H

As deformaçÕes e a distorção segundo as novas direçÕes


x e y sao dadas pelas formulas:

e: X +e: y e: -e:
e:- =
X 2
+( xz Y)cos2o: + sen2o: .... (11.4)
Lll-3

QU

•••• (11.5)

y-- = (E -E ) sen2a + y cos2a •••• (11.6)


xy yx xy

ou

y--
xy
= 2{E y -E x ) sena cosa + y xy (cos 2 a-sen 2 a) .... (11.7)
.2!!.:_: Para se calcular E;: usa-s e o ângulo Ih Sendo 8 = a+9 o0
tem-se:

e:-y = Ex sen 2 a y
2
+ E cos a - E
xy
cosa sena

.2!!.:_: a) O ângulo a é marcado positivamente' a partir de uma hori


zontal (eixo x) e no sentido anti-horãrio até o eixo cu
já direção é a da deformação a ser calculada.

b) Note que as f6rmulas (11.4), (11.5), (11.6) e (11.7) p~


dem ser obtidas a partir das f6rmulas (10,1), (10.2)'
(10.3) e (10.4), trocando-se nestas: a por
X
a y por e: y
Yxx
e 't = -2-
xy

Portanto, as direçÕes principais, segundo as quais se


tem as deformaçÕes principais, são obtidas através de

tg2a
p • • • • (11.8)

e os valores das deformações principais sao obtidos através de:

. E +E
X
2
y ± (11.9)
Lll-4

2
p•I.O U/cm
30 em E• 100 tf/c:m 2

1-1•0,25

30 em

FIG. 11.3

No problema em questao, o cilculo das tens;es que atuam


nas direç;es A-A e B~B i necessirio, uma vez que as de
formaç;es pedidas ocorrem segundo essas direç;es, Tais
tensões foram ji enco.ntradas no exemplo Ll0/20, seme
lhante a este, e valem!

2
- c; X ., l,O tf/cm

2
'AB = 'xy = 0,25 tf/cm

_ _ _ 1.0 tf/cm2

'=======:--I O. 2 !S t f I cm
2

Jo. ss2s t f/em"

FIG. 11.4
Lll-5

ConQecidas essas tensões, resultam, com base nas expre~


sões (11,1), com
z.. = o,

• 8,6 X 10 -3
1
=- l,0-0,25(0,5625)
100

1 -3
= Tõõ 0,5625-0,25(1,0) • 3,1 X 10

e portanta~

De acordo com o enunciado, a deformação e- deve ser


X
igual a zero (Fig •. 11.5)

-

p

L 'i
Lll-6

Conforme as expressoes (11.1), os valores de e X e e y


sao dados por:

eX .. f [ p -

~
~y ,._El [-E-2-

O valor de e-, com base na expressao (11.4), e lembran


X
~

do que Yxy • O, uma vez que Txy • O, e


e +e e: -e:
e-X • X y + ( \ y) cos (29)
2

Substituindo na expressao de e:x as expressoes de ex e


ey e impondo e-X • O obti~-se:

o = L2E [cr. - H.
2 2
p)+( lF. + 3\J
2
- 2 p)(-cos29) l

(1-)J)
, • cos29 = 3 ( 1 +\J)

ou seja:

e • 21 are cos
1-)J
[ JO+lJ)
]

O cubo, colocado dentro da câmara, eatarà sujeito a


um estado hidrostático de tensões, conforme Fi8• ll.ó,
Lll-7

li
1
I
--- p
p
----- ........
I
I
I
I
I
---
p ______ L ___
I
f __ ------ - ~

'-".;:;,...____l--_...= - ~ J.

rr
FIG. 11.6 - ESTADO DE TENSÕES

Sendo t o comprimento da aresta do cubo, tem-se que

e: X •e: y =e:= t:..t = O Ol"' • _ O,Olt = _10 -4


Z l!. ' " 1 OOt

O uso das express;es (11.1) ao caso em questio leva a

= e; z

= e; z = ![ l-2)l]
Sendo e; resulta
X

4
-10- = 2 ~to<l-2x0,3) p = 0,5 tf/c:m.
2

&.! O 1---------o..;.:I --------:::f'_.!>,//


//
M>O

';•
X
'~o· / / / __..--"X ':'
I
'
---------r ~~----

<
._r. /
3+I
-------,
) j / I

I I Q>O
Cll

FI G. 11. 7
Lll-8

a) Obtenção das TensÕes

Sendo os eixos y e z indicados na seçao transversal e -


x um eixo longitudinal da viga, resultam

-5
E
a
=E Y = 7,14 x 10

o -5
Eb = Ex (para a = 30 ) = 16,07 x 10

e com bases nas expressoes (11.4) tem-se

E +e · e -e yxy
= xy
- + ( x y )cos (60
o )+ - -- sen(60 o )
2 2 2

Sendo a nulo por hipótese e a nulo porque não exis-


y z
tem tensÕes segundo a direção z, pode-se obter a (que fornecerá
X
M) atravês de

. 2
ay = -0,5 tf/cro

O valor de ~ = 0,3 foi obtido por meio de

G = ....,,.:E:_....,...
2 (l +jl) = 808 = 2 2100
( 1 +~)

Encontrado o , o valor de e pode ser obtido com


X X

..
~~
= - li [a J =-
"~
~
~

_ Cê•bêêi!ê§ 6•' êy' I êfiê•llliê dê plã•ê ~=~ ê ã dêfêl


mãç~o •§§§ã dilêliê, pêdê=§ê ê~lêl y~,, •êêꧧltiê I dêlêlmi••=
ÇÃO dê ÍOIÇã ~êlll.lê,

cb • 16,07 • la=• = t=l.~~•1a=•.,,14•1D=I, •

+ C-2,3Sxl0-:-7,14x10-l) eo§(2x30ª)• Y2y §êH(2x~a~)


Lll-9

- fornece y
Essa equaçao • 7,42 x 10 -4 e portanto
:'y

-4 2
txy • Yxy'G • 7,42 x 10 x 808 • 0,6 tf/cm
/
dire~ão b.by
/. 2
,_.:===::;::==:::.~,; x.y ;' O. 6 tf I em
' C\
,_
\
'
1

r
I
60
••
o


.--·/.
a o1 a -0.5 tf/cm
2
(;.Jo'-- ---
\

I
,..--;a= 30°
I
\ '
\J
FIG. 11. 8 ESTADO DE TENSO-E$ NO PONTO ~

Observe-se ~ue 1 defor~aç;o Eb ocorre segundo uma dire


çao que forma um ân2ulo de 30° co~ a direção x-x, feita uma rota
çao em sentido anti-horirio (;ositivo).

b) Obtencão dos Esforços Solicitantes

b ) Caracteristicas Geomitricas da Seção Transversal


1

4xl2 3 4
J = ~-- = 576 em
z 12

'3
:f
s
= 4 X 3 X 4,5 = 54 C L:;

(ponto O)

b = 4 em y
o
= 3 C!:\

b .J •T
z xy • 4x576x0,6 • 25 , 6 tf
'"Q - M 54
so

OBS.: S i orientado da mesma forma que ~•xy , sendo nega


-
tive se for considerada a convenção de sinais de esforços solici
tantes.
I cr I · J
IMI • X z = 0,5x576
3
= 96,0 tf•cm
Yo

OBS.: Dada a posição do ponto O (abaixo da L.N.) e se~


do cr negativo, conclui-se que M traciona as fibras superiores.
X

I
I
J o:. y !
~
I
d • 10 em
E•2100tf/cm
j.L•0,3

FIG.II.9.o- ESTADO DE TENSÃO FIG. 11. 9. b- TUBO DE PAREDE FINA

a) Cálculo de !ensÕ~s e DeformaçÕes

O tubo, estando engastado em uma de sues extremidades,


livre na outra e 8endo 8clicltado pelos e8!or;oa He e z,, C$tari
3ujeito, ªm qua~~ue~ um doê ponto~ de uma ªeção transversal gen~
rica, ao estado de tensÕes da Fi~. 11.9.a.

-4
s •• = sy = -1,4 X lO

= •. I' -4
L,8 X • ,J C:ara c. = 45° a partir à e x-x)

Senào e c nulcs, roCe-se cbter 0 por ne~o àe €


Z X y
(ex p. ( 11. 1 ) ) .

2
t:f /.cr::
Lll-11

Com este valor de cr , encontra-se € que, J"unto aos de-


. X X
mais dados, possibilitará encontrar y xy através
. da ex!>ressão
(11.4).

-4 -4 -4
e: bb = e:- = 4,8xl0 = (4,67xl0 -1,4xl0 )+
X 2

-4 -4 y
. +(4,67xl0 +1,4xl0 )cos(2x45o)+2L sen(2x45o)
2 2

Yxy = 6,33 X 10~ 4

E -4 2l00 2
Txy • yxy·G • yxy 2 (l+u) •(6,33xl0 ) 2 (l+0, 3 ) • 0,5ltf/cm

b) 'cilculo dos Esforços Solicitantes

b ) Momento torçor
1

El:l tubõs de rarec!e fina sujeitos ã torção sabe-se que


2 'i
t

2
• 0,5lxwxl0 x0,2
2

t = 16 , 0 tf • CM

b ) Esforço Normal
2

N • cr •S • cr
X X
·~·d·t = 0,98xwxl0x0,2

.. :; 111 6 '16 t f
Lll-12

c) Sentidos dos Esforços

Sendo cre T - mos-


valores positivos, seus sentidos sao
x xy
trados na Fig. ll.lO.a, que representa o estado de tensÕes em tor-
ne de um ponto genérico representado na Fig. ll.lO.b, onde também
estio indicados os sentidos de N e Mt.

VIG, !I, 10."' I'IG, IL lO, b

í lb@Otf;l~~
i

!"i! O, I

I'IG, 11, li
LH-1·3

A obten~ão
"%
de cr v , cr ~· e • :;: v deverá ser feita com o uso
das expressões (ll.l) c i?&~~ o que é necessário conhecer
cú.z),
os valores de ty (dado), ~x e Yxy'
A expressão (ll.l) aplicada ao problema conduz a

.. cr
y
- 0,30cr
X
• 0,6 •••• (A)

Com o uso de (11.4) tem-se

t +300xl0- 6 t -300xl0- 6
ta • ti = 2 OO ~ 1 O- 6 • ( x )+( x ) co s (2x
2 2

0 x60°)+ yxy sen(2x60°)


2

ou seja

E
x
+ 1,732 y
xy
= -100 X 10-
6
.... (B)

- principal e- obtida por rotaçao


Como a direçao - de 60 o do
eixo x-:z:, tem-se, usando a expressao (11.5)

= -1,732
-6
E -300x10
X

-& - 0,577 Y = -300 X 10- 6 .... (C)


x xy

O sistema de equaçoes e!"1 t e y resolvido c~uduz a


x xy

t • 500 X 10-G
X

O~a vez conhecidas essas deformaçies, tem-se

E -6 2000
'xy • Yxy·G = Yxy 2(1+~) =(-346 x 10 )2(1+0,3)
Lll-14

2
1: c 0,27 tf/cm
xy

€ 500 X 10- 6
X

ou seja
a
X
- 0,3 cr
y
= 11 0 .. . . (D)

Usando as equaçoes (A) e (D) chega-se a

aX .. 1,30 tf/cm 2

2
a y • 0,99 tf/cm

e ao estado procurado de tens;es

tay = 0,99 t!/cm 2 2

r--====:....,"C'ay• 0,2'1' tf/cm


t a. • 1.s tt 1crl-

FIG. ll. 12- ESTADOS DE TENSÕES

A título de ilustração, mostra-se como ~e podem encon-


trar novas equaçoes que relacionem c , cr e 1: , usando rotação
x y xy
de tensÕes ao invés das rotaç;es de deformaçÕes anteriormente u~
tilizada.s.


a =
E:-
X
= ~ [cr--~cr-y J= 2000
l:. X
1
[cr- -
X
0,3 ay] =
= 200 ~
10- 6 (E)

O uso da expressao· (.10. 1 ), com a = 60° (Fig. 11.11)


leva a
Lll-15

cr +cr cr -cr
( x 7 )+( x 7 }cos(l20°)+ o
CJ- • 't sen(l20 )
X 2 2 xy
(J +CJ o -o
CJ-y • ( X y)+( X 7 )cos(300°)+ 't ·sen(300°)
2 2 xy

Sendo x eixo principal, para a • 60°, tem-se

2 't
xy • -1,732
cr -cr
X y

-r xy • (o y -o x ) 0,866 (F)

Substituindo as equaçÕes de crx e oy em Ea (eq. E), e


tomando o valor de 't de (F) obtêl!l-se:
xy

0,4 • -0,95 ox + 1,65 o


7

Essa equação e mais a equaçao (A) anteriormente obtida


constituem um sistema de equaçoes em crx e cr cuja solução ê
7

2
a • 0,99 tf/cm
1

A equaçao (F) permite a obtenção de T


xy

2
T • 0,27 tf/cm
XY
Lll-16

\ I /
/
... .
i... I posicllo do utensõmetro)

\ 1 ....
\
\
'' ... ...
f- -·- _:~/ .:::':J !._
-'i\
,..,..... I \
/ I \
_..... \
- ... ~,._ _ _ _.._....;'....--.1
X_.."'

~C!y \\ y
<~xy • OI

F I G. li. 13

Para que a tensao crx possa ser obtida pela leitura dire ·
ta de e:x" esta deformação, como será visto adiante, deverá inde-
pender da tensao cry• o que só ocorre para um determinado ângulo 8.

li
------- X

FIG. 11. 14

E-
X
• .!_ rcr--).lcr-
E L X y
J
cr X +cr y cr·X -cr y
cr-
X
= (
2
)+(
2
)cos28

cr +cr cr -cr
cry • ( x 2 Y)+( x 2 Y)cos(26+180°)

. ou ainda, -sendo

2 2
cos26 • cos e - seu e •. 2
2cos 6-1
111-17

2
cos(26+180) = -cos26 = l-2cos e
resultam
aX +a y cr -a
X v 2 2 2
a-X = ()+(
2 2
)(2cos 6-l)= cr cos S+a (1-cos 6)
X y

2 2
a- = a (1-cos 6)+a cos e
y X y

e portanto

2 2 2 2
E e- = (a cos 6+a sen e)-~(a sen S+a cos 6)
X X y X y

2 2 2 . 2
E E:-
X
= a X (cos
.
6-]..lsen 6)+ a y (sen e-~cos e).

Para que crx seja apenas proporcional a ex , -


e preciso
que
2 2
sen e - ]..lcos e = o
ou seja
2 2 1
tg e = 1-1 e cos e =
1+~

e = are tg 1\l

Se o extens;metro for colocado na direçio de x, a =


X
• R e- onde R i a constante de proporcionalidade que vale:
X

E E
R =
2 2
=
cos 6-].Jsen e 2 2
(1-~ )cos e

L 1

3a

4o

FIG. 11. 15. O


Lll-18

FIG. 11.15 b

são dados:
?
E = 2000 tf/cm- (J = 2 cr ">1 = 0,3
y X

= 0,07% = 7 X 10- 4
EAD

10- 4
EBC = 0,03% = 3 X

I) Solução por Rotação de TensÕes

Sendo (com base na Fig. 11.15),

cr 4 , a 6 • tensoes normais, respectivamente, is faces AD e BC.

cr
5
, <1 7 = tensoes paralelas, respectivanente, is faces AD e
BC,é válido escrever, usando as expressÕes (11.3)

"E BC -4
X 10

onde as tensÕes que aparecen podem ser colocadas e~ função de


e T
·XY
com o uso das expre~sÕes (10.1), e usando-se crx =
Lll-19

30' O'
a6 • (~)+(~)cos(2a)- Txyson(2a)

30' O'
a7 • (~)·Czl>cos(2a)+Txy••n(2a)

Sendo sena • 0,8 e cosa • 0,6 obtém-se:

cos2a • -0,28

sen2a • 0,96

e portanto:
(J

0'4 • zZc3-o,zs)+0,96 '!"


xy • 1 •36 (J
y
+ 0,96 . xy

(J

cs • zZC3+0,2S)-0,96 '!"
xy
• 1,64 (J
y - 0,96 1:
xy
(J

(J6 • zZC3-0,28)~0,96 '!"


xy = 1,36
(J
y
- 0,96 '!"
xy
(J

(J7 • zZC3+0,28)+0,96 '!"


xy
= 1,64 (J
y
+ 0,96 '!"
xy

Com a substituição destes valores em ~AD e ~BC obtém-


-se um sistema de duas equaçoes em '!" e c , como segue,
xy y

1,232 (J - 1,248 '!" = 1,4


y xy

1,232 C
y
+ 1,248 T
xy
= 0,6

com soluções

2
c = 0,812 tf/cr:.
y
~

'!"
xy
= -0,321 tf/cm~
Lll-20

II) Soluçio por Rotaçio de Deformaç~es

- (11.4) tem-se
Usando a expressao

-4 EX +E y EX -e y Yxy
EBC • 3 x 10 · = (
2 )+( 2 )cos(28)+ - 2- sen(28)

ouq~ sen8 • 0,6 e cos8 = Q,8, do que decorre

sen28 = 0,96

cos28 • 0,28

Como a X = 2 a y , resultam
.

1, 7 a
-4
2.000
= 8,5 x 10 · CJ
y

= 2,0 x 10- 4 a
y

Substituindo eetee vãlcreB nas expressões de eDC 1

1: AI) oh iim· u

cuja ao :Lu c; io í

"ày • ~x • 0,812 tf/cm 2


2
txy • -0,321 tf/cm
Lll-21

E= I oo tf/cm1 o.o 1 20 em 11·~ 1


fJ: o. 4 ti,,
""

30cm
o. o ai.-_-::
'

20cm

I
I I
~I CAIXA RÍCUD

FIG. 11.16 CORPO DE PROVA

A carga P de compressao, centrada no corpo de prova,


provocara encurtamento segundo a direção y e alongamento segundo
as direçÕes x e z.
Na direção y, a tensão existente serâ

a -
s --
p p
20x20 -- p
400

e nas direçÕes x e z sÕ aparecerao tensÕes normais,(as de cisalh~


manto não existem pois se supÕe não haver atrito), a partir do
ponto em que o corpo de prova, deformado, encostar nas paredes da
caixa rrgida, tendo OCOrrido deslocamentOS e!'l X e_ z, pelo menos i
guais ãs folgas existentes nessas direções.

Fase. 1: Corpo de Prova na iminincia de encostar na caixa, segundo


a direção x

Seja P
uma parcela cia carga crescente P, que faz com
1
que o.corpo de prova, por ela deformado, encoste na caixa segun-
do a direção x, na qual a folga existente de O,Olcm (de cada la-
do) i menor do que a existente sesundo z (0,02 em). Nessa situa-
çao
(1
X
.. tellsao de contato entre corpo de prova e caixa, segundo x.

(1
z - tens ao de contato entre corpo de prova e caixa, segundo z.
pl
De (11. 1) vem, com (J
X
e (J
z
nulos e (J
y
= - 400

-P
100
1
[o- o,4( 40 ~)]

p1 = 100 tf

t =1 x 10- 3 x 20 = 0,02 em
z

-- 1
E
. t = 1 [ -100] 30 = -0,075cm
100 400 •

Fase 2: Corpo de Prova na iminência de encostar na caixa segundo


direção z

Procura-se agora, uma parcela P


da carga, que leve o
2
corpo de prova, jã encostado segundo a direção x, a encostar tam
bem segundo a direção z, o que ocorrerã se P provocar, nessa di
2
reção, um deslocamento 61
z2

61
z2 - 0,04 - 61
zl
= 0,04 - 0,02 • 0,02 em

61
z2 0,02
e: =-r-= =1 X 10- 3
z2 20
z

= _l
100
[o - 0,4 (cr
x2
= 1 X 10
-3 (A)

1
= -- (J - 0,4 = O (a caixa e ri:gida)
100 [ x2
(B)

De (A) e (B) resultam

2
cr = -0,071 tf/cm
;:2

2
cr • -0,179 tf/cm
y2
a, • s • •0,179 x 400 • 71,6 tf
2

.. 1 ~ 5 [-o,ta- o,4 c-o,on>J " ·t,so6 x l.o- 3

Nessa ai=ua~~o, •ualquer valor de ~ar~a ~ 3 , naior que


zero, tencarl empurrar as paredea da caixa, aparecendo então ten
a;ea de compressio a,, a 11 e a 1 no corpo de prova, as duas ~ltimas
resultantes das ações entre o corpo a a caixa rígida.

D •

o,4 (a
>'3

.. •••• (C)

.
• • a • 0,4 ax + 0,4 a "" (D)
z3 3 Y3

e:,3 = 1~0 [ a,3- 0,4(ax3 + az3)]


• • lOOe:,.•a -0,4a -0,4a •••• (E)
3 Y3 x3 z3

aesolvendo (C), (D) e (I:) resultam

a
x3

Z3
• 0,677

• 0,667 ::) (só devido ã carga P3 )


:Lfl-24

-near P x e: )
3 y3
5 4
= e:
y3
·i
y
= -1,165 X 10- P
3
X 30 • -3,50x10- P
3

.. - 2861,2

P(tf I

toa 3 • 2861,2
a a • at.te•

171.6 ------

100

?.1 12.0

FIG. 11. 17· GRÁFICO I P x AI)

OBS - 1 Um conceito que pode ser subtra!do de sráficos deste


tipo é qu~, à medida que P crescente aumenta as defo~
maçÕes, superando gradativamente as folgas iniciais,
com corpo de prova e caixa encaixados, o sistema fica
mais r!gido, o que pode ser notado pelo aumento da in
Lll-25

clinação da curva da fase 1 para a fase 3, com a conse


quente diminuição de ~t relativo.

OBS.- 2 - Sj nas express~es C e D, o valor de ~ for igual a 0,5,


p3 ~ -P3
com a
Y3
= - obtem-se as-•
x3
=a z • - S '
tensões estas
3
que produzem uma deformação e nula. Por esta razão, o
y3
limite superior para o coeficiente de Poisson ê 0,5.

OBS.-3 - No cálculo de deslocamentos e tens~es, foram tomados os


valores iniciais da área da seçao e dos comprimentos,
os quais, devido a ocorrência das deformaç~es, sofrem
alteraç~es desprezíveis •


~
I
I
I
I
/ \_
'////// ////
- r-
CORPO li P=40tf 10- ,.
~
-----
li.
i IEz,l!al
CORPO I
IE 1 ,iJ 1l
·- -----
i!
~
I
10 eM
~ - ,..
I
i I
'l
I
I
I Sce Isca
I '
h
30 em 30 em
"
I CORTE B. B I

FIG. 11.18

Procura-se o deslocamento do ponto de aplicaç.ão da ca_::


ga P, e qual se sup~e transmitir, para toda a barra, uma tensão
a X (de compressão) constante. Esse ponto sofrerá um deslocamento
igual à soma dos deslocamentos, segundo a direção do eixo x, dos
corpos I e II. Nos corpos I e parte do II, a chapa rÍgida reage
com tensõe~.a de compressão. Tens~es a ocorrem somente na par-
y z
te do ·corpo II colocada ã esquerda do corte C.C (são aplicadas) .

.-
Lll-26

a) (à direita do corte B.B)

2
E, = 200 tf/cm
J.

)..!
1
= 0,3

FlS. 11.19 CORPO I

40 2
= ~o,2. ~f/çm

- 0,3(-0,2)1

2
a = -0,06 tf/cm
yl

1
+ a )] =
z1 200 [-0,2-0,3(-0,06)] =

= -, .
-Cl 1 X 10
-4

-4
!:::.9..,_
.!..
= s
x,..
S.,
I
= -9,1 x 10 x 30 = -0,0273 em

b) CJR?O r: (~ esquerda do corte B.B)

('o direita do earte c-e l

1"liE.i1.20· CORPOI!:
Lll-27

a) a esquerda do corte C.C b) a direita do corte C.C


o
[J = o rJ = -0,2 tf/cm~
Yz X

2
= 1,0 tf/crr.. [J >fo o
Yz

e:~;) = 4 ~ 0 r~O ,2-0 ,4 (l, O)]=


a -15 X 10- 4 . = -0,08 tf/cc
2

-4
= -15x10 x30 =
m-:.:-0 :'J 045 em
4 ~ 0 [-o,2-0,4(-o~~s)J =
• -4.2 X 10

-4 1 2 X 10
-4 X 30 =

• -0 1 0126 C!!:.

c) Portanto o deslocamento /::,'1., na direção do eixo x val<>:

ói = /::,2._
total - xl

l!.tt = -O, 02 7 3 - O, 045 - O1 012 6 = -O 1 085cm (enc:urtamento)

-
~em pensar, inicialmente, no.resfriamento do tubo de~

ço 1 pode~se dizer que o pilar cilindrico de concreto, ao ser lo~

gitudinalmente comprimido, alongar-se-i transversalmente, traci~


nando o tubo de aço, com tens~es radiais rJ , e sendo igualmen~e
rc
comprimido por este.
111-28

O resfriaiT.ento imposto ao tubo G.e aço ...o ara- cor:. que este
diminua de diimetro, co~primindo o concreto, c;ue reace sobre o
. "'
tubo . Es~as tensoes irão somar-se às ten
com tensÕes radiais 0
rt
-
soes de compressio que solicitavam o ~ilar, resultando no esquema
de solicitação mostrado na Fi1. 11.21.

z l l I
l lIi P

-- - --
I

: --
-
I

---
I
C\-t+ 0 rc I
~t+ O"rc
I
lx
-c;.t~t-
--
--
--
-Tuec
-
Pl LAR DE-

- -. -
ACO
-" '

t f t t 1t
I v/1v
I crx=-p ''

t•0.5un 50.0 em o:s c•

FIG.il.21

a) No Pilar de Concreto

Com base na solicitação da Fig. 11.21 e na expressao


(11.1) pode-se escrever

sX = ..!:...
E [cr X - ll
c (cr y +cr z ))
c

or:..de

(5
X
= -p

cr y = cr z = -(cr rt +cr rc )
:Ül-29

OBS.- O sinal negativo indica que as tens~es sio consideradas co-


mo de compressao. -

e: X = __!__
200 .r -p + 0,4 x 2(cr
rt
+cr
rc
)J
Na iminência da ruptura, e: (deformaçio por com
X
pressão) e portanto

3
-200 x 10- = [-p + O,S(crrt+crrc)J

(cr
rt
+cr
rc
) = (p-0, 2 )
0,8
= 1,25p - 0,25 .... (A)

O sinal negativo de e:x provém do fato deste ser considera


do como encurtamento.

e:
z = e: rc = ...!.._
E [cr z
c
- \l
C
(cr X +cr y )J

e:
rc = , 1oo[-ccr r t+cr rc )+0,4(cr rt +cr rc +p)J
~

2 ~ 0 [-0,75 p +
3
e:rc = 0,15 + 0,4 p] = (-1,75p+0,75)xl0-

b) No Tubo de Aço

Em tubos de parede fina, de diâmetro médio ~ , espessu-


ra constante E. e sujeitos ·a uma pressio interna q, sabe-se que,P.!
ra um comprimento unitário, a deformaçio pode ser dada por

q•d
e: = 2 E t

e portanto, neste caso,

(cr rc +cr r t)x50,5


. _-:.1
e:·y = e:
z = e:
ra
= 2x2000x0,5
= 25,25 x 10 ·carc +cr rt )

ou seja, substituindo em funçio da pressao p dada, expressao (A):

3
= (31,563 p - 6,313) X 10-
Lll-30

Por 0 utro lado, o resfriamento de temperatura imposto


ao tubo de aço provocara no mesmo. uma diminuição de seu perrmetro,
a qual segue a lei

rf = r(l+a AT)

-
onde r e rf sao respectivamente, os raios do tubo, antes e depois
da deformação. Assim sendo,

Ar • rf - r = r a AT

e portanto a deformação radial vale

E =
Ar
r
= 2TI2TirAr =

onde a é o coeficiente de dilatação térmica e AT e o gradiente


de temperatura, negativo neste caso. Assim,

Era = 2 X 10
-s X (-30) • -0,6 X 10
-3

Essa deformação radial, somada algebricamente ã deform~


çao provocada pelo concreto, resulta numa deformação final que,
por compatibilidade, deve ser igual ã prÓpria deformação do con-
creto, ou seja

E
rc

-3
(31,563 p-6,313)x 10- 3 - 0,6 x 10- 3 = (-1,75p+0,75)10

2
p = 0,23 tf/cm

Obtido p, a equação (A) fornece

2
(a
rt
+a rc ) = -a y = -a z = 0,038 tf/cm

Essa tensão, que atua no concreto, atua como pressão


interna no tubo de aço, encontrando-se portanto, a tensão de tra
- no aço (aa) com a equaçao
çao
.Lll-31

(cr +cr ) ··d


rc rt = 0,038x50,5 = 1,92 tf/co
2
2 t 2x0,5

o.s ... 50 .o em O.ScM

FIG. 11.22

Essa terisio e a 6nica tensio existente, constituindo-se


portanto, em tensao principal, do que decorre

As tensoes cry e crz, que comprimem transversalmente o


corpo, tenderia a along;-lo longitudinalmente, empurrando-o con-
tra as chapas r!gidas, que r~agindo, provocam no mesmo o apareci
mento de tensÕes de compressão cr .
X
Alim disso, por compatibilidade de deslocamentos segu~

~o o eixo x, pode-se dizer que o deslocamento que.ocorre nas 4·


barras,.deve ser ig~al ao deslocamento do corpo solicitado por
Aquelas tens;es.
Lll-32

VISTA LATERAL ..........,A


I
I
I CORTE A-A
I

-+-----,........-~
'""~'""-.:......._:......,:__;__;__;c__+,;__"'-f__;...:.......-.:,-_:_......!d.<:J r~--
z
borres
- -Y_ - "'--+-+-+-"
borras

'
--.JA

: 40cm
~--~--------~~~----------------~-
1

PLANTA

~ ~

+··
I ~ ~

l I
y
' t

( CNAI'A RÍSIDA

FIG. 11.23

a) Cálculo da tensao cr
X

o equilrbrio de forças na chapa rrgida, admitindo que


as 4 barras estejam trabalhando com cr, fornece

4 Nb- cr x ·S corpo = O

ou

4 . cr . s = cr X s corpo

cr X = s cr s
4 2
corpo
= 4xl,Ox3,0
4,0x5,0
= 0,6 tf/co.

b) Com;eatibilidade de Deslocao.entos

b ) Deslocamento nas Barras


1

• .2. = cr • .2.
b :;,:b b
Lll-33

'''

Olldl!

lJC! .. l/3

Com esses dados resulta

' 9-cr z )J
1
-[-o • 6
= -210 - .!.c-o
3
X 40

Igualando os valores dos deslocamentos obtêm-se

crz = 1,2 tf/cm 2 (tensao


- -
de compressao)

FIG. 11. 24
Lll-34

As restriçÕes a sere~ obedecidas sao:

a) r;_> O para qualquer valor de a.


X

4
b) Je: y I$ 1,4 X 10-

A restrição (a) é obedecida para qualquer a. desde que


a menor tensao normal, que é a tensão principal cr2, seja no mrni
mo nula, o que leva, usando a expressão (10.6), a

cr = ~o
2
0,5+cr
( 2

• •• cr
y
~O ,32 tf/cm 2

A restrição (b) é obedecida quando:

4
b ) gy <1,4 X 10- , ou seja
1
(positivo)

-4
1,4 X 10

2
cr < 0,405 tf/cm
y-

b ) <.Y ~ -1,4 x 10-


4
, ou seja
2
(negativo)
4
g
y [ ov- -0,25· o.,s]J > -1,4 x 10-

2
cr > -0,155 tf/cm
y

Solução Final

2
o-;32 tf/cm 2 < cr < 0,405tf/cm
y
Lll-35

rb to.s +-ab

-1.2
tll
L u <II) -- Oa 1.2+-aa
(11!)
\

·~ \
-
1.2~0a

~ab ~ o.e+ab
FIG. 11.25

No estado de tensao (III), obtido pela soma dos estados


(I) e (II), para gualguer valor de a, a distorçio deveri ser ~ula,
ou seja:

Y--
xy
= O = (€ -g )sen2a + y
y x xy
cos2a

E
y =l(cr
E y -1.1 = H<o, 6 + c;b )- l él
3 '
2+cr a]~


X
= E
1 [ Cl ,2 +

(gy-gx) = f(<o,6+ CJ
b
~ 1,2 - CJ
a
)-
3
1
(1,2 + (J
.a
- 0,6 -crJ]
(€ -g )
Y· X
= t [- 0,8 + 34 (r:;b "'"r:Ja)J

ê nulo (no estado III, T xy =O) e a distorção


Como y
xy
deve independer de a, o fator (€ -g ) deve sempre ser nulo, o
y X
que leva a

CJ
b
- CJ
a = 0,6 •• •• (A)

A variação especrfica de área (!!.;) ê obtida impondo de~


locamentos l!.i e l!.i no estado de tensÕes (I) e (III), como
X y
segue:
Ll2-l

CRITfRIOS DE RESIST!NCIA

Os critirios nais usados sao:

a) CRITfRIO DE COULOMt

A seGurança contra a· rup~ura de materiais sujeitos a


um estado triplo de tensoes, e verificada pela posiçio do corres
pendente círculo de l:OER de maior diâT'letro ;cr -a j, em relaçio ã
1 3
regiio sem ruptura c:;ue define o CRITfP.IO, sendo·cr ~a ~a , "c
1 2 3
a cha~r.ada coesio do material e Ç; o ângulo de atrito -interno.-

de ru.ptura

FIG.I2.1- CRITÉRIO DE COULOMB

Se ao invis de verificar a segurança contra a ruptura,


for de interesse verificar se un c~rto estado de tensoes e
admissível, basta dividir 'r pelo adotado coeficiente de seo-uran
c v -

ça, obtendo T .
c
Tal critirio pode ser particularizado para os estados
planos de tens~es, obtendo-se o grifico da Fig. 12.2, no c:;ual ~T
e a s~~ respectivamente as iens~·es de ruptura i. traçio e cocpre~
c
-
sao do material estudado.
As coordenadas (o a~) desses estados planos de ten-
1
soes, no caso de nio. haver ruptura, deveR pertencer
" ·i regiio in-
terna do grifico (zona sem ruptura).
L12-2

,(zona sem rupt o r


de r..pto ra l, ,

FIG. 12.2 • CRITÉRIO DE COUI.OMB(eslado plano de tensõol

b) CRIT!:P,IO DA ENVOLTÕRIA DE !:OHR

E semelhante 'ao critério anterior, só que, em das lu~ar


retas que definem a segurança contra a ruptu'ra, têr::-se curvas en-
voltõrias aos ctrculos de HO!ir.. obtidos J!r> ensaios de ruptura dos
respectivos materiais.

1:
, envoltório do MOHR.
w. ,,
s \ \ I
I,
zoiiG sem ruptura \
'.
~ a
J \

FIG. 12.3 - CRITÉRIO DE MOHR

c) CRIT!:r..IO DA ENERGIA DE ~isTORÇIO OU DE VON ~ISES

Para a an~li'e
de.um material sujeito a um estado tri-
plo de tens~es, para o qtial são iguai.s as tens~es de ruptura a
tração e compressao, define-se uma tensão ideal cr.~ dada pela ex-
pressao

.... (12.1)
Ll2-3

a qual deverá ser comparada com os respectivos valores das ten-


sÕes ideais de ruptura ou admissrveis desse ~aterial.
Uma particularização deste critério pode ser feita no
caso de estados_ planos de tensÕes sujeitos a tensÕes normais ~
numa única direção e de cisalhamento T (nas vigas por exemplo),
obtendo-se a expressao (12.2), na qual a tensão i dada por:

,I
~-
l.
= v ~----2 + 3 '
2
.... (12.2)

O ~aterial segue· o ·critirio de Coulomb defin:ldo pelos


parimetros r e • conforme Fig. l2.4.a.
0

14 k9f/c...Z
)!Jj)))
-
-
-
--1l l I f 1 1 1 14 l<gf/cm 2

(a )

FIG.I2- 4 CRITÉRIO DE COULOMB E ESTADO DE TENSOES

O estado de tensão da Fig. l2.4.b será um estado sem


ruptura sé'o crrculo de MOHR de maior diimetro, correspondente
ao mesmo, na pior das hipiteses tangenciar as duas retas do
critirio de Coulcmb, Caso c crrculc seja interceptado pelas re
tas em mais de um ponto, o estado de tensões que o originou se
rã um estado de ruptara.
Ll2-4

Portanto, traçado o circulo de MORR corre~pondente ao


estado de tensio fornecido, deve-se veri~icir se as retal do cri
terio são tangentes ou secantes ao ~es~o.
O circulo de :!WRR traçado deve sempre ser o de maior
diâmetro dentre os correspondentes ao estado triplo de tensões,
isto e, o de diâmetro igual a lcrl- cr3!~
Para o estado de tensao em questao, tem-se:

2
cr
l
= -14 kgf/cm ·

'
·i'
I

I. c

J 80

.FIG. 12-5

a) Equaçio da reta (~ • a cr + b)

Obtenção de a e b

Substituindo na equaçio da reta as coordenadas cr = O


e ~ • ~
c
= 5 kgf/cm 2 , resulta b • 5 kgf/cm 2 • Analogamente, um
outro ponto, de coordPn~das

~ = O -e cr =~ = 5

fornece o valor de a.
L12-S

-S•tg20°
a • 5 • -0,364

Portanto a equaçao da reta e -


1" • -0,364 (J + 5 • ' "' (A)

Para o c!rcu1o de MOH2 correspondente ao estado de ten


são dado tem-se, conforme Fig, 12.5,.

d • o
c • -14 + (-BO+l 4 ) • -47 kgf/cm 2
2

r •
80 14
; • 33 kgf/cm
2

'"' (B)

Substituindo o valor de 1" da expressão (A) em (El es


tar-se-~ procurando uma poss[ve1 intersecção das ~urvas que pos-
suem essas equaçoes, obtendo-se

1,132 a2 + 90,36 a + 1145 • o


Verifica-se agor~ se este polinamio tem ou não raizes
reais, pela pesquisa do vaior do determinante~.
Se 6 <O, não exitem raiies reais e as curvas represe~
tadas pelas equações (A) e (D) não se interceptam, o que signifi
ca que o estado não i de ruptura, uma vez que o circulo est~ den
tro das retas que definem o CRIT~RIO,
Se 6 • O, hii ap.enas uma raiz real a, o que sisnifica
que o circulo i tangenciado p'elas retas e o estado de tensões
que originou o circulo estii na iminãncia de provocar ruptura.
Se 6 > O, existem duas raizes reais a, ou seja, o cir-
culo e cad,,uma das retas sio secantes em dois pont6s, o que si
é possível se o circulo estiver fora da região sem ruptura do
CRIT~RIO DE COULOMB. Nessa situação,o corpo sujeito is tens;es
dadas sofrerá ruptura.
No caso em quest~o,
Ll2-ti

6 • (90 1 36) 2 - 4 X 1,132 X 1145 ~ 29,80 > 0

e portanto o estado de tens~ea levar; o material i reuptura,

A figura 12,6,a) il~stra o caso de carregamento em que


a carga P estã situada.na extremidade A; Na Fig. l2,6.b) mostre-
-se o caso em que a carga P estã situada no meio do vão,

aI
r•Z.Otl
0.'? 11/01

a.o ..
Aa
I. O ..
t
I I

roZ.OI!
bJ
O.?lf/.,


I
z.o" '*· G.OO 11t
lc
~I
I

FJG.I2.6- CARREGAMENTOS ADOTADOS

Os diagramas de esforços solicitantes, momento fletor


e força cortante, para a carga P situada na extremidade A esti~
mostrados nas figuras 12,7 e 12,8.
Ll2-7

5,4tf.m 3,43 m

1,03 tf.m

1,72m

FIG.I2.7-DIAGRAMA DE M

3,0 ti
+

2,0 tf I, 2tf
3,4 ti

FIG.J2.S • DJÂGRAMA DE Q

Os ~iagramas de esfo~ços solicitantes para eargs


P si
tuada no meio do vio estio mostrados nas figuras 12.9 e 12,10,

5,57 1'11
14 tl.m
5,46 tf. m

FIG.I2. 9- DIAGRAMA DE 1\f

,.2, 97 tf

FIG.I2.10- DIAGR~iMA DE Q

b) Verifieaçio das tensÕes

Na anilise da segurança desta viga, seri usada a ex-


pressio (12.2) sendo os valores a e TObtidos para tris pontos
das jeçÕes transversais eritieas (i, fig. 12.11), Assim para o
ponto B onde a é miximo e T é nulo as seçÕes transversais errti
eas serao aquelas em que o momento fletor atinge um valor mixi-
I.l-2-8

mQ. PQr outro lado, ao n[v~l do centro de gravidade a tensao de


cisalhamento é mãxima e a tensão norma·l é .nula, sendo portanto
cr[ticas as seçoes em que a força cortante ·.é m.ã:dina. Rã ainda a
necessidade de verificar o ponto T da seção, ~a qtial as tensoes
rJ e T apresentam valores menores porém prÕximos dos res·pectivos
máximos. Neste caso, a seção crttica deve ser pesquisada em fun-
ção das combinações mais desfavoráveis . de momento. fletor e for-
ça cortante. ••
T


c.s .
•..•
.

FIG .. 12 .• li

b~l) Ponto B (borda da. se~ão)

Neste ponto como rJ e máximo e T é nulo, a expressao


(12.2) se reduz a

cr. ~ rJ ~ rJ = 1,4 tf/cm


2
~

Para o perfil mefálico adotado, 6om especificação I 10" (37,80


kgf/m·). da tabela de perffs obtém-se o valor do modulo de resis
tência â flexão.

3
wz = 405 em

A partir daÍ segue que

Mmax
- M-
(J = - = ~:< 1,4
l.J 405 "
z
ou

·M -
-max ~ 567,0 tf~cm = 5,67 tfm

Para a carga P posicionada na extremidade A, o valor do máximo


momento é 5,4 tfm, sendo portanto menor que o valor admissível.

- Para a carga P posicionada no centro do vão, o valor do máximo


mQ11!ent:c> é 5,46 tfm, sendo também este valor menor que o mâximo
ad11!is s r v e 1.
Ll2-9

b.2) Centro de gravidade

Ao nlvel do centro de _gr~vid.~de ~a seçao, a tensio a i


riula e a tensio T ~ mixima, resultando da expressao (12.2):

2
max • ,13 ~ cr =
cr. = = T ~ l , 4 t f I em
l.

ou
. . 2
Tmix ~ O,.S08 tf/c.m

Para o perfil utilizad~, e.ncontra-se .na tabela de perfis I lami-


nados

4
J
z
= 5140 em

Al~m disso, o momento estâtico no centro de gravidade


~ obtido por:

. 2
0
• • 79 x~ 11 • 45 ) +(ll,8xl,25xl2,08) • 230 em 3

Portanto

Q ~
max
•M
s Q ~ x230
·max
T
max
~
b J • 0,79x5146 ~ 0 • 808
z

ou

Atrav~s do exame dos diagramas de forças cortantes,


tanto para o caso da carga P posicionada na extremidade A como
para o caso da carga P colocada no centro do vio, em nenhuma se
ção ao longo da viga·o esforço cortante máximo é ultrapassado.

b,3) Ponto T ·(ligação entre alma e aba do perfil)

Para o ponto T~deve-se ~rocurar em ~mbos os casos de


carregamento, a seçio critica na qual os valores de cr e T, uti-
lizados nas express;es (l2,2),lev~m i tensio ideal máxima,
No ponto T, de acordo com as caracteristicas geométri
cas do perfil utilizado, valem:
Ll2-10

4
em
J
z - 5140

YT • 11,45 em

Analisando os··diagramas· de· esforços solicitantes para


.· ' . . '

o caso em que a carga P situa~~e n~.eitremidade A, a seçio do a.


poio B torna-se .a mais soli.cita~a;. A:p~r~ir. daÍ. segue que: -

Q:Ms ..· 3,4xl78. 18. 2


T • -
bJ. · 0,79x51 O ·
1 • 0,149 tf/cm ·

cr. •
l.
J(1,203) 3 + 3 x (0,149)
2
• 1,23 tf/cm
2

Com a carga P si'tuad-a '.no· centro do· v ao, a .partir da


análise dos diagramas de esforços. solicii:~ntes, ·duas seções de-
vem ser analisadas, res_pe'ctivamente, as. ~eções do apoio B e do
meio do vao.
Assim, no apoio te·m-.se

M 140 · . 2
cr • J • -YT = 5T'4õ x 11,45 • 0,312 tf/cm

Q•M ·. . '"'2
. s .. 3 1 33x17S1 1& • 0 1 ~ 6 tf/cm
T • b:r o, 7§x5l40 · • ·.·

2 2 . 2
c:l. 111: Jco,312) • 3 x co,l46) • 0,402 tf/cm
ou.

No meio do vao, valem

546 2
r:J = mõ X 11,45 = 1,2·16 tf/cm

T = 1.23xl78ll8
0,79xSl O
= 0 , 054 tf/cm2

(J. =
l.

r:;. < cr
l.

Portanto, a carga P ~dotada e um valor admiss[vel.

VIGA .DE FERIOO FUIIDICO

/
'/.1---~·-
~--~ : lo.2cm
; , 0,52cm 1
;
' . i
' lu.zcm
I ' ' iI
.'

J. • lO, O em I
I ly -t
(se<ê40 transverso I l

FIG. 12 .. 12
a) Cálculo das Tensões Principais

As tensoes serão calculadas aos níveis dos pontos G), ®.


~.e do C.G. da seção transversal do engastamento, na qual os
esforços solicitantes são máximos e valem:

}i = p • t - 10 'o . p
X

Q =p

As tensoes principais ser ao calculadas com o uso da ex- -


pressao (10.6).

Ponto (i)

Q M
s (1)
'r (1) =
b J
= o
z
M
O' (1) = :rX
X
. y (1) = 10,0·P·0 2 88
o' (}7 63 .• • O' {1) = 115,33 F

cr B 115,33 p
1

Ponto @
H
s (2)
= 0,2x0,8x0,42 - 0,067 Clll
3

=
p ..
o! 067 = 4,40 p
'r (2) 0,2 0,0763

0'(2)
. lO,O·P··0,32
-o,076'3 = 41,94 p

'1}
o· 2
=
41,94 p
2
±
J (41294P)2+ (4,40Pl .... 0'1 = 42,40

0'2 = -0,46 F
:··

Ponto ~I

M
(s)
=o

-r (3) =o
" =
10
!~_: . o.52 = 68,15 P .... cr, = 68.15 P
Ll2-13

lij .. (j
(l,@,

., ) " ()
~v (.5 ,O?r)2 •
lij1 "' ~.oi' r
a2 a~
.. " =~,07 i'

0.1

FI e. 12. 13- CRITE.RIO DE COUlOiílll ( estoH Jll- dtt tensd"o)

Ponto (i)

Na Fig. 12,13 observa-se que, sendo a • O, a • 115,33·P


2 1 1
poderá, no oãximo, assumir o valor 0,8, ou seja:

ll5,33P ~ 0,8 • •
1

Ponto (2)
-~omo al e positivo e a2 e negativo, o ponto de c:oorden.!.
das (a ;cr ) deve pertencer à reta A-B e portanto a geometria da
1 2
Fig. 12.13 leva a
o 4 0,4-crl
tg y • ~ • 0,5 •
' a2
Ponto &
Como cr
1
é positivo, seu valor mãximo serã 0,4
68,15P < 0,4 ou .,.
r < 5,87•10 -3 tf ou -P 3 • 5,87 kgf
3
- -3
p2 = 9,5 • 10 tf - 9,5 kgf

Centro de Gravidade

Para cr = 5,07P e cr
= -5,07P, procede-se analogamente
1 2
ao que foi feito para o ponto@ obtendo-se

o,4-5,07 P"c.G •
•tg y = o' 5 = PcG= o,0526tf = 52,6kgf
-5,07 Pc,G

Portanto o valor admissível da carga P sera 5,87 kgf.

a) Obtenção dos Esforços Solicitantes

Na Fig. 12.14 mostram-se os esforços solicitantes sc:.re


a seçao do engastamentc, on.de ocorrem seus respectivos valores ::â
ximos, que serão utilizados para as verificaçÕes das tensões i-
deais.

1,5tf

...-l!:::>l'..o_,!> tt --r !>,o ""'

.----·íofZ"' !),O""'

----r-
X

FIG\.12.14-ESFORÇOS SOLICITANTES NA SEÇÃO DO ENGASTE


112-15

!1
X
= ..f
't
= 0,5 x 10,0 • 5,0 tf•cm (momento torçor)

liz • 1,5 x.30,0 • 45,0 tf•cml


(momento& fletores)
M • 0,5 x 30,0 = 15,0 tf•cm
y

Qy = 1,5 tf
(esforços cortantes)
Qz = 0,5 tf

b) Cilculo das Tens~es Ideais crrticas

Os esforços solicitantes calculados provocam, na viga,


o aparecimento de tens~es a e T. As tens~es
mento fletor "'H" (resultante de "
y
... ..
e H), alcançam seu ~alor mixi~o
z
a, provocadas pele ""~

nos pontos A e B indicados na Fig. 12.15, distribuindo-se na se-


çio da forma como se indica. As tens~es T, por sua vez, devido ao
momento torçor tim igualmente valor miximo em toda a borda, e de-
-+ '
vido ã resultante Q dos esforços cortantes, distribue..,-se na se-
ção de forma que, nos pontos A e B, seus valores serão nulos.

Oz • O, 51f

My = 15 ti. em

Qy = .1.5tf

FIG.I2.15- DISTRIBUIÇÃO DAS TENSÕES (J e l: NA SEÇÃO DE


ENGASTE.
b.l) Tensão cr nos pontos A e B

= 47,43 tf•cm

4
- 'lr.:lO
64
= 490 87 em 4

H
·r z
.- D
2 - 47 43

490,87
x 5,0 - 0,483 tf/cma

b.2) Tensão T devido ao momento torçor (pontos de borda)

= 16 ..,·5, o = 0,025 tf/cm


2
Tmax
- 3
11"·10,0

b,3) Tensão -r devido ã cortante (Centro de Gravidade)

Q - v (0,5) 2 + (1,5)
2
i - 1,58 tf

2
QH
s max
- 1,58x --a-
lO
'Ir
x
o

.Q. ,054 tf I em 2
't max
- - • •
490,87

b.4) Tenaão Ideal nos pontos A e B

Utilizando a expressão (12.2) do criterio de energia


de distorção, obtem•se

~2 + 3
cr.]. v 'u2 t =

.. cr.]. << -cr • 1,2 tf/cm 2

b.S) T;ens"ão Ideal no C.G,

- 'Q /3 = 0,054 13

'
.. cr. • 0,094 tf/cm
2
< < Õ = 1,2 tf/cm
2
].

Esses resultados permitem concluir que a viga sujeita a


essas cargas~ trabalha com tensÕes ideais bem menores do que as
admissíveis.
L12-17

a ) .::C~ã~l:.;c:.:u:.:l:.:o:-__:d::.;e:._cr:..t

Para calcular-se o oãxitio valor de crt deve-se lançar,


no critirio admissivel, o estado de tensio (A), cujo círculo de
MCHR correspondente d.eve tangenciar as retas que definem ó cri-
tério.

2
"t( kgf/em l

a,. ãt
O"t=o
as= o
lft .
T

FI G. 12. 16- CRITÉRIO DE COULOIUI

De acordo com a Fig,l2.16 pode-se escrever:

o 2
2 • tg 30 = 4 2 = 6,92 kgf/cm

ou ainda:
(Jt (Jt
(2- 2)sen 30° = 2
(J (Jt 2
(6,92- ~) 0,5 = 2 2
cr t = "4 , 6 kg f I em

b) Câlculo-·do valor de p

O estado de tensio (B) nao i admissivel pois cem rJT =


" 9,2 kg/cm 2 • Com a soma deste estado ao estado (C) obt<am-se
-

dois possíveis casos como segue:


:U2-18

19 Caso 29 Caso

r j p

~ ---
p- 9,2 p- 9,2
~
8 9.2 -p

lp I p

FIG. 12.17- ESTADOS DE TENSÕES

b.l) Para o 19 caso tec-se:

()"2 = -(p-9,2)
()"3 = -p

Levando-se o círculo de MOHR deste estado de tensoes no


critério "btém-se:

1'16. 12 . 18- C I'! ITÊ RI O Dt: COUI.DMB


t.l-Z-19

Pela Fig. 12.18 pode-se escrever:

(6,92+ .l:. )~en 30° • .1:.


2 . 2
Portanto

p • ll,S( kgf/c~·'

b,2) Para o 29 caso tem-se:

Levando•se o ctrc~lo de MOI& deste estado da tens~es


no cric;rio obc;m-se:

F I G. 12 • 19.- CltiTr'IIIO DI COUI.OMIII

Pela Fig. 12.19 tem-se•

2r • p + (9,2-p) ... r • 4,6.

ou ainda:
[6,92 + r - (9,2-p)J sen 30° • r

Substituindo o valor de r obtém-se:


p • 6 ,se ks·t/-cm·
2
Ll2-ZO

c} Resposta

Portanto o valor de p deve satisfazer ãs seguintes con


.;f~çÕes:
)~

2
6' 88 <. p <. 13,84 kgf/cm

O critério de ruptura que o material segue (critério


da envolt6ria de HOHR) ê representado por uma paribola cuja equ~

ção ê a seguinte:

2
o = a + b T + c T

sendo que;:

- para T = O tem-se o = 0,4 o que leva a

2
a = 0,4 tf/cm

- para O = 0 tem-se T = +0,4 e T = -0,4 o que corresponde a:-

o= 0,4 + 0,4b+ 0,16 c

o= 0,4- 0,4b+ 0,16 c


\
sendo portanto c = -2,5 e b = o
Substituindo-se os valores de ~. b e c na equaçao da
paribola obtêm-se

o = 0,4 - 2,5 T
2
... . (A)

Para que não haja ruptura no estado de tensões forneci


do, onde a tensão E. é de compressão, o círculo de MOliR da Fig.
12.20, correspondente a este estado de tensão, deve na pior das
hip6teses tangenciar a paribola do critério.
·-Para este estado de tensoes tem-se:
2
ol = 0,2 tf/cm 02 = o
03 = -p
r
r c
_, ol

FIG. 1.2. 20 • ClltCULO Cl MOHR

A ~quaçao da eirc~nfarincia qu~ rapraaanta o circulo


da MOHR do estado da tanaõas fornecido ê, conforma Fig. 12.20,

onde
d • o

ou seja:
2
(a+(O,Sp-0,1)) + T2 • (0,5p + 0,1) 2 ••• • (B)

2
Substituindo em (A) o valor de T calculado através de
(B) obtêm-se:

2
a + (p-0,6)a + (O,l6-0,2p) • o
Se esta equaçao nao tiver raízes reais (Ll < O), parábo-
la e éircunferência não terão pontos. em. comum, o que significa que
o estado de tensão não ê de ruptura.
Se ~sta equação tiver apenas uma raiz (Ll•O), serao tan-
gentes a .parábola e a circunferência e o estado de tens:iio estará
na iminência de ruptura.
Portanto, para que não haja ruptura deverá occHrer À~ O,
ou seja!
lll! ,. ©,4 ll = ©,a ~ fl

ll == §,it § i,U '* ! (J~?§ H/~ml!


nãEJ êél!ilve!m

A Un§âEJ'Mlf!i!ãl ll €lê €€lllllllfꧧâ€l pêl!ê lêêl1 1 êlll m~1!1üF! 1 ª


§€1Yi!il~ê 9ãliã~i€J!

ProCYf㕧C O VâlOI ~O ; llâlâ Câ~â Yl!l ~06 A§~A~O§ piAnO§


4o tonaõea in4ico~oa, Euoo valor, em eA~A CAso, dovcri fAICf co~
qua o etrculo àc MOHR de diÂmetro igual a le 1-a 3 ! sojA tongoncio•
4o pelas ratas do CRit!RlO,

a) Cuo l

I ,

"''
1~1
'' I
p fl:/ 20
'I Cl'lqr~2 1
I
I

FIG. 12.21

crl m
0'2 • o

0'3
m -p

icr 1-cr 3 i . .
D p
!.12-23

a. lO a. =
t<'"
o
&
20 = 0,5
- 26,57°

• sen CL = 0,447 p = 32,33 kgf/cn/


20 +
-
.E.
2

b) Caso 2

20

FIG. 12.22

p
2 2
• sen a. = 0,447 ii ~ 12,36 kgf/cm
20- .E.
2

c) Caso 3

FIG.. 12.23
l..l2~24

Co~o ~~tstem t~ni~es ·de cisalhamento, i necessário usar


a expresslo (10.~) para obter-se as tensoes principais, sendo

oX = o .o
y
= o 'r
xy
= p

Com estes .valores resultam:

o
1
= p o
2
=o o - -p
3

I o l -o
. 3
I •. D • 2p-

-p
n . un .e~ .. o, 441
!il) Cuo 4

o --R.
2 2

03 = -:p
p/2

Apesar das tensoes nas faces do ele


mento serem diferentes das indicadas no
Caso 1, os ctrculos de MOHR de maior diâ
FIG. lt~.- 24 metro, nos dois casos são iguais, o que
leva a

2
p = 32,33 kgf/cm

e) Caso 5

=o
t'
-p ·o.,.- Este caso i análogo ao Caso 2 por
estar sujeito ãs mesmas tens~es
·l, principais o
1
e o • Dessa forma
3
FIG. !"2.25 pode-se escrever que

2
p = 12,36 kgf/cm
!.12-25

FJG. 12.26

a) Ssforços Solicitantes e TensÕes

Transladando a carga P excintrica para o Centro de Gra


vidade do pilar, atuam os esforços indicados na Fig. 12.~6, ou
seja:

N = -P = -40 t:f

N
y
= P • d = 40 x 5 = 200 tf•em

As tensões provenientes da açio destes esforços valem

p
M
IJ,. --L zmax
-
!"":
s "
1
(máx) J
y

onde
2
s =2[2xl8 + 12 x 2]= 120 em

22xl2 3 18x8 3 4
..J. = =2400 em
y 12 12

Z -
max
= 6,0 em

40 2
= - = -0,333 tf/cm
120
t.12-26

200
v J! = 2 4 0 0 X
6 ' Q = ru, 5 t_f'/ em 2
J:taX

A tensio normal devido a N distribui-se uniformemente


.,
sobre toda a seçio e a outra, devido a ~.:., tem valor máximo nas
bordas mais afastadas, na direçio do eixo z. Na borda pr6xina do
ponto de aplicaçio da car,a P, ambas as tensoes sio de compres-
s·ão, resultando

2
v= -(v .. +v.,)
!,\ .i:J.
= -(0,333+0,500) = -0,833 tf/cm

b) Cálculo da Tensio Ideal

. Isolando um elenento em torno do ponto mais solicitado,


o mesmo estará sujeito às tensÕes principais

2
= -0,833 tf/cm

-
e portanto a máxima tensao ideal, com base na expressao (12.1)
vale

2
= 0,833 tf/cr;:.

A análise de ruptura de solos coesivos (T


c
+ O) ê feita
pelo CRITfRIO DE COULOHB. Obtidos, no instante da ruptura, os ciE_
culos de MQBR· correspondentes aos estados de tensoes dos ensaios
I e II, a i::eta do CRIT:ÉRIO deverá tangenciar esses dois ci:rculos,
conforme .a Fig. 12.28.
L12-27

Po

FIG. 12..2.7

Tomando-~" cr
1
> cr
2
> cr .• para os dois ensai<>s tem-se:
3

ENSAIO I ENSAIO I I

2 2
crl a
0'2 " p ~ = -1,0 kgf/ em 0'1 = 0'2 = -2,0 kgf/cm

0:3 - Pa " -5,0 kgf/cm


2
0'3 - -8,0 kgf/cm
2

2 2
0'1 - 0'3 = 4,0 kgf/cm crl - 0'3 = 6 ,O kgf/cm

-~
z
1/l.-

?.0 &.0 5.0 4.0 3.0

·FIG. 12.28- CRITERIO DE COULO'WB


Ll2-28

Conr has.e na Fig. 12. 28, po.de-:-se. es-crever

= sen a
·~ + 5' o = t+3,0' .

Sendo R 1 = 2,0 \<gf/cm


2
e R
11
= 3,0 ~gf/cm 2 resulta
2
1 = 1,0 kgf/cm e portanto!
crT
2 2,0 2
crT
=
1 + 3,0 = sen a = Q,67 kgf/cm
Q. - 2
\

lerei
-2- .3,0 2
= = sen Cl. = 2,00
. kgf/crn
Icr cl 1 + 5_,0 '

1 +-
2

A soma dos estados de tensÕe..s @ ·e @ res·ult~rã etn ~m


estado de tensão @, mostrado na Fis •., 12.29.,

FIG. 12. 29- ESTADOS . DE TEN~E.!i>

. A tensao resultante (2 ãT-p), dependendo do val~r de ?•


pode rã· ser de tração ou compressao, devendo-se .allalisar e.stas
duas possibilid-ades.

l)s geometria da Fig. 12.30 pode-se concluir que.

o 2 2 2
- y - 0,577 Q. = ~,464 kgf/cm·
tg 30 o ,577 =
Ll2-29

a .
T
2 = o
= 2
sen 30 0,5 aT = 2, 3 O kgf I c1n

f, -

1: (kgf/.,.,.zl

t---=-1 -t
o
. I I
I
êÇ2!'
.~

!
~ .

FIG. 12.30- CÁLCULO OE éf"T

b) Cálculo de p

b .1) (2õ'T-p) > O

O c!rculo de HOHR de diâmetro Ja -a J, neste caso, pa-


1 3
ra encontrar-se p,poderã tangenciar tanto uma quanto a óutra re-
ta do CRIT~RIO, levando a d~as análises.

I) o circulo tansencia a reta inclinada de 30°

• (fl9t.fcm2

(Jl = 2ãT - p

a2 = o

a3 = -p er fl't1',.,..,
~

p
2~-p

FIG. 12.31
Ll2-30

a·= R- p = - p

2,30
sen 30°. = =
3,46-2,30+p

• -
P
>. 3,45 kgf/cm 2

li) O. Circulo tangencia a reta inclinada de 15°

__
-- --- ---
-..-:--.

I
I b
150
-- --
CT(II\gttcr/)
'I

-----
I

--p--- '
~-p'

FIG. 12.32

= o (J
3
= -p

2 0 2
tg 15° = d = 0,268 d = 7,464 kgf/cm

b = p-R

2 30
sen 15 o = b+d =
R
= ---=-~:::.__--. ·= o , 2 58 8
p-2,30+7,464

2
p / 3,72 kgf/cm

·Tnterpretação dos valores calculados para p

Para (2ÕT~p) > O, foram encontrados os seguintes inte~


valos de variação de p, provenientes dos casos I e II.
Ll2-=,:31

o 3,45

3,72.
•= e 6 e A ••••

A análise desses resultados leva, matematicamente,ã re~


posta p::::. 3,72 kgf/cm2; fisicamente pode-se verificar que a ten-
sao p não pode assumir valores entre 3,45 e 3,72, pois os crrcu-
los de liOHR correspondentes a estes valores são secantes ã reta
do critério de inclinação 15°, conforme a Fig. 12.33, na qual ve-
rifica-se que, para p ~ 3,45 kgf/cm 2 , o círculo de MOHR tangencia
,;1 retl! inr;litHI,d.\1 de 30° e ·intercepta a inclinada de 1.5° em dois
pQntQa.

MCOIIIU

-
fl(ktf/cJ)
!1. 45

FIG, 12.35

Neste caso, as tensões principaís usadas para a constr~


çao do círculo de MOHR e consequentemente para: determinar p, são:

a • o
1

a • 2a -p
2 T

a • -p
3
Ll2-32

p
I
R=/p/2
--- -15~

. a 2
i (kgf/cm l

P/2 d • 7,464

FIG. 12.34

2
Sen 15° = 0,2588 = ? ,::::, 5,21 kgf/ cm
t
~

+7,464

c) Resposta: Pela superposição dos valor.es encont-rados nos casos


@ e (~ chega-se ao. seguinte intervalo de ~ariação de p

3,72 <: p ..:::::. 5,21

aX ..

(Corpo li )

FIG.I2.35
O corpo rigido impede os deslocamentos segundo a dire-
çao y (& •O), o que induz o aparecimento, no corpo II, de tens~es
cr , em
~
a~rescimo z
às tens~es cr
aplicadas externamente e as
.
ten-
soes crx transmitidas em sua interação com o corpo I.

cr
X -- p
SI
=- 100,0
lO,OxlO,O
c -1,0 tf/cm
2

&
y --1
E . Z ~
[cr y -IJ(cr X +cr - 2 ioo [ cr 7 -o,3(-l,o-o,6)J = o

. .• . cr·
y
= -o·,48 tf/cm
2

)es•a forma, dada a inexist;ncia de tens~es de cisalha-


mento, pode-se escre~-r que no corpo II atuam as tensoes princi-
pais

?
c cr
z
= -0,60 tf/co-

cr 3 • cr X • -l 1 O tf/cm 2

Utilizando estes valores na expressao 12.1 do CRIT~RIO


DA ENERGIA DE DISTORÇÃO encontra-se

cr.l. • 2
't[c..:o ,48+0, 60) + <-o, 48+1, o) + c-·o, 6+1
2
.~ =

2
= O, 4 7 2 tf I em .

Encontrado o valor da tensao ideal, tem-se. a margem de


segurança.! com que o corpo II estã trabalhando, relativamente ã ·
tensão de escoamento cr •
e
cr
s • - e .= 2,4 .. 5,1
cr. 0,472
l.
Uma viga de ferro fundido, que tem tensoes de ruptura a
traçao e compressio diferentes, pode ter sua performance quanto a
ruptura, analisada através do CRIT!:'.RIO DE COULOllB para o estado
nlano de tensoes.

I/I / I 1

(I l
i
'
---I o

( I! l
1: xy

~~ a, /
Oi ',;
l
xy
.crx
I
I
0,414

ap• 42.:s•
o;. o.. s tftcrn2

AG, Í2.36- CRITÉRIO DE COULOMB (estado plano de tensões)

!:'. dito que, para a.p=42,3°, encontra-se uma tensao prin-


cipal igual a 0,5 tf/cm2 • A outra tensão principal, c;ue ocorre na
iminincia da rupttira, deveri ser obtida para que o ponto de coor-
denadas (a ;cr ) seja colocado no CRIT!:'.RIO e possam ser obtidos at
1 2
e cr •
c
Utilizando as expressoes - (10.1) e (10.3) e lembrando
que, neste caso, cr
y
ê suposto nulo obtim-se as equaç;es

aX cr
cr- = - + x cos(2x42,3°)+ ' sen(2x42,3°) = 0,5
:K- 2 2 xy

2•
tg(2x42,3°) = ~ = 10,579
aX
Ll2-35

cujas soluçÕes são

2
crx = 0,086 tf/cm

2
T • 0,455 tf/cm
xy

Obti~o~ cr e T , com base na expressao (10.6) obtim-se


x xy
as coordenadas do ponto R da Fig. 12.36, correspondentes ã ruptu-
ra, cujos valores sao -
2 2
cr • 0,5 tf/cm . cr •-0,414 t:f/cm
1 2

Os valores de crT e crc sao obtidos com base no para1eli~

mo das retas ÃB e ·eiS, é:;ue ocorre porque se usa o mesmo coeficien-


te de segurança.~ para tração e. comp.ressão, ou seja

0,4 - s

(j
c = s
(j
c

Da geometria da Fig. 12.36 resultam

2
tgS = o' 4 =
0,8
crT = 0,707 tf/cm

s =-- 0,707 = 1,768


o ,4.

2
(J - s O' c = 1,768 X Q·:tg • 1,414 tf/cm
c
Ll:2-,36

z
E= 1000 tf/cm
f-1. =0.25

FJG. 12.37- ESTADO DE TENSÕES

a) SOLICITAÇÃO EXTERNA DA CEA~A

o ea.tado de tensões interno ã chapa eo chamado "cisa-


lhamentC>.puro", que ocorre em faces sujeitas somente a tensoes
. '
xy .• Sabe-se que na direção A.A onde ocorre, o~.
de cisal.hamento •--
tida girando as eixos de 45° no sentido anti-horirio, a distor-
ção Yxy vale 0,001 e portanto usando a expressão (11.2) obtém-se
'T--
xy

= '--
T-- . 2(1+)1)
= 0,001·-
- cxy;
X
E

= 0,001-E = O,OOlxlOOO = 0,4 tf/cm-?


.T--
xy 2(l+)l) 2(1+0,25)

Externamente ã ,chapa, s.ão três as incógnitas a sere::o


determinadas (cr , cre T xy ),. o que
. exige a obtenção de três equ_a
X y.
ç~es independenies, em tens~es ou deformaç~es.
Equacionando em termos de tensÕes, sabe-se que para
,
a. = 45° e a= 135°, respectivamente, as tensões normais são nulas
2
(cr- e 0"--) e = 0,4 tf/cm
T-- e portanto, o uso das expressões
x y xy
(10.1) •• (10.3) permite escrever

cr X +o y o X -cr
0- = o = +( Y)cos(90°) + sen (~Co) ("'-)
X 2 2 ' xy
cr +oX y +(
cr X -o
0- =
y
o =
2 2
Y)cos(270°)+ T
xy
sen (270°) •• (E)

o -o
T-- = 0,4 = (
y x)sen(90°)+ T cos(90 o ) (C)
xy 2 xy
~
L12-37

A solução das equaçoes (A), (B) e (C) leva a

2 0.4 tf/cnn2
(J
X
= -0,4 tf/cm
1
cr =. O , 4· t .f ;· em 2 2
0.4tt/cm
.
0.4 tf/em
2
y

1" =o.
xy

FI G. 12. 38
l 0.4 tt/cm

E·STADO DE TENSO-ES
2

b) CÁLCULO DAS DEFORMAÇÕES e:x =-e:y

De (1(.1) tem-se, para essa chapa plana sujeita as


tens~es encontradas

é:
X
=
1
1000
.· [~0,4-0,25 (0,4)] = -5,0 X 10- 4

1 10- 4
=
é:
y 1000 [o,4-0,25(-0,4)] =· 5 'o X

. c) OBTENÇÃO DAS TENSÕES DE RuPTURA E COEFICIENTE DE SEGURANÇA

Sendo este estado correspondente a ruptura, um ponto


da chapa sujeito ãs tens~es cr e cr , no CRITfRIO DE COULOHB, peE
1 2
tencerã ã reta AB (Fig. 12.39),

= (-0,4+0,4)
2

2 2
cr
1
=a
y
=.0,4 tf/cm = (J
X
= -0,4 tf/cm

Admitindo que o coeficiente de segurança e o mesmo a


traçao e à ·compressão (razão pela aual a reta ÃB é paralela ã re
ta correspnndente do criteTio), pode-se concluir, tom base na
2eometria da Fig. 12.39 aue
Ll2::38

cr T -o ' "'.
tg"( = o' 4.
= crT = 0,6 tflcm""
0,8 o' 4-
(J~
o, 6 .
s = " = 0,4 = 1,5
crT

2
l• cr c I = s. I cc i = 1, 5 z O, 8 = 1 , 2 t f I em

0.4
I
I
-I

!I

o.4 !A C7.
. -·~Q~.--------------+-----+,~Y-IF---------~·

tI o.•
y i'Y
I I
1/
--4ccr,;0'2 l
I
I
I
I
I
I
I
I
I
f
I
I
f

FIG. 12. 39 - CRITÉRIO O.E COULOMS


( Ll2/36J

Inicialmente o corpo de prova recebe :~G cf sem estar


envolvido pelo cilindro rÍgido, de forma que so atuar. tensoes se
gundo a direção do eixo X CF ig. 12.40)
P= IOOtf 2 2
'!ri:: 'Tt'.2o '
s = :;---- = --4- = 314,16 c r:
~

z
p 100 '
I
aX = s
=
314,16
= -0,318 tf./ cr:l"'
I
lx
Como so atua ax, pode-se escrever que

(] =o
~· aX = -o, 318 tf I c·ri:
2

FIG. 12-40

e nestas condiç;es, o uso da expressao (12.1) permite a obtenção


da tensão ideal do corpo de prova, para essa solicitaçio, a qual
apresenta uma segurança ~de i,85 em relação a ruptura.

.. a 1. = 0,318 tf/cm-
?

a.1 = s·a.1 = 1,85 x 0,318 = 0,5~8 tf/cm 2


(ruptura)

Como pretende-se aumentar essa segurança para ,apos a


colocação do corpo de. prova no cilindro, a tensão· ideal de ruptu-
ra, nessa nova situação deverá ser

2
a. = o,318 x 3 = 0,954 tf/cm
1
(ruptura)

Para que o corpo de prova, axialmente c~mprimido, encos


te nas paredes internas do cilindro, ele deverá deslo.car-se de ú,
sofrendo deformaçÕes ~ e ~ iguais. As tensÕes, no contato entre
z y .
corpo e cilindro, por sua vez, serão também iguais. ~essa forrr.a,
Ll2-42

Q·M $
max p •. 42,67
TQ "' b J "' 8,0x201,06 = 0,026 p
z

1:
Mt
.. 16 Mt
-rr D3

16x45P
lr• (8 ,0)
3
= 0,448 p

TRECHO BC

45 p
(J -
max "' 201,06 X 4 • 0 = 0,895 p

'Q - P•42,67
8,0x201,06
= O 026 p
'
= 7
total

TR.ECHO BC

4,0cm

~---- -·
0,895P
o.o2GP 0,021? p

(~ @

Fie. i2. 43 DIAGRAMAS DE TENSÕES

Na Fig. 12.43 mostram-se os diagramas de tensÕes máximas


para os trechos AB e EC; pode-se notar que~ para amboS~ a pior co~

binação ocorre nas bordas em que Y Y - • Utilizando os valores =


max
correspondentes no CRITtRIO DA ENERGIA DE DISTORÇÃO (expressão
{12 .2)) ·obtêm-se:

TRECHO AB TRECHO BC

(J.
~
= cr.=
1.
~ (O ,895P)
2
< 1,2

m 1,2

-PAB:_l,3
<::: o tf

· P = PAB = 1,30 tf
Ll2-43

( Ll2/43)

1) ESFORÇOS SOLICITANTES

A carga aplicada na ~iga produz os seguinees diagramas


de força cortante e momento fletor •
.,..,A
' .

,R, --\A
-+-·=0-.6111+- _ . _k_O m

0.7691:, !! ,:I
'-"""'-'1.I!::II:::::::::::Jiã§!,!!i:•:::::c:Jr... o. 2 31

·~·
'46.15 em

FIG. 12. 4 4 - DIAGRAMAS DE ESFOR<;OS SOUCITAI\ITES

= 2 •0•P • 0,769 P = 0,6·P = 0,231 p


2,6 2,6

2) CÁLCULO DE P PARA A VIGA REFORÇADA

O câ.lculoda carga P sera feito utilizando-:-se o crité-


rio da energia de distorção dado pela expressão (12.2), na qual
os valores de a e T são calculados para os pontos A, B e C.G.,
indic~dos na Fig. 12.45, com ~s esforços H- = 46,15 P e O - =
max ~ax

= 0,769 P, q.ue ocorrem na seçao AA da viga (ponto de aplicação


de P).
As caracterrsticas geométricas utilizadas referem-se,
evidentem~~te, ã seção reforçada (Fig. 12.45).

( 12. 2)
25.4 em

2.a) Cálculo do Yalor de P através da análise do ponto @

Pela tabela de perfis "Vigas I - Padrão Americano" tem-


-se que o momento de inércia Jz do perfil I lO'' x ~7,8 kgf/m vale
514,0 em 4 •
Portanto, para a Seção Reforçada, têm-se:

4
J
z
= 5140+2 em

46,15P 14,2 = 0,049314·P·


= 13289 X

' A = o

Aplicando J:J cxitêrio obtém-se

1,4 =
,IJ ( 2
0,049314•P) + 3 X 0
'
PA = 28,39 tf

2.b)· ·Cálcúi"o do valor de P através da análise do pon;:o B

cr B = 46,15
13289
p
x 11,45 = 0,039763 P
M = (15xl,5xl3,45)+(Ll,Bxl,25xl2,075)= 480,73125cm
SB

0,769~Pi480,73125
' B = = 0,035213 • F
0,?9 .. 13289

Aplicando o critério, obtim-se

1,4 = V (0,039763 • P) 2 + 3(0,035213 • P) 2 ,

. ... . PB = 19;23. tf

Como neste exemplo nota-se que o efeito da tensao de


cisalhamento ê considerável, torna-se necessária a verificação
do centro de gravidade da seÇão, onde:

crC.G. = O

3
M 480,73125+(11,45x0,79x5,7~5)=
5c.G = 532,51674 em

0,769 p • 532,51674
'c.G = 0,79 • 13289 = o;o39007 · P

.À.plicando o critério .obtêm-se:

1,4 = ~ O + 3 (0,039007"P)
2

p = 20,72 tf
c

'Pot:tanto, o·va1or de P admissl:vel i 19,.23 tf,corres-


pondente. ao menor dos valores encontrados.
Par~ a carga P = 19,23 tf, os diagramas .de esforços
soticitantes .ficam:
~12-46

trecho

~23tf J.[

114-ntt ! 4.44tf

@ 14.79tt ~::;·I
j
:' i' ~ jjj 4.44 t1'

®
~
FIG. 12. 46 DIAG-AMAS DE Q e M

3l CILCULO DO VALOR DO COMPRIMENTO CD DO REFORÇO

3.1)
., Cilculo de a

Com os esforços do trecho I calcula-se o valor de a a-


travis da utilizaçio, no critirio, dos valores das tensoes dcs
pontos indicadDs na Fig. 12.47, para os quais, com ba'e na ex~

pressio (12.2) obtim-se:

l!

cr =

y
Fia 12. 47 SE<;ÃO TRANSVERSAl SEM REFQF!C(Q

I
I
Ll2;..47

3.l.l) Ponto C

'r
e
.. o

l,4 = M X 12,7 ..... H =· 566,61 tf • Ct:l


5140

3.1.2) Ponto D

MS • 11,8 X 1,25 X 12,075 = 178,10625 cm 3


D

14,79 x 178,10625 6 4872 tf/cm2


TD.= 0,79x5140 =0,.

c; D "' v 1,96 - 3(0,64872) 2 = 0,8352 tf/cm 2

H., 11,45
0,8352 = 5140 M = 374,93 tf·cm

OBS.: Para um.ponto no C.G. basta verificar se a .tensão àe .cisa-


lh-amento atuante não leva a uma tensão ideal superior a ad
miss!vel, lembrando que a tensão normal, neste ponto, e nu
la.

M5 • 178,10625+(11,45x0,79x5,725) = 229,89174 em 3
C.G

1: • 14,79x229,89174 = 0 , 837 tf/cm2


C.G 0,79 x 5140

2 2
= 1,45 tf/cm > = 1,4 tf/crn

Esse resultado permite concluir que o perfil se~ o re-


forço,.admite no mâximocum momento fletor igual a 374,93 tf•cm,
ou seja, ..{Õ.de.pendentemente da tensão 1:, parte do trecho I não n.3_
cessi:taria de reforço. No entanto, o reforço deve ser estenà.iào
'
? todo o ·tre·cho I (a. • 0,6m), jâ que a força cortante no tr.echo
provoca t,'ensÕes 1: não admiss!veis para a seção não reforçaà·a.
S-endo assim, a. • 0,6m.
Ll.2-48

3. 2) Cálculo de e (Trecho II)

o cálculo de ei feito de maneira análoga ao cálculo


de a, utilizando-se os esfor9os atuantes no trecho 11, para os
mesmos pontos indicados.

3.2.1) Ponto C

2.
crc = 1,4 tf/cm H= 566,61 tfcm

3.2.2) Ponto D

, = 4,44 x 178,10625 = 0 , 19475 tf/cm2


D 0,79 X 5140

•V 1,96-3(0,19475)
21
= 1,358756 tf/cm
2

1,358756 =H • 11,45
5140
. .. M = 609,96 tf•cm

3.2.3) Verificaçio da tensao ideal no centro de gravidade

4,44x229,89174 = 0 , 25137 tf/cm2


'c.G = 0,79 X 5140

2
- 0,44 < cr. = 1,4 tf/cm
l.

Como a tensio ideal encontrada i menor que a admiss!-


ve1, po~e-se concluir que, sem o reforço, a seçi~ admite um mo-
mento máximo no trecho II igual a 566,61 tf.cm. O cálculo de 8
i feito, portanto, com base na geometria da Fig. 12.48, resul-
tando:1

X
566;61
= 2,0
887,46
.. x • 1,27 m

. • e- 2,00~x - 2,00-1,27 = 0,73m


LU-4-9

ll9.23tf

1 t
tU
~
2.0m
X r-
~ ·

FI$. 12.48
887.4$tf.cm

OBTEN!:iÃO DE f3

Com isso, o comprimento CD do reforço deverá ser igual a

iCD = a + S• 60 + 73 • 133 em

...

1
( " ' tf

6-~
~80-0tfem
1-'
2
o,
2
ltf/cm l
I I
I : I """' '---"""'o.•
100-0 em I
li I
T I
D•t6.0 em

FIG. 12.49

a) Esforços Solicitantes

Mt =;momento torçor constante = 80,0 tf·cm

N • esforço.~ormal constante

M- =momento fletor na seção do engastamento = 1 x 100,0 -


max
= 1_0_0, O tf ·em

b) Tensões Principais

b.l) Caracteristicas Geométricas


112-50

4
= 32.17,0 em

Y - = 8,0 em
max
2 .2
'lr.-.16
s·-- 4
= 201,06 em

b.2) TensÕes devido aos Esforços Solicitantes

- Devido ao Momento Fletor

Mmax
- 100,0 -3 2
= -- y max
- = 3217,0 X 8,0 a 248,679 X 10 tf/CTi!
-
max
Jz

- Devido ao Momento Torçor

16x80,0 -3 2
= 99,472 ,x 10 tf/cn
3
'llxl6

- Devido ao Esforço Normal

N N
s 201,06

b.3) Pontos mais Solié:ttlidcrs

Para a análise que se segue, admite-se que o esforço N


pode ser de tração ou compressão, provocando com isso tensoes
normais uniformemente distribui:das em toda a seção transversal,
conforme Fig. 12.50.

--IJ-~- t~;;- ----


----1]~--- -------r~~~
__L2!.L_____ . ------+-----
8
.@ 0
Fl1>. 12.50 DIAGRAMAS DI! TENSÕES
O momento fletor, por sua ve-z, traciona as fibras sup~

riores e comprime as inferiores. Isso significa que, para uc v

de compressio, no ponto B atuari a ~ixima tensio normal resultan


te, a qual origina tens~es principais máximas, ji ~ue o momento
torçor, nos pontos de borda, tamb'ém provoca o aparecicento de
tens~es de cisalhamento mãxiinas. No ca·so de N ser de tração, o
mesmo ocorrerá com o ponto A.
Verifique-se inicialmente, sem~ concurso do esforço
normal N, como se coloca o ponto de coordenadas crf e cr2·, relati-
vacente i zona de ruptura do CRIT!RIO DE COULOMB. Usando apenas
crM e TM n~ expressao (10.6) encontr~m-se, para o ponte B,
t

-3
a -
248,679xl0 ±
2

cr * = 34,893 x 10 -3 .tf/cm 2
1

cr * = -283,572 x 10 -3 tf/cm 2
2

O ponto C, que possui e~tas· coorden~das (rig. 12.51),


pelo CRIT!RIO, pertence a uma regiio segura, ou seja, a atuaçao
conjunta de M e Mt não provoca ruptura da viga em nenhum de seus
pontos.
Pergunta~se agora, qual seria um valor admiss:lvel de t;
que fizesse com que as novas tens~es principais cr 1 e cr 2 fossem
as coordenadas de um ponto qualquer D pertencente ã reta AB do
CRIT!RIO (limite da zona admiss!vel).

-
c) Admitindo N de compressao

C.om o acréscimo de crN a cr obtêm.-se novas coordenadas


11
cr e cr .dadas p'e1as expressÕes (A)
1 2

103 X \ ::-\ • ,-248,6~9-4,974')' j


(A)

as quais .ci'evem guardar, entre si, re1aç~es provenientes da geome-


tria da Fig. 12.51, ou seja
LU-52

tgl! • ~
0,6 -

Como se tratam de condiçÕes limites àe segurança, isso


~

e o mesmo que

< 1

ou ainda
(B)

a,
--+-
1
I

-1\;f~-------------t----J-~T-~1~--------~~~------~~I~/cmz)
CUI 0.4
I
I
I I
I r_+
I 1"'2
I I
I I
az1 I
I --t-

FIG. 12. SI - CRITÉRIO DE COUL.OMB

Utilizando os valores de cre cr da expressao (A), na -


1 2
expressão (B), resulta uma equação do 29 grau em N (eq. C), que
possui uma raiz positiva (N < O por suposição) e uma outra nega-
tiva (N > O). Esta segunda raiz significa que pode existir um es
forço normal mãximo de tração, aplicado axialmente, que provoca
tensoes a e cr ainda admissl:veis pa,ra> o ponto B. E.sse esforço
1 2
normal, todavia, provocará tensÕes n.ormais positivas que se so-
marão, no ponto A, is jã existentes de~ido ao momento fletor,
provocando ruptura nesse pont·o, Das duas res,postas, portanto, a
Ünic.-a válida é a positiva, coerente com o sentido arbitrado no
equacionamento.

2
N + 59,7824 N - 7544,9238 < O (C)

N ~ 61,97 tf (compressão)

N 2:. -121,75 tf (tração)

d) Admitindo N de traxão

Nessas condiçÕes as tensÕes principais em torno do po~


to A valem:

!::}. (248,679+4,974N) ±
2

-
Substituindo esses valores na expressao (B) resulta a
-
equaçao

2
N + 140,1998 N - 3524,3407 <: O

cujas s•oluções sao

N <: 21,76 tf (tração)

N :> -161,96 tf (-compressão)

O confronto dos resultados encontrados nestes dois ca-


sos leva a solú~ão:

-61,97tf < N C::: 21,76 tf


Ll2-5.4

Observe-se que os resultados encont•rados para N de tra-


ção e compressão são diferentes, ·dada ·a desigua,ldade entre os va-
lores admissl:veis das tensÕes. de tra.ção é compressão desse mate-
rial.

:;-:;;;;;; ! l
!
----!tlC.G. eu
oi
·'
Oi

"'·
,_. .. E:
~o·
ID'
·'
f

1.2 em

A ·analise da segurança da viga exige a determinação das


combinações mais desfavoráveis para. as tensÕes, cujo calculo de-
pende dos esforços solicitantes, encontrados como segue.

a)·CÃLCULO DAS·REAÇÕES DE APOIO

VB x 4,0 - 5,0x5,0 - 6,0x5,0x2,5 = O

VB • 25,0 tf

l: F a O VA + VB = 6x5,0 + 5,0
vert

vA - 10
'
o tf
L12-'55

b) TRAÇADO DOS DIAGRAUAS

Obtidos VA e VB constroem-se os diagramas de momento


f1etor e força cortante, mostrados na Fig. 12.53.

lO -s

14
i
I

~· 12 tfm
8

FIG. 12.53- OIAGRAIIIIAS . ~ Q e 1111

A equaçao do momento fletor que se segue, permite àeter


minar Mmax~
• ou seja,para uma abcissa x entre A e B resulta

2
= lOx - 6x 2X = lOx - 3x

dM
dx
= 10 - 6x a o
10
X = Tm

H • = 10 •
10 (-!..69}
max 6 - 3 a 8,33 tf•m

c) CARACTER1STICAS GEOHtTRICAS DA SEÇÃO TRANSVERSAL

Jz • 12Xi~,23 - 2 X 5,i~303

4
em

3
MS(l) = 12 X 1,6 X 15,8 = 303,4 em

Hs(2) = O
L12-56

d) VERIFICAÇÃO DAS TENSÕES

A combinação mais desfavorável . de :i e Q ocorre. na seçao


transversal do apoio B, onde M = .800 tf··cm e Q = 14 tf. 1;essa
seçao, os pontos onde·podeo estar as combinaçÕes mais desfavorá-
veis para. as tensoes, são os pontos @ e @

d.l) Para o ponto (i)


800,0 2
cr •
11844,4
x 15,0 = 1,013 tf/cm

1·4 X 303,4 ·. 2
T • l,Oxll844,4 • 0,359 tf/cm

U.tilizando a expressão ~12 .2 ) pode-se verificar a ten-


sao ideal no ponto @•
21
cr. 0,359
J.l

2 . 2
cr. • 1,189 tf/cm < êi =.1,2 tf/crn
J.l

d.2) Para o ponto.@

Para esse ponto, que tem T( )= O, interessa fazer ave


2
rificação em uma seçao onde M ê máximo, uma vez que a cortante
nao afetará o valor da tensao ideal.
Sendo M - = 833 tfcm, resulta
max

cr = 833,0, x 1 6 , 6 ~ 1,1 6 7 tf I em 2
11844 4

2 2
= 1,167 tf/cm < cr = 1,2 tf/cm

Esses-resultados permitem concluir que o carregamento


dado e ad·missível para essa viga.

I
Ll2-57

Sendo o estado (a) admissivel na condiçio limite, atra-


vês dele pode-se obter a tensão ideal admissivel deste naterial,
utilizando a expressao (12.1), e para tanto ê necessário que se
encontrem as tensÕes principais cr e cr , como segue.
1 2

2
't =O,!'S tf /em

'L
xy .

r~
0;5
(o) 2
•O;l5tf/cln
J X
o,!'S
lO~ =O I
FIG. 12.!'54

crl

~
I
o
)
5
= _,_ ±
2
<025)2 + co ,5/
cr2

2
cr • 0,809 tf /em
1

2
cr2 = -0,309 tf/cm

cr.
J.
=
J -1 [ (cr -cr ) 2 +
2 1 2
(crl-cr3)2 + (cr2-cr3)2 J (l2.l)

cr.
J. ·- v 21 _[ (crl-cr2) 2 +
2
crl + ()~r =

~~
I
1 2 2 2
[ 1,118 + 0,809 + 0,309 ]
2
2
(). = 1,0 tf/cm
J.

OBS.: Como no ~~tado de tensoes i nulo, poder~se-ia cal- (a), cr


y_
cular a tensao atravis da expressao (12.2), ou seja

().
J.
=
v cr 2 +3 -c 2 I 2
0,5 +3x0,5
2

2
cr. = 1,0 tf/cm
].
\

·O valor admissi:vel de p· sera agora obtido utilizando-se


a expr~ssao (12.1), para a qual ~necessirio encontrar as tens;es
principais do estado de tens·Ões (b).

FIG. 12. 55

(p+p).±
2

cr
2
= o

Como cr
3
e igualmente nulo no estado (b) resulta

cr. = 1,0 2
l.
; [<2i?-o}+C2p-o) ] = 2p

2
p = 0,5 tf/cm

};o acrescenta r-se as tensoes principais cr


= 2p e cr 2 =O,
1
uma tensão cr , transforma-se o estado de tensÕes em triplo, modi
3
ficando os ·valores dos termos que aparecem na expres5cao '(-12.2), o
que conduz ã desigualdade
I

1 [ (2p-O)
- 2 +(2p-cr
- ) 2 + ( O-cr )2] -:::cri
./ - = 1,0 tf/cm 2
2 3 3

2
a qual, para p = 0,5 tf/cm resulta
Ll3-l

FLEXÃO GERAL

MOMElfTOS DE IN!RCIA DE 2! ORDEM DAS FIGURAS PLANA.S

a) Traualaçio ~e

__ _____,.
eixos

..:...,__
õ

c
FIG. 13. I - TRANSLAÇÃO DE EIXOS

Sendo y e z eixos centrais de inércia da figura plana


de ãraa S e admitindo conhecidos

2
J
y · Is z dS

J
z · Is lds .... (13.1)

J
yz
- IS y z dS

calculados relativamente aos eixos y e z, podem-se obter J-, J-


Y z
e J-- da seguinte forma:
yz

J_
y .f s
z 2 ds - J y + s ·e.2

.1-
z -I s
y 2 ds - J z + S·b
2 .... (13.2)

J---
yz Js
yz dS .. .J
yz
+ S·b·c
Ll3-2

ond• b:. e c são indicados na Fig. 13.1.

b) llotas;ão de Eixos e Coord-enadas

"
Conhecendo as coo-r·denadas y e z de um ;>cjltO qualquer da
·.
seçao~ as coordenadas y e z desse mesmo ponto são dadas por

y "' y co s a + z s.en a
•••• (13.3)
z • -y sen a + z cos a

J
MIS.2-ROTAÇÀO OE EIXOS

N·ovamente, através de Jy' Jz e Jyz' podem-se obter Jy'


J- e J--, e~culados rel~tivamente aos eixos y e
z Y: através das z
expressoes (13.4)' nas quais o ângulo a e p-ositivo para rotaçoes
no sentido horário.

J-
y - J
y
2
cos a + J
z
2
sen a J
yz
sen2a

J-
z
E J
y
2
sen a + J
z
2
c os a + J
yz
sen2a .... (13; 4)

J ___ J -J
J yz · eosZc. + ( :z: z) sen2a
yz 2

c) Eixos Principais- de Inereia

-Dada a analogia formal destas expressoes com as rela-


tivas ao estudo da rotação de tens~es no estado plano, pode~se
.escrever
Ll3-3

J +J
( Y z)+ ' •.•. (13.5)
2 -

-
ond• J 1 e J 2 sao.chamados momentos principais de inêrcia da fig~
ra plana, re·lativamente aos eixos ·1.1 e 2. 2, definidos como ei-
xos principais, em relação aos quais o momento de iner<:ia centri:
fugo j_ .. ii•nulo.
yz
As direçÕes principais 1.1 e 2.2 sao determinadas atra
vês de
2 Jyz
J -J •.•• (13.6)
z y

onde o ângulo a
P é um valor particular de a que anula. J--
yz
em
(13.4).

/2
i

.....
' ' ....I
.J
I ap
a; Y

Fie. 13. 3 -fiXOS PRINCIPAIS

a) ObtenÇão da posição do centro de gravidade.

Para~ cálculo das coordenadas do C.G. serao arbitra-


dos os eixos auxiliaras y e z indicados na Fig. 13.4.
0 0
Usaúdo a definição do Centro de Gravidade tem-se
L S.Z . (12xl8x6)~(2x6xll)-(2x6xl)
l. O.l. •
L si (12xl8)-2(2x6)

z o • 6 em
Ll3-4

r s.y . (l2xl8x0)-(2x6x5)-(2x6xl3)
y ,. 1 01 -
o r s.1 192

• • Yo - 9 em

2 IOc:m
I I

~
I
o ~
I
I
I
I
i
61I 9cmÍ
'
I
lO em

_J_ C.G.
I
I z ------

+4-- i!iem
,r

i!i~ I
6

lO em 21

FIG. 1:5.4 - CENTRO DE GRAVIDADE

Os resul~ados encontrados para y e z eram jâ espera-


0 0
dos. dada a antimetria da seçao em relação aos eixos y e z.

b) Obtenção dos momentos principais de inêreia

b.l) Cálculo de J y• J e J
z yz

J
y
.. l8xl2 3 _ 2 (6x2 3
12
2
12 + 6x2x5 ) - 1984 em 4

J
z
.. l2x18
12
3
_ (2x6
2
12
3
+ 6x2x4 )
2
- 5376 em
4

Jyz • - ~x6x(-4)xs]- [2x6x4x(-5) J• 480 em


4

De acordo com as expressoes (13.5) e (13.6) tem-se:


L13-5

..
• Jl - 5443 em
4

J2 - 1917 em
4

tg(2a )
p - 2x480
5376-1984 - 0,283

ap . 7,9°

A:s direçÕes principais são obtidas pela rotação dos ei


xos y e z de 7,9° no sentido horirio. Reiia saber qual destas di
reiÕes perpendiculares corresponde ao valor de J e J .
1 2
Esta determinação pode ser fei~a pela utilização de
a • 7, 9° nas expressÕes de J_ .ou J- de (13 .• 4), compar.ando-se um
p . ' y ' z .
destes resultados aos valores encontrados de J ou J 2 .
1
Nes.te caso,
2 2 o .
J- • 1984 cos (7,9°)+5376 sen (7,9 )-480 sen(2x7,9°)
y

e portanto o eixo 2.2 ê encontrado atravês de uma rotaçao do ei-


xo y, de 7,9°, no sentido horirio.
As direções principais são indicadas na Fig. 13.5

:t

,.. ~
I

c c. a
--
-
.,•• 1-:-
'o/ ~ .Fte . t3.5- EIXOS PRINCIPAIS DE INE.RCIA
.I y
L13-6

~--
t::::1 ·_._·:

11,-) Cálculo da: posição do centro d.e gravidac1e e dos momentos


principais de inércia
_S. O S. O

......
. I

. e.ocs

.
I:'
I

FIG. 13.6 - CENTRO· DE GRAVID_AOE

E. S.z .
1 01 - lx6:x3,S-+l:ic6-x(-3.5)+2x6x3 .. 1 , 125 em
E S. 2x6x1 + 8xl + 6x2
1..
'. ·.

E S.y .
l. 01. 8xlx3 ,5 + 6-x2.x7
y ,. • • 3,5 em
o E s.l. 32

J z '= 2 {1x63 6 1 3 52)


12 + X X > +
. 8xl3
+
2x63 2 6 3 52
+ X X > u- u-
4
Jz • 366,67 em

Jy ,. 6 ~~ 3 :x 2 + lx6x(2,375)
2
+ lx6x(4,625)
2
+
1 ~~3, +

+. 6 ~;
3
2 2
+ 1x8i('1,125) + 6x2y;(l,875)

J .. 261,04 em
4
-Y

J • lx6x2,375~(~3,5) + 1x6x(-4,625)i(-3,5)+ 2x6~1,875x3,5


yz
4
J • 126 em
yz
De acordo com as expresso.es (13.5) e (13.6) tem-se:

261,04+366.67
2

4
em

t g (2a p ) ..
2
·" 126
366.67-261,04 - 2,386 .• .
Utilizando este ângulo nas expressoes (13.4) encontra-
se

A fim de caracterizar o plano onde atuà 'o mo1aeuto fle-


~ +
tor, usar-se-a o vetor momen·to M, a ser decomposto seg11Dd.o compo
nentes M1 e M2 , como mostra a Fig. 13.7.

ltro«io 4kl plano de cargo l


1

"

FJ9. 13.1- EJXOS PRINCIPAIS


Ll3-8

Usando a regra da mão direita,está-se admitindo que ,;;


momento M, contido no plano -vertical, traciona as fibras locali-
'
zadas acima da linha .neutra. Neste problema, em particular, tal
orientas;ã:o poderia ser modificada sem alteração do valor admiss:i:"
vel de !!.

b) Determinação da linha neutra

A tensao· normal em qualquer ponto da seçao vale, confor


m.e Fig. 13.7:

a • -: u + (13.7)

onde M1 e M sa.o t·omaàos em mÓdulo. Observe-se que em pontos on-


2
de! i positivo, ocorre compressão devido a M1 e em pontos onde
! i positivo, o momento M2 provoca tração.
....
Evidentemente a adoção de sentidos diferentes para u,
.... ....
v e M levaria a uma equação ·diferente.

o
• M cos(33,63 )

Como a linha neutra e o lugar geométrico dos pontos


nos quais a tensão e nula, sua equaçao e a seguinte:

O • _ 0,833 M u + 0,554 M v
450,48 177,24

A determinação da linha neutra' pode ser feita através


do coeficiente angular da reta que a representa, ou através da
determinação de dois pontos pertencentes a essa reta.

b.l) Determinação da L.N. atravis do coeficiente angular

O co.eficiente angular da linha neutra e dado por:

v
tgl3 = u - 0,591
Ll3-9

O ingulo B foi. ~•l~ulado em funçio de coordenadas u e v


de mesmo sinal (tgB >,O) devendo portanto.ser marcado a partir de
u e em quadrantes nos ,quais est·as coordenadas tenham mesmo sin~l.

a de tração máxi l'fl.(t'~

-
y A

ª·..---
z

/
-- a de compressõ<'
máximo

y /

B
---
~
FIG. 13.8- LINHA NEUTRA.E DIAGRAMA DE (")"

b.2) Determinaçio da L.N através de dois de seus pontos

1,85 u·= 3,13 v

para - o v
1
•O

para v • 3,55 ~m
2

~) Cil~ulo do momento fletor admiss!vel M

O momento fletor ê ~alculado impondo-se .que no ponto


mais soli~itado da seçio, a tensio normal atuan%e seja s•mpre me
nor ou igual i tensio normal admissivel, no caso igual a 1,4tf/
~m2 •
Ll3-10

O ponto mais solicitado ~a seçao e aquele que estiver


mais afastado da linha neutra.
No caso e.m estudo, o ponto mais afastado da L.N., de
acordo com a Fig. 13.8, ~ o ponto A, que possui as coordenadas

y • -6,5 em
A

ZA - +2,875 C>Z

Pelo uso das expressoes (13.3) obtem-se:

+2,875x0,554

+2,875x0,833

vA • +6,00 em

- • 1,4 tf/cm 2 , obtem-se


Portanto·, sendo OA:::;; o

l 4 ~ -0,833 M(_ 3 82 ) + 0,554 M(G OO)


• 450,48 ' 177,24 '

.. M • 54,23 tf.cm

(§]
a) Cãlc~tlo do Centro de Gravidade


E S.y .
l. Ol. =-
6 X 6 X 6'__
Yo 2
E S. 36+72- em
l..

E s.z .
-, o • l. Ol.
i: s.
l.
- 6x6x3
36+72
=1 em
Ll3-ll

~
! ...
';

.(
/ !'8 Clll

.{' ·-'~~>
~,·.,·,··.
.
'
I
! 3CD

'· ... ''. p•


/
·lfo
'\ '· '
-r
I
I
FIG. 13.9- CENTRO
••• Tf .... l
DE GRAVIDADE

b) Cilculo dos momentos principais de in~rcia

A simetria da seçao permite afirmar que J e J -


sao
y z
iguais.

2 4
Jy - J + l2x6x2 = l.l88 em
z
4
J • 6x6x2x(-4) + 6xl2xlx(-2) • -432 em
yz

De acordo com a expressao (13.5) obt~m-se:

4
1620 em
2xll88
2
± v (-432)
2
4
756 em

Pela expressao (13.6) obt~m-se:

I? ) 2x (-43"2) ..,. ,.
tgrap • 1188-1188

A posiçio dos eixos principais e encontrada, utilizan


do esse ângulo em (13.4).

2 . o
J- • 1188 sen 2 (-45°)+ 1188 cos (-45°) - 432 sen(-90 )
z
Jz • 1620 cm
4
J1 =
Ll3-1Z

f imp-or.tante notar-se que para CL- • -1f/4 o eixo z sofre


' " p "
uma ·r.otaç.ão· no se~tido anti-horârio de 45°, coincidindo C01ll o ei
· xo de simetria da seção. o resultado encontrad.o para a
. p
jâ er:1
esper~do, uma. vez que todo. eixo de s imet.ria de uma seção ê sem-
pre um dos eixos principais de inércia; '

b} Determinação da posição da força P. axial excêntrica


~

2 '

y
'

-
u
Fl6. 13. lO- POSICÃO DA CARGA P
'

Tomando-se a carga P de compressao, jã que a seção ê


.... ....
de um pilar, e adotando os sentidos para u e v.mostrados na
Fig. 13.11, obtém-se:

-P
a • u +
s

1 2
-
onde os momentos M e M sao dados por:
Ll3-13

---
ao plcn.o de cargo

-
.LI

FIG. I:S. l i - PLANO OE CARGA

b.l) Equação da linha neutra

P•e
-P v
o = 108 u + 756 v

b.2) Coordenadas dos pontos A e B pertencentes i L.N. (Fig.l3.10)

yB • -7,0 em zB = -1, O . em

yA • -1,0 em zA • +5,0 em

De acordo com as expressoes (13.3) tem-se:

uB • -7,0 • cos(-45°)- 1,0 • sen(-45°) = -4,24 em

v • +7,0 sen(-45°)- 1,0 cos(-45°) • -5,66 em


B

u • -1,0 cos(-45°)+ 5,0 sen(-45°) • -4,24 em


A

vA • +1,0 sen(-45°) + 5,0 cos(-45°) • +2,83 em

Substituindo-se essas.coordenadas na equação da L.N.


resulta:
e e
1
o - ·- 108 - 16~0<- 4 • 24 ) + 7~6<- 5 • 66 )
Ll3-14

e e
1 u v
o = - 108 1620 (-4 ,24) + 7"56(+2 ,83)

Subtraindo a primeira equaçao da segun'da obtém.;.se;


e. e
v v 2,83 • o
• 5,66 +
~ ~


• •

Este resultado· (e ••O) também j ã era esperado, uma vez


v
que o eixo principal f resultou paralelo i linhi neutra AB, in-
dic*ndo uma-~lexio composta enio óbliqua.
+
Isso. faz com. que o plano de· carga contenha o eixo u,
sendo nulo o ângulo ~ da Fig. 13.11.
Substituindo . e v • ·O em uma das equ.açoes·, obtém-se a
posiçio do pontó de aplicação de P.

e
O - - _h_
108 + 1620
u 4 • 24 e
u
= 3,54 em

~
a) Cãlculc dos momentos principais de inércia

i'
lllem
l
r

z
12CIIl

,sem
.lt.
I' II'
! Sem I
+ .
Sem

. FIG.I3. 12 -·EIXOS PRINCIPAIS DE I NÉRCI.A


V;--.
Uma seçao ê considerada ,delgadá quando uma das dimen-
>oes ê muito menor que as outras, sendo então·estas dimensÕes for
nec:idas em relação a uma linha .que. passa pelos pontos tledios da
menor. d~meusão. chamada linha do esqueleto.
No cálculo dos momentos 'ele inércia destas seçoes delga-
das·, a parcela que tiver .a menor dimensão elevada a~ c~•bo,. pode
ser desprezada relativamente is demais.
Em relação aos sistemas de -referênd.à adotados na Fig.
13.12 têm-se:

3
10x1 -
J y ' . 12 • o (pode ser desprezado)

4
J z I" . • 83,33 em

J
y'z'
. =o (yL e z' são eixos de simetria)

De acordo c:.om as- expressoes (13.4), sendo c:os~ • 0,8


e sen• = 0,6, obtêm-se:

2 4
J-, • J , x {0,6) • 30 em
y z

-.] z. '
J-,-,.
yz 2
sen2t • -J , x 0,8x0,6 • -40 c~~
z

Portanto

2· 4
.] = 2(30+10x3) - 240 em
y
2' 3 4
1x12 • 2251
.] • 2 (53+10xl O· ) + em
z 12

J
yz
. 2 [-40+ (lOx:(-10 )x3 8 .. -680 em·4

G-uso da expressao (13.5) leva a

·\ - 2459 em
4

±v
<
Jl

J2
- 240+2251
2
(240;2251l + (-680) 2 +

J2 - 32 em
4
Ll3-16

Pela .expre·ssao (13. 6) obrem:- se:

-1360 .
t~2ap)• 2251-240 • -0,68 .• .
Usando .a expres·sao .(13.4) ·tem•se:

FIG. 13. 13

b) Equação da linha neutra

Como o centro de gravidade da seçao pertence ã l:j.nha


neutra; a flexão em estudo n.ão serã composta. Adotando-s.e o pla-
ll.o de carga· formando um. ângulo a c:om o eixo principal ti, de acor
do com a Fig. 13.13 tem-se:

6~-- u -

onde
M •·M cosS
1 :
Ll3-17

Portanto a equaçao da iiuha neutra ser•

seuS o
u -
-:r;- v •

de modo que o seu coe f ic:ieute angui'ar vale.:

J .
2 l
!.
u - - J tgS
l

De acordo com a Fig. 13.13 o coeficiente. au.:gular da


L.N. (dada no problema) vale:

uma vez que aL,N •. passa por quadrantes nos quais v eu têm si-
naia; trocados.
~ -
Portanto

.• .
O valor ·de e• ângulo f=mado entre o plano de carga e
o eixo y vale portanto

1'... 13.14- POSIÇÃO. DO PLANO DE CARGA


'
L13-18

a) Ca1cu1Q·da posição do centro de gravidade


32,94cm 27,0SCIII

i40 em
I I
i
12,94 I
I I
I y I
t 20
t
l j
20 60cm !
1
FIG. 13. F5- Cf'lTRO DE GRAVIDI;.DIE

5
z
o - k
L S.l.
izoi • 8x20x20+16x60x(-40) • _ 12 94 em
8x20~20x80+60x16 •

L S.y .
l. .o l. • 8x20x·(-36)+16x60x(-32) • _
y • 13 ,4 1 em
o L S. 2. 726
l.

b) Ci1culo dos momentos principais de inircia

20x8 3 . 2 20x80 3 2
'J • + 20x8x(22,59) + + 20x80x(13,41) +
z 12 12
60x16 3 . 2
+ + 60x16x(18,59)
12
4
J.
z
- 1.575.806 em

8x20 3 + 8x20x(32,94) 2 + 80 ·~
20 3 .+ 80x20x(l2,94) 2 +
Jy - 12
·
2
3
+. l6xGO · + l6x60(27,06)~ • 1.491.137 em 4
12
J • 8x20x(-22,59)x32,94 + 60xl6x(-27,06)x{-18,59) +
Yz
+ 20x80xl2,94xl3,41
Ll3-19

4
J - 641.506 em
yz

1.491.137+1.575.806
±
2

4
Jl - 2.176.373 em

4
J2 - 890.570 em

2 X 641506
tg( 2 ap) • 1.575.806-1.491.137 • 15 • 15 ..
2 o . 2 o
J- • 1.491.137 cos (43,11 )+1.575.806 seu (43,11 )-
y

- 641.506 sen(86,22°)

J_ • 890.570 em 4
y

Esses. resultados mostram· que a posição dos eixos prin-


cipais e a que se indica na Fig. 13.16 •

..... 0
y
1
I
plano de carga

I
I
I

ly.
I
I

FIG.I3.16- EIXOS PRINCIPAIS DE INÉRCIA

c) Obtenção da linha neutra

Os sentidos indicados para~. v eM na Fig.l3.16 levam a

u -
Ll3-20

onde
o o
• M sen(43,ll)
M • M cos(43,11 ) M
2
1

ou seja, pontos pertenc,•n~ea ã Linha Neutra estão sujeitos ã e-


quaçao

o ·cos
- (43 ,11 °)
2.176.373 u -
sen(43.• 11 °)
890.570 v

v
Sen.do tgS • -u o coeficiente angular da linha neutra,
encontra-se

(cos 43,11 o )x890.570


tgB • 2.171.373xáeA(43,lló) • 0 • 437

•••

O ângulo S • 23,61° deve ser marcado, conforme Fig.


13.17, a partir do eixo u e em quadrantes nos quais u e v te-
nham sinais iguais, já que tgS > 11.

FIG.I3.17- PONTO DE a MA'XIMO


Ll3-21

d) Câlcúlo da máxima t;ensao normal cr

A tensão (J máxima ocorre no p·onto mais afastado da li-


nha neutra,. que no caso pode ser o ponto A ou o ponto :8.
A viga e sujeita a uma carga total uniformeme,n te' dis-
tribuida .g dada pela soma da carga p(l,:'35 tf/m) e do peso pro-
prio q.

.. g m 1,35 + q

onde
q • S • v · = 0. ,271 x 2,4 = 0,653 tf/m
'concreto

g • 1,35 + 0,653 = 2,003 tf/'m

Como a viga i simplesmente apoiada, o miximo momento


flet 0 r ocorre no centro de seu vão t e vale

2
M • :9...:!_
8
- = 25,04 tf•m

.. M = 2504 tf;cm

· d.l) Cálculo de. cr no ponto A

yA = -26,59 em zA = +42,94 em

. o . o
uA • -26,59•cos(43,ll )+42,94·sen(43,11 ) = 9,92 em

. o o
vA - +26,59•sen(43,11 )+42,94·cos(43,11 ) = 49,52 em

2.504xcos(43'.,11°) .• ( 9 , 92 )- 2.504xsen(43,11°) ( 49 SZ)


(J -
A 2.176.373 890.570 '

2 2
(J
A• -o , 08~8 tf/cm = -86,8 kgf/cm (compressão··
(Fig. 13.17)

d.2) Cálculo de cr no ponto B

YB = +53,41 em z
B
= 2,94 em

o = 41,.00 em
uB • 53,4l·cos(43,ll o )+2,94•sen(43,ll)
.

• -53,4l•sen(43,11°)+2,94•cos(43,11°) = -34,35 em
Ll3"-22

2504xsen(43,11°)(_ 34 )
a:s • 2504xcos(43,11°)·(
2.176.373 .
4 l 00)-
' 890.570 • 35

2 . 2
a:S • 0,1004 tf/cm • 100,4 kgf/cm (tração)(Fig. 13.17)

Portanto. a máxima tensão- normal e de traçao, ocorre no


ponto B (conforme Fig. 13.17) e vale:

2
aB • 100,4 kgf/cm

Cl~S.: Nas zonas tracionadas de vigas de concreto, como esse mate-


rial suporta pequenas tensoes de tração, i colocada uma ar-
madura de aço, com o objetivo de absorver essas tensões. A
presença des·sa armadura, dada a diferença entre os módulos
dEl elasticidade do aço e do concreto, faz de.slocar a posi-
ção da linha neutra de um valor que depende tambim da rela
. ··---~-ã~_._en~re as áreas de aço e concreto.
A soluoio do problema, como se pÕde notar, ignorou a pre-
sença dessa armadura, admitindo que na seção .exista apenas
u1n tipo de material.

As caracterrsticas geomitricas calculadas neste proble-


ma serao aproveitadas quando da solução do problema Ll3/28.

a) Cãlc11lo do C.G. (utilizando as caracteri:sticas geomitricas ta


beladas)

~
.#ti
1 I
I !

z !

! jiO,2
c.s..
Yo 5,1 '
z' f4, 51
'-t
1,07
'
I
z.,
I
y+-~
~rl7 lo
t 3,81 medidas em em.

FIG. 13.18- CENTRO. DE GRAVIDADE


L13-23

= 13,7x5,1+2,32xl;07 = 4,51 em
16,02

= 13,7x3,2+2,32x5,44 = 3 , 52 em
zo 16,02

b) Cálculo dos momentos principais de inêrciá

2 2 4
J = 190,6 + 13,7x0,59 + 3,3 + 2,32x3,44 = 226,12 em
z

2 2 4
J
y
= 18 + 13,7x0,32 + 3,3 + 2,32xl,92 = 31,25 em

Para o cálculo de J deve-se inicialmente calcular


yz
J da cantone·ira, uma vez que y' e z' não são eixos de sime-
y1z1
tria e portanto não ê nulo o valor do momento centrifugo.

To_._~_r._

v---+-
v
v
~
c: 2., 74 em

r-->·//
z' C.G. r:::
/

".::::
- 11,07cm
I
···-·->
y' 1,07

3.,~_1_e_~--------r--.

FIG.I3.19- CALCULO DE Jy'z'

Jy'z' = 3,493x0,317x(-0,994)x(-0,912)+3,8lx0,317x0,835x0,912=

4
= 1,92 em

J = 13,7x(-0,32)x(-0,59) + 1,92 + 2,32xl,92x3,44


yz
4
J = 19,83 em
yz

31,25+226,12
2
:!: -v
Ll3-24

4 4
em em

• a • 5,75°
• • p

2 o 2 o o
J - " 31,25xcos (5,75 ) + 226,12xsen (5,75 )-19,83 sen(ll,S )
y

>--plano de cargo (vertical)

/
---H
/
/
/
I /
I /
v 0 IMz /
-
--::;:======~~1f~-~-<-==-~;-~-~====~~::i
z
"" ----- M ,
-T
i
/ / M, I 4, 51 em

/=:::Jtl==-----· -~
5,75°1

u
FIG. 13.20- LINHA NE.UTR A

c) Obtenção da linha neutra

A tensão normal em qualquer ponto da seçao, com base na


Fig. 13.20 e obtida por:

a = - u +

Em particular, para os pontos pertencentes a linha neu-


tra, vale

(J"a -
M•cos{S,7.5.o )
u +
Jl
v
Sendo tgB = -
u
o coeficiente angular da linha neutra
tem-se:
Ll3-25

. . o
29,25xcos(5,75 )
tgll - + 228,12xsen(5,75°) ..
O ângulo .B é marcado a partir do eixo u, em quadrantes
em que u e v tenham o mesmo sinal,. jâ que tgB > O.
Portanto o ângulo 6, formado entre a linha neutra e a
vertical vale:

a) Cálculo dos momentos principais de inércia

plano de carga

~.,.. i
I
z

FIG. 13.21 - EIXOS PRINCIPAIS DE INÉRCIA


Ll3-26

J
z
. lx24 3 + (3x2 3 +
12
4
12
2
3x2xll ) • 4064 em
4

J.
y
.. 24xr
12
3
+ 2 (2x3
12
3
12
3
+ 2x3x2 2 + !!L+ 2x3x6 2 ) - 500 em4

4
Jyz = 2 [3x2x(-ll)x6 + 3x2x.(-ll)x2 ]• -1056 em

2
S = 24xl + 2x6x2 • 48 em

500+4064
2

4 4
em em

-2 X 1056 o
tg(2aP) • 4064-5oo • -0,593 • • a. p - -15,33

2 o 2 o o
J- • 500xcos (-15,33 ) + 4064xsen (-15,33 ) + 1056xsen(-30,66 )
y

J_ - 211
y

b) Obtenção da posição da linha neutra

p
IJ • - u -
s
onde

Para os pontos pertencentes a Linha Neutra tem-se:

..0 ~-.!... _ 7 ,715·P u - 2,ll5·P v


48 4353 211

para u = O v • -2,08 em (ponto A)


para v m o .... u • -11,75 em (ponto B) (Fig. 13.22)
Ll3-27

\
\
\
\
\
\, \
\
\
\
,,.
75 o;ll\

"
'\
\
y \
\N
FIG. 13.22- LINHA NEUTRA E DIAGRAMA D~S TENSÕES

c) Cálculo da máxima tensao normal

De acordo com a Fig. 13.22 nota-se que ê no ponto C


que ocorre a máxima tensão normal (de compressão no caso), uma
vez que ê este o ponto mais afastado da linha neutra.

y • 12 em z = 0,5 em p R 10 tf
c c

u
c
x 12xcos(-15,33°) + O,Sxsen(-15,33°) = 11,44 em

. o o
v
--c
• -12xsen(-15,33 ) +0,5xcos(-15,33 ) • 3,66 em

-10 7,715x10( 11 44 ) _ 2,115xl0( 3 66 )


R 48 4353 , 211 ·.•
2 . -
G
c =. -0,778 tf/cm (compressao)
Ll3-28

(Ll3/27)

a) Cálculo do Centro ·de Gravidade

I c~
----
r-
zy
//
,/f i E
/ ,"
/ "',..: E
/ I Yo i ..,.u
/ I '
"'
z

//
v~
/
/

17.63
· !• c• i
!
i
I
i
i
/ l I
y 24cm

FIG. 13.23- CENTRO DE GRAVIDADE

Pela simetria da seçao tem-se: -


z = y = 24xlx23,5+23xlxll,5. 17 , 63 em
o o 24xl+23xl

b) Câlcu.lo de Jl' J2 e a
- - ---p
3
24xl 3 + 24xlx(5,87) 2 + lx23 + lx23x(6,13) 2
J
y - J.z - 12 12

4
Jy - Jz - 2707 em

J • 24xlx5,87x(-5,63)+23xlx(-6,13)x5,87
yz

4
em
J
yz - -1621

J
1
= 4328 em 4
2707 ± 1621
4
em

-2xl621 •
tg(Zap) •. 2707-2707 + -- CIO a • -·45°
p
Ll3-29

Este resultado já era esperado, uma vez que o eixo de


simetria da seção e sempre uma das direçÕes principais.•
Para este caso o eixo de simetria ea direção 1-1.

c) Ponto de aplicação da primeira carga P

'

FIG. 13.24- PRIMEIRA CARGA P

A Fig. 13.24 mostra que o ponto de aplicação da carga


P deverá pertencer ao eixo; (1-1), uma vez que a linha neutra
(L.N.) e paralela ao
.
el.XO
....U (2-'2).
Portanto a tensao normal em qualquer ponto da seçao
.vale:
P•e
cr == .-
p + v • v
s ~
~

O ponto A( ~ertencente a L.N.) tem as seguintes coorde


nadas em relação aos eixos y e z.

Utilizando-se as equaçoes (13.3) obtem-se:

o o
u
A
= o vA = 6,37 cos(45 )+ 6,37 sen(45 ) = 9,0 em
Ll3-30

Portanto:
P•e
·v
+ 1086 X 9 • 0 e • 2,57 em
v

d) Ponto de aplicaçio ~a nova carga P

p
@ 75< p

z
. "
"""
4 ..
L N
---
~/
A
~

...,.,/.~
y u
...

FIG. 13.25- DUAS CARGAS P "


A nova carga P, sendo aplicada arbitrariamente em um
- . ~ +
ponto de coordenadas e e e em relaçao aos e1xos u e v, faz
v u
com que a tensio normal, em um ponto qualquer da seçio, valha:

P(e +2,57)
v • v + • u
(J = -
s
Para determinar os valores de e e e escrevem-se as
v u
expressoes das tens;es normais cr para os pontos A e B da linha
neutra.
Para o ponto A tem-se:

= o vA • 9,0 em

e portanto
P(e +2,57)
-2·P v
• 9. o
o..- 47 + 1086 e
v
= 4, 85 em

Para o ponto B tem-se:

y
B
• 6,37 em z
B
= -17 ' 63 em
Ll3-31

e o uso das expressoes (13.3) leva a

Com isso encontra-se:

• • e • -24,72 em
u

·e) Resposta:

A nova carga P deve ser aplicada da forma como· se indi


ca na Fig. 13.26.

ü
p

FIG. l3. 26 - PONTO DE APLICACÃO DAS CARGAS P


'
Ll3-32

Haste· problema serao utilizadas às - .


caracter1st:~.cas
. ge~

métricas calculadas no problema Ll3/l8, para a mesma seçao tran_!


versal. Atua neste caso uma carga P de compressão, aplicada con-
forme Fig. 13.27.

carga
I
®
pl

5,69cm
0 M,
CG. lO,2cm
z I w.
v------ IAz
4, 51 Clll

-
\
\
I
'
_, \
--~ 5,7~0
r--·
@y
2 IN !

o.~u
~
FIG. 13.27- CARGA P APLICADA

Anteriormente calcularam-se:

4 4 2
J 1 • 228,.12 em em s - 16,02 em

a) Obtenção da posixão da linha neutra

a . - !.s +
Ml
Jl
u -
M2
J2
v

onde
M2 • M sen ~

onde ~ é o ângulo formado entre o plano de carga e o eixo ~


(eixo 2-2), ou seja:
L.13-3.J

"'~ = 5,7 50 + are tg (0,85) .• ·_·5,7-50 + 8,50 ·-·.


69 5. ' ·.~~·

Como
N = P·e = P·

tem-se:

.o .
M2 ~ 5,75•P·s~n(14,25 ) • 1,416 x P

A equaçao da linha neutra e - da~ a por

o =
1 + 5,576 u - 1,416
16,02 228,12 29,25 v

para u = o + v. = -1,29 em( 'Ponto A)

para v = o u = +2,55 em (ponto B)

/
/
/ o/
/ /

/ /
/ ./
/ /
/ ./
/
/ /
/ '
' / /
/
/ / /
y
@ / / /
C.G. /
z /
/
/ .
/
/

FIG. 13.28- LINHA NE.UTRA


Ll3.-34

b) Cãlculo da carga P

De acordo com a Fig. 13.29 torna-se evidente que o po~

to da seçao transversal mais solicitado (mais afastado da L.N.)


e o priprio ponto de aplicação da carga P.

Yp • -5,69 em zp • + 0,85 em

up = -5,69·cos(5,75°) + 0,85·sen(5,75°) • -5,58 em

sendo portanto:

a • li!o2 + 5,576•P(-5 58) - 1,416•P(l 42)


228,12 • 29,25 • '

O material segue o crit;rio da energia d' distorção


com a. = 1,2 tf/cm 2 •
-
l.
Como a viga estã apenas solicitada axialmente, atuam
ape~as tensoes normais a e em torno do ponto de aplicação da
carga P, o estado de tensoes existente e composto por tensoes

= o a3 = -a

De acordo com a expressao (12.2) obtem-se, sendo < •O

2
la.l
l.
• a~ ã = 1,2 tf/cm

Dessa forma,

-1,2 = p -1 5,576x5,58 _ 1,416x1,42)


( 16,02 228,12 29,25

p - 4,5 tf

c) Outra maneira

O item b) deste exercicio (obtenção da linha neutra)


pode também ser desenvolvido da seguinte maneira, de acordo com
a Fig. 13. 29.
Ll3-35
\

A viga em estudo esti submetid~ a uma flexio obl!q~a


composta,de modo que as tensoes normais cr atuantes na seçao
transversal, sio resultantes da soma das tensÕes uniformemente
distrib~!das provocadas pela carga P aplicada no centro de gra-
vidade e das tensÕes linearmente distribu!das devido ao momento
fletor P•e; sendo e a excentricidade da carga em relaçio ao
C.G.
Se so houvesse o momento fletor P•e, a linha neutra
passaria pelo C.G., apresentando uma inclinaçio em relaçio aos
eixos principais de inércia, calculada como em problemas ante-
riores.
Acrescentando as tensoes provocadas pela carga P apli
cada no C.G., esta mesma linha neutra anterior sofre uma trans-
laçio, sempre em sentido contririo ao movimento de translaçio
de P para o C.G.
A outra maneira de determinar a posiçio da linha neu-
tra,ê entao determinar a inclinaçio da linha neutra, devido ao
momento fletor, e em seguida determinar sua translaçio desta p~
~ição, agora devido ã açio da carga P n 0 C.G.

c.l) Determinaçio.da inclinação da linha neutra, devido ao mo-


mento fletor M = P•e

a = o = u - v

Sendo tgB = vu o coeficiente angular da linha neutra,


seu valor sera:

o
M•cos(l4,25 )·29,25 0,505
tgB = = =
M•sen(l4,25 o ).228,12

B= 26,79°

c.2) Determinaçio da posiçio real da linha neutra (considerando


o efeito das tensoes
-
s)
p

P + 5,576·P l,416·P v
o - s Jl u J2
Ll3-36

Pára u • O determina-se vLN' conllecendo~ alem da inc1i


-.
naçao, mais um ponto da L.N., como se indica.na Fig. 13.29.

1 • -..,--:2;..;9;.;•r..;2~5;:-,.,. 1 29
1,415 • s· l,415xl6,02 • - '
v • -
LN em

·,
FIG. 13.29- LINHA NEUTRA
1.14-1

TORÇÃO LIVRE DE BARRAS DE S"EÇÃO QUALQUER

A determinação das t:ensoes de cisalhamento T nas seçoes


transversais de barras sujeitas à torção e dos giro.s relativos.$
entre estas seçoes ê feita através das expressÕes (14.1) e (14.2).

(14.1)

(14. 2)

nas quais Wt e Jt são respectivamente "modulo de resistênci'a a


torção" e "momento de inércia à torção" e possuem valores que de-
pendem.da forma da seção transversal.
Na expressao (14,2), i ê a distância relativa entre as
- =
seçoes em um trecho no qual o momento torçor Mt seja co·nstante, e
o produ to "G :r t" ê a. ·chamada rigidez da barra à torção.

a) SeçÕes yazadas de parede fina

detolh~- distribuição dos "'C


na ·espessu~c
linha do
esqu-eleto

FIG. 14. I- SEÇÃO DELGADA

= 2 A t (14.3)
wt min

2
4A (14 .4)
Jt =
Jd:
Nestas expressÕes, A é o valor da area hachurada da
Ll4-2

Fig. 14.1. interna i "linha do esqueleto".


' =s e uma coordenada ao
'
lóngo da linha do esqueleto e t ... ea espessura que pode variar
.' ' '

com s.

b) SeçÕes abertas de parede fina

b.l) S~çÕes àbertas quaisquer


"
linha cllo
e>queleto

-,
' ~-- detalhe
I
detalhe da distribuij:Õo
"' I --
-·- doS "Ç

FIG. 14.2

Da analogia de um ensaio hipotético de membrana obtêm-se

1 (14.5)
3t max
- Jseçàot3 ds

• l
3
fseçao- t
3
· ds (14.6)

b.2) SeçÕes compostas de retângulos delS?;ados

FIG. 14.3- SEÇÃO ABERTA DELGADA


Ll4-3

E b. t.3
l. l.
wt • -:::3c-:-"'--=- •••• (14.7)
tmãx

E b. t~
J
t
=
l.

3
J.
.. .. .. . c '14.8)
c) SeçÕes celulares

••
....-- _......._, __ r : - - - - - - r -

FIG.I4.4- SEÇÃO CELULAR

A analogia de membrana aplicada a este caso sob a for


ma de um ensaio hipotético fornece:

2 v
-r:-
max
.•..• (14. 9)

J
4 v k
- _;__;__.:.: ..... . _ (14.10)
t p

qnde: '
- p.
V • volume total deslocado por uma suposta pressao

V • E A.J. h.J.
l.
k • protensao da membrana, suposta constante ao longo de s
e dada em unidade [F]/[L].

h.
J.
p = pressao do ensaJ.o
t .
l.
Ll4-4

d) S~çÕes cheias-

Da mesma forma, os valores de Jt e Wt· podem ser encon-


trado~ através da anologia de um ensaio de membrana e apareç:em
tabelados na pagina 230 do Fasciculo II, em Introdução ã Re&is-
tência d9s Materiais (F • .Schiel).

a) Traçado do Diagrama de Momento Torçor

"'t c
lMt=250tf. em;

3m

FIG.I4.5- MOMENTO TORÇOR APLICADO E SE~AO TRANSVERSAL

A equaçao de equilibrio dos momentos torçores ao longo


da.barra e:

Mt + M X 250 + Mt = 250 - H
tB
...... (A)
A tB A

Mt A Mt
250tf.cm

p f r
3m 2m

FIG.J4.6 -DIAGRAMA DE Mt
Ll4-5

b) Equação de Compatibilidade de Deslocamentos (giro~ $)

! nula a rotaçao $B (em B), calculada em relaçã.o ao en-


gastamento A, devido ã presença do engaste e portanto o uso da ex
pressão (14.2) permite escrever:
Mt x200
B
• ••• (B)

Substituindo o valor de Mt - -
da equaçao (A), na equaçao
A
(B), obtêm-se:

M • 150 tf•cm
tB

Voltando à equaçao (A) encontra~se:

Mt D 100 tf•cm
A

c) Cilculo do valor da Dimensão a

ImpÕe-se que a mixima tensao T na barra seja ainda ad-


- (14.1),
missível, ou seja, de acordo com a expressao
M
t -
max T = 1,0 tf/cm
2
T max
- =
wt .
ml.n

Da expressao (14.3) obtêm-se:

2
•. 2 A t .
mJ.n
= 2·(w.zo
4 + 20·a)·0,1

o que leva a:

2
150 <: 1,0 ....
2(w" 20 + 20•a)O,l
4

d) Cilculo do ~iro • na Seção C-C (aplicação de Mt • 250tf,cm)

M • 200
tB
ou G J
·t
Ll4-6

A expressao (14.4) fornece:

Jt -

onde
'!To.20 2 + 20x21,8 = 750 em 2
A •
4

2'1Txl0+2x21,8 =
fdts - 1064,3
0,1

2
J 4x(750) 4
t
a
1064,3 - 2114 em

l50x200
~c.c.· SOOx 2114 • 0,01774 radianos

OBS.: O giro. ocorre no sentido do momento torçor Mt•250tf•cm


c.c.
aplicado nessa seçao. ,

---+-
: t,= lcm : t 3 =1cm I
b1 =20011 I 1 b =20cm

l ~-=-~=~- ----- : • I
t-
c,= 40 em FIG.I4. 7 _,__ ___:40~ em
------+

A seção @ constit.ui-se em uma seção aberta delgada e


a seção@, pela execução da.s soldas indicadas na Fig. 14.7,
~ransformou-se em seção vazada; igualmente delgada.
Para o ciil.culo de Wt e J t das seçÕes @ e @ ser ao
Ll4-7

usad.,.s, respectivamente, as expressoes·(14.7),(14.8),(14.3) e


(14.4).

a) MÓdulos de resistência a torçao

Seção (Ã) Seção (Ê)

3
1
l: b. t~l. . s . t .
3 t max
- . 1
l.Z :l. m:l.n

onde
t - =2cm 2
max S = 40x21 = 840cm (Fig.l4.7)

t . = 2 em
m1.n
xl [ 20xl 3 +40x2 3 +20xl 3]
3 2
w .. 3360 em 3
w . 3 tB
t • 60 em
A

60 1
= 3360 = 56

b) Rigidezes ã Torção

Sendo a rigidez a torçao representada pelo produto


G Jt' a relação entre as rigidezes das seçÕes @ e @ sera i-
gual ã relação entre os respectivos momentos de inércia ã torção.

Seção (Ã) Seção (li)

J =1
3
l: b. t.
3 4 s2
tA 3 :l. ds
f
l.
i•l
t

Jt = t .
:l.
w OBS. : A integral fechada, e=ten-
A max tA dida sobre toda a seçao,
seri executada de tal modo
4
Jt = 2 X 60 = 120 em que em trechos onde a es-
A pessura t é constante, a
·o(ds representa o perímetro
~ "linha do esqueleto".

2
4x(40x21) = 46:269 C!!!
4
2(40 + ~)
2 2
Ll4-:-8

Verifica-se pelos resultados que e bem maior a rigidez


ã torç.ac de uma barra de seção fechada, compa:ttativamente ã de· uma
outra de·seção àberta, dotada de dimensÕes semelhantes. Esta Últi
ma, devido a um momento torçor Mt qualquer, deformar-se-ia cerca
de 386 vezes mais.
Quanto ãs tensoes de cisalhamento provocadas por esse
esforço,. seriam 56 vezes maiores na barra de seção aberta, já que
M
t . - -r
'! = W' o mesmo ocorrendo com as d1storçoes y ~ G
t

c) Esforço no cordão de solda

O esforço na solda Fs, por unidade de comprimento de


seu cordão, será igual a

F • t
s

onde -r é a tensao de cisalhamento que atua ao nrvel do cordão e


-
~ e a espessura do trecho de parede fina soldado. f oportuno le~
brar que o produto -r•t é constante em seçÕes vazadas de parede
fina.

100
F = x 2 = 0,060 tf/cm
s 3360

r
i.
Ll4/4 1 J
engaste A
~c-»M·
! .
Admite-se que os "engastes" mostra-
dos na Fig.l4.8a transmitem mo-
mentos torçores sem impedir
Mt =15tf.m deslocamentos longitudinais
provocados pelos empena-
mentes das seçÕes.

FIG. 14.8.0
Ll4-9

a) Diagrama de Momento Torçor

Eliminando o engaste B e em seu lugar colocando o esfor


ço transmitido por este vl:nculo, obtém-se o diagrama d.e Mt, que
em suma, representa o prÓprio e qui li: brio da barra ã tc•rção.

1500 tf.cm

~
A
r.. Mt
====bt'.
~
m I

II11111111 iftl1111! 11111111···


11111~11111 15
00-Mt 8

FIG.I4.8b- DIAGRAMA DE MOMENTO TORÇOR

b) Compatibilidade de Deslocamentos

Como o problema é uma vez hiperestático, há necessida-


de de lançar mao de uma equação de compatibilidade de desJocamen
tos. No caso seri utilizado o fato de que o engaste em B impede
o giro da seçao, ou seja

<P
B
=o
(1500-M . ) • .t
tB 1
<P
B - o = (A)

Os cálculos de ser ao feitos utilizando o

formulário ® da pagina do Fascl:culo .II, para seção retan-


gula r. (Introd. ã Resistincia dos Materiais, F. Schiel).
I

n•W<m c::==:::J :f.:::. b = 2cm


+-h=20cm ·~
-r
''
++-
b=2cm

(SEÇÃO I) ( SEÇÁO ll l
FIG. 14.9
114-10

n - - -b
h
2
2õ 0,1

2
wt - w b h . 0,312 X 22 X 20 • 24,96 em
3

Jt - j b3
h - 0,312 X 23 X 20 - 49,92 em
4

ORS.: w e j sao coeficientes contido~ na tabela pertencente ao


= =
referido formulário.

Verifique-se que, diferentemente da flexão, na torçao


a disposição da seção não altera o valor do módulo de resistên-
c ia e da rigidez, ou seja

3
w • w • 24,96 em
ti tii

Jt
. J
ti I
= 49,92 em
4
I

Utilizando esses valores na equaçao (A) obtêm-se:

Mt • 500 tf.cm
B

c) Cálculo de T -
max

Utilizando o valor calculado de Ht no diagramá de mo-


B
mento torçor obtêm-se

M = 1000 tf.cm
tA

e portanto

1000 2
T max
- = T
I
= 24,96
• 40 tf/cm

Mt = 500 tf•cm
B
500 500 =
20 tf/cm 2
T
max
=
'rr =
w-
tTI
=
24,96

entao

2
T - = 40 tf/cm
max
Ll4-ll

Para o cilculo do momento de inircia e do m;dulo de re-


sistincia i torçio desta barra de seçio do tipo celular, recorrer-
-se-i ã analogia de um ensaio hipotitico de membrana, cujos resul
tados fornecem as expressÕes (14.9) e (14.10).

4a I 2a
···~'--+

--+-··--
I
11,50
A,
'a
4a I I

~~~
ftti,' _lt1·~
11,5 a

J!L't
1
I1 TIt[' t =constante= ~O
~ I
i i

i f
GUIA DA
PLACA
I !

IPLACA 1 i '
I
~I CORTE B· B

......_ pressão p do ensaio


L-----------------------------------~--~·---
FIG. 14.10- ANALOGIA DE MEMBRANA

Admite-se que, devido ã pressão p, a placa·([; desloca-


-se de h
1
e a placa @ de h 2 , de modo que:

=
Ll4-12

2 (4a+a) • 2a = 5 • a2
a A2 = 2

a) Equilibrio da placa (i)

placa 0
membrana

\,j~
16)
.t t l I I I f t t f V pressão P

FIG. 14.11 - EQUILI BRIO DA PLACA (Í)

Sendo F a força transmitida por todo o trecho de mem-


1
brana que possui inclinação S (comprimento 12a) e F a força
1 2
transmitida pelo trecho de membrana cuja inclinação é S (compri
2
mento 4a), pode~se escrever

H = O p•A
vert 1

Como tgS = senS = S

2
p • 16·a

ou ainda, sendo k a força de tração na membrana por unidade de


seu comprimento:t chamada "protensãon, tem-se

2 10 hl 10(hl-h2)
p • 16 • a = (k. 12 a) ( ) + (k·4a) x
a a

Verifique-se, por exemplo, que a força F


1
= ksi, onde
51 e o perímetro do trecho de membrana que possui in~linação sl.

2 p
= 1,6 a k (A)
Ll4-13

b) Equi1l:brio da placa (2)

PLACA ®

~a
I I t tI fi fl \F,
pressão p

FIG.I4.12- EOUILIBRIO DA PLACA@

l:F vert =o

-8 h 1 + 20 h 2 = a 2 E..
k • • • • ( B)

Das equaçÕes (A) e (B) obtêm-se:

c) Cálculo de Wt e J
- t

- (14.9) e (14.10) "em-se:


De acordo com as expressoes

2 v
wt = -o--
-
"max
onde

2 2 a2
v = (16a 2 )(~ R)
8 k
+ (5a ) ( - ~)
10 k
E..
k

h 2 lO a p
13 max
- = -t -max
= (~ ~) 10 = -8-
8 k a k
4
Portanto 2·(~
2
. ~)
k 3
wt =
p = 4 a
lO a
8 JZ
Ll4-14

.!:) k = 10 a 4
k p

Na Fig. 14.13, em lugar da mola mostra-se a força F


t:l
que a solicita, a qual ê proporcional ao deslocamento ôm sofri-
do pela mola. Por compatibilidade de deslocamentos, ô m ê igual..
ao deslocamento da extremidade da viga, o que permite a obten-
çio da inc6gnita hiperestitica F •
m

r
%!-~--=-:::-:-_-_-_--;1 Fm l)l ~~---::-::::---- +
~ ~fi
r
._ !li J.:m
l ~ (fori'O de )
---
--
l_·_;. ___--+~-
:
mo lo

FIG. 14.13

Ainda na Fig. 14.l3 mostram-se os deslocamentos f e


1
f ; provocados respectivamente por efeito de flexão sobre a viga,
2
das cargas P e F •
m
Cada uma dessas cargas provoca momento torçor com rela-
çao ao centro de cisalhamento (C.C). Para que não haja um momento
resultante de torçao, ê necessirio que os respectivos binirios .se
anulem.

.o
I

-1(-- #·--i-WG·-·--~
i !
I o
I
L'-_-_-_-_--_1-----.-

!Fm
_J____2_ - -t . o
----
'

FIG. 14.14
Ll4-15

a) Obtenção da posiçao do Centro de Cisalhamento

~
B

(P-Fmll

M
~
0
) '
' X
x .. dx ; I
r X+ dX. !
--,
d c

FIG.I4.15

Por definição, o centro de cisalhamento e um ponto pelo


-'!Jl.a.l_ deve passar a resultante das cargas transversais, para que
as mesmas s~ provoquem flexão. Se a linha de ação dessa resultan-
te nao contiver o centro de cisalhamento (ou de torção), haverá
concomitantemente efeito de torção, provocado pela excentricidade
dessas cargas.
Em seçoes simétricas, o centro de cisalhamento pertence
aos eixos de simetria existentes. As rotaç~es sofridas pela se-
I
çao transversal têm como pelo o centro de cisalhamento.
O fluxo dessas tens~es advem da análise feita com base
na Fig. 14.15, onde se verifica que o momento fletor é crescente
com a abcissa x. Para um trecho da aba superior da seção, locali
zado ã direita do corte B.B, o desiquilibrio das tensoes normais
a e a d provoca o aparecimento, tia direção do eixo x, de ten-
x x+ x
soes T orientadas com o sentido indicado na Fig. 14.15. Por Cau
chy, sabe-se que as tens~es T e T têm igual valor e devem orien
s .
tar-se como se mostra na Figura, para que o elemento esteja eo
equilíbrio_,
O equilÍbrio de momentos, em relação ao ponto O, por
onde passa a resultante dos T verticais, fornece
s=a
Q • d = 2
[Js=O
t • ds ] • a
L14-16

. onde
T ·•
s

M .•t•s.a
s

• • Q • d • 2a [Js•a s•O
•t ds ] - .2: .....:;~~:-'Q,_t"' f: s d5

.•. d -

b) Cálculo 'de J
z
a 3
J
z •
20(2a)
12
2a
+ '20 • a • a
2
·- 2a
15
4
. • d .. 0,37Sa

c) Expressão de c em função de E, a, 1

P·ara que nã~ haja torção é preciso que.

P • d • F (a+d)
m

ou seja,
F • 0,273 P
m

c.l) Compatibilidade de Deslocamentos

f 1 -

j E J
z
-- F
m

3EJ F
.. c - 7 z (
P-Fm
m ) ( 0,173 )
. 1-0,273

4
0,15 E a
c .•
c
Ll4-17

c.2) Observação Complementar

Note-se que, caso houvesse um momento resultante de tor


çã.o Mt {Fm ;. O, 273 P), em acréscimo aos deslocamentos ·~erticais
f
1 e f 2 , existiria um outro deslocamento vertical f 3 , :proveniente
da Yotação • da seção em relação ao Centro de Torção.

FIG.I4.16

Delllonstra-se no exemplo Ll4/9, que tal desloc:amento p~

de ser dado por

f - •• (d+a) • =
3

Mt• 1,5 tf.cm

c
FIG.I4. 17
Ll4-18

Devido à ação do momento torçor, as seçÕes da barra so


frerão rotaçoes que terao como polo o Centro de Cisalhamento da
seçao. Na seção da extremidade do balanço ocorrerá a rotação má-
xima tjl, calculada relativamente à seção do engaste atraves de

Essa rotação, que ocorre em torno do Centro de Cisalha-


mento faz com que o ponto A da seção se desloque.

a) Posição do Centro de Cisalhamento

Com base na orientação do fluxo de tensoes T indicado


na Fig. 14.17 e fazendo somatõria de momentos em relação ao pon-
to O obtem-se

Q·•-[f::,'.····· ]·.:i,, í l
<tlt•s(l5- ~)+t.30• ~J o 2
T
s =
t J = -·-(lss- s +300)
z Jz 2

.• . 1,0(15s- s
2
2
+300)ds--=- 2"9"2500
J
z

b.l) Cãlcülo de Jz

o
IO.un30,=5cf1!j 30
-'+-I--"'::;?"

15cm i
-t- ~·,__-~--.,-·
-4-
lcm

y
FIG. 14.8- ROTAÇÃO E TRANSLAÇÃO DE EIXOS
Ll4-19

1 3 x30 4
Jy' = = 0,625 em (pode ser ãesprezado)
48
3
J z. =
lx30 = 750 em
4
36

Jy'z' = O (simetria)

Utilizando as expressoes (13.4) e (13.2) par~ rotaçao


e translação de eixos, encontra-se

2 o . 2 o
J-z - J y ' • sen (-60 ) + Jz' • cos (-60 )

J-z • 0,625 X 0,75 + 750 X 0,25 • 188 em 4

lx30 3 1 4
Jz • 12 + 2 [ 188+ ~ 30 (15+5) 2 ] = 14626 em

b.2) Cilcalo de Jt

Com base na Fig. 14.17 pode-se escrever

Jt =
30xl 3 + 2
3
!=30 t 3 ·ds
s
3
s=O
onde t =-
s
s 30

2
Jt = 10 + 3 J:o s
3
27.000
. s = 130 em
4

r
c) Cilculo do Deslocamento Vertical do Ponto A

cp = = 1,5x200 =
2,88 X 10 -3 radianos
800xl30

c =- 292500 ;;-20,0cm
14626
Ll4-'20

' -

centro de:
eiso lha·mento

'"""')',~
. "
20cm
''"
'
'
A__L
z -- I ~ = deslocamento
~~ -1- v
A J v. e rt i cal

'~~:~-=2~6~c~m~~l-.--~2~6~cm~·~
FIG. 14. 19 :_.-- z

Sendo ÃA,' o deslocamento do pon.to A,_ provocado pela r.!!_


tação·4>, pode-se afirmar, admitindo que o deslocamento seja pe-
queno, que o desloeat~~ento .vet-tieal do ponto
. A vale

3
• 4> • (2x26- 20) •2;88xl0-. • 0,092 em

como a seguir se demonstra_.

AA' • AC • tg 4> • AC • 4>

õ • ÃÁ' • c os a • AC • 4> • cos a


VA

Como AC cos 4> -- _z, resulta

lta teoria dos pequenos deslocamentos; como se ve, a pr.!!_


jeçao do deslocamento total de um ponto, em uma certa_ direção ·(ho
rizontàl.ou vertical) ê igual ao produto da rotaçao que provocou
o tal desl-<lcamento, pela distãncia do pÇ>nto ao centro de rotaçao,
medida na perpendicular ã referida direção.
Ll4-21

( Ll4/10)

.a) Cálculo de T
Sabe-se. que

T 2 2
T = - - = 1,0 tf/cm .T = W x 1, O tf I em
"'t t

a.l) Para a seçao A

b1 = i o em

t3 = 0,5 cmt t::..===:::~


I FIG. 14.20
b 3 = IOcm

3
3x10x0,5 3
wt
A
= 3t:
1
max i=l
z b.].
3
t .
].
= 3x0,5 - 2,50 em 3

Jt
A
- t
max
w
tA
= 1,25 em
4

. .. TA= 2,50 tf•cm

•A. 2 50 200
• X
800x1,25 • 0,5 radianos

a.2) Para a seçao - B

1
""""""==========>T b=o,s..,
h= 30om

FIG. 14.21
Ll4-22

n • --
b
h
hl
30
- 0,017

2 2
b • h • 0,333 X 0,5 X 30 ; 2,50 em 3

3 3 4
• b • h • 0,333 x 0,5 x 30 • 1,25 em

TB • 2,50 tf·em

-
$B • 0,5 radianos

a~2) Para a seçao C

• 2 A t
m1.n
. • 2~(7,5) 2 .0,5 •

t•cte.•0,5cm
4
4x(7 ,5) -- 210,94 em
4
4 X I..d.
0,5

•• Te • 56,25 tf"em

i .C . 5 6 ,2 5 x 2 00 = 0,067 radianos
800x210, 94

Barra de T" i
Seção . (tf.em) (em radianos)

0 2,500 0,500 .

® 2,500 0,500

@ 56,250 0,067
Ll4-23

..
E= 2100 tf/cm2
+---=2"'0'-'c'-'m"----+--''-'0'-c"'m"'--+-j.J = o, 3

FIG. 14.23- VISTA 00 SISTEMA EM PLANTA

Transladando as cargas PA e PB para o centro de gravi-


dade da seção do pilar (barra de aço), cria-se um momento torçor
Mt que provocará, na seção. da extremidade, um giro máximo cp e co
mo consequincia um deslocamento ft - , ao nivel do ponto B.
orçao

cp =

f - = cp • 10
torçao

Por outro lado, a resultante dessas cargas deverá trans


ladar todo o sistema de um deslocamento ffl ex -ao , provocado pela
deformação do pilar em sua extremidade livre.

f - = = 7,440(PA-PB)
flexao
••• • (A)

- se desloque, os referidos deslo-


Para que o ponto B nao
camentos deverão ser iguais, ou seja

f -
flexao = f torçao
-

r torçao
- = 10 cp

E 2100 2
G • 2 ( 1 +].l) =
2 (l, 3 ) = 807,7 tf/cm
L14-24

3 3 4
J • j • b • h • 0,141 x 4 x 4 • 36,096 em
t

Igualando os deslocamentos ~ados pelas expressoes (A)


e (B) encontra-se

ou seja

L_"'-1.
I
_==1
m_ _ ___.j_
'

-+ _l!::-_c!_l _P ~---•L +=80 kgf

~ c= 4r/rt= 25,46~rn-+
AG.I4.24

a) Cálculo da Posição do Centro de Gravidade


11

z
o
:;: d -
[ z ds
=
i r sen9•t·r d9
=
(C.G)
1 ds
;: t•r d9
Ll4-25

.'![

sene d9
rfa
2r

/:
= = = 12,73 em
'lT

d6

b) Cálculo de Jt

3
'!Trt 4
= 1, 3<< em
3

é) Cálculo do deslocamento vertical do ponto A

Mt • P(c-c+d) • P•d = 12,73x80 = 1018,4 kgf•cm =


= 1,0184 tf.cm

l,Ol84xl00
= 0,095 radianos
800xl,34

5 • $ • a= $(c-r) • 0,095(25,46-20) = 0,52 em


VA

Para calcular-se o valor de T - , conforme a expressio


max
(14.1), i necessária inicialmente a obtençio do m6dulo de res1s
tência ã torçao,
-
A viga tem seçao do tipo celular, sendo Wt calculado
pela analogia de membrana, a exemplo do que já foi feito em ou-
tros problemas.
Neste caso, como as areas A e A sao- iguais e os res-
1 3
pectivos perimeiros estio igualmente solicitados pelos mesmos es
forços de_membrana, pode-se adotar para ambas um deslocamento
vertical igual (h ).
1
Ll4-26

[_
B
__ _

1 ~m

40 em

A 'R . R ' A 'h


I r\r-?._ . J::.~..C\.,..2.., ~ 2
i}_!_ tp ·
~-~'
! h,.
pre~ p
.

·--·--·--· -
AG. 14.25 -ANALOGIA DE MEMBRANA

2 2 2
Al • A3 = ; [ 7}<40 -20 )] - 150•1T em

.A2 - 1T
4
. 20
2
= 100·1r em
2

a) EquilÍbrio da Placa 0) (ou G2>

rz el - hl
t.

tl· T/2
-
A,
h2
j e2 t

/F-,· tp
FIG. 14.26- EOUILIBRIO DA PLACA CD
L14-27

As forças F e F aparecem devidç a protensão das mem-


1 2
branas e p e a suposta pressao do ensaio. -
h1
p A = F • --F
1 1 t 2

p X 15 Q. "IT • k(;rx40)· h1
2 T

.... • (A)

b) E qui 1Íbr i o da Placa (2)

FIG. 14.27- EOUILIBRIO DA PLACA ®

p A2 • (F2 •

p ._i
h = 5 - ••• • ( B)
2 k

Utilizando esse valor na equaçao (A) encontra-se

• • • • (c)

c) Cálculo de T
ax

T -
max m
wt .
m<Ln

2 v 2 v
= s:-
max
= il-:-
max
• t

v = 4500"IT • ~
Ll4-28

p
2 :.·4.5 OO'If <
k 3
wt . - • 1 - 2827,4 em
ml.n 10 E.
k

200 2 . 2
max • 2827 , 4 • 0,071 tf/cm • 71 kgf/cm
"[ ..-'

a) Obtençio da Posiçio do Centro de Cisalhamento

Como a seçao t~ansversal possui um eixo de simetria,


ao qual pertence o Centro de_ Cisalhamento, sua posiçio e determi
nad-a com apenas uma coordenada, indicada na Fig. 14.28 pela dis-
tância c.
=

, !Sem

z o C.G. ____ _ _ _...jtixo de simetria

y
I :I Sem

IrF• I
t = cte.= 1 em
~~:;:::-~~~F;-, . -t; em
-·- --1r-
C ?O_cm -+-
FIG.I4.28- SEÇÃO TRANSVERSAL

As tensoes ~ (ao longo do esqueleto da seçio) tim co-


mo as forças F 1 , F e r
resultant~s como mostra a Fig. 14.28,
2 3
nos diversos trechos da seçao.
Sendo a carga Q aplicada no centro de cisalhamento,
nio ocorre torçao e o equilibrio de momentos em relaçio ao pon-
to O fornece:
Ll4-29

Q • c - F • 30 + 2 F . • 20 = O •••• (A)
2 1

ds _L
I -c---r

---·
I .
~t=.O,lcm

'
·-
FIG. 14.29- FÔRÇA F,

a.l) cálculo de F
1

d F 1 = -r(t•ds 1 )

Q MS
'L •
t J
z

F = t. J
1
z

22,92·Q
Fl =
Jz

a.2) Cálculo de F
2

-+-
! 5ém
t=o4- ~~~==~I~J ___._
:os em ate" o eixo
·de simetriol

---.-
, .. 20_ em
-;-- -- ~--

FIG. 14.30- FORÇA F


2
Ll4-30

d F • L • (t ds )
2 2
Q M
s
L •
t J
z

475 Q
F =
2 ~z

a.3) Cálculo de J
z -
,----L---0
3 [ . '3'
20x~,lxl5 2
3
• O,lx30 +2 :20x0,1 I + O,lxS +
J
z .12 ___
I.... 12 - ...1I + 12

+ 5xO,lxl7,5 2 ] .•_1433,34

Usando os valores de Jz em F e F , obt.em-se


1 2

F
1
• 0,0160 Q F
2
= 0,3314 Q

e portanto

Q•c- (0,3314•Q)·30 + l·(O,Ol60•Q)• 20 =O

c • 9,3 em

b) Cálculo de Jt -
e -Wt

As expressoes (14. 8) e (14.7) permitem obter

Jt - 80x(O,l) 3
3 - 0,0267 em
4

3 3'
80x (O, 1)
wt = = 0,2667 em
3x0,1

c) Cálculo da carga P

c.l) Pelo critério da energia de distorção

As cargas P aplicadas produzem um momento torçor Mt


igual a:
Ll4-3l

Como Mt e a Única solicitação da viga, a seção trans-


versal estari sujeita somente a tens~es de cisalhamento T, ou se
ja; a expressão (12.2) leva a

. 2 2
cr.l. =
v3 T ~ rJ = 1,4 tf/cm

onde
Mt
T = -

=
S·P ,;;::: 1 , 4
0,2667 """" --
... p -< 0,043 t:E
t
f3
c.2) Em função do Mâximo Giro Permitido

Mt •.!. 5 • P • 2 OO
G·Jt = soox0,0267 <rr
1r
p < 0,00.56 tf

Essas restriç~es impostas levam ao vàlor da carga P


admiss[vel, igual a 0,0056 tf.

próprio (ti /m)


·zcm
;p= Pp+ Pe
~i!lillllil!lltll
~

_j_= 120 em 5cm lO em


-r--Sem rSem
! • Sem
• •
'
FI G. 14.31

a) Câlculo do peso pr6prio e dó enchimento

-4
Pp = ~
aço
x S
seçao
= 7,8xl46xl0 = 0,114 tf/m

-4
P e -- p ench. x S ench. = l,Ox8,5x6xl0. = 0,0051 tf/m
(enchimento)
Ll4-32

p • p + p • 0,119 tf/m
p e

b) Esforços Solicitantes Máximos

Na seçao do engastamento, o momento fletor e a força


cortante valem:

Q m pi • 0,119 X 1,2 = 0,143 tf

M a
- O,ll9xl,2 2
2
m 0,086tf•m= 8,6 tf•cm

Como a seçao e simétrica, o centro de cisalhamento.


pertence ao eixo de simetria, o que faz com que a carga relativa
ao enchimento produza um momento torçor uniformemente distribui-
do ao longo da viga, dado por

10 = 0,051 tf•m/m = 5,1 tf•cm/m

- do engastamento, à resultante desses momen-


Na seçao
tos torçores vale:

m
t
• 1 = 5,1 x 1,2 = 6,12 tf·cm

~=2

0 8,6
~-s,.
,.
~li
--
.
-· - - - -
15

->
tf. em

w0,143~
5,1 tf.cm/m

® 6,12~
tEC-e-c-t-E EC
+---
I, 20m
tf. em

AG. 14.32- DIAGRAMA DE ESFORÇOS SOLICITANTES


Ll4-33

Cálculo de a - --m
c) ..;:..;~.;;..;;;.;;;..;:,_..;;..;:,_..:.max e 1: ax
-

Para a obtençio da tensao ideal máxima da borda, ser ao -


calculados os valores da tensio normal na borda (que já i máxima)
e da máxima tensio de cisalhamento < devido ao momento torçor. P~
ra isso e necessário que se determinem, respectivamente, as carac
terlsticas geométricas J z e Wt • Serio desprezadas nessa análise,
as tensoes de cisalhamento devido ã força cortante.

c.l) Cálculo de J
z
3 3
32xl0 4
12 2 (8,5x6 )- 1976,67 em
12

Hmax
-
a max
- •y max
- -
8 6

1976,67
x 5 = 0,0218 tf/cm~ =
2
• 21,8 kgf/cm

c.2) Cálculo de 1: -
max

CORTE B·E'·
t~= lcm t 2 =lcm
! 1 =2em
-r- f+
+-r
i I
r..-.1---.s~l i
......-
I '

I ~~~----L---~

--
1
I
Tpressõo p -·r- - -·-·
' I ..___.- - . , . ,

2,0
tt-~----tt ..S,Scm
-~~- ~-~
1,0cm 9,0cm l,Ocm
--W---
S,Scm 2PI""

2,0 c,;;t-- - I
-
"
•·y =6,121f.cm
1r·--· ~,o.
1
. ,·,-·-·-·
-
-+-
., ·-· ·-
6,0 em' s+- ~- A =SO 2 ~ z e.o... e.e.g
~
+1: 3 A
1:
'
j ~B !Ot:m \

-- -·
I
I
' cm"t3
'
OJ
... em2.1
Az= 9Q r. I

/)
----
I I ! t

2,0 em: i I Y i I '


:..r
1.... • -

-'2 'I
.

32em +·

FIG. 14.33

Como se trata de seção do tipo celular, o cálculo de


W é feito imaginando-se um ensaio de membrana, da forma co"'o se
t
mostra na Fig. 14.33, através do corte B.B.
O equilibrio das placas 0 e (t: fornece:
Ll4-34

Placa(!): p•80 = k(2xl0+8)• - k(8)

•• •• (A)

b2
Placa@ + k(2xl0) T

.. • • (B)

A solução das equaçoes (A) e (B) e:

hl .. 5,434 p/k h2 = 4,942 p/k

wt
,. __
2 v
emãx

v .. 2A •h + A2h2
1 1 = (2x80x5,434+90x4,942) -k
p
. p
1314,22k

'1:1 D
--
Mt
wt
l
Mt
2V --
hl
t1
6,12
1314,22 .P.
k
X
5,434 p = 0,013
2 k tf/cm
2

"C
2
..
Mt
wt
.- M
t
2V
-h2
t2
.. 6,12
p
1314,22 k
X
4,942 p .. 0,923
1 k
tf/cm
2

2
2
- 23,0 kgf/cm

"C3 "'
Mt
--
wt
.. 2v Mt

(h2 -hl)
t2 - 6,12
1314,22 .P.
(4,942-5,434) p
l k
=
3 k

.. -0,002 tf/cm 2

Com esses resultados verifica-se que, devido ao mome!_


to torçor, o máximo 1: ocorre nas paredes horizontais da célula
central e o sentido arbitrado de -r é na realidade invertido, u-
3
ma vez qv;re resultou h < ·h •
2 1

c) Cálculo de a.
l. -
max

Usando a expressão (12.2), com as tensões o e -r máxi-


mas calculadas obtém-se
2
a. .. .I C2l,s) 2 + 3(23,0) 2 • 45,4 kgf/cm
l. -
max v
Ll4-35

A condição para nao haver torçao e que a linha de açao


da carga P contenha o centro de cisalhamento, como se mostra na
Fig. 14.34.

'
--·--+-
iiT
1 t=ete=O,lcm
i js em

I
16 em
F, I Fz I
~=i!!J.I,~~s.-+
I

~~m~r-~a~=~?____·~~
FIG. 14 .. 34- CENTRO DE CISALHAMENTO

Imposta a localização do centro de cisalhamento, o e-


quilíbrio de momentos em relação ao ponto O fornece

4 • P + 12 • Fl - 12 • F2 = O (A)

a) Cálculo de F
1

t=O,I cmt-

'

··-t -- 4·0 em +-

FIG.14.35- CÁLCULO DE F1
Ll4-36

d F • T (t•ds)
l

P(t•s•6)
Fl
J: 2
t•J z

0 lxl2 3
(t•ds)

sendo Jz • 2[0,lx(4+a)x6 ] + 2 12

• 4 ,S .• P
• • Fl • (7,2·a+43,2)

b) Cálculo de F
2

~
I

FIG. 14.36- CÁLCULO DE F2

P(t•s.6) (t•ds)
t• (7 ,2.a+43,2)

Substituindo-se em (A) os valores de F e F obtem-se


1 2
2
4 • p + 12 • 4 •8 • p - 12 • 0,3··P:•.a • 0
(7,2.a+43,2) (7 ,2•a+43,2)

a • 12,94 em
Ll4-37

a) Cálculo do diâmetro m!nimo das barras

F roou.cm
~~--l~-r-----€
I i I
i I I

I I i 111111111 i ! i I i i IME
MF 11111111 i! 111 I li . . I
!

50 em - - - + - -~50_gn ___ . _ ---+--


'
FIG. 14.37- DIAGRAMA DE

a.l) Equação de equil!brio

a.2) Equação de compatibilidade de deslocamentos

t 0,5 em
6 em
/
c. c,...-'

)--- V•
[6 em
iI I ',
I -+-
tN
i
L3em 3cm
t

FIG. 14.38- ESFORÇOS NAS BARRAS


Ll4-38

<P • 3 = !::.9..
E

onde

M •50
F
G·J
t

Pela expressão(l4.4) obtem-se:

fd: - 0~5(12+6)
4 A2 4x(l2x6) 2 4
J = = 288 em
t

e sendo
E 2.100 ·2
G • = 7 87.5 tf /em
2(l+)l) = 2(1+ 1:.)
3
obtêm-se:

- de compatibili-
Substituindo-se esse valor na equaçao
dade de deslocamentos tem-se

N•lS
• 3 = 2100·S

Da equação de equilrbrio sabe-se que

~ • 100 - ME • 100 - 6 N

e portanto

(100-6N)-6N • 3 = N·lS
4536 21oo.s

300
4536
N =

Pelo critério da energia de distorção deve-•e ter:

rJ -
N
~ 1,4 tf/cm 2
s
Ll4-39

ou seja

300
4536 2
~ 1,4 • .S s :;::::: 5,05 em

1Td2
s - -4- - 5,05 d i
m n
;:::_ 2,54 em (1")

b) Cálculo da Tensão Ideal Máxima

b.l) Nas barras.

2
1,4 tf/cm

b.2) No eixo sujeito a torçao -


(j. = T ~ ,1""3 (vem da expressao (12.2))
1. ma·x

H
t ~
max
T ~ =
max wt .
m~n

Para d = 2,54 em resultam

N = 7,08 tf

ME = 6N-= 42,46 tf·cm

MF = 57,54 tf•cm

Mt ~ = 57,54 tf·cm
max

wt m1.n
. 3
= 2 A t
m1.n
. = 2x6xl2x0,5 = 72 em

57,54 2
T ~ = = 0,8 tf/cm
max 72

2
(j.
~
= 0,8 r3 = 1,38 tf/cm
Ll4-40

a) Cálculo das Caracter!sticas Geométricas da seção (J e W )


- z t

4 8 em

------~--------
1
I
I

z
C.G.

7.4 em

--r-2
--+-
1

FIG.I4.39- CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS

3 3 3
J ,. 2x12 + 24 X (1,4) 2 + 12x2 + 6x2 + 24x(5,6) 2 +
z 12 12 12

+ 12 X (8,4) 2

4
J
z
= 1946 em

wt .. z
3 x(l2+12+6)
3x2 - 40 em
3

b) Cálculo-~os Esforços Solicitantes na seção do engastamento A


Ll4-4l

~~A~-----------;8I
~
c J!C+
~,40em n ---,---
1
I

t t I
I
+-- . 20.::0...::e::.:m'----T-
: VISTA C-C
__ i_

tM 1 =6.P

FIG. 14.40- ESFORÇOS SOLICITAN.TES

Portanto os esforços solicitantes em A sao -


Mfletor = (200-6)•P (traçio em ~ima)

Mtorço r = 40 · P

Q =p
Para P = 0,6 tf tem-se:

Mf = 116,4 tf•cm

H
t
= 24,0 tf·cm

Q = 0,6 tf
Ll4-42

c) Cilculo das tensoes atuantes no ponto I da seçao A

= Mf y 116 • 4 x 6,6 = 0,395 tf/cm 2


cri z (cri de tração)
Jz I 1946
(Flexão)

Como a seçao e considerada delgada, a distribuição das


tensoes T devido ã força cortante segue o seguinte esquema:

-r-ti Jp
2cm --t
I
I
.\:
4.6 em
\: • a (s l
.z C.&.

:. ~
'
FJG. 14.41- CISALHAME NTO DEVIDO À CORTANTE

b·J z

0,6·(2x4x5,6) = 0 , 007 tf/cm2


2 X 1946

A tensão de cisalhamento devida ao momento torçor Mt


~em a seguinte distribuição:

~Mt
I

-- -T-
I
I
--
I

tilI
'
i'
I

i
\ .
~FJ:G.
i\ ' 14.42 -TENSÃO DE CISALHAMENTO DEVIDO AO MOMENTO TORCOR
\
..; /)
'
Ll4-43

24 2
4õ = 0,600 tf/cm

É importante notar- se que a tens ao de cisalhamento devi-


do ã força cortante é praticamente desprezível em comparação com
a tensão de cisalhamento devido ao momento torçor.

d) Estado de tensÕes do ponto I

8
2
t!!J-./
t =0.6 tf/cm~
dx

cr:0.395tf/cm dz

. 2
0.593 tf/cm

. 2
0.395 0.395tf/cm

FJG.I4.43- ESTADO DE TENSO-ES DO PONTO I

e) Cálculo das tensoes principais do ponto I

De acordo com a expressão (10.6) tem-se:

')
2 o = -0,428 tf/~m-
o = 0,823 tf/cm 2
1
Ll4-44

Para poder calcular a carga admissivel P, usando o cri-


tério da energia de distorção, é necessârio determinar a tensao
-
critica a., para os pontos mais solicitados da seçao.
l.
eomo a carga P estâ aplicada fora do centro de cisalha-
mento, ter-se-â, além da tensão de cisalhamento, devido à força
cortante e da tensão normal, devido ao momento fletor, uma ten-
são de cisalhamento devido ao momento torçor, calculado levando
em conta a excentricidade da carga em relação ao C.C.

a) Posixão do Centro de Cisalhamento


I

:2em!
p

~ F2
1-·---

z
a

~J
-- F3
t =eonst.= 0.5 em

c
'
12 em
!------·-·----·--·---·-· ···--
1

FIG. 14.44- CENTRO DE CISALHAMENTO

O equilibrio de momentos em relação ao ponto O leva a

onde as resultantes F e F valem:


1 2
4
I)]
1
Q [o,5·s· (2+
Fl= o 0,5 • Jz (0,5 • ds)
. L14-45

Fl a 13,333
_g_
Jz
2
Q(4x0,5x4+0,5x2x6)
(0,5·ds)
O,SxJ
/ o z

F a 312 •
2

3
0,5xl2
• 12

4
Jz=574cm

Substituindo-se em (A) os valores de F e F obtêm-se:


1 2

c - 12 • (~
574
+ 2 X 13,333)
574
C • 7,08 em

b) Cálculo dos esforços solicitantes na seçao mais solicitada

A seçao mais solicitada e a do engastamento, na qual

Q • p M • 100 • P
f '
M = (2+c) • p
t
= 9,08 • p

c) Cálculo das tensoes

c.l) Tensão Normal devida ao Momento Fletor

cr • • y - lOO·P
574
• y • 0,174 p • y

onde y ê a ordenada dos pontos indicados na Fig. 14,45

s· A• ,
l ._c.A

s.--; IA
I I
I y
I
~z_ _u1._c:--!!:-::("'e:i::x_.o de simetria l
C.G.
FIG. 14.45- TENSÕES NORMAIS
114-46

.e.%) TensÕes de Cisalhamento devido ã força cortante

12 em
·A •
'o(sl
rl
B I
'f
A
A
- '
I 4cm
'
lo '•
0,5cm
----+---
2 em
: ____ ..,._
c
· FIG, 14.46- TENSOES DE CISALHAMENTO

Para os pontos A tem-se:

3
M = 4 X 0,5 X 4 = 8 em
SA
P·8
TA = 0,5x574 = O,OZS • p

Para os pontos B tem-se

M = 4x0,5x4 + 12x0,5x6 z 44 em 3
SB

TB - P•44
0,5x574
= 0,153 . p

Para o ponto C tem-se:

3
MS = 44 + 6x0,5x3 = 53 c:m
c
P·53
T = = o' 184 • p
c 0,5x574
Ll4-47

c.3) Tens~es de Cisalhamento devido ao Momento Torço~

7,08 em ;2cmt

(distribuição linear na espessura)


~--~e~.e~·--------~~--------

FIG.I4.47- TENSÕES DE CISALHAMENTO

í: b. t ~
l. l.
1' t " wt = 3 t.
l -
max

12x0,5 3 .3
wt " 3 X 0,5 - 3,67 em

9,08xP = 2,474 • p
1' "
t 3,67

d) Verificação do ponto mais solicitado

Ponto 1'
'q 'H
t

A 1,002 . p 0,028 . p 2,474 . p

A' 1,045 . p 0,028 . p o


A" 1,089 . p 0,028 . p -2,474 . p

B 1,002 . p 0,153 .p 2,474 . p

B' 1,045 . p 0,153 .p o


. .p -2,474 . p

j
B" 1,089 p 0,153

c o 0,184 . p 2,474 . p
Ll4-48

Como o estado de tensao de qualquer ponto estudado ~~

sU.i tensão normal numa Única direçao e t'ensoes resultantes de ci


salhamento~ o critério da energia de distorção pode ser aplicado
através da expressão (12.2), ou seja:

2'
T

Analisam-se a seguir, em função dos valores tabelados,


os pontos mais prováveis de serem os mais solicitados.

Ponto A"

PA" • < 1,4 tf/cm 2

PA" < 0,320 tf

Ponto B

p • < 1,4
B

PB < 0,300 tf

Ponto C

PC < 0,304 tf

O valor admissivel da carga P e portanto igual a 0,3tf.

e) Câlcul·~ do deslocamento vertical do ponto D

~-~OO_cm ____ _

-------·- ----~'9, ,9_§ _c_m.,_._ __

fi G. 14-.46- DESLOCAMENTO VERTI CAL 00 PONTO D


LI4-49

O deslocamento vertical do ponto D igual ã soma dose


desloeamentos ô (devido à flexão da viga) e ô (devido à rota
1 2
ção por torção).

e.l) Devido a flexão

=
O, 3xl00 3
3x2100x574 = 0,083 em

e.2) Devido a torção

M •i
t
G.J t -
max
t

4
Jt = 3,67 X 0,5 = 1,835 em

(9,08x0,3) ·100
800 x 1 , 835 = 0,186 radiaqos

Portanto

o2 = 19,08 x 0,186 = 3,540 em

e o deslocamento vertical total do ponto D e igual a

o = 0,083 + 3,540 = 3,623 em


vD

-
Como a seçao tem um eixo de simetria, o centro de ci-
salhamento estã contido nesse eixo. Admita-se apenas para favo-
recer o raciocrnio, que a viga da Fig. 14.50 tenha seçio trans-
versal como-se mostra na Fig. 14.49. A distribuição das tens;es
de cisalhamento devidas ao esforço cortante Q tem os sentidos
1
indicados na Fig. 14.49 devido ao equilrbrio dos elementos reti
rados da seção atravês dos planos de corte A.A e B.B.
Ll4-50

IZ c ~r-r
+--·~-------->~~--------------~
/
12cm A0
F,
® A
espessura t = cte. =O, 5cm

l 16 em 30cm

FIG. 14.49 - CENTRO DE CISALHAMENTO

Com isso determinam-se os sentidos das forças F (resul


tantes das tensões de cisalhamento) verificando-se o equil!brio
dos elementos A e B.

ELEMENTO®
CORTE B-B

0
I
'111111111111 I I I I I I I I I 11111 I I .
\ J\1\\lil\\[\a•
l t
~
1( lr ~
X
to, i 0• t

( O"x+dx > O'x l


I~
J~ x + dx .

! ~
AG.I4.SO-SENTIJ?O DAS TENSÕES DE CiSALHAMENTO 't 1 e 't2

Fazendo-se a somat~ria de momentos em re1açio ao pon-


to O da Fig. 14.49, obt~m-~e:

d = 3O • s en C! = 18 em

Q •c = 2 • F • 18 ... c = ••• • (A)


1 2
Ll4-5l

• Q,

t a
----- ,.t''"
-..z:_- -t:-
!

sena=0.6.
-f
,;

/
/ c I F2
,;
I 1.

-+--~3~0~cm~----~jscm; ·
FIG. 14.51- BRACOS DAS FORÇAS
'

a) Cilculo de Jz da seçao transversal

16 em

z'
a --------i----+-
! 12cm

y'
I y··
I.
!
'

FIG. 14. 52 -- ROTAÇAO DE EIXOS

= o

J , • O (desprezlvel)
z '
3
O, 5x2 0
=
12

. 3 3
O, 5x2 O ( 2 ) 0,5x20
J z' = 12 sen a = 12
(0,36)

Portanto, o momento de inércia J - vale:


de toda a seçao
z
3 3
Z(0,5x20 ) ... 2 0,5xl0 32)
J = O, 5x2 Ox6 + + 0,5 X 10 X
z 12 12

4
J = 1080 em
z
Ll4-:i2

b) Cálculo de- F
2

-r 2 • t • ds

onde
Q ·H
1 s
t·J
z
/
/
/
s...a =0,6

_ _--+~-···-
_._ _a_c_m

FIG. 14.53- FORÇA F2

M • t • s • y(s)
s
s
MS • t • s ·(10- i).0,6
s
y(s} • (10- -) · 0,6
2

Portanto

• t • [o,G(lO

Substituindo-se o valor de F em (A) obtem-se:


2

36xl00
c =
1080
• 3,333cm
Ll4-53

a) Traçado do Diagrama de Momento Torçor

O momento torçor aplicado vale;

Mt=25.5 P E
8
~<t-------t-r-6--t-lE~~c.
~ 2.0m I 2.0m j z.om j

I I I I@ I I I I I I I I~ Me= 8 , 5 p

FIG. !4. 5 4 - DIAGRAMA DE Mt

Os momentos torçores MB e Me indicados no diagrama


sao obtidos pela soluçio das equaçies (A) e (B).

a.l) Equaçio de Equil!brio

• ••• (A)

a.2) Equaçio de Compatibilidade de Deslocamentos

~C • O (devido ao engaste)

o - • • • • ( B)

A soluçio das equaçÕes (A) e (B) fornece:

Mc - 8 , 5 • p HB s 17 , O · P
Ll4-54

b) Cálculo de Jt....!L.Et at·ravés da analogia de membrana

6.0c:m l 6.0c:m
f
!
-t i

!Sem

A, x,.
15.0 em A2

1= ' ç·
A2
·-·

A,
•• B

15 em

2 2
Sendo A = 76,5 em e A = 49,5 em , o equilíbrio
1 2
das placas 1 e 2 fornece o sistema de equaçÕes

·..
. -.
cuja solução é:
Ll4-55

p
h2 = 0,0594 • k

p
h2 = 1,7277 • k

v = 2 · [A 1 • h1
v = 441,261 • t
·J
t
= 4 v . .!:.
k
= 1765,044 em
4

=
2 . v = 246,915 em
3
wt 13 mâx
min

c) Cálculo da carga P admiss!ve1

H
t -
max
T =
wt ml.n
.

17 ,O·P
0,8 =
246,915
p = 11,62 i:f

d) Cálculo do Deslocamento Vertical do ponto A

~ = (8,5xll,62)·200 ~ = 0,014 radianos


800xl765,044

yA = ~ • XA = 0,014 x 10,5 = 0,147 em

• • yA = 0,147 em
Ll4-56

J ~
r... r.
( Ll4/46 lle
2
G= aoo tf/f;m
t =constante =1 em
o i: LO tfte:rl-

----....,-- ------
1
I I
I
I I 60tf
I I
·-1-· 40ca ~}--: _ _..:~t
I
! .2.•400 . . !
40 """'
.r

~ ~{>, j~
X'fiL - - - -'fl'- --- Jlil.ê.-~---,-.·..j., c-e
_...____,......._ ____ _,~ .... ,...
p-(llressão elo ensaio)
1
hI CORTE

FIEl. 14. 56. ...,. .ANAl...OGJA DE MENBRANA

A obtenção da distância a exige a determinação anterior


de Wt e Jt• caracteristicas geométricas da seção celular, que sao
obtidas por analogia com um ensaio hipotético de membrana.

a) Câlcülo de Wt -
e J
t

A 30x40 ,. 600 em 2 2
1 .. 2 A " 40x40 = 1600 em
2

Equilibrio das placas 1 e 2 (corte C.C)

Placa 1: pv600 = k [ (30+50) • hl - (40) • h 2 ]


1,0 1,0
h +h
Placa 2: p~l600- k [ (40+40)•( ~.0 2 )+(40+40)·

Essas duas equaçoes de equilibrio fornecem a solução:


Ll4-57·

Jt .. 4
k
p
.v = 4
k
p
36000 ~ .. 144.000 em 4

2 v 2 v 2x36 000· ·• ~
wt
min
=--
!lmáx
---
h ma:x
- 15 .!:
• 1,0 = •1.800 em
3

b) Cáleúlo de a

A distância a será encontrada igualando os valores máxi


mos do deslocamento vertical e da tensão de eisalhament" aos valo
res forueeidos.

b.l) Em hnção de T

T
- .. l.'t ..
max
Mt

mii.n
2:-.60 ·a <-
4800
-T • 1,.0 tf/cm
2

• a < 40 em

b.2) Em função do deslocamento vertical

A seçao da extremidade da viga sofrerá rotaçac) máxima,


em toruo do seu·centro .. de cisalhamento, que pertence ao eixo de
simetria.
M •i
--- t (2.!60-.!a) •400 • 4 , 167
800xl440ÓO.
• 10 -4 •a

o deslocamento vertical do ponto B, conhecido o giro~.

ê dadp por

4,167 •.10
-4 ·a··50 • 0,02083 a 0,625 em

.. • a < 30 em

Conclu·i-se portanto que o máximo valor permitido para


a ê 30 em.
Ll4-58

Diagrama de Momento.Torçor
,.
' Chamando de M o momento torçor transmitido pelo en-
tB
gastamento em B, o diagrama de Mt para essa viga serã:

trecho
sem
_ 1 soldo

J:~:- - - - -M-~- ~-1-.cm- ~i----~----~,"'''''"


30cm l(~)j 30cm
I I
I !

AG.I4.57- DIAGRAMA DE Mt

b) Compatibilidade de Deslocamentos

- B.B, a
Como o engastamento impede o giro da seçao equ~

ção da rotaçao dessa extremidade em relação ã extremidade engas-


tada A.A resulta

(73-Mt )s
B
= o

(A)

onde J e Jt sao respectivamente os momentos de inércia a tor


-
çao~
tJ_ - 2 -
da seçao quando fechada pela solda (seçao vazada de parede
fina) e da.seção quando não existe solda (~eção aberta de parede
f i na).
Ll4-59

FIG- 14.58

2
4(6xl2} ~ 288 em 4
2 ( .!.3.__ + _6_)
0,5 0,5

L 4
.. -( z
3 . 1 l.=

4
= 1,5 em

w_ 2A t 3
u = 2x6xl2x0,5 = 72 em
"1 min

Jt
wt
2 - 3t
1
max
4
( "zl lb.t7)
l."'
.l.
~
= --2
t
= 1.2.
0,5
= 3,0 em
3

Utilizando os valores de Jt e Jt na equaçao (A) resul


1 . 2
ta

MtB • [-60-(60-s)-192s] + 73 ~60-s)+192s] =O (B).

O valor de M~B deve ser tal que, no t~echo sem solda,


onde o Wt e menor (Wt ), a tensao de eisalhamento não ultrapasse
2
1,0 tf/cm2, ou seja:

2
~

3,0 -
< 1,0 ,tf/cm

M > 70 tf•em
tB

~tilizando o valor limite de Mt - (B) resul-


na equaçao
B
tas= 7,02 em.
Ll5-l

FLANBAGEM

Na análise da segurança contra a ruptura de uma barra


comprimida com seção transversal de área S e comprimento t, obj~
tiva-se determinar se esta ruptura pode ocorrer por esgotamento
da resistincia de seu material ou pela perda de sua estabilidade
lateral (flambagem).
Essa perd~ de estabilidade ocorre se a carga aplicada
P atingir um certo valor cr!tico P , cujo cálculo é feito le-
cr
vando em conta os parâmetros relacionados a seguir.

a) Caracteristicas Geométricas

FI G. 15.1 - SEÇÃO TRANSVERSAL OA BARRA

Definem-se, para a obtenção de P , as seguintes c a-


cr
racteri:sticas:

i =vi[= raio de giraçao

il vs
='h 1
5
i
2
="~
V.-t- (15.1)

onde J e J sao os momentos principais de inércia da seçao


1 2
transversal. Observe-se que, em seçoes com um eixo de simetria,
os eixos y e z sao eixos principais.
iu
><--= -.- = !ndice de e·sbeltez da barra
~

onde 1f! (comprimento de flambagem) i a distância entre pontos


fixos por trava1:1entos laterais, que podem estar nas extremida-
Ll5-2

des das barras ou ao longo de seus comprimentos (contraventamentos).


!l.u
À = ___!.
1 il
(15.2)

No estudo da FLAMBAGEH verifica-se que a perda de esc~

bilidade de uma barra sempre ocorre em relação ao eixo principal


de sua seção, segundo o qual se obtém o maior valor de À (À - ) •
max

b) Flambagem Elástica e Plástica

Na flambagem elástica, as tensÕes crrticas sao determi


nadas através da fÕrmula de EULER
p 2 2•E
cr 1r ·E·J = ;r
(f = -s- = (15.3)
cr
tu·s
2
7
e na flambagem plástica as tensoes crrticas sao obtidas através
de fórmulas normalizadas para os diversos materiais, obtidas por
ensaios experimentais.
Havend·o flambagem, definem-se tensoes admissrveis cot'lo
sendo

(15 .4)

onde s i o coeficiente de segurança adotado. Na flambagem elásti


ca (vale Lei de Hooke) as tensÕes crrticas são menores ou iguais
as tensões de proporcionalidade desses materiais.

c) Cálculo Prático

c.l) Ferro Fundido

À ~80 ~ vale fÓrmula de EULER (15.3)

O~ À < 80 + fórmula proposta por TETMAJER


2
(ff!l. = 7760- 120 À + 0,56 À (15.5)
-$'"----. __..._,._._ •.----·.~

LlS-3

e.2) Aço Comum (aço 37)

À > 100 -+ vale a fÓrmula de EULER

60 <À :S 100 -+ fÓrmula proposta por TETMAJER

crf~ = 2891 - 8,175·À " ... (15.6)

Para este aço, a NB-14 propÕe as seguintes fórmulas:

À >105-+ fÓrmula de EULER

363.000
.... (15.7)

À :S lOS .,. (flambagem plástica)

.. . . (15.8)

Note-se que a NB-14 fornece tensÕes admiss!veis, levan


do em conta o coeficient~ de segurança, o que nio i feito nas
fÓrmulas de TETMAJER.

c.3) Aço de Alta Resistência (aço 52)

À >100-+ vale a fÓrmula de EULER

60 <À < 100 -+ fÓrmula proposta por TETMAJER

af~ = 5891 - 38,175·À

c.4) l1adeiras

A NB~ll fornece a tensao admissivel, em funçio de um


valor de À(À ) a partir do qual vale a fÓrmula de EULER.
o

À
o
= 1,924 {"i'
ac
•••• (15.9)

1) peças curtas (À < 40)

= ac = tensao admissivel a compressão simples, na direção


paralela âs fibras.
LlS-4

2) peças intermediárias (40 < À < À )


o

-cr
f.2.
= -cr
c
• [ 1- -l3 (À-40
Xo -40
) ] (15.10)

3) peças longas (À $À < 140)


0

À 2
cr (~) •••• (15.11)
c À

A expressão (15.11) leva ao mesmo resultado que a fór-


mula de EULER usada com coeficiente de segurança igual a 4.

d) Vinculações das Barras

Para os diversos tipos de vinculação das barras, mos-


trados na Fig. 15.2, são fornecidos os diferentes valores dos
comprimentos de flambagem, usados para a determinação dos 'lndi-
ces de esbeltez.

p p
( I ~~[ ( ':
t
--+-- / -l-

,,
I
I
I i
i
I
I
I
•t
I
''
I
I

/
I
/
o

I
I I!
I
I
I
I
12
iiZ
,'
I
I
&-

I
I
I
I

CONTRA.VENTA.;::.
-o
I \ I MENTOS -.....~
I
I \ I ~

~NTO DEl\
\
\ i
\
I o
I
--r
INFLEXÃO
~-

(~d)

FIG. 15.2 -COMPRIMENTOS DE FLAMBAGEM


------- ..
LlS-.0

a) Cálculo das Características Geométricas

a.l) Posiçio do Centro de Gravidade da seçao transversal

-
Como a seçao transversal é simétrica em relaçio a dia-
gonal BD do quadrado (Fig. 15.3), tem-se:

24x24xl2- o 8
= = 12,38 em
24x24-

· San

l2,38cmi

24 em z

FJG. 15.3- SEÇÃO TRANSVERSAL

a.2) Cálculo dos momentos principais de inércia.

Como a diagonal BD é eixo de simetria, as direçÕes


dos eixos principais são paralelas às direçÕes das diagonais.
! importante notar-se que tanto para o círculo como
para o quadrado, o momento de inércia calculado em relaçio a
qualquer eixo que passa pelo centro de gravidade tem sempre o
mesmo valor.
LlS-6

z ----:
' o
a I 2
!
-~
z
\
:o
T
~

,_
:Y
a y
a o
---l 2 2 ~

FIG.I5.4- MOMENTO DE INÉRCIA

Isso pode ser demonstrado calculando-se J


z e
, J post~
y
riormente o valor de J- com o uso da expressão (13.4).
z
4 4
a a
J =- J =
z 12 y TI
2 2
J-z = J
y
cos a + J
z
sen a - J
yz
sen(2a)

4 4
a 2 2 a
J-z = rr<cos o.+sen a.) = TI( para qualquer valor de a)

- transverdal da barra em estudo,


Portanto, para a seçao
os momentos principais de inércia podem ser calculados da segui~

te forma (Fig. 15.3).

2
24x24 3 2 [ 7r•8 4 7r·8 2
J- = + 24x24x0 54 - - - - + - 4 - X 6,2 ]
y 12 ' 64

4
J-y = 25683 em

3 4
24x24 7í•8 4
J-z = = 27447 em
12 ~

De modo c;:ue

4 4
Jl = 27447 em = 25683 em

b) Cálculo da carga critica de flambagem

De acordo com a Fig. 15.2, para esta coluna, engastada


em sua base e livre na extremidade superior tem-se:
Ll5-7

ifi = 2i = 2x2000 = 4000cm

e p·ela expressao (15.3) obtêm-se:

2
1T x2100x25683
p
cr = p
c r = 33,27tf
4oo6 2
OBS.: A flambagem oco:rre segundo o eixo principal 2-2, que pos-
stii a menor rigidez i flexio e leva ao miximo valor de À.

À ~
max

a) Cilculo das Caracteristicas Geométricas

--.-I

I
1

6cm I ''
z
I

\1\ 'i E= 1300 !f/em2


Sem z· " ., ----+-

FI G.l5 .5 -SEÇÃO TRANSVERSAL E COMPRIMENTO DE FLAMBA•GEM

a.l) Centro de Gravidade

2(2x6x4)
= 2,0 C::I
2 (2x6) +2xl2

a.2) Momentos Principais de Inércia

Como a seçio possui simetria em relaçio ao eixo y, os


eixos y e z são os eixos principais de inércia.

2xl2
3 6 23 2 4
J
y
=
12
+ 2( ~
2 + 6x2x5 ) = 896 em
Ll5-8

2x6 3
12x2 3 +l2x2x2 2 +2(-yz- 2 4
J = +6x2x2 ) = 272 em
z 12

4 4
Jl :::- J y - 896 em em

Verifica-se claramente através da Fig. 15.5 que a se-


çao, em relaçio ao eixo z, possui a menor rigidez i flexio.

b) Calculo do coeficiente de segurança adotado

O valor de À - ocorre segundo o eixo principal m~nimo


max
e portanto

imin • lÁ• fi • 2,38 em

250
Àmax
- - - - . 105
2,38

De acordo com o diagrama fornecido de crf~ x À, para


'llalores de À > vale a hipérbole de EULER de modo que, pa
80
.-
ra À • 105 tem-se

2
--- 7T

s•À
•E
2

onde s é o coeficiente de segurança adotado, que pode ser calcu


- - 2-
lado verificando que para À = 80, a tensao crf~ vale 0,5 tf/cm .

- 0,5

• s = 4,0

c) Cal'culo da carga P f~ admissivel

Da expressio 15.3 obtem-se:

2 2
7T •E·S ;r xl300x48
2 2
S•À 4xl05

P'H = 13,9 tf
Ll5-9

JP=3ou
CORTE A-A

\
~-+I 2,
:y
I J/
L5"x5" x3/4"
1
I '' I
I /
/

\ I X
I
I /
'
X
: i~u= L ? ,, .
~-----
Af"-· .,.tA/
I . /

I 1/ " II ' '2


I Yl '

FIG. 15.6

a) Caracteristicas Geométricas

As caracteristicas geométricas necessárias i obtençio


do máximo valor permitido para ~. sio tiradas da tabela de peE
fi:s.

= i . = 2,46 em
mJ.n

2
S = 44,8 em

Usar-se-á apenas o valor de i


(i . ) J.i que a flamba-
2 m1n ·
gem desse pilar, se ocorrer, dar-se-i em relaçio ao eixo de me-
nor rigidez i flexio (eixo 2-2), pelo fato de que os comprimen-
tos de flambagem segundo os eixos 1-1 e 2-2 sio iguais.

b) Cálculo de ~

p 30000 2
(J = = = 669,64 kgf/cm
real s 44,8

Na procura do ! admissivel é imposto que esta tensio


sera igual ã tensio admissivel crf~ para esse aço (dada pela
NB-14 através das expressoes 15.7 e 15.8) tensio esta que é fun
ção do valor de À (À - ) •
max

À -
max l. •
= o.4o7 ~
Jlll.n
LlS-10

b.l) Admitindo À < 105 (NB-14)

2 2
crfi = 1200-0,023 À = 1200-0,023(0,407t) =
(aço comum)
= 1200 - 3 81 X 10- 3 t 2
'
2
Sendo c;f' = cr
"' real
= 669,64 kgf/cm resultam

i = 373,1 em

Àmax
- = 0,407 i • 0,407 X 373,1 -= 152

Como resultou um À > lOS, ê porque nao se usou a fÕrmu


la conveniente, devendo-se verificar a outra.

b.2) Admitindo À > 105

10363000 10363000
= =
2
= cr
real
= 669,64
À2 (0,407·0

i = 305,65 em = 3,06m

À = 0,407 X 305,65 = 124 > 105 -

Observe-se que para um i igual a 3,06 m, a tensao real


ê igual ã. tensão admissl:vel de flambagem. Este valor e bem menor
do que a tensão admissl:vel de compressão do aço comum, igual a
1400 kgf/cm 2 , nao
- ocorrendo de forma alguma risco de ruptura por
compressio simples.
Por outro lado, se a coluna for constitul:da com um com
primento maior que 3,06 m, verifica-se em (A) que a tensão ~fi
diminui, sendo ultrapassada pela tensão real, o que, em outras
palavras, significa que a carga 30 tf não pode mais ser aplicada,
havendo possibilidade de ruptura por perda de estabilidade ao
ser ultrapassada a faixa de segurança adotada pela NB-14.
LlS-11

r
!Sem

_j __ ~~~~;:.»1
t. -+ I
I

~·14m
Sem t~ --i?"#hW~WA +'75-7'"/7'
'
!
~,.,.. -t
Un •2 .t )
! Sem

FIG. 15. 7

O valor de P será obtido usando as fÕrmulas propostas


por TET~~JER para o ferro fundido (15.5), sendo necessário en-
contrar o valor de l relativo is caracter!stic~s geom~tricas
dessa coluna.
Como os comprimentos de flambag.em sao iguais, o maior
À serã o 1 , jã que o eixo 2-2 ~ o que possui a menor rigidez i
2
flexão.

2xl40xi2T6
{i;

.. À -
max
=
4115
•• •• (A)
vJ;
a) Posição do Centro de Grav~dade

= 12x6x6+6x6(-6) = 1 em
z = 12x6+18x6+6x6
o
c.G.
12x6x(-9)+6x6x(-6) = -4 em
- 216

b) Cálculo de J
02
3 2 2 2
12x6 + 12x6x5 + +6xl8xl + +6x6x7 •
12
4
= 6912 em
LlS-12

6x12 3 2 18x6 3 2 6x6 3 . 2


+6xl2x5 + +6x18x4 + l 2 + 6x6x2 =
12 12

4
- 4968 em

Jyz = 12x6x(-5)x5 + 6xl8x4x(-1)+6x6x(-2)x(-7) •


4
• - 1.728 em

Usando a expressão (13.5) obtêm-se

4
em

c) ·C:âlcul.o de F

Utilizando o valor de J na equaçao (A) obtém-se


2

À 4115
a
~~:;:::~; - 65 '41 < 80
V3s57 ,38'

Para À < 80 utiliza-se a expressao (15.5), obtendq-se

afl = 7760-120(65~41)+0,56(65,41) 2 - 2306,74 kgf/cm 2 -


- 2,31 tf/cm
2
->- Õfl = 2 ,4 31 = 0,58tf/cm
2

- - I
I
f
'
/

!IT=50°C
6
a= 2. x !Õ t"C f'

I
I I
I .9..= !Cfan
\
I

l
I
\
\
\

FI G.l5.~- LÂMINA DEFORMADA POR N


L15-13

f evidente que a passagem da corrente e~étri·ca sÓ ocor


rerá se o aumento de 50°C na temperatura provocar a instabilida-
de da lâmina de aço, que deformada, encostará em um dos termi-
nais.
Para que isso ocorra e. preciso que os esforços N que
a comprimem e surgem devido à indeslocabilidade d.os apoios, se-
jam no mínimo iguais ã carga crítica de flambagem.
Esses esforços normais podem ser obtidos através da se
guinte equação de compatibilidade de deslocamentos.

Ai (temperatura) - Ai (N) = O

ou seja

Sendo

(J • =
crJ.t

resulta

(A)

No cálculo da tensao crítica não se usou coeficiente


de segurança, uma vez que se estã procurando a carga que provo-
ca a flambagem da lâmina.
Como b < a, a perda de estabilidade ocorrera por de-
formação do eixo y-y, sendo

iH = i = 10 em
y-y
3 3 b3
a b 0,5·b
;:J-
y - -u- = 12

24

J.y -VTf- Yz4x~:S•b - 112 6


L15-l4

t 10 /TI
Ày - ~
Àmax = -.- m
~ b
y

Utilizando, este valor de À ~ em (A) obtém...,se


max

2 2
• 1T 1T
a.t.T· = -6
2xl0 x50

b < O, 11 em

ELEVAÇÃO
!>LANTA

r faixa de
2m influência
feixe de
de 1 escore
2m influ.ência da em eleva-
escora em
_!Õ~ - - -
pia nta.
2m
! 3,0m

2m
200kgf
mZ
jz.o m

' ,, ---
FIG. 15.9. a- V ALA EM PLAl•ITA FIG. 15.9.b- DIA.GRAMA· ASSUMIDO DE
E ELEVAÇÃO PRESSÕES

Obtido o esforço normal que solicita uma determinada


escora, escolher-se-i o perfil disponivel (6xl2 ou 6xl6cm) que
suporte tal esforço sem permitir sua ruptura nem por compressao -
simples nem por perda de estabilidade.

a) Esfor<;o em ,;ma escora genérica

De cada lado da vala, o terreno transmite ao escoramen


to o car:regamento mostrado na Fig. 15. 9. b, o qual se estende ao
longo do comprimento da vala. Com base nas faixas de influência
de cada -escora, mostradas em planta e elevação conclui-se que
LlS-15

N = (2 ,Ox200 + 3,0 X 200)x2,0 = 1600 kgf


2
retângulo
triângulo

b) Análise dos Perfis Disponl:veis

ifi = i (articulada nas 2 extremida


des)

z ·/' i .
m1·n
---- z h

À - = 2. !TI
= 200 1TI M 692,82
ma!><: b b b
b

FIG. 15.10 = 1,924ff= 1,924


, r;;:;;;; =
À0
v~
(peroba c
rosa)

b.1) Seção 6 x 12

À •
69
!• 82 = 115,47 > À
0
(peça longa)

pfi • crfi • S • 17,45 X 6 X 12 = 1256 kgf < N = 1600kgf

Como esta carga ê menor do que o esforço que c:ada esco


ra recebe, concluímos que esse perfil não pode ser usado.

b.2) Seção (6 x 16)

À • 115,47 > À (peça longa)


0
2
crfi = 17,45 kgf/cm

Pfi = 17,45x6xl6 = 1675 kgf > N = 1600 kgf


Ll5-l6

Este resultado significa que o esforço recebido por c~

da escora e menor do que a carga admissivel pf~' não ocorrendo


perda de estabilidade com um coeficiente de segurança igual a 4

que constitui a faixa de segurança adotada pela NB-11.

1 2
E=200U/em
\
\ 4 em
\
\ .,. hipérbole de
--------- ~
EULER(s=2l

__._
'
I '
I j2cm
+-----s=-o::-_-,:),..=-:-:lo=-o=------- I. ~~~~~~~~-+-

I ; I , ,

lz_lz '4cm~-·'-t-·
-+-'--r-- , . _ . _
' I I
~---

FIG. 15.11- DIAGRAMA õ'f1, x À e AREA DA BARRA

Para qualquer material pode-se traçar a curva ;fl"À.


Para valores de À acima de um certo limite (neste caso para
À> 100), as tensÕes são menores que as tensoes de proporcional!:
dade, valendo portanto a fÓrmula de EULER. Para valores de À me-
nores que este limite, o gráfico tem uma forma o~tida através de
ensaios experimentais nos quais ocorre a flambagem plástica.

a) Equação da Parábola (flambagem plástica)

a.l) CondiçÕes de Contorno

I) para À = O -+

2
c = 0,8 tf/cm
115-17

~2, 2
Ã. = l.CO -> = o, OO (EULER) = c_'z= T
:o o
- /2À
coe:ic.de
seguranç2.

' '

'''

:t
ff =4
à E ~~
O,!l " Hl ..
10=~

ê 1om iaae ~ êqua;ie da parlbo1a.

s .. 60 C:ll!

2 2
a!& • (·D,7x1D- 4 )CSD) • D,B • 0,352 tf/cm
(À.,BO)

if& • af · s • 0,352 x 60 • 21,12 tf

a) Gráfico de P x ~l

Com a carga P crescendo de zero ate a iminência de o-


correr a flambagem, o deslocamento horizontal ~l do ponto C se-
gue a lei de Hooke, ou seja
LlS-18

Quando a carga P atinge o valor P . , o deslocamento


cr1t.

p . ..!.
cr1t
•• • • (A)
E.s
p.
cn.t
=ES
i
- · t .1

Sendo ifi = i, - (A)


o uso da expressão (15.3) na equaçao
leva a

Para a seçao transversal circular de diimetro d,

J =

e portant:o
Tf 2 • d2
t. l =
16. i

- -
Voltando a equaçao (A) com o valor conhecido de t- 1
obtém-se

p • =
crl:t.

FIG. 15. 12- DIAGRAMA DE p X LI,


LI5-19

Note-se que apos a carga P atingir o valor de P . ,


c r~ t.
teorics.ment:e o deslocamento 6 1 tende. a um .valor infir.ito.

b) Gráfico de P x L
2

Como a carga P e· aplicada no centro de gravidade da


seção, a barra ÃC fica sujei.ta .apenas.a tensoes normais unifor-
memente dist:ribuidas na seçã6, de modo que para P variando de
zero até P . , o ponto B não sofre nenhum deslocamento ver-
crl.t.
tical.
Para valores de P superiores a P . , a barra Ja
cr~t.
perde a estabilidade lateral ·e o deslocamento t.
2
ê indetermin!:
do, o que aliás é caracteristiio dos problemas de flambagem.

-r---------------------------------A2
FIG. 15.13- DIAGRAMA DE P x62
Ll5-20

a) Cãlcul·~ das Caracteristicas Geométricas

a.l) Posição do Centro de Gravidade


16 em
I
--+---
'

1
Sem
'
I
5,5cm --+---

5,5c~~-- Yo l1scm
I i

l I '
'
[
!
I ···-.-+-----
12,5
~-
I
.......-·----
' y (-J-2,5cm
6cm I FIG. 15.14- SECÃO TRANSVERSAL
'
·6xl6x5
z =
2x6xl6
= 2,5 em
o
C.G.

6xl6xll
Yo = = 5,5 em
2x6xl6
C.G.

a.2) Momentos Principais de Inércia

Dada a simetria da seção transversal, há necessidade


de calcular os valores de J , J e J ~ através dos quais, na
z y yz . .
expressao (13.5), se calcularão os momen~os pri~cipais de inir-
c ia.
3 . 2 16x6 3 2 4
J
y = 6xl6
12
+6xl6x2,5 +
12
+6x16x2,5 = 3536 em

6x16
3 2 16x6 3 2 4
J
z
=
12
+6xl6x5,5 +
12
+6xl6x5,5 = 8144 em

...'
J = 16x6x(-2,5)x(-5,5)+16x6x2,5x5,5 = 2640 ém
yz

8144+3536
±
2
Ll5-21

.. Jl = 9344 em
4
.. J2 "'2336 em
4

b) Cilculo da carga P admissivel para o caso I

De acordo com a NB-11, o valor de A e calculado pela


o
expressao (15.9), ou seja

À
o
= 1 924, r;:;;:=
. v~ 64 (peroba rosa)

Para o caso I, conforme Fig. 15.2

400
= - - em
12
A flambagem irá ocorrer segundo o eixo principal mini-
mo, que corresponde ao miximo valor de À •

. • ,;2336.
l.min 192: = 3,49 em

400

=
12 = 81,09
Àmax
- 3,49

Pela NB-11, essa coluna que possui um À = 81,09 > À0 =


= 64 ê classificada como peça longa. Usando a expressão (15.11)
obtêm-se

2 À 2
- - (J (~)
3 c À

2
35,34 kgf/cm

OBS.: A fÓrmula de EULER com coeficiente de segurança


4 fornece, praticamente, o mesmo resultado que
a expressão (15.11).

p
I
= (Jfi •S = 35,34 x 192 = 6786 kgf
I

c) Calculo da carga P admissivel para o caso II

Para este caso admite-se que o contraventamento, colo


cado a meia altura da coluna, impede o deslocamento do ponto mê-
LlS-22

dio em todas as direções do plano yz.


Dessa forma, o comprimento de flambagem vale:

.tu = tH = 200 em
X y

200
À
max
=
3,49 = 57,31 < À
o
(peça intermediária)

Como À = 57' 31 < À - (15 .lO),


= 64' pela NB-11, expressao
o
tem-se

crf• = 85 [ 1-
"'
l3 ( 5764-40
31 40
• - )
..
j = 64,56 kgf/cm
2

PII • 64,56 x ~92 = 12396 kgf

No esquema I (Fig. 15.15) procura-se uma carga N de


traçao, que aplicada na extremidade superior da barra permita
q~e esta extremidade encoste no apoio A, deslocando toda a bar-
ra de 0,1 em.

i 4,5m
I

~-L I 1,3m

FIG.I5.15-ESOUEMA I

2 2
rrxcjl rrx4
·s = - 4 - = -r;- = 4rr

N.t N•(450+130)
õ.t = ES = O,l = 2100.(4rr)

N = 4,55 tf
Ll5-23

Feita esta ligação passa-se ao esquem·a II, mostrado na


Fig. 15.16, no qual a resultante axial 2P é.aplicada a barra ao
nível do apoio móvel B. Sendo esta fas·e .hiperes·tãtica, devem-se
procu~ar as parcelas dessa carga qu~ se distiibuem para os tre-
chos AB e BC, o que i feito utilizando~~e equaç~es de equilíbrio
e compatibilidade de deslocamentos.
Posteriormente, encontradas
A essas parcelas, procurar-se-
-
-ao as resultante~ de e•for-
ços normais sobre a barrá,
levando em conta a carga N
aplicada a mesma no esquema
I •

.
A---
tNA
8
J
. !-

FIG. 15.16-ESOUEMA .lL

4.5m

( 8

c
-----
(
-
11.3 m :r-;:

Nsc

f Nsc
FIG. 15.17- DIAGRAMA DE N NA FASE HIPERESTA.TICA

a) Equação de EquilÍbrio

(A)

b) Equação.de Compatibilidade de Deslocamentos

O deslocamento longitudinal do trecho ÃB deve ser ~­


gual ao do trecho BC.
Ll5-24

NBc'l30
=
E S

( B)

Utilizando (B) em (A) obtêm-se

NBC = 1,552 ~ (força que comprime o trecho BC)

NAB = 0,448 ~ (força que traciona o trecho AB)

N=4.55 tf 0,448 p 14,55 + 0,448 P I


A

+
11,552P- 4,551

B
1,552P ~

c
1 esquema 1 I (esquema II l (resultante)

FI G. 15. 18- DIAGRAMAS DE N (ESQUEMAS I. TI e resultante )

c) Cálculo de ~

c.l) Trecho AB

NAB = 4,55 + 0,448 P (traçao)

N
- AB- <
_ -
cr = 1,2 tf/cm 2
5

(4, 55+0, 448 ~)


< 1,2

~ < 23' 5 tf

c.2) Trecho BC

NBC = 1,552 ~- 4,55


Ll5-25

Se esta carga for de compressio, hi necessidade de ve-


rificar a possibilidade de flambagem, sendo

R-BC 4xl30
À g
= 130 > 105
i 4

10363000 10363000 2 2
=
2
= 613,2 kgf/cm = 0,613 tf/cm
À2 (130)

NBC = 1,552 P - 4,55 S (0,613)4rr = 7,706


-
p<- 7 '9 tf

Se NBC for de traçao,, o cilculo de~ leva a um valor


negativo, contririo ao sentido aplicado, nio sendo por isso con-
siderado.

Resposta: ~ = 7,9 tf

A carga q (uniformemente d.istribul:da) deve ser cietermi


nada de modo que todas as partes da estrutura fiquem solicitadas
no máximo por tensÕes admissíveis.

a) EquaçÕes de Compatibilidade de Deslocamentos

Utilizando a simet.ria das barras BD e DE conclui-se


que esta estrutura e duas vezes hiperestitica, havendo portan-
to necessidade de duas equaçÕes de compatibilidade de desloca-
mentos, alem das equaçÕes de equill:brio. Sejam

v = deslocamento vertical do ponto B da viga


B

iltBC = deslocamento longitudinal d.a b.ar.r.a BC


115-26

ôi
B
= deslocamento vertical do ponto B devido a defor-
mação longitudinal das barras BD e BE.

Haveri compatibilidade de deslocamentos quando

l
A ~ ~u.l ~1 1 ~1 1=1 1 ; !; 1 1
!;!;i;illll=m/;;!;;1111=111=111!;!;1;1111=111::;;111:;,;:!
ot Fs'
11:;,;:111=1
11

. t F2
r2 B _J_
40cm
D E

30 l3o em
300
_ _, __ _ _ _ __em
_ _ _ _ ------+-·-

FIG. 15.19- ESQUEMA ESTÁTICO

4 (F +F)·300 3 F ·50
91'300 1 2 1
8x2100x5140 3x2100x5140 = 7f 2
2100•t;•l

(196984) q- (1814,7) F -
1
(1751) F
2
= O •• •• (A)

Da Fig. 15.20 pode-se concluir que

·..

ou seja
LLS-27

4 FBD·50
(-) = • •· • • (B)
5 2
2100·1[~ 2
.

J F2
-+-8
.
'
lõ..i i

I140cm
o

5\BD • FsE

E Feo= FaE

:soem
l FIG. 15. 20

b) EquaçÕes de Equil~brio

Alim dessas equações de compatibilidade de deslocamen-


tos, po.dem-se escrever as seguintes equações de equil~brio

Substituindo-se FBD em (B) obtim-se

.. • • (C)

Da solução do sistema de equaçÕes (A) e (C) resultam

F2 - 93.56 q l'
e com isso
Fl - 18,27 q

FBD = 58,48 q
IJ . .. . (D)
Ll5-28

c) Cálculo de.. q adm:issi:vel· em função da perda de estabilidade


das barras BD e BE

.tf.l!. - - .t 50 em

i
-- -- -
d
4
2
4
o,s em

À
-·--- 50
0,5
100

Pela NB-14 para À< 105 tem-se

2 2
of.t • 1200-0,023(100) • 970 kgf/cm

2
-3x 1!·2
FBD • FBE • 970 x lo --
4- • 3,047 tf

Utilizando este valor na equaçao D resulta

58,48 q • 3,047 q • 0,0521 tf/cm

q = 5,21 tf/m

-
d) cãlcul<J de q em função da resistência da barra BC

.O
- 1,2 =
Fl
5
BC
1,2 =
l8,27·q
1T
4
q = 0,0516 tf/cm

q c 5,16 tf/m

-
e) cãlcul<J de q em função da resistência a flexão da viga AB

A ~111111111111111 pfu;:llllllllllll '

t F1+ F2 : (1'11,83 lq
j 300 em -+---
FIG. 15.21- VIGA AB
Ll5-29

O miximo momento fletor atuante na viga AB vale:

300
- - q•300· --2- - 111,83 q • 300
Mmax

max • 11.451 q
M -

Mmax
-
l >2 11451 q
-w- = 405

.. q • 0,0424 tf/cm

q • 4,24 tf/m

f) Resposta: o valor admissivel de q seri o menor dos tris valo-


res encontrados, ou ~eja:

q• 4,24 tf/m

a) Cilculo dos momentos principais de inércia

Como os eixos x e y sio de simetria, suas direç;es


sao as principais.

J
X - 9xl2 3
12 12
3
2 (1,5x6 ) = 1242,0 em 4

J
y - 12
3 3
Z(3x9 ) + 6x6 = 472,5 em 4
---u-
A coluna de 12m de comprimento e contraventada de for-
ma diferente segundo as duas direç;es principais, sendo por isso
necessário calcular-se o valor dos indices de esbeltez À segundo
essas duas direç;es. O maior valor entre os dois indicará o eixo
segundo o qual a coluna estari sujeita a perder sua estabilidade.
Sabe-se portanto que
4
J = 1242,0 em 4 J2 = 472,5 em
1
Ll5-30

Dizer que na direção do eixo y (eixo 2 ) a coluna es-


ti contrav~ntada ao meio, equivale a dizer que o comprimento de
flambagem. em· relação ao eixo x (eixo 1 ) vale

1200
• =-600 em
2

ji que o travamento segundo y impede o deslocamento na direção x.


Analogame,ilte conclui-se que

1200
i u • - 4 - • 300 em
2

1- I
I
1---
.eftI
[ifi2

ln2
o
o
"'
I; ' .
IR.ft
: 2
].Q
' tt, ·-.i lu
' 2
-+- ~-

(SITUAÇÃO I) I SITUAÇÃO TI)


FIG. 15.22- COMPRIMENTO DE FLAMBAGEM.

il • fis =
v'1242 ·
90
• 3,715 em


i2 =
-~
s =
v' 472,5
90
= 2,291 em

Àl .. 600
3. 715
= 161,5
300
À2 = 2,290 = 131,0

Como À
2
e
o maior valor, sera mais provável a perda
de estabilidade segundo o eixo (situação I da Fig. 15.22).0
c) Cálculo da carga P admissrvel
L15-31

Pela NB-11 ::em.-se

À
o = 1, 924 V94250
.85
' = 64 (peroba rosa)

Sendo Àl = 161,5 > ).


0
resulta

2
= 8,9 kgf/cm

P = crf~ · s = 8,9 x 90 = 801 kgf

Para d-imensionar-se a barra AB e necessário determinar


qual o valor da carga N que a solicita.
1
o o

A o-----------cic~---------os

tN2=4.P ~ 2. p

FJG." 15.23- ESQUEMA ESTA,TICO

O equilibrio de forças verticais na viga l~va ao esqu~


ma estático da Fig. 15.23, na qual se observa que o valor de N
1
é proporcional ã carga P aplicada. Como a viga AC é rigida, o va
lor de P
é calculado em função da máxima carga admissível N2 que
pode ser aplicada na coluna CD, sem que esta tenha sua estabili
dade ameaçada.

a) Cálculo da carga admissível N2

A seção da coluna CD é quadrada, de modo que o momento


de inércia principal vale:·

J - 108 em
4 i = VW = 1 , 732 em

A coluna CD e-engastada em De livre em C, onde se a-


poia a viga AC através de um apoio móvel.
L15-3 2

300
ifi = 2 x 150 = 300 em À =
1,732
= 173,2

De acordo com a ~B-14, para

À • 173,2 > 105 tem-se:

10363000 = 345,45 kgf/cm


2
2
(173,2)
N = Õ
2 H
• S = 345,45 X 36 = 12436 kgf

b) Dimensionamento da barra AB

Sendo N2 • 12.436 kgf tem-se:

p = 3109 kgf

e conseq·uentemente

N = 6218 kgf
1
- -
Como a barra AB e de aço (cr = 1200 kgf/cm 2 ), com seçao
-

transversal circular de diâmetro d, tem-se:

6218
1200 = --2 d = 2,57 em
'IT·d
-z;-

6 em

2000=cr8
-
'
zcm
1600=C"p

I Gemi
I ( se;:õo)
~trecho elástico
_/I
• 2
E: 2 X 10 Kgf/cm

-f---~~------------~- e ---- __._


2cm: s =2

FlG. 15.24- DiAGRAMA TENSÃO ,


DEFORMACÃO ( cr x e )
LlS-33

a) Traçado do Diagrama crH,~

Sabe-se que esse .material trabalha em regime elástico


2
ate alcançar a tensão de 1600 kgf/cm , que e sua tensão de pro-
porcionalidade.
Assim sendo, essa tensao i um valor limite para. a te~

sao crítica obtida pela fÕrmula de J:ULER, ã qual corresponde um


ÀE a partir do qual essa fÓrmula torna-se válida.

2" 2 6
7r x2xl0
cr
cr
7r -
= - - = = 1600
À2 À2
E E

Sabendo-se que somente começa a haver flambagem plásti-


ca a partir de um ÀP • 50, com relação of
x À linear, e que a
2
partir de ÀE • 111 vale a hiperbole de EULER, pode-se traçar e
diagrama crf x À mosttado na Fig. 15.25.
2
r--- À ::: 111 (os O'p )

\
20001-:--------,...._ I
I hipérbole de EULER .
I
1600 ----+----- (regime elástico l
1 I I
I
I
I

--+---__L__...J__-7,--:--· ----- À
~=50 À=SO i À( 111
I
'----
FIG. 15.25- DIAGRAMA

b) Cálculo de P para À = 80

A equação da reta co~respondente a flambagem plástica e

a qual obedece as seguintes condiçÕes de contorno:


LlS-34

2
b.l) par•a À .: 50 = a e = 2000 kgf/cm

2000 = 50 a + b •••• (A)

2
b.2) para À = 111 ~ aF" = a = 1600 kgf/cm
-" p

1600 = 111 • a + b {B)

O sistema de equaçÕes (A) e (B) tem solução

a = -6,56 b • 2328

e portanto

af1, e -6,56 À + 2328

Para À • 80 e sendo 2 o coeficiente de segurança, ob-


tem-se

(-6,56x80+2328){6x2+4x2) • 18032 kgf


P
80 =a u 80· S • 2

p80 - 18 032 kgf

1>15/40 J

~!-......,..------- _N 11,25
i
I

fm
I
- I
I
po
r--
+ 110,0 em

-t- 2 =ISO em _L - ' _lA


,-- --- 2,5em
:S,9~t--
I
-- ---
-
~:-G. 10,0 em

- I -
r I
I
I
I
I I I I 2,5 em

I I
I I I I :
-T~.o '2J ·- IO,oem--tt-;]..,--s,o_.1_ _

FIG.-15.26- ESFOR70 E SEÇÃO TRANSVERSAL


Ll5-35

a) CaracterÍsticas Geométricas

a.l) Posição do Centro de Gravidade

~S.y .
~ 1 01 2,5x25x(-l2,5)
v. o = =
L si 2,5x25+2x2,5x22,5+2,5xl0 =
C.G.

781,25
= -
200 = -3,91 em

a.2) ~~~~~~~y----z
Cálculo de J e J

3
2,5xl03
3
= 2,5x25 + 2 (
22,5x2,5 2
+ 2,5x22,5x6,25 )
12 12 + 12

4
J
y
- 7916,67 em

3
25x2,5 2 l0x2,5 3 +Z(2,5x22,5 3
J = +25x2,5x8,59 + +
z 12 12 12
2
+ 2,5 X 22,5 X 3,91

4
J • 11 110,31 cm
z

b) Cálculo de K admissível

b.l) N > O (tração)

Se esta carga, que ê aplicada no ponto A, for transla-


dada para o Centro de Gravidade, criará um momento fletor M que
z
junto ao prÕprio valor de N, constituirão os esforços solicitan-
-
tes na seçao.

~ = N · e = 3,91 N
z y

15,16cm

FIG. 15 . 27
LlS-36

- mostradas
As tensoes provocadas por es.tes esforços sao
D<~:F.:i,g, 15.Z7~ sendo máximos os. seus valores de tração e compre~
sã;o, ·respectivamente nas bo-rdas superior e inferior.

b.l.l) Borda Superior


(+) N1 3,91 Nl 2
o = 200 + 11110,31 • (11,25+3,91) < ot = 200 kgf/cm

N < 19,35 tf
1

b.l,2) Borda Inferior


N 3,91 N
2 2 <- 2
200 - nuo,31 <9 • 84 > I -Ci c = 85 kgf/cm

N" 2 < 55,30 tf

Esses resultados mostram que se N e de traçao, seu rna-


ximo valor deverá ser igual a 19,35 tf.

b.2) N < O (compressão)

-
Esta carga de compressao, aplicada no Centro de Gravi-
dade, poderá provocar perda de. estabilidade da barra.

À0 = 1,924 ~= 1,924 ~= 64,07


c

i .
m1.n
= i
y =~= 7916,67
200
= 6,292 em

~fQ. 2·~ 2xl80 -


Àmax
- =
i .
= -.-- =
l. .
6,292 = 57,22
mJ..n m1.n

(peça intermediária)

.!.cÀ-40
3·À -40
>] = 85 [ 1 _ .!.c57 ,22-40>] =
3 64,07-40
o
2
= 64,73 kgf/cm

N:::;of~ • S = 64,73 x 200 = 1.2946 kgf = 12,95 tf (çom-


pressio)
LlS-37

I
I
e _.9-_
li
I
f {n+ I) I
'
! \
\i
'
-~--

FIG. 15.28

Se os contraventamentos não fossem colocados ao lor.f.o


do comprimento da barra, evidentemente oco~reria flambagem ec
torno do eixo y, já que iy i menor que iz e portanto Ày resulta
ria maior que À •
z
O objetivo da coloc~ção desses ~ travamentos laterais
i justamente fazer com que À
. y
e Àz sejam iguais. o que faz a
barra possuir a mesma segurança contra a flambagem. segundo es-
sas duas direçÕes principais. Quando isso ocorre, está-se apro-
veitando ao máximo o material empregado e a carga P transmitióa
é a máxima possível.
~ 9.
z
À = À J..= i
(A)
y z i
z
y

ou ainda

~
z
=

onde ~ e ~ são respectivamente as distâncias entre os pontos


y z
que impedem o deslocamento dos eixos y e z.

b
J ~ =
y
y ITI
h
i =
z ITI

-
Utilizando-se a equaçao (A) com os valores encontrados
che.ga~se a

i
n+l i
=
b h
ITI ITI
e portanto

n - h -1
b

Utilizando_ este número de contraventamentos, a máxima


~

carga P e obtida por

onde ofi ê função de À.

i !TI
À = Ày = Àz -
h

Para À < 105,

Para À > 105,

10363000
0H = À

i 2
Admitindo uma relação h = 30 e S = 15 em resultam

À = 104

2 2
ofi = 1200-0,023(104) = 951,23 kgf/cm

P = 951,23 X 15 • 14268,5 kgf = 14,27 tf -


Ll5-39

a) Cálculo dos momentos principais de inércia

Como a seçao é duplamente simétrica, pode-se concluir


que
3 3
_ 2 (2,5x2 )+ 2 (2x2,5 +2x2,5x3,75 2 )]
[ 12 12

4
em

b) cálculo do Índice de esbeltez À

2
s = 100 -(4x2x2,5)• 80 em

i • ,;-;-' = /684,17·. 2,924 em


v~ 80

Como a coluna i articulada nas duas extremidades,

250
À = 2,924 = 85,5

De acordo com o intervalo de variaçio de À que foi fo~


necido (regime plástico) pode-se concluir que para À = 85,5 (maior
que 64), a coluna deverá trabalhar em regime elástico, no qual va-
le a fÓrmula de EULER com coeficiente de segurança igual a 4.

c) Cálculo do valor do mÓdulo de elasticidade E da liga de


alumínio

Pelos dados fornecidos, a flambagem no reg~me plástico


ocorre para

18,5 < À < 64

2
valendo crfi • 3150-22À (em kgf/cm )
Ll5-41l

A flambagem elástica, para a qual e valida a fÕrmula


de EULER, deverá pois valer para valores de À 2:: 64 de modo que

Para À = 64 .tem-se:

3150 -(22 X

.. E = 722950 kgf/cm
2

d) Cálculo da carga axial admissível P

Para À a 85,5 tem-se

2
• 244 kgf/cm

P • 244 X 80 • 19521 kgf

A carga P admiss!vel a ser calculada deve ser tal que


tanto nas vigas AB e IlC, como na coluna BC, as tensÕes normais cr
sejam iguais ou menores que a admiss!vel (1,2 tf/cm 2 ).

a) Cálculo da força na barra BC


a.l) Equação de Compatibilidade de deslocamentos

r stt
F
VIGA I

IM9-
12 ll 24


F
e
;-BAUASC

c
Joocm I ci=:S.&cm) 2oocm

F'
l
f soo cn>

FIG..IS.29 .. c -ESQUEMA
. I
ESTAnCO
F
C VIGAD:
8Jt2
(.VIGA CO l

FIG.IS:29.b.;.SECÕE$ DAS BARRAS



LlS-41

Sendo

vB • deslocamneto vertical do ponto B

vC = deslocamento vertical do ponto c


~iBC • deformação axial da barra BC

e válido escrever:

VB - t:.i = vc (A)

VB - (P-F) i
3·E·J
I
1

c -
F • J!,II
v
3·E·JII

t:.i • F·200
BC E·SBC

onde
3
12x24 4
J
I
= 12 = 13824 em

3
J r r=
8x24
12 - 9216 em
4

7T•3 6 2
s = 4' - 10,18 em
2

Utilizando esses valores na equaçao (A) obtêm-se

(P-F) ·300 3 F•200 F·300


3
=
3xl3824 10,18 3x9216

.·.F=0,395P (A)

b) Cálculo de P em função da perda de estabilidade da barra BC

Sendo a barra BC articulada nas extremidades e possui~


-
do seçao transversal circular, com d = 3,6 em tem-se:

1
3,6
• = d = - -- • o, 9 em
4 4
Ll5-42

~ 200
À=-:-= -- c 222,2 em
~ 0,9

Pela NB-14, para À > 105 resulta

10363000 = 2·09,9 kgf/cm 2


2
(222,2)

e portanto

F • 209,9 x 10,18 = 2137 kgf

Substituindo-se o valor de F em (A) resulta:

p - 5410 kgf

c) Cálculo de P em função da resistência a flexão das vigas

c .1) Viga AB

O momento fletor máximo que solicita a viga ÃB e:

M-
max
= (P-F)•300 c (0,605•P) 300

cr = 12oo- <0 • 605 ·P>· 300 c12> = o,l576 •


13824

p - 7617 kgf

c.2) Viga CD

M -
max
= 300 • F = 118,5 · P

1200 = 118 • 5 ·P(l2) = 0,1543 P


9216

p = 7777 kgf

d) Resposta: O valor de P admissrvel e o menor entre os três cal


culados,
'
p = 5410 kgf

Com a finalidade de ilustrar a resoluçiç deste exerci-


Ll5-43

cio, e apresentado a seguir um gráfico que mostra a variação das


cargas

pl - carga que solicita a barra BC

p2 = carga que solicita a viga AB

p3 = carga que solicita a viga DC

em função da variação do diâmetro da barra BC.


A utilidade deste gráfico visa uma possivel otimização
do diâmetro da barra BC, o que ocorre (conforme mostrado no grã-
fico) para um diâmetro ~ próximo de 4 em.
Para um diâmetro prÓximo de 4 em todas as partes da es
trutura ficam prãticamente solicitadas pela mesma carga P. As
cargas P , P e P são obtidas resolvendo-se o problema em fun-
1 2 3
ção do diâmetro d •
-
2 4
pl - 4,96 d + 31,8 d

d2
p .. 1797 ,12+11520
2 2
0,39+1,5 d

p .. 1198,08 + 7680
3 d2

P(kqf)

zo.ooo~--- ·1
'
,•. 000~-----~-----~-----~------~--f-~

i
'

o /4 5 d(cm)
'·d =3,92
AG. 15.30- DIAGRAMA Px d
LlS-44

a) Cálculo dos momentos principais de inércia da seção transver-


sal da viga prismática e da escora metálica

Como a seção e duplamente s~métrica tem-se:

3 3
6xl8 _ 2 (2xl5 ) = 17 91 em 4
12 12

3 3
32
= 2 (l,Sx6 )+ 15x2 = 64 em
4
12 12

b) Cálculo da carga P sem a escora

Pd. P•400
Mmax
- = -4- = = 100 • p
4
Emax
-
a = 1200 = v -
"'max
Jl

1200 = i~~~P' (9) p = 2388 kgf

c) Cálculo da carga P com a escora

~ I
~ -~

(escoro 1 4m
I
I
I
---+--
1

FIG. 15. ~1- VIGA E ESCORA

Para determinar o valor da carga P usar-se-a uma equ~


-
çao de compatibilidade de deslocamentos, obtida igualando o de~

locamento vertical vc da viga ao deslocamento longitudinal tt


da escora.
Ll5-45

Sendo:

llt = R·400
E•S
3
(P-R)·400
v - 48·E·Jl

e válido escrever

3
R·400 .= (P-R)•400
E-48 48.E.l791

R ,;. 0,989 P

Como a escora recebe quase toda a carga, torna-se evi


~ .
dente que nesta estrutura a poss~vel perda de estabilidade da
escora deverá ocorrer ben antes da viga atingir tens~es normais
prÓximas da admissível.
l'or isso, o cálculo da carga P sera feito em função da
flambagem da escora e em seguida, baseando-se no valor calculado
no item b, será verificada a resistincia da viga.
Para a escora tem-se:

imin =fi= #. = 1,155 em

400
À = 4155 = 346,3 > 105

Como À > 105 tem-se:

2
7T •E
"u. = --2-
À

e com coeficiente de segurança igual a 3 resulta.

2•E 2 2
7T 7T ·2100000 = 57,6 kgf/cm
= 3·À 2 = 2
3. (346,3)

R= crft · s = 57,6 x 48 ~ 2765 kgf

2765
-p = 0,989 = 2796 kgf
115-46

De acordo com a Fig~ 15.31. v~rifica-se que (P-R) e a


carga que solicita a viga a flexão•.

(P-IR) = 30,8 kg!

Como a viga pode ficar solicitada por até 2388 kgf con l'
"1 ..
clui-se, que neste caso o valor de P será

P = R + 30,8 = 2765 + 30,8 ~ 2795,8 kgf

Na viga solicitada por 30,8 kgf, a máxima tensao normal


~

ser a

M~ = 30 • 8 X 400 = 3080 kgf·cm


max 4

2
CJ ~
max
=
3080 (9) = 15,48 kgf/cm 2
1791
« CJ = 1200 kgf/cm

d) cãlcullo do deslocamento vertical v do ponto C


c

- de compatibilidade tem-se:
De acordo com a equaçao

vc = /:,'}, = JR•40"0
E·S

2765x400
vc = 2100000x-48 = O,Oll em
I~ f(j
Ll6-l

CÁLCULO DE DESLOCAMENTOS

1. EN~GIA ~E DEFORMAÇÃO

1.1 - Definição

Em uma e.strutura elástica, deformada por uma carga gen~


rica, a Energia de Deformação ê o trabalho executado pe1: essa caE_
ga durante a deformação por ela provocada, deformação essa compa-
tível com os víneulos existentes.

1.2 - Cálculo da Energia de Deformação

1.2.1 - Atravês das Tensões e DeformaçÕes

Em um elemento de volume, deformado por um estado tri-


plo de tensões, a Energia de Deformação ê dada por

u • 2 x Ex +cr y E y +a z &z +T xy y xy +T xz y xz +T yz y yz
l(cr J dx•dy·dz •••• (16.1)

e a Energia Específica de Deformação e definida por

u = dU
dV , sendo dV = dx • dy • dz

No caso particular em que o elemento e recortado segun-


do suas direçÕes principais, tem-se:

(16 .2)

Quando se tratar de um elemento sujeito a.um estado pl!


no de tensoes, o cálculo da Energia EspecÍfica de Deformação e
feito atravês de

1 (16.3)
u - 2 [ cr X e: X +cr y Ey
1.16-2

1.2.2 - Através dos Esforços Solicitantes

A Energia de Deformação acumulada em uma estrutura su-


jeita aos esforços solicitantes M, N, Q e Mt ê dada por

,.,2
+ ~ + dx (16. 4)
GS

onde x ê uma abeissa axia.l das barras componentes dessa estrtura


e c e um fator de correção do cálculo da tensão de cisalhamento.

2. TEOREMA DE MAXWELL

Em uma estrutura elástica, carregada por cargas unitá-


rias virtuais (podem ser forças e momentos), o deslocamento que
ocorre no ponto i, provocado pela carga unitária aplicada no po~

to k (Ôik) e igual ao deslocamento que ocorre no ponto k, provo-


cado pela carga unitária aplicada no ponto i (ôki).
~ais deslocamentos que podem ser translaçÕes ou rota
çÕes ocorrem, respectivamente, na direção e .no plano das cargas
virtuais.

(16. 5)

FlG. 16. l - TEOREMA DE MAXWEL-L EM VIGAS

3. TEOREMA DE CASTIGLIANO

A derivada parcial da Energia dé Deformação de uma es-


trutura elástica, com relação a uma certa carga Pk' aplicada em
um ponto k dessa estrutura, e igual ao deslocamento elástico vk'
que ocorre na direção dessa carga.
Ll6-3

Em termos de esforços solicitantes, a derivada parcial


da Energia de Deformação é dada por

au
a Pk = v
k
=
1 estr.
(NN + HM + cQQ
ES EJ G5 dx (16.6)

onde N, M, Q e Mt são respectivamente, funções que repr,e sentam os


esforços solicitantes provocados na estrutura por uma carga unit~

ria admensional (virtual) aplicada no ponto k. A um deslocamento


de translação corresponde uma força virtual contida em sua dire-
ção e a uma rotação corresponde um momento virtual contido em seu
plano.

4. APLICAÇÃO DOS TEOREMAS

4.1 - Cálculo Hiperestãtico

Em qualquer estrutura hiperestitica, as inc~gnitas hipe


' -
restãticas podem ser obtidas lembrando que os deslocamerttos impe-
didos pelos vincules anulam a expressão(l6.6).

,P
A j 1 w;; lllltlll B

X
#m'1'l'7lT

R incógnita
1 ( hiperestática )
FIG. 16.2 -ESTRUTURA HIPERESTÁTICA

au •••. (16.7)
aR = 0

4.2 - Deslocamentos em treliças

Como nas treliças o ~nico esforço solicitante conside-


- (16.6) reduz-se a
rado e o esforço normal N, a expressao
n N .N.L
z l.
E S.
l. l. (16.8)
i=l l.
Ll6-4

- ~
onde i. e S. sao respectivamente comprimento e area - trans
da seçao
l. l.
versal de uma barra i.

4.3 - Deslocamentos em Vigas e PÓrticos

Geralmente ~ efeito da parcela


HM
no cálculo do desloca
EJ
mente (expressão 16.6) ê predominante em relação às demais, re-
sultando

vk •
1 M H
EJ dx
strutura
(16.9)

Nos arcos e barras de pórticos em que o esforço N seja


~
consl.. d erave 1, NN d eve 1.gua
o termo Es . 1 mente ser levado em conta.

OBSERVAÇÕES:
I) a obtenção das integrais desses produtos de funçÕes
e fei·ta. através de. formulários como o da página 258
do Fasciculo III da Apostila "Introdução a Resistiu
cia dos Hateriais'' (Frederico Schiel).

II) observe-se que a derivada da Energia de Deformação


em relação ã carga é igual ao trabalho realizado
por uma carga unitária adimensional aplicada na di
reção dessa carga, já que o valor da Energia e di-
retamente proporcional ã carga. Por essa razao p~
de-se calcular o deslocamento de um ponto da estr~

tura, mesmo que nele não seja aplicada nenhuma caE


ga externa. Basta encontrar os esforços na estrut~

ra, provocados pela carga unitária aplicada neste


ponto, na direção desse deslocamento.
Ll6-5

A carga p 2 0,5 tf/m, uniformemente distribuÍda,irá pr~

vocar um deslocamento vertical vi no p~nto C da estrutura. Para


que o ponto C nio se desloque i necessário que a carga BE' aplic~
da horizontalmente no ponto E da estrutura, provoque em C um des-
locamento vii' na mesma direção e em sentido contrário a v , de
1
modo que

=o

a) Cálculo de vi

Como a estrutura em estudo e um p6rtico,para calcular-se


o deslocamento vi usa-se a expressao (16.9)

v
I
=

1 M•M
E J
strut.
dx

sendo M(x) os momentos fletores na estrutura devido ao •:arregamento


real e M(x) os momentos devido ao carregamento virtual.

a.l) Cálculo de M (x)


1

B
s' o"
_t
, ÍO,S tf/m
;11;1~~,;;I; 1:~i1;;;11~1:~,i~~1;;1i~i;:i ~11;11;;1r o

1
4m

HA A
!vA tvE
--+-
I

!2m 4m 4m 12m
FIG. 16.3- CALCULO DE REAÇÕES

l: F
hor.
= O
.
= o

= 3 tf
Ll6-6

L Fvert. = O VA • 3 tf

Portanto M (x) e dado pela Fig. 16.4.


1

®
{tf. m)

FIG. 16.4- DIAGRAMA DE M 1xl


1

a.2 - Cálculo de H ~
1
Como pretende-se calcular o deslocamento vertical do
ponto C, o carregamento virtual será uma carga unitária e verti-
cal aplicada no ponto C da estrutura.

B B" rc
o· o --L-
i
I
'
I
14m
,_
!HA A E

tvA VE
i
--f-?m 4m 4m 12m
'I
FIG. 16.5 - CÁLCULO DE REAÇÕES

L F hor. = O

= o ...
L16-7

L F m O
vert.

O diagrama de M (x) e fornecido pela Fig. 16.6.


1

A E

FIG. 16.6- DIAGRAMA . DE MI lxl

a.3 - Obtenção de vi através da expressao (16.7)

A integral do produto das funç~es Ml(x) e Ml(x) e rea-


lizada com o auxilio da tabela da pigina 258 da Apostila "Intro-
.dução a Resistincia dos Materiais" (F. Schiel).
Sendo E·J constante com x tem-se

v I -. lf
D -
Ml . MI · dx
estrut.

Note-se que esta integral seri es~endida apenas sobre o


trecho B'CD', uma vez que nos trechos B 1 A e D 1 E tanto M1 (x) como
MI(x) são nulos, e nos trechos BB' e DD' MI(x) e nulo.
Pela tabela de integrais de produtos de duas funç~es, o
valor de vi e obtido através de

1 (Si . c • y _ i •c.a)
vI - EJ 12 Z

valor este encontrado no encontro da linha 10 com a co-


luna IV da tabela, o.u seja:

1 (5. 8 • 2 • 4 - 8 • 2. 1)
vI - EJ 12 2
Ll6-8

b) Câlçulo de vii

b.l) Cálculo de M (x) devido ao carregamento real (força HE


11
aplicada no apoio móvel)

B B' c o' D
--+-

I 4m
·'
~...
t
A

VA
E

t\:
HEi
-
.2m 4m 4m ; 2m

FIG. 16.7 - CÁLCULO DE REAÇOES

E F
hor.
= O HA a HE

v"C' = o

E F = O ..,.
vert.

Portanto o diagrama de MII(x) e dado pela Fig. 16.8.

FIG. JS. !'J - DIAGRAMA DE Mn ( "l


Lló-9

b.2 - Cilculo de fi (x) devido a carga virtual


11

Não hi necessidade de calcular-se M I(x) pois o carre-


1
gamento virtual é o mesmo do item a.2), sendo Mil idêntico a M
1
dado pela Fig. 16.6.

b.3) Obtenção de vii através da expressao (16.7)

Neste caso a integral também sera estendida apenas ao


1
trecho B CD' pois M (x) e M Cx) são nulos nos trechos BB' e
11 11
1
DD', e M I(x) é nulo nos trechos B A e D'E.
1
Pela tabela de integrais de produtos de duas funç~es
o valor de vii e assim obtido

v = - 1 c.E: • c • a)
II TI 2

"'alor este encontrado no encontro da linha lO com a c_oluna I da


tabela.

32·H
E
v II=- E J.

O sinal negativo de vii e consequencia do fato dos dia


gramas de MI (x) e MII(x) no trecho B'CD' serem opostos em rela-
1
ção ao segmento B'CD'.
O significado fisico de vii negativo é que este deslo-
camento ocorre em sentido contririo ao da carga virtual adotada,
tendo HE o sentido indicado na Fig. 16.7.
-··conclui--se portanto que vil ocorre em sentido contririo
a carga virtual da Fig. 16.5.

c) Cilculo de HE

~ede-se o valor de HE de modo que

=o
L16-l0

ou seja:

56 =o
3 E J

HE = O, 583 tf

--~

tv 4 = 7,otf
I
I
I

!Z,Om

~----~~7~--~~----------~9--~

_..___!.>."-!!!_-+'
1
1,5m -~ ~"-"'-'-"----o--"""""--O--'--"''-"'--.-"-"'"'--t-f4,0
1,5m 1,5m 1,5m 1,5m _ tf
ly = I O tt i
f 6 '
FIG. 16.9- TRELIÇA SUJEITA ÀS CARGAS REAIS

Pa.ra calcular o giro da barra 8.9, usar-se-a a expres-


-
sao (16.8), sendo Ni os esforços nas barras devido ao carregame!!_
to real (Fig. 16.9) e N. os esforços nas barras devido ao carre-
~

gamento virtual (Fig. 16.10). Como se trata de uma rotação rela-


tiva, o esforço virtual a ser aplicado i um binirio unitirio adi
~ensional, composto por cargas aplicad~s nos n6s 8 e 9.

t v4 = 1/300
I
I
~
z 3 4 5

7
~------~----~~--------~·9
""f"·
I
I V= 1/300
+6 ~em
!1/300
FlG. 16.10- TRELIÇA SUJEITA AO MOMENTO UNITÁRIO
Ll6-ll

A treliça sujeita aos carre.gamentos indicados recebe em


suas barras os esforços N.~ e N.
~
mostrados na Tabela , sendo po-
sitivos os esforços que tracionam as barras •

TABELA DOS ESFORÇOS, COHPRIHEKTOS E ÁREAS DAS BARRAS

BARRA N. (real) N. (virtual) L E S·


1 ~ 1'
2 . 2~
i (tf) (adimens.) (em) (tf/cm ) (em )

1.2 1,50 o 150


1.6 -2,50 o 250
-2.3 1,50 o 150
2.6 0,00 o 200
3.4 6,00 1/200 150
-
3.6 3,75 1/240 250 E=2100 S.=S•2,0
1 .
3.7 0,00 o 200
3.8 -3,75 -1/240 250
4.5 6,00 1/200 150 -
4.8 7,00 ·1/300 200
5.8 -5.00 -1/240 250
5.9 5,00 1/240 250
6.7 -3.• 7.5 -1/400 150
7.8 -3,75 -1/4-00 150
8.9 -3,00 -1/400 150
.. '

15 N.N.L1 [l .
1
4> 8-9 = I ~ ~- = (6,00x2)xl50+ (3,75x2+S,00x2)x250 +
200 240
i=l ' 1

+
1
300
x7,00x200+
1
400
1
(3,75x2)150+ 400 x300x3,0J ""
1 l
2.,.1.,..0.,;;-0 -x"""z-,"'
0 =

. -3
= 8,8 x 10 (radianos)
Ll6-12

a) Cálculo do Deslocamento Horizontal do ponto D

a.l) Carregamento real

t lm
t- I
Zm Zm
: 1m

I Ztf
tc !4U (result4.el
-
I
1
He Hc D
B ••

4ml
I'
I
I
Lc L e
4m
ell<lpoll
I

- ,_3U A' E
-
fvE
HE

4m

HA A

tvA
Ft6..16.11- CÁLCULO DE REAÇOES

Feito o equill:brio das chapas. I e II, obtêm-se os


seguintes valores das reações de apoio:

VA • 2,2 tf HA = -1,2 tf

vc = -0,2 tf Hc = 1,8 tf

VE = 3,8 tf HE = 1, 8 tf

Portanto, o diagrama de M(x) devido ao carregamento


real e dado por:
Ll6-13

2,4

0,02

®
(tf.ml
4,8
E

FIG. 16. ~-DIAGRAMA DE M (x l


A

a.2) Carregamento Vir~ual

Como pretende-se calcular o desloc.amento horizontal do


ponto D, a carga virtual unitária deve ser horizontal e aplicada
no ponto D.

B c ,H,;=0,2 He c o

vc
f
= 0,8
!
vc = 0,8

E ~~,a
fvE= o,s

FIG. 16.13- CÁLCULO DAS REAÇÕES


.Ll6-14.

O diagrama de MD(x) e mostrado na Fig. 16.14.

1,6-...., c

FIG.IS.14- DIAGRAMA DE M (x)


D
A

a.3) Cálculo. de dH pela expressao (16.9).


. D

Pela tabela de integra;s de produtos de duas funçÕes,


ÔH e calculado da maneira como segue, sendo:
D

1
= 2000 r .H(x)
)estrut.
~(x) • dx

OBS:ERVAÇÃO 1:

Na tabela de integrais de produtos de duas funçÕes e-


xistem parábolas quadráticas que correspondem i soma algibrica
de triângulo e parábola. Sua utilização todavia só pode ser fei-
ta no caso em que i nulo o esforço cortante da extermidade indi-
cada, na tibela, por um ponto. Como neste problema não ocorre
tal particularidade, foi necessário efetuar superposiçÕes de tri
ângulo com parábola (explicaçÕes I e II).
Ll6-15

TRECHO M(x) MD(x)


f M(x) ·Mn (x) -dx
A'A 4,8ilJJn-n.r,. 4
P,8 (- X 4,8 X 0,8 = 5,12
3

B'A ~4,8 176 IT1Tn I I I o:= o,a ~[(-2,4)(2xl,60+0,8)+(4,8)(1~6+


2,4
'' J
+2x0,8)j = 3,84

BC 2,4~ Ver explicação (I) =-2. 03


I,6 [[11l""
2
~7,2 <"fTl1]11]3, 2
CD Ver explicação (II) •22,19

7,2~ ~.2 [rrrrn,..,., 4


DE (- X 7,2 X 3,2) =30,72
3

para toda a estrutu·.ra r =59,84

OBSERVAÇÃO 2:

Note.- se que no cálculo de f M(x) •MD (x) • dx para o trecho


B'A pode-se considerar o diagrama de M(x) como um trapézio, to-
mando-se o cuidado de adotar sinais contrários para as suas cotas.

4,8
(-2,4)

EXPLICAÇÃO (I)

No caso do trecho BC tem-se:


M (x)
Ll6-16-

sendo que o diagrama de M(x) pode ser também representado pela su


perposiçio de dois outros como segue:

Portanto a J M(x)·Mn(x) pode ser obtida da seguinte ma

um-------
ueira:

itt11Jlllll~lll11JP;
~~ I 0,5 r

EXPLICAÇÃO (II)

Analogamente ã explicação-(!) tem-se:

r"4llllllll Eli J1L1LiV :I


I 2
3,2
: I

rj
CD
M(x)·MD(x)•dx = (~x7,2x3,2)-(~x2,0x3,2) • 22,19

Portanto, conforme a expressao (16.9) tem-se:


' :!.6-17

b) Cilculo do g1ro relativo entre as chapas ABC E CDE

Para calcular-se o giro relativo entre duas c:hapas ce


uma estrutura, devem-se aplicar nessas chapas momentos virtuais
unitários de sentidos contrários, como mostra a Fig. 16.15.

FIG. 16.15- CÁLCULO DAS REAÇOES

b.l) Carregamento virtual

O diagrama de MG (x), que é o momento fletor na es.tru-


tura, causado pelo carrega)llento virtual, é mostrado na Fig.l6.16.
É oportuno lembrar que também para o cálculo do giro
relativo, o diagrama de momento fletor devido ao carregamento
real é o da Fig. 16.12.
Ll6-lô

1,0

FIG.I6.16-DIAGRAMA DE M(x)
G

b.2) Cálculo de ~ (giro relativo) pela expressao (16.9)

<P = 2 ; 00 1 H(x)
estrut.
MG (x) • dx

TRECHO }f (x) MG(x)


f M(x) •HG (x) • dx

A'A 4,8~ o,s,.,. (~ X 4,8 X 0,6) = 3,84


3

BA 1 ~4,8 1,2[il I I I ITrno,s ~ [c-2,4) (2xl ,2+0,6)+ .


2,4
+ (4 ,8) (1,2+2x0,6)] = 2,88
0,5

BC
2,4D::5l I, 2 [[IIJJ 1,0 Ver explicação (III) =-1,99
2

CD ....Jrrrtm7,2 Ver explicação (IV) =-6,29


l,oWJ I IIIIWo,s
DE
7,;2~ (-
4
X 7,2 X 0,6) =-5,76
0,6~ 3

Para toda a estrutura l: = -7.32


Ll6-l ')

EXPLICAÇÃO (III)

~=------ :
'·'r
~ '<lQJIIJI·jDJJP'l Jllll111101111tl -·· I Y-
f
i[<2xl,2+1,0)·(-2,4)]- ~ ~1,2+1,0).(-0,5)] = -1,99

EXPLICAÇÃO (IV)

De modo análogo ao anterior obtem-se:

:[(2x0,6+1,0)(~7,2)l ~ ~[(1+0,6)(-2,0)] ~ -6,29

Portanto, conforme a expressao (16.9) tem-se~

9 =
2 ~ 00 [ -7,32] = -0,00366 radianos

. o
$ = -0,21

O giro relativo entre as chapas ABC e CDE é de 0,00366


radianos no sentido. contrário ao do momento fletor virtual unitã
rio aplicado (observar que o resultado obtido ê negativo),·
Ll6-20

a) Carregamento real

a.l) Cilculo de reaçoes

F 4tf

!I 3,0 m

3,0 m
3tf

c H

1 j3,0 m
'

HA I
l I

2,0m
VA
2,0 m
?4 FIG. 16.17- CARREGAMENTO REAL

r MA = O • VIx4,0-0,2x6,0x3,0-4x9,0-3x2,0 • O • VI • 11,4 tf

r F
hor. = o • HA = 4 + 0,2 X 6,0 = 5,2 tf

r F
vert.
= o • VA = 3 + VI = 14,4 tf

Secionando a estrutura atraves dos cortes r~r e II-II


podem-se calcular os esforços internos.
Ll6-2l

4tf
F

í"hapa II

o t Ho
-
tv0
o
E G
~
"\;
VG

!vG

0,2 'lf/m
H
NA!i
H. d
1 I
~
H

I ~
. !11,41f
FIG. 16.18 ~ (:~J..,CUI;-0
. QE R~A~ÕI;~

- Equil!brio da chapa II

k HD = o ... vG X 4,0-4x3,0 = o V G = 3, O tf

k F
vert. = o ... v
D
= VG = 3,0 tf

k F
hor.
= o ... ~ + HG = 4 • ••• (A)

- Eg,uil !brio da cha;ea I

NBI + 2 NAH = -15,5 tf .. .~ (B)

' •• • (C)

··I .
.I
..
Ll6-22

. De ·(B) e (C) resultao

NAH = -9,833 tf NBI = 4,167 tf

Z Fh o r. = O ~ -hD+5,2-9,833x0,8+4,167x0,8 = O

Voltando a equação (A) obtem-se

HG = 4 - HD = 4 - 0,667 = 3,333 tf

a.2) Traçado dos Diagramas

Utilizando os valores encontrados traçaram-se os diagr~

mas de M e N da Fig. 16.20, que ocorre devido ao carregamento


real. SÕ serão considerados no cálculo do deslocamento do ponto I,
os esforços normais nas barras AH e Bl, uma vez. que nessas barras
o pro d uto NN
ES tem va 1 or Skgnk
. . f.'cat1vo
. em con f ronto com o pro d uto

do restante da estrutura.

b) Carregamento Virtual

b,l) Cálculo de ReaçÕes

Externanente, sem secionar a estrutura, pode-se escrever:

l: !lA = o .... v = o
I

z F
hor.
= o + HA = 1

l: F
vert.
= o + VA = o

Secionando novamente a estrutura pelos mesmos cortes,


podem-se encontrar os esforços internos mostrados na Fig. 16.19.
Ll6-23

rD
--
D
Ho E G HG !:'
l)
~ UII
k llltl

FIG. i 6. 19 - CAL CU LO DE REAÇÕES

- Equill:brio da chapa II

...
I:F.
vert.
=O ... vD = o

I: F = O (A)
hor.

~ EquilÍbrio da chapa I

...
... . (B)

I: F
vert.
• O .... (c)

I: F = O ~ + 1 + NAH i 0,8 + NBI x 0,8 • O


bor.

• • ~ = HG • 0,333

.. --.
I
L16-24

b.2) Traçado dos Diagramas

O mesmo procedimento adotado para o carregamento real


foerã adotado, resultando o diagrama da Fig. 16.21.

12 ttm

D G

2
SP\ • 0,225 tf.m •
0,2 s t
8
A I

0o~----~E~----~6

lm
c
Ll6-25

c) Cálculo do Deslocamento do ponto I

Como o ponto I da estrutura estâ ligado ao ap~io móvel,


seu deslocamento só pode ocorrer na direção horizontal, razao pe-
la qual a carga virtual foi colocada nessa direção.
'

MM dx (tf •m 3 )
TRECHO M(x) ( tf • m) M(x) (m.)
f
A1l 8~ -3x -1 x8xl = -8
3
1~ -
2 rrrr-n-,..,.__ 1
-3x
:SD
1~ 3 x2xl - -2
.

. GH o~
; ,.,...
.
10.9
/ 3x
3
1
xl0,9xl-3x
1 x0,22.5xl
3 -
/ ~~

·~·255
10.9 ..........
- 10 675

HI 1 .iTfTl-r,-,..,._ 10,675

l: I M M dx =
6
• 11,35 x 10 tf•cm
3
2x10;675-10•11,35tf•m •
3

- _1
EJ I 1
MM dx + -
ES r NN dx =
1xll,35x10
2000xl0
6
6
+

barras AH e BI

0,833(9,8333-4,167) x soe
+ 2000 X 10

-3
= 123·,7·x 10 em
116-26

8 x 1,50m

FlG. 16.22- TRELIÇA ISOSTÁTICA

a) Comentários

A solução deste problema utilizando o teorema de Casti


gliano requer uma análise anterior. A dedução deste teorema e
feita com base em des~ocamentos elásticos provocados por esforços
aplicados ã estrutura. Nas treliças, a obtenção de qualquer des-
locamento e feita através de

n N.N.t.
~ ~ :t
}; (A)
E S.
i•l ~

onde Ni e Ni sao respectivamente os esforços nas ~ barras, prov~


nientes das açÕes do carregamento real e do carregamento unitá-
rio aplicado na direção do d~slocamento procurado.
Os esforços N.:t podem
.
ser encontrados se se aplicar a
carg~ unitária vertical no ponto C, como mostra a Fig. 16.23.
Por outro lado, no problema real nao.·sao dados esforços e sim
eesloc.amentos, correspondentes ã diferença, em cada diagonal, e~
tre os comprimentos de 2,52 me 2,50 m. Como se sabe, os desloca
mentos dessas diagonais sao dados por -
N.L
~ ~
f:. i. =
~ E S.
J.

e porltanto, em correspondência a esses deslocamentos, pode-se


pensar em esforços nas diagonais iguais a

E S./ii.
J. :t
N. =
t. (B)
J.
J.
Ll6-27

Se tais esforços forem substituÍdos na expressao (A)


obtém-se
n.d
ov = 1: N.
~
. t,9.,.
~
(C)
c i=l
sendo a somat6ria estendida apenas as diagonais da treliça~ Isso
ocorre pelo fato de que, sendo a treliça isostática, sua monta-
gem com diagonais maiores apenas provocará inclinação dos banzes
superior e inferior, havendo acomodação das outras barras a essa
nova situação, sem que nelas apareçam esforços ou deslocamentos.
A obtenção da equação (C) poderia ter sido feita dire-
tamente, jã que, na expressao (A), o produto
N.L
~ ~

E S.
~

e o pr6prio deslocamento,L9.-i' não havendo necessidade de pensar


no esforço real que o provocou.

Cálculo dos N.
b) .=.::c=.::=:.=.....::.;::..::.....::.~

A carga unitária, adimensional,aplicada em (C) faz com


que todas as diagonais recebam esforços de 5/8.

o ::18 6/8 9/8 9/8 6/8 3/8 o

.,
!

'
~'O
2m I
o o

,{;;:;.,-3/8
I
I
I
-12/8 I
1
~
I'

~~
j0,5
4 x 1.50m 4 X I, 50 m

FIG. 16.23- ESFORÇOS NAS BARRAS (N l


c) Cálculo da flecha no ponto C

Para que as diagonais, projetadas para ter 2,50m pas-


sassem a ter 2,52m, seriam necessários esforços que a tracionas
sem, ou seja t,9.,. iguais a 2 em podem ser considerados positivos.
~

Dessa forma, o deslocamento no ponto C tem o sentido da carga


virtual e vale:

OV = 8 'X 5/8 X 2 = 10, O em


c
Ll6-28

O deslocamento total do nõ ® ê obtido pela.superposi:_


çao dos deslocamentos horizontal (ÔHg) e vertical (ôv ) deste
9
ponto, através de

(A)

Para calcular tais deslocamentos serao aplicadas, nes-


te ponto, carga unitirias adimensianais nas direç~es horizontal
(Fig. 16.25) e vertical (Fig. 16.26) obtendo-se esforços N. e
-
N . nas n barras. Dessa forma,
l.
l.

n N.N~L
l. l. l.
r E S.
i=l l.

n N .N.t.
l. l. l.
= r E S.
i=l l.

onde os esforços N.l. aparecem nas barras devido ao carregamento


real (Fig. 16.24).

a) Carregamento Real

3tf ® 3tf ® 3lf ® 31f

®
,....
I
:vr6tf FIG.I6.24-ESFORÇ·OS Ni
I
Ll6-29

Os esforços nas barras e as reaçoes de apoio devido - a


carga de 3 tf, sio mostrados na Fig. 16.24.

h) Carregamento Virtual Horizontal no no QV

0,5 ® 0,5

-0,5
®
o

FIG.16.25- ESFORy<)S Ni

c) Carregamento Virtual Vertical no no @

0
~
•v =2
:7 -
FIG.I6.26 -ESFORÇOS Ni

d) Cálculo do"deslocamento o9
Com os esforços N.,
l.
N.l. e N.
l.
calculados, obtêm-se:

ôHg =
210 ~x 3 • O [(2x3x0, 5+2x3xl) 150+3x0, SxlSO+ (-3/2) (-0,5l2)xl5o/2 J
Ll6-30

õ , = 0,351 em
1·g

õ
v· "'"2"""1"'"0.;::-~x-3=-,o"" { 3 [ lxlx4xl5 0+ (-/2) (-/2)x4xl5DI2+lx1xl50 J}
9

õ = 1,165 em
v9

o9 = 1 (0,351)
2
+ (1,165)
2
= 1,217 em

Este problema pode ser solucionad6 atrav~s da utiliza-


çã.o ·do teorema de Haxwell. Admitindo-se que a estrutura trabalhe
em re~ime elástico pode-se afirmar que se o. momento de 6 tf •m a-
plicado em B provoca em A uma flecha de 6mm, um momento virtual,
unitário e· adimensional, provocar,ia em A uma flecha f A igual a
lx10- 3 ...l..f.
r.
Por Maxwell sabe-se que esta flecha deverá ser igual
ao giro em B provocado por uma carga virtual, unitária e adimen-
sional, aplicada no ponto A.

,."'\1\
z ,/
A ,.

L --- - _1-\ -A -- - -- - f
Ei

[ 3,0m
! 4,0m f I,Sm

~
I

~~---~------~1""_..-:;..j~?Ie
A
ret' _,_. - 4
x-----
~ ------- I
--X I aT
=
I
b
fe

FIG. 16.27- MOMENTO E CARGA VIRTUAIS

O trecho em balanço (ã direita do apoio mÕvel), no pr~


blema sujeito ã força unitária, gira se8 deformar-se, ji que não
recebe carga. Para a carga unitária, resulta:
116-31

lxl0- 3
cf>B =
tf
(1)

e portanto para a carga de 5 tf obtim-se:

Sabendo-se a rotaçao,do balanço. a flecha em B pode


ser calculada. obtendo-se

-3 -3
= cf>B • b = 5xl0 xl;5 = 7,5 x 10 m = 0,75 .em

A fim de determinar a distincia relàtiva entre os ~on­


tos D e F após a aplicação do carregamento real. serão aplicados
esforços unitários nesses pontos. no sentido de aproximá-los. co
mo mostra a Fig. 16.30.

a) Carregamento Real

a.l) ReaçÕes

,.-p= 1 tf/m

!4m
I
I

H =O A E l~tf •
A ..
,.,,)!,. ~~
6----""'"" ,---t-

~-- 4m ---m-lVEGI~m
FIG 16.28- CARREGAMENTO REAL
Ll6-32

a.2) Diagrama ~e M

AG.I6.29- DIAGRAMA DE M (Carregamento Real l

b) Carregamento Unitário

b.l) ReaçÕes

s'r-------------~c~ ______ o
~1

A
E
~--....!
~~
~~=O FIG.I6.30- CARGAS VIRTUAIS
Ll6-33

b.2) Diagrama de M (Carregamento Unitário)

2m

B o

A F

2m
FJG.I6.31- DIAGRAMA DE M

c) Cálculo do Deslocamento relativo entre os pontos D e F

HM dx (tf•m 3 )
TRECHO M(x) (tf •m) M(x)(m)
f
~ 2~
1 1
CD 2 2x3x2x272x x0,5x2 = 2
3

2
CE 11111111111111 -4 X 2 .X 2 = -16
2
11111111111111

EF 2~ 2~ - 2 X
1
3
X 2 X 2 = -2,667

= I MM dx
E J
=
(2-16-2. 66/)
EJ
=
16,667
EJ

ê =-
16 • 667 =-4,17 x l0- 3 m = -0,417 em
DF 4xl0 3

A distância entre os pontos D e F fica entao igual a


400,417 em, já que o sinal menos em ên~ indicou que ps pontos
D e F se afastam.
Ll6-34

( Ll6/25)

A fim de calcular os deslocamentos horizontal e verti-


MH dx
cal do ponto C, serio integrados os produtos de funç~es E J e
MM dx
na viga, alem das parcelas provenientes da prÓpria defor-
E J
maçao da mola.

"'"'"C • constcnt e da
mola
o a

FIG.I6. 32. ESTRUTURA SUJEITA AO CARREGAMENTO


REAL

a) Carregamento Real

FlS. 16.33- REACÕES


'
116-35

a.l) Cálculo das ReaçÕes

L M = O
A
P · 2a - F • a = O
m

F
m
= 2 P

.L F
vert.
= o V
.A
+ P = F
m

a.2) Funçio M (devido ao carregamen~o real)

- Trecho AB: MAB = -P · x (traçio em cima)

- Trecho BC: MBC =- P • a sen ~ (traçio em cima)

a.3) Deslocamento no ponto C so devido ã deformaçio da mola

F
m 2P
6
m
= deslocamento da mola = c
=
c

Como a mola acha-se a meia distância entre a projeçio


do ponto C e o apoio A, pode-se concluir que

ô (m) = 2 • 6 4P
v m
= c
(A)
c

b) Carga Virtual Horizontal no ponto C

b.l) ReaçÕes

Aplicado o esforço unitário adimensional no ponto C,


a estrutura reage com os esforços mostrados na Fig. 16.34.
Ll6-36

~-~c--~~ -+-
'
_ _ _ _ _L _ _ _ 'la-a cos t1}
- --+- .
I
:acostl
I
I
I

a a

FIG. 16.34- CARGA UNITÁRIA HORIZONTAL

b.2) Função li (devido a carga horizont~l unitãria)

- Trecho AB: MAB s -1 · x (tração ~m cima)

- Trecho BC: MBC • -1 (a-a cos•) (tração em cima)

c) Carga Virtual Vertical no ponto C

c.l) ReaçÕes

As reaçoes mostradas na Fig. 16.35 equilibram a carga


unitãria aplicada no ponto C.

~I
~--,,c

o sen
---- "'
---+--
'\ I
'\. I
t--•
a", 0 I
A B
Yl
- - - - - -'"I
~I t- Fm=2
I
I
~ I

a L o
FIG.I6.35 -CARGA UNITÁRIA VERTICAL
Ll6-37

=
c.2) Função M (devido a carga vertical unitária)

- Trecho AB: HAB = -1 • x


= (tração em cima)

- Trecho BC: MBC = -1 a sen9 (tração em cima)

d) Cálculo dos Deslocamentos

d.l) Contribuição da mola

A energia de deformação gasta pela mola ao deslocar-se


de n e dada por
m

F F2
um = 12 F
m
m
c
=
1
2
m
c

Nesta estrutura é aplicada apenas uma carga externa P


no ponto C. Num caso mais geral em que houvesse ~ cargas exter-
nas Pi aplicadas, a força na mola proveniente do equillbrio se-
ria dada por

n
F
m
= l: P.
~
F.
l.
i=l

onde uma força Fk deste conjunto e o valor da força na mola qua~

do se aplica no pontb k um esforço unitário na direção do esfor


ço Pk.
O deslocamento que ocorre na direção de uma carga gen~
rica como Pk pode ser obtido utilizando o teorema de Castigliano
ou seja

~
ÕU F ÕF F () F. n
m
=
m t1
=
ro
p .•
l.
+ l: F. •
aPi ]
ÕPk c ÕPk c [ . 1
J.=
l.
~ .. 1
J.=
l. a Pk
=O =O para i#k
=l para i=k

F ·F.
m ~

onde F e F. sao respectivamente os esforços na mola devido aos


t1 l.
carregamentos real e unitário, este Último aplicado na direção
do deslocamento procurado.
116-38

d.2) Deslocamento Horizontal

(-p.x) (-x)
dx + a d9 +
EJ EJ
v
Io
Trecho AB Trecho BC

2P·l
+ ---
c
mola

. 3 3
" 3 2?
= ~ + .a + -c- 5Pa 2P
3EJ 2EJ = 6 EJ + c

d.3) Deslocamento Vertical

jrr/2
l
a 2P.2
= (-Px)(~x)~~ + (-P.a.sen~)(-a senQ) · ad<jl
EJ
+
c
. o

3
Pa 1T 4P
ô + --- +-
v 4 EJ c
c
BC mola

Observe-se que a contribuição da mola para este deslo-


camento, calculada atravês do teorema de Castigliano, ê igual ao
valor calculado anteriormente na equação (A).

Para o cálculo do deslocamento vertical do ponto B,


deve-se atentar, durante a realização do yroduto de integrais
·de funs;Ões, para o fato dos trechos ÃB e BC apresentarem dife-
rentes rigidezes.

a) Cálculo de }[(x) devido ao carregamento real


Ll6-39

~ 400 em 1 200 em
1

Ytxl
lt1. em l

FIG. 16.:36- CARREGAMENTO REAL

.b) Cálculo de M(x) devido ao carregamento virtual

~~--------------~2L
A 8 """'""'
c

FIEL !6. :37- CARREGAMENTO VERTICAL

c) Calculo do deslocamento vertical do ponto B (vB)

Ao se realizar a integral do produto das funçÕes M(x)


e M(x), nio se pode utilizar a combinaçio correspondente i linha
11 e coluna II da tabela, uma vez que a rigidez do trecho AB é
diferente da d~ trecho BC.

1
M(x)·g(x) dx + J M(x)M(x) dx
EJBC BC

400 (100+2. 100)}. _1_[200


3 3 105 3
• 4~0]
v = 3,11 em
B
Ll6-40

A estrutura ~o caso I ê formada por uma única chapa


ABC constituindo-se portanto em um p6rtico. Ji a estrutura do
caso II ê formada por duas barras AB e BC com cargas aplicadas
n13: interseção., constituindo-se em uma treliça simples.

a) tilculo do deslocamento horizontal no caso I

a.l) Cálculo de H(x) devido ao carregamento real

~ 2tf
H f
5 tf.m

M • 500 tf. em

FIG.I6.3S-REAÇÕES E DIAGRAMA DE M{x)

a.2) Cã.lculo de M(x) devido ao carregamento virtual

?ara calcular o deslocamento horizontal do ponto B,


basta aplicar um esforço horizontal unitirio e adimensional em
B.
Ll6-41

M = 200 em

:Sm

FIG. 16.39- REAÇÕES E DIAGRAMA DE Mlxl

a.2) Cálculo de ÔH (deslocamento horizontal do ponto B)


B

1 HM
EJ dx
estrut.

ô
HB
= 2
2000x20000 [5oo · } · 500 . zoa] &
25
3õ em

ê = 0,8333 em
HB

b) Cálculo do deslocamento horizontal no caso II

b.l) Cálculo dos esforços normais N dev1do ao carregamento

real
Ll6-42

12,0 tf
t
- 1,0 t f

i
14m

-
f vc
l
3m

FIG. 16.40- ESFORCO$ NORMAIS N


Como necessita-se apenas dos esforços normais nas bar


ras, não hã necessidade de determinar as reaçÕes, bastando veri
ficar o equilíbrio do nõ B.

sen CL = 0,6

COS CL = 0,8

FIG. 16, 41 - EQUIUBRIO DO NÓ B

NBA sen CL - 1,0 - NBC sen CL = ~

·NBÀ cos CL + NBC cos CL + 2,0 = 0

Das equaçÕes de equilÍbrio resultam:

25 .
6õ tf (compressão)

N BC = - 125 tf (compressão)
60
Ll6-43

b.2) Calculo dos esforços normais N devido ao carregamento

virtual

-
3m

FIG. 16.42- ESFORCOS


, NORMAIS N

- Equil!brio do no B

ltf
8
o sen CL = 0,6

cos CL = 0,8
-"~a A

FIG. 16. 43

NBA sen a - NBC sen a - 1 = o

NBA cos a + NBC c os CL = o

-
Das equaçoes de equilÍbrio ·resultam:

50 - 50
NBA = 6õ (traçao) 6õ (compressão)
Ll6-44

b.3) Cálculo de o'HB (deslocam.ento horizontal do ponto B)

- (16.8) tem-se:
De acordo com a expressao
2 N.•N.·i.
J. J. J.
o'l!B = l:
E S
i=l

{[c- ~).
60 50
~J+ [c-12s).
60
<- ~~)]} . 500
o·•H. =
B 2000 X 10

o' = 0,0347 em
HB

Para traçar o diagrama de momento fletor e necessário


inicialmente conhecer as reaçoes de apoio.
Como a estrutura é constitu1da de uma única chapa, VJ.n
.culada através de um engastamento fixo e um apoio móvel (os quais
.correspondem a quatro barras vinculares). tem-se portanto, uma es
trutura uma vez hiperestática.
~ necessário pois, para o cálculo das.reaç~es, alem das
-
equaçoe.s de eqúil1brio, uma equação de compatibilidade de desloca
mentos ..

a) Equação de compatibilidade de deslocamentos

Pode-se estabelecer essas equaçoes em função dos deslo-


camentos impedidos pelos vincules, tanto no apoio A como no B.
Optou-se por escolher a força vertical do apoio B como
incógnita hiperestática, a qual e calculada lembrando que, nesse
ponto o é nulo.
VB

b) Equaç~es de equilÍbrio (carregamento real)


L16-45

""' -ts~f I zm (

r
f
I
I

IE
IIII I I+ I I I I li
o c

4m

i 4m

. ·-'-- ---+ -----'-


1 .

FIG. 16.44- EQUAÇÕES DE EQIJIÚI!IRIO

i: F
hor. =o RA =o

i: F
vert. -o .... VA = 8 - VB .... (A)

i: MA = o HA = 6•3+2,6-V •4
B

HA = 30 - 4 . VB .... (B)

c) Cilculo dos Diagramas de H(x) e ~(x)

c.l) Diagrama de M(x) devido ao carregamento real


Ll6-46

2
6
!30-.4Val_ -0.5
-'-
r_-_~I__E_.P-___.__~--~D~--~~' c
2J

2J 8

FIG.I6.45-DIAGRAMA DE M(X!
- - -- ·-. A
!30- 4V 8 l

c.2) Diagrama de M(x) devido ao carregamento virtual

4m . 2m ,
-+-----------r-, ---- ---t-
E ----------.. . .------c D
-~-

4m

4m

FIG. 16.46- CÁLCULO DE REACÕES


'
L16-47

2J B

FJG. 16.47- DIAGRA~A DE M(lt}

~-_.A
4

c.3) Cilculo da reaçio VB atravis da·expres~io 16.7

M(x) •M(x) dx
VB E E J
[
estrutura

A integral deveri estender-se apenas aos trechos ÃE e


ED da chapa.

448
= _1_ [3376 _ "VB] = o
2EJ 3 3

portanto

= 7,54 tf
Ll6-48

· d) Traçado do Diagrama de Homento Fletor

Substintuindo-se o valor ca~culado-de VB nas expressoes


(A) e (B) obtêm-se:

VA = 8 - 7,54 = 0,46 tf

HA = 30 - 4 x 7,54 = -0,16 tf•m

e portanto

IU/m

IIIIIIIIIIIIIIII 1 6ÍIIIIIIIIIIIIII~
.
+
12t-f

i
I
I

i
14m
I
I
I
I

f7.54tf

'l!.-- 0,16 tf. m

10,46 tf

4m

FIG. 16.48
2m
I
Ll6-49

stf.m

tt. m

0,16tf.m ·

FIG. 16.49- DIAGRAMA DE MOMENTO FLETOR

Devido ã existência de um apoio móvel no ponto G, o


mesmo so poderá ter deslocamento horizontal.

a) Cálculo de M (carregamento real)


X

J HD

R
c
""""NI i
R

-
HA
B

'I
lvA
R

FIG. 16.50 - CÁLCULO DE REAÇÕES


LT6:-50.;.

Neste problelll<':• simétrico qu~J:ttO à geometria e o carre


· gamento·, as ·rea'ÇÕes yalem:

V • P/2
D

VA • P/2

N • P./2 ·c
..
. '.~.,_

P/2

--""~. ~ p~-+
I
ai R

('2 c o

-t- Q
P/2

~L
1.
_ _,....,_ P/2 R I
c.
I
R
I
--+-A I
B I
P/2 o

f P/2
R
ej R
I ;
R

a-r I
I

FIG./6.51-EOUAS:ÕES DE M[x)

a.l) M(x) para o trecho AB

A
Ll6-Sl

a.2) M(x) para o trecho BC

MBC • ; [R - R sen 6]

P·R
~c· (1-sene)
2

a.3) M(x) para o trecho CD

MCD = t [R - R cos Cl.] - t [ R sen C1.]

P·R
= - - [ 1-cosCI. - s enCI.]
2

OBSERVAÇÕES:

- Adotou-se como positivo o momento fletor que tracio-


na a região interna da chapa em forma de circunferên
c ia.

- t importante notar-se que no caso de chapas como es-


ta (em forma de circunferência) ai integrais do pro-
duto das funçÕes devem ser realizadas analiticamente.

a.4) Força Axial na barra CD

p
NCD = 2 (tração)

b) Cálculo de }f (carga virtual)


X

-
Ho

+
i=io

R I
I iio

-
I

r -
I'
-N N

i HA

I 1VA tv-G

I R

FJG. 16.52- REACOES


'
Ll6-52

Para. esse carregamento virtual as reaçoes valem:

HA - 1 VA -o
HD - -1 VD -o
N
- 2 VG -o
e portanto, conforme Fig. 16.52, tem-se:

o 1
-
2

r. I
\

r. c-

-t-1 A
I
I
2

R
I
I R

R
FIG. 16.53 - EQUAÇÕES DE. M (x l

b.l) M(x) para o trecho Ai

Neste trecho o momento fletor vale zero.

h.2) M(x) para o trecho BC

MBC = 1 ·(R-R•cos6)

MBC = R(l-cos6)
Ll6-53

b.3) M(x) para o trecho CD

MCD = l · (R-R· cosa) MCD = R(l-cosa)

b.4) Força Axial na barra CD

c) Cálculo do deslocamento horizontal do ponto G

= l
EJ festrut.
- dx
H·H

Para os trechos em forma de circunferência, dx m R·d6


ou dx = R•da.

éiHG = 2 • ElJ {1 1112


[P2R(l-sen6) ·R· (l-cose)] R•d6 +

+ J
1112
fPt(l-sena-cosa) ·R(l-cosa)] R• da + t 2
ES
• 2 R

Note-se que o segundo membro é multiplicado por dois,


pois se estã considerando apenas metade da estrutura (simetria).
Note-se também que a ~ltima parcela de éiH correspon-
G
de ao efeito da força normal na barra CD.
Efetuada a integração chega-se a:

ô = PR
3 [srr-16] + 2PR
HG E J 4 ES

Substituindo-se nesta expressão os valores fornecidos


de E, J, S, P e R obtém-se

,
C = O, 12 7 em
HG
L16-54

a) Análise da Resistência das Barras

3P
®
3P p
® p
@!~ !

o ~ó irom·
' o i.
o

____ ...,
\i.l =4P

I.Om I.Om
-2P

®
·I
I.Om 1.0 m
o
®+
I
I
I
I
I
j
1v =P
1 . ,
FIG. 16.54 -ESFORCOS NAS BARRAS

a ,1) Barras Tracionadàs

-
As barras 2.4 e 4. 6. sa.o a_s mais solicitadas a traçao.
Pa~a essas barras e válido escreve.r

3P - 2
C1 =
s a = 1,4 tf/cm p.:S 2,165 tf

a.2) Barras Comprimidas

A barra 1.3 e a barra sujeita ao maior esforço de com


pressao.
ly
· í'"chopo ele ligocõo { ~ =3/16"')
• Ch
IYO âeh = 3/16"
I
f.G. de _I.J<Q.ntoneiro
.X = 1,07 em
,Y
1 l

zir x 1
J
X o
= J
Yo
a 3,3 em
4

~ch FIG.I6.55
2 2
51 L = 2,32 em
FIG. 16.55
L16-55

Como todos os nos sao impedidos de se deslocarem fora -


do plano, para essa barra resulta

2 = 2 = 100 em
X y

4
J = 2 J = 6,60 em
X X
o

i
X
=
N =
~
0
4
= 1,19 em

2
J = 2 [ J + S {x+ - ch
- ) 2] = 14,53 em
y yo lL 2

i
14,53 = 1,77 em
y 4,64

2
X 100
À = = = 84,0
X i ~' 19
X

2
100
À = ..;L = = 56,5
y l. 1,77
y

À = 84
max

Pela NB-14, sendo À < 105, resulta

- 2 - 2
crf = 1200- 0,023 x 84 = 1037,7 kgf/cm
2

4P 4P
cr =
s = - -
4,64 < = 1037,7

p < 1204 kgf = 1,204 tf

b) Análise da Flecha Máxima

A flecha máxima nesta treliça em balanço evidentemen-


te ocorrerá em sua extremidade livre. O cálculo dessa flecha se-
ra feito aplicando-se uma carga unitária adimensional na mesma
posiÇão da carga P. Os esforços nas barras, para este carregame~
·./ 116-56

to·,,. s·erao F v:ezesc .menores que os ·es.forços j.ã encontrados par,_ o


carregatnento real. Dessa forma . ,

n N.N . .Ll. {
l. l. p 2 2 2 2 2
f max
- l: [ 2x3 +2xl +4 +2(-2) +(-1) ] lOQ +
E S. = 2100x4,64
i=l J.

2
+ [ 2 (12) + 2 (-12)
2
J. 100 /2} = 0,578 F

- <
Como f max ~
2 em resulta

0,578 p < 2 ... ·F<3,46ltf

Resposta: P = 1,204 tf