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Ação Civil Publica

APELAÇÃO CÍVEL. MUNICÍPIO DE RIO GRANDE. AÇÃO CIVIL PUBLICA. O dinheiro


do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente tem aplicação limitada
aos casos do artigo 15 da Resolução 137/2010. RECURSO DESPROVIDO. (Apelação
Cível Nº 70077099950, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Liselena Schifino Robles Ribeiro, Julgado em 20/04/2018).

Ocorre que o município supramencionado, apelou a fim de reformar a


sentença que julgou procedente a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério
Público. O município foi condenado a ressarcir o dinheiro do FUNDICA. (Fundo
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) que repassou de maneira
irregular para um colégio público.

Em sua defesa o apelante, diz que firmou convênios com a Escola


o qual totalizaram o valor total que foi repassado. Entretanto, esses repasses
configuram como uma lesão ao que dispõe a resolução 137 do CONANDA, tendo
em vista que o dinheiro repassado não foi usado para custear as despesas ditas
no artigo 5º do CONANDA.

Devo acrescentar ser questionável o fato desta verba estar em tal


grau de limitação ficando assim inviável a gestão do dinheiro, cabendo ainda
dizer que segundo o artigo 16º do CONANDA:

Art. 16. Deve ser vedada a utilização dos recursos do Fundo dos Direitos
da Criança e do Adolescente para despesas que não se identifiquem
diretamente com a realização de seus objetivos ou serviços determinados
pela lei que o instituiu, exceto em situações emergenciais ou de
calamidade pública previstas em lei.

Diante do 16º é possível ter a interpretação de que o município não agiu


de maneira equivocada, isto porque a verba repassada para a escola de
certamente serviu para garantir a qualidade no serviço prestado para as crianças
e adolescentes que usufruem daquele local.

Ademais, mesmo dando ciência que o artigo supra deixa dúvidas sobre
sua interpretação, é necessário ressaltar que o artigo 260, parágrafo 2º do
Estatuto da Criança e do Adolescente elimina a incerteza sobre se houve ou não
equivoco por parte da prefeitura, vejamos o que diz:

Art. 260. Os contribuintes poderão efetuar doações aos Fundos dos


Direitos da Criança e do Adolescente nacional, distrital, estaduais ou
municipais, devidamente comprovadas, sendo essas integralmente
deduzidas do imposto de renda, obedecidos os seguintes limites:
§ 2o Os conselhos nacional, estaduais e municipais dos direitos da
criança e do adolescente fixarão critérios de utilização, por meio de planos
de aplicação, das dotações subsidiadas e demais receitas, aplicando
necessariamente percentual para incentivo ao acolhimento, sob a forma
de guarda, de crianças e adolescentes e para programas de atenção
integral à primeira infância em áreas de maior carência socioeconômica e
em situações de calamidade.

Conclui-se frente ao artigo 260, parágrafo 2º que a verba do FUNDICA


está limitada ao que dispõe o 15º artigo do CONANDA, que enumera
cansativamente as ações as quais o dinheiro poderá ser encaminhado para
realização. Não sendo nenhuma das possibilidades enumeras o
encaminhamento que o município deu à verba. Sendo assim só resta concordar
com a decisão do Tribunal em negar provimento ao recurso.