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Teste de Português – 11º ano


Dezembro de 2016

TÓPICOS DE CORREÇAO

Grupo 0 (15 pontos)

1. Indique, de entre as afirmações seguintes as verdadeiras (V) e falsas (F). Corrija as falsas.

Sobre Almeida Garrett e o Romantismo


1.1 Almeida Garrett nasceu em Lisboa no ano de 1799. Nasceu no Porto
1.2 Liberal, o poeta soldado Almeida Garrett integrou a exército de D.Miguel e participou na redação da
constituição. D. Pedro
1.3 Sempre dedicado ao teatro, Almeida Garrett foi o fundador do Teatro D. Maria II.
1.4 Almeida Garrett viveu com Adelaide Pastor de quem teve uma filha ilegítima.
1.5 Almeida Garrett dedicou o livro Folhas de Outono à sua amada, Rosa de Montufar, viscondessa da
Luz. Folhas Caídas
1.6 Almeida Garrett dedicou-se exclusivamente à produção dramática. Escreveu narrativa, poesia e
coligiu o Romanceiro.
1.7 O Romantismo espalhou-se pela Europa, por oposição ao Classicismo, desde os finais do séc. XVIII.
1.8 O culto da liberdade e os ideais revolucionários liberais são as bandeiras histórico-políticas do
romantismo.
1.9 A paisagem romântica é um lugar natural e puro, muitas vezes apelidada de locus amoenus. Locus
horrendus
1.10 O Romanceiro é uma obra que traduz perfeitamente o egocentrismo romântico. O tradicional e
popular

Sobre Frei Luís de Sousa


1.11 A estrutura externa da obra permite-nos dividi-la em três momentos distintos: exposição conflito e
desenlace. Estrutura interna
1.12 Frei Luís é o nome conventual de Manuel de Sousa Coutinho.
1.13 A batalha de Alcácer Quibir, travada 20 anos antes da ação da peça, é o pano de fundo de toda a
intriga. 21 anos
1.14 O clímax da tragédia é atingido quando Manuel de Sousa entra em cena no final do ato I. O Romeiro
é reconhecido como D. João de Portugal, no final do ato II.
1.15 As personagens sebastianistas da peça são Telmo e Madalena. Maria

GRUPO I (85 pontos)

Leia com atenção o seguinte texto e responda de forma bem estruturada às questões apresentadas.

CENA VII
Jorge, Madalena, Maria, Miranda; Manuel de Sousa, entrando com vários criados que o
seguem, alguns com brandões1 acesos. É noite fechada.
[…]
5 MADALENA – Que tens tu? Nunca entraste em casa assim. Tens coisa que te dá cuidado... e não
mo dizes? O que é?

MANUEL – É que... Senta-te, Madalena; aqui ao pé de mim, Maria; Jorge, sentemo-nos, que estou
cansado. (Sentam-se todos) Pois agora sabei as novidades, que seriam estranhas se não fosse o tempo
10 em que vivemos. (Pausa) É preciso sair já desta casa, Madalena.

MARIA – Ah, inda bem, meu pai!

MANUEL – Inda mal! Mas não há outro remédio. Sairemos esta noite mesmo. Já dei ordens a toda a
15 família: Telmo foi avisar as tuas aias do que haviam de fazer, e lá anda pelas câmaras velando nesse
cuidado. Sempre é bom que vás dar um relance de olhos ao que por lá se faz; eu também irei por
minha parte. – Mas temos tempo: isto são oito horas, à meia-noite vão quatro; daqui lá o pouco que
me importa salvar estará salvo... e eles não virão antes da manhã.
[…]
20 CENA VIII
Manuel de Sousa; Madalena
MANUEL (Passeia agitado de um lado para o outro da cena, com as mãos cruzadas detrás das
costas; e parando de repente) – Há de saber-se no mundo que ainda há um português em Portugal.

25 MADALENA – Que tens tu, dize, que tens tu?

MANUEL – Tenho que não hei de sofrer esta afronta... e que é preciso sair desta casa, senhora.

MADALENA – Pois sairemos, sim: eu nunca me opus ao teu querer nunca soube que coisa era ter
30 outra vontade diferente da tua; estou pronta a obedecer-te sempre, cegamente, em tudo. Mas, oh!
esposo da minha alma... para aquela casa não, não me leves para aquela casa! (Deitando-lhe os
braços ao pescoço)

MANUEL – Ora tu não eras costumada a ter caprichos! Não temos outra para onde ir: e a estas
35 horas, neste aperto... Mudaremos depois, se quiseres... mas não lhe vejo remédio agora. – E a casa
que tem? Porque foi de teu primeiro marido? É por mim que tens essa repugnância? Eu estimei e
respeitei sempre a D. João de Portugal; honro a sua memória, por ti, por ele e por mim; e não tenho
na consciência por que receie abrigar-me debaixo dos mesmos tetos que o cobriram. – Viveste ali
com ele? Eu não tenho ciúmes de um passado que me não pertencia. E o presente, esse é meu, meu
40 só, todo meu, querida Madalena... Não falemos mais nisso; é preciso partir, e já.
[…]
CENA XII
Manuel de Sousa e criados; Madalena, Maria, Telmo e Jorge (acudindo)
MADALENA – Que fazes?... que fizeste? — Que é isto, oh meu Deus!
45
MANUEL – (tranquilamente) Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes
senhores governadores destes reinos. Suas Excelências podem vir, quando quiserem.

MADALENA – Meu Deus, meu Deus!... Ai, e o retrato de meu marido!... Salvem-me aquele
retrato! Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa, Porto, Edições Caixotim, 2004

1
Tochas.

1. Explique a urgência revelada na última afirmação de Manuel de Soutinho Coutinho na primeira


réplica1 da cena VII. (15 pontos)

1
Réplica – fala de uma personagem num texto dramático.
D. Manuel diz que é preciso sair imediatamente uma vez que os governadores espanhóis pretendem
instalar-se lá para se refugiarem da peste que assola Lisboa…a urgência prende-se com o facto de
que eles estão prestes a chegar…
2. Tendo em conta este excerto, caracterize Manuel de Sousa Coutinho, evidenciando dois traços do seu
caráter. (20 pontos)
D. Manuel revela-se um homem determinado e sem hesitações… revela-se um patriota exemplar,
homem de coragem e de bravura ao incendiar o seu palácio para evitar a sua ocupação pelos tiranos.
Revela, também, desapego aos bens materiais e até à própria vida na sua ação contra a ocupação
filipina… comprovar com as ver didascálias…

3. Indique duas figuras de estilo presentes na fala de Manuel de Sousa na Cena XII e comente a sua
expressividade. (15 pontos)
A metáfora surge, na fala de Manuel de Sousa, no sentido conotativo do verbo “iluminar”, sugerindo
uma receção cheia de luz, quando está associada ao incêndio do palácio. Surge, igualmente, a ironia
reveladora do seu patriotismo: a receção dos «muito poderosos e excelentes senhores governadores
destes reinos» será feita com fogo e destruição, tal como estes contribuíram para a destruição da
identidade portuguesa.

4. Considerando os seus conhecimentos do ato I, explicite a caraterística que a personagem Maria


evidencia na réplica da cena VII. (15 pontos)
Espírito de aventura…vontade de lutar contra a tirania...patriotismo…recordar outros momentos no
ato I.

B
Recorde o seu estude do Sermão de Santo António aos Peixes e responda à seguinte questão.

5. Partindo da sua experiência de leitura, demonstre a alegoria presente na referência ao peixe Torpedo/
Rémora. (20 pontos)
Ver ppt
GRUPO II (50 pontos)

Leia o seguinte texto.

Discurso do Presidente da República, Jorge Sampaio, por ocasião da Sessão Solene Comemorativa do Dia de
Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (10 de Junho de 2005)

Portuguesas, Portugueses,
Quis este ano regressar a Guimarães, o nosso princípio como Estado soberano e independente,
para aqui celebrar o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Nos momentos
difíceis, vale a pena regressar às origens para encontrar, nos primeiros passos do nosso já longo
5 caminho como nação livre, as razões imperativas do devir coletivo. Estão aqui os traços
permanentes da nossa identidade nacional. Está aqui a demonstração do valor de Portugal e dos
Portugueses. A coragem, a firmeza, a determinação e a rebeldia, que tornaram possíveis os feitos
maiores da afirmação de uma nação autónoma e independente, contra todas as expectativas, têm
logo na fundação do Estado uma revelação eloquente e premonitória.
10 De certa maneira, a nossa história é, desde a hora inicial, marcada por graves crises, que
puseram à prova as nossas qualidades. Vencemos quando o espírito de ousadia prevaleceu sobre os
conformismos paralisantes, perdemos quando uma resignação triste nos levou a desistir de
querermos ser nós próprios. Olhando para trás, temos a impressão de que os Portugueses criaram
Portugal para depois alargarem o Ocidente e a seguir irem em busca da unidade do mundo. […]
15 Alguns já disseram que a obra que, no passado, realizamos foi porventura excessiva para a
nossa dimensão. Mas foi ela que nos fez ir além dos nossos limites, ligando-nos a uma conceção
singular, pela qual o sucesso das nossas empresas é inseparável de uma ambição larga e brilhante,
enquanto a derrota é sinónima de vistas curtas e medíocres.
É recorrente, na nossa história, uma capacidade invulgar para fazer o mais difícil. Transformar
20 uma revolta localizada num Estado reconhecido, fazer de um enclave peninsular cercado um
território em expansão, ultrapassar o isolamento estratégico com a aventura dos descobrimentos –
eis a obra da vontade dos Portugueses. Transformar uma revolução numa democracia, fazer do fim
do império o regresso à Europa, ultrapassar as divisões fundas de décadas de opressão autoritária
para realizar a reconciliação nacional – eis também a obra da mesma vontade.
25 Está aqui o resultado da vontade dos Portugueses. […]
Se vos falo um pouco do que fomos e do que fizemos, é porque devemos ter disso perceção
nítida, sobretudo no momento presente, que é um tempo de incerteza e de pessimismo, em
Portugal e na Europa. […]
jorgesampaio.arquivo.presidencia.pt/pt/noticias/noticias/discursos-1282.html (acedido em janeiro de 2016)

Escolha a opção correta.

1. A escolha da cidade de Guimarães para comemorar o dia 10 de Junho


(A) prende-se com a necessidade de valorizar esta cidade.
(B) justifica-se por se tratar da primeira cidade portuguesa.
(C) pretende realçar, através da recordação, a heroicidade dos Portugueses.
(D) deve-se à crise que se vive em Portugal.

2. A aventura marítima portuguesa é apresentada pelo orador como


(A) uma característica que faz parte da génese ambiciosa dos portugueses.
(B) uma ação imprudente dos portugueses de outrora.
(C) um aspeto da nossa História que nunca trouxe dissabores.
(D) uma ação que não trouxe aspetos positivos.

3. Alguns aspetos da História nacional apresentados são


(A) a expansão marítima e a defesa da Europa.
(B) a nossa capacidade revolucionária e as lutas pela independência.
(C) o regime salazarista e o alargamento da Europa.
(D) a expansão marítima e a revolução do 25 de Abril.

4. O segmento “a Guimarães” (l. 2) desempenha a função sintática de


(A) modificador da frase.
(B) modificador do grupo verbal.
(C) complemento oblíquo.
(D) complemento direto.

5. A conjunção “para” (l. 4) introduz no discurso a ideia de


(A) finalidade.
(B) condição.
(C) concessão.
(D) conclusão.

6. A oração “Olhando para trás” (l. 13) apresenta um valor


(A) causal.
(B) concessivo.
(C) consecutivo.
(D) temporal.

7. A repetição da palavra “aqui” (ll. 5-6) configura um mecanismo de


(A) coesão gramatical.
(B) coesão lexical.
(C) coerência lógico-conceptual.
(D) coerência pragmático-funcional.

Responda aos itens seguintes.

8. Transcreva e classifique a oração introduzida pelo pronome relativo. (l. 15).


que realizamos – oração subordinada adjetiva relativa restritiva
9. Transcreva o referente do pronome “ela” (l. 16).
a obra
10. Substitua o termo sublinhado no segmento “o sucesso das nossas empresas é inseparável de uma
ambição larga e brilhante” (ll. 17-18) por outro de sentido equivalente.
Várias hipóteses, “vitórias”, talvez a melhor…

A professora
Arminda Gonçalves