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LUBRIFICAÇÃO

Instrutor: Alan Victor Ferreira Modolo

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SUMÁRIO
1. Princípios da lubrificação
2. Petróleo
3. Lubrificantes
4. Aditivos
5. Graxas lubrificantes
6. Métodos gerais de aplicação de lubrificantes
7. Recebimento e manuseio de lubrificantes
8. Classificação de lubrificantes

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Capítulo I

Princípios da
lubrificação
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1. TRIBOLOGIA
• O termo tribologia, vem do grego, onde:

TRIBO  ESFREGAR
LOGOS  ESTUDO

TRIBOLOGIA: ESTUDO DO ATRITO

• O termo foi definido como a “ciência e


tecnologia de superfícies interativas em
movimento relativo e dos assuntos e práticas
relacionados”
1. TRIBOLOGIA
• Apesar do termo ter sido utilizado pela
primeira vez em 1966 por Peter Jost, os
campos do conhecimento que formam a
tribologia existiam antes dela, os estudos dos
fenômenos de lubrificação, atrito e desgaste
antecedem muito a 1966.
1. TRIBOLOGIA
TRIBOLOGIA

DESGASTE
ATRITO LUBRIFICAÇÃO

• Propósito básico da tribologia é a


minimização/eliminação das perdas em todos os níveis
da tecnologia;
• Um dos principais focos de estudo da tribologia é o
DESGASTE.
2. DESGASTE

• Tradicionalmente são aceitos quatro modos de desgaste:


– Adesivos;
– Abrasivos;
– Fadiga;
– Corrosivos;
2. DESGASTE
• O desgaste ADESIVO ocorre quando a ligação
adesiva entre as superfícies é suficientemente
forte para resistir ao deslizamento.
• Como resultado dessa adesão, uma
deformação plástica é causada na região de
contato gerando uma trinca que pode se
propagar levando à geração de um terceiro
corpo e a uma transferência completa de
material.
2. DESGASTE

• No desgaste ABRASIVO ocorre remoção de


material da superfície.
• Esse desgaste ocorre em função do formato
e da dureza dos dois materiais em contato.
2. DESGASTE

• Quando o desgaste é ocasionado pelo alto


número de repetições do movimento ele é
chamado de desgaste por FADIGA.
2. DESGASTE

• Finalmente, o desgaste CORROSIVO ocorre


em meios corrosivos, líquidos ou gasosos.
• Neste tipo de desgaste são formados
produtos de reação devido às interações
químicas e eletroquímicas.
2. DESGASTE

• Os modos de desgaste podem ocorrer


através de diversos mecanismos.
3. ATRITO

• O atrito é a resistência ao movimento quando um corpo


qualquer, sólido, líquido ou gasoso, move-se sobre a
superfície de um outro corpo, ou seja, é a força que se opõe
ao movimento.
• Leonardo da Vinci (1452 – 1519);
– Mediu forças de atrito em planos horizontais e inclinados;
– Demonstrou que estas são dependentes da força normal ao
deslizamento dos corpos e independentes da área de contato
aparente;
– Propôs uma distinção entre atrito de escorregamento e de
rolamento;
– Introduziu o coeficiente de atrito como sendo proporcional à força
normal
3. Atrito
• O atrito é uma designação genérica da
resistência que se opõe ao movimento. Esta
resistência é medida por uma força
denominada força de atrito.

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3. Atrito
• Atrito, em física é o
componente horizontal
da força de contato que
atua sempre que dois
corpos entram em choque
e há tendência ao
movimento.

• A força de atrito é sempre paralela às


superfícies em interação e contrária
ao movimento relativo entre eles.
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• Sempre que aplicarmos uma força a um corpo,
sobre uma superfície, este acabará parando.
• É isto que caracteriza a força de atrito:
1. Se opõe ao movimento;
2. Depende da natureza e da rugosidade da superfície
(coeficiente de atrito);
3. É proporcional à força normal de cada corpo;
4. Transforma a energia cinética do corpo em outro
tipo de energia que é liberada ao meio.

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Leis do atrito de deslizamento:
• 1ª Lei: O atrito é diretamente proporcional à
carga aplicada.

Fs = μ x P

Fs = atrito sólido
μ = coeficiente de atrito
P = carga aplicada

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2ª Lei: O atrito, bem como o coeficiente de atrito,
independe da área de contato aparente entre
superfícies em movimento.

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3ª Lei: O atrito cinético é menor do que o atrito estático: devido
ao coeficiente de atrito cinético ser inferior ao estático.

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4ª Lei: O atrito diminui com a lubrificação e o
polimento das superfícies: pois reduzem o coeficiente
de atrito.

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Atrito de Rolamento

A resistência é devida, sobretudo às


deformações.
As superfícies elásticas oferecem menor
resistência ao rolamento do que as
superfícies plásticas.
 Em alguns casos, o atrito de rolamento
aumenta devido à deformação da roda (por
exemplo, pneus com baixa pressão).
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•As leis do atrito
de rolamento são
as seguintes:
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1ª Lei: A resistência ao rolamento é
diretamente proporcional à carga aplica.

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2ª Lei: O atrito de rolamento é inversamente
proporcional ao raio do cilindro ou esfera.

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• É quase impossível, mesmo com os mais
2. Lubrificante
modernos processos de espelhamento,
produzir uma superfície verdadeiramente lisa
ou plana.

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Supondo duas barras de aço com superfícies
aparentemente lisas, uma sobre a outra, tais
superfícies estarão em contato nos pontos
salientes.

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Quanto maior for à carga, maior será o
número de pontos em contato.

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• Ao movimentar-se uma barra de aço sobre a
outra haverá um desprendimento interno de
calor nos pontos de contato. Devido à ação
da pressão e da temperatura, estes pontos se
soldam. Para que o movimento continue, é
necessário fazer uma força maior, a fim de
romper estas pequeníssimas soldas
(microssoldas).

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Microssoldas

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• Com o rompimento das microssoldas,
temos o desgaste metálico.
• Quando os pontos de contato formam
soldas mais profundas, pode ocorrer a
grimpagem ou ruptura das peças.

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• Uma vez que o atrito e o
desgaste provêm do contato
das superfícies, o melhor
método para reduzi-los é
manter as superfícies
separadas, intercalando-se
entre elas uma camada de
lubrificante.

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• Lubrificação é o processo ou técnica utilizada na
aplicação de uma camada chamada lubrificante
com a finalidade de reduzir
o atrito e o desgaste entre
duas superfícies sólidas em
movimento relativo,
separando-as parcialmente
ou completamente.

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ATIVIDADES PARA CASA
1. Quais são os três pilares da tribologia?
2. Porque o desgaste é um dos principais focos
do estudo da tribologia?
3. Pesquise e comente sobre o processo de
desgaste por abrasão em 3 corpos?
4. O que é o atrito?
5. Qual a relação da área com o coeficiente de
atrito?
Lubrificante
• Lubrificante é qualquer material que,
interposto entre duas superfícies atritantes,
reduza o atrito.
• Podem ser líquidos, sólidos ou gases, puros
ou em misturas.

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Trabalho em Grupo – TG.01

• Quais são as principais funções


dos lubrificantes? Explique cada
uma delas.

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Funções dos Lubrificantes:
1. Controle do atrito: transformando o atrito
sólido em atrito fluido, evitando assim a
perda de energia.
2. Controle do desgaste: reduzindo ao
mínimo o contato entre as superfícies,
origem do desgaste.
3. Controle da temperatura: absorvendo o
calor gerado pelo contato das superfícies
(motores, operações de corte etc).
4. Controle da corrosão: evitando que ação
de ácidos destrua os metais.
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Funções dos Lubrificantes:
5. Amortecimento de choques: transferindo
energia mecânica para energia fluida
(como nos amortecedores dos
automóveis) e amortecendo o choque
dos dentes de engrenagens.
6. Remoção de contaminantes: evitando a
formação de borras, lacas e vernizes.
7. Vedação: impedindo a saída de
lubrificantes e a entrada de partículas
estranhas (função das graxas), e
impedindo a entrada de outros fluidos ou
gases (função dos óleos nos cilindros de
motores ou compressores). 42
Problemas da falta de lubrificação
1. Aumento do atrito;
2. Aumento do desgaste;
3. Aquecimento;
4. Dilatação das peças;
5. Desalinhamento;
6. Ruídos;
7. Grimpagem;
8. Ruptura das peças.

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FALANDO SOBRE PELÍCULA LUBRIFICANTE

Pra que haja formação de película lubrificante, é


nescessário que o fluído apresente adesividade, para
aderir às superfícies e ser arrastada por elas durante
o movimento, e coesividade, para que não haja
rompimento da película.A proriedade que reúne a
adesividade e a coesividade de um fluído é
denominada OLEOSIDADE.

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Película Lubrificante:

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Classificação da Lubrificação:

• Total ou fluida
• Limite
• Mista.

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Lubrificação total ou fluida
• A película lubrificante separa totalmente as
superfícies, não havendo contato metálico
entre elas, isto é, a película possui espessura
superior à soma das alturas das rugosidades
das superfícies.

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Lubrificação total ou fluida

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Lubrificação limite
• Na lubrificação limite, a película, mais
fina, permite o contato entre as
superfícies de vez em quando, isto é, a
película possui espessura igual à soma
das alturas das rugosidades das
superfícies.

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Lubrificação limite

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Lubrificação mista
• Na lubrificação mista ocorre a lubrificação
limite e a lubrificação total ou fluida.

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Cunha Lubrificante:
• As dimensões da folga são proporcionais ao
diâmetro “d” do eixo (0,0006d a 0,001d)

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Cunha Lubrificante:
• À medida que a velocidade aumenta, maior
será a quantidade de óleo arrastada,
formando-se uma pressão hidrodinâmica na
cunha lubrificante, que tende a levantar o
eixo para sua posição central, eliminando o
contato metálico (lubrificação total).

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Cunha Lubrificante:
• A pressão não se distribui uniformemente
sobre o mancal, havendo uma área de
pressão máxima e outra de pressão mínima.

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Ranhuras:
• Na lubrificação dos mancais, é de grande
importância o local de introdução do
lubrificante.
• O ponto de aplicação do lubrificante deve ser
escolhido em uma área de pressão mínima.
• Para permitir a rápida distribuição do óleo
lubrificante ao longo do mancal, nele são
feitas as ranhuras.

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Ranhuras:
• A eficiência da distribuição depende do
formato e da localização das ranhuras.
• As ranhuras jamais devem ser colocadas nas
áreas de pressão máxima, que anulariam
suas funções, impedindo a distribuição do
lubrificante.
• As ranhuras devem ter suas arestas bem
chanfradas, a fim de não rasparem o óleo que
está sobre o eixo.

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Ranhuras:

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• As ranhuras não devem atingir as
extremidades do mancal, para evitar o
vazamento.

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