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FACULDADE LABORO
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA

WANDANOMESLINDA FERREIRA DO CARMO

PREPARO DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE PARA LIDAR COM A POPULAÇÃO


IDOSA NO SUS

Brasília Distrito Federal


2018
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WANDANOMESLINDA FERREIRA DO CARMO

PREPARO DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE PARA LIDAR COM A POPULAÇÃO


IDOSA NO SUS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao


Curso de Especialização em Saúde da Família, da
Faculdade Laboro, para obtenção do título de
Especialista.

Orientador(a): Prof.(a). Fabiana Brandão

Brasília Distrito Federal


2018
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WANDANOMESLINDA FERREIRA DO CARMO

PREPARO DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE PARA LIDAR COM A POPULAÇÃO


IDOSA NO SUS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao


Curso de Especialização em Saúde da Família, da
Faculdade Laboro, para obtenção do título de
Especialista.

Aprovado em: _____/_____/_____

BANCA EXAMINADORA

______________________________________________________
Profa. Dra. (Orientadora)
Doutora em ...
Universidade ...

______________________________________________________
Examinador 1

______________________________________________________
Examinador 2
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1

PREPARO DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE PARA LIDAR COM A POPULAÇÃO


IDOSA NO SUS

WANDANOMESLINDA FERREIRA DO CARMO1

RESUMO

O processo de envelhecimento está crescendo no mundo e no Brasil está acelerado. Por


isso é um assunto muito atual e de grande relevancia, principalmente para profissionais
de saúde e para o governo, que precisa estar ciente da situação da população brasileira
para conseguir priorizar políticas de melhoria para o País, pois dessa forma poderão
saber como direcionar sua educação continuada, melhorias de serviços públicos
direcionados para este público em estudo que são os idosos; visando melhorar o
atendimento, a assistência e o processo de cura. Esta pesquisa teve como objetivo saber
a respeito do preparo dos profissionais de saúde do SUS para atender melhor este grupo
que cresce no mundo, mas que no Brasíl está em um processo muito acelerado, o que
causa preocupação, porque chegará um período em que a quantidade de idosos estará
muito maior que a de pessoas jovens.Com este trabalho foi possível verificar, embora
haja muitas políticas voltadas para a melhoria e qualidade de vida dos idosos, não são
aplicadas ou são aplicadas deixando a desejar, principalmente no que diz respeito ao
setor saúde. De acordo com os artigos pesquisados, nem o poder público nem os
profissionais da área da saúde estão preparados para atender, com qualidade, esse
público que a cada ano cresce muito no Brasil. Falta capacitação específica e continuada
desses profissionais da saúde para atender os idosos adoecidos que buscam por
atendimento no SUS.

Palavras-chave: Profissionais da saúde, SUS, preparo, idosos.

1 Especialização em Saúde da Família pela Faculdade Laboro, 2018.


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PRÉPARATION DES PROFESSIONNALS DE SANTÉ POUR FAIRE FACE À LA


POPULATION ÂGÉE DANS LE SYSTÈME UNIQUE DE SANTÉ (SUS)

RÉSUMÉ

Le processos de vieillissement s’accroît dans le monde et s’accélère au Bresil. Em cela,


il s’agit d’um sujet tès actuel et pertinent, en particulier pour les professionnels de la santé
et pour le réussir à prioriser des politiques d’amélioration du pays, puisque de cette
manière, il pourra savoir comment mettre em oeuvre sa formation continue, l’amélioration
de services publics dirigés vers ce public étudié que sont les personnes âgées, visant à
améliorer leur prise em charge, leur assistence et le processus de guérison, L’objectif de
cette recherche est de connaître la préparation de professionnels de santé du Système
Unique de Santé (SUS) pour améliorer la prise em charge de ce groupe croissant dans
le monde, mais qui connaît une nette accélération au Braésil, ce qui est source
d’inquiétudes étant donné qu’arrivera um momento ù la proportion de personnes âgées
se trouvera bien plus importante que celle de jeunes. Avec ce travail, il a été possible de
vérifier que bien qu’il existe de noubreuses politiques visant l’amélioration de la qualité de
vie des personnes âgées, celles-ci ne sont pas appliquée ou leus application laisse à
désirer, principalement en ce qui concerne le domaine de la santé. Selon les articles
étudiés, ni les pouvoir publics, ni les professionnels du secteur de la santé sont préparés
à effectuer une prise em charge de qualité de ce public qui coît chaque année au Braésil.
Il manque une formation et une qualification spécifique et continue de ces professionnels
de santé pour s’occuper des personnes âgées malades cherchant à être prises em charge
par le SUS.

Mots-clés: Professionnels de la santé. SUS. Préparation. Personnes âgées.


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1 INTRODUÇÃO

Frente a realidade do cenário brasileiro no que diz respeito ao aumento da


população idosa devido à baixa fecundidade e ao aumento da expectativa de vida, a
tendência é de que o número de idosos cresça a cada ano. Segundo o censo do IBGE
2018, o número de idosos cresceu 18% entre os anos de 2012 a 2017, chegando a 30
milhões em 2017. Sendo que para 2050 a expectativa é que aumente para 50 milhões
de idosos (MARIN et al, 2015).
Analisando tal situação, pode-se inferir que a necessidade de acesso aos
serviços de saúde também se elevará por parte dessa população, em consequência dos
hábitos inadequados de vida, da alimentação que ao longo da vida não foi e, talvez, ainda
não seja saudável, além da fragilidade do corpo nessa faixa etária, que acabam
provocando problemas de saúde.
Assim, pode-se chegar à conclusão de que, para esse público ter atendimento
de qualidade, também precisaremos ter pessoal qualificado, treinado para receber e
tratar essa população que só cresce no Brasil. Será que os profissionais da área de saúde
estão preparados para cuidar dessas pessoas?
São muitas as doenças que surgem com o avanço da idade: físicas, psíquicas,
emocionais; complicações advindas do adoecimento, debilidade geral, às vezes
irreversíveis devido à gravidade; são muitas as necessidades desse público, e à equipe
multiprofissionais cabe exatamente proporcionar bem estar físico, social e mental, além
de autonomia aos usuários que procuram o SUS, de acordo com a OMS (MARIN et al,
2015). Por isso a imprescindibilidade de qualificação profissional na área de gerontologia.
Diante disso, a outra questão é: Quais os impeditivos para que os profissionais da saúde
invistam nesse tipo de qualificação?
Essas questões levantadas têm como objetivos específico e geral, verificar o
preparo dos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender a
população de idosos que cresce a cada ano, saber os impeditivos para esses
profissionais não investirem na área da gerontologia, já que a demanda tende a crescer
e, além disso, problematizar o caso e publicar a necessidade de conscientização de tais
profissionais em se capacitar para melhorar a qualidade de atendimento dessa
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população, que na maioria das vezes tem saúde geral fragilizada (MACHADO,2014), ou
seja, o corpo já não tolera muito estresse, o que pode acarretar na instalação de
problemas de saúde ou agravá-los e deixando o sistema psicoemocional mais abalado.
Vale ressaltar que esse tipo de pesquisa contribui muito para os estudos com
essa temática, pois envolve investigação de literaturas atuais a respeito do assunto com
finalidade de encontrar o que há de novo na área, para verificar se houve alguma
mudança, melhorias e o que se pensa para o futuro, já que o assunto está cada vez mais
sendo encarado como algo de muita preocupação.

2 REVISÃO DE LITERATURA

Como já foi falado, o número de idosos vem crescendo muito nos últimos anos,
mas o envelhecimento, infelizmente, não surge sozinho; junto com ele e com suas
fragilidades naturais, devido às alterações fisiológicas, orgânicas e psicológicas
(CARDOSO, 2009), em que os sistemas não estão trabalhando com tanta eficiência como
trabalham quando estamos com menos idade; além dos problemas associados a uma
vida de maus hábitos que provocaram consequências, muitas vezes, irreversíveis,
provocando patologias crônicas, difíceis de curar e controlar.
De acordo com Cardoso (2009), são as patologias que intensificam o processo
de envelhecimento, suscitando em declínio frenético das funções, dando início, caso não
receba assistência adequada, a fragilização da pessoa, que deixa de estar em um
processo de senescência para estar em um processo de senilidade.
As alterações que ocorrem ao longo do processo de envelhecimento são
diversas, como: anatômicas (na coluna vertebral, perda de massa óssea, menor
resistência e estabilidade das cartilagens articulares, perda de massa muscular, dentre
outras); cerebrais (reduz capacidade de assimilação de informações, redução de
raciocínio, retardo na capacidade de resposta, redução de neurônios e de
neurotransmissores, degenera estruturas oculares e auditivas); cardiovasculares (aorta
mais rígida, aumento da espessura da parede do ventrículo esquerdo, acúmulo de
gordura, perda de fibras elásticas e aumento do colágeno, elevação da frequência
cardíaca, dificuldade na ejeção do sangue, quase não responde as catecolaminas,
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diminui a respostas vasculares ao reflexo barorreceptores, etc); No respiratório


(enfraquece a musculatura esquelética, o tórax se torna rígido, reduz pressões
inspiratórias e expiratórias, reduz força da musculatura respiratória. O único que não é
prejudicado é o diafragma); no sistema digestivo, funcional e estrutural, perde o paladar,
reduz produção da insulina, reduz metabolismo do fígado, altera o peristaltismo, dentre
outras);urinário (a função renal é reduzida para a metade, os músculos da pelve se
tornam enfraquecidos, aumentando a urgência da pessoa); no sistema imunológico,
ocorre a imunosenescência, que é a deficiência do sistema imunitário com o processo de
envelhecimento, que acaba ajudando para a morbimortalidade (CARDOSO, 2009).
Além dessa lista de alterações que os organismos inevitavelmente passam
devido ao aumento da idade, existem as síndromes geriátricas, causadas pelo desgaste
do corpo como um todo, as quais podem se agravar por meio dos maus hábitos de vida,
como por exemplo: osteoporose, Alzheimer, reumatismo, Parkinson, arteriosclerose,
cardiopatias, infecções pulmonares, ansiedade, depressão, hipocondria, solidão,
incontinência, dentre outras.
Dessa maneira, constatamos que a situação de um indivíduo longevo precisa
de cuidados (CARDOS,2009) diferenciados, meticulosos, pois trata-se de um sujeito,
muitas vezes, extremamente frágil. Necessita, portanto, de profissionais da saúde que
entendam bem de suas especificidades de idoso, das possíveis alterações consideradas
normais para a faixa etária, e conhecer sobre as prováveis alterações patológicas
(SANTO,2015), porque dessa maneira conseguirá intervir e tratar o paciente com mais
eficiência e humanidade, respeito (SILVA, 2014).
Contudo, sabe-se pelas pesquisas que os profissionais da saúde não estão
preparados para cuidar dos idosos (SANTO,2015), muito menos de muitos idosos
adoecidos, como tende a acontecer daqui há alguns anos, já que o número de idosos
está cada vez maior; coma demonstração para esse cenário temos o gráfico que pode
ser observado logo abaixo:
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Fonte://ww2.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_da_populacao/2008/piramide/
piramide.shtm. Acesso em: 14/11/2018, 14:17.

Associado com os maus hábitos alimentares e de vida (MARIN, MARTINS,


MARQUES, FERES, SARAIVA, DRUZIAN, 2008), prática muito comum entre a
população em geral, acabam levando esse grupo, já fragilizado devido ao tempo grande
de vida, ao adoecimento com muita facilidade, obrigando-os a procurar atendimento no
Sistema Único de Saúde-SUS, que não está preparado para receber esse público.
Embora haja um compromisso dos gestores em relação a conscientização dos
profissionais de saúde da necessidade de se ter uma formação continuada, vê-se que há
pouco ou nenhum investimento nesse aspecto. A impressão que dá é que os profissionais
ainda não perceberam a gravidade da situação atual, já que o aumento do número de
idosos significa, em sua grande maioria, crescente demanda pelos serviços de saúde
(VERAS, CALDAS, CORDEIRO, 2013). Por isso que a maioria dos artigos que se
pesquisou trazem em seus textos que nem o sistema de saúde nem seus profissionais
estão preparados para atender essa faixa etária da população, significando em
atendimentos insatisfatórios, prejudicando os processos reabilitatórios, de promoção da
qualidade de vida, preventivo e até de cura (MARIN, et al, 2008).
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Não existe viabilidade de se educar em relação ao autocuidado, para a


conquista do melhoramento da qualidade de vida e da saúde, se os próprios profissionais
não conseguem se educar, se atualizar, se melhorar para ajudar o outro (SANTOS,
MENDONÇA, SILVA, SOUSA, PACÍFICO, PAIVA, 2015). São muitos os autores que
fazem apontamentos a respeito da não atualização dos profissionais da saúde,
principalmente no que diz respeito ao aperfeiçoamento em determinadas áreas, como as
de gerontologia e de geriatria. São poucos os profissionais que se interessam em se
especializar, se aperfeiçoar e melhorar no cuidado aos idosos (VERAS, CALDAS,
CORDEIRO, 2013). Por isso o número de profissionais capacitados para atender esse
contingente de pessoas, que parece crescer a cada ano, é preocupantemente pequeno.
Ainda nesse raciocínio, há pesquisadores que acreditam que a formação em
saúde está, na verdade, sendo menosprezada, pois, ao invés de melhorar, está
reforçando o mesmo modelo de assistência há anos criticado; o pessoal da saúde não
está conseguindo enxergar o nível complicado em que se encontra a saúde, deixando de
se preparar e de preparar o sistema de saúde para conseguir lidar de forma satisfatória
com as situações que se apresentam (MADEIROS, JUNIOR, BOUSQUAT, MEDINA,
2017).
Para Silva (2014) autora, da mesma forma que muitos outros estudiosos,
concorda que a educação permanente, estudos e debates, potencializam e qualificam os
profissionais para um atendimento mais humanizado, respeitoso, com respeito,
amparando melhor e proporcionando segurança, ou seja, fazendo-se um trabalho em que
os sujeitos se sintam acolhidos e vistos como um todo, dentro das particularidades de
cada um. Todos que procuram por ajuda no Sistema Único de Saúde estão em um
processo de doença, mas cada qual irá ter um histórico de vida e de saúde, responderá
de forma diferente às intervenções e terão outras necessidades psicoemocionais. Por
esse motivo o profissional de saúde precisa estar em constante aperfeiçoamento, só
assim conseguirá lidar com essa diversidade de situações; principalmente no que diz
respeito aos cuidados dos idosos, isso é uma visão integral do ser humano.
Em acordo com esse ponto, de que falta preparo aos profissionais de saúde
para atender a população idosa, está a autora Machado (2014), que expõe em seu artigo
que os profissionais têm um grande desafio pela frente devido à grande complexidade da
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demanda e pelo estado do demandante em questão. Por esse motivo, acredita-se que
seja necessário um grande investimento em aperfeiçoamento para atender esse público
crescente; melhorando a integralidade dos atendimentos dessa população. Outro
problema que ela observa é o número reduzido de profissionais especialistas na área.
De acordo com Machado (2014), como as complicações da saúde do idoso
são bastante duráveis, infelizmente, requer, para o cuidado desses, não só um
profissional de saúde qualificado, mas também de uma equipe multiprofissional com
saberes na área de gerontologia ou geriatria, dependendo do profissional, pois dessa
forma é possível articular ideias, traçar intervenções e oferecer uma assistência mais
direcionada, de forma que trabalhe os idosos de maneira integral, possibilitando maiores
chances de recuperação da saúde; pois a maior parte das patologias que acometem esse
público é evitável e tratável, desde que identificados os riscos por meio de prevenção,
apesar de existirem mais serviços voltados para a cura, não para a prevenção (VERAS,
2009).
Segundo Santos (2015) O capacitado trabalhador precisa estar ciente que seu
serviço deve levar em consideração uma assistência completa, global e perseverante a
todos aqueles que façam parte da família, ao longo de seus ciclos de vida, atém sua fase
envelhecimento, melhorando a vida dos idosos, os valorizando, os protegendo, de certa
forma, identificando seus prováveis riscos etc.; entretanto, para que ocorra isso, é
necessário que os profissionais de saúde se preparem, desenvolvam competências, e
invistam permanentemente em cursos voltados para tal questão. É claro que nem todos
os idosos são doentes, mas tem um organismo frágil e que precisa de melhores cuidados
para não adoecerem, e para os já doentes, não haver piora de seu quadro patológico.
Quando se trata de pacientes em sua finitude, são diversas outras formações
necessárias para se conseguir lidar com a perda, pois não há disciplina específica que
aborde sobre o morrer. Em vista disso, seria interessante se os profissionais da saúde
fizessem, também, um curso sobre tanatologia, sobre técnicas paliativas e sobre os
processos psicológicos envolvidos nesses momentos delicados para os familiares e para
os profissionais da saúde envolvidos diretamente com essas questões (ALI, 2010).
São muitas as políticas de incentivo ao cuidado dos idosos, mas são poucas
as que incentivem os profissionais a se capacitarem para oferecer um serviço
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direcionado, de qualidade, com respeito e eficiência, que alcance a muitos e de forma


integral, proporcionando um envelhecimento ativo e são; essa é a prioridade do Ministério
da Saúde, que inclusive estabeleceu uma política nacional de saúde para o idoso, em
que se reza: promoção de um envelhecimento ativo e saudável, de uma atenção integral,
promoção de recursos que garanta a qualidade da atenção, que haja participação da
população, que os profissionais tenham formação continuada voltada para esse público,
dentre outros aspectos importantes(VERAS, 2009).
As políticas voltadas ao atendimento dos idosos vem desde 1999, seguida das
garantias constitucionais (CF,1988) e de outras leis que ajudaram a normatizar e regular
a atuação nesse sentido. Para consolidação do Sistema Único de Saúde-SUS, criou-se
o Pacto pela saúde, o Pacto pela vida e em Defesa do SUS, sempre levando-se em
consideração para a criação dessas políticas: questões pessoais, econômicas, cultural e
comportamental dos indivíduos (VERAS, 2009), além de outras portarias, leis, normas,
diretrizes, etc., como a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa-PNSPI, que cuida e
recomenda, para melhor atender a população idosa, uma formação continuada dos
profissionais que cuidam desse público (SANTOS, MENDONÇA, SILVA, SOUSA,
PACÍFICO, PAIVA, 2015). Motta, Aguiar (2017), abordam em seu artigo várias políticas
voltadas para os anciões, sejam eles doentes ou não, como é o caso da lei orgânica da
saúde, que elenca a plenitude moral e física, autonomia, dentre outros; outra política que
ele cita é a PNSI, que está em concordância tanto com a Lei Orgânica quanto com a
Política Nacional do Idoso fomentando, dentre outras coisas, um saudável
envelhecimento, melhorando capacidade funcional e prevenindo enfermidades; o
Estatuto do idoso é outro documento criado com intenção de complementar as garantias
direcionadas para esse público, nele se reza que o Direito à saúde por meio do Sistema
Único de Saúde, onde devem ser atendidos integralmente, com igualdade, de maneira
articulada e continuada, com fim de assegurar fomentar, prevenir, recuperar e proteger a
saúde, não só física como também mental, de cada um que vai em busca do Sistema
Público de Saúde; além de firmar a necessidade de capacitar e treinar os profissionais
da saúde. Fora essas garantias, tem a Constituição Federal da República de 1988, que
amplia o entendimento de saúde, garantindo a todos o seu acesso e obrigando o Estado
a oferecer esse tipo de cuidado a população (MOTTA, AGUIAR, 2017).
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Para que essas garantias sejam, de fato, postas em pratica em sua


integralidade, é improtelável a precisão de explorar a urgência que há de novos
paradigmas de cuidado na saúde do idoso, para se extinguir com os modelos de
assistência centrada somente na doença dos indivíduos (MEDEIROS, JÚNIOR,
BOUSQUAT, MEDINA, 2017), as pessoas precisam não somente ter conhecimento da
existência desses direitos, mas também, ter preparo para coloca-los em pratica,
promovendo incentivos, investimentos na capacitação dos profissionais, com foco em
uma atuação onde estejam envolvidos diversos profissionais de diversas áreas e levando
em consideração diversas disciplinas, para combater as fragilidades não somente do
idoso, como também de seus familiares e do sistema de saúde (MARIN, MARTINS,
MARQUES, FERES, SARAIVA, DRUZIAN, 2008).
O preparo dos profissionais precisa ser não somente no âmbito dos direitos ou
dos problemas físicos, mas também psicoemocionais, pois já se sabe que o processo de
envelhecimento não é muito bem aceito por todos os seres humanos, por isso muitos
entram em depressão; é um transtorno muito comum nos idosos. Portanto, também é
necessário que os profissionais saibam pelo menos identificar o problema para conseguir
acolher o idoso e depois encaminhá-lo para o profissional que cuida dessa atribuição,
que tenha um preparo técnico-assistencial, de saúde mental, e bom preparo para intervir
quando necessário para oferecer uma boa atuação (MALTA, 2008).
De acordo com o caderno de Atenção Básica nª 4 da Estratégia Saúde da
Família (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2000), o antigo PSF, traz em seu caderno que o
governo federal está, junto com os governos dos estados e dos municípios, vem por meio
dos polos capacitando equipes que precisarão estar atentas para as mudanças de perfil
da população (FONSECA, SOUZA, 2015).
Não há como negar, pesquisas já apontam as mudanças do perfil do povo
brasileiro; a população está envelhecendo aceleradamente. De acordo com o caderno
das diretrizes para o cuidado das pessoas idosas no SUS (2014), a expectativa de vida
da população brasileira se deve às melhorias na renda, na escolarização, no saneamento
básico, criação e manutenção de redes de esgoto, água encanada e acesso a serviços
médicos preventivos e curativos. O que está faltando é um melhor preparo do sistema de
saúde e de seus colaboradores para dar melhor assistência a esse pessoal,
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responsabilizando-se por ele, o acolhendo e atendendo de forma adequada (SANTOS,


2015).

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Confirmou-se com a revisão que realmente há despreparo dos profissionais


de saúde no que diz respeito ao atendimento e ao cuidado com a saúde dos idosos. O
que é de se preocupar devido ao aumento do número dessas pessoas no Brasil e as
especificidades que requerem, pelas alterações fisiológicas, físicas e psicológicas de
difícil recuperação por causa da idade avançada que acaba declinando o funcionamento
do corpo (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2000).
Pode-se concluir, também, que muitos profissionais formados ainda não tem
consciência da necessidade de ir em busca de um aperfeiçoamento nas áreas de
gerontologia ou de geriatria, mesmo quando não se gosta, pois para quem trabalha com
saúde e em um sistema público de saúde, precisa estar preparado para atender nos
momentos emergenciais, na ausência de especialistas da área, seria uma espécie de
corresponsabilidade (CAMARGO, CAMPOS, 2015) entre os profissionais da saúde.
Também pode-se afirmar que há necessidade, para fomentar o interesse nas
áreas de gerontologia e geriatria, de investimento na área educacional, de onde surgem
os novos profissionais; os futuros conhecedores da máquina humana, de suas
necessidades e carências para desenvolver e manter uma boa qualidade de vida. Mas,
para isso, vê se necessidade de adaptar os currículos dos cursos das áreas de saúde às
novas demandas que se apresentam no cenário Brasileiro, mudanças na maneira de
ensinar os conteúdos realmente necessários para uma boa atuação, conforme o público
que se atenderá, escolha de materiais que atendam ao novo sistema educacional na área
da saúde, com objetivo de melhor atender as expectativas dos futuros profissionais e que
consigam articular a teoria com a prática sem contrastar e levar o estudante a gasto de
energia desnecessário (CARVALHO, HENNINGTON, 2015).
Finalizando, vale pontuar que o incitamento, por meio deste artigo, serve para
destacar a necessidade, também, de mudanças na forma dos profissionais atuarem
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enquanto equipe e enquanto profissionais que não só merecem respeito, mas também
precisam demonstrá-lo ao colega e aos usuários do Sistema Único de Saúde.
Com isso, posso concluir que este artigo foi de grande valia para mostrar o
cenário concreto que se vive hoje e das necessidades que se deve trabalhar nelas para
melhorá-las e, dessa maneira, melhorar a qualidade de vida e de saúde da população
que a cada ano envelhece mais e necessita mais do sistema público de saúde. Embora
não se tenha conseguido encontrar uma resposta do motivo pelo qual os profissionais da
saúde não investem nas áreas de gerontologia e de geriatria, pode-se verificar a grande
necessidade de investimento, por parte dos governos e da sociedade, em forma de
cobranças e fiscalização, na conscientização e aperfeiçoamento dos profissionais da
área de saúde, para melhor atender, principalmente, os idosos.
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