Vous êtes sur la page 1sur 15

08/08/2016

DIREITO PENAL
Ramo do ordenamento jurídico que trata do direito de punir do Estado.
Finalidade  proteger os bens jurídicos relevantes para a sociedade.
Objetividade jurídica  Objeto jurídico ex: vida

1- Norma Penal
a. Incriminadora (Tipo Penal)
b. Não incriminadora
i. Permissiva
ii. Explicativa
Preceito secundário – sanção
Art. 37 CP
Ultima ratio- Ultima forma de controle

10/08/2016
1- Fontes do Direito Penal
a. Material = Estado
i. Poder Executivo (pode criar medida provisória)
ii. Poder judiciário
iii. Poder Legislativo (pode criar normas do direito penal)
b. Formas
i. Imediato (leis)
ii. Mediatas
1. Princípios
2. Costumes
3. Jurisprudência

 Jogar lixo no chão não é sansão penal e sim administrativa


 O costume não revoga a norma

1- Norma penal em branco


a. Em sentido escrito
b. Sentido amplo

Taxatividade  A lei penal, quando elaborada, deve ser suficientemente clara e precisa na
formação do conteúdo do tipo legal e no estabelecimento da sanção.
Auterioridade Penal  Compõe os princípios da reserva legal, ou seja, nenhuma pena poderá
ser aplicada se não houver sanção pré-existente e correspondente ao fato.

PRINCIPIO DA LEGALIDADE (taxatividade, Auterioridade da lei penal) Conjunção da regra


da reserva legal com a regra da anterioridade da lei penal, conforme a evidencia no inciso
XXXIX do art. 5° da Carta Magma, e no art. 1° do CP. Diz respeito a obedecer às leis. Por meio
dele ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei.
“Não há crime sem lei anterior que o defina “

PRINCIPIO DA LEVISIVIDADE/OFENSIVIDADE  O comportamento não é ofensivo. O direito


penal só pode ser utilizado em desfavor do cidadão e além da pessoa praticar comportamento
proibido a gente perceber que essa pessoa é capaz de lesar, violar o bem jurídico que é objeto
da tutela penal.

PRINCIPIO DA INSIGNIFICANCIA/BARGATELA  quando o prejuízo patrimonial é


insignificante, baixíssimo valor. Não existe uma análise numérica, tudo depende dos fatos.

PRINCIPIO DA PROPORCIONALIDADE  Quando a pena vai de acordo com a gravidade da


situação. A sanção penal dada as pessoas deve ser proporcional ao grau de censurabilidade do
comportamento da pessoa.

PRINCIPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA  A pena deve ser aplicada de forma individual.

PRINCIPIO DA INSTRANSCEDENCIA  Está relacionada a pena, passa a ideia de


responsabilidade pessoal, intransferível.

PRINCIPIO DA HUMANIZAÇÃO DA PENA  O sistema penal veda a pena de morte, trabalho


forçado e cruel.

PRINCIPIO DA ADEQUAÇÃO SOCIAL  O direito penal só pode ser usado em desfavor daquele
que tem comportamento inadequado, proibido.

PRINCIPIO DO “IN DURIO PRO REU”  é a consagração da presunção da inocência e destina-


se a não permitir que o agente possa ser considerado culpado de algum delito enquanto restar
dúvida sobre a sua inocência.
24/08/2016

CLASSIFICAÇÃO DOUTRINARIA DOS CRIMES

 MATERIAL / FORMAL / MERA CONDUTA


 COMUM / PROPRIO / IMPROPRIO
 UNISSUBJETIVO / PLURISSSUBJETIVO
 INSTANTANEO / PERMANENTE
 UNISSUBSISTENTE / PLURISSBSISTENTE
 SIMPLES / QUALIFICADO

Quanto ao resultado:

1. crime formal - também chamando de crime de consumação antecipada; o resultado se dá no


momento exato da conduta. Ex. Ameaça, artigo 157. Causa resultado imaterial (= jurídico).

2. crime material - aquele em que se verifica a modificação no mundo exterior (resultado


naturalístico, ou seja, mudança visível); sinonimo de concreto;

3. crime de mera conduta - se o crime exige produção de resultado, é material. se não exige, mas
tem consumação, é formal. se não exige nem resultado nem consumação imediata, é crime de
mera conduta.

Quanto ao sujeito que pratica:

1. crime comum - pode ser praticado por qualquer pessoa

2. próprio - só pode ser praticado por determinada categoria. VG: crimes contra a administração
pública, infanticídio.

3. de mão própria - só pode ser realizado por pessoa definida. VG: falso testemunho, falsa
perícia. Só a testemunha de determinado crime pode cometer; ou só o perito em tal ação pode
cometer.

Quanto ao momento consumativo:

1. Instantâneo - o efeito acontece em um só momento; vg: homicidio, roubo.

2. Permanente - o momento consumativo é duradouro. ex.: sequestro. (obs.: é diferente de


crimes de EFEITO PERMANENTE (= aquele que deixa sequelas, tem consequências duradouras).
Quanto ao fracionamento da conduta:

1. Unissubsistente - não tem como fragmentar essa conduta; ela ocorre em um único momento.
Por exemplo: injúria (art 140);

2. Plurissubsistente - comportamento fragmentado; percebe-se claramente as fases do iter


criminis.

OUTROS:

crime simples - como ele é definido no código penal;

crime qualificado - crime com agravantes

Crimes Unissubsistente: É o que se perfaz com um único ato, como a injúria verbal.

Crimes Plurissubsistente: É aquele que exige mais de um ato para sua realização. Ex:
Estelionato (art. 171).

29/08/2016

CONFLITOS DE LEIS PENAIS NO TEMPO

 Vigencia e revogação da lei


 Irretroatividade/ retroatividade benéfica  art 5°, XL C.F
 Espécies
o “Novatio legis incriminadora”  Nova lei incriminadora
o “Abolitio criminis”  Abolição do crime  descriminaliza o comportamento
que antes era objeto de proibição. O fato deixa de ser crime.
o “novatio legis in pejus”  Só pode ser aplicado a partir de sua vigência, a lei
passa a ser mais severa, para fatos posterior a sua vigência.
o “Novatio legis in mellus”  A nova lei é mais branda
COMBINAÇÃO DE LEIS

Extra atividade  É a utilização da lei penal fora o seu período de vigência.

1- Extra atividade
a. Retroatividade
b. Ultratividade

31/08/2016

ART 3° CP  LEIS TEMPORARIAS E EXCEPCIONARIAS

Temporárias: A lei tem prazo de validade

Excepcionarias: É usado em caráter excepcional ex: calamidade pública.

 O poder executivo é quem decreta o estado de calamidade

 A lei temporária traz prazo de validade no próprio texto, já a excepcionaria não,


enquanto durar a calamidade pública a lei vai estar em vigor, ambas podem ser
usadas de forma ultrativa mesmo que em desfavor do réu.

ART 4° CP  TEMPO DO CRIME (teoria da atividade)

Ex: Uma mulher tenta contra a vida o feto durante a gestação é o crime de aborto, mesmo que
ela não consiga a criança nasça e morra posteriormente, porque o feto só adquire direitos
após o nascimento e o respiro da vida.

Princípio “ Ne bes in ideni”  Não valorar duplamente o mesmo fato

Conflito aparente de normas.

O conflito será resolvido de três formas:

 PRINCIPIO DA ESPECIALIDADE
 PRINCIPIO DA SUBSIDIARIEDADE
 PRINCIPIO DA CONSUNÇÃO (Quando o crime consumado absorve o crime tentado)
TEORIA GERAL DO DELITO

 Conceito analítico de crime


o Fato típico
o Anti jurídico
o Culpável
 Elementos do fato típico
o Conduta
o Resultado
o Nexo causal
o Tipicidade
 Dolo e culpa

Conduta  (é o atuar humano e voluntario direcionado em um determinado fim (teoria


finalista da ação)).
Ausência de conduta  comportamento físico sem previa representação.
1- Coação física irresistível (forçar fisicamente uma pessoa a cometer um crime)
2- Movimento reflexo. (Movimentos que partem do nosso sistema nervoso central)
3- Estado de inconsciência (sonambulismo e hipnotismo)

14/09/2016

Art. 18 CP

1- Dolo
a. Direto (queria praticar o ato)
b. Eventual- dolo indireto. (Previsibilidade + aceitação. O agente assume o risco
de produzir o resultado.
2- Culpa (inobservância de um dever objetivo de cuidado)
a. Consciente. Previsibilidade + não aceitação do resultado (excesso de
confiança)
b. Inconsciente

As 3 formas da culpa são:


1- Imprudência  peca por excesso.
2- Negligencia  Abstenção em não fazer. Deixa de fazer
3- Imperícia  Inaptidão para fazer algum oficio, ou exercício de atividade profissional.
Dolo geral
Preterdolo ( dolo + culpa ). Ex: lesão corporal seguida de morte art. 129 § 3°
OBS: A maioria dos homicídios ocasionados no transito é culposo.
QUESTÕES E ANOTAÇÕES
Art. 269 , 168 CP, art 5° XXXIX CF, lei 7170 art 20 (lei penal)
Fonte material  É quem produz, que pode criar o direito penal
Quem cria o direito penal? R= O Estado através do poder legislativo
OBS: Os poderes no campo federal cuidam dos interesses de toda a nação, no plano estadual
os interesses regionais e no plano município os interesses locais.
Medida provisória  é a manifestação do poder executivo que tem força de lei, mas abrevia o
processo legislativo, quando criada para tratar de uma matéria urgente.
Jurisprudência  São decisões reiteradas nos tribunais sobre fatos semelhantes em um
mesmo sentido.
OBS: no exemplo do art. 155 CP furto que é de 1 a 4 anos, a lei não especifica o que é repouso
noturno.
Sumula  Pequenos enunciados dos tribunais retratando o entendimento da corte sobre
determinada matéria.
Norma penal em branco  Quando a norma não for autoexplicativa, quando ela tiver um
conteúdo valido. Ex: art. 269 CP “ deixar o médico denunciar autoridade pública doença
compulsória “ detenção de 6 meses a 2 anos. A norma penal não diz quais são essas doenças,
precisa de outra norma para completa-la.
A norma penal pode ser em que sentido? Escrito e amplo
Qual a diferença entre sentido escrito e amplo? O sentido amplo é complementada por outra
lei e a outra o complemento não precisa ser necessariamente uma lei, pode ser decreto,
portaria etc..
Para que servem os princípios e de onde são extraídos? São extraídos da C.F e servem para
lapidar a aplicação do direito penal, nos casos concretos. Devem nortear a aplicação da lei
penal.
OBS: Nem todo princípio tem artigo expresso definido.
Como uma pessoa perde sua liberdade? Através de uma manifestação do Estado, através da
utilização por parte do estado do direito penal.
Anterioridade  Só passa ser punido por parte do direito penal a partir da lei que definiu o
ato como sendo algo criminoso.
OBS: Todo tipo penal é criado para proteção de determinado bem jurídico
INICIO DA P2

19/10/2016
A infração penal pode ser materializada em 2 formas: Tentado e consumado.
Homicídio: é consumado com a morte da vitima
Todo tipo penal tem 2 preceitos:
Preceito primário: descrição do comportamento proibido
Preceito secundário: pena ou sanção
CONSUMAÇÃO E TENTATIVA
 Crime consumado
 Crime tentado
 Distinção entreatos de preparação e execução
 Tentativa perfeita e imperfeita
 Tentativa branca
 Desistência voluntaria e arrependimento eficaz
 Crime impossível (tentativa indenea)
Inter criminis: caminho do crime
O inter criminiss a gente só avalia quando de trata de infração dolosa em geral quando
praticado por dolo direto, o crime culposo não obedece essa disciplina.
 Cogitação: Imaginar, cogitar internamente. É a fase puramente mental, quando
idealiza o crime. Não é punível no Direito penal, ou seja, não constitui um fato punível.
Pode gerar uma dúvida de praticar ou não o crime.
 Preparação: O agente cria meios de condições para a execução do próximo passo art.
150
 Execução: Quando ele não consegue chegar a consumação dolo, início: teoria da
hostilidade do bem jurídico
 Consumação: Quando alcança o resultado integraliza comportamento típico
 Exaurimento: Ocorre depois da consumação existe em alguns crimes quando houver o
esgotamento potencial lesivo. Crime exaurido é aquele no qual o agente, após atingir o
resultado consumativo, continua a agredir o bem jurídico, procura dar-lhe uma nova
destinação ou tenta tirar novo proveito, fazendo com que sua conduta continue a
produzir efeitos no mundo concreto, mesmo após a realização integral do
tipo.Ex:Homicidio não ocorre exaurimento.
Quando se consuma a extorsão mediante sequestro? Ocorre no mesmo momento do
sequestro, quando a vítima sofre privação da liberdade por tempo relevante, quando a
privação da liberdade se estabiliza
O que é crime? fato tipo + anti jurídico + culpado
Como sei que um fato é típico? Conduta, resultado, nexo causal e tipicidade
Qual é a função do nexo causal no fato típico? Une a conduta do sujeito ao resultado
Crime de mera conduta não tem resultado.
O nexo causal se presta a que? Dizer que um determinado comportamento é fruto da conduta
daquele sujeito que está sendo avaliado se praticou ou não o crime.
Quando um crime é tentado? Quando iniciado a execução não se consuma por circunstancias
alheias, a vontade do agente.
O que é um crime consumado? É aquele o qual o agente integraliza o comportamento típico,
ou seja, faz tudo aquilo que está descrito na norma penal incriminadora.
Quando será uma tentativa? Quando iniciado a execução o crime não se consuma.
O que é o crime unissubsistente? É aquele crime de ato único. Não admitem tentativa.
O que é crime culposo? O agente não quer o resultado que ele acaba produzindo
O que é crime omissivo? É aquele que se caracteriza por uma obstenção, o agente deixa de
fazer algo que a lei manda. Não existe tentativa
O que é o crime preterdoloso? Dolo consequente de culpa inconsequente. caracteriza-se
quando o agente pratica uma conduta dolosa, menos grave, porém obtém um resultado
danoso mais grave do que o pretendido, na forma culposa. Explicando: um sujeito pretendia
praticar um roubo, porém, por erro ao manusear a arma, acaba atirando e matando a vítima.
Nesse caso o agente agiu com a intenção de roubar (conduta dolosa) e por imprudência acaba
matando a vítima (conduta culposa), respondendo ele por ambos, desde que caracterize-se
pelos menos a culpa no resultado. Porém o latrocínio, que é o roubo seguido de morte, ou seja
o indivíduo mata para concretizar seu roubo, não é um crime preterdoloso, pois o delinquente
tinha a intenção, dolo, no roubo e no homicídio.EX: lesão corporal seguida de morte. Não
admite tentativa
Teoria da hostilidade do bem jurídico: início da execução, quando o ato põe em risco o bem
jurídico
O que pode ser o ato da execução de um crime? É aquele ato que cria um risco relevante de
lesão ao bem jurídico tutelado pela norma penal.
24/10/2016

 TENTATIVA PERFEITA E IMPERFEITA:


o Perfeita: O agente acha que finalizou o crime. Ex: homicídio, a vítima
cai imóvel, mas está viva e o agente acha que ela está morta.
o Imperfeita: Quando o autor tenta cometer o crime, mas é impedido
por terceiros
 Tentativa branca (incruenta): O agente não consegue atingir a pessoa ou coisa
pretendido.Ex: o agente tenta atirar em direção a vítima com a intenção de
matar e erra todos os disparos.
 Tentativa cruenta: O objeto material é atingido

Pode haver tentativa branca perfeita ou tentativa branca imperfeita.


A tentativa é causa para a diminuição da pena.
Redução da pena-> art.14 parágrafo único pode ser de 1/3 até 2/3. Quanto menor é o fator de
redução maior é a pena final, quanto maior o fator de redução menor é a pena final.
O juiz se baseia da proximidade do resultado para eleger o fator de redução da pena, quanto
mais próximo do resultado menor será o fator de redução, porque com o menor fator de
redução eu chego mais próximo a pena do crime consumado. Quanto mais longe do crime
consumado maior é o fator de redução.
DESISTENCIA VOLUNTARIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ:
Ocorrem quando o agente inicia a execução de um crime que pretende consumar,
porém não faz por vontade própria. Art 15 CP
Para que aja desistência voluntaria, o agente inicia a execução e em determinado momento
ele por motivo próprio ele encerra de continuar a praticar o ato de execução que ele começou.
Ex: um cara invade uma casa e furta vários objetos e se prepara para sair da casa e ouve uma
sirene da PM e deixa a bolsa para trás, ele praticou então uma tentativa de furto e não uma
desistência porque não foi por vontade própria e sim por causa da aproximação da PM.
Ex2: um cara invade uma casa e furta vários objetos e se prepara para sair da casa e vê em
cima da mesa diversas contas a pagar e por vontade própria desiste do furto, nesse caso houve
uma desistência voluntaria. Pode até acusar ele de violação de domicilio mas despreza o crime
patrimonial de furto.
Ex3: um cara começa a esfaquear o outro com a intenção de matar, mas em determinado
momento de desiste por vontade própria, então ele vai responder por lesão corporal ao invés
de tentativa de homicídio em virtude da desistência voluntaria.
Quero, mas não posso -> tentativa
Posso, mas não quero -> desistência voluntaria
No arrependimento eficaz o agente pratica todas as etapas executórias, mas em um segundo
momento ele se arrepende e impede a consumação do delito.
Ex: um cara descarrega a arma contra a vítima e ela cai estrebuchando no chão e o agente vai
embora, só que no meio do caminho ele se arrepende e volta e socorre a vítima, leva para
hospital e a vítima sobrevive. Vai responder por lesão corporal.
Ex2: Um indivíduo dá um veneno para a vítima e quando ela começa a passar mal ele dá um
antidoto para a vítima e ela sobrevive, houve um arrependimento eficaz. Se houve algum tipo
de lesão nos seus órgãos interno houve lesão corporal se não houve lesão não respondera por
nenhum crime.
31/10/16
Art.17

 Crime putativo. Delito inexistente, isto é, o indivíduo supõe ser uma conduta
delituosa, entretanto não há lei que a defina como infração penal. O crime
putativo por erro de direito exclui a criminalidade.
 Crime impossível. é aquele ato que jamais poderia ser consumado em razão da
ineficácia absoluta do meio empregado ou pela impropriedade absoluta do objeto.
o Ineficácia absoluta. se traduz na impossibilidade do instrumento utilizado
consumar o delito de qualquer forma. São frequentemente citados como
exemplos deste tipo: usar um alfinete ou palito de dente para matar uma
pessoa adulta ou querer produzir lesões corporais mediante o mero arremesso
de um travesseiro de pluma. Dentro desta categoria está também a hipótese
chamada tentativa irreal ou supersticiosa, onde o sujeito deseja matar a vítima
através de ato de magia ou bruxaria.
o Impropriedade do objeto. ocorre quando a conduta do agente não é capaz
provocar qualquer resultado lesivo à vítima. Outro exemplo bastante utilizado
neste caso, é a ação destinada a matar um cadáver.

ART.20 ERRO DE TIPO


 Erro
o Essencial. O erro essencial, já estudado, é aquele que afasta dolo e, talvez,
culpa, ao recair sobre elementares, circunstâncias ou qualquer outro dado que
se agregue à figura típica
o Acidental. não afasta dolo ou dolo e culpa. Neste caso, o agente tem total
consciência da ilicitude de seu ato, apenas errando na concepção sobre
elemento não essencial do fato ou em sua execução.

07/11/2016

RELAÇÃO DE CAUSALIDADE (NEXO CAUSAL) art. 13 CP

Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa.
Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. (Redação dada pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)
Superveniência de causa independente(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o
resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Relevância da omissão(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever
de agir incumbe a quem: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)

- Teoria do “Sine qua non” (sem a qual não pode ser) é adotada pelo nosso CP
No direito penal brasileiro, conditio sine qua non é a condição sem a qual não existe o
crime. É visto no estudo do nexo de causalidade, sendo uma forma de resolvê-lo. Não
havendo o conditio sine qua non, não há nexo de causalidade, e nem há crime, como diz o
Art. 13 do CP: "o resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a
quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não
teria ocorrido."
O que é causa? Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria
ocorrido

Ex: um personagem em quadrinhos está correndo atrás do outro quando um passa direto
na curva e cai no penhasco, só que fica pendurado na arvore, e o outro fica observando
sem fazer nada e o galho quebra e o outro cai e morre.
O cara que ficou contemplando pacificamente deu causa ao resultado? Não, mas se ele
pegasse uma serra e cortasse o galho deu causa ao resultado. Pode ser responsabilizado
por omissão de socorro.
Ex2: um cara ficou cogitando de matar seu vizinho, pega uma arma emprestada com um
amigo, vai para casa e espera a vítima sair do trabalho, saca a arma e da dois tiros. Qual o
resultado? Morte. O tiro é a causa do resultado? Sim, porque sem esse ato o resultado
não aconteceria da forma que aconteceu. pegar a arma emprestada com o amigo é causa
do resultado? Sim.

Processo hipotético de eliminação dos antecedentes


Faz uma regressão para ver quem de uma forma, ou maneira contribuiu para o resultado.
Ex2: um cara ficou cogitando de matar seu vizinho, pega uma arma emprestada com um
amigo, vai para casa e espera a vítima sair do trabalho, saca a arma e da dois tiros. Qual o
resultado? Morte. O tiro é a causa do resultado? Sim, porque sem esse ato o resultado
não aconteceria da forma que aconteceu. pegar a arma emprestada com o amigo é causa
do resultado? Sim.
Ex3: Um sujeito está dirigindo um carro dentro das condições legais, e ve um caminhão na
pista e faz a ultrapassagem e na curva tem uma criança abaixada na pista pegando uma
pipa, ele freia, mas não consegue parar atropela a criança e ela morre. A conduta dele
contribui para o resultado? Sim, o comportamento dele não é culposo e nem doloso é fato
atípico.
 Concausas: Linha de desdobramento causal paralelo
o Absolutamente independentes: Sozinha produz o resultado, exclui a
imputação do resultado. Pode ser pre-existentes, Concomitantes ou
supervenientes Ex: um cara sozinho tem um AVC e morre assistindo TV..
o Relativamente independentes: sozinha não produz o resultado, só produz o
resultado se adicionado ao comportamento do sujeito. Sempre exclui a
imputação do resultado, só vai excluir se for supervenientes. EX: Um sujeito
“A” da uma dose de veneno que sozinho não era mortal e um sujeito “B”
também da uma dose de veneno que sozinho não seria mortal, porem quando
faz a junção dos 2 venenos se torna mortal, nesse caso o comportamento de
um ou de outro interfere no resultado.

 Concausas: linha do tempo


o Pré-existentes. Quando ela existir anterior do comportamento do indivíduo
que praticou o crime
o Concomitantes. No mesmo momento do comportamento do individuo que
praticou o crime
o Supervenientes. Quando ela existir posterior ao comportamento do indivíduo.
que praticou o crime

Agente garantidor (garante) art. 13 §2°


Crime omissivo: regra do código, é aquele que se faz mediante uma atuação positiva. Matar ,
subtrair, extrupar.
Crime comissivo. É aquele mediante uma abstenção, deixa de fazer algo que a norma mande
que ela faça. Ex: omissão de socorro.
Os crimes omissivos próprios - a consumação se dá com a conduta omissiva, isso porque
esses crimes não têm resultado naturalístico que os vinculem. Ou seja, descreve a simples
omissão de quem tinha o dever de agir, o agente não faz o que a norma manda. Exemplo:
omissão de socorro CP, art. 135).
Crimes omisivos impróprios, impuros ou comissivos por omissão - são aqueles em que o
agente tinha o dever jurídico de evitar o resultado, portanto, atingem a consumação com a
produção desse resultado não evitado pelo agente. Isto é, é o que exige do sujeito uma
concreta atuação para impedir o resultado ele devia (e podia) evitar. Exemplo: guia de cego
que no exercício sua profissão se descuida e não evita a morte da vítima que está diante de
uma situação de perigo. O agente responde pelo crime omissivo impróprio porque não evitou o
resultado devia e podia ter evitado.

09/11/2016
CONCURSO DE PESSOAS
Implica na concorrência de duas ou mais pessoas para o cometimento de um
ilícito penal.
Requisitos:
I- Pluralidade de agentes e condutas. A própria idéia de concurso é de pluralidade,
portanto impossível falar em concurso de pessoas sem que exista coletividade
(dois ou mais) de agentes e, conseqüentemente, de condutas.
II- Relevancia causal de conduta. Não basta a multiplicidade de agentes e
condutas para que se tenha configurado o concurso de pessoas; necessário se
faz que em meio a todas essas condutas seja possível vislumbrar nexo de
causalidade entre elas e o resultado ocorrido. Diz-se, nesse sentido, que a
conduta de cada autor ou partícipe deve concorrer objetivamente (ou seja, sob
o ponto de vista causal) para a produção do resultado. Ou, ainda, que cada
ação ou omissão humana (conduta) deve gozar de importância (relevância), à
luz do encadeamento causal de eventos, para a verificação daquele crime,
contribuindo objetivamente para tanto.
III- Liame subjetivo ( mesma coisa que vinculo subjetivo, tem consciência que está
cometendo crime). Necessário, também, que exista vínculo psicológico ou
normativo entre os diversos "atores criminosos", de maneira a fornecer uma
idéia de todo, isto é, de unidade na empreitada delitiva. Exige-se, por
conseguinte, que o sujeito manifeste, com a sua conduta, consciência e
vontade de atuar em obra delitiva comum.
IV- Identidade de infração penal. representa, na verdade, assim como o primeiro,
mera obviedade. Aliás, Damásio afirma tratar-se a "identidade de infração para
todos os participantes" não propriamente de um requisito, mas sim de
verdadeira "conseqüência jurídica diante das outras condições"

 Especies
o Co-autoria. é a reunião de dois ou mais autores para a prática de um
mesmo crime. Exp.: Coautoria no crime de Peculato – dois funcionários
públicos praticam o crime.
o Participação: é quem ajuda. Por exemplo, quem, sabendo das intenções do
autor, o leva ao local onde a vitima para que ele possa matá-lo, ou quem ajuda
o autor a fugir.

Conceito de autor
I- Teoria restritiva. Para essa teoria é autor aquele que reúne caracteres ônticos e típicos
para sê-lo, ao passo que a cumplicidade e a instigação são formas de extensão da
punibilidade, de vez que, por não integrar a figura típica, constituiria comportamento
impunível.
II- Teoria extensiva. é autor todo aquele que contribui com alguma causa para o resultado.
Assim, instigador e cúmplice são igualmente autores, já que essa teoria não distingue a
importância da contribuição causal de cada um no evento.
III- Teoria do domínio final do fato. é o fato de que o autor domina a realização do fato
típico controlando a continuidade ou a paralisação da ação delituosa, enquanto que o
partícipe não dispõe de poderes sobre a continuidade ou paralisação da ação típica.

Formas de participação
I- Induzimento. é a pessoa que cria a ideia do crime no autor. Este executa a
Participação moral.
II- Instigação. é aquele que reforça a ideia do crime já existente no autor. Este
executa a Participação moral também.
III- Prestação de auxilio. ato de fornecer utensílios para o crime. Exp:. emprestar
a arma do crime, é chamado de Participação material.

Da punibilidade da participação:
I- Autoria mediata. quando o autor se utiliza de outra pessoa para praticar o delito.
II- Autoria Colateral. quando dois ou mais indivíduos, agindo isoladamente e por si próprios,
praticam condutas visando ao cometimento do mesmo crime e na mesma situação fática.
Difere a autoria colateral da coautoria, vez que nesta existe, entre os participantes da
empreitada criminosa, o liame subjetivo de cometer o crime em conjunto.
III- Desvio objetivo de conduta
IV- Circunstancias incomunicáveis