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Aula 01 09/02/2017

FUNDAMENTOS DO DIREITO DO TRABALHO

O dto. do trabalho se submete a um principio fundamental, que é o principio protecionista do


trabalhador em relação ao direito do trabalho.

O principio significa que na interpretação da norma trabalhista, em caso de dúvida, ele tem
que prestigiar o hipossuficiente, que é o empregado.

A nossa legislação do trabalho não faz distinção entre os trabalhadores mais necessitados e os
menos (empregados categorizados).

Quando se fala em protecionismo, se diz que é da essência do dto do trabalho que a norma
proteja o empregado, pq a relação dele é de subordinação em relação ao empregador.

Outra função do dto do trabalho é da manutenção dos postos de trabalho.

Art. 1ª, IV da CF – Não há possibilidade de se proteger o trabalho, se não se protege a livre


iniciativa.

Fala-se da importância que o Estado tem que dar a vida saudável das empresas e a garantia da
manutenção do postos de trabalho. Ele precisa se preocupar em manter os trabalhadores nos
seus postos e garantir a criação dos novos empregos. Essa é a grande distinção entre um
Estado Liberal e um Estado Social, que interfere nas relações de trabalho para garantir a
manutenção dos postos de trabalho e a proteção do trabalhador. Essa é a função social do dto
do trabalho.

O protecionismo que se verifica no direito do trabalho, é praticamente o mesmo que temos no


Direito do Consumidor.

Celso Antonio Bandeira de Melo – Livro Principio da Igualdade.

O protecionismo é o ponto principal do direito do trabalho, porque ele parte do princípio de


uma relação de desigualdade. Art. 2º, CLT.

Na própria definição de empregado e empregador na CLT, verifica-se a subordinação jurídica.

O empregador tem o poder de comando.

Em direito Civil ocorre o mesmo. Anteriormente, ele partia da ideia de uma relação contratual
igual e não desigual. Com a evolução social e politica que tivemos, atualmente, no CC de 2002,
figura o principio segundo o qual nem sempre as relações contratuais possuem partes em
condição de igualdade. A finalidade do contrato é o respeito ao bem comum, a boa-fé.

Portanto, esse protecionismo que por muito tempo foi exclusivo do dto do trabalho, hoje em
dia perpassa o direito do consumidor e algumas áreas do direito civil.

O direito do trabalho tem princípios próprios, mas não se deve abstrair os demais ramos do
direito que compõem todo o ordenamento.
Para que um ordenamento seja verdadeiramente um ordenamento, ele precisa estar centrado
em um principio de coerência e harmonia. Não é possível que uma lei ordinária conflite com a
Constituição.

Ex.: EC45 – amplia a competência do direito do trabalho (o juiz do trabalho julga por exemplo,
relações civis – quando prestador é pessoa física, como pequenos empreiteiros, operários ou
artífices, direito do trabalho, direito civil, direito comercial, direito previdenciário).

Se o juiz do trabalho verifica que não há uma relação de trabalho, mas uma relação de
natureza civil, por ex., ele julga segundo as normas do direito civil.

1. FLEXIBILIZAÇÃO E DESREGULAMENTAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS

Flexibilização Forma de amenizar o rigor da proteção das normas estatais cogentes


(imperativas ou de ordem pública).

Muitos chamam de Modernização da legislação trabalhista.

Desregulamentação Retirada da proteção dos direitos trabalhistas do bojo das normas


estatais.

Retira-se a proteção da lei. Isso traria um fortalecimento veemente das negociações


coletivas”. Além disso, isso possibilitaria maiores hipóteses de ajustes individuais.

Eu tento fortalecer a negociação coletiva, mas tb trago maiores possibilidades e hipóteses


de ajuste individuais.

Possibilita que ajustes individuais regulamentem a área trabalhista.

Análise constitucional

Art. 7º,VI CF  Princípio da irredutibilidade salarial (regra é a irredutibilidade –


exceção(flexibilização): possibilidade de redução por intermédio de instrumento de
negociação coletiva). Ou seja, a proteção do trabalhador está no Sindicato. Através deste
artigo, por um ajuste individual, não se permite a redução dos salários. Somente por meio
de sindicato.

PPE – Permite a redução da jornada com redução do salário, mas necessita de acordo
através dos sindicatos.

Art. 7º, XIII CF  Traz a ideia da duração do trabalho normal não superior a 8h diárias e 44
h semanais, sendo facultada a compensação de horário ou a redução da jornada por
acordo ou convenção coletiva de trabalho. Aí está a flexibilização. A interpretação que se
dá atualmente é de que a palavra coletiva só se refere a convenção. Portanto, pode ser
flexibilizado por acordo individual escrito (súm. 85 TST) ou coletivo. Ou seja, não há a
necessidade de intervenção do Sindicato.

Toda a reforma trabalhista tem que passar pelo Sindicato? Não. Por causa deste inciso,
não.
Tese do Dano Existencial

Vem do excesso de jornada.

“Jornadas extenuantes ou exaustivas”

É o dano que ofende a existência do ser humano nos seios familiar, comunitário, político,
cultural, etc.

 Argumentos constitucionais:
 Art. 1º, III e IV CF (dignidade da pessoa do trabalhador +valores social do
trabalho e da livre iniciativa);
 Art. 3º, IV da CF – Proibição de preconceitos e discriminações;
 Arts. 6º, 170 e 193 da CF: trabalho como direito social e primado da ordem
econômica e social. (tese do direito à desconexão do trabalho – ex.: ofensa ao
sair do trabalho e continuar conectado pelo celular) – direito fundamental
(eficácia horizontal – respeito aos direitos fundamentais na relação entre
particulares) / Para saber... eficácia vertical – respeito aos direitos
fundamentais na relação Estado -> particular.
 Direito ao lazer nas elações de trabalho – lazer como direito fundamental e
com previsão no art. 6º da CF.

O dano existencial não se confunde com o dano moral...

Art. 7º, XIV, CF: outra hipótese de flexibilização constitucional  turnos


ininterruptos de revezamentos (limite de 6h diárias, salvo negociação
coletiva). Esses turnos tiveram origem nas operações de engenharia ligadas ao
petróleo.
Súmula 423, TST – Se houver regular negociação coletiva, as 7ª e 8ª horas não
serão pagas como extras. Eu vou ter hora extra sem adicional. Essa é uma
súmula de flexibilização.
Ou seja, nem todas as súmulas do TST são contrárias a flexibilização.

Visão do TST sobre o assunto:

Súmula 437 TST  Impossibilidade de redução do intervalo intrajornada para refeição


e descanso por negociação coletiva, por ser uma norma de higiene, saúde e segurança
no trabalho, infenso (não suscetível a) à negociação coletiva.
Conclusão: Visão do TST apresenta diversos pontos controvertidos, ou seja há dúvida
exigência ou não de negociação coletiva para a flexibilização. E também há dúvida da
real dimensão de proteção ao trabalhador.

TST  Linha favorável á flexibilização que vem do Min. Ives Gandra


STF  Linha favorável para a flexibilização.
X Movimentos sociais / sindicais/ audiências públicas / mobilização dos operadores do
direito
Reforma trabalhista  Congresso Nacional + Executivo (medidas provisórias)

Pontos centrais da Reforma trabalhista


1º) Redução da idade mínima para trabalhar
Agressão ao art. 7º, XXXIII, CF – De 16 para 14 anos
Problema: princípio da vedação ao retrocesso social
Luta histórica de inserção dos direitos trabalhistas na CF. (Constitucionalismo social –
1º - Constituição Mexicana / 2º Constituição Alemã).

2º) Terceirização na atividade-fim


Atualmente: Súmula 331, I TST – é permitida a terceirização da atividade-fim nos casos
de trabalho temporário, previsto na Lei 6019 de 1974.
Trabalho temporário – limite: 3 meses, salvo autorização do Ministério do Trabalho.
Reforma  Quer ampliar para 6 meses, sem autorização do Ministério.

3º) Possibilidade de contratações flexíveis


Redução do conjunto /espectro de direitos trabalhistas
Ou seja, vão criar formas mais flexíveis de contratação.

4º) Fracionamento das férias em 3 períodos


5º) Possibilidade do limite de 12 horas /diárias, chegando a 48h semanais

Conclusão
O Brasil possui 2 das maiores flexibilizações mundiais
a) A despedida imotivada / não observância da convenção 158 da OIT
b) Possibilidade da prestação de inúmeras horas extras.

Obs: Flexissegurança

 Alguns países europeus


 Ponderação de 2 interesses -> formas flexíveis de contratação + grande política estatal
de seguro-desemprego e reinserção do trabalhador no mercado de trabalho