Vous êtes sur la page 1sur 4

Direção-Geral dos Estabelecimentos

Estruturas Pedagógicas
Escolares Direção de Serviços da Região
Centro
Área disciplinar de Biologia e Geologia
Ano Letivo 2017/2018

FICHA DE TRABALHO DE BIOLOGIA E GEOLOGIA - 10º ANO

Classificação dos meteoritos

1. Observa o quadro seguinte, que relaciona o número de meteoritos caídos e achados durante um certo
período de tempo (segundo Mason,1971):

1.1. Considera a coluna dos meteoritos caídos:


1.1.1. Calcula a percentagem dos vários tipos de meteoritos
1.1.2. Compara as percentagens de quedas dos meteoritos condritos e dos férreos. Sugere uma
explicação para a diferença entre os valores encontrados.
1.2. No grupo dos férreos compare o número de caídos com o de achados.
1.2.1. Apresenta uma explicação para esse facto.
1.2.2. Refere sob o ponto de vista geológico, qual a importância atribuída aos meteoritos.

2. Os dados de planetologia têm-se revelado de grande importância para o estudo da estrutura da Terra.

MOD.01, revisão 0 Página 1 de 4


2.1. Faz corresponder a cada descrição da coluna II um dos tipos de meteoritos discriminados na coluna
l.
2.2. Pensa-se que a marca deixada por Armstrong na superfície lunar deverá permanecer largos milhões
de anos. Refere qual o fator determinante na formulação desta opinião.
2.3. Distingue planetas telúricos de planetas gigantes.
2.4. Classifica cada um dos planetas do sistema solar de acordo com a designação acima mencionada.

3. Comparando o número de meteoritos caídos e as respetivas características, verifica-se que a maior


percentagem de quedas corresponde aos meteoritos classificados de condritos ordinários.
3.1. Caracteriza, quanto à composição química e textura, este tipo de meteoritos.
3.2. Qual é a origem atualmente mais aceite para os meteoritos?
3.3. Como explicas que o número de crateras de impacto existentes na Lua seja muito superior às
existentes na Terra.
3.4. Explica, por que razão se considera de grande interesse o estudo dos meteoritos.

Correção
1.1.
1.1.1
Condritos - 86,1 %
Petro-férreos - 1,5 %
Acondritos - 7,8 %
Férreos - 4,6 %
1.1.2 Os Condritos são os meteoritos mais frequentes pois formam-se a partir de corpos relativamente
pequenos que não sofreram diferenciação, que existem em grande número no espaço, enquanto que os
meteoritos férreos se formam a partir da zona central (núcleo) de corpos de maiores dimensões que
sofreram diferenciação.
1.2.
1.2.1 Relativamente aos meteoritos férreos, o número de achados é superior ao dos caídos devido à sua
constituição (Fe - Ni) são muito resistentes, não são facilmente destruídos pelos agentes erosivos e são
mais facilmente detetáveis pelo que se encontraram mais do que aqueles cuja queda foi presenciada.
1.3. Os meteoritos são fragmentos de matéria interplanetária, supõe-se que a sua idade ronda os 4,5
milhões de anos e são por isso considerados relíquias do sistema solar. Resulta deste facto a
importância dos meteoritos já que estes representam matéria pouco alterada com idade semelhante à do
planeta Terra. Os meteoritos podem fornecer dados importantes sobre a origem do sistema solar, bem
como do início da história geológica da Terra pois as rochas terrestres mais antigas que se conhecem
terão cerca de 3900 milhões de anos.
2.
2.1.
1 - Essencialmente férrico, com algum Ni e Co  C - siderito
2 - Apresenta minerais de olivina em pequenos glóbulos, piroxenas e plagioclases  B - condrito
3 - Constituído por silicatos (plagioclases e piroxenas) e ligas de Fe- Ni A - siderólito
2.2. O fator determinante é a ausência de erosão que na terra é efetuada pelo vento e pela água, uma
vez que a Lua não possui atmosfera nem água no estado líquido. Daqui resulta que as marcas deixadas
na Lua pelos astronautas, possam permanecer inalteradas largos milhões de anos.
2.3. Os planetas telúricos (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte) são aqueles que se encontram mais próximos
do sol (planetas interiores) e apresentam em comum, um conjunto de características muito idênticas,
nomeadamente no que diz respeito ao tamanho, massa, densidade e constituição rochosa.
Os planetas gigantes (externos), possuem um tamanho muito maior, apresentam baixa densidade e uma
constituição gasosa.
2.4.
Planetas telúricos - Mercúrio, Vénus, Terra, Marte.
Planetas gigantes - Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.
3.
3.1.
Relativamente à composição química, os condritos ordinários possuem cerca de 80% de silicatos
(olivinas, piroxinas e plagióclases) 10 a 20% de ligas de ferro e níquel e cerca de 5 a 6 % de troilite
(mineral desconhecido na terra constituído por sulfureto de ferro).
Em termos de textura verifica-se a existência de pequenos agregados esferoidais (côndrulos) com cerca
de 1 mm de diâmetro.
3.2.
As ideias mais recentes relacionam a origem dos meteoritos com a génese do sistema solar,
nomeadamente com certos corpos da cintura de asteroides situados entre Marte e Júpiter, com órbitas
mais excêntricas que por vezes cruzam a Terra, sendo capturados pela força da gravidade terrestre
ocasionando a colisão na superfície da Terra.
3.3.O número de crateras de impacto existentes na Lua é muito superior às existentes na Terra, por duas
ordens de razões:
 Primeiro porque na Terra, os meteoritos, na sua maioria, acaba por se desintegrar ao entrarem
em contacto com a atmosfera terrestre pelo que apenas atingem o solo pequenos fragmentos do
meteorito.
 A maioria dos meteoritos caem no mar.
 Em terceiro lugar devido à erosão a maioria das crateras que eventualmente se tenham
formado encontram-se muito alteradas e são difíceis de reconhecer.
Na Lua, como não existe atmosfera não ocorre nenhum dos fenómenos referidos, pelo que os meteoritos
cuja trajetória passe pela Lua, colidirão inevitavelmente com a superfície, formando grandes crateras que
permanecerão inalteradas ao longo de milhões de anos.
3.4. Dados recentes consideram que os meteoritos, nomeadamente os condritos carbonáceos
apresentam uma idade semelhante àquela que se admite para a origem do sistema solar 4,6 M.A. (a
partir da nébula solar). Pensa-se ainda que os vários tipos de meteoritos podem representar estádios
diferentes da evolução sofrida pela nébula solar até à formação dos planetas, pelo que o seu estudo nos
pode fornecer dados importantes quer sobre a génese do sistema solar, quer quanto à constituição e
estrutura da Terra. Por último, os meteoritos são em muitos casos o único meio de acesso a amostras de
materiais existentes no espaço, que de outro modo não poderiam ser estudados.