Vous êtes sur la page 1sur 4

Investigac¸ ao˜

de Escala no Modelo de Kuramoto

Jaqueline Garcia Silva

Programa de Pos-graduac´

¸ao˜

em Modelagem e Otimizac¸ao˜

Universidade Federal de Goias´

silvajaquelinegarcia@gmail.com

Jonas Ferreira de Oliveira

Departamento de Matematica´

e Tecnologia

Universidade Federal de Goias´

jonasferoliveira.ufg@gmail.com

Celso Vieira Abud

Programa de Pos-graduac´

¸ao˜

em Modelagem e Otimizac¸ao˜

Universidade Federal de Goias´

cabud.ufg@gmail.com

Resumo. Uma propriedade de escala sobre o parametroˆ de ordem do modelo de Kura- moto e´ investigado. O parametroˆ de ordem para um modelo com distribuic¸ao˜ normal para as frequenciasˆ naturais e´ caracterizado a partir de argumentos de escala, revelando um comportamento universal do parametroˆ analisado.

Palavras-chave: Sincronizac¸ao,˜

Modelo de Kuramoto, Teoria de Escala.

1 Introduc¸ ao˜

O modelo de Kuramoto [1] foi, originalmente, proposto em 1975 para estudar o fenomenoˆ

coletivo da sincronizac¸ao.˜ Em seu modelo, Y. Kuramoto descreve a evoluc¸ao˜ temporal das fases de N-osciladores por meio de um conjunto de equac¸oes˜ diferenciais acopladas que, sob certas condic¸oes,˜ conduzem espontaneamenteˆ os osciladores a compartilharem da mesma frequencia,ˆ apesar das diferenc¸as entre as frequenciasˆ naturais de cada oscilador. Sistemas que apresentam padroes˜ de sincronizac¸ao˜ sao˜ estudados em diferentes areas´ como Biologia, Qu´ımica, F´ısica e Cienciasˆ Sociais [2]. Embora a formulac¸ao˜ de Kuramoto seja um modelo simples e analiticamente tratavel´ [1, 2], suas propriedades estao˜ longe de serem consideradas triviais. Neste trabalho, um formalismo de escala e´ usado para caracterizar o n´ıvel de sincronizac¸ao˜ do modelo conforme algumas alterac¸oes˜ sao˜ impostas na variabilidade da distribuic¸ao˜ das frequenciasˆ naturais. A tecnica´ de escala representa uma tentativa de caracterizac¸ao˜ universal para o cenario´ de transic¸ao˜ do estado nao˜ sincronizado para o estado sincronizado no modelo de Kuramoto, para determinada distribuic¸ao˜ das frequenciasˆ naturais dos N-osciladores.

2 Metodologia

O modelo de Kuramoto [1] descreve uma rede completa de N-osciladores de fases por meio

do seguinte sistema de equac¸oes˜

diferenciais:

θ ˙ i = ω i + K

N

N

j=1

sen(θ i θ j ),

i = 1, 2,

, N.

(1)

onde, θ i e ω i sao˜ as fases e as frequenciasˆ naturais, respectivamente, dos osciladores e, K 0

e´ o fator de acoplamento. As fases iniciais e as frequenciasˆ naturais de cada oscilador de ´ındice

i sao˜ escolhidas aleatoriamente. No caso particular deste trabalho, as fases, θ i , sao˜ unifor-

memente distribu´ıdas e as frequenciasˆ naturais, ω i , sao˜ definidas de acordo com uma func¸ao˜ densidade de probabilidade g(ω) dada pela func¸ao˜ normal,

g(ω) =

σ 2π exp (ω µ) 2 2σ 2

1

,

(2)

onde µ representa a media´

Para quantificar o grau de sincronizac¸ao˜ de ordem, , introduzido por Kuramoto:

da distribuic¸ao˜

e σ a variancia.ˆ

do modelo, e´ usual avaliar o chamado parametroˆ

∆(t)e iψ = 1

N

N

j=1

e iθ j ,

(3)

onde ∆(t) pode ser entendida como uma amplitude coletiva e ψ como a fase de sincronizac¸ao˜ no plano complexo.

´

E conhecido que com o aumento do fator de acoplamento, K, o modelo sofre uma transic¸ao˜ de fase de um estado nao˜ sincronizado 0, para o estado sincronizado > 0. O ponto cr´ıtico que marca a transic¸ao˜ de fase foi estudado por Kuramoto no limite N → ∞, para uma distribuic¸ao˜ unimodal e simetrica´ das frequenciasˆ naturais. Neste caso uma transic¸ao˜ de fase cont´ınua ocorre em,

K c =

2

πgω) ,

(4)

em que ωˆ e´ o centro da distribuic¸ao˜

da distribuic¸ao˜

(Equac¸ao˜

g(ω). Perceba que a transic¸ao˜

de fase cr´ıtica, K c , depende

normal

g e, consequentemente, de seus parametros.ˆ

Para o caso da distribuic¸ao˜

2) tem-se para µ = 0 que, K c = 2σ 2π/π.

3

Resultados e Discussao˜

 

As simulac¸oes˜

numericas´

desenvolvidas neste trabalho baseiam-se na soluc¸ao˜

da Equac¸ao˜

1

e

na obtenc¸ao˜

do parametroˆ

obtido pela expressao:˜

∆(t) =

1

N

N

j=1

cosθ j

2 +

N

j=1

senθ j

2

.

(5)

Na Figura 1 a) sao˜ mostrados os resultados para Vs. K obtido apos´ a soluc¸ao˜ numerica´ da Equac¸ao˜ 1 para N = 5000 osciladores com frequenciasˆ naturais escolhidas a partir da distribuic¸ao˜ normal (Equac¸ao˜ 2) com µ = 0 e diferentes valores para as variancias.ˆ Percebe-se da Figura 1 a) que, conforme se aumenta os valores da variancia,ˆ σ, ha´ um

deslocamento da transic¸ao˜ de fase cr´ıtica, K c . Logo, aplicando a transformac¸ao˜ K (K K c ) leva a` coalecenciaˆ dos pontos de transic¸ao.˜ Note, ainda, que o ponto em que cada curva comec¸a

a saturar (crossover), denominado por K x , desloca-se conforme a alterac¸ao˜ de σ. Portanto, de

acordo com a Figura 1 a) podemos assumir tresˆ hipoteses´

de escala:

Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, ∆ , como func¸ao˜ do fator de acoplamento, K
Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, ∆ , como func¸ao˜ do fator de acoplamento, K
Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, ∆ , como func¸ao˜ do fator de acoplamento, K
Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, ∆ , como func¸ao˜ do fator de acoplamento, K
Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, ∆ , como func¸ao˜ do fator de acoplamento, K
Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, ∆ , como func¸ao˜ do fator de acoplamento, K
Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, ∆ , como func¸ao˜ do fator de acoplamento, K
Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, ∆ , como func¸ao˜ do fator de acoplamento, K
Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, ∆ , como func¸ao˜ do fator de acoplamento, K
Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, ∆ , como func¸ao˜ do fator de acoplamento, K

Figura 1: (a) Parametroˆ de ordem, , como func¸ao˜ do fator de acoplamento,K, para diversos valores de variancia,ˆ σ usadas na distribuic¸ao˜ normal das frequenciasˆ naturais no modelo de Kuramoto. (b) Apos´ uma analise´ de escala adequada todas as curvas colidem em uma unica´ curva universal.

(1) Para K c < K < K x o parametroˆ

de ordem cresce de acordo com:

∆(K, σ) (K K c ) β ;

(6)

(2) Para K > K x o parametroˆ

de ordem satura de acordo com:

sat (K, σ) σ α K

α

c

;

(7)

(3) O ponto de crossover depende de σ conforme:

K x σ z K

z

c

,

(8)

onde foi usado a relac¸ao˜ (4) para trabalhar as suposic¸oes˜ apenas em termos do parametroˆ cr´ıtico.

de escala que seguem

as tresˆ hipoteses´

Os parametros,ˆ

α, β e z nao˜

sao˜

independentes e, em geral, func¸oes˜

citadas anteriormente estao˜

associadas pela seguinte relac¸ao˜

[3, 4]:

∆(K, σ) σ) = F K K c

sat (K,

K

x

,

onde F (u) e´ uma func¸ao˜

de escala.

Avaliando as hipoteses´

(1),(2) e (3) em K x temos que,

(K

z

c

K c ) β K ,

α

c

(9)

(10)

logo,

demonstrando a relac¸ao˜

z = α

+ 1,

β

de escala.

entre os parametrosˆ

(11)

Como nao˜

ha´ escala no eixo da ordenada, pois todas as curvas saturam no mesmo ponto,

Portanto, a partir da Equac¸ao˜

9 a escala do modelo fica definida por,

1

∆(K, σ) = ∆((K K c )K

c

, 1).

(12)

curva

apos´ atuac¸ao˜ da escala. De fato, isso significa que o parametroˆ de ordem do modelo de Kura-

moto sob a influenciaˆ de uma distribuic¸ao˜ normal e´ um parametroˆ que pode ser escalado em uma curva universal conforme a Figura 1 b).

Veja na Figura 1 b) como todas as curvas da Figura 1 a) agrupam-se em uma unica´

4

Conclusoes˜

Neste trabalho investigou-se o modelo de Kuramoto com distribuic¸ao˜ normal (unimodal e simetrica)´ para as frequenciasˆ naturais. O parametroˆ de ordem, que mede o n´ıvel de sincro- nizac¸ao˜ do sistema, foi caracterizado por meio de func¸oes˜ de escala. Em particular, dada a distribuic¸ao˜ normal das frequenciasˆ naturais observou-se um deslocamento exclusivamente em relac¸ao˜ ao eixo das abscissas para diferentes valores da variancia.ˆ Assim, a partir de uma relac¸ao˜ anal´ıtica da regiao˜ proxima´ ao ponto cr´ıtico do fator de acoplamento, K c , hipoteses´ de escalas foram sugeridas e, posteriormente, confirmadas pelo colapso das curvas simuladas (veja Figura 1 b). Portanto, a transic¸ao˜ do estado nao˜ sincronizado para o estado sincronizado, no estudo realizado, segue uma mesma classe de universalidade. Para estudos posteriores, sugere-se o estudo de modelos de sincronizac¸ao˜ cujo parametroˆ de ordem nao˜ sature na mesma posic¸ao˜ em relac¸ao˜ ao eixo das ordenadas. Neste caso exige-se um estudo mais detalhado sobre as hipoteses´ de escala.

Referenciasˆ

[1] KURAMOTO, Y. International Symposium on Mathematical Problems in Theoretical Physics, edited by H. Araki, Lecture Notes in Physics No. 30 (Springer, New York, 1975, p.

420).

[2] STROGATZ, S. H.; From Kuramoto to Crawford: exploring the onset of synchroni- zation in populations of coupled oscillators. Physica D: Nonlinear Phenomena., 143(1-4), 1-20, 2000.

´

[3] BARAB ASI, A. L.; STANLEY, H. E. Fractal Concepts in Surface Growth. Cambridge

University Press, v. 1, p. 19 – 28, 1995.

[4] LEONEL E. D. Corrugated waveguide under scaling investigation. Phys. Rev. Letter, 16; 98(11), p.114102, 2007.

RESPONSABILIDADE AUTORAL

“Os autores sao˜

os unicos´

responsaveis´

pelo conteudo´

deste trabalho”.