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TESTINHO DE HISTÓRIA – RAYNER LACERDA

QUESTÃO 1 – (PITÁGORAS) Em minha passagem de bonde por várias ruas


da cidade, e de carro por outras, notei desde logo a profunda diferença que
ela apresenta em relação ao tempo de minha residência aqui: o seu aspecto
é sem dúvida bem outro. O que, porém, mais atraiu minha atenção foi o
movimento e a animação, a vida da cidade, fato inteiramente novo para mim;
quando daqui retirei-me, as ruas eram pouco frequentadas, salvo nos dias de
festas; as famílias só saíam a visitas, e com o chefe da casa ao lado; não
havia em geral hábitos de passeios, nem por diversão ao espírito, nem por
necessidade higiênica.

As Transformações urbanas ocorridas nas principais cidades brasileiras,


sobretudo, no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XIX, foram
reflexos:

A. Da vinda da missão cultural francesa ao Brasil no ano de 1816.


B. Da elevação do Brasil à categoria de Reino Unido de Portugal e
Algarves.
C. Da transferência da Capital de Salvador para o Rio de Janeiro.
D. Da vinda dos imigrantes europeus para as grandes cidades brasileiras.
E. Da transferência da Corte para o Brasil em 1808 e da chamada
Inversão brasileira.

QUESTÃO 2 (UFV) – Leia atentamente os textos:

Texto 1 – Constituição de 1824

Art. 98. O poder Moderador é a chave de toda a organização política, e é


delegado privativamente ao Imperador. Para que incessantemente vele sobre
a manutenção da independência, equilíbrio, e harmonia dos demais poderes
políticos, dissolvendo a Câmara dos Deputados nos casos em que o exigir a
salvação do Estado.

Texto 2 – Trecho do discurso de Frei Caneca


O poder moderador da nova invenção maquiavélica é a chave mestra da
opressão da nação brasileira e o garrote mais forte da liberdade dos povos.
Por ele, o imperador pode dissolver a Câmara dos Deputados, que é a
representante do povo, ficando sempre no gozo de seus direitos o Senado,
que é o representante dos apaniguados do imperador.

Pra Frei Caneca, O Poder Moderador definido pela Constituição outorgada


em 1824 era

A. Adequado ao funcionamento de uma monarquia constitucional, pois os


senadores eram escolhidos pelo Imperador.
B. Eficaz e responsável pela liberdade dos povos, porque garantia a
representação da sociedade nas duas esferas do poder legislativo.
C. Arbitrário, porque permitia ao Imperador dissolver a Câmara dos
Deputados, o poder representativo da sociedade.
D. Neutro e fraco, especialmente nos momentos de crise, pois era
ineficaz de controlar os deputados representantes da Nação.
E. Capaz de responder às exigências políticas da nação, pois supria as
deficiências da representação política.

QUESTÃO 3 (UFF) – Leia atentamente:

Através de grossas portas, sentem-se luzes acesas,


e há indagações minuciosas
 dentro das casas fronteiras.
 '
Que estão fazendo, tão tarde?

Que escrevem, conversam, pensam?
Mostram livros proibidos?
Leem notícias nas Gazetas?
Terão recebido cartas
 de potências estrangeiras?
(Antiguidades de Nimes
em Vila Rica suspensas!)

Cavalo de La Fayette
 saltando vastas fronteiras

Ó vitórias, festas, flores
 das lutas da Independência!
Liberdade - essa palavra
 que o sonho humano alimenta;
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!

O trecho anterior, retirado de um poema de Cecília Meireles, faz referência


à


A. Conjuração Baiana.

B. Revolta dos Malês.
C. Revolução Praieira.

D. Inconfidência Mineira.
E. Revolução Farroupilha.

QUESTÃO 4 - A Inconfidência Mineira não foi um fato isolado. Ela está


integrada ao contexto social, político e econômico do Brasil colonial. Na
Capitania de Minas Gerais, houve muitos outros, e também importantes
movimentos rebeldes. Considerando a História do Brasil como um todo, a
Inconfidência Mineira também não foi única: ela se coloca ao lado de
movimentos como a Conjuração dos Alfaiates (Bahia, 1798), a Conjuração do
Rio de Janeiro (1794) e a Revolução Pernambucana de 1817, entre outros
que também enfrentaram o domínio colonial.
Adaptado de ANASTASIA, Carla. Os temas da liberdade e da República na
Inconfidência Mineira. São Paulo: Ática, 1995.
A esse respeito é incorreto afirmar que:

A. Ao contrário do movimento de Vila Rica, fortemente marcado pela


participação das elites locais, a Conjuração Baiana teve um cunho
essencialmente popular.
B. Todos os movimentos citados no texto inscrevem-se no quadro geral
do antigo sistema colonial, quadro esse que também refletia as
transformações vividas pela Europa a partir da Revolução Industrial e
das revoluções liberais burguesas.
C. A Revolução Pernambucana de 1817, que eclodiu durante a
permanência do Estado Português no Brasil, traçou uma linha
libertária que teve prolongamento na Confederação do Equador, dois
anos após a Independência.
D. A imagem de Tiradentes, cultuada durante o período monárquico,
sofreu forte oposição por parte daqueles que proclamaram a
República, pelo que poderia inspirar contra o novo regime.

QUESTÃO 5 - Leia o texto abaixo:

“Desde o final do século XX, vários historiadores como François Furet,


Simon Schama e Alfred Cobban tem procurado reinterpretar a Revolução
Francesa. Cada um tem suas próprias ideias. Vamos apresentar algumas
delas: o Iluminismo não tinha nada de revolucionário nem era muito
conhecido pelos franceses; não havia uma oposição tão grande de interesses
entre a nobreza e a burguesia; não existia feudalismo nem burguesia; o
governo de Luis XVI estava promovendo reformas que, se não tivessem sido
interrompidas pela revolução, teriam modernizado mais rápido a França.
O período jacobino nada teve de interessante para as camadas
populares, não passando de uma época sangrenta em que os direitos
individuais não eram respeitados; a Revolução Francesa foi extremamente
negativa, provocando destruição econômica, violência política, guerras; a
revolução não pode ter sido burguesa porque o resultado dela foi o
retrocesso econômico.
Para alguns historiadores, o Antigo Regime só deixaria de existir
depois da Primeira Guerra Mundial, no século XX.
É claro que para muitos historiadores (Eric Hobsbawm, Michel Vovelle,
Georges Eric) a Revolução Francesa foi tão gloriosa como aparece nos
manuais didáticos.
De qualquer modo, essa polêmica parece guardar uma incrível
semelhança com as divisões políticas geradas pela Revolução Francesa: a
esquerda a admira e, de certa maneira, gostaria de repeti-la, ao passo que a
direita a rejeita.
Assim, estudar a Revolução Francesa, concordar com ela ou não,
criticá-la ou simplesmente rejeitá-la, estudá-la ou abominá-la, significa estar
ligado ou não a propostas profundas de mudança em nossa sociedade e no
mundo. Nesse sentido, o debate é fundamental, pois é a partir dele que o
conhecimento histórico se atualiza.”

Com base na leitura do texto, podemos afirmar que:


A. A Revolução Francesa foi um acontecimento único na história da
humanidade. Seu caráter inquestionável caracteriza-a como um fato
histórico importantíssimo, um momento onde percebemos a luta pela
igualdade.
B. A Revolução Francesa, assim como todos os fatos históricos, precisa
ser questionada. A polêmica entre os historiadores é fecunda porque
permite o avanço do conhecimento histórico. Cada um pode aprender
com o outro, refinar seus argumentos ou refazê-los.
C. A Revolução Francesa foi negativa para a população da França.
Provocou destruição econômica, violência política, guerras.
Resultando em um empobrecimento dos franceses.
D. A Revolução Francesa foi um período de intensa agitação política e
social na França, teve um impacto profundo e duradouro em todo o
cenário mundial, inclusive no Brasil.

QUESTÃO 6 - Uma das diferenças essenciais entre a Independência da


América Espanhola e a Independência Brasileira está no:

A. modelo de guerra adotado, já que no Brasil a guerrilha foi o modelo de


combate adotado no processo de independência.
B. modelo econômico, haja vista que o Brasil, ao contrário da América
Espanhola, sofreu um grave transtorno na produção agrícola, levando
a política colonial ao colapso.
C. carisma do líder, já que Bolívar tinha menos impacto na consciência da
população do que Dom Pedro I.
D. papel do exército, já que, no caso brasileiro, o exército precisou
impedir que Portugal retomasse o Brasil como sua colônia.
E. modelo político adotado, haja vista que na América Hispânica
predominou o modelo republicano, enquanto no Brasil adotou-se o
modelo monárquico.