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TECNOLOGIAS DIGITAIS COMO CONSTITUINTES DO DEVIR DE

EDUCADORES E ESTUDANTES NO CONTEXTO ESCOLAR

Maria de Fátima de Lima das Chagas


Nize Maria Campos Pellanda
Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC
IDEIAS INICIAIS

Esta é uma discussão que busca


perceber a relação educação-
tecnologia como uma rede de
aprendizagem, fundamentada
teoricamente no paradigma da
complexidade, ou seja, na lógica
de não separar humano-técnica-
tecnologia.

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O QUE QUEREMOS?

üAprofundar a discussão sobre o conceito de tecnologia

üRefletir a técnica e a tecnologia como constituinte do


humano

üDiscutir sobre as contribuições das tecnologias digitais


na tessitura de redes de aprendizagem no contexto da
escola e na formação de professores

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TECENDO FIOS DE UMA
UMA REDE TEÓRICA

Para aprofundar a discussão autores como Maturana, Varela,


Arendt, Spinoza, Morin, Deleuze, Goody, Lévy, Ortega y Gasset e
Simondon, nos ajudam a pensar a tecnologia como inseparável
do devir humano, na tessitura de redes, espaços de
aprendizagens e de invenção de si.

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TÉCNICA E TECNOLOGIA PENSADAS
COMO INSEPARÁVEIS DO DEVIR HUMANO

Tecnologia – como modo de potencializar interações

- Tecnologias leves (encontro) - Elias Merhy


- Tecnologias do intelecto (a linguagem) – Jack Goody
- Tecnologias da inteligência (Redes) – Pierre Lévy
- Tecnologias como Agenciamentos – Gilles Deleuze
- Acoplamento humano-máquina – Gilbert Simondon

A oposição sustentada entre a cultura e a técnica, entre o homem e máquina, é


falsa e sem fundamento. (SIMONDON 2007, p. 09).
TÉCNICA E TECNOLOGIA PENSADAS
COMO INSEPARÁVEIS DO DEVIR HUMANO

• Técnica como modo de configuração da existência


humana (ação - devir)

• “la tecnicidad es un modo de relación deI hombre con


el mundo” (p. 21) “acoplado a la máquina” (p. 137)

“Uma ferramenta pode ser bela na ação, logo que ela se adapta bem ao
corpo que ela parece prolongar de maneira natural e amplificar de alguma
maneira seus caracteres estruturais” (SIMONDON, 2007, p. 186).
SOCIEDADE, TÉCNICA E ESCOLA: TECENDO REDES DE
PENSAMENTOS, ENCONTROS E ENTENDIMENTOS

Tecnofobia Tecnofilia
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METODOLOGIA – ideias

Nada aprendemos com aquele que nos diz: faça como eu. Nossos únicos mestres são aqueles
que nos dizem "faça comigo" e que, em vez de nos proporem gestos a serem reproduzidos,
sabem emitir signos a serem desenvolvidos no heterogêneo (DELEUZE, 1988, p. 54)
ALGUMAS INFERÊNCIAS
PROVISÓRIAS
ü A ideia é abrir espaços para CONVERSAR, refletir para que o
educador consiga se reinventar e reinventar suas ações no espaço
escolar contemporâneo.
ü Os objetos técnicos acoplados ao indivíduo passam a ser vistos como uma
alternativa de consolidar uma organização dos sistemas psíquicos, afetivos e,
consequentemente, sociais (SIMONDON, 2007).

ü Nossa tentativa é buscar uma perspectiva na qual tecnologias não sejam apenas meios
para aprender e conhecer, mas sejam constitutivas dos próprios modos de conhecer, de
aprender (MARASCHIN e AXT, 2005).

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PARA NÃO CONCLUIR ...
“Essa discussão enfatiza a importância de renovar e aprofundar a
reflexão filosófica como prática de pensamento e de vida. Não
podemos nos contentar em repetir o que vem sendo repetido há
vários séculos nas escolas, como se nada houvesse mudado”
(ATLAN, 2004, p. 75).

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REFERÊNCIAS
ATLAN, Henri. A ciência é inumana? Ensaio sobre a livre necessidade. Coleção Questões da nossa época, 2ª Ed. São Paulo: ed. Cortez, 2004.
ARENDT, H. A condição humana. 10 ed, Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.
BACHELARD, G. O novo espírito científico. 2a. Ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1995.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Diretrizes – Programa Nacional de Informática na educação PROINFO, Brasília: 1997.
COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL – CGI.br. Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras [livro
eletrônico] – TIC Educação 2013. Coord. Alexandre F. Barbosa. São Paulo, 2014.
ESPINOSA, B. Ética. São Paulo: Abril. 2007.
DELEUZE, G; PARNET, C. Diálogos. São Paulo: Editora Escuta, 1998.
GOODY, J. Pouvoirs et savoirs de l’écrit. Paris: Editions La Dispute. 2007.
LÉVY, P. O Que é Virtual? 2 ed. São Paulo, SP: Ed. 34, 2011.
LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo, SP: Ed. 34, 1999.
LÉVY, P. Filosofia World: O Mercado, o Ciberespaço, a Consciência. Porto Alegre, Instituto Piaget, 2001. MATURANA, H. Cognição, Ciência e Vida
Cotidiana. Organização de C. Magro e V. Paredes. Ed. Humanitas/UFMG, Belo Horizonte. 2001.
MARASCHIN, Cleci. Pesquisar e intervir. In: Psicologia & Sociedade, v. 16, n. 1. Porto Alegre, 2004.
MATURANA, H. Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
MATURANA, H. Reflexões sobre o amor. In.: MAGRO, C; GRACIANO, M; VAZ, (Orgs). A ontologia da realidade. Belo Horizonte: UFMG, 1997.
MATURANA, H. La Realidad: Objetiva ou Construída? – Fundamentos Biológicos do Conocimento. Tomo II. Barcelona: Antrophos, 1996.
MATURANA H.; VARELA, F. A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. São Paulo: Editora Palas Athena, 2011
MATURANA, H.; REZEPKA, S. N. Formação humana e capacitação. Petrópolis: Vozes. 2008.
MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. 4. ed. Porto Alegre: Sulina, 2011.
NIETZSCHE, F. Escritos sobre Educação. 5 ed. Rio de Janeiro: Editoras PUC-Rio e Edições Loyola, 2004.
PELLANDA, N. M. C. A música como reencantamento: um novo papel para a educação. Revista da ABEM, Porto Alegre, V. 10, 13-18, mar. 2004.
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