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Condomínio Vancouver Residence

Rua Panamá, 53, Bairro Imigrantes, CEP 89120-000 Timbó-SC


Solicitante: Hórus Administradora de Condomínios
condomínio@horus.com.br – 3041-1729
Síndico(a): Elis Tredesini
elisregina@tpa.com.br

LAUDO E RELATÓRIO FOTOGRÁFICO


Laudo e relatório fotográfico solicitado pela Hórus Administradora de
Condomínios com o objetivo de apresentar as patologias encontradas em vistoria
realizada em 01 de fevereiro de 2016 ás 17:30 horas.

O edifício

O Condomínio Vancouver Residence, constituído de 2 apartamentos por andar,


sete pavimentos, área de festas e garagem, é considerado novo, pois apresenta idade
aproximada de cinco anos, e foi construído com sistema construtivo de alvenaria
estrutural de blocos cerâmicos (informações fornecidas pela sindica no dia da vistoria).

Vista do lado direito do edifício. Vista do lado esquerdo do edifício.

Objetivo

Identificar as patologias existentes.

Metodologia

Vistoria in loco e identificação visual acompanhada de registro fotográfico sem


ensaios destrutivos.

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Autorização

Acesso ao edifício autorizado pela solicitante, com acompanhamento da Sindica.


O acesso aos apartamentos foi permitido pelos seus proprietários/responsáveis.

Patologias encontradas

Apartamento 101:
Não foi vistoriado.

Apartamento 102:
Não foi vistoriado.

Apartamento 201:
1. Manchas no papel de parede no canto frontal;

2. Fissura externa no canto direito do edifício;

Apartamento 202:
Não foi vistoriado.

2
Apartamento 301:
1. Manchas no papel de parede no canto frontal;

2. Manchas no forro de gesso do banheiro da suíte;


3. Fissura externa no canto do edifício;
4. Manchas no parapeito e parede da sacada;

Apartamento 302:
Não foi vistoriado;

Apartamento 401:
1. Manchas no forro de gesso do banheiro;
2. Repintura amarelada das portas, repintada apenas as faces e não as
bordas das folhas das portas e vistas, além de acabamento péssimo;

3. Bolha na parede externa sem janela;


4. Fissura no canto da janela;

3
5. Manchas no parapeito da sacada;

6. Rodaforro de gesso partido no BWC social;

Apartamento 402:
Não foi possível vistoriar, o morador não estava presente.

Apartamento 501:
1. Manchas no papel de parede na parede frontal da suíte;

2. Manchas no forro de gesso do banheiro;

4
3. Manchas nos cantos da janela do quarto dos fundos;

4. Manchas na parede da sacada;

5. Fissura externa no canto frontal direito do edifício;

Apartamento 502:
1. Repintura amarelada das portas;

5
2. Piso cerâmico trincado no quarto dos fundos;
3. Manchas no canto do peitoril da janela de ambos os quartos;

4. Manchas na parede sob a soleira do peitoril da sacada;

Apartamento 601:
1. Mancha entre a parede e o teto do quarto dos fundos;

2. Fissuras e manchas no canto da janela do quarto dos fundos;

6
3. Fissuras com desprendimento de reboco no canto da janela do quarto;
4. Fissura externa no canto frontal direito do edifício;
5. Repintura amarelada das portas;
6. Manchas no parapeito da sacada;

7. Manchas no forro de gesso do banheiro;

Apartamento 602:
1. Manchas no papel de parede da suíte na parede frontal canto esquerdo;

2. Fissuras na parte externa do edifício na mesma parede;

7
3. Manchas no parapeito da sacada;

Apartamento 701:
1. Manchas na parede frontal da suíte;

2. Fissuras na parte externa do edifício junto á laje de teto;

3. Manchas no forro de gesso da área de serviço;

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Apartamento 702:
1. Manchas no forro de gesso da área de serviço;
2. Fissura na parede entre aberturas de janelas da sacada;

3. Fissuras na parte externa do edifício;

4. Fissuras com desprendimento de reboco no canto da janela do quarto;

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Condomínio

1. Manchas na soleira com bolhas na massa corrida nas janelas da


circulação do 5º, 6º e 7º andares.

2. Manchas de umidade próximas a soleira da janela das escadas, canto


inferior direito.

3. Piso cerâmico da circulação das escadas com manchas em vários


locais/pavimentos.

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4. Na escada do acesso social, na
parede da lixeira e do gás,
deteriorização do reboco por
umidade ascendente em cima do
revestimento de pedra.

5. No teto do hall externo do


acesso social, frente a porta,
descolamento de pintura no
forro de gesso.

6. Fachada frontal com


fissuras e manchas
na pintura.

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7. Manchas provocadas
por umidade nas
paredes da garagem
e área externa.

8. Na edícula da área de festas, na parede dos fundos, rachadura vertical


partindo da platibanda, e rachadura no peitoril do muro divisório.

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9. Manchas nas paredes da
fachada.

10. Fissuras na alvenaria da fachada junto ao acesso social.

ANÁLISE TÉCNICA:
Análise técnica referente ás patologias encontradas.

Manchas nas sacadas

Manchas esbranquiçadas nas paredes


internas e externas das sacadas e fachada.
Presente na fachada e nos
apartamentos: 201, 301, 401, 501, 601, 602
e 701.

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Sistema Patológico: Calcinação ou Pulverulência

Formação de finas partículas semelhantes a um pó esbranquiçado sobre a


superfície pintada originada pela ação inevitável do intemperismo, causando o
desbotamento da cor. Ainda que algum desbotamento seja normal, devido ao desgaste
natural, em excesso pode causar extrema calcinação (POLITO, 2006, p. 37).

Possíveis Causas
 Uso de uma tinta de baixa qualidade, que contenha alta concentração
de pigmentação;
 Uso externo de uma tinta indicada para superfícies internas;
 Deficiente selagem do substrato;
 Aplicação de camada muito fina;

Referências:

BREITBACH, Eng. Civil Aécio M. Patologia de pinturas na construção civil. 2015.


140 p. – IBAPE SC.

POLITO, Giuliano. Principais sistemas de pinturas e suas patologias. 2006.


66 p. Universidade Federal de Minas Gerais – Escola de Engenharia.

Umidade em papel de parede

Manchas nos papéis de parede nos encontros


de duas paredes nas suítes do edifício.
Presente nos apartamentos 201, 301, 501,
602, e 701.

Sistema Patológico: Umidade por infiltração

Estas manchas foram causadas por conta da infiltração de umidade na parede


pela ocorrência de fissuras no canto na parte externa do edifício entre 1,80 e 2,10
metros de altura, identificadas nas fotos á seguir:

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Tais fissuras, segundo REFATI (2013, p. 50) “[...] podem ocorrer fissuras
diagonais em função da movimentação térmica das lajes. Dependendo de fatores como
as dimensões da laje, restrições exercidas pela alvenaria, a constituição própria da laje
e mesmo a presença de aberturas podem originar fissuras” conforme ilustra a figura:

Tensões causadas pela movimentação da laje no encontro de paredes


(MAGALHÃES 2004).

Este caso de fissura poderia ter sido evitado por meio de um método construtivo
que consiste na utilização de blocos cerâmicos que permitem o travamento com uso de
cimento graute e armadura nos vazios dos blocos estruturais nos encontros de paredes.
SOARES explica a utilização de armadura na alvenaria estrutural da seguinte forma:

As armaduras usadas na Alvenaria Estrutural com a finalidade de


reforçar juntas e aumentar a amarração das paredes são as mesmas
usadas na alvenaria convencional, sendo mais comuns na amarração
dos cantos e encontros de paredes.
Também servem para minimizar os efeitos de tensões de tração
devido à flexão. (SOARES, p. 21).

Referências:

CASOTTI, Denis Eduardo. Causas e recuperação de fissuras em alvenaria.


2007. 80 p. Universidade de São Francisco.

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REFATI, Kassiana Kamila Pagnocelli. Inspeção em estruturas de alvenaria em
blocos estruturais. 2013. 94 p. Universidade Técnológica Federal do Paraná –
Departamento Acadêmico de Construção Civil.

SOARES, Profª. Silvia Maria Baptista. Alvenaria Estrutural. 112 p. PUCRS.

Portas Amareladas

Vistas de portas e portas pintadas recentemente com tinta branca apresentam


coloração amarelada. Presente nos apartamentos: 401, 502 e 601.

A ocorrência desta patologia se da por causa da incorreta escolha da cor da


tinta utilizada, e também, da pintura parcial da esquadria e vistas, em alguns casos
também com manchas por aplicação mal executada.

Fissuras na Alvenaria

As lajes de cobertura apoiadas sobre paredes de alvenaria estão sujeitas á


movimentações de retração e expansão, e podem causar fissuras verticais como no caso
da foto á seguir:

Fissura vertical na edícula da área de festas.

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As fissuras verticais por movimentação térmica da laje também ocorrem em
paredes paralelas ao sentido predominante de dilatação e contração térmicas da laje
de cobertura. Neste caso, a dilatação da laje gera tensões horizontais de tração,
provocando a fissura vertical na parede de alvenaria (DUARTE, 1998; MAGALHÃES,
2004).

Fissura vertical em parede por movimentação de laje (DUARTE, 1998).

Outros tipos de fissuras também ocorrem pela


retração ou expansão das alvenarias que estão
diretamente em contato com outros elementos que
possuem coeficientes de dilatação diferentes, a falta
de juntas de dilatação impede que a alvenaria se
movimente, resultando em fissuras.

Fissura no muro divisório.

Algumas fissuras não apresentam uma definição especifica de patologia,


podendo ser causadas pela acomodação da estrutura/alvenaria ao longo do tempo,
ocasionando pequenas fissuras sem risco á estrutura do edifício, como as fissuras
indicadas nas imagens á seguir:

Fissuras na alvenaria da fachada junto ao acesso social.

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Referências:

MAGALHÃES, E. F. Fissuras em alvenarias: configurações típicas e levantamento


de incidências no Estado do Rio Grande do Sul. 2004. 177f. Trabalho de Conclusão
(Mestrado em Engenharia) – Curso de Mestrado Profissionalizante em Engenharia,
Escola de Engenharia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004.

DUARTE, R. B. Fissuras em alvenarias: causas principais, medidas preventivas e


técnicas de recuperação. Porto Alegre: CIENTEC, 1998. (Boletim Técnico 25).

Cantos de Janelas

Patologias encontradas nas janelas da circulação do 5º, 6º e 7º pavimentos e


nos apartamentos: 401, 501, 502, 601 e 702.
Infiltrações nas interfaces do peitoril, umidade na região próxima à contraverga
ocasionando manchas de umidade, o que contribui para a degradação da pintura, do
revestimento e formação de bolor na parede MOCH (2009).

Segundo Moch (2009) e Rodrigues (2013), as principais causas deste tipo de


infiltrações são a deficiência na vedação, falta de declividade do peitoril, assim como
a falta de uma barreira que evite a entrada de água. Ainda segundo estes autores, as
extremidades do peitoril são pontos propícios a infiltrações, principalmente aqueles que
não possuem barreira de vedação na direção vertical (soleira de granito), e a
qualidade técnica do elemento vedante, é fundamental para uma vedação eficiente.

Referencias:

MOCH, T. Interface esquadria/alvenaria e seu retorno: análise das


manifestações patológicas típicas e proposta de soluções. 2009. 178p. Dissertação
(Mestrado de Engenharia) – Escola de Engenharia, Universidade Federal do Rio Grande
do Sul, Porto Alegre, 2002.

ROGDIGUES, A. C. Levantamento das principais manifestações patológicas


em edificações residenciais de uma construtura em Porto Alegre. 2013. 102p.
Trabalho de Diplomação – Escola de Engenharia, Universidade Federal do Rio Grande
do Sul, Porto Alegre, 2013.

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Manchas de umidade na garagem e fachada

Manchas na parede próximas ao piso encontradas na garagem, fachada e área


da lixeira e gás.

Na maioria dos casos a infraestrutura está em cota inferior ao piso ou enterrada


(vigas baldrames, por exemplo), devendo ser considerados a proteção contra a
umidade ascendente ou de penetração lateral, oriunda de infiltração superficial,
absorção do terreno ou neste caso em especifico, capilaridade.

Os materiais de construção absorvem água na forma capilar quando estão em


contato direto com a umidade. Isso ocorre geralmente nas fachadas e em regiões que
se encontram em contato com o terreno (úmido) e sem impermeabilização. A água é
conduzida, através de canais capilares existentes no material, e caso não seja eliminada
por ventilação, será transportada gradualmente para cima, pela capilaridade
(Schönardie, 2009).

Esta umidade que sobe por capilaridade, causa degradação da pintura e


revestimento (reboco) de parede, e poderá causar bolor.

KANNENBERG PROJETOS E ASSESSORIA LTDA


IVO KANNENBERG
Engenheiro Civil
CREA 005.802-0
Este é o relato.
Indaial, 22 de fevereiro de 2016.

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