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O Que Adoece a Família?

escravizando os deficitários e
Era um jovem saldar aquele
membros desta negativos da
cheio de idéias, um compromisso.
família, depois convivência familiar.
empreendedor.
Um dia, recebeu gerando uma Uma criança
Acreditava que
um mensageiro que o separação. E isto “sintomática” ou um
poderia ficar rico e,
fez ir até a presença de acontece ainda hoje. adolescente “com
em seu sonho, fez um
seu credor. Suava frio. Claro que não só as problemas na escola”
grande empréstimo.
Diante da exigência dívidas, mas a perda logo dirigem o
Todavia, à medida que
do céu credor pelo de saúde de um dos pensamento das
o negócio crescia, suas
pagamento da dívida, membros, o luto, a pessoas para os
dívidas também
ele teve que interferência de possíveis desajustes de
aumentaram. Não
reconhecer o seu parentes, a suas famílias. O
adiantava a esposa
fracasso, de dizer que insegurança, o acesso interesse pela
dizer que tivesse
não tinha como pagar. à educação e resiliência em famílias
cuidado com tantas
Nunca se sentira tão oportunidades de vem contribuir para
dívidas, ele acreditava
mal, pensava. Mas as emprego e renda, a redirecionar esse ciclo
que sabia o que estava
palavras seguintes do cultura, a religião, de raciocínio, trazendo
fazendo! E, realmente,
credor foram mais etc., podem interferir para o mundo familiar
parecia que estava
difíceis ainda. Ele na dinâmica familiar, uma ênfase
prosperando. Um dia
ordenou “que fossem positiva ou “salutogênica”, ou
descobriu que suas
vendidos, ele, sua negativamente. seja, significa focar e
dívidas eram muito
mulher, seus filhos, e pesquisar os aspectos
grandes, resolveu A realidade é que a
tudo o que tinha, e sadios e de sucesso do
procurar o homem aflição não é algo do
que se pagasse a grupo familiar ao
mais rico da cidade e qual estamos livres
dívida” (Mateus invés de destacar seus
fazer-lhe um novo neste mundo. Teremos
18:25). Descobriu que desajustes e falhas.
empréstimo. aflições, é verdade,
seu ato iria influir em Refere-se à maneira
Apresentou seus mas padecer e cair
toda sua família. com que as famílias
planos, ofereceu como diante delas é
Somente ele era o reagem a eventos
garantia tudo o que opcional. Dessa
responsável por aquela estressantes e como
possuía, pois tinha forma, o que
situação e agora toda elas sugerem
certeza que diferencia as famílias
família experimentaria adaptações a estes
conseguiria liquidar não são somente os
o resultado de seus eventos. Estes podem
em pouco tempo tipos de problemas
erros. Ele se humilhou ser previsíveis
aquele débito. Mas as pelos quais elas
como nunca. Recebeu (maternidade,
coisas não passam, mas
perdão, todavia, não casamento) ou
aconteceram como ele principalmente como
soube lidar com a imprevisíveis (doença,
esperava. Muitas elas darão conta de
liberdade a ele desemprego) e
coisas deram erradas, suas dificuldades.
oferecida, tendo sido envolvem demandas
sua dívida cresceu Ficar em pé em meio à
preso, deixando a em vários cenários:
para além de suas provação ou manter a
família desguarnecida trabalho, comunidade,
capacidades de esperança em face às
de sua presença. lar, etc. Portanto, a
pagamento, já não dificuldades é uma
Embora o foco de questão da felicidade
tinha o mesmo ar capacidade que cada
Cristo nesta parábola em família não é tanto
confiante. Irritava-se família precisa
seja o perdão, ela que não tenham
com seus filhos com desenvolver. A esta
também ilustra uma problemas, mas como
freqüência, já não característica se dá o
grande verdade: ela se organiza para
conseguia dar atenção nome de resiliência. A
nossos atos influem na enfrentá-los.
à esposa. A esposa resiliência é
reclamava que não dinâmica familiar. freqüentemente O foco da
recebia atenção do Não é possível referida por processos resiliência em família
marido e os filhos, por entendê-la sem que explicam a deve procurar
sua vez, reclamavam compreender a “superação” de crises identificar e
que o pai só andava de vastidão dos contextos e adversidades em implementar os
mau humor. Perdeu o que podem influir na indivíduos, grupos e processos-chave que
apetite e o sono. Sua ordem familiar. Neste organizações. possibilitam que
vida estava um caos. caso, o problema famílias não só lidem
No geral, os
Tudo o que pensava econômico gerou uma mais eficientemente
estudos sobre família
era como poderia ele desagregação familiar, com situações de crise
enfatizam os aspectos
primeiro quase ou estresse
permanente, mas · Sentido de através das · Mobilização da
saiam delas coerência das adversidades família extensa e da
fortalecidas, não crises: como rede de apoio social
PADRÕES DE
importando se a fonte desafios
ORGANIZAÇÃO · Construção de
de estresse é interna administráveis
uma rede de trabalho
ou externa à família. 4. Flexibilidade –
· Percepção da comunitário: família
Desta forma, a Pela lei, de forma
situação de crise: trabalhando junto
unidade funcional da rígida, poderia ter
crenças
família estará rejeitado o pedido do · Construção de
facilitadoras ou
fortalecida e filho por sua parte na segurança financeira:
constrangedoras
possibilitada a herança, todavia, equilíbrio entre
resiliência em todos os 2. Olhar positivo – acatou o desejo do trabalho e exigências
membros. o pai conclama a todos filho, permitindo que familiares
a se alegrarem pela ele seguisse o seu
PROCESSOS- PROCESSOS DE
volta do filho. Ao caminho, mesmo que
CHAVE DA COMUNICAÇÃO
invés de questionar a isto fosse doloroso
RESILIÊNCIA 7. Clareza – Havia
perda dos bens, ele para si:
Como desenvolver afetivamente o acolhe. espaço para a
· Capacidade para
a resiliência familiar? comunicação em
· Iniciativa (ação) e mudanças:
Em Lucas 15:11-32 família. Os filhos e o
perseverança reformulação,
lemos a história de pai tinham um diálogo
reorganização e
uma família que viveu · Coragem e honesto e aberto.
adaptação
um terrível processo encorajamento (foco
· Mensagens claras
de desagregação: um no potencial) · Estabilidade:
e consistentes
filho que parte, sentido de
· Esperança e (palavras e ações)
considerando que a continuidade e rotinas
otimismo: confiança
única coisa que · Esclarecimentos
na superação das 5. Coesão – quando
poderia levar de sua de informações
adversidades o pai notou o
casa era o dinheiro e ambíguas
incômodo do filho
deixa um choroso pai · Confrontar o que
mais velho, procurou 8. Expressões
e um inconformado é possível: aceitar o
reunir a família à sua emocionais “abertas”
irmão para trás. Quais que não pode ser
volta. – cada um dos
os processos que mudado
membros da família
permitiram a · Apoio mútuo,
3. Transcendência expressão claramente
reestruturação desta colaboração e
e espiritualidade – a suas emoções, mesmo
família? Vejamos: compromisso
Palavra de Deus tinha as emoções negativas
SISTEMA DE grande importância · Respeito às eram passíveis da
CRENÇAS (o coração naquele lar e mesmo o diferenças, escuta familiar.
e a alma da filho distante necessidades e limites
· Sentimentos
resiliência) reconheceu isto. No individuais
variados são
seu discurso
1. Atribuir sentido · Forte liderança: compartilhados
acrescentou uma
à adversidade – o pai prover, proteger e (felicidade e dor;
cláusula de confissão
sabia que seu filho guiar crianças e esperança e medo)
a Deus além daquela
voltaria, que ele membros vulneráveis
voltada para o pai. · Empatia nas
aprenderia uma grande · Busca de relações: tolerância
lição para a vida e · Valores,
reconciliação e das diferenças
esperou o seu retorno. propostas e objetivos
reunião em casos de
de vida · Responsabilidade
· Valorização das relacionamentos
pelos próprios
relações · Espiritualidade: problemáticos
sentimentos e
interpessoais fé, comunhão e rituais
6. Recursos sociais comportamentos, sem
(senso de · Inspiração: e econômicos – havia busca do “culpado”
pertencimento) criatividade e um ambiente
· Interações
· Contextualização visualização de novas cooperativo naquela
prazerosas e bem-
dos estressores possibilidades casa, mesmo entre os
humoradas
como parte do servos.
· Transformação:
ciclo de vida da 9. Colaboração na
aprender e crescer
família solução de problemas
– o pai pede a ajuda
do filho mais velho.
· Identificação de
problemas,
estressores, opções
· “Explosão de
idéias” com
criatividade
· Tomada de
decisões
compartilhada:
negociação,
reciprocidade e justiça
· Foco nos
objetivos: dar passos
concretos; aprender
através dos erros
· Postura proativa:
prevenção de
problemas, resolução
de crises, preparação
para futuros desafios.
De fato, a história
não termina, não há
um “viveram felizes
para sempre”. A
questão permanece e é
atualizada. Era um
desafio aos judeus
desgostosos pela
conversão de
samaritanos e gentios,
mas bem pode ser um
desafio para que
desenvolvamos uma
família resiliente,
afinal o que adoece a
família não são os
problemas, mas como
se lida com eles.
Pr. Willian Oliveira-
Dep. Minist. da Família
AB